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Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 1/11 EDNA PEREIRA DOS SANTOS SILVA Avaliação Online - Capitulos/Referencias 1,2,3,4,5,6 (Curso Online - Automático) Atividade finalizada em 12/06/2025 11:04:56 (3473330 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1508967] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - 1,2,3,4,5,6] Turma: Segunda Graduação: Licenciatura em História p/ Licenciados - Grupo: JANEIRO/2025 - SGice0A310125 [159564] Aluno(a): 91226737 - EDNA PEREIRA DOS SANTOS SILVA - Respondeu 18 questões corretas, obtendo um total de 45,00 pontos como nota [372386_15] Questão 001 Explique o que foram os descimentos. Eram as entradas de portugueses para o interior em busca de indígenas para servirem de mão de obra na região centro-sul Era o envio de indígenas para o sul do país para incentivar o povoamento do território X Eram os deslocamentos forçados dos índios para as proximidades das vilas e agrupamentos europeus. Eram trajetos percorridos de barco para o interior do território com o auxílio dos indígenas que conheciam a região Era a busca por metais preciosos no interior do país através do envio de indígenas que conheciam o território [372386_29] Questão 002 Por que a Revolta de Beckman (1684) foi motivada, dentre outras causas, pela lei que estipulava a liberdade dos indígenas? X Porque os indígenas eram utilizados como mão-de-obra pelo restante da população devido à falta de africanos escravizados na região Porque a venda de indígenas para outras capitanias era a principal atividade comercial do Maranhão Porque em finais do século XVII os indígenas dominavam o comércio do Maranhão e o restante da população pretendia voltar a escravizá-los para tomar sua produção Porque muitas famílias da elite da região eram formadas exclusivamente por indígenas que ascenderam socialmente. Porque a liberdade dos indígenas também significava a liberdade dos africanos escravizados, o que traria a falta de mão-de-obra na região [372386_20] Questão 003 Qual era a função do Conselho Ultramarino na administração portuguesa? Era um Conselho gerido pelos bispos portugueses enviados para o Brasil com o intuito de catequizar a população indígena. Era o principal Conselho português, responsável pela defesa do território e pelas alianças com diferentes reinos europeus Era um Conselho presidido pelo governador geral em Salvador, responsável pela arrecadação de impostos e pela defesa do território X Era um Conselho que funcionava em Lisboa e administrava todas as questões referentes às terras portuguesas fora da Europa Era um Conselho instalado em Salvador cuja função era coordenar a colonização do Brasil Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 2/11 [372386_55] Questão 004 (ENADE 2008) Aurélio de Figueiredo. O martírio de Tiradentes. 1893. Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro. A imagem corresponde a uma representação recorrente de Tiradentes, cultuado oficialmente como herói republicano desde 1890. Ela resulta de uma construção historiográfica e política do personagem, que encontrou grande receptividade junto à população a partir do século XX. Uma das características dessa representação, que ajuda a explicar essa receptividade e a força de Tiradentes no imaginário brasileiro, é a abnegação cristã de Tiradentes, indicando a entrega de si ao sacrifício por um ideal. a resistência de Tiradentes à religião, indicando sua ligação com o iluminismo. a identificação de Tiradentes com as causas populares, representadas pela figura do carrasco negro. a altivez de Tiradentes, que indica uma posição de repúdio às autoridades políticas e religiosas. X o estado físico de Tiradentes, indicando seu sofrimento pelas torturas na prisão. [372386_25] Questão 005 A qual cidade atual o Arraial do Tijuco deu origem? Vila Rica Belo Horizonte X Diamantina Mariana Ouro Preto Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 3/11 [372386_54] Questão 006 “A Aclamação de Amador Bueno permaneceu na história brasileira, a despeito de sua falta de consequências, primeiramente como exemplo de obediência contraposto à perfídia espanhola. Esse ponto de vista aparecia nas memórias e linhagens setecentistas paulistanas que procuravam sublinhar a inocência dos vassalos paulistas e a honra do aclamado, ao mesmo tempo que buscavam a nobilitação de seus