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Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 1/12 ALESBELL ALVES CAMPELLO Avaliação Online - Capitulos/Referencias 1,2,3,4,5,6 (Curso Online - Automático) Atividade finalizada em 06/12/2025 22:53:12 (4213414 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1736236] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - 1,2,3,4,5,6] Turma: Segunda Graduação: Licenciatura em História p/ Licenciados - Grupo: MAIO/2025 - SGice0A220525 [174630] Aluno(a): 91190136 - ALESBELL ALVES CAMPELLO - Respondeu 20 questões corretas, obtendo um total de 50,00 pontos como nota [372386_26] Questão 001 Segundo a historiadora Leila Algranti, por que os lares dos moradores da América portuguesa apresentavam certo “primitivismo”? Porque a ideia de beleza era diferente naquele período e os observadores dos dias de hoje não compreendem aquela organização Porque a influência indígena fazia com que os portugueses perdessem os hábitos europeus mesmo dentro de suas casas. X Porque os habitantes estavam mais preocupados com o trabalho e sobrevivência do que com requintes para suas moradias. Porque havia uma lei na colônia obrigando seus moradores a não ostentarem móveis ou ornamentos em suas casas Porque a religião católica não permitia casas que ostentassem qualquer espécie de luxo especialmente na colônia [372386_47] Questão 002 (ENADE 2008) Documento I E, segundo que a mim e a todos pareceu, esta gente lhes falece outra coisa para ser toda cristã, senão entender-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer, como nós mesmos, por onde nos pareceu a todos que nenhuma idolatria, nem adoração têm. E bem creio que, se Vossa Alteza aqui mandar quem entre eles mais devagar ande, que todos serão tornados ao desejo de Vossa Alteza. E por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar, porque já então terão mais conhecimento de nossa fé, pelos dois degredados, que aqui entre eles ficam, os quais, ambos, hoje também comungam. Carta de Pero Vaz de Caminha. In: PEREIRA, Paulo Roberto (org.) Os três únicos testemunhos do Descobrimento do Brasil. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lacerda, 1999. p. 54-57. Documento II “... nenhuma fé têm, nem adoram a algum deus; nenhuma lei guardam ou preceitos, nem têm rei que lha dê e a quem obedeçam, senão é um capitão, mais pera a guerra que pera a paz”. SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil (1500-1627). Revista por Capistrano de Abreu, Rodolfo Garcia e Frei Venâncio Willeke, OFM. 6ª ed. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1975. A partir da análise desses documentos conclui-se que, no período compreendido entre a produção do primeiro e do segundo, A predominância das ações de natureza religiosa, por meio da catequese junto às populações indígenas, preservou sua cultura e impediu que elas fossem escravizadas. X Os colonizadores emprenharam-se em transplantar para o interior das comunidades indígenas as formas de organização da sociedade portuguesa, usando a religião e a presença de europeus entre eles. A administração portuguesa no Brasil orientou-se pelas observações dos autores dos documentos e optou pelo isolamento das populações indígenas por considerar que eram inúteis ao processo de colonização. Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 2/12 O entendimento dos portugueses acerca das populações indígenas e de seus costumes favoreceu o seu processo de integração pela religião, finalizado no século XVII. A Coroa deixou integralmente a cargo da Igreja Católica a responsabilidade pela integração das populações indígenas ao modo de vida europeu, conforme as sugestões dos autores dos documentos. [372386_3] Questão 003 Como Vitorino Magalhães Godinho entende que se deu a expansão portuguesa? Através de investimentos da Coroa X Todas as anteriores Pela busca da nobreza em prestar serviços ao rei Pela busca de escravos e mercadorias valiosas Com o interesse mercantil da burguesia [372386_44] Questão 004 (ENADE 2005) “No seu conjunto, e vista no plano mundial e internacional, a colonização dos trópicos toma o aspecto de uma vasta empresa comercial, mais complexa que a antiga feitoria, mas sempre com o mesmo caráter que ela, destinada a explorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu. É este o verdadeiro sentido da colonização tropical, de que o Brasil é uma das resultantes”. (JUNIOR, Caio Prado. História Econômica do Brasil, 1945) Considere, agora, as afirmações abaixo. I. A antiga feitoria portuguesa na Índia, como a colonização dos trópicos, supunha práticas agrícolas e comerciais. II. A colonização do Brasil estava relacionada a um amplo sistema comercial internacional. III. A colonização do Brasil foi o resultado das determinações francesas e inglesas relativas ao comércio internacional. IV. A produção açucareira no Nordeste Brasileiro fazia parte de uma empresa comercial com ligações internacionais. São corretas as afirmações: X II e IV, apenas. III e IV, apenas. I e IV, apenas. II e III, apenas. I e III, apenas. [372386_20] Questão 005 Qual era a função do Conselho Ultramarino na administração portuguesa? Era um Conselho instalado em Salvador cuja função era coordenar a colonização do Brasil Era um Conselho presidido pelo governador geral em Salvador, responsável pela arrecadação de impostos e pela defesa do território Era um Conselho gerido pelos bispos portugueses enviados para o Brasil com o intuito de catequizar a população indígena. Era o principal Conselho português, responsável pela defesa do território e pelas alianças com diferentes reinos europeus Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 3/12 X Era um Conselho que funcionava em Lisboa e administrava todas as questões referentes às terras portuguesas fora da Europa [372386_17] Questão 006 O que foi o Quilombo de Palmares? Foi um local fundado por escravos na Bahia no qual os filhos dos cativos nasciam livres Foi um local de fuga de escravos, liderado por Palmares, próximo ao Recôncavo Baiano Foi uma importante fazenda produtora de açúcar na região do atual estado de Alagoas X Foi o maior quilombo do período colonial, que existiu na região do atual estado de Alagoas. Foi um movimento de escravos a favor da abolição, que surgiu no período colonial [372386_29] Questão 007 Por que a Revolta de Beckman (1684) foi motivada, dentre outras causas, pela lei que estipulava a liberdade dos indígenas? Porque a liberdade dos indígenas também significava a liberdade dos africanos escravizados, o que traria a falta de mão-de-obra na região X Porque os indígenas eram utilizados como mão-de-obra pelo restante da população devido à falta de africanos escravizados na região Porque muitas famílias da elite da região eram formadas exclusivamente por indígenas que ascenderam socialmente. Porque a venda de indígenas para outras capitanias era a principal atividade comercial do Maranhão Porque em finais do século XVII os indígenas dominavam o comércio do Maranhão e o restante da população pretendia voltar a escravizá-los para tomar sua produção [372386_28] Questão 008 Qual o intuito das Ordens Religiosas que vinham se instalar na América Portuguesa no início da colonização? Construir igrejas e conventos visando a conversão dos indígenas e o enriquecimento da Igreja Católica em Roma X Expandir suas obras em novos territórios e responder às solicitações dos habitantes da colônia Fugiam das regras impostas por Roma e buscavam maior liberdade para suas ordens no Novo Mundo Trazer a religião protestante que começava a ganhar força na Europa após a Reforma proposta por Martinho Lutero Participar da colonização fundando cidades e contribuindo no governo de vilas no interior do território. [372386_34] Questão 009 Qual foi o motivo que fez com que a família real portuguesa deixasse Lisboa e viesse para a cidade do Rio de Janeiro? Um surto incontrolável de doenças que afligiu o país fez com que a família real se preocupassecom seus herdeiros X A invasão napoleônica, causada pelo descumprimento do bloqueio continental por parte da Coroa portuguesa. Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 4/12 O aumento da importância política da América portuguesa em comparação com o declínio da economia portuguesa As ameaças inglesas de invasão devido ao descumprimento da Coroa portuguesa em acabar com o tráfico negreiro As ameaças espanholas de invasão de suas fronteiras, tendo em vista o pouco poder bélico português Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 5/12 [372386_49] Questão 010 (ENADE 2014) Mapa das rotas atlânticas entre África e Brasil XVI a XVIII ALENCASTRO, L. F. O trato dos viventes. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 250. O Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro. Por sua vez, em toda a outra costa atlântica podem-se facilmente reconhecer os brasileirismos. SILVA, A. C. O Brasil, a África e o Atlântico no século XIX. Estudos Avançados. 1994, p. 39-40. Considerando o diálogo atlântico estabelecido entre europeus, africanos e brasileiros entre os séculos XVI e XVIII, referido no mapa e no fragmento do texto, avalie as afirmações a seguir. I. Os portugueses, pioneiros nas expedições de exploração da costa atlântica africana, desde o início estavam interessados no comércio de escravos, que seriam vendidos, inicialmente, na Europa e depois nas ilhas atlânticas, no Caribe e na América Espanhola. II. A multiplicação das rotas comerciais transatlânticas estabelecidas pelos europeus ao longo dos séculos XVI e XVIII, conforme observado no mapa, favoreceu o crescimento de cidades do interior africano, visto que muitos povos buscavam nessa região, refúgio diante das capturas ou do aprisionamento por guerra para o comércio de escravos. III. Os intercâmbios produzidos pelo comércio atlântico promoveram a mútua influencia entre Brasil e África, como pode ser comprovado pelos laços estabelecidos entre comerciantes baianos e africanos da Costa da Mina, em virtude do interesse desses últimos no tabaco produzido na Bahia. IV. O aumento da produção açucareira no século XVII desencadeou uma demanda considerável por escravos que, nesse período, foram fornecidos pelos portos da Costa da Mina e de Angola, estreitando ainda mais as relações desses com Salvador e o Rio de Janeiro. É correto apenas o que se afirma em II. I. I e III. X III e IV. II e IV. Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 6/12 [372387_11] Questão 011 “Ao mesmo tempo em que a Coroa lusa mantinha uma política de reforma do absolutismo, surgiram na Colônia várias conspirações contra Portugal e tentativas de independência. Elas tinham que ver com as novas ideias e os fatos ocorridos na esfera internacional, mas refletiam também a realidade local. Podemos mesmo dizer que foram movimentos de revolta regional e não revoluções nacionais”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p. 98. Escolha a alternativa que contém apenas revoltas de caráter separatista que ocorreram durante o período colonial. X Inconfidência Mineira, Conjuração dos Alfaiates e Revolução de Pernambuco. Conjuração dos Alfaiates, Revolução de Pernambuco e Guerra dos Mascates. Inconfidência Mineira, Revolta e Vila Rica e Conjuração dos Alfaiates. Guerra dos Mascates, Revolta de Beckman e Revolução de Pernambuco. Inconfidência Mineira, Revolta de Felipe dos Santos e Revolução de Pernambuco. [372387_6] Questão 012 ''A escravidão mercantil africana do período moderno é um sistema que se enraizou cruelmente na história brasileira, e que guarda marcas profundas no nosso cotidiano. O país não só foi o último a abolir essa forma perversa de mão de obra nas Américas, como aquele que mais recebeu africanos saídos de seu continente de maneira compulsória, além de ter contado com escravos em todo o território. Com as primeiras levas chegando em 1550 e as últimas na década de 1860, já que existem registros de envio ilegal de africanos entre 1858 e 1862, estima-se que 4,8 milhões de africanos tenham desembarcado no Brasil. Tais dados fizeram do Brasil colonial e pós-colonial uma sociedade mestiçada mas também profundamente marcada pela presença africana. (...) A escravidão – indígena e africana – esteve presente, de modo combinado e diverso, em várias partes do Brasil, e apresentou diferentes feições econômicas, culturais e demográficas”. SCHWARCZ, Lilia Moritz. GOMES, Flávio dos Santos (orgs.) Dicionário da escravidão e liberdade. 