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FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
IGREJA PRESBITERIANA DE HELIÓPOLIS 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO PARA ESCOLA DOMINICAL 
 
ASSUNTO: PROJETO DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA PARA ESCOLA DOMINICAL 
PROGRAMA CURRICULAR: EXPOSIÇÃO DA CARTA DE PAULO AOS FILIPENSES 
 
I. Plano de Ensino – aula dia 01/06/2025 
TEMA DA CARTA: O SENHOR É A ALEGRIA DO SEU POVO 
II. Dados de Identificação: 
Escola Dominical IPH 
Professor (a): 
Turma: Todas 
Período: Bimestral 
 
III. OBSERVAÇÕES AOS PROFESSORES: 
 É necessário que cada professor utilize de forma didática os conteúdos 
pesquisados interagindo com seus alunos. 
 Faz-se necessário aplicar o conteúdo exposto para a realidade dos ouvintes. 
 Os pastores estão à disposição de todos os professores. 
 TODOS VOCÊS QUE ESTÃO NESSA HONROSA MISSÃO TEM POTENCIAL 
PARA REALIZAR A TAREFA QUE DEUS VOS CHAMOU. 
IV. Objetivo geral: 
 
 O objetivo geral da carta de Paulo foi demonstrar aos irmãos da cidade de Filipos, 
que as circunstâncias não devem moldar a nossa alegria em ser cristãos. Nem 
provas, nem escassez, nem perseguições deveriam tirar a alegria do povo de amar 
a Jesus e esperar pela consumação e plena redenção. 
 Os cristãos deveriam estar atentos para a promessas da volta de Cristo, esse era o 
desejo de Paulo estar com Ele. 
 Paulo enfatiza que a comunhão com os irmãos deveria sobrepor quaisquer 
obstáculos que prejudicassem o bom andamento do corpo de Cristo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Paulo visa prover a orientação espiritual de que a congregação necessitava. William 
Hendriksen aponta alguns aspectos importantes dessa provisão: 
1- Que os filipenses continuem a exercer sua cidadania de modo digno do evangelho de 
Cristo (Fp 1.27-30). 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
2- Que permaneçam unidos de alma, tendo o mesmo sentimento (Fp 2.2). Que a atitude 
de Cristo, que se humilhou e se tornou obediente até à morte, e morte de cruz, seja 
também seu modo de vida (Fp 2.1-11). 
3- Que sejam luzeiros, preservando a palavra da vida no meio de uma geração pervertida 
e corrupta (Fp 2.14-16). 
4- Que se acautelem dos judaizantes (Fp 3.1-3). Que não pensem já haver “alcançado” 
a perfeita espiritualidade. Ao contrário disso, imitando a Paulo, “prossigam rumo ao 
alvo” (Fp 3.4-16). Se sua pátria está no céu, então que se acautelem dos sensuais, 
inimigos da cruz, cujo deus é o ventre (Fp 3.17-21). 
5- Em conclusão: que lutem com coragem (Fp 1.27,28), humildade (2.3), unanimidade 
(2.2; 4.2,3), altruísmo (2.4), obediência (2.12), perfeição (3.12-16), santidade ( 
3.17,20), firmeza (4.1), alegria e esperança no Senhor (4.1-7). 
6- Ao alcançarem esse ideal, que fixem bem sua atenção em “tudo o que é verdadeiro, 
respeitável, justo, puro”, etc. Então, o Deus da paz será com eles (Fp 4.8,9). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
2º RESUMO DA CARTA AOS FILIPENSES - MANUAL BÍBLICO JOHN 
MACARTHUR 
 
 
TÍTULO 
Filipenses tem seu nome derivado da cidade grega onde a igreja para a qual é endereçada 
estava localizada. Filipos foi a primeira cidade na Macedônia em que Paulo estabeleceu uma 
igreja. 
 
