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BLOCO 1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS 
Patrimônio Cultural 
• Material: Tudo que é físico e pode ser tocado. Ex.: edifícios históricos, móveis antigos, 
documentos, sítios arqueológicos. 
• Imaterial: Práticas, saberes ou tradições transmitidos entre gerações. Ex.: festas 
populares, culinária típica, música, danças. 
 Preservação, Conservação e Restauro 
 
Conceitos Importantes de Preservação 
• Ação Física: Conservação e restauro do bem cultural. 
• Gestão: Planejamento, manutenção e segurança. 
• Difusão: Divulgação do patrimônio via educação, turismo e publicações. 
• Fórmula: Valor histórico × Valor artístico/figurativo × Experiência estética. 
• A arquitetura pode ser preservada como arte ou apenas pelo valor histórico. 
• Não cometer “falso histórico”: não adulterar componentes materiais que apaguem 
autenticidade. 
Requalificação de Uso 
• Adaptar um bem tombado para nova função sem comprometer seu valor histórico. 
• Ex.: antiga fábrica transformada em museu ou centro cultural. 
Memória Afetiva 
• Valor simbólico ou emocional que a comunidade atribui a um bem cultural. 
• Ex.: praças ou casas históricas que marcam a história de famílias ou bairros. 
 BLOCO 2 – NÍVEIS DE TOMBAMENTO 
• Internacional: Reconhecimento por órgãos globais como a UNESCO. 
• Federal (Brasil): IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). 
• Estadual (SP): CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, 
Arqueológico, Artístico e Turístico). 
• Municipal (SP): CONPRESP, DPH, IGEPAC – órgãos que protegem o patrimônio 
local. 
 
 
 
 BLOCO 3 – INSTÂNCIAS E ÓRGÃOS DE PRESERVAÇÃO 
Instâncias 
• Internacional: UNESCO, ICCROM. 
• Federal (Brasil): IPHAN (1937). 
• Estadual (SP): CONDEPHAAT (1968). 
• Municipal (SP): CONPRESP, DPH, IGEPAC. 
 
 BLOCO 4 – TEORIA DO RESTAURO E TEÓRICOS 
Cesare Brandi (Teoria do Restauro Crítico) 
• Princípios: 
o Reversibilidade 
o Distinguibilidade 
o Mínima intervenção 
• Juízo Crítico: Avaliar antes de intervir para evitar falsos históricos. 
Giovanni Battista Piranesi 
• Gravurista italiano (séc. XVIII). 
• Documentou ruínas romanas antes da fotografia. 
Alois Riegl 
• Historiador austríaco. 
• Classificou valores dos monumentos: antiguidade, histórico, uso, artístico. 
Camillo Boito 
• Arquiteto italiano. 
• Defendeu respeito à matéria original, documentação rigorosa e mínima intervenção. 
Eugène Viollet-le-Duc 
• Arquiteto francês. 
• Defendia restauro estilístico: reconstruir idealmente, mesmo que nunca tenha existido. 
John Ruskin 
• Teórico inglês. 
• Defendia conservação: manter ruínas sem reconstruções idealizadas. 
Gustavo Giovannoni 
• Engenheiro italiano. 
• Classificou monumentos como vivos (uso permitido) e mortos (manter em ruína). 
 BLOCO 5 – CARTAS INTERNACIONAIS 
 
 BLOCO 6 – CONCEITOS URBANOS 
• Construção na testada do lote: Edifícios sem recuo lateral, colados uns aos outros. 
• Ambiência: Coerência entre imóveis e entorno. 
• Paisagem Urbana: Percepção visual da cidade (ruas, construções, vegetação). 
 BLOCO 7 – EXEMPLOS PRÁTICOS 
• Casa Bandeirista: Século XVII, taipa de pilão, exemplo de restauro estilístico. 
• Patrimônio Imaterial: Práticas culturais reconhecidas como patrimônio (ex: festas, 
saberes). 
 
1. Conservação Preventiva 
Objetivo: Prolongar a vida útil do bem cultural e manter suas características originais. 
Medidas de intervenção: 
• Aumentar a vida útil do bem cultural. 
• Diminuir a velocidade de envelhecimento. 
• Reduzir riscos de deterioração. 
• Manter características originais, físicas e funcionais. 
Fatores de eficácia dos métodos: 
• Conhecimento da obra e da sua história. 
• Identificação das causas que produzem patologias. 
• Conhecimento de materiais e técnicas que evitem alterações. 
Estratégias de gestão ambiental: 
• Controle de umidade, temperatura, ventilação e exposição à luz/poluentes. 
• Controle de micro e macroorganismos (fungos, roedores, insetos). 
• Vistorias frequentes e controle de riscos (roubo, vandalismo, incêndio, inundação, 
descargas atmosféricas). 
 
