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DOCUMENTO ORIENTADOR EDIÇÃO 3.0 Educação Profissional Oferta de Cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais Janeiro/2026 Governador do Estado de Minas Gerais Romeu Zema Neto Vice-Governador do Estado de Minas Gerais Mateus Simões de Almeida Secretário do Estado de Educação Rossieli Soares da Silva Secretária Adjunta Stephanie Flavia Ferreira de Carvalho Subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica Kellen Silva Senra Superintendência de Ensino Médio, Integral, EJA e Profissional Rosely Lúcia de Lima Diretoria de Educação Profissional e Trilhas de Futuro André Henrique Marques da Silva Coordenação Trilhas de Futuro Leonardo Cristiano Miranda Guimarães Coordenação de Educação Profissional Larissa Emanoela da Silva Equipe Técnica Miranda Amanda Correia Armanda Rodrigues de Souza Ana Luiza Teófilo Higino Arthur Costa Pereira Cristina Maria de Queiroz Claudinei Domingos Mendes Daniela Aparecida Braga Araujo Juares Dutra da Silva Katia Regina Bibiano Keila Amarante de Melo Faria Laurimar Ferreira de Paiva Martins Maxwell Robert Pereira Martins Michele Silva Pires Sônia Soares de Abreu Túlio César Accácio Menezes Souza Vagner Marcos Neves mailto:amanda.correia@educacao.mg.gov.br CARTA AOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO Prezado e Prezada Educador (a), O Documento Orientador da Educação Profissional Técnica de Nível Médio da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais tem como finalidade apresentar, de forma clara e objetiva, as diretrizes metodológicas e normativas que orientam a organização e o desenvolvimento do trabalho pedagógico nas escolas estaduais. Essas diretrizes buscam assegurar a qualidade da formação técnica e profissional ofertada a adolescentes, jovens, adultos e idosos, articulando a dimensão técnica à formação humana integral. Nesse sentido, as escolas e os profissionais da educação da rede estadual desempenham papel central na implementação dessas orientações, fundamentando suas práticas em princípios inclusivos, colaborativos e sustentáveis. Tais princípios orientam o desenvolvimento de saberes, habilidades, atitudes e valores necessários à formação integral dos estudantes, por meio de percursos formativos consistentes e de uma orientação profissional qualificada. Além disso, a Educação Profissional Técnica de Nível Médio, na Rede Pública Estadual de Ensino de Minas Gerais, está voltada ao desenvolvimento de competências alinhadas às demandas do século XXI. Para tanto, articula-se às dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia, em consonância com a estrutura sócio-ocupacional e as transformações do mundo do trabalho, reafirmando a importância de uma formação ética, crítica e socialmente comprometida. Diante do contexto contemporâneo, em que o conhecimento e a qualificação profissional se apresentam como vetores de transformação social, a Educação Profissional assume papel estratégico no desenvolvimento humano, econômico e socioambiental. Cabe, portanto, aos profissionais da educação fortalecer essa perspectiva, reconhecendo a formação profissional como instrumento de ampliação de oportunidades e de promoção da cidadania. A proposta de oferta de cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio nas escolas da Rede Estadual de Minas Gerais está em consonância com o Plano Estadual de Educação para o decênio 2018–2027, instituído pela Lei nº 23.197/2018, especialmente com a Meta 11, que estabelece a ampliação da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, com a triplicação do número de matrículas, assegurada a qualidade da oferta e a expansão mínima de 50% desse atendimento no segmento público. Essa diretriz orienta a organização das ações estaduais no sentido de garantir acesso, permanência e êxito dos estudantes, em articulação com as demandas sociais, produtivas e territoriais. Nessa perspectiva, a política estadual de Educação Profissional dialoga diretamente com a Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT), instituída pelo Decreto nº https://www.almg.gov.br/legislacao-mineira/texto/LEI/23197/2018/ https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12603-28-agosto-2025-797897-publicacaooriginal-176241-pe.html 12.603, de 28 de agosto de 2025, que reafirma a centralidade do trabalho como princípio educativo, a indissociabilidade entre teoria e prática e a integração entre educação, inclusão social e inserção socioprodutiva. A oferta da Educação Profissional no Ensino Médio Parcial, na forma integrada, tem como base legal as diretrizes estabelecidas pelo Novo Ensino Médio e pela Política Nacional de Ensino Médio, instituída pela Lei nº 14.945/2024, com vigência a partir de 2025. A normativa assegura a integração da formação técnica ao Ensino Médio, permitindo sua organização como itinerário formativo articulado à Formação Geral Básica. Essa integração fortalece a articulação entre educação básica e mundo do trabalho, promovendo o desenvolvimento de competências técnicas, científicas e profissionais alinhadas às demandas do setor produtivo e à continuidade dos estudos. As diretrizes da Resolução CNE/CP Nº 1, de 5 de janeiro de 2021, o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos e a Lei 14.945/2024, abriram caminhos para inovações significativas em nosso sistema educacional. Além destas, a Resolução CNE/CEB Nº 3, de 8 de abril de 2025 institui as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos com importante fomento para a oferta da EJA articulada à Educação Profissional e Tecnológica. Em resposta a esse marco normativo, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais tem ampliado e diversificado a oferta da Educação Profissional Técnica de Nível Médio. A flexibilidade e a diversidade dos itinerários formativos constituem, assim, estratégias importantes para alinhar a educação às demandas dinâmicas do mundo do trabalho. Essa abordagem contribui para a inserção profissional, a geração de renda e o desenvolvimento de trajetórias formativas mais significativas, ampliando as perspectivas pessoais e profissionais dos estudantes. Este documento se apresenta como uma ferramenta de apoio e orientação às ações pedagógicas, com o objetivo de fortalecer a Educação Profissional Técnica de Nível Médio no Estado de Minas Gerais. Ao sistematizar diretrizes e encaminhamentos, busca-se contribuir para a construção de uma educação pública de qualidade, socialmente referenciada e comprometida com um futuro mais justo e equitativo. Aos profissionais da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, registramos nosso reconhecimento pelo compromisso e pela dedicação na consolidação dessa política educacional. Boa leitura! Coordenação de Educação Profissional e Trilhas de Futuro 2 https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12603-28-agosto-2025-797897-publicacaooriginal-176241-pe.html https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14945.htm https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cne/cp-n-1-de-5-de-janeiro-de-2021-297767578 https://cnct.mec.gov.br/ https://cnct.mec.gov.br/ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14945.htm https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/2025/abril/rceb003_25.pdf SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 2. FORMAS DE OFERTA 3. PÚBLICO-ALVO 3.1. Oferta Integrada 3.2. Oferta Concomitante/Subsequente 3.3. Oferta Concomitante Intercomplementar 4. SOBRE AS OFERTAS 4.1. Concomitante/Subsequente 4.2. Ensino Médio Parcial Profissional (Itinerário de Formação Técnica e Profissional 4.3. Ensino Médio em Tempo integral - Profissional 4.4. Educação de Jovens e Adultos (EJA) - Profissional 5. PROJETOS E PARCERIAS 5.1. Trilhas de Futuro nas Escolas 5.2. Curso Técnico em Administração - Núcleo de Empreendedorismocurricular específico da parte técnica e fará jus ao acréscimo de 02 horas/aulas. As atribuições do Coordenador de Educação Profissional consistem em: ● Planejar/programar e executar, juntamente com os professores, as atividades relacionadas à prática de formação a serem vivenciadas pelos estudantes no semestre letivo: oficinas, visitas técnicas, seminários, palestras, workshops e outras; ● Zelar para que os princípios, ações e práticas educativas sejam desenvolvidas conforme estabelece a metodologia usada nas escolas de EMTI; ● Organizar, juntamente com os professores e a direção da escola, ações de Intervenção Pedagógica voltadas a garantir diferentes oportunidades de aprendizagem e continuidade de um percurso escolar com sucesso; ● Auxiliar o(a) Diretor(a) da escola na gestão e no monitoramento das ações do curso; ● Orientar professores e estudantes sobre as normas e procedimentos relativos aos cursos técnicos; ● Monitorar a frequência e planejar, juntamente com a direção da escola, ações que promovam o acolhimento e o engajamento dos estudantes, de modo a evitar a evasão; ● Acompanhar a efetivação do Plano de Curso, garantindo a estruturação de um percurso formativo significativo, alinhado ao perfil do egresso e às demandas do mundo do trabalho; ● Em conjunto com os professores e o Coordenador Geral do EMTI, propor ações, projetos, elaborar normas e atividades do curso; ● Juntamente com Coordenador Geral do EMTI verificar e auxiliar aos professores de componentes curriculares técnicos a preencherem o Guia de Ensino e de Aprendizagem – GEA. 10.1.3. Ensino Médio Parcial Profissional e Educação de Jovens e Adultos Profissional Coordenador Geral para Ensino Médio (parcial e Educação de Jovens e Adultos) 26 https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1anOnU4iITd4liTXb4dm-nAb2I6IPfik8 https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/SEI_127359887_Resolucao_N__5.210_2025.pdf Para assegurar a efetividade dos itinerários formativos de aprofundamento e itinerários formativos técnicos do Ensino Médio (parcial e Educação de Jovens e Adultos, cada unidade escolar contará com 01 (um) Professor de Educação Básica (PEB) ou 01 (um) Especialista em Educação Básica (EEB) na função de COORDENADOR GERAL. Este servidor atuará como elo estratégico entre o eixo tecnológico e os componentes da Formação Geral Básica (FGB), garantindo que a proposta pedagógica respeite a autonomia, a experiência prévia e as necessidades imediatas de inserção socioprofissional do estudante do Ensino Médio Parcial/EJA Nota: Será disponibilizado um único servidor para o atendimento do Ensino Médio (parcial noturno e Educação de Jovens e Adultos) propedêuticos e integrados à Educação Profissional e Tecnológica, conforme tabela¹ abaixo: QUANTIDADES DE TURMAS CARGA HORÁRIA DO RB COORDENADOR CUMPRIMENTO PRESENCIAL NA UNIDADE ESCOLAR QUANTIDADE DE HORAS/AULA Até 04 turmas 02 h/a semanais 03 horas 01 PEB que atue nas turmas do Ensino Médio de 05 a 07 turmas 04 h/a semanais 06 horas 01 PEB que atue nas turmas do Ensino Médio de 08 a 10 turmas 05 h/a semanais 08 horas 01 PEB que atue nas turmas do Ensino Médio de 11 a 20 turmas 08 h/a semanais 12 horas 01 PEB que atue nas turmas do Ensino Médio acima de 20 turmas 24 h semanais 24 horas 01 EEB ¹Tabela IV – Coordenador(es) Geral(is) para Ensino Médio (parcial e Educação de Jovens e Adultos) - RESOLUÇÃO SEE Nº 5.210, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2025. Estabelece normas para a organização do Quadro de Pessoal das Unidades Escolares na Rede Estadual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG). 11. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM Todos os processos de acompanhamento e avaliação da aprendizagem devem estar sustentados em princípios éticos, inclusivos e democráticos que garantam o desenvolvimento e a formação acadêmica, profissional e humana pela via do acesso e da permanência em programas de Educação Pública de qualidade. Para isso, todas as estratégias e metodologias devem ser planejadas e desenvolvidas com foco nos estudantes integrantes de cada turma, compreendendo-os em suas semelhanças e singularidades. 