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LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL
 Esse material foi elaborado com muito carinho e cuidado, a partir
de estudos da Constituição e Legislação Brasileira no que diz
respeito a educação, fontes confiáveis e sites oficiais do Governo
Brasileiro. 
Se você está vendo essa mensagem, é por que adquiriu e 
confiou no meu trabalho, desde já, fico extremamente grata. 
Trata-se de um e-book de resumos sobre os assuntos de 
Legislação Educacional mais cobrados pelas bancas nos 
concursos para professores de Educação Infantil ou Ensino 
Fundamental series iniciais. Com mais de 30 mapas mentais 
que facilitarão a compreensão e a fixação dos conteúdos 
abordados, além de contribuir para a sua preparação na 
busca da tão sonhada aprovação. 
Bons estudos! 
 Nãocompartilhe este material com outras pessoas, 
adquiriu,fará parte da sua preparação. 
 Estou à disposição para dicas, dúvidas e feedbacks, 
contato:
você 
no 
 Não se limite apenas ao que será abordado neste material,
busque conhecimento através de outros meios e fontes
também. O conteúdo desse e-book servirá como um norte avocê
na horas dos estudos. 
Recomendações 
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Sumário 
1. Políticas Públicas na Educação .......................................................................
2. Constituição Federal de 1988 .........................................................................
3. Lei de Diretrizes e Bases da Educação ............................................................
4. Estatuto da Criança e do Adolescente .............................................................
5. Lei Brasileira de Inclusão ................................................................................
6. Lei 10.639/2003 e Lei 11.645/2008 Hist. Da Cult. Afro-brasileira e
indígena..............................................................................................................
7. Plano Nacional de Educação ..........................................................................
8. Parâmetros Curriculares Nacionais ................................................................
9. Referencial Curricular Nacional para a Ed. Infantil .........................................
10. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Ed. Básica ..................................... 
11. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Ed. Infantil .....................................
12. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ens. Fundamental ..................... 68
13. Base Nacional Comum Curricular .................................................................
14. Base Nacional Comum Curricular para a Ed. Infantil ....................................
15. Base Nacional Comum Curricular para o Ens. Fundamental ...................... 8
16. Diferenças entre: PCNs, DCNs, RCNEI e BNCC ..............................................
17. Referências ...................................................................................................
Políticas Públicas na Educação 
 Segundo (Santos, 2012, p. 13) podemos definir política educacional como “Toia e
qualquer polítjca iesenvolvjia ie moio a jntervjr nos processos formativos (e
informativos) desenvolvidos em sociedade (seja na instância coletiva, ou na
individual) e, por meio dessa intervenção, legitima, constrói ou desqualifica (muitas
vezes de modo indireto) determinado projeto político, vjsanio a atjngjr ietermjnaia
socjeiaie.” 
Toda política educacional é permeada por uma intencionalidade, a qual 
está intrinsecamente condicionada ao projeto social e à estrutura de poder que 
fundamenta a sociedade. São programas ou ações criadas pelo governo para 
colocar em prática medidas que garantem o acesso à educação para todos os 
cidadãos, tendo como função também, avaliar e ajudar a melhorar a qualidade 
de ensino no país. 
As políticas educacionais são propostas, estudadas e criadas a partir de 
leis que são votadas pelos membros do poder legislativo em cada uma das 
esferas do governo: Federal, Estadual e Municipal. Além disso os membros do 
poder executivo também podem propor medidas que possam fazer melhorias 
na educação. 
A população também pode participar da formação dessas políticas, 
através dos conselhos de políticas publicas, que são espaços de discussão em 
que as pessoas podem dar sua opinião, falar sobre necessidades e sugerir 
mudanças que possam trazer mais benefícios para a educação. 
Essas políticas criadas para o pleno desenvolvimento do educando tem o 
objetivo de atender o que está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e na 
Constituição Federal de 1988, principalmente. Essas leis são o marco legal que 
fundamenta e direciona as ações governamentais acerca da educação. 
As políticas educacionais são elementos de regulação estatal, conduzido 
pela sociedade civil. Para desenvolvimento dessas políticas é de extrema 
importância que se entenda a realidade social da população e as necessidades. 
Além das leis citadas, podemos destacar também: 
 Plano Nacional de Educação – PNE: Que define 20 metas a serem 
alcançadas de 2014 a 2024, com monitoramento dessas metas 
realizado a cada dois anos por meio de relatórios. 
 Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs: Criados para contribuir com o
desenvolvimento do trabalho dos profissionais da educação. Busca subsidiar o
trabalho docente através de diretrizes desenvolvidas pelo Governo Federal. 
 Base Nacional Comum Curricular – BNCC: Documento normativo que 
regulamenta quais são as aprendizagens essenciais que os alunos 
devem ter ao longo da vida estudantil. De cunho obrigatório para 
escolas publicas e privadas do país. 
Diretrizes Curriculares Nacionais – DCNs: Serviu de alicerce para a 
criação da BNCC. São de natureza obrigatória para a educação básica e 
orienta no planejamento dos currículos dos sistemas de ensino e da 
escola. 
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI: 
Conjunto de reflexões voltadas para a educação, sobre orientações 
didáticas, conteúdos e objetivos. Criado para alcançar na prática escolar 
o que se preconiza nas diretrizes. 
Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA: Estabelece os direitos das 
crianças e dos adolescentes e se baseiam nos princípios estabelecidos 
pela Constituição Federal adotando também, regras internacionais. 
 
 
 
 Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – LBI : Consolida normas e
regras e garante direitos, dos quais podemos enfatizar a punição prevista para
escolas publicas ou privadas que recusam a matricula de alunos com deficiência. 
 Declaração de Salamanca: É uma resolução das Nações Unidas que 
trata de políticas praticas e princípios referentes à Educação Especial. 
Programas e políticas que visam promover a
Escola para Todos 
 
Programas e políticas para uma educação de
qualidade 
 
 
Programas e políticas de acesso a Educação 
Profissional 
 
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Programa Caminhos da Escola: A nível Federal, este programa busca
atender a alunos que tenham dificuldades de acesso a escola,
oferecendo transporte escolar para estes alunos. 
Políticas de Educação à distância: Busca favorecer acesso ao EAD. O 
Centro de Mídias de Educação do Amazonas é um exemplo dessa 
iniciativa. 
Programa Beneficio de Prestação Continuada na Escola: Uma iniciativa do
governo que monitora o acesso e a permanências na escola de alunos com
deficiências, de 0 a 18 anos, e possibilita a formação de gestores em
educação inclusiva e acessibilidade. 
Programa Escola acessível: Cujo objetivo é melhorar as condições de 
acessibilidade nas escolas publicas de ensino regular, incluindo sua 
estrutura física e recursos didáticos e pedagógicos. 
Educação em Prisões: Apoio técnico e financeiro ao ensino de jovens e
adultos do sistema penitenciário. 
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC:
Compromisso formal assumido pelos governos Federal, do Distrito
Federal, dos Estados e Municípios, de assegurar que todas as crianças
estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade, ao final do 3° ano do
Ensino Fundamental. 
Programa Brasil Alfabetizado – PBA:3, 4, 5 e 8 
Art. 3
(Palavras-chave)
Em consonância comoart.206daCF/88
13 Princípios:
Art. 8
Art. 4
Deveres doEstado:
Art. 5
I - Igualdade acesso/ permanência;
II – Liberdade;
III – Pluralismo de idéias;
IV – Tolerância;
V –Coexistênciapúblico/privado;
VI – Gratuidade do ensino público;
VII – Valorização dos profissionais da
educação;
VIII – Gestão democrática;
IX – Padrão de qualidade;
X–Experiênciaextraescolar;
XI – Vinculo: escola/trabalho/praticas
sociais;
XII – Diversidade étnico-racial;
XIII- Aprendizagem ao longo da vida;
- Regime decolaboraçãoentreUnião,estados,DF
e municípios.
– Funções daUnião:Normativa,redistributivae
supletiva 
– Ensino noturno regular.
– Ed. Regular para jovenseadultos.
– Programas suplementares.
– Padrões mín. de qualidade.
– Ed. Infantil e Ens. Fundamental
próximo a residência. 
- Ed. Básica: direito publico subjetivo
irrenunciável.
– Qualquer cidadão, grupos,
associações, entidades e MP podem
acionar o poder público para exigí-la. 
- Educação básica obrigatóriaegratuitados4aos17anos.
– Ed. Infantil gratuita até5anos.
– AEE aos educandos comdeficiência
– Acesso público e gratuitoaquemnãoteveacessonaidadeapropriada.
– Acesso aos níveis elevadosdeensino.
LDB 
Artigos mais cobrados: 
9, 10, 11 e 12 
Art.9
Incumbências da União:
Art. 12
Incumbências dos estabelecimentosdeensino:
Art. 10
Incumbências dosestados:
Art. 11
Incumbências dosmunicípios:
- Relaçãofamíliaxescola. –
Frequência e rendimento dos
alunos. – Notificar Conselho
Tutelar emcasos
defaltaacimade 30% -
Escolasegura.
- PNE.
– Organiza,mantémedesenvolve
instituições oficiais.
– Assistênciafinanceiraaosestados,
municípios eDF.
– Estabeleceemcolaboraçãoasdiretrizes
paraaEd. Infantil, Ens. Fundamentale
Médio.
– Atendimentoaoeducandocomaltas
habilidades e superdotação.
– Avaliaaqualidadedoensino.
-- Proposta pedagógica
– Administração de recursos.
– Cumprimento de diasletivosehoras-aula.
– Trabalho dos docentes.
– Recuperação para alunoscommenor
rendimento. 
- Organizar,manteredesenvolver
instituições oficiais dos seus sistemas de
ensino.
– Juntoaosmunicípios,ofertasnoens.
Fundamental, distribuição proporcional das
responsabilidades.
- Políticaseplanoseducacionais
com diretrizesdoPNE.
– Normasparaosistemade
ensino.
– Transporteescolarparaalunos
da redeestadual.
- Organizar, manter e desenvolver
instituições oficiais de ensino.
– Ação redistributiva nasescolas.
– Normas para o sistemadeensino.
– Avaliar estabelecimentosdeensino.
– Oferecer a Ed. Infantilecom
prioridade o Ens. Fundamental.
– Transporte escolar dosalunosda
rede municipal. 
LDB 
Artigos mais cobrados: 
13, 21, 22, 24 e 26 
Art. 21
Educação Escolar:
Art. 13
Incumbências dosdocentes:
Art. 26
Currículos:
Art. 22
Finalidades da educaçãobásica:
Art. 24
Organização dos níveisfundamentale
médio:
- Participar do PPP.
– Cumprir o planodetrabalho.
– Zelar pela aprendizagem.
– Recuperaçãoparaalunoscom
menor rendimento.
– Ministrar diasletivosehoras-aula,
planejar, avaliaredesenvolver-se
profissionalmente.
- Educação básica: Educação Infantil,
Ens. Fundamental e Ens. Médio. 
- Ensino Superior. 
- FormaçãoComumpara:
* Cidadania
* Trabalho
* Estudosposteriores
- Base comum + Parte diversificada.
– Abranger a língua port.ea
matemática (obrigatoriamente).
– Ensino da arte (obrigatório).
– Educação física: ens. Obrigatório,
prática facultativa. 
- HistóriadoBrasilcontemplando
culturas, etnias, matrizes indígenas,
africanas e européias.
– A partirdo6°ano,línguainglesa.
– Filmesnacionais:mín.de2h
mensais.
– Ens.obrigatóriodahistóriada
cultura afro-brasileira e indígena.
- Carga h. mín.: 800h/200diasletivos.
– Classificação excetono1°ano.
– Progressão regularouparcial.
– Podendo organizarclassescomalunos
de séries diferenteseníveis
equivalentes paraoensinodeartes,
língua estrangeira,entreoutros.
– Rendimento escolar:avaliação
contínua e cumulativa/qualidadesobre
quantidade, aceleraçãodosestudos,
alunos com atraso, avançomediante
verificação, aproveitamento,recuperação.
LDB 
Artigos mais cobrados: 
29, 30, 31 e 32. 
Art. 29
Educação Infantil:
Art. 32
Ensino Fundamental:
Art. 30
Educação Infantil:
Art. 31
Educação Infantil:
- 1° etapa da educaçãobásica.
– DesenvolvimentoIntegralda
criança até 5 anos.
– Aspectos: físicos,psicológico,
intelectual e social.
- Duração de 9 anos.
– Desenvolvimentodacapacidadedeaprender.
– Compreensão deambientenaturalesocial,sistema
político, entre outros.
– Aquisição de conhecimentosehabilidades,atitudese
- Oferecida em creches ou
entidades equivalentes até 3 anos.
– Pré-escola dos 4 aos 5 anos. 
- Relação família x escola.
– Facultativo o Ensino Fundamentalemciclos.
– Progressão regular e continuada.
– Ensino Fundamental ministradonalínguaportuguesa
para todos ou língua maternaparaalunosindígenas.
– Presencial ou EAD (em casosemergenciais)
- Avaliação:registroe
acompanhamento.
– Cargah.mín.:800h/200dias
letivos.
*Turno parcial: 4h
* Turnointegralmín.7h
– Atendimento:Frequênciamínde
60% napré-escola,documentação
para atestarodesenvolvimento.
Estatuto da Criança e do
adolescente – ECA 
(Artigos maiscobrados)
Título I – das disposições preliminares 
 Art. 2 Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze
anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de
idade. 
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este 
Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. Art. 4 É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do
poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos
referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária. 
Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: 
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; 
b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; 
c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas; 
d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a 
proteção à infância e à juventude. 
 A defesa e promoção dos direitos fundamentais é uma tarefa conjunta e
articulada entre os citados no artigo, é algo prioritário, a violação desses
direitos fundamentais dá ensejo à tomada de medidas por ordem 
Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e
adolescentes, sem discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça,
etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e
aprendizagem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra
condição que diferencie as pessoas, as 
famílias ou a comunidade em que vivem. (incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
 Art. 3 A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à
pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-
lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes
facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de
liberdade e de dignidade. 
 Esse artigo conceitua de forma objetiva, quem é considerado criança e quem é
considerado adolescente, pois o ECA estabelece em diversas situações um
tratamento ijferencjaio para ambas categorjas. O termo “menor” não poie mais
ser usado, por possuir uma conotação pejorativa e discriminatória. 
No parágrafo único, nos casos expressos em lei, pode ser aplicado o ECA a 
pessoas entre 28 a 21 anos, por exemplo: adoção estatutária, medidas 
socioeducativas de internação, para evitar o desligamento automático de 
programas de proteção e promoção social quando completar 18 anos, às vitimas 
e testemunhas de violência, entre outros casos. 
 Embora esse artigo traga o óbvio, ele inova na medida em que reconhece a criança e
o adolescente como sujeitos de direitos e não objetos da intervenção estatal. Éum
reflexo do art. 5° da CF/88, que confere a todos a igualdade em direitos e deveres
individuais coletivos. 
O parágrafo único é mais uma referencia ao principio da isonomia (não 
discriminação) demandando uma nova forma de ver, compreender e atender 
crianças e adolescentes. 
administrativa ou judicial para sua efetivação sem prejuízo de responsabilidade civil,
administrativa ou criminal do agente respectivo. 
 Art. 5 Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei
qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. 
 O poder público em todos os níveis (municipal, estadual e federal) tem o
dever de desenvolver políticas publicas voltadas à proteção integral da saúde
de crianças e adolescentes em regime de absoluta prioridade. 
 É inadmissível que qualquer disposição desse estatuto seja interpretada,
nem aplicada em prejuízo das crianças e adolescentes, que são as destinatárias
da norma e integral proteção por parte do poder público. 
 Em conformidade com os artigos 18, 70 e 70-A do ECA, onde impõe a todos o
dever de velar pelos direitos assegurados a criança e o adolescente, auxiliando
no combate a todas as formas de violência, negligência ou opressão. 
A violação, por ação ou omissão, dos direitos infanto juvenis, pode levar a 
responsabilidade civil e administrativa ou caracterizar crime nas chamadas 
infrações administrativas. 
 Art. 6 Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a
que ela se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres
individuais e coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como
pessoas em desenvolvimento. 
 A previsão de acesso igualitário às ações e serviços de saúde não
significa que o gestor deve deixar de disponibilizar um atendimento
diferenciado e especializado a crianças e adolescentes e suas respectivas
famílias. Devem ser desenvolvidas metodologias para o enfrentamento das 
diversas demandas que surgirem. 
Em conformidade com o Estatuto da Pessoa com Deficiência e a lei n° 
10.098/2000 que estabelece normas gerais e critérios básicos para promoção 
de acessibilidade, é prioritário o atendimento de crianças e adolescentes com deficiência. 
É responsabilidade dos entes federativos a plena efetivação do direito a 
saúde de crianças e adolescentes. 
 Art. 7 A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a
efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento
sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. 
 Art. 11. É assegurado acesso integral às linhas de cuidado voltadas à
saúde da criança e do adolescente, por intermédio do Sistema Único de Saúde,
observado o princípio da equidade no acesso a ações e serviços para promoção, 
proteção e recuperação da saúde. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 1o A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos, sem 
discriminação ou segregação, em suas necessidades gerais de saúde e 
específicas de habilitação e reabilitação. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 
2016) 
§ 2o Incumbe ao poder público fornecer gratuitamente, àqueles que 
necessitarem, medicamentos, órteses, próteses e outras tecnologias assistivas 
relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e 
adolescentes, de acordo com as linhas de cuidado voltadas às suas 
necessidades específicas. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 3o Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na 
primeira infância receberão formação específica e permanente para a 
detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para o 
acompanhamento que se fizer necessário. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Cáp. I – Do direito a vida e a saúde 
 Qualificação técnica e formação continuada é fundamental, sendo
prevista também em outros artigos do ECA. O poder publico deve oferecer e
estjmular a freqüêncja ios técnjcos e servjiores que atuam na “reie ie
proteção” em cursos ie especjaljzação de modo que compreendam seu papel e 
saibam o que fazer. 
 A simples suspeita de castigo físico, tratamento cruel ou degradante ou
maus tratos, já torna a comunicação obrigatória. A omissão da comunicação, 
importa na prática de infração administrativa prevista no art. 245 do ECA. 
 Art. 14. O Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e
odontológica para a prevenção das enfermidades que ordinariamente afetam a
população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, educadores e alunos. 
 A prevenção tanto no contexto geral quanto individual é uma preocupação
constante do ECA, na perspectiva de evitar danos a crianças e adolescentes. Há
uma preocupação também quanto a orientação aos pais de modo que assumam 
responsabilidades. 
O artigo evidencia a necessidade de articulação entre saúde e educação, 
para que ações da saúde sejam executadas nas escolas, como prevenção. 
 Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de
tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou
adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da
respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais. (Redação dada 
pela Lei nº 13.010, de 2014) 
§ 1o As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos 
para adoção serão obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à 
Justiça da Infância e da Juventude. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 2o Os serviços de saúde em suas diferentes portas de entrada, os serviços 
de assistência social em seu componente especializado, o Centro de Referência 
Especializado de Assistência Social (Creas) e os demais órgãos do Sistema de 
Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente deverão conferir máxima 
prioridade ao atendimento das crianças na faixa etária da primeira infância 
com suspeita ou confirmação de violência de qualquer natureza, formulando 
projeto terapêutico singular que inclua intervenção em rede e, se necessário, 
acompanhamento domiciliar. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 1o É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades
sanitárias. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 13.257, de 
2016) 
§ 2o O Sistema Único de Saúde promoverá a atenção à saúde bucal das 
crianças e das gestantes, de forma transversal, integral e intersetorial com as 
demais linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança. (Incluído pela Lei 
nº 13.257, de 2016) 
§ 3o A atenção odontológica à criança terá função educativa protetiva e será 
prestada, inicialmente, antes de o bebê nascer, por meio de aconselhamento 
pré-natal, e, posteriormente, no sexto e no décimo segundo anos de vida, com 
orientações sobre saúde bucal. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 4o A criança com necessidade de cuidados odontológicos especiais será 
atendida pelo Sistema Único de Saúde. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 5º É obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus primeiros dezoito 
meses de vida, de protocolo ou outro instrumento construído com a finalidade 
de facilitar a detecção, em consulta pediátrica de acompanhamento da criança, 
de risco para o seu desenvolvimento psíquico. (Incluído pela Lei nº 13.438, de 
2017) (Vigência) 
Cáp. II – Do direito a liberdade, ao respeito e à
dignidade 
 Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à
dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como
sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas
leis. 
 O principio da dignidade humana é consagrado universalmente, é inerente
a todo ser humano, independente da idade. Esse artigo enfatiza que as
crianças e adolescentes são, eles próprios, titulares de direitos. Os direitos da
criança e do adolescente são direitos humanos que se somam aos direitos civis
e sociais, também previstos em outras leis. 
 Art.16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas 
as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
 Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e
moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da
identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. 
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a
salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou
constrangedor. 
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e 
cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, 
como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos 
pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes 
públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa 
encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. (Incluído pela 
Lei nº 13.010, de 2014) 
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: (Incluído pela Lei nº 
13.010, de 2014) 
 Em iecorrêncja ieste artjgo, e jnaimjssível estabelecer: “toques ie
recolher” para crjanças e aiolescentes, como era bastante comum antjgamente. 
 Outros pontos nesse artigo é a reafirmação da obrigatoriedade oitiva da criança e do
adolescente quando da aplicação de medidas de proteção e socioeducativas, a
liberdade para seguirem (ou não) a religião ou crença que lhe convém, brincadeiras
e diversão, convivência familiar e comunitária, sem discriminação que é ínsito ao
principio da isonomia, respeitando qualquer diferença e desigualdades existentes
no meio social. Participar da política também e um direito, facultativo a
adolescentes entre 16 e 18 anos, como forma do processo de formação dos
cidadãos. 
O artigo explicita que um dos direitos mais elementares de todas as 
crianças e adolescentes e o de ter, próximo de si, um adulto responsável por 
sua orientação, estabelecendo, regras, limites e fazendo correções. 
De acordo com art. 5° da CF/88 e o disposto na súmula n° 403, do STJ,
de24/11/2009, independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação
nãoautorizada ie jmagem ie pessoa com fjns econômjcos e comercjajs.” 
 
