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Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 1/11
EDNA PEREIRA DOS
SANTOS SILVA
Avaliação Online - Capitulos/Referencias 1,2,3,4,5,6 (Curso Online -
Automático)
Atividade finalizada em 12/06/2025 11:04:56 (3473330 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1508967] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - 1,2,3,4,5,6]
Turma:
Segunda Graduação: Licenciatura em História p/ Licenciados - Grupo: JANEIRO/2025 - SGice0A310125 [159564]
Aluno(a):
91226737 - EDNA PEREIRA DOS SANTOS SILVA - Respondeu 18 questões corretas, obtendo um total de 45,00 pontos como nota
[372386_15]
Questão
001
Explique o que foram os descimentos.
Eram as entradas de portugueses para o interior em busca de indígenas para
servirem de mão de obra na região centro-sul
Era o envio de indígenas para o sul do país para incentivar o povoamento do
território
X
Eram os deslocamentos forçados dos índios para as proximidades das vilas e
agrupamentos europeus.
Eram trajetos percorridos de barco para o interior do território com o auxílio dos
indígenas que conheciam a região
Era a busca por metais preciosos no interior do país através do envio de indígenas
que conheciam o território
[372386_29]
Questão
002
Por que a Revolta de Beckman (1684) foi motivada, dentre outras causas, pela lei
que estipulava a liberdade dos indígenas?
X
Porque os indígenas eram utilizados como mão-de-obra pelo restante da população
devido à falta de africanos escravizados na região
Porque a venda de indígenas para outras capitanias era a principal atividade
comercial do Maranhão
Porque em finais do século XVII os indígenas dominavam o comércio do Maranhão e
o restante da população pretendia voltar a escravizá-los para tomar sua produção
Porque muitas famílias da elite da região eram formadas exclusivamente por
indígenas que ascenderam socialmente.
Porque a liberdade dos indígenas também significava a liberdade dos africanos
escravizados, o que traria a falta de mão-de-obra na região
[372386_20]
Questão
003
Qual era a função do Conselho Ultramarino na administração portuguesa?
Era um Conselho gerido pelos bispos portugueses enviados para o Brasil com o
intuito de catequizar a população indígena.
Era o principal Conselho português, responsável pela defesa do território e pelas
alianças com diferentes reinos europeus
Era um Conselho presidido pelo governador geral em Salvador, responsável pela
arrecadação de impostos e pela defesa do território
X
Era um Conselho que funcionava em Lisboa e administrava todas as questões
referentes às terras portuguesas fora da Europa
Era um Conselho instalado em Salvador cuja função era coordenar a colonização do
Brasil
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 2/11
[372386_55]
Questão
004
(ENADE 2008)
Aurélio de Figueiredo. O martírio de Tiradentes. 1893. Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro.
A imagem corresponde a uma representação recorrente de Tiradentes, cultuado
oficialmente como herói republicano desde 1890. Ela resulta de uma construção
historiográfica e política do personagem, que encontrou grande receptividade junto à
população a partir do século XX. Uma das características dessa representação, que
ajuda a explicar essa receptividade e a força de Tiradentes no imaginário brasileiro,
é
a abnegação cristã de Tiradentes, indicando a entrega de si ao sacrifício por um
ideal.
a resistência de Tiradentes à religião, indicando sua ligação com o iluminismo.
a identificação de Tiradentes com as causas populares, representadas pela figura do
carrasco negro.
a altivez de Tiradentes, que indica uma posição de repúdio às autoridades políticas e
religiosas.
X o estado físico de Tiradentes, indicando seu sofrimento pelas torturas na prisão.
[372386_25]
Questão
005
A qual cidade atual o Arraial do Tijuco deu origem?
Vila Rica
Belo Horizonte
X Diamantina
Mariana
Ouro Preto
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 3/11
[372386_54]
Questão
006
“A Aclamação de Amador Bueno permaneceu na história brasileira, a despeito de
sua falta de consequências, primeiramente como exemplo de obediência contraposto
à perfídia espanhola. Esse ponto de vista aparecia nas memórias e linhagens
setecentistas paulistanas que procuravam sublinhar a inocência dos vassalos
paulistas e a honra do aclamado, ao mesmo tempo que buscavam a nobilitação de
seus antepassados. Dessa forma, no século XIX, a aclamação de Amador Bueno foi
associada à ideia de ‘tradição’, ora para ser destacada como elemento significativo
para a manutenção da ordem e da unidade territorial nacional, ora para ser
desmerecida em função dos ataques que eram desferidos ao fidalguismo
paulistano”.
