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evolução histórica- freud
J. Breuer e o Método com base hipnótica.
Catarse ou ab-reação: durante o estado de transe hipnótico o sujeito recorda-se de uma série de ocorrências traumáticas vivenciadas num passado remoto, obtendo com isto um grande alívio sintomático. Anna O se referia a tal método como talking cure. 
Traumas: Os sintomas de pacientes histéricos baseiam-se de seu passado que lhes causaram grande impressão mas que foram esquecidas. 
Conversão: Os sintomas representavam um emprego anormal de doses de excitação que não haviam sido descarregadas.
Obs: Freud aprendeu a hipnose com Charcot (tentou né)
atuações de freud antes da psicanálise cientifica
Freud acreditava que a neurose de suas pacientes histéricas provinha de traumas sexuais que teriam realmente acontecido na infância por sedução de homens mais velhos, mais precisamente os próprios pais (descartado mais a frente)
Dando-se conta de que era um mau hipnotizador e por isso resolveu experimentar a possibilidade da “livre associação de idéias”, obtida com as pacientes despertas.
Passou a utilizar um método coercitivo, convidando as pacientes a deitarem-se no divã ao mesmo tempo em que, com insistentes estímulos e pressionando a fronte delas com os seus dedos, obrigava-as a associarem “livremente” como uma tentativa de recordarem o trauma que realmente teria acontecido, mas que estaria esquecido, devido à repressão.
· A paciente Elisabeth Von R. repreendeu Freud para que deixasse de importuná-la porque, ela assegurava-lhe, sem pressão associaria mais livremente e melhor, é que ele ficou convencido de que as barreiras contra o recordar e associar provinham de forças mais profundas, inconscientes, e que funcionavam como verdadeiras resistências involuntárias.
Isto constituiu-se como uma marcante ruptura epistemológica, porquanto Freud começou a cogitar que essas resistências correspondiam a repressões daquilo que estava proibido de ser lembrado, não só dos traumas sexuais realmente acontecidos, mas também daqueles que foram fruto de fantasias reprimidas.
· Freud compreender que “o conflito psíquico como resultante do embate entre as forças instintivas e as repressoras, sendo que os sintomas se constituiriam como sendo a representação simbólica deste conflito inconsciente”.
teoria do trauma
teoria da libido 
Libido conceituada por Freud como manifestação psicológica do instinto sexual. 
Tentativa de explicar fenômenos, tais como os da histeria, que explicava como sendo resultantes do fato de que a energia sexual era impedida de expandir-se através de sua saída natural e fluía, então, para outros órgãos, ficando restringida ou contida em certos pontos e manifestando-se através de sintomas vários.
Freud chegara à conclusão de que as neuroses, como a histeria, a neurose obsessiva, a neurastenia e a neurose de angústia (fobia), teriam sua causa imediata no aspecto “econômico” da energia psíquica, ou seja, num represamento quantitativo da libido sexual.
Partindo da concepção inicial de que o conflito psíquico era resultante das repressões impostas pelos traumas de sedução sexual que realmente teriam acontecido no passado, e que retornavam sob a forma de sintomas, Freud postulou que os “neuróticos sofrem de reminiscências”, e que a cura consistiria em “lembrar o que estava esquecido”. 
· Na época de Freud, este “relembrar” visava unicamente a uma ab-reação, uma catarse por meio da verbalização dos fatos traumáticos e os respectivos sentimentos contidos nas lembranças.
· Hoje os analistas vão além disso e objetivam uma ressignificação dos significados atribuídos aos traumas que o paciente está rememorando na situação psicanalítica.
Para certos casos, esta fórmula persiste na psicanálise atual como plenamente válida, no entanto os traumas considerados não são apenas sexuais, e sim de toda ordem, os quais podem ter produzido um intenso estado de “desamparo”. “A MELHOR FORMA DE ESQUECER É LEMBRAR” ou, dizendo de outra forma, “o sujeito não consegue esquecer daquilo que ele não consegue lembrar”.
A necessidade de desfazer as repressões introduziu dois elementos essenciais à teoria e à técnica da psicanálise: a descoberta das resistências inconscientes e o uso das interpretações por parte do psicanalista. 
OBS1: A partir de 1897 Freud deu-se conta de que a teoria do trauma era insuficiente para explicar tudo. 
OBS2: Os relatos das suas pacientes histéricas não traduziam a verdade factual, mas sim que eles estavam contaminados com as fantasias inconscientes que provinham de seus desejos proibidos e ocultos.
