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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA DA 
FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE CAMPO GRANDE - MS 
 
 
A ASSOCIAÇÃO X, pessoa jurí dica de direito privado, sem fins 
lucrativos, devidamente inscrita no CNPJ sob o nº 
12.785.090/000123, com sede na rua 13 de maio, 1180, bairro Nova 
Lima, Campo Grande – MS, neste ato representada por seu advogado 
XXXXXXXX, OAB/XX, que subscreve (conforme procuraça o anexa), 
com fulcro nos arts. 5º, inciso LXX, da Constituiça o Federal, Lei nº 
7.347/85 (Lei da Aça o Civil Pu blica) e art. 196 da Constituiça o Federal, 
vem respeitosamente a presença de Vossa Excele ncia propor a 
presente 
 
AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA 
 
em face do MUNICÍPIO Z, pessoa jurí dica de direito pu blico interno, 
representado pelo Procurador-Geral do Municí pio, com sede em 
Campo Grande - MS, pelos motivos de fato e de direito a seguir 
expostos: 
 
I. DOS FATOS 
 
A autora, Associaça o X, com o objetivo estatuta rio de defender o direito a 
sau de e o patrimo nio social, tomou conhecimento de que o Posto de Sau de Y, sob a 
gesta o do Municí pio Z, vem sistematicamente negando atendimento laboratorial 
adequado aos idosos que procuram seus serviços. O atendimento laboratorial e de 
suma importa ncia, considerando que a faixa eta ria idosa e particularmente 
vulnera vel a diversas condiço es de sau de que requerem diagno sticos precisos e 
ra pidos. 
As autoridades municipais justificam a falta de atendimento laboratorial 
afirmando que na o ha profissionais capacitados e medicamentos disponí veis em 
quantitativo suficiente, agravando a situaça o dos idosos e colocando suas vidas em 
risco. 
 
Diante disso, a Associaça o X protocolou um pedido formal junto ao Secreta rio 
Municipal de Sau de, requerendo provide ncias urgentes para sanar a grave 
deficie ncia no atendimento. Em resposta, o Secreta rio reconheceu a precariedade do 
sistema de sau de, mas afirmou que a situaça o persistiria ate a obtença o de repasses 
federais, solicitando pacie ncia por parte da populaça o. 
Apesar da alegada falta de recursos, as obras pu blicas de a reas de lazer no 
bairro onde se encontra o Posto de Sau de Y continuaram a ser realizadas com 
recursos municipais pro prios, demonstrando clara escolha de prioridades 
inadequadas por parte do Poder Pu blico. 
 
II. DO DIREITO 
 
O direito a sau de e direito fundamental, garantido pela Constituiça o Federal 
em seu art. 196: 
“A sau de e direito de todos e dever do Estado, garantido mediante 
polí ticas sociais e econo micas que visem a reduça o do risco de 
doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualita rio a s 
aço es e serviços para sua promoça o, proteça o e recuperaça o.” 
 
Ale m disso, o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) assegura a prioridade 
absoluta no atendimento a sau de dos idosos: 
“Art. 15. E assegurada a atença o integral a sau de do idoso, por 
interme dio do Sistema Ú nico de Sau de, garantindo-lhe o acesso 
universal e igualita rio, em conjunto articulado e contí nuo das aço es 
e serviços, para a prevença o, promoça o, proteça o e recuperaça o da 
sau de.” 
 
A negativa de atendimento laboratorial adequado aos idosos pelo Municí pio 
Z, bem como a ause ncia de medidas urgentes para solucionar o problema, configura 
clara violaça o de direitos fundamentais. E dever do Municí pio garantir a prestaça o 
de serviços de sau de em tempo ha bil, especialmente quando ha risco de morte 
iminente. 
A utilizaça o de recursos pu blicos municipais para a construça o de a reas de lazer em 
detrimento da sau de pu blica representa uma violaça o aos princí pios da eficie ncia e 
da prioridade administrativa que regem a atuaça o do Poder Pu blico. 
 
 
III. DO PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA 
 
Diante da urge ncia e do risco a vida dos idosos que dependem do 
atendimento laboratorial, faz-se necessa ria a concessa o de tutela antecipada, nos 
termos do art. 300 do Co digo de Processo Civil, uma vez que esta o presentes os 
requisitos de probabilidade do direito e o perigo de dano irrepara vel ou de difí cil 
reparaça o. 
 
Requer-se, assim, a imediata determinaça o judicial para que o Municí pio Z: 
 
1. Garanta a oferta de atendimento laboratorial adequado e contí nuo a todos 
os idosos que venham a utilizar os serviços do Posto de Sau de Y, com a 
contrataça o emergencial de profissionais capacitados, se necessa rio; 
 
2. Disponibilize medicamentos e insumos laboratoriais em quantidade 
suficiente para atender a demanda existente, de forma ininterrupta. 
 
IV. DOS PEDIDOS 
 
Ante o exposto, requer-se: 
 
a) A concessa o de tutela antecipada para que o Municí pio Z seja compelido a garantir 
o atendimento laboratorial adequado aos idosos no Posto de Sau de Y, com as 
provide ncias necessa rias, sob pena de multa dia ria a ser fixada por este Juí zo; 
 
b) A citaça o do Municí pio Z para, querendo, contestar a presente aça o, sob pena de 
revelia e confissa o; 
 
c) A condenaça o do re u a regularizar de forma definitiva o atendimento laboratorial 
do Posto de Sau de Y, garantindo a contrataça o de profissionais, fornecimento de 
medicamentos e insumos adequados, e mantendo a qualidade dos serviços de sau de 
prestados a populaça o idosa; 
 
d) A produça o de todas as provas admitidas em direito, notadamente a prova 
documental, testemunhal e pericial, a ser realizada em caso de necessidade de 
dilaça o probato ria para comprovaça o das condiço es estruturais e financeiras do 
sistema de sau de municipal; 
 
e) A condenaça o do re u ao pagamento das custas processuais e honora rios 
advocatí cios**; 
 
f) A total procede ncia dos pedidos formulados nesta aça o. 
 
Da -se a causa o valor de R$ 1.412,00. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
 
Campo Grande – MS, 24 de setembro de 2024 
 
Advogado 
OAB/XX

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