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Aula 10
PRF (Policial) Passo Estratégico de
Português
Autor:
Carlos Roberto Correa
22 de Janeiro de 2026
02929969504 - Nivaldo Neves De Araújo
 
 
 
 
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27 
TEMPOS E MODOS VERBAIS 
Tempos e modos verbais ....................................................................................................................1 
Análise Estatística .................................................................................................................................2 
O que é mais cobrado dentro do assunto? ............................................................................................... 2 
Roteiro de revisão e pontos do assunto que merecem destaque ...............................................3 
Presente do modo indicativo ...................................................................................................................... 4 
Pretérito imperfeito do modo indicativo .................................................................................................. 4 
Pretérito perfeito do modo indicativo ....................................................................................................... 5 
Pretérito mais que perfeito do modo indicativo ...................................................................................... 6 
Futuro do presente do modo indicativo .................................................................................................... 6 
Futuro do pretérito do modo indicativo .................................................................................................... 7 
Presente do modo subjuntivo ..................................................................................................................... 8 
Pretérito imperfeito do modo subjuntivo ................................................................................................. 8 
Pretérito perfeito do modo subjuntivo ...................................................................................................... 9 
Pretérito mais que perfeito do modo subjuntivo ..................................................................................... 9 
Futuro simples do modo subjuntivo .......................................................................................................... 9 
Modo imperativo ....................................................................................................................................... 10 
Verbos de ligação ....................................................................................................................................... 10 
Aposta Estratégica .............................................................................................................................. 11 
Questões estratégicas........................................................................................................................ 12 
Questionário estratégico de revisão ............................................................................................... 24 
Perguntas .................................................................................................................................................... 24 
Perguntas e respostas ............................................................................................................................... 25 
Gabarito ............................................................................................................................................... 26 
Bibliografia ........................................................................................................................................... 27 
 
 
Carlos Roberto Correa
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 2 
27 
ANÁLISE ESTATÍSTICA 
Com o intuito de fazer um estudo direcionado, de acordo com as especificidades da banca, fizemos um 
ranking com os percentuais de incidência segregados por assunto e subassunto, baseando-nos nos seguintes 
critérios: 
• Banca examinadora: Cebraspe 
• Período da análise: 2022 a 2025 
• Área: Policial 
• Escolaridade: Nível Superior 
• Quantidade de questões analisadas: 251 
 
Isso nos permite visualizar os assuntos “preferidos” da banca examinadora. 
 
Assunto Percentual (%) 
Interpretação de textos; reescrita de frases; coesão e coerência 28,1% 
Tempos e modos verbais 14,5% 
Concordância verbal; concordância nominal; vozes verbais 11,2% 
Semântica; regência verbal; regência nominal 10,4% 
Relação de coordenação e subordinação das orações; pontuação 8,8% 
Ortografia; acentuação gráfica; crase 7,6% 
Pronomes: função sintática e colocação 6,8% 
Vocábulos “se”, “que” e “como” 5,2% 
Classes de palavras; formação e estrutura das palavras 3,6% 
Termos da oração 2,4% 
Redação Oficial 0,7% 
Linguagem; tipologia textual; fonética 0,7% 
Essa tabela mostra a ordem decrescente de incidência dos assuntos, ou seja, quanto maior o percentual de 
cobrança de um dado assunto, maior sua importância. 
 
O QUE É MAIS COBRADO DENTRO DO ASSUNTO? 
O assunto Tempos e modos verbais possui um grau de incidência de 14,5% nas questões colhidas (período 
da análise: 2022 a 2025; banca Cebraspe), possuindo importância muito alta no contexto geral da nossa 
matéria, de acordo com o esquema de classificação que adotaremos, qual seja: 
Carlos Roberto Correa
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% de Cobrança Importância do Assunto 
Até 1,9% Baixa a Mediana 
De 2% a 4,9% Média 
De 5% a 9,9% Alta 
10% ou mais Muito Alta 
Dividindo-se em subassuntos, temos os seguintes percentuais: 
Subassunto 
Percentual 
(%) 
Detalhamento dos conteúdos mais cobrados 
Emprego de tempos verbais 62% 
Presente, pretérito perfeito e imperfeito; 
futuro do presente 
Reconhecimento de modos 
verbais 
23% Indicativo, subjuntivo e imperativo 
Concordância entre tempos e 
modos 
15% Coerência temporal em construções sintáticas 
 
ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE 
A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do assunto e, ao 
mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção. 
Pessoal, o estudo dos modos verbais é importante para compreender a realização de determinados fatos, 
ou seja, se estamos diante de fato certo, incerto ou ordenado. 
Vejam estes exemplos: 
▪ Carlos estudou todo o edital. (fato certo) 
▪ Se Carlos estudasse o edital, passaria no concurso. (fato incerto) 
▪ Estude, Carlos, todo o edital. (fato ordenado) 
Há três modos verbais: o indicativo, o subjuntivo e o imperativo. 
➢ Indicativo – modo que indica certeza; 
 
▪ Estudo todos os dias para passar no concurso. 
 
➢ Subjuntivo – modo que indica dúvida; 
 
▪ E se eu passasse no concurso e você morasse comigo? 
 
➢ Imperativo – modo que exprime ordem, pedido ou conselho. 
 
▪ Comemorem quando eu for aprovado! 
Carlos Roberto Correa
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PRESENTE DO MODO INDICATIVO 
 Estudar Crescer Sorrir 
Eu Estudo Cresço Sorrio 
Tu Estudas Cresces Sorris 
Ele Estuda Cresce Sorri 
Nós Estudamos Crescemos Sorrimos 
Vós Estudais Cresceis Sorris 
Eles Estudam Crescem Sorriem 
➢ Indica fato atual ou habitual. 
 
▪ Ao nascer do sol, os futuros servidores iniciam seus estudos. 
 
➢ Indica um fato permanente ou uma verdade permanente (científica, religiosa, filosófica). 
 
▪ A água ferve a 100 graus Celsius. 
 
➢ Indica um presente histórico (utilizado em narrações). 
 
▪ Diante dela está [=estava] um guerreiro estranho. 
 
➢ Emprega-se pelo futuro do presente para indicar um fato que ocorrerá em breve. 
 
▪ Amanhã, inicia [=iniciará] o curso de Língua Portuguesa.➢ Emprega-se em linguagem viva em lugar do pretérito. 
 
▪ Se teu irmão não estuda [=tivesse estudada], estaria desempregado. 
PRETÉRITO IMPERFEITO DO MODO INDICATIVO 
 Estudar Crescer Sorrir 
Eu Estudava Crescia Sorria 
Tu Estudavas Crescias Sorrias 
Ele Estudava Crescia Sorria 
Nós Estudávamos Crescíamos Sorríamos 
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Vós Estudáveis Crescíeis Sorríeis 
Eles Estudavam Cresciam Sorriam 
 
➢ Enuncia fatos repetidos, frequentes, habituais no passado. 
 
▪ Durante a minha preparação, eu estudava todo dia. 
 
➢ Para indicar uma ação que estava ocorrendo (durativa ou contínua) quando outra aconteceu. 
 
▪ Eu estava lendo quando ela gritou. 
 
➢ Para indicar ação planejada, esperada, que não se realizou. 
 
▪ Eu pretendia fazer a prova, mas perdi a data da inscrição. 
PRETÉRITO PERFEITO DO MODO INDICATIVO 
 Estudar Crescer Sorrir 
Eu Estudei Cresci Sorri 
Tu Estudaste Cresceste Sorriste 
Ele Estudou Cresceu Sorriu 
Nós Estudamos Crescemos Sorrimos 
Vós Estudastes Crescestes Sorristes 
Eles Estudaram Cresceram Sorriram 
➢ Indica um fato realizado, uma ação concluída. 
 