2. Teóricos e Correntes de Restauração 
Principais correntes: 
• Estilístico: Eugène Emmanuel Viollet-le-Duc. 
o Propõe restauração completa, seguindo a lógica do estilo, podendo 
acrescentar elementos novos coerentes. 
• Conservativa: John Ruskin. 
o Prefere manutenção evitando restauração; preserva marcas do tempo e 
imperfeições. 
o Só faz estabilizações estruturais. 
• Científica: Camillo Boito. 
o Acréscimos e renovações devem ser simplificados, respeitando fases do 
monumento. 
o Completar partes deterioradas, com base em levantamentos arqueológicos, 
históricos e tecnológicos. 
• Alois Riegl: 
o Criou a teoria de valores do monumento, influenciando práticas de 
preservação. 
 
3. Patrimônio Ambiental Urbano 
• Composto por objetos e construções que representam a vida urbana. 
• Pode incluir artefatos feitos pelo homem ou transformações da natureza. 
• Exemplos de instrumentos de gestão: IGEAC-DPH (Inventário Geral do Patrimônio 
Ambiental, Cultural e Urbano de SP). 
• Tombo de áreas ou edifícios deve seguir legislação específica e resguardar valor 
histórico e cultural. 
 
BLOCO 1: PERGUNTAS SOBRE A SUA OBRA (CASA MODERNISTA) 
1. "Fale, de forma resumida, sobre o bem tombado que você escolheu." 
R: Escolhi a Casa Modernista da Rua Itápolis, no Pacaembu. Projetada pelo arquiteto 
Gregori Warchavchik e inaugurada em 1930, ela é considerada a primeira casa modernista 
do Brasil. É um marco da arquitetura nacional porque introduziu os princípios do 
movimento moderno (como formas geométricas puras, janelas horizontais e integração 
com a natureza) em uma residência, rompendo com o estilo eclético que era dominante na 
época. 
 
2. "Qual o sistema construtivo utilizado na obra?" 
 R: O sistema construtivo é de estrutura de concreto armado com vedação em alvenaria de 
tijolos. Esta foi uma tecnologia moderna para a época, que permitiu criar os grandes vãos, 
as janelas em fita e a cobertura plana, que são características marcantes do estilo. 
 
3. "Em qual(is) nível(is) de tombamento esse bem se encontra?" 
R: A Casa Modernista possui proteção integral nos três níveis de tombamento: 
 
· Federal: Tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). 
· Estadual (SP): Tombada pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, 
Arqueológico, Artístico e Turístico). 
· Municipal (SP): Tombada pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio 
Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo). 
 
4. "Quais são os dados de proteção existentes? (Nível de Proteção)" 
R: O nível de proteção é Nível 2 – Preservação Integral. Isso significa que é obrigatória a 
preservação total da volumetria, fachadas, esquadrias, cobertura e todos os materiais 
originais. Qualquer intervenção ou reforma, por menor que seja, precisa de autorização 
prévia dos órgãos de patrimônio (IPHAN, CONDEPHAAT e CONPRESP). 
 
5. "A sua obra passou por uma requalificação de uso?" 
R: Não. A Casa Modernista manteve seu uso original residencial desde sua construção. 
Portanto, não houve uma requalificação de uso (que seria a adaptação para uma nova 
função, como uma fábrica transformada em centro cultural). 
 
BLOCO 2: CONCEITOS GERAIS (Ligados à sua obra) 
6. "A Casa Modernista é um exemplo de patrimônio material ou imaterial?" 
R: É um patrimônio material, pois é um bem físico e tangível. No entanto, ela está 
fortemente associada a um valor imaterial: a memória do evento de inauguração em 1930, 
que foi uma exposição artística seminal para o Modernismo brasileiro. 
 
7. "Ela se enquadra como 'monumento vivo' ou 'monumento morto' na classificação de 
Gustavo Giovannoni?" 
R: É um "monumento vivo". A casa nunca deixou de ser usada como residência, mantendo 
sua funçãooriginal ao longo das décadas. Isso está alinhado com a teoria de Giovannoni, 
que defende que os monumentos devem ser integrados à vida da cidade, com usos 
compatíveis que garantam sua preservação de forma dinâmica. 
 
