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Direção Defensiva Conteúdos definidos pelo CONTRAN Conceito de direção defensiva (Veiculos de duas, quatro ou mais rodas) Condições adversas Como evitar sinistros de trânsito Cuidados com os demais usuários da via Estado físico e mental do condutor, consequências da ingestão e consumo de bebida alcoólica e substâncias psicoativas Situações de risco 8 horas/aula De acordo com CTB - Código Brasileiro de Trânsito Art. 28 O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito. Conceito de Direção Defensiva A Direção Defensiva é o conjunto de técnicas que tem como finalidade capacitar o condutor a dirigir de modo a evitar sinistros ou diminuir as ocorrências, apesar das condições adversas ou da ação incorreta dos outros condutores ou pedestres. Para dirigir defensivamente todo condutor deve: planejar todas as ações pessoais com antecedência, a fim de prevenir-se contra o mau comportamento dos outros usuários do trânsito, bem como das condições adversas. O objetivo é evitar sinistros ou, ao menos, diminuir as consequências dos sinistros inevitáveis, apesar das condições adversas, dos erros e da responsabilidade de outros usuários das vias. Conhecimento: manter-se atualizado em relação às leis, aos riscos a que esteja exposto(a), às condições da estrada, às condições do tempo e às condições do veículo. Atenção: permanecer atento, pois a qualquer momento pode acontecer uma situação difícil. Previsão: prever com bastante antecedência os riscos a que estamos sujeitos, para evitá-los. Decisão: decidir a tempo qual a melhor alternativa a ser tomada, para evitar sinistros. Habilidade: ter capacidade de manejar os controles do veículo e executar perfeitamente as manobras necessárias. Elementos da Direção Defensiva Alguns elementos são considerados fundamentais para a prática de uma direção defensiva, tais como: Ao assumir a direção de maneira defensiva, o condutor está se preocupando em dirigir de maneira segura, atento não somente ao seu próprio comportamento, como também ao comportamento e atitudes de outros condutores PREVENTIVA Direção preventiva: é quando o condutor evita situações de sinistro ao conduzir seu veículo com segurança. CORRETIVA Direção corretiva: atitude emergencial que o motorista deverá adotar ao se defrontar com a possibilidade de sinistro ou corrigindo uma situação não prevista. O Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) foi criado em 2018, pela Lei nº 13.614, para orientar os gestores de trânsito do nosso país a implementarem ações com o objetivo de reduzir mortes e lesões no trânsito, em alinhamento com a Nova Década de Segurança no Trânsito da Organização das Nações Unidas (ONU). O Plano passou por uma revisão em 2021 que contou com a contribuição de mais de 100 especialistas, de 50 órgãos e entidades e representantes da sociedade civil. O trabalho agora é colocá-lo em prática e implementar as 154 ações ali destacadas e que, juntas, têm o potencial de salvar cerca de 86 mil vidas até o ano de 2028. redução de no mínimo 50% das taxas de mortes por grupo de habitantes e por grupo de veículos, no período de dez anos, de 2018 a 2028. Atitude: Preventiva e Corretiva A direção defensiva pode ser aplicada de forma Preventiva ou Corretiva, veja a diferença: A segurança no trânsito passa pela implementação de diferentes ações, envolvendo diferentes áreas do conhecimento e que vão da engenharia (viária e veicular), abordando a educação, o comportamento dos usuários da via (em especial, o motorista). Diante deste desafio, o Brasil busca estruturar e colocar em prática um plano nacional, criado pela Lei 13.614/2018, visando reduzir mortes e lesões no trânsito,e sua sigla se denominou PNATRANS. https://www.youtube.com/watch?v=3IMc9iYb9_8 Você sabe o que é sinistro de trânsito? A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, por meio da NBR 10697/20, redefiniu a terminologia de “acidente de trânsito”, passando a chamar “sinistro de trânsito”. Veja a seguir alguns conceitos apresentados na NBR 10697/20 SINISTRO DE TRÂNSITO É todo evento que resulte dano em veículo ou à sua carga e/ou lesões em pessoas e/ou animais e que possa trazer dano material ou prejuízos ao trânsito, à via ou ao meio ambiente, em que pelo menos uma das partes está em movimento nas vias terrestres ou áreas abertas ao público. obs.: este conceito também foi adotado pela Lei 14.599/23, que altera o Código Brasileiro de Trânsito Brasileiro, sendo incluído no Anexo I do CTB. INCIDENTE DE TRÂNSITO Todo evento que não resulte em vítima ou dano material, e que traga prejuízos ao trânsito, à via ou ao meio ambiente. PEDESTRE Toda pessoa a pé que esteja utilizando vias terrestres ou áreas abertas ao público, desde que não esteja em veículo ou sobre animal. CONDUTOR Toda pessoa que conduz um veículo. ABNT NBR 10697/2020 Pesquisa de sinistros de trânsito - Terminologia Objetivo - Esta Norma define os termos técnicos utilizados na preparação e execução de pesquisas relativas a sinistros de trânsito e na elaboração de relatórios estatísticos e operacionais. DISTÂNCIA DE SEGURANÇA É a distância lateral ou frontal que você deve manter do seu veículo com os demais, ou com a borda da pista, de forma a evitar sinistros. O condutor defensivo deve manter uma distância de segurança lateral e frontal a fim de que seja possível parar o veículo em caso de uma manobra repentina de outro condutor. Durante os dias de chuva, à noite ou com neblina essa distância de segurança deve ser ainda maior. É importante estabelecer uma Distância de Segurança e Direção Perfeita DIREÇÃO PERFEITA Realizar cada trajeto dirigindo: * sem causar sinistros (ter prudência e habilidade); * sem abusar do veículo (não ultrapassar os limites de carga, velocidade e tempo de uso); * sem atrasos (nunca tentar recuperar no trânsito o tempo perdido); * com cortesia (ser educado, solidário, ter respeito e tolerância