▪ Estudei três aulas do Passo Estratégico hoje. 
 
➢ O pretérito perfeito composto expressa uma ação que começou no passado e se prolonga até o 
presente. 
 
▪ Tenho dado motivos suficientes para ser aprovado. 
 
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PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO DO MODO INDICATIVO 
 Estudar Crescer Sorrir 
Eu Estudara Crescera Sorrira 
Tu Estudaras Cresceras Sorriras 
Ele Estudara Crescera Sorrira 
Nós Estudáramos Crescêramos Sorríramos 
Vós Estudáreis Crescêreis Sorríreis 
Eles Estudaram Cresceram Sorriram 
➢ Indica um evento perfeitamente acabado antes de outro no passado. 
 
▪ Quando iniciei a preparação, Carlos já passara naquele certame. 
▪ Já passara das onze quando ele soube da aprovação. 
 
➢ Emprega-se pelo pretérito imperfeito do subjuntivo. 
 
▪ Teria sito um ano magnífico, não fora [=fosse] o corte orçamentário. 
Em geral, usa-se o pretérito mais que perfeito composto do que o simples. 
O mais que perfeito composto é formado pela locução Tinha/Havia+Particípio. Equivale ao simples –RA. 
▪ Quando iniciei a preparação, Carlos já havia passado naquele certame. 
▪ Já tinha passado das onze quando ele soube da aprovação. 
FUTURO DO PRESENTE DO MODO INDICATIVO 
 Estudar Crescer Sorrir 
Eu Estudarei Crescerei Sorrirá 
Tu Estudarás Crescerás Sorrirás 
Ele Estudará Crescerá Sorrirá 
Nós Estudaremos Cresceremos Sorriremos 
Vós Estudareis Crescereis Sorrireis 
Eles Estudarão Crescerão Sorrirão 
➢ Indica um fato futuro em relação ao momento da fala. 
 
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▪ Passarei no concurso e realizarei um grande sonho. 
 
➢ Pode indicar dúvida ou incerteza. 
 
▪ A prova poderá vir fácil? 
 
➢ Pode ser usado com força de imperativo. 
 
▪ Não furtarás! 
 
➢ Pode ser substituído por locuções constituídas pelo presente do indicativo dos verbos ir, ter ou haver 
+ infinitivo do verbo principal. 
▪ Carlos vai passar no ano que vem. [vai passar = passará] 
▪ Hei de ter mais cuidado nas próximas provas. [hei de ter = terei] 
FUTURO DO PRETÉRITO DO MODO INDICATIVO 
 Estudar Crescer Sorrir 
Eu Estudaria Cresceria Sorriria 
Tu Estudarias Crescerias Sorririas 
Ele Estudaria Cresceria Sorriria 
Nós Estudaríamos Cresceríamos Sorriríamos 
Vós Estudaríeis Cresceríeis Sorriríeis 
Eles Estudariam Cresceriam Sorririam 
➢ Indica um fato futuro condicionado a outro. 
 
▪ Eu estudaria, se não estivesse doente. 
 
➢ Indica um fato futuro expressado no passado. 
 
▪ Naquela oportunidade, afirmei que o apoiaria. 
 
➢ Pode ser usado para expressar polidez. 
▪ Poderia auxiliar-me com esta questão? 
▪ Gostaria de uma sobremesa? 
 
➢ Pode exprimir dúvida. 
 
▪ Ao estudar sem pausas, você não estaria exagerando? 
 
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➢ Pode ser usado por locuções formadas com o pretérito imperfeito do indicativo do verbo ir+infinitivo 
do verbo principal. 
 
▪ Avisara-nos que aprova ia ser difícil. [ia ser = seria] 
PRESENTE DO MODO SUBJUNTIVO 
 Estudar Crescer Sorrir 
Eu Que eu estude Que eu cresça Que eu sorria 
Tu Que tu estudes Que tu cresças Que tu sorrias 
Ele Que ele estude Que ele cresça Que ele sorria 
Nós Que nós estudemos Que nós cresçamos Que nós sorriamos 
Vós Que vós estudeis Que vós cresçais Que vós sorriais 
Eles Que eles estudem Que eles cresçam Que eles sorriam 
➢ Indica dúvida, possibilidade. (sua terminação é A/E) 
 
▪ Tememos que a prova venha difícil. 
 
➢ Emprega-se em orações optativas. 
 
▪ Que você estude mais. 
PRETÉRITO IMPERFEITO DO MODO SUBJUNTIVO 
 Estudar Crescer Sorrir 
Eu Se eu estudasse Se eu crescesse Se eu sorrisse 
Tu Se tu estudasses Se tu crescesses Se tu sorrisses 
Ele Se ele estudasse Se ele crescesse Se ele sorrisse 
Nós Se nós estudássemos Se nós crescêssemos Se nós sorríssemos 
Vós Se vós estudásseis Se vós crescêsseis Se vós sorrísseis 
Eles Se eles estudassem Se eles crescessem Se eles sorrissem 
➢ Usa-se em orações adverbiais, condicionais, causais e outras. 
▪ Se estudasse com afinco, passaria na prova. 
▪ Por mais que insistisse, não compreendeu a matéria. 
 
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➢ Forma orações substantivas e adjetivas. 
▪ A concorrência não impedia que os alunos se dedicassem. 
▪ Nunca fui um aluno que morresse em cima dos livros. 
PRETÉRITO PERFEITO DO MODO SUBJUNTIVO 
Indica fatos supostamente concluídos ou um fato futuro concluído com relação a outro fato futuro. 
Apresenta apenas a forma composta (verbo auxiliar ter + particípio do verbo principal). 
➢ Fato supostamente concluído. 
 
▪ Espero que tu não tenhas perdido a vaga no curso. 
 
➢ Fato futuro concluído em relação a outro fato futuro. 
 
▪ Quando eu chegar ao curso, espero que os alunos já tenham concluído a revisão. 
PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO DO MODO SUBJUNTIVO 
Existente só na forma composta, o pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo é formado com pretérito 
imperfeito do subjuntivo do verbo “ter” (ou “haver” na linguagem formal) combinado com o particípio 
passado do verbo principal. 
➢ Traduz um fato anterior a outro fato passado. 
▪ Se tivesse estudado mais, teria tirado uma nota melhor. 
▪ Esperava que os alunos tivessem lido todos os textos para aula. 
FUTURO SIMPLES DO MODO SUBJUNTIVO 
 Estudar Crescer Sorrir 
Eu Quando eu estudar Quando eu crescer Quando eu sorrir 
Tu Quando tu estudares Quando tu cresceres Quando tu sorrires 
Ele Quando ele estudar Quando ele crescer Quando ele sorrir 
Nós Quando nós estudarmos Quando nós crescermos Quando nós sorrirmos 
Vós Quando vós estudardes Quando vós crescerdes Quando vós sorrirdes 
Eles Quando eles estudarem Quando eles crescerem Quando eles sorrirem 
 
➢ Usa-se em orações adverbiais condicionais, temporais, proporcionais e outras. 
 
