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Aula 08
PRF (Policial) Passo Estratégico de
Português
Autor:
Carlos Roberto Correa
14 de Janeiro de 2026
02929969504 - Nivaldo Neves De Araújo
 
 
 
 
 
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RELAÇÃO DE COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO; PONTUAÇÃO 
Relação de coordenação e subordinação; pontuação .................................................................. 1 
Análise Estatística ................................................................................................................................ 2 
O que é mais cobrado dentro do assunto? ............................................................................................... 2 
Roteiro de Revisão e pontos do assunto que merecem destaque ............................................. 3 
Frase, oração e período............................................................................................................................... 3 
Tipos de frases .............................................................................................................................................. 4 
Oração ........................................................................................................................................................... 5 
Período .......................................................................................................................................................... 5 
Tipos de discurso .......................................................................................................................................... 6 
Relação de Coordenação e Subordinação das orações .......................................................................... 7 
Pontuação ................................................................................................................................................... 15 
Aposta estratégica ..............................................................................................................................25 
Questões estratégicas ........................................................................................................................26 
Questionário de revisão e aperfeiçoamento .................................................................................37 
Perguntas .................................................................................................................................................... 37 
Perguntas e respostas ............................................................................................................................... 38 
Gabarito................................................................................................................................................39 
Bibliografia ...........................................................................................................................................39 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carlos Roberto Correa
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ANÁLISE ESTATÍSTICA 
Com o intuito de fazer um estudo direcionado, de acordo com as especificidades da banca, fizemos um 
ranking com os percentuais de incidência segregados por assunto e subassunto, baseando-nos nos seguintes 
critérios: 
Análise Estatística – Língua Portuguesa 
• Banca examinadora: Cebraspe 
• Período da análise: 2022 a 2025 
• Área: Policial 
• Escolaridade: Nível Superior 
• Quantidade de questões analisadas: 249 
Isso nos permite visualizar os assuntos “preferidos” da banca examinadora. 
Assunto Percentual (%) 
Interpretação de textos; reescrita de frases 28,1% 
Tempos e modos verbais 14,5% 
Concordância verbal; concordância nominal; vozes verbais 11,2% 
Semântica; regência verbal; regência nominal 10,4% 
Relação de coordenação e subordinação das orações; pontuação 8,8% 
Ortografia; acentuação gráfica; crase 7,6% 
Pronomes: função sintática e colocação 6,8% 
Vocábulos “se”, “que” e “como” 5,2% 
Classes de palavras; formação e estrutura das palavras 3,6% 
Termos da oração 2,4% 
Linguagem; tipologia textual; fonética 1,4% 
Essa tabela mostra a ordem decrescente de incidência dos assuntos, ou seja, quanto maior o percentual de 
cobrança de um dado assunto, maior sua importância. 
 
O QUE É MAIS COBRADO DENTRO DO ASSUNTO? 
Os assuntos Relação de coordenação e subordinação das orações; pontuação possuem um grau de 
incidência de 8,8% nas questões colhidas (período da análise: 2022 a 2025; banca Cebraspe), possuindo 
importância alta no contexto geral da nossa matéria, de acordo com o esquema de classificação que 
adotaremos, qual seja: 
 
% de Cobrança Importância do Assunto 
Até 1,9% Baixa a Mediana 
De 2% a 4,9% Média 
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De 5% a 9,9% Alta 
10% ou mais Muito Alta 
 
Dividindo-se em subassuntos, temos os seguintes percentuais: 
Subassunto 
Percentual 
(%) 
Detalhamento dos conteúdos mais cobrados 
Pontuação 45% Uso da vírgula, ponto e vírgula, travessão e parênteses 
Coordenação e subordinação 40% 
Orações subordinadas adverbiais, causais, concessivas, e 
coordenadas 
Período composto e valor das 
conjunções 
15% Conjunções adversativas, consecutivas e conclusivas 
 
ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE 
A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do assunto e, ao 
mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção. 
FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO 
Você se recorda da distinção dos conceitos de frase, oração e período? Saber essa distinção é muito 
importante para iniciarmos a aula de hoje. Então, vamos relembrar! 
 
De acordo com Ferreira1, FRASE é “toda unidade linguística (com ou sem verbo) por meio da qual 
transmitimos, pela fala ou pela escrita, as nossas ideias”. Logo, a frase é uma unidade capaz de formar um 
processo de comunicação, uma vez que possui sentido. 
Exemplo: 
▪ Parabéns pela aprovação! 
(é frase, pois transmite uma ideia, mas não é oração - não tem verbo); 
(não é período, pois não é formado por oração). 
Outros exemplos: 
▪ Socorro! 
(é frase, mas não é oração – não tem verbo) 
 
1 FERREIRA, Mauro. “Aprender e praticar gramática”. 4ª edição, São Paulo, FTD, 2014, p, 439. 
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▪ Acudam! 
(é frase e oração – pois é formada por um verbo) 
▪ Ela se emocionou com a aprovação e desmaiou. 
(frase e período – formado por mais de uma oração) 
TIPOS DE FRASES 
Quando nos referimos ao sentido que demonstram, as frases podem ser classificadas em: expositivas, 
imperativas, optativas, exclamativas e interrogativas. 
 
Frases expositivas 
As frases expositivas são aquelas que demonstram uma opinião ou juízo de valor. 
Exemplo: 
▪ A banca examinadora demonstra não ter preocupação com a qualidade técnica dos avaliadores. 
Frases Imperativas 
As frases imperativas são aquelas que demonstram uma ordem ou determinação. 
Exemplo: 
▪ Largue minha mão! 
Frases Optativas 
As frases optativas demonstram uma vontade ou desejo. 
Exemplos: 
▪ Tomara que chova! 
▪ Deus proteja seus pensamentos. 
Frases Exclamativas 
As frases exclamativas são aquelas que demonstram uma surpresa ou admiração. 
Exemplos: 
▪ Não acredito que fez a prova sem estudar. 
▪ Que horror! 
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Frases Interrogativas 
As frases interrogativas são marcadas por demonstrar uma dúvida ou indagação. 
Exemplos: 
▪ Você fez a prova sem estudar? 
▪ Por que fez isso? 
ORAÇÃO 
A ORAÇÃO é a frase (ou parteno ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, 
R$ 12.369.100.765. Em relação ao custo processual, no ano de 2015, por exemplo, cada brasileiro 
desembolsou R$ 387,00 para manter o Poder Judiciário, o que equivalia a 1,3% do PIB. Se avaliarmos de 
2009 a 2015, o crescimento foi de 31%. Em 2020, os gastos foram de R$ 479,16 por habitante. 
Grégore Moreira de Moura. Um sonho de desjudicialização. In: Revista do Tribunal Regional Federal 
da Sexta Região, v. 1, n.º 1, 2023, p. 10-11 (com adaptações). 
Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir. 
 Haveria prejuízo da correção gramatical do texto caso se inserisse vírgula após “R$ 387,00” (segundo 
período do segundo parágrafo). 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A questão avalia se a inserção de uma vírgula após “R$ 387,00”, no trecho “cada brasileiro desembolsou 
R$ 387,00 para manter o Poder Judiciário”, comprometeria a correção gramatical do período. 
Vamos analisar a estrutura sintática da oração: 
• Sujeito: cada brasileiro 
• Verbo: desembolsou 
• Objeto direto: R$ 387,00 
• Adjunto adverbial de finalidade: para manter o Poder Judiciário (uma oração subordinada adverbial 
final reduzida de infinitivo) 
A posição do adjunto adverbial está no final da oração, ou seja, em ordem direta. De acordo com a 
norma-padrão, não é obrigatória a vírgula para separar adjunto adverbial nessa posição. No entanto, 
se o autor quiser inseri-la por questão de estilo, ênfase ou clareza, isso é permitido — ou seja, a 
vírgula nesse caso é facultativa. 
Assim, tanto com vírgula quanto sem vírgula, a frase permanece correta do ponto de vista gramatical: 
• Sem vírgula: “cada brasileiro desembolsou R$ 387,00 para manter o Poder Judiciário” 
• Com vírgula: “cada brasileiro desembolsou R$ 387,00, para manter o Poder Judiciário” 
Carlos Roberto Correa
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Portanto, ao afirmar que haveria prejuízo gramatical com a inserção da vírgula, o item está errado. A 
pontuação nesse caso é uma escolha estilística, e não compromete a correção nem a coesão do texto. 
Gabarito: ERRADO 
 
