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E-Book LER, ESCREVER, COMPREENDER E REDIGIR E-Book Esse recurso é uma versão estática. Para melhor visualizar, acesse esse conteúdo pela mídia interativa.E-Book Ler, escrever, compreender e redigir Olá, estudante, tudo bem? Nesta Unidade, pretendemos apresentar a leitura e escrita com base em uma concepção reflexiva, por meio de seus níveis, tipos, gêneros e suportes textuais. Desse modo, o objetivo é trazer informações que nos permitam entender a construção de sentido presente no processo de leitura e, assim, ampliar seu conceito, desmistificando a ideia de que seja um simples ato de decodificação das palavras. Logo, iniciamos essa discussão com uma reflexão trazida por Paulo Freire (1989): "A leitura do mundo precede a leitura da palavra", afirmou Paulo Freire, na obra "A Importância do Ato de Ler" (1988, p. 16). FIGURA 1 Leitura de mundo 2 de 12 páginasE-Book Fonte: COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO, 2015, on-line. Diante disso, como a escola deve lidar com a leitura de mundo no processo de ensino e aprendizagem da leitura da palavra? Essa será uma das perguntas para a qual pretendemos que você consiga formular uma resposta, baseando-se nos estudos dessa Unidade. Assim, esperamos que ao final da Unidade você adquira alcance os seguintes objetivos: Ao fim desta Unidade você será capaz de: Refletir sobre a importância da leitura, além da decodificação; Conhecer os níveis de leitura no processo de compreensão; Reconhecer os gêneros e as tipologias textuais no processo de aquisição da leitura e escrita. Bons estudos! 3 de 12 páginasE-Book Leitura de mundo: ler é ir além da decodificação Pensar sobre leitura implica concebê-la como um ato político-social, portanto, é preciso refletir como esse conceito se constituiu ao longo da história, analisar como as instituições assumem o compromisso de preparar as pessoas para exercício da leitura e, sobretudo, discutir sobre as possibilidades de se apropriar desse processo e o que isso representa na vida individual e coletiva de cada ser humano. (Clique na imagem para interagir com conteúdo) Ler é muito mais que um processo de decodificação, assim, a leitura acontece no movimento de interação das pessoas entre si e com mundo. Isso só é possível por meio do exercício da função social da língua, ou seja, quando avançamos da decodificação para a contextualização, por intermédio da reelaboração dos textos, que possibilitem a percepção do mundo. 4 de 12 páginasE-Book Dessa forma, é preciso que as escolas assumam uma postura em que a leitura se torne um meio e não um fim na relação do mundo. É importante também que haja interação com as pessoas e que sejam criadas estratégias leitoras, as quais extrapolem processo de decodificação e constituam um meio de apropriação de conhecimento e compreensão do contexto, o que tornaria um ato político e significativo para leitor. Partindo dessa premissa, texto a seguir propõe uma alfabetização cidadã, por meio da leitura da cidade de São Gonçalo, com os sujeitos escolares. As autoras apresentam possibilidades e conceitos de leitura e escrita, ampliando contexto e a percepção do processo de aquisição da linguagem com foco em uma leitura significativa. Vamos conferir? Momento biblioteca digital Leia da página 76 até a 95 do livro "Leitura, escrita e ensino: discutindo a formação de leitores", de Victória Wilson e Jacqueline de Fátima dos Santos Morais. WILSON, V.; MORAIS, J.F.S. Leitura, escrita e ensino: discutindo a formação de São Paulo: Summus, p. 76-95, 2015. Nesse sentido, a obra apresentada mantém compromisso de lutar pela universalização da alfabetização, tendo em vista os altos índices de analfabetismo nacional e apresenta a necessidade de complexificar e ressignificar conceito de alfabetização. Para as autoras, a ressignificação do conceito de alfabetização é necessária, devido à complexidade de delimitação do que seja um(a) leitor(a) escritor(a) na contemporaneidade. A obra possui um arcabouço teórico metodológico com foco na semiótica urbana, promovendo um trabalho investigativo, qual dá sustentação às ações investigativas feitas pelas autoras na rede escolar gonçalense. Dessa forma, essa leitura amplia o conceito de alfabetização cidadã e possibilita (entre outros aspectos) a ressignificação do que seja alfabetização ou de uma alfabetização que, preocupada com a leitura do mundo, politiza a leitura da palavra. Níveis de leitura: da decodificação à 5 de 12 páginasE-Book intertextualidade Os apontamentos teóricos e metodológicos costumam apresentar o processo de aquisição da leitura em níveis que compreendem as etapas pelas quais os leitores perpassam ao serem inseridos no universo leitor. FIGURA 2 Níveis de leitura Decodificação Compreensão Interpretação Contextua- lização Intertextua- lidade. Fonte: 123RF. Na primeira fase, leitor apenas transforma as letras em sons oralizados constituindo, assim, um processo de decodificação das palavras. Quando leitor consegue perceber o significado de algo, gerando entendimento do que está lendo, dizemos que ele está entrando na fase da compreensão. 