AUTOR E DATA 
 O testemunho unânime da igreja primitiva foi que o apóstolo Paulo escreveu 
Filipenses. Nada na carta teria motivado um forjador a escrevê-la. 
 A questão a respeito de quando a carta aos Filipenses foi escrita não pode ser separada 
da questão de onde a carta foi escrita. O ponto de vista tradicional é que Filipenses, 
juntamente com as outras “epístolas da prisão” (Efésios, Colossenses e Filemom), foi 
escrita durante o primeiro cárcere de Paulo em Roma (por volta de 60-62 d.C.). O 
entendimento mais natural a respeito das referências à “guarda do palácio” (1:13) e 
aos “santos ... que estão no palácio de César” (4:22) é de que Paulo tenha escrito 
Filipenses em Roma, onde o imperador morava. As semelhanças entre os detalhes 
sobre a prisão de Paulo fornecidos em Atos e nas “epístolas da prisão” também 
demonstram que essas epístolas foram escritas de Roma (por exemplo: Paulo era 
guardado por soldados, At 28:16; cf. 1:13-14; era-lhe permitido receber visitantes, At 
28:30; cf. 4:18; e teve a oportunidade de pregar o evangelho, At 28:31; cf. 1:12-14; 
Ef 6:18-20; Cl 4:2-4). 
 Alguns têm afirmado que Paulo escreveu as epístolas da prisão durante os dois anos 
em que esteve preso em Cesareia (At 24:27). Entretanto, durante esse período, suas 
oportunidades de receber visitas e de proclamar o evangelho foram severamente 
limitadas (cf. At 23:35). As “epístolas da prisão” expressam a esperança de Paulo por 
uma sentença favorável (1:25; 2:24; cf. Fm 22). Em Cesareia, no entanto, a única 
esperança para a libertação de Paulo era subornar Félix (At 24:26) ou concordar em 
ser submetido a julgamento em Jerusalém sob Festo (At 25:9). Nas “epístolas da 
prisão”, o apóstolo esperava que a decisão sobre o seu caso fosse conclusiva (1:20-
23; 2:17,23). Esse não poderia ser o caso em Cesareia, uma vez que ali Paulo podia 
apelar para o imperador (e foi o que ele fez). 
 Outra alternativa que tem sido apresentada é que Paulo tenha escrito as “epístolas da 
prisão” em Éfeso. Porém, em Éfeso, assim como em Cesareia, nenhuma decisão 
conclusiva poderia ser tomada sobre o seu caso, por causa do seu direito de apelar 
para o imperador. E Lucas também estava com Paulo quando este escreveu 
Colossenses (Cl 4:14); entretanto, aparentemente ele não estava com o apóstolo em 
Éfeso. A passagem de At 19, que registra a estadia de Paulo em Éfeso, não é uma das 
seções de Atos escrita na terceira pessoa (veja “Autor e data” de Atos). No entanto, o 
argumento mais poderoso contra Éfeso ter sido o ponto de origem das “epístolas da 
prisão” é que não há evidências de que Paulo tenha sequer sido preso em Éfeso. 
 Em vista das sérias dificuldades enfrentadas tanto pelo ponto de vista que argumenta 
em favor de Cesareia quanto de Éfeso, não há razão para se rejeitar a visão tradicional 
de que Paulo tenha escrito as “epístolas da prisão” (inclusive Filipenses) em Roma. 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 A crença de Paulo de que o seu caso seria decidido em breve (2:23-24) indica que 
Filipenses foi escrito perto do encerramento do período de dois anos em que Paulo 
esteve preso em Roma (por volta de 61 d.C.). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CENÁRIO E CONTEXTO 
 Originalmente conhecida como Krenides (“As pequenas fontes”) por causa do grande 
número de fontes que havia em seus arredores, Filipos (“cidade de Filipe”) recebeu o 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
seu nome de Filipe II da Macedônia (o pai de Alexandre, o Grande). Atraído pelas 
minas de ouro que havia no local, Filipe conquistou a região no século IV a.C. No 
século II a.C., Filipos tornou-se parte da província romana da Macedônia. 
 A cidade viveu em relativa obscuridade durante os dois séculos seguintes até que um 
dos mais famosos acontecimentos na história romana trouxe a ela reconhecimento e 
expansão. Em 42 a.C., os exércitos de Antônio e Otávio derrotaram os de Brutus e 
Cassius na batalha de Filipos, colocando, desse modo, um fim à República Romana 
e prenunciando o Império. Depois da batalha, Filipos se tornou uma colônia romana 
(cf. At 16:12), e muitos veteranos do exército romano se estabeleceram lá. Como 
colônia, Filipos tinha autonomia do governo provincial e os mesmos direitos que 
tinham as cidades na Itália, inclusive o uso da lei romana, isenção de alguns impostos 
e cidadania romana para seus habitantes (At 16:21). O fato de ser uma colônia 
também era motivo de muito orgulho cívico por parte dos filipenses; eles usavam o 
latim como idioma oficial, adotaram os costumes romanos e governavam a sua cidade 
segundo o modelo das cidades italianas.Tanto Atos como Filipenses refletem o status 
de Filipos como uma colônia romana. 
 A descrição de Paulo dos cristãos como cidadãos do céu (3:20) era apropriada, posto 
que os filipenses orgulhavam-se de serem cidadãos de Roma (cf. At 16:21). É muito 
provável que os filipenses conhecessem bem alguns dos membros da guarda do 
palácio (1:13) e do palácio de César (4:22). 
 A igreja em Filipos, a primeira fundada por Paulo na Europa, data da segunda viagem 
missionária do apóstolo (At 16:12-40). Filipos, evidentemente, tinha uma população 
muito pequena de judeus. Por não haver homens suficientes para formar uma 
sinagoga (era exigido dez homens judeus que fossem chefes de família), algumas 
mulheres devotas se reuniam fora da cidade num lugar de oração (At 16:3) ao longo 
do rio Gangites. Paulo pregou o evangelho a elas e Lídia, uma comerciante rica que 
trabalhava com artigos caros tingidos de púrpura (At 16:14) que tornou-se cristã 
(16:14-15). É provável que no seu início a igreja de Filipos tenha se reunido em sua 
casa espaçosa. 
 As oposições satânicas à nova igreja imediatamente surgiram na pessoa de uma 
escrava jovem, adivinha e endemoninhada (At 16:16-17). Não querendo nem mesmo 
um testemunho favorável de tal origem maligna, Paulo expulsou o demônio dela (At 
16:18). O ato do apóstolo enfureceu os donos da jovem, os quais não mais poderiam 
vender seus serviços como adivinha (At 16:19). Eles arrastaram Paulo e Silas perante 
os magistrados da cidade (At 16:20) e inflamaram o orgulho cívico dos filipenses, 
alegando que os dois pregadores eram uma ameaça para os costumes romanos (At 
16:20-21). Como resultado, Paulo e Silas foram açoitados e presos (At 16:22-24). 
 Os dois pregadores foram milagrosamente libertados da prisão nessa noite por um 
terremoto, o qual desalentou o carcereiro e abriu o seu coração e o de todas as pessoas 
da sua casa para o evangelho (At 16:25-34). No dia seguinte, os magistrados, 
aterrorizados ao descobrirem que haviam açoitado e aprisionado ilegalmente dois 
cidadãos romanos, imploraram a Paulo e Silas para saírem de Filipos. 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
OBS: ATÉ ESSE MOMENTO OS ASSUNTOS ABORDADOS ACIMA SÃO 
PESQUISAS, O PANO DE FUNDO, PARA QUE CADA PROFESSOR (A) ESTEJA 
CIENTE DO QUE ESTÁ ENSINANDO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
11ª - AULA – Fp 4.1-7 
 
 
 INTRODUÇÃO: 
 
Quando falamos sobre estabilidade geralmente direcionamos a questões sociais, 
contudo quero lhe convidar para refletir a principio sobre estabilidade espiritual. 
Como você definiria? 
 
Poderíamos dizer que é a firmeza de fé e caráter que permite ao cristão permanecer constante 
em Cristo, mesmo diante de pressões, provações ou instabilidades da vida. A estabilidade 
espiritual não é acidental — é fruto de uma vida centrada em Cristo. 
 