MONTEIRO, Rodrigo Bentes. O rei no espelho. A Monarquia portuguesa e a
colonização da América (1640-1720). São Paulo: Hucitec; FAPESP, 2002. p. 71.
O historiador Rodrigo Bentes Monteiro discute no trecho acima os usos na História
do evento conhecido como a Aclamação de Amador Bueno. Sobre esse
acontecimento, considere as seguintes afirmações:
I. Foi a tentativa espanhola de dominar a região de São Paulo a partir da aclamação
de um espanhol como rei. Amador Bueno, ainda que tenha se esforçado para ser
reconhecido pela população, foi expulso da cidade e teve seus bens apreendidos
pela Câmara da vila.
II. Amador Bueno foi aclamado rei por parte da população paulista, ainda que não
tenha aceitado essa posição e se refugiado em um mosteiro.
III. A tentativa paulista de se separar de Portugal foi duramente reprimida pelos
soldados enviados pelo governador do Rio de Janeiro. Amador Bueno foi enforcado
em praça pública para servir de exemplo para os moradores da região.
IV. A Aclamação de Amador Bueno ocorreu meses após a Restauração portuguesa
ter ocorrido em Lisboa, momento em que Portugal se separou dos domínios
castelhanos e colocou no poder a dinastia de Bragança.
Dentre as afirmações acima, escolha a alternativa que contém apenas as
informações corretas.
I e IV.
X II e IV.
IV apenas.
I apenas.
II e III.
[372386_46]
Questão
007
“Os governadores-gerais eram representantes do rei e receberam, por delegação,
certas funções que possibilitaram ao monarca português, mesmo que distante,
exercer no Brasil certos poderes que não poderiam ser exercidos se, para cá, não
tivessem sido enviados esses oficiais, com a gama de poderes que dispunham”.
(COSENTINO, Francisco Carlos. Governadores Gerais do Estado do Brasil (séculos XVI-XVII): ofício,
regimentos, governação e trajetórias. São Paulo: Annablume; Belo Horizonte: Fapemig, 2009. p. 69).
O historiador Francisco Cosentino explica no trecho acima qual era a importância do
governador-geral na administração da América portuguesa. Escolha a alternativa
que melhor descreve como funcionava o governo na colônia portuguesa.
A Igreja tinha predominância na administração da América portuguesa, ficando
estabelecido que o bispo de Salvador respondia diretamente ao rei e repassava as
ordens vindas da Coroa para governadores-gerais e capitães mores de todo o
território.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 4/11
O vice-rei estava no posto máximo do governo, se submetendo a ele todos os outros
oficiais da América portuguesa, como os governadores-gerais. Os ouvidores e
provedores eram responsáveis respectivamente pela justiça e pela arrecadação dos
tributos.
O governador-geral era enviado para a América portuguesa e possuía liberdade para
fazer leis e viajar pelo território para conferir como suas ordens estavam sendo
aplicadas. Ele contava com o auxílio dos provedores e ouvidores na tarefa de
arrecadar impostos e aplicar a lei, respectivamente.
Os ouvidores-gerais enviados para a América portuguesa eram responsáveis pelo
governo e pela arrecadação dos impostos, repassando os valores para o
governador-geral, que os enviava para Portugal. Os provedores tinham como função
aplicar a lei e cuidar de sentenças e prisões, remetendo à Coroa os casos mais
graves.
X
O governador-geral eraresponsável por colocar em prática as ordens vindas de
Portugal, também ficava a cargo da defesa interna e externa e poderia atuar nas
questões de arrecadação; o provedor-mor era responsável pela administração da
Fazenda; o Ouvidor-geral tinha a função de aplicar a lei na América portuguesa.
[372386_51]
Questão
008
Leia o trecho abaixo para responder a questão:
“Dividido em quatro partes, o livro trata, em cada uma delas, do cultivo do açúcar, do
tabaco, da exploração aurífera e da pecuária. Chamava-se Cultura e opulência do
Brasil por suas drogas e minas, e seu autor, sob o falso nome de Antonil, era na
realidade o jesuíta italiano João Antônio Andreoni, por duas vezes reitor do Colégio
da Bahia, confessor de governadores-gerais e membro do círculo pessoal de Dom
Sebastião Monteiro de Vide, arcebispo primaz do Brasil”.