antepassados. Dessa forma, no século XIX, a aclamação de Amador Bueno foi associada à ideia de ‘tradição’, ora para ser destacada como elemento significativo para a manutenção da ordem e da unidade territorial nacional, ora para ser desmerecida em função dos ataques que eram desferidos ao fidalguismo paulistano”. MONTEIRO, Rodrigo Bentes. O rei no espelho. A Monarquia portuguesa e a colonização da América (1640-1720). São Paulo: Hucitec; FAPESP, 2002. p. 71. O historiador Rodrigo Bentes Monteiro discute no trecho acima os usos na História do evento conhecido como a Aclamação de Amador Bueno. Sobre esse acontecimento, considere as seguintes afirmações: I. Foi a tentativa espanhola de dominar a região de São Paulo a partir da aclamação de um espanhol como rei. Amador Bueno, ainda que tenha se esforçado para ser reconhecido pela população, foi expulso da cidade e teve seus bens apreendidos pela Câmara da vila. II. Amador Bueno foi aclamado rei por parte da população paulista, ainda que não tenha aceitado essa posição e se refugiado em um mosteiro. III. A tentativa paulista de se separar de Portugal foi duramente reprimida pelos soldados enviados pelo governador do Rio de Janeiro. Amador Bueno foi enforcado em praça pública para servir de exemplo para os moradores da região. IV. A Aclamação de Amador Bueno ocorreu meses após a Restauração portuguesa ter ocorrido em Lisboa, momento em que Portugal se separou dos domínios castelhanos e colocou no poder a dinastia de Bragança. Dentre as afirmações acima, escolha a alternativa que contém apenas as informações corretas. I e IV. X II e IV. IV apenas. I apenas. II e III. [372386_46] Questão 007 “Os governadores-gerais eram representantes do rei e receberam, por delegação, certas funções que possibilitaram ao monarca português, mesmo que distante, exercer no Brasil certos poderes que não poderiam ser exercidos se, para cá, não tivessem sido enviados esses oficiais, com a gama de poderes que dispunham”. (COSENTINO, Francisco Carlos. Governadores Gerais do Estado do Brasil (séculos XVI-XVII): ofício, regimentos, governação e trajetórias. São Paulo: Annablume; Belo Horizonte: Fapemig, 2009. p. 69). O historiador Francisco Cosentino explica no trecho acima qual era a importância do governador-geral na administração da América portuguesa. Escolha a alternativa que melhor descreve como funcionava o governo na colônia portuguesa. A Igreja tinha predominância na administração da América portuguesa, ficando estabelecido que o bispo de Salvador respondia diretamente ao rei e repassava as ordens vindas da Coroa para governadores-gerais e capitães mores de todo o território. Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 4/11 O vice-rei estava no posto máximo do governo, se submetendo a ele todos os outros oficiais da América portuguesa, como os governadores-gerais. Os ouvidores e provedores eram responsáveis respectivamente pela justiça e pela arrecadação dos tributos. O governador-geral era enviado para a América portuguesa e possuía liberdade para fazer leis e viajar pelo território para conferir como suas ordens estavam sendo aplicadas. Ele contava com o auxílio dos provedores e ouvidores na tarefa de arrecadar impostos e aplicar a lei, respectivamente. Os ouvidores-gerais enviados para a América portuguesa eram responsáveis pelo governo e pela arrecadação dos impostos, repassando os valores para o governador-geral, que os enviava para Portugal. Os provedores tinham como função aplicar a lei e cuidar de sentenças e prisões, remetendo à Coroa os casos mais graves. X O governador-geral eraresponsável por colocar em prática as ordens vindas de Portugal, também ficava a cargo da defesa interna e externa e poderia atuar nas questões de arrecadação; o provedor-mor era responsável pela administração da Fazenda; o Ouvidor-geral tinha a função de aplicar a lei na América portuguesa. [372386_51] Questão 008 Leia o trecho abaixo para responder a questão: “Dividido em quatro partes, o livro trata, em cada uma delas, do cultivo do açúcar, do tabaco, da exploração aurífera e da pecuária. Chamava-se Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, e seu autor, sob o falso nome de Antonil, era na realidade o jesuíta italiano João Antônio Andreoni, por duas vezes reitor do Colégio da Bahia, confessor de governadores-gerais e membro do círculo pessoal de Dom Sebastião Monteiro de Vide, arcebispo