N. T. Wright disse que o foco na paz é um resultado da vida em Cristo 
“A paz de Deus é o resultado de uma vida moldada pela alegria, oração e gratidão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
ELUCIDAR - CONTEXTO: 
 
CONTEXTO DO LIVRO 
CAP 1 - Alegria em Cristo: Paulo repete várias vezes a palavra "alegrai-vos", mostrando 
que a verdadeira alegria vem da fé em Jesus, independentemente das circunstâncias. (Cap 
1) 
 
CAP 2 - Unidade e humildade: Ele exorta os cristãos a viverem em harmonia, com 
humildade, seguindo o exemplo de Cristo, que se esvaziou e se humilhou até a morte na 
cruz (Cap 2). 
 
CAP 3 - Perseverança na fé: Paulo fala sobre sua própria jornada espiritual, incentivando 
os crentes a prosseguir firmes rumo ao alvo da vida eterna (Cap 3). 
 
CAP 4 - Gratidão e generosidade: Ele agradece aos filipenses pela ajuda financeira e 
espiritual, mostrando que Deus recompensa a fidelidade e o cuidado com os outros (Cap 
4). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
CONTEXTO DO ESTUDO ANTERIOR – 9º 
Fomos convocados para refletir sobre: UMA PÁTRIA RESERVADA PARA OS 
REMIDOS DO SENHOR e vimos quatro aspectos que devemos demonstrar aqui na terra 
como cidadãos dos céus. 
1. SEJA UM EXEMPLO AUTÊNTICO DE UM SERVO DE CRISTO 
 
 ASSUMAMOS a responsabilidade de sermos um exemplo de fé para outros. 
Vivamos de forma que novos convertidos possam aprender com o nosso testemunho. 
 
2. REJEITE UMA FÉ SUPERFICIAL 
 
 EXAMINEMOS nossa vida com sinceridade. Abandone atitudes egoístas, 
materialistas e carnais que negam a cruz, mesmo que externamente pareçam 
religiosas. 
 
 
3. VIVA COMO CIDADÃO DO CÉU” 
 Lembre-se todos os dias de que você pertence ao Reino de Deus. Suas escolhas, 
valores e prioridades devem refletir essa identidade celestial. 
 Livre-se da religiosa falsa, os extremismos não agradam a Deus. 
 Rejeite o evangelho sem cruz, a porta permanece sendo estreita, e aqueles quem 
tentam alargar estão se condenando. 
 
4. ESPERE COM FÉ A TRANSFORMAÇÃO 
 Mantenha a esperança firme na volta de Cristo. O sofrimento presente é passageiro 
— um corpo glorificado e a vida eterna com Cristo te aguardam. 
Sendo um exemplo de fé, rejeitando os falsos ensinamentos, vivendo como cidadãos dos 
céus e esperando nossa plena transformação, cabe-nos buscar no Senhor mais firmeza, pois 
os tempos são difíceis, contudo, as bases cristãs postas e solidificadas nos trarão alegria 
mesmo diante do caos que vai se avolumando. 
 
IR PARA O TEMA 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
TEMA: FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS 
DIFÍCEIS 
 
1. PERMANEÇA FIRME SEM VACILAR 
Filipenses 4 
1Portanto, meus irmãos, amados e mui saudosos, minha alegria e coroa, sim, amados, 
permanecei, deste modo, firmes no Senhor. 
 
 
 Paulo introduz sua com uma partícula conclusiva sobre o que ele havia abordado no 
capítulo anterior. Paulo retoma a exortação à perseverança cristã. O “portanto” liga 
diz respeito a sua fala de como os cristãos deveriam viver nessa vida sendo cidadãos 
celestiais (3.20-21). A base da firmeza é estar no Senhor, não nas circunstâncias. 
 
 Na igreja de Filipos, havia perigos internos e externos. A igreja estava sendo atacada 
por falsos mestres e por falta de comunhão. A heresia e a desarmonia atacavam a 
igreja. Existiam problemas que vinham de dentro e problemas que vinham de fora; 
problemas doutrinários e relacionais. A igreja estava sendo atacada por fora e por 
dentro. Diante desses perigos, Paulo exorta a igreja a permanecer firme no Senhor. 
 
 A Motivação paulina é expressa no trato como se dirige com afeto aos irmãos de 
Filipos quando fala aos — “amados”, que são sua “alegria e coroa”. 
 
O QUE SIGNIFICA SER A COROA? 
 
 Stefanos é a palavra coroa usada por Paulo na língua grega. “a coroa do atleta” que 
saía vitorioso dos jogos gregos. Essa coroa de louros era o prêmio que o atleta 
recebia sob os aplausos da multidão. Era também a coroa com a qual se coroava os 
hóspedes quando participavam de um banquete nas grandes celebrações. É como se 
Paulo dissesse que os filipenses são a coroa de todas as suas fadigas, esforços e 
empenhos. Ele era o atleta de Cristo, e eles, a sua coroa. E como se dissesse que, no 
banquete final de Deus, os filipenses seriam a sua coroa festiva. 
 
 Paulo tinha afeição fraterna por eles e assim enfatizava igualdade na fé. A ordem de 
Paulo “Permanecei firmes”. O que isso significa? Significa que está firme em Cristo 
envolve convicção, posicionamento, resistência e constância. Só é possível estar 
firme se estivermos bem alicerçados “No Senhor”. Não é uma vida oscilante, mas ter 
a vida centrada em Cristo. 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
Aplicação Permaneça firme em sua fé, mesmo em tempos de pressão. Na escola, nas redes 
sociais ou entre amigos, não ceda à pressão de se afastar dos princípios cristãos. 
 
 Reconheça que a firmeza vem do Senhor, não na sua própria força. Sozinho não 
conseguimos, mas sobre depender diariamente de Cristo e da Palavra. Pois, somos 
amados e valiosos para Deus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
1. PERMANEÇA FIRME SEM VACILAR (v.1) 
 
2. VIVAM A UNIDADE EM CRISTO (Vs. 2-3) 
 
Resolvendo problemas de relacionamento 
 
2Rogo a Evódia e rogo a Síntique pensem concordemente, no Senhor. 
 
