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DIREITO DO TRABALHO
Resumo (Bônus)
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250224165723
MARIA RAFAELA
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade 
do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. 
Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. 
Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista 
em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça 
do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no 
TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; 
professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; 
professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em 
outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DiReito Do tRaBalho 
Resumo (Bônus) 
Maria Rafaela
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Resumo (Bônus) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Conceitos Importantes de Direito do Trabalho para o Exame da OAB . . . . . . . . . . 5
2. Conceitos Importantes de Direito Processual do Trabalho para o Exame da 
OAB . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
 
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DiReito Do tRaBalho 
Resumo (Bônus) 
Maria Rafaela
aPReSeNtaÇÃoaPReSeNtaÇÃo
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Estudando firme e forte? Eu vou me apresentar. Meu nome é Maria Rafaela 
de Castro. Atualmente sou Juíza do Trabalho Substituta no TRT da 7a Região, doutoranda 
em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito do Porto em Portugal, professora de 
preparatórios e faculdades aqui no Ceará, “a Terra do Sol” e faço parte do Time do GRAN 
CURSOS e registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para 
você atingir o sucesso na carreira que sonha.
Eu e todo a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você consiga sua sonhada aprovação na OAB. Fizemos vários PDFs para você estudar 
e se preparar para o exame e resolvemos fazer esse PDF inicial para que se acostume com 
as nomenclaturas jurídicas/conceitos de direito do trabalho e de direito processual do 
trabalho antes ler nossos livros PDFs. É uma espécie de material preparatório e que pode 
servir de revisão em véspera de prova.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material 
obrigatório! Então, pegue sua xícara de café (ou melhor, uma garrafa térmica gigante), o 
marca texto, a caneta e se programe para ler tudo que preparei para você e ficar ligado no 
curso GRAN.
Vamos começar?
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
@juizamariarafaela
 
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DiReito Do tRaBalho 
Resumo (Bônus) 
Maria Rafaela
RESUMO (BÔNUS)RESUMO (BÔNUS)
1 . CoNCeitoS iMPoRtaNteS De DiReito Do tRaBalho 1 . CoNCeitoS iMPoRtaNteS De DiReito Do tRaBalho 
PaRa o eXaMe Da oaBPaRa o eXaMe Da oaB
O objetivo desse material é passarmos os conceitos importantes de direito do trabalho 
para os exames da OAB:
EMPREGADO: considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de 
natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Não 
haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre 
o trabalho intelectual, técnico e manual.
EMPREGADO RURAL: é toda a pessoa física que, em propriedade rural ou prédio rústico, 
presta serviços de natureza não eventual a empregador rural, sob a dependência deste e 
mediante salário. A jornada de trabalho é de 44 horas semanais e 220 horas mensais.
EMPREGADOR: considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, 
assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal 
de serviço. Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, 
os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou 
outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.
EMPREGADOR RURAL: é a pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, que explore 
atividade agro econômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou através 
de prepostos e com auxílio de empregados. Inclui-se na atividade econômica, além da 
exploração industrial em estabelecimento agrário não compreendido na CLT a exploração 
do turismo rural ancilar à exploração agro econômica. Sempre que uma ou mais empresas, 
embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob direção, controle 
ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, 
integrem grupo econômico ou financeiro rural, serão responsáveis solidariamente nas 
obrigações decorrentes da relação de emprego. Equipara-se ao empregador rural, a pessoa 
física ou jurídica que, habitualmente, em caráter profissional, e por conta de terceiros, 
execute serviços de natureza agrária, mediante utilização do trabalho de outrem.
GRUPO ECONÔMICO: sempre que uma ou mais empresas, tendo,ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. Quando for parte de dissídio 
agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade em que a empresa 
tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competente 
a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. A 
competência das Varas do Trabalho se estende aos dissídios ocorridos em agência ou filial 
no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional 
dispondo em contrário. Em se tratando de empregador que promova realização de atividades 
fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação 
no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços.
EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA RELATIVA: a competência da Vara do Trabalho é determinada 
pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, 
ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. Quando for parte de 
dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Vara da localidade em que a 
empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será 
competente a Vara do Trabalho da localização em que o empregado tenha domicílio ou 
a localidade mais próxima. A competência das Vara do Trabalho se estende aos dissídios 
ocorridos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não 
haja convenção internacional dispondo em contrário. Em se tratando de empregador que 
promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao 
empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação 
dos respectivos serviços.
PRESCRIÇÃO: perda do direito de ação. No âmbito trabalhista, por força do texto 
constitucional, tem-se que a ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, 
com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite 
de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Não corre prescrição em pedidos 
declaratórios como os pedidos de anotação da CTPS. O art. 11, § 1º, da CLT, exclui a incidência 
dos prazos prescricionais sobre as ações envolvendo anotações junto à Previdência Social.
CONFLITO DE COMPETÊNCIA: nos termos do art. 66 do CPC, é possível, em nosso 
ordenamento, tanto na seara cível como na trabalhista e penal, o conflito de competência 
que tanto pode ser de classificação positiva como negativa. Positiva: quando mais de um juízo 
se considera competente. Negativa: quando todos os juízos se consideram incompetentes 
para apreciar a matéria. Como se resolve esse conflito? Mediante a atuação de uma esfera 
superior – Tribunal – que passa a analisar a matéria sob o prisma da competência. O Tribunal 
declarará qual o juízo competente, conforme se extrai do entendimento do art. 957 do CPC.
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Que tribunal poderá apreciar o conflito? Isso é muito cobrado em provas e, por isso, Que tribunal poderá apreciar o conflito? Isso é muito cobrado em provas e, por isso, 
vamos fazer uma tabela TOP para você memorizar e ir sem medo para as provas:vamos fazer uma tabela TOP para você memorizar e ir sem medo para as provas:
Conflito entre juízes do trabalho do mesmo 
regional. Juiz da 1ª VT de Fortaleza com o juiz da 
1ª VT de Sobral.
Quem decide é o TRT respectivo. No caso, o TRT 
7 – CE.
Conflito entre juízes de TRT diferente ou entre 
TRT diferentes. Juiz da 1ª VT de Fortaleza com o 
Juiz da 1ª VT de Natal
Quem decide é o TST.
Conflito entre juiz de direito e juiz do trabalho. 
Exemplo: Juiz da 1ª VT de Fortaleza e Juiz da 1ª 
Vara da Fazenda Pública
Quem decide é o STJ
Conflito entre TST e qualquer órgão jurisdicional Quem decide é o STF
CUSTAS E EMOLUMENTOS: nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, 
nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas 
propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas 
relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento). Dispõe 
a jurisprudência do TST contrariando a assertiva acima: SDI-I/TST. OJ 140. DEPÓSITO 
RECURSAL E CUSTAS PROCESSUAIS. RECOLHIMENTO INSUFICIENTE. DESERÇÃO. Em caso de 
recolhimento insuficiente das custas processuais ou do depósito recursal, somente haverá 
deserção do recurso se, concedido o prazo de 5 (cinco) dias previstos no § 2º do art. 1.007 
do CPC de 2015, o recorrente não complementar e comprovar o valor devido. Destaca-se 
para ficar mais fácil para as provas objetivas sobre quem pagará as custas: a) acordo: as 
partes, 1% para cada, salvo acordo em sentido contrário; b) procedência ou improcedência: 
o vencido paga as custas; c) arquivamento do processo: o reclamante d) desistência ou 
abandono: a parte que desistiu ou abandonou. As custas serão pagas pelo vencido, após o 
trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o 
recolhimento dentro do prazo recursal. Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-
lhe-á o valor e fixará o montante das custas processuais. O ARBITRAMENTO PELO JUIZ 
SERÁ SOMENTE QUANDO A CONDENAÇÃO FOR ILÍQUIDA. Nos dissídios coletivos, as partes 
vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das custas, calculadas sobre o valor 
arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal. No processo de execução são devidas 
custas, sempre de responsabilidade do executado e pagas ao final. Os emolumentos serão 
suportados pelo Requerente, nos valores fixados na tabela, conforme o teor da CLT.
ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE CUSTAS: são isentos do pagamento de custas, além dos 
beneficiários de justiça gratuita: I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios 
e respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não 
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explorem atividade econômica; II – o Ministério Público do Trabalho. A isenção prevista não 
alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional, nem exime as pessoas jurídicas 
referidas no inciso I da obrigação de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte 
vencedora. Em relação aos honorários periciais, quem é sucumbente no objeto da perícia 
e tem gratuidade judicial, não são obrigadas a suportar os honorários, devendo a União 
arcar com a despesa do pagamento do perito. Em julgamento concluído, o STF afastou a 
cobrança de honorários advocatícios e periciais de trabalhadores beneficiários de justiça 
gratuita, conforme decisão na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) n. 5766. (STF 
afasta cobrança de honorários advocatícios e periciais de beneficiários de justiça gratuita).
PARTES PROCESSUAIS: autor é quem ajuíza a demanda, pedindo algo que acredita ser 
seu direito e que foi violado. O réu é aquele contra quem se ajuíza a demanda e o juiz é 
quem vai solucionar a lide. As partes do processo são autor (reclamante/demandante) e réu 
(reclamado/demandado), tecnicamente. Todos os outros que atuam no processo são sujeitos 
processuais, o que nos leva a compreender que SUJEITOS PROCESSUAIS é um conceito mais 
amplo do quepartes. Para ser parte na Justiça do Trabalho é preciso ter CAPACIDADE. Ou seja, 
é necessário que se reúna a aptidão para adquirir direitos e obrigações e, por sua vez, para 
praticar atos processuais. Se não existir essa capacidade plena, é preciso ajuizar a demanda 
mediante representação ou assistência. O fundamento legal do tema está no art. 729 da 
CLT que foi parcialmente revogado em relação ao trabalho feminino, persistindo quanto 
ao trabalho do menor. Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão 
fazer-se representar por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, 
inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. Isso despenca em provas. Nos dissídios coletivos 
é facultada aos interessados a assistência por advogado. ALERTA: FACULDADE/OPCIONAL/
NÃO É OBRIGATÓRIO (isso despenca em provas!)
JUS POSTULANDI: os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente 
perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. Ou seja, sem 
a participação de advogado auxiliando.
JUS POSTULANDI: a possibilidade legal de ajuizar uma demanda ou estar numa demanda 
sem a presença do advogado. Mas isso é limitado, admitindo-se situações pontuais em que 
o trabalhador ou o empregador precisam estar munidos de advogados com procuração ad 
judicia (para o foro), por exemplo. O instituto é divergente na doutrina, mas foi mantido pela 
Reforma Trabalhista. Cuidado com isso para as provas: a Reforma Trabalhista não alterou o jus 
postulandi. O jus postulandi pode existir para uma das partes ou ambas no mesmo processo. 
Já tive experiências, principalmente, em varas mais afastadas da capital em que tanto o 
autor quanto o réu estavam sem advogados. Mas, como já dito, é um instituto limitado e 
nem em todas as demandas na Justiça do Trabalho se admite o jus postulandi, nos termos 
da Súmula n. 425 do TST, dos quais pode-se dizer que não é possível jus postulandi nas 
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ações rescisórias, na ação cautelar, o MS e recursos de competência do TST. Os eventuais 
recursos para o STF também exigem a presença de um advogado. Nos termos da Súmula n. 
425 do TST: o jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas 
do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho. Logo, somente a situação A está no âmbito da possibilidade do jus postulandi.
HONORÁRIOS PERICIAIS: a União é responsável pelo pagamento dos honorários de perito 
quando a parte sucumbente no objeto da perícia for beneficiária da assistência judiciária 
gratuita, observado o procedimento disposto nos arts. 1º, 2º e 5º da Resolução n.º 66/2010 
do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). A responsabilidade pelo pagamento 
dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão relativa ao objeto da perícia.
HONORÁRIOS DE INTÉRPRETES: as custas referentes a honorários de intérpretes nas 
ações trabalhistas caberão à parte derrotada. É o que determina a Lei 13.660/2018. Os 
intérpretes judiciais são contratados nesses processos quando há a necessidade de oitivas 
com estrangeiros ou com pessoas que se expressam pela Língua Brasileira de Sinais (Libras). 
Antes da publicação desta lei, o intérprete era pago pela parte que o contratou. Fonte: 
agência Câmara de Notícias. O intérprete é obrigatório, mesmo que o juiz, advogados e/ou 
partes saibam falar o aludido idioma.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS: sobre os honorários advocatícios, sabe-se que ao advogado, 
ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre 
o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que 
resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível 
mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. Os honorários são devidos também nas 
ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída 
pelo sindicato de sua categoria. Ao fixar os honorários, o juízo observará: I o grau de zelo 
do profissional; II o lugar de prestação do serviço; III a natureza e a importância da causa; 
IV o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.
PRINCÍPIO DA SUCUMBÊNCIA: existe no processo o PRINCÍPIO DA SUCUMBÊNCIA que 
determina que responde pelos honorários advocatícios a parte vencida no objeto da demanda. 
Quem perde deve efetuar o pagamento dos honorários advocatícios da parte adversa. Há, 
ainda, o PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE, ocasião que responde pelos honorários advocatícios 
a parte que deu causa à instauração do processo. Estes honorários são os devidos em razão 
da sucumbência no processo (perda na ação judicial). São fixados conforme o art. 791-A da 
CLT. Importante ter em mente as Súmulas 219 e 329 do TST. Ao advogado, ainda que atue 
em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 
5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da 
liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, 
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sobre o valor atualizado da causa. Os honorários são devidos também nas ações contra a 
Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato 
de sua categoria.
ARQUIVAMENTO: foi declarado constitucional pelo STF e, portanto, apto à cobrança em 
nossas provas: art. 844, § 2º Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado 
ao pagamento das custas, ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no 
prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável. E se, na 1ª 
audiência, não comparecerem nem autor e nem o réu? Arquiva-se o feito, pois a penalidade 
máxima, nesse caso, é do reclamante (autor). Uma observação importante: o arquivamento 
só ocorre no caso da 1ª audiência em que o reclamante não compareceu. Nesse caso, é o 
teor da Súmula n. 9 do TST, consistente em que a ausência do reclamante, quando adiada 
a instrução após contestada a ação em audiência, não importa arquivamento do processo. 
Se for o caso de 2ª audiência em prosseguimento, aplica-se a confissão ficta em desfavor 
dele, nos termos da Súmula n. 74 do TST, no fim de nosso material.
REVELIA: à Revelia é quando o réu, devidamente citado, não comparece à audiência nem 
apresenta defesa processual. A revelia tem alguns efeitos, destacando-se o mais comum 
e feroz: confissão dos fatos aduzidos na petição inicial. Isso porque se considera que não 
houve impugnação específica DOS FATOS. O contrário da revelia é o comparecimento da 
parte, pessoalmente, ou, quando for o caso, mediante preposto que não precisa ser mais 
empregado da empresa/empregador, porém obriga os proponentes, inclusive, quando 
prestar o depoimento pessoal. Afinal, o preposto representa o empregador na audiência, 
podendo praticar todos os atos processuais, inclusive, apresentar a defesa oral se não tiver 
advogado nos autos e realizar propostas de acordo. Por sua vez, afastam-se os efeitos da 
revelia, a situação da revelia e da confissão ficta quando ocorremhipóteses de nulidade 
da citação e a ausência motivada do preposto (motivo relevante). Por derradeiro, destaco 
a Súmula n. 122 do TST que é importante para as provas.
CONFISSÃO: confissão é meio de prova e ocorre quando se considera como verdadeiro 
o fato aduzido pela parte adversa. Aplica-se a confissão à parte que, expressamente 
intimada com aquela cominação, não comparecer à audiência em prosseguimento, na qual 
deveria depor. A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto 
com a confissão ficta, não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas 
posteriores. A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se 
aplica, não afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.
RITO SUMARÍSSIMO: os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes 
o salário-mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao 
procedimento sumaríssimo. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas 
em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional.
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RITO ORDINÁRIO: aplica-se este rito para todas as causas que o valor da causa seja 
superior a 40 salários–mínimos, bem como nas ações, independentemente do valor, ajuizadas 
contra a Administração Pública direta, autárquica e fundacional. Lembre-se que cada parte, 
neste rito, pode indicar até 3 testemunhas. É diferente do rito sumaríssimo que são 02 e o 
inquérito para apuração de falta grave que pode ser até 06 testemunhas para cada parte. 
Admitem-se, no rito ordinário, todos os meios de citação, inclusive, via edital, proibido, por 
sua vez, no rito sumaríssimo. Não existe previsão legal para substituição de um rito para 
outro obrigatoriamente quando a ré estiver em local incerto e não sabido.
RITO SUMÁRIO: no rito sumário, que continua em vigor pela reforma trabalhista, têm-
se os DISSÍDIOS DE ALÇADA que são aqueles que não excedem a 2 salários-mínimos, nos 
termos da Lei 5584/70. Cuidado, pois para estes ritos só cabem recursos SE VERSAREM 
SOBRE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. Inclusive, a Súmula n. 356 do TST declara válido o critério 
de 2 salários-mínimos.
INQUÉRITO PARA APURAÇÃO DE FALTA GRAVE: para a instauração do inquérito para 
apuração de falta grave contra empregado garantido com estabilidade, o empregador 
apresentará reclamação por escrito à Vara do Trabalho, dentro de 30 (trinta) dias, contados 
da data da suspensão do empregado. Se tiver havido prévio reconhecimento da estabilidade 
do empregado, o julgamento do inquérito pela Junta ou Juízo não prejudicará a execução 
para pagamento dos salários devidos ao empregado, até a data da instauração do mesmo 
inquérito. Leia sempre os artigos 853 a 855 da CLT.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA: o princípio da irrecorribilidade de decisões interlocutórias 
deriva do princípio da ORALIDADE. Elas podem ser questionadas quando da interposição 
do Recurso Ordinário, mas não se pode usar o Agravo de Instrumento ou Retido para fins 
de recorrê-las. Nesse sentido, despenca em provas a Súmula n. 214 do TST.
RECURSO: recurso é voltar a analisar a decisão anterior que foi prolatada, sendo 
instrumentos de impugnação dentro da mesma relação jurídico – processual. Ou seja, não 
se trata de ação autônoma, independente. Classificam-se os recursos em ordinários ou 
extraordinários. No último caso, podem ser o Recurso de revista, o recurso de embargos 
para o TST e, ainda, a possibilidade de recurso extraordinário ao STF.
PRESSUPOSTOS RECURSAIS: são os conhecidos REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS 
RECURSOS. Em suma, são os requisitos prévios que o recurso deve ter para ser conhecido 
e apreciado pelo órgão revisor. Temos pressupostos INTRÍNSECOS E EXTRÍNSECOS.
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Resumo (Bônus) 
Maria Rafaela
PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS
CABIMENTO: os recursos devem ser cabíveis à decisão 
impugnada, ou seja, o recurso deve ser adequado.
LEGITIMIDADE: é a pertinência subjetiva para recorrer 
(quais pessoas teriam capacidade para interpor o 
recurso). Podem recorrer no processo do trabalho: 
MP, partes e terceiro interessado.
INTERESSE RECURSAL: SCHIAVI (2022;1006) explica 
com propriedade: “A doutrina tem fixado o critério 
da sucumbência a legitimar o interesse recursal. A 
sucumbência é o não atendimento, total ou parcial, 
da pretensão posta em juízo, ou seja: a improcedência 
total ou parcial dos pedidos elencados na inicial ou 
em eventual reconvenção (…) Pensamos existir o 
interesse recursal, quando a parte (autor ou réu) 
não obtém todos os benefícios que pretendia 
no processo, ou seja, de alguma forma foram 
sucumbentes, pois perderam algo no processo”.
PREPARO: é o pagamento das taxas e despesas 
processuais para o recurso ser conhecido. Temos 
aqui o DEPÓSITO RECURSAL. SHIAVI (2022;1012): 
o depósito recursal consiste no valor pecuniário 
a ser depositado na conta judicial, devido quando 
há condenação em pecúnia como condição para 
conhecimento do recurso interposto pelo reclamado.
REGULARIDADE FORMAL: serão interpostos por 
simples petição e terão efeito meramente devolutivo, 
em regra.
ASSINATURA: o recurso deve estar assinado sob pena 
de invalidade, conforme a OJ 120 da SDI – I do TST.
TEMPESTIVIDADE: os recursos devem ser interpostos 
nos prazos legais.
DICA: como regra, os prazos dos recursos 
trabalhistas são de oito dias úteis.
RECURSO ORDINÁRIO: cabe recurso ordinário para a instância superior: II das decisões 
definitivas ou terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competência 
originária, no prazo de 8 (oito) dias, quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios coletivos. 
Esse recurso tem efeito DEVOLUTIVO AMPLO, razão pela qual o recorrente pode devolver ao 
tribunal toda a matéria novamente, tanto fática como jurídica. Faz as vezes da apelação no 
processo civil comum e, por isso, muitas das regras são aplicadas subsidiariamente. Possui o 
prazo de oito dias a contar da ciência da sentença. Quando não há concessão de gratuidade 
judicial, deve-se pagar o preparo, nos termos da Súmula n. 245 do TST, com o recolhimento 
das custas fixadas e na realização de depósito recursal. Será cabível recurso ordinário para 
o TST, em face das decisões em sede de ação rescisória proferida pelos TRTs, nos termos 
da Súmula n. 158 do TST: “Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho, em ação rescisória, 
é cabível recurso ordinário para o Tribunal Superior do Trabalho, em face da organização 
judiciária trabalhista.” Em arremate, quanto às decisões proferidas em ação rescisória pelo 
TST, caberá o recurso de embargos ao TST para o próprio TST.
RECURSO ADESIVO: é um tipo de recurso que pode ser interposto por uma das partes de 
um processo, aproveitando-se do recurso já interposto pela parte contrária. Esse recurso 
permite que a parte possa aderir à apelação ou outro recurso já apresentado, buscando a 
reforma da decisão também em seu favor. Portanto, é o recurso utilizado quando uma das 
partes deixa de recorrer. Pode ser apresentado no prazo que tiver para apresentar suas 
contrarrazões (isto é, a resposta ao recurso ordinário da parte contrária). O recurso adesivo 
é subordinado ao recurso principal, de modo que a desistência do recurso principalimplica 
o não conhecimento do recurso adesivo, conforme disposição expressa do art. 997, § 2º, 
III, do CPC, e, por decorrência lógica, não se instaura o efeito devolutivo.
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RECURSO DE REVISTA: é um recurso trabalhista que tem algumas peculiaridades e mais 
requisitos técnicos que o recurso ordinário, principalmente, após a Reforma Trabalhista. O 
recurso de revista é o último recurso, de caráter extraordinário, no processo do trabalho. 
Está previsto no art. 896 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e tem como objetivo 
uniformizar a jurisprudência dos Tribunais Regionais do Trabalho. Um dos pontos do RR é 
que exista CONTROVÉRSIA DA MATÉRIA em mais de um Regional. Essa controvérsia significa 
expor: o trecho da decisão alvo da controvérsia, com a indicação de dispositivos, súmulas 
e jurisprudências conflitantes, com as razões do pedido e a impugnação dos fundamentos 
jurídicos da decisão e com a transcrição das ementas e acórdãos que demonstram o conflito. 
Ou seja, é um recurso muito complexo. Outro ponto muito importante é a exposição durante 
a elaboração do recurso: TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS. Deve indicar no recurso qual a 
relevância do seu recurso, principalmente, nos aspectos econômicos, políticos sociais, jurídicos.
RECURSO DE REVISTA EM RITO SUMARÍSSIMO: por se tratar de rito sumaríssimo, as 
hipóteses de recurso de revista são mais restritivas, dispondo a CLT: art. 896, § 9º Nas 
causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, somente será admitido recurso de revista por 
contrariedade a súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho ou a 
súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal e por violação direta da Constituição Federal.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: é um recurso reconhecido pela doutrina majoritária essa 
natureza jurídica. O prazo para interposição é de cinco dias corridos. E podem ser manejados 
para fins de:
a) omissão – é a falta de apreciação de algo;
b) contradição – é o conflito entre duas proposições;
c) obscuridade – é a falta de clareza;
d) manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso.
E, podem, ainda ter CARÁTER INFRINGENTE/MODIFICATIVO, que é quando, na análise 
do recurso, existe a capacidade de mudar o julgado, como ocorre nos casos de omissão 
da decisão. Nesse caso, deve o julgador abrir o contraditório. Os efeitos dos embargos de 
declaração – INTERROMPEM (ZERAM O PRAZO) PARA A INTERPOSIÇÃO DE DEMAIS RECURSOS 
cabíveis em face da decisão. Após a apreciação do ED, o prazo começa a fluir do zero, por 
inteiro novamente. Se o ED for intempestivo, não interrompe o prazo recursal. Sobre o 
PREQUESTIONAMENTO para interposição de ED, importante levar para a prova a Súmula 
n. 297 do TST.
AGRAVO DE INSTRUMENTO: o agravo de instrumento no processo do trabalho tem função 
diferente do processo civil. Para a Justiça do trabalho, o Agravo de Instrumento serve para 
fins de destrancar recurso. Um recurso não foi recebido. O que fazer? Usa-se, no processo 
do trabalho, o agravo de instrumento.
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AGRAVO DE PETIÇÃO: o Agravo de Petição só pode ser interposto contra decisões 
terminativas ou definitivas, proferidas por um juiz, em sede de processo executivo que tramita 
na Justiça do Trabalho. Ele não é utilizado nos processos trabalhistas de conhecimento, 
uma vez que, nestes, o recurso cabível é o ordinário.
EXECUÇÃO TRABALHISTA: a execução trabalhista consiste em um conjunto de atos 
praticados pela Justiça do Trabalho, destinados à satisfação de uma obrigação consagrada 
em um título executivo judicial ou extrajudicial, da competência da Justiça do Trabalho, não 
voluntariamente satisfeita pelo devedor, contra a vontade desse último. O devedor responde 
com todos os seus bens presentes e futuros para o cumprimento de suas obrigações, 
salvo as restrições estabelecidas em lei. O mérito da execução trabalhista é permitir o 
cumprimento da obrigação no título, direcionados para satisfazer o que consta na sentença 
ou no título extrajudicial. A execução será promovida pelas partes, permitida a execução 
de ofício pelo juiz ou pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não 
estiverem representadas por advogado. Faculta-se ao devedor o pagamento imediato da 
parte que entender devida à Previdência Social, sem prejuízo da cobrança de eventuais 
diferenças encontradas na execução ex officio. O executado poderá eximir-se da obrigação, 
depositando em juízo a prestação ou a coisa, caso em que o juiz não permitirá que o credor 
a receba sem cumprir a contraprestação que lhe tocar. Por isso, importante sintetizar as 
partes na execução na tabela abaixo, tendo como base o exposto no CPC:
Polo ativo Polo passivo
o credor no título o Ministério Público, nos casos 
previstos em lei;
o espólio, os herdeiros ou os sucessores do credor, 
sempre que, por morte deste, lhes for transmitido 
o direito resultante do título executivo;
o cessionário, quando o direito resultante do título 
executivo lhe for transferido por ato entre vivos;
o sub-rogado, nos casos de sub-rogação legal ou 
convencional.
o devedor, reconhecido como tal no título executivo;
o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor;
o novo devedor que assumiu, com o consentimento 
do credor, a obrigação resultante do título executivo;
o fiador do débito constante em título extrajudicial;
o responsável titular do bem vinculado por garantia 
real ao pagamento do débito;
o responsável tributário, assim definido em lei.