1ª tópica
modelo/ teoria topográfica
Divisão do aparelho psíquico (mente) em três instâncias psíquicas (lugares, sistemas ou topos), com funções específicas para cada uma delas, que estão interligadas entre si.
Consciente
Função de receber informações provenientes das excitações vindas do exterior e do interior, que ficam registradas qualitativamente de acordo com o prazer e/ ou, desprazer que elas causam, porém ele não retém esses registros e representações como depósito ou arquivo deles. 
Assim, a maior parte das funções perceptivo-cognitivas-motoras do ego – como as de percepção, pensamento, juízo crítico, evocação, antecipação, atividade motora, etc., processam-se no sistema consciente, embora esse funcione intimamente conjugado com o sistema Inconsciente, com o qual quase sempre está em oposição.
Pré-Consciente
A “barreira de contato”, funciona como uma espécie de peneira que seleciona aquilo que pode, ou não, passar para o Consciente. 
Ademais, o pré-consciente também funciona como um pequeno arquivo dos registros, de modo que a ele cabe sediar a fundamental função de conter as: 
· Representações-palavra: que consiste num conjunto de inscrições mnêmicas de palavras ouvidas e de como foram significadas pela criança. (diferente das representações-coisa, presentes no inconsciente).
Os conteúdos do Pré-Consciente, ao contrário do Inconsciente, podem ser recuperados por meio de um voluntário ato de esforço.
Inconsciente
Parte mais arcaica do aparelho psíquico, onde, por meio de uma herança genética, existem pulsões, reparações primárias quando estas nunca emergem nos sistemas consciente e pré-consciente, acrescidas das respectivas energias e com “protofantasias” (“fantasias primitivas, primárias ou originais”).
O inconsciente também consiste num depósito de repressões secundárias, as quais chegaram a emergir sob forma disfarçada no consciente (como nos sonhos, atos falhos, chistes ou sintomas) e voltam a ser reprimidas para o Inconsciente.
O paradigma técnico passou a ser: “tornar consciente o que estiver no inconsciente”.
Em 1900, Freud publicou “A interpretação de Sonhos”, no qual ele comprova que o conteúdo do sonho “manifesto” pode ser visto como um modo disfarçado e “censurado” da satisfação de proibidos desejos inconscientes.
2ª tópica
teoria/ modelo estrutural
Freud tropeçava com o campo restrito e estático da teoria topográfica, e ampliou-a com a concepção de que a mente se comportava como uma estrutura no qual distintas demandas, funções e proibições, quer provindas do consciente ou do inconsciente, interagiam de forma permanente e sistemática entre si e com a realidade externa. 
A partir de O ego e o id (1923), ele concebeu a estrutura tripartide, composta pelas instâncias do:
ID
Ponto de vista topográfico 
Inconsciente como instância psíquica, virtualmente coincide com o Id, o qual é considerado o polo psicobiológico da personalidade, fundamentalmente constituído pelas pulsões.
ponto de vista econômico 
o id é um reservatório e uma fonte de energia psíquica.
Ponto de vista funcional 
É regido pelo princípio do prazer, logo, pelo processo primário.
Ponto de vista da dinâmica psíquica
Ele abriga e interage com as funções do ego e com os objetos, tanto os da realidade exterior, como aqueles que, introjetados, estão habitando o superego, com os quais quase sempre entra em conflito, porém, não raramente, o id estabelece alguma forma de aliança e conluio com o superego.
ego
Ego é a principal instância psíquica, porquanto funcionacomo mediadora, integradora e harmonizadora entre as pulsões do id, as exigências e ameaças do superego e as demandas da realidade exterior.
· Egossintônico: inconsciente e consciente estão de acordo com as necessidades do ego. (comportamento, sentimentos, valores aceitáveis).
· Egodistônico: inconsciente e consciente estão em conflito com as necessidades e objetivos do ego. 
1. Como um aparelho psíquico
Com funções essenciais, na sua maior parte conscientes, para relacionar-se de modo adaptativo com a realidade do mundo exterior, como são, entre outras, as de percepção, pensamento, memória, atenção, antecipação, discriminação, juízo crítico e ação motora. 
2. Como sede e fonte de um conjunto de funções mais complexas
Na sua maior parte inconsciente, como é o caso da produção de angústias, mecanismos de defesa, fenômenos de identificações e formação de símbolos. 
3. Como sede de representações que determinam a imagem que o sujeito tem de si
E que estruturam o seu sentimento de identidade e de auto-estima.
superego
· Quase totalmente de origem inconsciente;
· Composto e ditado pelos objetos internos;
· Seu maior efeito é o de ser um gerador de culpas, com as consequentes angústias e medos.
