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DIREITO DO TRABALHO
Caracterização, Conteúdo, 
Denominação, Funções e 
Autonomia do Direito Trabalho
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
260116197344
MARIA RAFAELA
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade 
do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. 
Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. 
Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista 
em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça 
do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no 
TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; 
professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; 
professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em 
outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Caracterização, Conteúdo, Denominação, 
Funções e Autonomia do Direito Trabalho
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SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Caracterização, Conteúdo, Denominação, Funções e Autonomia do Direito do Trabalho . 6
1. Introdução ao Direito do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Definição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
3. Denominação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
4. Conteúdo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
5. Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
6. Abrangência da Área Trabalhista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
7. Características do Direito do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
8. Autonomia e Natureza Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
9. Relações do Direito do Trabalho com outros Ramos do Direito . . . . . . . . . . . . . . 36
10. Breve Histórico do Direito do Trabalho e a CLT. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
11. Os Direitos da Personalidade e a Relação com o Direito do Trabalho . . . . . . . . 41
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Mapa Mental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
Anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
 
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Maria Rafaela
APreSeNTAÇÃoAPreSeNTAÇÃo
Olá, futuro(a) concursado(a)! Tudo bem? Estudando firme e forte? Primeiramente, vou 
me apresentar. Meu nome é Maria Rafaela de Castro. Atualmente, sou juíza do Trabalho 
no TRT 7ª Região, doutora em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito do Porto, em 
Portugal. Já fui juíza no TRT 14, promotora de Justiça do Estado de Rondônia, analista 
judiciária, professora universitária concursada etc. Em suma, essa apresentação foi para 
te dizer que fui “concurseira raiz” e que é possível (SIM!) passar em concurso.
O mais importante da minha apresentação é dizer que eu entendo sua dor e a pressa para 
ser aprovado em concurso. Também compreendo que você deseja o máximo de informações 
de forma objetiva e clara, sem rodeios, e quer gabaritar a prova, além de entender as 
nuances da legislação. Veio ao lugar certo! Eu fiz exatamente o material que gostaria que 
meus professores tivessem elaborado quando estava me preparando para as provas.
Nesse ponto, este material vai ajudá-lo a chegar à posse.
Sendo assim, estude a matéria de Direito do Trabalho em um formato diferente.
E acredite: saber Direito do Trabalho é imprescindível para a sua aprovação. Não é 
possível ir para as provas sem ler este material. Então, aproveite!
As referências bibliográficas estarão presentes ao final do livro digital. Diante disso, 
você terá um suporte caso queira um aprofundamento para as próximas fases do seu 
concurso, caso exista.
Para não ficar um material com transcrição de letra de lei, evitarei usar literalidade e 
dispositivos legais, destacando, na verdade, aquilo que for importante em cada tema de 
Direito do Trabalho. E é justamente por isso que usarei a sequência mais didática e fácil de 
estudar a legislação, sem adentrar ou comentar artigo por artigo, mas sim apontar os pontos 
que são alvos das provas. O tempo é precioso. A objetividade é essencial para o sucesso.
No fim do nosso material, você encontrará a jurisprudência atualizada sobre o tema, 
exatamente para que você esteja apto para as provas. Não basta saber a legislação; para 
o seu tipo de prova, o conhecimento jurisprudencial é essencial!
Então, teremos um conjunto de aulas para esgotar o seu edital de Direito do Trabalho, 
buscando sua sonhada aprovação. Colocarei questões de bancas de concursos anteriores, bem 
como criarei questões inéditas para que você fique preparado para as surpresas do exame.
No final de cada material,aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos 
públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e 
deliberação.
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante 
destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
008. 008. (CS UFG/DEMAE-GO/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2017) Nas relações de emprego, a 
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 admite:
a) a diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de 
sexo, idade, cor ou estado civil.
b) a distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos.
c) o trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de dezoito anos.
d) a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o 
trabalhador avulso.
Nos exatos termos do artigo 7º da Constituição Federal de 1988, especificamente na 
igualdade de tratamento entre os trabalhadores com vínculo empregatício permanente e 
o trabalhador avulso.
Dessa forma, o direito do trabalho é o ramo que possui um conjunto de princípios e regras da 
relação de emprego, propiciando funções sociais e econômicas fundamentais na sociedade, 
bem como tratando das relações entre os sujeitos — empregado e empregador, tendo como 
fonte principal a Constituição Federal de 1988, que conduz à ideia de um patamar mínimo 
de dignidade a todo trabalhador brasileiro.
Nessa disciplina de Direito do Trabalho, a sua abrangência atinge todas as relações de 
emprego que atendem aos requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT.
Letra d.
O direito do trabalho também atinge empregados públicos, ou seja, aqueles concursados do 
serviço público das estatais (empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações 
públicas de direito privado) que não possuem estabilidade no serviço público e que, mesmo 
se submetendo a concursos públicos de provas ou de provas e títulos, são regidos pela 
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CLT, aplicando-se o regime jurídico celetista. Exemplos: advogados e empregados da ECT 
(Correios), do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras etc.
EXEMPLO
Paulo Henrique passou num concurso para a Caixa Econômica Federal. Fez provas e assumiu. 
As férias, os recolhimentos de FGTS, o 13º salário, bem como tudo que dispuser o sindicato 
em negociações coletivas aplicam-se a Paulo. Se Paulo for dispensado por justa causa, deve 
ser pelas hipóteses previstas na CLT. Paulo, muito embora seja servidor celetista de uma 
empresa pública federal, submete-se ao regime da CLT para todos os fins. É diferente de 
Elvira, que exerce um cargo público em regime estatutário do INSS, autarquia federal. No caso 
de Paulo Henrique, seus litígios serão processados e julgados na Justiça do Trabalho, pela 
abrangência do direito do trabalho/CLT. No caso de Elvira, seu litígio será na Justiça Federal 
comum. Lembro que a Justiça do Trabalho é uma Justiça Federal especializada7.
Esses direitos trabalhistas tratados na CLT podem ser individuais (exemplo: férias 
individuais no prazo de 30 dias com o pagamento de um terço constitucional) ou coletivos 
(exemplo: direito de greve, acordo coletivo, negociação coletiva, regulamento empresarial 
etc.). Essa divisão de direitos será entre o direito individual do trabalho e o direito coletivo 
do trabalho.
Primeiro, vamos tratar do direito individual do trabalho e sua abrangência, para depois 
abordar as lições mais fundamentais para o concurso acerca do direito coletivo do trabalho.
É por isso que você encontrará em toda a doutrina a ideia de uma divisão interna do 
direito do trabalho:
1. Direito individual do trabalho – trata dos direitos trabalhistas previstos no artigo 7º 
da Constituição Federal de 1988, que transcrevi acima e que você deve ter memorizado. 
São incisos simples e você deve ter cautela com as pegadinhas das provas quando a banca 
optar pela “lei seca” ou “letra da lei.”
2. Direito coletivo do trabalho – trata dos direitos que estão sendo abordados a partir 
do artigo 8º da Constituição Federal de 1988, como o direito de greve, a atuação sindical e 
a negociação coletiva (acordo coletivo e convenção coletiva), entre outros.
7 Está em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal. No livro de processo do trabalho serão trata-
dos os temas de competência e isso será aprofundado. Por ora, é importante você saber que os casos envolvendo servi-
dores celetistas serão tratados na Justiça do Trabalho. O regime estatutário e o temporário serão a Justiça Comum. A 
questão não é tão simples, pois as bancas podem complicar com inúmeras decisões do STF, mas para nossa aula inicial 
já é fundamental você conhecer essas diferenças de competência.
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009. 009. (IBFC/EBSERH/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2020) O direito do trabalho envolve tanto 
o estudo do direito individual quanto do direito coletivo. O direito individual do trabalho 
trata das regras, princípios e institutos jurídicos que regulam a relação empregatícia e as 
relações de trabalho especificadas.
Existe a divisão interna do direito do trabalho em trabalho individual e trabalho coletivo. 
No primeiro caso, têm-se as regras, princípios e institutos jurídicos que regulam a relação 
empregatícia e as relações de trabalho especificadas. Nos direitos coletivos, aborda-se a 
questão das negociações coletivas, sindicatos e greves, por exemplo.
Certo.
Fique atento(a) aos artigos 611-A e 611-B da CLT, transcritos aqui em notas de rodapé, 
porque são artigos importantíssimos, depois da reforma trabalhista, para as provas de 
concurso. Vamos estudá-los em outra aula. Mas já fique esperto(a)!
7 . CArACTerÍSTiCAS Do DireiTo Do TrAbAlho7 . CArACTerÍSTiCAS Do DireiTo Do TrAbAlho
Você agora já tem uma noção geral desse ramo jurídico. É o momento de entender as 
características do direito do trabalho. Você pode compreender como um direito construído 
com base na história, com a evolução da relação empregatícia.
Tem como característica o fato de que as funções estão atreladas às melhorias das 
condições sociais e econômicas (função teleológica). Além disso, verifica-se que busca 
reforçar as pactuações das forças de trabalho.
010. 010. (FCC/MANAUSPREV/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2015/ADAPTADA) Em relação à 
formação histórica do direito do trabalho, considere: o direito do trabalho é um instrumento 
de realização da justiça social e de tutela do trabalhador e suas funções somente podem 
ser cumpridas se previstas em uma estrutura jurídica formal que molde seu conteúdo e fixe 
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os preceitos e as sanções determinantes dos comportamentos autorizados ou proibidos 
nas relações entre trabalhadores e empregadores.
Está correto, na medida em que o direito do trabalho é protetivo. As pessoas que contratam 
não possuem liberdade extrema, mas há limites nos direitos sociais. Esse é o papel do direito 
do trabalho no sentido de frear os rumos do capitalismo, impondo limites.
Certo.
A estrutura jurídica do direito do trabalho tem um conjunto de normas e princípios 
gerais e específicos, como, por exemplo, o princípio da proteção, da primazia da realidade, 
in dubio pro misero, da norma mais favorável, da imperatividade das normas trabalhistas, 
da indisponibilidade dos direitos trabalhistas, da condição mais benéfica, da inalterabilidade 
contratual lesiva, da continuidade da relação de emprego, da primazia da realidade sobre 
a forma, da intangibilidade salarial etc. Esses princípios são muito importantes e serão 
analisados em uma aula específica.
011. 011. (CEBRASPE/TRT-16/JUIZ DO TRABALHO/2003) Entre os mais importantes princípios de 
direito individual do trabalho, podem ser citados: da proteção, da norma mais favorável, da 
imperatividade das normas trabalhistas, da indisponibilidade dos direitos trabalhistas, da 
condição mais benéfica, da inalterabilidade contratual lesiva, da continuidade da relação 
de emprego, da primazia da realidade sobre a forma e da intangibilidade salarial.
