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Atividade 1 Linguagem
As Teorias de Aquisição da Linguagem e sua Relevância para a Compreensão do Desenvolvimento Linguístico Humano
O estudo das teorias de aquisição da linguagem é fundamental para compreender como o ser humano desenvolve a capacidade de se comunicar e construir significados a partir do meio em que vive. Essas teorias permitem analisar o processo linguístico não apenas como um fenômeno biológico, mas também social, cognitivo e interacional. A linguagem é um dos principais marcos do desenvolvimento humano e compreender suas origens e mecanismos é essencial para áreas como a fonoaudiologia, psicologia, pedagogia e linguística.
Historicamente, diversas correntes teóricas buscaram explicar esse processo. A teoria inatista, defendida por Noam Chomsky, sustenta que a linguagem é uma habilidade inata, ou seja, o ser humano nasce com uma predisposição biológica para adquiri-la. Essa visão destaca a existência de um “dispositivo de aquisição da linguagem” (LAD), que permite à criança internalizar regras gramaticais universais. Já a teoria behaviorista, de B.F. Skinner, entende a linguagem como um comportamento aprendido por meio do condicionamento e reforço — a criança aprende a falar imitando e recebendo estímulos do ambiente. Por sua vez, a teoria interacionista (ou sociointeracionista), inspirada em Vygotsky e Bruner, enfatiza que a linguagem se desenvolve a partir das interações sociais e do contexto cultural, sendo um processo construído na relação com o outro.
A importância dessas teorias está em oferecer diferentes perspectivas que, juntas, ampliam a compreensão do fenômeno linguístico. Enquanto o inatismo destaca a estrutura biológica e o potencial natural da linguagem, o behaviorismo ressalta o papel da aprendizagem e da repetição, e o interacionismo evidencia o valor do convívio social e da mediação para que a criança atribua significado às palavras. Em conjunto, essas abordagens ajudam profissionais a compreender que o desenvolvimento da linguagem resulta da integração entre fatores biológicos, ambientais, cognitivos e afetivos.
Pessoalmente, a teoria que mais se relaciona com meu olhar sobre o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem é a sociointeracionista. Acredito que a linguagem se constrói a partir da vivência social, do afeto e da interação com o outro. É na troca com o meio que a criança se motiva a comunicar, imita, testa hipóteses e amplia suas habilidades linguísticas. O papel do adulto como mediador — oferecendo modelos de fala, interpretando gestos e incentivando a comunicação — é essencial para que a criança avance em suas funções linguísticas e cognitivas. Dessa forma, a linguagem é vista não apenas como código, mas como construção de significados e vínculos humanos.

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