É obrigação de todos respeitar e fazer respeitar os direitos da criança e do
adolescente, tendo cada cidadão o dever de agir em sua defesa, diante de qualquer
ameaça. Crianças e adolescentes devem ser criados e educados de uma forma não 
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da
força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em: (Incluído pela Lei nº 
13.010, de 2014) a) sofrimento físico; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) b) 
lesão; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em 
relação à criança ou ao adolescente que: (Incluído pela Lei nº13.010, de 2014) 
a) humilhe; ou (Incluído pela Lei nº13.010, de 2014) 
b) ameace gravemente; ou (Incluído pela Lei nº13.010, de 2014) 
c) ridicularize. (Incluído pela Lei nº13.010, de 2014) 
violenta, não apenas por parte dos pais, mas por qualquer pessoa encarregado de 
cuidá-los, inclusive profissionais da educação. 
 
Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os 
agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa 
encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-
los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de 
correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem 
prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, que serão aplicadas de 
acordo com a gravidade do caso: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família; 
(Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; (Incluído pela Lei nº 
13.010, de 2014) III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação; 
(Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado; (Incluído pela 
Lei nº 13.010, de 2014) 
º
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno 
desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação
para o trabalho, assegurando-se-lhes: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - direito de ser respeitado por seus educadores; 
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias 
escolares superiores; 
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; 
V - acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas 
no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de 
ensino da educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.845, de 2019) 
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo 
pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. 
Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, clubes e agremiações recreativas e de 
estabelecimentos congêneres assegurar medidas de conscientização, prevenção e 
enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas. (Incluído pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
 Nesse artigo, é assegurado os direitos da criança e do adolescente em
relação à educação. Perceba que entre esses direitos estão mencionados a
participação dos pais no progresso pedagógico, essa relação família-escola é 
V - advertência. (Incluído pela Lei n 13.010, de 2014) Parágrafo único. As 
medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem 
prejuízo de outras providências legais. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
Cáp. IV Do direito à educação, à cultura, ao
esporte e ao lazer 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13845.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13845.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13845.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13845.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13845.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13845.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
imprescindível para o desenvolvimento do educando. Está destacado também o
direito de os alunos contestarem os critérios avaliativos podendo se submeter a 
recorrer às instâncias escolares superiores, caso seja necessário. 
 Assim como a LDB cita as incumbências do estado, o ECA também cita
de uma forma diferente, então muito cuidado para não se atrapalhar na hora
da prova, quanto a essas obrigações. 
 Eis aí a obrigatoriedade de os pais matricularem seus filhos de 4 aos 17 
anos de idade na educação básica. 
 As bancas amam cobrar esse artigo, então, vamos salientar que algumas
situações serão imediatamentecomunicadas ao conselho tutelar e outras só
serão comunicadas após se esgotarem todos os recursos escolares. 
- Situações de maus tratos devem ser comunicadas imediatamente. 
- Situações de faltas excessivas ou evasão, só devem ser comunicadas se 
a escola não obteve de nenhuma forma, sucesso ao procurar as famílias dos 
alunos e avisar das consequências e reivindicar que o aluno esteja presente na 
escola com mais frequência. 
Não confunda o que diz o ECA com o que diz a LDB, que afirma que ao 
atingir 30% de faltas injustificadas, o Conselho Tutelar deve ser notificado. 
 Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas
propostas relativas a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e 
 Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos 
ou pupilos na rede regular de ensino. 
 Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental 
comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: 
I - maus-tratos envolvendo seus alunos; 
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os 
recursos escolares; 
III - elevados níveis de repetência. 
 Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não 
tiveram acesso na idade própria; 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de 
idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação 
artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente 
trabalhador; 
VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas 
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e 
assistência à saúde. 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta 
irregular importa responsabilidade da autoridade competente. 
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, 
fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à 
escola. 
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de 
idade, salvo na condição de aprendiz. 
avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino
fundamental obrigatório. 
 A criança e o adolescente devem sentir na escola um meio que a levará a um fim, o
sentido e a validade de obter formação necessária para torná-lo pessoa de bem, útil
a sociedade e com formação para o exercício de uma atividade profissional. 
 Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e
históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a
liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura. 
 No processo educacional, as características tanto da comunidade onde a escola
está inserida como dos alunos em suas particularidades devem ser respeitados
tendo como garantia, a liberdade e o acesso as mais diversas fontes de cultura a
qual o aluno se interessar. 
 Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a
destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer
voltadas para a infância e a juventude. 
 Os recursos para essas programações culturais devem chegar aos municípios, e os
envolvidos nesse processo devem participar e requerer essa prestação do estado. 
 Art. 63. A formação técnico-profissional obedecerá aos seguintes princípios: I - garantia
de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular; II - atividade compatível com o
desenvolvimento do adolescente; III - horário especial para o exercício das atividades. 
 Art. 61. A proteção ao trabalho dos adolescentes é regulada por legislação
especial, sem prejuízo do disposto nesta Lei. 
 Art. 62. Considera-se aprendizagem a formação técnico-profissional ministrada segundo
as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor. 
 Nem todas as atividades comportam aprendizagem, mas sim apenas aquelas
mencionadas no artigo demandam a formação técnico-profissional. A aprendizagem
será ministrada a pessoas entre 14 e 24 anos, pelas entidades que compõem os
“servjços nacjonajs ie aprenijzagem”, o chamaio “sjstema s” (SENAI, SENAC, SENAR, E
SENAT) ou em escolas técnicas e entidades sem fins lucrativos devidamente
registradas no CMDCA – Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente. 
Em consonância com o art. 7°, inciso XXXIII, da CF/88, é proibido
qualquer trabalho a quem tenha menos de 16 anos, sendo que se for na
condição de aprendiz, a partir dos 14 anos podem trabalhar. É inadmissível a 
expeijção ie “autorjzações kuijcjajs para o
adolescentes fora das hipóteses previstas na lei.
trabalho” para crjanças 
Essa legislação especial citada no artigo se refere a CLT (ar. 402 ao 441) 
e
Oadolescente aprendiz deve estar matriculado ou já ter concluído o Ensino
Fundamental, como também a ausência injustificada na escola é considerado
“kustacausa” para rescjsão io contrato ie aprenijzagem conforme a CLT. 
A frequência nos cursos profissionalizantes não podem prejudicar a 
frequência na escola, a carga horária deve ser adaptada ao horário escolar. 
Cáp. V – Do direito à profissionalização e à
proteção no trabalho. 
 Art. 64. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de
aprendizagem. 
 Art. 66. Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho
protegido. 
 Art. 65. Ao adolescente aprendiz,maiordequatorze anos, são assegurados
os direitos trabalhistas e previdenciários.
 Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de
escola técnica, assistido em entidade governamental ou não- governamental, é vedado
trabalho: 
I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas 
do dia seguinte; 
II - perigoso, insalubre ou penoso; 
III - realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento 
físico, psíquico, moral e social; 
IV - realizado em horários e locais que não permitam a frequência à escola. 
 Como diz o art. 136 Código Penal, constitui crime de maus-tratos: “expor a perigo a
vida e a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de
educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou
cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado,
quer abusanio ios mejos ie correção ou ijscjpljna” 
 Art. 69. O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho,
observados os seguintes aspectos, entre outros: 
I - respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento; 
II - capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho. 
 O adolescente não poie ser consjieraio um “aiulto em mjnjatura”. Alguns estudos
dizem que são eles os mais vulneráveis a doenças profissionais e do trabalho por não
ter defesas imunológicas completamente formadas, portanto, suas limitações devem
ser respeitadas. 
 Art. 68. O programa social que tenha por base o trabalho educativo, sob
responsabilidade de entidade governamental ou não-governamental sem fins lucrativos,
deverá assegurar ao adolescente que dele participe condições de capacitação para o
exercício de atividade regular remunerada. 
§ 1º Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que as exigências 
pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal e social do educando 
prevalecem sobre o aspecto produtivo. 
§ 2º A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a 
participação na venda dos produtos de seu trabalho não desfigura o caráter 
educativo. 
 Uma curjosjiaie sobre este artjgo e que ele nunca entrou em “vjgor” realmente,
visto que o chamaio “trabalhoeiucatjvo” nuca foj ievjiamente regulamentado.
Boa parte dessa lacuna foi sanada pela lei n° 10.097/2000, onde permitiu que
entidades não governamentais, sem fins lucrativos, o desenvolvimento de
programas de aprendizagem. 
 
mínjmo hora”. Conforme art. 448 iaCLT.
Ao kovem aprenijz é garantjio,naconijção majs 
Esse artigo entra em conformidade com a LBI, art. 34 a 45. 
favorável, o “salárjo 
 O aprendiz, independente da idade, deve ter assegurados todos os direitos 
trabalhistas e previdenciários previstos na CLT. 
 De acordo com a Convenção da ONU e Convenção n° 138/1973, da OIT, de cujo
art. 3° ,diz: “não será jnferjor a iezojto anos a jiaie mínjma para aimjssão a
qualquer tipo de emprego ou trabalho que, por sua natureza ou circunstâncias em
que for executado, possa prejudicar a saúde, a segurança e a moral io kovem” 
ECA 
Artigos mais cobrados: 
2, 3, 4, 5 e 6 
Art. 2 
Art. 6 
Art. 3 
Art. 5 
Art. 4 
- Criança: Até12anosdeidade
incompletos .
– Adolescente:Entre12e18
anos de idade.
– Em casosexpressosemleio
estatuto podeseraplicadoa
pessoas de18a21anos
- O Estatuto da Criança e
do adolescente deve ser
aplicado e interpretado em
favor do público alvo, nuca
em prejuízo. 
- Criançaeadolescentecomo
sujeitos de direitos.
– Condiçõesdeliberdadee
dignidade.
– Principiodaisonomia(não
discriminação)
- Nenhuma criança ou adolescente
pode ser objeto de negligência,
discriminação, exploração,violência,
crueldade e opressão.
– A violação dos direitosouomissão
será devidamente responsabilizada.
- Defesaepromoçãodosdireitos
fundamentais são prioritários e é
uma tarefaconjuntaentre
família, comunidade e sociedade
em geral.
– Socorroemqualquer
circunstancia.
– Atendimentoemserviços
públicos.
– Destinaçãoprivilegiadade
recursos públicos.
ECA 
Artigos mais cobrados: 
7, 11, 13 e 14 
Art. 14 
Art. 7 
Art. 13 
Art. 11 
- Programasdeassistência
médica à população infantil,
educação sanitária para pais
educadoresealunos.
– Parceriaentresaúdee
educação.
- Poder público nosníveis(Municipal,
estadual e Federal)temodeverde
criar e desenvolverpolíticaspublicas
para proteçãodasaúdedecriançase
adolescentes.
– Regime deabsolutaprioridade
- Acessointegralàslinhasde cuidado
comasaúde. – Criançaseadolescente
deficientes devem ser atendidos sem
discriminaçãoesegregação. – Poder
publicodevefornecertudo que for
relativoaotratamento. –
Qualificaçãoeformação
continuadaparaservidoresda“rede de
proteção”.
- A suspeita ou confirmação de castigo físico e maus tratos deve contra
crianças ou adolescentes devem ser comunicados ao conselho tutelar.
– Órgãos do sistema de garantia de Direitos da criança e do adolescente
devem dar máxima prioridade ao atendimento de crianças na faixa etáriada
primeira infância, com suspeita ou confirmação de violência. 
ECA 
Artigos mais cobrados: 
15, 16, 17 e 18 
Art. 18 
Art. 15 Art. 16 
- Direito à liberdade nos aspectos: De ir
e vir, de opinião e expressão, Crença e
culto religioso, brincar e divertir-se, vida
familiar e comunitária, refúgio, auxilio e
orientação. 
Art. 17 
- Velar pela dignidade é dever de todos.
– Direito de ser cuidados e educados
sem o uso do castigo físico nem
tratamento cruel por pais ou qualquer
pessoa encarregada de cuidar das
crianças e adolescentes. 
- Direito à liberdade, respeito e
dignidade.
– Crianças e adolescentes titulares
de direitos civis, humanos e sociais.
– Garantia desses direitos nas leis e
na constituição. 
- Direito ao respeito.
– Inviolabilidadedaintegridade
física, psíquicaemoral.
– Preservaçãodaimagem,
identidadee autonomia,valorese
crenças, espaçoseobjetospessoais
ECA 
Artigos mais cobrados:
53, 54, 55, 56, 57, 58 e 59
Art. 53 
Art. 59 
Art. 58 
Art. 57 
Art. 54 
Art. 56 
Art. 55 
- Recursos para programações
culturais e esporte e lazer.
– Apoio entre municípios,estadose
União. 
- Igualdadedeacessoepermanência
na escola.
– Direitodeserrespeitado.
– Direitodecontestaravaliações.
– Direitodeparticipaçãoementidades
estudantis.
– Escolapróximoàresidência.
– Participaçãodospaisnoprocesso
pedagógico.
- Respeito aos valores, cultura e história
dos alunos. 
- Estímulo de
pesquisas, experiência
e novas propostas de
aprendizagem. 
- Ensino Fundamental obrigatórioegratuito.
– Extensão para o Ensino médio.
– AEE para educandos com deficiência.
– Creche e pré-escola à criançasde0a5anos.
– Acesso a níveis elevados do ensino.
– Oferta de ensino noturno. 
- Pais e responsáveis:
Obrigatoriedade/dever de
matricular na escola. 
- Comunicar ao Conselho Tutelar: Maus
tratos, reiteração de faltas
injustificadas e evasão, elevados níveis
de repetência. 
ECA 
Artigos mais cobrados: 
60 ao 69 
Art. 69 
Art. 67 
- Ao adolescente empregado é vedado o
trabalho: Noturno entre 22h até o dia
seguinte, que seja perigoso, insalubre ou
penoso, em locais prejudiciais ou que
impeçam a frequência na escola. 
Art. 68 
Art. 60 
Art. 66 
Art. 61 
Art. 65 
Art. 63 
Art. 62 
Art. 64 
- Direito à
profissionalização e a
proteção no trabalho. 
- Trabalho educativo sob responsabilidade de
entidade governamental ou não-governamental
sem fins lucrativos, assegurando capacitação
para exercício de atividade regular remunerada. 
- Proibido qualquer
trabalho a menor de 14
anos, anão ser que seja na
condição de aprendiz. 
- Trabalho seguro ao
adolescente aprendiz
portador de
deficiência. 
- Proteção ao
trabalho dos
adolescentes regulada
por legislação
especial (CLT). 
- Ao adolescente maior
de 14 anos, é
assegurado os direitos
trabalhistas e
previdenciários. 
- Formação técnico-profissional deve
obedecer os princípios de: Acesso e
frequência no ensino regular, atividade
compatível com as limitações do aprendiz
e horário compatível com o da escola. 
- Aprendizagem
técnico-profissional
deve ser ministrada
segundo a LDB. 
- Bolsa aprendizagem
para adolescente até
14 anos. 
Lei Brasileira de Inclusão da 
Pessoa com Deficiência -
13.146/2015 
Estatutoda Pessoa comDeficiência
(Livro I, Título II, Cap. IV, Artigos 27 ao 30) 
 Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência,
assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao
longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível
de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo
suas características, interesses e necessidades de aprendizagem. 
Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da 
sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, 
colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação. 
Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, 
implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: 
I - sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o
aprendizado ao longo de toda a vida; 
II - aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir condições de 
acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de 
serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam 
a inclusão plena; 
III - projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional 
especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis, para 
atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu 
pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista 
e o exercício de sua autonomia; 
IV - oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na 
modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e 
classes bilíngues e em escolas inclusivas; 
V - adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambientes que 
maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes com 
deficiência, favorecendo o acesso, a permanência, a participação e a 
aprendizagem em instituições de ensino; 
VI - pesquisas voltadas para o desenvolvimento de novos métodos e técnicas 
pedagógicas, de materiais didáticos, de equipamentos e de recursos de 
tecnologia assistiva; 
VII - planejamento de estudode caso, de elaboração de plano de atendimento 
educacional especializado, de organização de recursos e serviços de 
acessibilidade e de disponibilização e usabilidade pedagógica de recursos de 
tecnologia assistiva; 
VIII - participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas 
diversas instâncias de atuação da comunidade escolar; 
 O artigo vincula a aprendizagem às características físicas, sensoriais, intelectuais, às
quais se vinculam também as habilidades, interesses e necessidades de
aprendizagem, diferente do que diz a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com
Deficiência – CDPD. Cada pessoa é única e possui um conjunto de características
individuais, a aprendizagem não pode se limitar apenas a compleição física,
intelectual e sensorial da pessoa, mas resulta de suaplena interação sociocultural,
conforme diz a CDPD. 
O parágrafo único do artigo deriva do ECA, para se referir aos cuidados, à 
proteção e garantia da dignidade das crianças e adolescentes. 
Art. 29. (VETADO) 
Art. 30. Nos processos seletivos para ingresso e permanência nos cursos 
oferecidos pelas instituições de ensino superior e de educação profissional e 
tecnológica, públicas e privadas, devem ser adotadas as seguintes medidas: 
§ 1° Às instituições privadas, de qualquer nível e modalidade de ensino, aplica-se
obrigatoriamente o disposto nos incisos I, II, III, V, VII, VIII, IX, X, XI, XII, 
XIII, XIV, XV, XVI, XVII e XVIII do caput deste artigo, sendo vedada a 
cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, 
anuidades e matrículas no cumprimento dessas determinações. 
§ 2° Na disponibilização de tradutores e intérpretes da Libras a que se refere o 
inciso XI do caput deste artigo, deve-se observar o seguinte: 
I - os tradutores e intérpretes da Libras atuantes na educação básica devem, 
no mínimo, possuir ensino médio completo e certificado de proficiência na 
Libras; (Vigência) 
II - os tradutores e intérpretes da Libras, quando direcionados à tarefa de 
interpretar nas salas de aula dos cursos de graduação e pós-graduação, devem 
possuir nível superior, com habilitação, prioritariamente, em Tradução e 
Interpretação em Libras. (Vigência) 
IX - adoção de medidas de apoio que favoreçam o desenvolvimento dos aspectos
linguísticos, culturais, vocacionais e profissionais, levando-se em conta o talento, a
criatividade, as habilidades e os interesses do estudante com deficiência; 
X - adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de formação 
inicial e continuada de professores e oferta de formação continuada para o 
atendimento educacional especializado; 
XI - formação e disponibilização de professores para o atendimento 
educacional especializado, de tradutores e intérpretes da Libras, de guias 
intérpretes e de profissionais de apoio; 
XII - oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de 
tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, 
promovendo sua autonomia e participação; 
XIII - acesso à educação superior e à educação profissional e tecnológica em 
igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas; 
XIV - inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível superior e de 
educação profissional técnica e tecnológica, de temas relacionados à pessoa 
com deficiência nos respectivos campos de conhecimento; 
XV - acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jogos e a 
atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar; 
XVI - acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da educação e 
demais integrantes da comunidade escolar às edificações, aos ambientes e às 
atividades concernentes a todas as modalidades, etapas e níveis de ensino; 
XVII - oferta de profissionais de apoio escolar; 
XVIII - articulação intersetorial na implementação de políticas públicas. 
 O artigo 28 sintetiza importantes aspectos contidos na Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC-2008), para dispor
sobre as incumbências do poder publico, visando assegurar um sistema
educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado
ao longo da vida. 
Neste artigo há também uma retomada do que diz a LDB quanto ao 
direitode participação nas diversas instâncias de atuação da comunidades 
escolar,ao desenvolvimento e acesso a atividades recreativas. 
I - atendimento preferencial à pessoa com deficiência nas dependências das Instituições
de Ensino Superior (IES) e nos serviços; 
II - disponibilização de formulário de inscrição de exames com campos 
específicos para que o candidato com deficiência informe os recursos de 
acessibilidade e de tecnologia assistiva necessários para sua participação; 
III - disponibilização de provas em formatos acessíveis para atendimento às 
necessidades específicas do candidato com deficiência; 
IV - disponibilização de recursos de acessibilidade e de tecnologia assistiva 
adequados, previamente solicitados e escolhidos pelo candidato com 
deficiência; 
V - dilação de tempo, conforme demanda apresentada pelo candidato com 
deficiência, tanto na realização de exame para seleção quanto nas atividades 
acadêmicas, mediante prévia solicitação e comprovação da necessidade; 
VI - adoção de critérios de avaliação das provas escritas, discursivas ou de 
redação que considerem a singularidade linguística da pessoa com deficiência, 
no domínio da modalidade escrita da língua portuguesa; 
VII - tradução completa do edital e de suas retificações em Libras. O referido artigo transcreve parte da NOTA TÉCNICA N° 08/ 2011/ MEC/ SEESP/
GAB, que foi elaborada visando orientar pontualmente os procedimentos de
acessibilidade em exames nacionais organizados pelo INEP, ex.: ENEM. 
As estratégias para promoção de acessibilidade devem ser adotadas com 
vistas à eliminação de barreiras e nunca com base, restritamente, na condição 
de deficiência, não se pode generalizar. Cada um tem suas especificidades e 
devem indicar os recursos e serviços de que se necessita para participar em 
condição de equidade com as demais pessoas. 
Promover e assegurar condições 
de igualdade. 
Lei Brasileira
de Inclusão
13.146/2015
(EstatutodaPessoacom Deficiência) 
Art. 27
Art. 28
Cabe ao poderpúblico:
Objetivo: 
Art. 30
No acesso ao Ens.Superior,
garantir:
- Aprendizagemvinculadaàs
características físicas, sensorais e
intelectuais.
– Educaçãocomodireitodapessoa
com deficiência.
– Educaçãodequalidade,dever:do
estado , da família, da comunidade
escolar edasociedade.
- Sistema educacionalinclusivo.
– Aprimoramento dossistemas.
– PPP que contempleoAEE.
– Educação bilíngue(libras)e
sistema Braille.
– Medidas individualizadasecoletivas
para o desenvolvimentoacadêmico.
– Pesquisar métodos pedagógicos.
– Planejamento e estudodecaso.
– Participação de estudantese
famílias na comunidadeescolar.
- Medidas de apoioepráticapedagógica. –
Acesso a educaçãosuperior,atividades
recreativas e acessibilidade. – Políticas
publicas. – Tradutores e
interpretesdeLIBRAS. – Profissionais
deapoioescolar.
Afirma autonomia e capacidade
desses cidadãos para
exercerem atos da vida civil em
condições de igualdade com as
demais pessoas. 
- Atendimentopresencial.
– Formuláriosdeinscriçãocom
camposespecíficosparainformar
se temdeficiênciaequais
recursosnecessita.
– Provasemformatosacessíveis.
– Recursosdeacessibilidade.
– Dilaçãodotempo.
– Critériosdeavaliaçãoque
considere a singularidade da
pessoa.
– Editaltraduzidoemlibras.
História e Cultura Afro-
brasileira e Indígena 
Lei 10.639/2003 
(Lei 10.639/2003 e 11.645/2008)
 