SOUZA, Laura de Mello e. O Sol e a Sombra. Política e administração na América portuguesa do
século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 85.
O livro de Antonil, de acordo com a professora Laura de Mello e Souza,
provavelmente foi escrito entre os anos de 1693 e 1709, recebendo autorização de
Dom João V e de seus conselhos em 6 de março de 1711 para impressão. Qual foi o
destino desse importante livro sobre o período colonial brasileiro após sua
publicação?
Logo após ser publicado em Portugal, o livro recebeu tradução espanhola e foi
impresso em Madrid sem autorização de seu autor.
X
Pouco dias depois o Conselho Ultramarino pediu que o livro fosse proibido de
circular por conter muitas informações sobre as riquezas do Brasil.
O livro alcançou enorme sucesso em Portugal e outros países europeus, sendo
reeditado algumas vezes pelas curiosidades que trazia sobre o Brasil e suas
riquezas.
A publicação fez tanto sucesso em Portugal que recebeu autorização para ser
impressa também no Brasil, se tornando o primeiro livro impresso em nosso país.
Seu autor Antonil desistiu de publicá-lo por perceber que ele trazia muitas
informações importantes sobre as riquezas da colônia portuguesa.
[372386_36]
Questão
009
O que foi a Revolução pernambucana, importante movimento que ocorreu no Recife
durante a permanência da família real no Brasil?
Foi a revolta da população pernambucana contra o ataque dos ingleses ao seu
litoral, expulsando o invasor e apoiando o rei português no Brasil
X
Foi uma revolta que buscou a separação do nordeste do restante da colônia; os
rebeldes proclamaram uma república cuja capital era Recife.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 5/11
Foi um movimento que começou em Recife, mas depois se espalhou pelo Nordeste,
em uma tentativa de restabelecer a capital da colônia na cidade de Salvador
Foi uma revolta que reforçava a necessidade de a família real permanecer no Brasil,
diante dos pedidos dos portugueses de que o rei retornasse
Foi um movimento organizado pela elite de Recife que buscava um aumento do
preço do açúcar, cuja desvalorização os prejudicava
[372386_61]
Questão
010
“Logo ao chegar, durante sua breve estada na Bahia, dom João decretou a abertura
dos portos do Brasil às nações amigas (28 de janeiro de 1808). Mesmo sabendo-se
que naquele momento a expressão “nações Amigas” era equivalente à Inglaterra, o
fato punha fim a trezentos anos de sistema colonial”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p.
106.
O trecho acima se refere à chegada da família real portuguesa à Bahia no ano de
1808 e afirma que a abertura dos portos significou o fim de trezentos anos de
sistema colonial. Explique o que foi a abertura dos portos.
X
Foi a autorização para que produtos das ditas “nações amigas” pudessem entrar na
América portuguesa, o que significou a abertura de um grande mercado para a
Inglaterra.
Por pressão francesa, a abertura dos portos foi a permissão dada por Dom João
para que outros países além de Portugal pudessem comprar o açúcar brasileiro.
Foi a inauguração de três grandes portos nas maiores cidades litorâneas da América
portuguesa para ampliar o comércio com as nações amigas.
Foi a autorização do comércio com as nações amigas extinguindo o imposto sobre
qualquer produto importado, o que prejudicou os comerciantes da colônia.
Após o bloqueio continental imposto por Napoleão contra a Inglaterra, a abertura dos
portos foi o encerramento desse bloqueio e a autorização de transações comerciais
com os ingleses.
[372387_8]
Questão
011
“Os metais preciosos vieram aliviar momentaneamente os problemas financeiros de
Portugal. Na virada do século XVIII, a dependência lusa com relação à Inglaterra era
um fato consumado. Para ficar em um exemplo apenas, o Tratado de Methuen,
firmado pelos dois países em 1703, indica a diferença entre um Portugal agrícola, de
um lado, e uma Inglaterra em pleno processo de industrialização, de outro. Portugal
obrigou-se a permitir a livre entrada de tecidos ingleses de lã e algodão em seu
território, enquanto a Inglaterra comprometeu-se a tributar os vinhos portugueses
importados com redução de um terço do imposto pago por vinhos de outras
procedências”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Nova Fronteira, 2015. p. 86.
Boris Fausto utiliza o Tratado de Methuen para exemplificar como funcionavam as
relações comerciais portuguesas. O que o historiador quer dizer com um “circuito
triangular” do comércio de metais preciosos extraídos em Minas Gerais?