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▪ Se estudarem muito, serão aprovados. 
▪ Caso persistirem as dúvidas, procure a ajuda do professor. 
▪ Quando eu a vir na lista dos aprovados, descansarei. 
Atenção para não confundir! 
Propor (Infinitivo) x Propuser (futuro do subjuntivo) 
Entreter (Infinitivo) x Entretiver (futuro do subjuntivo)Ver (Infinitivo) x Vir (futuro do subjuntivo) 
Vir (Infinitivo) x Vier (futuro do subjuntivo) 
MODO IMPERATIVO 
Registra-se para exprimir ordem (ou proibição, pedido, convite, conselho, licença) que parte da 1ª pessoa 
para a 2ª pessoa do discurso. 
O imperativo negativo é todo derivado do presente do subjuntivo. No imperativo afirmativo, em “tu” e 
“vós”, teremos a mesma conjugação do presente do indicativo, mas sem o “S” (Tu bebes e Vós bebeis vão 
virar no imperativo bebe tu e bebei vós), as demais formas serão derivadas também do presente do 
subjuntivo. 
 Estudar Crescer Sorrir 
Tu Estuda tu Cresce tu Sorri tu 
Ele (você) Estude ele Cresça ele Sorria ele 
Nós Estudemos nós Cresçamos nós Sorriamos nós 
Vós Estudai vós Crescei vós Sorride vós 
Eles (vocês) Estudem eles Cresçam eles Sorriam eles 
VERBOS DE LIGAÇÃO 
Os verbos que indicam ação são chamados de “nocionais”. Os verbos de ligação, por sua vez, são chamados 
verbos de estado ou verbos relacionais. 
➢ Estado permanente: 
 
▪ O aluno é confiante. 
 
➢ Estado continuado: 
 
▪ O aluno permanece confiante. 
 
➢ Estado transitório/circunstancial: 
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▪ O aluno está feliz. 
▪ O professor anda misterioso ultimamente. 
 
➢ Mudança de estado: 
▪ O aluno tornou-se organizado por causa do concurso. 
▪ Capitu deu uma bela noiva. * 
Fuja dos decorebas e interprete o verbo no contexto. Nesse caso, o verbo “dar” possui o sentido de 
“tornar-se”. 
➢ Estado aparente: 
 
▪ A aluna parece distraída. 
APOSTA ESTRATÉGICA 
A ideia desta seção é apresentar os pontos do conteúdo que mais possuem chances de serem cobrados em 
prova, considerando o histórico de questões da banca em provas de nível semelhante à nossa, bem como a 
experiência do professor. 
Aposta Estratégica: Emprego de tempos verbais 
Justificativa da escolha: 
O emprego de tempos verbais lidera com ampla margem entre os subassuntos relacionados ao verbo, o que 
demonstra a importância atribuída pelas bancas ao domínio do uso correto dos tempos em diferentes 
contextos discursivos. O foco não está apenas na identificação dos tempos, mas principalmente em sua 
aplicação conforme a intenção comunicativa e o efeito de sentido que produzem nos textos. 
Como esse assunto é cobrado em prova: 
As questões exigem que o candidato identifique e analise o uso dos tempos verbais em fragmentos de 
textos, avaliando se o tempo está adequado à progressão temporal, ao valor semântico pretendido e à 
coerência do enunciado. É comum a cobrança por meio de reescritas, reconhecimento de desvios, e 
identificação de efeitos de sentido decorrentes da substituição de um tempo verbal por outro, 
especialmente entre presente, pretérito perfeito e imperfeito, e futuro do presente. 
Cuidados que o aluno deve ter: 
Um erro recorrente entre candidatos é a memorização mecânica dos tempos sem compreender suas 
funções textuais. O aluno deve evitar generalizações e prestar atenção às sutilezas do uso verbal, como a 
diferença entre o pretérito perfeito (ação concluída) e o imperfeito (ação habitual ou descritiva). Outro 
ponto crítico é a influência do tempo verbal na coerência e coesão textual, sobretudo em textos narrativos 
e argumentativos. 
Esquema visual da aposta estratégica (tabela detalhada): 
Aspecto Detalhamento 
Conteúdos mais cobrados 
- Uso adequado de: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, 
futuro do presente 
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Como a banca cobra 
- Análise do tempo verbal em trechos do texto 
- Avaliação da correção ou incorreção no uso verbal 
- Substituições com alteração ou preservação de sentido 
Riscos para o candidato 
- Confundir funções dos tempos próximos 
- Ignorar o efeito de sentido produzido pelo tempo 
- Perder a coerência textual ao propor reescritas 
Habilidades exigidas 
- Reconhecer os tempos verbais em uso 
- Compreender seus efeitos no texto 
- Avaliar a correção e adequação dos tempos em diferentes contextos 
Estratégias de estudo 
- Revisar conjugação e valores semânticos dos tempos verbais 
- Analisar textos variados com foco na progressão temporal 
- Resolver questões que envolvam substituições verbais 
Técnicas recomendadas em 
prova 
- Observar o tempo base do enunciado para identificar incoerências 
- Verificar se há continuidade e lógica temporal entre verbos em 
sequência 
Fontes de treino indicadas 
- Questões de concursos que envolvam reescrita e coerência temporal 
- Textos narrativos e argumentativos com ênfase na progressão verbal 
Conclusão da aposta estratégica: 
O domínio do emprego de tempos verbais é essencial não apenas para resolver questões gramaticais 
isoladas, mas também para garantir a correção e coerência de reescritas, interpretações e construções 
textuais. A análise da conjugação verbal deve sempre ser acompanhada da percepção de sentido e 
intencionalidade do autor. Por isso, trata-se de um conteúdo de alta prioridade e impacto na performance 
do candidato. 
QUESTÕES ESTRATÉGICAS 
Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas 
estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a sua 
prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. A ideia, aqui, não é que você fixe o 
conteúdo por meio de uma bateria extensa de questões, mas que você faça uma boa revisão global do 
assunto a partir de, relativamente, poucas questões. 
Questão 1: Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais 
CEBRASPE (CESPE) - Perito Médico Previdenciário (INSS) / 2025 – nível superior 
Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda sindicância 
promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a natureza do 
exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada 
em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um fato de natureza 
médica mais ou menos duradouro. 
A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas 
alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais 
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evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a 
sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. 
A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da 
época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das 
doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no 
Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática 
do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam 
adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do 
perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa 
penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. 
A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do 
suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, 
a igualdade perante a lei e a ausência de meios detortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à 
rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados 
pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. 
João Baptista de Oliveira e Costa Júnior. Os primórdios da perícia médica. Internet: 
 (com adaptações). 
A respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o próximo item. 
Estariam mantidos a correção gramatical e o sentido textual caso a forma verbal “fora” (terceiro período do 
terceiro parágrafo) fosse substituída por havia sido. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item propõe substituir a forma verbal “fora” por “havia sido” no trecho: 
“Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática do 
embalsamento exigia a mesma verificação.” 
A forma “fora” é o pretérito mais-que-perfeito do indicativo, na forma simples, e expressa uma ação 
anterior a outra já passada (neste caso, anterior ao momento da verificação feita pelos sacerdotes). 
A forma “havia sido” é o pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo, e possui o mesmo valor 
temporal e semântico da forma simples “fora”. Ambas indicam um passado anterior a outro passado. 
Portanto, ao substituir “fora” por “havia sido”, o texto preserva tanto a correção gramatical quanto o 
sentido original da frase. Trata-se de uma equivalência legítima dentro da norma culta da língua 
portuguesa, ainda que a forma composta seja mais comum na linguagem atual. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 2: Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais 
CEBRASPE (CESPE) - Especialista em Recursos Minerais (ANM) / 2025 – nível superior 
Globalmente, as mulheres representam de 8% a 17% da força de trabalho na mineração. O Brasil está na 
ponta positiva do espectro, com representação média feminina de 17% — ainda que os números sejam mais 
baixos que os do setor industrial brasileiro em geral, em que esse percentual fica em torno de 25%. Na alta 
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liderança, as mulheres representam 20% dos cargos de chefia e 21% dos conselhos administrativos na 
mineração. 
De acordo com uma pesquisa global da McKinsey, além de colocar em prática valores de igualdade e 
equidade, a diversidade melhora o desempenho operacional. Equipes diversas são mais produtivas, 
aderindo 11% mais ao cronograma de produção; têm práticas mais seguras, com uma frequência de 
acidentes 67% menor; e são mais criativas e resilientes. 
Signatária dos Princípios de Empoderamento da Mulher da ONU, uma mineradora global criou, em 2018, 
um programa de trainee 100% feminino e, no ano seguinte, realizou seu primeiro processo seletivo exclusivo 
para mulheres engenheiras, analistas e gestoras. A medida tem impulsionado o índice de participação 
feminina da empresa, que passou de 13% para 22% entre 2019 e 2022. 
 
