Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUÍZO CÍVEL DA XX VARA DA COMARCA XXXX DO 
ESTADO DE XX. 
 
 
 
 
PEDRO, brasileiro, estado civil, profissão, carteira de identidade 
nº XXX e inscrito no CPF nº XXX, endereço eletrônico, residente e 
domiciliado na Rua/Avenida XXXXX, na cidade de XXXX estado 
XX, por meio de seu advogado devidamente constituído, 
conforme procuração anexa, e endereço profissional XXXX, para 
onde devem ser remetidas as intimações, vem, respeitosamente, à 
presença de Vossa Excelência, com fulcro no artigo 5º, LXIX da 
CRFB/88 e nos artigos 319 e seguintes do CPC/15, e com 
fundamento na Lei. 12.016/09, impetrar 
 
MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR 
 
 
contra ato ilegal praticado pelo SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO 
MUNICÍPIO A, agente público, com endereço funcional XXXX, com vínculo a sede da 
Comarca B, no endereço XXXX pelas razões de fato e de direito a seguir expostas. 
 
I – DOS FATOS 
 
 
O Impetrante, residente do Município vizinho, com a 
intenção de divulgar à população interessada, decidiu fiscalizar a forma de 
distribuição dos recursos aplicados na área de educação do Município Alfa, para que 
pudessem avaliar o Prefeito do Município. Desse modo, requereu o fornecimento de 
informações detalhadas a respeito das despesas realizadas no exercício anterior, que 
abrangiam os valores gastos com pessoal, custeio em geral e os montantes 
direcionados a cada unidade escolar. 
Contudo, o requerimento formulado pelo Impetrante 
foi indeferido pelo Impetrado, sob o argumento dele não residir no Município A, e 
afirmou que os gastos eram sigilosos e violariam a intimidade dos servidores. Por 
isso, seriam disponibilizadas para o público via internet em 2(dois) anos. 
II – DA LEGITIMIDADE 
 
 
A legitimidade ativa do Impetrante decorre do fato de 
ter o direito de acesso à informação, sendo titular do direito que postula. E quanto a 
legitimidade passiva do Impetrado, decorre do fato de ser o responsável pelo 
indeferimento do requerimento formulado, nos termos do artigo 6º da Lei 
12.016/09, e do Município A por ser a autoridade vinculada, artigo 7º, inciso I, Lei 
12.016/09. 
 
III- DO CABIMENTO 
 
 
O presente mandado de segurança é tempestivo, pois 
foi impetrado dentro do prazo de 120 (cento e vinte) dias após a data da ciência, pelo 
interessado, do ato impugnado, consoante disposição do artigo 23 da Lei 12.016/09, 
confirmado pela Súmula 632 STF. 
No presente caso o impetrante destaca a 
desnecessidade de dilação probatória, por se tratar de prova pré constituída, segue 
em anexo os documentos, que comprovam a materialidade do ato coator e que viola 
direito líquido e certo do impetrante não amparado pelo habeas corpus e nem 
habeas data, conforme artigo 5º, inciso LXIX, da CRFB/88 e artigo 1º, caput, da Lei nº 
12.016/09. 
 
IV – DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS 
 
 
O presente mandado de segurança repressivo visa 
coibir o ato ilegal exercido pelo Impetrado na recusa do requerimento, sob o 
argumento de que é assegurado a todos o acesso à informação, nos temos do artigo 
5º, inciso XIV, da CRFB/88. Como também, o direito de receber dos órgãos públicos 
as informações de interesse coletivo ou geral, conforme dispõe o artigo 5º, inciso 
XXXIII, da CRFB/88. 
Além disso, os usuários têm assegurado o acesso a 
registros e informações sobre atos de governo, nos termos do artigo 37, § 3º, inciso II, 
da CRFB/88. As informações relativas aos gastos com pessoal não dizem respeito à 
intimidade dos servidores, pois refletem a maneira de gasto do dinheiro público, 
apresentando indiscutível interesse público. 
O fato do Impetrante não residir no Município é 
irrelevante, pois os entes federados não podem criar distinções entre brasileiros, nos 
termos do artigo 19, inciso III, da CRFB/88. 
O direito líquido e certo do Impetrante decorre da 
prova pré-constituída quanto à negativa de acesso à informação. 
 
V – DA MEDIDA LIMINAR 
 
 
A liminar está prevista no artigo 7º, inciso III, da Lei nº 
12.016/09 e possui natureza cautelar. 
O periculum in mora se caracteriza pelo perigo de 
a medida tornar-se ineficaz, já que as informações requeridas pelo Impetrante servirão 
para que a população interessada avalie o desempenho do prefeito municipal, 
candidato à reeleição. 
O fumus boni iuri está presente na evidente violação ao 
direito à informação perante os órgãos públicos e o acesso aos atos de governo, 
previstos na CRFB/88. 
Desse modo, se faz necessário a imediata entrega dos 
dados solicitados pelo Impetrante. 
 
VI – DOS PEDIDOS 
 
 
Diante do exposto, requer: 
 
 
a) a concessão da medida liminar, com a expedição de 
ofício à autoridade coatora determinando que forneça os dados solicitados pelo 
Impetrante, nos termos do artigo 7º, inciso III, Lei. 12.016/09; 
b) notificação da autoridade coatora, para assim 
sendo prestar esclarecimentos no prazo de 10 dias nos termos do artigo 7º, inciso 
I, da Lei. 12.016/09 
c) a ciência ao órgão de representação judicial da 
pessoa jurídica interessada, considerando-se a mesma citada para que ingresse 
no feito, conforme art. 7º, inciso II, da Lei. 12.016/09; 
d) a intimação do Ministério Público, conforme o 
artigo 
12, da Lei. 12.016/09; 
e) a condenação do impetrado ao pagamento de custas 
processuais; 
f) juntada dos documentos anexos; 
g) que ao final, seja a ação judicial julgada procedente 
no mérito e concedida a segurança em definitivo, reconhecendo a ilegalidade do 
ato do Impetrante na recusa das informações solicitadas e o fornecimento dos 
dados públicos solicitado. 
 
Dá-se à causa o valor de R$1.412,00 (mil e quatrocentos e doze reais) 
para fins fiscais. 
 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
 
 
Local e Data. 
 
 
Advogado 
OAB/XX

Mais conteúdos dessa disciplina