 Paulo trata de um conflito real entre duas mulheres da igreja que ocupavam posição 
de liderança comum Evódia (significa fragrância) e Síntique (boa sorte). Ele não 
ignora o problema, mas também não condena. Ela estavam batalhando por interesses 
próprios, punham o eu em cima do outro. Essa contenta estava ameaçando a unidade 
da igreja. Paulo exorta à reconciliação “no Senhor” e pede ajuda de um cooperador. 
 
 
 Chamado à reconciliação (v.2): “pensem concordemente no Senhor” — unidade não 
é uniformidade, mas harmonia em Cristo. 
 
 
3 A ti, fiel companheiro de jugo, também peço que as auxilies, pois juntas se esforçaram 
comigo no evangelho, também com Clemente e com os demais cooperadores meus, cujos 
nomes se encontram no Livro da Vida. 
 
 A comunidade tem responsabilidade de promover reconciliação. 
 
 3a- A ti, fiel companheiro de jugo... peço que as auxilies 
 Paulo se dirige a uma pessoa específica, mas sem citar o nome. É alguém que 
compartilha o “peso” do ministério com ele — ou seja, um parceiro espiritual maduro. 
O pedido é para ajudar Evódia e Síntique (citadas no verso 2), a resolverem o conflito 
A ajuda sugerida não é disciplinar, mas pastoral e reconciliadora. Os conflitos entre 
crentes existem, mas devem ser resolvidos com amor e cooperação. 
 
3b- ...pois juntas se esforçaram comigo no evangelho... também com Clemente e com os 
demais cooperadores meus 
 Evódia e Síntique não eram mulheres comuns na igreja, mas colaboradoras ativas no 
ministério. Elas trabalhavam arduamente na expansão do evangelho. Clemente é um 
cristão fiel da comunidade — não sabemos muito sobre ele, mas Paulo o cita com 
honra. Além dos demais cooperadores que mostra um ministério paulino coletivo, 
com muitos servindo juntos. 
 
3c- cujos nomes se encontram no Livro da Vida.” 
 
 Essa expressão é gloriosa, pois O “Livro da Vida” representa o registro celestial dos 
salvos em Cristo (cf. Ap 3.5; 20.12,15). Paulo reconhece que, apesar de conflitos, 
esses irmãos são genuínos crentes, pertencentes a Deus 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
APLICAÇÃO 
 
 Precisamos aproximar as pessoas, em vez de afastá-las. A igreja é um corpo, e cada 
membro desse corpo deve trabalhar em harmonia com os demais para a edificação 
de todos. 
 
 Não podemos estar unidos a Cristo e desunidos com os irmãos. Não há comunhão 
vertical sem comunhão horizontal. A lealdade mútua é fruto da lealdade a Cristo. A 
irmandade humana é impossível sem o senhorio de Cristo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
1. PERMANEÇA FIRME SEM VACILAR (v.1) 
 
2. VIVAM A UNIDADE EM CRISTO (Vs. 2-3) 
 
3. EXPERIMENTEM A PAZ DE DEUS (VS.4-7) 
 
 
4 Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. 
 
 Alegria é um mandamento espiritual e uma disciplina do coração. Alegrar-se no 
Senhor não é uma opção, mas obrigação. 
 
 Deixar de ser alegre e uma desobediência a uma expressa ordem de Deus. O 
evangelho trouxe alegria, o Reino de Deus e alegria, o fruto do Espirito e alegria, e a 
ordem de Deus e “alegrai-vos”. 
 
 Essa alegria deve ser contínua, sem intervalos, sem pausas. A alegria não pode 
depender das circunstâncias, mas apesar delas. Nossa a alegria é uma pessoa, não um 
objeto, nossa alegria é JESUS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
5 Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. 
 
 Paulo ensina aos irmãos a cuidarem não só do eu é interno, mas das atitudes externas. 
Pois, um espírito equilibrado deve ser testemunho público. Um crente não pode ser 
uma pessoa explosiva, destemperada e sem domínio próprio. Suas palavras precisam 
ser temperadas com sal, as suas atitudes precisam edificar as pessoas, e a sua 
moderação precisa refletir o caráter de Cristo. 
 
 Pois, o Senhor está perto, e essa esperança escatológica deve nortear a vida do crente 
pela presença consoladora do Senhor no meio do seu povo. William Barclay diz que 
o homem que tem “moderação” é aquele que sabe quando não deve aplicar a letra 
estrita da lei, quando deve deixar a justiça e introduzir a misericórdia. 
 
 
Ralph Martin, disse assim sobre: 
A Moderação é uma disposição amável e honesta para com outras pessoas, a despeito de 
suas faltas, disposição essa inspirada na confiança que os crentes têm em que após o 
sofrimento terreno virá a glória celeste. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, 
as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. 
 
 A ansiedade é a maior doença do século. De acordo com a Organização Mundial de 
Saúde, mais de 50% das pessoas que passam pelos hospitais são vítimas da 
ansiedade. A ansiedade atinge adultos e crianças, doutores e analfabetos, religiosos 
e ateus. 
 
Warren Wiersbe diz que a ansiedade é um pensamento errado e um sentimento errado a 
respeito das circunstâncias, das pessoas e das coisas. 
 
Alguns motivos que trazem ansiedade: 
 
 Incertezas sobre o futuro. A ansiedade cresce quando queremos controlar o que só Deus 
pode dirigir. 
 
 Pressão por resultados e desempenho. O medo de falhar gera um peso que ultrapassa 
nossas forças. 
 
 Problemas de relacionamento. A insegurança emocional e o medo de perder vínculos geram 
ansiedade. 
 
 Necessidades não supridas. A preocupação com o básico da vida pode dominar o coração se 
não for entregue a Deus. 
 