Sua pressão excessiva no psiquismo é a maior responsável pelos quadros melancólicos e obsessivos graves. 
Além disso se leva em conta a transgeracionalidade presente nesta instância, medos, angustias, proibições etc são passados de pais para filhos. 
Para Freud: “o superego é o herdeiro do complexo de Édipo”, o que vem a significar que ele está constituído pelo precipitado de introjeções e identificações que a criança faz com aspectos parciais dos pais, com suas proibições, exigências, ameaças, mandamentos, padrões de conduta e o tipo de relacionamento desses pais entre si. 
Mas alguns autores discordam, Kleinianos afirmam que o superego surge nos primeiros meses de vida, lacanianos que surgem a partir da etapa do espelho que vai dos 6 aos 18 meses. Etc.
O paradigma técnico da psicanálise foi formulado por Freud como: “onde houver id (e superego), o ego deve estar”.
SUBESTRUTURAS do superego
ego auxiliar
Nem sempre, os objetos superegóicos são introjetados de forma tirânica e ameaçadora. Pelo contrário, quando os objetos internalizados se organizam como aliados do ego, no sentido de auxiliar a estabelecer os necessários limites e a imposição de valores morais e éticos, cabe considerar a denominação de “ego auxiliar” como equivalente ao que seria um “superego amistoso e benéfico”.
ego ideal
“Herdeiro do narcisismo primário”. Funciona no plano imaginário, alicerçado na fantasia onipotente, ilusória, própria da indiscriminação com o outro, em que “ter” é igual a “ser”, e vice-versa (fusão com a mãe).
o sujeito portador de um ego ideal predominante no seu psiquismo, está sempre à espera do máximo de si mesmo, além de nutrir ideais virtualmente nunca alcançáveis.
· As identificações são primárias, do tipo adesivo ou imitativo;
· O sentimento de identidade resultante é o de falsidade. 
O ego ideal costuma estar muito distante do ego real, porém, para manter a ilusão, o sujeito deve utilizar fortes recursos defensivos de “negação”:
· Renegação (ou desestima) que é mais próprio dos estados narcísicos parciais (como nas perversões) ou;
· Forclusão, presente nos estados narcísicos totais (psicoses).
O sentimento predominante frente as frustrações das expectativas do ego ideal, muito mais do que culpas como no superego, é o de humilhação.
ideal de ego
É o herdeiro do ego ideal, projetado nos pais, somado às aspirações e expectativas próprias destes últimos. O sujeito está a serviço de um projeto de “um vir a ser”.
A sua permanência em grau exagerado o levará construir um “falso self” para corresponder às expectativas dos outros, ou a quadros fóbicos e narcisistas.
O sentimento predominante é o de vergonha diante de eventuais fracassos.
alter ego
Indica uma gemelaridade, ou seja, que um outro (“alma gêmea”) é o portador de aspectos que o indivíduo não diferencia daqueles que são exclusivamente seus.
contra-ego
Age aliado com os objetos sabotadores e infantilizadores do superego, além de muitas vezes até confundir-se com esse, porém ele fundamentalmente está a serviço da manutenção do mundo das ilusões narcisistas, com a predominância do que costuma ser chamado como “narcisismo destrutivo” ou “narcisismo de morte”. 
se organiza como uma oposição às partes frágeis, porém sadias e verdadeiras do ego, a partir do princípio desse contra-ego de que aquelas partes é que são as que levam o sujeito ao sofrimento e às humilhações. (não entendi)
super- superego/ supra-ego
Bion. Alude a uma área psíquica que é a parte psicótica da personalidade”, em cujos casos, o sujeito, indo além do “certo-errado”, “devo-não devo”, “bem-mal”..., cria a sua própria moral e as suas leis com as quais ele afronta a realidade e que, a qualquer custo, ele pretende impor aos demais.
superego tirânico
Tem a capacidade de impor ao ego do sujeito um mandamento para que ele assuma na vida um papel de vítima, eterno fracassado, bode expiatório, etc. o sujeito assume culpas (frequentemente indevidas), atos masoquistas, boicotes e sabotagens contra qualquer possibilidade de um crescimento seu que seja expressivo. Cavilações obsessivas e estéreis ações compulsivas, quadro melancólicos, dificuldades sexuais e proibição de obter uma completude orgástica etc. 
pulsões
Representante psíquico dos estímulos somáticos. 