A questão traz os princípios mais importantes que caracterizam o direito do trabalho.
Certo.
Ao mesmo tempo, tem como características a dimensão individual e coletiva. No primeiro 
caso, o centro é o contrato de trabalho; no segundo, é a atuação sindical, a negociação 
coletiva, a greve etc.
Tem como característica esse viés social, girando em torno do princípio da dignidade e da 
valorização da pessoa humana. Nisso se fundamenta outro princípio do direito do trabalho, 
referente à primazia da norma mais favorável ao trabalhador ou da condição mais benéfica.
No direito do trabalho, temos essa principiologia mais protetiva. Há aqui uma evolução 
na aplicação dos direitos fundamentais. Existem duas teorias para explicar os direitos 
fundamentais, surgindo agora uma terceira que se aplica ao direito do trabalho.
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É importante saber isso porque os direitos trabalhistas são sociais. Com base nisso, 
encaixam-se no rol dos direitos fundamentais, conforme disposto na Constituição 
Federal de 1988.
Na disciplina de direito constitucional, você estuda: a) verticalização dos direitos 
fundamentais – relação do Estado com os indivíduos/sociedades na aplicação dos direitos 
fundamentais; b) horizontalização dos direitos fundamentais – relação dos indivíduos entre 
si e a aplicação dos direitos fundamentais.
Na verticalização, temos como exemplo a situação em que o Estado age com o indivíduo 
e se limita nos direitos fundamentais. Exemplo: o Estado desapropria seu imóvel, mas 
precisa pagar uma indenização prévia e justa.
ESTADO (em cima)
VERTICALIZAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
RELAÇÃO DE CIMA PARA BAIXO
Indivíduo (abaixo do Estado)
Na horizontalização, é possível citar o exemplo da associação que vai expulsar o associado 
e, para tais fins, deverá usar o devido processo legal, permitindo que o associado possa 
exercer seu direito de defesa (indivíduo x indivíduo).
INDIVÍDUO -------------------------------------- INDIVÍDUO
(HORIZONTALIZAÇÃO)
No âmbito da classificação dos direitos do trabalho, tem-se a teoria da diagonalização 
dos direitos fundamentais. Essa teoria busca aplicar os direitos fundamentais, mas não de 
forma plana como na horizontalização, na qual as partes estariam, em tese, em situações 
sociais e econômicas iguais.
Tanto no direito do trabalho quanto no direito do consumidor, temos uma situação em 
que uma das partes é mais vulnerável, em uma condição economicamente desfavorável. 
Isso implica uma reanálise da atuação dos direitos fundamentais.
Por isso, foi desenvolvida tanto para o âmbito do direito do consumidor quanto para o 
direito do trabalho a TEORIA DA EFICÁCIA DIAGONAL dos direitos fundamentais.
Isso ocorreu pela própria característica do direito do trabalho, nesse viés mais protecionista 
e social. Sendo assim, o Tribunal Superior do Trabalho vem utilizando essa teoria diagonal. 
Muitas vezes, há uma relação desigual nas relações trabalhistas. Por exemplo: imagine um 
operário no âmbito de uma empresa multinacional.
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Porém, isso não é uma situação generalizada. Podemos ter situações trabalhistas em que 
as partes estão economicamente quase na mesma situação, não havendo uma disparidade 
tão acentuada, como a de uma trabalhadora doméstica e uma família de classe média.
Contudo, essa aplicação diagonal busca aproximar melhor da justiça aquela parte da 
relação que está em situação desfavorável. Mais um exemplo: a inversão do ônus da prova 
no processo do trabalho ou entender que a lei do doméstico deve ser interpretada de forma 
mais favorável ao doméstico etc.
A aplicação diagonal dos direitos fundamentais surge exatamente como uma característica 
do direito do trabalho que possui esse viés social mais acentuado.
Essa visão social tem amplitude quando se supera a dificuldade principal, aumentando 
gradativamente a proteção da parte mais frágil. É o caso do consumidor e do trabalhador, 
por exemplo.
Nesse ponto, é importante que você vá para as próximas provas sabendo que o Tribunal 
Superior do Trabalho entende ser possível aplicar essa teoria no direito e no processo 
do trabalho.
Com isso, você captou a essência do direito do trabalho e suas principais características.
Veja a tabela que construí para você fixar melhor o conteúdo:
Verticalização dos direitos 
fundamentais
Horizontalização dos direitos 
fundamentais
Diagonalização dos direitos 
fundamentais
Vemos com muita frequência 
no direito público, por exemplo, 
no direito administrativo. O 
Estado possui sua supremacia, 
mas deve obediência aos direitos 
fundamentais. Gosto muito do 
exemplo da desapropriação. O 
Estado pode desapropriar, mas 
tem que indenizar previamente. 
Ocorre uma aplicação dos 
direitos fundamentais quando 
os indivíduos estão abaixo do 
Estado.
Vemos com muita frequência 
no direito privado, por exemplo, 
no direito civil. Todos são livres 
para se associarem. No entanto, 
quando uma associação, por 
exemplo, decide expulsar um 
associado, deve também aplicar 
os direitos fundamentais, como 
o devido processo legal. Esse 
caso, inclusive, foi decidido pelo 
Supremo Tribunal Federal, que 
decidiu também que se aplicam 
direitos fundamentais nas 
relações privadas.
Vemos com muita frequência no 
direito “social”, por exemplo, no 
direito do trabalho e no direito 
do consumidor. Apesar de ser 
uma relação privada, existe 
uma parte inevitavelmente 
“mais fraca” na relação. 
Chamamos de hipossuficiente.Sendo uma relação privada, as 
normas tendem a permitir uma 
“diagonalização” naquela linha 
que antes era só horizontal, para 
que as partes possam estar em 
igualdade/simetria e, assim, 
ocorrer uma aplicação justa dos 
direitos fundamentais. Exemplo: 
a possibilidade de inversão do 
ônus da prova.
Quando se trata de direitos fundamentais, existem teorias sobre sua aplicação: teoria 
da horizontalização, verticalização e diagonalização. As duas primeiras são conhecidas, 
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tratando-se da relação entre Estado e indivíduo e entre os indivíduos. A diagonalização surge 
exatamente quando uma das partes está em situação desfavorável econômica, jurídica ou 
socialmente, e é preciso equilibrar as forças. O TST já adotou essa tese.
O Tribunal Superior do Trabalho já aplicou a teoria da diagonalização dos direitos fundamentais. 
Para o TST, isso se aplica às características do direito do trabalho, que têm o viés de reduzir 
as desigualdades sociais e econômicas entre as partes envolvidas.
Por essas características do direito do trabalho, admitem-se contratos de trabalho 
tanto de forma tácita quanto expressa, por escrito ou verbal. A relação de emprego pode 
ser por prazo determinado ou indeterminado.
O contrato de trabalho, por sua vez, é de natureza privada, pois se refere a relações 
particulares.
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012. 012. (IBFC/EMDEC/ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS/2019/ADAPTADA) O direito do trabalho 
é o ramo da ciência do direito que versa sobre as normas, as instituições jurídicas e os 
princípios que disciplinam as relações de trabalho subordinado. Acerca desse assunto, 
julgue a afirmativa a seguir.
O contrato de trabalho é contrato de direito privado, consensual, não pode ser verbal, tem 
de ser escrito. A relação jurídica pode ser formada pelo ajuste expresso escrito, ou pelo 
ajuste tácito.
Afirmativa falsa, na medida em que o contrato de trabalho pode ser verbal ou escrito, 
expresso ou tácito.
Errado.
Assim, muito embora trate de normas de forte conteúdo social, o direito do trabalho 
é de natureza privada. Além disso, é incontestável a sua autonomia em termos de técnica, 
ciência, doutrina, metodologia e princípios específicos do ramo.
8 . AUToNoMiA e NATUreZA JUrÍDiCA8 . AUToNoMiA e NATUreZA JUrÍDiCA
O direito do trabalho tem autonomia. Isso significa que, em um campo temático vasto 
e específico, dispõe de teorias próprias, possui metodologia própria e, ainda, apresenta 
perspectivas e questionamentos específicos e próprios em relação aos demais ramos do 
direito próximos ou correlatos.
O direito do trabalho possui uma temática própria, bem como princípios específicos, 
debates e polêmicas em torno dos temas que abrange, e, ainda, estudos científicos 
específicos, tratados suas matérias em um ramo do poder judiciário brasileiro específico, 
qual seja, a Justiça do Trabalho.
Então, qualquer debate que se tenha sobre sua autonomia está superado.
No que se refere à natureza jurídica, as relações trabalhistas são de natureza privada, 
embora haja um interesse público e uma disposição do Estado de dar uma margem de 
proteção em relação ao público mais vulnerável na esfera social, como os assalariados.
Alguns entendem tratar-se de um autêntico e genuíno direito social ou até um direito 
“misto”, mas a expressão “social” é muito abrangente, sendo majoritariamente aceita 
pela doutrina e cobrada pelas bancas examinadoras a natureza jurídica como sendo de 
direito privado.
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A CLT não é um código e contempla tanto as relações individuais quanto as coletivas de 
trabalho. A independência do direito do trabalho se reflete na CLT quando esta regulamenta 
direitos do trabalhador em sua esfera individual, como férias, remuneração etc.; também 
trata de assuntos coletivos, como organização sindical e negociação coletiva, por exemplo.
Além disso, é interessante a observação de Maurício Godinho Delgado sobre a natureza 
jurídica do direito do trabalho (2019, p. 87):
(…) Ou seja, o Direito do Trabalho é um ramo jurídico unitário que se enquadra no campo do direito 
privado (posição hegemônica) – embora haja autores que prefiram realizar esse enquadramento 
no Direito Público, ou, ainda, no Direito Social.
Após a exposição acima, não tenha medo na prova. Veja abaixo como os assuntos foram 
cobrados tanto na prova do MPT quanto na de juiz do trabalho.
013. 013. (CEBRASPE/TRT 16ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2003) A autonomia do direito do 
trabalho é induvidosa, eis que apresenta os requisitos necessários para tal “status”, pois tem 
um campo temático vasto e específico, dispõe de teorias próprias, possui metodologia própria 
e, ainda, apresenta perspectivas e questionamentos específicos e próprios relativamente 
aos demais ramos do direito próximos ou correlatos.
Assertiva correta, na medida em que o direito do trabalho tem entre suas características 
a autonomia. Na verdade, a questão sintetiza o que você já leu. Observe que é uma prova 
para concurso da magistratura e essa ideia se repete em diversos cargos. O que altera é a 
forma de comunicação do examinador. Não se esqueça também de que, majoritariamente, 
as bancas acompanham o entendimento de que o direito do trabalho é um ramo de direito 
privado.
Certo.