A CLT dá o mesmo tratamento processual para os títulos executivos judiciais e extrajudiciais, 
não havendo distinção na sequência dos atos processuais, para fins de processo do trabalho:
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Títulos executivos judiciais Títulos executivos extrajudiciais
a) sentença trabalhista transitada em julgado com 
autoridade de coisa julgada material;
b) sentença trabalhista pendente de julgamento 
de recurso recebido apenas no efeito devolutivo, 
conforme se observa da leitura do art. 899 da CLT 
(execução provisória);
c) acordos homologados na JT, nos termos do art. 
831 da CLT. O termo que for lavrado valerá como 
decisão irrecorrível, salvo para a Previdência Social 
quanto às contribuições que lhe forem devidas. 
Destaca-se o teor da Súmula n. 259 do TST que exige 
o manejo de ação rescisória para fins de discussão.
d) sentença penal condenatória transitada em 
julgado. SHIAVI (2021;1198) destaca: a sentença 
penal condenatória pode ser executada na JT 
quanto aos danos patrimoniais e morais causados ao 
empregado ou decorrentes da relação de trabalho.
e) sentença arbitral, nos casos do art. 507-A da CLT
f) Decisão homologatória da autocomposição judicial 
de qualquer natureza, nos termos da Reforma 
Trabalhista que tratam nos artigos 855-B a 855-E 
da CLT.
Alerta: Estes artigos destacados caem muito em 
provas.
a) termos de ajuste de conduta firmado peranteo 
MPT, nos termos do art. 876 da CLT e não somente 
com o MPT, mas os que foram firmados com os 
outros legitimados pela lei de Ação Civil Pública (Lei 
n. 7.347/85).
b) termos de Conciliação de Comissão Prévia que 
são os órgãos criados no âmbito de sindicatos e das 
empresas para fins de solucionar conflitos, sendo de 
natureza facultativa e prevista no art. 655-E da CLT;
c) CDA – nos termos do art. 114, VII da CF/88 
quanto às penalidades administrativas impostas ao 
empregador pelos órgãos de fiscalização do trabalho;
d) títulos de créditos, nos termos dos listados 
pelo art. 784 do CPC e Instrução Normativa 39/06 
que permite tais títulos serem executados na JT 
desde que relacionados com dívidas de natureza 
trabalhista.
PRAZO DE EMBARGOS: garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 
(cinco) dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. 
O STF fixou entendimento no sentido de que o prazo de embargos à execução por parte 
da Fazenda Pública é de 30 dias. (STF Pleno ADC MC 11/DF). No caso da Fazenda Pública, 
a matéria a ser embargada é do art. 535 do CPC. A matéria de defesa será restrita às 
alegações de cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida. Se 
na defesa tiverem sido arroladas testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente do Tribunal, 
caso julgue necessários seus depoimentos, marcar audiência para a produção das provas, a 
qual deverá realizar-se dentro de 5 (cinco) dias. É possível audiência na execução! Matéria 
restrita de defesa: somente nos embargos à penhora poderá o executado impugnar a 
sentença de liquidação, cabendo ao exequente igual direito e no mesmo prazo. Julgamento 
concomitante pela economia processual: Julgar-se-ão na mesma sentença os embargos 
e as impugnações à liquidação apresentada pelos credores trabalhista e previdenciário.
EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA SENTENÇA: admite-se a execução provisória no processo 
do trabalho, mas com alguns condicionamentos previstos na legislação processual civil, 
mas sem a possibilidade de liberação de valores, pois o limite da execução provisória é a 
penhora/bloqueio. A execução provisória é até a penhora (art. 899 da CLT), parando ao 
alcançar esta fase processual. Não se pode falar em liberação de valores. O juiz não julgará 
os embargos eventualmente apresentados, pois o julgamento pode tornar-se inútil se 
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a sentença for modificada por meio de recurso. O cumprimento provisório da sentença 
impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo será realizado da mesma forma 
que o cumprimento definitivo, sujeitando-se ao seguinte regime: a) corre por iniciativa e 
responsabilidade do exequente, que se obriga, se a sentença for reformada, a reparar os 
danos que o executado haja sofrido; b) fica sem efeito, sobrevindo decisão que modifique 
ou anule a sentença objeto da execução, restituindo-se as partes ao estado anterior e 
liquidando-se eventuais prejuízos nos mesmos autos; c) se a sentença objeto de cumprimento 
provisório for modificada ou anulada apenas em parte, somente nesta ficará sem efeito 
a execução; d) o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem 
transferência de posse ou alienação de propriedade ou de outro direito real, ou dos quais 
possa resultar grave dano ao executado, dependem de caução suficiente e idônea, arbitrada 
de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos.
HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO EXTRAJUDICIAL: o processo de homologação de acordo 
extrajudicial terá início por petição conjunta, sendo obrigatória a representação das partes 
por advogado. As partes não poderão ser representadas por advogado comum. Faculta-
se ao trabalhador ser assistido pelo advogado do sindicato de sua categoria. A petição de 
homologação de acordo extrajudicial suspende o prazo prescricional da ação quanto aos 
direitos nela especificados. O prazo prescricional voltará a fluir no dia útil seguinte ao do 
trânsito em julgado da decisão que negar a homologação do acordo.
INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA: aplica-se ao processo do 
trabalho o incidente de desconsideração da personalidade jurídica previsto no CPC. Da 
decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente: na fase de cognição, não cabe 
recurso de imediato; na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de 
garantia do juízo; cabe agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado 
originariamente no tribunal. A instauração do incidente suspenderá o processo, sem prejuízo 
de concessão da tutela de urgência de natureza cautelar.
LITIGÂNCIA DE MÁ–FÉ: responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé como 
reclamante, reclamado ou interveniente. Considera-se litigante de má-fé aquele que: deduzir 
pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso; alterar a verdade 
dos fatos; usar do processo para conseguir objetivo ilegal; opuser resistência injustificada 
ao andamento do processo; proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do 
processo; provocar incidente manifestamente infundado; interpuser recurso com intuito 
manifestamente protelatório. De ofício ou a requerimento, o juízo condenará o litigante 
de má-fé a pagar multa, que deverá ser superior a 1% (um por cento) e inferior a 10% (dez 
por cento) do valor corrigido da causa, a indenizar a parte contrária pelos prejuízos que 
esta sofreu e a arcar com os honorários advocatícios e com todas as despesas que efetuou. 
Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na proporção 
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de seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar 
a parte contrária. Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser 
fixada em até duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência 
Social. O valor da indenização será fixado pelo juízo ou, caso não seja possível mensurá-lo, 
liquidado por arbitramento ou pelo procedimento comum, nos próprios autos.
DISSÍDIOS COLETIVOS: a instância será instaurada mediante representação escrita 
ao Presidente do Tribunal. Poderá ser também instaurada por iniciativa do presidente, 
ou, ainda, a requerimento da Procuradoria da Justiça do Trabalho, sempre que ocorrer 
suspensão do trabalho. Recebida e protocolada a representação, e estando na devida 
forma, o Presidente do Tribunal designará a audiência de conciliação, dentro do prazo de 10 
(dez) dias, determinando a notificação dos dissidentes. Quando a instância for instaurada 
ex officio, a audiência deverá ser realizada dentro do prazo mais breve possível, após o 
reconhecimento do dissídio. É facultado ao empregador fazer-se representar na audiência 
pelo gerente, ou por qualquer outro preposto que tenha conhecimento do dissídio, e por 
cujas declarações será sempre responsável. Em caso de dissídio coletivo que tenha por 
motivo as novas condições de trabalho e no qual figure como parte apenas uma fração de 
empregados de uma empresa, poderá o Tribunal competente, na própria decisão, estender 
tais condições de trabalho, se julgar justo e conveniente, aos demais empregados da empresa 
que forem da mesma profissãodos dissidentes. O Tribunal fixará a data em que a decisão 
deve entrar em execução, bem como o prazo de sua vigência, o qual não poderá ser superior 
a 4 (quatro) anos. Decorrido mais de 1 (um) ano de sua vigência, caberá revisão das decisões 
que fixarem condições de trabalho, quando se tiverem modificado as circunstâncias que as 
ditaram, de modo que tais condições se hajam tornado injustas ou inaplicáveis. A revisão 
poderá ser promovida por iniciativa do Tribunal prolator, da Procuradoria da Justiça do 
Trabalho, das associações sindicais ou de empregador ou empregadores interessados no 
cumprimento da decisão.
SENTENÇA NORMATIVA: a decisão do dissídio coletivo é passível de recurso, destinado à 
apreciação do Tribunal Superior do Trabalho. Como o dissídio é de competência ora do TRT, 
ora do TST, são duas as formas que sua empresa poderia recorrer da sentença normativa 
proferida no dissídio. Quando se trata de sentença, o recurso cabível no processo trabalhista 
é o recurso ordinário, que deve ser interposto no prazo de 8 dias.
AÇÃO DE CUMPRIMENTO: celebrado o acordo, ou transitada em julgado a decisão, seguir-
se-á o seu cumprimento, sob as penas estabelecidas na CLT. Quando os empregadores 
deixarem de satisfazer o pagamento de salários, na conformidade da decisão proferida, 
poderão os empregados ou seus sindicatos, independentes de outorga de poderes de seus 
associados, juntando certidão de tal decisão, apresentar reclamação ao Juízo competente, 
sendo vedado, porém, questionar sobre a matéria de fato e de direito já apreciada na 
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decisão. Assim, se foi proferida uma sentença normativa em dissídio coletivo envolvendo 
os sindicatos de determinada categoria e foi julgado como devido determinado direito, se 
uma das sociedades empresárias vinculadas ao sindicato da categoria econômica não está 
cumprindo a sentença normativa, que se encontra em vigor, cabe a ação de cumprimento.
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RESUMORESUMO
EMPREGADO: considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de 
natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Não 
haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre 
o trabalho intelectual, técnico e manual.
EMPREGADO RURAL: é toda a pessoa física que, em propriedade rural ou prédio rústico, 
presta serviços de natureza não eventual a empregador rural, sob a dependência deste e 
mediante salário. A jornada de trabalho é de 44 horas semanais e 220 horas mensais.
EMPREGADOR: considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, 
assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal 
de serviço. Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, 
os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou 
outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.
EMPREGADOR RURAL: é a pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, que explore 
atividade agro econômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou através 
de prepostos e com auxílio de empregados. Inclui-se na atividade econômica, além da 
exploração industrial em estabelecimento agrário não compreendido na CLT a exploração 
do turismo rural ancilar à exploração agro econômica. Sempre que uma ou mais empresas, 
embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob direção, controle 
ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, 
integrem grupo econômico ou financeiro rural, serão responsáveis solidariamente nas 
obrigações decorrentes da relação de emprego. Equipara-se ao empregador rural, a pessoa 
física ou jurídica que, habitualmente, em caráter profissional, e por conta de terceiros, 
execute serviços de natureza agrária, mediante utilização do trabalho de outrem.
GRUPO ECONÔMICO: sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma 
delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração 
de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo 
econômico, serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, 
para a configuração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão 
de interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes.
ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE CUSTAS: são isentos do pagamento de custas, além dos 
beneficiários de justiça gratuita: I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios 
e respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não 
explorem atividade econômica; II – o Ministério Público do Trabalho. A isenção prevista não 
alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional, nem exime as pessoas jurídicas 
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referidas no inciso I da obrigação de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte 
vencedora. Em relação aos honorários periciais, quem é sucumbente no objeto da perícia 
e tem gratuidade judicial, não são obrigadas a suportar os honorários, devendo a União 
arcar com a despesa do pagamento do perito. Em julgamento concluído, o STF afastou a 
cobrança de honorários advocatícios e periciais de trabalhadores beneficiários de justiça 
gratuita, conforme decisão na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) n. 5766. (STF 
afasta cobrança de honorários advocatícios e periciais de beneficiários de justiça gratuita).
PRESCRIÇÃO: perda do direito de ação. No âmbito trabalhista, por força do texto 
constitucional, tem-se que a ação, quanto aos créditos resultantes das relações de 
trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, 
até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Não corre prescrição 
em pedidos declaratórios como os pedidos de anotação da CTPS. O art. 11, parágrafo 1º 
da CLT, exclui a incidência dos prazos prescricionais sobre as ações envolvendo anotações 
junto à Previdência Social.
JUS POSTULANDI: a possibilidade legal de ajuizar uma demanda ou estar numa demanda 
sem a presença do advogado. Mas isso é limitado, admitindo-se situações pontuais em que 
o trabalhador ou o empregador precisam estar munidos de advogados com procuração ad 
judicia (para o foro), por exemplo. O instituto é divergente na doutrina, mas foi mantido pela 
Reforma Trabalhista. Cuidado com isso para as provas: a Reforma Trabalhista não alterou 
o jus postulandi. O jus postulandi pode existir para uma das partes ou ambas no mesmo 
processo. Já tive experiências, principalmente, em varas mais afastadas da capital em 
que tanto o autor quanto o réu estavam sem advogados. Mas, como já dito, é um institutolimitado e nem em todas as demandas na Justiça do Trabalho se admite o jus postulandi, nos 
termos da Súmula n. 425 do TST, dos quais pode-se dizer que não é possível jus postulandi 
nas ações rescisórias, na ação cautelar, o MS e recursos de competência do TST. Os eventuais 
recursos para o STF também exigem a presença de um advogado. Nos termos da Súmula n. 
425 do TST: o jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas 
do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho. Logo, somente a situação A está no âmbito da possibilidade do jus postulandi.
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA: a reclamação poderá ser escrita ou verbal. Sendo escrita, a 
reclamação deverá conter a designação do juízo, a qualificação das partes, a breve exposição 
dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, que deverá ser certo, determinado e com 
indicação de seu valor, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante. Se 
verbal, a reclamação será reduzida a termo em setores específicos dos fóruns trabalhistas, 
observando-se a entrega imediata na vara única ou na distribuição em situação de mais 
de uma vara do trabalho. Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, 
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dentro de 48 (quarenta e oito) horas, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao 
reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer à audiência do julgamento, 
que será a primeira desimpedida, depois de 5 (cinco) dias.
EMENDA: é quando ocorre a correção de erro ou vício e é preciso substituir a parte 
defeituosa por outra sem as máculas/vícios. Exemplo: há equívocos nos dados do contrato 
de trabalho.
ADITAMENTO: é quando se pretende acrescentar um fato à causa de pedir e do pedido. 
Exemplo: quando é preciso trazer mais um fato em relação ao assédio sexual da petição 
inicial. Referidas emendas e aditamentos devem ocorrer em 15 dias, conforme a aplicação 
analógica do art. 321 do CPC quando o vício for sanável. O juiz deve indicar precisamente o 
que deve ser sanado ou corrigido. Se o vício for insanável, não há necessidade de devolução 
de prazo. Quando ocorre essa emenda ou aditamento antes do recebimento da defesa, 
é preciso devolver o prazo de defesa para que o réu possa complementar sua defesa e 
acrescentar documentos.
INÉPCIA DA INICIAL: quando a petição inicial não tiver pedido ou causa de pedir, bem como 
quando os pedidos forem indeterminados e da narração do fato não decorrer logicamente a 
conclusão, aplicando-se o art. 330 do CPC. O juiz deve, antes de extinguir o feito, em nome 
do princípio da cooperação, determinar a retificação dos erros e, na inércia ou insuficiência 
de retificação, determinar a extinção do feito sem resolução do mérito.
INDEFERIMENTO: é quando impede o respectivo processamento do processo antes mesmo 
da citação do réu. Os casos de indeferimento ocorrem quando se trata de inépcia, falta de 
condições da ação, ausência da qualificação das partes e do advogado; outros defeitos ou 
irregularidades que possam acarretar a impossibilidade de julgamento.
-JULGAMENTO LIMINAR DE IMPROCEDÊNCIA: é quando o juiz já considera que não adianta 
prosseguir na demanda, pois já existe entendimento sobre a demanda em sentido 
totalmente contrário ao pleiteado na inicial. O TST, ao editar a Instrução Normativa 
39/2016 diz ser aplicado o dispositivo do art. 332 do CPC no processo do trabalho. 
Admite-se, na seara trabalhista, em casos de pedido que contraria: a) súmulas do STF 
ou do TST; b) acórdão proferido pelo STF ou TST em julgamento de recursos repetitivos; 
c) e entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ode 
assunção de competência; d) enunciados de súmulas do TRT, nos termos do art. 896, b 
da CLT (FELIPE BERNARDES 2021;454-455).
DESISTÊNCIA: o autor pode desistir da ação, sendo que não precisa do consentimento do 
réu até o momento da citação. Após o recebimento da defesa, é preciso do consentimento do 
réu. O TST entendeu que a possibilidade de o autor desistir da ação sem a anuência da parte 
contrária se encerra com a apresentação da contestação, ainda que de forma eletrônica.
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PEREMPÇÃO: é uma situação jurídica em que se penaliza o reclamante quando se 
configura a perda do direito do autor de ingressar com uma ação com o mesmo objeto e as 
mesmas partes, após ela ter sido extinta por motivo de inércia do autor, ou por abandono 
da causa, em até duas vezes. É a situação de arquivamento do feito. No caso de desistência 
não se computa no número de vezes. Além disso, enquanto ocorre a perempção dos seis 
meses, o prazo prescricional corre normalmente. Ou seja, não são situações de suspensão 
e interrupção da prescrição. A perempção aplicada no processo do trabalho é específica 
da existente no processo civil. No caso da seara trabalhista, a perempção ocorre de forma 
temporária e não, definitiva. Por isso, após seis meses, se o direito da pessoa não estiver 
prescrito, pode ajuizar nova demanda trabalhista, que, no caso, seria a 3 demandas do 
empregado em relação ao empregador, por exemplo.
CITAÇÃO: a citação no rito ordinário pode ocorrer em todas as modalidades: por correios, 
oficial de justiça (mandado) e por edital quando se encontrar em local incerto e não sabido. 
No rito sumaríssimo: admitem-se apenas duas modalidades: correios, oficial de justiça 
(mandado). Está proibida a citação por edital. Em nenhuma situação, admite-se exceção. 
O rito sumaríssimo está indicado a partir do art. 852-A da CLT.
AUSÊNCIA DO PREPOSTO: ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na 
audiência, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados.
RITO SUMARÍSSIMO: os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes 
o salário-mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao 
procedimento sumaríssimo. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas 
em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional.
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (FGV/OAB/2024) Em sede de acordo coletivo, firmado em janeiro de 2024 e com vigência 
de dois anos, entre uma sociedade empresária e o sindicato da categoria profissional, 
constou cláusula determinando que o tempo de deslocamento dos empregados do portão 
até o interior da sociedade empresária, onde se situa o relógio de ponto, seria computado 
na jornada de trabalho. Isso porque o deslocamento é feito em transporte fornecido pela 
sociedade empresária e dura cerca de 20 minutos. Sobre a jornada, não consta mais nada 
na norma coletiva. A sociedade empresária, por liberalidade, mantém salas de recreação, 
biblioteca e uma capela. A utilização desses espaços antes e apóso trabalho e durante os 
intervalos é facultada aos empregados. Em razão do ajuizamento de uma ação trabalhista 
por um ex− empregado, a sociedade empresária indagou a você, comoadvogado(a), se 
todos esses períodos, seja o de deslocamento, seja o tempo despendido nos espaços 
mencionados, deveriam integrar a jornada de trabalho. Acerca do tema, com base na CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) Todos os períodos não se computam na jornada de trabalho dos empregados.
b) Apenas o tempo de utilização da capela deve ser computado na jornada, pois o Estado 
é laico.
c) Apenas o período de deslocamento deve integrar a jornada por força da norma coletiva. 
Os demais períodos não são considerados tempo à disposição.
d) O período de deslocamento assim como o período de utilização da biblioteca, voltado 
para o estudo, devem ser computados na jornada. Os demais períodos não são computados 
na jornada.
002. 002. (FGV/OAB/2024) Leopoldo foi contratado, em 2020, por uma sociedade empresária 
de terceirização, como auxiliar de limpeza. Ele cumpre jornada em regime de tempo parcial 
de 22 horas semanais, conforme previsto e autorizado na norma coletiva da sua categoria. 
Após um ano de trabalho sem faltas injustificadas, é chegado o momento de Leopoldo 
fruir férias. Sobre a solicitação de Leopoldo, considerando o que dispõe a CLT, assinale a 
afirmativa correta.
a) Por ser empregado em regime de tempo parcial, ele não terá direito a férias remuneradas.
b) Tal qual os demais empregados, ele terá direito a 30 dias de férias com adicional de 1/3.
c) Ele somente terá direito a férias se isso estiver expressamente previsto na convenção 
coletiva de sua categoria.
d) Por cumprir apenas a metade da jornada dos demais empregados, ele terá direito a 15 
dias de férias com adicional de 1/3.
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003. 003. (FGV/OAB/2024) Em 2023, Denilson ajuizou reclamação trabalhista contra um 
supermercado alegando que lá trabalhou de 2004 a 2008 sem ter a CTPS assinada. Na 
reclamação, ele requereu a declaração do vínculo empregatício naquele período para fins 
de anotação na carteira profissional, pois precisaria desse interregno para conseguir sua 
aposentadoria no INSS. Em defesa, a sociedade empresária alegou prescrição, pois a ação 
foi ajuizada após o biênio constitucional. Considerando esses fatos e o que dispõe a CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) A sociedade empresária está equivocada, pois o prazo é de 30 anos, tal qual sucede com 
o FGTS.
b) A prescrição se consolidou e poderia ser conhecida de ofício pelo Juiz, mesmo não 
havendo defesa.
c) A sociedade empresária está correta, havendo prescrição porque a ação foi ajuizada mais 
de 2 anos após a ruptura.
d) A sociedade empresária está incorreta, pois as ações que têm por objeto anotações para 
fins de prova junto à Previdência Social são imprescritíveis.
004. 004. (FGV/OAB/2024) Os irmãos Décio e Beatriz são empresários. Décio explora a atividade 
pesqueira, enquanto Beatriz tem duas lojas de calçados. Em 2023, a sociedade empresária de 
Décio teve uma reclamação trabalhista ajuizada por um operador de produção que inseriu, 
na petição inicial, a sociedade empresária de Beatriz, advogando existir grupo econômico, 
apenas em razão do parentesco entre Décio e Beatriz. Considerando esses fatos e o que 
dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) O autor está correto, pois existe vínculo familiar entre Décio e Beatriz.
b) Para se caracterizar grupo econômico somente é necessário haver identidade de sócios.
c) Não há grupo econômico porque não há direção, controle ou administração de uma 
empresa sobre outra.
d) O grupo econômico pode ser reconhecido pelo parentesco, mas apenas na fase executória 
da reclamação.
005. 005. (FGV/OAB/2024) Geraldo trabalha desde 2022 para uma sociedade empresária, atua 
na região metropolitana do Estado e recebe um salário fixo de R$ 4.000,00, sem qualquer 
desconto, exceto o imposto sobre a renda e o INSS. Além disso, desfruta de um pacote 
de benefícios que inclui auxílio−alimentação em forma de ticket, habitação num luxuoso 
apartamento, plano de saúde e auxílio−educação (compreendendo os valores relativos à 
matrícula, à mensalidade, à anuidade, aos livros e ao material didático). Geraldo consultou 
você, como advogado(a), para saber quais benefícios devem ter seu valor integrado à sua 
remuneração. Sobre a questão levantada por Geraldo, de acordo com os dados do enunciado 
e com o texto da CLT, assinale a afirmativa correta.
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a) Apenas a educação integrará a remuneração.
b) Apenas o valor do plano de saúde não integrará a remuneração.
c) Apenas habitação, fornecida pelo trabalho, integrará a remuneração.
d) Alimentação, habitação, plano de saúde e auxílio−educação integrarão a remuneração.
006. 006. (FGV/OAB/2024) Roberta é estagiária numa fábrica de tecelagem, mesmo lugar onde 
Rogéria atua como aprendiz e que Fabiane trabalha como subgerente. No ano de 2024, 
as três trabalhadoras engravidaram. O empregador consultou você, como advogado(a), 
sobre a possibilidade de dispensar essas trabalhadoras sem justa causa, porque os sócios 
decidiram investir em máquinas modernas, automatizadas, e dispensar 50% da mão de 
obra. Considerando os fatos narrados e a norma de regência, assinale a opção que apresenta 
a orientação correta que você prestou.
a) Apenas Fabiane possui garantia no emprego.
b) Somente Rogéria e Fabiane possuem garantia no emprego.
c) Roberta, Rogéria e Fabiane não poderão ser dispensadas em razão da garantia no emprego 
oriunda da gravidez.
d) Todas as trabalhadoras citadas poderão ser dispensadas sem justa causa em razão da 
força maior apresentada pela empresa.
007. 007. (FGV/OAB/2024) Paulo trabalha desde 2022 na sociedade empresária Auditorias 
Fidedignas Ltda. como auditor. A empresa possui plano permanente de capacitação e, 
por isso, Paulo viaja com frequência para realizar cursos de auditoria em todo o país e 
se manter sempre atualizado. Em uma dessas viagens, Paulo estava no hotel tomando 
banho e abruptamente, sem motivo aparente, o vidro temperado do banheiro estourou, 
quebrando-se em vários pedaços, sendo que alguns deles atingiram e cortaram Paulo. 
Em virtude disso, o empregado precisou se afastar do serviço por 12 dias, findos os quais 
retornou ao trabalho e reassumiu suas atividades normais. Diante da situação apresentada 
e da legislação em vigor, assinale a afirmativa correta.
a) Uma vez que Paulo não estava trabalhando, o evento não é acidente do trabalho, daí 
porque ele não terá a garantia no emprego por 12 meses.
b) O evento pode ser considerado acidente do trabalho e, por isso, o empregado terá 
estabilidade no emprego por 12 meses a partir do retorno.
c) Trata-se de acidente do trabalho por equiparação, mas Paulo não terá estabilidade 
quando retornar.
d) Não se trata de acidente do trabalho, mas, tendo ocorrido o sinistro, Paulo terá a garantia 
no emprego por um ano.