Há, ainda, um obstáculo anterior, como aponta uma gerente de governança do setor: “A mineração tem 
muitos cargos em ciências exatas, mas não encontramos muitas universitárias nesses cursos”. 
De fato, se, por um lado, as brasileiras têm maior grau de escolaridade do que os homens, por outro, elas 
são minoria nos cursos de STEM (ciências, tecnologia, engenharias ematemática): 10% das universitárias e 
28% de homens universitários estão matriculados em graduações nessas áreas. 
A fim de vencer esse obstáculo, mineradoras globais passaram a oferecer, em parceria com universidades, 
bolsas de estudos para mulheres nas áreas de engenharia e ciências exatas. 
Internet: (com adaptações). 
Julgue o item seguinte, acerca de aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto. 
A coerência do texto e a correção gramatical seriam mantidas caso a locução verbal “tem impulsionado” 
(segundo período do terceiro parágrafo) fosse substituída por impulsionou. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item avalia se a substituição da locução verbal “tem impulsionado” por “impulsionou” comprometeria a 
coerência e a correção gramatical do texto. 
O trecho original é: “A medida tem impulsionado o índice de participação feminina da empresa, que passou de 
13% para 22% entre 2019 e 2022.” 
Do ponto de vista gramatical, ambas as formas — tem impulsionado (pretérito perfeito composto do 
indicativo) e impulsionou (pretérito perfeito simples) — estão corretas e concordam com o sujeito “a 
medida”. Logo, não há prejuízo gramatical na substituição proposta. 
Em relação à coerência textual, também não há prejuízo. A troca de um tempo verbal por outro altera o 
aspecto temporal da ação, mas não compromete a lógica interna do texto. O uso de tem impulsionado 
sugere uma ação com efeitos que ainda se prolongam no presente; já impulsionou indica que a ação foi 
realizada e concluída no passado. Ainda assim, ambas as formas são compatíveis com o enunciado global e 
mantêm o sentido central do trecho: a medida contribuiu para o aumento da participação feminina. 
Embora a troca modifique o sentido, a coerência textual é preservada, pois o enunciado continua fazendo 
sentido dentro da sequência de informações fornecidas. 
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O enunciado da questão pede apenas que se julgue se há prejuízo à coerência ou à correção gramatical — 
e, como não há nenhum desses prejuízos, o item está correto. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 3: Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais 
CEBRASPE (CESPE) - Analista em Ciência e Tecnologia I (CNPq) / 2024 – nível superior 
Em 1947, o físico brasileiro César Lattes causou grande impacto nos meios científicos internacionais e 
conquistou reconhecimento com sua descoberta que elucidou alguns problemas pendentes de solução no 
campo da radiação cósmica e confirmou a teoria do físico japonês Hideki Yukawa sobre a existência de uma 
partícula supostamente responsável pela ligação entre prótons e nêutrons nos núcleos atômicos. Esse 
último aspecto foi bastante para dar um relevo todo especial à descoberta, enriquecendo seu significado 
com a possibilidade de novas aberturas no controle das forças nucleares, tão cobiçado depois das explosões 
atômicas. Toda a imprensa mundial e brasileira aclamou a descoberta, e a ciência brasileira saiu do porão 
para a sala de visitas. 
No ano seguinte, Lattes voltou a causar impacto após conseguir a produção artificial daquela partícula em 
um acelerador do tipo circular, em Berkeley, nos Estados Unidos da América. E em 1949, a física no Brasil 
começou a se institucionalizar com a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Junto com ela, a 
ciência, em geral, também organizava sua entidade representativa, com o surgimento da Sociedade 
Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) naquele mesmo ano. Foi nesse caldo cultural que o almirante 
Álvaro Alberto ganhou mais argumentos para persuadir o governo brasileiro. Segundo seus depoimentos 
reproduzidos na coletânea 50 anos do CNPq contados pelos presidentes, organizada por Shozo Motoyama, 
em maio de 1949, após a leitura de relatórios sobre a questão atômica, o presidente Dutra enviou ao 
Congresso Nacional um anteprojeto para criação do Conselho Nacional de Pesquisas, já prevendo seu papel 
na política nuclear. Depois de uma longa tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado 
Federal, nascia o CNPq, com o almirante como seu primeiro presidente. 
Rodrigo Cunha. 60 anos do CNPq: da política nuclear ao desafio da descentralização. 
In: Ciência e Cultura, São Paulo, v. 63, n.º 2, 2011 (com adaptações). 
Em relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item subsecutivo. 
Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, aforma verbal “nascia” (último 
período do segundo parágrafo) poderia ser substituída por nasceu. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O trecho em questão é: “Depois de uma longa tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, 
nascia o CNPq, com o almirante como seu primeiro presidente.” 
A forma verbal “nascia” está no pretérito imperfeito do indicativo, tempo que, nesse contexto, expressa 
uma ação passada com tom narrativo, em que o narrador se coloca como observador direto dos 
acontecimentos, descrevendo os fatos como se os estivesse vivenciando naquele momento. Essa escolha 
verbal cria um efeito de proximidade temporal, comum em textos históricos ou memorialísticos. 
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A substituição sugerida — “nasceu” — corresponde ao pretérito perfeito do indicativo, tempo verbal que 
expressa uma ação concluída no passado, o que também é coerente com o conteúdo da frase, já que o 
CNPq foi efetivamente criado após a tramitação do projeto no Congresso Nacional. 
Do ponto de vista gramatical, a substituição é correta e respeita a concordância verbal. Quanto à coerência 
textual, também é mantida, pois o uso de “nasceu” não compromete a lógica nem a progressão das ideias 
do texto. Embora haja uma mudança de aspecto verbal — de uma ação com valor descritivo (nascia) para 
uma ação pontual e concluída (nasceu) —, essa alteração não compromete a coerência, como diz o 
enunciado. 
Portanto, a substituição proposta mantém a correção gramatical e a coerência textual. 
O item está certo. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 4: Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Ministerial (MPE TO) / 2024 – nível superior 
Não negueis jamais ao erário, à administração, à União os seus direitos. São tão invioláveis, como quaisquer 
outros. O direito dos mais miseráveis dos homens, o direito do mendigo, do escravo, do criminoso, não é 
menos sagrado, perante a justiça, que o do mais alto dos poderes. Antes, com os mais miseráveis é que a 
justiça deve ser mais atenta, e redobrar-se de escrúpulo, porque são os mais mal defendidos, os que 
suscitam menos interesse, e os contra cujo direito conspiram a inferioridade na condição com a míngua nos 
recursos. 
Preservai, juízes de amanhã, preservai vossas almas juvenis desses baixos e abomináveis sofismas. A 
ninguém importa mais do que à magistratura fugir do medo, esquivar-se de humilhações, e não conhecer 
covardia. Todo bom magistrado tem muito de heroico em si mesmo, na pureza imaculada e na plácida 
rigidez, que a nada se dobre, e de nada se tenha medo, senão da outra justiça, assente, cá embaixo, na 
consciência das nações, e culminante, lá em cima, no juízo divino. 
Não tergiverseis com as vossas responsabilidades, por mais atribulações que vos imponham, e mais perigos 
a que vos exponham. Nem receeis soberanias da terra: nem a do povo, nem a do poder. O povo é uma 
torrente, que rara vez se não deixa conter pelas ações magnânimas. A intrepidez do juiz, como a bravura do 
soldado, arrebata-o e o fascina. 
Os poderosos que investem contra a justiça, provocam e desrespeitam tribunais, por mais que lhes 
espumem contra as sentenças, quando justas, não terão, por muito tempo, a cabeça erguida em ameaça ou 
desobediência diante dos magistrados, que os enfrentam com dignidade e firmeza. 
Na missão do advogado também se desenvolve uma espécie de magistratura. As duas se entrelaçam, 
diversas nas funções, mas idênticas no objeto e na resultante: a justiça. Com o advogado, justiça militante. 
Justiça imperante, no magistrado. 
Rui Barbosa. Oração aos moços. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2019, 
p. 61-63 (com adaptações). 
Considerando os recursos estilísticos e estruturais e os mecanismos de coesão e coerência do texto, julgue 
o item seguinte. 
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 O texto é construído predominantemente com o emprego de orações com formas verbais no modo 
subjuntivo. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item afirma que o texto é construído predominantemente com o uso de orações com formas verbais no 
modo subjuntivo. No entanto, essa afirmação não se sustenta à luz da análise gramatical. 
De fato, há no texto algumas formas verbais no subjuntivo, como: 
• “que a nada se dobre” 
• “por mais que lhes espumem contra as sentenças” 
Também há verbos no imperativo, como: 
• “Não negueis jamais ao erário [...]” 
• “Preservai vossas almas [...]” 
• “Não tergiverseis com as vossas responsabilidades” 
Entretanto, a maior parte das orações do texto está construída com formas verbais no modo indicativo, 
que expressam fatos, certezas ou constatações. Exemplos: 
• “o direito do mendigo, do escravo, do criminoso, não é menos sagrado [...]” 
• “são os mais mal defendidos” 
• “suscitam menos interesse” 
• “conspiram a inferioridade na condição” 
• “os poderosos que investem, que provocam, que desrespeitam” 
Portanto, embora o texto utilize todos os modos verbais, inclusive o subjuntivo, o modo predominante é 
o indicativo, que dá sustentação às reflexões argumentativas e afirmativas de Rui Barbosa. 
Assim, a afirmação do item está incorreta. O item está errado. 
Gabarito: ERRADO 
 
