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AlfaCon Concursos Públicos
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou 
não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Aplicação da Lei Penal Militar ......................................................................................................................2
Princípio da Legalidade ..............................................................................................................................2
Lei Supressiva da Incriminação (com) Igual a Abolitio Criminis (CP) ........................................................2
Retroatividade da Lei Mais Benéfica ..........................................................................................................2
Apuração da Maior Benignidade ................................................................................................................2
Exceção à Retroatividade Benéfica .............................................................................................................2
Medida de Segurança .................................................................................................................................3
Tempo e Lugar do Crime ............................................................................................................................3
Territorialidade e Extraterritorialidade.......................................................................................................3
Território Nacional por Extensão ...............................................................................................................4
Ampliação a Aeronaves ou Navios Estrangeiros ..........................................................................................4
Exercícios ...................................................................................................................................................4
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AlfaCon Concursos Públicos
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou 
não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
Aplicação da Lei Penal Militar
Não precisa estudar direito penal para depois estudar 
direito penal militar.
O direito Penal Militar, direito penal material militar, 
está codificado no Código Penal Militar, que é o decreto Lei 
1000/69 (decretos-leis não existem mais), foi recepcionado pela 
CF como Lei Ordinária.
Princípio da Legalidade
O princípio penal da legalidade está previsto no Código 
Penal comum, no Código Penal Militar e também na Consti-
tuição Federal.
Não há crime sem LEI, para que eu possa incriminar 
alguém, tem que existir uma lei (princípio da Legalidade).
Não há crime sem Lei ANTERIOR (princípio da anterio-
ridade).
O que pode ser cobrado para você, esse principio está 
previsto no artigo primeiro, tanto do Código Penal comum, 
quanto do Código Penal Militar.
Doutrinadores penais entendem que o principio da lega-
lidade é mais amplo, pois compreende ao principio da reserva 
legal somada a anterioridade. A doutrina penalista em sua 
maioria entende isso. A contrario sensu, o cespe, por exemplo, 
já considerou correta uma questão que entendia que legalidade 
era igual a reserva legal.
Para os constitucionalistas reserva legal e legalidade são di-
ferentes, pois reserva legal é lei em sentido estrito que precisa de 
uma lei emanada do poder legislativo e legalidade é em sentido 
amplo precisa de uma normatização.
O princípio da legalidade é idêntico no CP e no CPM.
Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena 
sem prévia cominação legal.
Lei Supressiva da Incriminação (com) Igual 
a Abolitio Criminis (CP)
Vamos entender o que é a abolitio criminis:
Em 2006 foi editada uma lei que alterou o tratamento 
dado ao adultério, até 2006 adultério era crime. Ex. pular a 
cerca. Em 2006 veio uma Lei e disse pular a cerca não é crime. 
Mas terá efeitos civis. Essa Lei aboliu o crime, suprimiu a incri-
minação. 
Portanto, essa é uma Lei posterior que deixa de considerar 
o fato como crime.
Considere que você realmente pulou a cerca em 2005, e 
foi condenado, quando saiu a Lei em 2006 você já tinha sido 
condenado já estava cumprindo a pena. Será que essa Lei pos-
terior que aboliu o crime vai ser benéfica a você, vai chegar ao 
