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1. Sobre a presença de recursos midiáticos no contexto da educação, muito já foi pesquisado. Há uma certa resistência no emprego de tecnologias educacionais em sala de aula, tanto pela insegurança dos professores (imigrantes digitais) quanto pela falta de clareza nesta utilização. As tecnologias educacionais já foram chamadas de “perfumaria”, elementos que não promovem de fato a aprendizagem. Por outro lado, também já se evidenciou em pesquisas que as tecnologias educacionais, como recursos midiáticos e objetos de aprendizagem, se bem escolhidas e aplicadas, podem promover aumento do interesse dos alunos e consequente melhoria da aprendizagem. Quando se fala na utilização de recursos midiáticos e objetos de aprendizagem na educação, quais são os cuidados que se deve ter para que estes potencializem a aprendizagem? A. É preciso ter atenção para os seguintes tópicos: a faixa etária dos alunos, a linguagem presente no recurso, as condições de infraestrutura, dos direitos autorais e patrimoniais presentes, bem como se o conteúdo está alinhado com os objetivos de aprendizagem do seu plano de aula. Um cuidado a mais é, ao planejar o uso de uma tecnologia, ter em mente o objetivo de aprendizagem e combinar com uma metodologia ativa a fim de propiciar a aprendizagem dos estudantes. B. É necessário buscar recursos inéditos para passar para os alunos, quanto mais sofisticada a tecnologia, melhor. O uso de sites e vídeos por si só não impacta a aprendizagem nem traz inovação. É possível utilizar óculos de realidade virtual, mesmo que não se tenha muitos conteúdos disponíveis, ou que exista pouca pertinência educacional, não prevista no plano de aula. Vale tudo para manter o interesse do aluno, mesmo que não tenha a ver com os conteúdos a serem trabalhados. C. A internet tem um oceano de possibilidades, e faz todo sentido explorar cada resultado de busca, priorizando os primeiros, que estão muito bem colocados na rede. O único cuidado que se deve ter é que esses recursos, buscados por palavras-chave na internet, estejam relacionados de alguma forma com o conteúdo que será trabalhado em aula. Não é necessário nem assistir, pois se o recurso foi bem ranqueado e aparece em primeiro lugar só pode ser um bom conteúdo. D. Sabe-se que, ao digitar uma palavra-chave nos buscadores da internet, muitas vezes, os primeiros resultados assim aparecem porque houve pagamento para sua divulgação. Também que, dependendo da palavra buscada, é possível obter retornos de conteúdos não adequados. Para se evitar problemas de mostrar recursos midiáticos inapropriados aos alunos, existe um recurso chamado safe search, e basta habilitá-lo no seu navegador que a pesquisa será totalmente segura, e a aprendizagem assegurada. E. Para que um recurso midiático ou objeto de aprendizagem realmente tenha o poder de promover a aprendizagem, é necessário pesquisar aqueles que prendam a atenção do estudante, que tenham um colorido e um estilo que esteja de acordo com a faixa etária e que o divirta. Vale buscar por recursos de trends (tendências) do momento. Isso é até mais importante do que procurar por recursos que estejam ligados com o conteúdo pedagógico ou curricular que está sendo desenvolvido com os estudantes. 2. Prensky e, depois, Palfrey escreveram diversos trabalhos sobre as mudanças que ocorreram na maneira como as pessoas aprendem e se relacionam, de quando a internet não era popularizada, antes da década de 1980, e nos tempos atuais, na chamada modernidade líquida, como refere Zygmund Bauman. Atualmente, a maioria de nós não consegue estabelecer muitas atividades humanas sem a mediação de um dispositivo tecnológico, muitas vezes, atrelado ao digital e à internet. Muito se fala sobre o conceito de nativos digitais e seu contraponto, os imigrantes digitais. Sobre esse tema, marque a alternativa correta: A. Luciana é uma estudante de pedagogia, entusiasta das tecnologias. Ela estudou as tecnologias educacionais e entendeu que seus futuros alunos são Nativos Digitais. Crianças e adolescentes nativos digitais não precisam de supervisão para a utilização de tecnologias e só aprendem se tiverem recursos midiáticos presentes na aula. B. Helena é uma estudante do 6º ano. Ela não trabalha bem com agenda física, mas utiliza seu celular para anotar a data dos trabalhos. Sua mãe questionou se não tem nenhum trabalho em grupo e ficou surpresa, pois Helena falou que ela e suas amigas utilizam o WhatsApp, Teams, Discord ou Google Meet para realizar trabalhos e fofocar, uma característica de imigrantes digitais. C. Luiz tem 48 anos. Ele entende que as pessoas de sua geração, que nasceram antes de 1980, são os nativos digitais, incapazes de trabalhar colaborativamente na