Logo Passei Direto
Buscar

Aula 4 - Atenção

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

ATENÇÃO Prof. Ms. Tereza Manpetit
ATENÇÃO
A palavra “atenção” tem vários
significados. Entretanto, ela normalmente
se refere à seletividade do
processamento, como foi enfatizado por
William James (1890, pp. 403-4).
Atenção é [...] a posse pela mente, de
forma clara e vívida, de um entre vários
objetos ou sequências de pensamentos que
parecem simultaneamente possíveis. Sua
essência é constituída pela focalização,
pela concentração e pela consciência.
ATENÇÃO FOCALIZADA X ATENÇÃO DIVIDIDA
Estuda-se a atenção focalizada (ou atenção seletiva) apresentando aos indivíduos
dois ou mais estímulos ao mesmo tempo e instruindo-os a responder a apenas a um
deles.
Um exemplo de atenção focalizada é um predador que segue a pista de um animal
em um rebanho.
O trabalho sobre a atenção focalizada ou seletiva nos indica com que eficácia
podemos selecionar certos estímulos e evitar sermos distraídos por estímulos que
não estão relacionados à tarefa.
ATENÇÃO FOCALIZADA X ATENÇÃO DIVIDIDA
A atenção dividida também é estudada apresentando-se pelo menos dois estímulos
ao mesmo tempo.
No entanto, ela difere da atenção focalizada uma vez que os indivíduos são
instruídos a prestar atenção (e a responder) a todos os estímulos.
A atenção dividida também é conhecida como multitarefa, uma habilidade cada vez
mais importante no mundo de hoje, 24 horas por dia!
ATENÇÃO AUDITIVA FOCALIZADA
Problema da cocktail party → Dificuldades envolvidas em prestar atenção a
uma voz quando duas ou mais pessoas estão falando ao mesmo tempo.
Os ouvintes enfrentam dois problemas separados quando tentam prestar
atenção a uma voz entre muitas:
 Em primeiro lugar, existe o problema da discriminação sonora: a partir da mistura de sons
que chegam a seus ouvidos, o ouvinte tem de decidir quais estão associados e quais não
estão.
 Em segundo, depois de feita a discriminação, o ouvinte precisa direcionar a atenção para a
fonte sonora de interesse e ignorar as outras.
ATENÇÃO AUDITIVA FOCALIZADA
Cherry (1953) usou uma tarefa de escuta dicótica, na qual uma mensagem
auditiva diferente é apresentada a cada ouvido, de modo que o ouvinte
normalmente presta atenção a apenas uma.
Uma vez que pode ser difícil assegurar que os ouvintes prestem atenção de
forma consistente à mensagem-alvo, Cherry fez uso do sombreamento, no qual
a mensagem a que o participante presta atenção é repetida em voz alta
conforme ela foi apresentada.
ATENÇÃO AUDITIVA FOCALIZADA
Cherry (1953) descobriu que os ouvintes resolviam o problema da cocktail
party fazendo uso das diferenças entre as características físicas dos inputs
auditivos (p. ex., sexo de quem está falando, a intensidade de sua voz, sua
localização).
Quando Cherry apresentou duas mensagens na mesma voz a ambos os
ouvidos de uma só vez (eliminando, assim, as diferenças físicas), os ouvintes
acharam muito difícil separar as duas mensagens com base somente nas
diferenças de significado.
PROCESSAMENTO EM GARGALO
Da mesma forma como um gargalo na
estrada (p. ex., onde ela é especialmente
estreita) pode causar congestionamento
no tráfego, um gargalo no sistema de
processamento pode limitar seriamente
nossa habilidade de processamento de
dois ou mais estímulos simultâneos.
No entanto, um processamento em
gargalo pode ser muito útil quando
resolvemos um problema de cocktail
party já que ele permite aos ouvintes
processarem somente a voz desejada.
ATENÇÃO AUDITIVA FOCALIZADA
O processamento de palavras na mensagem não atendida é frequentemente aumentado se
elas têm significado especial para o ouvinte.
Li e colaboradores (2011) pediram aos ouvintes que sombreassem uma mensagem enquanto
palavras distratoras eram apresentadas ao ouvido não atento.