com as falhas alheias). Você já ouviu falar em : Distância de Seguimento/Segurança? Para definir a distância de seguimento você tem que considerar as distâncias de reação, frenagem e parada. distância de reação (DR) É a distância percorrida pelo veículo, desde o instante em que o perigo é visto, até o momento em que o motorista toma a atitude de parar (pisar no freio). Em condições normais, o tempo médio de reação do motorista é de ¾ de segundos a 1 segundo, considerando-se que o tempo de reação é variável de pessoa para pessoa. Para que se possa entender de maneira mais clara a distância de reação e o que isso representa em espaço percorrido num determinado tempo real, veja o exemplo: Ao se considerar uma velocidade de 40 km/h, tem-se: 1 quilômetro = 1.000 metros 1 hora = 60 minutos = 3.600 segundos ¾ de segundo = 0,75 segundos Portanto, um veículo que se desloca a 40 Km/h = 40.000 metros/3.600 segundos, ou seja, estará se deslocando a uma velocidade de 11,11 metros/segundo. Se o tempo de reação de uma pessoa normal é de 0,75 de segundo, tem-se: 11,11 m/s x 0,75 segundos = 8,33 metros Desta forma conclui-se que, em uma velocidade de 40 km/h, o veículo percorrerá uma distância de 8,33 metros antes de começar a parar. distância de frenagem (DF) distância de parada (DP) é a distância percorrida pelo veículo desde o acionamento do mecanismo do freio, até a parada total do veículo. São inúmeras as variáveis que influenciam a distância de frenagem, uma vez que ela está relacionada diretamente ao tipo de via, de pneu do veículo e de freio, às condições do pavimento, à existência de detrito ou água na pista, à velocidade em que o condutor está trafegando, dentre outros fatores. é a distância percorrida pelo veículo desde que o perigo é visto até a imobilização completa do veículo. A distância de Reação (DR), somada à distância de Frenagem (DF), resulta na distância de Parada (DP), a qual deverá ser menor que a distância de Segurança (DS), para que não haja choque como veículoà frente. DR + DF = DPDP ou DPas pupilas levam de 4 a 7 segundos para restabelecerem a visão normal. Isto significa que um veículo a 80 km/h poderá percorrer 155 metros antes que seu condutor recupere plenamente a visão. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm PENUMBRA A penumbra é uma ocorrência frequente na passagem do final da tarde para o início da noite ou do final da madrugada para o nascer do dia ou ainda, quando o céu está nublado ou se chove com intensidade. É também considerada uma situação perigosa, pois contornos e cores ficam pouco definidos, dificultando ver e ser visto, a avaliação de distâncias e o reconhecimento de objetos. Ocorre ao anoitecer, ao amanhecer, no interior de túneis, viadutos e em tempestades. Para dirigir ou pilotar na penumbra, tão importante quanto ver, é também ser visto. Ao menor sinal de iluminação precária, deve-se manter a luz baixa ligada, reduzir a velocidade, aumentar a distância de segurança dos demais veículos e redobrar a atenção. NOITE A noite também pode ser considerada condição adversa de iluminação. Nesse período a visibilidade depende completamente da iluminação artificial das vias e da luz emitida pelos faróis dos veículos. Assim, deve-se manter as luzes do veículo em perfeito funcionamento, com os faróis regulados e limpos. Quando se tratar de pilotagem de motocicleta, se houver veículo à frente, recomenda-se que este não seja ultrapassado, mas seguido a uma distância segura. Aproveitando-se, assim, a iluminação adicional proporcionada por ele e a indicação de obstáculos, buracos ou irregularidades na pista através da observação de desvios e oscilações do veículo à frente. Penumbra e Noite Condições adversas de tempo São fenômenos climáticos e não climáticos que podem interferir na segurança do trânsito, alterando as condições da via, diminuindo a capacidade visual do condutor. Podem ser: Vento; chuva; neblina; fumaça; poeira; granizo. Cuidados com os ventos fortes Já se os ventos forem frontais, você deverá reduzir a velocidade, segurando com firmeza o volante, mantendo o alinhamento do seu veículo. Se os ventos forem transversais, atravessados, abra os vidros e reduza a velocidade, mantendo o volante firme. Cuidados nas chuvas O início da chuva torna a pista ainda mais escorregadia em função dos resíduos que se acumulam sobre a superfície. Se você entrar com o veículo em velocidade excessiva numa camada de água, poderá ocorrer a aquaplanagem/hidroplanagem, que consiste na diminuição da aderência dos pneus com o solo, perdendo assim, o contato com a pista. Caso ocorra a aquaplanagem, mantenha o volante onde estava quando se iniciou a aquaplanagem e tire o pé do acelerador, evitando usar o freio. Os pneus ficam menos aderentes, principalmente em curvas, e a sua visão diminui. Assim, deve-se reduzir a velocidade e manter ligados os limpadores de para-brisa. Neblina, cerração ou nevoeiro Você deverá redobrar a atenção; reduzir a velocidade; manter o ritmo constante; acender os faróis baixos; ligar o limpador de para-brisa. Em caso de parar o veículo, faça sempre em local com acostamento e sinalize a pista com o triângulo de segurança, mantendo o pisca-alerta ligado. Granizo Diminui a visibilidade e, quando muito forte, pode quebrar os faróis e o para-brisa. Além dos procedimentos recomendados em caso de chuva, trafegue em velocidade compatível com a situação e pare em local seguro. Má conservação; Curvas mal projetadas ou mal construídas; Pavimentação inexistente ou defeituosa; Sinalização deficiente ou inadequada; Aclives e declives acentuados; Falta de acostamento; Trechos escorregadios (areia, óleo na pista, poças de água); Buracos; Obras na pista; Excesso de vegetação; Lombadas; Ondulações; Desníveis. Condições adversas da via A via pública é definida como a superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, e compreende pista, calçada, acostamento, ilha e canteiro