8. "Se fosse necessário restaurar uma janela original danificada, qual princípio de Cesare 
Brandi seria crucial?" 
R: O princípio da Distinguibilidade. A nova janela, embora replicasse o desenho e a função 
original, deveria ser feita de forma que um especialista pudesse identificar que não é a 
peça original da década de 1930 (ex.: com uma marca discreta ou data). Isso evita o "falso 
histórico" e respeita a autenticidade material do bem. Os princípios da Reversibilidade 
(poder ser substituída novamente sem danos) e da Mínima Intervenção (fazer apenas o 
necessário) também seriam aplicados. 
 
BLOCO 3: TEORIA DO RESTAURO (Cesare Brandi) 
 
9. "Quais são os três princípios fundamentais da Teoria do Restauro Crítico de Cesare 
Brandi?" 
R:1. Reversibilidade: A intervenção feita deve poder ser desfeita no futuro sem danificar o 
original. 
2. Distinguibilidade: O que foi acrescentado ou restaurado deve ser perceptível ao olhar 
treinado (de um especialista), sem falsificar a história. 
3. Mínima Intervenção: Intervir apenas o estritamente necessário para conservar o bem, 
evitando intervenções agressivas ou desnecessárias. 
 
10. "O que é 'falso histórico' e por que deve ser evitado?" 
R: É uma adulteração dos componentes materiais de um bem que apaga suas marcas do 
tempo e sua história, criando uma versão falsa do passado. Deve ser evitado porque 
compromete o valor de testemunho histórico do bem, sua autenticidade e integridade. 
 
BLOCO 4: CARLOS LEMOS & PATRIMÔNIO IMATERIAL 
11. "De acordo com Carlos Lemos, o que é Patrimônio Cultural?" 
R: Para Lemos, o Patrimônio Cultural não são apenas edifícios antigos e monumentos 
("pedra e cal"), mas também inclui as práticas, saberes e tradições (o patrimônio imaterial) 
que formam a identidade de um povo. Ele critica a visão tradicional de que só o que é 
"belo" ou valorizado por uma elite merece ser preservado. 
 
12. "Dê um exemplo de patrimônio imaterial em São Paulo." 
R: O Carnaval de Rua de São Paulo ou o Cortejo da Lavadeiras do Glicério. São expressões 
culturais vivas, transmitidas pela comunidade, que representam a identidade e a memória 
afetiva de grupos sociais da cidade. 
 
BLOCO 5: PERGUNTAS COMPLEMENTARES IMPORTANTES 
13. Defina: Preservação, Conservação e Restauro. 
 R:· Preservação: Conjunto de medidas que visam a proteção de um bem cultural em seu 
contexto, abrangendo ações de gestão, planejamento, educação e legislação. É um 
conceito mais amplo. (Ex.: Criar uma lei de tombamento). 
· Conservação: Ação física direta para estabilizar e retardar a deterioração de um bem, 
mantendo suas características originais. É uma intervenção preventiva. (Ex.: Limpar uma 
fachada ou aplicar um produto para evitar umidade). 
· Restauro: Intervenção crítica e direta para recuperar a integridade estética e histórica de um 
bem que já está danificado, respeitando ao máximo sua materialidade e história. (Ex.: Repor 
uma esquadria faltante seguindo os princípios de Brandi). 
 
14. Qual a diferença fundamental entre as correntes de Viollet-le-Duc e John Ruskin? 
R: 
· Viollet-le-Duc defendia o "Restauro Estilístico". Ele acreditava que se poderia reconstruir um 
monumento de forma idealizada, completa e "perfeita", como ele "deveria ter sido", mesmo 
que isso significasse adicionar elementos que nunca existiram. 
· John Ruskin defendia a "Conservação Pura". Ele era radicalmente contra restaurações, 
considerando-as uma destruição da autenticidade. Para ele, era melhor consolidar uma ruína e 
mantê-la como testemunho do tempo do que reconstruí-la. 
 
15. O que a Carta de Veneza (1964) defende? 
R: A Carta de Veneza é um documento internacional crucial que defende: 
· O respeito à autenticidade do bem e a todas as suas fases históricas. 
· A distinção entre o material original e o novo (o que será acrescentado na restauração). 
· A reversibilidade das intervenções. 
· A documentação rigorosa de todo e qualquer trabalho realizado. 
 
16. O que é "Memória Afetiva" no contexto do patrimônio? 
R: É o valor simbólico ou emocional que uma comunidade ou grupo social atribui a um 
bem cultural, independente de seu valor artístico ou histórico oficial. É a ligação afetiva das 
pessoas com um lugar. (Ex.: A praça do bairro onde as pessoas se encontram há gerações, 
ou a casa antiga que pertenceu a uma família importante para a comunidade). 
 