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9 . relAÇÕeS Do DireiTo Do TrAbAlho CoM oUTroS 9 . relAÇÕeS Do DireiTo Do TrAbAlho CoM oUTroS 
rAMoS Do DireiTorAMoS Do DireiTo
O direito do trabalho é o ramo da ciência do direito que versa sobre as normas, as instituições 
jurídicas e os princípios que disciplinam as relações de trabalho subordinado.
Esse ponto se torna importante para concursos mais complexos que exigem conhecimento 
multidisciplinar. Por exemplo, há uma proximidade enorme entre o direito do trabalho 
e o direito constitucional, os direitos humanos e o direito internacional (Convenções e 
Recomendações da OIT – Organização Internacional do Trabalho).
No caso do direito constitucional, você não pode ir para as provas sem ler os dispositivos 
pertinentes ao direito do trabalho – artigos 7º ao 11, que transcrevi acima. É preciso ler com 
cautela os dispositivos, pois sempre são lembrados, seja em prova de direito constitucional 
ou de direito do trabalho. Além disso, geralmente as bancas apreciama cobrança da “lei seca”.
No caso do direito internacional, você precisa ficar atento se o edital cobra alguma 
convenção internacional da OIT, pois são muito importantes. Durante nossas aulas, 
mencionarei algumas que considero relevantes para a matéria. Nisso surge o interesse 
pelo direito internacional.
Por serem de cunho social, os direitos trabalhistas são considerados fundamentais e, 
com isso, representam um viés dos direitos humanos. Sob essa perspectiva, há uma relação 
estreita com essa disciplina, o que demonstra a complexidade do ramo trabalhista.
Não se esqueça da relação com o direito previdenciário. Muitas relações trabalhistas são 
reconhecidas, e isso gera impacto previdenciário até mesmo após a morte do trabalhador, 
como a pensão por morte, por exemplo.
Na garantia provisória do emprego, também temos um exemplo bem recorrente na 
prática trabalhista, que é a “estabilidade da grávida” no direito do trabalho e o salário-
maternidade no âmbito previdenciário.
Também podemos mencionar a proximidade da relação entre o direito do trabalho e o 
direito civil. A própria CLT afirma que o direito civil é fonte subsidiária do direito do trabalho, 
conforme consta no artigo 8º da CLT, quando se faz menção ao “direito comum”.
Assim dispõe o artigo 8º da CLT:
As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, 
decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e 
normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos 
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e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou 
particular prevaleça sobre o interesse público.
§ 1º O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho.
§ 2º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho 
e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem 
criar obrigações que não estejam previstas em lei.
§ 3º No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho 
analisará exclusivamente a conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico, respeitado 
o disposto no art. 104 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e balizará sua 
atuação pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva.
Sobre essa aplicação subsidiária, registre-se que somente será usada quando não houver 
dispositivo expresso na CLT, bem como não será aplicada de forma absoluta e irrestrita, 
devendo-se respeitar as peculiaridades do direito do trabalho. Nesse sentido, criei uma 
questão para você ficar atento.
014. 014. (INÉDITA/2026) O direito civil é parte integrante do direito comum, sendo aplicado:
a) subsidiariamente ao direito do trabalho de forma absoluta;
b) cumulativamente ao direito do trabalho de forma absoluta;
c) subsidiariamente ao direito do trabalho, mas não tem o condão de revogar norma 
juslaborativa especial;
d) cumulativamente ao direito do trabalho, mas não tem o condão de revogar norma 
juslaborativa especial.
A alternativa “c” é a correta, na medida em que não se aplica o direito civil de forma irrestrita 
nem de forma cumulativa, mas sim de forma subsidiária e respeitando as peculiaridades do 
direito do trabalho. Essa é a visão da doutrina majoritária, apesar da Reforma Trabalhista 
de 2017.
Letra c.
Além disso, diante da competência para processar e julgar servidores públicos celetistas/
empregados públicos, o direito do trabalho tem proximidade com o direito administrativo. 
É importante também acompanhar os julgamentos do STF sobre a matéria. Nos próximos 
livros, vou incluir aqui os julgamentos pertinentes. Lembre-se de que nos anexos são 
transcritas as jurisprudências.
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10 . breVe hiSTÓriCo Do DireiTo Do TrAbAlho e A ClT10 . breVe hiSTÓriCo Do DireiTo Do TrAbAlho e A ClT
O trabalho é associado à ideia de castigo desde a Antiguidade, diante da submissão de 
muitos homens, mulheres e crianças ao regime de trabalho escravo.
Hoje, com a evolução das relações jurídicas, passa-se a compreender que é toda atividade 
humana, manual, técnica ou intelectual. O direito do trabalho brasileiro se relaciona às 
relações de emprego. Nesse âmbito, para a sua configuração, é necessária a conjugação 
dos artigos 2º e 3º da CLT, destacando-se a posição de Leite (2022, p. 35) ao descrever:
O trabalho humano sempre existiu, desde os primórdios da civilização, e, certamente, continuará 
existindo enquanto houver a vida humana neste mundo. Embora nem sempre coincidam os 
momentos históricos em todas as regiões do mundo, é possível compreender a história do 
trabalho por meio da evolução dos modos de produção de bens e serviços. Identificamos, assim, 
cinco regimes de trabalho: primitivo, escravo, feudal, capitalista e comunista.
A relação de emprego existe quando estão reunidos os pressupostos dos artigos 2º e 3º 
da CLT, numa relação em que o empregado deve ser uma pessoa física, com onerosidade, 
pessoalidade e mediante subordinação jurídica.
Trata-se do direito ao trabalho como um direito humano, de matriz constitucional e 
fundamental, que nasceu diante de diversas conquistas no mundo ao longo dos séculos.
Passou-se do trabalho escravo para o feudal e, no mundo contemporâneo e capitalista, 
para o trabalho assalariado, em que o obreiro cede sua mão de obra em troca de uma paga/
recompensa que, juridicamente, chama-se SALÁRIO. Daí porque se trata de uma relação 
onerosa (o que difere do trabalho voluntário).
Assim, o trabalho teve também seu momento pré-histórico e histórico. No primeiro 
caso, tratam-se das relações anteriores à Revolução Industrial. No segundo caso, com a 
Revolução Industrial e suas transformações no campo social, político e jurídico, evoluiu-se 
do Estado Liberal para o Estado Social (Welfare State).
Leite (2022, p. 36) assim explica:
No período histórico propriamente dito é que surge o direito do trabalho. Três foram as principais 
causas: econômica (revolução industrial), política (transformação do Estado Liberal – Revolução 
Francesa – em Estado Social – intervenção estatal na autonomia dos sujeitos da relação de 
emprego) e jurídica ( justa reivindicação dos trabalhadores no sentido de se implantar um sistema 
de direito destinado à proteção, como o direito de união, do qual resultou o sindicalismo, o direito 
de contratação individual e coletiva). Somando-se a essas causas, contribuíram decisivamente 
para o surgimento do direito do trabalho a ideia de justiça social preconizada, principalmente, 
pela Igreja Católica, através das Encíclicas Rerum Novarum e Laborem Exercens, e o marxismo, 
preconizando a união do proletariado e a ascensão dos trabalhadores, pela luta de classes, ao 
poder político.
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As primeiras Constituições que trataram do direito do trabalho foram a do México, 
em 1917, e, depois, em 1919, a alemã Weimar. O Brasil também seguiu essa linha, porém, 
apenas na Constituição de 1934.
A Constituição Mexicana, de 1917, a 1ª Constituição do mundo a tratar de direitos 
trabalhistas, fez previsão de, principalmente: fixação de jornada diária máxima de trabalho; 
proibição de trabalho a menores de 12 anos, bem como a previsão de jornada noturna em 
tempo inferior à diurna, exatamente pelo desgaste biológico da classe obreira etc.
Antes das Constituições acima mencionadas, existiam apenas leis esparsas, principalmente 
na Inglaterra, que versavam sobre pontos específicos, como o trabalho de menores de 
idade. Lembre-se de que havia exploração maciça do trabalho infantil durante a Revolução 
Industrial.
Lembre-se, ainda, que, em 1919, foi criada a OIT (Organização Internacional do Trabalho), 
que tinha como objetivo universalizar as normas protetivas dos obreiros em todo o mundo.
Sobre a OIT, destaca-se, diretamente de seu site, na versão em português:
Fundada em 1919 para promover a justiça social, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) 
é a única agência das Nações Unidas que tem estrutura tripartite, na qual representantes de 
governos, de organizações de empregadores e de trabalhadores de 187 Estados-membros 
participam em situação de igualdade das diversas instâncias da Organização.
A missão da OIT é promover oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a 
um trabalho decente e produtivo, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade. 
Para a OIT, o trabalho decente é condição fundamental para a superação da pobreza, a redução 
das desigualdades sociais, a garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento 
sustentável.
Atualmente, a agenda de trabalho decente da OIT ajuda a avançar rumo à conquista de condições 
econômicas e de trabalho que ofereçam a todos os trabalhadores, empregadores e governos 
uma participação na paz duradoura, na prosperidade e no progresso duradouros. Os quatro 
objetivos estratégicos da Agenda de Trabalho Decente da OIT são:
- Definir e promover normas e princípios e direitos fundamentais no trabalho;
- Criar maiores oportunidades de emprego e renda decentes para mulheres e homens;
- Melhorar a cobertura e a eficácia da proteção social para todos;
- Fortalecer o tripartismo e o diálogo social.
A OIT realiza o seu trabalho através de três organismos principais, compostos por representantes 
de governos, empregadores e trabalhadores:
A Conferência Internacional do Trabalho define as normas internacionais do trabalho e as políticas 
gerais da OIT. Seu encontro acontece todos os anos em Genebra.
O Conselho de Administração é o conselho executivo da OIT. Ele se reúne três vezes por ano em 
Genebra e toma decisões sobre as políticas da OIT, além de estabelecer o programa e o orçamento 
que são submetidos à Conferência para adoção.
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O Escritório Internacional do Trabalho é o secretariado permanente da OIT. Trata-se do ponto focal 
para todas as atividades gerais da OIT, preparadas sob o escrutínio do Conselho de Administração 
e sob a liderança do Diretor-Geral.
O trabalho do Conselho de Administração e do Escritório é apoiado por comitês tripartites que 
cobrem grandes indústrias, além de comitês de especialistas em assuntos como treinamento 
profissional, desenvolvimento de gestão, segurança e saúde no trabalho, relações industriais, 
educação dos trabalhadores e problemas especiais de mulheres e jovens trabalhadores.
As primeiras Constituições que trataram do direito do trabalho foram a do México, em 1917, 
e, depois, em 1919, a alemã Weimar. O Brasil também seguiu essa linha, porém, apenas na 
Constituição de 1934.