central. As vias podem ser urbanas ou rurais, com características e riscos próprios. São muitas as condições adversas das vias de trânsito. As principais delas, são: No que diz respeito às condições adversas da via, o condutor deve, como medida preventiva, controlar a velocidade e redobrar a atenção de acordo com cada situação, evitando ser surpreendido e sofrer qualquer sinistro. A velocidade deverá ser compatível com as condições da via, respeitando os limites de velocidade estabelecidos. NAS CIDADES (VIAS URBANAS) NAS ESTRADAS (VIAS RURAIS) O condutor defensivo deve procurar obedecer à sinalização existente com redobrada atenção, tomar cuidado ao dirigir e, sempre que possível, evitar esses horários e locais. Há um número maior de veículos nas vias urbanas, o que torna o trânsito mais intenso e mais lento, existindo uma sinalização específica para o controle do tráfego com segurança. Em determinados locais e horários, o número de veículos é maior. Nas rodovias estaduais e federais os níveis de velocidades são maiores, entretanto o número de veículos geralmente é menor, o que predispõe o motorista a exceder a velocidade permitida e cometer infrações de trânsito, aumentando também o risco de sinistros. Condições adversas da trânsito As condições de trânsito envolvem a presença de outros usuários da via, interferindo no comportamento do motorista. O trânsito pode sofrer variações de acordo com a via, o número de veículos e a fluidez do tráfego. Existem períodos do dia que afetam o tráfego na via, tais como os horários de pico, durante os quais a movimentação de pessoas e veículos é mais intensa. Os fatores adversos mais comuns são: Trânsito lento ou congestionado; Horários e locais de maior movimento; Áreas de aglomeração ou grande circulação de pedestres; Presença de ciclistas e outros veículos não motorizados; Tráfego intenso de veículos pesados; Comportamento imprudente ou agressivo de outros condutores. Espelho retrovisor(quebrado/trincado, ou mal regulado); Cinto de segurança (c/defeito ou colocado incorretamente); Pneus lisos; Freios desregulados; Lâmpadas queimadas e quebradas; Falta de buzina, velocímetro; Suspensão e sistema de direção com defeito; Amortecedor em mau estado Motor desregulado; Acelerador do motor em mau estado; Falta de equipamentos obrigatórios. Condições adversas do veículo Esta condição se refere às reais condições em que se encontra o veículo, pois um veículo mal conservado é sinônimo de provável insegurança no trânsito. Para dirigir com segurança, o condutor deve manter o veículo em bom estado e em perfeitas condições de funcionamento. Os veículos dispõem de equipamentos e sistemas importantes para, tanto evitar situações de perigo que possam causar sinistros (freios, suspensão, sistema de direção, iluminação, pneus, dentre outros), quanto para diminuir os impactos causados caso estes ocorram (cintos de segurança, airbags, encostos de cabeça, barras de proteção laterais). Deve-se ter atenção redobrada a alguns defeitos mais comuns que podem se tornar condições adversas de veículo: Pneus em mau estado de conservação podem: Derrapar com facilidade; Causar sinistros. a manutenção do veículo além de ajudar a reduzir o número de sinistros, ajuda a economizar e aumentar a vida útil do carro. Más condições dos veículos Para evitar sinistros causados pelas más condições dos veículos é necessário: Fazer manutenção periódica no veículo, que consiste em Inspecionar e solucionar possíveis defeitos nos equipamentos; Verificar os equipamentos obrigatórios; Fazer revisão no veículo antes de viajar; Verificar regularmente os equipamentos de segurança, obrigatórios, de informação e comunicação do veículo (buzina, pisca-alerta, luz de freio, luz de ré, seta e farolete). Condições adversas físicas: cansaço, sono, deficiência da visão, deficiência na audição, pressa, sob efeito de bebida alcoólica, drogas ou uso de medicamentos, ingestão de alimentos pesados que acarretam sonolência. Condições adversas mentais: preocupações, medo, ansiedade, agressividade e abalos emocionais. Um bom motorista: Não descontaseu complexo de inferioridade dirigindo em alta velocidade; Não desabafa suas tensões, conflitos e preconceitos enquanto dirige veículo motorizado; Controla-se emocionalmente, a fim de evitar um trânsito agressivo. Condições adversas do condutor Essa condição é, sem dúvida alguma, a mais importante de todas as condições adversas. O condutor é o personagem mais conflitante do sistema de trânsito, por isso se apresentam algumas das condições adversas mais comuns ao condutor e que podem causar sinistros: Fique Atento, já discutimos um pouco sobre o comportamento do condutor na disciplina de relações interpessoais. Art. 252. Dirigir o veículo: I - com o braço do lado de fora; ... V - com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo; ... Infração - média; Penalidade - multa. Atenção com as mãos Dirigir apenas com uma das mãos só é permitido quando o condutor faz gestos com o braço de acordo com o Art. 252 do CTB, ou na mudança das marchas ou acionar equipamentos ou acessórios do veículo. O Condutor deve segurar o volante com as duas mãos, pouco acima do centro da circunferência. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm Quando temos a intenção de mudar de faixa ou de fazer uma conversão isso pode ser ainda mais problemático. Em especial, se o motorista não conseguir identificar a presença de um outro veículo em determinado local. E é isso que acontece quando o motorista é afetado pelos pontos cegos no trânsito. Essa situação pode causar desde simples colisões a graves sinistros. Por isso, todo o cuidado é pouco. Mais ainda, porque não temos como eliminar por completo todos os pontos cegos do trânsito. Contudo, podemos minimizá-los ao máximo com alguns pequenos ajustes nos retrovisores. Você sabe oque é um Ponto Cego no veículo? Fique Alerta O condutor defensivo deve sempre ficar atento ao ponto cego, que são espaços na traseira e nas laterais direita e esquerda, que fogem do alcance dos retrovisores, impossibilitando o motorista de enxergar quem estiver posicionado nesses espaços. Os pontos cegos do carro são os espaços entre o campo visual do retrovisor externo e o campo de visão direta do condutor. Ou seja, as áreas externas ao redor do carro que os espelhos não conseguem captar e, consequentemente o motorista não consegue enxergar. Como você deve imaginar, essas falhas de visão são uma das principais causas de sinistros no trânsito. E justamente por isso pedem a nossa atenção. No fluxo normal do trânsito e, principalmente quando as ruas ficam cheias, nos movimentarmos nem sempre é uma tarefa das mais fáceis. Ao longo deste estudo, até o momento, vimos a importância de um comportamento adequado do condutor, sempre com atitudes preventivas em prol da segurança no trânsito. Analisamos o conjunto de dificuldades naturais que podem surgir (as condições adversas) e reforçamos o papel do "ser humano" para evitar a ocorrência de sinistros de trânsito. Agora vamos compreender melhor sobre que tipo de sinistros e possíveis colisões estamos falando, algumas medidas também preventivas, dicas e orientações do Código de Trânsito Brasileiro. Tipos de Colisões colisão com veículo da frente Ocorrem quando o condutor colide com o veículo que está imediatamente à sua frente no mesmo sentido de direção. São as colisões que ocorrem devido ao desrespeito à distância de segurança, ou seja, o condutor do veículo não mantém uma distância segura do veículo à sua frente, ficando impossibilitado de evitar a colisão. Considerando que as principais causas são: velocidade incompatível; falta de atenção (distração); não manter a distância segura; o tipo de via, a velocidade inadequada ou manobra inadequada ao momento. O condutor deve: manter a atenção nas retas com o que ocorre a cada momento no trânsito; observar nos cruzamentos a atenção em face da visão restrita do condutor; a todo momento ter domínio do seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados essenciais à segurança de trânsito. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro - CTB Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas: ... II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas; Colisão com veículo de trás São as colisões que ocorrem principalmente quando o motorista do veículo traseiro tem o mau hábito de dirigir “colado” ao veículo da frente, tornando impossível para o motorista que vai à frente avisá-lo de suas intenções, seja mudança de pista, parada, ultrapassagem ou até mesmo uma manobra de emergência. Para preveni-la: evite freadas bruscas; seja previsível, sinalize suas intenções com antecedência; mantenha as luzes do veículo em perfeito estado de conservação e uso; não dirija "colado" e facilite a ultrapassagem. "livre-se” dos colados à sua traseira, utilizando o princípio da cortesia e favorecendo a ultrapassagem dos apressadinhos, mantendo sempre as distâncias de segurança. As colisões com veículo em sentido contrário são via de regra, colisões graves, pois nesses casos somam-se as velocidades dos dois veículos. Por exemplo, se um veículo que trafega a uma velocidade de 80 km/h colide com outro que trafega em sentido contrário também a 80 km/h, teremos com resultante no ponto de impacto uma velocidade considerada de 160 km/h. Colisão com veículo em sentido contrário A colisão entre dois veículos frente a frente é um dos piores tipos de sinistro, pois o impacto sofrido é proporcional à soma das velocidades dos veículos envolvidos. Este tipo de colisão pode ocorrer em retas, curvas ou cruzamentos. A ultrapassagem em locais de pouca visibilidade, sem as devidas precauções de segurança, faz com que o condutor não disponha de tempo suficiente para desviar ou evitar a colisão quando se depara com outro veículo em sentido contrário. Para evitar este tipo de colisão, o condutor deve efetuar ultrapassagens somente nos locais permitidos, tendo visibilidade total e tempo suficiente para efetuar a manobra em segurança. Boa parte dos sinistros de trânsito ocorre em cruzamentos sinalizados, causados principalmente por desrespeito à sinalização, falta de visibilidade, desconhecimento das vias preferenciais, manobras inesperadas de veículos e trânsito de pedestres e ciclistas. Colisão nas ultrapassagens Ultrapassagens mal sucedidas, aliadas ao excesso de velocidade, culminam em sinistros mais graves. Esta manobra se torna perigosa em virtude de um dos veículos ocupar a pista da contramão, podendo ocasionar colisão frontal, além de derrapagem ou saída da pista. Após a ultrapassagem, o condutor deverá retornar imediatamente a sua pista da direita. As ultrapassagens em locais proibidos NÃO DEVEM SER REALIZADAS, pois aumentam o risco de colisão! Observe o trânsito frontal e pelo espelho retrovisor a retaguarda e facilite a ultrapassagem reduzindo a velocidade e deslocando-se para a sua direita o máximo possível. NÃO AUMENTE A VELOCIDADE! Fique atento ao que diz o Código de Trânsito Brasileiro CTB Art. 30. Todo condutor, ao perceber que outro que o segue tem o propósito de ultrapassá-lo, deverá: I - se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da direita, sem acelerar a marcha; II - se estiver circulando pelas demais faixas, manter-se naquela na qual está circulando, sem acelerar a marcha. Parágrafo único. Os veículos mais lentos, quando em fila, deverão manter distância suficiente entre si para permitir que veículos que os ultrapassem possam se intercalar na fila com segurança. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm Força centrípeta - tende a impulsionar o veículo para centro da pista. Força centrífuga - tende a impulsionar o veículo para fora da pista Colisão nas curvas Fatorescomo velocidade, tipo de pavimento, ângulo da curva, condições do veículo e do condutor, podem determinar a saída do veículo da faixa de direção, indo chocar-se com o que vem no sentido contrário. Com o aumento da velocidade, a força centrífuga ou centrípeta tende a impulsionar o veículo para fora da pista ou para dentro da pista Colisão nos cruzamentos Os sinistros em cruzamentos, normalmente ocorrem quando o condutor não observa a preferência de passagem no local. Na possibilidade de encontros simultâneos, deve-se observar também o bom senso, a educação e a gentileza para com o outro condutor. Espere com calma e só realize a manobra nos locais permitidos e com segurança. Sempre observar a sinalização e a preferência. -reduzir a velocidade; -respeitar a sinalização; -respeitar os pedestres e outros veículos. Nas rotatórias, não havendo sinalização contrária, a preferência é de quem está circulando na rotatória. Observe oque diz a legislação: CTB - Art. 194. Transitar em marcha à ré, salvo na distância necessária a pequenas manobras e de forma a não causar riscos à segurança: Infração - grave; Penalidade - multa. Colisão em marcha ré A marcha à ré é usada apenas para efetuar pequenas manobras. Para evitar sinistros: -Antes de manobrar o veículo verifique o espaço e se há obstáculos. -Não dê marcha à ré em cruzamentos. -Ao sair de ré da garagem ou estacionamento redobre a atenção. -Cuidado com crianças, animais ou objetos fixos ou móveis. -Fique atento aos pontos cegos que os espelhos retrovisores apresentam. Colisão com motocicleta Esteja alerta em relação às motocicletas: Mantenha especial atenção, pois tais veículos apresentam grande agilidade no trânsito. Observe algumas situações que podem ocorrer: Possibilidade de imperícia de alguns condutores. Possibilidade de imprudência ao realizar manobras. Menor capacidade de frenagem do veículo. Motocicletas em mau estado de conservação. Desrespeito dos outros condutores com o motociclista. Importante estar atento aos retrovisores. Lembre-se: O motociclista está sujeito a direitos e deveres como qualquer outro condutor. Infelizmente muitos desses condutores colocam a sua segurança em grande risco, pois sinistros envolvendo motociclistas normalmente acarretam consequências trágicas, devido à sua fragilidade e falta de proteção. Colisão com pedestres e ciclistas O Código de Trânsito Brasileiro atribui responsabilidade de todos para com os PEDESTRES. (Art. 29, parágrafo 2º do CTB). Art. 29. § 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres. Observe os locais em que a travessia de pedestres pode ser mais segura: nas faixas de segurança; nas passarelas; nos locais onde haja semáforo destinado ao pedestre. FIQUE LIGADO! A melhor regra para o condutor é ser cuidadoso com o pedestre e dar-lhe sempre que possível o direito de passagem. Não se esqueça: Certifique-se de que o CICLISTA viu e entendeu sua sinalização, mantenha distância e cuidado ao efetuar manobras. Com o veículo parado fique atento ao abrir a porta. Ciclistas têm preferência sobre veículos automotores. Portanto o motorista deve: * Dar preferência e facilitar a passagem de ciclistas e usuários de outros veículos não motorizados, em cruzamentos e em conversões; * Manter uma distância lateral de 1,5 metros; * Ter cuidado com os “pontos cegos”; * Redobrar a atenção à noite, pois é ainda mais difícil notar o ciclista por falta de sinalizadores reflexivos; * Fazer advertência com breve toque de buzina. Atenção aos ciclistas Colisão com OBJETOS FIXOS Ocasionado geralmente por responsabilidade do próprio condutor, por falta de atenção, golpe de vista, cansaço, sonolência, sob influência de álcool, medicamentos ou excesso de velocidade. Outros tipos de colisões Evitando colisões com ANIMAIS Diminua a velocidade assim que avistar um animal ou em locais em que haja sinalização informativa Fique atento ao passar por áreas de fazendas ou locais com muita vegetação nas margens das vias. Colisão MISTERIOSA A colisão misteriosa se caracteriza pela dificuldade que se tem de compreender como o sinistro ocorreu, além de não se saber a quem atribuir responsabilidade. Vimos, nesta fase dos estudos, que existem muitas situações que podem terminar em sinistro de trânsito, por meio de diferentes tipos de colisões. Por outro lado, também tivemos a oportunidade de verificar que é possivel evitar estes sinistros, mesmo quando a situação se revela "misteriosa", sempre há como o condutor tomar as devidas precauções e manter a segurança. Fique Ligado: A chave é sempre manter os cuidados e atenção necessários para com todos os usuários da via (ciclista, pedestre, motociclista, condutores, etc). Assim vamos agora reforçar e aprofundar um pouco em conceitos e situações as quais mencionamos nos conteúdos anteriores, em especial relativo ao estado físico e mental do condutor. Cuidado com os demais usuários das vias O condutor defensivo se preocupa não só com a sua segurança, mas com a segurança de todos os usuários das vias. educação e respeito A educação e o respeito que os motoristas precisam ter para consigo e para com os demais usuários da via, são condições essenciais para serem considerados condutores defensivos. Assim sendo, é importante ressaltar que ao se deparar com uma das condições adversas vistas aqui, é necessário redobrar a atenção ao volante para, além de evitar sinistros, obter mais fluidez no tráfego. convívio solidário no trânsito Entre os principais fundamentos à boa convivência no trânsito, destacam-se o respeito, a solidariedade e a responsabilidade. Você, como um condutor defensivo, deve conceder passagem e atenção especial às crianças, aos idosos e às pessoas com algum tipo de deficiência. deficiência visual, auditiva ou motora Estado físico e mental do condutor Alterações no estado físico e mental do condutor afetam diretamente a capacidade de dirigir com segurança. Os principais fatores adversos que devem ser observados são: Algumas deficiências físicas não impedem o indivíduo de dirigir, mas o ato de