27 É importante que além dos objetivos gerais apresentados para cada formação, sejam considerados também o ponto de partida de cada estudante, assim como o envolvimento, participação, interesse, recursos individuais e coletivos disponíveis e os construídos ao longo do processo, etc. Deste modo, será possível parametrizar, mensurar e apresentar resultados que sejam coerentes com os processos vivenciados por cada sujeito e que ao mesmo tempo forneçam informações para a constante revisão das estratégias pedagógicas e recursos selecionados para promover o ensino/aprendizagem de todos. Na educação profissional também devem ser garantidos aos estudantes, público da educação especial, os recursos de acessibilidade, as estratégias e os atendimentos educacionais especializados necessários, conforme as diretrizes estabelecidas na Resolução SEE 4.256/2020, de forma a garantir o acesso ao currículo e a qualidade no processo de ensino aprendizagem. A equipe pedagógica é responsável pela discussão, avaliação e elaboração de estratégias e metodologias pedagógicas, a serem registradas no PDI - Plano de Desenvolvimento Individual, de modo a assegurar os processos de desenvolvimento e aprendizagem, potencializando os recursos individuais de cada sujeito. O Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) é o instrumento obrigatório para o acompanhamento do desenvolvimento e aprendizagem do estudante com Deficiência, Transtorno do Espectro Autista e Altas Habilidades/Superdotação. A reclassificação, prevista no Art. 24 da Resolução SEE Nº 5.234/2026 consiste no reposicionamento do estudante em ano/módulo diferente de sua situação atual, para fins de prosseguimento dos estudos, mediante comprovação de aprendizagem. Nos cursos técnicos de nível médio, nas formas integrada, concomitante e subsequente, poderá ser aplicada a reclassificação por frequência ao estudante que, ao final do período letivo, apresentar desempenho satisfatório em todos os componentes curriculares, mesmo com frequência inferior a 75% da carga horária mínima exigida, possibilitando seu posicionamento no período letivo/módulo subsequente. Para efetivar o processo de reclassificação o estudante deverá realizar uma avaliação elaborada pelos professores de todos os componentes curriculares do módulo em questão, a análise das competências e habilidades que devem estar desenvolvidas. Somente se obtiver o aproveitamento mínimo em todos os componentes curriculares do módulo é que o estudante será promovido, em caráter de reclassificação. Ressalta-se que é imprescindível garantir que as oportunidades de aprendizagem, de recuperação da aprendizagem e a oferta de recursos pedagógicos sejam desenvolvidos, analisados, debatidos em Conselhos de Classe trimestrais e sejam devidamente registrados e arquivados na pasta individual dos estudantes. 28 https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/4256-20-r%20-%20Public.10-01-20.pdf.pdf https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/5234-26-r-Public.-24-01-26.pdf Os Critérios de Aproveitamento de Conhecimentos e Experiências Anteriores estão previstos no Plano de Curso. Observação: Não caberá reclassificação ou progressão parcial em Estágio Obrigatório, devido às especificidades do componente curricular. 12. ESTÁGIO Estágio é um ato educativo escolar supervisionado e, em suas diversas modalidades, será realizado em locais que tenham efetivas condições de proporcionar aos estudantes, experiências profissionais ou de desenvolvimento sociocultural e científico, pela participação em situações reais de vida e do mundo do trabalho. É uma prática de caráter pedagógico, que promove a aquisição de competências,desenvolve habilidades, hábitos e atitudes essenciais para a inserção dos estudantes nos espaços socioprodutivos. Ressalta-se que todo estágio é curricular, ou seja, deve contribuir com a formação profissional do estudante e pode ser obrigatório para a integralização do curso, ou não obrigatório, caracterizando-se como uma formação complementar. Dessa forma, toda e qualquer atividade de estágio deve integrar a proposta pedagógica da escola e os instrumentos de planejamento curricular do curso, devendo ser planejado, executado e avaliado em conformidade com os objetivos propostos. O estágio curricular obrigatório é aquele cuja carga horária está prevista na Matriz Curricular (Técnico em Enfermagem) e é requisito para aprovação e obtenção de diploma, não sendo permitida progressão parcial ou reclassificação neste componente curricular, devido às especificidades do componente curricular. Já o estágio curricular não obrigatório é aquele desenvolvido como atividade complementar, realizada pelo estudante de qualquer curso que queira ampliar sua formação profissional. O estágio deve ser realizado ao longo do curso, ampliando as experiências formativas dos estudantes, em sintonia com os objetivos apresentados nos Planos de Curso e outros documentos curriculares. A carga horária destinada ao estágio não obrigatório, deverá ser devidamente registrada nos históricos e demais documentos escolares dos estudantes, em conformidade com as orientações da Superintendência de Organização Escolar e Informações Educacionais. Para outras orientações e modelo do termo de compromisso de estágio, acesse no ícone abaixo, a Resolução 4.811/2022 e o Memorando-Circular n° 28/2023/SEE/DIEM, que regulamentam o estágio supervisionado não obrigatório de estudantes matriculados nas escolas estaduais de Minas Gerais. 29 https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/4811-22-r%20-%20%20Public.%2031-12-22%20(1).pdf https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1sjjFl62Y53THH0mP44srmd-rOht1L7SO 12.1. Estágio Obrigatório Supervisionado - Técnico em Enfermagem Os estágios supervisionados e as situações práticas vivenciadas pelos estudantes do curso Técnico em Enfermagem representam a principal oportunidade de formação profissional antes do ingresso no mercado de trabalho. Essas experiências são fundamentais para o desenvolvimento da expertise clínica, além de capacitarem os futuros profissionais para exercerem o cuidado com respeito, dignidade e ética, atendendo milhões de brasileiros em momentos cruciais, como o nascimento, a vida, o luto e a morte. Nesse contexto, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por meio do Parecer Normativo nº 001 de 2019/COFEN, estabeleceu uma carga horária mínima de 400 horas para o estágio curricular obrigatório nos cursos técnicos de Enfermagem. Essa medida visa formalizar, junto aos Conselhos Regionais de Enfermagem e aos Conselhos Estaduais de Educação, a obrigatoriedade dessa carga horária em âmbito nacional, reforçando a importância do estágio na formação desses profissionais. De acordo com o parecer, essa normatização tornou-se necessária devido à ausência de regulamentação específica sobre a carga horária mínima para estágios supervisionados nos cursos técnicos de Enfermagem. Atualmente, a carga horária total desses cursos é composta por 1.200 horas destinadas a componentes teóricos, às quais devem ser adicionadas às 400 horas de estágio supervisionado obrigatório, conforme definido pelo regulamento. O Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNTC) reforça que a carga horária destinada ao estágio obrigatório supervisionado deve ser acrescida à carga mínima prevista no curso. Além disso, o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) deve definir, em conformidade com a Lei nº 11.788/2008, a distribuição entre os componentes teóricos e práticos, assegurando uma formação completa e de qualidade para os futuros Técnicos em Enfermagem. Além disso, as instituições de ensino têm a responsabilidade de garantir o acompanhamento dos estudantes por supervisores qualificados, bem como de proporcionar treinamentos e observações que envolvam o manejo clínico. Cabe ainda às escolas assegurar a disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para os estudantes durante o estágio. A parceria entre o COFEN e os Conselhos Regionais de Enfermagem é essencial para a disseminação e implementação das normas previstas no parecer. O objetivo principal é garantir a adequação dos planos de ensino das instituições e resolver problemas relacionados à execução do estágio supervisionado. 13. DIPLOMA, HISTÓRICO E CERTIFICADO Os modelos de históricos, certificados e diplomas dos cursos técnicos e suas certificações intermediárias, assim como as orientações de preenchimento e emissão, estão disponíveis na ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR Nº 06/2022. Para acessá-la, clique no link abaixo: 30 https://www.cofen.gov.br/parecer-normativo-no-001-2019/ https://www.cofen.gov.br/parecer-normativo-no-001-2019/ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm ORIENTAÇÕES PARA EMISSÃO DE DIPLOMA, HISTÓRICO E CERTIFICADO 14. APOIO E MONITORAMENTO Serão elaborados, pela equipe de Coordenação de Educação Profissional instrumentos para monitorar e avaliar a qualidade dos cursos oferecidos pelo Programa e garantir a alocação eficiente dos recursos investidos. Esta equipe será responsável pela estruturação e operacionalização do processo de supervisão, monitoramento e avaliação, englobando a elaboração de instrumentos para coleta de dados nas instituições de ensino; processamento e produção de relatórios gerenciais; definição de fluxos e processos de trabalho internos e externos; realização de capacitações e orientações às equipes das SRE’s. Para identificar o contato das Superintendências Regionais de Ensino acesse: Site da Secretaria de Educação de Minas Gerais (SEE). 15.ADENDO AO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E REGIMENTO INTERNO Para as escolas que iniciarão a oferta de Educação Profissional, é necessário providenciar a atualização do Projeto Político Pedagógico (PPP) e a elaboração do Adendo ao Regimento Escolar, uma vez que estes documentos são norteadores de todas as diretrizes e ações da instituição. No PPP, as escolas devem atualizar as informações de seu Marco Referencial, explicitando concepções teórico-metodológicas que fundamentam a prática formativa com vistas a garantir aos estudantes a apropriação de técnicas e procedimentos e a sua atuação autônoma, consciente e dinâmica na sociedade. Para facilitar as adequações necessárias ao Regimento Escolar, disponibilizamos como sugestão, um MODELO DE ADENDO. É fundamental que, após a atualização, os documentos sejam aprovados e homologados conforme disposto na Resolução SEE Nº 5.234/2026. 16. CONSIDERAÇÕES FINAIS Reconhecemos o grande potencial dos profissionais da educação e a responsabilidade no desenvolvimento de uma prática educativa de qualidade. O apoio das Superintendências Regionais de Ensino - SRE nas ações e na articulação, principalmente entre as escolas, para a troca de experiências e de boas práticas, é essencial para o sucesso da Educação Profissional. Por isso, é imprescindível que esse documento chegue até as escolas para potencializar o trabalho do Professor, do Especialista/Professor-Coordenador e da equipe gestora. 31 https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1PXjp9mSLoyoO7EkbqEBMC29JZzzNoU8V https://www.educacao.mg.gov.br/a-secretaria/superintendencias-regionais-de-ensino-sres/ https://www.educacao.mg.gov.br/a-secretaria/superintendencias-regionais-de-ensino-sres/ https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1oajDWHDeMUj0qoLYAeP1BAbOgXH17q3L https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/5234-26-r-Public.-24-01-26.pdf A Diretoria de Educação Profissional convidou as escolas a planejarem eestruturarem espaços temáticos, com o objetivo de fomentar, dar visibilidade e legitimidade para a formação profissional desenvolvida nas escolas estaduais. Para conhecer e se inspirar com os trabalhos realizados pelas escolas em 2023, acesse: PORTFÓLIO ESPAÇOS TEMÁTICOS 2023 CONTATOS COORDENAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL educacaoprofissional@educacao.mg.gov.br TRILHAS DE FUTURO NAS ESCOLAS spp.trilhasnasescolas@educacao.mg.gov.br SEE/MG - Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais Prédio Minas - Rodovia Papa João Paulo II, 4143 - 11º andar Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves Bairro: Serra Verde - Belo Horizonte / MG CEP: 31630-9 32 https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1c_pgxEJXRn8TEPk9_op5tkA8OpaZFLKw mailto:educacaoprofissional@educacao.mg.gov.br mailto:spp.trilhasnasescolas@educacao.mg.gov.br Quadro-Síntese das Modalidades de Oferta da Educação Profissional Modalidade Como acontece a oferta Carga horária / Organização Público-alvo Certificação Oferta Concomitante/ Subsequente Curso técnico realizado paralelamente ao Ensino Médio, ou pós conclusão, com trajetórias formativas distintas, ofertado nas escolas da Rede Estadual. Conforme Plano de Curso e matriz curricular. Estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual a partir do 1º ano; estudantes da EJA/CESEC com no mínimo 4 componentes concluídos, sendo dois deles obrigatoriamente, Língua Portuguesa e Matemática; jovens, adultos e idosos que concluíram o Ensino Médio em qualquer rede, inclusive por Banca Itinerante ou outras Bancas regulamentadas. Certificações intermediárias e diploma técnico ao final, conforme previsto no Plano de Curso. Ensino Médio Parcial Profissional (Itinerário de Formação Técnica Profissional) Integração entre Formação Geral Básica e curso técnico, com matrícula única e oferta no horário regular. 