No Brasil, além da Constituição de 1934, foi criada a Justiça do Trabalho em 1939 e, em 
1943, a CLT. Sobre isso, destaca-se o estudo de Leite (2022, p. 38):
A CLT não é um código, mas uma lei, ou melhor, um Decreto-lei de caráter geral, aplicado a todos 
os empregados sem distinção da natureza do trabalho técnico, manual ou intelectual. A CLT é 
equiparada a lei federal. Não se pode deixar de reconhecer que a CLT é o texto legislativo básico 
do direito do trabalho brasileiro, enriquecido pela legislação complementar e pela Constituição 
Federal. É claro que há disposições da CLT que devem ser atualizadas para se adequarem à 
realidade contemporânea, em consonância com o fenômeno da constitucionalização do direito.
No Brasil, também tivemos o marco dos direitos trabalhistas em rol exemplificativo, 
mais longo, na CF/88, em especial do artigo 7º em diante. Teremos livros em PDF específicos 
para tratar dos direitos constitucionalmente previstos.
Em 2017, houve a Reforma Trabalhista, que teve grandes impactos nas relações 
trabalhistas, tanto individuais quanto em nível coletivo.
Já adianto a necessidade de memorizar os artigos 611-A e 611-B da CLT, que tiveram grande 
impacto nas negociações coletivas e são exaustivamente cobrados em provas.
Por fim, GUARDE EM SEU CORAÇÃO: o trabalho, no decorrer da história, conseguiu se 
consagrar como direito humano e fundamental.
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11 . oS DireiToS DA PerSoNAliDADe e A relAÇÃo CoM o 11 . oS DireiToS DA PerSoNAliDADe e A relAÇÃo CoM o 
DireiTo Do TrAbDireiTo Do TrAbAlhoAlho
A personalidade, no caso do estudo do direito do trabalho, refere-se ao conjunto de 
atributos e características da pessoa. O que são direitos da personalidade?
Podem ser conceituados como direitos subjetivos absolutos, que regulamentam os bens 
imateriais mais essenciais e relevantes da personalidade humana. Esses direitos não possuem 
caráter patrimonial e são inalienáveis, intransmissíveis, irrenunciáveis e imprescritíveis.
Nesse sentido, destaca-se a lição de Alvarenga, Rúbia Zanotelli, em seu artigo *Limitações 
aos poderes do empregador e os direitos da personalidade do trabalhador*:
A ideia de proteção aos direitos da personalidade do ser humano representa algo próprio e 
inerente à sua natureza da qual irradiam direitos fundamentais ao seu pleno desenvolvimento e 
necessários à preservação dos seus aspectos físico, psíquico ou mental, moral, intelectual e social 
(acesso ao direito à integração social). Por assim ser, a proteção aos direitos da personalidade 
no Direito do Trabalho tem como finalidade precípua resguardar as qualidades e os atributos 
essenciais do trabalhador, de forma que lhe seja assegurada a preservação da sua integridade 
física, psíquica ou mental, intelectual, moral e social (acesso ao direito à integração social). 
Violados quaisquer direitos da personalidade do trabalhador, estará sendo violada a sua dignidade. 
De tal sorte, o estudo dos direitos da personalidade tem como base primordial o princípio da 
dignidade da pessoa humana, uma vez que os direitos da personalidade são direitos essenciaisao desenvolvimento desta, representando uma garantia para a preservação de sua preconizada 
dignidade. Assim sendo, pode-se afirmar que os direitos da personalidade são inatos e inerentes 
à pessoa humana e a ela ligados de maneira permanente e perpétua. São direitos que nascem 
com a pessoa humana e que a acompanham durante toda a sua existência, tendo como escopo 
a proteção aos atributos da personalidade e à dignidade da pessoa humana – em todos os 
aspectos supramencionados. De tal modo, eles possuem uma concepção jusnaturalista, pois são 
pertencentes ao ser humano pela sua mera condição humana. Isso faz com que independa de 
previsão normativa. São os direitos pertinentes à teia de relações sociais formada pela pessoa 
no meio em que atua, como trabalhador, como membro de comunidades, como participante 
de coletividades sem o que não poderia desenvolver suas potencialidades nem usufruir os bens 
econômicos, sociais e culturais a que aspira.
Leite, citando Carlos Alberto Bittar, traz importante lição para as nossas provas (2022; 57):
A personalidade, a rigor, não é um direito, mas um conjunto de atributos e características da 
pessoa humana. É, pois, objeto do direito. Direitos da personalidade, nas palavras de Carlos Alberto 
Bittar, são “os direitos reconhecidos à pessoa humana tomada em si mesma e em suas projeções 
na sociedade, previstos no ordenamento jurídico exatamente para a defesa de valores inatos do 
homem, como a vida, a higidez física, a intimidade, a honra, a intelectualidade e outros tantos.
Acerca dos direitos da personalidade, o Código Civil assevera que, com exceção dos 
casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, 
não podendo seu exercício sofrer limitação voluntária.
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Os direitos da personalidade são aqueles essenciais à proteção da personalidade, enquanto 
conjunto de caracteres próprios da pessoa, e são propostos para a defesa eficaz da pessoa 
humana em todos os seus atributos, de forma a proteger e assegurar sua dignidade. Leite 
(2021, p. 57) afirma: “Parece-nos, contudo, que os direitos da personalidade são espécies 
de direitos inerentes à dignidade humana que têm por objeto a proteção da incolumidade 
física, psíquica e moral da própria pessoa”.
O exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que 
não seja permanente nem geral. O art. 11 do diploma civil vai além e aduz que os direitos 
da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, salvo os casos previstos em lei.
O Código Civil fez uma tratativa sobre tais direitos, da qual transcrevemos agora pela 
importância nas provas:
Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis 
e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.
Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar 
perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.
Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste 
artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau.
Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando 
importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes.
Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma 
estabelecida em lei especial.
Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, 
no todo ou em parte, para depois da morte.
Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo.
Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico 
ou a intervenção cirúrgica.
Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações 
que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória.
Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.
Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome.
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da 
ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição 
ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem 
prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, 
ou se se destinarem a fins comerciais. (Vide ADIN 4815)
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Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer 
essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, 
adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. 
(Vide ADIN 4815)
Assim, pela leitura do CC, observa-se que o rol é EXEMPLIFICATIVO, como faculdades 
inerentes ao ser humano em suas potencialidades pessoais e sociais. Temos como 
características importantes o fato de serem absolutos, porque são oponíveis erga omnes.
Aliás, Leite (2019, p. 60) traz para nós as principais características mais comuns em 
provas, das quais transcrevo os trechos mais relevantes:
Absolutos, por serem oponíveis erga omnes;
Gerais, porque são outorgados a todas as pessoas, pelo simples fato de existirem;
Extrapatrimoniais, pela inexistência, em regra, de um conteúdo patrimonial direto, aferível 
objetivamente, embora sua lesão possa implicar efeitos econômicos (….)
Indisponíveis, já que nem por vontade própria da pessoa, o direito da personalidade, em princípio, 
pode mudar de titular. (…) Uma exceção é o direito autoral com conteúdo patrimonial, pois este 
pode ser objeto de disponibilidade pelo autor;
Imprescritíveis, porque inexiste prazo para o seu exercício, isto é, não há prazo para o exercício da 
ação para preservar o direito da personalidade. No entanto, a ação de indenização para reparar 
lesão a direito da personalidade está sujeita à prescrição. (…)
Impenhoráveis, porquanto não podem ser objeto de constrição judicial (penhora), salvo, é claro, 
os direitos autorais que têm conteúdo patrimonial.
Vitalícios, porque acompanham a pessoa desde o nascimento até a sua morte.
e os efeitos dos direitos da personalidade no direito do trabalho, como são cobrados e os efeitos dos direitos da personalidade no direito do trabalho, como são cobrados 
em nossos editais?em nossos editais?
As partes da relação de emprego podem ser objeto de danos morais pelo abuso do 
direito de personalidade, tanto os empregados quanto os empregadores. Ou seja, podem 
ser vítimas de danos morais.
Leite (2022, p. 61) menciona três exemplos importantes: a) art. 482, j, da CLT; b) art. 
483, e, da CLT; c) art. 373-A, VI, da CLT. Não se esqueça de que o CC pode ser utilizadosubsidiariamente ao Código Civil.
Assim, os titulares podem ser os empregados e os empregadores. Contudo, os destinatários 
dos direitos sociais previstos na CF/88, por exemplo, são os empregados.
Pela Súmula 392 do TST, percebe-se a competência da Justiça do Trabalho para processar 
e julgar as ações de indenização por dano moral e material decorrentes da relação de 
trabalho. Isso abrange as relações pré-contratuais, durante o contrato de trabalho e pós-
contratuais, desde que tudo esteja relacionado ao contrato de trabalho entre as partes.
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A jurisprudência do STJ acenou para a extensão dos direitos da personalidade às pessoas 
jurídicas, como o direito à imagem e ao nome. Mas não só. O artigo 52 do CC avisa que é 
aplicável às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.
Súmula 403 do STJ: Independente de prova do prejuízo, a indenização pela publicação não 
autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais é considerada dano 
in re ipsa.
As principais lesões aos direitos da personalidade nas relações trabalhistas podem 
ser enquadradas na Lei do Bullying (Lei n. 13.185/2015) quando existe violência física ou 
psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação. Temos, nos termos da 
lição de Leite (2019, p. 63):
Proteção à vida – A violação do direito à vida e à integridade física, psíquica ou moral do trabalhador 
pode ocorrer nas hipóteses de exposição a risco à sua segurança pessoal ou a agentes agressivos 
à sua saúde (…)
Direito ao nome – Pode ocorrer violação deste direito de personalidade quando o empregador 
utilizar indevidamente o “nome do empregado” para abrir uma empresa laranja, isto é uma 
empresa de fachada. Também não é lícito ao empregador, sem prévia autorização do empregado, 
usar o nome deste em propaganda, comercial ou não.
Proteção à intimidade – (…) todo homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências 
ou ataques.
Por fim, anotem-se os artigos relacionados à Lei n. 13.185/2015 que são importantes 
para se familiarizar, nas provas do tema, com o direito do trabalho.
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RESUMORESUMO
O direito do trabalho ainda enfrenta o dilema das flexibilizações e desregulamentações 
trabalhistas. São fenômenos que, sob o argumento de criar mais postos de trabalho, diminuem 
os direitos trabalhistas ou concedem ampla liberdade de negociação em relação a esses.
No caso da desregulamentação, entende-se que as relações de trabalho não precisam 
ser regidas por quaisquer leis, concedendo ampla liberdade para que as partes possam 
regulamentar suas relações de trabalho, sem qualquer amparo mínimo da lei.