Questão 7 - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) 
CEBRASPE (CESPE) - Perito Médico Previdenciário (INSS) / 2025 – nível superior (adaptada) 
Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda 
sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a 
natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e 
experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um 
fato de natureza médica mais ou menos duradouro. 
 ... 
A respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o próximo item. 
A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se empregasse vírgula após a forma verbal “decorre” 
(segundo período do primeiro parágrafo). 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A questão avalia o conhecimento das regras que proíbem o uso da vírgula em certos contextos sintáticos, 
especificamente entre o verbo e seu sujeito. 
Vamos ao trecho analisado: 
“Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada em temas de medicina [...]” 
Aqui, o verbo “decorre” tem como sujeito a oração subordinada substantiva subjetiva “que o perito médico 
é a pessoa entendida [...]”. A estrutura “disso decorre que...” é muito comum em textos dissertativos e 
exige atenção especial à pontuação. 
O problema estaria em inserir uma vírgula logo após o verbo, ficando assim: 
“Disso decorre, que o perito médico é a pessoa [...]” 
Essa pontuação está gramaticalmente incorreta, pois interrompe a ligação direta entre o verbo e seu 
sujeito, o que é proibido pela norma culta da língua. Não se pode separar o verbo do sujeito com vírgula, 
exceto em casos muito específicos de intercalações — o que não se aplica aqui. 
Portanto, a inserção da vírgula prejudicaria sim a correção gramatical, exatamente como o item afirma. 
Conclusão: o item está correto, pois a vírgula nesse ponto comprometeria a estrutura sintática da oração. 
Gabarito: CERTO 
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Questão 8 - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) 
CEBRASPE (CESPE) - Perito Médico Previdenciário (INSS) / 2025 – nível superior (adaptada) 
... 
 A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do 
suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, 
a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à 
rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados 
pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. 
João Baptista de Oliveira e Costa Júnior. Os primórdios da perícia médica. Internet: 
 (com adaptações). 
A respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o próximo item. 
A correção gramatical do primeiro período do quarto parágrafo seria mantida caso se suprimisse a vírgula 
empregada logo após o travessão em “e ausência de meios de tortura —,”. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A questão trata do uso do travessão e da vírgula em estruturas com expressões intercaladas. Vamos 
analisar o trecho: 
“A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação 
do suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos 
debates, a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça 
unido à rigidez do dogma religioso.” 
O que temos aqui é uma estrutura com dupla intercalação: 
1. “superior às precedentes”, isolada por vírgulas — trata-se de um aposto explicativo. 
2. “porque exigia [...] a ausência de meios de tortura”, isolada por travessões — também é um 
segmento explicativo, detalhando o motivo da superioridade citada. 
Ao final da segunda intercalação (a que está entre travessões), aparece uma vírgula logo após o travessão 
final, resultando nesta sequência: “—,”. 
Essa vírgula não está ali por acaso. Ela retoma o fechamento da primeira intercalação (a do aposto 
“superior às precedentes”) e é essencial para manter a pontuação correta da frase. A estrutura original, sem 
os elementos intercalados, seria: 
“A legislação hebraica, superior às precedentes, mostrava o sentimento de justiça unido à rigidez do dogma 
religioso.” 
Carlos Roberto Correa
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Logo, ao inserir um segmento explicativo dentro de outro, a vírgula após o segundo travessão é necessária 
para concluir o isolamento da primeira expressão intercalada, já que ela havia sido iniciada com vírgula. 
Assim, se suprimirmos essa vírgula, a estrutura sintática fica incompleta e gramaticalmente incorreta, 
pois o aposto “superior às precedentes” deixaria de estar devidamente isolado. 
Portanto, a afirmação do item — de que a correção gramatical seria mantida sem a vírgula — está errada. 
Essa vírgula não pode ser omitida. 
Gabarito: ERRADO 
 
Questão 9 - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) 
CEBRASPE (CESPE) - Analista de Previdência Complementar (FUNPRESP-EXE) / 2025 – nível superior 
Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o 
temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, comosentimos a fome e a sede; mas, uma vez 
satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. 
Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência 
deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só 
notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os 
nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso 
mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As 
horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, 
porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos 
a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se 
esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e 
durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas 
são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os 
livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada 
romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o 
feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de 
um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão 
resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, 
para serem devorados pelos pesares”. 
Arthur Schopenhauer. Dores do mundo. Rio de Janeiro: Edições de Ouro – Coleção Universidade 
(com adaptações). 
Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. 
No penúltimo período, os dois-pontos foram empregados para introduzir uma citação que serve como 
argumento a favor da ideia central do texto. 
Certo 
Errado 
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Comentário: 
O item afirma que, no penúltimo período do texto, os dois-pontos foram usados para introduzir uma 
citação que serve como argumento a favor da ideia central do texto. 
Vamos localizar o trecho: “Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como 
eu, quando diz: ‘A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real’.” 
Aqui, temos o verbo de elocução “diz” seguido de dois-pontos e de uma citação direta — que aparece entre 
aspas. Esse uso está de pleno acordo com uma das funções formais dos dois-pontos: introduzir discurso 
direto. 
Mais do que isso: a citação de Voltaire reforça diretamente a tese central do texto, que trata da 
supremacia da dor sobre o prazer na experiência humana. Isso se confirma pela introdução do trecho: 
“Voltaire [...] pensa como eu” 
Ou seja, o autor recorre à autoridade de Voltaire como reforço argumentativo, para corroborar sua própria 
visão pessimista da existência. 
Logo, a citação: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real.” 
— funciona, sim, como argumento em favor da ideia central do texto, e os dois-pontos são corretamente 
empregados para introduzi-la. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 10 - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) 
CEBRASPE (CESPE) Analista de Desenvolvimento (BDMG) / 2025 – nível superior (adaptada) 
... 
Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus 
trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão. Eles 
publicaram um estudo que correlaciona o nível de renda de mil americanos com seu grau de satisfação 
pessoal e bem-estar emocional, segundo respostas fornecidas em um questionário entre 2008 e 2009. 
... 
No que se refere às características discursivas e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, bem como 
às ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir. 
No terceiro parágrafo, os travessões isolam uma oração de natureza explicativa. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item pede a análise do uso dos travessões no seguinte trecho: 
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“Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por 
seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão.” 
O trecho destacado entre travessões — “que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos 
sobre consumo, pobreza e bem-estar social” — é uma oração subordinada adjetiva explicativa. Ela tem 
a função de acrescentar uma informação adicional sobre Argus, sem restringir ou selecionar um 
subconjunto (o que aconteceria se fosse uma oração adjetiva restritiva). 
Essa explicação poderia ter sido isolada por vírgulas ou parênteses, mas o autor escolheu travessões para 
dar mais ênfase ou destacar visualmente a informação. Esse uso está absolutamente de acordo com a 
norma padrão. 
Portanto, sim: os travessões isolam uma oração de natureza explicativa, e o item está correto. 
Gabarito: CERTO 
 
 
QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO 
A ideia do questionário é elevar o nível da compreensão e da retenção do assunto estudado a partir de 
perguntas que exigem respostas subjetivas, estimulando a conexão entre diversos pontos do conteúdo, bem 
como a memorização da matéria, e, consequentemente, facilitando a resolução de questões objetivas (e 
discursivas também). 
PERGUNTAS 
1. Diferencie oração e período. 
2. Qual é a característica de um período composto por coordenação? 
3. Diferencie orações coordenadas assindéticas e orações coordenadas sindéticas. 
4. Especifique as diferentes relações que podem existir entre orações coordenadas sindéticas. 
5. Cite as principais conjunções que anunciam orações coordenadas. 
6. Diferencie oração principal de oração subordinada. 
7. Quais são os tipos de oração subordinada existentes? 
8. Cite os principais tipos de pontuação existentes. 
9. Dentre os elementos de pontuação, um dos mais empregados em textos de língua portuguesa é a 
vírgula. Cite pelo menos 5 funções da vírgula em orações. 
10. Quais são os casos em que a vírgula é empregada entre orações? 
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PERGUNTAS E RESPOSTAS 
1. Diferencie oração e período. 
Orações são enunciados que possuem verbo, os quais podem ter sentido completo ou não. Um período é 
um conjunto formado por uma oração (período simples) ou por mais de uma (período composto). 
2. Qual é a característica de um período composto por coordenação? 
Um período composto por coordenação possui orações sintaticamente independentes, mas equivalentes 
entre si. 
3. Diferencie orações coordenadas assindéticas e orações coordenadas sindéticas. 
Orações coordenadas assindéticas não possuem elemento de ligação entre si, ou seja, não há conjunção 
interligando-as umas às outras. Já as orações sindéticas são interligadas por conjunções. 
 4. Especifique as diferentes relações que podem existir entre orações coordenadas sindéticas. 
As orações coordenadas sindéticas podem ser: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas. 
5. Cite as principais conjunções que anunciam orações coordenadas. 
As orações coordenadas sindéticas aditivas utilizam conjunções como e, nem, mas também, mas ainda, comotambém, bem como. As orações coordenadas sindéticas adversativas são introduzidas por mas, porém, 
todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante. As orações coordenadas sindéticas alternativas 
utilizam conjunções como ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja. As orações coordenadas sindéticas 
conclusivas fazem uso de conectores como assim, logo, portanto, senão, por isso, por conseguinte, pois (após 
o verbo). Por fim, as orações coordenadas sindéticas explicativas empregam porque, que, porquanto, pois 
(antes do verbo) como conjunções. 
6. Diferencie oração principal de oração subordinada. 
A oração principal não tem sentido sem um complemento, já a oração subordinada é o complemento da 
oração principal, tem o sentido subordinado ao da oração principal. 
7. Quais são os tipos de oração subordinada existentes? 
As subdivisões das orações subordinadas são substantivas, adjetivas e adverbiais. 
8. Cite os principais tipos de pontuação existentes. 
Vírgula, ponto final, dois pontos, ponto e vírgula, ponto de interrogação, ponto de exclamação, travessão, 
reticências, parênteses e aspas. 
9. Dentre os elementos de pontuação, um dos mais empregados em textos de língua portuguesa é a 
vírgula. Cite pelo menos 5 funções da vírgula em orações. 
A vírgula dentro das orações, entre outras funções, pode ser empregada para isolar vocativo; para isolar 
aposto explicativo; para separar elementos coordenados; para marcar a elipse de um verbo; para isolar 
adjuntos adverbiais deslocados na oração principal. 
10. Quais são os casos em que a vírgula é empregada entre orações? 
A vírgula também deve ser empregada para separar orações coordenadas; para isolar a oração subordinada 
substantiva apositiva; para isolar a oração adjetiva explicativa; para isolar as orações adverbiais quando 
intercaladas na oração principal ou antecipadas a ela. 
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GABARITO 
Nº Assunto Banca/Concurso/Ano Gabarito 
1 Orações Subordinadas 
Substantivas 
CEBRASPE - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 ERRADO 
2 Orações Subordinadas 
Substantivas 
CEBRASPE - Professor (InoversaSul) / 2025 CERTO 
3 Orações Subordinadas 
Adjetivas 
CEBRASPE - Analista (Banco Central do Brasil) / 2024 ERRADO 
4 Pontuação CEBRASPE - PC DF / 2025 ERRADO 
5 Pontuação CEBRASPE - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 CERTO 
6 Pontuação CEBRASPE - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 ERRADO 
7 Pontuação CEBRASPE - Perito Médico Previdenciário (INSS) / 2025 CERTO 
8 Pontuação CEBRASPE - Perito Médico Previdenciário (INSS) / 2025 ERRADO 
9 Pontuação CEBRASPE - Analista de Previdência Complementar (FUNPRESP-
EXE) / 2025 
CERTO 
10 Pontuação CEBRASPE - Analista de Desenvolvimento (BDMG) / 2025 CERTO 
 
