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ciências básicas 
Organelas e 
metabolismo energético 
Sara Vasconcelos 
• Principais organelas e suas funções: 
1. Membrana Plasmática: 
—> Controla a entrada e saída de substâncias na célula, garantindo seletividade e proteção.
—> Composição: Bicamada lipídica com proteínas.
2. Núcleo: 
—> Armazena e protege o DNA, coordenando as atividades celulares como crescimento e reprodução.
—> Componentes: Envelope nuclear: Protege o núcleo e controla a troca de substâncias. 
Nucléolo: Produção de ribossomos.
3. Ribossomos: 
—> Síntese de proteínas.
—> Podem estar livres no citoplasma ou aderidos ao retículo endoplasmático rugoso.
4. Retículo Endoplasmático (RE):
—> Retículo Endoplasmático Rugoso (RER): Produção e transporte de proteínas.
—> Retículo Endoplasmático Liso (REL): Síntese de lipídios e desintoxicação celular.
5. Complexo de Golgi: 
—> Modifica, armazena e distribui proteínas e lipídios para outras partes da célula.
6. Mitocôndrias: 
—> Produção de ATP através da respiração celular (usina de energia da célula).
7. Lisossomos (mais comuns em células animais): 
—> Digestão intracelular de partículas e organelas danificadas.
8. Peroxissomos: 
—> Quebra de ácidos graxos e eliminação de substâncias tóxicas, como o peróxido de hidrogênio.
9. Vacúolos (maiores em células vegetais): 
—> Armazenamento de água, nutrientes e resíduos.
10. Citoesqueleto: 
—> Dá suporte estrutural à célula e auxilia na movimentação.
—> Componentes: Microtúbulos, microfilamentos e filamentos intermediários.
11. Centríolos e Centrossomo: 
—> Auxiliam na divisão celular e na organização do citoesqueleto.
Essas organelas trabalham juntas para manter a célula funcionando corretamente. Precisa de mais 
detalhes sobre alguma delas?
• Processo da cadeia transportadora de elétrons: 
1. Entrada dos elétrons: 
—> NADH doa seus elétrons ao Complexo I, enquanto o FADH₂ doa ao Complexo II.
—> Os elétrons passam por uma sequência de proteínas transportadoras nos Complexos I, III e IV.
2. Bombeamento de prótons (H⁺): 
—> A energia liberada pelos elétrons é usada para bombear prótons (H⁺) do matriz mitocondrial para o 
espaço intermembrana, criando um gradiente de prótons.
3. Formação de ATP (fosforilação oxidativa): 
—> Os prótons retornam à matriz mitocondrial através da ATP sintase, gerando ATP a partir de ADP + 
Pi (fosfato inorgânico).
4. Formação de Água: 
—> No Complexo IV, os elétrons se combinam com O₂ e H⁺, formando água (H₂O) como subproduto.
• Importância da Cadeia Transportadora de Elétrons: 
—> Geração de energia → Fornece a maior parte do ATP celular.
—> Uso do oxigênio → Mantém a respiração celular aeróbica.
—> Formação de água → Mantém o equilíbrio celular.
📍
Resumo da Cadeia Transportadora de Elétrons
📍
1. Local: Membrana interna das mitocôndrias (cristas mitocondriais).
2. Principais transportadores de elétrons: NADH e FADH₂ (vindos do Ciclo de Krebs e glicólise).
3. Aceitador final de elétrons: Oxigênio (O₂), que forma água (H₂O).
4. Produção principal: ATP, através da fosforilação oxidativa.
• Principais Vias Metabólicas Relacionadas à Clínica Médica: 
+ Glicólise e Gliconeogênese: 
Relevância Clínica: 
—> Hipoglicemia → Déficit na gliconeogênese (ex.: insuficiência hepática). 
—> Diabetes mellitus → Alteração no metabolismo da glicose.
+ Ciclo de Krebs e Cadeia Transportadora de Elétrons: 
Relevância Clínica:
—> Doenças mitocondriais → Afetam a produção de ATP.
—> Acidemias orgânicas → Acúmulo de metabólitos tóxicos.
+ Beta-Oxidação dos Ácidos Graxos:
Relevância Clínica:
—> Cetoacidose diabética → Excesso de corpos cetônicos por degradação de gorduras.
—> Déficits na beta-oxidação → Doenças metabólicas genéticas.
+ Metabolismo de Aminoácidos e Ciclo da Ureia: 
Relevância Clínica:
—> Hiperamonemia → Problemas na excreção de amônia (ex.: insuficiência hepática).
—> Sarcopenia → Degradação muscular em desnutrição e doenças crônicas.
• Distúrbios Energéticos e Aplicações Clínicas: 
—> Síndrome Metabólica: Resistência à insulina, obesidade, hipertensão e dislipidemia. Aumento da 
gliconeogênese hepática e menor captação de glicose pelos tecidos.
—> Diabetes Mellitus: Alteração no metabolismo da glicose devido à deficiência de insulina (tipo 1) ou 
resistência à insulina (tipo 2).Cetoacidose diabética → Aumento da beta-oxidação e corpos cetônicos.
—> Hipoglicemia: Causada por jejum prolongado, insulinoma ou erros inatos do metabolismo. Gatilhos 
para a gliconeogênese e quebra de estoques energéticos.
—> Doenças Mitocondriais: Deficiências na cadeia transportadora de elétrons levam a menor produção 
de ATP. Manifestações: fadiga crônica, miopatias, neuropatias.
—> Caquexia e Desnutrição: Degradação de proteínas musculares para produção de energia. Aumento do 
metabolismo basal em doenças crônicas (câncer, insuficiência cardíaca, DPOC).
3. Estratégias Terapêuticas e Intervenções Clínicas
• Reposição Energética: Nutrição enteral/parenteral para pacientes críticos.
• Modulação do Metabolismo: Uso de insulina e hipoglicemiantes em diabetes.
• Terapias Mitocondriais: Coenzima Q10 e antioxidantes para doenças mitocondriais.
• Correção Nutricional: Dietas cetogênicas para epilepsia refratária.
O metabolismo energético na clínica médica tem papel crucial no diagnóstico e tratamento de diversas 
patologias. Quer aprofundar algum desses tópicos?

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