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Ponte dos Remedios
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## Resumo do Estudo de Caso: Conjunto Ponte dos Remédios – São PauloO Conjunto Habitacional Ponte dos Remédios está localizado na Rua Major Paladino, no Jardim Humaitá, às margens do rio Tietê, na Subprefeitura da Lapa, Distrito da Vila Leopoldina, na zona oeste da cidade de São Paulo. A área foi desapropriada em 2010 pela Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) para a construção do conjunto, que visa atender famílias em situação de risco e desocupadas de favelas afetadas por incêndios, como a do Moinho. A localização apresenta desafios de acessibilidade, pois os principais equipamentos públicos — como escolas, unidades básicas de saúde e equipamentos culturais — estão situados a distâncias que variam entre 250 metros e 1,5 km, e muitos deles do outro lado do rio Tietê, que não possui passarelas exclusivas para pedestres. A única travessia segura para pedestres é a Ponte dos Remédios, que tem alto fluxo de veículos, o que limita o acesso a pé e torna o transporte público ou individual a única alternativa viável. Para mitigar essa questão, o projeto inclui um ponto de ônibus entre o conjunto e a Marginal Tietê, além de estar próximo (700 m) da Estação Imperatriz Leopoldina da CPTM, facilitando o acesso ao transporte coletivo.Historicamente, o terreno já foi ocupado por indústrias, como o Lanifício Lapa (1945-1964), a fábrica de lonas para o Exército Cotonifício Nossa Senhora dos Remédios (1964) e a Siderúrgica Barra Mansa, que produzia cabos de aço até sua desativação em 1990. Antes da desapropriação, o local acumulava mais de 30 mil metros cúbicos de entulho, que já foram removidos. Entre os edifícios preservados, destaca-se o antigo portal de entrada da siderúrgica, que foi mantido para criar um pórtico de entrada simbólico e valorizar a identidade histórica do bairro. Essa preservação reforça a conexão do conjunto com a memória local, conferindo um caráter distintivo ao empreendimento.O projeto arquitetônico, desenvolvido pela parceria entre Marcos Acayaba e Eduardo Ferroni da H+F Arquitetos, foi incentivado pela Prefeitura de São Paulo (gestão Fernando Haddad) e prevê a construção de 1.300 unidades habitacionais distribuídas em 10 edifícios, sendo 350 unidades construídas inicialmente e as demais 950 em etapas posteriores. O investimento total é de aproximadamente R$ 220 milhões, com início das obras em 2012, executadas pela Schahin Engenharia, que também é responsável pela infraestrutura, incluindo redes elétricas, água, esgoto, drenagem e pavimentação. O padrão construtivo segue as diretrizes da Sehab, com fachadas em massa e pintura, caixilhos de alumínio, pisos cerâmicos nas áreas de serviço, cozinha e banheiro, além de áreas comuns com quadra e playground para lazer.Uma característica marcante do projeto é a combinação de prédios altos com edifícios de meia altura, promovendo uma verticalização compatível com o entorno, que já possui diversas torres. O sistema viário interno foi planejado para ser integrado ao sistema local, com ruas públicas por onde passarão ônibus, evitando a criação de um condomínio fechado ou bolsão residencial. O conjunto contará com 300 vagas de estacionamento e busca incorporar o máximo possível de equipamentos urbanos para evitar o isolamento social e urbano. Assim, além das moradias, o projeto inclui creches, unidade básica de saúde, padaria, escola, centro de reciclagem, vila para idosos, espaços comerciais como farmácia e lanchonete/bar, e um clube-escola. Os espaços coletivos nos térreos dos edifícios são exclusivos para os moradores, com áreas multifuncionais e usos institucionais que atendem também a comunidade do bairro, reforçando a integração social e urbana.No que diz respeito à implantação, os prédios estão dispersos no terreno de forma a integrar o conjunto com a urbanização do entorno, reforçando o caráter urbano do empreendimento. Contudo, o projeto enfrenta uma questão ambiental delicada: o terreno está sob suspeita de contaminação devido às atividades industriais anteriores da Usina Barra Mansa, que fabricava cabos e arames de aço por mais de cinco décadas. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) está investigando a área, que também foi utilizada como central de processamento de entulho antes da desapropriação. Estudos preliminares indicam contaminação, mas ainda não há conclusões definitivas sobre os riscos para os trabalhadores da obra ou futuros moradores. A Secretaria Municipal de Habitação informou que um estudo recente encaminhado à Cetesb indicou que a construção pode avançar em uma parte do terreno, enquanto outra área aguarda um sistema de remediação para garantir a segurança ambiental.### Destaques- O Conjunto Ponte dos Remédios está localizado na zona oeste de São Paulo, próximo ao rio Tietê, com acesso limitado a equipamentos públicos devido à ausência de passarelas para pedestres.- O projeto prevê 1.300 unidades habitacionais, combinando prédios altos e de meia altura, com infraestrutura integrada ao sistema viário local e transporte público.- Equipamentos urbanos como creches, unidades de saúde, comércio e espaços de lazer foram incorporados para evitar o isolamento social e urbano do conjunto.- A preservação do antigo portal da siderúrgica valoriza a identidade histórica do bairro.- A área está sob investigação ambiental devido à contaminação industrial prévia, com parte do terreno aguardando remediação antes da construção.

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