BIBLIOGRAFIA 
• BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática da Língua Portuguesa. 38. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2022. 
• CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dificuldades da língua portuguesa. 8. ed. São Paulo: 
Companhia Editora Nacional, 2009. 
• CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 6. ed. Rio de Janeiro: 
Lexikon, 2020. 
• FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 5. ed. Curitiba: 
Positivo, 2010. 
• ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: 
José Olympio, 2017. 
• SACCONI, Luiz Antonio. Nossa Gramática. 3. ed. São Paulo: Atual, 2007. 
• Ministério da Educação. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP, da Academia 
Brasileira de Letras. Disponível em: https://www.academia.org.br. 
• Interministerial da Língua Portuguesa. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Decreto nº 6.583, 
de 29 de setembro de 2008). 
• Manual de Redação da Presidência da República. 4. ed. Brasília: Imprensa Nacional, 2022. 
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02929969504 - Nivaldo Neves De Araújoda frase, pois nem sempre terá sentido completo) formada por um verbo ou 
uma locução verbal. O verbo é sempre a principal palavra da oração. 
Exemplo: 
▪ Você fez um excelente trabalho. 
(é frase e também oração - por causa do verbo); 
(é um período simples - formado por apenas uma oração). 
PERÍODO 
Por sua vez, o PERÍODO “é a frase formada por oração(ões). Pode ser simples (se formado só por uma oração) 
ou composto (se formado por mais de uma oração)”. 
Exemplo: 
▪ Se ainda não ficou bom, você pode treinar até o dia da prova. 
(é frase, pois transmite uma ideia); 
(é um período composto - formado por mais de uma oração). 
Período simples 
É o tipo de período formado por apenas uma oração, também conhecida como oração absoluta. No período 
simples há um único verbo ou locução verbal. 
Exemplos: 
▪ Haverá de alcançar seus objetivos! 
▪ Eu não estudei tanto à toa. 
Período composto 
É o tipo de período formado por mais de uma oração. 
Exemplos: 
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▪ Eu estudei muito tempo para conseguir passar nesse concurso. 
▪ Hoje posso comprar coisas que são vendidas nas lojas que gosto. 
 
TIPOS DE DISCURSO 
Discurso Direto 
No discurso direto, o narrador faz uma pausa na sua narração, a fim de transcrever fielmente a fala do 
personagem, com o escopo de conferir autenticidade ao texto, distanciando o leitor do encargo daquilo que 
é dito. Observe as principais características presentes no discurso direto: 
a) Uso dos verbos: falar, responder, perguntar, declarar, etc.; 
b) Uso dos sinais de pontuação: travessão, exclamação, interrogação, dois pontos, aspas; 
Uso do discurso no meio do texto. 
Exemplos: 
A mãe afirmou: 
– Você precisa ganhar dinheiro logo para morar sozinho! 
O filho perguntou: 
– Mãe, como conseguirei morar sozinho antes de passar em um concurso? 
Discurso Indireto 
No discurso indireto há a interferência do narrador na fala da personagem. Aqui, não há as próprias palavras 
da personagem. Possui como principais características: 
a) Discurso narrado em 3ª pessoa: 
Geralmente não utiliza verbos de elocução, tais como: falar, responder, perguntar, indagar, declarar. 
Todavia, quando ocorre, não há utilização do travessão, pois geralmente as orações são subordinadas. Por 
essa razão, as conjunções são utilizadas no discurso indireto. 
Exemplos: 
A mãe afirmou que o filho precisa ganhar dinheiro rápido, para morar sozinho. 
O filho perguntou à mãe como conseguiria morar sozinho antes de passar em um concurso. 
b) O narrador é intermediário das palavras e sentimentos das personagens: 
Muito nervosa, a mãe disse ao filho que ele precisava trabalhar para pagar suas próprias contas. 
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Mudando do discurso direto para o indireto 
DISCURSO DIRETO DISCURSO INDIRETO 
Vou estudar bem o conteúdo desta aula. 
(sujeito na 1ª pessoa) 
Ele disse que vai estudar bem o conteúdo desta aula. 
(sujeito na 3ª pessoa) 
 
Não estudei o suficiente na aula passada. 
(pretérito perfeito) 
Ele disse que não tinha estudado o suficiente na aula 
passada. (pretérito mais que perfeito) 
 
Sou o candidato mais bem preparado para o 
concurso. (presente) 
 
Ele disse que era o candidato mais bem preparado para o 
concurso. (pretérito imperfeito) 
 
Prepare uma festa para comemorar! (modo 
imperativo) 
Pediu que preparassem uma festa para comemorar. 
(modo subjuntivo) 
 
O que fará assim que sair o resultado? (futuro 
do presente) 
Ele perguntou-me o que faria assim que sair o resultado. 
(futuro de pretérito) 
 
Discurso Indireto Livre 
No discurso indireto livre, as formas direta e indireta se misturam, na medida em que o narrador utiliza a 
fala ou as ideias do personagem em sua própria fala. 
Dessa forma, como não há clara diferenciação entre a mudança do discurso, fica difícil delinear as falas dos 
personagens e do narrador, habitualmente diferenciadas por verbos de elocução, sinais de pontuação ou 
conjunções. 
Exemplo: 
Ela estudou as matérias mais difíceis com antecedência. Não estava segura, mas percebi que tinha 
chances de aprovação. Certamente não esperava o grau de dificuldade que encontrou no dia da prova. 
RELAÇÃO DE COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO DAS ORAÇÕES 
Como já foi explicado, os períodos se dividem em simples (constituído por uma única oração) e composto 
(constituído por duas ou mais orações). Por sua vez, o assunto Coordenação e Subordinação entre Orações 
pode ser assim dividido: 
➢ Período composto por coordenação 
➢ Período composto por subordinação 
• Período composto por subordinação substantiva 
• Período composto por subordinação adjetiva 
• Período composto por subordinação adverbial 
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Período composto por coordenação 
Nos períodos compostos por coordenação encontramos orações independentes e sintaticamente 
equivalentes. 
Exemplo: 
▪ O sinal toca, o examinador distribui as provas e minhas mãos começam a suar. 
 
i. O sinal toca (Oração 1), 
ii. o examinador distribui as provas (Oração 2), 
iii. e minhas mãos começam a suar (Oração 3). 
O período exemplificado é composto por três orações independentes, que não possuem relação de 
dependência entre si. 
As duas primeiras orações do exemplo são do tipo assindética (ligadas umas às outras apenas por sinais de 
pontuação), e a terceira oração é sindética (introduzida sempre por uma conjunção). 
Portanto, as duas primeiras orações são coordenadas assindéticas e a terceira é coordenada sindética. 
Tipos de orações coordenadas sindéticas: 
a) Aditivas 
b) Adversativas 
c) Alternativas 
d) Conclusivas 
e) Explicativas 
a) Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas 
Nas orações coordenadas sindéticas aditivas há implícito o conceito de soma ou de sequência de ações. Tal 
sequência de ações, neste tipo de oração, é marcado pela presença de conjunções aditivas. 
Exemplos de conjunções aditivas: e; nem= e não; não só... como também; não só... mas também; não só... 
mas ainda; não só...bem como. 
Exemplos: 
▪ Compareci ao local designado e apresentei a documentação solicitada. 
▪ Não compareci ao local designado nem levei a documentação solicitada. 
▪ Não só compareci ao local designado, como também levei a documentação solicitada. 
▪ Não só compareci ao local designado, mas também levei a documentação solicitada. 
▪ Não só compareci ao local designado, mas ainda levei a documentação solicitada. 
▪ Não só compareci ao local designado, bem como levei a documentação solicitada. 
 
b) Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas 
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 Nas orações coordenadas sindéticas há clara intenção de oposição ou de contraste, o que se demonstra pela 
utilização de conjunções adversativas 
Exemplos de conjunções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, não obstante. 
Exemplos: 
▪ Compareci ao local designado, mas não apresentei a documentação solicitada. 
▪ Compareci ao local designado, porém não apresentei a documentação solicitada. 
▪ Compareci ao local designado, todavia não apresentei a documentação solicitada. 
▪ Compareci ao local designado, contudo não apresentei a documentação solicitada. 
▪ Compareci ao local designado, no entanto não apresentei a documentação solicitada. 
▪ Compareci ao local designado, entretanto não apresentei a documentação solicitada. 
▪ Compareci ao local designado, não obstante não apresentei a documentação solicitada. 
A adversidadetambém pode ocorrer com a presença da conjunção “e”. 
Ex.: Ela é inteligente, e ele sempre tira boas notas. (e=mas) 
Por outro lado, a conjunção “mas” pode aparecer com valor aditivo. 
Ex.: Ela é inteligente, mas principalmente preguiçosa. 
c) Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas 
Nas orações coordenadas sindéticas alternativas, há a ideia de escolha ou alternância. A conjunção 
alternativa típica é “ou”, única que pode aparecer apenas na última oração coordenada. As outras 
conjunções alternativas aparecem repetidas. 
Exemplos de conjunções alternativas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez. 
Exemplos: 
▪ Ande rápido ou chegará atrasado. 
▪ Ou não prestei atenção ou ele não disse nada sobre isso. 
▪ Os alunos ora estudam ora se dispersam. 
d) Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas 
As orações coordenadas sindéticas conclusivas são aquelas em que acontece conclusão ou consequência de 
algo mencionado na oração anterior. 
Exemplos de conjunções conclusivas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, 
assim. 
Exemplos: 
▪ Não andei rápido, logo chegarei atrasado. 
▪ Não presta atenção em nada. É, pois, muito desatento. 
▪ Não andei rápido, portanto chegarei atrasado. 
▪ Não andei rápido, por conseguinte chegarei atrasado. 
▪ Não andei rápido, por isso chegarei atrasado. 
▪ Não andei rápido, assim chegarei atrasado. 
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==242f73==
 