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008. 008. (FGV/OAB/2024) Antônio Valente é seu cliente por conta de uma reclamação trabalhista 
ajuizada anteriormente, na qual vocês se sagraram vitoriosos. Agora, trabalhando para 
outro empregador, Antônio Valente viu a possibilidade de passar a exercer suas atividades 
em teletrabalho, mas sem saber exatamente o que configuraria essa modalidade. Antes de 
se candidatar à vaga, Antônio resolveu consultar você a respeito do tema. Assinale a opção 
que apresenta, corretamente, sua orientação.
a) O teletrabalho pode ser pactuado, tácita ou expressamente, entre empregado e empregador, 
não necessitando constar do instrumento individual de contrato de trabalho.
b) O trabalho em regime de teletrabalho não pressupõe a prestação dos serviços por jornada, 
por produção ou por tarefa.
c) O teletrabalho será descaracterizado, caso o empregado, habitualmente, tenha que 
comparecer às dependências do empregador e o empregado retornará ao sistema de 
trabalho presencial.
d) O teletrabalho se dá, total ou parcialmente, fora das dependências do empregador, 
não se configurando como trabalho externo, pressupondo a utilização de tecnologias de 
comunicação e informação.
009. 009. (FGV/OAB/2024) Constantino é empregado em uma indústria de fabricação de móveis. 
O empregador ficou ciente de que o Ministério Público Estadual apresentou denúncia 
contra Constantino pela prática de fato típico, antijurídico e culpável, praticado durante 
uma assembleia de condomínio contra um morador do mesmo prédio. A denúncia foi 
recebida pelo juiz criminal e o processo penal teve início. A sociedade empresária consulta 
você, como advogado(a), para saber que efeito jurídico essa situação terá no contrato de 
trabalho. De acordo com a legislação em vigor, assinale a afirmativa que, corretamente, 
apresenta sua resposta.
a) O contrato de trabalho de Constantino ficará suspenso pelo recebimento da denúncia.
b) O recebimento da denúncia é falta grave que automaticamente ensejará a extinção do 
contrato por justa causa.
c) Nenhuma consequência haverá no contrato de trabalho, porque a presunção é de inocência.
d) O contrato de trabalho ficará interrompido e Constantino será considerado licenciado 
até o término da ação penal.
010. 010. (FGV/OAB/2024) Pedro e Vitor trabalham na mesma sociedade empresária. Em 2023, 
Pedro foi convocado para prestar serviço militar obrigatório e Vitor sofreu um grave 
acidente de trabalho, que exigiu seu afastamento do emprego por um ano. Sobre o tempo 
de serviço dos dois empregados, considerando os fatos narrados e o que dispõe a CLT, 
assinale a afirmativa correta.
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a) Ambos os empregados terão computado o tempo de afastamento na contagem de tempo 
de serviço para efeito de indenização.
b) Somente Pedro terá computado o tempo de serviço militar na contagem de tempo de 
serviço para efeito de indenização.
c) Nenhum dos empregados terá computado o tempo de afastamento na contagem de 
tempo de serviço para efeito de indenização.
d) Apenas Vitor terá computado o tempo de serviço militar na contagem de tempo de 
serviço para efeito de indenização.
011. 011. (FGV/OAB/2024) A empresa de trabalho temporário Sempre Alerta Ltda. terceirizará o 
serviço de limpeza da sociedade empresária Extintores Infalíveis Ltda., nela alocando 10 (dez) 
auxiliares de limpeza que se revezarão em turnos de 12 x 36 horas. No contrato apresentado, 
que vigora a partir de janeiro de 2024, por 180 dias, e é regido pela Lei n. 6.019/74, existe 
cláusula de reserva que proíbe a contratação de qualquer auxiliar pela empresa tomadora 
ao fim do prazo em que ele tenha sido colocado à sua disposição. Considerando os fatos e 
a norma de regência, assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula de reserva é válida, se ambas as partes a aceitarem.
b) Para a validade da cláusula de reserva, é necessária a chancela do sindicato de classe 
dos empregadores.
c) A inserção da cláusula de reserva é possível, desde que prevista em acordo coletivo de 
trabalho.
d) A cláusula de reserva é nula de pleno direito.
012. 012. (FGV/OAB/2024) Em 2024, uma companhia imobiliária contratou Olívia como estagiária. 
Olívia foi designada para trabalhar em regime de teletrabalho (trabalho em domicílio, 
home office) na confecção de planilhas de locatários inadimplentes, que, em seguida, são 
enviadas ao setor jurídico da sociedade empresária. Considerando os fatos e o que dispõe 
a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) O regime de teletrabalho é incompatível com o estágio, por frustrar o seu objetivo 
principal que é a vivência prática das rotinas.
b) Havendo autorização prévia do Juiz do Trabalho, é possível, em caráter excepcional, o 
regime de teletrabalho no estágio.
c) Somente se estivesse na cota de estagiário com deficiência, ela poderia trabalhar em 
regime de teletrabalho.
d) Se for conveniente para as partes, o regime de teletrabalho pode ser adotado nos 
contratos de estágio.
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013. 013. (FGV/OAB/2024) Reinaldo, trabalhador rural, atua na Fazenda Boa Esperança como 
tratorista desde 1990. Em janeiro de 2021, o empregador de Reinaldo o dispensou sem 
justa causa, sendo que o ex-empregado ajuizou reclamação trabalhista em novembro 
de 2023. Sobre a situação apresentada, nos termos da Constituição Federal, assinale a 
afirmativa correta.
a) A prescrição para o trabalhador rural só tem início após uma prestação de contas, que 
não foi feita, razão pela qual não existe prescrição total.
b) Como forma de proteção especial ao empregado rural, a lei garante que a ação possa 
ser proposta em até 5 (cinco) anos da extinção do contrato.
c) Caso o reclamado suscite em defesa a prescrição extintiva, o juiz deverá acolhê-la.
d) Somente se as verbas da extinção forem quitadas no sindicato de classe rural é que a 
prescrição bimestral terá início.
014. 014. (FGV/OAB/2024) Alexandre, Reginaldo e Maurício eram empregados da mesma sociedade 
empresária, mas em períodos distintos. Alexandre pediu demissão após 2 (dois) anos de 
trabalho, pois já estava cansado de trabalhar para o mesmo empregador e já era idoso 
contando com 71 (setenta e um) anos de idade. Reginaldo se aposentou após 3 (três) 
anos, pois já contava com idade e tempo de serviço anterior, apesar de ter 62 (sessenta 
e dois) anos. Maurício foi dispensado sem justa causa, após quatro meses, mesmo sendo 
jovem e contando com 25 (vinte e cinco) anos de idade. Os três consultaram você, como 
advogado(a), acerca da possibilidade de levantamento imediato dos valores depositados a 
título de FGTS dos contratos terminados. Observando a legislação em vigor e adstrito aos 
dados do enunciado, assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, sua orientação.
a) Os três poderão receber, imediatamente, os valores do FGTS.
b) Alexandre e Maurício não poderão receber os valores imediatamente, pois um pediu 
demissão e o outro teve contrato inferior a seis meses.
c) Apenas Alexandre não poderá movimentar sua conta vinculada e receber os valores 
imediatamente.
d) Apenas Maurício, por haver sido dispensado sem justa causa, tem direito ao recebimento 
imediato do FGTS.015. 015. (FGV/OAB/2024) Os sindicatos de classe de uma determinada categoria elaboraram 
uma convenção coletiva normatizando o pagamento do adicional de penosidade. A norma 
previa vigência de 2 (dois) anos, com término em outubro de 2023. Considerando esses 
fatos e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Mesmo com a vigência encerrada, os trabalhadores que recebiam o adicional possuem 
direito adquirido, e o pagamento deve prosseguir.
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b) Ao término da vigência da norma coletiva, caso ela não seja renovada, os trabalhadores 
perderão o direito ao adicional.
c) Os trabalhadores que já recebiam o adicional continuarão com o direito se isso for 
homologado pelo Ministério do Trabalho.
d) A vantagem se incorpora ao contrato de trabalho dos empregados ativos, e os admitidos 
posteriormente ao dies ad quem da norma coletiva não a receberão.
016. 016. (FGV/OAB/2023) Em determinada sociedade empresária trabalham, entre outras, as 
seguintes pessoas: José, que é teletrabalhador e recebe salário por produção; Vanilda, que 
trabalha externamente sem que o empregador consiga controlar o seu horário, situação 
que foi anotada em sua CTPS e na ficha de registro de empregados; Regina, que exerce a 
função de gerente, comanda um grupo de 45 pessoas, é dispensada da marcação de ponto 
e recebe salário de R$ 8.000,00 acrescido de gratificação de função de R$ 4.000,00. De 
acordo com a CLT, em relação ao direito a horas extras, assinale a afirmativa correta.
a) Somente José terá direito a horas extras, caso ultrapasse a jornada constitucional.
b) Nenhum dos empregados indicados no enunciado terá direito a horas extras.
c) Vanilda e Regina terão direito a horas extras, caso ultrapassem a jornada constitucional.
d) José e Regina terão direito a horas extras, caso ultrapassem a jornada constitucional.
017. 017. (FGV/OAB/2023) Determinada sociedade empresária possui cerca de 100 funcionários 
e, em razão de mudança na direção, decidiu realizar algumas dispensas. Ocorre que alguns 
dos funcionários indicados para a dispensa são detentores de garantias no emprego, sendo 
uma em decorrência de gestação; outra por ser dirigente sindical; outro por ser membro 
da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) eleito pelos empregados. Além 
desses casos existe um quarto funcionário, que informou não poder ser dispensado por 
também ser membro da CIPA, indicado pelo próprio empregador. Diante disso, a sociedade 
empresária consultou você, como advogado(a), para saber os períodos e as possibilidades 
de dispensa. A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) Todas as modalidades de estabilidade ou garantia de emprego possuem a mesma duração.
b) A estabilidade gestante dá-se da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto; 
a do membro da CIPA eleito pelos empregados, dá-se do registro da candidatura até um 
ano após o término do mandato, assim como a do dirigente sindical.
c) Os empregados representantes da CIPA, seja o eleito pelos empregados, seja o indicado 
como representante do empregador, têm garantia no emprego até um ano após o término 
do mandato.
d) O conhecimento por parte do empregador do estado gravídico da empregada gestante 
é requisito para o reconhecimento da estabilidade.
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Maria Rafaela
018. 018. (FGV/OAB/2023) Você, como advogado, trabalha no setor de recursos humanos de 
uma grande empresa multinacional. Como o gerente do setor está de férias, e é ele, na 
condição de gerente, que defere ou indefere as licenças reivindicadas pelos funcionários, 
a secretária do setor, agora, lhe indagou sobre as solicitações de quatro funcionários: o 
primeiro está com o contrato suspenso por doença, em gozo de benefício previdenciário 
de auxílio-doença comum e requer pagamento de salário; o segundo requereu o abono de 
um dia de trabalho, em razão de doação de sangue; o terceiro formulou requerimento de 
dispensa para ser ouvido como testemunha na Justiça do Trabalho em audiência presencial 
e, o quarto e último, aduziu que o primo faleceu e requereu a dispensa do dia de trabalho. 
Sobre as solicitações, considerando o teor da legislação trabalhista em vigor, assinale a 
afirmativa correta.
a) Na hipótese de falecimento do primo, sendo parente do funcionário, a dispensa ao 
trabalho é devida por um dia.
b) Em caso de doação de sangue voluntária, devidamente comprovada, o empregado tem 
direito a um dia de licença remunerada a cada 12 meses.
c) O empregado em gozo de auxílio-doença tem direito a receber a complementação salarial 
da diferença entre o benefício previdenciário e o salário.
d) A ausência ao trabalho para comparecimento em juízo refere-se tão somente aos casos 
de o empregado ser parte na demanda, mas não para servir como testemunha.
019. 019. (FGV/OAB/2023) Uma família, composta de pai, mãe e uma filha, respectivamente Jorge, 
Paula e Rita, trabalha na mesma sociedade empresária como funcionários do departamento 
de produção. Rita tem 16 anos de idade, estuda na parte da manhã em uma escola vizinha ao 
local de trabalho, e está cursando o primeiro ano do ensino médio. Os pais são responsáveis 
pelo setor de qualidade, que não conta com nenhum outro funcionário. Os três procuraram 
você, como advogado(a), porque desejam fazer coincidir as férias escolares de Rita, no mês 
de julho, com as férias de Jorge e Paula, a fim de viabilizar uma viagem familiar. Entretanto, 
o empregador indeferiu o requerimento das férias de Jorge e Paula, tendo deferido apenas 
o de Rita. Sobre o direito às férias, assinale a afirmativa correta.
a) Cabe o ajuizamento de reclamação trabalhista requerendo que o juiz marque as férias 
dos 3 membros da mesma família, pois Rita tem direito às férias no período escolar e deverá 
ser acompanhada pelos pais.
b) Cabe aos empregados a designação do período de férias, inexistindo direito ao empregador 
de indeferi-las.
c) Os três poderão gozar férias juntos, mas Rita não tem direito de requerer férias 
concomitantemente com o período de férias escolares.
d) Rita tem direito a fazer coincidir suas férias no emprego com as férias escolares e seus 
pais terão direito a gozar férias no mesmo período, desde que isso não resulte prejuízo para 
o serviço, causa do indeferimento pelo empregador.
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020. 020. (FGV/OAB/2023) Você advoga para uma rede de farmácias e recebeu uma petição inicial 
de reclamação trabalhista para elaborar defesa acerca de pedido de tempo despendido 
com troca de uniforme. No caso, alega o autor que levava cerca de 20 minutos para vestir 
o uniforme, composto por calça social comum, camisa social simples e sapato comum, só 
podendo registrar o ponto já uniformizado. Afirma, ainda, que levava o uniforme diariamente 
para casa para higienizá-lo, podendo chegar às dependências do empregador já uniformizado. 
Sobre a hipótese apresentada,embora, cada uma 
delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração 
de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo 
econômico, serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, 
para a configuração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão 
de interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes.
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TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA: a Lei n. 13.429/2017 prevê que a empresa contratante 
(tomadora dos serviços) tenha responsabilidade subsidiária, caso a empresa de locação 
de mão de obra falhe no pagamento das verbas salariais e consectários legais. Em outras 
palavras, o trabalhador somente poderá acessar a Justiça do Trabalho após o esgotamento 
das tentativas de cobrança da empresa terceirizada ou de locação de mão de obra. A Lei n. 
13.429/2017 permite a terceirização ilimitada, irrestrita, sem qualquer regulamentação, 
ou seja, em todas as atividades da empresa, da mesma forma como preconizava o projeto 
que tramitava no Senado Federal. O STF chancelou a possibilidade de terceirização de 
atividade-meio e fim. A Lei n. 13.429/2017 não apresenta garantia aos trabalhadores quanto 
à formação do vínculo diretamente com a empresa tomadora dos serviços.
TRABALHO TEMPORÁRIO: é aquele prestado por pessoa física contratada por uma 
empresa de trabalho temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de 
serviços, para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente 
ou à demanda complementar de serviços. Empresa de trabalho temporário é a pessoa 
jurídica, devidamente registrada no Ministério do Trabalho, responsável pela colocação de 
trabalhadores à disposição de outras empresas temporariamente. Não se configura vínculo 
empregatício entre os trabalhadores, ou sócios das empresas prestadoras de serviços, 
qualquer que seja o seu ramo, e a empresa contratante. Qualquer que seja o ramo da 
empresa tomadora de serviços, não existe vínculo de emprego entre ela e os trabalhadores 
contratados pelas empresas de trabalho temporário. O contrato de trabalho temporário, 
com relação ao mesmo empregador, não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, 
consecutivos ou não.
TRABALHO INTERMITENTE: considera-se como intermitente o contrato de trabalho no 
qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância 
de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou 
meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto 
para os aeronautas, regidos por legislação própria. O contrato de trabalho intermitente 
deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, 
que não pode ser inferior ao valor horário do salário-mínimo ou àquele devido aos demais 
empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou 
não. O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de 
serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência. 
Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, 
presumindo-se, no silêncio, a recusa. A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação 
para fins do contrato de trabalho intermitente.
CTPS (CARTEIRA DE TRABALHO): documento do trabalhador, prevista na CLT, que é 
obrigatória para o exercício de qualquer emprego, inclusive de natureza rural, ainda que 
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em caráter temporário, e para o exercício por conta própria de atividade profissional 
remunerada. O empregador terá o prazo de 5 (cinco) dias úteis para anotar na CTPS, em 
relação aos trabalhadores que admitir, a data de admissão, a remuneração e as condições 
especiais, se houver, facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico.
DANOS EXTRAPATRIMONIAIS: a honra, a imagem, a intimidade, a liberdade de ação, a 
autoestima, a sexualidade, a saúde, o lazer e a integridade física são os bens juridicamente 
tutelados inerentes à pessoa física. A imagem, a marca, o nome, o segredo empresarial e 
o sigilo da correspondência são bens juridicamente tutelados inerentes à pessoa jurídica. 
São responsáveis pelo dano extrapatrimonial todos os que tenham colaborado para a 
ofensa ao bem jurídico tutelado, na proporção da ação ou da omissão. A reparação por 
danos extrapatrimoniais pode ser pedida cumulativamente com a indenização por danos 
materiais decorrentes do mesmo ato lesivo. Se houver cumulação de pedidos, o juízo, ao 
proferir a decisão, discriminará os valores das indenizações a título de danos patrimoniais 
e das reparações por danos de natureza extrapatrimonial. A composição das perdas e 
danos, assim compreendidos os lucros cessantes e os danos emergentes, não interfere na 
avaliação dos danos extrapatrimoniais.
FÉRIAS: são descansos regulamentados em lei e previstos pela CF/88 em favor do 
trabalhador. Todo empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias, sem 
prejuízo da remuneração. Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de 
trabalho, o empregado terá direito a férias, na seguinte proporção: 30 (trinta) dias corridos, 
quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) vezes; 24 (vinte e quatro) dias 
corridos, quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas; 18 (dezoito) dias corridos, 
quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas; 12 (doze) dias corridos, quando 
houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas. As férias serão concedidas por 
ato do empregador, em um só período, nos 12 (doze) meses subsequentes à data em que o 
empregado tiver adquirido o direito. Desde que haja concordância do empregado, as férias 
poderão ser usufruídas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior 
a quatorze dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a cinco dias corridos, cada 
um. É vedado o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de 
repouso semanal remunerado.
FÉRIAS COLETIVAS: poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados 
de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores da empresa. As férias 
poderão ser gozadas em 2 (dois) períodos anuais desde que nenhum deles seja inferior a 10 
(dez) dias corridos. O empregador comunicará ao órgão local do Ministério do Trabalho, com 
a antecedência mínima de 15 (quinze) dias, as datas de início e fim das férias, precisando 
quais os estabelecimentos ou setores abrangidos pela medida.
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SALÁRIO-MÍNIMO: é a contraprestação mínima devida e paga diretamente pelo empregador 
a todo trabalhador,observadas as normas da CLT, assinale a opção que você 
apresentaria em defesa de sua cliente.
a) O tempo despendido para a troca de uniforme sempre será computado na duração do 
trabalho, pois o empregado já se encontra nas dependências do empregador. Já o tempo 
despendido na higienização não deve ser computado.
b) Inexistindo obrigatoriedade de troca de uniforme nas dependências do empregador, o 
tempo despendido não é computado na jornada de trabalho. Tampouco deve ser computado 
o tempo de higienização.
c) O tempo despendido na troca de uniforme, assim como o gasto na higienização do mesmo, 
são computados na jornada de trabalho, pois estão relacionados diretamente com a função 
desempenhada e a obrigatoriedade de trabalhar com o uniforme.
d) O tempo despendido na higienização do uniforme deverá ser computado na duração do 
trabalho, pois reduz o intervalo mínimo entre duas jornadas. Já a troca de uniforme comum 
não deve ser computado, porque não há obrigatoriedade de troca na empresa.
021. 021. (FGV/OAB/1ª FASE/2023) Francisco é caseiro desde 2019 em uma chácara localizada 
em área urbana, cujo proprietário aluga o imóvel por temporada por meio de um site 
especializado neste tipo de negociação. Francisco tem a incumbência de manter limpa a 
casa, receber os locatários e atender às eventuais necessidades deles no tocante ao conforto 
e à segurança. Além disso, de 2ª feira a sábado, Francisco faz a manutenção geral do local, 
independentemente de estar locado, para que a aparência esteja sempre impecável e, assim, 
os hóspedes recomendem a estadia na chácara a outros candidatos. Diante desta situação 
e das normas de regência, assinale a opção que indica a categoria profissional de Francisco.
a) Trabalhador intermitente.
b) Empregado doméstico.
c) Empregado rural.
d) Empregado comum.
022. 022. (FGV/OAB/ 1ª FASE/2023) Sílvio Luiz foi convidado pelo seu empregador para ocupar 
interinamente o cargo de supervisor administrativo; sendo certo que, em caso de vacância 
do cargo, este seria preenchido por Sílvio Luiz. Diante desta situação, você foi consultado, 
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como advogado(a) do empregado, para saber acerca dos seus direitos na hipótese. Sobre 
o caso apresentado, de acordo com o texto em vigor da CLT e a jurisprudência consolidada 
do TST, assinale a afirmativa correta.
a) Caso não haja a vacância e cessada a interinidade do cargo, Sílvio Luiz terá que ser 
desligado da empresa por motivo econômico, o que afasta o pagamento da multa de 40%, 
pois a alteração contratual de reversão será ilícita e autorizada a dispensa na hipótese por 
justo motivo.
b) Sílvio Luiz, no caso de vacância definitiva do cargo, passará a ocupá-lo e terá necessariamente 
direito ao salário do seu antecessor.
c) Sendo a hipótese de férias do efetivo supervisor administrativo que ensejou o trabalho 
interino de Sílvio Luiz no cargo, este último não faz jus ao mesmo salário do substituído 
no período.
d) Considerando que o exercício do cargo será interino, não havendo a vacância posterior, 
Sílvio Luiz terá garantido o retorno ao seu cargo anterior e a contagem de tempo de serviço 
no cargo ocupado temporariamente.
023. 023. (FGV/OAB/ 1ª FASE/2023) Vladimir, formado em Educação Física, 28 anos de idade, era 
instrutor em uma academia de ginástica há 1 ano, com a CTPS devidamente assinada. Ao 
ser comunicado pelo empregador de sua dispensa sem justa causa, com aviso prévio que 
deveria ser trabalhado, Vladimir foi tomado de intensa emoção e teve um ataque cardíaco 
fulminante, vindo a óbito. De acordo com a situação retratada e a norma de regência, 
assinale a afirmativa correta.
a) A sociedade empresária será condenada pelo acidente do trabalho sofrido, mas não 
haverá indenização pela extinção do contrato porque o aviso prévio não foi cumprido.
b) As verbas devidas serão pagas, em quotas iguais, aos dependentes de Vladimir habilitados 
perante a Previdência Social e, na falta, aos sucessores previstos na lei civil.
c) Não haverá responsabilidade civil do empregador por se tratar de caso fortuito e a Lei 
determina, no caso de morte suspeita, a consignação em pagamento dos valores devidos.
d) A morte do empregado extingue o contrato de trabalho e a indenização a ser paga será 
a metade do que é devido pela dispensa sem justa causa.
024. 024. (FGV/OAB/ 1ª FASE/2023) Anne é diretora não empregada de uma grande multinacional. 
Ela tem contraprestação pecuniária elevada e algumas vantagens pelo cargo que ocupa 
como, por exemplo, veículo com motorista e o aluguel de uma espaçosa residência. Na última 
assembleia, no entanto, Anne levou a debate sua pretensão de receber mensalmente FGTS 
em conta vinculada. Sobre a pretensão de Anne, de acordo com a lei de regência, assinale 
a afirmativa correta.
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a) A pretensão é inviável, porque Anne não tem o contrato regido pela CLT e, assim, não 
pode ter FGTS.
b) Se a sociedade empresária desejar, poderá equiparar, para fins de FGTS, o diretor não 
empregado aos demais trabalhadores.
c) A Lei permite atender ao pedido, mas Anne terá creditada metade do percentual do FGTS 
de um empregado regular.
d) Para ter direito ao FGTS, Anne terá que renunciar ao cargo que ocupa e passar a ser 
diretora empregada. Trata-se de diretor não empregado.
025. 025. (FGV/OAB/2023) A sociedade empresária Soluções Perfeitas Ltda. pretende implantar 
banco de horas com compensação das eventuais horas extras cumpridas em até 2 meses e, 
caso não compensadas, com pagamento ao empregado com adicional legal. Considerando 
esses fatos e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) A instituição do banco de horas depende de norma coletiva para sua validade, porque a 
compensação será superior a 30 dias.
b) O banco de horas poderá ser pactuado por acordo individual escrito, porque a compensação 
será feita em menos de 6 meses.
c) O banco de horas é proibido por Lei, independentemente do tempo previsto para 
compensação das horas.
d) O banco de horas pode ser feito por acordo individual ou coletivo independentemente 
do tempo para compensação, desde que seja pago o adicional legal para as horas não 
compensadas.
026. 026. (FGV/OAB/2024) Foi protocolizada petição de homologação de acordo extrajudicial à 200ª 
Vara do Trabalho de Florianópolis. As partes envolvidas são Luísa, empregada doméstica, e 
José Pedro, seu ex−empregador. O valor apresentado para o acordo é de R$ 27.000,00 (vinte 
e sete mil reais), pagos em duas parcelas iguais e sucessivas, sendo mantidas as anotações 
na CTPS de Luísa. Empregada e empregador estão representados pelo mesmo advogado. 
Sobre esses fatos, segundo os termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Não é possível a homologação, porque as partes não podem ser representadas pelo 
mesmo advogado.
b) Na homologação de acordo extrajudicial, os empregados precisam ser assistidos pelo 
advogado do seu sindicato de classe.
c) Contanto que ambas as partes ratifiquem perante o Juiz o desejo de realizar a transação, 
o acordo deve ser homologado pelo Magistrado.
d) Tratando−se de um procedimento especial de jurisdição voluntária, o Juiz não pode negar 
a homologação de acordo alegando vício formal.
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027. 027. (FGV/OAB/2024) Em uma reclamação trabalhista requerendo a responsabilidade civil 
do empregador em razão de uma alegada doença profissional, o Juiz deferiu a realização 
de perícia, sendo que ambas as partes quesitaram e indicaram assistentes técnicos. No 
laudo, foi detectado que realmente houve a doença ocupacional. Com base nele, o Juiz 
julgou procedente o pedido. Sobre os honorários do perito e dos assistentes, considerando 
o entendimento consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) A empresa deverá arcar com os honorários do perito e do assistente técnico do autor.
b) A Justiça arcará com os honorários do perito, e cada parte será responsável pelos 
honorários do seu assistente técnico.
c) Cada parte arcará com metade do valor dos honorários do perito e integralmente com 
os honorários de seu assistente técnico.
d) O réu será condenado a pagar os honorários do perito, porque sucumbiu no objeto da 
prova, e arcará com os honorários do assistente técnico por ele indicado.