primaz do Brasil”. SOUZA, Laura de Mello e. O Sol e a Sombra. Política e administração na América portuguesa do século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 85. O livro de Antonil, de acordo com a professora Laura de Mello e Souza, provavelmente foi escrito entre os anos de 1693 e 1709, recebendo autorização de Dom João V e de seus conselhos em 6 de março de 1711 para impressão. Qual foi o destino desse importante livro sobre o período colonial brasileiro após sua publicação? Logo após ser publicado em Portugal, o livro recebeu tradução espanhola e foi impresso em Madrid sem autorização de seu autor. X Pouco dias depois o Conselho Ultramarino pediu que o livro fosse proibido de circular por conter muitas informações sobre as riquezas do Brasil. O livro alcançou enorme sucesso em Portugal e outros países europeus, sendo reeditado algumas vezes pelas curiosidades que trazia sobre o Brasil e suas riquezas. A publicação fez tanto sucesso em Portugal que recebeu autorização para ser impressa também no Brasil, se tornando o primeiro livro impresso em nosso país. Seu autor Antonil desistiu de publicá-lo por perceber que ele trazia muitas informações importantes sobre as riquezas da colônia portuguesa. [372386_36] Questão 009 O que foi a Revolução pernambucana, importante movimento que ocorreu no Recife durante a permanência da família real no Brasil? Foi a revolta da população pernambucana contra o ataque dos ingleses ao seu litoral, expulsando o invasor e apoiando o rei português no Brasil X Foi uma revolta que buscou a separação do nordeste do restante da colônia; os rebeldes proclamaram uma república cuja capital era Recife. Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 5/11 Foi um movimento que começou em Recife, mas depois se espalhou pelo Nordeste, em uma tentativa de restabelecer a capital da colônia na cidade de Salvador Foi uma revolta que reforçava a necessidade de a família real permanecer no Brasil, diante dos pedidos dos portugueses de que o rei retornasse Foi um movimento organizado pela elite de Recife que buscava um aumento do preço do açúcar, cuja desvalorização os prejudicava [372386_61] Questão 010 “Logo ao chegar, durante sua breve estada na Bahia, dom João decretou a abertura dos portos do Brasil às nações amigas (28 de janeiro de 1808). Mesmo sabendo-se que naquele momento a expressão “nações Amigas” era equivalente à Inglaterra, o fato punha fim a trezentos anos de sistema colonial”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p. 106. O trecho acima se refere à chegada da família real portuguesa à Bahia no ano de 1808 e afirma que a abertura dos portos significou o fim de trezentos anos de sistema colonial. Explique o que foi a abertura dos portos. X Foi a autorização para que produtos das ditas “nações amigas” pudessem entrar na América portuguesa, o que significou a abertura de um grande mercado para a Inglaterra. Por pressão francesa, a abertura dos portos foi a permissão dada por Dom João para que outros países além de Portugal pudessem comprar o açúcar brasileiro. Foi a inauguração de três grandes portos nas maiores cidades litorâneas da América portuguesa para ampliar o comércio com as nações amigas. Foi a autorização do comércio com as nações amigas extinguindo o imposto sobre qualquer produto importado, o que prejudicou os comerciantes da colônia. Após o bloqueio continental imposto por Napoleão contra a Inglaterra, a abertura dos portos foi o encerramento desse bloqueio e a autorização de transações comerciais com os ingleses. [372387_8] Questão 011 “Os metais preciosos vieram aliviar momentaneamente os problemas financeiros de Portugal. Na virada do século XVIII, a dependência lusa com relação à Inglaterra era um fato consumado. Para ficar em um exemplo apenas, o Tratado de Methuen, firmado pelos dois países em 1703, indica a diferença entre um Portugal agrícola, de um lado, e uma Inglaterra em pleno processo de industrialização, de outro. Portugal obrigou-se a permitir a livre entrada de tecidos ingleses de lã e algodão em seu território, enquanto a Inglaterra comprometeu-se a tributar os vinhos portugueses importados com redução de um terço do imposto pago por vinhos de outras procedências”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Nova Fronteira, 2015. p. 86. Boris Fausto utiliza o Tratado de Methuen para exemplificar como funcionavam as