 
 
 
 
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e) Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas 
Orações coordenadas sindéticas explicativas são aquelas que apresentam explicação para uma ordem ou 
suposição feita na oração anterior. 
Exemplos de conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. 
Exemplos: 
▪ Corra, que já estão fechando os portões! 
▪ Corra, porque já estão fechando os portões! 
▪ Corra, pois já estão fechando os portões! 
▪ Corra, porquanto já estão fechando os portões! 
LISTA COM AS PRINCIPAIS CONJUNÇÕES COORDENATIVAS 
Aditivas e, nem, mas também, mas ainda, como também, bem como; 
Adversativas mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante; 
Alternativas ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja; 
Conclusivas assim, logo, portanto, senão, por isso, por conseguinte, pois (após o verbo) 
Explicativas porque, que, porquanto, pois (antes do verbo) 
Período composto por subordinação 
No período composto por subordinação, há uma oração principal e uma ou mais orações subordinadas, 
dependentes da principal. 
Tipos de orações subordinadas: 
1) Substantivas 
2) Adjetivas 
3) Adverbiais 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS 
As orações subordinadas substantivas têm função própria de substantivo (sujeito, predicativo, objeto direto, 
objeto indireto, complemento nominal, aposto e agente da passiva). 
Tais orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. Quando desenvolvidas, normalmente aparecem ligadas 
à oração principal por meio de conjunção integrante (que, se) ou por meio de advérbios relativos (qual, 
quem, onde, por que, como, quando). 
Conforme a função que exerce no período, as orações substantivas desenvolvidas podem ser: 
• Subjetivas 
• Objetivas diretas 
• Objetivas indiretas 
• Completiva nominal 
• Predicativa 
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• Apositiva 
• Agente da passiva 
Orações Subordinadas Substantivas Subjetivas 
Têm função de sujeito da oração principal e se organizam da seguinte forma: 
Verbo transitivo direto ou transitivo indireto 
na 3ª pessoa do singular junto a pronome 
apassivador (voz passiva sintética) 
Espera-se que ele tenha um bom desempenho. Viu-se 
que ele estudou. 
Verbo na voz passiva analítica. Está comprovado que ele teve um bom desempenho. 
Verbos de ligação seguidos de predicativo. Era possível que ele tivesse sido aprovado. 
Verbos seguidos de que ou se na 3ª pessoa 
do singular. 
 
Convém que todos estudem. 
 
 
Orações Subordinadas Substantivas Objetivas Diretas 
Têm função de objeto direto do verbo da oração principal. 
▪ Eu acredito que ele irá. 
▪ Disfarçava que era inteligente. 
▪ Não disse se estudará para o próximo concurso. 
▪ Adivinhei quem passou na última prova. 
 
Orações Subordinadas Substantivas Objetivas Indiretas 
Têm função de objeto indireto do verbo da oração principal. 
▪ Lembre-se de que eu sempre torci por você. 
▪ Meu pai insiste em minha educação. 
Orações Subordinadas Substantivas Completivas Nominais: 
Possuem função de complemento nominal da oração principal. Não há consenso entre a possibilidade de 
retirar ou não a preposição, sem que haja alteração sintática ou semântica. 
Para Celso Cunha e Cintra e outros gramáticos, a omissão de preposição não causa prejuízo à oração. 
Porém, para outros gramáticos, como Napoleão Mendes, a ausência da preposição altera a sintaxe e o 
sentido da oração. Importante ressaltar que, nas últimas provas, tem-se entendido que a preposição é 
obrigatória. 
▪ Tenho a impressão de que eles não voltarão hoje. 
▪ Ela ignorou a ordem de que ele deveria visitar os filhos. 
Orações Subordinadas Substantivas Predicativas: 
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Possuem função de predicativo do sujeito da oração principal. Na maioria das vezes, ocorre com o uso do 
verbo “ser”. 
▪ Meu sonho era que ele passasse na prova. 
▪ Nosso desejo é que chegue logo esse dia. 
Importante! 
O verbo “ser” seguido de “que” pode ser só uma expressão expletiva, ou seja, que denote realce. Observe 
os exemplos: 
Eles é que são inteligentes. (Eles são inteligentes). 
Eles é que sabem tudo. (Eles sabem tudo). 
Orações Subordinadas Substantivas Apositivas: 
Exercem a função de aposto da oração principal. 
▪ Nosso desejo um só: que você passe na prova. 
▪ Aquela notícia, que nascera o príncipe, foi uma comoção no Reino Unido. 
Orações Subordinadas Substantivas Agentes da Passiva: 
Exercem a função de agente da passiva. São orações sempre iniciadas pelas preposições: “por” ou “de”. 
▪ Este material foi elaborado por quem torce pelo seu sucesso. 
Importante! 
1) São chamadas de justapostas as orações que não apresentam conectivos, tais como as orações 
substantivas nas quais não se utilizam conjunções integrantes, mas, sim, advérbios relativos (quem, qual, 
onde, por que, como, quando). 
Não sei quem levou o casaco. (oração subordinada objetiva direta) 
Nunca entendi qual era o problema dele. (oração subordinada objetiva direta) 
Quem estudou ontem foi ele. (oração subordinada subjetiva) 
2) Após alguns verbos que exprimem ordem ou desejo, a conjunção “que” pode ser suprimida. 
Imagino teria passado na prova. 
Queria Deus eu tivesse passado. 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
As orações subordinadas adjetivas têm a função análoga a um adjetivo (adjunto adnominal). Podem surgir 
introduzidas por um pronome relativo (que, cujo, o qual etc.) ou sem pronome relativo. 
▪ Essa foi uma parábola muito bonita. 
Conforme a função que exercem no período, as orações subordinadas adjetivas podem ser assim 
classificadas: 
• Restritivas 
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• Explicativas 
• Reduzidas 
Orações Subordinadas Adjetivas Restritivas 
 São aquelas que limitam, restringem um ser ou um grupo. Nunca são colocadas entre vírgulas. 
▪ Os alunos que tiveram maior rendimento foram agraciados. 
Como se pode perceber, no exemplo acima, a oração subordinada adjetiva restringe a palavra “alunos”, ou 
seja, estamos falando de um grupoespecial de alunos que foram agraciados. 
Orações Subordinadas Adjetivas Explicativas 
São as que distinguem o ser ou o conjunto a que se referem. Explicam algum termo da oração principal. 
Estão sempre entre vírgulas. 
▪ Ana, que é excelente aluna, ganhou a medalha de honra ao mérito. 
Nesse exemplo, ser uma excelente aluna é a característica necessária para que Ana tenha ganhado a medalha 
de honra ao mérito. Por isso, trata-se de uma oração subordinada adjetiva explicativa. 
Orações Subordinadas Adjetivas Reduzidas 
As orações subordinadas adjetivas reduzidas podem apresentar o verbo no infinitivo, no gerúndio ou no 
particípio. 
▪ Vi o homem correr. 
(Vi o homem que corria.) 
▪ O homem, correndo rapidamente, fugiu do local. 
(O homem, que corria rapidamente, fugiu do local.) 
▪ Pesquisei a legislação sobre o assunto, mas só achei um projeto de lei vetado pelo Governador. 
(Pesquisei a legislação sobre o assunto, mas só achei um projeto de lei que foi vetado pelo 
Governador.) 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 
As orações subordinadas adverbiais são as que têm função equivalente a um advérbio e, por conjunções 
adverbiais, são introduzidas. 
Dessa forma, elas apontam a circunstância (tempo, modo, causa, condição, etc.) em que ocorre a ação verbal 
da oração principal. 
▪ Quando passei na prova, senti uma das maiores alegrias da vida. 
▪ Ao parir meu filho, senti uma mistura de dor e alegria inexplicáveis. 
De acordo com a função que exerce no período, a oração subordinada adverbial pode ser assim classificada: 
• Causal 
• Consecutiva 
• Comparativa 
• Condicional 
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• Concessiva 
• Conformativa 
• Final 
• Proporcional 
• Temporal 
Oração Subordinada Adverbial Causal: indica a causa do fato expresso na oração principal. 
▪ A menina ficou triste porque o pai foi embora. (Oração Subordinada Adverbial Causal) 
Logo, não ter mais a presença do pai foi a causa da tristeza da menina. 
 Oração Subordinada Adverbial Consecutiva: indica a consequência do fato da oração principal. 
▪ O aluno estudou tanto que ficou louco. (Oração Subordinada Adverbial Consecutiva) 
Logo, ter ficado louco foi uma consequência do fato de o aluno ter estudado tanto. 
Oração Subordinada Adverbial Comparativa: indica relação de comparação entre os fatos expressos nas 
orações. 
Principal conjunção subordinativa comparativa: “como”. 
▪ Ele estuda como um cientista. (Oração Subordinada Adverbial Comparativa) 
Oração Subordinada Adverbial Condicional: indica condição sob a qual se realiza a oração principal. 
▪ Se chover, faremos boa colheita. (Oração Subordinada Adverbial Condicional) 
Oração Subordinada Adverbial Concessiva: transparece uma situação contrária ao que foi dito na oração 
principal. 
▪ Farei a prova mesmo que ele não faça. (Oração Subordinada Adverbial Concessiva) 
▪ Ainda que chovesse, vesti o biquíni. (Oração Subordinada Adverbial Concessiva) 
Oração Subordinada Adverbial Conformativa: indica adequação ou conformidade com a oração principal. 
Principais conjunções subordinativas conformativas: conforme, consoante e segundo. 
▪ Ele operou a menina conforme tinha prometido. (Oração Subordinada Adverbial Conformativa) 
Oração Subordinada Adverbial Final: indica a finalidade para a qual se destina a oração principal. 
Principais conjunções subordinativas finais: a fim de que, que, para que, porque (= para que) etc. 
▪ Batalhou bastante para que pudesse fazer essa viagem. (Oração Subordinada Adverbial Final) 
Oração Subordinada Adverbial Proporcional: indica fatos direta ou inversamente proporcionais. 
Principais conjunções subordinativas proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que etc. 
▪ À medida que crescia, ficava mais bela. (Oração Subordinada Adverbial Proporcional) 
Oração Subordinada Adverbial Temporal: indica em que tempo ocorreu o fato da oração principal. 
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Principal conjunção subordinativa temporal: quando. 
▪ Quando lembrei de você, já tinham cantado os parabéns. (Oração Subordinada Adverbial Temporal) 
PONTUAÇÃO 
Vírgula 
A ordenação dos termos na estrutura de uma oração define a presença ou ausência da vírgula. Vamos 
explicar isso melhor! 
Caso a oração esteja na ordem direta, não há a presença de vírgula entre seus termos essenciais: sujeito, 
verbo e complemento. 
Exemplo: 
▪ Ele passará no próximo concurso do Tribunal de Contas da União. 
Por sua vez, o uso da vírgula, tanto no meio da oração quanto entre orações, possui muitas funções, e a 
estruturação semântica do seu texto está diretamente relacionada ao domínio de sua utilização. 
Vejamos, então, as principais regras de como usá-la: 
Emprego da vírgula em relações sintáticas intraoracionais 
a) Para isolar adjuntos adverbiais deslocados: é o termo da oração que indica uma circunstância. O adjunto 
adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio. As principais 
circunstâncias são as de tempo, lugar, causa, modo, meio, afirmação, negação, dúvida, intensidade, 
finalidade, condição, assunto, preço, etc. 
Os adjuntos adverbiais estarão deslocados quando estiverem no início ou no meio do período. Para saber se 
a vírgula é obrigatória ou não, basta verificar se o termo adverbial é de curta ou de longa extensão. 
Em alguns casos, a vírgula não será obrigatória, pois, às vezes, ela tira a linearidade, eliminando, assim, a 
clareza da frase. 
O parágrafo anterior pode servir-nos de exemplo para o que acabamos de ler: a não obrigatoriedade da 
vírgula. Vamos reescrevê-lo: 
Em alguns casos a vírgula não será obrigatória, pois às vezes ela tira a linearidade, eliminando assim a clareza 
da frase. 
 
