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Inflamações crônicas
Persistência do agente 
inflamatório
Exposição prolongada a 
agente tóxico (ex: tabagismo)
Fenômenos autoimunitários.
Eritema e edema 
podem não ser 
aparentes
Fenômeno de 
reparo 
exacerbado.
Fenômenos 
da inflamação 
crônica
Infiltração com células mononucleares→
modificações nas células exsudato→ granulomas 
(na maior parte formado por macrófagos).
Destruição tecidual, induzida pelo agente agressor 
persistente ou pelas células inflamatórias. 
Tentativas de reparo pela substituição do tecido 
danificado por tecido conjuntivo, realizadas pela 
proliferação de pequenos vasos sanguíneos 
(angiogênese) e, em particular, fibrose. 
Consequências da inflamação aguda: resolução, reparo por fibrose 
ou inflamação crônica.
MECANISMO DE 
REPARAÇÃO TECIDUAL
REGENERAÇÃO, REPARAÇÃO E CICATRIZAÇÃO
reparo tecidual 
Regeneração
Cicatrização
*depende do tipo de célula envolvida na lesão
REGENERAÇÃO E CICATRIZAÇÃO
Tipos de células: Células lábeis 
As células desse tecido são 
perdidas continuamente (por 
toda vida) e substituídas pela 
maturação de células-tronco e 
pela proliferação de células 
maduras.
Exemplo de células lábeis: 
células do epitélio de 
revestimento (pele, cavidade 
oral, gastrointestinal), 
hematopoiéticas (medula 
óssea)
Tipos de células: Células estáveis
As células desses tecidos são 
quiescentes (no estágio G0 do ciclo 
celular) e têm apenas atividade 
proliferativa mínima em seu estado 
normal. Entretanto, essas células 
são capazes de se dividir em 
resposta à lesão ou à perda de 
massa tecidual. 
Exemplos: fígado, osteócitos, 
condrócitos, células endoteliais, 
leucócitos, fibroblastos e células 
musculares lisas. 
Tipos de células: Células permanentes
Considera-se que as células desses 
tecidos sejam terminantemente 
diferenciadas e não proliferativas na 
vida pós-natal. A maioria dos 
neurônios e das células do músculo 
cardíaco pertence a essa categoria. 
Ex: cardiomiócitos, neurônios.
Entretanto, células-tronco neurais 
(neuroblastos) e musculares 
esqueléticas (células satélites) 
podem sofrer diferenciação sob 
determinadas circunstâncias. 
REGENERAÇÃO = proliferação
• Células que se renovam continuamente (ex: epitélio de 
revestimento e medula óssea). 
• Proliferação de células que sobrevivem à lesão e conservam a 
capacidade de se proliferar
• Regeneração depende da sua capacidade de proliferação.
Cicatrização
• Reparo se faz à custa da proliferação do tecido conjuntivo fibroso = 
substituição por cicatriz fibrosa.
• É um seguimento do processo inflamatório
Inflamação- >proliferação fibroblástica e endotelical (tecido 
conjuntivo cicatricial)- > remodelação.
Tecido conjuntivo
Células
Matriz extracelular
Fibroblastos
Miofibroblastos
Pericitos
Lipocitos
Adipócitos
leiomiócitos
Colágeno
Elastina
Proteoglicanos
Glicoproteinas estruturais
integrinas
Fases da cicatrização
• células inflamatórias para digerir e remover agentes agressores e 
restos celulares
• retração: miofibroblastos de tecidos vizinhos se diferenciam para 
iniciar junções entre si (arcabouço contrátil) para aproximar as 
bordas da ferida
• Crosta de fibrina na pele= casca da ferida, fibrina dessecada 
recobrindo a úlcera.
Novos vasos se dirigem em direção a lesão
Angiogênese: formação de novos vasos 
sanguíneos (fornece os nutrientes e o oxigênio 
necessários ao processo de reparo). 
As paredes desses capilares imaturos são 
permeáveis e frágeis, permitem a passagem de 
liquido e macromoléculas na matriz (aspecto 
edemaciado, gelatinoide)
• A atividade do TGF-β estimula a migração e a proliferação de 
fibroblastos, o aumento na síntese de colágeno e fibronectina
• A migração e a proliferação de fibroblastos, bem como a deposição de 
tecido conjuntivo frouxo, junto com os vasos e leucócitos entremeados, 
formam o tecido de granulação.
TECIDO DE GRANULAÇÃO: arranjo de fibras colágenas + 
fibroblastos+ vasos neoformados.
MARCO DA CICATRIZAÇÃO
Macroscopicamente: aparência granular, vermelho, 
edematoso
Microscopicamente: fibroblastos e fibras colágeno.
• O resultado do processo de reparo é influenciado pelo 
equilíbrio entre a síntese e a degradação de proteínas da 
MEC.
Remodelação
• Presença de proteínas especificas MMPs produzidas pelos macrófagos, 
fibroblastos, neutrófilos (colagenase, gelatinases) = degradação de 
constituintes da MEC (proteoglicanos, laminina, fibronectina, colágeno 
amorfo) = modelar e direcionar as novas fibras do tecido conjuntivo. 
Reepitelização
• crescimento do epitélio nas bordas da ferida. A princípio, a camada 
epitelial de revestimento é fina, mas a proporção que o tecido 
conjuntivo vai se tornando mais denso com o passar do tempo, o 
epitélio de revestimento se torna mais espesso. 
• Quanto menor a perda de substância ou quanto mais próximo as 
bordas das feridas, mais rápido e simples será o reparo.
• Quando isso acontece o reparo se da pelo mínimo de tecido 
conjuntivo, diz se que houve cicatrização por primeira intenção. 
• Quando o reparo se faz com produção mais evidente de tecido de 
granulação usa se cicatrização por segunda intenção.
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PRIMEIRA INTENSÃO
• 5 dias: espaço da incisão é totalmente 
preenchido por tecido de granulação, 
Angiogênese está no ápice as fibras 
Colágenas começam a aparecer. 
• Segunda semana: Leucócitos, Edema e 
Vascularização somem por completo, 
ainda a Fibroblastos e produção de 
Colágeno (cicatriz) 
• Segundo mês: Cicatriz é feita de tecido 
conjuntivo e recoberta por epiderme 
intacta com resistência para estiramento 
aumentada
SEGUNDA INTENÇÃO
• Perda mais extensa de tecido, com reação 
inflamatória é mais intensa e a formação 
de tecido de granulação também.
• É caracterizada pela contração da Ferida, 
no qual tenta-se tornar o tamanho da 
cicatriz acentuadamente parecido com o 
original (Miofibroblastos)
Regeneração muscular
• Células satélites são estimuladas pelos fatores de crescimento →
células miogênicas ou mioblastos.
• Dependente do tipo de músculo, idade e extensão da lesão.
• Capacidade limitada de proliferação. 
Deiscência Queloide
Formação deficiente: tecido 
de granulação ou colágeno 
insuficientes, levando a 
deiscência e ulceração da 
ferida
Queloide: Tipo de cicatriz 
hipertrófica onde o tecido de 
reparo cresce além das bordas 
originais da ferida, invadindo o 
tecido integro ao redor. 
Complicações da Cicatrização

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