028. 028. (FGV/OAB/2024) Em sede de reclamação trabalhista você advoga para a parte autora. 
Dos três pedidos formulados, você sagrou−se vitorioso em dois, horas extras e equiparação 
salarial, sucumbindo apenas no pedido de integração da habitação. Atendendo a um 
desejo de seu cliente, optou−se por não recorrer, tendo o prazo recursal transcorrido 
integralmente. A ré, por sua vez e no seu prazo, apresentou recurso pertinente e, agora, 
o processo encontra−se com prazo para você contrarrazoar o recurso da ré. Ocorre que 
seu cliente mudou de opinião, já que o processo irá se alongar por conta do recurso da ré. 
Diante disso, indagou−lhe se caberia alguma medida processual para que fosse reexaminada 
a questão relativa à integração da habitação. Com base no enunciado e no entendimento 
consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) Caberá recurso adesivo.
b) Caberá recurso ordinário.
c) Caberá agravo de instrumento.
d) Não há medida a ser adotada, transitando em julgado a decisão do pedido de integração 
da habitação.
029. 029. (FGV/OAB/2024) Em determinada reclamação trabalhista, o recurso ordinário interposto 
pela ex-empregadora encontra-se pendente de julgamento e alcança todo o objeto da 
condenação. Para agilizar o procedimento, o reclamante iniciou a execução provisória do 
julgado, apresentando os cálculos de liquidação pertinentes, que foram submetidos à análise 
do adversário, da contadoria do juízo e, depois, homologados por serem reputados corretos. 
O juiz concedeu 48 horas para que a sociedade empresária depositasse a quantia nos autos, 
o que foi cumprido. Logo depois o exequente peticionou a liberação do valor homologado 
a seu favor. Diante desses fatos e do disposto na CLT, assinale a afirmativa correta.
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a) Inviável a pretensão, porque a execução provisória fica limitada ao bloqueio ou à penhora.
b) É possível a liberação, desde que o trabalhador assine um termo de compromisso garantindo 
que devolverá a quantia caso a decisão seja revertida pelo Tribunal.
c) Tendo o crédito trabalhista natureza alimentar, o juiz poderá liberar o valor sem qualquer 
condição.
d) Na Justiça do Trabalho, como regra, os recursos têm efeito suspensivo, de modo que 
não é possível a execução provisória, havendo evidente falha do juiz.
030. 030. (FGV/OAB/2024) Em sede de reclamação trabalhista, a decisão deferindo horas extras 
para o autor transitou em julgado. Após a liquidação de sentença e fixado o débito em 
R$ 10.000,00, a sociedade empresária que é ré foi intimada a pagar. Ocorre que, você, 
advogado(a) da sociedade empresária ré, entendeu que os valores estavam incorretos. Seu 
cliente teve um veículo penhorado para garantir a execução. Você apresentou embargos à 
execução tempestivamente, contestados pela parte contrária. O juiz julgou improcedente 
sua alegação e manteve o valor. Seu cliente lhe perguntou se haveria mais alguma medida 
para discutir o valor. Admitindo que você foi notificado da decisão na data de ontem e que 
ela não contém nenhum vício processual formal, assinale a opção que indica o recurso cabível.
a) Agravo de Instrumento.
b) Agravo de Petição.
c) Ordinário.
d) Recurso de Revista.
031. 031. (FGV/OAB/2024) Tereza ajuizou reclamação trabalhista contra o seu ex empregador, 
que foi julgada totalmente procedente, com a concessão de 10% de honorários advocatícios 
sucumbenciais. Transitado em julgado sem interposição de recurso, o juiz determinou que o 
calculista da Vara calculasse o valor da dívida. As partes verificaram as contas elaboradas, 
sem haver discordância. Ocorre que, dez dias depois, sem que o executado ainda tivesse 
sido citado para pagar a dívida, você, como advogado(a) de Tereza, revisitou os cálculos de 
liquidação da Contadoria e notou que, por falha involuntária, os honorários advocatícios 
sucumbenciais não haviam sido incluídos na conta, e que o prazo para impugnação da 
sentença de liquidação já havia transcorrido. Sobre os honorários advocatícios, considerando 
os fatos narrados e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) O advogado de Tereza perdeu o direito aos honorários.
b) O causídico ainda poderá perseguir os honorários, mas deverá fazê-lo em ação própria.
c) Os honorários poderão ser incluídos na conta, se houver concordância expressa do 
executado.
d) Os honorários, por se tratar de erro material de cálculo, poderão ser incluídos na conta, 
mesmo após o prazo para impugnação.
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032. 032. (FGV/OAB/2024) Em sede de reclamação trabalhista na qual você advoga para o 
empregado, foi celebrado acordo entre as partes ainda na fase de conhecimento, antes da 
prolação da sentença. Na petição de lavra conjunta entre os advogados das partes nada 
constou acerca das custas processuais. Seu cliente é beneficiário da gratuidade de justiça, 
conforme decisão constante do processo desde o início. Sobre as custas processuais, 
considerando o silêncio das partes e havendo acordo, segundo o texto da CLT, assinale a 
afirmativa correta.
a) As custas deverão incidir em 2% sobre o valor do acordo e serão divididas em frações 
iguais pelas partes, sendo que, no caso de seu cliente, não haverá o pagamento por força 
da gratuidade de justiça.
b) As custas deverão incidir em 10% sobre o valor do acordo e serão integralmente recolhidas 
pela parte ré.
c) As custas deverão incidir em 2% sobre o valor do acordo e ficarão integralmente sob 
responsabilidade da parte autora que, na hipótese, está dispensada do recolhimento por 
força da gratuidade de justiça.
d) As custas deverão incidir em 5% sobre o valor da causa, já que não houve prolação de 
sentença, e serão rateadas igualmente pelas partes, dispensado o autor do recolhimento 
pela gratuidade de justiça
033. 033. (FGV/OAB/2024) Você é advogado de um trabalhador em sede de reclamação trabalhista.Em que pese o direito de seu cliente ser constitucionalmente assegurado, pois se trata de 
férias não gozadas um ano após o período aquisitivo, que tampouco foram indenizadas, a 
sentença de primeiro grau considerou o pedido improcedente. Do mesmo modo o recurso 
pertinente contra essa decisão também teve o provimento negado. Diante disso, considerando 
a decisão contrária ao dispositivo constitucional, você interpôs o recurso cabível, que não 
foi admitido sob a alegação de que não preenchia os pressupostos para tanto. Diante disso, 
assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, a medida a ser adotada no interesse 
do seu cliente, sendo certo que as decisões não contêm nenhum vício de dúvida, omissão, 
obscuridade ou contradição.
a) Recurso de Revista.
b) Agravo de Instrumento.
c) Recurso Extraordinário.
d) Agravo de Petição.
034. 034. (FGV/OAB/2024) Em determinada reclamação trabalhista, com a presença das partes e 
dos advogados, ocorreu a 1ª audiência apenas para a tentativa de conciliação, que não teve 
sucesso. Então, o juiz recebeu a defesa e deferiu as provas testemunhais e os depoimentos 
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pessoais recíprocos, sob pena de confissão, designando a data da instrução. Chegado o dia 
da audiência de instrução, as partes foram apregoadas e nenhuma delas estava presente, 
não havendo qualquer justificativa para as ausências. Assinale a opção que indica o que 
deve ocorrer com esse processo.
a) O juiz deverá designar nova audiência.
b) O juiz deve aplicar a confissão somente em desfavor do autor.
c) O magistrado julgará de acordo com a distribuição do ônus da prova.
d) O processo será arquivado.
035. 035. (FGV/OAB/2025) Jeferson trabalhou em São Paulo de 2018 a 2023, quando foi dispensado 
sem justa causa e voltou para sua cidade de origem, Fortaleza/CE. Entendendo ter realizado 
sobrejornada sem receber, Jeferson contratou um advogado na sua cidade que ajuizou 
reclamação trabalhista distribuída a uma das Varas de Fortaleza/CE requerendo o pagamento 
de horas extras. A ex-empregadora foi citada para a audiência, que ocorrerá em quatro 
meses, mas pretende deslocar o feito para São Paulo, pois foi o único local da prestação 
de serviços e onde o autor foi contratado. Para tanto, a ex-empregadora o(a) contratou 
como advogado(a). Na qualidade de advogado(a) da sociedade empresária, considerando 
os fatos e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) A sociedade empresária poderá apresentar a exceção de incompetência territorial até 
a audiência.
b) A sociedade empresária deve apresentar a exceção de incompetência territorial em até 
dez dias corridos, contados da citação.
c) A sociedade empresária deverá apresentar a exceção de incompetência territorial em 
cinco dias úteis, contados da citação.
d) Não se poderá apresentar exceção de incompetência territorial, porque a ação pode ser 
ajuizada no domicílio do autor, ainda que não coincida com o local da prestação dos serviços.
036. 036. (FGV/OAB/2024) Você advoga para o empregado, credor em uma reclamação trabalhista 
cuja decisão transitou em julgado. A liquidação de sentença foi promovida e, após 
manifestações das partes, foi homologado o cálculo da parte ré. Você continua entendendo 
que há erro nos cálculos homologados e pretende continuar a discutir a matéria. Diante 
disso, assinale a opção que apresenta a medida a ser adotada no interesse do seu cliente.
a) Deverá ser apresentado embargos à execução no prazo de cinco dias independentemente 
da garantia da execução ou da penhora.
b) Não cabe qualquer medida, uma vez que se operou a preclusão, pois já houve manifestação 
sobre a conta de liquidação.
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c) Na sua manifestação, a ser feita em dez dias após a garantia do juízo, não há restrição de 
matéria, podendo ser discutido não só os cálculos, mas também a sentença de conhecimento.
d) Após a garantia da execução ou penhorados os bens, você poderá apresentar impugnação 
à sentença de liquidação em cinco dias.
037. 037. (FGV/OAB/2023) Determinada sociedade empresária, sua cliente, recebeu a visita de 
fiscais do trabalho, os quais apontaram haver irregularidades quanto às condições de trabalho 
de alguns empregados, bem como entenderam irregular, no dia, estarem nas dependências 
da empresa pessoas prestadoras de serviço por intermédio de MEI – Microempreendedor 
Individual. Diante disso, foram lavrados dois autos de infração aplicando multas severas, sendo 
concedido prazo de 30 dias para pagamento, sob pena de fechamento do estabelecimento. 
Não foi facultado à sua cliente nenhum direito à ampla defesa, sendo certo que, de fato, 
nada foi verificado pelos fiscais. A sociedade empresária tem a documentação de todas 
as condições de trabalho e alega que os prestadores de serviço são autônomos. Assinale 
a opção que indica a medida juridicamente cabível que melhor atenda, com urgência, aos 
interesses da sua cliente de sustar os autos de infração.
a) Mandado de Segurança na Justiça do Trabalho.
b) Agravo de Petição na Justiça do Trabalho.
c) Mandado de Segurança na Justiça Federal.
d) Agravo de Instrumento na Justiça do Trabalho.
038. 038. (FGV/OAB/2023) John estava empregado em uma sociedade empresária de óleo e 
gás, mas foi injustamente dispensado por justa causa, com base em uma falsa acusação 
de consumo de álcool a bordo da plataforma, no dia 20/03/2023. Você, como advogado 
de John, ajuizou reclamação trabalhista e a única testemunha do seu cliente não fala ou 
entende português, apenas inglês. Você a arrolou como testemunha, e já requereu e obteve 
o benefício da gratuidade de justiça. Sobre seu requerimento para a produção da prova, 
assinale a afirmativa correta.
a) Você deverá requerer ao juiz um intérprete, que será custeado pela ré, se sucumbente 
no objeto da prova, ou pela União, se você for a parte sucumbente.
b) Deverá ser requerido ao juiz um intérprete, que, independentemente da gratuidade de 
justiça, deverá ser custeado pela parte a quem o depoimento interessar.
c) Considerando que seu cliente fala inglês, ele poderá servir de intérprete pelo princípio 
da economia processual.
d) A gratuidade de justiça não alcança o intérprete, sendo apenas para custas e perícias 
judiciais, logo a parte autora deverá custear a despesaprocessual.
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039. 039. (FGV/OAB/2023) O Município de Sete Lagoas/MG foi condenado de forma subsidiária 
numa reclamação trabalhista envolvendo terceirização. Sendo infrutífera a execução contra 
o prestador dos serviços, a execução foi direcionada em desfavor do Município, que pretende 
ajuizar embargos à execução questionando os cálculos. Sobre o caso, de acordo com a Lei 
de Regência, assinale a afirmativa correta
a) Será obrigatório garantir o juízo, porque não há privilégios na Justiça do Trabalho.
b) É desnecessária a garantia do juízo diante da naturezajurídica do executado.
c) Para serem admitidos os embargos, o Município deverá depositar metade do valor 
exequendo.
d) O juízo precisa ser garantido com seguro fiança judicial para não abalar as finanças do 
ente público.
040. 040. (FGV/OAB/2023) De uma sentença trabalhista, que julgou o pedido procedente em 
parte, somente o reclamante recorreu. No prazo de 8 dias da intimação acerca do recurso, 
a sociedade empresária apresentou contrarrazões ao recurso ordinário e recurso ordinário 
adesivo. Do recurso adesivo, o juiz concedeu vista ao reclamante, que se manifestou 
desistindo do recurso principal. Diante do caso retratado e dos termos da legislação em 
vigor, assinale a afirmativa correta.
a) Não existe previsão de recurso adesivo na CLT e, por isso, ele não pode ser interposto na 
Justiça do Trabalho.
b) O recurso adesivo pode ser manejado na seara trabalhista, e, com a desistência do recurso 
principal, o adesivo será admitido e apreciado pelo TRT.
c) O recurso adesivo, com a desistência do recurso principal, não poderá ser conhecido, 
ocorrendo assim o trânsito em julgado da sentença.
d) A desistência do recurso principal dependerá de concordância da parte contrária, porque 
isso pode gerar consequência ao recurso adesivo.
041. 041. (FGV/OAB/2023) Você advoga para um ex-empregado, em sede de reclamação trabalhista 
em face de uma sociedade empresária, e também em face dos sócios desta. O curso processual 
vem sendo bastante conturbado. A parte ré deduziu fatos manifesta e notoriamente 
inverídicos em juízo; ela vem utilizando meios e modos de retardar o desfecho processual, 
arrolando testemunhas que não são localizadas, requerendo a substituição de testemunhas 
e provocando adiamentos desnecessários de audiências, no intuito de suscitar eventual 
futura nulidade. Seu cliente perguntou se as condutas poderiam ensejar o requerimento e 
consequente condenação em litigância de má-fé, em razão de considerar que tais condutas 
representam procedimento contrário à boa ordem processual. Nesse sentido, de acordo 
com o texto da CLT, assinale a afirmativa correta.
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a) Não é vedado a parte promover incidentes processuais sem fundamento, com intuito 
de retardar o andamento processual, já que o amplo direito de defesa é assegurado 
constitucionalmente.
b) Os valores da multa de litigância de má-fé sempre incidem sobre o valor da causa, ainda 
que irrisório o valor, pois existem as demais reparações previstas na lei.
c) Não constitui conduta passível de litigância de má-fé a parte formular alegações em 
sede de contestação contrária a texto expresso de lei, pois cabe ao juiz rechaçar a alegação.
d) As condutas ensejam litigância de má-fé e têm previsão legal, sendo passíveis de multa 
superior a 1% e inferior a 10% sobre o valor corrigido da causa, entre outras penalidades.
042. 042. (FGV/OAB/2023) Depois de fracassar a tentativa pacífica de negociação para realizar 
uma convenção coletiva de âmbito municipal, o sindicato dos empregados ajuizou dissídio 
coletivo que, depois de regularmente processado nos moldes da Lei, recebeu sua sentença 
normativa. Ocorre que o sindicato dos empregadores não concorda com algumas das cláusulas 
fixadas, e pretende recorrer da decisão. Diante da situação retratada e dos termos da CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) Caberá recurso ordinário para o TST.
b) Por se tratar de sentença normativa, é irrecorrível.
c) Caberá recurso de revista para o TST.
d) Caberá recurso ordinário para o TRT.
043. 043. (INÉDITA/2025) Na CLT, sobre DOS ATOS, TERMOS E PRAZOS PROCESSUAIS, é correto aduzir:
a) Os prazos estabelecidos serão contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo 
e inclusão do dia do vencimento.
b) Os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse 
social, e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
c) A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, independentemente de 
autorização expressa do juiz ou presidente.
d) Interrompe-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro 
e 20 de janeiro, inclusive.
044. 044. (FGV/OAB/2023) Leonardo Pereira e Panificação Pão Fresquinho Ltda. decidiram, 
amigavelmente, encerrar a relação de emprego mantida entre eles. Porém, as verbas 
rescisórias não eram incontroversas, uma vez que discutiam diferenças de horas extras e 
reflexos; trabalho em feriados e reflexos; intervalo para alimentação e descanso; além de 
adicional de insalubridade. Sendo assim, após muito conversarem, chegaram a um bom termo. 
Contudo, para segurança jurídica de ambos, gostariam que a avença fosse chancelada pela 
Justiça do Trabalho. Para isso, de acordo com o texto da CLT em vigor, as partes deverão:
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Resumo (Bônus) 
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a) fazer uso do jus postulandi e ajuizar uma reclamação trabalhista do empregado em 
face do empregador com todos os pedidos, e, no dia designado para a audiência, deverão 
comparecer e celebrar o acordo.
b) fazer uso do jus postulandi e dar entrada no processo de homologação de transação 
extrajudicial em petição conjunta e aguardar a homologação do juiz.
c) estar representadas por advogados independentes que darão entrada em petição conjunta 
do processo de homologação de transação extrajudicial.
d) estar representadas por advogado, que poderá ser comum a ambas, e darão entrada em 
petição conjunta do processo de homologação de transação extrajudicial.
045. 045. (FGV/OAB/2023) Pedro Arnaldo ajuizou reclamação trabalhista em face da ex-
empregadora. No dia da audiência, rejeitada a possibilidade de acordo, o feito foi contestado. A 
parte ré, porém, requereu o adiamento em razão da ausência de uma testemunha, que estava 
intimada regularmente. Na audiência seguinte Pedro Arnaldo, sem qualquer justificativa, 
não compareceu. Diante disso, nos termos da CLT e do entendimento jurisprudencial 
consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência, 
não importa arquivamento do processo.
b) A ausência do reclamante importará no arquivamento do feito na hipótese.
c) O feito deverá ser novamente adiado para o comparecimento do reclamante, que não 
deu causa ao adiamento anterior.
d) Ausente o interesse de agir, o feito deverá ser extinto sem resolução do mérito.
046. 046. (FGV/OAB/2023) Tomás teve o pedido de sua reclamação trabalhista julgado procedente 
em parte. Com o trânsito em julgado, adveio a fase executória e o juiz lhe conferiu prazo para 
apresentar os cálculos atualizados, o que foi feito. Desse cálculo, a executada foi intimada a 
se manifestar, mas quedou-se inerte. Em seguida, após ratificação pelo calculista da Vara, 
o juiz homologou o cálculo de Tomás e citou o executado para pagamento. O executado 
apresentou guia de depósito do valor homologado e, 5 dias após, ajuizou embargos à 
execução, questionando os cálculos homologados, entendendo que estavam majorados. 
Diante da situação retratada e da previsão da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Os embargos não serão apreciados porque intempestivos, já que o prazo é de 3 dias úteis.
b) Cabíveis embargos à execução no prazo de até 5 dias úteis após a garantiado juízo, daí, 
o mérito dele será apreciado.
c) Há preclusão porque a empresa silenciou acerca dos cálculos, logo o mérito dos embargos 
não será apreciado.
d) Os embargos são tempestivos, não há preclusão, mas faltou realizar o preparo com 
acréscimo de 30%, daí o mérito não será apreciado.
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047. 047. (INÉDITA/2025) Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas 
ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas 
propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas 
relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado 
o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de:
a) uma vez o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social
b) duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social
c) três vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social
d) quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
048. 048. (INÉDITA/2025) Sobre PARTES e PROCURADORES, no âmbito do processo do trabalho, 
tem-se como INCORRETO:
a) O jus postulandi só existe para o trabalhador na Justiça do Trabalho, por ser ele a parte 
hipossuficiente.
b) Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se representar 
por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos 
Advogados do Brasil.
c) Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado.
d) Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, 
fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) 
sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não 
sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
049. 049. (FGV/OAB/2023) Foi proferida uma sentença normativa em dissídio coletivo envolvendo 
os sindicatos de determinada categoria. Na decisão transitada em julgado foi determinada 
a entrega mensal de ticket refeição e ticket alimentação no valor de R$ 150,00 cada. Ocorre 
que uma das sociedades empresárias vinculadas ao sindicato da categoria econômica não 
está cumprindo a sentença normativa, que se encontra em vigor. De acordo com a CLT, para 
que a cláusula normativa seja observada, o sindicato deve se valer de uma ação:
a) monitória.
b) de execução de título extrajudicial.
c) civil coletiva.
d) de cumprimento.
050. 050. (FGV/OAB/2023) Natália ajuizou reclamação trabalhista contra o ex-empregador e a 
ação adotou o rito sumaríssimo. Natália teve procedência parcial do seu pedido, tendo havido 
recurso do ex-empregador. O TRT local manteve a sentença, mas, na ótica da sociedade 
empresária, a decisão violou frontalmente uma orientação jurisprudencial (OJ) do TST, daí 
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porque interpôs recurso de revista para tentar revertê-la sob esse fundamento. Diante do 
fato apresentado e das normas previstas na CLT, assinale a afirmativa correta.
a) O recurso de revista não será admitido, porque não houve violação de Súmula do TST, de 
Súmula vinculante do STF e nem violação direta da Constituição Federal.
b) O recurso em exame será admitido, porque cabe ao TST manter a autoridade da sua 
jurisprudência contra decisões que a violem.
c) O recurso de revista não será admitido, porque ele só tem cabimento para as causas que 
tramitam pelo procedimento ordinário, o que não é a hipótese.
d) O recurso de revista, no caso apresentado, sempre será admitido se houver alegação de 
violação às Súmulas e às orientações jurisprudenciais do TST, bem como violação de Lei 
Federal.
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GABARITOGABARITO
1. c
2. b
3. d
4. c
5. c
6. b
7. c
8. d
9. c
10. a
11. d
12. d
13. c
14. a
15. b
16. b
17. b
18. b
19. d
20. d
21. d
22. d
23. b
24. b
25. b
26. a
27. d
28. a
29. a
30. b
31. d
32. a
33. b
34. c
35. c
36. b
37. a
38. a
39. b
40. c
41. d
42. d
43. a
44. c
45. a
46. b
47. d
48. a
49. d
50. a
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/OAB/2024) Em sede de acordo coletivo, firmado em janeiro de 2024 e com vigência 
de dois anos, entre uma sociedade empresária e o sindicato da categoria profissional, 
constou cláusula determinando que o tempo de deslocamento dos empregados do portão 
até o interior da sociedade empresária, onde se situa o relógio de ponto, seria computado 
na jornada de trabalho. Isso porque o deslocamento é feito em transporte fornecido pela 
sociedade empresária e dura cerca de 20 minutos. Sobre a jornada, não consta mais nada 
na norma coletiva. A sociedade empresária, por liberalidade, mantém salas de recreação, 
biblioteca e uma capela. A utilização desses espaços antes e após o trabalho e durante os 
intervalos é facultada aos empregados. Em razão do ajuizamento de uma ação trabalhista 
por um ex-empregado, a sociedade empresária indagou a você, como advogado(a), se 
todos esses períodos, seja o de deslocamento, seja o tempo despendido nos espaços 
mencionados, deveriam integrar a jornada de trabalho. Acerca do tema, com base na CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) Todos os períodos não se computam na jornada de trabalho dos empregados.
b) Apenas o tempo de utilização da capela deve ser computado na jornada, pois o Estado 
é laico.
c) Apenas o período de deslocamento deve integrar a jornada por força da norma coletiva. 
Os demais períodos não são considerados tempo à disposição.
d) O período de deslocamento assim como o período de utilização da biblioteca, voltado 
para o estudo, devem ser computados na jornada. Os demais períodos não são computados 
na jornada.
O tempo de deslocamento é válido por força de negociação coletiva. Nos demais casos, não 
há inserção de cômputo de jornada por força da CLT:
Art. 4, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como 
período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco 
minutos previstos no § 1º do art. 58 desta Consolidação, quando o empregado, por escolha 
própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições 
climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer 
atividades particulares, entre outras:
I – práticas religiosas;
II – descanso;
III – lazer;
IV – estudo;
V – alimentação;O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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VI – atividades de relacionamento social;
VII – higiene pessoal;
VIII – troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na 
empresa.
Letra c.
002. 002. (FGV/OAB/2024) Leopoldo foi contratado, em 2020, por uma sociedade empresária 
de terceirização, como auxiliar de limpeza. Ele cumpre jornada em regime de tempo parcial 
de 22 horas semanais, conforme previsto e autorizado na norma coletiva da sua categoria. 
Após um ano de trabalho sem faltas injustificadas, é chegado o momento de Leopoldo 
fruir férias. Sobre a solicitação de Leopoldo, considerando o que dispõe a CLT, assinale a 
afirmativa correta.
a) Por ser empregado em regime de tempo parcial, ele não terá direito a férias remuneradas.
b) Tal qual os demais empregados, ele terá direito a 30 dias de férias com adicional de 1/3.
c) Ele somente terá direito a férias se isso estiver expressamente previsto na convenção 
coletiva de sua categoria.
d) Por cumprir apenas a metade da jornada dos demais empregados, ele terá direito a 15 
dias de férias com adicional de 1/3.
Em relação às férias em regime de tempo parcial, a CLT regulamenta:
Art. 58 A, § 7º As férias do regime de tempo parcial são regidas pelo disposto no art. 130 desta 
Consolidação.
Por sua vez, afirma o art. 130:
Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá 
direito a férias, na seguinte proporção:
I – 30 (trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) vezes;
Letra b.
003. 003. (FGV/OAB/2024) Em 2023, Denilson ajuizou reclamação trabalhista contra um 
supermercado alegando que lá trabalhou de 2004 a 2008 sem ter a CTPS assinada. Na 
reclamação, ele requereu a declaração do vínculo empregatício naquele período para fins 
de anotação na carteira profissional, pois precisaria desse interregno para conseguir sua 
aposentadoria no INSS. Em defesa, a sociedade empresária alegou prescrição, pois a ação 
foi ajuizada após o biênio constitucional. Considerando esses fatos e o que dispõe a CLT, 
assinale a afirmativa correta.