Mulheres insatisfeitas com seu peso cometeram mais erros no sombreamento do que as não
insatisfeitas quando foram apresentadas palavras relacionadas a peso (p. ex., gordo,
volumoso, magro) ao ouvido não atento.
Esse aumento nos erros no sombreamento reflete o maior processamento de palavras
relacionadas a peso por mulheres insatisfeitas com o peso.
ATENÇÃO AUDITIVA FOCALIZADA
Nosso próprio nome tem significado muito especial para nós.
Não é de causar surpresa que os ouvintes frequentemente detectam seu próprio nome
quando ele é apresentado na mensagem não atendida.
Conway e colaboradores (2001) encontraram que a probabilidade de detecção do próprio
nome na mensagem não atendida depende da capacidade da memória de trabalho.
Participantes com baixa capacidade tinham maior probabilidade de detectar o próprio nome
do que indivíduos com alta capacidade (65 vs. 20%, respectivamente), porque tinham menos
controle da atenção.
COCKTAIL PARTY
É mais fácil perceber uma mensagem-alvo com precisão se suas palavras formarem
sentenças, em vez de constituídas por sequências aleatórias de palavras (McDermott,
2009)
A familiaridade com a voz-alvo também é muito importante. A precisão da
percepção do que uma pessoa está dizendo no contexto de várias outras vozes será
muito maior se os ouvintes já tiverem ouvido essa voz de maneira isolada
Golumbic e colaboradores (2013) assinalaram que as pessoas em cocktail parties
reais conseguem potencialmente usar informações visuais para acompanhar o que um
indivíduo em particular está dizendo.
PROBLEMA DA COCKTAIL PARTY
Em suma, os ouvintes humanos
geralmente conseguem realizar a tarefa
complexa de selecionar uma mensagem
de voz entre várias.
Vários processos bottom-up e top-down
estão envolvidos. Muito do que acontece
dentro do sistema auditivo é uma situação
do tipo “o vencedor leva tudo”, em que o
processamento de um estímulo auditivo (o
vencedor) suprime a atividade cerebral de
todos os outros estímulos (os perdedores)
(Kurt et al., 2008).
ATENÇÃO VISUAL FOCALIZADA
Tem havido um número consideravelmente
maior de pesquisas relativas à atenção visual
do que à atenção auditiva.
Por que isso?
O principal motivo é que a visão é a
modalidade mais importante entre nossos
sentidos, com mais córtex dedicado a ela do
que a qualquer outra modalidade sensorial
ATENÇÃO VISUAL FOCALIZADA
Atenção visual se parece com uma lente zoom. 
Podemos deliberadamente aumentar ou reduzir a área de atenção focal da
mesma forma como uma lente zoom pode ser ajustada para alterar a área
que ela abrange.
Por exemplo, quando dirigimos um carro, é aconselhável que prestemos
atenção ao maior campo visual possível para podermos antecipar algum
perigo. No entanto, quando identificamos um perigo potencial, focalizamos
ele para evitar uma colisão.
ATENÇÃO VISUAL FOCALIZADA
Segundo a teoria dos holofotes múltiplos
(p. ex., Awh & Pashler, 2000), podemos
apresentar atenção separada, na qual a
atenção é dirigida para duas ou mais
regiões do espaço não adjacentes uma à
outra.
A atenção separada pode economizar
recursos de processamento, porque, assim,
evitaríamos prestar atenção a regiões
irrelevantes do espaço visual existente
entre duas áreas relevantes.
ATENÇÃO BASEADA NO ESPAÇO E OBJETO
Os modelos teóricos fundamentados em noções como holofote e lentes zoom implicam
que dirigimos nossa atenção seletivamente para uma área ou região do espaço. Essa
é a atenção baseada no espaço.
Ou, então, podemos dirigir a atenção para determinado(s) objeto(s); essa é a
atenção baseada no objeto.
A atenção baseada no objeto parece provável, uma vez que a percepção visual
está relacionada principalmente aos objetos que nos interessam
ATENÇÃO BASEADA NO ESPAÇO E OBJETO
Muito embora normalmente coloquemos foco
nos objetos de importância potencial, isso não
significa que não somos capazes de prestar
atenção a áreas do espaço.