 Pecados não confessados ou culpa persistente. O peso da consciência pode gerar 
ansiedade espiritual e emocional. 
 
 Excesso de comparação com os outros. A comparação nas redes sociais e na vida real gera 
frustração e ansiedade por “não ser suficiente”. 
 
 Falta de confiança na soberania e no cuidado de Deus. A raiz da ansiedade, muitas 
vezes, é esquecer quem Deus é e o quanto Ele cuida de nós. 
 
Qual o remédio para ansiedade? A ORAÇÃO! 
 Porque ela nos reconecta com Deus. A ansiedade nos faz olhar para os problemas. A 
oração nos faz olhar para Deus, que é maior que os problemas. Ao orar mudamos nosso 
foco da aflição para a confiança. Orar é abrir o coração e transferir o fardo ao Senhor 
(cf. 1Pe 5.7: “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade”). Deus nos convida a lançar, 
não guardar. 
 
 A oração nos leva à gratidão Paulo ensina a orar com ações de graças — mesmo 
antes da resposta. A gratidão enfraquece o medo, e fortalece a fé. A oração não é 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
mágica, mas um caminho relacional. Quando oramos, Deus não apenas age — Ele 
guarda nosso coração. A paz de Deus é o remédio direto da ansiedade. 
 
ILUSTRE: 
A ansiedade é como um alarme de incêndio: barulhento, urgente, perturbador. A oração é 
como chamar os bombeiros: você reconhece que sozinho não resolve, então entrega a quem 
pode apagar o fogo e restaurar a calma.FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
7E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa 
mente em Cristo Jesus. 
 
 
 A paz de Deus é uma paz divina, não humana. Ela guarda coração e mente em Cristo. 
Você pode estar no meio de uma perda, dor ou crise — e ainda assim experimentar 
uma calma sobrenatural. 
 
 Essa paz é protetora. “Guardará o vosso coração e a vossa mente” Verbo militar no 
grego (phroureō) = “vigiar, proteger com sentinela”. Deus coloca uma guarda ao 
redor das emoções (coração) e dos pensamentos (mente) do crente. Essa proteção é 
contra o medo, a dúvida, o desespero, a confusão. Essa paz e essa proteção só são 
possíveis para quem está unido a Cristo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
APLICAÇÕES 
 
1. PERMANEÇA FIRME SEM VACILAR (v.1) 
 
 Não negociemos nossa fé, mesmo sob pressão. Firmeza em Cristo significa manter 
convicções mesmo quando o mundo tenta nos puxar para longe da verdade. 
 
 Lembremos que a alegria de Deus é nos ver permanecer firmes, e isso mostra que 
nossa perseverança traz glória a Deus e edifica a igreja. 
 
2. VIVAM A UNIDADE EM CRISTO (VS. 2-3) 
 
 Não foque nos conflitos, mas na solução. Pois, eles acontecem mas precisam ser 
resolvidos no amor de Cristo. Unidade não é ausência de diferenças, mas 
compromisso com a reconciliação. 
 
 Seja um agente da paz. Colabore com seus irmãos — o evangelho é missão coletiva. 
A igreja cresce quando cada membro serve com humildade. 
 
3. EXPERIMENTEM A PAZ DE DEUS (vs. 4-7) 
 
 Seja um servo que ora. Transforme sua ansiedade em oração. A oração não remove 
o problema, mas traz a presença de Deus para dentro dele. 
 
 Confie que Deus guarda sua mente e coração. Jesus é o Príncipe da Paz. A paz de 
Deus protege seu interior como uma sentinela, mesmo quando a tempestade externa 
continua. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
 
MATERIAL DE APOIO PARA OS PROFESSORES CASO QUEIRAM MAIS 
INFORMAÇÕES – comentário Barclay 
 
GRANDEZAS NO SENHOR 
Filipenses 4:1 
 
Esta é uma passagem que transcreve o afeto de Paulo a seus inimigos filipenses. Paulo os 
ama e sente ânsias por eles que são sua alegria e sua coroa. Aqueles que levou a Cristo são 
sua maior alegria justamente quando se vê circundado de trevas. Todo professor e pregador 
sabe da emoção de poder assinalar a alguém e dizer "Este é um de meus filhos". É muito 
gráfica a descrição que jaz nas palavras que indicam aos filipenses como coroa. Em grego 
existem duas palavras diferentes para coroa: diadema significa coroa real mas stefanos — a 
palavra que se usa neste texto — tem duas aplicações. 
(1) Era a coroa do atleta que saía vitorioso nos jogos gregos e que era feita de folhas de 
oliveira brava entretecidas com salsinha verde e folhas de louro. Ganhar esta coroa era a 
ambição suprema do atleta. 
(2) Era a coroa com que se coroava os hóspedes quando participavam num banquete ou 
numa festa nas grandes celebrações. É como se Paulo dissesse que os filipenses são a coroa 
de todas suas fadigas, esforços e empenhos: ele era o atleta de Cristo e eles seu coroa. É 
como se dissesse que no banquete final de Deus os filipenses seriam sua coroa festiva. Não 
há no mundo alegria semelhante à de levar uma alma a Jesus Cristo. Nos primeiros quatro 
versículos deste quarto capítulo se acham três vezes as palavras no Senhor. 
 