Lei 11.645/2008 
o 
 
o 
Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar 
acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B: 
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e 
particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-
Brasileira. 
§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o 
estudo da História da África e dosAfricanos, a luta dos negros no Brasil, a 
cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, 
resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política 
pertinentes à História do Brasil. 
§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão 
ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de 
Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. 
§ 3o (VETADO)" 
 A intenção dessas leisévalorizar a nossacultura e trabalhar dentro das 
instituições de ensino a cultura afro descendente e indígena elas alteram o que
constava na Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB nos artigos 26-A e 79. 
"Art. 79-A. (VETADO)"
"Art.79-B.Ocaleniárjoescolar jnclujrá o ija 20 ie novembro como ‘Dja 
NacjonaliaConscjêncjaNegra„." 
Art.2EstaLeientra em vigor na data de sua publicação. 
EmboraaLDBsejado ano de 1996, só em 2003 essa alteração foi feita,
poisatépoucotempoatrás, nos estabelecimentos de ensino, esse tema não
eratrabalhado,oalunonão tinha o total conhecimento da importância da
culturanegra,oquedesencadeava outros problemas na formação integral do
aluno,poisoseducandosprecisam conhecer suas origens, valorizar e respeitar 
acimade tudo.
Essafoiaprimeiraalteração na LDB, perceba que refere-se apenas ao 
ensinodahistóriaecultura afro-brasileira, além de acrescentar ao calendário escolarodia20denovembro como sendo o Dia da Consciência Negra. 
Art. 1o O art. 26-A daLei n9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a 
vigorar com a seguinte redação: 
“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, 
públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-
brasileira e indígena. 
§ 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos 
aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população 
brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da 
África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a 
cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art79a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art26a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art26a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art26a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art79a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art79a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art79a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art79a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm#art26a.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm#art26a.
sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e
política, pertinentes à história do Brasil. 
§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos 
indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, 
em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história 
brasjlejras.” (NQ) 
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Essa lei, veio para tornar obrigatório que além da história e cultura afro-
brasileira, também deveria ser incluído o ensino da cultura indígena nos
currículos escolares. 
Apesar da lei de 2003 ter sido revogada pela de 2008, muitos editais 
ainda cobram a primeira, então, atente-se. Basicamente o que consta nessas 
leis é a relação do aluno poder conhecer e valorizar a diversidade cultural. 
O que também mudou com essa alteração foi a questão dos 
estabelecimentos onde seria obrigatório o ensino da história da cultura afro-
brasileira e indígena, o que antes citava apenas os estabelecimentos oficiais e 
privados passou a citar os estabelecimentos públicos e privados. 
Contudo o artigo 79 não mudou, permanecendo então o dia 20 de 
novembro como senio o “Dja Nacjonal ia Conscjêncja Negra”. 
 Lembrete: Não deve ser criada uma nova disciplina para abordar a 
história da cultura afro-brasileira e indígena, ela deve ser ministrada no 
âmbito de todo o currículo escolar, em especial (o que quer dizer que 
não é obrigatório) nas disciplinas de artes e literatura e historia 
brasileira. 
História da Cultura Afro-
brasileira e Indígena 
Lei 10.639/2003 
Lei 11.645/2008 
- Criada para proporcionar ao alunos, conhecer suas origens, valorizar e respeitar.
– Essa primara alteração de referiu apenas ao ensino da história da cultura afro-brasileira.
– Acrescentou ao calendário o “Dia da Consciência Negra”. 
- Nova alteração feita em 2008, tornou obrigatório o ensinodahistóriadaculturaafro-brasileiraeIndígena
– Alunos devem conhecer a valorizar a diversidade cultural.
– Estabelecimentos onde é obrigatório: Escolas de EnsinoFundamentaleMédio(PúblicosePrivados)
– Devem ser trabalhadas no âmbito de todo o currículoescolar,preferencialmenteemartes,literaturaehistória.
- Tem a intenção de valorizar
a nossa cultura afro
descendente e indígena.
– Alteram o que contavano
art. 26 – A, e 79 da LDB.
Plano Nacional de Educação –
PNE / 2014-2024 
 Sancionadoem 26 de Junho de 2014, o PNE tem comoprincipal objetivo, direcionar
esforços e investimentos para melhorar a educaçãono paíscom base em 20 metas
que devem ser atingidas até 2024. 
A execução desse plano e o cumprimento de suas metas devem ser 
monitoradas continuamente passar por avaliações periódicas (a cada 2 anos), 
realizadas pelas seguintes instâncias: 
- Ministério da Educação – MEC; 
- Comissão de educação da câmara do deputados e Comissão de educação, 
cultura, esporte do Senado Federal.; 
- Conselho Nacional de Educação – CNE; 
- Fórum Nacional de Educação; 
Compete também a essas instâncias: 
- Divulgar todos os resultados na internet; 
- Analisar e propor políticas publicas para assegurar a implementação das 
estratégias e o cumprimento das metas; 
- Analisar e propor a revisão do percentual de investimento publico em 
educação; 
I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; III -
superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da 
cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; 
IV - melhoria da qualidade da educação; 
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores 
morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; 
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; 
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em 
educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure 
atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e 
equidade; 
IX - valorização dos (as) profissionais da educação; 
 Os principais desafios que o Plano encontra são os indicadores de alfabetização e
inclusão, formação continuada dos docentes e expansão do ensino profissionalizante
para adolescentes e adultos. 
Levando em consideração esse Plano Nacional, os estados e municípios 
devem estruturar seus planos específicos mostrando como pretendem alcançar 
e atingir essas metas. 
Diretrizes do PNE 
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e
à sustentabilidade socioambiental. 
I. Educação Infantil: 
Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças 
de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação 
infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por 
cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE. 
II. Ensino Fundamental: 
Universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população 
de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e 
cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o 
últimoano de vigência deste PNE. 
III. Ensino médio: 
Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 
(quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste 
PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco 
por cento). 
IV. Educação Inclusiva: 
universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional 
especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de 
sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes,
escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados. 
V. Alfabetização: 
Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3o (terceiro) ano 
do ensino fundamental. 
VI. Educação em tempo Integral: 
Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta 
por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e 
cinco por cento) dos(as) alunos(as) da educação básica. 
VII. Qualidade: 
Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e 
modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, de modo a 
atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb: 6,0 nos anos iniciais do 
ensino fundamental; 5,5 nos anos finais do ensino fundamental; 5,2 no ensino 
médio. 
Metas do PNE 
VIII. Escolaridade média: 
Elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e 
nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último 
ano de vigência deste plano, para as populações do campo, da região de menor 
escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar 
a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. 
IX. Alfabetização de Jovens e Adultos: 
Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais 
para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até 
o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 
50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. 
X. Educação de Jovens e Adultos: 
Oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de 
educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma 
integrada à educação profissional. 
XI. Ensino técnico: 
Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, 
assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da 
expansão no segmento público. 
XII. Educação Superior: 
Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% 
(cinqüenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da 
população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade 
da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas
matrículas, no segmento público. 
XIII. Docência na Educação Superior: 
Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres 
e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de 
educação superior para 75% (setenta e cinco por cento), sendo, do total, no 
mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) doutores. 
XIV. Pós-graduação: 
Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto 
sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60.000 (sessenta mil) mestres e 
25.000 (vinte e cinco mil) doutores. 
XV. Formação de profissionais da educação: 
Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste PNE, política 
nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, 
II e III do caput do art. 61 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, 
assegurado que todos os professores e as professoras da educação básica 
possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura 
na área de conhecimento em que atuam. 
XVI. Formação continuada: 
formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores 
da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a 
todos(as) os(as) profissionais da educação básica formação continuada em sua 
área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações
dos sistemas de ensino. 
XVII. Valorização docente: 
Valorizar os(as) profissionais do magistério das redes públicas de 
educação básica, de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos(as) 
demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de 
vigência deste PNE. 
XVIII. Plano de carreira: 
Assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a existência de planos de carreira 
para os(as) profissionais da educação básica e superior pública de todos os 
sistemas de ensino e, para o plano de carreira dos(as) profissionais da 
educação básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional 
profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da 
Constituição Federal. 
XIX. Gestão democrática: 
Assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a efetivação da 
gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e 
desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas 
públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto. 
XX. Financiamento: 
Ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, 
no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto (PIB) 
do País no 5o (quinto) ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 
10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio. 
 Resumindo, as metas são orientadas para enfrentar as barreiras para o acesso a
permanecia; as desigualdades educacionais em cada território com foco nas
especificidades da população; a formação para o trabalho, identificando as
potencialidades nas dinâmicas locais, e o exercício da cidadania, contando com
254 estratégias de como alcançá-las até o prazo final. 
Esses compromissos foram largamente debatidos e apontado como 
estratégicos pela sociedade na CONAE 2010 e foram aprimorados junto ao 
congresso nacional. 
Vale salientar que a CF-88 exige o compromisso de todos os entes 
federativos com cada uma das 20 metas nacionais a serem aprovadas. 
Monitoramento e avaliações
contínuas. 
Plano Nacional de 
Educação - PNE 
- Analfabetismo
– Universalizaçãodo
atendimento escolar.
– Superaçãodasdesigualdades.
– Qualidadedaeducação.
– Formaçãoparatrabalhoe
cidadania.
– Gestãodemocrática(publica).
– Promoçãohumanística,
cientifica, cultural e
tecnológica.
– Metadeaplicaçãode
recursos.
– Valorizaçãodosprofissionais
da educação.
– Respeitoaosdireitos
humanos, diversidade,
sustentabilidade socioambiental.
Devem ser divulgadas paraa
população, revisadas e analisadas.
Estados e municípios estruturam
seus planos específicos para
alcançar essas metas 
Regime decolaboraçãoentre
União, estados e municípios. 
Feito pelo ME C, CNE, FNC e
Comissões de educação da
Câmara e Senado. 
- Alfabetização.
– Inclusão.
– Formaçãocontinuada.
– Expansãodoensino
profissionalizante.
- 20 metas a serem
atingidas de 2014a2024.
– 254 estratégias.
– Decenal/Plurianual(a
cada 10 anos). 
Direciona esforços e
investimentos para melhorar a
educação no país. 
10 Diretrizes
(palavras-chave)
Principais desafios: 
PNE 20 Metas 
(Palavras-chave) 
1. Educação
Infantil 
18. Plano de
carreira 
19. Gestão
democrática 
17. Valorização
docente 
20. Financiamento 
2. Ensino
Fundamental
16. Formação
continuada 
3. Ensino
Médio
15. Formação de
profissionais da educação 
4. Educação
Inclusiva 
14. Pós-graduação 
5. Alfabetização 
13. Docência no
Ens. superior 
6. Educação em
tempo integral 
12. Educação
Superior 
11. Ensino
técnico
8. Escolaridade
média 
7. Qualidade da
educação 
10. Educação de
jovens e adultos 
9. Alfabetização de
jovense adultos 
Parâmetros Curriculares
Nacionais – PCNs 
 Criado em 1997, os PCNs surgiram para ser um referencial de qualidade para a
educação no Ensino Fundamental do Brasil com a função de orientar e garantir a
coerência dos investimentos no sistema educacional. São uma coleção de
documentos que compõem a grade curricular de uma instituição educativa. 
Esse documento considerado aberto e flexível, teria sua proposta 
concretizada nas decisões regionais e locais sobre currículos e sobre programas 
de transformação da realidade educacional empreendidos pelas autoridades 
governamentais, por escolas e professores. Seria o ponto de partida para o 
trabalho docente norteando as atividades na sala de aula. 
Em sua abordagem os currículos e conteúdos não podem ser trabalhados 
somente como transmissão de conhecimentos, mas que as práticas docentes 
devem encaminhar os alunos rumo à aprendizagem. 
De uso não obrigatório, pois não se constituem como atos administrativos 
e normativos, os PCNs são um referencial que propõe orientações gerais sobre 
o básico a ser ensinado e aprendido em cada etapa. Após a implementação da 
BNCC não se tornou inválido, ainda serve como documento norteador embora 
esteja em desuso por estar desatualizado. 
O próprjo iocumento iestaca que “sua valjiaie iepende de estarem em 
consonância com a realidade social, necessitando, portanto, de um processo 
perjóijco ie avaljação e revjsão”. 
 Os PCNs surgiram da necessidade de uma proposta educacional em vista da
qualidade da formação a ser oferecida a todos os estudantes. Enfatizando a
importância da participação construtiva do aluno, e ao mesmo tempo, da
intervenção do professor para a aprendizagem de conteúdos específicos que
favoreçam o desenvolvimento das capacidades necessárias à formação do individuo. 
Nesse contexto, se concebe a educação escolar como uma pratica que 
tem possibilidade de criar condições para que todos os alunos desenvolvam 
suas capacidades e aprendam os conteúdos necessários para construir 
instrumentos de compreensão da realidade e de participação na sociedade 
como um todo, para o exercício da cidadania. 
Os PCNs adotam a proposta de estruturação por ciclos, cada ciclo 
corresponde a 2 anos diferentes, usando como justificativa, evitar que o 
processo de aprendizagem tenha obstáculos inúteis, desnecessários e nocivos. 
Assim, o primeiro ciclo se refere à 1ª e 2ª série, o segundo ciclo, à 3ª e 4ª 
séries e assim por diante. 
Os temas transversais deviam ser ligados à cultura de cada local, para 
então, serem trabalhados em sala de aula. Não constituem novas áreas mas são 
um conjunto de temas que aparecem transversalizados nas áreas definidas, 
permeando concepção, objetivos, conteúdos e orientações didáticas. 
Os conteúdos são apresentados em blocos ou organizações temáticas, que 
visam explicitar objetos de estudo essenciais à aprendizagem, porém, não 
estruturados como a BNCC. 
A avaliação segundo os PCNs vai além da visão tradicional, não se 
restringe ao julgamento sobre sucessos ou fracassos do alunos, mas como um 
conjunto de atuações que tem a função de alimentar, sustentar e orientar a 
intervenção pedagógica. 
 
Parâmetros 
Curriculares 
Nacionais - PCNs 
- Autonomia.
– Diversidade.
– Interação
.– Organizaçãodoespaço.
- Deveiralémdavisãotradicional.
– Nãoserestringeaojulgamento
sobre sucessos ou fracassos dos
alunos.
– Conjuntodeatuaçõesquetema
função de alimentar, sustentar e
orientar a intervenção pedagógica.
- Participaçãoconstrutivadoaluno.
– Intervençãodoprofessorparaa
aprendizagem.
– Desenvolvimentodascapacidades
necessárias a formação do indivíduo.
Surgiu da necessidadedeumaproposta
educacional em vista da qualidade da
formação aser oferecida
- Estruturadoemciclos:Cadaclicocorresponde
a 2 anos diferentes.
– Temas transversais:Ligadosaculturalocal.
– Conteúdos: Apresentadosemblocosou
organizações temáticas.
- Uso não obrigatório.
– A BNCC não o tornou
inválido.
– Em desuso por estar
desatualizado.
- É umreferencial.
– Funçãodeorientaregarantir
a coerênciadosinvestimentos
do sistemaeducacional.
– Abertoeflexível.
– Pontodepartidaparao
trabalho docente que deve
encaminharosalunosrumaá
aprendizagem.
Avaliação: 
Enfatiza: 
Temas Transversais - PCNs 
Ética 
(Respeito Mútuo, Justiça,Diálogo, Solidariedade) 
Meio Ambiente 
(Os ciclos danatureza,sociedade e meio
ambiente, manejo e conservação ambiental) 
Trabalho e consumo 
(Relaçõesde Trabalho; Trabalho, Consumo, Meio
Ambiente e Saúde; Consumo, Meios de
Comunicação de Massas, Publicidade e Vendas;
Direitos Humanos, Cidadania) 
Saúde 
(autocuidado,vidacoletiva) 
Orientaçãosexual
 