· Pulsão (TRIEB): alude a necessidade biológica com representações psicológicas que urgem em ser descarregadas.
· Instinto (INSTINKT): são os padrões fixos, hereditários de comportamento animal, típicos de cada espécie.
Obs: não possuímos instintos, e sim pulsões. 
Componentes da pulsão
Fonte
Provém das excitações corporais, ditadas pelas necessidades de sobrevivência. 
Força
Determina o aspecto quantitativo da energia pulsional, ou seja, representa o importante aspecto “econômico” do psiquismo.
Finalidade
Primariamente, é a descarga da excitação para conseguir o retorno a um estado de equilíbrio psíquico, é basicamente a necessidade de uma “satisfação” imediata a ser obtida por descarga motora ou eliminação do estímulo (saciedade).
Objeto
Bastante variável e mutável – é aquele que seja capaz de satisfazer e apaziguar o estado de tensão interna oriunda das excitações do corpo, ou que, no mínimo, sirva-lhe como mero depósito de descarga, onde pulsão atinge sua finalidade. 
Derivado destes 4 componentes surge o conceito de catéxis ou investimento pulsional.
Alude ao fato de que uma certa quantidade de energia psíquica, a qual também pode manifestar-se por um “interesse do ego”, esteja ligada a um objeto, tanto externo como ao seu representante interno, numa tentativa de reencontrar as experiências de satisfação que lhe estejam correlacionadas.
Exemplos: o bebê substitui o seio da mãe pela sucção do próprio dedo. Adultos fantasiam e devaneiam para suprir suas faltas. 
Está relacionado ao princípio do prazer.
· Desejo: um impulso que visa repetir experiências nas quais já tenha previamente havido a satisfação de alguma necessidade
Freud e a dualidade de pulsional
Pulsões do Ego ou de Autoconservação
Necessidades e exigências das funções corporais, indispensáveis para a conservação, desenvolvimento, crescimento e os auto-interesses do ego além de seus interesses. 
Basicamente Estão relacionadas as funções corporais, no início da vida as pulsões são unicamente de autoconservação (cuidados, leite, calor, amor). 
Pulsões Sexuais ou de Preservação da Espécie
Situa-se no limite somatopsíquico, a libido (desejo). Todo o prazer corporal que não era devido à satisfação direta das pulsões do ego (fome, sede etc), foi considerada como sendo sexuais ou eróticas, sendo que as zonas corporais suscetíveis à estimulação erótica, foram denominadas zonas erógenas. (boca, ânus, meato do aparelho geniturinário externo, mamilo)
Freud (1938), “seria mais correto dizer que o corpo, como um todo, é uma zona erógena”.
1º MOMENTO
“pulsõessexuais” estão indissociadas das de “auto conservação”.
· Fonte da Pulsão: Necessidade de ser nutrido 
· Força Corporal: Boca 
· Força da Pulsão: Intensidade da Fome 
· Finalidade da Pulsão: Saciar a Fome 
· Objeto: Leite que emana do seio 
2° MOMENTO 
“pulsões sexuais” e de “auto conservação”, se tornam independentes e se destinam primordialmente a satisfazer os desejos libidinais (erotização do seio).
· Fome já está saciada, mas continua sugando o seio;
· Fonte da Pulsão é proveniente do DESEJO libidinal-sexual;
· Zona erótica: Mucosa labial;
· Força da Pulsão: Sexual;
· Finalidade: Sexual – preservação da espécie 
· Objeto: Seio da mãe.
Freud deu-se conta de que a teoria geral das pulsões não conseguia explicar todos os quadros da psicopatologia clínica, reconhecendo que as pulsões que se referiam tanto ao ego como aos objetos externos não tinham natureza diferente e, por conseguinte, não mais cabia a distinção entre “pulsões do ego” e “pulsões sexuais”
As pulsões de autoconservação e as pulsões de preservação da espécie são no fim, fundidas numa única com o nome de PULSÕES DE VIDA.
princípio do prazer- desprazer
Regido pelo inconsciente. 
O princípio do prazer caracteriza-se pela procura de prazer e ao mesmo tempo de evitamento de dor, sofrimento ou tensão, por parte de um organismo.
Este rege a instância inconsciente a qual funciona de acordo com as leis dos processos primários e apresenta uma outra realidade, isto é, as fantasias, é falso e acaba rapidamente, pois não sacia a necessidade real. 
O prazer estaria relacionado a uma diminuição da tensão do aparelho psíquico. 