relações comerciais portuguesas. O que o historiador quer dizer com um “circuito triangular” do comércio de metais preciosos extraídos em Minas Gerais? Boris Fausto faz menção ao trajeto do ouro saído das minas em que parte seguia para Portugal e outra parte servia para a compra de escravos na região de Angola. Tratava do circuito interno que o ouro poderia fazer no interior da colônia: extraído em Minas Gerais, poderia seguir para o Rio de Janeiro ou para a Bahia, formando um triângulo. Se relacionava ao formato que o ouro possuía ao sair das casas de fundição depois de retirada a quinta parte, quando a barra que era retangular passava a ter o formato de um triângulo. Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 6/11 O “circuito triangular” de que trata Boris Fausto remete às principais regiões fornecedoras de metais preciosos no interior de Minas Gerais: Vila Rica, Arraial do Tijuco e Diamantina. X Era o trajeto que o ouro fazia: uma parte ficava na colônia, outra seguia para Portugal e a terceira parte foi parar na Inglaterra de maneira legal com o comércio ou através de contrabando. [372387_12] Questão 012 “O sentimento imperante no Nordeste era o de que, com a vinda da família real para o Brasil, o domínio político da Colônia passara de uma cidade estranha para outra igualmente estranha, ou seja, de Lisboa para o Rio de Janeiro. A revolução que estourou em Pernambuco em março de 1817 fundiu esse sentimento com vários descontentamentos resultantes das condições econômicas e dos privilégios concedidos aos portugueses. Ela abrangeu amplas comadas da população: militares, proprietários rurais, juízes, artesãos, comerciantes e um grande número de sacerdotes, a ponto de ficar conhecida como a ‘revolução dos padres’. Chama a atenção a presença de grandes comerciantes brasileiros ligados ao comércio externo, os quais começavam a concorrer com os portugueses, em uma área até então controlada, em grande medida, por estes”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p. 111. Sobre a Revolução Pernambucana de 1817, explique seu alcance e como terminou. A Revolução pernambucana ficou retida na região da cidade de Recife mas marcou a história daquela região devido à República instaurada na cidade ter perdurado por quase dois anos, abolindo a escravidão e começando a dialogar com outros países como Estados Unidos, Inglaterra e Argentina. O movimento perdeu fôlego e acabou com a chegada de um novo governador para Pernambuco. A Revolução marcou o Nordeste porque se espalhou por Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, tomando a cidade de Natal como capital da nova República foi estabelecida. Pregavam a igualdade de direitos, a tolerância religiosa e aboliram a escravidão. Em pouco tempo, porém,tropas portuguesas invadiram a cidade, prendendo e executando seus principais líderes. A Revolução tomou conta das cidades de Recife e Olinda e pedia para negociar diretamente com a Coroa em busca de melhorias para a população mais pobre. Em pouco tempo, porém, as tropas portuguesas foram enviadas e a revolta foi contida. X A revolta se espalhou por Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Os revolucionários tomaram Recife e implantaram um governo provisório que proclamou uma República com igualdade de direitos, mas que não abordava o tema da escravidão. Em menos de dois meses as tropas portuguesas contiveram os revoltosos e prenderam e executaram seus líderes. Apesar do nome essa revolução foi a que causou menos impacto na região, já que ficou restrita à cidade de Recife e em menos de dois meses foi desmantelada pelas tropas portuguesas enviadas por Dom João do Rio de Janeiro. Ainda assim, permanece no imaginário pernambucano como símbolo da autonomia daqueles moradores, já que teriam proclamado a independência de Portugal 5 anos antes de Dom Pedro I. Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 7/11 [372387_13] Questão 013 “Diante de tantas pendências os ânimos se concentrariam em torno de um movimento que desaguaria na Revolução Liberal do Porto, que ergueu duas grandes bandeiras: de um lado o constitucionalismo, tão em voga naqueles tempos de volta e reviravolta; e de outro a soberania nacional, que, nesse caso, implicava o retorno de D. João VI, se não de toda a Família Real. Pode-se dizer que o movimento que começava a se organizar em Portugal inscrevia-se em um contexto mais amplo, que opunha ‘regeneracionismo liberal’ (presente em países como Portugal, Espanha, Grécia e Itália) ao ‘restauracionismo realista’, como defendia a França e sobretudo uma coligação formada por Rússia, Áustria e Prússia, mais conhecida como Santa Aliança, e que se reuniu no Congresso de Viena entre 1814 e 1815. Não obstante, se o objetivo maior do encontro era restaurar as antigas formas monárquicas de organização política e restituir fronteiras, o mesmo congresso, paradoxalmente, aceleraria a formação de nacionalidades e os anseios por liberdade do mundo colonial americano. Entre a volta do poder dos reis e a emergência de um modelo liberal de participação, a Europa balançava, fiada em um equilíbrio frágil. E foi justamente irmanado nesse ambiente que Portugal fez sua entrada no movimento liberal, nacionalista e constitucional, comum a uma parcela da Europa dos anos de 1820. Mas a revolução portuguesa havia sido difícil, assim como particular era sua situação. Liberal para Portugal, mas restauradora para o Brasil, eis a chave de compreensão da originalidade do movimento português”. SCHWARCZ, Lilia. A longa viagem da biblioteca dos reis. Do terremoto de Lisboa à Independência do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 345-346. O que Lilia Schwarcz afirma ser a “originalidade do movimento português?” A historiadora enfatiza a originalidade de alguns pensadores portugueses sobre os movimentos liberais que percorriam toda a Europa, cujas publicações eram utilizadas em diferentes países para justificar o fim das monarquias e a instauração das Repúblicas democráticas. Os portugueses e sobretudo os liberais da cidade do Porto buscavam formar uma nova aliança para discutir o liberalismo a partir da situação de Portugal, que almejava a modernização ser perder os benefícios que o sistema colonial lhe proporcionava. Diferente dos demais reinos europeus que possuíam colônias, a Revolução Liberal do Porto enfatizava a necessidade de dar autonomia ao Brasil e separá-lo de Portugal, abolindo a escravidão e transformando-o em uma República. A originalidade do movimento português se dava sobretudo pela relação que os liberais do Porto gostariam de construir com sua colônia americana, buscando que a situação colonial não interferisse na autonomia que buscavam os comerciantes “brasileiros”. X Lilia Schwarcz denomina a Revolução Liberal do Porto de “original” por pensar o liberalismo apenas para Portugal, restaurando a situação colonial do Brasil enquanto produtor de matérias-primas que abastecessem exclusivamente o mercado português. [372387_11] Questão 014 “Ao mesmo tempo em que a Coroa lusa mantinha uma política de reforma do absolutismo, surgiram na Colônia várias conspirações contra Portugal e tentativas de independência. Elas tinham que ver com as novas ideias e os fatos ocorridos na esfera internacional, mas refletiam também a realidade local. Podemos mesmo dizer que foram movimentos de revolta regional e não revoluções nacionais”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p. 98. Escolha a alternativa que contém apenas revoltas de caráter separatista que ocorreram durante o período colonial. Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 8/11 Inconfidência Mineira, Revolta de Felipe dos Santos e Revolução de Pernambuco. Inconfidência Mineira, Revolta e Vila Rica e Conjuração dos Alfaiates. X Inconfidência Mineira, Conjuração dos Alfaiates e Revolução de Pernambuco. Conjuração dos Alfaiates, Revolução de Pernambuco e Guerra dos Mascates. Guerra dos Mascates, Revolta de Beckman e Revolução de Pernambuco. [372387_10] Questão 015 “Os filhos do reino eram os homens de negócios, os mercadores de loja, os caixeiros como também os mascates propriamente ditos, que podiam acumular todas essas tarefas, desde o grande comércio de exportação e importação, passando pelo de escravos até o varejo, o fornecimento de crédito, a construção ou o afretamento de embarcações. A invenção de uma ‘nobreza da terra’ representaria, nesse caso, importante artifício político envolvido no conflito crescente entre senhores de engenho e mercadores do Recife, entre 1654 e 1711”. MONTEIRO, Rodrigo Bentes. O rei no espelho. A monarquia portuguesa e a colonização da América (1640-1720). São Paulo: Hucitec; FAPESP, 2002. p. 251. O historiador Rodrigo Bentes Monteiro discorre sobre a “nobreza da terra” em Pernambuco, que se fortalecia