Pluralidade cultural 
(Corpo: Matriz dasexualidade,relaçõesde gênero, 
prevenções das doenças sexualmente Transmissíveis) 
(Pluralidade Cultural e a Vida das Crianças no Brasil,
constituição da pluralidade cultural no Brasil, o Ser
Humano como agente social e produtor de cultura,
Pluralidade Cultural e Cidadania) 
Referencial Curricular Nacional
para a Educação Infantil –
RCNEI 
 O QCNEI foj crjaio em 1998, é “Um conkuntoie referêncjas e orjentações pedagógicas
que visam contribuir com a implantação ou implementação de práticas educativas
de qualidade que possam promover e ampliar as condições necessárjas para o
exercícjo ia cjiaianja ias crjanças brasjlejras”. (QCNEI, p. 13) 
Na época em que foi criado, representou um avanço, porém, não tinha a 
identidade da criança como foco principal. A criança era vista como alguém 
que responde a estímulos dados pelos adultos, e o professor é detentor do 
saber. 
Esse documento não tem caráter obrigatório, seu objetivo é orientar os 
profissionais da área quanto ao que deve ser ensinado na Educação Infantil. 
Essa não obrigatoriedade do documento visa favorecer o diálogo com propostas 
e currículos que se constroem no cotidiano das instituições. 
Esse referencial é uma proposta aberta e flexível que subsidia os sistemas 
educacionais, que assim desejarem, utilizá-los na elaboração dos currículos, pois 
assim como os PCNs, a BNCC não anulou o RCNEI, as escolas podem usá-lo 
junto aos documentos obrigatórios. 
O QCNEI iefjne a Eiucação Infantjl como “A prjmejra etapa ia eiucação 
básica, tendo como finalidades o desenvolvimento integral da criança até 5 
anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando
a ação da famílja e ia comunjiaie”. (LDB tjtulo V, cap. II, seção II, art. 29) 
 O referencial está organizado em eixos que devem ser considerados de forma
integrada: Movimento, identidade e autonomia, conhecimento de mundo, artes
visuais, musicas, linguagem oral e escrita, natureza/sociedade e matemática. 
Quanto a formação pessoal e social, apresenta a concepção e princípios 
sobre o desenvolvimento e aprendizagem infantil e apóia-se em noções de 
identidade e autonomia. 
Segundo o documento, as experiências oferecidas que podem contribuir 
para o exercício da cidadania devem estar embasados nos seguintes princípios: 
 Respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas 
diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas, 
etc. 
 O direito das crianças a brincar, como forma particular de expressão, 
pensamento, interação e comunicação infantil. 
 O acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis, ampliando o 
desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, 
à interação social, ao pensamento, à ética e a estética. 
 A socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas 
mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie 
humana. 
 O atendimento aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao 
desenvolvimento de sua identidade. 
Organização 
RCNEI 
Experiênciasque contribuem
para o exercício da cidadania
(princípios): 
Respeito a dignidade, brincar,
acesso a bens socioculturais,
socialização das crianças,
cuidados essenciais,
participação em diversas
práticas sociais. 
- Modalidade.
– Identidadeeautonomia.
– Conhecimentodemundo.– Artesvisuais.
– Música.
– Linguagemoraleescrita.
– Natureza/sociedade.
– Matemática.
- Proposta aberta e flexível.
– A BNCC não anula seu uso,
podendo ser utilizada juntoaos
documentos obrigatórios. 
- Orientarosprofissionaisda
área quantoaoquedeveser
ensinado na EI.
– Favorecerodiálogocom
propostas e currículos que se
constroem no cotidiano
- Composto por3volumes.
– Contribui paraplanejamento,
desenvolvimento e avaliação de
práticas educativas.
– Referênciaseorientações
pedagógicas.
– Contribuemcomaimplantação
ou implementaçãodepráticas
educativas. 
- Busca promovereampliar
condições necessáriasparao
exercícios dacidadania.
– Criança vistacomoalguém
que respondeaestímulos.
– Não tem caráterobrigatório.
Se organiza em eixos que devem ser
considerados de forma integrada: 
Objetivos: 
Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação
Básica – DCNs 
 As Diretrizes Curriculares criadas em 2009, elaboradaspelo Conselho Nacional de
Educação – CNE, é um documento normativo, de caráter obrigatório, mesmo
após a implementação da BNCC. As diretrizes continuam valendo porque os
documentos são complementares: As diretrizes são a estrutura; a Base, o
detalhamento dos conteúdos. 
A função das DCNs é orientar o planejamento curricular das escolas e 
dos sistemas de ensino, a formação continuada dos docentes, refletir a cerca 
do propósito do PPP e sistematizar princípios e diretrizes tendo como foco o 
educando. 
As DCNs tem origem na LDB, que assinala ser incumbência da União 
“estabelecer, em colaboração com os estaios, DF, e os munjcípjos, 
competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o 
Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo 
a assegurar a formação básjca comum”. 
 O iocumento iestaca que “A escola precjsa acolher ijferentes saberes, diferentes
manifestações culturais e diferentes óticas, empenhar-se para constituir, ao
mesmo tempo, em um espaço de heterogeneidade e pluralidade, situada na
diversidade em movimento, no processo tornado possível por meio de relações
intersubjetivas, fundamentada no principio emancipador”. (p. 29) 
 Também destaca a necessidade de uma atenção especial das escolas na
elaboração dos currículos, no que diz respeito a multidisciplinaridade,
pluridisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade. Vejamos os
conceitos: 
 Multidisciplinaridade: Expressa frações do conhecimento e o hierarquiza. 
 Pluridisciplinaridade: Estuda um objeto de uma disciplina pelo ângulo de 
varias outras ao mesmo tempo. 
 Transdisciplinaridade: Refere-e ao conhecimento próprio da disciplina 
mas esta para além dela. 
 Interdisciplinaridade: Pressupões a transferência de métodos de ensino 
de uma disciplina para outra. 
Dentro da interdisciplinaridade ocorre a Transversalidade do 
conhecimento constitutivo de diferentes disciplinas por meio da ação didático-
pedagógica mediada pela pedagogia dos projetos temáticos. 
Cabe a escola assumir diferentes papéis, no exercício da sua missão 
essencial, que é a de construir uma cultura de direitos humanos para preparar 
cidadãos plenos. A educação destina-se a múltiplos sujeitos e tem como 
objetivo a troca de saberes, a socialização e o confronto do conhecimento, 
segundo diferentes abordagens, exercidas por pessoas de diferentes condições 
físicas, sensoriais, intelectuais e emocionais, classes sociais, crenças, etnias, 
gêneros, origens, contextos socioculturais, e da cidade, do campo e de aldeias. 
Por isso, é preciso fazer da escola a instituição acolhedora, inclusiva, pois essa 
é uma opção “transgressora”, porque rompe com a jlusão ia homogenejiaie e 
provoca, quase sempre, uma espécie de crise de identidade institucional. 
As DCNs reforçam ainda o que diz a LDB sobre a elaboração do currículo 
escolar, que deve conter Base Nacional Comum + Parte diversificada: 
Papel da escola 
 Organicamente articuladas, a base comum nacional e a parte diversificada 
são organizadas e geridas de tal modo que também as tecnologias de informação e
comunicação perpassem transversalmente a proposta curricular desde a Educação
Infantil até o Ensino Médio, imprimindo direção aos projetos político-pedagógicos.
Ambas possuem como referência geral o compromisso com saberes de dimensão
planetária para que, ao cuidar e educar, seja possível à escola conseguir: 
I – ampliar a compreensão sobre as relações entre o indivíduo, o trabalho, a 
sociedade e a espécie humana, seus limites e suas potencialidades, em outras 
palavras, sua identidade terrena; 
II – adotar estratégias para que seja possível, ao longo da Educação Básica, 
desenvolver o letramento emocional, social e ecológico; o conhecimento 
científico pertinente aos diferentes tempos, espaços e sentidos; a compreensão 
do significado das ciências, das letras, das artes, do esporte e do lazer; 
III – ensinar a compreender o que é ciência, qual a sua história e a quem ela 
se destina; 
IV – viver situações práticas a partir das quais seja possível perceber que não 
há uma única visão de mundo, portanto, um fenômeno, um problema, uma 
experiência podem ser descritos e analisados segundo diferentes perspectivas 
e correntes de pensamento, que variam no tempo, no espaço, na 
intencionalidade; 
V – compreenier os efejtos ia “jnfoera”, sabenio que estes atuam, caia vez 
mais, na vida das crianças, dos adolescentes e adultos, para que se 
reconheçam, de um lado, os estudantes, de outro, os profissionais da educação 
e a família, mas reconhecendo que os recursos midiáticos devem permear 
todas as atividades de aprendizagem. 
 Quanto ao Projeto Político Pedagógico – PPP, as DCNs defende que deve ser
concebido a relação com a família, o Estado, a escola e tudo o que é nela realizado,
sem isso é difícil consolidar políticas que efetivem o processo de integração entre as
etapas e modalidades da educação básica. Essas modalidades são: Educação de
Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação Profissional e tecnológica, Educação
no campo, Educação Escolar Indigena, Ensino a distância e Educação Quilombola. 
As diretrizes inspiram-se nos princípios constitucionais e na LDB, se 
operacionalizam por meio do PPP e do regimento escolar, do sistema de 
avaliação, da gestão democrática e da organização da escola. 
O PPP é visto como um dos meios de viabilizar a escola democrática e 
autônoma para todos, com qualidade social. Na elaboração, o currículo deve ser 
enriquecido pela compreensão de como lidar com temas significativos que se 
relacionem com problemas e fatos culturais que sejam relevantes para a 
realidade onde está inserida a escola. 
O projeto político-pedagógico deve constituir-se: 
I – do diagnóstico da realidade concreta dos sujeitos do processo educativo, 
contextualizado no espaço e no tempo; 
II – da concepção sobre educação, conhecimento, avaliação da aprendizagem e 
mobilidade escolar; 
III – da definição de qualidade das aprendizagens e, por consequência, da 
escola, no contexto das desigualdades que nela se refletem; 
Projeto Político Pedagógico 
 No que diz respeito a avaliação, no ponto de vista teórico, no ambiente 
educacional ela compreende 3 dimensões: 
 Avaliação da aprendizagem; 
 
 
Avaliação institucional e externa; 
Avaliação de redes da educação básica; 
Essas 3 dimensões devem estar previstas no PPP para nortearem a 
relação pertinente que estabelece o elo entre a gestão escolar, o professor, o 
estudante, o conhecimento e a sociedade em que a escola se situa.. 
No nível operacional, a avaliação das aprendizagens tem como 
referência o conjunto de habilidades, conhecimentos, princípios e valores que os 
sujeitos do processo educativo projetam para si de modo integrado e articulado 
IV – de acompanhamento sistemático dos resultados do processo de avaliação
interna e externa (SAEB, Prova Brasil, dados estatísticos resultantes das avaliações
em rede nacional e outras; pesquisas sobre os sujeitos da Educação Básica),
incluindo resultados que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação
BásicaPromove a superação do 
analfabetismo e contribui para a universalização do Ensino Fundamental 
no Brasil. Para alfabetizar jovens e adultos conta com a ajuda de 
voluntários, e professores da rede pública. 
Programa Universidade paraTodos – PROUNI:Oferece a estudantesde baixa
renda, bolsas de estudos em instituições privadas de Ensino Superior. 
Eliminação do déficit de aprendizagem: Políticas educacionais voltadas
para a conciliação entre a vida profissional e escolar dos alunos. 
Integração com iniciativas de combate a miséria: Ações de combate a 
miséria onde se integram saúde, educação e assistência social, em ação 
conjunta com o MEC, secretarias estaduais e municipais. A exemplo 
disso, tínhamos o Programa Saúde na Escola – PSE. 
Programa Ensino Médio Inovador - ProEMI: Criado para ampliar a 
oferta de cursos profissionalizantes e de educação tecnológica para 
alunos do Ensino Médio. Tem o objetivo de apoiar e fortalecer o 
desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas escolas de 
ensino médio, ampliando o tempo dos estudantes na escola e buscando 
garantir a formação integral com a inserção de atividades que tornem 
o currículo mais dinâmico, atendendo também as expectativas dos 
estudantes do Ensino Médio e às demandas da sociedade 
contemporânea. 
Programa Novo Mais Educação: Estratégia do MEC que visa melhorar a
aprendizagem em língua portuguesa e matemática no Ensino Fundamental,
por meio da ampliação da jornada escolar de crianças e adolescentes,
priorizando alunos que tenham mais dificuldades e escolas com baixos
índices de rendimento escolar. 
Programa Mais Alfabetização: Mais uma estratégia do MEC. Esse 
programa busca fortalecer e apoiar as unidades escolares no processo 
de alfabetização dos estudantes regulamente matriculados no 1° e 2° 
ano doEnsino Fundamental. 
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Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB:
Visa aumentar investimento financeiro Federal em ações e projetos
educacionais dos estados, incluindo todas a educação básica desde a
Educação Infantil até o Ensino Médio. Substituo do FUNDEF, tem como
estratégia distribuir os recursos pelo país levando em consideração o
desenvolvimento social e econômico das regiões. 
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE: É 
responsável pela execução das ações e programas da educação básica 
do nosso país, como a alimentação e o transporte escolar, além de 
atuar também na educação profissional e tecnológica e no Ensino 
Superior. É uma autarquia vinculada ao MEC, fiscalizado pelo Estado 
mas com autonomia para sua gestão. 
Programa Nacional do Livro Didático – PNLD: Programa do MEC, junto 
ao FNDE para a compra de livros e materiais didáticos para professores 
Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais
Indígenas – PROLIND: Oferece cursos de licenciaturas para a formação de
professores indígenas. 
Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – 
PRONATEC: Oferta cursos de tecnológico e profissionalizante. Atende a 
estudantes de escolas publicas, trabalhadores e beneficiários de outros 
programas sociais do governo. 
Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior - FIES: 
Programa do MEC, destinado a financiar a graduação na educação 
superior de estudantes matriculados em cursos superiores não 
gratuitos. 
Programa de Bolsa Permanência – PBP: Concessão de auxilio financeiro 
aos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica 
matriculado em instituições federais de Ensino Superior. 
e estudantes de escolas publicas do país. Contempla a Educação Infantil,
Ensino Fundamental. Ensino Médio e a EJA. 
Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE: É uma assistência 
financeira às escola publicas da educação básica das redes estaduais , 
municipais e do Distrito Federal, e escolas privadas de Educação 
Especial mantidas por entidades sem fins lucrativos. Objetiva a 
melhoria da infraestrutura física e pedagógica, o reforço da autogestão 
escolar e a elevação dos índices de desempenho da educação básica. 
Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – SAEB: Avalia o final
de cada segmento da educação bá´sica, alunos do 5° e 9° do 
Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio. Avaliação Nacional da
Alfabetização – ANA: É um dos instrumentos do 
SAEB e mede os níveis de alfabetização e letramento em língua 
portuguesa, a alfabetização matemática e as condições de oferta do 
ciclo de alfabetização das redes publicas. 
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB: Objetivo de 
contemplar em um único indicador o fluxo escolar e a média de 
desempenho nas avaliações nacionais referente à educação básica. 
Prova Brasil: É aplicada em alunos do 2° ano, denominada de provinha
Brasil, ela avalia a proficiência em leitura. 
Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM: Busca avaliar a qualidade da 
educação no Ensino Médio como também permitir o acesso ao Ensino 
Superior. 
ENADE: Avalia o rendimento dos alunos dos cursos de graduação,
ingressantes e concluintes, em relação aos conteúdos programáticos dos
cursos a qual estão matriculados. 
Programas e políticas de recursos para a
educação 
 
Avaliações do sistema educacional 
 
Políticas públicas 
na educação 
Programas e ações
criadas pelo governo
para colocar em prática
medidas que garantem
o acesso à educação. 
Criadas visando o pleno
desenvolvimento do
educando, e atendendo a
LDB e a CF/88, marcos
legais que fundamentam
ações governamentais 
População também
pode participar
através de conselhos 
depolíticas publicas. 
Outras leis/documentos que
servem de base: 
PNE, PCNs, BNCC, DCNs, RCNEI,
ECA, LBI, Declaração de 
Salamanca. 
Propostas estudadas e
criadas a partir de leis
votadas pelo poder
legislativo em todas as
esferas do governo. 
Permeada por uma
intencionalidade. 
Avaliam e ajudam a
melhorar a qualidade
do ensino no país. 
Políticas desenvolvidas
para intervir nos
processos formativos
e informativos. 
 
Exemplos de 
Políticas públicas 
Acesso à educação
profissional: 
Escolas para todos: 
Recursospara a
educação: 
Educação de qualidade: 
Avaliações do sistema
educacional: 
- PROUNI;
- PROLIND;
- PRONATEC;
- FIES;
- PBP;
- Programa caminhos da escola;
- Políticas de educação à distância;
- Programa escola acessível;
- Educação em prisões; 
- FUNDEB;
- FNDE; -
PNLD; -
PDDE;
- PNAIC;
- PBA;
- Eliminaçãododéficitdeaprendizagem;
- Iniciativasdecombateamiséria;
- PROEMI;
- NovoMaisEducação;
- SAEB;
- ANA;
- IDEB;
- ProvaBrasil;
- ENEM;
- ENADE;
Constituição Federal de 1988 
 A Constituição Federal é a política instituinte por excelência que rege a 
configuração do Estado Brasileiro e é responsável por conferir forma ao Estado 
e ao regime político. Também denominada de Carta Magna, foi promulgada em 
1988 e encontra-se subdividida em nove títulos. 
No que se refere a educação, vale ressaltar que a CF/88 a reconhece 
como um setor do Estado Brasileiro. Nesse documento, a educação está 
presente no Capitulo VI, Seção I, a qual se intitula “Da Educação”, entre os 
artigos 205 a 214. Vejamos: 
A educação é um dever corresponsabilizado, o Estado se coloca como provedor
da educação publica e responsabiliza a família e a sociedade, deixando clara
que afamília, no que diz respeito a educação, tem o dever de partilhar
responsabilidades. Este artigo apresenta também a finalidade da educação
escolar:Desenvolver plenamente a pessoa, sua cidadania e qualificá-la para o 
trabalho. Este artigo realiza um aprofundamento, ao longo de 8 incisos, das diretrizes 
que regulamentam o ensino em nosso país: 
1º - todos têm os mesmos direitos em condições de entrar e permanecer na 
escola; 
2º - todos têm liberdade em ações como aprender, ensinar, pesquisar, pensar, 
fazer arte etc; 
3º - a escola é um lugar de múltiplas ideias, de visões pedagógicas e que o 
ensino pode acontecer em locais públicos ou privados; 
4º - todos devem ter o ensino gratuito na rede pública oficial; 
 Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado(IDEB) e/ou que complementem ou substituam os desenvolvidos pelas
unidades da federação e outros; 
V – da implantação dos programas de acompanhamento do acesso, de 
permanência dos estudantes e de superação da retenção escolar; 
VI – da explicitação das bases que norteiam a organização do trabalho 
pedagógico tendo como foco os fundamentos da gestão democrática, 
compartilhada e participativa (órgãos colegiados, de representação estudantil e 
dos pais). 
 De acorio com as DCNs, a formação contjnuaia é “Compromisso integrante do projeto
social, político, e ético, local e nacional, que contribui para a consolidação de uma
nação soberana, democrática, justa, inclusiva e capaz de promover a emancipação
dos indivíduos e grupos sociais. 
Nesse sentido os sistemas educativos devem instituir em seu PPP, 
previsão: 
com aqueles princípios e valores definidos para a Educação Básica,
redimensionados para cada uma de suas etapas. 
A avaliação institucional interna, também denominada autoavaliação 
institucional, realiza-se anualmente, considerando as orientações contidas na 
regulamentação vigente, para revisão do conjunto de objetivos e metas, 
mediante ação dos diversos segmentos da comunidade educativa, o que 
pressupõe delimitação de indicadores compatíveis com a natureza e a 
finalidade institucionais, além de clareza quanto à qualidade social das 
aprendizagens e da escola. 
A avaliação institucional externa, promovida pelos órgãos superiores 
dos sistemas educacionais, inclui, entre outros instrumentos, pesquisas, provas, 
tais como as do SAEB, Prova Brasil, ENEM e outras promovidas por sistemas de 
ensino de diferentes entes federativos, dados estatísticos, incluindo os 
resultados que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica 
(IDEB) e/ou que o complementem ou o substituem, e os decorrentes da 
supervisão e verificações in loco. A avaliação de redes de Educação Básica é 
periódica, feita por órgãos externos às escolas e engloba os resultados da 
avaliação institucional, que sinalizam para a sociedade se a escola apresenta 
qualidade suficiente para continuar funcionando. 
Avaliação 
Formação Continuada 
I – de consolidação da identidade dos profissionais da educação, nas suas
relações com a instituição escolar e com o estudante; 
II – de criação de incentivos ao resgate da imagem social do professor, assim 
como da autonomia docente, tanto individual quanto coletiva; 
III – de definição de indicadores de qualidade social da educação escolar, a 
fim de que as agências formadoras de profissionais da educação revejam os 
projetos dos cursos de formação inicial e continuada de docentes, de modo que 
correspondam às exigências de um projeto de Nação. 
Conforme as DCNs, hoje em dia, exige-se do professor mais do que um 
conjunto de habilidades cognitivas, sobretudo se ainda for considerada a lógica 
própria do mundo digital e das mídias em geral, o que pressupõe aprender a 
lidar com os nativos digitais. Além disso, lhe é exigida, como pré-requisito para 
o exercício da docência, a capacidade de trabalhar cooperativamente em 
equipe, e de compreender, interpretar e aplicar a linguagem e os instrumentos 
produzidos ao longo da evolução tecnológica, econômica e organizativa. Isso, 
sem dúvida, lhe exige utilizar conhecimentos científicos e tecnológicos, em 
detrimento da sua experiência em regência, isto é, exige habilidades que o 
curso que o titulou, na sua maioria, não desenvolveu. Desse ponto de vista, o 
conjunto de atividades docentes vem ampliando o seu raio de atuação, pois, 
além do domínio do conhecimento específico, são solicitadas atividades 
pluridisciplinares que antecedem a regência e a sucedem ou a permeiam. As 
atividades de integração com a comunidade são as que mais o desafiam. 
DCNs
Para a Educação Básica 
PPP: 
Formação Continuada: 
Avaliação:
 