Questão 5: Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais 
CEBRASPE (CESPE) - Diplomata (Terceiro Secretário) / 2024 – nível superior 
Quando os jornais anunciaram para o dia 1.º deste mês uma parede de açougueiros, a sensação que tive foi 
muito diversa da de todos os meus concidadãos. Vós ficastes aterrados; eu agradeci o acontecimento ao 
céu. Boa ocasião para converter esta cidade ao vegetarismo. 
Não sei se sabem que eu era carnívoro por educação e vegetariano por princípio. Criaram-me a carne, mais 
carne, ainda carne, sempre carne. Quando cheguei ao uso da razão e organizei o meu código de princípios, 
incluí nele o vegetarismo; mas era tarde para a execução. Fiquei carnívoro. Era a sorte humana; foi a minha. 
Não importa, o homem é carnívoro. 
Deus, ao contrário, é vegetariano. Para mim, a questão do paraíso terrestre explica-se clara e singelamente 
pelo vegetarismo. Deus criou o homem para os vegetais, e os vegetais para o homem. 
Enfim, chegou o dia 1.º de março; quase todos os açougues amanheceram sem carne. Chamei a família; 
com um discurso mostrei-lhe que a superioridade do vegetal sobre o animal era tão grande, que devíamos 
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aproveitar a ocasião e adotar o são e fecundo princípio vegetariano. Ervas, ervas santas, puras, em que não 
há sangue; todas as variedades das plantas, que não berram nem esperneiam, quando lhes tiram a vida. 
Convenci a todos; não tivemos almoço nem jantar, mas dois banquetes. Nos outros dias a mesma cousa. 
O vegetarismo é pai dos simples. Os vegetarianos não se batem; têm horror ao sangue. Eu não me dou por 
apóstolo único desta grande doutrina. Creio até que os temos aqui, anteriores a mim, e, — singular 
aproximação! — no próprio conselho municipal. Só assim explico a nota jovial que entra em alguns debates 
sobre assuntos graves e gravíssimos. 
Machado de Assis. Carnívoros e vegetarianos. In: A Semana, 1892 (com adaptações). 
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto V, julgue (C ou E) o item subsequente. 
 Da leitura do segundo parágrafo conclui-se, consideradas a estrutura narrativa da crônica e a sequência 
temporal empregada no primeiro período desse parágrafo, que a oração “eu era carnívoro”, apesar da flexão 
verbal no pretérito imperfeito do indicativo, pode ser interpretada como correspondenteao presente do 
indicativo. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A questão gira em torno da forma verbal “era”, presente na frase: “Não sei se sabem que eu era carnívoro por 
educação e vegetariano por princípio.” A banca propõe que, embora esteja no pretérito imperfeito do 
indicativo, esse “era” possa ser interpretado como equivalente ao presente do indicativo. 
Essa interpretação é válida. O pretérito imperfeito, além de indicar uma ação passada contínua ou habitual, 
pode ser usado em construções em que o narrador projeta o leitor para dentro de uma narrativa já iniciada 
no passado. Ocorre aí uma espécie de distanciamento que não rompe, necessariamente, com a realidade 
atual da personagem. 
No caso do texto, o narrador afirma que foi educado como carnívoro, mas se tornou vegetariano por 
princípio — ou seja, o hábito de consumir carne vem de sua formação, mas ainda o define. Esse uso do “era 
carnívoro”, apesar de gramaticalmente no passado, reflete uma condição que se estende até o momento 
da fala. Tanto é que ele continua se apresentando como alguém que não conseguiu abandonar esse 
hábito, apesar de desejar ser vegetariano. 
Logo, “eu era carnívoro” tem, no contexto da crônica, valor de uma verdade atual, derivada de um passado 
formativo, o que permite interpretá-la como equivalente ao presente (“sou carnívoro”), sem prejuízo de 
sentido. 
Por isso, o item está correto. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 6: Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais 
CEBRASPE (CESPE) - Professor (Pref Joinville) / 2024 – nível superior 
Acho que foi em 1995 que o então presidente de Portugal me deu uma condecoração que muito me orgulha: 
a da Ordem do Infante Dom Henrique. No momento em que lhe agradeci a honraria, Mário Soares me 
convidou a ir a Portugal. Respondi que, não gostando de viajar, nunca saíra do Brasil, mas, que, se, um dia, 
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isso viesse a acontecer, minha preferência seria por Portugal, por ser, entre os países da Europa, “o único 
onde o povo tem o bom senso de falar português”. 
 Pode-se imaginar, então, como fico preocupado ao ver a língua portuguesa desfigurada, como está 
acontecendo. Sei perfeitamente que um idioma é uma coisa viva e pulsante. Não queremos isolar o 
português, que, como acontece com qualquer outra língua, se enriquece com as palavras e expressões das 
outras. Todavia, elas devem ser adaptadas à forma e ao espírito do idioma que as acolhe. Somente assim é 
que deixam de ser mostrengos que nos desfiguram e se transformam em incorporações que nos 
enriquecem. 
 Cito um caso, para exemplificar: no país onde se joga o melhor futebol do mundo, traduziram, e bem, a 
palavra inglesa goal por gol, mas estão escrevendo seu plural de maneira errada, gols (e não gois, como é 
exigido, ao mesmo tempo, pelo bom gosto, pelo espírito e pela forma da nossa língua). E isso em um setor 
em que, para substituir os vocábulos estrangeiros, foram adotadas palavras tão boas quanto zaga, escanteio 
e impedimento, entre outras. 
Ariano Suassuna. Folha de S. Paulo, 5/4/2000 (com adaptações). 
No terceiro período do primeiro parágrafo do, a forma verbal “saíra” está flexionada na 
a) A primeira pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo. 
b) primeira pessoa do singular do futuro do presente do modo indicativo. 
c) terceira pessoa do singular do futuro do pretérito do modo indicativo. 
d) primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo. 
e) terceira pessoa do singular do presente do modo subjuntivo. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A forma verbal “saíra”, usada na frase “Respondi que, não gostando de viajar, nunca saíra do Brasil”, está 
conjugada na primeira pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo. 
Esse tempo verbal expressa uma ação passada anterior a outra ação também passada. No contexto do 
enunciado, o personagem primeiro “respondeu” (pretérito perfeito), e, ao responder, relatou algo que já 
tinha acontecido antes daquele momento: o fato de nunca ter saído do Brasil. Por isso, usa-se “saíra”, forma 
do mais-que-perfeito. 
A frase poderia ser reescrita com o pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo, com o mesmo 
sentido: 
“Respondi que nunca havia saído do Brasil.” 
Além disso, a terminação “-ra” é uma das marcas características do mais-que-perfeito simples do indicativo 
em verbos regulares e muitos irregulares. Isso ajuda a identificar a forma verbal. 
Portanto, a alternativa A está correta. 
Gabarito: A 
 