conduzir é condicionado ao uso dos acessórios obrigatórios como próteses corretivas, lentes ou adaptações no veículo, conforme definido pela Junta Médica do Detran. Estado psicológico do condutor Estado psicológico alterado: distração, agressividade, raiva, irritação, problemas pessoais, estresse, alterações devido a comoções, mortes ou traumas interferem nas atitudes do condutor. O motorista deve dirigir com atenção, manter a velocidade compatível e dar sempre preferência ao pedestre. O condutor deverá usar o bom senso, fazendo uma autoavaliação do seu estado psicológico e mental, sempre que não estiver em boas condições e, com o estado psicológico alterado, não dirigir é a melhor forma de se proteger. Somente dirigir se realmente estiver descansado e bem disposto. Ao sentir sono, o condutor deve procurar um local seguro e dormir o tempo necessário. Estado físico do condutor Lembre-se que: Os principais fatores que interferem no estado físico do condutor são: o uso de álcool; o uso de drogas ou medicamentos; cansaço físico; fadiga; sonolência (causa de 10% acidentes). cansaço, fadiga e sono Em percursos longos, fazer paradas periódicas a cada 2 ou 3 horas para relaxar e descansar o corpo e a mente; Usar roupas confortáveis; Alimentar-se corretamente, dando preferência a comidas mais leves; Usar calçado adequado; Não ingerir bebidas alcoólicas ou "substâncias psicoativas". O motorista defensivo se preocupa com a segurança e age com responsabilidade, além disso sabe que NÃO DEVE: dirigir cansado mesmo durante o dia; dirigir com sono; dirigir durante à noite, por longo período; dirigir após uma noite mal dormida. Alcool e Direção (Não combinam) Os principais efeitos do álcool no organismo são: alteração dosistema nervoso do condutor; diminuição dos reflexos, o raciocínio, tornando as reações mais lentas; excesso de autoconfiança; reduz o campo de visão; altera a audição e o tato; diminuição da coordenação motora; perda da noção de velocidade e distância. Não existe desculpa para quem bebe e dirige O DETRAN SP realizou em 2021, uma ação inusitada, onde alguns bares de São Paulo anoiteceram com "bebidas com rótulos indesculpáveis". As garrafas tiveram seus rótulos transformados em desculpas reais usadas por pessoas para tentar ludibriar o teste do bafômetro. Os ‘Rótulos Indesculpáveis’ usaram a “cara de pau” das justificativas dadas na blitz do bafômetro para conscientizar quem pensa em beber e dirigir. As desculpas criadas pelas pessoas serviram de alerta para elas mesmas. Além dos rótulos, as desculpas foram parar também em bolachas para copos, camisinhas para garrafas, pôsteres para bares e peças digitais. A ativação foi acompanhada por promotores que testavam o nível de álcool no sangue das pessoas no bar. Quem apresentava sinais de álcool ganhava um desconto em um aplicativo de transporte para voltar em segurança para casa. A campanha de conscientização também contou com a ativação Boneco no Boteco, em que bonecos de teste de colisão foram colocados nos bares “bebendo cerveja”, mostrando que, ao contrário deles, as pessoas não aguentam as consequências de beber e dirigir. Ao lado dos bonecos, via-se uma mensagem de conscientização: “Você não é um boneco de teste de colisão para misturar bebida e direção”. https://www.youtube.com/watch?v=R_qbU2vy9vc Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 11.705/2008) Infração gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 11.705/2008) Penalidade multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses.(Redação dada pela Lei nº 12.760/2012) Medida administrativa recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo, observado o disposto no § 4º do art. 270 da Lei no 9.503/1997 - do Código de Trânsito Brasileiro. (Redação dada pela Lei nº 12.760/2012) Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no período de até 12 (doze) meses. (Redação dada pela Lei nº 12.760/2012) Art. 165-A. Recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa, na forma estabelecida pelo art. 277: (Incluído pela Lei nº 13.281/2016 (Vigência) Infração gravíssima; (Incluído pela Lei nº 13.281/2016)(Vigência) Penalidade multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses; (Incluído pela Lei nº 13.281/2016) (Vigência) Medida administrativa recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo, observado o disposto no § 4º do art. 270.(Incluído pela Lei nº 13.281/2016)(Vigência) Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no período de até 12 (doze) meses. (Incluído pela Lei nº 13.281/2016)(Vigência) Veja aqui o CTB - Código de Trânsito Brasileiro Alcool - o que diz a Lei? A forma de o condutor eliminar o ÁLCOOL do organismo é descansar, dormir e esperar o tempo passar. O álcool é processado pelo próprio organismo e é eliminado por meio da: oxidação; transpiração; e respiração. Fique Ligado: A ingestão de café preto, chocolate e banho frio em nada ajudará a eliminar o álcool!! http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm Você sabe identificar uma situação de Risco? Oque é: Uma ou mais condições de uma variável como: danos a equipamentos e a instalações, e do potencial necessário para causar danos. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas, ao meio ambiente, a perda de material em processo ou redução da capacidade de produção. Procedimentos adequados para minimizar as situações de risco: reduzir a velocidade; acender as lanternas e ou o farol baixo; redobrar a atenção; sob neblina, manter a distância segura do veículo que trafega à frente, evitando a ultrapassagem e usando luz baixa. O condutor defensivo deve utilizar a via de forma segura, e diante do perigo deve: decidir em cada situação qual a velocidade segura dentro do limite estabelecido para a via, das suas próprias condições e das reais condições do veículo; redobrar a atenção e o cuidado; pedir informações; não desabafar suas tensões, conflitos e preconceitos enquanto dirige; não descontar seu complexo de inferioridade dirigindo em alta velocidade; controlar-se emocionalmente, a fim de evitar a prática de um trânsito agressivo. Observe esta situação de risco específica: Aquaplanagem É um fenômeno que ocorre quando os pneus perdem o contato com a pista. Quando ocorre a aquaplanagem o condutor perde o controle do veículo. Ela ocorre pela combinação dos seguintes fatores: excesso de água na pista; excesso de velocidade; tipo de pista; pneus gastos e/ ou pneus mal calibrados. A aderência dos pneus é o contato dos pneus com o solo, sendo um fator importante na aceleração do veículo, na sua frenagem e no escorregamento lateral. O coeficiente de aderência varia de acordo com: o tipo da pavimentação da via (asfalto, paralelepípedo, lajota, etc.); o tipo de pneu, a calibragem e o estado de conservação; as condições climáticas. Em caso de aquaplanagem diminua a pressão do acelerador, reduza a marcha e segure firme o volante fazendo movimentos suaves. As rodovias são vias rurais que exigem atenção e cuidados especiais do motorista Não pare na pista; Não transite no acostamento; Pare no acostamento somente nas emergências; Mantenha velocidade adequada; Verifique os instrumentos do painel com frequência; Em caso de mau funcionamento do veículo pare com segurança imediatamente; Nos declives utilize o freio motor (carro engrenado);e Siga todos os demais procedimentos da direção defensiva. E ainda... Prefira sempre viajar de dia; Evite conduzir em condições de baixa visibilidade; Revise o veículo antes de viajar; Consulte antes o guia rodoviário; Planeje itinerários, bem como as paradas para abastecimento e descanso.; Informe-se das condições locais do tempo e do trânsito; Não descuide da sinalização; e Aos primeiros sinais de cansaço pare em local seguro para relaxar. Nas áreas urbanas redobre a atenção nos locais com semáforo e jamais use o celular estando na direção. Os cuidados na parada no semáforo Parado no semáforo o condutor deve: desengrenar a marcha e manter o freio acionado; aguardar o veículo da frente movimentar-se; verificar se após a abertura do sinal ainda existem pedestres concluindo a travessia da via, caso em que deve dar preferência a eles. Não use celular enquando estiver dirigindo! é proibido o condutor falar ao celular quando estiver dirigindo; o motivo principal refere-se à perda de atenção ao que acontece na via; é conveniente mantê-lo no modo silencioso, se precisar atender, pare em um local apropriado e seguro para falar. Vale destacar que o cinto de segurança é de utilização individual. Seu uso nas vias urbanas e rurais é exigido a todos os ocupantes do veículo, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN. O transporte de criança, no colo, ambos com o mesmo cinto, poderá acarretar lesões graves e até a morte da criança. Importante lembrar a você, condutor, que embora a maior parte das responsabilidades e cuidados estejam em suas mãos, áreas técnicas como a engenharia, buscam o desenvolvimento de tecnologias e a introdução de equipamentos nos veículos que possam contribuir na redução de impactos provocados quando de ocorrência de sinistros. É o caso dos equipamentos obrigatórios dos veículos, que, apesar de não terem a função básica de evitar a ocorrência do sinistro (está é uma possibilidade quase exclusiva do "ser humano"/"condutor"), estes equipamentos podem minimizar as lesões ou mesmo evitar a perda de vidas. Mergulhe neste estudo conosco e descubra a importânciade conhecer e usar adequadamente os equipamentos nos veículos. Dispositivos de segurança Uso correto do cinto de segurança Ajuste-o firmemente ao corpo, sem deixar folgas; A faixa inferior deve ficar abaixo do abdômen, sobretudo para as gestantes.; A faixa transversal deve vir sobre o ombro, atravessando o peito, sem tocar o pescoço; Não use presilhas, pois elas anulam os efeitos do cinto de segurança. O uso do banco muito próximo, muito afastado ou reclinado, pode tirar toda eficiência do Air-Bag e até se constituir em risco para o passageiro; Ele tem uma zona de eficiência, que é uma distância específica do volante ou painel (no caso do Air-Bag do passageiro); Crianças pequenas, gestantes, idosos e até mesmo assento de bebês não devem ser transportados em assento com Air-Bag. Air-bag O Air-Bag é um sistema de segurança constituído por um balão de ar que se infla em caso de um impacto com o veículo. Além disso, não dispensa o uso do cinto de segurança. OBRIGATORIEDADE DO USO DO AIR-BAG https://www.youtube.com/watch?v=GElXW1h34r8 Quanto mais você vê o que acontece a sua volta enquanto dirige, maior a possibilidade de evitar situações de perigo. Pontos cegos e uso correto de espelhos retrovisores Os pontos cegos do veículo são posições em que não é possível ver de dentro do veículo pessoas, animais, objetos e/ou outros veículos que estejam próximos ou se aproximando; As motocicletas fazem parte integrante da via pública e são veículos muito ágeis, tornando-as difíceis de serem vistas por parte dos condutores dos demais veículos; Esses pontos cegos existem em decorrência das limitações da visibilidade dos espelhos retrovisores e principalmente da estrutura do veículo (ex. lataria, colunas, etc.). Espelhos retrovisores Normalmente os veículos possuem três espelhos retrovisores: o espelho central, que garante visibilidade traseira durante a condução e os laterais, que têm como função auxiliar o condutor a enxergar fora de sua visão periférica. O ajuste do espelho central deve ser feito somente após a regulagem do banco do motorista e sua imagem deve garantir a visibilidade da maior parte do vidro traseiro, não devendo o motorista colocar bagagens ou objetos que impeçam sua visão através do retrovisor interno. O ajuste dos espelhos retrovisores laterais deve ser realizado com maior cautela, sendo aconselhável utilizar a maior parte do espelho para refletir a imagem lateral traseira