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. Atualmente é possível encontrar em certos livros revisionistas uma tentativa de transferir para os próprios africanos as mazelas decorridas do tráfico de escravos. Esses autores argumentam que a escravidão já existia na África e que os africanos escravizados eram vendidos pela própria população daquela região. Qual o principal problema desse argumento segundo os especialistas sobre o tema? O argumento presente nesses livros induz ao erro por afirmar que a escravidão já existia no continente africano, o que não é correto. Em diferentes partes da África era possível encontrar a servidão por dívida, que poderia ser paga com o trabalho e esse servo, dispensado dos serviços, o que é uma modalidade diferente da escravidão imposta pelos portugueses. O principal problema desse argumento é que ele não trata do envolvimento das outras potências europeias como Espanha, França e Holanda no tráfico negreiro, relacionando apenas os portugueses como responsáveis por todo o comércio atlântico de africanos escravizados. X O problema central desses argumentos é igualar o impacto da escravidão que servia ao tráfico negreiro à escravidão comumente encontrada nas sociedades africanas em tempos anteriores. O tráfico Atlântico modificou a estrutura social e introduziu a ideia do escravo enquanto “mercadoria”, que não existia nos costumes daquelas sociedades. Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 7/12 Os livros revisionistas que trazem esse argumento não levam em conta o passado de luta das sociedades africanas contra a escravidão em seus territórios. Isso deve ser pensado quando se discute a participação dos próprios africanos no comércio de escravos pois essa informação está distorcida. Esses livros revisionistas buscam diminuir a agência dos próprios africanos dentro da estrutura escravocrata montada pelos europeus, o que nos dias de hoje é um desserviço e vai de encontro aos movimentos negros que buscam discutir a herança deixada pela escravidão na sociedade brasileira atual. [372387_4] Questão 013 “São Vicente não estava destinada a tornar-se uma importante área açucareira durante o período colonial, e somente no século XIX essa região brasileira (atual São Paulo) começou a produzir açúcar em grandes quantidades. Não obstante, até os primeiros anos do século XVII a cana-de-açúcar foi importante na região para a produção de aguardente e especialmente como meio de troca”. (SCHWARTZ, Stuart. Segredos Internos. Engenhos e escravos na sociedade colonial. 1550-1835. Trad. Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. p. 31). Como explica o professor Stuart Schwartz, a região de São Vicente (Atual estado de São Paulo) não foi grande produtora açucareira no período colonial. Qual área da América portuguesa despontou como principal fornecedora de açúcar para o comércio português? Antes da descoberta do ouro na região de Minas Gerais, foi ali que foram construídos os principais engenhos de açúcar do período colonial, facilitados pela grande quantidade de rios que auxiliavam na produção do açúcar através da força hidráulica. X O atual nordeste foi a região que despontou como grande produtora de açúcar durante todo o período colonial, especialmente o Recôncavo próximo a Salvador e a capitania de Pernambuco. A região norte, sobretudo Maranhão, acabou se tornando a principal produtora de açúcar atéo século XVIII, quando Salvador e Recife tomaram a frente do fornecimento desse produto. Ainda que a região de São Vicente não tenha sido uma forte produtora de açúcar, perto dali despontava a principal região açucareira de todo o período colonial, que compreendia as áreas de Paraty e Rio de Janeiro. A principal região açucareira do período colonial foi o atual nordeste, sobretudo as cidades de Fortaleza e Aracaju, possuidoras de terras férteis e fácil acesso ao comércio internacional. Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 8/12 [372387_13] Questão 014 “Diante de tantas pendências os ânimos se concentrariam em torno de um movimento que desaguaria na Revolução Liberal do Porto, que ergueu duas grandes bandeiras: de um lado o constitucionalismo, tão em voga naqueles tempos de volta e reviravolta; e de outro a soberania nacional, que, nesse caso, implicava o retorno de D. João VI, se não de toda a Família Real. Pode-se dizer que o movimento que começava a se organizar em Portugal inscrevia-se em um contexto mais amplo, que opunha ‘regeneracionismo liberal’ (presente em países como Portugal, Espanha, Grécia e Itália) ao ‘restauracionismo