Questão 7: Questões Variadas de Verbo 
CEBRASPE (CESPE) - Gestor de Apoio às Atividades Policiais Civis (PC DF) / 2025 – nível superior 
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O renomado linguista e filósofo Noam Chomsky e outros dois especialistas em linguística, Ian Roberts e 
Jeffrey Watumull, escreveram um artigo para o jornal The New York Times, em março de 2023, 
compartilhando sua visão sobre os avanços que vêm ocorrendo no campo da inteligência artificial (IA). 
 Para os intelectuais, os avanços “supostamente revolucionários” apresentados pelos desenvolvedores da 
IA são motivo “tanto para otimismo como para preocupação”. 
 No primeiro caso, porque as ferramentas de IA podem ser úteis para resolver certas problemáticas, ao passo 
que, no segundo, “tememos que a variedade mais popular e em voga da inteligência artificial (aprendizado 
automático) degrade nossa ciência e deprecie nossa ética ao incorporar à tecnologia uma concepção 
fundamentalmente errônea da linguagem e do conhecimento”. 
Embora os linguistas reconheçam que as IA são eficazes na tarefa de armazenar imensas quantidades de 
informação, que não necessariamente são verídicas, elas não possuem uma “inteligência” como a das 
pessoas. “Por mais úteis que esses programas possam ser em alguns campos específicos (como na 
programação de computadores, por exemplo, ou na sugestão de rimas para versos rápidos), sabemos, pela 
ciência da língua e pela filosofia do conhecimento, que diferem profundamente do modo como os seres 
humanos raciocinam e utilizam a linguagem”, alertaram. “Essas diferenças impõem limitações significativas 
ao que podem fazer, que pode ser codificado com falhas inerradicáveis”. 
Nesse sentido, os autores detalharam que, diferentemente de mecanismos de aplicativos como o ChatGPT, 
que operam com base na coleta de inúmeros dados, a mente humana pode funcionar com pequenas 
quantidades de informação, por meio das quais “não busca inferir correlações abruptas entre pontos (...), 
mas, sim, criar explicações”. 
 Nessa linha, manifestam que esses aplicativos não são realmente “inteligentes”, pois carecem de 
capacidade crítica. Embora possam descrever e prever “o que é”, “o que foi” e “o que será”, não são capazes 
de explicar “o que não é” e “o que não poderia ser”. 
Internet: (com adaptações). 
Julgue o item a seguir, relativos ao vocabulário empregado no texto. 
A locução “vêm ocorrendo” (primeiro parágrafo) apresenta sentido análogo ao da locução têm ocorrido. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item analisa a locução verbal “vêm ocorrendo”, usada no trecho: “[…] compartilhando sua visão sobre os 
avanços que vêm ocorrendo no campo da inteligência artificial (IA).” 
A forma “vêm ocorrendo” é composta pelo verbo “vir” (no presente do indicativo) mais o gerúndio 
“ocorrendo”, formando uma locução que exprime ideia de ação progressiva, ou seja, algo que vem 
acontecendo de modo contínuo até o presente. 
Já a forma “têm ocorrido” é o pretérito perfeito composto do indicativo, formada pelo auxiliar “ter” no 
presente do indicativo e o particípio “ocorrido”. Esse tempo verbal é empregado para indicaruma ação 
iniciada no passado e repetida com frequência até o presente, com forte valor de continuidade. 
Ambas as locuções — vêm ocorrendo e têm ocorrido — transmitem, no contexto, uma noção de ação 
duradoura e ainda em curso, o que garante a equivalência de sentido entre elas. 
Assim, substituir “vêm ocorrendo” por “têm ocorrido” preservaria o sentido da frase. 
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O item está certo. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 8: Questões Variadas de Verbo 
CEBRASPE (CESPE) - Analista de Desenvolvimento (BDMG) / 2025 – nível superior 
Dinheiro traz felicidade? Engana-se quem pensa que esta é só uma pergunta filosófica de boteco. Muito 
pelo contrário: quem se debruça para valer sobre a questão são vencedores do Nobel de Economia, o 
psicólogo israelense Daniel Kahneman e o economista americano Argus Deaton. 
Kahneman é considerado um dos fundadores da economia comportamental, uma área que se apoia na 
psicologia para entender quais fatores afetam as decisões financeiras de alguém. Foi por integrar 
conhecimentos da psicologia à economia que ele recebeu o prêmio da Academia Real de Ciências da Suécia, 
em 2002. 
Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus 
trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão. Eles 
publicaram um estudo que correlaciona o nível de renda de mil americanos com seu grau de satisfação 
pessoal e bem-estar emocional, segundo respostas fornecidas em um questionário entre 2008 e 2009. 
Eles chegaram à seguinte conclusão: quanto mais dinheiro alguém ganha, mais feliz e satisfeita essa pessoa 
se sente. Só que essa correlação não é tão evidente na faixa de pessoas que ganham entre 60 e 90 mil dólares 
por ano (entre R$ 5 e 7,5 mil mensais). E, entre aqueles que recebiam valores maiores que estes, mais 
dinheiro já não significava mais felicidade. 
O estudo foi amplamente divulgado na época. Mas ele também foi rebatido por Matthew Killingsworth, um 
pesquisador da Universidade da Pensilvânia que coleta dados sobre felicidade. Ele publicou uma pesquisa, 
em 2021, sugerindo que a felicidade média aumenta consistentemente com a renda. E então, qual seria a 
conclusão correta? 
Para resolver o impasse, Kahneman juntou-se a Killingsworth e Barbara Mellers, também da Universidade 
da Pensilvânia. Os pesquisadores reanalisaram os dados coletados nos Estados Unidos da América em 2010 
e 2021 para entender onde cada estudo deixou a desejar. E assim chegaram a uma conclusão mais sutil: de 
que pessoas felizes se sentem ainda melhores conforme ganham mais dinheiro; por outro lado, entre 
pessoas infelizes, o bem-estar para de aumentar quando certo nível de renda é alcançado. 
Lúcia Costa. Dinheiro traz felicidade. In: Revista SuperInteressante, 7/3/2023. 
Internet: (com adaptações). 
No que se refere às características discursivas e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, bem como 
às ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir. 
O verbo debruçar, conforme empregado no terceiro período do primeiro parágrafo, significa inclinar-se ou 
tornar-se propenso a realizar algo. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
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No trecho “quem se debruça para valer sobre a questão são vencedores do Nobel de Economia”, o verbo 
debruçar-se, embora tenha sentido literal de inclinar-se para frente, é usado aqui em sentido figurado, o 
que é bastante comum em contextos de estudo, pesquisa ou reflexão. 
Nesse uso, “debruçar-se sobre algo” significa dedicar-se com atenção, estudar profundamente, aplicar-se. 
Trata-se de um valor conotativo que indica esforço intelectual e envolvimento com determinado tema. 
O item propõe que o verbo, nesse contexto, tenha o sentido de “inclinar-se ou tornar-se propenso a realizar 
algo”. A definição apresentada está incorreta, pois ser “propenso a” não equivale a aplicar-se ou a se 
dedicar, e isso altera significativamente a interpretação pretendida no texto. 
Assim, o item está errado. 
Gabarito: ERRADO 
 