Papel da escola: 
Orienta: 
- As DCNs vêemcomoum
compromisso integrante do projeto
social, políticoeético,locale
nacional.
– Os sistemasdevemincluirno
PPP: Identidadedosprofissionais
da educação,incentivosderesgate
a imagem doprofessor,indicadores
de qualidadesocialdaescola.
- Relaçãofamília-escola-estado.
– É ummeioparaviabilizaraescola
democrática.
– Currículoqueleveemconsideração
a realidadedacomunidadeescolar.
– Deve partirdarealidade,qualidade
da educação,acompanhamento
sistemático, programas, bases que
norteiam o trabalho, foco na gestão
democrática.
3 Dimensões:
- Da aprendizagem
– Institucional e externa
– De redes da educaçãobásica 
“Cuidar e educar”
Compromisso com saberes de
dimensão planetária. 
Inspiram-se nos princípios
constituintes e na LDB e se 
operacionalizam por meio do PPP.
- Planejamentocurricular.
– Formaçãocontinuada.
– PPP.
– Sistematizarprincípiose
- Fundamenta-senacidadania e
na dignidade. –
Documentonormativoe
obrigatório. –
ReforçaoquedizaLDB sobre
currículoscomparte comum +
parte diversificada.
- Ser inclusivaeacolherdiferentessaberes. – Deve ser
umespaçoheterogêneoeplural. – Ser
fundamentadanoprincípioemancipador. – Currículo
commétodosvariadosdesetrabalhar as disciplinas. –
Construir umaculturadedireitoshumanospara
preparar cidadãosplenos.
Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação
Infantil 
 O currículo da Educação Infantil éconcebidocomo um conjunto de práticas que
buscam articular as experiênciase os saberes das crianças com os conhecimentos que
fazem parte do patrimônio cultural, artístico cientifico e tecnológico. (DCNEI, p. 88) 
Os princípios fundamentais nas diretrizes estabelecidas, são atuais e vão 
de encontro a alguns pontos que se destacam nas discussões da área. São eles: 
Os princípios éticos, políticos e estéticos. 
- Princípios éticos: Valorização da autonomia, da responsabilidade, da 
solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes 
culturas, identidades e singularidades. 
- Princípios políticos: Dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do 
respeito à ordem democrática. 
- Princípios estéticos: Valorização da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade 
e da diversidade de manifestações artísticas e culturais. 
Segundo a DCNEI, a proposta pedagógica na educação infantil deve ter 
como objetivo principal promover o desenvolvimento integral das crianças de 0 
a 5 anos de idade garantindo a cada uma delas o acesso ao processo de 
construção de conhecimentos e aprendizagem de diferentes linguagens, assim 
 No trabalho de garantir às crianças seu direito de viver a infância e de
desenvolver-se, a educação infantil deve possibilitar o encontro pela criança de
explicações sobre o que ocorre à sua volta e consigo mesma enquanto 
desenvolvem formas de agir, sentir e pensar. 
como o direito a saúde, a liberdade, ao respeito, a dignidade, a brincadeira, a 
convivência e interação com outras crianças. 
1- Assegurar a educação em sua integralidade, entendendo o cuidado como algo 
indissociável ao processo educativo. 
2- O combate ao racismo e às discriminações de gênero, socioeconômicas, 
étnico-raciais e religiosas deve ser objeto de constante reflexão e intervenção 
no cotidiano da Educação Infantil. 
3- As instituições precisam conhecer as culturas plurais que constituem o 
espaço da creche e pré-escola, a riqueza das contribuições familiares e da 
comunidade, e suas características. 
4- A execução da proposta curricular requer atenção cuidadosa e exigente às 
possíveis formas de violação da dignidade da criança. 
5- O atendimento ao direito da criança na sua integralidade requer o 
cumprimento do dever do estado com a garantia de uma experiência educativa 
com qualidade a todas as crianças da Educação Infantil. 
Organização das experiências de aprendizagem
no currículo 
Condições para a organização curricular 
 Essas propostas curriculares devem garantir que as crianças tenham variadas
experiências com as diversas linguagens, reconhecendo que o mundo no qual estão
inseridas, por força da própria cultura, é amplamente marcado por imagens, sons,
falas e escritas. Nesse processo é necessáriovalorizar o lúdico, as brincadeiras e as
culturas infantis. 
A DCENEI considera como eixos estruturantes, a interação e a brincadeira, 
articulando as diferentes linguagens citadas no parágrafo anterior. 
 Segundo a DCNEI, as instituições de Educação Infantil devem assegurar espaços e
tempos para participação, o dialogo e a escuta cotidiana das famílias, o respeito e a
valorização das diferentes formas em que elas se organizam. 
Quando a criança entra na Educação Infantil, é necessário refletir sobre a 
especificidade de cada contexto no desenvolvimento da criança e a forma de 
integrar ações e projetos educacionais das famílias e instituições. 
Segundo o documento, essa relação deve ser mantida ao longo da 
permanência da criança na escola. 
O ponto inicial dessa relação pode ocorrer no período de adaptação e 
acolhimento dos novatos. Outros pontos também são propiciados pela 
participação destas na gestão da proposta pedagógica. 
Os pais devem ser ouvidos tanto como usuários diretos do serviço 
prestado como também como mais uma voz das crianças. 
 Para garantir um olhar continuo sobre os processo vivenciados pela criança, devem
ser criadas estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela
criança. 
As instituições, em seu planejamento devem: Acolher as crianças em seu 
ingresso na educação infantil, como também as suas famílias, observar 
e 
desenvolvimento na instituição, planejar o trabalho pedagógico tendo por base 
os acompanhamentos e relatórios das vivências e avanços dos alunos, articular 
entre os docentes da educação infantil, para que os do Ensino Fundamental 
conheçam os processos de aprendizagem vivenciados na educação infantil, para 
assegurar a continuidade de seus processo peculiares de desenvolvimento e 
concretizar o direito à educação. 
atentamente as crianças para acompanhar seu processo de vivência 
 Em consonância com a lei 9.394/96, a avaliação deve ter a finalidade de 
acompanhar e repensar o trabalho realizado. 
A observação da criança, nos grupos, interações, brincadeiras e utilização 
de múltiplos registros realizados por adultos e crianças como: relatórios, 
fotografias, desenhos, álbuns, etc. feitos ao longo do ano, são necessários para 
compreender de que forma a criança se apropria de modos de agir, sentir e 
pensar culturalmente constituídos. Relação família x escola 
Avaliação na Educação Infantil 
Continuidade do processo de educação 
DCNs
Para a Educação Infantil 
 
Avaliação deve ter a finalidade de
acompanhar e repensar o trabalho
realizado. 
O PPP deve garantir que as escolas
cumpram suas funções sociopolíticas e
pedagógicas. 
Creches e pré-escolas devem
assegurar espaços e tempos para
participação, diálogo e escuta cotidiana
das famílias. 
O planejamento deve acolher as
crianças em seu ingresso na Educação
Infantil, suas famílias, e ter por base
os acompanhamentos e relatórios das
vivências e avanços dos alunos. 
- Tempoparcial:
4h diárias.
– Tempointegral:
7h diárias.
- Desenvolvimento integral da criança
de 0 a 5 anos. 
Interações e
brincadeiras 
- O cuidadoéindissociávelaoprocessoeducativo.
– Combateaoracismoediscriminaçõesdetodos
os tipos.
– Instituiçõesdevemconhecerasculturasplurais.
– Atençãocuidadosaàsformasdeviolaçãoda
dignidade da criança.
– Experiênciaeducativacomqualidade.
- Garantir as crianças acesso ao processo
de construção de conhecimentos de
aprendizagem de diferentes linguagens. 
O currículo na Educação
Infantil deve ser um conjunto
de práticas que buscam
articular, experiências e
saberes das crianças. 
- Éticos: Valorização da
autonomia, responsabilidade,
solidariedade, respeito,
diversidade cultural.
– Políticos: Direitosdecidadania,
exercício de criticidadee
respeito a ordemdemocrática.
– Estéticos: Valorizaçãoda
sensibilidade, criatividade,
ludicidade, diversidadee
manifestações artísticase
culturais. 
Proposta pedagógica: 
Organização curricular: 
Eixos estruturantes:
Princípios: 
Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino
Fundamental do 9 anos 
 
comprometimento com uma educação de qualidade, igualmenteentendida como
direito humano, cujo dever é do estado, como também garantir essa oferta de forma
gratuita e sem requisito de seleção. 
Essas diretrizes se fundamentam no direito à educação, o 
No Ensino Fundamental é obrigatória a matricula de crianças com 6 anos 
completos ou que completa até o dia 31 de março do ano letivo. Após essa data 
deverão ser matriculados Educação Infantil. 
A faixa etária desta etapa vai dos 6 aos 14 anos. Se estende também a 
todos que da idade apropriada não tiveram condições de frequentá-la. 
 Os sistemas de ensino e escolas devem adotar como norteadores das 
políticas educativas e das ações pedagógicas, os seguintes princípios: 
- Princípios éticos: De justiça, solidariedade, liberdade e autonomia, de respeito 
à dignidade da pessoa humana e de compromisso com a promoção do bem de 
todos, contribuindo para combater e eliminar quaisquer manifestação de 
preconceito ou discriminação. 
- Princípios políticos: De reconhecimento dos direitos e deveres de cidadania, 
de respeito ao bem comum e à preservação do regime democrático e dos 
Desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos
o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. 
Compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, das 
artes, da tecnologia e dos valores em que se fundamenta a sociedade. 
Aquisição de conhecimentos e habilidades e formação de atitudes e 
valores como instrumentos para uma visão critica do mundo. 
Fortalecimento de vínculos de família, dos laços de solidariedade 
humana e tolerância recíproca em que se assenta a vida social. 
Currículo
 Os currículos devem ter foco nas experiências escolares que se desdobram em torno
do conhecimento, permeados pelas relações sociais, buscando articular vivencias e
saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente acumulados e
contribuindo para construir as identidades dos estudantes. 
recursos ambientais, de busca da equidade no acesso à educação, à saúde, ao
trabalho, aos bens culturais e outros benefícios, de exigência de diversidade de
tratamento para assegurar a igualdade de direitos entre os alunos que
apresentam diferentes necessidades de redução da pobreza e das
desigualdades sociais e regionais. 
- Princípios estéticos: De cultivo da sensibilidade juntamente com a 
racionalidade, de enriquecimento das formas de expressão e do exercício da 
culturais, 
especialmente as da cultura brasileira, de construção de identidades plurais e 
solidárias. 
criatividade, de valorização das diferentes manifestações 
Princípios norteadores 
Objetivos 
 
 Quando as DCNs foram criadas, não existia a BNCC, mais já se falava em uma base
nacional comum, que devia ser complementada em cada sistema de ensino e em
cada estabelecimento escolar por uma parte diversificada. Essas partes constituem
um todo integrado e não podem ser consideradas como blocos distintos. 
Os conteúdos da Base nacional comum, independente de região ou lugar 
que as pessoas vivem, asseguram a característica unitária das orientações 
curriculares nacionais, das propostas curriculares do estados, DF, dos 
municípios, dos PPP das escolas. 
Os conteúdos se originam em disciplinas cientificas, no desenvolvimento 
das linguagens, no mundo do trabalhos, na cultura e na tecnologias, na 
produção artística, nas atividades desportivas e corporais, na área da saúde, e 
ainda incorporam saberes como os que advêm das formas diversas de exercício 
 
habilidades intelectuais e criar atitudes e comportamentos necessários para a
vida em sociedade. 
O acesso ao conhecimento escolar tem dupla função: desenvolver 
Além de aprender os conteúdos escolares, o aluno, deve adquirir valores, 
rituais e normas, ou seja, pela familiaridade com a cultura da escola. 
A escola tem a função de educar e cuidar, deve acolher os alunos, 
buscando estratégias de atendimento às características e cultura dos alunos. 
Esse acolhimento significa,propiciar aos alunos meios para conhecerem a 
gramática da escola, oferecendo incentivo e oportunidades aos alunos com 
maiores dificuldades e menores oportunidades, como também garantir as 
aprendizagens propostas no currículo. 
da cidadania, movimentos sociais, da cultura escolar, da experiência docente, do
cotidiano e dos alunos. 
O currículo da base nacional comum do Ensino Fundamental deve 
abranger obrigatoriamente, de acordo com a LDB - art. 26, o estudo da língua 
portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da 
realidade social e política, especialmente a do Brasil, bem como o ensino da 
arte a educação física e p ensino religioso. 
Os componentes curriculares são organizados por áreas do conhecimento: 
I - Linguagens: 
a) língua portuguesa 
b) língua materna, para indígenas 
c) língua estrangeira moderna 
d) arte 
e) educação física 
II – Matemática 
III – Ciências da natureza 
IV – Ciências humanas: 
a) História 
b) Geografia 
A Base nacional comum e a parte diversificada 
V – Ensino religioso 
Esses componentes devem articular a seus conteúdos, a partir das 
possibilidades abertas pelos seus referenciais, a abordagem de temas 
abrangentes e contemporâneos, que afetam vida humana na escala global, 
regional e local, como também na esfera individual. 
Temas como saúde, sexualidade e gênero, vida familiar e social, direitos da 
criança e do adolescente, preservação do meio ambiente, educação para o 
consumo, fiscal trabalho, ciência e tecnologia, diversidade, devem constar os 
conteúdos da parte diversificada. 
Outras leis que complementam a LDB, citam ainda que sejam incluídos 
temas relativos à educação para o trânsito e direitos dos idosos. 
A transversalidade, constitui uma das maneiras de trabalhar os 
componentes curriculares, as áreas de conhecimento e os temas sociais, de 
forma integrada. 
 O currículo exige a estruturaçãodeumPPPeducativo coerente, articulado e integrado,
de acordo com os modosseseredese desenvolver das crianças e adolescentes nos
diferentes contextossociais.
 Ciclos, series e outras formasdeorganização a que se refere a lei 
9.394/96 serão compreendidos comotemposeespaços interdependentes e 
articulados entre si, ao longo dos noveanosdeduração do Ensino Fundamental. 
Os professores devem levar em conta a diversidade sociocultural da população
escolar, as desigualdades de acesso ao consumo de bens culturais e amultiplicidade
de interesses e necessidades apresentadas pelos alunos no desenvolvimento de
metodologias e estratégias variadas que melhor respondam àsdiferenças de
aprendizagem entre os estudantes e às suas demandas. 
 As DCNs indicam que as escolas deverão formular o PPP e elaborar o regimento
escolar de acordo com a proposta do Ensino Fundamental por meio de
processos participativos da gestão democrática. 
Deve ser assegurada a participação dos profissionais da escola, família, 
dos alunos e a comunidade local. 
O regimento escolar deve assegurar as condições institucionais 
adequadas para a execução do PPP, e a oferta da Educação Inclusiva com 
qualidade. 
No PPP o aluno é o centro do planejamento, são sujeitos que atribui 
sentido à natureza e à sociedade. O cuidar e o educar, resultarão em ações 
integradas que buscam articular-se no interior da própria instituição e 
externamente buscando o bem estar, a aprendizagem e o desenvolvimento do 
aluno. 
Projeto Político Pedagógico 
Gestão democrática 
Relevância dos Conteúdos 
Articulações e continuidade da trajetória
escolar 
 
Entrada da criança de 6 anos para o Ensino 
Fundamental 
Avaliação no Ensino Fundamental 
 
lhes garantia de aprendizagem e desenvolvimento pleno, atentando para a
diversidade social, cultural e individual dos alunos, demandando espaços e
tempos diversos de aprendizagem. 
Na entrada dessas crianças no ensino fundamental é preciso assegurar-
A escola deve adotar formas de trabalho que proporcionem maior 
mobilidade às crianças na sala de aula, explorar com elas mais intensamente as 
diversas linguagens artísticas, literatura e materiais que proporcionem aos 
alunos oportunidades de raciocinar manuseando-os. 
 Conforme o documento, um dos maiores desafios doEnsino Fundamental é a sua
articulação com as demais etapas da educação. Essa falta de articulação cria
barreiras que dificultam o percurso escolar do aluno. Para superar isso, a DCN sugere
que é preciso que o ensino fundamental incorpore algumas práticas que integram
historicamente a educação infantil, como também traga para seu interior,
preocupações compartilhadas pelos professores do ensino médio. 
Também se faz necessário uma integração maior entre os anos iniciais e 
os finais do ensino fundamental, afim de superar problemas devido as 
diferentes tradições de ensino. Essas articulações são elementos fundamentais 
para o desempenho dos estudantes e a continuidade dos seusestudos.
 Essa passagem da pré-escola para o ensino fundamental não pode ignorar os
conhecimentos prévios da criança, bem como o processo de alfabetização e
letramento, com o qual ela passa a estar mais envolvida. 
Os 3 anos iniciais do Ensino Fundamental devem assegurar: 
a) Alfabetização e letramento; 
b) O desenvolvimento das diversas formas de expressão, incluindo o 
aprendizado da língua portuguesa, a literatura, a música e demais artes, a 
educação física, assim como o aprendizado da matemática, de ciências, de 
história e geografia; 
c) A continuidade da aprendizagem, tendo em conta a complexidade do 
processo de alfabetização e os prejuízos que a repetência pode causar no 
ensino fundamental como um todo, e, particularmente, na passagem do 
primeiro para o segundo ano de escolaridade e deste para o terceiro. 
 Deve partir do que determina a LDB nos artigos 12, 13 e 24, devendo haver o
zelo pela aprendizagem dos alunos. A avaliação do aluno deve ser realizada
pelo professor e pela escola, é redimensionadora da ação pedagógica e deve
assumir um caráter processual, formativo (que ocorre durante todo o processo
educacional) e participativo, ser contínua (podendo assumir várias formas:
observação, e registro das atividades dos alunos, trabalhos individuais ou
coletivos, portfólios, exercícios em classe e provas), cumulativa e diagnóstica. 
Avaliar implica um julgamento de valor sobre o aproveitamento do aluno 
e envolve juízos prévios e não explícitos pelo professor sobre o que o aluno é 
capaz de aprender. 
Função da escola: 
DCNs
 Ens. Fundamental
- 9 anos
 