Vejamos alguns exemplos de adjuntos adverbiais separados por vírgula: 
 
▪ No segundo semestre de 2025, haverá, segundo especialistas, redução do ritmo inflacionário. 
 
i. "No segundo semestre de 2025" – adjunto adverbial de tempo deslocado (de longa 
extensão); por isso, há vírgula obrigatória. 
ii. "segundo especialistas" – adjunto adverbial de conformidade deslocado; também exige 
vírgula obrigatória. 
A estrutura com vírgulas separa corretamente os dois adjuntos adverbiais, garantindo clareza. 
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▪ Em 2025, houve transformações no país. 
i. Adjunto adverbial de tempo curto – vírgula opcional. 
A vírgula pode ser usada para ênfase ou clareza, mas não é obrigatória. 
▪ Recentemente, o processo democrático sofreu ataques. 
i. Adjunto adverbial de tempo curto – vírgula opcional. 
A vírgula pode ser usada para dar ênfase, mas pode ser omitida sem erro gramatical. 
▪ À noite, haverá sessão extra no Senado Federal. 
i. Adjunto adverbial de tempo curto – vírgula opcional. 
A vírgula pode ser usada para dar pausa ou ênfase, mas não é obrigatória. 
▪ Depois de vários debates em plenário, decidiram afastar o senador. 
i. Adjunto adverbial deslocado de longa extensão – vírgula obrigatória. 
A vírgula separa o termo deslocado do restante da oração para evitar ambiguidades e melhorar a clareza. 
▪ Entre os princípios da Administração Pública, está a eficiência. 
i. Adjunto adverbial deslocado (no início da oração) – vírgula obrigatória. 
A vírgula separa o termo antecipado e ajuda a dar clareza e ritmo à frase. 
▪ Nas ruas, brasileiraslutam por interesses coletivos. 
i. Adjunto adverbial deslocado (no início da oração) - vírgula obrigatória para evitar 
ambiguidade. 
Sem a vírgula, pode parecer que as "ruas brasileiras" lutam, em vez de indicar que são mulheres brasileiras 
que lutam nas ruas. 
A vírgula separa o adjunto adverbial ("nas ruas") para deixar claro o sentido da frase. 
 
▪ Parlamentares, após diversas manifestações da população, aprovaram, aproximadamente, dez 
projetos. 
i. Sujeito: Parlamentares 
ii. Adjunto adverbial de tempo: após diversas manifestações da população (delimitado por 
vírgulas obrigatórias) 
iii. Verbo transitivo direto (VTD): aprovaram 
iv. Adjunto adverbial de intensidade: aproximadamente (separado por vírgulas optativas, usado 
para destacar a expressão) 
v. Objeto direto (OD): dez projetos 
As vírgulas obrigatórias marcam o adjunto deslocado (após diversas manifestações da população), enquanto 
as vírgulas optativas isolam o advérbio (aproximadamente), sendo facultativas para ênfase. 
Deve-se prestar atenção, também, para não separar o complemento do verbo. Nesse caso, a vírgula é 
proibida. Vejamos: 
 
▪ Comunicamos, a todos os servidores deste órgão, todas as mudanças. 
i. Verbo transitivo direto e indireto (VTDI): comunicamos 
ii. Objeto indireto (OI): a todos os servidores deste órgão 
iii. Objeto direto (OD): todas as mudanças 
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As vírgulas apresentadas são proibidas, pois não se deve separar o verbo (comunicamos) de seus 
complementos (objetos direto e indireto). 
Forma correta: Comunicamos a todos os servidores deste órgão todas as mudanças. 
▪ No Brasil, após duas décadas de muita luta, criaram-se leis favoráveis à mulher. 
i. Adjunto adverbial de lugar: No Brasil 
ii. Adjunto adverbial de tempo: após duas décadas de muita luta 
iii. Verbo transitivo direto (VTD): criaram 
iv. Partícula apassivadora: -se (voz passiva sintética) 
v. Sujeito paciente: leis favoráveis à mulher 
As vírgulas que isolam os adjuntos adverbiais são obrigatórias por estarem deslocados e com longa 
extensão. 
 
▪ No Brasil – país de fortes desigualdades sociais –, investe-se pouco em educação. 
i. Aposto explicativo: país de fortes desigualdades sociais (explica "Brasil"). 
ii. Verbo impessoal (construção com índice de indeterminação do sujeito): investe-se. 
iii. Uso de vírgula: obrigatória para isolar o aposto explicativo. 
b) Para isolar os objetos pleonásticos: haverá objeto pleonástico quando um verbo possuir dois 
complementos que se referem a um elemento só. 
▪ Os meus amigos, sempre os respeito. 
i. "Os meus amigos": objeto direto antecipado (isolado por vírgula). 
ii. "os": pronome que retoma o mesmo objeto (OD pleonástico). 
 
▪ Aos devedores, perdoe-lhes as dívidas. 
i. "Aos devedores": objeto indireto antecipado (isolado por vírgula). 
ii. "lhes": pronome que também se refere aos devedores (OI pleonástico). 
c) Para isolar o aposto explicativo: já falamos do aposto em aula anterior, mas vale a pena relembrarmos. 
▪ Londrina, a terceira cidade do Sul do Brasil, é aprazibilíssima. 
i. "a terceira cidade do Sul do Brasil": aposto explicativo (traz informação adicional sobre 
Londrina). 
d) Para isolar o vocativo: 
▪ Parabéns, Brasília. 
▪ Deus o abençoe, João. 
e) Para isolar predicativo do sujeito deslocado, quando o verbo não for de ligação: 
▪ Os jovens, revoltados, retiraram-se do recinto. 
f) Para separar elementos coordenados: elementos coordenados são enumerações de termos que 
exercem a mesma função sintática. 
▪ As crianças, os pais, os professores e os diretores irão ao passeio cultural 
g) Para indicar a elipse do verbo: elipse é a omissão de um verbo já escrito anteriormente. 
▪ Ela prefere estudar contabilidade; o namorado, direito. (o namorado prefere estudar matérias de 
direito) 
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h) Para separar, nas datas, o lugar: 
▪ Brasília, 22 de setembro de 2019. 
i) Para isolar conjunção coordenativa intercalada: as conjunções coordenativas que nos interessam para 
essa regra são: porém, contudo, no entanto, entretanto, todavia, logo, portanto, por conseguinte, então. 
▪ Os professores ensinaram toda a matéria. Os alunos, por conseguinte, sentiram-se confiantes na 
prova. 
▪ O aluno está bem preparado; tem, portanto, condições de ser aprovado no concurso. 
j) Para isolar as expressões explicativas: 
▪ Todos os cidadãos deveriam conhecer os princípios constitucionais que regem a Administração 
Pública, quais sejam: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 
Emprego da vírgula em relações sintáticas interoracionais 
Período composto por coordenação: as orações coordenadas devem sempre ser separadas por vírgula. 
Orações coordenadas são as que indicam adição (e, nem, mas também), alternância (ou, ou ... ou, ora ... ora), 
adversidade (mas, porém, contudo...), conclusão (logo, portanto...) e explicação (porque, pois). 
Período composto por subordinação: 
Orações Subordinadas Substantivas: não se separam por vírgula. As orações subordinadas substantivas são 
as que exercem a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito, complemento 
nominal. 
Exceção: as orações subordinadas substantivas apositivas podem ser separadas por vírgulas. 
▪ É importante que ressaltem a importância das boas ações. 
Análise Sintática: 
i. Oração principal: É importante 
ii. Conjunção integrante: que (introduz a oração subordinada) 
iii. Oração subordinada substantiva subjetiva desenvolvida (sujeito oracional): que ressaltem a 
importância das boas ações 
A oração subordinada exerce a função de sujeito da principal, pois o sentido completo da oração depende 
dela. 
Substituição por "isto": É importante isto → confirma a função de sujeito. 
 