 
 
 
 
Há três mandamentos importantes que Paulo dá no Senhor e que só podem cumprir-
se no Senhor. 
(1) Os filipenses devem estar firmes no Senhor. Somente com Jesus Cristo pode o homem 
resistir as seduções da tentação e a fraqueza da covardia. A palavra que Paulo usa para estar 
firmes (stekete) é a que aplicaria ao soldado que sustenta com firmeza o ímpeto da batalha 
frente a um inimigo que quer superá-lo. Sabemos perfeitamente que há pessoas com as que 
é fácil operar o mal e outras, pelo contrário, com as que resulta fácil resisti-lo. Algumas 
vezes ao jogar um olhar para trás e lembrar o momento de um engano, desencaminhamento, 
aquecimento na tentação ou algo vergonhoso, dizemos pateticamente pensando em alguma 
pessoa querida: "Se ele ou ela tivesse estado ali, jamais me teria acontecido isto". Nossa 
única segurança contra a tentação é estar no Senhor, lembrá-lo sempre, caminhar sempre 
com Ele e sentir sempre sua presença em torno de nós. 
A Igreja e o cristão podem persistir com firmeza só se estiverem em Cristo. 
(2) Paulo pede que Evódia e Síntique sejam de um mesmo sentir no Senhor. Não pode haver 
unidade sem que esta se dê em Cristo. Não podemos nos amar uns aos outros, a não ser que 
amemos a Cristo. Nos assuntos comuns dos homens acontece com freqüência que os 
indivíduos mais divergentes se mantêm unidos a uma causa comum porque se sentem 
comprometidos com um grande condutor. A lealdade mútua depende inteiramente da 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
lealdade ao condutor. Tire o condutor e todo o grupo se desintegra em unidades isoladas e 
com freqüência adversas. Os homens jamais poderão amar-se mutuamente até que amem a 
Jesus Cristo. A irmandade do homem é impossível sem o senhorio de Jesus Cristo. 
(3) Paulo pede que os filipenses se alegrem no Senhor. O que todos precisam aprender da 
alegria é que não tem nada que ver com as coisas materiais ou as circunstâncias externas ao 
homem. É uma simples realidade da experiência humana que um homem que vive entregue 
à luxúria pode sentir-se miserável, e que um homem que vive nas profundezas da pobreza 
pode transbordar de alegria. Alguém que aparentemente jamais sentiu algum reverso pode 
ver-se lúgubre e lastimosamente descontente, enquanto que outro que sofreu todos os 
embates possíveis da vida pode viver a serenidade de uma alegria indestrutível. 
Em seu discurso breve aos estudantes da universidade de São André, o reitor J. M. Barrie 
citava a carta imortal que o capitão Scott, da Antártica lhe tinha escrito quando o sopro frio 
da morte se abatia sobre sua expedição: "Estamos exaustos num lugar inteiramente 
desolado... nossa situação é desesperada: os pés gelados, etc., sem combustíveis e a longa 
distância dos mantimentos. Mas alegraria seu coração estar em nossa carpa ouvindo nossos 
cânticos e nossa alegre conversação". 
O segredo está em que uma das leis fundamentais da vida é que a felicidade não depende 
das coisas ou dos lugares, mas sim unicamente das pessoas. Se estamos com a pessoa 
adaptada, nenhuma outra coisa importa; e se não estamos com essa pessoa, não há nada que 
possa suprir sua ausência. Na pessoa de Jesus Cristo, no Senhor, encontra-se conosco o 
melhor amigo e aquele que mais nos ama; e nEle nada pode nos arrebatar nossa alegria. 
 
CORRIGINDO BRECHAS 
Filipenses 4:2-3 
Estamos frente a um dessas passagens sobre os quais queríamos saber muito mais. Por certo 
que no fundo pulsa todo um drama; há angústia e acontecimentos importantes, mas nada 
sabemos das dramatis personae, só podemos fazer conjeturas. Em primeiro termo 
determinou problemas que têm que ser resolvidos com relação aos nomes que aparecem 
nesta passagem. Fala-se de Evódia e Síntique. Síntique é o nome de uma mulher e Evódia 
poderia ser o de um varão. Uma conjetura antiga diz que Evódia e Síntique teriam sido o 
carcereiro de Filipos e sua esposa (Atos 16:25-34) que teriam chegado a ser líderes da Igreja 
de Filipos mas logo chegaram a estar em desavença. Mas o certo é que Evódia é um nome 
de mulher. Portanto Evódia e Síntique eram duas mulheres que estariam inimizadas. 
Pode ser que fossem duas mulheres em cujas casas se reuniam duas das congregações da 
comunidade filipense. É de sumo interesse ver as mulheres desempenhando um papel tão 
destacado nos afazeres de uma das primeiras congregações. Na Grécia as mulheres 
costumavam permanecermuito na retaguarda. O ideal dos gregos era que uma mulher 
respeitável "visse, ouvisse e perguntasse tão pouco como fora possível". Uma mulher 
respeitável nunca se apresentava sozinha na rua; tinha suas próprias habitações na casa e 
jamais se reunia com os membros masculinos da família, nem sequer para comer. Menos 
ainda participava da vida pública. Mas Filipos estava na Macedônia onde as coisas 
aconteciam de modo muito distinto. Aqui as mulheres desfrutavam de liberdade e 
desempenhavam um papel na vida pública como em nenhuma parte do resto da Grécia. 
Podemos apreciar esta situação até no relato de Atos que refere a obra de Paulo na 
Macedônia. O primeiro contato de Paulo em Filipos foi numa reunião de oração onde falou 
com umas mulheres que se tinham congregado à beira de um rio (Atos 16:13). Lídia era 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
certamente a figura líder de Filipos (Atos 16:14). Em Tessalônica muitas das mulheres 
principais tinham sido ganhas para o cristianismo; o mesmo aconteceu em Beréia (Atos 
17:4,12). O testemunho das inscrições corrobora o fato. Lemos que uma mulher erigiu uma 
tumba para ela e seu marido com seus lucros comuns de modo que deve ter-se dedicado ao 
comércio. Até há monumentos erigidos a mulheres por organismos públicos. Sabemos que 
em várias das Igrejas paulinas, como por exemplo em Corinto, as mulheres tinham que 
contentar-se com um lugar muito subordinado. Mas também quando pensamos na atitude 
de Paulo para com as mulheres na Igreja, e o lugar das mulheres na Igreja primitiva vale a 
pena lembrar que nas Igrejas da Macedônia as mulheres tinham certamente um papel 
principal. 
Aqui há outra questão que suscita dúvida. Nesta passagem há alguém a quem Paulo chama 
fiel companheiro (B.J., leal companheiro). É possível que se trate de um nome próprio 
(Sízigo, Bíblia de Jerusalém). A palavra fiel (gnesios) significa genuíno. Pode ser que aqui 
estejamos diante de um jogo de palavras. Paulo diria: "Peço-te, Sízigo, — e com razão você 
assim se chama, venha em ajuda". É como se se dissesse: "É Sízigo — companheiro — com 
o nome de e Sízigo, companheiro por natureza". Se Sízigo (synzygos) não é um nome 
próprio, ninguém sabe quem seja a pessoa do destinatário. Fizeram-se toda sorte de 
sugestões e conjeturas. Pensou-se que companheiro fiel é a esposa de Paulo; que é o marido 
de Evódia ou Síntique a quem se insiste a ir em ajuda de sua mulher para emendar a questão; 
que é Lídia, Timóteo, Silas, ou o ministro fiel da Igreja de Filipos. Talvez a melhor sugestão 
seja a que se refere a Epafrodito, o portador da carta, a quem Paulo não só lhe teria confiado 
esta missiva mas também a tarefa de restabelecer a paz em Filipos. Da outra pessoa chamada 
Clemente não sabemos nada. Mais tarde houve um Clemente famoso, Bispo de Roma, que 
pôde ter conhecido a Paulo. Mas trata-se de um nome comum e não sabemos quem pôde ter 
sido este Clemente. 
Notemos aqui duas coisas. 
(1) É significativo ver que quando havia desavenças na Igreja de Filipos. Paulo punha em 
movimento todos os recursos da Igreja para corrigi-las. Para Paulo nenhum esforço era 
muito grande se tendia a manter a paz na Igreja. Uma Igreja briguenta não é uma Igreja, 
porque arroja Cristo fora e não lhe permite o acesso. Ninguém pode estar em paz com Deus 
e em desavença com seus irmãos. 
(2) É triste que tudo o que sabemos de Evódia e Síntique é que se trata de duas mulheres 
que haviam renhido. Isto nos faz pensar. Suponhamos que nossa vida se deva resumir numa 
só sentença, qual seria essa sentença? Suponhamos que passemos à história por um único 
fato conhecido, qual seria esse fato? Clemente passou à história como pacificador; Evódia 
e Síntique como as quebrantadoras da paz. Qual seria o veredicto de uma frase sobre nossa 
vida no mundo e na Igreja? 
 