desde 1654, ano da expulsão dos holandeses. No ano de 1710 se daria a explosão de um conflito entre esses senhores de engenho e os mercadores que viviam em Recife. Qual foi o estopim do conflito que ficou conhecido como Guerra dos Mascastes”? X A tentativa de separar Recife de Olinda e o transformar em vila. As notícias que chegavam de Portugal acerca de mais impostos sobre a venda do açúcar. O roubo de uma carga de açúcar que seguia para o Recife para ser exportada para Portugal. O ataque dos comerciantes de Recife contra as fazendas de açúcar de Olinda. Uma briga pontual entre um senhor de engenho e um conhecido mercador de Recife. [372388_2] Questão 016 “A expansão ocidental caracterizou-se pela bifrontalidade: por um lado, incorporavam-se novas terras, sujeitando-as ao poder temporal dos monarcas europeus; por outro, ganhavam-se novas ovelhas para a religião e para o papa. De todos os frutos que poderia dar a terra recém-descoberta, pareceu a Caminha que o melhor seria salvar a gente indígena. ‘E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar’, permitia-se aconselhar, com grande naturalidade, o escrivão de Calicute”. (SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 32). O que seria a “bifrontalidade” da expansão ocidental de que trata a historiadora Laura de Mello e Souza? X A bifrontalidade da expansão se daria, segundo Laura de Mello e Souza, a partir da conquista de novos territórios e da catequização dos indígenas. Laura de Mello e Souza, citando Pero Vaz de Caminha, entende que a expansão ocidental deveria plantar sementes, ou seja, fazer a agricultura, e catequizar os indígenas. Para a historiadora a expansão ocidental teria duas frentes: ampliar o poder religioso dos monarcas europeus e catequizar os indígenas da América. Para Souza, salvar a gente indígena e ganhar novas ovelhas para o papa eram as duas frentesda expansão ocidental. Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 9/11 A historiadora utiliza trecho da carta de Caminha para concluir que a bifrontalidade se dava por “salvar a gente indígena” da violência dos espanhóis e plantar sementes na nova colônia. [372388_5] Questão 017 “Seria errôneo pensar que, enquanto os índios se opuseram à escravidão, os negros a aceitaram passivamente. Fugas individuais ou em massa, agressões contra senhores, resistência cotidiana fizeram parte das relações entre senhores e escravos, desde os primeiros tempos. Os quilombos, ou seja, estabelecimentos de negros que escapavam à escravidão pela fuga e recompunham no Brasil formas de organização semelhantes às africanas, existiram às centenas no Brasil colonial. Palmares – uma rede de povoados situada em uma região que hoje corresponde em parte ao Estado de Alagoas, com vários milhares de habitantes – foi um desses quilombos e certamente o mais importante”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p. 47. Tendo em vista a importância do quilombo de Palmares para a história da resistência dos escravos no Brasil, o que aconteceu com ele? Portugal teve de enviar soldados para que finalmente o quilombo fosse destruído, já que era uma má influência para os demais escravos da região. X Depois de várias tentativas do governo de destruir o quilombo, os paulistas foram chamados e, integrando um exército de milhares de soldados, conseguiram matar Zumbi e destruir o quilombo. O quilombo de Palmares durou poucos anos devido aos boicotes da população daquela região, que se recusavam a estabelecer comércio, bloqueavam caminhos e organizavam saques contra o quilombo. Brigas internas pela liderança do quilombo fizeram que em poucos anos as milhares de pessoas começassem a deixar a região de Palmares e constituir pequenas vilas nas proximidades. Após muitos anos de luta, houve um acordo entre seu líder, Zumbi, e o governador- geral português, que estabeleceu limites para sua expansão e para a entrada de moradores. Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 10/11 [372388_11] Questão 018 “A chegada de despachos de Lisboa que revogavam os decretos do príncipe regente, determinavam mais uma vez seu regresso a Lisboa e acusavam os ministros de traição deu alento à ideia de rompimento definitivo. A princesa dona Leopoldina e José Bonifácio enviaram às pressas as notícias ao príncipe, em viagem a caminho de São Paulo. As recomendações ao portador de que arrebentasse uma dúzia de cavalos se fosse preciso, para chegar o mais rápido possível, indica o interesse de José Bonifácio em apressar a independência e fazer de São Paulo o cenário de ruptura final. Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, dom Pedro preferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a independência do Brasil”. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p. 116. Apesar da ideia de rompimento que muitos livros de História costumam enfatizar quando discorrem sobre a independência do Brasil, pouca coisa mudou de fato no dia 7 de setembro. Veja as informações abaixo: I. Regime monárquico. II. Herdeiro português como imperador. III. Pacto Colonial. IV. Escravidão. Escolha as afirmações que contém as permanências após a Independência do Brasil no dia 7 de setembro de 1822. X I e II. I, II e IV. III e IV. Todas as afirmações. II, III e IV. [372388_4] Questão 019 Anos após a tomada de Pernambuco pelos holandeses, Mauricio de Nassau organizou a conquista de Luanda, em Angola. Mais tarde, partiria do Rio de Janeiro seu governador Salvador Correa de Sá e Benavides para retomar esse domínio para os portugueses. Veja como Charles Boxer descreve a sequência das decisões após Luanda retornar aos domínios de Dom João IV: “Uma das primeiras medidas tomadas por Salvador [Correa de Sá e Benavides] foi o restabelecimento do tráfico de escravos, sem restringir ao Brasil o âmbito de suas ambições. Sabia muito bem, por experiência própria, quanto os colonos espanhóis necessitavam de negros e esperava fazer dessa circunstância uma alavanca para reabrir o tráfico em Buenos Aires (...)”. (BOXER, Charles. Salvador de Sá e a luta pelo Brasil e Angola 1602-1686. Trad. de Olivério de Oliveira Pinto. São Paulo: Editora Nacional, Editora da Universidade de São Paulo, 1973.p. 291). A partir da análise proposta por Charles Boxer sobre a retomada de Luanda, explique qual a relação que se estabelecia entre o Brasil e as possessões portuguesas na África. A relação entre os dois lados do Atlântico se dava pelo fornecimento de açúcar e tabaco para Luanda, que enviava ouro e diamantes como pagamento. X Holandeses e portugueses sabiam da importância de locais como Luanda para o fornecimento de mão de obra escrava para a América portuguesa. Luso-brasileiros estabelecidos dos dois lados do Atlântico controlavam o comércio marítimo de especiarias e açúcar, por isso o interesse dos holandeses na região. Com a descoberta de ouro na região de Pernambuco, os africanos escravizados que eram enviados como mão de obra eram pagos com as pedras preciosas; esse comércio foi rompido com a tomada de Luanda pelos holandeses. Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:06 11/11 A tomada de Luanda pelos holandeses significou o desmantelamento das relações comerciais entre as duas colônias portuguesas, baseadas na troca de mercadorias e manufaturas. [372388_1] Questão 020 Sobre a relação que os portugueses estabelecem com o Brasil após sua chegada, a historiadora Laura de Mello e Souza escreve que: “Descoberto, o Brasil ocupará no imaginário europeu posição análoga à ocupada anteriormente por terras longínquas e misteriosas que, uma vez conhecidas e devassadas, se desencantaram. Com o escravismo, este acervo imaginário seria refundido e reestruturado, mantendo, entretanto, profundas raízes europeias. Prolongamento modificado do imaginário europeu, o Brasil passava também a ser prolongamento da Metrópole, conforme avançava o processo colonizatório. Tudo que lá existe, existe aqui, mas de forma específica, colonial”. (SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 31). O que a historiadora Laura de Mello e Souza quer dizer ao afirmar que o Brasil era um “prolongamento modificado do imaginário europeu?” Laura de Mello e Souza entende que os portugueses criaram no Brasil uma sociedade exatamente igual à que conheciam na Europa. Laura de Mello e Souza infere que o escravismo ajudou a fortificar as raízes europeias do imaginário na América portuguesa. Quando ela diz que “tudo o que lá existe, existe aqui”, ela reafirma que os portugueses transferiram exatamente as mesmas instituições para sua colônia. X Para Souza, o imaginário europeu foi transferido para o Brasil mas sofreu modificações a partir da vivência dos colonos. A historiadora argumenta que os portugueses não conseguiram instituir no Brasil as instituições e o imaginário europeu que gostariam.