Boris Fausto faz menção ao trajeto do ouro saído das minas em que parte seguia
para Portugal e outra parte servia para a compra de escravos na região de Angola.
Tratava do circuito interno que o ouro poderia fazer no interior da colônia: extraído
em Minas Gerais, poderia seguir para o Rio de Janeiro ou para a Bahia, formando
um triângulo.
Se relacionava ao formato que o ouro possuía ao sair das casas de fundição depois
de retirada a quinta parte, quando a barra que era retangular passava a ter o formato
de um triângulo.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 6/11
O “circuito triangular” de que trata Boris Fausto remete às principais regiões
fornecedoras de metais preciosos no interior de Minas Gerais: Vila Rica, Arraial do
Tijuco e Diamantina.
X
Era o trajeto que o ouro fazia: uma parte ficava na colônia, outra seguia para
Portugal e a terceira parte foi parar na Inglaterra de maneira legal com o comércio ou
através de contrabando.
[372387_12]
Questão
012
“O sentimento imperante no Nordeste era o de que, com a vinda da família real para
o Brasil, o domínio político da Colônia passara de uma cidade estranha para outra
igualmente estranha, ou seja, de Lisboa para o Rio de Janeiro. A revolução que
estourou em Pernambuco em março de 1817 fundiu esse sentimento com vários
descontentamentos resultantes das condições econômicas e dos privilégios
concedidos aos portugueses. Ela abrangeu amplas comadas da população:
militares, proprietários rurais, juízes, artesãos, comerciantes e um grande número de
sacerdotes, a ponto de ficar conhecida como a ‘revolução dos padres’. Chama a
atenção a presença de grandes comerciantes brasileiros ligados ao comércio
externo, os quais começavam a concorrer com os portugueses, em uma área até
então controlada, em grande medida, por estes”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p.
111.
Sobre a Revolução Pernambucana de 1817, explique seu alcance e como terminou.
A Revolução pernambucana ficou retida na região da cidade de Recife mas marcou
a história daquela região devido à República instaurada na cidade ter perdurado por
quase dois anos, abolindo a escravidão e começando a dialogar com outros países
como Estados Unidos, Inglaterra e Argentina. O movimento perdeu fôlego e acabou
com a chegada de um novo governador para Pernambuco.
A Revolução marcou o Nordeste porque se espalhou por Alagoas, Paraíba e Rio
Grande do Norte, tomando a cidade de Natal como capital da nova República foi
estabelecida. Pregavam a igualdade de direitos, a tolerância religiosa e aboliram a
escravidão. Em pouco tempo, porém,tropas portuguesas invadiram a cidade,
prendendo e executando seus principais líderes.
A Revolução tomou conta das cidades de Recife e Olinda e pedia para negociar
diretamente com a Coroa em busca de melhorias para a população mais pobre. Em
pouco tempo, porém, as tropas portuguesas foram enviadas e a revolta foi contida.
X
A revolta se espalhou por Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Os
revolucionários tomaram Recife e implantaram um governo provisório que proclamou
uma República com igualdade de direitos, mas que não abordava o tema da
escravidão. Em menos de dois meses as tropas portuguesas contiveram os
revoltosos e prenderam e executaram seus líderes.
Apesar do nome essa revolução foi a que causou menos impacto na região, já que
ficou restrita à cidade de Recife e em menos de dois meses foi desmantelada pelas
tropas portuguesas enviadas por Dom João do Rio de Janeiro. Ainda assim,
permanece no imaginário pernambucano como símbolo da autonomia daqueles
moradores, já que teriam proclamado a independência de Portugal 5 anos antes de
Dom Pedro I.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 7/11
[372387_13]
Questão
013
“Diante de tantas pendências os ânimos se concentrariam em torno de um
movimento que desaguaria na Revolução Liberal do Porto, que ergueu duas grandes
bandeiras: de um lado o constitucionalismo, tão em voga naqueles tempos de volta e
reviravolta; e de outro a soberania nacional, que, nesse caso, implicava o retorno de
D. João VI, se não de toda a Família Real. Pode-se dizer que o movimento que
começava a se organizar em Portugal inscrevia-se em um contexto mais amplo, que
opunha ‘regeneracionismo liberal’ (presente em países como Portugal, Espanha,
Grécia e Itália) ao ‘restauracionismo realista’, como defendia a França e sobretudo
uma coligação formada por Rússia, Áustria e Prússia, mais conhecida como Santa
Aliança, e que se reuniu no Congresso de Viena entre 1814 e 1815. Não obstante,
se o objetivo maior do encontro era restaurar as antigas formas monárquicas de
organização política e restituir fronteiras, o mesmo congresso, paradoxalmente,
aceleraria a formação de nacionalidades e os anseios por liberdade do mundo
colonial americano. Entre a volta do poder dos reis e a emergência de um modelo
liberal de participação, a Europa balançava, fiada em um equilíbrio frágil. E foi
justamente irmanado nesse ambiente que Portugal fez sua entrada no movimento
liberal, nacionalista e constitucional, comum a uma parcela da Europa dos anos de
1820. Mas a revolução portuguesa havia sido difícil, assim como particular era sua
situação. Liberal para Portugal, mas restauradora para o Brasil, eis a chave de
compreensão da originalidade do movimento português”.