Busca a descarga o mais rápido possível, ou seja, o prazer, e tende ao prazer absoluto, mas obtém apenas um prazer parcial. 
O prazer absoluto nunca é obtido, uma vez que a descarga absoluta nunca é realizada. 
O inconsciente compõe-se exclusivamente de uma pluralidade de representantes pulsionais chamadas de “representações inconscientes” ou “representações de coisa”, estas não respeitam as coações da razão, da realidade ou do tempo, elas têm uma única exigência: buscar instantaneamente o prazer absoluto. As representações de coisa moldam os sonhos e em especial fantasias. 
princípio da realidade
Regido pelo pré-consciente e consciente. 
Seu funcionamento depende da antecipação de uma situação futura, direciona a adaptação do homem a uma realidade e a ordem moral. Exige contraste e renúncia àquela parte (fantasiosa) do prazer que supera os limites consentidos pela moral, criando assim conflitos interiores. 
Este rege as instâncias de acordo com as leis dos processos secundários. Modifica a ação do princípio do prazer, o prazer pode ser adiado ou uma dor tolerada em nome de um prazer maior ou para evitar uma dor maior no futuro. 
Obedece às solicitações do mundo exterior. 
Busca a descarga, ou seja, o prazer, visando obter e obtém um prazer moderado. 
O Pré-consciente, compõe-se exclusivamente de representações de palavra. Abarcam diferentes aspectos da palavra, como sua imagem acústica ao ser pronunciada, imagem gráfica, ou imagem gestual de escrita. 
Já as representações conscientes, cada uma é composta de uma representação de coisa agregada à representação da palavra que designa essa coisa (ex: maçã, imagem e palavra).
esquema neurológico do arco reflexo (aplicado ao corpo)
· Polo sensível: sujeito percebe a excitação, isto é, a injeção de uma quantidade x de energia. 
· Polo motor: sujeito libera energia recebida numa resposta imediata do corpo. 
· Entre as duas extremidades (trajetória do arco): instala-se assim uma tensão que aparece com a excitação.
· Descarga motora: desaparece com a tensão. 
O princípio do prazer rege esse trajeto: receber a energia -> transformá-la em ação -> consequentemente reduzir a tensão do circuito. 
“O princípio do prazer é cada vez provocado por uma tensão desprazerosa, e assume uma direção tal qual seu resultado final coincide com uma redução dessa tensão, insto é, com uma evitação de desprazer ou uma produção de prazer.” S. Freud.
O psiquismo tenta obedecer ao princípio do prazer que visa a descarga total da tensão, mas não consegue êxito. 
arco reflexo aplicado ao psiquismo
Na vida psíquica, a tensão nunca se esgota. Estamos, enquanto vivemos, sob constante tensão. 
Polo esquerdo- representante psíquico da pulsão (excitação pulsional contínua)
1. Extremidade sensitiva (excitação): a excitação é sempre de origem interna e nunca externa, que situada no polo sensitivo do aparelho psíquico é um representante ideativo (marca, ideia, imagem) carregado de energia (pulsões). 
2. Esse representante depois de carregado uma primeira vez tem a particularidade de continuar permanentemente excitado deixando o aparelho psíquico também constantemente excitado, da mesma forma, é impossível suprimir completamente uma tensão que se realimenta sem cessar.
3. Assim, vivenciado dolorosamente pelo sujeito a tensão, havendo então um apelo à descarga. É essa tensão penosa que o aparelho psíquico tenta em vão escoar, sem nunca chegar verdadeiramente a fazê-lo.
· DESPRAZER = aumento ou manutenção da tensão. 
· PRAZER= supressão/ eliminação da tensão. 
Temos assim um estado de desprazer efetivo e incontornável e inversamente, um estado hipotético de prazer absoluto. Toda resposta é inevitavelmente metafórica e a descarga inevitavelmente parcial. 
Polo direito- representante psíquico de uma ação
1. Na porta de entrada o afluxo das excitações é constante e excessivo, na saída, há apenas um simulacro de resposta, uma resposta virtual que implica uma descarga parcial. A energia psíquica é compactada na entrada e destilada na saída. 
2. A energia aflui e circula da excitação para a descarga, e atravessa necessariamente a rede intermediaria, em forma de condensação ou deslocamento, se não descargada é ocorre o recalcamento.
Pulsões de vida- eros
· Objetivo conduzir o indivíduo a uma renovação da vida. 
· Abrange e unifica as “pulsões sexuais” e as de “autopreservação”.
· Há uma prioridade das seguranças sociais e psíquicas. 