realista’, como defendia a França e sobretudo uma coligação formada por Rússia, Áustria e Prússia, mais conhecida como Santa Aliança, e que se reuniu no Congresso de Viena entre 1814 e 1815. Não obstante, se o objetivo maior do encontro era restaurar as antigas formas monárquicas de organização política e restituir fronteiras, o mesmo congresso, paradoxalmente, aceleraria a formação de nacionalidades e os anseios por liberdade do mundo colonial americano. Entre a volta do poder dos reis e a emergência de um modelo liberal de participação, a Europa balançava, fiada em um equilíbrio frágil. E foi justamente irmanado nesse ambiente que Portugal fez sua entrada no movimento liberal, nacionalista e constitucional, comum a uma parcela da Europa dos anos de 1820. Mas a revolução portuguesa havia sido difícil, assim como particular era sua situação. Liberal para Portugal, mas restauradora para o Brasil, eis a chave de compreensão da originalidade do movimento português”. SCHWARCZ, Lilia. A longa viagem da biblioteca dos reis. Do terremoto de Lisboa à Independência do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 345-346. O que Lilia Schwarcz afirma ser a “originalidade do movimento português?” A originalidade do movimento português se dava sobretudo pela relação que os liberais do Porto gostariam de construir com sua colônia americana, buscando que a situação colonial não interferisse na autonomia que buscavam os comerciantes “brasileiros”. A historiadora enfatiza a originalidade de alguns pensadores portugueses sobre os movimentos liberais que percorriam toda a Europa, cujas publicações eram utilizadas em diferentes países para justificar o fim das monarquias e a instauração das Repúblicas democráticas. Diferente dos demais reinos europeus que possuíam colônias, a Revolução Liberal do Porto enfatizava a necessidade de dar autonomia ao Brasil e separá-lo de Portugal, abolindo a escravidão e transformando-o em uma República. X Lilia Schwarcz denomina a Revolução Liberal do Porto de “original” por pensar o liberalismo apenas para Portugal, restaurando a situação colonial do Brasil enquanto produtor de matérias-primas que abastecessem exclusivamente o mercado português. Os portugueses e sobretudo os liberais da cidade do Porto buscavam formar uma nova aliança para discutir o liberalismo a partir da situação de Portugal, que almejava a modernização ser perder os benefícios que o sistema colonial lhe proporcionava. Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 9/12 [372387_8] Questão 015 “Os metais preciosos vieram aliviar momentaneamente os problemas financeiros de Portugal. Na virada do século XVIII, a dependência lusa com relação à Inglaterra era um fato consumado. Para ficar em um exemplo apenas, o Tratado de Methuen, firmado pelos dois países em 1703, indica a diferença entre um Portugal agrícola, de um lado, e uma Inglaterra em pleno processo de industrialização, de outro. Portugal obrigou-se a permitir a livre entrada de tecidos ingleses de lã e algodão em seu território, enquanto a Inglaterra comprometeu-se a tributar os vinhos portugueses importados com redução de um terço do imposto pago por vinhos de outras procedências”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Nova Fronteira, 2015. p. 86. Boris Fausto utiliza o Tratado de Methuen para exemplificar como funcionavam as relações comerciais portuguesas. O que o historiador quer dizer com um “circuito triangular” do comércio de metais preciosos extraídos em Minas Gerais? Tratava do circuito interno que o ouro poderia fazer no interior da colônia: extraído em Minas Gerais, poderia seguir para o Rio de Janeiro ou para a Bahia, formando um triângulo. O “circuito triangular” de que trata Boris Fausto remete às principais regiões fornecedoras de metais preciosos no interior de Minas Gerais: Vila Rica, Arraial do Tijuco e Diamantina. Boris Fausto faz menção ao trajeto do ouro saído das minas em que parte seguia para Portugal e outra parte servia para a compra de escravos na região de Angola. Se relacionava ao formato que o ouro possuía ao sair das casas de fundição depois de retirada a quinta parte, quando a barra que era retangular passava a ter o formato de um triângulo. X Era o trajeto que o ouro