SCHWARCZ, Lilia. A longa viagem da biblioteca dos reis. Do terremoto de Lisboa à Independência do
Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 345-346.
O que Lilia Schwarcz afirma ser a “originalidade do movimento português?”
A historiadora enfatiza a originalidade de alguns pensadores portugueses sobre os
movimentos liberais que percorriam toda a Europa, cujas publicações eram utilizadas
em diferentes países para justificar o fim das monarquias e a instauração das
Repúblicas democráticas.
Os portugueses e sobretudo os liberais da cidade do Porto buscavam formar uma
nova aliança para discutir o liberalismo a partir da situação de Portugal, que
almejava a modernização ser perder os benefícios que o sistema colonial lhe
proporcionava.
Diferente dos demais reinos europeus que possuíam colônias, a Revolução Liberal
do Porto enfatizava a necessidade de dar autonomia ao Brasil e separá-lo de
Portugal, abolindo a escravidão e transformando-o em uma República.
A originalidade do movimento português se dava sobretudo pela relação que os
liberais do Porto gostariam de construir com sua colônia americana, buscando que a
situação colonial não interferisse na autonomia que buscavam os comerciantes
“brasileiros”.
X
Lilia Schwarcz denomina a Revolução Liberal do Porto de “original” por pensar o
liberalismo apenas para Portugal, restaurando a situação colonial do Brasil enquanto
produtor de matérias-primas que abastecessem exclusivamente o mercado
português.
[372387_11]
Questão
014
“Ao mesmo tempo em que a Coroa lusa mantinha uma política de reforma do
absolutismo, surgiram na Colônia várias conspirações contra Portugal e tentativas de
independência. Elas tinham que ver com as novas ideias e os fatos ocorridos na
esfera internacional, mas refletiam também a realidade local. Podemos mesmo dizer
que foram movimentos de revolta regional e não revoluções nacionais”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p.
98.
Escolha a alternativa que contém apenas revoltas de caráter separatista que
ocorreram durante o período colonial.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 8/11
Inconfidência Mineira, Revolta de Felipe dos Santos e Revolução de Pernambuco.
Inconfidência Mineira, Revolta e Vila Rica e Conjuração dos Alfaiates.
X Inconfidência Mineira, Conjuração dos Alfaiates e Revolução de Pernambuco.
Conjuração dos Alfaiates, Revolução de Pernambuco e Guerra dos Mascates.
Guerra dos Mascates, Revolta de Beckman e Revolução de Pernambuco.
[372387_10]
Questão
015
“Os filhos do reino eram os homens de negócios, os mercadores de loja, os caixeiros
como também os mascates propriamente ditos, que podiam acumular todas essas
tarefas, desde o grande comércio de exportação e importação, passando pelo de
escravos até o varejo, o fornecimento de crédito, a construção ou o afretamento de
embarcações. A invenção de uma ‘nobreza da terra’ representaria, nesse caso,
importante artifício político envolvido no conflito crescente entre senhores de
engenho e mercadores do Recife, entre 1654 e 1711”.
MONTEIRO, Rodrigo Bentes. O rei no espelho. A monarquia portuguesa e a colonização da América
(1640-1720). São Paulo: Hucitec; FAPESP, 2002. p. 251.
O historiador Rodrigo Bentes Monteiro discorre sobre a “nobreza da terra” em
Pernambuco, que se fortalecia desde 1654, ano da expulsão dos holandeses. No
ano de 1710 se daria a explosão de um conflito entre esses senhores de engenho e
os mercadores que viviam em Recife. Qual foi o estopim do conflito que ficou
conhecido como Guerra dos Mascastes”?