▪ É importante ressaltar o valor das boas ações. 
Análise Sintática: 
i. Oração principal: É importante 
ii. Oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo: ressaltar o valor das boas 
ações 
A oração subordinada funciona como sujeito da principal. 
Substituição por "isto": É importante isto → confirma que exerce a função de sujeito. 
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É uma oração reduzida de infinitivo porque o verbo (ressaltar) está no infinitivo e não possui conjunção 
integrativa. 
 
▪ Todos afirmam haver solução para a corrupção no Brasil. 
Análise Sintática: 
i. Sujeito: Todos 
ii. Verbo transitivo direto (VTD): afirmam 
iii. Objeto direto (oração subordinada): haver solução para a corrupção no Brasil 
iv. Essa oração é uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo, 
pois: 
✓ Funciona como objeto direto do verbo afirmam. 
✓ Está reduzida porque o verbo haver está no infinitivo, sem conjunção integrante. 
✓ Substituindo a oração por "isto": Todos afirmam isto → confirma a função de objeto 
direto. 
 
 
▪ Sabe-se que existem milhões de brasileiros desamparados. 
Análise Sintática: 
i. Verbo transitivo direto (VTD): Sabe-se 
ii. O "se" atua como partícula apassivadora, transformando a oração em voz passiva sintética. 
iii. O trecho "que existem milhões de brasileiros desamparados" é uma oração subordinada 
substantiva subjetiva desenvolvida, pois: 
✓ Funciona como sujeito oracional da construção. 
✓ Pode ser substituída por "isto": Sabe-se isto → confirmando a função de sujeito. 
 
▪ Não há dúvida sobre sermos persistentes. 
Análise Sintática: 
i. O trecho "sobre sermos persistentes" é uma oraçãosubordinada substantiva completiva 
nominal reduzida de infinitivo, pois: 
✓ Completa o sentido do substantivo "dúvida" (não do verbo), atuando como complemento 
nominal. 
✓ Está reduzida, pois o verbo está no infinitivo (sermos). 
✓ Pode ser substituída por "isso": Não há dúvida sobre isso. 
 
▪ O projeto visa a resgatar valores humanos. 
Análise Sintática: 
i. O trecho "a resgatar valores humanos" é uma oração subordinada substantiva objetiva 
indireta reduzida de infinitivo. 
ii. Funciona como objeto indireto do verbo "visar" (que exige preposição). 
Está reduzida porque o verbo está no infinitivo (resgatar). 
Pode ser substituída por "isso": O projeto visa a isso. 
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EXCEÇÃO!!! 
▪ Os alunos tinham um grande objetivo: passar no concurso público. 
▪ Os alunos tinham um grande objetivo, passar no concurso público. 
▪ Os alunos tinham um grande objetivo – passar no concurso público. 
i. O trecho "passar no concurso público" é uma oração subordinada substantiva apositiva 
reduzida de infinitivo. 
ii. Reitera ou explica o termo anterior ("objetivo"). 
iii. Atenção: Uso do dois-pontos, vírgula e travessão é uma exceção na introdução de oração 
apositiva. 
 
MUITO IMPORTANTE! 
Basta considerar as funções sintáticas exercidas pelas orações subordinadas substantivas para fazer a 
pontuação dos períodos compostos. 
Não se separam por vírgula da oração principal as orações subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, 
completivas nominais e predicativas, haja vista que sujeitos, complementos nominais e verbais não são 
separados por vírgulas dos termos a que se ligam. Mesma coisa cabe nos predicados nominais, aos 
predicativos. 
Por sua vez, a oração subordinada substantiva apositiva deve ser separada da oração principal por virgula 
ou dois pontos, tal como ocorre com o aposto. 
 
Oração Subordinada Adjetiva: só a explicativa é separada por vírgula; a restritiva não! 
As orações subordinadas adjetivas são as iniciadas por um pronome relativo. 
▪ Deve-se punir o administrador que desvia dinheiro público. 
Análise Sintática: 
i. O trecho "que desvia dinheiro público" é uma oração subordinada adjetiva restritiva. 
✓ Refere-se ao substantivo "administrador", limitando seu sentido (não todos os 
administradores, apenas os que desviam dinheiro público). 
✓ O pronome relativo "que" pode ser substituído por "o qual". 
✓ Não se usa vírgula para separar orações adjetivas restritivas, pois a vírgula alteraria o 
sentido. 
 
▪ A Lei Maria da Penha atingirá as mulheres brasileiras, que merecem tratamento digno. 
Análise Sintática: 
i. O trecho "que merecem tratamento digno" é uma oração subordinada adjetiva explicativa. 
✓ Refere-se a todas as mulheres brasileiras, acrescentando uma informação extra, sem 
restringir o grupo. 
✓ O pronome relativo "que" pode ser substituído por "as quais". 
✓ A vírgula é obrigatória, pois a oração explicativa não altera o núcleo do sujeito, apenas traz 
uma observação adicional. 
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▪ A regra consta da Lei 14.133/2021, que prevê modalidades de licitação. 
Análise Sintática: 
i. O trecho "que prevê modalidades de licitação" é uma oração subordinada adjetiva 
explicativa. 
✓ Acrescenta uma informação extra sobre a Lei 14.133/2021, sem restringir ou limitar o 
sentido. 
✓ O pronome relativo "que" pode ser substituído por "a qual". 
✓ A vírgula é obrigatória, pois se trata de uma oração que apenas explica, e não restringe o 
substantivo anterior. 
 
Oração Subordinada Adverbial: deve ser separada por vírgula quando estiver no início ou no meio do 
período. Se estiver ao final, a vírgula será opcional. 
▪ O juiz não condenou os réus, embora houvesse provas contra eles. 
Análise Sintática: 
i. "embora houvesse provas contra eles" é uma oração subordinada adverbial concessiva. 
✓ Indica uma ideia de oposição (o juiz não condenou, mesmo havendo provas). 
✓ A vírgula é opcional, pois a oração está no final da frase. 
 
▪ Embora houvesse provas contra eles, o juiz não condenou os réus. 
Análise Sintática: 
i. "Embora houvesse provas contra eles" é uma oração subordinada adverbial concessiva. 
✓ Traz ideia de oposição (o juiz não condenou, mesmo com provas). 
✓ A vírgula é obrigatória, porque a oração concessiva está no início da frase. 
 
▪ Não se concretizou a meta, porque houve má gestão. 
Análise Sintática: 
i. "porque houve má gestão" é uma oração subordinada adverbial causal desenvolvida. 
✓ Expressa a causa ou motivo do que foi dito na oração principal. 
✓ A vírgula é opcional: pode ser usada para dar pausa ou ênfase, mas não é obrigatória. 
 
▪ Porque houve má gestão, não se concretizou a meta. 
Análise Sintática: 
i. "Porque houve má gestão" é uma oração subordinada adverbial causal desenvolvida. 
✓ Como a oração causal vem antes da principal, a vírgula é obrigatória para separar as 
orações. 
✓ Indica a causa ou motivo do não cumprimento da meta. 
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O ponto e vírgula 
Na escrita, o ponto e vírgula denota uma pausa um pouco mais longa que a vírgula e um pouco mais breve 
que o ponto. 
A sistematização da utilização do ponto e vírgula ocorre apenas em três casos: 
a) entre itens de lei, de portarias, de decretos, de regimentos, etc.; 
b) entre orações coordenadas que já apresentam vírgulas; e 
c) entre orações coordenadas longas. 
 
a) entre itens de lei, de portarias, de decretos, de regimentos, etc.: 
▪ Art. 5º Os cargos em comissão, destinados exclusivamente às atribuições de direção, chefia e 
assessoramento, são de livre nomeação e exoneração pela autoridade competente. 
1º Para os fins desta Lei Complementar, considera-se cargo em comissão: 
– de direção: aquele cujo desempenho envolva atribuições da administração superior; 
II – de chefia: aquele cujo desempenho envolva relação direta e imediata de subordinação; 
III – de assessoramento: aquele cujas atribuições sejam para auxiliar: 
a) os detentores de mandato eletivo; 
b) os ocupantes de cargos vitalícios; 
c) os ocupantes de cargos de direção ou de chefia.2 
b) entre orações coordenadas que já apresentam vírgulas: 
▪ Lágrimas, dedicação, privações, as dificuldades passaram como um filme em sua cabeça; e a 
felicidade estampada em seu rosto ao receber a notícia da aprovação. 
c) entre orações coordenadas longas. 
▪ Os fatos são inequívocos quando se fala em aumento do aquecimento global; e demonstram a 
necessidade de que algo deve ser feito com urgência. 
As orações coordenadas são separadas por vírgulas. Em particular, as coordenadas adversativas e 
conclusivas podem ser separadas por ponto e vírgula, mesmo quando são curtas. 
Tal uso permite intensificar a oposição ou conclusão existentes. 
Exemplos: 
As ideias são muito ambiciosas; todavia, jamais desistirei de sonhar. 
O resultado demorou muito para sair; por isso continuei estudando para outros concursos. 
 