A doutrina mais destacada do direito do trabalho traz, pelo menos, três tipos de definições 
a partir do estudo do direito do trabalho: definições subjetivas, objetivas e mistas. Subjetivas 
– definidas pelo SUJEITO, ou seja, o ponto de partida aqui será exatamente as partes da 
relação: empregado e empregador. Objetivas – definidas pelo OBJETO, ou seja, a relação 
jurídica de trabalho apontada pelas partes. Mistas – definições mais amplas, que trazem 
elementos tanto subjetivos quanto objetivos.
Toda relação de emprego é uma relação de trabalho, mas o contrário não é verdadeiro. 
Nesse mesmo raciocínio, existem os trabalhadores (quando se referem ao gênero de quem 
é remunerado, ganhando salário) e os empregados (espécies, sendo mais delimitados e com 
características mais específicas).
Ressalto que existe ainda a figura do trabalho intermitente trazida pela Reforma 
Trabalhista, que não é um autônomo, pois subsiste a ideia de subordinação jurídica.
O intermitente tem uma relação de emprego, com os direitos previstos no artigo 452-A 
da CLT (sugiro a leitura para as provas). O intermitente continua subordinado, sendo uma 
relação de trabalho e, principalmente, uma relação de emprego.
O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter 
especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do 
salário-mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam 
a mesma função, em contrato intermitente ou não.
O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de 
serviços, informando qual será a jornada, com pelo menos três dias corridos de antecedência.
As primeiras Constituições que trataram do direito do trabalho foram a do México, 
em 1917, e, depois, em 1919, a alemã Weimar. O Brasil também seguiu essa linha, porém, 
apenas na Constituição de 1934.
Súmula 403 do STJ: Independente de prova do prejuízo, a indenização pela publicação 
não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais é considerada 
dano in re ipsa.
Destaco a existência de algumas teses vinculantes do TST do ano de 2025 que podem ser 
cobradas nas próximas provas: 1) IRR 240 – CARTEIRA DE TRABALHO. ANOTAÇÕES. MATÉRIA 
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PACIFICADA NA SÚMULA N. 12. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional 
do empregado não valem como prova absoluta, mas apenas relativa. 2) IRR 270 – POLICIAL 
MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA. Preenchidos 
os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre 
policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade 
disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar; 3) IRR 254 – DISPENSA DISCRIMINATÓRIA. 
PRESUNÇÃO. EMPREGADO PORTADOR DE DOENÇA GRAVE. ESTIGMA OU PRECONCEITO. 
DIREITO À REINTEGRAÇÃO. Presume-se discriminatória a despedida de empregado portador 
do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato, o 
empregado tem direito à reintegração no emprego; 4) IRR 262 – AVISO-PRÉVIO. CONCESSÃO 
NA FLUÊNCIA DA GARANTIA DE EMPREGO. INVALIDADE. É inválida a concessão do aviso-prévio 
na fluência da garantia de emprego, ante a incompatibilidade dos dois institutos; 5) IRR 
66 – O número de trabalhadores que exercem as atividades de motorista e de cobrador de 
empresa de transporte coletivo deve integrar a base de cálculo a ser utilizada na apuração 
do cumprimento da cota de aprendizagem prevista no artigo 429 da CLT; 6) IRR 60 – A 
ausência de anotação do vínculo de emprego na Carteira de Trabalho não caracteriza dano 
moral in re ipsa, sendo necessária a comprovação de constrangimento ou prejuízo sofrido 
pelo trabalhador em seu patrimônio imaterial para ensejar a reparação civil, nos termos 
dos arts. 186 e 927 do Código Civil; 7) IRR 192 – A retenção injustificada da CTPS por tempo 
superior ao fixado na lei configura ato ilícitoensejador de dano moral por presunção.
Com isso, concluímos nosso material de hoje. Leia quantas vezes for possível. O tempo é 
escasso, mas é preciso estudar e ter disciplina. Estudar todos os dias é uma das formas de 
conseguir a aprovação. Abaixo constam 50 questões, gabarito, comentários das questões, 
as referências bibliográficas e o anexo das jurisprudências.
Até a nossa próxima aula!
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MAPA MENTALMAPA MENTAL
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (INÉDITA/2026) A flexibilização das normas trabalhistas não pode pôr em risco os 
direitos adquiridos pelos trabalhadores, como ocorre na situação de supressão de direitos 
trabalhistas.
002. 002. (INÉDITA/2026) Desregulamentar pressupõe a manutenção da intervenção estatal nas 
relações trabalhistas, mantendo as condições mínimas de trabalho.
003. 003. (INÉDITA/2026) A flexibilização é um direito do trabalhador.
004. 004. (INÉDITA/2026) A espécie de flexibilização que corresponde à vinculação dos salários 
à produtividade e à demanda dos seus produtos.
a) funcional
b) salarial
c) numérica
d) necessária
e) abusiva
005. 005. (INÉDITA/2026) A espécie de flexibilização que corresponde à capacidade da empresa 
de adaptar seu pessoal para que assuma novas tarefas, por exemplo:
a) funcional
b) salarial
c) numérica
d) necessária
e) abusiva
006. 006. (INÉDITA/2026) A definição de Octavio Bueno de Magano sobre direito do trabalho é 
de natureza objetiva ao afirmar: “direito do trabalho é o conjunto de princípios, normas e 
instituições, aplicáveis às relações de trabalho e situações equiparáveis, tendo em vista 
as melhorias das condições sociais do trabalhador, através de medidas protetoras e da 
modificação das estruturas sociais”.
007. 007. (INÉDITA/2026) A definição de Maurício Godinho Delgado sobre direito do trabalho é 
de natureza subjetiva ao afirmar: “Complexo de princípios, regras e institutos jurídicos que 
regulam, no tocante às pessoas e matérias envolvidas, a relação empregatícia de trabalho, 
além de outras relações laborais normativamente especificadas”.
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008. 008. (INÉDITA/2026) Acerca das relações de trabalho e emprego regulamentadas pela 
Constituição Federal de 1988 e pela CLT, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Todas as relações de emprego são regidas pelo direito do trabalho.
b) Todas as relações de trabalho são regidas pelo direito do trabalho.
c) O pequeno empreiteiro é regido pelo direito civil, mas a demanda ocorre na Justiça do 
Trabalho.
d) O portuário avulso é regido pelo direito do trabalho e o processo ocorre na Justiça do 
Trabalho.
009. 009. (IBFC/EMDEC/ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS/2019/ADAPTADA) O direito do trabalho 
é o ramo da ciência do direito que versa sobre as normas, as instituições jurídicas e os 
princípios que disciplinam as relações de trabalho subordinado. Acerca desse assunto, 
analise a afirmativa abaixo e julgue como Certa (C) ou Errada (E):
O contrato de trabalho é contrato de direito privado, consensual, não pode ser verbal, tem 
de ser escrito. A relação jurídica pode ser formada pelo ajuste expresso escrito, ou pelo 
ajuste tácito.
010. 010. (COMPERVE/PREFEITURA DE NATAL RIO GRANDE DO NORTE/2005) A Consolidação das 
Leis Trabalhistas (CLT) estabelece normas que regulam:
a) relações administrativas de qualquer atividade econômica;
b) relações de direção, organização e controle;
c) relações individuais e coletivas de trabalho;
d) relações de trabalho da empresa principal e de suas filiais.
011. 011. (INAZ DO PARÁ/CRF-PE/ADVOGADO/2018) Sobre o direito do trabalho, qual alternativa 
apresenta uma proposição incorreta?
a) O direito do trabalho é um ramo do direito público.
b) São fontes do direito do trabalho: a Constituição Federal, as leis, os decretos e regulamentos, 
as portarias, acordos coletivos, convenção coletiva, sentença normativa, os regulamentos 
das empresas, os costumes e os contratos de trabalho.
c) Entende-se por acordo coletivo o pacto celebrado entre uma ou mais empresas com o 
sindicato dos empregados.
d) O contrato de trabalho é o acordo correspondente à relação de emprego.
e) A ideia de aplicação do que for mais benéfico para o trabalhador a partir da norma mais 
favorável identifica o princípio do in dubio pro operário.
012. 012. (FCC/TRT 12/ANALISTA JUDICIÁRIO DA ÁREA JUDICIÁRIA/2013) Analisando os requisitos 
e distinções entre os institutos da relação de trabalho e da relação de emprego, nos termos 
da doutrina e da legislação brasileira:
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a) contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego;
b) toda relação de trabalho é caracterizada como relação de emprego, sendo que o contrário 
não é verdadeiro;
c) trabalho realizado de forma eventual constitui-se em uma das modalidades de contrato 
de trabalho regido pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT;
d) o vínculo formado entre empregado e empregador é uma relação de trabalho que não 
possui natureza jurídica contratual, conforme previsão expressa da Consolidação das Leis 
do Trabalho – CLT;
e) o trabalhador avulso é uma das espécies de empregado, embora não haja igualdade de 
direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.
013. 013. (CEBRASPE/FUB/SECRETÁRIO EXECUTIVO/2009) O direito do trabalho disciplina as 
relações entre empregador e empregado e tem por finalidade a proteção do operariado, 
evitando sua exploração por aquele que é economicamente mais forte.
014. 014. (MS CONCURSOS/TRT 9/JUIZ DO TRABALHO/2009/ADAPTADA) Acerca da natureza 
jurídica do direito do trabalho, prepondera atualmente a sua classificação no segmento 
do direito privado.
015. 015. (FCC/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2017/ADAPTADA) O direito do trabalho deve 
ser consideradoproduto cultural do século XIX e das transformações e condições sociais, 
econômicas e políticas que colocam a relação de trabalho subordinada como núcleo do 
processo produtivo característico daquela sociedade e que tornaram possível o aparecimento 
deste ramo novo da ciência jurídica, com características próprias e autonomia doutrinária.
016. 016. (FCC/MANAUSPREV/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2015/ ADAPTADA) Em relação à 
formação histórica do direito do trabalho, considere: o direito do trabalho apresenta como 
uma de suas características a restrição da liberdade contratual que impõe limitações à 
autonomia da vontade através de normas cogentes e de garantias sociais.
017. 017. (FCC/MANAUSPREV/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2015/ADAPTADA) Em relação à 
formação histórica do direito do trabalho, considere: o direito do trabalho é um instrumento 
de realização da justiça social e de tutela do trabalhador e suas funções somente podem 
ser cumpridas se previstas em uma estrutura jurídica formal que molde seu conteúdo e fixe 
os preceitos e as sanções determinantes dos comportamentos autorizados ou proibidos 
nas relações entre trabalhadores e empregadores.
018. 018. (TRT 3/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2007/ADAPTADA) O direito do trabalho surgiu 
da contestação do liberalismo e da necessidade de organização de um corpo de normas 
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sociais que assegurassem mínimos contratuais decorrentes da transformação da sociedade 
no final do século XIX e início do século XX.
