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Aula_2_Garantias_de_emprego 
1- ESTABILIDADE DECENAL – art. 492, CLT 
2- O antigo sistema celetista era baseado na estabilidade e na 
indenização. 
3- O art. 478, CLT, não expressamente revogado, não foi 
recepcionado pela CRFB de 1988 e previa que: em caso de demissão 
imotivada do empregado que contasse com mais de um ano de casa, 
caberia ao empregador pagar indenização equivalente a um mês de 
remuneração por ano de serviço efetivo ou fração igual ou superior a 
seis meses. 
4- O art. 492, CLT previa a chamada estabilidade decenal 
(atualmente praticamente extinta) que previa que: o empregado que 
completasse dez anos de serviço na mesma empresa não poderia 
ser demitido, salvo por justa causa, comprovada por ação de 
inquérito judicial. 
5- Esse sistema aproximava a legislação trabalhista do espírito de 
continuidade da relação de emprego. Não obstante, foi abandonado 
pelo legislador. 
6- Primeiro, em 1966, criou- se o FGTS que, na época, era 
facultativo, com vistas a substituir o regime da indenização. Observe- 
se que o recolhimento mensal do FGTS é uma espécie de provisão 
(ou poupança) para demissão imotivada feita pelo empregador, pois 
8% vezes 12 meses do ano resultam praticamente um salário anual 
como ocorria no antigo regime previsto no art. 478, CLT. 
7- Embora incialmente facultativo, na prática, o que se observou foi 
a efetiva substituição do regime celetista da estabilidade decenal pelo 
regime do FGTS, por imposição velada dos empregadores. Dizia- se, 
no momento da entrevista, algo do tipo: - você optará pelo FGTS, não 
é? 
8- A CRFB/88 tornou obrigatório o FGTS e extinguiu de vez o regime 
da indenização e estabilidade. 
9- Assim, a partir de 1988, deixou de existir a estabilidade decenal, 
salvo para aqueles que já tinham adquirido o direito. Portanto, 
atualmente existem casos cada vez mais raros de estáveis decenais. 
10- Desse modo, hoje não existe mais estabilidade definitiva no 
serviço privado. A única estabilidade que ainda persiste é aquela 
conferida aos servidores públicos estatutários (art. 41, CRFB/88). 
11- ESTABILIDADE POR ACIDENTE OU DOENÇA DO 
TRABALHO: Art. 118 da Lei nº 8.213/1991 
12- O empregado que sofre acidente ou doença decorrente do 
trabalho tem direito à estabilidade, no mínimo, 12 meses após a 
cessação do auxílio doença acidentário. 
13- Súmula 378, TST → prevê os requisitos para estabilidade que 
são: 
(a) afastamento superior a 15 dias, sendo os primeiros 15 dias 
hipótese de interrupção do contrato de trabalho, com pagamento sob 
responsabilidade do empregador. 
(b) Percepção do auxílio doença acidentário (com código próprio da 
Previdência social) 
14- Quando a doença ou acidente não for decorrente do trabalho, 
não haverá estabilidade. Isso ocorre quando o empregado recebe o 
auxílio doença comum. 
15- O TST prevê que essa estabilidade persistirá ainda que se trate 
de contrato por prazo determinado (incluindo contrato de experiência) 
e também no curso do aviso prévio. 
16- As horas in itinere (como veremos) não são devidas. Porém, o 
acidente de trajeto pode caracterizar acidente de trabalho, quando 
ocorrer no percurso casa-trabalho ou trabalho-casa.

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