· Abertura para o novo e para o amanhã. 
· Libido conceituada como energia, não mais da pulsão sexual, mas sim da pulsão de vida. 
pulsões de morte- tânato
· Objetivo é a redução de toda carga de tensão orgânica e psíquica. 
· Conduz o que é vivo à morte. Uma volta ao estado inorgânico.
· A descarga, a falta do novo, a falta de vida, a morte. 
· Organização psíquica mais antiga aquela que nunca pode ser domada, vai em direção a destruição. 
· Está em oposição as pulsões de vida. 
Permanecendo dentro do indivíduo: se manifesta sob a forma de fortes angústias e uma tendência para a autodestruição.
Para fora do indivíduo: se manifesta em pulsões destrutivas. 
A partir da “pulsão de morte”, Freud postulou o princípio da “compulsão à repetição”, o qual designa a tendência do psiquismo humano em repetir situações penosas e traumatizantes anteriores.
Em resumo
· Sujeitos “normais” e neuróticos: predomina a pulsão de vida.
· Sujeitos psicóticos e em condições correlatas: Predomina a Pulsão de Morte. 
· Pulsão de Vida: visa JUNTAR, ligar tudo aquilo que estiver separado no indivíduo e na espécie humana 
· Pulsão de Morte: pela força da repulsão e desrupção, tende a DESTRUIR as ligações.
mecanismos de defesa
Defesas mais arcaicas do ego
forclusão
· A forma extrema de negação mágico-onipotente.
· É basicamente a destruição do próprio Ego. 
· Própria dos estados psicóticos.
Consiste em fazer uma negação extensiva à realidade exterior e substituí-la pela criação de uma outra realidade ficcional (o melhor modelo está contido no conhecido modelo que Freud descreveu como uma “gratificação alucinatória do seio”, quando, por algum tempo possível, a criança substitui o seio ausente da mãe pelo próprio polegar).
Os mecanismos de defesa dos neuróticos se articulam como protetores perante uma realidade não tolerada, ainda que se consiga uma conexão com ela em algum nível.
Na psicose, no entanto, a realidade angustiante não é tolerada de nenhuma forma, eos mecanismos de defesa se articulam deixando a pessoa em contato apenas com a realidade desejada ou imaginada, sem contato com a realidade angustiante.
Dessa forma, é possível obter alguma estabilidade nas emoções. Às vezes, essa estabilidade emocional é conseguida graças à construção de um delírio.
Renegação
· (ou: denegação; recusa; desestima; desmentida).
· Menor gravidade que a forclusão psicótica, por ser mais parcial e estar encapsulada em uma só parte do ego.
· Defesa é típica das estruturas perversas.
Consiste em um mecanismo pelo qual o sujeito nega o conhecimento de uma verdade que, bem no fundo, ele sabe que existe. O melhor modelo para explicar isso é o que acontece no fetichismo.
Negação
Acompanha a “posição esquizoparanóide”, ou seja, aquela que é resultante da combinação de um onipotente capacidade do ego do sujeito de fazer: 
· Dissociações (das pulsões, dos objetos, dos afetos e de partes do próprio ego);
· Projeções (sobre um outro objeto);
· Identificações projetivas (para dentro de algo ou alguém);
· Introjeções (é uma forma de incorporar tudo o que puder contraarrestar o mau que a criança sente como estando dentro de si)
· Idealizações (de si próprio ou de outros, como uma maneira de evitar sentir a sensação de desamparo e impotência). 
Em resumo: 
Tiram da percepção os aspectos perigosos que machucam, procura negar fatos que perturbam. 
EX: a lembrança incorreta de um fato desagradável acontecido muito tempo atrás. Certas pessoas chegam a não lembrar nem mesmo de que houve o fato.
defesas menos arcaicas do ego
À medida que o ego for evoluindo e amadurecendo neurobiologicamente, ele começa a empregar defesas menos arcaicas, como é o uso de:
· Deslocamento
· Anulação
· Isolamento
· Regressão
· Transformação ao contrário. 
Defesas típicas dos quadros obsessivo-compulsivos e fóbicos, o que não quer dizer, é claro, que elas não estejam presentes em outras situações caracterológicas e psicopatológicas.
Deslocamento
Descarregamos a nossa agressividade em pessoas ou objetos menos perigosos. Diante do nosso chefe onde trabalhamos, mesmo sendo pisoteados, ficamos controlados, depois descarregamos em outras pessoas ou objetos. Muitas brigas em família são provocadas por acontecimentos externos e, às vezes, atiramos um objeto ao solo, descarregando a energia suficiente para agredir uma pessoa.