AS CARACTERÍSTICAS DA VIDA CRISTÃ 
Filipenses 4:4-5 
Aqui Paulo propõe aos filipenses duas grandes qualidades da vida cristã. 
(1) A primeira qualidade é a alegria. "Alegrai-vos", diz, "outra vez digo: Alegrai-vos!" É 
como se dissesse "Alegrai-vos!" e de repente se apresentasse perante sua mente o quadro de 
tudo o que ia acontecer. Ele mesmo estava na prisão à espera de uma morte quase segura. 
Os filipenses estavam no começo do caminho cristão e pressentiam inevitavelmente dias 
tenebrosos, de perigos e perseguições. Paulo diz: "Sei o que estou dizendo. Pensei em tudo 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
o que possivelmente pode acontecer e entretanto, digo-lhes: Alegrai-vos!" A alegria cristão 
é independente de todo o terrestre porque tem sua fonte na contínua presença de Cristo. Os 
que se amam são sempre felizes enquanto estejam juntos não interessa onde se achem. Esta 
é a razão pela qual o cristão nunca perde sua alegria: Jamais pode perder a Jesus Cristo. 
(2) Paulo continua “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens”. A palavra que 
corresponde a moderação (RA) é uma das mais difíceis de traduzir do grego. O substantivo 
é epieikeia e o adjetivo epieikes. A dificuldade de tradução se torna de ver pelo número de 
termos com que foi traduzida. Vejamos em primeiro termo as traduções mais antigas: 
Wicliffe tem paciência, Tyndale brandura, Cranmer brandura, a Bíblia de Genebra memore 
paciente; a Bíblia do Rheims modéstia. Entre as versões modernas a inglesa Revisada traduz 
indulgência mas sugere à margem gentileza; a Nova Versão Internacional, traduz 
amabilidade; a versão Hispano Americana, amabilidade; a Bíblia de Jerusalém, moderação; 
o mesmo que a RA. Nácar-Colunga, modéstia. 
Vejamos como davam razão deste termo os próprios gregos. Diziam que a qualidade da 
epieikeia era "justiça e algo melhor que justiça", que a epieikeia devia ter lugar naqueles 
casos em que a estrita justiça se tornava injustiça por sua generalização. Uma lei, uma regra 
ou uma condição podem ser justas em si mesmas; mas podem dar-se casos de situações 
individuais em que a lei perfeitamente justa se torna injusta ou, quando, para usar termos 
modernos, a justiça não se adapta à equidade. Um homem tem a qualidade da epieikeia se 
souber quando não deve aplicar a letra estrita da lei, quando deve abrir mão da justiça e 
introduzir a misericórdia. 
Vejamos um exemplo simples que na vida diária pode acontecer ao professor. Suponhamos 
dois estudantes cujas provas escritas examinamos. Aplicamos a justiça e vemos que um 
merece um oito e o outro um cinco. Do ponto de vista da justiça não se pode objetar nada 
contra esta qualificação. Mas demos outro passo. Damo-nos conta que aquele que recebeu 
oito desfrutou de condições ideais para realizar seu trabalho: possuía livros, dispunha de 
tempo, de paz e de uma habitação tranquila; não teve nenhuma preocupação nem distração. 
Tudo estava a seu favor. Mas sabemos que aquele que obteve cinco provém de uma casa 
pobre onde se dispõe do mínimo necessário, ou pode ter estado doente ou ter passado 
recentemente por alguma tristeza ou tensão ou estresse. Todas as circunstâncias se 
confabularam contra este estudante. Em justiça esta pessoa mereceu cinco, nada mais; mas 
a epieikeia valorará muito mais seu exame. Mais além de toda justiça merece 
equitativamente muito mais. 
Epieikeia é a qualidade do homem que sabe que as leis e prescrições não são a última 
palavra; do homem que sabe quando não se tem que aplicar a letra da Lei. Uma assembleia 
eclesiástica pode fazer a sessão tendo aberto sobre a mesa o livro de práticas e 
procedimentos; cada uma de suas decisões pode estar estritamente de acordo com as leis da 
Igreja. Mas todo o mundo sabe que há circunstâncias nas quais o bem de algum membro, 
ou até da Igreja toda, e o tratamento cristão de alguma situação exigem que esse livro 
permaneça fechado e não se imponha como última palavra. Para Paulo, o cristão é o homem 
que sabe que para ele há algo mais além da justiça. Jesus não aplicou a letra da Lei (segundo 
a qual devia executar-se a lapidação) à mulhersurpreendida em adultério. Foi mais além da 
justiça. De acordo com a justiça nenhum de nós merece outra coisa senão a condenação 
divina; mas Deus vai mais além da justiça. Paulo estabelece que uma característica do cristão 
em suas relações pessoais com o próximo é que sabe quando deve insistir na justiça e quando 
FIRMES NO SENHOR: O SEGREDO DA ESTABILIDADE EM TEMPOS DIFÍCEIS 
não, e que lembra sempre que há algo que está mais além da justiça, que faz o homem 
semelhante a Deus. 
E por que o homem tem que ser assim'' Por que tem que possuir esta alegria, gentileza e 
bondade em sua vida? Porque — diz Paulo — o Senhor está às portas. Se tivermos em mente 
a vinda triunfal de Cristo, jamais perderemos nossa esperança e nossa alegria; se lembrarmos 
que a vida é curta e o fim se aproxima, não desejaremos fazer valer uma justiça implacável 
que com frequência divide os homens; desejaremos que nosso trato com outros se inspire 
no amor, como esperamos ser tratados por Deus. A justiça é humana, mas a epieikeia é 
divina. 
 