6 horas diárias; cursos técnicos, em geral, com 900 horas. Estudantes ingressantes no 1º ano do Ensino Médio Regular. Certificações intermediárias anuais e diploma técnico ao final do 3º ano. 33 Ensino Médio em Tempo Integral – Profissional (EMTI) Integração da Formação Geral Básica com Formação Técnica e Profissional em jornada ampliada no contraturno. Tempo Integral, de 7 ou 9 horas diárias, conforme oferta da escola. Estudantes do Ensino Médio matriculados em escolas de tempo integral com oferta de formação Técnica profissional. Certificações intermediárias, quando previstas em Matriz e Plano de curso, e diploma técnico ao final do curso. EMTI Profissional – Trilhas nas Escolas Oferta de cursos técnicos por meio de parcerias para formação Técnica Profissional, integrada ao EMTI. Tempo integral ao longo do Ensino Médio. Estudantes do Ensino Médio em Tempo Integral, conforme critérios de oferta. Certificação técnica conforme Plano de Curso e diretrizes do Projeto Trilhas nas Escolas. EJA Profissional Oferta modular integrada ao Ensino Médio EJA, respeitando as trajetórias dos estudantes. Duração de 3 ou 4 semestres, conforme oferta do curso técnico. Jovens, adultos e idosos matriculados no Ensino Médio EJA. Certificações intermediárias por períodos, conforme Plano de Curso e matriz curricular. REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Centro Gráfico do Senado Federal, 1988. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Congresso Nacional, 1996. ______. Lei Federal 14.945, de 21 de Julho de 2024, Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), a fim de definir diretrizes para o ensino médio, e as Leis nºs 14.818, de 16 de janeiro de 2024, 12.711, de 29 de agosto de 2012, 11.096, de 13 de janeiro de 2005, e 14.640, de 31 de julho de 2023. ______. Lei Federal 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Brasília, DF, 25. jun. 2014. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 10 jan 2022. ______. Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004. Regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e dá outras providências. Brasília, DF: 23 de julho de 2004. ______. Decreto nº 12.603, de 28 de agosto de 2025. Institui a Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica – PNEPT, regulamenta o art. 4º da Lei nº 14.645, de 2 de agosto de 2023, e institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica – SINAEPT. Diário Oficial da União, 29 ago. 2025. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12603-28-agosto-2025-797897-publicac aooriginal-176241-pe.html ______. Lei nº 11.741, de 16 de julho de 2008. Altera dispositivos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para redimensionar, institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio, da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica. Brasília, DF: 16 de julho de 2008. ______. Lei nº 11.788, de 25 de Setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 34 https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12603-28-agosto-2025-797897-publicacaooriginal-176241-pe.html https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12603-28-agosto-2025-797897-publicacaooriginal-176241-pe.html 5.452, de 1o de maio de 1943, e a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996; revoga as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o parágrafo único do art. 82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6o da Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Ministério da Educação. Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. Brasília, DF: 05 de janeiro de 2021. 4ª ed. Atualizado em 18 de agosto de 2022. Brasília, DF. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara da Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 03, de 08 de abril de 2025. Institui as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos – EJA. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara da Educação Básica. Resolução CNE/CP nº 01, de 05 de janeiro de 2021. Define Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Tecnológica. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara da Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 02, de 15 de dezembro de 2020. Aprova a quarta edição do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. Brasília, DF: 15 de dezembro de 2020. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara da Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 03, DE 30 DE SETEMBRO DE 2009. Dispõe sobre a instituição Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SISTEC), em substituição ao Cadastro Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio (CNCT), definido pela Resolução CNE/CEB nº 4/99. CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Resolução CEE Nº 484, de 26 de outubro de 2021. Dispõe sobre a Educação Profissional e Tecnológica no Sistema de Ensino do Estado de Minas Gerais e dá outras providências. Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, 27 out. 2021. Seção 1, p. 23. CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Parecer Nº 448/SEE/CEE - Plenário/2022. Processo Nº 1260.01.0093253/2022-74. Relatora: Jussara Maria de Carvalho Guimarães. Aprovado em 27 dejunho de 2022. Belo Horizonte, 2022.29 MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. Linguagem Simples na Administração Pública. Fundação João Pinheiro, 2021. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 4.144/2019. Regulamenta o disposto no Decreto Estadual nº 45.085, de 08 de abril de 2009, que dispõe sobre a transferência, utilização e prestação de contas de recursos financeiros repassados às caixas escolares vinculadas às unidades estaduais de ensino. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 4.668, de 02 de dezembro de 2021. Dispõe sobre as matrizes curriculares do Ensino Médio em Tempo Integral - EMTI Profissional para as turmas de 1º ano do ensino médio com início em 2022 nas escolas da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução n° 5.085, de 30 de outubro de 2024. Estabelece normas para a organização do Quadro de Pessoal das Unidades de Ensino na Rede Estadual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. MINAS GERAIS. Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais. Resolução CEE nº 496, de 21 de dezembro de 2023. Fixa normas para credenciamento e recredenciamento de entidades mantenedoras, autorização de funcionamento de instituições educacionais, níveis, etapas, cursos 35 e modalidades de ensino, reconhecimento e renovação de reconhecimento de níveis, etapas, cursos e modalidades da Educação Básica, no âmbito do Sistema de Ensino de Minas Gerais, e dá outras providências. MINAS GERAIS. Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais. Resolução CEE nº 488, de 27 de janeiro de 2022. Dispõe sobre a habilitação e autorização para lecionar e dirigir e a concessão de registro para secretariar instituições educacionais públicas, privadas e comunitárias de Educação Básica, que integram o Sistema de Ensino de Minas Gerais, e a regulamentação do reconhecimento do Notório Saber de profissionais para docência na Formação Técnica e Profissional de Ensino Médio e dá outras providências. MINAS GERAIS. Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais. Resolução CEE nº 492, de 27 de junho de 2022. Dispõe sobre os pressupostos, as diretrizes e os procedimentos para a Avaliação e o reconhecimento de Saberes e de Competências Profissionais - Certificação Profissional - para fins do exercício profissional, no Sistema de Ensino do Estado de Minas Gerais, e dá outras providências. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 4.256, de Janeiro de 2020. Institui as Diretrizes para normatização e organização da Educação Especial na rede estadual de Ensino de Minas Gerais. Institui as Diretrizes para normatização e organização da Educação Especial na rede estadual de Ensino de Minas Gerais. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 4.811, de 30 de Dezembro de 2022. Regulamenta o estágio supervisionado não obrigatório de estudantes matriculados nas escolas estaduais de Minas Gerais. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 4.908, de 11 de setembro de 2023. Dispõe sobre as matrizes curriculares do Ensino Fundamental, Ensino Médio e das modalidades de ensino, na Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais, com início em 2024, e dá orientações correlatas. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 4.944, de 19 de dezembro de 2023. Dispõe sobre as matrizes curriculares da Educação Profissional em nível médio, concomitante e subsequente, nas escolas da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais.30 MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 5.234, 23 de Janeiro de 2026. Dispõe sobre a organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais e dá outras providências. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 4.968, de Fevereiro de 2024. Estabelece normas para o cumprimento da carga horária destinada às atividades extraclasse pelo Professor de Educação Básica das escolas da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 5.036, de 02 de Julho de 2024. Estabelece normas e diretrizes para o Plano de Atendimento Escolar da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais, para o ano de 2025. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº Resolução SEE nº 5.210, de 13 de novembro de 2025. Estabelece normas para a organização do Quadro de Pessoal das Unidades Escolares na Rede Estadual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais do ano de 2026. 36 MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 5.212, de 19 de novembro de 2025. Estabelece normas para a organização e a implementação das matrizes curriculares da Educação Infantil, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e das modalidades de ensino da Rede Estadual de Educação de Minas Gerais para o ano de 2026. Disponível em: https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Resolucao-SEE-no-5.212_2025.pdf MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE nº 5.222, de 4 de dezembro de 2025. Estabelece o Calendário Escolar do ano letivo de 2026 para as unidades escolares da rede pública estadual de ensino de Minas Gerais. Disponível em: https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/5222-25-r-Public.-05-12-25.pdf 37 https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Resolucao-SEE-no-5.212_2025.pdf?utm_source=chatgpt.com https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/5222-25-r-Public.-05-12-25.pdf SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS 38 Governador do Estado de Minas Gerais Subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica Kellen Silva Senra Superintendência de Ensino Médio, Integral, EJA e Profissional Diretoria de Educação Profissional e Trilhas de Futuro Coordenação Trilhas de Futuro Coordenação de Educação Profissional 1.APRESENTAÇÃO 2.FORMAS DE OFERTA 3.PÚBLICO-ALVO A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais ofertará cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio aos seguintes públicos, conforme a modalidade de oferta: 3.1 Oferta Integrada 3.2 Oferta Concomitante/Subsequente 3.3 Oferta Concomitante Intercomplementar 4.SOBRE AS OFERTAS 4.1. Oferta Concomitante/Subsequente 4.2. Ensino Médio Parcial Profissional - 5° Itinerário Formativo 4.3 Ensino Médio em Tempo Integral - Profissional 4.5 Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA) - Profissional 5.PROJETOS E PARCERIAS 5.1 Trilhas de Futuro nas Escolas 5.2 Curso Técnico em Administração - Núcleo de Empreendedorismo Juvenil (NEJ) - Parceria SEBRAE 6. DOCUMENTOS PEDAGÓGICOS 6.1. Práticas Pedagógicas 6.2 Cartilha de Cursos Técnicos 7. ORGANIZAÇÃO E REGISTRO DE TURMAS 7.1. Enturmação no SIMADE 7.2. Cadastro no SISTEC - Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional Técnica de Nível Médio 7.3. Ciclo de Matrícula Extemporâneo 8. ORIENTAÇÕES PARA ANÁLISE DOS CURSOS 8.1. Oferta de Turmas em Continuidade 9. CALENDÁRIO ESCOLAR 10. RECURSOS HUMANOS 10.1. Coordenação e Supervisão Pedagógica das Atividades da Educação Profissional 11. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 12. ESTÁGIO 12.1. Estágio Obrigatório Supervisionado - Técnico em Enfermagem 13. DIPLOMA, HISTÓRICO E CERTIFICADO 14. APOIO E MONITORAMENTO 15.ADENDO AO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E REGIMENTO INTERNO 16. CONSIDERAÇÕES FINAIS Quadro-Síntese das Modalidades de Oferta da Educação Profissional REFERÊNCIASJuvenil (NEJ) 5.2.1. Das Competências 6. DOCUMENTOS PEDAGÓGICOS 6.1. Práticas Pedagógicas 6.2. Cartilha de Cursos Técnicos 7. ORGANIZAÇÃO E REGISTRO DE TURMAS 7.1. Enturmação no SIMADE 7.2. Cadastro no SISTEC - Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional Técnica de Nível Médio 7.3. Ciclo de Matrícula Extemporâneo 8. ORIENTAÇÕES PARA ANÁLISE DOS CURSOS 9. CALENDÁRIO ESCOLAR 10. RECURSOS HUMANOS 10.1. Coordenação e Supervisão Pedagógica das Atividades da Educação Profissional 10.1.1. Concomitante/Subsequente 10.1.2. Ensino Médio em Tempo Integral - Profissional 10.1.3. Ensino Médio Parcial Profissional e Educação de Jovens e Adultos - Profissional 11. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 12. ESTÁGIO 12.1. Estágio Obrigatório Supervisionado - Técnico em Enfermagem 13. DIPLOMA, HISTÓRICO E CERTIFICADO 14. APOIO E MONITORAMENTO 15. ADENDO AO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E REGIMENTO INTERNO 16. CONSIDERAÇÕES FINAIS QUADRO SÍNTESE DAS MODALIDADES DE OFERTA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL REFERÊNCIAS 1 1. APRESENTAÇÃO A Secretaria de Estado de Educação apresenta neste documento os princípios norteadores, as orientações e os procedimentos para a oferta de cursos de Educação Profissional pela Secretaria de Estado de Educação, nas modalidades Integrada, Concomitante/Subsequente, Concomitante Intercomplementar, no Ensino Médio Parcial Profissional - 5° Itinerário Formativo e na Educação de Jovens, Adultos e Idosos - EJA Profissional no âmbito das escolas estaduais de Minas Gerais. Destacamos que a Educação Profissional Técnica de Nível Médio, tem no trabalho a centralidade de sua proposta e, portanto, sua organização curricular objetiva a construção de competências profissionais em alinhamento com a ciência, a cultura e a tecnologia. A proposta pedagógica desenvolvida nas escolas precisa garantir uma integração entre objetivos, conteúdos e estratégias de ensino e aprendizagem e as competências gerais para o mundo do trabalho. Dessa forma, é importante que todos os profissionais de nossas escolas apropriem-se das diretrizes e informações aqui apresentadas. Ressaltamos que este documento deve ser complementado com a leitura e estudo da legislação federal e estadual vigentes, bem como de outros documentos que abordam temáticas relativas à oferta da Educação Profissional, garantindo a sustentabilidade e a qualidade de nossa política educacional. Os cursos de Educação Profissional têm por finalidade proporcionar ao estudante conhecimentos, saberes e competências pessoais e profissionais necessários ao exercício de atividades laborais e da cidadania, com base nos fundamentos científico-tecnológicos, sócio-históricos e culturais. Nesse sentido, a oferta de cursos de Educação Profissional, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, articula-se com o Ensino Médio e suas diferentes modalidades, incluindo a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA), e com as dimensões do trabalho, da tecnologia, da ciência e da cultura, propiciando, simultaneamente, a elevação dos níveis de escolaridade e contribuindo para a profissionalização dos jovens, adultos e idosos com vistas à inserção no mundo do trabalho e atendendo às demandas das comunidades e dos Arranjos Produtivos Locais (APL). O desenvolvimento dos cursos de Educação Profissional atenderá aos princípios norteadores, apresentados no Art. 3º das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Profissional Tecnológica Resolução CNE/CP Nº1/2021, e às normas complementares e operacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio no Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais Resolução CEE/MG nº 484/2021. 2 https://desenvolvimento.mg.gov.br/inicio/projetos/projeto/1101#:~:text=APL%20s%C3%A3o%20aglomera%C3%A7%C3%B5es%20de%20empresas,ferramentas%20para%20a%20diversifica%C3%A7%C3%A3o%20econ%C3%B4mica https://desenvolvimento.mg.gov.br/inicio/projetos/projeto/1101#:~:text=APL%20s%C3%A3o%20aglomera%C3%A7%C3%B5es%20de%20empresas,ferramentas%20para%20a%20diversifica%C3%A7%C3%A3o%20econ%C3%B4mica https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cne/cp-n-1-de-5-de-janeiro-de-2021-297767578 https://www.educacao.mg.gov.br/documentos-legislacao/resolucao-cee-no-484-de-26-de-outubro-de-2021/#gallery Em consonância, a organização e a oferta dos cursos alinham-se à Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT), instituída pelo Decreto nº 12.603, de 28 de agosto de 2025, a qual reafirma a centralidade do trabalho como princípio educativo, a formação integral e cidadã dos estudantes e a articulação entre educação, inclusão social e inserção socioprodutiva. Nesse contexto, os cursos deverão observar diretrizes voltadas à ampliação do acesso, à permanência e ao êxito dos estudantes, à diversificação de itinerários formativos, à valorização da diversidade e à aderência da oferta aos contextos sociais, econômicos e produtivos, locais e regionais, em diálogo permanente com o mundo do trabalho e com as políticas públicas estruturantes. Este documento orientador tem como objetivo principal, orientar as ofertas da Educação Profissional que acontecem nas escolas estaduais da Secretaria de Educação de Minas Gerais, nas ofertas: concomitante/subsequente; Ensino Médio em Tempo Integral - EMTI Profissional; Ensino Médio Parcial Profissional - 5° Itinerário Formativo Profissional; Projeto Trilhas de Futuro nas Escolas e Educação de Jovens e Adultos Profissional. 2. FORMAS DE OFERTA Os cursos técnicos de nível médio podem ser ofertados nas formas: I. integrada, ofertada a quem ingressa no Ensino Médio, com matrícula única na mesma instituição, de modo a conduzir o estudante à habilitação profissional técnica ao mesmo tempo em que conclui a última etapa da Educação Básica; II. concomitante, ofertada a quem ingressa no Ensino Médio ou já o estejam cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, aproveitando oportunidades educacionais disponíveis, seja em unidades de ensino da mesma instituição ou em distintas instituições e redes de ensino; III. concomitante intercomplementar, desenvolvida simultaneamente em distintas instituições ou redes de ensino, mas integrada no conteúdo, mediante a ação de convênio ou acordo de Intercomplementaridade, para a execução de projeto pedagógico unificado; IV. subsequente, desenvolvida em cursos destinados exclusivamente a quem já tenha concluído o Ensino Médio. As formas de oferta da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, visam preparar os estudantes para enfrentar os desafios do mundo de maneira completa e colaborativa, formando cidadãos plenamente desenvolvidos e conscientes de seu papel na sociedade. 3 https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12603-28-agosto-2025-797897-publicacaooriginal-176241-pe.html https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12603-28-agosto-2025-797897-publicacaooriginal-176241-pe.html https://querointegral.org/MG/ 3. PÚBLICO-ALVO A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais ofertará cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio aos seguintes públicos, conforme a modalidade de oferta: 3.1 Oferta Integrada Destina-se a: ● Estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual, ingressantes a partir do 1º ano do Ensino Médio em Tempo Integral – EMTI Profissional ● Estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual, ingressantes a partir do 1º ano do Ensino Médio Parcial Profissional ● Estudantes do Ensino Médio na modalidade EJA, ingressantes em qualquer um dos períodos, sendo que apenas o ingresso a partir do 1º período na modalidade EJA-EPT possibilita a diplomação em curso técnico de nível médio. Para as entradas a partir do 2º período serão asseguradas as certificações intermediárias, conforme o plano de curso e matriz curricular de cada curso. 3.2 Oferta Concomitante/SubsequenteDestina-se a: ● Estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual, matriculados a partir do 1º ano do Ensino Médio, na oferta Concomitante/Subsequente; ● Estudantes da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA) – Ensino Médio, da Rede Pública Estadual; ● Estudantes da EJA – Ensino Médio, matriculados nos Centros Estaduais de Educação Continuada (CESEC), que tenham concluído, no mínimo, quatro componentes curriculares, sendo obrigatoriamente dois deles Língua Portuguesa e Matemática; ● Estudantes que já concluíram o Ensino Médio; ● Jovens, adultos e idosos que tenham concluído o Ensino Médio em qualquer rede de ensino, inclusive aqueles certificados por meio do programa Banca Itinerante. IMPORTANTE: ● O estudante que cursa concomitantemente o curso técnico e o Ensino Médio deve comprovar, a cada semestre ou módulo, sua matrícula ou permanência no Ensino Médio com vistas a garantir os requisitos para a obtenção do diploma ao final do curso. ● Para ingresso no primeiro módulo dos cursos Técnico em Enfermagem, Técnico em Agente Comunitário de Saúde e Técnico em Massoterapia, os estudantes 4 poderão estar matriculados desde o 1º ano do Ensino Médio. Entretanto, considerando as especificidades formativas desses cursos, especialmente no que se refere às atividades práticas, estágios e demais componentes que envolvem interação com usuários e serviços da área da saúde, orienta-se que a escola observe atentamente as condições necessárias para o adequado acompanhamento das atividades previstas no Projeto Pedagógico do Curso. Assim, caberá à instituição de ensino, no exercício de sua autonomia pedagógica e administrativa, proceder à matrícula com a devida análise das implicações acadêmicas e formativas relacionadas ao percurso do estudante, resguardando o cumprimento das normativas vigentes e a responsabilidade institucional quanto à oferta. 3.3 Oferta Concomitante Intercomplementar Destina-se a: ● Estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual, matriculados em instituições que mantenham convênio ou acordo de intercomplementaridade com a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, conforme projeto pedagógico unificado. 4. SOBRE AS OFERTAS O desenvolvimento dos cursos técnicos observa os princípios estabelecidos no Art. 3º das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Profissional Técnica de Nível Médio da Resolução CNE/CEB nº 01/2021, as normas complementares do Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais, conforme a Resolução CEE/MG nº 484/2021, alinhando-se à Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT), instituída pelo Decreto nº 12.603, de 28 de agosto de 2025. A seguir, seguem informações acerca das ofertas da Educação Profissional Técnica de Nível Médio na Rede Estadual de Ensino. 4.1. Oferta Concomitante/Subsequente A oferta Concomitante/Subsequente constitui uma modalidade de Educação Profissional Técnica de Nível Médio realizada no interior das escolas da Rede Pública Estadual, ampliando o acesso à formação profissional para diferentes públicos e etapas de escolarização. Essa forma de oferta possibilita que a formação técnica ocorra de maneira articulada ou posterior à conclusão do Ensino Médio, respeitando os marcos legais vigentes e as especificidades dos estudantes atendidos, ao mesmo tempo em que fortalece o papel da escola como espaço de formação integral e continuada. 