2 Lei Complementar nº 840, de 23 de dezembro de 2011. 
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Os dois-pontos 
A utilização dos “dois pontos” ocorre principalmente nas seguintes situações: 
a) antes de uma enumeração; 
b) antes do início da fala; 
c) iniciar conclusão ou esclarecimento do que já foi referido; e 
d) antes de uma citação. 
Seguem exemplos para cada uma das situações mencionadas. 
a) antes de uma enumeração: 
▪ Os motivos do aquecimento global são evidentes: poluição, desmatamento e intensificação do 
efeito estufa. 
b) antes do início da fala: 
▪ E ela concluiu: 
- Não me procure mais. 
c) iniciar conclusão ou esclarecimento do que já foi referido: 
▪ Minha avó foi a mulher mais guerreira que conheci: criou dezoito filhos, cuidava da fazenda e ainda 
conseguiu escrever três livros maravilhosos. 
d) antes de uma citação 
▪ Assim disse Jesus: “Deixai vir a mim as crianças, pois delas é o reino do Céu”. 
As reticências 
As reticências são utilizadas para demonstrar uma interrupção na sequência habitual da oração. Dentre as 
principais aplicações das reticências, servem para: 
a) marcar a exclusão de trecho de um texto; 
b) demonstrar dúvida, surpresa ou indecisão; e 
c) indicar a interrupção de fala em um diálogo. 
 
a) marcar a exclusão de trecho de um texto: 
Art. 5º Os cargos em comissão, destinados exclusivamente às atribuições de direção, chefia e 
assessoramento, são de livre nomeação e exoneração pela autoridade competente. 
(...) 
III – de assessoramento: aquele cujas atribuições sejam para auxiliar: 
a) os detentores de mandato eletivo; 
b) os ocupantes de cargos vitalícios; 
c) os ocupantes de cargos de direção ou de chefia.3 
 
 
3 Lei Complementar nº 840, de 23 de dezembro de 2011. 
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b) demonstrar dúvida, surpresa ou indecisão: 
▪ Tão longe...tão calado... não tinha a menor noção do que ele imaginava. 
c) indicar a interrupção de fala em um diálogo: 
▪ - Por que você não conversa comigo? 
▪ - Tenho meus motivos... 
▪ - Se conseguisse se expressar melhor, não seria tão rancoroso. 
As aspas 
As aspas possuem empregos variados em diferentes tipos de textos. Seguem abaixo os casos nos quais mais 
frequentemente encontramos o uso das aspas. 
 
a) destacar palavras estrangeiras, gírias, neologismos, etc; 
b) dar sentido irônico a palavra ou expressão; 
c) delimitar transcrição literal de uma fala ou trecho de texto; e 
d) destacar títulos de obras. 
a) destacar palavras estrangeiras, gírias, neologismos, etc.: 
▪ O “impostômetro”, criado em 2005, estima o valor total de impostos, taxas, contribuições e multas 
que a população brasileira paga para a União, os estados e os municípios. 
b) dar sentido irônico a palavra ou expressão: 
▪ Sempre foi um “modelo” de educação: desrespeitava os mais velhos, fugia da escola e agredia as 
outras crianças na rua. 
c) delimitar transcrição literal de uma fala ou trecho de texto: 
▪ “A pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso 
incessante das águas”. (Machado de Assis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas) 
d) destacar títulos de obras: 
▪ Em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis afirmou que a pior filosofia é a do 
choramingas. 
Regras para a pontuação quando houver aspas: 
Se a frase começa e termina com aspas, o ponto deve ficar dentro das aspas. 
Exemplo: 
“A pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante 
das águas.” (Machado de Assis) 
Se a frase não está integralmente dentro das aspas, a pontuação deve ficar fora das aspas. Exemplo: 
Concordo com Machado de Assis, que dizia, sabiamente: “A pior filosofia é a do choramingas que se deita à 
margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas”. 
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O travessão 
a) iniciar fala de personagem no discurso direto; 
b) destacar palavras ou frases explicativas; e 
c) separar orações intercaladas no texto. 
Apesar das aspas e do travessão possuírem o mesmo objetivo, é mais usual a utilização de travessões em 
diálogos, haja vista conferirem maior fluidez ao texto. 
a) iniciar fala de personagem no discurso direto: 
▪ A mãe já estava nervosa quando gritou: 
– Pare de agir como seu pai! 
b) destacar palavras ou frases explicativas: 
▪ – Não estou agindo como meu pai! – respondeu o menino. E começou a chorar, assustado com o 
tom de voz da mãe que jamais ouvira. 
APOSTA ESTRATÉGICA 
A ideia desta seção é apresentar os pontos do conteúdo que mais possuem chances de serem cobrados em 
prova, considerando o histórico de questões da banca em provas de nível semelhante à nossa, bem como a 
experiência do professor. 
Aposta Estratégica: Pontuação 
Justificativa da escolha: 
O uso adequado da pontuação é um dos pilares da norma culta e aparece como o subassunto mais cobrado 
neste eixo temático. A recorrência desse conteúdo em provas demonstra a importância de avaliar a 
capacidade do candidato de organizar sintaticamente o texto e garantir clareza, fluidez e correção. Além 
disso, a pontuação frequentemente está associada à interpretação, à reescrita de trechos e à coesão textual, 
tornando-se um tema com incidência direta e indireta nas questões. 
Como esse assunto é cobrado em prova: 
As bancas costumam cobrar a pontuação por meio de itens que exigem julgamento da correção gramatical, 
identificação de desvios, reescrita com preservação de sentido e clareza, além da análise do valor sintático 
e semântico de sinais como vírgula, ponto e vírgula, travessão e parênteses. O uso da vírgula, em especial, 
lidera as cobranças, geralmente em contextos envolvendo orações subordinadas, elementos intercalados 
ou enumerações. 
Cuidados que o aluno deve ter: 
Um dos maiores erros dos candidatos é aplicar regras de pontuação baseando-se na oralidade ou em pausas 
na leitura, em vez de observar a estrutura sintática da frase. O uso incorreto da vírgula entre sujeito e 
predicado, a omissão de pontuação em elementos intercalados ou a utilização inadequada do travessão são 
exemplos comuns. É essencial compreender que cada sinal possui função específica e que o uso equivocado 
compromete a clareza e a correção do texto. 
Esquema visual da aposta estratégica (tabela detalhada): 
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Aspecto Detalhamento 
Conteúdos mais cobrados 
- Uso da vírgula em orações subordinadas e coordenadas 
- Emprego do ponto e vírgula em enumerações e pausas mais fortes 
- Função do travessão e dos parênteses em elementos intercalados ou 
explicativos 
Como a banca cobra 
- Itens que pedem correção gramatical com base na pontuação 
- Reescritas que envolvem alteração na pontuação 
- Identificação de sinais com base no sentido ou na estrutura 
Riscos para o candidato 
- Usar a vírgula com base em pausas da fala 
- Inserir vírgula entre sujeito e predicado 
- Não identificar corretamente elementos intercalados ou explicativos 
Habilidades exigidas 
- Analisar a estrutura sintática da frase 
- Relacionar os sinais de pontuação ao seu valor sintático e semântico 
- Avaliar os efeitos da pontuação no texto 
Estratégias de estudo 
- Revisar regras específicas de uso dos sinais 
- Resolver questões com foco em correção e reescrita 
- Praticar análise sintática comatenção aos sinais utilizados 
Técnicas recomendadas em 
prova 
- Observar a posição dos elementos na frase antes de decidir sobre a 
pontuação 
- Verificar se há elementos intercalados que exigem travessões, 
vírgulas ou parênteses 
- Evitar confiar na intuição da leitura oral 
Fontes de treino indicadas 
- Provas anteriores da banca com foco em reescrita e correção 
- Textos com elementos intercalados 
- Exercícios de análise sintática com aplicação de pontuação 
Conclusão da aposta estratégica: 
A pontuação é um tema que exige atenção constante, pois envolve tanto aspectos normativos quanto 
interpretativos. Dominar o uso dos sinais é fundamental para garantir a correção gramatical, a clareza 
textual e a capacidade de reescrever enunciados mantendo o sentido original. O candidato deve priorizar a 
análise estrutural das frases, evitando decisões intuitivas, e buscar compreender o papel funcional de cada 
sinal em diferentes contextos. 
 
QUESTÕES ESTRATÉGICAS 
Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas 
estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a sua 
prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. A ideia, aqui, não é que você fixe o 
conteúdo por meio de uma bateria extensa de questões, mas que você faça uma boa revisão global do 
assunto a partir de, relativamente, poucas questões. 
Questão 1 - Orações Subordinadas Substantivas 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 – nível superior (adaptada) 
... 
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Já houve redução no tempo e no custo do processo judicial com a implantação do processo eletrônico, mas 
há muito o que fazer quando se depara com o tempo de resolutividade e os gastos para a manutenção do 
serviço de prestação jurisdicional: estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, 
R$ 12.369.100.765. Em relação ao custo processual, no ano de 2015, por exemplo, cada brasileiro 
desembolsou R$ 387,00 para manter o Poder Judiciário, o que equivalia a 1,3% do PIB. Se avaliarmos de 
2009 a 2015, o crescimento foi de 31%. Em 2020, os gastos foram de R$ 479,16 por habitante. 
Grégore Moreira de Moura. Um sonho de desjudicialização. In: Revista do Tribunal 
Regional Federal da Sexta Região, v. 1, n.º 1, 2023, p. 10-11 (com adaptações). 
Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir. 
No segmento “estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, R$ 12.369.100.765” 
(primeiro período do segundo parágrafo), a oração introduzida pelo termo “que” funciona como 
complemento direto da oração expressa pela forma verbal “estima-se”. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
 No trecho “estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, R$ 12.369.100.765”, a 
estrutura sintática não corresponde a uma oração subordinada objetiva direta, como afirma a assertiva, mas 
sim a uma oração subordinada subjetiva. 
Vamos entender isso: o verbo "estimar", na voz ativa, é um verbo transitivo direto, ou seja, exige um objeto 
direto. No entanto, ao ser empregado com a partícula “se”, como no caso “estima-se”, temos um processo 
de passivação sintética. Nesse contexto, o “se” atua como partícula apassivadora, e o que era objeto direto 
na voz ativa passa a exercer a função de sujeito paciente na voz passiva. 
Portanto, a oração iniciada por “que” exerce o papel de sujeito da forma verbal “estima-se” (na verdade, o 
sujeito paciente da forma passiva). Isso explica também por que o verbo “estimar” permanece na 3ª pessoa 
do singular – trata-se de um sujeito oracional, ou seja, uma oração subordinada substantiva subjetiva. 
Se quiséssemos que a oração exercesse função de objeto direto, o verbo “estimar” teria que aparecer sem 
o “se”. Veja a diferença: 
• Com “se” (voz passiva): Estima-se que tenham sido gastos... → sujeito paciente. 
• Sem “se” (voz ativa): Estima que tenham sido gastos... → oração como objeto direto. 
Assim, o item está errado ao classificar a oração como complemento direto. Ela é, na verdade, sujeito da 
forma verbal passiva sintética “estima-se”. 
Gabarito: ERRADO 
 