Questão 9: Questões Variadas de Verbo 
CEBRASPE (CESPE) - Analista INPI / 2024 – nível superior 
Com o avanço científico e tecnológico ocorrido na Europa durante o Renascimento, os inventores 
começaram a demandar reconhecimento oficial de suas criações, a fim de impedir a imitação de seus 
inventos. Assim, em 1421, foi concedida ao inventor Filippo Brunelleschi, em Veneza, a primeira patente, 
com prazo de três anos, pela invenção de um modelo de embarcação para transportar mármore. Nesse 
contexto de criação de um sistema de concessão de privilégios como forma de proteção de um invento, em 
1474, foi promulgado na República de Veneza o Estatuto de Veneza, garantindo ao inventor a exploração 
comercial do seu invento pela concessão do privilégio da invenção pelo prazo de dez anos. 
No começo do século XVII, em 1623, a Inglaterra promulgou o Estatuto dos Monopólios, que consistiu na 
primeira base legal para concessão de patentes no país para uma invenção efetivamente nova. O estatuto 
contribuiu para a promulgação da Lei de Patentes de 1624, que, por sua vez, instituiu o sistema de patentes 
britânico. Em 1790, os Estados Unidos da América promulgaram a sua primeira lei de patentes, 
intitulada Patent Act, na qual era autorizada a concessão de direitos exclusivos aos inventores sobre as suas 
obras, estabelecendo um prazo de quatorze anos de duração. Nessa mesma conjuntura, em 1791, a França 
promulgou sua primeira lei de patentes, denominada Décret d’Allarde, considerada uma das principais leis 
publicadas durante a Revolução Francesa. 
No Brasil, o príncipe regente Dom João VI promulgou o Alvará de 28 de abril de 1809, tornando o país um 
dos primeiros no mundo a reconhecer a proteção dos direitos do inventor, atrás apenas da República de 
Veneza (1474), da Inglaterra (1623), dos Estados Unidos da América (1790) e da França (1791). 
Flávia Romano Villa Verde et al. As invenções no Brasil contadas a partir de documentos históricos de patentes. Rio de Janeiro: Instituto Nacional da Propriedade 
Industrial (Brasil) – INPI, Diretoria de Patentes, Programas de Computador e Topografia de Circuitos Integrados – DIRPA, Coordenação Geral de Estudos, Projetos e 
Disseminação da Informação Tecnológica – CEPIT e Divisão de Documentação Patentária – DIDOC, 2023, p. 20-21 (com adaptações). 
Considerando aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item. 
O predomínio do emprego do pretérito perfeito do indicativo no texto justifica-se pela apresentação de uma 
série de eventos que ocorreram e se concluíram antes do processo de produção do texto. 
Certo 
Errado 
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==242f73==
 
 
 
 
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A afirmativa analisa o uso do pretérito perfeito do indicativo, afirmando que seu predomínio no texto se 
justifica pela apresentação de uma série de eventos que ocorreram e se concluíram antes do momento da 
produção do texto. Essa interpretação está correta. 
O pretérito perfeito do indicativo é o tempo verbal empregado para indicar um fato já concluído em 
relação ao momento da enunciação. No texto, ele aparece com frequência para marcar acontecimentos 
históricos já encerrados, como: 
• “foi concedida” (a patente a Brunelleschi); 
• “foi promulgado” (o Estatuto de Veneza); 
• “promulgou” (a Inglaterra o Estatuto dos Monopólios); 
• “instituiu”, “promulgaram”, “tornou”, entre outros. 
Todos esses verbos descrevem fatos concluídos no passado, e o uso do pretérito perfeito confere ao textoclareza cronológica e precisão histórica, características fundamentais para textos de caráter informativo e 
expositivo. 
Assim, o uso desse tempo verbal é justificado pela intenção do autor de apresentar uma sequência de 
marcos históricos finalizados antes da escrita do texto. Portanto, o item está correto. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 10: Questões Variadas de Verbo 
CEBRASPE (CESPE) - Auditor Fiscal de Tributos Municipais (Pref Mossoró) / 2024 – nível superior 
Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são 
deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas visam influenciar as 
crenças das pessoas, manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos. 
Muitos comentadores têm chamado a atenção para o fato de que a falsidade das notícias não é um 
fenômeno inteiramente novo, pois já existia no tempo dos gregos, e, mais recentemente, desde que o tema 
entrou em pauta, não têm faltado artigos sobre o histórico das notícias falsas ao longo do tempo. 
De fato, se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar, o 
conceito está longe de ser novo. Basta pensar na longa história dos tabloides, das fofocas acerca da vida das 
celebridades, das táticas de estilo das revistas para fisgar seu público. Sabe-se também como as estratégias 
de sedução e persuasão das revistas sempre funcionaram. Em quaisquer dos casos, são mensagens de forte 
apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis que se tornam irresistíveis.. 
Lucia Santaella. A pós-verdade é verdadeira ou falsa. Barueri: Estação de Letras e 
Cores, 2018 (com adaptações). 
Considerando os sentidos do texto precedente e seus aspectos linguísticos, julgue o item que se segue. 
No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma verbal “significar” corresponde à terceira pessoa do 
singular do futuro do subjuntivo, cujo emprego, no caso, se deve ao uso do conectivo “se”. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
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Na frase “se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar”, a forma 
verbal significar está, de fato, no futuro do subjuntivo — e não no infinitivo impessoal, apesar de a forma 
ser idêntica. 
É comum que, nos verbos regulares, a forma do futuro do subjuntivo coincida com a do infinitivo impessoal. 
A diferença, portanto, não está na aparência da palavra, mas no papel que ela exerce na frase. 
O infinitivo impessoal é uma forma nominal do verbo, sem marcação de tempo, e costuma aparecer em 
estruturas regidas por preposição (para viajar, de falar, sem reagir) ou como sujeito de uma oração (fumar 
faz mal à saúde). 
Já o futuro do subjuntivo expressa uma ação incerta, possível, dependente de uma condição futura. É um 
tempo verbal usado com frequência depois das conjunções se, quando, logo que, assim que, entre outras, e 
indica algo que pode ou não acontecer. Exemplo: “se ele vier amanhã, conversaremos”. 
No trecho da questão, a partícula “se” introduz uma oração condicional, com hipótese futura: “se a expressão 
significar...”. A ideia é a de um evento incerto, ainda não realizado. Logo, o uso do futuro do subjuntivo é 
adequado, e a explicação fornecida no item está correta. 
Gabarito: CERTO 
 