5 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cne/cp-n-1-de-5-de-janeiro-de-2021-297767578 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cne/cp-n-1-de-5-de-janeiro-de-2021-297767578 https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/RESOLUCAO-CEE-No-484-DE-26-DE-OUTUBRO-DE-2021-1.pdf https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12603-28-agosto-2025-797897-publicacaooriginal-176241-pe.html https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12603-28-agosto-2025-797897-publicacaooriginal-176241-pe.html No caso da oferta concomitante, podem ingressar estudantes regularmente matriculados no Ensino Médio da Rede Pública Estadual, a partir do 1º ano, que passam a cursar o ensino regular e a formação técnica de maneira paralela, ainda que com matrículas e trajetórias formativas distintas. Já na oferta subsequente, a formação técnica destina-se a jovens, adultos e idosos que já concluíram o Ensino Médio em qualquer rede de ensino, incluindo aqueles que obtiveram certificação por meio do programa Banca Itinerante ou de outras bancas oficialmente regulamentadas para esse fim. Nessa modalidade, o curso técnico é realizado de forma independente do Ensino Médio, tendo como foco o desenvolvimento de competências profissionais específicas e a ampliação das possibilidades de inserção ou reinserção no mundo do trabalho. Também podem acessar a oferta concomitante/subsequente os estudantes da Educação de Jovens e Adultos – Ensino Médio, vinculados aos Centros Estaduais de Educação Continuada (CESEC), desde que tenham concluído, no mínimo, quatro componentes curriculares, sendo obrigatoriamente dois deles Língua Portuguesa e Matemática. Essa previsão reconhece os percursos formativos já realizados, assegura a base necessária para o acompanhamento do curso técnico e reforça a perspectiva de progressão educacional articulada à qualificação profissional. Em todos os casos, a oferta concomitante/subsequente realizada nas escolas da Rede Estadual de Ensino devem observar o que está previsto nos respectivos Planos de Curso e matrizes curriculares aprovados, garantindo coerência pedagógica, certificação válida e reconhecimento institucional, conforme diretrizes e normas da Resolução SEE n° 5.214/2025. Assim, essa modalidade reafirma o compromisso com a democratização do acesso à Educação Profissional, a valorização das trajetórias educacionais diversas e a promoção de oportunidades formativas ao longo da vida. 4.2. Ensino Médio Parcial Profissional - 5° Itinerário Formativo O 5º Itinerário Formativo constitui uma das possibilidades de aprofundamento previstas na organização curricular do Ensino Médio e corresponde à Formação Técnica Específica (FTE). Essa oferta permite que o estudante curse, de forma integrada, o Ensino Médio parcial e um curso técnico de nível médio, construindo um percurso formativo articulado, com certificações intermediárias ao longo dos anos escolares e a obtenção do diploma técnico ao final do terceiro ano. Trata-se, portanto, de uma proposta que amplia as oportunidades formativas dos estudantes, sem romper com a unidade do currículo do Ensino Médio, configurando o 5º Itinerário como uma forma específica de materialização da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) na 6 https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Resolucao-e-Matriz-Educacao-Profissional.pdf estrutura curricular do Ensino Médio parcial. Nesse contexto, é importante distinguir o Ensino Médio em Tempo Integral Profissional do Ensino Médio Parcial Profissional estruturado a partir do 5º itinerário. O EMTI Profissional caracteriza-se por uma jornada ampliada, de sete ou nove horas diárias, com proposta pedagógica própria de tempo integral, componentes específicos e possibilidade de cursos técnicos com maior carga horária. Já o Ensino Médio Parcial Profissional, por meio do Itinerário de Formação técnica e profissional, organiza-se em 6 (seis) horas módulo/aula diárias e oferta cursos técnicos, com carga horária menor. Ao final de cada ano letivo, o estudante receberá certificações intermediárias, com caráter de qualificações profissionais técnicas, de acordo com a Matriz, Ementa e Plano do curso técnico ofertado, conforme diretrizes e normas da Resolução SEE n° 5.212/2025. Dessa forma, o Itinerário FTE integra oficialmente o currículo do Ensino Médio, articulado com a BNCC e o CRMG. No primeiro ano do Ensino Médio, os componentes do Itinerário de Formação Técnica Profissionalsão comuns a todos os cursos, exceto o curso de Ciência de Dados. Esses componentes não possuem caráter reprovativo, tendo em vista a organização desse ano como etapa comum de ambientação e introdução à formação técnica, excetuando-se o curso Técnico em Ciência de Dados, cuja matriz curricular prevê o início de componentes técnicos específicos passíveis de reprovação desde o primeiro ano. Essa organização visa garantir a equidade de acesso, a adaptação dos estudantes à proposta formativa e a construção progressiva do percurso profissional, respeitando as especificidades de cada curso Os componentes curriculares técnicos serão distribuídos ao longo do horário regular de aulas, não havendo obrigatoriedade de agrupamento dos componentes curriculares técnicos ao final do turno, conforme a organização pedagógica e administrativa da unidade escolar. Por fim, cabe às equipes escolares organizar a grade horária de modo a contemplar, de forma equilibrada, a Formação Geral Básica e o Itinerário Formativo de Formação Técnica Específica dentro das 6 (seis) horas módulo/aula, assegurando, ainda, um acompanhamento pedagógico que considere simultaneamente o desenvolvimento escolar e técnico-profissional dos estudantes. 4.3 Ensino Médio em Tempo Integral - Profissional No EMTI, a Educação Profissional também se concentra no desenvolvimento de habilidades e competências essenciais ao século XXI, integrando o Ensino Médio com as dimensões do trabalho, da tecnologia, da ciência e da cultura. Essa integração promove a elevação dos níveis de escolaridade, contribui para a profissionalização dos jovens, e os prepara para o mercado de trabalho, em consonância com as demandas da comunidade e dos Arranjos Produtivos Locais (APL). Ademais, promove uma formação acadêmica de excelência e preparação para a vida, alinhando-se aos eixos da educação em tempo integral na rede estadual de Minas Gerais. 7 https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Resolucao-SEE-no-5.212_2025.pdf É fundamental ressaltar a importância de uma formação profissional abrangente e ética, reconhecendo o papel da educação no desenvolvimento econômico e social da comunidade. No EMTI Profissional, a formação do estudante será realizada por meio da articulação entre a Formação Geral Básica e o Itinerário Formativo, que inclui Atividades Integradoras e componentes curriculares de Formação Técnica Específica. Os componentes curriculares Atividades Integradoras e Preparação para o Mundo do Trabalho, ofertados no primeiro ano dos cursos de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), nas organizações de 7 (sete) e 9 (nove) horas, não possuem caráter reprovativo. Esses componentes integram o primeiro ano comum, com a finalidade de assegurar a adaptação, o acolhimento e a formação integral dos estudantes, promovendo o desenvolvimento de competências socioemocionais, a ampliação do repertório formativo e a aproximação inicial com o mundo do trabalho, sem prejuízo ao percurso escolar dos educandos Essa transversalidade curricular possibilita aos estudantes compreender as dinâmicas do mundo do trabalho e desenvolver competências essenciais para a atuação nos espaços sociais produtivos, promovendo a articulação entre habilidades humanas, acadêmicas e técnico-profissionais. Desse modo, amplia-se o leque de escolhas dos estudantes em relação ao presente e ao futuro, em consonância com seus Projetos de Vida. Os cursos técnicos podem prever certificações intermediárias, com caráter de qualificações profissionais técnicas, desde que estejam claramente previstas no Plano de Curso e articuladas ao perfil profissional de conclusão, conforme diretrizes, normas e matrizes Resolução SEE n° 5.212/2025. Desse modo, os professores do Itinerário da Formação Técnica e Profissional devem elaborar e executar seus planejamentos com base nas Ementas e nos Planos de Curso, que orientam os saberes, as metodologias, os procedimentos e as técnicas do processo de ensino-aprendizagem. Todas as diretrizes adotadas estão referenciadas no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, documento que regulamenta a oferta da educação profissional técnica de nível médio e orienta instituições, estudantes e a sociedade, sendo periodicamente atualizado pelo Ministério da Educação (MEC) para atender às demandas socioeducacionais. Para mais informações consulte o Documento Orientador do Ensino Médio Integral. 4.5 Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA) - Profissional A Educação Profissional integrada à Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA), na etapa do Ensino Médio, constitui uma estratégia formativa orientada à ampliação das possibilidades de qualificação e inserção socioprofissional dos estudantes, respeitando as especificidades dos 8 https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Resolucao-SEE-no-5.212_2025.pdf https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Resolucao-SEE-no-5.212_2025.pdf https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1zJTeacpON7RoOp_W62t1pWMWGgE6cH5K https://cnct.mec.gov.br/ percursos escolares marcados pela diversidade de experiências, tempos e trajetórias de vida. Essa proposta integra o currículo do Ensino Médio EJA, reafirmando o compromisso com uma formação que conjuga elevação da escolaridade, desenvolvimento de competências profissionais e reconhecimento dos saberes construídos ao longo da vida. A organização da EJA Profissional pressupõe a integração entre os componentes da formação geral básica do Ensino Médio EJA e os componentes curriculares da formação técnica específica, assegurando coerência pedagógica, intencionalidade formativa e alinhamento com os perfis profissionais definidos. A escola, nesse processo, assume papel central na organização da oferta, no acompanhamento pedagógico e na garantia de que os percursos formativos estejam em consonância com as diretrizes curriculares, os planos de curso aprovados e as matrizes vigentes. Nesse contexto, a EJA Profissional será organizada por períodos (ou semestres) com duração de três ou quatro semestres/períodos, a depender do curso ofertado, autorizado para cada unidade escolar, considerando as condições pedagógicas, estruturais e a demanda local. Essa flexibilidade temporal assegura maior adequação às realidades dos estudantes da EJA, possibilitando a permanência, a conclusão dos estudos e a progressão qualificada ao longo do curso. Ao longo do percurso formativo os cursos técnicos podem prever certificações intermediárias, com caráter de qualificações profissionais técnicas, desde que estejam claramente previstas no Plano de Curso e articuladas ao perfil profissional de conclusão, conforme diretrizes, normas e matrizes Resolução SEE n° 5212/2025. Essas certificações correspondem a qualificações profissionais vinculadas aos períodos (ou semestres) cursados e integram o itinerário formativo proposto, reconhecendo etapas concluídas e competências desenvolvidas. Dessa forma, as certificações não se configuram como ações isoladas, mas como parte constitutiva da trajetória educacional e profissional do estudante. O primeiro período é comum a todos os cursos técnicos da EJA e trata da temática do Microempreendedor Individual (MEI), estruturando-se como base formativa para o desenvolvimento do espírito empreendedor e da compreensão do trabalho formalizado. A proposta visa promover uma formação inicial que possibilite ao estudante compreender, planejar e gerir iniciativas empreendedoras de maneira crítica e contextualizada. Além dos aspectos acima citados, todas as matrizes curriculares dos cursos EJA EPT preveem o componente curricular "Saberes e Vivências" que configura-se como um "espaço-tempo" dedicado à valorização e legitimação do conhecimento prévio dos estudantes da EJA. A proposta assume e reconhece que as experiências e o repertório cultural dos estudantes são alicerces necessários para o conhecimentoformalizado pela escola, tratando o cotidiano dos estudantes como pilares para a construção da autonomia e da cidadania. Ao considerar 9 https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Resolucao-SEE-no-5.212_2025.pdf professores e alunos como sujeitos cognoscentes — ambos capazes de aprender e ensinar —, a proposta busca integrar os saberes historicamente construídos às trajetórias de vida, culturas e valores dos estudantes, garantindo que a escola seja um local de (re)construção de seus projetos de vida. O trabalho pedagógico desse componente visa promover uma aprendizagem significativa através do diálogo constante, evitando a sobreposição do saber escolar sobre o saber da vivência. O objetivo final é fomentar a práxis, ou seja, o movimento contínuo de ação-reflexão-ação, que permite ao estudante realizar uma autorreflexão crítica sobre sua realidade para superá-la. Ao transformar o senso comum em saber elaborado e problematizar o conhecimento, a SEE MG pretende que o estudante desenvolva a capacidade de reinventar seus conhecimentos e aplicá-los em novas situações concretas, potencializando o aprendizado ao longo de toda a vida. Para o desenvolvimento do componente curricular “Saberes e Vivências” a Secretaria de Educação de Minas Gerais elaborou e está disponibilizando à rede, materiais que buscam orientar o professor no acompanhamento do trabalho dos estudantes. Para tanto, foram produzidos o Documento Orientador Saberes e Vivências EJA EPT - Caderno do Professor, que tem como objetivo subsidiar a prática docente acerca das propostas, intenções educativas e abordagem de cada atividade, e Saberes e Vivências EJA EPT - Caderno do Estudante, onde o estudante tem acesso a todas as atividades a serem realizadas, a partir da seleção e adaptações do professor. Além disso, na pasta SABERES E VIVÊNCIAS é possível acessar todas as atividades de cada uma das três propostas didáticas sugeridas para o desenvolvimento do componente. A partir das definições curriculares acima descritas, esse modelo reafirma-se como uma política educacional voltada à valorização das trajetórias dos estudantes da EJA, promovendo formação integrada, certificação progressiva e ampliação das possibilidades de inserção no mundo do trabalho e de continuidade dos estudos, em consonância com os marcos legais e pedagógicos que orientam o Ensino Médio nessa modalidade. 