Questão 2 - Orações Subordinadas Substantivas 
CEBRASPE (CESPE) - Professor (InoversaSul) / 2025 – nível superior (adaptada) 
Carlos Roberto Correa
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É ponto pacífico que um dos legados da linguística de grande utilidade no contexto escolar é a visão não 
preconceituosa sobre línguas e variedades de línguas. Esse foi um legado da linguística estrutural que se 
consolidou com os desenvolvimentos subsequentes da linguística, sobretudo a sociolinguística variacionista 
... 
Lucia Lobato. Linguística e ensino de línguas. 
Brasília: Editora da UnB, 2015, p. 15 (com adaptações). 
Julgue o item subsequente, referente a construções linguísticas do texto apresentado. 
 No primeiro período do texto, a oração “que um dos legados (...) variedades de línguas” desempenha a 
função sintática de sujeito. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A questão exige o reconhecimento de uma oração subordinada substantiva subjetiva, ou seja, uma oração 
que exerce a função de sujeito na estrutura da oração principal. Vamos analisar o trecho indicado: 
“É ponto pacífico que um dos legados da linguística de grande utilidade no contexto escolar é a visão 
não preconceituosa sobre línguas e variedades de línguas.” 
A estrutura sintática começa com a locução verbal "É ponto pacífico", o que nos leva a perguntar: "O que é 
ponto pacífico?". A resposta é a oração inteira que se inicia com "que um dos legados...". 
Essa oração é introduzida por conjunção integrante ("que") e possui sentido completo, funcionando como 
sujeito da forma verbal "é". Por isso, trata-se de uma oração subordinada substantiva subjetiva — ela 
ocupa a posição de sujeito da oração principal. 
Um ponto importante é perceber que esse tipo de oração ocorre frequentemente com estruturas 
impessoais no início da frase, como: “É necessário que...”, “É provável que...”, “É certo que...”, entre outras. 
Portanto, ao afirmar que a oração “que um dos legados (...) variedades de línguas” exerce função de sujeito, 
o item está correto. É essencial dominar a análise sintática para reconhecer esse tipo de construção, muito 
comum em textos acadêmicos e provas de concurso. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 3 - Orações Subordinadas Adjetivas 
CEBRASPE (CESPE) - Analista do Banco Central do Brasil / 2024 – nível superior (adaptada) 
A emergência de uma grande variedade de plataformas digitais, desde o final da década de 1990, provocou 
uma mudança econômica radical e uma reorganização de mercados e arranjos de trabalho. A economia de 
plataforma não está apenas mudando a forma como o trabalho é realizado e remunerado. Os mercados de 
trabalho também estão se transformando drasticamente, levando a uma situação em que o “emprego 
padrão” é cada vez mais suplementado ou substituído por trabalho temporário “fora do padrão”, mediado 
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por plataformas. Em um contexto de crescente instabilidade macroeconômica, de desregulamentação das 
relações de trabalho — em função do impacto disruptivo de tecnologias digitais na intermediação dessas 
relações —, verifica-se a emergência de novas formas de emprego “fora do padrão”, que reforçam diversos 
tipos de “flexibilidade” — temporal, espacial, gerencial e funcional, entre outras. Grande parte dessas novas 
formas de emprego está vinculada à mediação de plataformas digitais,que conectam ofertantes e 
demandantes de trabalho. 
... 
Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto acima. 
 No último período do primeiro parágrafo, a oração “que conectam ofertantes e demandantes de trabalho” 
restringe o sentido do segmento “plataformas digitais”. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A questão avalia a capacidade de identificar corretamente o tipo de oração subordinada adjetiva: restritiva 
ou explicativa. 
No trecho: “Grande parte dessas novas formas de emprego está vinculada à mediação de plataformas 
digitais, que conectam ofertantes e demandantes de trabalho.” 
A oração destacada — “que conectam ofertantes e demandantes de trabalho” — é introduzida por 
pronome relativo ("que") e vem isolada por vírgula, o que já é um indício forte de que se trata de oração 
subordinada adjetiva explicativa. 
Esse tipo de oração não restringe ou seleciona um subconjunto dentro de um grupo maior. Ao contrário, 
ela apenas acrescenta uma informação adicional sobre o termo antecedente, assumindo que todas as 
plataformas digitais mencionadas realizam essa função de conectar ofertantes e demandantes de 
trabalho. É uma característica generalizada, inerente ao conjunto citado, e não uma particularização. 
Se a intenção fosse restringir o sentido de “plataformas digitais” — ou seja, destacar apenas aquelas que 
conectam ofertantes e demandantes —, a vírgula não seria usada, e teríamos uma oração adjetiva 
restritiva. Veja a diferença: 
• Com vírgula (explicativa): Plataformas digitais, que conectam ofertantes e demandantes de 
trabalho... → todas elas fazem isso. 
• Sem vírgula (restritiva): Plataformas digitais que conectam ofertantes e demandantes de trabalho... 
→ apenas algumas têm essa função, dentro de um grupo maior. 
Como no trecho original a vírgula está presente e a informação é apresentada como um dado já conhecido 
e abrangente, a oração tem valor explicativo. 
Portanto, ao afirmar que essa oração tem valor restritivo, o item está errado. 
Gabarito: ERRADO 
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Questão 4 - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) 
CEBRASPE (CESPE) - (PC DF) / 2025 – nível superior (adaptada) 
... 
 Nesse sentido, os autores detalharam que, diferentemente de mecanismos de aplicativos como o ChatGPT, 
que operam com base na coleta de inúmeros dados, a mente humana pode funcionar com pequenas 
quantidades de informação, por meio das quais “não busca inferir correlações abruptas entre pontos (...), 
mas, sim, criar explicações”. 
 Nessa linha, manifestam que esses aplicativos não são realmente “inteligentes”, pois carecem de 
capacidade crítica. Embora possam descrever e prever “o que é”, “o que foi” e “o que será”, não são capazes 
de explicar “o que não é” e “o que não poderia ser”. 
Internet: (com adaptações). 
Julgue o item a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto acima. 
 No último período do texto, o emprego de vírgula após os segmentos ‘o que é’ e ‘o que será’ justifica-se por 
separar elementos em uma enumeração. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item afirma que as vírgulas usadas após os segmentos “o que é” e “o que será” têm a função de separar 
elementos em uma enumeração, mas essa análise está incorreta ao generalizar a justificativa. 
Vamos observar o período completo: 
“Embora possam descrever e prever ‘o que é’, ‘o que foi’ e ‘o que será’, não são capazes de explicar ‘o 
que não é’ e ‘o que não poderia ser’.” 
De fato, temos uma enumeração de objetos diretos do verbo “prever”: “o que é”, “o que foi” e “o que será”. 
Nesse contexto, a vírgula após “o que é” realmente exerce a função clássica de separar elementos em 
série (ou seja, numa enumeração). 
Contudo, a vírgula após “o que será” tem outra função: ela marca o fim da oração subordinada adverbial 
concessiva deslocada (“Embora possam descrever e prever ‘o que é’, ‘o que foi’ e ‘o que será’”). A vírgula 
aqui não faz parte da enumeração, e sim separa a oração subordinada da oração principal — “não são 
capazes de explicar...”. 
Portanto, o erro da assertiva está em dizer que ambas as vírgulas (a de “o que é” e a de “o que será”) têm a 
função de separar elementos de uma enumeração. Apenas a primeira vírgula (de “o que é”) tem essa função. 
A segunda está ali por questão de estrutura sintática, marcando a separação entre duas orações com 
funções distintas. 
Gabarito: ERRADO 
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Questão 5 - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 – nível superior (adaptada) 
... 
Dada essa pluralidade de abordagens, surgiram diversas definições de justiça restaurativa na literatura ao 
longo das últimas décadas, razão pela qual alguns autores atuais apontam que o conceito de justiça 
restaurativa ainda estaria “em aberto”. Contudo, parece haver na literatura certo consenso de que tal 
pluralidade seria algo positivo, por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais. 
Alguns autores também sugerem que a justiça restaurativa seria um conceito “guarda-chuva”, ou seja, um 
conceito que abarca uma vasta gama de formulações, desde que sejam conservados os elementos 
essenciais da justiça restaurativa. 
Fernanda Carvalho Dias de Oliveira Silva. A experiência e o saber da experiência da justiça 
restaurativa no Brasil: práticas, discursos e desafios. São Paulo: Blucher, 2021, p. 37-38 (com 
adaptações). 
A respeito das ideias e de aspectos discursivos e linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
A vírgula empregada após a palavra “positivo” (segundo período do segundo parágrafo) poderia ser 
eliminada sem prejuízo da correção gramatical e das relações coesivas do texto. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A análise gira em torno do uso da vírgula no seguinte trecho: 
“Contudo, parece haver na literatura certo consenso de que tal pluralidade seria algo positivo, por 
possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais.” 
O foco está na vírgula colocada após “positivo”, ou seja, antes da expressão “por possibilitar a adaptação 
do conceito...”, que corresponde a uma oração subordinada adverbial causal reduzida de infinitivo (note 
o verbo “possibilitar” no infinitivo, sem conjunção explícita). 
Em termos normativos, quando uma oração subordinada adverbial (seja causal, temporal, condicional etc.) 
aparece na ordem direta — ou seja, depois da oração principal —, a vírgula é facultativa. Seu uso pode 
ocorrer para marcar uma leve pausa ou dar ênfase, mas não é obrigatória nem compromete a coesão 
textual ou a correção gramatical se for omitida. 
Portanto, no caso apresentado, a retirada da vírgula não afetaria a clareza, a coesão nem a correção da 
frase. O trecho continuaria perfeitamente compreensível e gramatical: 
“... tal pluralidade seria algo positivo por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos 
culturais.” 
Assim, o item está correto, pois a vírgula é opcional nesse contexto. 
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Questão 6 - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 – nível superior (adaptada) 
... 
Já houve redução no tempo e no custo do processo judicial com a implantação do processo eletrônico, mas 
há muito o que fazer quando se depara com o tempo de resolutividade e os gastos para a manutenção do 
serviço de prestação jurisdicional: estima-se que,

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