seu caso. Vai atingir fato que ocorreu anteriormente? R. Sim ela 
vai atingir os fatos que ocorreram anteriores, pois ela retroage.
Será que fere a coisa julgada? Sim, fere a coisa julgada, 
pense comigo se uma pessoa foi condenada, e existe uma 
sentença irrecorrível, transito em julgado, se já houve o transito 
em julgado, esta apenas cumprindo pena, essa lei ferirá a coisa 
julgada, porque mesmo que tenha tido transito em julgado 
e a pessoa esteja cumprindo pena essa lei vai atingir o caso 
concreto, vai ser benéfica e o agente vai ser liberado.
Quem aplica essa Lei? Súmula 611 do STF, juízo das exe-
cuções ele que aplica a lei mais benéfica, seja abolitio criminis 
ou qualquer lei que tenha beneficiado o agente.
Considerando que em 2006 quando saiu a Lei nova, fui 
solto, mas a minha ex-mulher, além da parte criminal, ela 
entrou com um pedido de ação por danos morais, dizendo que 
ofendi a honra dela, será que com essa lei nova, além de não 
mais cumprir a pena também não irei pagar a indenização? 
Não, pois os efeitos civis permanecem.
Art. 2° - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior 
deixa de considerar crime, cessando, em virtude dela, a própria 
vigência de sentença condenatória irrecorrível, salvo quanto 
aos efeitos de natureza civil.
Retroatividade da Lei Mais Benéfica
A lei mais benéfica também é conhecida pela doutrina de 
Lex Mitior (lei Melhor), nesse caso, diferentemente da abolitio 
criminis ou lei supressiva da incriminação, o fato não deixa de 
ser considerado crime, mas é “melhor” para o agente do crime, 
vamos supor que a pena diminua, essa lei retroagirá para bene-
ficiar o agente com essa diminuição de pena, quem vai aplicar 
é o juiz das Execuções penais, se o condenado já estiver preso. 
Fere a coisa julgada e será aplicado a ele.
Súmula 611 STF - Transitada em julgado a sentença conde-
natória, compete ao juízo das execuções a aplicação da Lei mais 
benigna. Cabe também ao preso.
Art. 2 §1º - A lei posterior que, de qualquer outro modo, favorece 
o agente, aplica-se retroativamente, ainda quando já tenha so-
brevindo sentença condenatória irrecorrível.
Apuração da Maior Benignidade
Existe uma lei ao tempo do fato que determina a aplicação 
da pena de um a cinco anos e podendo ter uma diminuição de 
1/3, vem uma lei nova, sendo que a pena da lei nova é de 2 a 6 
anos, com uma diminuição de metade, a pena ficou pior, mas a 
diminuição ficou melhor.
Será que pode o juiz fazer o seguinte vamos aplicar a pena 
da primeira lei (pena menor) com a diminuição da segunda lei 
(diminuição maior), vamos juntar as leis (fenômeno conheci-
do como lex tertia), os tribunais entendem ser possível. Porém 
no CPM, as leis serão olhadas sempre separadamente, não é 
possível Lex tertia.
Art. 2° §2° - Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei pos-
terior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada 
qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato.
Exceção à Retroatividade Benéfica
Lei excepcional ou temporária: Aplica-se a pena ao fato 
ocorrido durante sua vigência.
O país esta sofrendo uma crise econômica, entra uma lei 
excepcional em vigor, exemplo, é crime vender carne acima de 
R$50.00, durante um ano, depois de um ano vem uma lei nova 
e diz, é crime vender carne a R$100.00. Quando a lei era de 
R$50.00, certa pessoa vendia carne a R$70.00. 
Crime Penal Comum:
A lei B retroage se ela for mais benéfica, se ela for maléfica 
não retroage. Se não for maisbenéfica não retroage.
Lei Excepcional:
No mesmo exemplo, pode vender carne até R$ 50.00, o 
cara vende a R$70.00, depois vem a Lei B, fala que é crime 
vender carne acima de R$100.00. Nesse caso a Lei posterior 
é mais benéfica e não retroage. Porque tenho uma lei excep-
cional ou temporária, aplica-se ao fato ocorrido durante a sua 
vigência, ainda que venha uma lei posterior benéfica. Mesmo 
que o agente seja julgado lá na frente vou aplicar a lei A, isso é 
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Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou 
não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
chamado de ultra atividade da Lei Penal.
Art. 4º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o 
período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a deter-
minaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.
Lei Penal Comum
 