5. PROJETOS E PARCERIAS 5.1 Trilhas de Futuro nas Escolas A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) idealizou o Projeto Trilhas de Futuro nas Escolas, que consiste na oferta de EPT em escolas estaduais, por meio de parceria entre a SEE/MG e instituições públicas e privadas que ofertam Educação Profissional. A parceria tem como objetivo ampliar e qualificar a EPT integrada ao Ensino Médio, ofertando cursos de maior complexidade em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico do 10 https://drive.google.com/file/d/11-bbrvtWUtNXPqMHmXDVcvWn3ZxfNos3/view https://drive.google.com/file/d/1CGSVO--YjhGR_M6n_f4FUoWa6hfEiYs0/view?usp=drive_link https://drive.google.com/drive/folders/1rrqt4VmIOKirq_NrmZs1UcxvOJg5QfQz?usp=drive_link estado. O projeto promove a integração curricular da formação geral básica, da formação técnica específica, do projeto de vida dos estudantes e das demandas socioeconômicas emergentes, favorecendo a transição da escola para o mundo do trabalho. Com a implementação do Projeto Trilhas de Futuro nas Escolas, a SEE/MG busca fortalecer e valorizar o Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), vinculado ao itinerário formativo da formação técnica e profissional. A iniciativa coloca o estudante e seu projeto de vida no centro do processo pedagógico, contribuindo para sua formação pessoal e a inserção qualificada no mercado de trabalho. Além disso, o projeto colabora para o cumprimento das Metas 6 e 11 do Plano Nacional de Educação (PNE), que preveem, respectivamente, a ampliação das matrículas em tempo integral e a triplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta. As diretrizes do projeto constam em documento específico, disponível no Documento Orientador Trilhas de Futuro nas Escolas. 5.2 Curso Técnico em Administração - Núcleo de Empreendedorismo Juvenil (NEJ) - Parceria SEBRAE O curso Técnico em Administração - Núcleo de Empreendedorismo Juvenil (NEJ - Núcleo de Empreendedorismo Juvenil), em parceria entre SEBRAE/MG e SEE/MG, reflete o compromisso com a formação de jovens protagonistas, com capacidade para enfrentar e superar os desafios que lhe apresentam nas esferas profissional, pessoal e social, ofertando a formação de um sujeito empreendedor, ético e consciente de sua responsabilidade social, capaz de reconhecer suas habilidades para transformar sua vida e impactar positivamente o seu entorno. A proposta da parceria, tem como objetivo a Cessão, em caráter de não exclusividade, do direito de uso da marca e da metodologia de ensino Escola do Sebrae® NEJ - Núcleo de Empreendedorismo Juvenil - Curso Técnico em Administração – Eixo Tecnológico Gestão e Negócios, de titularidade do SEBRAE-MG, para implementação nas escolas estaduais de Ensino Médio e Técnico, definidas pela Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais. O curso Técnico em Administração Núcleo de Empreendedorismo Juvenil - NEJ, conta com uma metodologia própria que integra teoria e prática. A metodologia é projetada para engajar os estudantes em atividades práticas que simulam o ambiente real de negócios, permitindo uma compreensão aprofundada dos conceitos de administração e empreendedorismo. 11 Com o objetivo de assegurar a correta implementação da metodologia NEJ no curso Técnico em Administração – NEJ, destaca-se a importância e a obrigatoriedade da participação nas formações ofertadas pelo Sebrae/MG. Essas formações serão realizadas pelos(as) professores(as) dos componentes curriculares do curso, pelo Professor(a)-Coordenador(a) de Educação Profissional e pelo(a) Especialista em Educação Básica do turno noturno, ou, alternativamente, pelo Vice-Diretor(a) do Noturno, Diretor(a) ou Secretário(a) Escolar, desde que se trate de profissional apto a acompanhar, com domínio da metodologia, todo o percurso formativo do curso Técnico. 5.2.1. Das Competências Superintendência Regional de Ensino de Minas Gerais: a) Divulgar as formações oferecidas pelo SEBRAE/MG para as escolas da sua região, incentivando e acompanhando a participação dos profissionais. Isso pode envolver a promoção de eventos de divulgação, o envio de comunicados e o acompanhamento da presença dos profissionais nas capacitações; b) coletar comentários e considerações dos profissionais participantes das formações e fornecer à SEE/MG e ao SEBRAE/MG informações relevantes sobre o desenvolvimento e a eficácia das capacitações. Gestores(as) Escolares: a) É responsabilidade da escola garantir a participação dos professores, Professor-Coordenador de Educação Profissional, especialistas ou demais profissionais nas formações oferecidas pelo SEBRAE/MG. Isso envolve incentivar e motivar os profissionais a participarem das atividades programadas, reconhecendo a importância da capacitação para o desenvolvimento educacional; b) Após as formações, a escola deve orientar os profissionais a aplicarem os conhecimentos e metodologias aprendidos em suas práticas pedagógicas. Isso pode incluir a incorporação das abordagens do SEBRAE/MG ao currículo escolar, a adaptação de materiais didáticos e a realização de atividades práticas relacionadas ao curso técnico; c) A escola deve também colaborar com o monitoramento e avaliação do impacto das formações, fornecendo feedbacks e informações relevantes sobre a aplicação das metodologias do SEBRAE/MG na prática educacional. Essa colaboração é fundamental para garantir a eficácia das capacitaçõese o alcance dos objetivos educacionais estabelecidos. Especialista, Professor(a)-Coordenador(a) de Educação Profissional e Professores(as): 12 a) É fundamental que o(a) especialista ou profissional que acompanhará o curso em todo seu percurso, o(a) professor(a)-coordenador(a) de educação profissional e os professores(as) compareçam e participem ativamente das formações oferecidas pelo SEBRAE/MG. Isso contribui para o desenvolvimento de suas competências e habilidades no ensino de empreendedorismo, bem como para a integração das abordagens do SEBRAE/MG ao contexto escolar; b) Após as formações, esses profissionais devem aplicar os conhecimentos adquiridos em suas práticas pedagógicas, adaptando e incorporando as metodologias do SEBRAE/MG ao planejamento e execução das atividades curriculares. Essa aplicação prática é essencial para maximizar o impacto das capacitações e promover uma educação de qualidade; c) O especialista, o professor(a)-coordenador(a) de educação profissional e os(as) professores(as) devem colaborar ativamente com as equipes escolares e com os demais profissionais envolvidos no projeto NEJ, compartilhando experiências, ideias e contribuindo para o alcance dos objetivos educacionais estabelecidos. Essa colaboração é essencial para o sucesso do projeto e para a promoção de uma cultura empreendedora nas escolas. 6. DOCUMENTOS PEDAGÓGICOS O Catálogo Nacional de Cursos Técnicos é o eixo balizador para elaboração dos documentos pedagógicos. Ele disciplina a oferta de cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, orientando e informando as instituições de ensino, os estudantes, as empresas e a sociedade em geral. Seu conteúdo é atualizado periodicamente pelo Ministério da Educação para contemplar novas demandas socioeducacionais. Os documentos curriculares de cada curso técnico e cursos de Formação Inicial e Continuada - FIC são elaborados pelas Equipes Pedagógicas da Diretoria de Educação Profissional e do Programa Pronatec, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação, com a participação de professores da Rede estadual e de profissionais que atuam no setor produtivo. Eles são compostos pelos componentes curriculares considerados necessários à formação profissional e ao perfil de egressos almejados. Os Planos de Curso e os Projetos Pedagógicos possuem o objetivo de referenciar os saberes a serem alcançados, as metodologias, os procedimentos e as técnicas a serem utilizadas no processo de ensino-aprendizagem concernentes às unidades escolares. Estes Documentos Pedagógicos trazem as matrizes curriculares e ementas organizadas conforme as singularidades de cada uma das ofertas, seus respectivos componentes curriculares e cargas horárias, conforme diretrizes e normas vigentes da SEE/MG, e estão disponíveis no site da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, na área destinada à Educação Profissional. 13 https://cnct.mec.gov.br/ https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1YYjtXrTj5gJjDPlN5BV9seW8QBmvrsFh https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1YYjtXrTj5gJjDPlN5BV9seW8QBmvrsFh Importante ressaltar que as Superintendências Regionais de Ensino - SRE ou as escolas não poderão realizar quaisquer alterações nos planos de curso, projetos pedagógicos ou matrizes curriculares. As singularidades referentes a cada território e escola devem ser contempladas no desenvolvimento das metodologias e estratégias de ensino aprendizagem. 6.1. Práticas Pedagógicas A Secretaria de Estado de Educação, considerando a rapidez e a complexidade das transformações nas relações socioprodutivas, orienta que os cursos e programas de formação profissional estejam alinhados às demandas contemporâneas do mundo do trabalho. Em articulação com as Superintendências Regionais de Ensino e com os profissionais das unidades escolares, a Secretaria atua no aprimoramento contínuo do percurso formativo dos estudantes da Rede Estadual. Nesse contexto, destaca-se a proposta pedagógica do eixo curricular “Letramentos Transversais”, já integrante da matriz curricular de alguns cursos ofertados na modalidade concomitante/subsequente, como diretriz fundamental para a promoção da interdisciplinaridade, assegurando a articulação entre os componentes dos letramentos transversais e os componentes específicos de cada curso técnico ofertado nessa modalidade. Esse eixo retoma e fortalece os conhecimentos estruturantes, pois aborda temas essenciais nos diversos contextos do mundo do trabalho, como sustentabilidade, saúde, segurança, bem viver, ética, inovação e empreendedorismo social. A recomendação é que os Professores-Coordenadores de Educação Profissional estejam plenamente informados sobre essa proposta e a compartilhem com os docentes envolvidos na oferta de cursos técnicos da Rede Estadual. Isso possibilitará a abordagem orgânica e interdisciplinar dos componentes curriculares dos letramentos transversais com os componentes de cada curso técnico. Assim, asseguramos um percurso formativo que leva em consideração as nuances do mundo profissional. No Catálogo Pedagógico, é possível consultar os objetivos gerais e específicos, juntamente com a bibliografia básica de cada componente curricular. Essa ferramenta visa proporcionar suporte aos docentes na integração desses elementos, facilitando a compreensão e implementação dos conteúdos. Para obter informações mais detalhadas sobre esse eixo curricular inovador, recomendamos a consulta ao Catálogo pedagógico: 14 6.2 Cartilha de Cursos Técnicos A Secretaria Estadual de Educação elaborou uma Cartilha de Cursos Técnicos que reúne informações abrangentes sobre os conteúdos programáticos, as formas de ingresso e as possíveis áreas de atuação profissional. Essa iniciativa tem como objetivo oferecer aos estudantes uma ferramenta informativa que os apoie na tomada de decisões mais conscientes, auxiliando na escolha do curso que melhor corresponda às suas