X A tentativa de separar Recife de Olinda e o transformar em vila.
As notícias que chegavam de Portugal acerca de mais impostos sobre a venda do
açúcar.
O roubo de uma carga de açúcar que seguia para o Recife para ser exportada para
Portugal.
O ataque dos comerciantes de Recife contra as fazendas de açúcar de Olinda.
Uma briga pontual entre um senhor de engenho e um conhecido mercador de
Recife.
[372388_2]
Questão
016
 “A expansão ocidental caracterizou-se pela bifrontalidade: por um lado,
incorporavam-se novas terras, sujeitando-as ao poder temporal dos monarcas
europeus; por outro, ganhavam-se novas ovelhas para a religião e para o papa. De
todos os frutos que poderia dar a terra recém-descoberta, pareceu a Caminha que o
melhor seria salvar a gente indígena. ‘E esta deve ser a principal semente que Vossa
Alteza em ela deve lançar’, permitia-se aconselhar, com grande naturalidade, o
escrivão de Calicute”.
(SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no
Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 32).
O que seria a “bifrontalidade” da expansão ocidental de que trata a historiadora
Laura de Mello e Souza?
X
A bifrontalidade da expansão se daria, segundo Laura de Mello e Souza, a partir da
conquista de novos territórios e da catequização dos indígenas.
Laura de Mello e Souza, citando Pero Vaz de Caminha, entende que a expansão
ocidental deveria plantar sementes, ou seja, fazer a agricultura, e catequizar os
indígenas.
Para a historiadora a expansão ocidental teria duas frentes: ampliar o poder religioso
dos monarcas europeus e catequizar os indígenas da América.
Para Souza, salvar a gente indígena e ganhar novas ovelhas para o papa eram as
duas frentesda expansão ocidental.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 9/11
A historiadora utiliza trecho da carta de Caminha para concluir que a bifrontalidade
se dava por “salvar a gente indígena” da violência dos espanhóis e plantar sementes
na nova colônia.
[372388_5]
Questão
017
“Seria errôneo pensar que, enquanto os índios se opuseram à escravidão, os negros
a aceitaram passivamente. Fugas individuais ou em massa, agressões contra
senhores, resistência cotidiana fizeram parte das relações entre senhores e
escravos, desde os primeiros tempos. Os quilombos, ou seja, estabelecimentos de
negros que escapavam à escravidão pela fuga e recompunham no Brasil formas de
organização semelhantes às africanas, existiram às centenas no Brasil colonial.
Palmares – uma rede de povoados situada em uma região que hoje corresponde em
parte ao Estado de Alagoas, com vários milhares de habitantes – foi um desses
quilombos e certamente o mais importante”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,
2015. p. 47.
Tendo em vista a importância do quilombo de Palmares para a história da resistência
dos escravos no Brasil, o que aconteceu com ele?
Portugal teve de enviar soldados para que finalmente o quilombo fosse destruído, já
que era uma má influência para os demais escravos da região.
X
Depois de várias tentativas do governo de destruir o quilombo, os paulistas foram
chamados e, integrando um exército de milhares de soldados, conseguiram matar
Zumbi e destruir o quilombo.
O quilombo de Palmares durou poucos anos devido aos boicotes da população
daquela região, que se recusavam a estabelecer comércio, bloqueavam caminhos e
organizavam saques contra o quilombo.
Brigas internas pela liderança do quilombo fizeram que em poucos anos as milhares
de pessoas começassem a deixar a região de Palmares e constituir pequenas vilas
nas proximidades.
Após muitos anos de luta, houve um acordo entre seu líder, Zumbi, e o governador-
geral português, que estabeleceu limites para sua expansão e para a entrada de
moradores.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 10/11
[372388_11]
Questão
018
“A chegada de despachos de Lisboa que revogavam os decretos do príncipe
regente, determinavam mais uma vez seu regresso a Lisboa e acusavam os
ministros de traição deu alento à ideia de rompimento definitivo. A princesa dona
Leopoldina e José Bonifácio enviaram às pressas as notícias ao príncipe, em viagem
a caminho de São Paulo. As recomendações ao portador de que arrebentasse uma
dúzia de cavalos se fosse preciso, para chegar o mais rápido possível, indica o
interesse de José Bonifácio em apressar a independência e fazer de São Paulo o
cenário de ruptura final. Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho
Ipiranga, dom Pedro preferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a
independência do Brasil”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de
São Paulo, 2015. p. 116.