Alfabetização e letramento, desenvolvimento
das diversas formas de expressão,
continuidade da aprendizagem. 
PPP: 
Acesso ao conhecimento em 2
funções: 
Componentes curriculares: 
Princípios: 
I- Linguagens;
II – Matemática;
III- Ciênciasdanatureza;
IV- CiênciasHumanas;
V- Ensino religioso;
- Devesercoerente,articuladoe
integrado.
– Alunoéocentrodo
planejamento que deve levar em
consideração a diversidade
sociocultural da população
- Desenvolver habilidades
intelectuais.
– Criar atitudes e comportamentos
necessários para a vida em
sociedade. Cuidar, educar e acolher os alunos
A avaliação deve assumir caráter
processual, formativo e participativo, ser
continua, cumulativa e diagnóstica. 
Currículo com foco nas experiências
escolares e relações sociais, articulando
vivências e saberes dos alunos. 
Os 3 anos iniciaisdevem assegurar: 
Ensino de 800h e 200
dias letivos. 
- Devegarantiraaprendizageme
desenvolvimento pleno.
– Sefundamentanodireitoà
educação, e o comprometimento
com uma educação de qualidade.
– Obrigatóriaamatrículade
criançasapartir de6 anos ou que
completemessaidadeaté31 de
março.
- Éticos: Justiça, solidariedade,
liberdade, autonomia e respeito.
– Políticos: De reconhecimento de
direitos e deveres de cidadania.
– Estéticos: De cultivo a
sensibilidade com a racionalidade
e a criatividade. 
Base Nacional Comum
Curricular – BNCC 
 Esse é um documento de caráter normativo (obrigatório) que define o conjunto
das aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo
da educaçãobásica. E, com isso, tem assegurados os direitos de aprendizagem e
desenvolvimento conforme preconiza o Plano Nacional de Educação – PNE. 
A elaboração da BNCC não foi algo feito do dia para a noite, veja a linha 
do tempo dos últimos 30 anos: 
- 1988: Promulgada a Constituição Federal: a criação de uma Base nacional 
comum, com a fixação de conteúdos mínimos para o ensino fundamental, é 
prevista no artigo 210. 
- 1996: A lei de Diretrizes e bases (LDB) da educação básica é aprovada e 
reforça a necessidade de uma base nacional comum. 
- 1997 a 2000: Os Parâmetros curriculares nacionais (PCNs) foram consolidados 
em partes: 1° ao 5° ano em 1997; 6° ao 9° ano em 1998; e, em 2000 foram 
lançados os PCNs para o Ensino Médio. 
- 2010 a 2012: Novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) orientadas para o 
planejamento curricular das escolas e sistemas de ensino, as resoluções valiam 
para a educação infantil e os ensino fundamental e médio. 
- 2014: Plano Nacional de Educação (PNE) – A lei n° 13.005, de 2014 instituiu o 
PNE com vigência de 10 anos. São 20 metas para melhorar a qualidade da 
educação básica, sendo que 4 delas tratam da Base nacional comum. 
- 2015: A portaria n° 592 de 17 de Junho de 2015 instituiu a comissão de
especialistas para elaboração de proposta da BNCC. Em outubro, tem inicio a
consulta pública para a construção da primeira versão da BNCC com
contribuições da sociedade civil, de organizações e entidades cientificas. 
- 2016: Em março, após 12 milhões de contribuições, a primeira versão do 
documento foi finalizada. Em junho, seminários com professores, gestores e 
especialistas abertos à participação publica são realizados por todo o Brasil 
para debater a segunda versão da BNCC. Em agosto, comça a ser redigida a 3ª 
versão em um processo colaborativo com base da versa 2. 
- 2017: Em abril o MEC entregou a terceira versão da BNCC ao Conselho 
Nacional de Educação – CNE. O CNE elaborou parecer e projeto de resolução 
sobre a BNCC e homologou as etapas da educação infantil e do ensino 
fundamental. 
- 2018: Foi promulgada a portaria n° 331, de 5 de abril de 2018 que instituiu o 
Programa de apoio à implementação da Base Nacional Comum Curricular – 
sua 
implementação. Em 8 de Novembro o CNE elaborou o parecer CNE/CEB n° 
3/2018 com a aprovação da atualização das novas DCNs para o ensino médio. 
ProBNCC e estabelece diretrizes, parâmetros e critérios para 
 Concluído o processo, a BNCC passou a integrar a política Nacional da 
Educação básica como referência Nacional para a formação dos 
currículos dos sistemas e das redes escolares de ensino, do Distrito 
Federal e dos municípios e das propostas pedagógicas das instituições 
escolares. 
Fonte: http://avamec.mec.gov.br/#/instituicao/seb/curso/2819/visualizar 
 Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o
mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade
(fatos, informações, fenômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, 
 A implementação da BNCC perpassa um pacto inter federativo entre a União,
Estados e os Municípios. Dessa forma, define-se um regime de colaboração, pelo
qual se busca alcançar os objetivos propostos na BNCC. Orientados pelos
princípios de igualdade, diversidade e equidade, para uma aprendizagem
democrática inclusiva. 
“ Os currículos devem adequar as proposições da BNCC à realidade local, 
considerando a autonomia dos sistemas ou das redes de ensino e das 
instituições escolares, como também o contexto e as características dos 
alunos”. (BNCC, 2017, p. 16) 
Há dois fundamentos pedagógicos em que a BNCC de apoia: O 
compromisso com a educação integral e o foco no desenvolvimento das 
competências. 
O currículo deve ser orientado por competências, já que a BNCC preza por 
um aprendizado que não seja por meio de práticas pedagógicas que privilegiam 
apenas a transmissão ou o acumulo de informações. 
Ao todo são 10 competências gerais da educação básica independente da 
etapa de ensino, que devem ser asseguradas a todos os alunos. Servem como 
parâmetros para a construção de novas propostas de ensino e asseguram aos 
estudantes os direitos de aprendizagem e desenvolvimento. 
econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a
construção de uma sociedade solidária. 
Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das 
ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a 
imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar 
hipóteses, formular e resolver problemas e inventar soluções com base 
nos conhecimentos das diferentes áreas. 
Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diversas
manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para
participar de práticas diversificadas da produção artístico- cultural. 
Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ ou verbo-
visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, 
científica, tecnológica e digital para expressar-se e partilhar informações, 
experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e, com eles, 
produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 
Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma 
crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano 
(incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e disseminar 
informações, produzir conhecimentos e resolver problemas. 
Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de 
conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações 
próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao seu projeto 
de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia, 
consciência crítica e responsabilidade. 
Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para 
formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns 
que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência 
socioambiental em âmbito local, regional e global, com posicionamento 
ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 
10 Competências gerais para a Educação
Básica 
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- Constituição Federal de 1988, art. 210 : Serão fixados conteúdos mínimos para o
Ensino Fundamental de maneira a assegurar formação básica comum ( . . . ) 
- Diretrizes Curriculares Nacionais, art. 14 : Define Base nacional comum como 
conhecimentos, saberes e valores produzidos culturalmente, expressos nas 
 
 Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo. 
 Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, 
fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento 
e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus 
saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/necessidade, 
convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como 
parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer. 
 Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, 
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões, com base nos 
conhecimentos construídos na escola, segundo princípios éticos 
democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 
Para o desenvolvimento das competências gerais, a BNCC tem uma 
estrutura própria em cada etapa, que está em conformidade com seus 
fundamentos pedagógicos e com os ordenamentos legais. As diferentes etapas 
tem suas especificidades e a transição entre elas é marcada por 
transformações que impactam a aprendizagem. 
políticas publicas e que são gerados nas instituições produtoras do 
conhecimento cientifico e tecnológico. ( . . . ) 
- Plano Nacional de Educação, metas 2, 3 e 7: Estabelecida como estratégia 
para o cumprimento das metas 2, 3 e 7.A BNCC foi criada em observância à legislação nacional relativa ao campo 
da educação. 
1- A BNCC é obrigatória, mas não é o currículo.
2- Seu papel é ser um insumo para a elaboração e revisão dos currículos da 
Educação Básica. 
3- Base dá o rumo da educação, isto é, diz aonde se quer chegar, enquanto os 
currículos traçam os caminhos. 
 BNCC estabelece os objetivos que se espera atingir, enquanto o currículo 
define como alcançar esses objetivos. 
Marcos legais queembasam a BNCC 
BNCC x Currículo
 
Base Nacional 
Comum Curricular 
Marcos legais: Fundamentos pedagógicos: 
Documento de caráter
normativo/obrigatório. 
- ConstituiçãoFederal/88,
art. 210.
– DCNs,art.14
– PNE,metas2,3e7
Igualdade, diversidade e
equidade para uma
aprendizagem democrática e
inclusiva. 
Não é um currículo e sim um
orientador curricular. 
- BNCC: Diz onde se quer chegar.
- Currículos: Definem como 
alcançar os objetiv os 
- Compromisso com a educação integral.
– Foconodesenvolvimentode 
competências. 
Currículos devem adequar a BNCC à realidade local e
devem ser orientados por competências 
Define o conjunto de
aprendizagens essenciais que
todos os alunos devem
desenvolver ao longo da
educação básica. 
 
Regime de colaboração 
entre União, estados e 
municípios para 
alcançar os objetivos. 
Faz parte da política nacional
da educação básica como
referência para a formação
dos currículos dos sistemas de
ensino. 
 
BNCC 
O aluno que se quer 
Igualdade e qualidade Currículos 
Aprendizagens essenciais 
Fonte: www.avamec.mec.gov.br 
Preocupando-se com 
Desenvolvimento integral 
Explicita
Necessários para 
Estabelece os
parâmetros de
Traduzido nas 
Equidade 
Competências gerais 
Se preocupam
com a 
Define 
Écomplementar e
orientaaelaboração
dos
Definem 
Por meio das 
Habilidades 
Competências 
Etapas e componentes
curriculares 
- Práticas pedagógicas
de avaliação.
– Metodologiasativas
10 Competências
gerais para
a Ed. Básica 
(Palavras-chave) 
10 - Cidadania 
9 – Empatia e
cooperação 
1 - Conhecimento 
2 – Pensamento
cientifico, critico e
criativo. 
8 – Autoconhecimento e
autocuidado 
7 - Argumentação 
3 – Repertório cultural 
4 - Comunicação 
5 – Cultura digital 
6 – Trabalho e projeto
de vida. 
Temas Contemporâneos Transversais 
 Naeducação brasileira, os Temas Transversais foram recomendados inicialmente nos
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), em 1996, acompanhando a
reestruturação do sistema de ensino. Nos PCNs os Temas Transversais eram seis,
conforme vimos nos mapas anteriores. 
Na década de 1990, os Temas Transversais eram recomendações de 
assuntos que deveriam ser abordados nas diversas disciplinas, sem ser uma 
imposição de conteúdo. O fato de não serem matérias obrigatórias não 
minimizava sua importância, mas os potencializava por não serem exclusivos de 
uma única área do conhecimento, devendo perpassar todas elas. Ou seja, os 
conhecimentos científicos deveriam ser trabalhados de maneira alinhada à vida 
social e cidadã dos estudantes. Essa essência, com a BNCC, ganhou força. 
Na versão final da BNCC esses temas passaram a ser denominados 
Temas Contemporâneos: 
Por fim, cabe aos sistemas e redes de ensino. Assim como as escolas, 
em suas respectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos 
currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos 
(grifo nosso) que afetam a vida humana em escala local, regional e global, 
preferencialmente de forma transversal e integradora. (BRASIL, 2017, p. 19). 
Portanto, os Temas Contemporâneos, ao manterem a orientação de sua 
abordagem transversal, por se referirem a assuntos que atravessam as 
experiências dos estudantes em seus contextos, contemplam aspectos que 
contribuem para uma formação cidadão, política, social e ética. 
Outro aspecto relevante é que, diferentemente dos PCNs, em que os 
Temas Transversais não eram tidos como obrigatórios, na BNCC eles passaram 
a ser uma referência nacional obrigatória para a elaboração ou adequação dos 
currículos e propostas pedagógicas, ampliados como Temas Contemporâneos 
Transversais, pois, conforme a BNCC (BRASIL, 2017), são considerados como um 
conjunto de aprendizagens essenciais e indispensáveis a que todos os 
estudantes, crianças, jovens e adultos têm direito. Em 2017, com a aprovação da 
BNCC, os diversos temas de grande relevância social, apesar de ainda não
detalhados na sua forma de implantação, permaneceram contemplados como
assuntos transversais e integradores de uma educação que busca uma
sociedade mais justa, igualitária e ética, pois elevam o trabalho educativo para
além do ensino de conteúdos científicos. 
Enquanto os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) abordavam seis 
Temáticas, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aponta seis macroáreas 
temáticas (Cidadania e Civismo, Ciência e Tecnologia, Economia, Meio Ambiente, 
Multiculturalismo e Saúde) englobando 15 Temas Contemporâneos “que afetam 
a vjia humana em escala local, regjonal e global” (BQASIL, 2017, p. 19). 
A incorporação de novos temas visa atender às novas demandas sociais 
e, garantjr que o espaço escolar seka um espaço cjiaião, comprometjio “com a 
construção da cidadania pede necessariamente uma prática educacional voltada 
para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em 
relação à vjia pessoal, coletjva e ambjental” (BQASIL, 1997, p. 15). 
Fonte:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizac
ao_temas_contemporaneos.pdf 
Na BNCC, os TCTs foram ampliados para quinze, distribuídos em seis 
macroáreas temáticas, veja no mapa a seguir: 
Temas Contemporâneos
Transversais - BNCC 
(Ciência e tecnologia) 
(Trabalho, Educação financeira e educação fiscal.) 
(Diversidade cultural, educação para valorização do
multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais
brasileiras.) 
São aspectos que contribuem para a formação cidadã, política, social e ética.
Escolas devem incorporar aos seus currículos e às suas propostas pedagógicas
(Saúde, Educação alimentar e nutricional.) 
(Educação ambiental e educação para o consumo) 
Vida familiar e social, Educação para o trânsito, Educação
em direitos humanos, Direitos da crianças e do
adolescente, Processo de envelhecimento, respeito e 
Economia 
Multiculturalismo 
Ciência e Tecnologia 
Saúde 
Meio Ambiente 
Cidadania e civismo 
Base Nacional Comum
Curricular para a Educação
Infantil 
 A BNCC na etapa da Educação Infantil explicita princípios e pressupostos
pedagógicos, expandindo, sobretudo, um modo especial de ver as crianças e seus
direitos de aprender e de se desenvolver em ambientes saudáveis, acolhedores e
desafiadores, que promovam importantes avanços nas suas trajetórias de vida. A
BNCC busca garantir a especificidade necessária ao cuidado da primeira infância, até
os 5 anos e 11 meses. 
O marco mais explicito da Educação Infantil é o DCNEI (2009) de onde 
derivam os principais conceitos e alinhamentos da BNCC, há também os marcos 
históricos que contribuíram para consolidar as idéias fundamentais: Qualidade 
na Educação Infantil e direitos de aprendizagem. 
 A BNCC para a Educação Infantil possui diferentes camadas: direitos de
aprendizagem e desenvolvimento; Campos de experiência; e objetivos de
aprendizagem e desenvolvimento. 
O modo como a BNCC se organiza, apresenta um dispositivo para a 
garantia dos direitos indicados nas DCNEI, que são os princípios: Éticos, 
Políticos e Estéticos.. 
 Primeiramente a BNCC está organizada em 6 grandes direitos de 
aprendizagem: 
- Conviver: Com outras crianças, adultos, utilizando diferentes linguagens,
ampliando o conhecimento de si e do outro, e o respeito em relação à cultura
e às diferenças entre as pessoas. 
- Brincar: Cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, 
com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando-se o 
acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, criatividade 
e experiências emocionais,corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e 
relacionais. 
- Participar: De forma ativa, com adultos outras crianças, tanto do planejamento 
da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da 
realização das atividades da vida cotidiana, como a escolha das brincadeiras, 
dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e 
elaborando conhecimentos, decidido e se posicionando. 
- Explorar: Movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, 
transformações, relacionamentos, histórias, objetos e elementos da natureza na 
escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura em suas diversas 
modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia. 
- Expressar: Como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, 
e 
emoções, sentimentos, duvidas, hipóteses, descobertas, opiniões 
questionamentos por meio de diferentes linguagens. 
- Conhecer-se: E construir sua identidade pessoal social e cultural constituindo 
uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas 
experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na 
instituição escolar e me seu contexto familiar e comunitário. 
 A BNCC também organiza as aprendizagens em torno de campos de 
experiência com o objetivo de oportunizar à crianças a significação dos 
saberes e conhecimentos propostos na Educação Infantil garantindo os 
direitos de aprendizagem e a vivência plena da infância. O campo de 
uma metodologia, mas um conceito 
articulador de conteúdos em uma proposta curricular que leva em conta 
experiência não é simplesmente 
Estrutura da Base para a etapa da Educação
Infantil 
a centralidade do sujeito e sua experiência. Ao todo são 5 campos de
experiência: 
- O eu, o outro e o nós: Interagir com crianças e adultos em diferentes 
situações, para construir um modo próprio de agir, sentir e pensar, e descobrir 
que existem outros modos de vida, outros pontos de vista, etc. 
- Corpo, gesto e movimentos: Com o corpo, explorar o mundo, espaço e os 
objetos do seu entorno, expressar-se, brincar e produzir conhecimento, 
vivenciando um amplo repertorio para tornar-se consciente de si. 
- Traços, sons, cores e formas: Conviver com diferentes manifestações 
artísticas, culturais e cientificas, locais e universais, no cotidiano da instituição 
escolar, para desenvolver senso estético e critico, conhecer sobre si mesmo e a 
realidade que o cerca. 
- Escuta, fala, pensamento e imaginação: Interagir e interpretar o outro, ouvir e 
contar histórias, observar textos que circulam na família ou na escola, 
manipular livros, estimular a imaginação, ampliar o conhecimento de mundo, e 
desenvolver o gosto pela leitura. 
- Espaços, tempos, quantidade, relações e transformações: Fazer observações, 
manipular objetos, investigar e explorar, levantar hipóteses, consultar fontes 
para buscar respostas às suas curiosidades, e aguçá-la sobre o mundo físico e 
sociocultural. 
 Cada campo de experiência propõe objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento específicos para três diferentes grupos etários: 
- Bebês ( de 0 a 1 ano e 6 meses) 
- Crianças bem pequenas ( de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) 
- Crianças pequenas ( de 4 anos a 5 anos e 11 meses) 
 Intencionalidade educativa: 
 De acorio com a BNCC, a jntencjonaljiaie eiucatjva é “organjzação e preposição,
pelo educador, de experiências que permitam as crianças conhecer a si e ao
outro e de conhecer e compreender as relações com a natureza, com a cultura e
com a produção cjentjfjca.” 
Essa intencionalidade educativa deve estar presente em todos os 
momentos da jornada na Educação Infantil, tanto na creche como na pré-
escola, que incluem: 
Acolhimento e despedida Momentos de pequeno grupo 
Rotina de cuidados Momentos de área externa 
Atividades Momentos de conversa 
Experiências Hora da história 
Momentos de grandes grupos Festividades e encontros 
 Avaliação: 
A BNCC ressalta a importância de observar e registrar a trajetória de 
aprendizagem de cada criança e do grupo enquanto participam das 
experiências propostas. Os registros incluem: (relatórios, desenhos, fotos, textos, 
etc.) e ajudam a mostrar às famílias a história das experiências vividas pelas 
crianças ao mesmo tempo em que permitem às crianças revisitar essas 
experiências. 
 