019. 019. (FCC/TRT 20/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2012) O direito do trabalho destaca-se 
por seu caráter teleológico, incorporando em seu conjunto de princípios, regras e institutos 
um valor finalístico essencial, objetivando a melhoria das condições de pactuação da força 
de trabalho na ordem socioeconômica.
020. 020. (FCC/TRT 20/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2012) O marco histórico do nascimento 
do direito do trabalho foi o advento da sociedade industrial e o trabalho assalariado, sendo 
que a principal causa econômica foi a Revolução Industrial do século XVIII.
021. 021. (TRT 21/TRT 21ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2010) “O direito do trabalho 
nasceu no final do século XIX como forma de absorver os conflitos sociais que ora se 
instauravam em face das tensões provocadas pela (primeira) revolução industrial [...]” 
(DALLEGRAVE NETO, José Affonso. ‘Novos contornos da relação de emprego diante dos 
avanços tecnológicos’. Revista LTR Legislação do Trabalho. Ano 67, n. 05. São Paulo: LTr, maio 
de 2003). O surgimento do direito do trabalho se deu, portanto, numa época de flexibilidade 
das relações entre trabalhador e empregador, que se apoiavam numa linha de produção 
conforme a demanda.
022. 022. (IBFC/EBSERH/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2020) O direito do trabalho é ramo jurídico 
especializado, que regula certo tipo de relação laborativa na sociedade contemporânea. 
Acerca desse assunto, analise a afirmativas abaixo.
O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente 
ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado.
023. 023. (IBFC/EBSERH/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2020) O direito do trabalho é ramo jurídico 
especializado, que regula certo tipo de relação laborativa na sociedade contemporânea. 
Acerca desse assunto, analise a afirmativa abaixo.
O direito do trabalho envolve tanto o estudo do direito individual quanto do direito coletivo. 
O direito individual do trabalho trata das regras, princípios e institutos jurídicos que regulam 
a relação empregatícia e as relações de trabalho especificadas.
024. 024. (CEBRASPE/MPU/ANALISTA DO MPU/2018) Policial militar que preste, em empresa privada, 
serviço de natureza contínua, de maneira subordinada e mediante o recebimento de salário, 
poderá ter o reconhecimento do vínculo de emprego com a empresa, independentemente 
de eventual penalidade disciplinar prevista em estatuto.
025. 025. (FGV/EXAME DA OAB/2013) Eugênio é policial militar ativo e cumpre escala de 24 x 72 
horas no seu batalhão. Nos dias em que não está de plantão, trabalha em um supermercado 
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como segurança, recebendo ordens do gerente e um valor fixo mensal, jamais se fazendo 
substituir na prestação do labor. Nesse caso, de acordo com a jurisprudência consolidada 
do TST, assinale a afirmativa correta.
a) Por ser servidor público militar, Eugênio não poderá ter o vínculo empregatício reconhecido, 
mesmo que presentes os requisitos da CLT, pois trata-se de norma de ordem pública.
b) Caso tenha o vínculo empregatício reconhecido em juízo, isso impede que a administração 
pública aplique qualquer punição a Eugênio, pois ele realizou um trabalho lícito.
c) Trata-se de trabalho ilícito que, portanto, não gera vínculo empregatício e credencia a 
administração a aplicar imediata punição ao servidor.
d) Eugênio poderá ser reconhecido como empregado, desde que presentes os requisitos 
legais, ainda que sofra a punição disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
026. 026. (CEBRASPE/FUNPRESPJUD/ASSISTENTE/2016) Ainda que não tenha existido um acordo 
trabalhista escrito, o simples fato de o responsável pela referida empresa ter aceitado o 
trabalho a ser realizado por Helena, uma secretária executiva, criou, desde o início das 
atividades secretariais, um vínculo que obriga o contratante ao pagamento de salário pelo 
serviço prestado à empresa.
027. 027. (FCC/TRT 15/ANALISTA JUDICIÁRIO/2018) Cícero é policial militar e cumpre escala 12 × 
36 horas no seu batalhão. Nas folgas, presta serviço como segurança de um supermercado, 
recebendo ordens do gerente e um valor fixo mensal, não podendo se fazer substituir no 
desempenho de suas funções. Nesse caso, de acordo com o entendimento sumulado do TST:
a) Cícero poderá ter o vínculo de emprego reconhecido, desde que presentes os requisitos 
legais, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no 
Estatuto do Policial Militar.
b) Haverá a imediata exoneração de Cícero de suas funções como policial militar, não 
ocorrendo também o reconhecimento do vínculo de emprego.
c) Cícero não poderá ter o vínculo empregatício reconhecido, mesmo que presentes os 
requisitos legais, por ser servidor público militar, o que impede o contrato de emprego 
com empresa privada.
d) Trata-se de trabalho proibido, portanto, não gera vínculo empregatício, além de Cícero 
vir a sofrer penalidade administrativa prevista no Estatuto do Policial Militar.
e) Cícero poderá ter o vínculo de emprego reconhecido, desde que presentes os requisitos 
legais, ficando impedida a administração pública, neste caso, de aplicar penalidade disciplinar 
prevista no Estatuto do Policial Militar.
028. 028. (AJURE/DESENVOLVE RR/ADVOGADO/2018) Um elemento que NÃO pode ser considerado 
como imprescindível para a caracterização do empregado é:
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a) o salário;
b) a competência;
c) a continuidade;
d) a subordinação;
e) a pessoalidade.
029. 029. (AOCP/CISAMUSEP-PR/ADVOGADO/2016) De acordo com o disposto na Consolidação 
das Leis do Trabalho, considera-se empregado a:
a) pessoa jurídica que prestar serviços de natureza eventual a empregador, sob a dependência 
deste e mediante salário ou outra espécie de remuneração.
b) pessoa física ou jurídica que prestar serviços de natureza eventual a empregador, ainda 
que sem dependência deste e mediante qualquer forma de remuneração.
c) pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, ainda que 
sem a dependência deste e independente de salário ou remuneração.
d) pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a 
dependência deste e mediante salário.
e) pessoa física ou jurídica que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, 
sob a dependência deste e mediante qualquer tipo de remuneração.
030. 030. (IBADE/CÂMARA DE PORTO VELHO/PROCURADOR/2018) A caracterização de um vínculo 
empregatício demanda a existência de alguns requisitos. A assertiva que indica corretamente 
quais sejam esses requisitos:
a) Pessoalidade, eventualidade, subordinação jurídica e onerosidade.
b) Dependência econômica, continuidade, subordinação e alteridade.
c) Onerosidade, exclusividade, alteridade e subordinação jurídica.
d) Eventualidade, subordinação, impessoalidade e onerosidade.
e) Não eventualidade, subordinação, pessoalidade e onerosidade.
031. 031. (COPESE UFT/CÂMARA DE PALMAS-TO/ANALISTA DE RH/2018) Considerando os termos 
da CLT, analise a afirmativa a seguir:
Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual 
a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
032. 032. (CS UFG/DEMAE-GO/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2017) Nas relações de emprego, a 
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 admite:
a) A diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de 
sexo, idade, cor ou estado civil.
b) A distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos.
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c) O trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de dezoito anos.
d) a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o 
trabalhador avulso.
033. 033. (IBFC/CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2017) 
Apresentam-se como requisitos da relação de emprego, dentre outros:
a) a pessoalidade e onerosidade;
b) a eventualidade e a subordinação;
c) a alteridade e a gratuidade;
d) a personalização e a temporariedade.
034. 034. (VUNESP/CÂMARA DO CAMPO LIMBO-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2018) Em conformidade 
com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST): ainda que preenchidos os 
requisitos do art. 3º da CLT, não é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre 
policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade 
disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
035. 035. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2018) A relação de emprego 
somente ocorre se estão presentes os elementos que a caracterizam; sem eles, não se 
pode configurá-la como tal. Assim, os elementos que caracterizam o vínculo empregatício 
estabelecido por essa relação, são o(a):
a) Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; as férias; o 13º salário; o seguro-desemprego; 
o salário-família.
b) Contrato de trabalho; a pessoa jurídica; a convenção coletiva de trabalho; a habitualidade; 
a pessoalidade.
c) Salário; a remuneração; o adicional noturno; a convenção coletiva de trabalho; o aviso-prévio.
d) Pessoa física; a continuidade; a subordinação; a onerosidade; a pessoalidade.
e) Pessoa jurídica; o empregado; a impessoalidade; a descontinuidade; a onerosidade.
036. 036. (CONSULPLAN/CÂMARA DE BELO HORIZONTE-MG/PROCURADOR/2018) A relação de 
emprego tem como principal característica a presença do empregado, parte mais fraca 
da relação jurídica. O direito do trabalho foi pensado e criado exatamente para proteger a 
figura desse trabalhador. Portanto, é imprescindível que o operador do direito do trabalho 
(advogado, professor, procurador, juiz do trabalho, candidatos a cargos públicos etc.) saiba 
diferenciar o trabalhador em sentido amplo e o trabalhador com vínculo empregatício. 
Sobre o tema, presentes os quatro requisitos (pessoalidade, onerosidade, eventualidade 
e subordinação), será declarado o vínculo, independentemente da nomenclatura que seja 
utilizada para identificar o trabalhador (funcionário, colaborador, ajudante etc.).
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037. 037. (CEBRASPE/TRT 7ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Empregado e empregador são 
os sujeitos do contrato de emprego. Analisados isoladamente, o conceito de empregado 
demanda a presença de:
a) pessoa física, pessoalidade, não eventualidade, dependência e onerosidade;
b) pessoa jurídica, pessoalidade, não eventualidade, dependência e onerosidade;
c) pessoa jurídica, impessoalidade, não eventualidade, independência e onerosidade;
d) pessoa física, pessoalidade, eventualidade, independência e onerosidade.
038. 038. (FCC/TRT 6ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) Quanto à relação de emprego e às relações 
de trabalho lato sensu, é INCORRETO afirmar:
a) Trabalho autônomo é aquele em que o trabalhador exerce as suas atividades por conta 
e risco próprios, sem subordinação com o seu contratante.
b) Trabalho eventual é aquele prestado ocasionalmente, para realização de determinado 
evento, em que o trabalhador, em regra, desenvolve atividades não coincidentes com os 
fins normais da empresa contratante, não se fixando a uma fonte de trabalho.
c) Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, por prazo 
curto, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e 
permanente ou o acréscimo extraordinário de serviços, com intermediação de empresa 
de trabalho temporário.
d) Trabalho avulso é aquele em que o trabalhador presta serviços de curta duração para 
distintos beneficiários, com intermediação de terceira entidade com quem mantém vínculo 
de emprego nos termos da CLT, mas não se igualando em direitos com os trabalhadores 
com vínculo empregatício permanente.
e) Relação de emprego é aquela em que pessoa física presta serviços de natureza não 
eventual e de forma pessoal a empregador, sob a dependência e subordinação deste, 
mediante salário.