É provável que nosso sistema de
processamento seja tão flexível que podemos
prestar atenção a uma área do espaço ou a
um objeto determinado.
Isso seria compatível com a ideia de que a
atenção visual pode se parecer com um
holofote, uma lente zoom ou múltiplos
holofotes.
INIBIÇÃO DO RETORNO
Quando exploramos o ambiente visual,
seria ineficaz se repetidamente
prestássemos atenção a determinada
localização.Na verdade, exibimos inibição do
retorno, que é uma probabilidade
reduzida de retornar a uma região que
foi foco de atenção recente.
É de importância teórica se a inibição do
retorno se aplica a localizações ou a
objetos → as evidências são mistas
ATENÇÃO
De modo geral, é provável que existam
ambas, a inibição do retorno baseada no
objeto e a baseada na localização.
A maior parte das pesquisas se concentrou
na distinção entre atenção baseada no
objeto e atenção baseada no espaço.
Entretanto, também há evidências para
atenção baseada na característica.
Kravitz e Behrmann (2011) 
constataram que formas de 
atenção baseadas no espaço, 
objeto e características 
interagiam umas com as outras 
para melhorar o 
processamento do objeto
EXEMPLO
Suponhamos que você está
procurando uma amiga no meio de
uma multidão.
Como você sabe que ela quase
sempre usa roupas vermelhas, você
pode prestar atenção à característica
da cor, em vez de a objetos ou
localizações
LIMITAÇÕES DA PESQUISA NESSA ÁREA
1) existem fortes evidências de que diferentes formas de atenção visual interagem e
influenciam uma às outras (Kravitz & Behrmann, 2011). No entanto, tais interações
raramente foram estudadas.
2) pode ser mais difícil do que você imagina decidir exatamente o que é um “objeto”.
3) precisamos de mais pesquisas focadas na compreensão de por que a atenção
baseada no objeto é mais dominante na vida diária do que em condições de
laboratório. Uma possibilidade é que temos um incentivo para prestar atenção a
objetos na vida diária, mas isso com frequência está ausente no laboratório.
TEORIA DE CARGA
A teoria da carga de Lavie (2005, 2010) é uma abordagem muito influente para a
compreensão dos efeitos da distração.
Ela defendeu que a extensão com que somos distraídos por estímulos irrelevantes
para a tarefa depende das demandas perceptuais da tarefa atual.
As tarefas de alta carga requerem quase toda a nossa capacidade perceptual,
enquanto as tarefas de baixa carga não requerem.
Em tarefas de baixa carga, há recursos atencionais excedentes e, dessa forma,
estímulos irrelevantes para a tarefa são mais prováveis de serem processados do
que em tarefas de alta carga
TEORIA DE CARGA
Os efeitos da distração são maiores quando a carga cognitiva é alta.
Por que é assim?
A alta carga cognitiva reduz a habilidade da pessoa de usar o controle cognitivo
para discriminar entre o alvo e os estímulos distratores.
Em suma, os efeitos da carga perceptual sobre os processos atencionais são
relativamente automáticos. Todavia, efeitos da carga cognitiva envolvem processos
controlados não automáticos. Assim, as cargas perceptual e cognitiva envolvem
processos diferentes, e presume-se que seus efeitos na atenção sejam independentes
uns dos outros.
LIMITAÇÕES DA TEORIA DA CARGA
1) a alta carga perceptual não reduz os efeitos da distração na modalidade
auditiva.
2) alguns estímulos irrelevantes para a tarefa (faces) causam distração mesmo
quando a carga perceptual é alta.
3) a noção de que as cargas perceptual e cognitiva têm efeitos totalmente
separados na atenção é incorreta (Linnell & Caparos, 2011).
4) a teoria é supersimplificada, porque ignora vários fatores que influenciam a
atenção visual seletiva. Esses fatores incluem a saliência ou a evidência dos estímulos
distratores, bem como a distância entre eles e os estímulos da tarefa (Khetrapal,
2010)
PRINCIPAIS REDES DE ATENÇÃO
Vários teóricos (p. ex., Posner, 1980; Corbetta & Shulman, 2002) argumentaram que
existem duas redes de atenção principais.