internet, principalmente se precisarem utilizar recursos midiáticos ou tecnologias digitais. E que o trabalho remoto com recursos digitais não tem a mesma validade que uma reunião presencial. D. Maria é professora de tecnologias. Ela define nativos digitais como pessoas que não utilizam recursos midiáticos de forma natural, se comparado com a utilização destes mesmos recursos por pessoas de mais idade e experiência, pois os mais idosos buscam vivências imersivas mais recorrentes. E. Marcio pesquisa tecnologias e percebeu que o que há em comum entre os nativos digitais é a atração pelos dispositivos digitais pessoais (celulares, notebooks, tablets, entre outros), o tempo e a frequência de contato com essas tecnologias, o que explica sua maior fluência digital. 3. Bates, um pesquisador de referência das tecnologias na educação, afirmou que podemos pensá-las como “coisas ou ferramentas usadas para apoiar o ensino e a aprendizagem” (BATES, 2007, p. 247). Fazendo o recorte dos recursos midiáticos digitais, é importante ressaltar que podem se apresentar em diversos formatos, e existe uma interação entre o criador e o receptor (ou receptores) destes formatos (escrita, imagética, designs, áudios, audiovisual, etc.). Assim, ao pensar sobre recursos midiáticos, é correto afirmar o seguinte: A. São recursos online e necessitam da internet para serem acessados e consumidos, sua utilização é restrita, não apoiando diversos estilos de aprendizagem. B. É cabível afirmar que um recurso midiático é o mesmo que um objeto de aprendizagem, pois ambos são online e digitais, têm a mesma funcionalidade e podem ser utilizados da mesma forma, para a aprendizagem. C. São restritos enquanto recursos para planos de aula bem-sucedidos, uma vez que não são boas ferramentas de comunicação e colaboração, pois estão prontos e fechados para serem só assistidos. D. Servem de apoio a uma disciplina (conteúdo) específica, mas também como suporte a diferentes estilos de aprendizagem por permitirem a mixagem, a colaboração, a comunicação e a criação. E. Sua validade é limitada, pois não foram criados para a aprendizagem educacional, sendo recursos das tecnologias de informação e comunicação (TICs), e podem ter diversas interpretações. 4. Para apoiar a utilização de recursos midiáticos em um plano de aula, é interessante conhecer e utilizar algum referencial, como um modelo. O modelo TPACK, cuja tradução para o português é conhecimentos tecnológicos, pedagógicos e do conteúdo, desenvolvido por Mishra e Koehler (2006), pode ser um bom aliado nesta utilização. Assinale a alternativa que descreve o modelo TPACK: A. Um modelo perfeito que estabelece regras rígidas a serem seguidas, e uma delas é a exigência de se utilizar metodologias ativas. As metodologias ativas são o diferencial desse modelo, e estabelecem o cerne para as decisões dos professores na escolha de tecnologias. B. Um modelo composto de duas esferas, a tecnológica e a pedagógica, ou seja, para potencializar a aprendizagem, é necessário observar o recurso tecnológico utilizado e a metodologia que melhor se adeque à tecnologia e proporciona maior aprendizagem. C. Um modelo compostode três esferas, uma do conhecimento tecnológico, a segunda do conhecimento curricular e a terceira do conhecimento pedagógico. Elas se interpõem, e, na imbricação destas, geram possibilidades de análise do uso das tecnologias visando à aprendizagem. D. Um modelo de três esferas sobrepostas, com ênfase para a esfera que traz o conhecimento tecnológico sobre as demais. É preciso verificar, em primeiro lugar, o recurso tecnológico escolhido, pois é ele que promoverá a aprendizagem. E. Um modelo composto por diversas esferas, sendo que a que se sobressai é a esfera pedagógica. É a partir dela que os professores devem analisar se a tecnologia está adequada à faixa etária dos estudantes, à linguagem, ao formato, à infraestrutura necessária e se é possível utilizá-la com metodologia ativa. 5. Uma preocupação válida é que, na utilização de tecnologias na educação, estas realmente repercutam em aprendizagens ativas e válidas. Portanto, é necessário avaliar se o recurso utilizado tem contribuído para que os alunos aprendam, ou se é apenas um recurso que “enfeita” a aula, consumindo tempo dos professores, exigindo, inclusive, que as instituições invistam em infraestrutura, sem, contudo, terem a contrapartida da melhoria da aprendizagem. Sobre a avaliação do uso de tecnologias e da aprendizagem mediada pelas tecnologias, é correto afirmar o seguinte: A. Há uma dificuldade em avaliar se a utilização de tecnologias promove de fato a aprendizagem, pois há poucos métodos comprovados para verificar esse processo. Pode-se dizer que a rubrica é a única forma válida de avaliar se houve aprendizagem