Lei Excepcional ou Temporária
 
Medida de Segurança
Temos o tempo do fato, da sentença e da execução.
De acordo com o código penal militar, aplica-se a Lei da 
sentença se não for diversa com a lei da execução. Se a lei da 
execução não for diversa aplica-se esta. No entanto, esse artigo 
não foi recepcionado pela Constituição Federal.
Se tenho uma lei melhor, devo aplicá-la, por ser uma regra 
constitucional prevista no artigo 5°, XL:
Art. 5°, XL, CF - a lei penal não retroagirá, salvo para benefi-
ciar o réu;
A medida de segurança é aplicada aos inimputáveis, com 
doença ou retardo mental que não entendia o caráter do fato 
ilícito do fato ou não podia determinar-se de acordo com seu 
entendimento.
 
Tempo e Lugar do Crime
Temos disposições diversas do Código Penal e do Código 
Penal Militar.
 
 Para definição do tempo e do lugar do crime temos 
diversas teorias que buscam defini-los:
Teorias para tempo e lugar do crime:
 → Teoria da Atividade: considera-se o momento da 
conduta.
 → Teoria do resultado: Considera-se o momento do resul-
tado.
Para o lugar do crime, no código penal comum, adota-se 
Ubiquidade (teoria Mista) momento da conduta ou do resul-
tado e para o para o tempo do crime, no código penal, adota-se 
a teoria da atividade.
Para o Código de Processo Penal, em regra foi adotada 
teoria do resultado. Porém uma exceção, trazida pela jurispru-
dência, que cai bastante em prova, a pessoa que leva um tiro e 
vai morrer em um hospital de outra cidade, nesse caso não será 
adotada a teoria do resultado (cidade em que morreu) e sim a 
teoria da atividade (cidade em que levou o tiro).
No Código Penal Militar, para definir o lugar do crime 
você terá que diferenciar se foi por ação ou por omissão se foi 
por ação teoria da ubiquidade se foi por omissão teoria da ativi-
dade, e o tempo do crime, o CPM adota a teoria da atividade.
Tempo do Crime
Art. 5º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou 
omissão, ainda que outro seja o do resultado.
Lugar do Crime
Art. 6º - Considera-se praticado o fato, no lugar em que se desen-
volveu a atividade criminosa, no todo ou em parte, e ainda que 
sob forma de participação, bem como onde se produziu ou deveria 
produzir-se o resultado. Nos crimes omissivos, o fato considera-se 
praticado no lugar em que deveria realizar-se a ação omitida.
Territorialidade e Extraterritorialidade
No código Penal a regra é a territorialidade: Aplica-se as 
regras penais brasileiras aos crimes praticados no Brasil. E a 
exceção é a extraterritorialidade: Aplica-se a lei penal brasileira 
aos crimes cometidos fora do Brasil.
Para o Código Penal Militar, aplica-se a lei penal militar 
ao crime cometido no território nacional ou fora dele, salvo 
tratados e convenções. Portanto para o Código Penal Militar, a 
territorialidade e a extraterritorialidade são a regra.
Art. 7º - Aplica-se a lei penal militar, sem prejuízo de convenções, 
tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido, no 
todo ou em parte no território nacional, ou fora dêle, ainda que, 
neste caso, o agente esteja sendo processado ou tenha sido julgado 
pela justiça estrangeira.
Caso o agente já tenha sido processado ou julgado pela 
justiça estrangeira, a sua pena será atenuada, conforme artigo 
8°:
Art. 8° - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta 
no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computa-
da, quando idênticas.
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Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou 
não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
Território Nacional por Extensão 
Aeronaves e navios brasileiros, onde quer que se encon-
trem, sob o comando militar ou militarmente utilizados. 
Ocupados por ordem legal de autoridade competente, ainda 
que de propriedade privada.
 
No caso de Tratados ou Convenções, se o Brasil assinou 
um tratado que em determinados casos não aplico a Lei penal 
brasileira. Nesse caso aplico a lei do tratado, pois prevalece, 
mesmo que o crime tenha ocorrido no Brasil.
Exemplo: Diplomata. A lei do estrangeiro aplica aqui no 
Brasil (princípio da intraterritorialidade).
Território Nacional por Extensão
1º. Para os efeitos da lei penal militar consideram-se como 
extensão do território nacional as aeronaves e os navios brasi-
leiros, onde quer que se encontrem, sob comando militar ou 
militarmente utilizados ou ocupados por ordem legal de auto-
ridade competente, ainda que de propriedade privada.
Ampliação a Aeronaves ou Navios 
Estrangeiros
2º. É também aplicável a lei penal militar ao crime pratica-
do a bordo de aeronaves ou navios estrangeiros, desde que em 
lugar sujeito à administração militar, e o crime atente contra as 
instituições militares.
Conceito de Navio
3º. Para efeito da aplicação deste Código, considera-se 
navio toda embarcação sob comando militar.
Exercícios
Julgue os itens a seguir, relativos ao direito penal militar.
01. Em relação ao tempo do crime, o Código Penal Militar 
adotou a teoria da atividade.
Certo ( ) Errado ( )
02. No Código Penal Militar, para efeitos de incidência da 
norma penal castrense, consideram-se como extensão 
do território nacional as aeronaves e os navios brasilei-
ros, onde quer que se encontrem, sob comando militar 
ou militarmente utilizados ou ocupados por ordem legal 
de autoridade competente, ainda que de propriedade 
privada. É também aplicável a lei penal militar ao crime 
praticado a bordo de aeronaves ou navios estrangeiros, 
desde que em lugar sujeito à administração militar, e o 
crime atente contra as instituições militares.
Certo ( ) Errado ( )
Gabarito
01 - CERTO
02 - CERTO
Anotações:
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