Uma rede de atenção é endógena ou direcionada para o objetivo, enquanto a outra
é direcionada para o estímulo, ou exógena.
Posner (1980) estudou a atenção encoberta, na qual a atenção se volta a uma
localização espacial sem movimento ocular.
PRINCIPAIS REDES DE ATENÇÃO
Em sua pesquisa, os participantes respondiam rapidamente a uma luz.
A luz era precedida por uma pista central (uma flecha apontando para a
esquerda ou para a direita) ou uma pista periférica (a breve iluminação do
contorno de uma caixa).
A maioria das pistas era válida (indicando onde a luz-alvo iria aparecer),
mas algumas eram inválidas (dando informações incorretas sobre a
localização da luz).
PRINCIPAIS REDES DE ATENÇÃO
As respostas à luz eram mais rápidas para as pistas válidas,
intermediárias para as pistas neutras (uma cruz central) e mais lentas
para pistas inválidas.
Esses achados foram comparáveis para as pistas centrais e periféricas.
Quando as pistas eram válidas em apenas uma pequena fração dos
ensaios, elas eram ignoradas quando eram pistas centrais, mas
influenciavam o desempenho quando eram pistas periféricas.
PRINCIPAIS REDES DE ATENÇÃO
Esses achados levaram Posner (1980) a distinguir entre dois sistemas:
1. Um sistema endógeno: controlado pelas intenções do indivíduo e usado
quando são apresentadas pistas centrais.
2. Um sistema exógeno: desloca automaticamente a atenção e está
envolvido quando são apresentadas pistas periféricas não informativas. Os
estímulos que são evidentes ou diferentes dos outros (p. ex., na cor) têm maior
probabilidade de receber atenção ao ser usado esse sistema.
TRANSTORNOS DA ATENÇÃO VISUAL
Examinaremos aqui dois transtornos atencionais importantes: negligência e extinção
Negligência → Transtorno que envolve lesão no hemisfério direito (geralmente),
condição em que o lado esquerdo dos objetos e/ou objetos apresentados ao campo
visual esquerdo não são detectados;
Extinção → Transtorno da atenção visual no qual um estímulo apresentado no lado
oposto à lesão cerebral não é detectado quando outro estímulo é apresentado ao
mesmo tempo no lado da lesão.
CONSCIÊNCIA E PROCESSAMENTO
Pacientes com negligência não relatam conhecimento consciente dos estímulos
apresentados ao campo visual esquerdo não significa que esses estímulos não sejam
processados.
McGlinchey-Berroth e colaboradores (1993) pediram a pacientes com negligência
que decidissem se uma série de letras formava palavras.
Os tempos de decisão foram mais rápidos nos ensaios com “sim” quando a série de
letras era precedida por um objeto semanticamente relacionado. Esse efeito era do
mesmo tamanho, independentemente de o objeto relacionado ser apresentado ao
campo visual esquerdo ou direito.
Assim, houve algum processamento dos estímulos no campo esquerdo pelos pacientes
com negligência.
CONSCIÊNCIA E PROCESSAMENTO
Pacientes com extinção também processam estímulos apresentados do lado esquerdo
mesmo que não tenham consciência deles.
Vuilleumier e colaboradores (2002) apresentaram a pacientes com extinção duas
figuras ao mesmo tempo, uma a cada campo visual.
Os pacientes mostraram muito pouca memória para estímulos no campo esquerdo.
Depois disso, os pacientes identificaram figuras degradadas.
Houve um efeito de facilitação para as figuras no campo esquerdo indicando que
elas haviam sido processadas
CONSCIÊNCIA E PROCESSAMENTO
Como podemos reduzir a negligência?
Lembremos que Corbetta e Shulman (2011) argumentaram que, em parte, ela
decorre da redução no estado de alerta.
Assim, o treinamento para reforçar a atenção deve reduzir os sintomas de
negligência.
Thimm e colaboradores (2009) obtiveram apoio para essa previsão. No fim de um
curso de treinamento da atenção, os pacientes com essa condição apresentaram
melhora no estado de alerta e redução na negligência.
BUSCA VISUAL
Passamos boa parte de nosso tempo procurando vários objetos. Por exemplo,
tentamos localizar um amigo em meio a uma multidão.