por parte dos alunos quando se utiliza tecnologias. B. Em se tratando do uso de tecnologias na educação, a melhor maneira de avaliar se houve aprendizagem é utilizando tecnologias digitais. Assim, a melhor forma de avaliar a aprendizagem é empregar formulários digitais que se autocorrigem, o que, além da fidedignidade dos resultados, também os sistematiza e poupa tempo dos professores. C. A avaliação das tecnologias e da aprendizagem mediada por recursos midiáticos deve ser feita exclusivamente com a utilização de tecnologias digitais, podendo empregar os formulários para criar testes e questionários avaliativos, com questões fechadas e abertas, para diversificar as ferramentas avaliativas. D. É possível criar avaliações autênticas, com critérios apresentados aos alunos e, dentro de cada critério, níveis de proficiência contendo o que deve ser atendido pelo aluno. Pode-se usar uma planilha eletrônica, chamada de rubrica, ou formulários eletrônicos como avaliações ou enquetes, que permitem ganhar tempo e sistematizar as respostas. E. Para avaliar a aprendizagem mediada por recursos midiáticos, a única maneira é criando rubricas, que são planilhas fechadas em critérios preestabelecidos e determinados. Rubricas podem ser utilizadas em quaisquer atividades que tenham recursos digitais ou tecnologias associadas, substituindo outros tipos de avaliação, como as provas e os questionários digitais. 1. As competências quistas em profissionais do século XXI podem ser desenvolvidas por meio de diversas estratégias de metodologia ativa. O brainstorming e o brainwriting estão entre elas, podendo ajudar no processo criativo colaborativo. Portanto, está no seu cerne fomentar o desenvolvimento de competências como: A. Gerenciamento de informações e uso de números. B. Uso de números e atitude flexível. C. Atitude flexível e verificação de dados. D. Capacidade de trabalhar em grupo e atitude flexível. E. Verificação de dados e respeito às diferenças. 2. Um professor de matemática do ensino médio propõe no terceiro bimestre o mesmo projeto para duas turmas. Ele considera que os estudantes estão focados em uma delas e não costumam se dispersar com frequência. Na outra turma, os estudantes se distraem facilmente com conversas paralelas. Para dar início ao projeto com a primeira turma, ele optou pelo brainstorming como estratégia de processo criativo. Sobre o brainstorming, é possível afirmar que: A. Estimula a criatividade, a espontaneidade e a autoconfiança. B. Os integrantes têm o mesmo tempo para pensar e escrever. C. É vantajoso se o grupo tende a socializar muito, perdendo o foco. D. Não há o risco de ser monopolizado por um ou dois participantes. E. Leva as pessoas a escreverem com clareza e de forma completa. 3. Um professor de matemática do ensino médio propõe, no terceiro bimestre, o mesmo projeto para duas turmas. Ele considera os estudantes focados em uma delas, em que não costumam se dispersar com frequência. Na outra turma, os estudantes se distraem facilmente com conversas paralelas e alguns costumam ter maior facilidade em se expor que os demais. Para dar início ao projeto com a segunda turma, ele optou pelo brainwriting como estratégia de processo criativo. Sobre o brainwriting, é possível afirmar que: A. O número de integrantes nos grupos é variado. B. Os estudantes lançam um número de ideias possíveis em 5 minutos. C. Favorece estudantes tímidos que têm dificuldade em expor suas ideias ao grupo. D. A geração de ideias é realizada individualmente; não há partilha de ideias. E. A aplicação da estratégia tem melhor resultado na educação superior. 4. Uma professora de língua portuguesa do ensino fundamental irá aplicar a estratégia brainstorming para um projeto de produção textual, e sua intenção é proporcionar um momento em que os estudantes possam aumentar o vocabulário, além de obter novas informações a partir das quais podem se aprofundar. Sua escolha foi apropriada, pois, entre outras normas, o brainstorming permite: A. Gerar o maior número possível de ideias no tempo estimado. B. Ter comunicação entre os grupos. C. Desconsiderar ideias enquanto são lançadas. D. Somente ideias originais; elas não devem ser construídas sobre outras. E. Respeitar as ideias e considerar todas certas. 5. É a primeira vez que João, o professor de história, vai aplicar a estratégia brainstorming. Preocupado com o aproveitamento dos estudantes, ele decide, primeiramente, ensinar a estratégia. Para tanto, entre outros itens, deve considerar o seguinte: A. Os estudantes elaboram suas próprias normas. B. O professor faz a mediação da sessão. C. O professor deve intervir durante todo o processo. D. Um líder e uma pessoa para anotar as ideias. E. O líder seleciona os estudantes que devem lançar as ideias.