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a) A sociedade empresária está equivocada, pois o prazo é de 30 anos, tal qual sucede com 
o FGTS.
b) A prescrição se consolidou e poderia ser conhecida de ofício pelo Juiz, mesmo não 
havendo defesa.
c) A sociedade empresária está correta, havendo prescrição porque a ação foi ajuizada mais 
de 2 anos após a ruptura.
d) A sociedade empresária está incorreta, pois as ações que têm por objeto anotações para 
fins de prova junto à Previdência Social são imprescritíveis.
Existe a prescrição bienal e quinquenal, conforme o teor do art. 7º da CF/88, mas não se 
aplicam nos casos de pedidos declaratórios, como anotação da CTPS, pois são imprescritíveis. 
O art. 11, parágrafo 1º da CLT, exclui a incidência dos prazos prescricionais sobre as ações 
envolvendo anotações junto à Previdência Social.
Letra d.
004. 004. (FGV/OAB/2024) Os irmãos Décio e Beatriz são empresários. Décio explora a atividade 
pesqueira, enquanto Beatriz tem duas lojas de calçados. Em 2023, a sociedade empresária de 
Décio teve uma reclamação trabalhista ajuizada por um operador de produção que inseriu, 
na petição inicial, a sociedade empresária de Beatriz, advogando existir grupo econômico, 
apenas em razão do parentesco entre Décio e Beatriz. Considerando esses fatos e o que 
dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) O autor está correto, pois existe vínculo familiar entre Décio e Beatriz.
b) Para se caracterizar grupo econômico somente é necessário haver identidade de sócios.
c) Não há grupo econômico porque não há direção, controle ou administração de uma 
empresa sobre outra.
d) O grupo econômico pode ser reconhecido pelo parentesco, mas apenas na fase executória 
da reclamação.
Na questão não se trata de grupo econômico, pois não preenchidos os requisitos da CLT:
Art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade 
jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, 
mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis 
solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para a 
configuração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses 
e a atuação conjunta das empresas dele integrantes.
Letra c.
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DiReito Do tRaBalho 
Resumo (Bônus) 
Maria Rafaela
005. 005. (FGV/OAB/2024) Geraldo trabalha desde 2022 para uma sociedade empresária, atua 
na região metropolitana do Estado e recebe um salário fixo de R$ 4.000,00, sem qualquer 
desconto, exceto o imposto sobre a renda e o INSS. Além disso, desfruta de um pacote 
de benefícios que inclui auxílio−alimentação em forma de ticket, habitação num luxuoso 
apartamento, plano de saúde e auxílio-educação (compreendendo os valores relativos à 
matrícula, à mensalidade, à anuidade, aos livros e ao material didático). Geraldo consultou 
você, como advogado(a), para saber quais benefícios devem ter seu valor integrado à sua 
remuneração. Sobre a questão levantada por Geraldo, de acordo com os dados do enunciado 
e com o texto da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Apenas a educação integrará a remuneração.
b) Apenas o valor do plano de saúde não integrará a remuneração.
c) Apenas habitação, fornecida pelo trabalho, integrará a remuneração.
d) Alimentação, habitação, plano de saúde e auxílio−educação integrarão a remuneração.
Dispõe a CLT:
Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos 
legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações “in natura” que a empresa, por 
força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado.
Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.
§ 2º Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes 
utilidades concedidas pelo empregador:
I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no 
local de trabalho, para a prestação do serviço;
II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores 
relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático;
III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou 
não por transporte público;
IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-saúde;
V – seguros de vida e de acidentes pessoais;
VI – previdência privada;
VII – (VETADO)
VIII – o valor correspondente ao vale-cultura.
Logo, apenas a habitação integrará a remuneração.
Letra c.
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DiReito Do tRaBalho 
Resumo (Bônus) 
Maria Rafaela
006. 006. (FGV/OAB/2024) Roberta é estagiária numa fábrica de tecelagem, mesmo lugar onde 
Rogéria atua como aprendiz e que Fabiane trabalha como subgerente. No ano de 2024, 
as três trabalhadoras engravidaram. O empregador consultou você, como advogado(a), 
sobre a possibilidade de dispensar essas trabalhadoras sem justa causa, porque os sócios 
decidiram investir em máquinas modernas, automatizadas, e dispensar 50% da mão de 
obra. Considerando os fatos narrados e a norma de regência, assinale a opção que apresenta 
a orientação correta que você prestou.
a) Apenas Fabiane possui garantia no emprego.
b) Somente Rogéria e Fabiane possuem garantia no emprego.
c) Roberta, Rogéria e Fabiane não poderão ser dispensadas em razão da garantia no emprego 
oriunda da gravidez.
d) Todas as trabalhadoras citadas poderão ser dispensadas sem justa causa em razão da 
força maior apresentada pela empresa.
Roberta é estagiária e é regida pela Lei do Estágio que não prevê a garantia provisória ao 
emprego. No caso de Rogéria e Fabiane são empregadas, mesmo sendo a primeira aprendiz. 
As duas, nos termos da Súmula n. 244 do TST, possuem direito à estabilidade. Não é o caso 
de força maior, tendo em vista que permanecem trabalhadores em atividade e, assim, é 
garantida a mão de obra das gestantes.
Letra b.
007. 007. (FGV/OAB/2024) Paulo trabalha desde 2022 na sociedade empresária Auditorias 
Fidedignas Ltda. como auditor. A empresa possui plano permanente de capacitação e, 
por isso, Paulo viaja com frequência para realizar cursos de auditoria em todo o país e 
se manter sempre atualizado. Em uma dessas viagens, Paulo estava no hotel tomando 
banho e abruptamente, sem motivo aparente, o vidro temperado do banheiro estourou, 
quebrando-se em vários pedaços, sendo que alguns deles atingiram e cortaram Paulo. 
Em virtude disso, o empregado precisou se afastar do serviço por 12 dias, findos os quais 
retornou ao trabalho e reassumiu suas atividades normais. Diante da situação apresentada 
e da legislação em vigor, assinale a afirmativa correta.
a) Uma vez que Paulo não estava trabalhando, o evento não é acidente do trabalho, daí 
porque ele não terá a garantia no emprego por 12 meses.
b) O evento pode ser considerado acidente do trabalho e, por isso, o empregado terá 
estabilidade no emprego por 12 meses a partir do retorno.
c) Trata-se de acidente do trabalho por equiparação, mas Paulo não terá estabilidade 
quando retornar.
d) Não se trata de acidente do trabalho, mas, tendo ocorrido o sinistro, Paulo terá a garantia 
no emprego por um ano.
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Resumo (Bônus) 
Maria Rafaela
Trata-se de acidente de trabalho por equiparação nos termos do art. 21, IV, c da Lei n. 
8.213/91:
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada dentro de seus 
planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção 
utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado.
A estabilidade acidentária é garantida ao trabalhador por, no mínimo, 12 (doze) meses após 
o término do recebimento do auxílio-doença acidentário (art. 118 da Lei n. 8.213/91). No 
caso, não houve recebimento de benefício, pois o afastamento foi interior a 16 dias. Se o 
empregado sofrer acidente de trabalho e for emitida a CAT, com afastamento das atividades 
laborais por período inferior a 15 (quinze) dias, ele não terá direito à estabilidade provisória
Letra c.
008. 008. (FGV/OAB/2024) Antônio Valente é seu cliente por conta de uma reclamação trabalhista 
ajuizada anteriormente, na qual vocês se sagraram vitoriosos. Agora, trabalhando para 
outro empregador, Antônio Valente viu a possibilidade de passar a exercer suas atividades 
em teletrabalho, mas sem saber exatamente o que configuraria essa modalidade. Antes de 
se candidatar à vaga, Antônio resolveu consultar você a respeito do tema. Assinale a opção 
que apresenta, corretamente, sua orientação.
a) O teletrabalho pode ser pactuado, tácita ou expressamente, entre empregado e empregador, 
não necessitando constar do instrumento individual de contrato de trabalho.
b) O trabalho em regime de teletrabalho não pressupõe a prestação dos serviços por jornada, 
por produção ou por tarefa.
c) O teletrabalho será descaracterizado, caso o empregado, habitualmente, tenha que 
comparecer às dependências do empregador e o empregado retornará ao sistema de 
trabalho presencial.
d) O teletrabalho se dá, total ou parcialmente, fora das dependências do empregador, 
não se configurando como trabalho externo, pressupondo a utilização de tecnologias de 
comunicação e informação.
Para responder à questão, observa-se que correta é a alternativa D, conforme o teor da CLT:
Art. 75-B. Considera-se teletrabalho ou trabalho remoto a prestação de serviços fora das 
dependências do empregador, de maneira preponderante ou não, com a utilização de tecnologias 
de informação e de comunicação, que, por sua natureza, não configure trabalho externo.
§ 1º O comparecimento, ainda que de modo habitual, às dependências do empregador para a 
realização de atividades específicas que exijam a presença do empregado no estabelecimento 
não descaracteriza o regime de teletrabalho ou trabalho remoto.
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Resumo (Bônus) 
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§ 2º O empregado submetido ao regime de teletrabalho ou trabalho remoto poderá prestar 
serviços por jornada ou por produção ou tarefa.
§ 3º Na hipótese da prestação de serviços em regime de teletrabalho ou trabalho remoto por 
produção ou tarefa, não se aplicará o disposto no Capítulo II do Título II desta Consolidação.
§ 4º O regime de teletrabalho ou trabalho remoto não se confunde nem se equipara à ocupação 
de operador de telemarketing ou de teleatendimento.
§ 5º O tempo de uso de equipamentos tecnológicos e de infraestrutura necessária, bem como de 
softwares, de ferramentas digitais ou de aplicações de internet utilizados para o teletrabalho, 
fora da jornada de trabalho normal do empregado não constitui tempo à disposição ou regime 
de prontidão ou de sobreaviso, exceto se houver previsão em acordo individual ou em acordo 
ou convenção coletiva de trabalho.
§ 6º Fica permitida a adoção do regime de teletrabalho ou trabalho remoto para estagiários e 
aprendizes.
§ 7º Aos empregados em regime de teletrabalho aplicam-se as disposições previstas na 
legislação local e nas convenções e nos acordos coletivos de trabalho relativas à base territorial 
do estabelecimento de lotação do empregado.
§ 8º Ao contrato de trabalho do empregado admitido no Brasil que optar pela realização de 
teletrabalho fora do território nacional aplica-se a legislação brasileira, excetuadas as disposições 
constantes da Lei n. 7.064, de 6 de dezembro de 1982, salvo disposição em contrário estipulada 
entre as partes.
§ 9º Acordo individual poderá dispor sobre os horários e os meios de comunicação entre empregado 
e empregador, desde que assegurados os repousos legais.
Letra d.
009. 009. (FGV/OAB/2024) Constantino é empregado em umaindústria de fabricação de móveis. 
O empregador ficou ciente de que o Ministério Público Estadual apresentou denúncia 
contra Constantino pela prática de fato típico, antijurídico e culpável, praticado durante 
uma assembleia de condomínio contra um morador do mesmo prédio. A denúncia foi 
recebida pelo juiz criminal e o processo penal teve início. A sociedade empresária consulta 
você, como advogado(a), para saber que efeito jurídico essa situação terá no contrato de 
trabalho. De acordo com a legislação em vigor, assinale a afirmativa que, corretamente, 
apresenta sua resposta.
a) O contrato de trabalho de Constantino ficará suspenso pelo recebimento da denúncia.
b) O recebimento da denúncia é falta grave que automaticamente ensejará a extinção do 
contrato por justa causa.
c) Nenhuma consequência haverá no contrato de trabalho, porque a presunção é de inocência.
d) O contrato de trabalho ficará interrompido e Constantino será considerado licenciado 
até o término da ação penal.
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Resumo (Bônus) 
Maria Rafaela
No caso de denúncia de ação criminal, não existe previsão de suspensão do contrato de 
trabalho e só haverá situação de dispensa por justa causa nos termos do art. 482, d:
d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão 
da execução da pena.
Letra c.
010. 010. (FGV/OAB/2024) Pedro e Vitor trabalham na mesma sociedade empresária. Em 2023, 
Pedro foi convocado para prestar serviço militar obrigatório e Vitor sofreu um grave 
acidente de trabalho, que exigiu seu afastamento do emprego por um ano. Sobre o tempo 
de serviço dos dois empregados, considerando os fatos narrados e o que dispõe a CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) Ambos os empregados terão computado o tempo de afastamento na contagem de tempo 
de serviço para efeito de indenização.
b) Somente Pedro terá computado o tempo de serviço militar na contagem de tempo de 
serviço para efeito de indenização.
c) Nenhum dos empregados terá computado o tempo de afastamento na contagem de 
tempo de serviço para efeito de indenização.
d) Apenas Vitor terá computado o tempo de serviço militar na contagem de tempo de 
serviço para efeito de indenização.
A questão se refere à suspensão do contrato de trabalho e serviço militar. No caso de 
acidente de trabalho, tem-se a garantia provisória no emprego, sendo o caso de interrupção 
do contrato. Dispõe a CLT:
Art. 471. Ao empregado afastado do emprego, são asseguradas, por ocasião de sua volta, todas as 
vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa.
Art. 472. O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro 
encargo público, não constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho por 
parte do empregador.
Letra a.
011. 011. (FGV/OAB/2024) A empresa de trabalho temporário Sempre Alerta Ltda. terceirizará o 
serviço de limpeza da sociedade empresária Extintores Infalíveis Ltda., nela alocando 10 (dez) 
auxiliares de limpeza que se revezarão em turnos de 12 x 36 horas. No contrato apresentado, 
que vigora a partir de janeiro de 2024, por 180 dias, e é regido pela Lei n. 6.019/74, existe 
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Resumo (Bônus) 
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cláusula de reserva que proíbe a contratação de qualquer auxiliar pela empresa tomadora 
ao fim do prazo em que ele tenha sido colocado à sua disposição. Considerando os fatos e 
a norma de regência, assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula de reserva é válida, se ambas as partes a aceitarem.
b) Para a validade da cláusula de reserva, é necessária a chancela do sindicato de classe 
dos empregadores.
c) A inserção da cláusula de reserva é possível, desde que prevista em acordo coletivo de 
trabalho.
d) A cláusula de reserva é nula de pleno direito.
Dispõe a aludida lei:
Art. 11. O contrato de trabalho celebrado entre empresa de trabalho temporário e cada um dos 
assalariados colocados à disposição de uma empresa tomadora ou cliente será, obrigatoriamente, 
escrito e dele deverão constar, expressamente, os direitos conferidos aos trabalhadores por 
esta Lei.
Parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a contratação 
do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado 
à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.
Letra d.
012. 012. (FGV/OAB/2024) Em 2024, uma companhia imobiliária contratou Olívia como estagiária. 
Olívia foi designada para trabalhar em regime de teletrabalho (trabalho em domicílio, 
home office) na confecção de planilhas de locatários inadimplentes, que, em seguida, são 
enviadas ao setor jurídico da sociedade empresária. Considerando os fatos e o que dispõe 
a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) O regime de teletrabalho é incompatível com o estágio, por frustrar o seu objetivo 
principal que é a vivência prática das rotinas.
b) Havendo autorização prévia do Juiz do Trabalho, é possível, em caráter excepcional, o 
regime de teletrabalho no estágio.
c) Somente se estivesse na cota de estagiário com deficiência, ela poderia trabalhar em 
regime de teletrabalho.
d) Se for conveniente para as partes, o regime de teletrabalho pode ser adotado nos 
contratos de estágio.
Nos termos da CLT, é possível a realização de teletrabalho para estagiários e aprendizes:
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Art. 75-B, § 6º. Fica permitida a adoção do regime de teletrabalho ou trabalho remoto para 
estagiários e aprendizes.
Letra d.
013. 013. (FGV/OAB/2024) Reinaldo, trabalhador rural, atua na Fazenda Boa Esperança como 
tratorista desde 1990. Em janeiro de 2021, o empregador de Reinaldo o dispensou sem 
justa causa, sendo que o ex-empregado ajuizou reclamação trabalhista em novembro 
de 2023. Sobre a situação apresentada, nos termos da Constituição Federal, assinale a 
afirmativa correta.
a) A prescrição para o trabalhador rural só tem início após uma prestação de contas, que 
não foi feita, razão pela qual não existe prescrição total.
b) Como forma de proteção especial ao empregado rural, a lei garante que a ação possa 
ser proposta em até 5 (cinco) anos da extinção do contrato.
c) Caso o reclamado suscite em defesa a prescrição extintiva, o juiz deverá acolhê-la.
d) Somente se as verbas da extinção forem quitadas no sindicato de classe rural é que a 
prescrição bimestral terá início.
O prazo de prescrição é único para urbanos e rurais. Se houve dispensa em janeiro de 2021, 
a prescrição bienal ocorrerá em janeiro de 2023. Se o trabalhador só ajuizou em novembro 
de 2023, está prescrito.
Letra c.
014. 014. (FGV/OAB/2024) Alexandre, Reginaldo e Maurício eram empregados da mesma sociedade 
empresária, mas em períodos distintos. Alexandre pediu demissão após 2 (dois) anos de 
trabalho, pois já estava cansado de trabalhar para o mesmo empregador e já era idoso 
contando com 71 (setenta e um) anos de idade. Reginaldose aposentou após 3 (três) 
anos, pois já contava com idade e tempo de serviço anterior, apesar de ter 62 (sessenta 
e dois) anos. Maurício foi dispensado sem justa causa, após quatro meses, mesmo sendo 
jovem e contando com 25 (vinte e cinco) anos de idade. Os três consultaram você, como 
advogado(a), acerca da possibilidade de levantamento imediato dos valores depositados a 
título de FGTS dos contratos terminados. Observando a legislação em vigor e adstrito aos 
dados do enunciado, assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, sua orientação.
a) Os três poderão receber, imediatamente, os valores do FGTS.
b) Alexandre e Maurício não poderão receber os valores imediatamente, pois um pediu 
demissão e o outro teve contrato inferior a seis meses.
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c) Apenas Alexandre não poderá movimentar sua conta vinculada e receber os valores 
imediatamente.
d) Apenas Maurício, por haver sido dispensado sem justa causa, tem direito ao recebimento 
imediato do FGTS.
A questão é sobre a possibilidade de levantamento de FGTS, conforme o teor do art. 20 
da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990. Alexandre pediu demissão e tinha 72 anos, sendo 
o caso do inciso XV quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta anos. No 
caso de Reginaldo, ele é aposentado, atraindo o inciso III aposentadoria concedida pela 
Previdência Social e no caso de Maurício é o inciso I: despedida sem justa causa, inclusive a 
indireta, de culpa recíproca e de força maior.
Letra a.
015. 015. (FGV/OAB/2024) Os sindicatos de classe de uma determinada categoria elaboraram 
uma convenção coletiva normatizando o pagamento do adicional de penosidade. A norma 
previa vigência de 2 (dois) anos, com término em outubro de 2023. Considerando esses 
fatos e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Mesmo com a vigência encerrada, os trabalhadores que recebiam o adicional possuem 
direito adquirido, e o pagamento deve prosseguir.
b) Ao término da vigência da norma coletiva, caso ela não seja renovada, os trabalhadores 
perderão o direito ao adicional.
c) Os trabalhadores que já recebiam o adicional continuarão com o direito se isso for 
homologado pelo Ministério do Trabalho.
d) A vantagem se incorpora ao contrato de trabalho dos empregados ativos, e os admitidos 
posteriormente ao dies ad quem da norma coletiva não a receberão.
Trata-se da regra da não ultratividade da negociação coletiva, conforme chancelado pela 
Reforma Trabalhista, com base na CLT:
Art. 614, § 3º Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo 
de trabalho superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade.
Letra b.
016. 016. (FGV/OAB/2023) Em determinada sociedade empresária trabalham, entre outras, as 
seguintes pessoas: José, que é teletrabalhador e recebe salário por produção; Vanilda, que 
trabalha externamente sem que o empregador consiga controlar o seu horário, situação 
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que foi anotada em sua CTPS e na ficha de registro de empregados; Regina, que exerce a 
função de gerente, comanda um grupo de 45 pessoas, é dispensada da marcação de ponto 
e recebe salário de R$ 8.000,00 acrescido de gratificação de função de R$ 4.000,00. De 
acordo com a CLT, em relação ao direito a horas extras, assinale a afirmativa correta.
a) Somente José terá direito a horas extras, caso ultrapasse a jornada constitucional.
b) Nenhum dos empregados indicados no enunciado terá direito a horas extras.
c) Vanilda e Regina terão direito a horas extras, caso ultrapassem a jornada constitucional.
d) José e Regina terão direito a horas extras, caso ultrapassem a jornada constitucional.
Aplica-se aqui a regra do art. 62 da CLT em que nenhum dos trabalhadores teria direito à 
jornada controlada e, em tese, de pagamentos de horas-extras:
Art. 62. Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo:
I – os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de 
trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no 
registro de empregados;
II – os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, 
para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial.
III – os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção ou tarefa.
Parágrafo único. O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no 
inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a gratificação de 
função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta 
por cento).
Letra b.
017. 017. (FGV/OAB/2023) Determinada sociedade empresária possui cerca de 100 funcionários 
e, em razão de mudança na direção, decidiu realizar algumas dispensas. Ocorre que alguns 
dos funcionários indicados para a dispensa são detentores de garantias no emprego, sendo 
uma em decorrência de gestação; outra por ser dirigente sindical; outro por ser membro 
da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) eleito pelos empregados. Além 
desses casos existe um quarto funcionário, que informou não poder ser dispensado por 
também ser membro da CIPA, indicado pelo próprio empregador. Diante disso, a sociedade 
empresária consultou você, como advogado(a), para saber os períodos e as possibilidades 
de dispensa. A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) Todas as modalidades de estabilidade ou garantia de emprego possuem a mesma duração.
b) A estabilidade gestante dá-se da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto; 
a do membro da CIPA eleito pelos empregados, dá-se do registro da candidatura até um 
ano após o término do mandato, assim como a do dirigente sindical.
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c) Os empregados representantes da CIPA, seja o eleito pelos empregados, seja o indicado 
como representante do empregador, têm garantia no emprego até um ano após o término 
do mandato.
d) O conhecimento por parte do empregador do estado gravídico da empregada gestante 
é requisito para o reconhecimento da estabilidade.
Os prazos de garantia provisória são diferentes. No caso da estabilidade gestante dá-se da 
confirmação da gravidez até cinco meses após o parto; a do membro da CIPA eleito pelos 
empregados, dá-se do registro da candidatura até um ano após o término do mandato, 
assim como a do dirigente sindical, conforme o teor do art. 10 do ADCT. No caso de cipeiro, 
somente tem estabilidade o eleito pelo empregado. E, no caso da alternativa D, contraria 
o teor da Súmula n. 244 do TST.
Letra b.
018. 018. (FGV/OAB/2023) Você, como advogado, trabalha no setor de recursos humanos de 
uma grande empresa multinacional. Como o gerente do setor está de férias, e é ele, na 
condição de gerente, que defere ou indefere as licenças reivindicadas pelos funcionários,a secretária do setor, agora, lhe indagou sobre as solicitações de quatro funcionários: o 
primeiro está com o contrato suspenso por doença, em gozo de benefício previdenciário 
de auxílio-doença comum e requer pagamento de salário; o segundo requereu o abono de 
um dia de trabalho, em razão de doação de sangue; o terceiro formulou requerimento de 
dispensa para ser ouvido como testemunha na Justiça do Trabalho em audiência presencial 
e, o quarto e último, aduziu que o primo faleceu e requereu a dispensa do dia de trabalho. 
Sobre as solicitações, considerando o teor da legislação trabalhista em vigor, assinale a 
afirmativa correta.
a) Na hipótese de falecimento do primo, sendo parente do funcionário, a dispensa ao 
trabalho é devida por um dia.
b) Em caso de doação de sangue voluntária, devidamente comprovada, o empregado tem 
direito a um dia de licença remunerada a cada 12 meses.
c) O empregado em gozo de auxílio-doença tem direito a receber a complementação salarial 
da diferença entre o benefício previdenciário e o salário.
d) A ausência ao trabalho para comparecimento em juízo refere-se tão somente aos casos 
de o empregado ser parte na demanda, mas não para servir como testemunha.
A assertiva correta é a B, conforme o teor da CLT, representando causa de interrupção do 
contrato de trabalho:
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Art. 473, IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária 
de sangue devidamente comprovada.
Letra b.
019. 019. (FGV/OAB/2023) Uma família, composta de pai, mãe e uma filha, respectivamente Jorge, 
Paula e Rita, trabalha na mesma sociedade empresária como funcionários do departamento 
de produção. Rita tem 16 anos de idade, estuda na parte da manhã em uma escola vizinha ao 
local de trabalho, e está cursando o primeiro ano do ensino médio. Os pais são responsáveis 
pelo setor de qualidade, que não conta com nenhum outro funcionário. Os três procuraram 
você, como advogado(a), porque desejam fazer coincidir as férias escolares de Rita, no mês 
de julho, com as férias de Jorge e Paula, a fim de viabilizar uma viagem familiar. Entretanto, 
o empregador indeferiu o requerimento das férias de Jorge e Paula, tendo deferido apenas 
o de Rita. Sobre o direito às férias, assinale a afirmativa correta.
a) Cabe o ajuizamento de reclamação trabalhista requerendo que o juiz marque as férias 
dos 3 membros da mesma família, pois Rita tem direito às férias no período escolar e deverá 
ser acompanhada pelos pais.
b) Cabe aos empregados a designação do período de férias, inexistindo direito ao empregador 
de indeferi-las.
c) Os três poderão gozar férias juntos, mas Rita não tem direito de requerer férias 
concomitantemente com o período de férias escolares.
d) Rita tem direito a fazer coincidir suas férias no emprego com as férias escolares e seus 
pais terão direito a gozar férias no mesmo período, desde que isso não resulte prejuízo para 
o serviço, causa do indeferimento pelo empregador.
No caso, aplica-se o teor da CLT:
Art. 136. A época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do empregador.
§ 1º Os membros de uma família, que trabalharem no mesmo estabelecimento ou empresa, 
terão direito a gozar férias no mesmo período, se assim o desejarem e se disto não resultar 
prejuízo para o serviço.
§ 2º O empregado estudante, menor de 18 (dezoito) anos, terá direito a fazer coincidir suas 
férias com as férias escolares.
Logo, a assertiva que se encaixa à CLT é a D.
Letra d.