expectativas, interesses e objetivos de carreira. Dessa forma, é fundamental que as escolas disponibilizem esse material aos estudantes e à comunidade, promovendo um acesso mais amplo às informações. Para obter informações mais detalhadas sobre a cartilha acesse no ícone abaixo: 7. ORGANIZAÇÃO E REGISTRO DE TURMAS As Superintendências Regionais de Ensino e as escolas deverão realizar todos os procedimentos necessários para os devidos registros no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional Técnica de Nível Médio (SISTEC), bem como no Sistema Mineiro de Administração Escolar (SIMADE). A composição das turmas é determinada a partir de critérios pedagógicos com a finalidade de favorecer a aprendizagem dos estudantes e otimizar os recursos disponíveis e poderá ser organizada em: I. Concomitante: Composta exclusivamente por estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual, inclusive da educação de jovens, adultos e idosos; 15 https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1bGzrsGxJTSXn_GUArMpzh_pZ7IvSrXbh https://drive.google.com/drive/u/0/folders/17nQGghlyvtfiVcRqeqxbv3RQJYTVkF2E II. Concomitante Intercomplementar: Composta exclusivamente por estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual, desenvolvida simultaneamente por distintas instituições ou redes de ensino, mas integrada no conteúdo, mediante a ação de convênio ou acordo de Intercomplementaridade, para a execução de projeto pedagógico unificado; III. Integrada: Composta exclusivamente por estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual, com matrícula única. IV. Subsequente: Composta exclusivamente por jovens, adultos e idosos que já concluíram o Ensino Médio, em qualquer rede de ensino; V. Mista: Composta por estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual, e estudantes concluintes do Ensino Médio de qualquer rede de ensino. A enturmação e os respectivos critérios deverãoobservar o disposto nos normativos vigentes, sendo os parâmetros e autorizações definidos pela Diretoria de Gestão e Atendimento Escolar (DGAE). 7.1. Enturmação no SIMADE A escola deve regularizar, no início de cada semestre letivo, todos os registros das turmas e dos estudantes no SIMADE, conforme orientações e normatizações emitidas pela Superintendência de Organização Escolar e Informações Educacionais - SOE. As atividades escolares das novas turmas para 2026, devem iniciar em alinhamento com a SEE, com referência na Resolução Nº 5.222/2025 e Calendário Letivo 2026, normatizados pela SEE/MG. 7.2. Cadastro no SISTEC - Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional Técnica de Nível Médio O Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, instituído pela Resolução CNE/CEB nº 03, de 2009, é um sistema de registro, divulgação de dados e de validação de diplomas de cursos de nível médio da educação profissional e tecnológica instituído e implantado pelo Ministério da Educação (MEC). Ele abarca informações da educação profissional e da formação inicial e continuada ou qualificação profissional, em todas as suas formas e modalidades de ensino, incluindo a certificação profissional decorrente de processos de reconhecimento formal de saberes, de conhecimentos e de competências profissionais. São objetivos do SISTEC, conforme artigo 2º da Portaria MEC nº 31/2022: a) organizar e divulgar informações sobre as instituições e/ou unidades escolares, as matrículas, os certificados e os diplomas dos cursos de educação profissional técnica de nível médio; b) gerar indicadores dos dados dos cursos de educação profissional técnica de nível médio; 16 https://www.educacao.mg.gov.br/documentos-legislacao/resolucao-see-n-o-5222-2025/ https://www.educacao.mg.gov.br/documentos-legislacao/resolucao-see-n-o-5222-2025/ https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Calendario-Escolar-Organizacao-Anual-2026-4.pdf http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb003_09.pdf c) servir de base para a regulação, a supervisão e a avaliação dos cursos de educação profissional técnica de nível médio e das instituições e/ou unidades de ensino, no âmbito do Sistema Federal de Ensino e nos demais sistemas de ensino, em regime de colaboração; d) possibilitar o acompanhamento de programas e de políticas públicas da educação profissional técnica de nível médio; e) disponibilizar para a sociedade informações sobre a ofertas de cursos de educação profissional técnica de nível médio. ATENÇÃO: O prazo para cadastrar o ciclo de matrícula vai até o dia 25 do mês seguinte à data de início das aulas. Por exemplo, se as aulas começarem em fevereiro de 2026, independentemente do dia deste mês, tal ciclo pode ser cadastrado até o dia 25 de março de 2026. Todas as orientações e o passo-a-passo para as ações citadas acima estão disponibilizadas no Manual do SISTEC, no item B “Primeiros Passos do Sistema” (páginas 17 a 48). 7.3. Ciclo de Matrícula Extemporâneo Caso a Unidade de Ensino tente cadastrar o Ciclo de Matrícula fora do prazo estabelecido, o SISTEC emitirá a seguinte mensagem: Não é possível cadastrar Ciclo de Matrícula para Período em status Consolidado. Para realizar o cadastro de dados no SISTEC (ciclos de matrículas) fora do prazo, é necessário solicitar abertura extemporânea, por meio Fale com o MEC: Selecionar item: 11 - SETEC - Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica; Selecionar Assunto: SISTEC; Selecionar Serviço: Como solicitar matrícula extemporânea no SISTEC; Ler as Orientações e preencher corretamente o requerimento, que deverá ser assinado pelo gestor(a) escolar responsável, junto ao ato autorizativo (Portaria em PDF) do curso técnico e enviar à SETEC no Fale com o MEC. Importante: no requerimento é necessário informar a quantidade de estudantes e o(s) período(s) (mês e ano que o curso iniciou) desejado(s) para inserção e/ou modificação no sistema. A senha utilizada no Fale com o MEC não é a mesma do SISTEC, assim para quem ainda não possui cadastro no Sistema é necessário criar Login e Senha na opção CADASTRO. *O conceito de ciclo de matrícula refere-se à oferta de cursos e não de turmas. Os estudantes de diferentes turmas que iniciam um curso de mesma certificação e mesma carga horária, numa mesma data, podem pertencer a um mesmo ciclo de matrícula. O ciclo de matrícula representa uma visão relativa a dois momentos do estudante no curso: sua entrada (situação 17 https://www.gov.br/mec/pt-br/media/seb-1/pdf/MANUAL_SISTEC.pdf https://mecsp.metasix.solutions/portal https://docs.google.com/document/d/1w4RKeB9LmZoucnwsq3KAmrb5Qv4iRDnf/edit#heading=h.gjdgxs https://mecsp.metasix.solutions/portal inicial) e a sua saída do curso (situação final). Esta última pode ser por conclusão, desligamento, evasão ou transferência. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), possui o perfil de Órgão Validador junto ao MEC para: Solicitar troca de gestor responsável, gerar código de acesso para cadastrar unidade de ensino, validar pré cadastro de Instituição e validar pré cadastro de curso. Assim, todas as solicitações operacionais no SISTEC, para as escolas da rede pública deverão ser encaminhadas para o seguinte e-mail: spp.sistec@educacao.mg.gov.br. Todas as solicitações operacionais no SISTEC, para as escolas da rede privada deverão ser encaminhadas para o seguinte e-mail: cee.supor@educacao.mg.gov.br. Orientamos que, antes de solicitar código de acesso para escolas não cadastradas no SISTEC é necessário verificar na consulta pública das unidades de ensino se a mesma já possui cadastro ou não. Para solicitar Código de acesso para escolas não cadastradas no SISTEC informar: ● SRE ● Município ● Escola ● Diretor ● CPF do diretor Para outras solicitações informar: ● SRE ● Município ● Escola ● CPF do diretor ( para solicitar troca de gestor) ● Código SISTEC da Escola (não é o código INEP) ● Curso (se for o caso) A atualização de ato autorizativo vencido (Portaria) de cursos técnicos de unidades de ensino da rede pública no Sistec é feita pela SEE/MG. OBS.: Nos casos em que a escola já possui uma Portaria de curso cadastrada no SISTEC na modalidade concomitante/subsequente e pretende ofertar o mesmo curso na modalidade integrada, ou vice-versa, será necessário enviar os documentos listados abaixo. 18 mailto:spp.sistec@educacao.mg.gov.br mailto:cee.supor@educacao.mg.gov.br Para que a atualização seja feita, é necessário o envio da planilha devidamente preenchida em todos os campos e da cópia da Portaria a ser inserida no Sistec em formato PDF e com tamanho máximo de 2MB. Para baixar a planilha, CLIQUE AQUI 8. ORIENTAÇÕES PARA ANÁLISE DOS CURSOS Para avaliar se a oferta de um curso técnico deve ser mantida, ajustada ou descontinuada, é essencial adotar uma visão integrada que busque, idealmente, atingir o equilíbrio entre três pilares fundamentais: o que pode ser ofertado, o que o setor produtivo demanda e o que os estudantes procuram: ¹ Complexidade de Implantação Categorização disponibilizada pelo Observatório da EPT para os cursos do CNCT, considerando o número de requisitos de infraestrutura mínima e o grau de especificidade da infraestrutura, que classifica os cursos em Baixa, Média, Alta e Altíssima complexidades de implementação. Para aprofundamento, acesse: Estudo Observatório da EPT ² Guia de Oferta de Cursos Técnicos É de responsabilidade das escolas ofertantes dos cursos de Educação Profissional: 19 https://docs.google.com/spreadsheets/d/1XiINGxnL56NfpupSWvKQWuE1KFHvzblp/edit?gid=1863320688#gid=1863320688 https://observatorioept.org.br/ferramentas/categorizacao-de-cursos/cursos/entenda-a-classificacao https://observatorioept.org.br/ferramentas/categorizacao-de-cursos/cursos/entenda-a-classificacao1) Proceder à divulgação da oferta dos cursos perante a comunidade escolar; 2) Acompanhar a emissão de Portarias e providenciar os devidos registros no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional Técnica de Nível Médio (SISTEC), bem como no Sistema Mineiro de Administração Escolar (SIMADE), para dar início às atividades das turmas e cursos autorizados. Havendo desistência de estudantes depois de iniciadas as atividades escolares, a escola poderá preencher essas vagas, desde que a atividade se dê antes do prazo final do ciclo de matrículas. Neste e em outros casos é imprescindível planejar e realizar a recomposição das aprendizagens não vivenciadas pelos estudantes que ingressam no curso após o início de suas atividades formativas. O Professor-Coordenador de Educação Profissional é responsável por articular e implementar as ações de recuperação e recomposição de aprendizagem. 8.1. Oferta de Turmas em Continuidade A Escola e o Serviço de Inspeção da SRE devem manter atualizados os registros dos estudantes no SIMADE e SISTEC. Na ocorrência de evasão, com vistas a respeitar o quantitativo mínimo para composição das turmas, deverá ser verificada a possibilidade de fusão dessas turmas, observando-se os critérios pedagógicos, bem como a finalidade de favorecer a aprendizagem dos estudantes e otimizar os recursos disponíveis. 9. CALENDÁRIO ESCOLAR As atividades escolares das turmas de cursos técnicos autorizadas para o ano de 2026 devem ser iniciadas, obrigatoriamente, em alinhamento com o calendário letivo normatizado pela Resolução SEE Nº 5.222 que estabelece para a Rede Pública Estadual de Ensino de Educação Básica os procedimentos de ensino, diretrizes administrativas e pedagógicas do Calendário Escolar do ano de 2026. Ressalta-se, portanto, que as turmas com organização semestral (Concomitante/Subsequente e EJA Profissional) devem planejar e realizar as atividades pedagógicas distribuídas entre os trimestres. As turmas do EMTI Profissional e Ensino Médio Parcial Profissional também devem desenvolver suas atividades em alinhamento com a Resolução SEE Nº 5.222, cujo calendário letivo da SEE/MG, está alinhado em formato anual, compreendendo as atividades pedagógicas organizadas em 3 trimestres. As informações sobre esta oferta devem ser verificadas no Documento Orientador de Educação de Ensino Médio Integral. Lembramos por fim que, de acordo com a Lei no 14.139, de 16 de abril de 2021, o dia 23 de setembro ficou instituído como o Dia Nacional da Educação Profissional Tecnológica. Sugerimos que as escolas se organizem para estruturar momentos e atividades diferenciados voltadas a discussões e aprofundamentos sobre temáticas transversais referentes ao mundo do trabalho. 