Os processos envolvidos nessas atividades foram examinados em pesquisas
sobre a busca visual na qual um alvo específico é detectado o mais rápido
possível.
Busca visual → Tarefa que envolve a detecção rápida de um estímulo-alvo
específico dentro de um display visual.
MODELO DO MOSAICO DE FIGURAS
No mundo real, o problema principal na busca visual, de acordo com
Rosenholtz e colaboradores (2012), reside na percepção.
Se fixamos uma cena, a área central pode ser vista claramente, mas há uma
perdacrescente de informação em áreas mais periféricas.
Segundo Rosenholtz e colaboradores, podemos representar essa informação
em termos de texturas variadas a diferentes distâncias da fixação central: o
modelo do mosaico de texturas
MODELO DO MOSAICO DE FIGURAS
Freeman e Simoncelli (2011) estimaram a informação disponível em uma única
fixação.
Eles apresentaram brevemente aos observadores dois estímulos diferentes
(mas relacionados) observados em um ponto de fixação central.
Esses estímulos foram acompanhados por um terceiro estímulo idêntico a um
dos dois primeiros. Os observadores decidiam qual dos primeiros combinava
com o terceiro.
O achado principal foi que os observadores não conseguiam distinguir entre
fotografias originais e com distorções periféricas grosseiras.
MODELO DO MOSAICO DE FIGURAS
Qual é a relevância dessa pesquisa visual?
Rosenholtz e colaboradores (2012b) defenderam que o
desempenho nas tarefas de busca visual é determinado
principalmente pela informação contida nas (ou omitida das)
representações perceptuais do campo visual.
De modo mais específico, a busca visual é relativamente fácil
quando a informação na visão periférica é suficiente para
direcionar a atenção para o alvo, mas difícil quando essa
informação é insuficiente.
MODELO DA VIA DUPLA
Na maioria das pesquisas discutidas até aqui, o alvo tinha a mesma
probabilidade de aparecer em qualquer ponto dentro do display visual e,
assim, a busca era essencialmente aleatória.
Isso é muito diferente do mundo real. Suponha que você está no jardim
procurando seu gato. A sua busca visual seria altamente seletiva – você iria
ignorar o céu e focalizar principalmente o chão (e talvez as árvores).
Dessa forma, sua busca envolveria processos top-down com base em seu
conhecimento de onde é mais provável que gatos sejam encontrados.
MODELO DA VIA DUPLA
Ehinger e colaboradores (2009) estudaram processos top-down na busca
visual.
Eles registraram as fixações dos olhos dos observadores procurando uma
pessoa em inúmeras cenas externas no mundo real.
Em geral, os observadores fixavam o olhar nas regiões provavelmente mais
relevantes de cada cena (p. ex., nas calçadas) e ignoravam regiões
irrelevantes (p. ex., céu, árvores).
Os observadores também fixaram o olhar em localizações que diferiam
consideravelmente das regiões contíguas e áreas contendo características
distintivas de uma figura humana.
EFEITOS INTERMODAIS
No mundo real, frequentemente
coordenamos informações de duas ou
mais modalidades dos sentidos ao mesmo
tempo (atenção intermodal).
Um exemplo disso é a leitura labial, na
qual usamos informações visuais sobre os
movimentos labiais de quem está falando
para facilitar nossa compreensão do que
essa pessoa está dizendo
EFEITO DO VENTRÍLOQUO
O que acontece quando existe um conflito
entre estímulos visuais e auditivos
simultâneos? Focalizaremos o efeito do
ventríloquo, no qual os sons são
percebidos equivocadamente como
provenientes de sua fonte visual aparente.
Os ventríloquos falam sem mover os
lábios enquanto manipulam os movimentos
da boca de um boneco. A aparência é de
que é o boneco quem está falando e não
o ventríloquo.
REFERÊNCIAS
Eysenck, Michael, W. e Mark T. Keane. Manual de Psicologia Cognitiva. Disponível
em: Minha Biblioteca, (7th edição). Grupo A, 2017. - Parte I - Cap. 5 - Atenção e
Desempenho - (p.155-173)

Mais conteúdos dessa disciplina