Apesar da ideia de rompimento que muitos livros de História costumam enfatizar
quando discorrem sobre a independência do Brasil, pouca coisa mudou de fato no
dia 7 de setembro. Veja as informações abaixo:
I. Regime monárquico.
II. Herdeiro português como imperador.
III. Pacto Colonial.
IV. Escravidão.
Escolha as afirmações que contém as permanências após a Independência do Brasil
no dia 7 de setembro de 1822.
X I e II.
I, II e IV.
III e IV.
Todas as afirmações.
II, III e IV.
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Questão
019
Anos após a tomada de Pernambuco pelos holandeses, Mauricio de Nassau
organizou a conquista de Luanda, em Angola. Mais tarde, partiria do Rio de Janeiro
seu governador Salvador Correa de Sá e Benavides para retomar esse domínio para
os portugueses. Veja como Charles Boxer descreve a sequência das decisões após
Luanda retornar aos domínios de Dom João IV:
“Uma das primeiras medidas tomadas por Salvador [Correa de Sá e Benavides] foi o
restabelecimento do tráfico de escravos, sem restringir ao Brasil o âmbito de suas
ambições. Sabia muito bem, por experiência própria, quanto os colonos espanhóis
necessitavam de negros e esperava fazer dessa circunstância uma alavanca para
reabrir o tráfico em Buenos Aires (...)”.
(BOXER, Charles. Salvador de Sá e a luta pelo Brasil e Angola 1602-1686. Trad. de Olivério de
Oliveira Pinto. São Paulo: Editora Nacional, Editora da Universidade de São Paulo, 1973.p. 291).
A partir da análise proposta por Charles Boxer sobre a retomada de Luanda,
explique qual a relação que se estabelecia entre o Brasil e as possessões
portuguesas na África.
A relação entre os dois lados do Atlântico se dava pelo fornecimento de açúcar e
tabaco para Luanda, que enviava ouro e diamantes como pagamento.
X
Holandeses e portugueses sabiam da importância de locais como Luanda para o
fornecimento de mão de obra escrava para a América portuguesa.
Luso-brasileiros estabelecidos dos dois lados do Atlântico controlavam o comércio
marítimo de especiarias e açúcar, por isso o interesse dos holandeses na região.
Com a descoberta de ouro na região de Pernambuco, os africanos escravizados que
eram enviados como mão de obra eram pagos com as pedras preciosas; esse
comércio foi rompido com a tomada de Luanda pelos holandeses.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 11/11
A tomada de Luanda pelos holandeses significou o desmantelamento das relações
comerciais entre as duas colônias portuguesas, baseadas na troca de mercadorias e
manufaturas.
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Questão
020
Sobre a relação que os portugueses estabelecem com o Brasil após sua chegada, a
historiadora Laura de Mello e Souza escreve que:
“Descoberto, o Brasil ocupará no imaginário europeu posição análoga à ocupada
anteriormente por terras longínquas e misteriosas que, uma vez conhecidas e
devassadas, se desencantaram. Com o escravismo, este acervo imaginário seria
refundido e reestruturado, mantendo, entretanto, profundas raízes europeias.
Prolongamento modificado do imaginário europeu, o Brasil passava também a ser
prolongamento da Metrópole, conforme avançava o processo colonizatório. Tudo
que lá existe, existe aqui, mas de forma específica, colonial”.
(SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no
Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 31).
 O que a historiadora Laura de Mello e Souza quer dizer ao afirmar que o Brasil era
um “prolongamento modificado do imaginário europeu?”
Laura de Mello e Souza entende que os portugueses criaram no Brasil uma
sociedade exatamente igual à que conheciam na Europa.
Laura de Mello e Souza infere que o escravismo ajudou a fortificar as raízes
europeias do imaginário na América portuguesa.
Quando ela diz que “tudo o que lá existe, existe aqui”, ela reafirma que os
portugueses transferiram exatamente as mesmas instituições para sua colônia.
X
Para Souza, o imaginário europeu foi transferido para o Brasil mas sofreu
modificações a partir da vivência dos colonos.
A historiadora argumenta que os portugueses não conseguiram instituir no Brasil as
instituições e o imaginário europeu que gostariam.

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