20 https://www.educacao.mg.gov.br/documentos-legislacao/resolucao-see-n-o-5222-2025/ https://www.educacao.mg.gov.br/documentos-legislacao/resolucao-see-n-o-5222-2025/ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14139.htm 10. RECURSOS HUMANOS Os critérios e procedimentos para inscrição, classificação e convocação de candidatos para o exercício de função pública de Professor de Educação Básica, nas escolas da Rede Estadual de Ensino que ofertam a Educação Profissional Técnica de Nível Médio, estão definidos na Resolução SEE nº 5.210/2025. Assim, as dúvidas relativas ao processo de convocação deverão ser esclarecidas junto à equipe da Diretoria de Gestão de Pessoal do Sistema Educacional (DGEP), por meio do e-mail dgep.gab@educacao.mg.gov.br . As competências profissionais previstas nos Planos de Curso deverão ser consideradas para a definição dos planos de trabalho e para o acompanhamento do desempenho dos professores. 10.1. Coordenação e Supervisão Pedagógica das Atividades da Educação Profissional 10.1.1. Concomitante/Subsequente Para o acompanhamento dos cursos técnicos ofertados, à exceção do Técnico em Enfermagem (vide Item 9.3, letra b), a escola terá 01 (um) PROFESSOR COORDENADOR DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL que assumirá as funções de Coordenador do eixo tecnológico e também Coordenador de Estágio Curricular não obrigatório. A seleção do PROFESSOR COORDENADOR DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL deverá seguir os critérios de avaliação das competências necessárias para o exercício da função, tais como: ● Organizar e gerenciar programas de ensino, planos de aula e situações de aprendizagem, considerando os perfis profissionais a serem formados; ● Gerenciar os resultados pedagógicos acompanhando a trajetória dos estudantes garantindo o processo de ensino-aprendizagem; ● Envolver os estudantes e os professores nos processos de construção do conhecimento, suscitando o desejo de aprender e favorecendo a estruturação de um projeto de vida; ● Conduzir o processo de ensino em sinergia e integração com os demais profissionais da escola e integrantes da comunidade escolar; ● Investigar a realidade para novas descobertas e construções, conduzindo os estudantes à investigação e à inventividade no campo profissional e social; 21 https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/SEI_127359887_Resolucao_N__5.210_2025.pdf mailto:dgep.gab@educacao.mg.gov.br ● Identificar as demandas da sociedade contemporânea relativas ao mundo do trabalho quanto a conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e emoções, de modo a garantir o desenvolvimento do conjunto de competências necessárias para a inserção no mundo do trabalho; ● Promover o uso das novas tecnologias de informação e comunicação - TIC para fortalecer o processo de ensino-aprendizagem; ● Acompanhar regularmente a frequência e aprendizagem dos estudantes, juntamente com a Especialista para identificação de possíveis intervenções e providências cabíveis. A seleção do PROFESSOR COORDENADOR DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL deverá ser feita por comissão composta pelo diretor escolar e por demais representantes das equipes gestora e pedagógica, e o seu ato deverá ser registrado em ata, analisado e validado pelo Serviço de Inspeção. O PROFESSOR COORDENADOR DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL fará jus ao acréscimo de horas/aulas, conforme apresentado a seguir: QUANTIDADES DE TURMAS QUANTIDADE DE HORAS/AULA 01 turma 04 horas/aula 02 turmas 08 horas/ aula 03 turmas 12 horas/aula 04 turmas ou mais 16 horas/aula Tabela I ● São atribuições do Professor Coordenador de Educação Profissional: ● Acompanhar os lançamentos referentes ao cadastramento e atualização das turmas e estudantes no SISTEC; ● Planejar/programar e executar juntamente com os professores as atividades relacionadas à prática de formação a serem vivenciadas pelos estudantes no semestre letivo: oficinas, visitas técnicas, seminários, palestras, workshops e outras; ● Organizar juntamente com os Especialistas, professores e a Direção da Escola ações de Intervenção Pedagógica, voltadas a garantir diferentes oportunidades de aprendizagem e continuidade de um percurso escolar com sucesso; ● Auxiliar o(a) Diretor(a) da Escola na gestão e no monitoramento das ações do curso; ● Orientar os professores e estudantes sobre as normas e procedimentos relativos aos cursos técnicos; ● Monitorar a frequência e planejar, juntamente com o Especialista e Direção da Escola, ações que promovam o acolhimento e o engajamento dos estudantes, de modo a evitar a evasão; 22 ● Acompanhar a efetivação do Plano de Curso garantindo a estruturação de um percurso formativo significativo, alinhado ao perfil de egresso e as demandas do mundo do trabalho; ● Em conjunto com os professores e o Especialista, propor ações, projetos, elaborar normas e atividades do curso; ● Apoiar e acompanhar a realização das atividades de estágio não obrigatório. a) Professor Coordenador de Educação Profissional: Técnico em Enfermagem Para o curso Técnico em Enfermagema escola terá 01 (um) professor que atuará na coordenação do curso. A seleção do PROFESSOR COORDENADOR DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: Técnico em Enfermagem, deverá ser feita por comissão composta pelo diretor escolar e por demais representantes das equipes gestora e pedagógica. O ato deverá ser registrado em ata, analisado e validado pelo Serviço de Inspeção Escolar . O Professor Coordenador de Educação Profissional: Técnico em Enfermagem fará jus ao acréscimo de horas/aula, conforme apresentado a seguir: São Atribuições do Professor Coordenador de Educação Profissional: Técnico em Enfermagem: ● Acompanhar os lançamentos referentes ao cadastramento e atualização das turmas e estudantes no SISTEC; ● Planejar, programar e executar juntamente com os professores as atividades relacionadas à prática de formação a serem vivenciadas pelos estudantes no semestre letivo: oficinas, visitas técnicas, seminários, palestras, workshops e outras; ● Organizar juntamente com os professores e a Direção da Escola o Plano de Intervenção Pedagógica a ser ofertado aos estudantes que apresentarem baixo rendimento escolar, garantindo-lhes diferentes oportunidades de aprendizagem e continuidade de um percurso escolar com excelência; ● Auxiliar o(a) Diretor(a) da Escola na gestão e no monitoramento das ações do curso; ● Orientar os professores e estudantes sobre as normas e procedimentos relativos aos cursos técnicos, acompanhando as diretrizes e normativas do COREN-MG e COFEN e zelando pelo seu cumprimento; ● Monitorar a frequência e planejar, juntamente com o especialista e Direção da Escola, ações que promovam o acolhimento e o engajamento dos estudantes, de modo a evitar a evasão; ● Acompanhar a efetivação do Plano de Curso garantindo a estruturação de um percurso formativo significativo, alinhado ao perfil de egresso e as demandas do mundo do trabalho; ● Em conjunto com os professores e o especialista da escola, propor ações, projetos, elaborar normas e atividades do curso. 23 b) Professor Coordenador de Estágio Obrigatório do Curso Técnico em Enfermagem O Professor Coordenador de Estágio Obrigatório do curso Técnico em Enfermagem terá um acréscimo de 12 (doze) horas-aula semanais em sua carga horária, conforme apresentado a seguir: Tabela III ● O Diretor escolar deverá escolher o Coordenador de Estágio dentre os professores graduados em Enfermagem, com o devido registro no Conselho Regional de Enfermagem - COREN. O Professor Coordenador de Estágio Obrigatório do curso Técnico em Enfermagem acompanhará as turmas em andamento, nos módulos curriculares de estágio obrigatório. O quantitativo de estudantes para cada professor de estágio está descrito na tabela III. ● São atribuições do Professor Coordenador de Estágio Obrigatório do Curso Técnico em Enfermagem: ● Em conjunto com os professores, professor-coordenador de curso e especialista da escola, elaborar e zelar pelo cumprimento de normas, orientações e atividades de estágio; ● Buscar parceria junto às Instituições Públicas e Privadas visando à abertura de vagas para o estágio, observando as normas vigentes da SEE; ● Firmar, em conjunto com a Direção da Escola, os Termos de Compromisso de Estágio junto às Instituições ofertantes do estágio, em conformidade com o disposto na Lei nº 11.788/2008 e as normas vigentes da SEE; ● Coordenar e acompanhar a execução do Plano de Estágio; ● Elaborar e definir, junto ao Supervisor de Estágio na instituição concedente do estágio, o cronograma de distribuição de estudantes nos campos de estágios; ● Elaborar o Plano de Estágio e o cronograma das atividades, delimitando o que pode ser desenvolvido pelos estudantes, apresentá-lo à concedente do estágio e acompanhar a sua execução; ● Manter permanente contato com o Supervisor responsável pelo estágio procurando dinamizar e aperfeiçoar as condições de funcionamento do estágio; 24 QUANTITATIVO DE ESTUDANTES QUANTITATIVO DE PROFESSORES COORDENADORES Até 80 estudantes 1 Professor Coordenador De 81 a 160 estudantes 2 Professores Coordenadores De 161 a 320 estudantes 3 Professores Coordenadores Acima de 321 estudantes 4 Professores Coordenadores https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm ● Em conjunto com os supervisores de Estágio das instituições concedentes, assegurar as condições referidas (frequência, pré-requisitos e avaliações) dos estudantes para o cumprimento do estágio curricular; ● Promover reuniões com as instituições de campo de estágio buscando estruturar um trabalho alinhado e coeso; ● Acompanhar o estagiário, durante a realização de seu estágio, observando e zelando por sua: assiduidade, responsabilidade, e seu compromisso e desempenho pedagógico; ● Organizar e manter atualizados os registros dos estagiários, bem como das atividades realizadas durante os estágios e mantê-los arquivados em local adequado; ● Orientar os estagiários quanto à prevenção de acidentes; ● Orientar os estudantes quanto às normas inerentes aos estágios; ● Orientar os estagiários quanto à importância de articulação dos conteúdos aprendidos com a prática pedagógica de estágio; ● Orientar os estagiários na elaboração do Plano Individual de Estágio, relatórios e demais atividades pertinentes; ● Orientar os estagiários quanto às condições de realização do estágio, ao local, procedimentos, ética, responsabilidade, comprometimento, dentre outros; ● Analisar as atividades desenvolvidas pelos estudantes de forma contínua, orientando-os quando necessário; ● Coordenar e participar de reuniões de avaliação do Estágio e/ou prática profissional; ● Elaborar, sempre que necessário, instrumento para o monitoramento e acompanhamento dos estágios; ● Providenciar credencial de apresentação do estagiário para ingresso nas empresas; ● Informar e orientar a instituição concedente quanto à Legislação e Normas de estágio; ● Realizar a avaliação final dos estudantes estagiários e das atividades desenvolvidas; ● Colaborar para manter um ambiente agradável e ético com equipes multiprofissionais e demais funcionários dos locais de estágios de cada Instituição; ● Zelar e colaborar pela manutenção e aperfeiçoamento do campo de estágio; ● Promover encontros periódicos para a avaliação das atividades dos estagiários, encaminhando, ao final de cada módulo, à Coordenação do Curso, as fichas de acompanhamento das atividades, avaliação e frequências. c) Professor Supervisor de Estágio do curso Técnico em Enfermagem As escolas terão direito a 01 (um) Professor(a)/Supervisor(a) de Estágio (Enfermeiro(a), com o devido registro no Conselho Regional de Enfermagem - COREN) para acompanhar grupos de até 10 (dez) estudantes, com convocação temporária de 24 horas/aula, devendo cumprir sua jornada do seguinte modo: a) 04 horas diárias, de segunda à sexta-feira, na Unidade de Saúde ou Hospital; 25 b) Demais horas semanais em atividades a serem definidas pela Escola. Obs.: É de responsabilidade do estudante cumprir integralmente as atividades e a carga horária destinada ao estágio obrigatório supervisionado, dentro de cada módulo, não sendo permitida progressão parcial ou reclassificação neste componente curricular. É necessário a apresentação do Termo de ciência e responsabilidade para conclusão e certificação do Curso de Enfermagem. 10.1.2. Ensino Médio em Tempo Integral Profissional Para o acompanhamento dos cursos técnicos ofertados no Ensino Médio em Tempo Integral, a escola terá 01 Professor Coordenador de Educação Profissional por eixo tecnológico, conforme Resolução SEE Nº5210, de 13 de Novembro de 2025. Esse Coordenador precisa ser um professor que lecione pelo menos um componente