6 de 12 páginasE-Book Ao ler e fazer conclusões das leituras, podemos dizer que o leitor está entrando na fase da interpretação do texto. Ao perceber os diversos temas e seus contextos presentes no texto, podemos considerar que esse leitor entrou na fase da contextualização. Quando essa contextualização dialoga com outros textos, temos, então, a intertextualidade. Apresentamos a seguir uma leitura primordial para a construção do sentido do texto, pois a obra aborda questões gerais relativas à produção de sentido comuns às modalidades escrita e falada da língua e ao estudo da construção dos sentidos no texto falado. Momento biblioteca digital Leia da página 11 até a 78 do livro "O texto e a construção dos sentidos", de Koch (2011). https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/2187/epub/0 KÖCHE, V. S.; BOFF, M. B.; MARINELLO, F. Leitura e produção textual: gêneros textuais do argumentar e expor. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. Por meio dessa obra percebemos que o processo de produção textual, no quadro das teorias sociointeracionais da linguagem, é concebido como atividade interacional de sujeitos sociais, tendo em vista a realização de determinados fins. Nesse sentido, esse livro torna-se importante para compreendermos melhor as fases da leitura e conhecermos as teorias sociointeracionistas que reconhecem a existência de um sujeito planejador/organizador. Esse sujeito, por sua vez, em sua interrelação com outros, construirá um texto sob a influência de uma complexa rede de fatores, tais como: a especificidade da situação, o jogo de imagens recíprocas, as crenças, as convicções, as atitudes dos interactantes, os conhecimentos (supostamente) partilhados, as expectativas mútuas, as normas e as convenções socioculturais. 7 de 12 páginasE-Book Isso significa que a construção do texto exige a realização de uma série de atividades cognitivo-discursivas, que concederá a ela certos elementos, propriedades ou marcas, os quais, em seu interrelacionamento, serão responsáveis pela produção de sentidos. Partindo dessa premissa, fica evidente a necessidade de estarmos atentos às fases e aos níveis de leitura para acompanharmos o nível dessa produção de sentido e, assim, aprimorarmos a compreensão textual dos leitores. É importante ressaltar que existe uma preocupação nacional com os níveis de leitura, sobretudo, no processo de alfabetização. No Brasil, existe a Avaliação Censitária e Anual (ANA), aplicada a alunos do terceiro ano do ensino fundamental de escolas públicas, tem como objetivo principal aferir os níveis de alfabetização e de letramento dos estudantes em língua portuguesa e matemática. Saiba Mais A reportagem a seguir nos traz os objetivos da ANA e apresenta o diagnóstico dos níveis de proficiência em leitura, escrita e matemática nas escolas brasileiras. No texto, também podemos ver o que tem sido feito e planejado para mudar a situação que, segundo a reportagem, é extremamente preocupante. Leia mais no link a seguir: http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/36188 Fonte: BRASIL, 2017. Nesse contexto em que existe uma evidente preocupação acerca da melhoria dos índices de leitura, apresentamos a seguir um importante aliado nessa empreitada: estudo dos gêneros e das tipologias textuais, que nos auxiliam no trabalho com texto, indicando a funcionalidade de cada um nas práticas textuais e discursivas. Acompanhe vídeo a seguir: 8 de 12 páginasE-Book D Vídeo VIDEOAULA 1 Os gêneros e as tipologias textuais no processo de aquisição da leitura e da escrita Clique aqui para abrir vídeo A partir desses conhecimentos contextualizados no vídeo, reflita de que maneira eles agregaram na linha de estudos que estamos discutindo nesta unidade. Para continuar nossas discussões observe os gêneros textuais listados abaixo. Clique e veja a definição de cada um: (Clique em cada um dos tipos de gêneros textuais a seguir para visualizar o conteúdo de cada um) Recurso Externo Recurso é melhor visualizado no formato interativo Os conceitos trabalhados e os sentidos obtidos naturalmente auxiliarão ainda mais em seu aprendizado. Saiba Mais Para aclarar a diferença entre tipologia e gênero textual, apresentamos a seguir um artigo científico da SciELO, que propõe uma reflexão acerca do ensino de leitura e escrita, baseando-se na abordagem de gêneros, com foco nas funções que os tipos textuais desempenham no interior do gênero discurso de propaganda. Percebemos, por meio do artigo, que embora estejam sempre juntos, a tipologia textual possui suas características próprias, fundamentais para a compreensão dos gêneros textuais. 9 de 12 páginasE-Book Desse modo, artigo também reflete sobre os problemas que envolvem a conceitualização de gênero textual, gênero de discurso, tipos textuais e formas textuais, com ênfase na definição de gênero mais adequada ao ensino. Acesse o material disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext &pid=S1984-63982010000300003 Fonte: JESUS, 2010. Também disponível no pdf a seguir. Conteúdo completo disponibilizado no formato digital. Com intuito de reforçar o nosso estudo acerca dos gêneros e das tipologias textuais, indicamos a seguir a leitura de dois capítulos, que apresentam o tema em questão de forma bem didática e conceitual. Momento biblioteca digital Leia da página 12 até a 33 do livro "Leitura e produção textual: gêneros textuais do argumentar e do expor", de Vanilda Salton Koche, Odete Maria Benetti Boff e Adiane Fogali Marinello. KÖCHE, V. S.; BOFF, M. B.; MARINELLO, A. F. Leitura e produção textual: gêneros textuais do argumentar e expor. 6. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 12-33, 2014. Assim, o texto sugerido apresenta os gêneros textuais à luz de teóricos, como Bakhtin (1992), que destaca a interação social presente nesse contexto, e Marcuschi (2002), que discorre sobre as atividades socioculturais e a sua relação com as inovações tecnológicas. Nesse quesito, ainda temos os agrupamentos dos gêneros, propostos por Dolz e Schneuwly (2004), concluindo com atividades didáticas e inovadoras sobre a temática. 10 de 12 páginasE-Book No que diz respeito às tipologias textuais, a obra nos garante definições sólidas, embasadas na teoria de Marcuschi (2002), dentre outros autores, finalizando com exemplos de tipologias e atividades acerca do tema. Dessa forma, estudo de caso a seguir relata uma situação rotineira no ambiente escolar em relação ao trabalho com os gêneros. Na situação relatada, percebemos que os gêneros não são utilizados como instrumentos para ensino de leitura e a produção de textos. Assim, temos um convite para você: leia o caso a seguir e reflita sobre papel da escola em relação ao estudo dos gêneros textuais, sobretudo, se ela tem aplicado esse conhecimento no ensino de língua materna e no processo de desenvolvimento de aquisição da linguagem na escolha de suas práticas didáticas. Estudo de Caso Estudo de caso: experiência sobre trabalho docente com gêneros textuais Telma, coordenadora pedagógica da escola municipal, em sua cidade, no Rio Grande do Sul, recebeu um comunicado oficial da Faculdade URG, solicitando permissão para que os alunos do curso de Letras realizassem as atividades de estágio supervisionado na referida escola. Telma ficou muito feliz e empolgada com pedido e prontamente o aceitou, entretanto, deixou claro que fazia questão de se envolver diretamente no projeto. Roberta e Francisco, os professores responsáveis pela supervisão das atividades e professores da unidade curricular "gêneros discursivos", sabendo da exigência da coordenadora marcaram uma reunião com ela. Durante a reunião, Telma procurou se inteirar do processo e as professoras explicaram que precisavam realizar um trabalho sobre gêneros textuais com alunos das séries finais do ensino fundamental, tendo em vista a necessidade de atender aos requisitos da unidade curricular. Telma gostou muito da proposta e não hesitou em apontar os desafios que as professoras e os discentes encontrariam. Dentre eles, destacou a forma precária como o tema é tratado no livro didático, principal instrumento didático usado na unidade escolar e, assim, apontou desinteresse dos alunos em relação ao tema. Na sequência, falou do despreparo do corpo docente e reforçou a ausência de um instrumento metodológico que pudesse subsidiar esses profissionais e aprimorar trabalho com os gêneros textuais. As professoras se sentiram desafiadas e, tão logo, juntaram-se para planejar, a fim de contribuir para a melhoria da práxis pedagógica no que diz respeito aos gêneros textuais nas séries finais do ensino fundamental. 11 de 12 páginasE-Book As estagiarias optaram por trabalhar com artigo de opinião, por este se tratar de um gênero que requer do aluno uma opinião crítica sobre determinado tema. Escolheram falar sobre a homofobia, já que este é um tema importante e que, de certa forma, divide opiniões. Desse modo, levaram reportagens de revistas, jornais e vídeos com reportagens televisivas e da internet. Os alunos leram os materiais e assistiram atentamente aos vídeos. Em seguida, realizaram um debate, que provocou muita agitação na sala, pois cada um queria expor a sua opinião. Feito isso, elas pediram um texto com as principais opiniões. Na aula seguinte, apresentaram as características dos gêneros textuais e solicitaram que os alunos refizessem texto considerando tais particularidades. No final da aula, todos fizeram questão de ler os seus textos e de defender as suas opiniões. Para finalizar esse trabalho, as estagiárias, surpresas com resultado, resolveram fazer um tutorial com essa experiência e presentear a escola, tendo em vista o despreparo docente e a falta de outros recursos metodológicos. Telma ficou muito feliz com a presença das estagiárias e, mais ainda, com o resultado do trabalho, que certamente servirá de inspiração para os docentes. Obs. Os nomes dos envolvidos nesse estudo de caso foram trocados, para manter anonimato dos mesmos. Encerramos esta Unidade com um podcast que irá discorrer não apenas sobre a importância de ler além da decodificação, mas também a respeito dos níveis de leitura e do estudo dos gêneros e das tipologias textuais na aquisição da leitura e escrita, ou seja, assuntos estudados neste material. Como você poderá perceber, este podcast é uma síntese dos principais temas abordados nesta unidade de aprendizagem. Podcast PODCAST 1 Participação da escola e das práticas docentes na aquisição da leitura e da escrita Clique aqui para abrir podcast 12 de 12 páginas

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