Anulação/anulação retroativa
Processo ativo que busca desfazer o que foi feito. 
O indivíduo tenta transformar um pensamento ou um ato em algo que nunca aconteceu. 
Isolamento
Isolamos desejos permanentes, pensamentos, atitudes, comportamentos, para não sofrer;
Regressão
Volta aos níveis anteriores, diante de frustração, é primitivo e não apresenta uma solução no momento, apenas regride e continua no inconsciente;
TRANSFORMAÇÃO de uma pulsão em seu contrário
Consiste na transformação do fim de uma pulsão em seu contrário. 
· O fim da pulsão que é transformado, e não o objeto por meio do qual ela é satisfeita.
Por exemplo, se meu companheiro me abandona, o amor que eu sentia por ele se transforma em ódio. Pelo mesmo objeto que antes eu sentia amor, agora eu sinto ódio. A pulsão se transformou, mas o objeto (o meu companheiro), não.
DEFESAS MAIS ESTRUTURADAs DO EGO
Por sua vez, um ego mais amadurecido tem condições de utilizar defesas mais estruturadas, como são:
· Repressão
· Formação reativa
· Racionalização
· Sublimação.
Entre outras mais. Freud, em grande parte, centralizou a psicanálise em torno da “repressão” (ou “recalcamento”), que, no original, ele denominava Verdrangung, sempre presente nas estruturas histéricas.
Repressão
Impede que pensamentos dolorosos cheguem à consciência, afastando a lembrança de determinados fatos, apesar de continuar armazenados no inconsciente. 
EX: Sintomas histéricos, fobias, rigidez;
Formação reativa
Hábito psicológico oposto ao desejo recalcado. É a inversão do verdadeiro desejo. Às vezes um problema nascido na infância ou na adolescência é contrariado a vida toda, mas o valor continua importante. Aquilo que causa sofrimento acaba recebendo uma reação contrária em nossos atos.
Racionalização
São as premissas lógicas que ajudam a afastar da nossa vivência afetiva certos fatos que nos causam dor, sofrimento. São os motivos lógicos e racionais que encontramos para afastar pensamentos, lembranças etc. Disfarçamos os verdadeiros motivos que nos incomodam.
Sublimação
São os mais evoluídos de todos os mecanismos de defesa. Canalizamos os desejos afetivos para outras atividades ou alvos; descarregamos nossa energia acumulada em outras áreas, minorando a tensão e o sofrimento.
Cisão
Divide o objeto entre o amor e o ódio, é mais analítico e procura convencer que não vale a pena, que não compensa, que deve ser evitado;
Projeção
Projetamos ao mundo externo aquilo que não podemos ver em nós, que nos é doloroso, desagradável. Criticamos atos dos outros praticados, também, por nós, atribuímos defeitos aos outros que são nossos e não suportamos. Pode aparecer também no amor ou ódio que temos por um artista, que gostaríamos de ser igual. Nessa linha de pensamento, é uma maneira de dar sentido à nossa vida, mesmo que provisória;
Identificação
Identificamos com valores pessoas e procuramos imita-las. Para os estudiosos da Psicanálise, a imitação está relacionada, também, com a educação escolar, aprendemos, também, pela imitação, com aquilo que identificamos e preservamos como modelo;
parapraxias
· Atos do inconsciente nas atividades conscientes.
· São manifestações que escapam do inconsciente e têm intenções perturbadoras. 
· Possuem um sentido simbólico posto que expressam fantasias inconsciente por vínculo associativo. 
Sonhos
Uma experiência intima elaborada fora do estado de vigília. 
Freud salientou que os sonhos seriam essencialmente, a tentativa de realização de um desejo reprimido que se alojava no inconsciente, sendo que esse desejo seria primordialmente de natureza sexual ou encerraria aspectos proibidos pelo contexto moral.
O sonho é produzido por dois elementos centrais, trabalhados na interpretação do sonho.
Condensação
A condensação é o resumo das ideias que têm pontos em comum e uma analogia entre si. Funde elementos que estão a um nível latente com traços comuns num só. Estabelece uma relação entre o conteúdo manifesto (lembrado) e o latente (ocultos inconscientes). Ao nível do conteúdo latente, onde existem ideais e ao nível do manifesto, onde existem imagens. 