fazia: uma parte ficava na colônia, outra seguia para Portugal e a terceira parte foi parar na Inglaterra de maneira legal com o comércio ou através de contrabando. [372388_9] Questão 016 “A conspiração se liga ao quadro geral das rebeliões surgidas em fins do século XVIII e tem que ver também com as condições de vida da população de Salvador. A escassez de gêneros alimentícios e a carestia deram origem a vários motins na cidade, entre 1797 e 1798. (...) Os conspiradores defendiam a proclamação da República, o fim da escravidão, o livre-comércio especialmente com a França, o aumento do salário dos militares, a punição de padres contrários à liberdade. O movimento não chegou a se concretizar, a não ser pelo lançamento de alguns panfletos e várias articulações”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p. 103-104. De qual movimento ocorrido em Salvador Boris Fausto está tratando no trecho acima? Da Revolta de Beckman. Da Balaiada. X Da Conjuração dos Alfaiates. Da Guerra dos Mascates. Da Sabinada. Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 10/12 [372388_1] Questão 017 Sobre a relação que os portugueses estabelecem com o Brasil após sua chegada, a historiadora Laura de Mello e Souza escreve que: “Descoberto, o Brasil ocupará no imaginário europeu posição análoga à ocupada anteriormente por terras longínquas e misteriosas que, uma vez conhecidas e devassadas, se desencantaram. Com o escravismo, este acervo imaginário seria refundido e reestruturado, mantendo, entretanto, profundas raízes europeias. Prolongamento modificado do imaginário europeu, o Brasil passava também a ser prolongamento da Metrópole, conforme avançava o processo colonizatório. Tudo que lá existe, existe aqui, mas de forma específica, colonial”. (SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 31). O que a historiadora Laura de Mello e Souza quer dizer ao afirmar que o Brasil era um “prolongamento modificado do imaginário europeu?” Quando ela diz que “tudo o que lá existe, existe aqui”, ela reafirma que os portugueses transferiram exatamente as mesmas instituições para sua colônia. Laura de Mello e Souza infere que o escravismo ajudou a fortificar as raízes europeias do imaginário na América portuguesa. X Para Souza, o imaginário europeu foi transferido para o Brasil mas sofreu modificações a partir da vivência dos colonos. Laura de Mello e Souza entende que os portugueses criaram no Brasil uma sociedade exatamente igual à que conheciam na Europa. A historiadoraargumenta que os portugueses não conseguiram instituir no Brasil as instituições e o imaginário europeu que gostariam. [372388_2] Questão 018 “A expansão ocidental caracterizou-se pela bifrontalidade: por um lado, incorporavam-se novas terras, sujeitando-as ao poder temporal dos monarcas europeus; por outro, ganhavam-se novas ovelhas para a religião e para o papa. De todos os frutos que poderia dar a terra recém-descoberta, pareceu a Caminha que o melhor seria salvar a gente indígena. ‘E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar’, permitia-se aconselhar, com grande naturalidade, o escrivão de Calicute”. (SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 32). O que seria a “bifrontalidade” da expansão ocidental de que trata a historiadora Laura de Mello e Souza? A historiadora utiliza trecho da carta de Caminha para concluir que a bifrontalidade se dava por “salvar a gente indígena” da violência dos espanhóis e plantar sementes na nova colônia. Para a historiadora a expansão ocidental teria duas frentes: ampliar o poder religioso dos monarcas europeus e catequizar os indígenas da América. Para Souza, salvar a gente indígena e ganhar novas ovelhas para o papa eram as duas frentes da expansão ocidental. X A bifrontalidade da expansão se daria, segundo Laura de Mello e Souza, a partir da conquista de novos territórios e da catequização dos indígenas. Laura de Mello e Souza, citando Pero Vaz de Caminha, entende que a expansão ocidental deveria plantar sementes, ou seja, fazer a agricultura, e catequizar os indígenas. Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 11/12 [372388_10] Questão 019 Sobre a Revolução Liberal do Porto, a historiadora Lilia Schwarcz escreve: “Entrementes, a revolução continuava seu rumo, e agora pedia o envio da representação brasileira. E a primeira reação foi das melhores. Não apenas o Rio de Janeiro e a Bahia, a nova e a velha capital do vice-reinado e do Reino Unido, se pronunciaram a favor do constitucionalismo: até o Pará se entusiasmou pela revolução, o que dá uma mostra de como, no Brasil, o movimento a princípio foi absorvido como a implementação de um regime liberal que lutava pela vitória das ideias democráticas lançadas pela França. Com efeito, até então não se podia, de fora, adivinhar o intuito recolonizador, e não ficavam claras as pretensões: se as elites lusitanas mostravam ter aderido ao constitucionalismo, o constitucionalismo brasileiro deveria se subordinar ao português. Mas nada disso era límpido e certo nos momentos inaugurais, o que explica a reação positiva da colônia, que logo passou a selecionar seus deputados”. SCHWARCZ, Lilia. A longa viagem da biblioteca dos reis. Do terremoto de Lisboa à Independência do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 378. Como Lilia Schwarcz explica, o envio de representantes do Brasil para participar das Cortes que haviam sido convocadas animou a todos, e logo passaram a definir seus deputados. Chegando a Portugal, porém, nem tudo correu como era previsto. Quais as consequências dessa Corte para o Brasil e seus deputados enviados? Ao chegarem a Portugal, as Cortes já haviam sido finalizadas, demonstrando que seus participantes não queriam de fato a opinião dos brasileiros em assuntos que, de acordo com eles, “não lhes importavam”. X Quando os deputados brasileiros chegaram as Cortes já haviam começado e ficou claro que suas reivindicações não seriam ouvidas. Entre outras coisas, as Cortes exigiam o retorno de Dom Pedro para Portugal. Quando os deputados brasileiros chegaram às Cortes, foram presos e acusados de traição por enfatizar a necessidade de um relação igualitária entre Portugal e o Brasil. Ao perceberem que não seriam ouvidos, os deputados brasileiros se recusaram a ir até Portugal para participar das Cortes, entrando para a História do Brasil como o Dia do Fico, ao desobedecerem as ordens que vinham de Lisboa. Ainda que nem todos os posicionamentos dos brasileiros tenham sido ouvidos, parte das ideias brasileiras integrou os primeiros documentos resultantes das Cortes, o que garantiu certa autonomia para o Brasil e para o governo de Dom Pedro. [372388_8] Questão 020 “Muitos foram os que reivindicaram o título oficial de descobridor dos diamantes, mas o único a obtê-lo foi o português Fonseca Lobo, a quem couberam todas as mercês em remuneração da descoberta. A versão desse descobridor encontra-se registrada nos papéis que acompanhavam a petição de mercês: levara as pedras até o ouvidor da comarca do Serro do Frio, Antônio Rodrigues Banha, mas, diante da inércia dele, encaminhara o caso ao novo ouvidor, Antônio Ferreira do Vale e Melo, presenteando-o com alguns exemplares”. ROMEIRO, Adriana. Vila Rica em Sátiras: produção e circulação de pasquins em Minas Gerais, 1732. Campinas: Editora Unicamp, 2018. p. 108. O trecho da historiadora Adriana Romeiro demonstra que diferentes pessoas reivindicaram o título de “descobridor dos diamantes” pois seu proprietário sabia que receberia muitas mercês pela descoberta. As notícias sobre diamantes em Minas Gerais, contudo, demoraram a chegar em Lisboa. Por que isso ocorreu? Porque a navegação entre Brasil e Portugal tornou-se bastante perigosa durante alguns anos devido aos corsários ingleses, o que significou a falta de informações entre metrópole e colônia por alguns anos. Pincel Atômico - 07/12/2025 12:56:05 12/12 X Porque o governador das Minas foi informado da descoberta mas demorou para enviar a notícia ao rei e foi acusado de corrupção não só pela Coroa, mas pela própria população. Porque a sociedade de Minas Gerais escondeu da Coroa a descoberta dos diamantes para que não tivesse de pagar novos impostos sobre a extração das pedras. Porque o primeiro grande carregamento de diamantes enviado para Portugal com as notícias foi atacado por corsários e teve sua carga roubada. Porque a população não sabia como eram os diamantes e durante muito tempo utilizou as pedrinhas para decoração e jogos, sem saber que eram pedras preciosas.