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020. 020. (FGV/OAB/2023) Você advoga para uma rede de farmácias e recebeu uma petição inicial 
de reclamação trabalhista para elaborar defesa acerca de pedido de tempo despendido 
com troca de uniforme. No caso, alega o autor que levava cerca de 20 minutos para vestir 
o uniforme, composto por calça social comum, camisa social simples e sapato comum, só 
podendo registrar o ponto já uniformizado. Afirma, ainda, que levava o uniforme diariamente 
para casa para higienizá-lo, podendo chegar às dependências do empregador já uniformizado. 
Sobre a hipótese apresentada, observadas as normas da CLT, assinale a opção que você 
apresentaria em defesa de sua cliente.
a) O tempo despendido para a troca de uniforme sempre será computado na duração do 
trabalho, pois o empregado já se encontra nas dependências do empregador. Já o tempo 
despendido na higienização não deve ser computado.
b) Inexistindo obrigatoriedade de troca de uniforme nas dependências do empregador, o 
tempo despendido não é computado na jornada de trabalho. Tampouco deve ser computado 
o tempo de higienização.
c) O tempo despendido na troca de uniforme, assim como o gasto na higienização do mesmo, 
são computados na jornada de trabalho, pois estão relacionados diretamente com a função 
desempenhada e a obrigatoriedade de trabalhar com o uniforme.
d) O tempo despendido na higienização do uniforme deverá ser computado na duração do 
trabalho, pois reduz o intervalo mínimo entre duas jornadas. Já a troca de uniforme comum 
não deve ser computado, porque não há obrigatoriedade de troca na empresa.
A assertiva dispõe com a CLT:
Art. 4, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como 
período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco 
minutos previstos no § 1º do art. 58 desta Consolidação, quando o empregado, por escolha 
própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições 
climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer 
atividades particulares, entre outras:
VII – troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na 
empresa.
Letra d.
021. 021. (FGV/OAB/1ª FASE/2023) Francisco é caseiro desde 2019 em uma chácara localizada 
em área urbana, cujo proprietário aluga o imóvel por temporada por meio de um site 
especializado neste tipo de negociação. Francisco tem a incumbência de manter limpa a 
casa, receber os locatários e atender às eventuais necessidades deles no tocante ao conforto 
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e à segurança. Além disso, de 2ª feira a sábado, Francisco faz a manutenção geral do local, 
independentemente de estar locado, para que a aparência esteja sempre impecável e, assim, 
os hóspedes recomendem a estadia na chácara a outros candidatos. Diante desta situação 
e das normas de regência, assinale a opção que indica a categoria profissional de Francisco.
a) Trabalhador intermitente.
b) Empregado doméstico.
c) Empregado rural.
d) Empregado comum.
Trata-se de classificação de empregado e da relação de emprego. Assim, no caso em 
comento, afasta a relação doméstica, pois o trabalhador atua em prol de uma atividade 
econômica do empregador, qual seja, o aluguel da casa. Não é intermitente, pois não existe 
contrato escrito especificandoinclusive ao trabalhador rural, sem distinção de sexo, por dia normal 
de serviço, e capaz de satisfazer as suas necessidades normais de alimentação, habitação, 
vestuário, higiene e transporte. Importante conhecer o teor do art. 7, IV da CF/88.
REMUNERAÇÃO: compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos 
legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação 
do serviço, as gorjetas que receber. Integram o salário a importância fixa estipulada, as 
gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador. As importâncias, ainda que habituais, 
pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, 
diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se 
incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo 
trabalhista e previdenciário. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para 
todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura 
que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. 
Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.
DESCONTOS SALARIAIS: ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários 
do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de 
contrato coletivo. Em caso de dano causado pelo empregado, o desconto será lícito, desde 
que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado. É 
vedado à empresa que mantiver armazém para venda de mercadorias aos empregados ou 
serviços estimados a proporcionar-lhes prestações “ in natura “ exercer qualquer coação 
ou induzimento no sentido de que os empregados se utilizem do armazém ou dos serviços.
PAGAMENTO DE SALÁRIOS: o pagamento do salário deverá ser efetuado contrarrecibo, 
assinado pelo empregado; em se tratando de analfabeto, mediante sua impressão digital, 
ou, não sendo esta possível, a seu rogo. Terá força de recibo o comprovante de depósito em 
conta bancária, aberta para esse fim em nome de cada empregado, com o consentimento 
deste, em estabelecimento de crédito próximo ao local de trabalho. O pagamento dos 
salários será efetuado em dia útil e no local do trabalho, dentro do horário do serviço ou 
imediatamente após o encerramento deste, salvo quando efetuado por depósito em conta 
bancária. O pagamento de comissões e percentagens só é exigível depois de ultimada a 
transação a que se referem. Nas transações realizadas por prestações sucessivas, é exigível 
o pagamento das percentagens e comissões que lhes disserem respeito proporcionalmente 
à respectiva liquidação. A cessação das relações de trabalho não prejudica a percepção das 
comissões e percentagens devidas na forma estabelecida.
GORJETA: considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente 
ao empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, 
a qualquer título, e destinado à distribuição aos empregados. As gorjetas, cobradas pelo 
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empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram 
a remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso-
prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. A habitação e a 
alimentação fornecidas como salário utilidade deverão atender aos fins a que se destinam 
e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por 
cento) do salário contratual.
PRÊMIOS: consideram-se prêmios as liberalidades concedidas pelo empregador em 
forma de bens, serviços ou valor em dinheiro a empregado ou a grupo de empregados, em 
razão de desempenho superior ao ordinariamente esperado no exercício de suas atividades.
EQUIPARAÇÃO SALARIAL: sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado 
ao mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual 
salário, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade. Trabalho de igual valor será o 
que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre pessoas cuja 
diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos 
e a diferença de tempo na função não seja superior a dois anos. As regras de equiparação 
não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira ou 
adotar, por meio de norma interna da empresa ou de negociação coletiva, plano de cargos 
e salários, dispensada qualquer forma de homologação ou registro em órgão público. 
O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental 
atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para 
fins de equiparação salarial. A equiparação salarial só será possível entre empregados 
contemporâneos no cargo ou na função, ficando vedada a indicação de paradigmas remotos, 
ainda que o paradigma contemporâneo tenha obtido a vantagem em ação judicial própria. 
Na hipótese de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, o pagamento 
das diferenças salariais devidas ao empregado discriminado não afasta seu direito de ação 
de indenização por danos morais, consideradas as especificidades do caso concreto.
JORNADA DE TRABALHO: é o período em que o funcionário deve ficar à disposição do 
empregador, cumprindo suas atividades profissionais conforme estabelecido no contrato 
de trabalho. Ou seja, ela define o tempo diário ou semanal de trabalho.
JORNADA EXTRAORDINÁRIA: a duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas 
extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou 
acordo coletivo de trabalho. A remuneração da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta 
por cento) superior à da hora normal. Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, 
por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for 
compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, 
no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem 
seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias.
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CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS: o cálculo do valor das horas extras habituais, para efeito 
de reflexos em verbas trabalhistas, observará o número das horas efetivamente prestadas 
e o respectivo valor. Horas extras são as horas trabalhadas além da jornada normal, que 
em regra é de no máximo oito horas por dia ou 44 horas por semana, a não ser que haja 
alguma exceção prevista em lei ou acordo coletivo, como é o caso de jornadas especiais de 
12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. As horas extras são limitadas a duas horas 
por dia. O empregado que prestou horas extras com habitualidade por, pelo menos, um 
ano tem direito a uma indenização se o empregador suprimi-las total ou parcialmente. A 
indenização corresponde ao valor de um mês das horas suprimidas para cada ano ou fração 
igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. O cálculo 
leva em conta a média das horas extras nos últimos 12 meseso momento de atuação. Assim, é um empregado comum 
urbano, conforme o art. 3º da CLT. Como ele fica à disposição de 2ª a sábado, desconstrói-
se a ideia de intermitência.
Letra d.
022. 022. (FGV/OAB/1ª FASE/2023) Sílvio Luiz foi convidado pelo seu empregador para ocupar 
interinamente o cargo de supervisor administrativo; sendo certo que, em caso de vacância 
do cargo, este seria preenchido por Sílvio Luiz. Diante desta situação, você foi consultado, 
como advogado(a) do empregado, para saber acerca dos seus direitos na hipótese. Sobre 
o caso apresentado, de acordo com o texto em vigor da CLT e a jurisprudência consolidada 
do TST, assinale a afirmativa correta.
a) Caso não haja a vacância e cessada a interinidade do cargo, Sílvio Luiz terá que ser 
desligado da empresa por motivo econômico, o que afasta o pagamento da multa de 40%, 
pois a alteração contratual de reversão será ilícita e autorizada a dispensa na hipótese por 
justo motivo.
b) Sílvio Luiz, no caso de vacância definitiva do cargo, passará a ocupá-lo e terá necessariamente 
direito ao salário do seu antecessor.
c) Sendo a hipótese de férias do efetivo supervisor administrativo que ensejou o trabalho 
interino de Sílvio Luiz no cargo, este último não faz jus ao mesmo salário do substituído 
no período.
d) Considerando que o exercício do cargo será interino, não havendo a vacância posterior, 
Sílvio Luiz terá garantido o retorno ao seu cargo anterior e a contagem de tempo de serviço 
no cargo ocupado temporariamente.
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Trata-se de tema relacionado à alteração do contrato de trabalho. Temos aqui um servidor 
interino. Aplica-se a Súmula n. 159 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 159 do TST: SUBSTITUIÇÃO DE CARÁTER NÃO EVENTUAL E VACÂNCIA DO 
CARGO
I – Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, 
inclusive nas férias, o empregado substituto fará jus ao salário contratual do substituído.
II – Vago o cargo em definitivo, o empregado que passa a ocupá-lo não tem direito a 
salário igual ao do antecessor.
a) Errada. Ele retorna ao seu cargo de origem e conta o tempo de serviço.
b) Errada. Vide teor da Súmula n. 159, II do TST.
c) Errada. Afronta a Súmula n. 159, I do TST.
Letra d.
023. 023. (FGV/OAB/1ª FASE/2023) Vladimir, formado em Educação Física, 28 anos de idade, era 
instrutor em uma academia de ginástica há 1 ano, com a CTPS devidamente assinada. Ao 
ser comunicado pelo empregador de sua dispensa sem justa causa, com aviso prévio que 
deveria ser trabalhado, Vladimir foi tomado de intensa emoção e teve um ataque cardíaco 
fulminante, vindo a óbito. De acordo com a situação retratada e a norma de regência, 
assinale a afirmativa correta.
a) A sociedade empresária será condenada pelo acidente do trabalho sofrido, mas não 
haverá indenização pela extinção do contrato porque o aviso prévio não foi cumprido.
b) As verbas devidas serão pagas, em quotas iguais, aos dependentes de Vladimir habilitados 
perante a Previdência Social e, na falta, aos sucessores previstos na lei civil.
c) Não haverá responsabilidade civil do empregador por se tratar de caso fortuito e a Lei 
determina, no caso de morte suspeita, a consignação em pagamento dos valores devidos.
d) A morte do empregado extingue o contrato de trabalho e a indenização a ser paga será 
a metade do que é devido pela dispensa sem justa causa.
O tema é sobre pagamento de verbas rescisórias. No caso de óbito de trabalhador sem 
justa causa, os valores da rescisão do contrato devem ser pagos aos dependentes e, na 
ausência deles, aos sucessores em partes iguais. Assim, incide a Lei n. 6.858/1980, que 
estabelece que os valores devidos pelos empregadores aos seus empregados, não recebidos 
em vida pelos titulares, serão pagos, em cotas iguais, aos dependentes habilitados perante 
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a Previdência Social e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará 
judicial, independentemente de inventário ou arrolamento.
a) Errada. Não houve culpa do empregador, sendo uma situação de força maior, não 
configurado o acidente de trabalho.
c) Errada. Não existe essa previsão em lei, pois a consignação em pagamento é relacionada 
pela incerteza do credor.
d) Errada. O autor morreu após a dispensa sem justa causa, e, com isso, não altera o valor 
da rescisão.
Letra b.
024. 024. (FGV/OAB/1ª FASE/2023) Anne é diretora não empregada de uma grande multinacional. 
Ela tem contraprestação pecuniária elevada e algumas vantagens pelo cargo que ocupa 
como, por exemplo, veículo com motorista e o aluguel de uma espaçosa residência. Na última 
assembleia, no entanto, Anne levou a debate sua pretensão de receber mensalmente FGTS 
em conta vinculada. Sobre a pretensão de Anne, de acordo com a lei de regência, assinale 
a afirmativa correta.
a) A pretensão é inviável, porque Anne não tem o contrato regido pela CLT e, assim, não 
pode ter FGTS.
b) Se a sociedade empresária desejar, poderá equiparar, para fins de FGTS, o diretor não 
empregado aos demais trabalhadores.
c) A Lei permite atender ao pedido, mas Anne terá creditada metade do percentual do FGTS 
de um empregado regular.
d) Para ter direito ao FGTS, Anne terá que renunciar ao cargo que ocupa e passar a ser 
diretora empregada. Trata-se de diretor não empregado.
Considera-se diretor não empregado a pessoa física investida em cargo de administração 
ou gerência, eleita em Assembleia Geral de Acionistas, no caso de Sociedades por Ações, 
ou nomeada em Contrato Social (no caso de outros tipos de sociedades) e que possui o 
efetivo poder de mando e participa do risco econômico. Desde junho de 1981, por força da 
Lei n. 6.919, de 2/6/81, art. 1º, § 2º, os diretores podem ter depósitos de FGTS sobre seus 
Prolabores. O Decreto n. 99.684, de 8/11/90, art. 8º, parágrafo único, dispõe que diretor 
é aquele que exerce cargo de administração previsto em lei, estatuto ou contrato social, 
independentemente da denominação do cargo. Também é extensivo a faculdade do depósito 
do FGTS ao diretor não empregado de empresas públicas e sociedades controladas direta 
ou indiretamente pela União, conforme art. 7º do mesmo Decreto, mas é uma opção.
Letra b.
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025. 025. (FGV/OAB/2023) A sociedade empresária Soluções Perfeitas Ltda. pretende implantar 
banco de horas com compensação das eventuais horas extras cumpridas em até 2 meses e, 
caso não compensadas, com pagamento ao empregado com adicional legal. Considerando 
esses fatos e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) A instituição do banco de horas depende de norma coletiva para sua validade, porque a 
compensação será superior a 30 dias.
b) O banco de horas poderá ser pactuado por acordo individual escrito, porque a compensação 
será feita em menos de 6 meses.
c) O banco de horas é proibido por Lei, independentemente do tempoprevisto para 
compensação das horas.
d) O banco de horas pode ser feito por acordo individual ou coletivo independentemente 
do tempo para compensação, desde que seja pago o adicional legal para as horas não 
compensadas.
Dispõe a CLT:
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, mediante 
acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer horário 
de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso, observados 
ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação. Parágrafo único. A remuneração mensal 
pactuada pelo horário previsto no caput deste artigo abrange os pagamentos devidos pelo 
descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados 
os feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o 
§ 5º do art. 73 desta Consolidação.
O não atendimento das exigências legais para compensação de jornada, inclusive quando 
estabelecida mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas 
excedentes à jornada normal diária se não ultrapassada a duração máxima semanal, sendo 
devido apenas o respectivo adicional.
Parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de compensação 
de jornada e o banco de horas.
Letra b.
026. 026. (FGV/OAB/2024) Foi protocolizada petição de homologação de acordo extrajudicial à 200ª 
Vara do Trabalho de Florianópolis. As partes envolvidas são Luísa, empregada doméstica, e 
José Pedro, seu ex−empregador. O valor apresentado para o acordo é de R$ 27.000,00 (vinte 
e sete mil reais), pagos em duas parcelas iguais e sucessivas, sendo mantidas as anotações 
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na CTPS de Luísa. Empregada e empregador estão representados pelo mesmo advogado. 
Sobre esses fatos, segundo os termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Não é possível a homologação, porque as partes não podem ser representadas pelo 
mesmo advogado.
b) Na homologação de acordo extrajudicial, os empregados precisam ser assistidos pelo 
advogado do seu sindicato de classe.
c) Contanto que ambas as partes ratifiquem perante o Juiz o desejo de realizar a transação, 
o acordo deve ser homologado pelo Magistrado.
d) Tratando−se de um procedimento especial de jurisdição voluntária, o Juiz não pode negar 
a homologação de acordo alegando vício formal.
A assertiva correta é a A, conforme o teor da CLT que trata do tema:
Art. 855-B. O processo de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição conjunta, 
sendo obrigatória a representação das partes por advogado.
§ 1º. As partes não poderão ser representadas por advogado comum.
Letra a.
027. 027. (FGV/OAB/2024) Em uma reclamação trabalhista requerendo a responsabilidade civil 
do empregador em razão de uma alegada doença profissional, o Juiz deferiu a realização 
de perícia, sendo que ambas as partes quesitaram e indicaram assistentes técnicos. No 
laudo, foi detectado que realmente houve a doença ocupacional. Com base nele, o Juiz 
julgou procedente o pedido. Sobre os honorários do perito e dos assistentes, considerando 
o entendimento consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) A empresa deverá arcar com os honorários do perito e do assistente técnico do autor.
b) A Justiça arcará com os honorários do perito, e cada parte será responsável pelos 
honorários do seu assistente técnico.
c) Cada parte arcará com metade do valor dos honorários do perito e integralmente com 
os honorários de seu assistente técnico.
d) O réu será condenado a pagar os honorários do perito, porque sucumbiu no objeto da 
prova, e arcará com os honorários do assistente técnico por ele indicado.
Dispõe a Súmula n. 236 do TST: a responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais 
é da parte sucumbente na pretensão relativa ao objeto da perícia.
Letra d.
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Resumo (Bônus) 
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028. 028. (FGV/OAB/2024) Em sede de reclamação trabalhista você advoga para a parte autora. 
Dos três pedidos formulados, você sagrou−se vitorioso em dois, horas extras e equiparação 
salarial, sucumbindo apenas no pedido de integração da habitação. Atendendo a um 
desejo de seu cliente, optou−se por não recorrer, tendo o prazo recursal transcorrido 
integralmente. A ré, por sua vez e no seu prazo, apresentou recurso pertinente e, agora, 
o processo encontra−se com prazo para você contrarrazoar o recurso da ré. Ocorre que 
seu cliente mudou de opinião, já que o processo irá se alongar por conta do recurso da ré. 
Diante disso, indagou−lhe se caberia alguma medida processual para que fosse reexaminada 
a questão relativa à integração da habitação. Com base no enunciado e no entendimento 
consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) Caberá recurso adesivo.
b) Caberá recurso ordinário.
c) Caberá agravo de instrumento.
d) Não há medida a ser adotada, transitando em julgado a decisão do pedido de integração 
da habitação.
Trata-se de recurso adesivo, admitido no processo do trabalho. Recurso adesivo é um tipo de 
recurso que pode ser interposto por uma das partes de um processo, aproveitando-se do recurso 
já interposto pela parte contrária. Esse recurso permite que a parte possa aderir à apelação ou 
outro recurso já apresentado, buscando a reforma da decisão também em seu favor.
Letra a.
029. 029. (FGV/OAB/2024) Em determinada reclamação trabalhista, o recurso ordinário interposto 
pela ex-empregadora encontra-se pendente de julgamento e alcança todo o objeto da 
condenação. Para agilizar o procedimento, o reclamante iniciou a execução provisória do 
julgado, apresentando os cálculos de liquidação pertinentes, que foram submetidos à análise 
do adversário, da contadoria do juízo e, depois, homologados por serem reputados corretos. 
O juiz concedeu 48 horas para que a sociedade empresária depositasse a quantia nos autos, 
o que foi cumprido. Logo depois o exequente peticionou a liberação do valor homologado 
a seu favor. Diante desses fatos e do disposto na CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Inviável a pretensão, porque a execução provisória fica limitada ao bloqueio ou à penhora.
b) É possível a liberação, desde que o trabalhador assine um termo de compromisso garantindo 
que devolverá a quantia caso a decisão seja revertida pelo Tribunal.
c) Tendo o crédito trabalhista natureza alimentar, o juiz poderá liberar o valor sem qualquer 
condição.
d) Na Justiça do Trabalho, como regra, os recursos têm efeito suspensivo, de modo que 
não é possível a execução provisória, havendo evidente falha do juiz.
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Resumo (Bônus) 
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Admite-se a execução provisória no processo do trabalho, mas com alguns condicionamentos 
previstos na legislação processual civil, mas sem a possibilidade de liberação de valores, 
pois o limite da execução provisória é a penhora/bloqueio. A execuçãoprovisória é até a 
penhora (art. 899 da CLT), parando ao alcançar esta fase processual. Não se pode falar em 
liberação de valores. O juiz não julgará os embargos eventualmente apresentados, pois o 
julgamento pode tornar-se inútil se a sentença for modificada por meio de recurso.
Letra a.
030. 030. (FGV/OAB/2024) Em sede de reclamação trabalhista, a decisão deferindo horas extras 
para o autor transitou em julgado. Após a liquidação de sentença e fixado o débito em 
R$ 10.000,00, a sociedade empresária que é ré foi intimada a pagar. Ocorre que, você, 
advogado(a) da sociedade empresária ré, entendeu que os valores estavam incorretos. Seu 
cliente teve um veículo penhorado para garantir a execução. Você apresentou embargos à 
execução tempestivamente, contestados pela parte contrária. O juiz julgou improcedente 
sua alegação e manteve o valor. Seu cliente lhe perguntou se haveria mais alguma medida 
para discutir o valor. Admitindo que você foi notificado da decisão na data de ontem e que 
ela não contém nenhum vício processual formal, assinale a opção que indica o recurso cabível.
a) Agravo de Instrumento.
b) Agravo de Petição.
c) Ordinário.
d) Recurso de Revista.
O Agravo de Petição só pode ser interposto contra decisões terminativas ou definitivas, 
proferidas por um juiz, em sede de processo executivo que tramita na Justiça do Trabalho. 
Ele não é utilizado nos processos trabalhistas de conhecimento, uma vez que, nestes, o 
recurso cabível é o ordinário.
Letra b.
031. 031. (FGV/OAB/2024) Tereza ajuizou reclamação trabalhista contra o seu ex empregador, 
que foi julgada totalmente procedente, com a concessão de 10% de honorários advocatícios 
sucumbenciais. Transitado em julgado sem interposição de recurso, o juiz determinou que o 
calculista da Vara calculasse o valor da dívida. As partes verificaram as contas elaboradas, 
sem haver discordância. Ocorre que, dez dias depois, sem que o executado ainda tivesse 
sido citado para pagar a dívida, você, como advogado(a) de Tereza, revisitou os cálculos de 
liquidação da Contadoria e notou que, por falha involuntária, os honorários advocatícios 
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Resumo (Bônus) 
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sucumbenciais não haviam sido incluídos na conta, e que o prazo para impugnação da 
sentença de liquidação já havia transcorrido. Sobre os honorários advocatícios, considerando 
os fatos narrados e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) O advogado de Tereza perdeu o direito aos honorários.
b) O causídico ainda poderá perseguir os honorários, mas deverá fazê-lo em ação própria.
c) Os honorários poderão ser incluídos na conta, se houver concordância expressa do 
executado.
d) Os honorários, por se tratar de erro material de cálculo, poderão ser incluídos na conta, 
mesmo após o prazo para impugnação.
A liquidação de título executivo judicial deve respeitar o que está contido na coisa julgada 
e não pode ser alterado, mas o erro material pode ser retificado. Com esse entendimento, 
um título executivo já transitado em julgado, mas que continha erro material pode ser 
corrigido para refletir o que consta da petição inicial e foi deferido em sentença.
Letra d.
032. 032. (FGV/OAB/2024) Em sede de reclamação trabalhista na qual você advoga para o 
empregado, foi celebrado acordo entre as partes ainda na fase de conhecimento, antes da 
prolação da sentença. Na petição de lavra conjunta entre os advogados das partes nada 
constou acerca das custas processuais. Seu cliente é beneficiário da gratuidade de justiça, 
conforme decisão constante do processo desde o início. Sobre as custas processuais, 
considerando o silêncio das partes e havendo acordo, segundo o texto da CLT, assinale a 
afirmativa correta.
a) As custas deverão incidir em 2% sobre o valor do acordo e serão divididas em frações 
iguais pelas partes, sendo que, no caso de seu cliente, não haverá o pagamento por força 
da gratuidade de justiça.
b) As custas deverão incidir em 10% sobre o valor do acordo e serão integralmente recolhidas 
pela parte ré.
c) As custas deverão incidir em 2% sobre o valor do acordo e ficarão integralmente sob 
responsabilidade da parte autora que, na hipótese, está dispensada do recolhimento por 
força da gratuidade de justiça.
d) As custas deverão incidir em 5% sobre o valor da causa, já que não houve prolação de 
sentença, e serão rateadas igualmente pelas partes, dispensado o autor do recolhimento 
pela gratuidade de justiça
Dispõe a CLT:
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Resumo (Bônus) 
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Art. 789, § 3º. Sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento 
das custas caberá em partes iguais aos litigantes.
No caso do autor, foi concedida a gratuidade judicial e, assim, não incide a cobrança das 
custas.
Letra a.
033. 033. (FGV/OAB/2024) Você é advogado de um trabalhador em sede de reclamação trabalhista. 
Em que pese o direito de seu cliente ser constitucionalmente assegurado, pois se trata de 
férias não gozadas um ano após o período aquisitivo, que tampouco foram indenizadas, a 
sentença de primeiro grau considerou o pedido improcedente. Do mesmo modo o recurso 
pertinente contra essa decisão também teve o provimento negado. Diante disso, considerando 
a decisão contrária ao dispositivo constitucional, você interpôs o recurso cabível, que não 
foi admitido sob a alegação de que não preenchia os pressupostos para tanto. Diante disso, 
assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, a medida a ser adotada no interesse 
do seu cliente, sendo certo que as decisões não contêm nenhum vício de dúvida, omissão, 
obscuridade ou contradição.
a) Recurso de Revista.
b) Agravo de Instrumento.
c) Recurso Extraordinário.
d) Agravo de Petição.
O agravo de instrumento no processo do trabalho tem função diferente do processo civil. 
Para a Justiça do trabalho, o Agravo de Instrumento serve para fins de destrancar recurso. 
Um recurso não foi recebido. O que fazer? Usa-se, no processo do trabalho, o agravo de 
instrumento.
Letra b.
034. 034. (FGV/OAB/2024) Em determinada reclamação trabalhista, com a presença das partes e 
dos advogados, ocorreu a 1ª audiência apenas para a tentativa de conciliação, que não teve 
sucesso. Então, o juiz recebeu a defesa e deferiu as provas testemunhais e os depoimentos 
pessoais recíprocos, sob pena de confissão, designando a data da instrução. Chegado o dia 
da audiência de instrução, as partes foram apregoadas e nenhuma delas estava presente, 
não havendo qualquer justificativa para as ausências. Assinale a opção que indica o que 
deve ocorrer com esse processo.
a) O juiz deverá designar nova audiência.