BNCC 
EducaçãoInfantil 
Grupos etários: 
Eixos estruturantes:
Interações e Brincadeiras 
Avaliação: 
Deve-se observar e registrar
trajetória de aprendizagem de 
Campos de experiência: 
Direitos de
aprendizagem 
- Bebês(0a1anoe6meses.
– Criançasbempequenas(de1
ano e 7meses a 3anos e11
meses).
– Crianças pequenas (de 4 anos
a 5 anos e 11 meses).
Intencionalidade educativa
deve estar presentes em todos
os momentos da jornada na Ed.
Infantil. 
cadacriança e do grupoem cada
experiência proposta. 
- O eu, o outroeonós.
– Corpo, gestoemovimentos.
– Traços, sons,coreseformas.
– Escuta, fala,pensamentoeimaginação.
– Espaços, tempos,quantidade,relações
e transformações.
- Conviver.
– Brincar.
– Participar.
– Explorar.
– Expressar.
– Conhecer-se.
- Buscagarantiraespecificidade
necessáriaaocuidadocoma1ª 
infância, ate 5 anos e 11 meses.
– Criançacomoprotagonista.
– QualidadedaEducaçãoInfantil.
– Explicitaprincípiose
pressupostos pedagógicos.
– Direitosdascriançasdese
desenvolver emambientes
saudáveis, acolhedores e
desafiadores.
Como se constitui o código da BNCC na
Educação Infantil 
EI02TS01 O primeiro par de letras
indica a etapa da Educação
Infantil 
O primeiro pardenúmerosindicaogrupo
por faixa etária:
01 = Bebês (0a1anoe6meses)
02 = Criançasbempequenas(1anoe7
meses a 3 anose11meses.
03 = Criançaspequenas(4a5anose11
O segundopardeletrasindicaocampode
experiência:
EO = O eu,ooutroeonós.
CG = Corpo,gestoemovimentos.
TS = Traços,sons,coreseformas.
EF = Escuta,fala,pensamentoeimaginação.
ET = Espaços,tempos,quantidades,relações
e transformações
O ultimo par de números indica
a posição da habilidade na
numeração seqüencial do
campo de experiência para
cada grupo/faixa etária. 
Base Nacional Comum
Curricular para o Ensino
Fundamental – Anos iniciais 
 Na BNCC do Ensino Fundamental anos iniciais, a área de linguagem é composta
pelos seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, artes e educação
física. O objetivo é possibilitar que aos estudantes a participação em práticas de
linguagem diversificados, que lhes permitam ampliar suas capacidades
expressivas em manifestações artísticas, corporais e lingüísticas, 
 O Ensino Fundamental é a etapa mais longa da educação básica: São 9 anos
divididos em anos iniciais ( 1° ao 5° ano) e anos finais ( 6° ao 9° ano). Por causa
disso são muitas as habilidades elencadas na BNCC como aprendizagens
essenciais, vale destacar que nos primeiros dois anos, a atenção é maior à
alfabetização e letramento matemático. 
“Nos iojs prjmejros anos io Ensjno Funiamental a ação peiagógjca ieve 
ter foco a alfabetização, a fim de garantir amplas oportunidades para que os 
alunos se apropriem do sistema de escrita alfabética de modo articulado ao 
envolvjmento em prátjcas ijversjfjcaias ie letramentos”. (BNCC, 2017, p. 57) 
A BNCC é alinhada às metas do PNE. Em relação à alfabetização, a 5° 
meta do PNE preconiza que todas as crianças sejam alfabetizadas, no máximo, 
até o final do 3° ano do Ensino Fundamental, porém, o ano de escolaridade 
limite para uma pessoa aprender a ler e escrever foi uma das questões mais 
discutidas durante a elaboração da BNCC. O Pacto Nacional pela Alfabetização 
na Idade Certa (Pnaic), que é a diretriz anterior, também coloca como prazo-
limite o 3º ano. A BNCC antecipou para o 2º ano e aponta que, no 3º ano, o 
processo continua com mais foco na ortografia. 
como também seus conhecimentos sobre as especificidades dessas linguagens,
mantendo a conexão com as culturas infantis. 
Artes Promover a aprendizagem das artes visuais, da 
dança, da musica e do teatro. 
Educação Física Brincadeiras, jogos, esportes, ginásticas, danças e 
lutas.Língua Portuguesa Compreensão, produção e analises lingüísticas e 
semânticas. 
A aprendizagem da matemática deve ser vista como um processo em 
permanente construção. No percurso escolar o estudante deve ser instigado a 
questionar, formular, testar e validar hipóteses, buscar contra exemplos, 
construir modelos, verificar a adequação da resposta a um problema, 
desenvolver a linguagem matemática e construir formas de pensar que o levem 
a refletir e agir de maneira critica nas questões do cotidiano. 
É fundamental que o ensino seja interdisciplinar mas que, também 
busque o desenvolvimento da capacidade de abstrair, imaginar e perceber o 
que pode ser generalizado relacionando teoria e pratica. 
No componente matemática há a proposta de 5 unidades temáticas: 
Matemática Números, álgebra, geometria, grandezas e medidas 
e probabilidade e estatística. 
A área de ciências humanas busca desenvolver competências e 
habilidades relacionadas a sistematização e a interpretação das diversas ações 
humanas no tempo e no espaço. 
Áreas do conhecimento 
 O ensino das ciências humanas deve promover aos estudantes uma atitude
investigativa diante da realidade política, social e cultural, econômica e ambiental,
marcada pela pluralidade e diversidade presentes em determinadas temporalidades
e espacialidades. 
Essa área é representada pelos componentes geografia e história, os 
objetivos das unidades temáticas são: 
História Ampliar os conceitos de tempo e espaço, propor a 
construção da noção de tempo e espaço a partir 
ampliar 
progressivamente para diferentes temporalidades 
(Antiguidade oriental e clássica, épocas moderna e 
contemporânea) e espacialidades (nacional e 
global). 
da realidade dos estudantes, 
Geografia O sujeito e seu lugar no mundo, conexões e 
de 
representação e pensamento espacial, natureza, 
ambientes e qualidade de vida. 
escalas, mundo do trabalho, formas 
A inclusão das ciências da natureza objetiva motivar o estudante a 
debater e tomar posição sobre alimentos, medicamentos, combustíveis, 
transportes, comunicações, contracepção, saneamento, entre muitos outros 
temas. 
Ao longo do Ensino Fundamental as ciências da natureza tem um 
compromisso com o desenvolvimento do letramento cientifico que envolve a 
capacidade de compreender e interpretar o mundo (natural, social e 
tecnológico). 
Essa área tem apenas um componente curricular: Ciências. Suas unidades 
temáticas se dividem em: 
Ciências Matéria e energia, vida e evolução, teoria e
universo. 
O ensino religioso é um componente curricular de oferta obrigatória, 
mas com matricula facultativa, conforme (CF/88 art. 210) e (LDB, art. 33). 
É um espaço de aprendizagem que visa o acolhimento das identidades, 
culturais, religiosas ou não, nas perspectivas da interculturalidade, direitos 
humanos e cultura da paz. A finalidade é fomentar a aprendizagem da 
convivência democrática e cidadã dos estudantes respeitando a laicidade da 
escola publica. 
As unidades temáticas são: 
Ensino Religioso Manifestações religiosas e crenças religiosas e 
filosofias de vida, identidades e alteridades. 
BNCC 
EnsinoFundamental 
O percurso da aprendizagem
deve ser continuo entre as fases
do ensino fundamental. 
Fortalece a autonomia do aluno e
a interação critica. 
Propõe o estimulo ao pensamento
lógico, crítico e criativo e o
desenvolvimento pessoal e social. 
- Anos iniciais (1° ao 5° ano)
– Anos finais (6° ao 9° ano)
Ensino interdisciplinar.
Articula-se com as experiências
que foram vivenciadas na
Educação Infantil. 
- Habilidadeselencadascomo
essenciais.
– Primeirosdoisanosvoltados
para a alfabetização.
- Linguagens;
- Matemática;
- Ciências danatureza;
- Ciências humanas.
– Ensino religioso;
5 áreas do conhecimento
que favorecem a
comunicação entre
conhecimentos e saberes
dos diferentes
componentes curriculares. 
Duração de 9 anos: 
Como se constitui o código da BNCC no
Ensino Fundamental 
EF67EF01 
O primeiro par de letras
indica a etapa do Ensino
Fundamental 
O primeiropardenúmerosindicaoano(1°ao9°)aquese
refere a habilidade, ou, no caso de arte e educação física, o
bloco de anos é o seguinte:
- Artes:
15 = 1° ao 5° ano
69 = 6° ao 9° ano
– Educação física:
12 = 1° e 2° ano
35 = 3° ao 5° ano
67 =6°e 7°ano
89 = 8° e 9° ano
O segundopardeletrasindica
o componentecurricular:
AR = Artes.
CI = Ciências
EF = Educaçãofísica
GE = Geografia
HI = História
LP = Línguaportuguesa
LI = Línguainglesa
MA = Matemática
O ultimo par de números indica a
posição da habilidade na
numeração seqüencial do ano ou
do bloco de anos. 
Diferenças entre... 
PCNs
DCNs BNCC 
RCNEI 
- Orienta o planejamento curricular.
– Uso obrigatório mesmo após a BNCC.
– Foco em fazer a criança ser inseridanasociedade.
– Princípios éticos, políticos, e estéticos.
– Ressalta a importância do conhecimentocientíficoecultural.
- Parâmetros criados para auxiliarosestadosemunicípiosna
construção do seu próprio currículo.
– Organizada por ciclos de ensino.
– Dividida em blocos de conteúdos.
– Uso não obrigatório, mas não setornouinválido.Estáemdesuso
por estar atualizado. 
- Elaboradodemocraticamente.
– Referenciaparaaelaboraçãodoscurrículos,respeitandoas
particularidadesde cadalocal.
– Documentonormativo,nãorevogouosdocumentosantigos.
– Uso obrigatório.
- Organizaçãodoensinoemanos.
- Quando criado representouumgrandeavanço,masnãopassava
de uma orientação deconteúdoseobjetivosdeaprendizagem.
– Organizada em eixosparaesclareceroquedeveriaserensinado
na Educação Infantil.
– Uso não obrigatório.
– Foco no desenvolvimentointegraldacriança.
Referências 
Políticas públicas na educação brasileira / Organizadoras Miriam Adalgisa Bedim
Godoy, Sandra Aparecida Machado Polon. – Ponta Grossa (PR): Atena Editora, 2017. 
Políticas Públicas de Educação / Bianca Mota de Moraes ...[et al.]. – Rio de 
Janeiro, RJ: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro; Universidade 
Federal Fluminense, 2016. 
Legislação brasileira sobre educação [recurso eletrônico] / Câmara dos 
Deputados. – 3. ed. – Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2015. 
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 
Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. 
1996. BRASIL. Leis de Diretrizes e Bases. Lei no 9.394. 1996. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm Acesso em 14 de Agosto de 
2020. 
BRASIL. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto 
da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial 
[da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 16 jul. 1990. 
BRASIL, 2015, Lei n. 13.146, de 6 de jul. de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da 
Pessoa com Deficiência. Disponível 
em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm;
acesso 
em: 20 Agosto 2020. BRASIL. Lei n° 10.639, de Dezembro de 2003. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm Acesso em 25 de 
Agosto de 2020. 
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Plano
Nacional de Educação PNE 2014-2024 : Linha de Base. – Brasília, DF : Inep, 2015. 
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares 
nacionais : introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de 
Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997. 
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica/ Ministério 
da Educação. Secretária de Educação Básica. Diretoria de Currículos e 
Educação Integral. – Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. 
BRASIL, MEC, Base Nacional Comum Curricular – BNCC, versão aprovada pelo 
CNE, novembro de 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br 
/wpcontent/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf. Acesso em 30 de Agosto de 
2020. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm
“ A vontade de se preparar deve ser
maior do que a vontade de vencer.
Vencer será a consequência da boa
preparação”. 
Não desista dos seus objetivos!e da família, 
será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho. 
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e 
o saber; 
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de 
instituições públicas e privadas de ensino; 
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da 
lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de 
provas e títulos, aos das redes públicas; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 53, de 2006) 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
VII - garantia de padrão de qualidade. 
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação 
escolar pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 53, de 2006) 
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores 
considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para 
a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 53, de 2006) 
IX – Garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida. 
(Incluído pela Emenda Constitucional n° 108, de 2020.) 
5º - estabelece o direito aos profissionais da educação escolar de ter planos de 
carreira e ingressar somente por concurso público; 
6º - preconiza que a escola é lugar democrático, que todos têm parte e fazem 
parte (pais, alunos, professores, servidores, comunidade local, etc.) na 
constituição da escola pública; 
7º - mesmo que atualmente se universalize o ensino público, mas é 
constitucional a garantia do padrão de qualidade na oferta do ensino; 
8º - estabelece o direito aos profissionais da educação escolar pública a um 
piso salarial nacional na forma da lei. 
9° - Educação e aprendizagem ao longo da vida. 
 Este artigo lança bases sobre as quais se estruturará o ensino superior,
regulamentando tanto o funcionamento das universidades publicas quanto das
privadas. As universidades possuem autonomia pedagógica, administrativa e de
gestão (financeira e patrimonial), e suas atividades deverão seguir o princípio
indissociável entre ensino-pesquisa-extensão. Além disso, elas (se necessitarem)
podem contratar professores, técnicos e cientistas na forma da lei. E essa 
prerrogativa estende-se as instituições de pesquisa científica e tecnológica. 
 Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica,
administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio
de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. 
§ 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas 
estrangeiros, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 11, de 
1996) 
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e 
tecnológica. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 11, de 1996) 
 Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a 
garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) 
anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela 
não tiveram acesso na idade própria; (Redação dada pela Emenda 
(Vide Emenda Constitucional nº 59, de Constitucional nº 59, de 2009) 
2009) 
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito; 
pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos 
(Redação dada 
de idade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação 
artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por 
meio de programas suplementares de material didático escolar, transporte, 
alimentação e assistência à saúde. 
Constitucional nº 59, de 2009) 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua 
oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. 
(Redação dada pela Emenda 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc53.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc53.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc53.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc53.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc53.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-
lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola. 
 Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes 
condições: 
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional; 
II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. 
 Este artigo normatiza a oferta educativa por parte da iniciativa privada, desde que
cumpra a legislação nacional (LDB/96) e seja autorizada e avaliada pelo Poder
Público em quaisquer dos âmbitos. 
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a
assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais
e regionais.§ 1º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos 
horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. 
§ 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa,
assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas
maternas e processos próprios de aprendizagem. 
 Este artigo fixa minimamente um currículo nacional (uma base comum e
uma parte diversificada), onde o ensino religioso é facultativo e o ensino da
língua portuguesa deve ser estendido aos povos indígenas, sem desvalorizar sua
língua materna. O Estado assume a responsabilidade de elencar os
conhecimentos adequados para o pleno desenvolvimento da sociedade
brasileira. Esse artigo serviu de base para a criação dos PCNs, DCNs e BNCC. 
 Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão 
em regime de colaboração seus sistemas de ensino. 
§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, 
financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria 
educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização 
de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino 
mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na 
educação infantil. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino 
fundamental e médio. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios definirão formas de colaboração, de forma a assegurar 
a universalização, a qualidade e a equidade do ensino obrigatório. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional n° 108, de 2020) 
 Podemos observar a delimitação dos deveres do Estado com o setor da educação.
Subdividido em 7 incisos que versam sobre a obrigatoriedade e gratuidade do
ensino fundamental e a progressiva extensão para o ensino médio, atendimento
educacional especializado, preferencialmente nas redes regulares de ensino aos
deficientes, atendimento em creches e pré-escolas para crianças de 0 a 5 anos,
acesso aos níveis mais elevados de ensino, segundo as capacidades de cada um,
oferta de ensino noturno regular, bem como a criação de programas
suplementares para atender aos estudantes do ensino fundamental. 
É possível perceber também que o Estado brasileiro passa a se 
comprometer com o processo educativo das pessoas com deficiência a partir 
de uma perspectiva inclusiva, alinhando às diretrizes dos organismos 
internacionais, como a UNESCO, por exemplo. 
. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo,
da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de
transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. 
§ 1º - A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, 
ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos 
Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, 
receita do governo que a transferir. 
§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
§ 6° A União, os Estados , o Distrito Federal e os Municípios exercerão ação 
redistributiva em relação a suas escolas. (Incluído pela Emenda Constitucional 
n° 108, de 2020) § 7° O padrão mínimo de qualidade de que trata o § 1° deste artigo
considerará 
as condições adequadas de oferta e terá como referência o Custo Aluno 
Qualidade (CAQ), pactuados em regime de colaboração na forma disposta em 
lei complementar, conforme o parágrafo único do art. 23 desta Constituição. 
(Incluído pela Emenda Constitucional n° 108, de 2020) 
§ 2º - Para efeito do cumprimento do disposto no “caput” deste artigo, serão
considerados os sistemas de ensino federal, estadual e municipal e os recursos aplicados
na forma do art. 213. 
§ 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento 
das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere a universalização, 
garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos do plano nacional de 
educação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
§ 4º Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde 
previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos provenientes de 
contribuições sociais e outros recursos orçamentários. 
§ 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a 
contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da 
lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) § 6º As cotas estaduais e
municipais da arrecadação da contribuição social do 
salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao número de alunos 
matriculados na educação básica nas respectivas redes públicas de ensino. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
§ 7° É vedado o uso dos recursos referidos no caput e nos §§ 5° e 6° deste 
artigo para pagamento de aposentadorias e pensões. (Incluído pela Emenda 
Constitucional n° 108, de 2020) § 8° Na hipótese de extinção ou de substituição de
impostos, serão redefinidos 
os percentuais referidos no caput deste artigo e no inciso II do caput do art. 
212-A, de modo que resultem recursos vinculados à manutenção e ao 
desenvolvimento do ensino, bem como os recursos subvinculados aos fundos de 
que trata o art. 212-A destas Constituição, em aplicações equivalentes às 
anteriormente praticadas. (Incluído pela Emenda Constitucional n° 108, de 
2020) 
 Os entes federados (União, Estados, DF e Municípios) se organizam de forma
colaborativa em seus sistemas de ensino. Enquanto a União organiza seu sistema
federal de ensino e dos Territórios, financia as instituições de ensino público
federal, assistência técnica e financeiramente os entes federados, os municípios
atuarão apenas no ensino fundamental e educação infantil e os Estados e DF
atuarão no ensino fundamental e médio. Cabe ressaltar que esse artigo teve sua
redação alterada pela emenda constitucional de número 14 e, depois disso, pela
numero 56, permitindo assim a institucionalização do FUNDEF e posteriormente
do FUNDEB. 
Art
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art3
 
dos recursos a que se refere o caput do art. 212 desta Constituição à manutenção e ao
desenvolvimento do ensino na educação básica e à remuneração condigna de seus
profissionais, respeitadas as seguintes disposições: (Incluído pela Emenda Constitucional
n° 108, de 2020) 
I - a distribuição dos recursos e de responsabilidades entre o Distrito Federal, 
os Estados e seus Municípios é assegurada mediante a instituição, no âmbito 
de cada Estado e do Distrito Federal, de um Fundo de Manutenção e 
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da 
Educação (Fundeb), de natureza contábil; II - os fundos referidos no inciso I do caput deste
artigo serão constituídos 
por 20% (vinte por cento) dos recursos a que se referem os incisos I, II e III 
do caput do art. 155, o inciso II do caput do art. 157, os incisos II, III e IV do 
caput do art. 158 e as alíneas "a" e "b" do inciso I e o inciso II do caput do art. 
159 desta Constituição; III - os recursos referidos no inciso II do caput deste artigo serão 
distribuídos entre cada Estado e seus Municípios, proporcionalmente ao número 
de alunos das diversas etapas e modalidades da educação básica presencial 
matriculados nas respectivas redes, nos âmbitos deatuação prioritária, 
conforme estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. 211 desta Constituição, observadas 
as ponderações referidas na alínea "a" do inciso X do caput e no § 2º deste 
artigo; IV - a União complementará os recursos dos fundos a que se refere o inciso 
II do caput deste artigo; 
V - a complementação da União será equivalente a, no mínimo, 23% (vinte e 
três por cento) do total de recursos a que se refere o inciso II do caput deste 
artigo, distribuída da seguinte forma: 
Art. 212-A. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios destinarão parte a) 10 (dez) pontos percentuais no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, sempre
que o valor anual por aluno (VAAF), nos termos do inciso III do caput deste artigo, não
alcançar o mínimo definido nacionalmente; 
b) no mínimo, 10,5 (dez inteiros e cinco décimos) pontos percentuais em cada 
rede pública de ensino municipal, estadual ou distrital, sempre que o valor 
anual total por aluno (VAAT), referido no inciso VI do caput deste artigo, não 
alcançar o mínimo definido nacionalmente; 
c) 2,5 (dois inteiros e cinco décimos) pontos percentuais nas redes públicas 
que, cumpridas condicionalidades de melhoria de gestão previstas em lei, 
alcançarem evolução de indicadores a serem definidos, de atendimento e 
melhoria da aprendizagem com redução das desigualdades, nos termos do 
sistema nacional de avaliação da educação básica; VI - o VAAT será calculado, na forma
da lei de que trata o inciso X do caput 
deste artigo, com base nos recursos a que se refere o inciso II do caput deste 
artigo, acrescidos de outras receitas e de transferências vinculadas à educação, 
observado o disposto no § 1º e consideradas as matrículas nos termos do inciso 
III do caput deste artigo; 
VII - os recursos de que tratam os incisos II e IV do caput deste artigo serão 
aplicados pelos Estados e pelos Municípios exclusivamente nos respectivos 
âmbitos de atuação prioritária, conforme estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. 211 
desta Constituição; 
VIII - a vinculação de recursos à manutenção e ao desenvolvimento do ensino 
estabelecida no art. 212 desta Constituição suportará, no máximo, 30% (trinta 
por cento) da complementação da União, considerados para os fins deste inciso 
os valores previstos no inciso V do caput deste artigo; 
IX - o disposto no caput do art. 160 desta Constituição aplica-se aos recursos referidos nos
incisos II e IV do caput deste artigo, e seu descumprimento pela autoridade competente
importará em crime de responsabilidade; 
X - a lei disporá, observadas as garantias estabelecidas nos incisos I, II, III e 
IV do caput e no § 1º do art. 208 e as metas pertinentes do plano nacional de 
educação, nos termos previstos no art. 214 desta Constituição, sobre: a) a organização
dos fundos referidos no inciso I do caput deste artigo e a 
distribuição proporcional de seus recursos, as diferenças e as ponderações 
quanto ao valor anual por aluno entre etapas, modalidades, duração da jornada 
e tipos de estabelecimento de ensino, observados as respectivas 
especificidades e os insumos necessários para a garantia de sua qualidade; b) a forma de
cálculo do VAAF decorrente do inciso III do caput deste artigo 
e do VAAT referido no inciso VI do caput deste artigo; 
c) a forma de cálculo para distribuição prevista na alínea "c" do inciso V do 
caput deste artigo; 
d) a transparência, o monitoramento, a fiscalização e o controle interno, 
externo e social dos fundos referidos no inciso I do caput deste artigo, 
assegurada a criação, a autonomia, a manutenção e a consolidação de 
conselhos de acompanhamento e controle social, admitida sua integração aos 
conselhos de educação; e) o conteúdo e a periodicidade da avaliação, por parte do órgão
responsável, 
dos efeitos redistributivos, da melhoria dos indicadores educacionais e da 
ampliação do atendimento; XI - proporção não inferior a 70% (setenta por cento) de cada
fundo referido 
no inciso I do caput deste artigo, excluídos os recursos de que trata a alínea 
"c" do inciso V do caput deste artigo, será destinada ao pagamento dos 
profissionais da educação básica em efetivo exercício, observado, em relação 
aos recursos previstos na alínea "b" do inciso V do caput deste artigo, o percentual
mínimo de 15% (quinze por cento) para despesas de capital; 
XII - lei específica disporá sobre o piso salarial profissional nacional para os 
profissionais do magistério da educação básica pública; 
XIII - a utilização dos recursos a que se refere o § 5º do art. 212 desta 
Constituição para a complementação da União ao Fundeb, referida no inciso V 
do caput deste artigo, é vedada. 
§ 1º O cálculo do VAAT, referido no inciso VI do caput deste artigo, deverá 
considerar, além dos recursos previstos no inciso II do caput deste artigo, pelo 
menos, as seguintes disponibilidades: I - receitas de Estados, do Distrito Federal e de
Municípios vinculadas à 
manutenção e ao desenvolvimento do ensino não integrantes dos fundos 
referidos no inciso I do caput deste artigo; II - cotas estaduais e municipais da
arrecadação do salário-educação de que 
trata o § 6º do art. 212 desta Constituição; 
III - complementação da União transferida a Estados, ao Distrito Federal e a 
Municípios nos termos da alínea "a" do inciso V do caput deste artigo. 
§ 2º Além das ponderações previstas na alínea "a" do inciso X do caput deste 
artigo, a lei definirá outras relativas ao nível socioeconômico dos educandos e 
aos indicadores de disponibilidade de recursos vinculados à educação e de 
potencial de arrecadação tributária de cada ente federado, bem como seus 
prazos de implementação. 
§ 3º Será destinada à educação infantil a proporção de 50% (cinquenta por 
cento) dos recursos globais a que se refere a alínea "b" do inciso V do caput 
deste artigo, nos termos da lei." 
§ 1º - Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de
estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que
demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos
regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando o
Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na 
localidade. 
º
 Esse artigo versa sobre o financiamento das instituições que se
localizam fora da esfera do Estado, no caso, instituições comunitárias e
filantrópicas que receberão recursos públicos desde que não tenham fins
lucrativos e dêem como segurança seu patrimônio para outra escola nas
mesmas condições, ou ao Poder Público, quando findar as atividades em
educação. Além disso, os recursos podem ser direcionados para bolsas de 
Tratando sobre o financiamento, esse Artigo define o percentual que
cabeacada um dos entes federados: União, nunca menos de 18%; Estados, DF
eMunicípios, 25% no mínimo. Além disso, os programas da alimentação escolar
edeassistência à saúde serão financiados pelas contribuições sociais. Contudo 
aeducação básica poderá contar como fonte do salário-educação. 
estudos. E as atividade de pesquisa, extensão e de fomento a inovação nas 
universidades e institutos poderão receber financiamento. 
 