QUESTIONÁRIO ESTRATÉGICO DE REVISÃO 
A ideia do questionário é elevar o nível da compreensão e da retenção do assunto estudado a partir de 
perguntas que exigem respostas subjetivas, estimulando a conexão entre diversos pontos do conteúdo, bem 
como a memorização da matéria, e, consequentemente, facilitando a resolução de questões objetivas (e 
discursivas também). 
PERGUNTAS 
1. Os modos verbais variam de acordo com a posição do falante em relação à ação expressa pelo verbo. 
Cite os tipos de modos verbais. 
2. De acordo com o contexto em que estiverem inseridas, as palavras na língua portuguesa podem 
expressar diferentes significados e/ou circunstâncias, o mesmo acontece com os verbos. Ciente disso, 
discorra sobre o que expressam, no geral, os verbos no modo indicativo e o que expressam os verbos no 
modo subjuntivo. 
3. O modo indicativo possui 6 tempos verbais diferentes. Cite esses tempos verbais. 
4. Cite os tempos verbais do modo subjuntivo. 
5. Em que circunstâncias os falantes do português empregam os verbos no modo imperativo na sua 
comunicação? 
6. Conceitue verbos nocionais. 
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7. Além de verbos não-nocionais, quais as outras nomenclaturas pelas quais os verbos de ligação também 
são identificados e o que eles indicam? 
8. Os verbos no modo imperativo negativo têm como base o presente do subjuntivo e, para a sua 
formação, necessita de um advérbio que indique negação. Como ficaria, então, a conjugação do verbo 
fazer no modo imperativo negativo? 
9. No modo imperativo afirmativo, os verbos são conjugados com base no presente do subjuntivo, com 
exceção da segunda pessoa do plural e da segunda pessoa do singular, que são formadas com base na 
conjugação dos verbos no presente do indicativo, porém sem o s final (tu estudas/ vós estudais -> estuda 
tu/ estudai vós). Ciente disso, faça a conjugação do verbo trazer no modo imperativo afirmativo. 
10. Vimos que não há conjugação dos verbos no modo imperativo na primeira pessoa do singular. Por que 
isso ocorre? 
PERGUNTAS E RESPOSTAS 
1. Os modos verbais variam de acordo com a posição do falante em relação à ação expressa pelo verbo. 
Cite os tipos de modos verbais. 
São três: modo indicativo, modo subjuntivo e modo imperativo. 
2. De acordo com o contexto em que estiverem inseridas, as palavras na língua portuguesa podem 
expressar diferentes significados e/ou circunstâncias, o mesmo acontece com os verbos. Ciente disso, 
discorra sobre o que expressam, no geral, os verbos no modo indicativo e o que expressam os verbos no 
modo subjuntivo. 
O verbo aplicado no modo indicativo expressa ações certas, realizadas, fatos. Já no modo subjuntivo 
expressam hipótese, dúvida, ações desejadas. 
3. O modo indicativo possui 6 tempos verbais diferentes. Cite esses tempos verbais. 
O modo indicativo possui os seguintes tempos verbais: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, 
pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito. 
 
4. Cite os tempos verbais do modo subjuntivo. 
Existem as formas simples do modo subjuntivo e as formas compostas. São as simples: presente do 
subjuntivo; pretérito imperfeito do subjuntivo; futuro do subjuntivo. E as compostas: pretérito perfeito 
composto do subjuntivo; pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo; futuro composto do 
subjuntivo. 
5. Em que circunstâncias os falantes do português empregam os verbos no modo imperativo na sua 
comunicação? 
Quando emprega verbos no modo imperativo, o falante tem a intenção de levar o seu interlocutor a realizar 
uma ação, expressando o que quer que ele faça através de uma ordem ou de um conselho. 
6. Conceitue verbos nocionais. 
Os verbos nocionais são os verbos que expressam ação no contexto em que estiverem inseridos. 
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7. Além de verbos não-nocionais, quais as outras nomenclaturas pelas quais os verbos de ligação também 
são identificados e o que eles indicam? 
Os verbos de ligação são também chamados de verbos de estado, de verbos copulativos ou de verbos 
relacionais e indicam um estado, fazendo a ligação entre o sujeito e suas características. 
 8. Os verbos no modo imperativo negativo têm como base o presente do subjuntivo e,para a sua 
formação, necessita de um advérbio que indique negação. Como ficaria, então, a conjugação do verbo 
fazer no modo imperativo negativo? 
Não faças tu / não faça você / não façamos nós / não façais vós / não façam vocês 
9. No modo imperativo afirmativo, os verbos são conjugados com base no presente do subjuntivo, com 
exceção da segunda pessoa do plural e da segunda pessoa do singular, que são formadas com base na 
conjugação dos verbos no presente do indicativo, porém sem o s final (tu estudas/ vós estudais -> estuda 
tu/ estudai vós). Ciente disso, faça a conjugação do verbo trazer no modo imperativo afirmativo. 
Traz tu* / traga você / tragamos nós / trazei vós / tragam vocês 
 * Atenção! Aqui, por uma questão de sonoridade, foi retirado não somente o s final, mas o es, ou seja, no 
lugar de traze tu, ficou traz tu. 
10. Vimos que não há conjugação dos verbos no modo imperativo na primeira pessoa do singular. Por que 
isso ocorre? 
Isso ocorre porque, como vimos, os verbos no imperativo expressam ordem, conselho e não usual que 
alguém de ordens a si mesmo. 
 
GABARITO 
 
Nº Assunto Banca/Concurso/Ano Gabarito 
1 Conjugação Verbal CEBRASPE - Perito Médico Previdenciário (INSS) / 2025 CERTO 
2 Conjugação Verbal CEBRASPE - Especialista em Recursos Minerais (ANM) / 2025 CERTO 
3 Conjugação Verbal CEBRASPE - Analista em Ciência e Tecnologia I (CNPq) / 2024 CERTO 
4 Conjugação Verbal CEBRASPE - Analista Ministerial (MPE TO) / 2024 ERRADO 
5 Conjugação Verbal CEBRASPE - Diplomata (Terceiro Secretário) / 2024 CERTO 
6 Conjugação Verbal CEBRASPE - Professor (Prefeitura de Joinville) / 2024 A 
7 Questões Variadas de 
Verbo 
CEBRASPE - Gestor Apoio Atividades Policiais Civis (PC DF) / 
2025 
CERTO 
8 Questões Variadas de 
Verbo 
CEBRASPE - Analista de Desenvolvimento (BDMG) / 2025 ERRADO 
9 Questões Variadas de 
Verbo 
CEBRASPE - Analista INPI / 2024 CERTO 
10 Questões Variadas de 
Verbo 
CEBRASPE - Auditor Fiscal Tributos Municipais (Pref. Mossoró) 
/ 2024 
CERTO 
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BIBLIOGRAFIA 
• BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática da Língua Portuguesa. 38. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2022. 
• CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dificuldades da língua portuguesa. 8. ed. São Paulo: 
Companhia Editora Nacional, 2009. 
• CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 6. ed. Rio de Janeiro: 
Lexikon, 2020. 
• FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 5. ed. Curitiba: 
Positivo, 2010. 
• ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: 
José Olympio, 2017. 
• SACCONI, Luiz Antonio. Nossa Gramática. 3. ed. São Paulo: Atual, 2007. 
• Ministério da Educação. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP, da Academia 
Brasileira de Letras. Disponível em: https://www.academia.org.br. 
• Interministerial da Língua Portuguesa. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Decreto nº 6.583, 
de 29 de setembro de 2008). 
• Manual de Redação da Presidência da República. 4. ed. Brasília: Imprensa Nacional, 2022. 
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