do veículo ou o mínimo possível da lataria, reduzindo a possibilidade de “pontos cegos” ou sem alcance visual. Caso não consiga eliminar esses “pontos cegos”, deve movimentar a cabeça ou o corpo para encontrar outros ângulos de visão pelos espelhos externos, ou através da visão lateral, antes de iniciar uma manobra, além de dedicar também uma atenção especial aos ruídos dos motores dos outros veículos, somente realizando a manobra caso esteja seguro de que não irá causar acidente. Nos veículos com retrovisor interno, sente-se na posição correta e ajuste-o numa posição que dê a você uma visão ampla do vidro traseiro. Não coloque bagagens ou objetos que impeçam sua visão por meio do retrovisor interno. Bebê conforto ou conversível: a cadeirinha tipo bebê-conforto deverá ser presa sempre de costas para os bancos dianteiros. Cadeira de segurança: Idade de 01 a 04 anos. Posição: voltada para frente na posição vertical. Assento de elevação: Idade maior de 04 e até 07 anos e meio. Fique atento ao Transporte de Crianças no Veículo As crianças não são adultos em miniatura e têm características específicas que as tornam mais vulneráveis num sinistro de trânsito. Por essa razão, devem ser sempre transportadas num sistema de retenção homologado pelo órgão de trânsito (vulgarmente designado como "cadeira"), criando, desse modo, condições para uma viagem segura. Classificação das cadeiras Banco traseiro para crianças com idade inferior a 10 anos, com cinto de três pontos. Art. 64. As crianças com idade inferior a 10 (dez) anos que não tenham atingido 1,45 m (um metro e quarenta e cinco centímetros) de altura devem ser transportadas nos bancos traseiros, em dispositivo de retenção adequado para cada idade, peso e altura, salvo exceções relacionadas a tipos específicos de veículos regulamentadas pelo Contran. (Redação dada pela Lei nº 14.071/2020) (Vigência) Parágrafo único. O Contran disciplinará o uso excepcional de dispositivos de retenção no banco dianteiro do veículo e as especificações técnicas dos dispositivos de retenção a que se refere o caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.071/2020)(Vigência) CAPACETE DE SEGURANÇA É obrigatório o uso de capacete pelo condutor e passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado e quadriciclo motorizado. O capacete tem que estar devidamente afixado à cabeça pelo conjunto formado pela cinta jugular e engate, por debaixo do maxilar inferior. O capacete tem que estar certificado por organismo acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO, de acordo com regulamento de avaliação da conformidade por ele aprovado. O motociclista requer cuidados especiais: Segurança do motociclista DISPOSITIVO RETRORREFLETIVO DE SEGURANÇA O capacete deve contribuir para a sinalização do usuário diuturnamente, em todas as direções, por meio de elementos retrorrefletivos, aplicados na parte externa do casco. O elemento retrorrefletivo deve ter uma superfície de pelo menos 18 cm² (dezoito centímetros quadrados) e assegurar a sinalização em cada lado do capacete: frente, atrás, direita e esquerda. Em cada superfície de 18 cm², deve ser possível traçar um círculo de 4,0 cm de diâmetro ou um retângulo de superfície de 12,5 cm² no mínimo, com uma largura mínima de 2,0 cm. dicas de segurança Colocar o capacete e ajustá-lo, prendendo-o com a cinta; Colocar o capacete no passageiro; Orientar o passageiro de como se portar na garupa; Regular os espelhos retrovisores e ligar o farol; Acelerar e arrancar de forma gradativa e contínua; Estipular uma pilotagem de segurança.(Não costurar/colar); Andar no centro da pista de rolamento. (Espaço do veículo); Usar obrigatoriamente viseira ou óculos de proteção. A falta de viseira ou óculos de proteção pode levar o motociclista a um sinistro grave devido a possibilidade de ser atingido nos olhos por insetos ou poeira de pedra. Fique ligado: Estamos encerrando por aqui os conteúdos básicos sobre Direção Defensiva. Faça sempre que necessário uma releitura e reflexão. Ainda, amplie seus conhecimentos e informações por meio de pesquisas, leituras, cursos, etc. Para auxiliar, algumas das referências bibliográficas encontram-se citadas a seguir. Referências Referência de Leis: LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997, CTB - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm - Acessado em 4 de setembro de 2022. LEI Nº 9.294, DE 15 DE JULHO DE 1996 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9294.htm - Acessado em 4 de setembro de 2022. LEI Nº 10.695, DE 1º DE JULHO DE 2003. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.695.htm - Acessado em 4 de setembro de 2022. LEI Nº 11.705, DE 19 DE JUNHO DE 2008 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11705.htm - Acessado em 4 de setembro de 2022. LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm - Acessado em 4 de setembro de 2022. LEI Nº 13.614 , DE 15 DE JANEIRO DE 2018 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13614.htm - Acessado em 4 de setembro de 2022. LEI Nº 14.287, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2021 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14287.htm - Acessado em 4 de setembro de 2022. DECRETO Nº 9.762, DE 11 DE ABRIL DE 2019 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9762.htm - Acessado em 4 de setembro de 2022. RESOLUÇÕES DO CONTRAN https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/conteudo-Senatran/resolucoes-contran - Acessado em 4 de setembro de 2022. Cartilha sobreDireção Defensiva - DETRAN PE https://www.detran.pe.gov.br/images/educacao/CartilhaDetranDirecaoDefensiva.pdf - Acessado em 4 de setembro de 2022. Manuais Brasileiros de Sinalização de Trânsito, MBST - https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/senatran/manuais-brasileiros-de- sinalizacao-de-transito - Acessado em 4 de setembro de 2022. 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