039. 039. (IBEG/IPREV/PROCURADOR PREVIDENCIÁRIO/2017) Partindo da premissa que a relação 
de emprego é uma espécie de relação de trabalho, que se baseia no nexo entre empregador 
e empregado, sobre suas características, a relação de emprego não é gratuita ou voluntária, 
ao contrário, haverá sempre uma prestação (serviços) e uma contraprestação (remuneração). 
Assim, podemos afirmar que onerosidade caracteriza-se pelo ajuste da troca de trabalho 
por salário. O que importa nãohaverá anexos com a jurisprudência que eu utilizarei durante 
as exposições. Isso permitirá que você faça a memorização de forma fácil ao compreender 
todo o conteúdo.
Criei um material extenso para que você possa ter acesso, de forma objetiva e clara, 
a todos os assuntos importantes de Direito do Trabalho e com alto risco de caírem nas 
provas que cobram a disciplina. Então, prepare-se para começar a estudar em um formato 
diferente.
 
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Funções e Autonomia do Direito Trabalho
Maria Rafaela
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material 
obrigatório! Então, pegue sua xícara de café (ou melhor, uma garrafa térmica gigante), o 
marca-texto, a caneta e programe-se para ler tudo o que preparei para você. Vamos começar?
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
@juizamariarafaela
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CARACTERIZAÇÃO, CONTEÚDO, DENOMINAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO, CONTEÚDO, DENOMINAÇÃO, 
FUNÇÕES E AUTONOMIA DO DIREITO DO TRABALHOFUNÇÕES E AUTONOMIA DO DIREITO DO TRABALHO
1 . iNTroDUÇÃo Ao DireiTo Do TrAbAlho1 . iNTroDUÇÃo Ao DireiTo Do TrAbAlho
O direito do trabalho é um ramo muito importante para a sociedade, na medida em que 
versa sobre as relações de trabalho, a valorização do trabalhador, a relação jurídica entre 
as partes envolvidas, direitos, deveres, remuneração, jornada e garantias provisórias no 
emprego etc.
Hoje, entende-se que as formas de trabalho estão evoluindo de acordo com as tecnologias 
da informação.
Daí porque alguns denominam Revolução 4.0 ao conjunto de relações trabalhistas que 
se formam com a tecnologia, bem como a discussão sobre o fenômeno da uberização1, 
que explicarei nas próximas aulas, e, ainda, sobre os formatos de realização das atividades 
nas novas relações de trabalho como o home office, o trabalho mediante as plataformas 
digitais etc.
Acerca da uberização, trata-se do labor nas plataformas digitais, sobre o qual já existe 
debate no âmbito do TST em relação à questão de ser emprego ou não. Os tribunais regionais 
do trabalho e juízes de primeira instância divergem, com decisões no país a respeito da 
caracterização da relação de emprego. Destacarei, no entanto, como PULO DO GATO, a 
recente decisão do TST sobre a temática.
1 Uberização é um fenômeno jurídico em relação à empresa UBER utilizada como exemplo tratando das relações dos tra-
balhadores que laboram em plataformas digitais. São empregados ou trabalhadores autônomos? Trataremos disso em 
relação à visão do TST, pois geralmente é esse entendimento que pode ser cobrado nas provas de concurso. Nada de se 
alongar na doutrina. Esse fenômeno trata das relações entre o Ifood, Uber ou qualquer outro serviço mediante a utilização 
de aplicativos. São relações novas que estão invadindo o cenário dos tribunais brasileiros. Existem alguns julgamentos no 
Brasil acerca da relação com as empresas de plataformas digitais serem de emprego. O TST, recentemente, considerou 
que não era relação de emprego. Mas o tema ainda é polêmico, amadurece e pode ser que a decisão do TST seja alterada. 
Destaco a decisão do TST para conhecimento do mês de fevereiro de 2020: “O TST levou em conta também que o per-
centual que é devido ao motorista varia entre 75% e 80%, e o tribunal já tinha jurisprudência sedimentada no sentido 
que, nos casos de 50% para cima do valor dos serviços, a relação passa a ser identificada como parceria, e não contrato 
de emprego. É algo muito comum em salões de beleza, em que profissionais como cabeleireiro e manicure usam o espaço 
e recebem um percentual, mas não possuem contrato de emprego.” Recurso de Revista – 1000123-89.2017.5.02.0038
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Em 2021, o TST reiterou pela quarta vez o entendimento de que não existe vínculo de 
emprego entre a Uber e os motoristas parceiros. A decisão segue a mesma linha de 900 
juízes de tribunais regionais e varas do trabalho que já afastaram o vínculo empregatício 
ou declararam a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a relação entre os 
trabalhadores e a Uber.
Em 2022, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o vínculo de 
emprego entre um motorista de aplicativo e a Uber do Brasil Tecnologia Ltda. Para a 
maioria do colegiado, estão presentes, no caso, os elementos que caracterizam a relação 
de emprego: a prestação de trabalho por pessoa humana, com pessoalidade, onerosidade, 
não eventualidade e subordinação. Processo: RR-100353-02.2017.5.01.0066, tratando-se 
de um precedente ainda em construção no TST. O STF discute hoje a questão no tema 1291. 
Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela.
No TST, o cenário ainda é incerto. As 2ª, 3ª, 6ª e 8ª Turmas têm decidido pelo reconhecimento 
de vínculo. Já as 1ª, 4ª e 5ª negam os pedidos. Na Seção de Dissídios Individuais I, dois casos 
estão sendo analisados, ainda sem definição por pedido de vista. Uma ala sugere, inclusive, 
levar o tema ao Pleno como repetitivo, com a fixação de tese vinculante.
O direito do trabalho ainda enfrenta o dilema das flexibilizações e desregulamentações 
trabalhistas. São fenômenos que, sob o argumento de criar mais postos de trabalho, 
diminuem os direitos trabalhistas ou concedem ampla liberdade de negociação em relação 
a esses direitos.
No caso da desregulamentação, entende-se que as relações de trabalho não precisam 
ser regidas por quaisquer leis, concedendo ampla liberdade para que as partes possam 
regulamentar suas relações de trabalho, sem qualquer amparo mínimo da lei.
Para muitos doutrinadores, isso representaria um retrocesso social. O que existe no 
Brasil, desde a reforma trabalhista, é a ideia de flexibilização, permitindo uma maior 
regulamentação de alguns assuntos diante da negociação coletiva composta pelo ACT 
(Acordo Coletivo de Trabalho) e pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
001. 001. (VUNESP/FITO/TÉCNICO EM GESTÃO/2020) A legislação trabalhista no Brasil foi 
radicalmente alterada pela Lei n. 13.467/2017. A motivação principal dada para as grandes 
alterações feitas em alguns pontos importantes na CLT pode ser resumida em uma 
única palavra:
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a) eficiência.
b) confiança.
c) flexibilização.
d) paternalismo.
e) condescendência.
O que existe no Brasil, desde a reforma trabalhista, é a ideia de flexibilização, permitindoé o quantum a ser pago, mas, sim, o pacto, a promessa de 
prestação de serviço de um lado e a promessa de pagamento do salário de outro lado, e 
o fato de o empregador deixar de pagar o salário não afasta a existência de onerosidade.
040. 040. (CEBRASPE/TRT 16/JUIZ DO TRABALHO/2003) Entre os mais importantes princípios de 
direito individual do trabalho, podem ser citados: da proteção, da norma mais favorável, da 
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imperatividade das normas trabalhistas, da indisponibilidade dos direitos trabalhistas, da 
condição mais benéfica, da inalterabilidade contratual lesiva, da continuidade da relação 
de emprego, da primazia da realidade sobre a forma e da intangibilidade salarial.
041. 041. (CEBRASPE/TRT 9/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2007) Uma das premissas do direito do trabalho 
é a busca da norma legal ou contratual pela melhoria das condições sociais do trabalhador 
sob pena de nulidade.
042. 042. (CEBRASPE/TRT 16/JUIZ DO TRABALHO/2003) O direito do trabalho divide-se, 
internamente, em direito individual do trabalho e direito coletivo do trabalho. Ao contrário 
do direito coletivo, que é uno, o direito individual do trabalho adota dois segmentos distintos 
na sua estrutura, isto é, uma parte geral, que compreende a introdução e a teoria geral 
do direito do trabalho, e uma parte especial, que compreende o estudo do contrato de 
trabalho, de um lado, e, de outro, o exame dos contratos especiais de trabalho.
043. 043. (CEBRASPE/TRT5/JUIZ DO TRABALHO/2007) O direito do trabalho é dividido em direito 
individual do trabalho, direito coletivo do trabalho e direito processual do trabalho.
044. 044. (CEBRASPE/TRT 5ª REGIÃO/ JUIZ DO TRABALHO/2007) Com base no conceito, na 
natureza, na autonomia, na flexibilização, na desregulamentação e nas fontes do direito 
do trabalho, assinale certo ou errado:
Segundo a corrente que situa o direito do trabalho como um direito unitário, prevalecem na 
legislação trabalhista normas de natureza direito público, sendo, portanto, esta a natureza 
do direito do trabalho.
045. 045. (CEBRASPE/TRT 5ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2007) A autonomia do direito do trabalho 
evidencia-se nos campos científico, doutrinário, legislativo e didático. No que concerne à 
autonomia científica, o direito do trabalho é considerado uma disciplina estanque, tendo em 
vista a peculiaridade de seus princípios e a singularidade de seus institutos, não sofrendo 
influência de outras ciências e disciplinas.
046. 046. (CEBRASPE/TRT 16ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2003) A autonomia do direito do 
trabalho é induvidosa, eis que apresenta os requisitos necessários para tal “status”, pois tem 
um campo temático vasto e específico, dispõe de teorias próprias, possui metodologia própria 
e, ainda, apresenta perspectivas e questionamentos específicos e próprios relativamente 
aos demais ramos do direito próximos ou correlatos.
047. 047. (CEBRASPE/TRT 16ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2003) Constitui função central do 
direito do trabalho a melhoria das condições de pactuação da força de trabalho na ordem 
socioeconômica.
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048. 048. (VUNESP/PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/PROCURADOR/2019) 
Nos termos da Constituição Federal,
a) o trabalhador avulso tem os mesmos direitos assegurados ao trabalhador temporário;
b) não há diferença entre o trabalho avulso e o trabalho eventual;
c) o trabalhador avulso tem igualdade de direitos com o trabalhador que possui vínculo 
empregatício;
d) o trabalhador avulso deve ser contratado diretamente pela empresa tomadora dos 
serviços, sem qualquer intermediação;
e) os direitos do trabalhador avulso precisam estar previstos em convenção ou acordo 
coletivo de trabalho.