A PAZ DA ORAÇÃO CONFIANTE 
Filipenses 4:6-7 
Para os filipenses a vida devia ser forçosamente algo inquietante. Já o ser um ser humano, 
estar envolto na situação humana e ser vulnerável a todos os azares e mudanças desta vida 
mortal é em si mesmo algo inquietante; e na Igreja primitiva à preocupação normal da 
situação humana se adicionava a preocupação de ser cristão em circunstâncias em que por 
esta causa se arriscava a própria vida. A solução que Paulo oferece é a oração. Como o 
expressa M. R. Vincent: "A paz é o fruto da oração de fé". 
Esta passagem encerra na síntese mais apertada toda uma filosofia da oração. 
(1) Paulo sublinha que podemos levar tudo a Deus em oração. Devemos orar, pedir e dar 
graças em tudo. Como tem-se dito belamente: "Não há nada muito grande para o poder de 
Deus nem muito pequeno para seu cuidado paternal". Um menino pode levar tudo, grande 
a pequeno, a seu pai. Assim nós podemos levar tudo a Deus. Um menino pequeno tem 
absoluta segurança de que tudo o que lhe acontece é de interesse para seu pai e sua mãe. 
Seus pequenos triunfos e insipidezes, seus ferimentos e machucados e tudo aquilo de que 
gosta, conta-o a seus pais sem duvidar de que será ouvido no mais mínimo, com atenção e 
agrado. Exatamente assim devemos nos comportar com Deus. 
(2) Podemos oferecer a Deus nossas orações, súplicas e petições. Podemos orar por nós 
mesmos; pelo perdão do passado; pelas coisas que necessitamos no presente e pela ajuda e 
direção para o futuro. Podemos levar nosso próprio passado, presente e futuro, com o que 
têm de vergonha, necessidade e temor e pô-lo na presença de Deus. Podemos orar por outros; 
encomendar ao cuidado de Deus a todos aqueles que estão perto ou longe e que permanecem 
para sempre em nossa lembrança e em nossos corações. 
(3) Paulo adiciona que "a ação de graças deve acompanhar habitualmente a oração". Era sua 
convicção que toda oração devia incluir ação de graças. O cristão deve sentir, como tem-se 
dito, toda a vida "como suspensa entre as bênçãos do passado e do presente". A oração deve 
incluir a ação de graças em primeiro lugar pelo mesmo grande privilégio de orar. Jamais 
esqueçamos de dar graças pelo privilégio de poder levar todos a Deus mediante a oração. 
Paulo insiste em que o agradeçamos tudo, tanto a risada como as lágrimas, as tribulações 
como as alegrias. Isto implica duas coisas: gratidão mas também perfeita submissão à 
vontade de Deus. Somente quando estamos profundamente convencidos de que Deus faz 
com que tudo contribua para o bem, experimentamos uma perfeita gratidão como requisito 
da oração crente. 
Ao orar devemos lembrar três coisas: o amor de Deus que sempre procura e deseja o melhor 
para nós; a sabedoria de Deus, única que conhece o que é melhor; o poder de Deus, que só 
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permite que aconteça o melhor. Aquele que ora com fé perfeita e confiança no amor, a 
sabedoria e o poder de Deus chegará a gostar de sua paz. 
Como resultado da oração de fé a paz de Deus permanece em nossos corações como uma 
sentinela em guarda. O termo que Paulo usa (trourein) é o termo militar para estar em 
guarda. A paz de Deus — diz Paulo — ultrapassa todo entendimento. Isto não significa que 
a paz de Deus seja um mistério de tal índole que a mente humana não possa entendê-la, o 
que também é verdade, significa que a paz de Deus é tão preciosa que o entendimento 
humano com toda sua habilidade, conhecimento e penetração jamais pode inventá-la, 
encontrá-la ou produzi-la. Está absoluta e inteiramente mais além de toda capacidade do 
homem de obtê-la por si mesmo. Esta paz nunca pode ser um produto humano, é só um dom 
de Deus. O caminho rumo à paz é levar tudo o que é nosso e a todos os que queremos para 
depositá-los confidencialmente nas mãos de Deus mediante a oração.

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