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Resumo (Bônus) 
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b) O juiz deve aplicar a confissão somente em desfavor do autor.
c) O magistrado julgará de acordo com a distribuição do ônus da prova.
d) O processo será arquivado.
Aplica-se o teor da Súmula n. 74 do TST, devendo o juiz apreciar o pedido de acordo com a 
distribuiçãodo ônus da prova. Diz a Súmula n. 74 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
I – Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, 
não comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor. II – A prova 
pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão 
ficta (art. 400, I, CPC), não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de 
provas posteriores.
III – A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, 
não afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.
Letra c.
035. 035. (FGV/OAB/2025) Jeferson trabalhou em São Paulo de 2018 a 2023, quando foi dispensado 
sem justa causa e voltou para sua cidade de origem, Fortaleza/CE. Entendendo ter realizado 
sobrejornada sem receber, Jeferson contratou um advogado na sua cidade que ajuizou 
reclamação trabalhista distribuída a uma das Varas de Fortaleza/CE requerendo o pagamento 
de horas extras. A ex-empregadora foi citada para a audiência, que ocorrerá em quatro 
meses, mas pretende deslocar o feito para São Paulo, pois foi o único local da prestação 
de serviços e onde o autor foi contratado. Para tanto, a ex-empregadora o(a) contratou 
como advogado(a). Na qualidade de advogado(a) da sociedade empresária, considerando 
os fatos e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) A sociedade empresária poderá apresentar a exceção de incompetência territorial até 
a audiência.
b) A sociedade empresária deve apresentar a exceção de incompetência territorial em até 
dez dias corridos, contados da citação.
c) A sociedade empresária deverá apresentar a exceção de incompetência territorial em 
cinco dias úteis, contados da citação.
d) Não se poderá apresentar exceção de incompetência territorial, porque a ação pode ser 
ajuizada no domicílio do autor, ainda que não coincida com o local da prestação dos serviços.
Dispõe a CLT:
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Resumo (Bônus) 
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Art. 800. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade 
onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha 
sido contratado noutro local ou no estrangeiro.
§ 1º Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da 
localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado 
e, na falta, será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a 
localidade mais próxima.
§ 2º A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se 
aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro 
e não haja convenção internacional dispondo em contrário.
§ 3º Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do 
contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração 
do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços.
Letra c.
036. 036. (FGV/OAB/2024) Você advoga para o empregado, credor em uma reclamação trabalhista 
cuja decisão transitou em julgado. A liquidação de sentença foi promovida e, após 
manifestações das partes, foi homologado o cálculo da parte ré. Você continua entendendo 
que há erro nos cálculos homologados e pretende continuar a discutir a matéria. Diante 
disso, assinale a opção que apresenta a medida a ser adotada no interesse do seu cliente.
a) Deverá ser apresentado embargos à execução no prazo de cinco dias independentemente 
da garantia da execução ou da penhora.
b) Não cabe qualquer medida, uma vez que se operou a preclusão, pois já houve manifestação 
sobre a conta de liquidação.
c) Na sua manifestação, a ser feita em dez dias após a garantia do juízo, não há restrição de 
matéria, podendo ser discutido não só os cálculos, mas também a sentença de conhecimento.
d) Após a garantia da execução ou penhorados os bens, você poderá apresentar impugnação 
à sentença de liquidação em cinco dias.
A decisão que julga a impugnação aos cálculos, por ser interlocutória e não terminativa do 
feito, é irrecorrível de imediato, a teor do que dispõem o art. 893, § 1º, da CLT e a Súmula 
n. 214 do C. TST, uma vez que as matérias podem ser novamente discutidas por ocasião 
dos embargos à execução. No caso dos embargos à execução, garantida a execução ou 
penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para apresentar embargos, cabendo 
igual prazo ao exequente para impugnação.
Letra b.
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Resumo (Bônus) 
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037. 037. (FGV/OAB/2023) Determinada sociedade empresária, sua cliente, recebeu a visita de 
fiscais do trabalho, os quais apontaram haver irregularidades quanto às condições de trabalho 
de alguns empregados, bem como entenderam irregular, no dia, estarem nas dependências 
da empresa pessoas prestadoras de serviço por intermédio de MEI – Microempreendedor 
Individual. Diante disso, foram lavrados dois autos de infração aplicando multas severas, sendo 
concedido prazo de 30 dias para pagamento, sob pena de fechamento do estabelecimento. 
Não foi facultado à sua cliente nenhum direito à ampla defesa, sendo certo que, de fato, 
nada foi verificado pelos fiscais. A sociedade empresária tem a documentação de todas 
as condições de trabalho e alega que os prestadores de serviço são autônomos. Assinale 
a opção que indica a medida juridicamente cabível que melhor atenda, com urgência, aos 
interesses da sua cliente de sustar os autos de infração.
a) Mandado de Segurança na Justiça do Trabalho.
b) Agravo de Petição na Justiça do Trabalho.
c) Mandado de Segurança na Justiça Federal.
d) Agravo de Instrumento na Justiça do Trabalho.
Trata-se o caso de Mandado de Segurança na Justiça do Trabalho. O mandado de segurança 
é um procedimento que possui previsão no art. 5º, LXIX da Constituição Federal, sendo 
especificado e regulado na Lei n. 12.016/2009. Fundamenta-se na preservação de direitos 
líquidos que não podem ser protegidos por habeas corpus ou habeas data. Na justiça 
trabalhista, constatamos as seguintes hipóteses de cabimento para o ajuizamento 
de mandado de segurança: Frente a atos provenientes de ações administrativas: é de 
competência da própria justiça trabalhista o julgamento de mandados de segurança que 
envolvam atos advindos do próprio tribunal ou de seu presidente, através de seus atos no 
exercício de suas funções administrativas; Frente a atos de cunho jurisdicional: o mandado 
pode ser encarado como um substituto recursal, sendo que tribunal da autoridade acusada 
de violação de direito líquido e certo será o responsável pelo julgamento do mandado de 
segurança; Frente a atos que tenham sido executados na relação de emprego entre o 
trabalhador e o empregador público nas situações legisladas pelo direito público: mesmo 
o Estado sendo o concedente do emprego, não se exclui a possibilidade de ser julgado por 
normativas de direito privado.
Letra a.
038. 038. (FGV/OAB/2023) John estava empregado em uma sociedade empresária de óleo e 
gás, mas foi injustamente dispensado por justa causa, com base em uma falsa acusação 
de consumo de álcool a bordo da plataforma, no dia 20/03/2023. Você, como advogado 
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Resumo (Bônus) 
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de John, ajuizou reclamação trabalhista e a única testemunha do seu cliente não fala ou 
entende português, apenas inglês. Você a arrolou como testemunha, e já requereu e obteve 
o benefício da gratuidade de justiça. Sobre seu requerimento para a produção da prova, 
assinale a afirmativa correta.
a) Você deverá requerer ao juiz um intérprete, que será custeado pela ré, se sucumbente 
no objeto da prova, ou pela União, se você for a parte sucumbente.
b) Deverá ser requerido ao juiz um intérprete, que, independentemente da gratuidade de 
justiça, deverá ser custeado pela parte a quem o depoimento interessar.
c) Considerando que seu cliente fala inglês, ele poderá servir de intérprete pelo princípio 
da economia processual.
d) A gratuidade de justiça não alcança o intérprete, sendo apenas para custas e perícias 
judiciais, logo a parte autora deverá custear a despesa processual.
As custas referentes a honorários de intérpretes nas ações trabalhistas caberão à parte 
derrotada. É o que determina a Lei n. 13.660/2018: os intérpretes judiciais são contratados 
nesses processos quando há a necessidade de oitivas com estrangeiros ou com pessoas 
que se expressam pela Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Antes da publicação desta lei, o intérprete era pago pela parte que o contratou. O intérprete 
é obrigatório, mesmo que o juiz, advogados e/ou partes saibam falar o aludido idioma.
Letra a.
039. 039. (FGV/OAB/2023) O Município de Sete Lagoas/MG foi condenado de forma subsidiária 
numa reclamação trabalhista envolvendo terceirização. Sendo infrutífera a execução contra 
o prestador dos serviços, a execução foi direcionada em desfavor do Município, que pretende 
ajuizar embargos à execução questionando os cálculos. Sobre o caso, de acordo com a Lei 
de Regência, assinale a afirmativa correta
a) Será obrigatório garantir o juízo, porque não há privilégios na Justiça do Trabalho.
b) É desnecessária a garantia do juízo diante da natureza jurídica do executado.
c) Para serem admitidos os embargos, o Município deverá depositar metade do valor 
exequendo.
d) O juízo precisa ser garantido com seguro fiança judicial para não abalar as finanças do 
ente público.
Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para apresentar 
embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. O STF fixou entendimento 
no sentido de que o prazo de embargos à execução por parte da Fazenda Pública é de 30 
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dias. (STF Pleno ADC MC 11/DF). No caso da Fazenda Pública, a matéria a ser embargada é do 
art. 535 do CPC. A matéria de defesa será restrita às alegações de cumprimento da decisão 
ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida. Não há necessidade de garantia do juízo.
Letra b.
040. 040. (FGV/OAB/2023) De uma sentença trabalhista, que julgou o pedido procedente em 
parte, somente o reclamante recorreu. No prazo de 8 dias da intimação acerca do recurso, 
a sociedade empresária apresentou contrarrazões ao recurso ordinário e recurso ordinário 
adesivo. Do recurso adesivo, o juiz concedeu vista ao reclamante, que se manifestou 
desistindo do recurso principal. Diante do caso retratado e dos termos da legislação em 
vigor, assinale a afirmativa correta.
a) Não existe previsão de recurso adesivo na CLT e, por isso, ele não pode ser interposto na 
Justiça do Trabalho.
b) O recurso adesivo pode ser manejado na seara trabalhista, e, com a desistência do recurso 
principal, o adesivo será admitido e apreciado pelo TRT.
c) O recurso adesivo, com a desistência do recurso principal, não poderá ser conhecido, 
ocorrendo assim o trânsito em julgado da sentença.
d) A desistência do recurso principal dependerá de concordância da parte contrária, porque 
isso pode gerar consequência ao recurso adesivo.
Recurso adesivo é o recurso utilizado quando uma das partes deixa de recorrer. Pode ser 
apresentado no prazo que tiver para apresentar suas contrarrazões (isto é, a resposta ao 
recurso ordinário da parte contrária). O recurso adesivo é subordinado ao recurso principal, 
de modo que a desistência do recurso principal implica o não conhecimento do recurso 
adesivo, conforme disposição expressa do art. 997, § 2º, III, do CPC, e, por decorrência 
lógica, não se instaura o efeito devolutivo.
Letra c.
041. 041. (FGV/OAB/2023) Você advoga para um ex-empregado, em sede de reclamação trabalhista 
em face de uma sociedade empresária, e também em face dos sócios desta. O curso processual 
vem sendo bastante conturbado. A parte ré deduziu fatos manifesta e notoriamente 
inverídicos em juízo; ela vem utilizando meios e modos de retardar o desfecho processual, 
arrolando testemunhas que não são localizadas, requerendo a substituição de testemunhas 
e provocando adiamentos desnecessários de audiências, no intuito de suscitar eventual 
futura nulidade. Seu cliente perguntou se as condutas poderiam ensejar o requerimento e 
consequente condenação em litigância de má-fé, em razão de considerar que tais condutas 
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representam procedimento contrário à boa ordem processual. Nesse sentido, de acordo 
com o texto da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Não é vedado a parte promover incidentes processuais sem fundamento, com intuito 
de retardar o andamento processual, já que o amplo direito de defesa é assegurado 
constitucionalmente.
b) Os valores da multa de litigância de má-fé sempre incidem sobre o valor da causa, ainda 
que irrisório o valor, pois existem as demais reparações previstas na lei.
c) Não constitui conduta passível de litigância de má-fé a parte formular alegações em 
sede de contestação contrária a texto expresso de lei, pois cabe ao juiz rechaçar a alegação.
d) As condutas ensejam litigância de má-fé e têm previsão legal, sendo passíveis de multa 
superior a 1% e inferior a 10% sobre o valor corrigido da causa, entre outras penalidades.
Dispõe a CLT:
Art. 793-C. De ofício ou a requerimento, o juízo condenará o litigante de má-fé a pagar multa, 
que deverá ser superior a 1% (um por cento) e inferior a 10% (dez por cento) do valor corrigido 
da causa, a indenizar a parte contrária pelos prejuízos que esta sofreu e a arcar com os honorários 
advocatícios e com todas as despesas que efetuou.
Letra d.
042. 042. (FGV/OAB/2023) Depois de fracassar a tentativa pacífica de negociação para realizar 
uma convenção coletiva de âmbito municipal, o sindicato dos empregados ajuizou dissídio 
coletivo que, depois de regularmente processado nos moldes da Lei, recebeu sua sentença 
normativa. Ocorre que o sindicato dos empregadores não concorda com algumas das cláusulas 
fixadas, e pretende recorrer da decisão. Diante da situação retratada e dos termos da CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) Caberá recurso ordinário para o TST.
b) Por se tratar de sentença normativa, é irrecorrível.
c) Caberá recurso de revista para o TST.
d) Caberá recursoordinário para o TRT.
A decisão do dissídio coletivo é passível de recurso, destinado à apreciação do Tribunal 
Superior do Trabalho. Como o dissídio é de competência ora do TRT, ora do TST, são duas 
as formas que sua empresa poderia recorrer da sentença normativa proferida no dissídio. 
Quando se trata de sentença, o recurso cabível no processo trabalhista é o recurso ordinário, 
que deve ser interposto no prazo de 8 dias.
Letra d.
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043. 043. (INÉDITA/2025) Na CLT, sobre DOS ATOS, TERMOS E PRAZOS PROCESSUAIS, é correto aduzir:
a) Os prazos estabelecidos serão contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo 
e inclusão do dia do vencimento.
b) Os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse 
social, e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
c) A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, independentemente de 
autorização expressa do juiz ou presidente.
d) Interrompe-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro 
e 20 de janeiro, inclusive.
a) Certa. Em conformidade com o art. 775 da CLT.
b) Errada. Contraria o teor do art. 770:
Art. 770. os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse 
social, e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
c) Errada. Contraria a CLT, parágrafo único do art. 770:
Parágrafo único. A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização 
expressa do juiz ou presidente.
d) Errada. Contraria a CLT:
Art. 775-A. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de 
dezembro e 20 de janeiro, inclusive.
Letra a.
044. 044. (FGV/OAB/2023) Leonardo Pereira e Panificação Pão Fresquinho Ltda. decidiram, 
amigavelmente, encerrar a relação de emprego mantida entre eles. Porém, as verbas 
rescisórias não eram incontroversas, uma vez que discutiam diferenças de horas extras e 
reflexos; trabalho em feriados e reflexos; intervalo para alimentação e descanso; além de 
adicional de insalubridade. Sendo assim, após muito conversarem, chegaram a um bom termo. 
Contudo, para segurança jurídica de ambos, gostariam que a avença fosse chancelada pela 
Justiça do Trabalho. Para isso, de acordo com o texto da CLT em vigor, as partes deverão:
a) fazer uso do jus postulandi e ajuizar uma reclamação trabalhista do empregado em 
face do empregador com todos os pedidos, e, no dia designado para a audiência, deverão 
comparecer e celebrar o acordo.
b) fazer uso do jus postulandi e dar entrada no processo de homologação de transação 
extrajudicial em petição conjunta e aguardar a homologação do juiz.
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c) estar representadas por advogados independentes que darão entrada em petição conjunta 
do processo de homologação de transação extrajudicial.
d) estar representadas por advogado, que poderá ser comum a ambas, e darão entrada em 
petição conjunta do processo de homologação de transação extrajudicial.
Trata-se de aplicação das regras do acordo extrajudicial, prevista na Reforma Trabalhista, 
nos termos da CLT:
Art. 855-B. O processo de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição conjunta, 
sendo obrigatória a representação das partes por advogado.
§ 1º As partes não poderão ser representadas por advogado comum.
§ 2º Faculta-se ao trabalhador ser assistido pelo advogado do sindicato de sua categoria.
Letra c.
045. 045. (FGV/OAB/2023) Pedro Arnaldo ajuizou reclamação trabalhista em face da ex-
empregadora. No dia da audiência, rejeitada a possibilidade de acordo, o feito foi contestado. A 
parte ré, porém, requereu o adiamento em razão da ausência de uma testemunha, que estava 
intimada regularmente. Na audiência seguinte Pedro Arnaldo, sem qualquer justificativa, 
não compareceu. Diante disso, nos termos da CLT e do entendimento jurisprudencial 
consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência, 
não importa arquivamento do processo.
b) A ausência do reclamante importará no arquivamento do feito na hipótese.
c) O feito deverá ser novamente adiado para o comparecimento do reclamante, que não 
deu causa ao adiamento anterior.
d) Ausente o interesse de agir, o feito deverá ser extinto sem resolução do mérito.
Trata-se da aplicação do teor da Súmula n. 9 do TST: a ausência do reclamante, quando 
adiada a instrução após contestada a ação em audiência, não importa arquivamento do 
processo.
Letra a.
046. 046. (FGV/OAB/2023) Tomás teve o pedido de sua reclamação trabalhista julgado procedente 
em parte. Com o trânsito em julgado, adveio a fase executória e o juiz lhe conferiu prazo para 
apresentar os cálculos atualizados, o que foi feito. Desse cálculo, a executada foi intimada a 
se manifestar, mas quedou-se inerte. Em seguida, após ratificação pelo calculista da Vara, 
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o juiz homologou o cálculo de Tomás e citou o executado para pagamento. O executado 
apresentou guia de depósito do valor homologado e, 5 dias após, ajuizou embargos à 
execução, questionando os cálculos homologados, entendendo que estavam majorados. 
Diante da situação retratada e da previsão da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Os embargos não serão apreciados porque intempestivos, já que o prazo é de 3 dias úteis.
b) Cabíveis embargos à execução no prazo de até 5 dias úteis após a garantia do juízo, daí, 
o mérito dele será apreciado.
c) Há preclusão porque a empresa silenciou acerca dos cálculos, logo o mérito dos embargos 
não será apreciado.
d) Os embargos são tempestivos, não há preclusão, mas faltou realizar o preparo com 
acréscimo de 30%, daí o mérito não será apreciado.
Conforme dispõe o art. 884 da Consolidação das Leis Trabalhistas, é cabível a interposição 
de embargos nas execuções trabalhistas:
Art. 884 Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para 
apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação.
Uma característica fundamental quando se fala em embargos à execução trabalhista é a 
necessidade de garantir a execução. Isso significa que o executado, para embargar, precisa 
primeiro garantir o valor da dívida, o que pode ser feito por meio do depósito do valor em 
juízo, da penhora de bens ou do uso do seguro garantia.
Letra b.
047. 047. (INÉDITA/2025) Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas 
ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas 
propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas 
relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado 
o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de:
a) uma vez o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de PrevidênciaSocial
b) duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social
c) três vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social
d) quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
A questão se resolve com o teor da CLT:
Art. 789. Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos 
de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça 
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Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento 
incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e 
quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral 
de Previdência Social, e serão calculadas: (…)
Letra d.
048. 048. (INÉDITA/2025) Sobre PARTES e PROCURADORES, no âmbito do processo do trabalho, 
tem-se como INCORRETO:
a) O jus postulandi só existe para o trabalhador na Justiça do Trabalho, por ser ele a parte 
hipossuficiente.
b) Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se representar 
por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos 
Advogados do Brasil.
c) Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado.
d) Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, 
fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) 
sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não 
sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
a) Errada. Conforme o teor da CLT:
Art. 791 Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça 
do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.
b) Certa. De acordo com o art. 791, § 1º da CLT.
c) Certa. De acordo com o art. 791, § 2º da CLT.
d) Certa. De acordo com o art. 791-A da CLT.
Letra a.
049. 049. (FGV/OAB/2023) Foi proferida uma sentença normativa em dissídio coletivo envolvendo 
os sindicatos de determinada categoria. Na decisão transitada em julgado foi determinada 
a entrega mensal de ticket refeição e ticket alimentação no valor de R$ 150,00 cada. Ocorre 
que uma das sociedades empresárias vinculadas ao sindicato da categoria econômica não 
está cumprindo a sentença normativa, que se encontra em vigor. De acordo com a CLT, para 
que a cláusula normativa seja observada, o sindicato deve se valer de uma ação:
a) monitória.
b) de execução de título extrajudicial.
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c) civil coletiva.
d) de cumprimento.
Dispõe a CLT:
Art. 872 Celebrado o acordo, ou transitada em julgado a decisão, seguir-se-á o seu cumprimento, 
sob as penas estabelecidas neste Título.
Parágrafo único. Quando os empregadores deixarem de satisfazer o pagamento de salários, na 
conformidade da decisão proferida, poderão os empregados ou seus sindicatos, independentes de 
outorga de poderes de seus associados, juntando certidão de tal decisão, apresentar reclamação 
à Junta ou Juízo competente, observado o processo previsto no Capítulo II deste Título, sendo 
vedado, porém, questionar sobre a matéria de fato e de direito já apreciada na decisão.
Letra d.
050. 050. (FGV/OAB/2023) Natália ajuizou reclamação trabalhista contra o ex-empregador e a 
ação adotou o rito sumaríssimo. Natália teve procedência parcial do seu pedido, tendo havido 
recurso do ex-empregador. O TRT local manteve a sentença, mas, na ótica da sociedade 
empresária, a decisão violou frontalmente uma orientação jurisprudencial (OJ) do TST, daí 
porque interpôs recurso de revista para tentar revertê-la sob esse fundamento. Diante do 
fato apresentado e das normas previstas na CLT, assinale a afirmativa correta.
a) O recurso de revista não será admitido, porque não houve violação de Súmula do TST, de 
Súmula vinculante do STF e nem violação direta da Constituição Federal.
b) O recurso em exame será admitido, porque cabe ao TST manter a autoridade da sua 
jurisprudência contra decisões que a violem.
c) O recurso de revista não será admitido, porque ele só tem cabimento para as causas que 
tramitam pelo procedimento ordinário, o que não é a hipótese.
d) O recurso de revista, no caso apresentado, sempre será admitido se houver alegação de 
violação às Súmulas e às orientações jurisprudenciais do TST, bem como violação de Lei 
Federal.
Por se tratar de rito sumaríssimo, as hipóteses de recurso de revista são mais restritivas, 
dispondo a CLT:
Art. 896, § 9º. Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, somente será admitido recurso 
de revista por contrariedade a súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho 
ou a súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal e por violação direta da Constituição Federal.
Letra a.
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	Sumário
	Apresentação
	Resumo (Bônus)
	1. Conceitos Importantes de Direito do Trabalho para o Exame da OAB
	2. Conceitos Importantes de Direito Processual do Trabalho para o Exame da OAB
	Resumo
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentadoanteriores à mudança e o 
valor da hora extra no dia da supressão.
COMPENSAÇÃO DE JORNADA: é lícito o regime de compensação de jornada estabelecido 
por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês. É possível que 
empregado e empregador façam acordo para trocar as horas extras por folgas compensatórias 
ou mesmo reduzir a jornada de trabalho em outro dia. Contudo, essa compensação deve ser 
feita em no máximo um ano. Isso quer dizer que as horas extras feitas em um mês devem 
ser compensadas até o mesmo mês do ano seguinte, no máximo. As partes podem, ainda, 
adotar um sistema de compensação muito conhecido chamado de banco de horas.
CONTROLE DE JORNADA: apenas os empregadores com mais de 20 empregados POR 
ESTABELECIEMENTO são obrigados por lei ao controle formal da jornada. Esse controle pode 
ser feito por meio de registro manual, mecânico ou eletrônico. Antes da Lei 13.874/2019, 
também conhecida como Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, os empregadores 
com 10 funcionários eram obrigados a controlar formalmente a jornada. O sistema de 
registro eletrônico deve ser certificado e seguir os requisitos de avaliação da conformidade 
pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). É o que prevê a 
Portaria 671/2021 do Ministério do Trabalho e Emprego.
DESCANSO SEMANAL REMUNERADO: será assegurado a todo empregado um descanso 
semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência 
pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo 
ou em parte. Nos serviços que exijam trabalho aos domingos, com exceção quanto aos 
elencos teatrais, será estabelecida escala de revezamento, mensalmente organizada e 
constando de quadro sujeito à fiscalização. O repouso semanal remunerado é um período 
de 24 horas consecutivas destinado ao descanso que deve ser concedido preferencialmente 
aos domingos. Essa parcela é calculada com base nas horas trabalhadas na semana. Logo, 
se foram prestadas horas extras em determinada semana, o valor do descanso semanal 
remunerado aumenta.
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REGIME DE SOBREAVISO: considera-se de sobreaviso o empregado efetivo, que permanecer 
em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala 
de sobreaviso será, no máximo, de vinte e quatro horas. As horas de sobreaviso, para todos 
os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal.
REGIME DE PRONTIDÃO: considera-se de prontidão o empregado que ficar nas dependências 
da estrada, aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As 
horas de prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do 
salário-hora normal.
INTERVALO INTRAJORNADA: é a pausa realizada pelo trabalhador dentro do horário de 
expediente. Ele serve para que o empregado possa descansar e alimentar-se adequadamente. 
Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a 
concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 
(uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder 
de 2 (duas) horas. Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Os 
intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. A não concessão 
ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a 
empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas 
do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho.
INTERVALO INTERJORNADA: refere-se àquele período de descanso entre um dia e outro 
de trabalho. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) 
horas consecutivas para descanso.
TRABALHO NOTURNO URBANO: salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o 
trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração 
terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. A hora do 
trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. Considera-se noturno 
o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.
TRABALHO NOTURNO RURAL: considera-se trabalho noturno o executado entre as vinte 
e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as vinte horas 
de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária. Todo trabalho noturno 
será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a remuneração normal. Ao menor de 
18 anos é vedado o trabalho noturno.
REGIME DE TEMPO PARCIAL: de acordo com o art. 58-A da CLT, o regime de tempo 
parcial é aquele em que a jornada não ultrapassa 30 horas semanais, sem a possibilidade 
de horas extras, ou até 26 horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis 
horas extras semanais.