17. Como a "Memória Afetiva" se relaciona com a Casa Modernista? 
R: A memória afetiva está relacionada ao valor que a casa tem para a história da 
arquitetura e da cultura paulistana. Ela é um símbolo de uma época de ruptura e inovação. 
Para os moradores do Pacaembu e para os admiradores do modernismo, a casa possui um 
forte valor simbólico e emocional, representando o início de uma nova era na arquitetura 
brasileira. 
 
18. O que é Patrimônio Ambiental Urbano? 
R: É a proteção não de um edifício isolado, mas do conjunto de elementos que formam a 
paisagem e a identidade visual de uma área. Inclui a relação entre os volumes dos prédios, 
a escala da via, a arborização, o mobiliário urbano e o tipo de ocupação do solo. (Ex.: O 
tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico da Avenida Paulista). 
 
19. O que significa "construção na testada do lote"? 
 R: Significa que os edifícios são construídos sem recuo frontal, alinhados com o limite do 
lote e, muitas vezes, colados uns aos outros lateralmente. Esse é um padrão típico de 
cidades mais antigas e tradicionais, criando uma "parede" contínua de edificações ao longo 
da rua. 
 
20. Segundo Carlos Lemos, qual foi o projeto pioneiro para preservação no Brasil? 
R: O projeto pioneiro foi o "Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional" (SPHAN), 
idealizado por Mário de Andrade em 1936. A grande inovação foi a proposta de preservar 
todas as formas de produção cultural, desde as eruditas até as populares, e não apenas os 
grandes monumentos. 
 
BLOCO 6: PERGUNTAS DE ASSOCIAÇÃO (ESTILO "LIGUE OS PONTOS") 
21. Associe o teórico à sua principal ideia/princípio: 
 a) Cesare Brandi 
b) Eugène Viollet-le-Duc 
c) John Ruskin 
d) Camillo Boito 
 
( b ) Defendia o restauro estilístico, reconstruindo o monumento de forma ideal. 
( a ) Teoria do Restauro Crítico, com princípios de reversibilidade e distinguibilidade. 
 ( c ) Defendia a conservação, mantendo as ruínas sem reconstruções. 
( d ) Defendia o respeito à matéria original, documentação rigorosa e mínima intervenção (foi 
um precursor de Brandi). 
 
22. Associe o órgão ao seu nível de atuação: 
a) IPHAN 
b) CONDEPHAAT 
c) CONPRESP 
d) UNESCO 
 
( a ) Tombamento em nível Federal. 
( b ) Tombamento em nível Estadual (estado de São Paulo). 
( c ) Tombamento em nível Municipal (cidade de São Paulo). 
( d ) Órgão internacional que reconhece os Patrimônios Mundiais. 
 
14. Qual a diferença fundamental entre as correntes de Viollet-le-Duc e John Ruskin? R: 
 
· Viollet-le-Duc defendia o "Restauro Estilístico". Ele acreditava que se poderia reconstruir 
um monumento de forma idealizada, completa e "perfeita", como ele "deveria ter sido", 
mesmo que isso significasse adicionar elementos que nunca existiram. 
· John Ruskin defendia a "Conservação Pura". Ele era radicalmente contra restaurações, 
considerando-as uma destruição da autenticidade. Para ele, era melhor consolidar uma 
ruína e mantê-la como testemunho do tempo do que reconstruí-la. 
 
16. O que é "Memória Afetiva" no contexto do patrimônio? 
R: É o valor simbólico ou emocional que uma comunidade ou grupo social atribui a um 
bem cultural, independente de seu valor artístico ou histórico oficial. É a ligação afetiva das 
pessoas com um lugar. (Ex.: A praça do bairro onde as pessoasse encontram há gerações, 
ou a casa antiga que pertenceu a uma família importante para a comunidade). 
 
O que é Patrimônio Ambiental Urbano? 
R: É a proteção não de um edifício isolado, mas do conjunto de elementos que formam a 
paisagem e a identidade visual de uma área. Inclui a relação entre os volumes dos prédios, 
a escala da via, a arborização, o mobiliário urbano e o tipo de ocupação do solo. (Ex.: O 
tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico da Avenida Paulista). 
 
Dê um exemplo de patrimônio imaterial em São Paulo. 
R: O Carnaval de Rua de São Paulo ou o Samba da Vai-Vai. São expressões culturais vivas, 
transmitidas pela comunidade, que representam a identidade paulistana. 
 
5. Na prática, o que é "não cometer falso histórico"? 
R: É não falsificar a materialidade do bem. Exemplo: NÃO usar concreto e pintar para imitar 
taipa de pilão em uma Casa Bandeirista. A restauração deve ser honesta e mostrar a 
verdade do edifício.

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