Esse artigo prevê a criação de um plano, de duração plurianual, de
educação. O plano supracitado recebeu, em 2001, o nome de Plano Nacional de
Educação – PNE. A LDB/96 estabelece também a existência e execução do
Plano Nacional de Educação com duração de 10 anos e deve conduzir uma
política educacional que leve a: I - erradicação do analfabetismo; II - 
universalização do atendimento escolar; III - melhoria da qualidade do ensino; 
IV - formação para o trabalho; V - promoção humanística, científica e 
tecnológica do País; VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos 
públicos em educação como proporção do produto interno bruto. Enfim, a 
Constituição Federal/1988 influenciou de modo determinante o olhar 
democrático que a LDB/96 possui. 
Já em 2009, esse artigo recebeu uma emenda que versava sobre a
criação de planos nacionais de educação a cada dez anos,partindo da premissa
de que “as estruturas publicas, financeiras e pedagógicas devem estar em 
constante transformação” (SANTOS, 2012, p. 24) 
§ 2 As atividades de pesquisa, de extensão e de estímulo e fomento à 
inovação realizadas por universidades e/ou por instituições de educação profissional e
tecnológica poderão receber apoio financeiro do Poder 
Público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015) 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas,
podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas,
definidas em lei, que: 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros 
em educação; 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, 
filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de 
suas atividades. 
 Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração
decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime
de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de
implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em
seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos
poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam 
a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
III - melhoria da qualidade do ensino; 
IV - formação para o trabalho; 
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País. 
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto. 
Constitucional nº 59, de 2009) 
(Incluído pela Emenda 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc85.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc85.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc85.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc85.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
 
Constituição 
Federal de 1988 
- Educação,dever
corresponsabilizado;
- Estadoprovedordaeducação
publica;
– Famíliadevepartilhar
responsabilidades;
- Desenvolvimentodoeducando;
- Preparoparaoexercícioda
cidadania;
- Qualificaçãoparaotrabalho;
- Direitoaoacessoepermanêncianaescola;
- Liberdadedeações;
- Escolainclusiva;
- Ensinogratuitoedequalidade;
- Ingressodosprofessoresporconcursopublico;
- Escolademocrática;
- Valorizaçãodosprofessores;
Política instituinteporexcelência
que regeoEstadoBrasileiro
Reconhece a educação como um
setor do Estado Brasileiro 
- Estrutura doEns.Superior;
- Regulamentaofuncionamentodas
universidades publicas e privadas;
- Autonomiapedagógica,administrativa
e de gestão;
- Princípiosindissociáveis;
- Cumprimento da LDB;
- Autorização e avaliaçãopelo
poder público; 
- Obrigatoriedadeequalidadedo
Ens. Fundamental;
- ExtensãoparaoEns.Médio;
- AEE;
- Crechesepré-escolas;
- Acessoaosníveiselevadosdo
ensino;
- Processoeducativodepessoas
com deficiência;
Art. 205 
Artigos 205 a 209 
Art. 206
(Diretrizes que regulamentamoensinonopaís) Art. 207
Art. 208
(Deveres do estado)
Art. 209
(Ensino livre à iniciativaprivada)
Constituição
Federal de 1988 
Art. 210 
Artigos 210 a 214 
Art. 211
Art. 214 
Art. 212 
Art. 213 
- Financiamentodas
instituiçõessemfinslucrativos;
- Recursosquetambém
podem serusadosparabolsas
de estudos;
- Financiamentosdeatividades
de pesquisa,extensãoede
fomentoainovaçãoem
universidades e institutos;
- Fixa um currículonacional;
- Base comum+Parte
diversificada;
- Ens. Religiosodematrícula
facultativa;
- Ens. Fundamentalministradona
língua portuguesa;
- Utilização dalínguamaterna
assegurados aospovosindígenas;
- Entes federativosorganizadosdeformacolaborativa;
- União organizaosistemafederaldeensino,financia
instituições de ensino publico federal, assistência técnica e
financeira;
- MunicípiosatuarãonaEd,InfantilnoEns.Fundamentale
Médio;
- InstitucionalizaçãodoFUNDEFEFUNDEB;
- Criação do PNE;
- Devendo conduzira:erradicaçãodoanalfabetismo,
universalização do atendimento escolar, qualidade do ensino
e formação paraotrabalho;
- Promoção humanística,cientificaetecnológicadopaís;
- Aplicação dosrecursospúblicos;
- Define percentualquecabeacadaumdos
entes federativos:Uniãonunca–que18%,
Estados, DFeMunicípios25%nomín.;
- Programasdealimentaçãoescolar,de
assistênciaasaúdefinanciadospor
contribuições sociais;
- Ed. Básicacomofontedosalário-educação;
Lei de Diretrizes e Bases da
Educação 9.394/96 
(Artigos mais cobrados nos concursos)
 Também conhecida como Lei Darcy Ribeiro, a LDB é composta por 92 artigos,
divididos em 9 títulos, que regem a educação brasileira desde a educação
básica até o ensino superior. 
O propósito dessa lei é regular os direitos e deveres da política brasileira 
da educação formal e não-formal, como também assegurar as políticas publicas 
nos graus de autonomia: pedagógica, administrativa e gestão financeira. 
Entre os princípios e as características da LDB, estão: 
- Estabelecer que todo cidadão brasileiro tem o direito ao acesso gratuito à 
Educação Infantil e ao Ensino Fundamental; 
- Aponta que este direito seja, gradativamente, levado também ao Ensino 
Médio; 
- Determinar as funções do Governo Federal, estados e Municípios no tocante a 
gestão da área da educação; 
- Estabelece as obrigações das instituições de ensino; 
- Determina a carga horária mínima para cada nível de ensino; 
- Apresenta as diretrizes curriculares básicas; 
- Aponta funções e obrigações dos profissionais da educação; 
- Estabelece a obrigatoriedade da Base Nacional Comum na Educação Básica; Estes mesmos princípios entram em consonância com a Constituição 
Federal, no artigo 206, visando promover o ensino de qualidade no país. 
Os artigos mais cobrados em concursos principalmente para o cargo de
professor da Educação Infantil ou do Ensino Fundamental, são (3, 4, 5, 8, 9, 10, 
11,12,13, 21, 22, 24, 26, 29, 30, 31 e 32). 
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o 
pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; 
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; 
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
VII - valorização do profissional da educação escolar; 
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da 
legislação dos sistemas de ensino; 
IX - garantia de padrão de qualidade; 
X - valorização da experiência extra escolar; 
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. 
XII - consideração com a diversidade étnico-racial. 
XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida. 
X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima
de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de
idade. 
Art. 4º-A. É assegurado atendimento educacional, durante operíodo de 
internação, ao aluno da educação básica internado para tratamento de saúde 
em regime hospitalar ou domiciliar por tempo prolongado, conforme dispuser o 
Poder Público em regulamento, na esfera de sua competência federativa. 
 Atualmente a Educação básica vai dos 4 aos 17 anos, sendo obrigatória e gratuita
nos estabelecimentos oficiais de ensino. Esteja atento quanto à vaga nas escolas
perto da residência: Especificamente para a Ed. Infantil ou Ens. Fundamental. A lei,
nesse artigo, não incluiu o Ensino Médio 
Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo
qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical,
entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar
o poder público para exigi-lo. 
§ 1º O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá: 
I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem 
como os jovens e adultos que não concluíram a educação básica; 
II - fazer-lhes a chamada pública; 
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola. 
§ 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em 
primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, nos termos deste artigo, 
contemplando em seguida os demais níveis e modalidades de ensino, conforme 
as prioridades constitucionais e legais. 
§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade 
para peticionar no Poder Judiciário, na hipótese do 
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado
mediante a garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) 
anos de idade, organizada da seguinte forma: 
a) pré-escola; b) ensino fundamental; c) ensino médio; 
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; 
III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os 
que não os concluíram na idade própria; 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação 
artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com 
características e modalidades adequadas às suas necessidades e 
disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de 
acesso e permanência na escola; 
VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por 
meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, 
alimentação e assistência à saúde; 
IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e 
quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento 
do processo de ensino aprendizagem. 
 Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de
colaboração, os respectivos sistemas de ensino. 
§ 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando 
os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e 
supletiva em relação às demais instâncias educacionais. 
§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos termos desta 
Lei. 
Art. 9º A União incumbir-se-á de: 
I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios; 
II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema 
federal de ensino e o dos Territórios; 
§ 2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e de rito sumário a ação judicial
correspondente. 
§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o 
oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de 
responsabilidade. 
§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder 
Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, 
independentemente da escolarização anterior. 
 O acesso à educação básica é obrigatório, é um direito irrenunciável de cada um,
caso o aluno não encontre vaga na rede publica pode recorrer junto a justiça contra a
autoridade responsável (Governador estadual, Prefeito ou Secretário de Educação do
Município.) 
III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento
prioritário à escolaridade obrigatória, exercendo sua função redistributiva e supletiva; 
IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino 
fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos 
mínimos, de modo a assegurar formação básica comum; 
IV-A - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, diretrizes e procedimentos para identificação, cadastramento e 
atendimento, na educação básica e na educação superior, de alunos com altas 
habilidades ou superdotação; 
V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação; 
VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino 
fundamental, médio e superior, em colaboração com os sistemas de ensino, 
objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino; 
VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação; 
VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação 
superior, com a cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre 
este nível de ensino; 
IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, 
os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu 
sistema de ensino. 
§ 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho Nacional de Educação, com 
funções normativas e de supervisão e atividade permanente, criado por lei. 
§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União terá acesso a
todos os dados e informações necessários de todos os estabelecimentos e
órgãos educacionais. 
§ 3º As atribuições constantes do inciso 
IX poderão ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, desde que 
mantenham instituições de educação superior. 
Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus 
sistemas de ensino; 
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino 
fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das 
responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos 
financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; 
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com 
as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas 
ações e as dos seus Municípios; 
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, 
os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu 
sistema de ensino; 
V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino 
médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; 
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. Parágrafo 
único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos Estados 
e aos Municípios. 
 Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e
instituições oficiais dos seus 
sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e 
dos Estados; 
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; 
III - baixarnormas complementares para o seu sistema de ensino; 
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema 
de ensino; 
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o 
ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente 
quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de 
competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela 
Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. 
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal. Parágrafo 
único. Os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar ao sistema estadual 
de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica. 
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as 
do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: 
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; 
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; 
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; 
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; 
 Art. 21. A educação escolar compõe-se de: 
I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e 
ensino médio; 
II - educação superior. 
 A educação escolar vai desde a Educação Infantil até a Educação Superior, enquanto a
educação básica corresponde apenas as etapas da Educação Infantil até ao Ensino
Médio. Atente-se para a diferença entre Educação Escolar e Educação básica. 
 Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a
formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para
progredir no trabalho e em estudos posteriores. 
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a 
comunidade. 
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será 
organizada de acordo com as seguintes regras comuns: 
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino 
fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos 
dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, 
quando houver; 
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da
sociedade com a escola; 
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, 
os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como 
sobre a execução da proposta pedagógica da escola; 
VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação dos alunos que 
apresentem quantidade de faltas acima de 30% (trinta por cento) do 
percentual permitido em lei; 
IX - promover medidas de conscientização, de prevenção e de combate a todos 
os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática (bullying), no 
âmbito das escolas; 
X - estabelecer ações destinadas a promover a cultura de paz nas escolas. 
XI - promover ambiente escolar seguro, adotando estratégias de prevenção e 
enfrentamento ao uso ou dependência de drogas. 
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: 
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de 
ensino; 
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do 
estabelecimento de ensino; 
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; 
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor 
rendimento; 
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar 
integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao 
desenvolvimento profissional; 
Este artigo destaca a finalidade da educação básica como forma de 
assegurar a formação comum indispensável para o exercício da cidadania. 
Os artigos 9 ao 13, são atributivos, tratando da responsabilidade dos níveis 
se 
complementam, atente-se para a distribuição de tarefas para não se confundir 
na hora da prova. 
Federal, Estadual e Municipal, institucional e docente, ambos 
II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino fundamental,
pode ser feita: 
a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou 
fase anterior, na própria escola; 
b) por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas; 
c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela 
escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e 
permita sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação 
do respectivo sistema de ensino; 
III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o 
regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial, desde que 
preservada a sequência do currículo, observadas as normas do respectivo 
sistema de ensino; 
IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de séries distintas, 
com níveis equivalentes de adiantamento na matéria, para o ensino de línguas 
estrangeiras, artes, ou outros componentes curriculares; 
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: 
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência 
dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do 
período sobre os de eventuais provas finais; 
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; 
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do 
aprendizado; 
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; 
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo,
para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de
ensino em seus regimentos; 
VI - o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no 
seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a 
frequência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para 
aprovação; 
VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos escolares, 
declarações de conclusão de série e diplomas ou certificados de conclusão de 
cursos, com as especificações cabíveis. 
§ 1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do caput deverá ser 
ampliada de forma progressiva, no ensino médio, para mil e quatrocentas horas, 
devendo os sistemas de ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo 
menos mil horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de 2017. 
§ 2o Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de educação de jovens e 
adultos e de ensino noturno regular, adequado às condições do educando, 
conforme o inciso VI do art. 4o. 
 No artigo 24 se destaca as regras de organização da educação básica. Devemos
nos atentar para a mudança quanto a carga horária mínima no ano de 2020 em
decorrência da pandemia, deixando de ser obrigatório os 200 dias letivos no
mínimo para cumprimento no ano. 
 Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do
ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada
sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte
diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e dos educandos. 
§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o 
estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico 
e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil. 
§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá
componente curricular obrigatório da educação básica. 
§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é 
componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática 
facultativa ao aluno: 
I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; 
II – maior de trinta anos de idade; 
III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, 
estiverobrigado à prática da educação física; 
IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 1969; 
V – (VETADO); 
VI – que tenha prole. 
§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das 
diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente 
das matrizes indígena, africana e europeia. 
§ 5º No currículo do ensino fundamental, a partir do sexto ano, será ofertada a 
língua inglesa. 
§ 6º As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens que 
constituirão o componente curricular de que trata o 
§ 2o deste artigo. 
§ 7º A integralização curricular poderá incluir, a critério dos sistemas de ensino, 
projetos e pesquisas envolvendo os temas transversais de que trata o caput. 
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular
complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição
obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais. 
§ 9º Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as 
formas de violência contra a criança e o adolescente serão incluídos, como 
temas transversais, nos currículos escolares de que trata o caput deste artigo, 
tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança 
e do Adolescente), observada a produção e distribuição de material didático 
adequado. 
§ 9º-A. A educação alimentar e nutricional será incluída entre os temas 
transversais de que trata o caput. 
§ 10. A inclusão de novos componentes curriculares de caráter obrigatório na 
Base Nacional Comum Curricular dependerá de aprovação do Conselho Nacional 
de Educação e de homologação pelo Ministro de Estado da Educação. 
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, 
públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-
brasileira e indígena. 
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos 
aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população 
brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da 
África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a 
cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da 
sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, e política, 
pertinentes à história do Brasil. 
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afrobrasileira e dos povos 
indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, 
em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história 
brasileiras. 
Este artigo destaca o currículo da educação básica frisando a
da Base Nacional Comum na elaboração dos currículos
escolares,quealém dessa base, são compostos também por uma parte 
obrigatoriedade
diversificada.
Apartecomum diz respeito a um nivelamento mínimo de conhecimentos 
emqualquerestado do Brasil. 
Apartediversificada dá autonomia para que cada sistema de ensino 
trabalheaspráticas pedagógicas e conhecimentos que tenham relação com as 
realidadesculturais, econômicas, sociais e políticas da comunidade em que a escolaestáinserida. 
 O desenvolvimento integral da criança até os 5 anos de idade abrange os 
aspectos físico, psicológico, intelectual e social. 
A educação infantil é oferecida hoje até 3 anos (Creche) e dos 4 aos 5 
anos (Pré-escola). Nesta etapa não existe promoção, não há reprovação. A 
avaliação ocorre por meio de registro e acompanhamento do desenvolvimento. Quando a criança completa 6 anos, ela irá direto para o Ensino Fundamental. 
 Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o
desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico,
psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. 
Art. 30. A educação infantil será oferecida em: 
I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; 
II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade. 
Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as seguintes 
regras comuns: 
I - avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das 
crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino 
fundamental; 
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um 
mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional; 
III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o 
turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral; 
IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a
frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas; 
V - expedição de documentação que permita atestar os processos de 
desenvolvimento e aprendizagem da criança. 
 Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos,
gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por
objetivo a formação básica do cidadão, mediante: 
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o 
pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; 
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da 
tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; 
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a 
aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; 
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade 
humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. 
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em 
ciclos. 
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem 
adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo 
da avaliação do processo de ensino aprendizagem, observadas as normas do
respectivo sistema de ensino. 
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, 
assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e 
processos próprios de aprendizagem. 
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado 
como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais. 
§ 5º O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo 
que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a 
Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do 
Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático 
adequado. 
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema transversal 
nos currículos do ensino fundamental. 
 O ensino fundamental dura 9 anos, inicia-se aos 6 anos de idade. Os
sistemas de ensino podem desdobrá-los em ciclos, devendo ser oferecido
presencialmente, sendo o EAD utilizado apenas como complementação de
aprendizagem ou em situações de emergência. 
Lei Darcy Ribeiro 
Lei de Diretrizes e
Bases da Educação 
9.394/96
Principais 
características
Determinar as funções
do governo Federal,
estados e municípios
no tocante a gestão da
área da educação. 
Aponta que este direito
seja, gradativamente,
levado também ao
Ensino Médio. 
Estabelecer que todo
cidadão brasileiro tem
direito ao acesso
gratuito à Ed. Infantil
e ao Ens. Fundamental. 
Estabelece as
obrigações das
instituições de ensino
(escolas, faculdades,
etc.) 
Regula os direitos e deveres da política
brasileira da educação formal, e não
formal, assegura políticas publicas nos
graus de autonomia: pedagógica,
administrativa e gestão financeira 
Determina a carga
horária mínima e dias
letivos mínimos para
cada nível de ensino 
Estabelece a
obrigatoriedade da
base nacional comum
na Ed. Infantil, Ens.
Fundamental e Médio. 
Apresenta as diretrizes
curriculares básicas
para os sistemas de
ensino. 
Aponta funções e
obrigações dos
profissionais da
educação (professores,
diretores, etc.) 
LDB 
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