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TELETRABALHO: considera-se teletrabalho ou trabalho remoto a prestação de serviços 
fora das dependências do empregador, de maneira preponderante ou não, com a utilização 
de tecnologias de informação e de comunicação, que, por sua natureza, não configure 
trabalho externo. O comparecimento, ainda que de modo habitual, às dependências do 
empregador para a realização de atividades específicas que exijam a presença do empregado 
no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho ou trabalho remoto. O 
regime de teletrabalho ou trabalho remoto não se confunde nem se equipara à ocupação 
de operador de telemarketing ou de teleatendimento. O tempo de uso de equipamentos 
tecnológicos e de infraestrutura necessária, bem como de softwares, de ferramentas 
digitais ou de aplicações de internet utilizados para o teletrabalho, fora da jornada de 
trabalho normal do empregado não constitui tempo à disposição ou regime de prontidão ou 
de sobreaviso, exceto se houver previsão em acordo individual ou em acordo ou convenção 
coletiva de trabalho. Fica permitida a adoção do regime de teletrabalho ou trabalho remoto 
para estagiários e aprendizes. A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá 
constar expressamente do instrumento de contrato individual de trabalho.
CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO: é o acordo tácito ou expresso, correspondente à 
relação de emprego. Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, não existe 
vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviços 
daquela. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação 
de trabalho intermitente. Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho 
cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda 
da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada.
VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM ENTIDADE RELIGIOSA: não existe vínculo empregatício 
entre entidades religiosas de qualquer denominação ounatureza ou instituições de ensino 
vocacional e ministros de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de 
congregação ou de ordem religiosa, ou quaisquer outros que a eles se equiparem, ainda que 
se dediquem parcial ou integralmente a atividades ligadas à administração da entidade ou 
instituição a que estejam vinculados ou estejam em formação ou treinamento.
CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO: é a regra nas relações laborais. O contrato de 
trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for prorrogado mais de uma 
vez passará a vigorar sem determinação de prazo. Considera-se por prazo indeterminado 
todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) meses, a outro contrato por prazo determinado, 
salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização 
de certos acontecimentos.
CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO: considera-se como de prazo determinado 
o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de 
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serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão 
aproximada. O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço 
cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; b) de atividades 
empresariais de caráter transitório; c) de contrato de experiência. O contrato de trabalho 
por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos. O contrato de 
experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias.
CONTRATO DE APRENDIZAGEM: é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito 
e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 
14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem 
formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, 
moral e psicológico, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a 
essa formação. A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira 
de Trabalho e Previdência Social, matrícula e frequência do aprendiz na escola, caso não 
haja concluído o ensino médio, e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob 
orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica. O contrato 
de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, exceto quando se tratar 
de aprendiz com deficiência. A idade máxima não se aplica a aprendizes com deficiência.
GARANTIAS DO TRABALHO DA MULHER: a confirmação do estado de gravidez advindo 
no curso do contrato de trabalho, ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou 
indenizado, garante à empregada gestante a estabilidade provisória prevista. Aplica-se ao 
empregado adotante ao qual tenha sido concedida guarda provisória para fins de adoção. 
A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem 
prejuízo do emprego e do salário. A empregada deve, mediante atestado médico, notificar o 
seu empregador da data do início do afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 
28º (vigésimo oitavo) dia antes do parto e ocorrência deste. Os períodos de repouso, antes e 
depois do parto, poderão ser aumentados de 2 (duas) semanas cada um, mediante atestado 
médico. Em caso de parto antecipado, a mulher terá direito aos 120 (cento e vinte) dias 
previstos. É garantido à empregada, durante a gravidez, sem prejuízo do salário e demais 
direitos: transferência de função, quando as condições de saúde o exigirem, assegurada a 
retomada da função anteriormente exercida, logo após o retorno ao trabalho; dispensa do 
horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas 
médicas e demais exames complementares. À empregada que adotar ou obtiver guarda 
judicial para fins de adoção de criança ou adolescente será concedida licença-maternidade. 
A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do termo judicial de 
guarda à adotante ou guardiã. A adoção ou guarda judicial conjunta ensejará a concessão de 
licença-maternidade a apenas um dos adotantes ou guardiães empregado ou empregada. 
Em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou companheiro empregado o gozo 
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de licença por todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante a que teria 
direito a mãe, exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono.
ALTERAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO: nos contratos individuais de trabalho só 
é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim 
desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de 
nulidade da cláusula infringente desta garantia. Não se considera alteração unilateral a 
determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo, 
anteriormente ocupado, deixando o exercício de função de confiança. A alteração que, com 
ou sem justo motivo, não assegura ao empregado o direito à manutenção do pagamento 
da gratificação correspondente, que não será incorporada, independentemente do tempo 
de exercício da respectiva função. Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem 
a sua anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato, não se considerando 
transferência a que não acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio. Não estão 
compreendidos na proibição: os empregados que exerçam cargo de confiança e aqueles 
cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a transferência, quando esta 
decorra de real necessidade de serviço. É lícita a transferência quando ocorrer extinção 
do estabelecimento em que trabalhar o empregado. Em caso de necessidade de serviço 
o empregador poderá transferir o empregado para localidade diversa da que resultar do 
contrato, não obstante as restrições do artigo anterior, mas, nesse caso, ficará obrigado 
a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% (vinte e cinco por cento) dos salários 
que o empregado percebia naquela localidade, enquanto durar essa situação.
INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO: não há prejuízo do salário. O empregado 
poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: I até 2 (dois) dias consecutivos, 
em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, 
declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua dependência 
econômica; II até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento; III por 5 (cinco) dias 
consecutivos, em caso de nascimento de filho, de adoção ou de guarda compartilhada; IV 
por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada; V até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar 
eleitor, nos termos da lei respectiva. VI no período em que tiver de cumprir as exigências 
do Serviço Militar; VII nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de 
exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. VIII pelo tempo 
que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo; IX pelo tempo que se fizer 
necessário, quando, na qualidade de representante de entidadesindical, estiver participando 
de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro; X pelo tempo 
necessário para acompanhar sua esposa ou companheira em até 6 (seis) consultas médicas, 
ou em exames complementares, durante o período de gravidez; XI por 1 (um) dia por ano 
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para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica; XII até 3 (três) dias, em 
cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames preventivos de câncer 
devidamente comprovada.
SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO: não há o pagamento dos salários ao trabalhador. 
A suspensão do empregado por mais de 30 (trinta) dias consecutivos importa na rescisão 
injusta do contrato de trabalho. O empregado que for aposentado por invalidez terá suspenso 
o seu contrato de trabalho durante o prazo fixado pelas leis de previdência social para a 
efetivação do benefício. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de 
dois a cinco meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação 
profissional oferecido pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, 
mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do 
empregado. Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou 
programa de qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente 
concedidos pelo empregador.
SERVIÇO MILITAR/ENCARGO PÚBLICO E O CONTRATO: o afastamento do empregado 
em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro encargo público, não constituirá 
motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador. Para 
que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de 
exigências do serviço militar ou de encargo público, é indispensável que notifique o empregador 
dessa intenção, por telegrama ou carta registrada, dentro do prazo máximo de 30 (trinta) 
dias, contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo 
a que estava obrigado. Nos contratos por prazo determinado, o tempo de afastamento, se 
assim acordarem as partes interessadas, não será computado na contagem do prazo para a 
respectiva terminação. Ocorrendo motivo relevante de interesse para a segurança nacional, 
poderá a autoridade competente solicitar o afastamento do empregado do serviço ou do local 
de trabalho, sem que se configure a suspensão do contrato de trabalho. Durante os primeiros 
90 (noventa) dias desse afastamento, o empregado continuará percebendo sua remuneração.
RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO: o instrumento de rescisão ou recibo de quitação, 
qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato, deve especificar a natureza 
de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor, sendo válida a quitação, 
apenas, relativamente às mesmas parcelas. A entrega ao empregado de documentos que 
comprovem a comunicação da extinção contratual aos órgãos competentes bem como 
o pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação 
deverão ser efetuados até dez dias contados a partir do término do contrato.
SITUAÇÕES DE RESCISÃO POR JUSTA CAUSA DO TRABALHADOR: a) ato de improbidade; 
b) incontinência de conduta ou mau procedimento; c) negociação habitual por conta própria 
ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa 
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para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço; d) condenação criminal do 
empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena; e) 
desídia no desempenho das respectivas funções; f) embriaguez habitual ou em serviço; g) 
violação de segredo da empresa; h) ato de indisciplina ou de insubordinação; i) abandono de 
emprego; j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, 
ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de 
outrem; k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador 
e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; l) prática 
constante de jogos de azar. m) perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei 
para o exercício da profissão, em decorrência de conduta dolosa do empregado.
RESCISÃO POR ACORDO MÚTUO DAS PARTES: o contrato de trabalho poderá ser extinto 
por acordo entre empregado e empregador, caso em que serão devidas as seguintes 
verbas trabalhistas: I por metade: a) o aviso prévio, se indenizado; b) a indenização sobre 
o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; II na integralidade, as demais verbas 
trabalhistas. A extinção do contrato prevista permite a movimentação da conta vinculada 
do trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço limitada até 80% (oitenta por 
cento) do valor dos depósitos. A extinção do contrato por acordo prevista não autoriza o 
ingresso no Programa de Seguro-Desemprego.
HIPÓTESES DE RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO: o empregado poderá considerar 
rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços 
superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, ou alheios ao 
contrato; b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor 
excessivo; c) correr perigo manifesto de mal considerável; d) não cumprir o empregador 
as obrigações do contrato; e) praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou 
pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama; f) o empregador ou seus prepostos 
ofenderem-no fisicamente, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; g) 
o empregador reduzir o seu trabalho, sendo este por peça ou tarefa, de forma a afetar 
sensivelmente a importância dos salários.
EXTINÇÃO DO CONTRATO POR FORÇA MAIOR: entende-se como força maior todo 
acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual 
este não concorreu, direta ou indiretamente. A imprevidência do empregador exclui a razão 
de força maior. À ocorrência do motivo de força maior que não afetar substancialmente, nem 
for suscetível de afetar, em tais condições, a situação econômica e financeira da empresa 
não se aplicam as restrições da CLT. Ocorrendo motivo de força maior que determine a 
extinção da empresa, ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado, é 
assegurada a este, quando despedido, uma indenização na forma seguinte: sendo estável, 
nos termos dos arts. 477 e 478; não tendo direito à estabilidade, metade da que seria devida 
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em caso de rescisão sem justa causa; havendo contrato por prazo determinado, aquela a 
que se refere o art. 479 desta Lei, reduzida igualmente à metade.
EXTINÇÃO DO CONTRATO POR FATO DO PRÍNCIPE: no casode paralisação temporária 
ou definitiva do trabalho, motivada por ato de autoridade municipal, estadual ou federal, 
ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade, 
prevalecerá o pagamento da indenização, que ficará a cargo do governo responsável. 
Sempre que o empregador invocar em sua defesa o preceito do presente artigo, o tribunal 
do trabalho competente notificará a pessoa de direito público apontada como responsável 
pela paralisação do trabalho, para que, no prazo de 30 (trinta) dias, alegue o que entender 
devido, passando a figurar no processo como chamada à autoria.
AVISO PRÉVIO: o aviso prévio será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos 
empregados que contém até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. Serão acrescidos 3 
(três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) 
dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. O horário normal de trabalho do 
empregado, durante o prazo do aviso, e se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, 
será reduzido de 2 (duas) horas diárias, sem prejuízo do salário integral. É facultado ao 
empregado trabalhar sem a redução das 2 (duas) horas diárias previstas neste artigo, 
caso em que poderá faltar ao serviço, sem prejuízo do salário integral, por 1 (um) dia, na 
hipótese do inciso l, e por 7 (sete) dias corridos. Dado o aviso prévio, a rescisão torna-se 
efetiva depois de expirado o respectivo prazo, mas, se a parte notificante reconsiderar o 
ato, antes de seu termo, à outra parte é facultado aceitar ou não a reconsideração. Caso 
seja aceita a reconsideração ou continuando a prestação depois de expirado o prazo, o 
contrato continuará a vigorar, como se o aviso prévio não tivesse sido dado.
GARANTIA PROVISÓRIA NO EMPREGO DA GESTANTE: vedação da dispensa arbitrária da 
empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. O 
desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento 
da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT). A garantia de emprego 
à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do 
contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período 
de estabilidade. A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no 
art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na 
hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado. O STF proferiu decisão, 
no Tema 542 no sentido de que a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença-
maternidade e à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico aplicável, 
se contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão, ou seja, contratada 
por tempo determinado.
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GARANTIA PROVISÓRIA DO CIPEIRO: o suplente da CIPA goza da garantia de emprego 
prevista no art. 10, II, “a”, do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. 
A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal, mas garantia para as 
atividades dos membros da CIPA, que somente tem razão de ser quando em atividade a 
empresa. Extinto o estabelecimento, não se verifica a despedida arbitrária, sendo impossível 
a reintegração e indevida a indenização do período estabilitário.
GARANTIA PROVISÓRIA DO ACIDENTADO: é constitucional o art. 118 da Lei n. 8.213/1991 
que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação 
do auxílio-doença ao empregado acidentado. São pressupostos para a concessão da 
estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença 
acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença profissional que guarde relação 
de causalidade com a execução do contrato de emprego. Se o empregado sofrer acidente de 
trabalho e for emitida a CAT, com afastamento das atividades laborais por período inferior 
a 15 (quinze) dias, ele não terá direito à estabilidade provisória.
GARANTIA PROVISÓRIA DO DIRIGENTE SINDICAL: fica vedada a dispensa do empregado 
sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de 
direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano 
após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta 
grave devidamente apurada nos termos da CLT. É assegurada a estabilidade provisória ao 
empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição 
e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência 
ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. O art. 522 da 
CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a estabilidade 
a que alude o art. 543, § 3º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes.
ACIDENTE DE TRABALHO: acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho 
a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos 
segurados, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a 
perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Consideram-se 
acidente do trabalho as seguintes entidades mórbidas: doença profissional, assim entendida 
a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade 
e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência 
Social; doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de 
condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.
ACIDENTE DE TRABALHO POR EQUIPARAÇÃO: I o acidente ligado ao trabalho que, embora 
não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, 
para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija 
atenção médica para a sua recuperação; II o acidente sofrido pelo segurado no local e no 
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horário do trabalho, em consequência de: a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo 
praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; b) ofensa física intencional, inclusive 
de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho; c) ato de imprudência, de 
negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho; d) ato de pessoa 
privada do uso da razão; e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos 
ou decorrentes de força maior; III a doença proveniente de contaminação acidental do 
empregado no exercício de sua atividade; IV o acidente sofrido pelo segurado ainda que 
fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob 
a autoridade da empresa; b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para 
lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito; c) em viagem a serviço da empresa, inclusive 
para estudo quando financiada dentro de seus planos para melhor capacitação da mão de 
obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade 
do segurado;d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, 
qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.
CIPA: será obrigatória a constituição de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e 
de Assédio (Cipa), em conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho 
e Previdência, nos estabelecimentos ou nos locais de obra nelas especificadas. Cada CIPA 
será composta de representantes da empresa e dos empregados, de acordo com os critérios 
que vierem a ser adotados na regulamentação. O mandato dos membros eleitos da CIPA 
terá a duração de 1 (um) ano, permitida uma reeleição. Os titulares da representação dos 
empregados nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal 
a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Ocorrendo a 
despedida, caberá ao empregador, em caso de reclamação à Justiça do Trabalho, comprovar 
a existência de qualquer dos motivos mencionados neste artigo, sob pena de ser condenado 
a reintegrar o empregado.
ACORDO COLETIVO: é um instrumento de caráter normativo, resultado de negociação 
entre uma ou mais empresas e entidade sindical de trabalhadores. As condições estabelecidas 
em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção 
coletiva de trabalho.
CONVENÇÃO COLETIVA: é um instrumento normativo que resulta da negociação entre 
entidades sindicais laboral e patronal. As condições estabelecidas em acordo coletivo de 
trabalho sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
NEGOCIAÇÃO COLETIVA: ocorre por meio da celebração de convenções e de acordos 
coletivos de trabalho, representa a manifestação do princípio da autonomia da vontade das 
partes. Pressupõe-se de um lado, portanto, a igualdade entre os atores sociais negociantes. 
Os Sindicatos representativos de categorias econômicas ou profissionais e as empresas, 
inclusive as que não tenham representação sindical, quando provocados, não podem 
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se recusar à negociação coletiva. Verificando-se recusa à negociação coletiva, cabe aos 
Sindicatos ou empresas interessadas dar ciência do fato, conforme o caso, ao Departamento 
Nacional do Trabalho ou aos órgãos regionais do Ministério do Trabalho e Previdência 
Social, para convocação compulsória dos Sindicatos ou empresas recalcitrantes. No caso 
de persistir a recusa à negociação coletiva, pelo desatendimento às convocações feitas 
pelo Departamento Nacional do Trabalho ou órgãos regionais do Ministério de Trabalho e 
Previdência Social, ou se malograr a negociação, é facultada aos Sindicatos ou empresas 
interessadas a instauração de dissídio coletivo.
NÃO ULTRATIVIDADE DAS NORMAS COLETIVAS: não será permitido estipular duração 
de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho superior a dois anos, sendo vedada 
a ultratividade.
SINDICATO: é lícita a associação para fins de estudo, defesa e coordenação dos seus 
interesses econômicos ou profissionais de todos os que, como empregadores, empregados, 
agentes ou trabalhadores autônomos ou profissionais liberais exerçam, respectivamente, a 
mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas. A solidariedade 
de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou conexas, 
constitui o vínculo social básico que se denomina categoria econômica. A similitude de 
condições de vida oriunda da profissão ou trabalho em comum, em situação de emprego 
na mesma atividade econômica ou em atividades econômicas similares ou conexas, compõe 
a expressão social elementar compreendida como categoria profissional.
CATEGORIA PROFISSIONAL DIFERENCIADA: é a que se forma dos empregados que 
exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial 
ou em consequência de condições de vida singulares. Os limites de identidade, similaridade 
ou conexidade fixam as dimensões dentro das quais a categoria econômica ou profissional 
é homogênea e a associação é natural.
FEDERAÇÃO: é facultado aos Sindicatos, quando em número não inferior a 5 (cinco), desde 
que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, 
similares ou conexas, organizarem-se em federação. Se já existir federação no grupo de 
atividades ou profissões em que deva ser constituída a nova entidade, a criação desta não 
poderá reduzir a menos de 5 (cinco) o número de Sindicatos que àquela devam continuar 
filiados. O pedido de reconhecimento de uma federação será dirigido ao ministro do Trabalho, 
acompanhado de um exemplar dos respectivos estatutos e das cópias autenticadas das 
atas da assembleia de cada sindicato ou federação que autorizar a filiação.
CONFEDERAÇÃO: as Confederações organizar-se-ão com o mínimo de 3 (três) federações 
e terão sede na Capital da República.
PRESCRIÇÃO: perda do direito de ação. No âmbito trabalhista, por força do texto 
constitucional, tem-se que a ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, 
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com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite 
de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Não corre prescrição em pedidos 
declaratórios como os pedidos de anotação da CTPS. O art. 11, § 1º da CLT, exclui a incidência 
dos prazos prescricionais sobre as ações envolvendo anotações junto à Previdência Social.
FGTS: é constituído pelos saldos das contas vinculadas a que se refere esta lei e outros 
recursos a ele incorporados, devendo ser aplicados com atualização monetária e juros, de 
modo a assegurar a cobertura de suas obrigações e será regido por normas e diretrizes 
estabelecidas por um Conselho Curador, composto por representação de trabalhadores, 
empregadores e órgãos e entidades governamentais, na forma estabelecida pelo Poder 
Executivo. Todos os empregadores ficam obrigados a depositar, até o vigésimo dia de cada 
mês, em conta vinculada, a importância correspondente a 8% (oito por cento) da remuneração 
paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador, Os contratos de aprendizagem terão 
a alíquota reduzida para dois por cento.
HIPÓTESES DE SAQUE DO FGTS: a conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser 
movimentada nas seguintes situações: despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de 
culpa recíproca e de força maior; extinção do contrato de trabalho prevista no art. 484-
A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); extinção total da empresa, fechamento 
de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências, supressão de parte de suas 
atividades, declaração de nulidade do contrato de trabalho nas condições do art. 19-A, 
ou ainda falecimento do empregador individual sempre que qualquer dessas ocorrências 
implique rescisão de contrato de trabalho, comprovada por declaração escrita da empresa, 
suprida, quando for o caso, por decisão judicial transitada em julgado; aposentadoria 
concedida pela Previdência Social; falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus 
dependentes, para esse fim habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério 
adotado para a concessão de pensões por morte. Na faltade dependentes, farão jus ao 
recebimento do saldo da conta vinculada os seus sucessores previstos na lei civil, indicados 
em alvará judicial, expedido a requerimento do interessado, independente de inventário ou 
arrolamento; pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional 
concedido no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH); liquidação ou amortização 
extraordinária do saldo devedor de financiamento imobiliário, observadas as condições 
estabelecidas pelo Conselho Curador, entre elas a de que o financiamento seja concedido 
no âmbito do SFH e haja interstício mínimo de 2 (dois) anos para cada movimentação; 
pagamento total ou parcial do preço de aquisição de moradia própria, ou lote urbanizado de 
interesse social não construído; quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos 
fora do regime do FGTS; extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos trabalhadores 
temporários; suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a 90 (noventa) 
dias, comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria profissional; 
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quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de neoplasia maligna; 
aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização; quando o trabalhador ou qualquer 
de seus dependentes for portador do vírus HIV; quando o trabalhador ou qualquer de 
seus dependentes estiver em estágio terminal, em razão de doença grave, nos termos do 
regulamento; quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta anos; necessidade 
pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural, conforme disposto em 
regulamento; quando o trabalhador com deficiência, por prescrição, necessite adquirir 
órtese ou prótese para promoção de acessibilidade e de inclusão social; pagamento total 
ou parcial do preço de aquisição de imóveis da União inscritos em regime de ocupação ou 
aforamento; a qualquer tempo, quando seu saldo for inferior a R$ 80,00 (oitenta reais) e 
não houver ocorrido depósitos ou saques por, no mínimo, 1 (um) ano, exceto na hipótese 
prevista no inciso I do § 5º do art. 13 desta Lei; quando o trabalhador ou qualquer de seus 
dependentes for, nos termos do regulamento, pessoa com doença rara, consideradas 
doenças raras aquelas assim reconhecidas pelo Ministério da Saúde, que apresentará, em 
seu sítio na internet, a relação atualizada dessas doenças.
2 . CoNCeitoS iMPoRtaNteS De DiReito PRoCeSSUal Do 2 . CoNCeitoS iMPoRtaNteS De DiReito PRoCeSSUal Do 
tRaBalho PaRa o eXaMe Da oaBtRaBalho PaRa o eXaMe Da oaB
FORO COMPETENTE: é a vara do trabalho específica que deve receber o processo para 
instruir e julgar. Se a vara for única, a distribuição vai diretamente para ela. Geralmente, 
como ocorre com as varas de trabalho localizadas em municípios mais afastados. Havendo 
mais de uma vara, existirá o sistema de distribuição, para fins de garantir distribuição 
igualitária a todos os juízos.
COMPETÊNCIA FUNCIONAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO: trata-se da organização da 
competência com temas como conexão, continência, prorrogação e modificação de 
competência. É preciso que se conheça e compreenda a organização da JT e dos seus 
órgãos. Por exemplo, a relação entre as decisões entre dois juízes do trabalho, por exemplo. 
Por isso, a regra é que os processos se iniciem, no 1º grau, nas Varas do Trabalho. Veja que 
colocamos como REGRA, pois pode ocorrer que nasça no TRT ou no TST a competência 
originária, mas isso como exceção. Por exemplo, no TRT, existe competência originária 
para dissídios coletivos. Então, podemos ter competência funcional delineada pelo grau 
de jurisdição. Mas também pode ser pela fase do procedimento, ocasião em que o juízo em 
que se encontrem os bens pode ser diferente do juízo da fase de conhecimento.
PREVENÇÃO: tem-se a fixação da competência em órgão jurisdicional específico quando 
houver mais de um competente para apreciar a causa. Nos termos do art. 59 do CPC, 
considera-se competente aquele juízo em que se distribui a petição inicial, pois, em tese, 
ele conheceu a causa em primeiro lugar.
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DiReito Do tRaBalho 
Resumo (Bônus) 
Maria Rafaela
MODIFICAÇÃO E PRORROGAÇÃO DA COMPETÊNCIA: nos termos do art. 304 do CPC, 
tem-se que a MODIFICAÇÃO de competência é quando o juízo que era inicialmente 
incompetente, quando é possível e não existir alegação em contrário da parte prejudicada, 
torna-se competente. É como se fosse uma transmudação do que era incompetente para 
ser competente. É uma regra de EXTENSÃO DE COMPETÊNCIA. Os casos mais comuns 
de modificação da competência: foro de eleição (quando as partes convencionam que 
determinado juízo será competente para processar e julgar as causas relativas àquela 
relação de trabalho) e incompetência relativa do réu. Aliás, sobre essa incompetência 
relativa, que é a territorial, a Reforma Trabalhista trouxe importante informação que é 
recorrente nos concursos de processo do trabalho no que tange à forma de alegação da 
exceção de incompetência.
PERPETUAÇÃO DE JURISDIÇÃO: perpetuação da jurisdição: significa que, se houver 
supervenientemente, situação que altere a competência, vale a competência que foi fixada 
quando do momento da interposição da demanda. Isso é uma regra importante em nosso 
sistema processual, mas não é absoluta, admitindo exceção. A exceção só existirá se for o 
caso de alteração da competência absoluta que é a relacionada à matéria e à pessoa. Nesse 
caso, os autos devem ser remetidos ao juízo competente.
DERROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA: é quando estamos diante de uma incompetência 
relativa, mas a parte prejudicada não alega nada e, assim, o juízo se torna competente para 
processar e julgar aquele feito. Isso geralmente ocorre o que tange o território. Existe uma 
situação, dessa forma, em que o juízo se torna competente.
Por isso, vamos montar uma tabela para ficar mais fácil:
MODIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIA PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA
O juízo era originariamente incompetente e passa a 
ser, necessariamente, competente para apreciar e 
julgar a causa, como o foro de eleição e a não arguição 
de incompetência relativa do réu. É o caso clássico 
do réu que não alega a incompetência relativa em 
preliminar de contestação.
O juízo competente para uma causa passa a ser 
competente para as causas conexas ou causas 
incidentais, como a reconvenção, denunciação à lide, 
revisão de estabilização da tutela antecipada etc.
CONEXÃO CONTINÊNCIA
Processos relacionados
Reunião deles para julgamento único ou concomitante
Evitar decisões contraditórias
Processos em que um abrange o outro
Extinção do processo menos amplo
Prosseguimento do processo mais amplo
Evitar decisões contraditórias
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Maria Rafaela
COMPETÊNCIA RELATIVA: a competência das Varas do Trabalho é determinada pela 
localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador,

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