O conteúdo manifesto (lembrado) é sempre menor que o latente isso porque a condensação opera de três formas:
· Omitindo determinados elementos dos pensamentos latentes (ocultos, inconscientes);
· Permite que apenas um fragmento do conteúdo latente (oculto) apareça no sonho manifesto;
· Combina vários elementos do conteúdo latente num único elemento do conteúdo manifesto.
Traduzindo: A condensação é como juntar no sonho parte das vivências do quotidiano com outras censuradas, provocando confusão. 
Deslocamento
É a obra da censura, onde um elemento do sonho a nível latente é substituído por um dos seus fragmentos constituintes. Há uma transferência da importância que tem uma ideia para outra completamente diferente e afastada dela.
Traduzindo: Opera mudando a ênfase de um elemento relevante, que diz respeito ao desejo inconsciente, para outro sem importância como uma forma de disfarçar.
Objetivo destes mecanismos: é mascarar o sonho, formando às vezes sonhos como espécies de quadros desconexos, o que dificulta a sua interpretação. 
Atos falhos
Experiências sociais que muitas vezes provocam consequências desagradáveis como vergonha, ressentimento. Representam um meio fracasso no meio êxito. 
Todos os atos falhos têm em comum o fato de não entregues a uma escolha psíquica arbitrária: não são eventos casuais, mas atos mentais sérios.
Lapsos
· Orais;
· Escritos;
· De leitura;
· De audição. 
lapsos de língua
Quando trocamos uma palavra por outra ou o nome de uma pessoa por outro. 
Uma palavra surge evocando uma ideia condenável e muitas vezes contrária àqual se tinha a intenção de dizer.
A supressão da intenção consciente é indispensável para que ocorra o lapso de língua. Os lapsos de língua causam situações mais embaraçosas.
lapsos de leitura
Substituição de uma palavra que deve ser lida, sem haver necessariamente qualquer conexão de conteúdo entre o texto e o produto do lapso de leitura. 
A leitura desperta algo um material inconsciente por isso o lapso, é algo recalcado que se apressa em substituir. 
Atos
· Perdas;
· Atos descuidados.
Perda ou extravio
Ponto em comum: desejo que se realiza através da perda de algo. 
· Dar fim a algo, no lugar de dar fim a alguém.
· No lugar de perder ou dar fim a alguém se dá fim ao objeto.
atos descuidados
Servem para satisfazer desejos que uma pessoa deveria negar existir em si própria. Pode também ter a intenção de autopunição. 
Se alguém também afirma “não me peça para fazer isso, tenho certeza de que vou esquecer” a realização dessa profecia, segundo Freud nada tem de místico, pois “quem assim fala sente em si a intenção de não executar o pedido e apenas se recusa a confessá-lo a si mesmo.”
Exemplo 
Um homem pode ser obrigado a viajar de trem para visitar alguém e no momento da baldeação embarcar num trem de volta.
Exemplo
Fazer piadas e falar com sarcasmo quando se está nervosa.
Esquecimento
· De palavras;
· De intenções. 
ESQUECIMENTO DE NOME QUANDO ACOMPANHADO DE RECORDAÇÕES ERRÔNEAS:
· Processo repressivo (de recalque) ocorrido pouco antes do esquecimento;
· Possibilidade de uma associação externa entre o nome que se esquece e o elemento anteriormente reprimido.
· Prova: existência de um tipo de esquecimento que é motivado pelo recalque.
O que queria esquecer provocou o esquecimento do que não queria esquecer por estar este nome associado ao tema proibido.
A intenção de olvidar o tema ligado ao recalque não conseguiu realização plena, nem frustração completa; a perturbação revela-se então como resultado e substituto simbólico da motivação inconsciente: associação do nome esquecido e o arrastou para o pré-consciente através de um novo recalcamento. 
Traduzindo: Não se deseja o esquecimento do nome e sim coisas relacionadas. É uma nova forma do recalque agir (por associação).
Exemplo: 
Quando chegamos em um determinado lugar e perguntamos: o que eu vim fazer aqui mesmo? 
Quando eu saio de casa com uma carta na mão para despachá-la, mas percebo que passei por uma caixa de correi e não a deixei lá. O ato de depositá-la na caixa de correios entrou em associação com conteúdos psíquicos que quero manter recalcados.
Um mecanismo psíquico atua para que a ação não seja executada, e nesse caso para que eu esqueça minha intenção de colocar a cartar no correio. Há uma coisa retirada da consciência e é substituída.
chiste
O chiste é um fenômeno comum da vida cotidiana em que processos mentais inconscientes estão ligados na formação e apreciação de ditos espirituosos sarcásticos, abordando questões censuradas.
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