049. 049. (IBEG/IPREV/CONTADOR/2017/ADAPTADA) A respeito dos princípios gerais da 
Constituição aplicáveis ao direito do trabalho, analise a validade das suposições abaixo e 
assinale a alternativa ERRADA.
a) O respeito à dignidade humana.
b) Os valores sociais do trabalho.
c) Da livre iniciativa.
d) A inviolabilidade do direito à vida.
e) A interferência do Estado na organização sindical.
050. 050. (FCM/PREFEITURA DE BARBACENA/ADVOGADO/2016) A respeito dos princípios e das 
teorias do direito do trabalho, analise o item abaixo:
São inerentes ao direito do trabalho o princípio do protecionismo e o princípio da primazia 
da realidade.
051. 051. (FCM/PREFEITURA DE BARBACENA/ADVOGADO/2016) A respeito dos princípios e das 
teorias do direito do trabalho, analise o item abaixo:
Os princípios da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho estão 
previstos de forma expressa na Constituição Federal.
052. 052. (COPESI UFPI/PREFEITURA DE BOM JESUS-PI/DIVERSOS CARGOS/2015/ADAPTADA) 
No tocante à relação de trabalho e relação de emprego, à terceirização, aos princípios do 
direito do trabalho e à duração do trabalho, analise a afirmativa abaixo:
Toda relação de emprego é relação de trabalho, vez que a relação de emprego é apenas 
uma das espécies de relação de trabalho. São requisitos caracterizadores da relação de 
emprego a pessoalidade, o trabalho ser prestado por pessoa física, a exclusividade, a não 
eventualidade, a onerosidade, a subordinação e a alteridade. Assim, o trabalhador autônomo 
não é empregado, haja vista não existir subordinação jurídica entre este e o tomador de 
seus serviços.
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053. 053. (MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2017) São funções históricas do direito do trabalho, 
entre outras: aperfeiçoar, elevando, as condições de contratação e gestão da força de 
trabalho humana na vida econômica e social; assegurar cidadania econômica, social e 
jurídica às pessoas humanas que vivem de seu trabalho, aumentando o patamar civilizatório 
e democrático da respectiva sociedade; contribuir para o desenvolvimento do sistema 
econômico contemporâneo, por meio do incremento do mercado interno e dos incentivos 
diretos e indiretos para que os empregadores invistam no aperfeiçoamento humano e 
tecnológico.
054. 054. (AOCP/TRT 1/DIVERSOS CARGOS/2018/ADAPTADA) No que diz respeito aos princípios 
do direito material do trabalho, analise a alternativa:
O direito comum é fonte subsidiária do direito do trabalho.
055. 055. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2022) Integram a história do Direito do Trabalho:
I – O Manifesto Comunista, escrito por Karl Marx e Friedrich Engels e publicado em 1848, 
no contexto da chamada Primavera dos Povos.
II – A Encíclica Rerum Novarum, escrita pelo Papa Leão XIII e publicada em 1891, sobre a 
condição dos operários.
III – A criação da Organização Internacional do Trabalho pelo Tratado de Versalhes ao final 
da Segunda Guerra Mundial, sendo a mais antiga Agência Especializadadas Nações Unidas.
IV – O Peel’s Act de 1802, diploma legal britânico que fixou proteções mínimas ao trabalho 
das mulheres.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas.
b) Apenas as assertivas I e II estão corretas.
c) Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
d) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
e) Não respondida.
056. 056. (QUADRIX/CRP 9/ANALISTA/2022) No Brasil, a lei trabalhista central, que incorpora a 
matriz essencial do modelo trabalhista do País, é o Código Civil de 2002.
057. 057. (QUADRIX/CRP 9/ANALISTA/2022) As fontes materiais do direito do trabalho, sob a 
perspectiva econômica, estão, como regra, atadas à existência e à evolução do sistema 
capitalista.
058. 058. (QUADRIX/CRP 9/ANALISTA/2022) O direito do trabalho, segundo a definição objetivista, é 
o corpo de princípios e de normas jurídicas que ordenam a prestação do trabalho subordinado 
ou seu equivalente, bem como as relações e os riscos que dela se originam.
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059. 059. (FCC/PREFEITURA DE TERESINA/PROCURADOR/2022) As fontes formais heterogêneas 
do Direito do Trabalho, sob a perspectiva econômica, estão, regra geral, atadas à existência 
e evolução do sistema capitalista, advindo da Revolução Industrial, do século XVIII.
060. 060. (UNESC/PREFEITURA DE CRICIÚMA/PROCURADOR/2021) Historicamente, a organização 
da Justiça do Trabalho no Brasil foi inspirada no sistema dito “paritário” da Itália fascista, 
que mantinha um ramo especializado do Judiciário na solução de conflitos trabalhistas, 
em cuja composição figuravam representantes do Estado ( juízes togados), da classe 
empresarial e da classe trabalhadora ( juízes classistas) (LEITE, 2021). Até a Constituição 
Federal de 1946, apesar de ser nominada de Justiça do Trabalho, ela não fazia parte do 
Poder Judiciário, mas era vinculada ao Poder Executivo. Por meio desta Constituição Federal 
de 1946, ela foi incorporada ao Poder Judiciário e a composição de seus órgãos sofreram 
algumas alterações, culminando com a composição atual. Entre as alternativas abaixo, 
assinale a atual composição dos órgãos da Justiça do Trabalho.
a) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Juntas ou Juízes de 
Conciliação e Julgamento.
b) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Juntas de Conciliação e 
Julgamento.
c) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Varas de Conciliação e 
Julgamento.
d) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Juízes do Trabalho.
e) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Varas do Trabalho.
061. 061. (IBFC/PREFEITURA DE DOURADOS/PROCURADOR/2022) O Princípio da proteção ou 
tutelar consiste na utilização da norma e da condição mais favoráveis ao trabalhador, de 
forma a tentar compensar juridicamente a condição de hipossuficiente do empregado. 
Ele consiste na aplicação, ao Direito do Trabalho, do princípio da igualdade em seu aspecto 
substancial, segundo o qual igualdade é tratar de forma igual os iguais e de forma desigual 
os desiguais, na medida de suas desigualdades
062. 062. (FUMARC/TRT3/ANALISTA/2022) O princípio da proteção indica que o Direito do Trabalho 
é um ramo jurídico especial, voltado para a proteção da parte hipossuficiente das relações 
de emprego, notadamente o trabalhador.
063. 063. (FUMARC/TRT3/TÉCNICO/2022) Os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, 
impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos trabalhistas são:
a) Anuláveis.
b) Lícitos, se feitos com a anuência do empregado.
c) Nulos de pleno direito.
d) Válidos, se causados por agentes diversos da pessoa empregadora.
e) Válidos, se expressarem costumes arraigados no âmbito da prestação do serviço.
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064. 064. (FCC/PREFEITURA DE TERESINA/PROCURADOR/2022) Esse ramo jurídico especializado 
constitui-se das seguintes fontes materiais heterônomas: costumes; convenções coletivas 
de trabalho e acordos coletivos de trabalho.
065. 065. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) Por meio da Encíclica Rerum Novarum, 
o papa Leão XIII,dentre outros temas, abordou a condição de trabalho do proletariado, 
defendendo que, dentre os deveres principais do patrão, estava preservar a isonomia salarial 
entre os operários, pois defendia que na sociedade civil todos deveriam ter o mesmo nível 
social, em igualdade de condições.
066. 066. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) O direito do trabalho é produto do 
século XIX, nascendo como reação à crescente exploração do trabalho humano. No Brasil, 
a Constituição de 1891, embora consagrasse o princípio da não intervenção do Estado nas 
relações de trabalho, destacou-se como a primeira carta constitucional a abordar em seu 
texto a necessidade de um direito ao “trabalho livre, justo e remunerado.
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GABARITOGABARITO
1. C
2. E
3. E
4. b
5. a
6. E
7. E
8. b
9. E
10. c
11. a
12. a
13. C
14. C
15. C
16. C
17. C
18. C
19. C
20. C
21. C
22. C
23. C
24. C
25. d
26. C
27. a
28. b
29. d
30. e
31. C
32. d
33. a
34. E
35. d
36. E
37. a
38. d
39. C
40. C
41. C
42. C
43. E
44. E
45. E
46. C
47. C
48. c
49. e
50. C
51. C
52. E
53. C
54. C
55. b
56. E
57. C
58. C
59. C
60. d
61. C
62. C
63. c
64. E
65. E
66. E
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (INÉDITA/2026) A flexibilização das normas trabalhistas não pode pôr em risco os 
direitos adquiridos pelos trabalhadores, como ocorre na situação de supressão de direitos 
trabalhistas.
A flexibilização tem limites. Não se pode romper com o mínimo dos direitos sociais, sob pena 
de precarização das relações trabalhistas e retrocesso social. Não pode existir a supressão, 
mas a redução excepcional dos direitos laborais. Conforme Vólia (2022, p. 32): nesse sentido, 
poderá o Estado continuar regulamentando essa relação de trabalho e, excepcionalmente, 
permitir a redução de direitos trabalhistas sempre que, no caso concreto, estiver comprovada 
a precária situação econômica da empresa, o que poderia acarretar a sua extinção.
Certo.
002. 002. (INÉDITA/2026) Desregulamentar pressupõe a manutenção da intervenção estatal nas 
relações trabalhistas, mantendo as condiçõesmínimas de trabalho.
Veja a tabela abaixo para nossas provas objetivas:
DESREGULAMENTAÇÃO TRABALHISTA FLEXIBILIZAÇÃO TRABALHISTA
As relações de trabalho não serão reguladas por 
quaisquer leis, concedendo ampla liberdade para 
que as partes possam regulamentar suas relações 
de trabalho, sem qualquer amparo mínimo da lei, 
na aplicação máxima da liberdade individual, tal 
como ocorria na época da 1ª Revolução Industrial.
Permite a regulamentação maior de alguns 
assuntos diante da negociação coletiva composta 
pelo ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) e pela 
Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), tal como 
ocorreu com a Reforma Trabalhista.
Errado.
003. 003. (INÉDITA/2026) A flexibilização é um direito do trabalhador.
Conforme a doutrinadora Vólia (2022, p. 35), a assertiva é incorreta, pois “a flexibilização 
não pode servir ao empregador para ter lucro superior, para aumentar seus rendimentos. A 
flexibilização é um direito do patrão, mas deve ser utilizada com cautela e apenas em caso 
de real e comprovada necessidade de recuperação da empresa.”
Errado.
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Maria Rafaela
004. 004. (INÉDITA/2026) A espécie de flexibilização que corresponde à vinculação dos salários 
à produtividade e à demanda dos seus produtos.
a) funcional
b) salarial
c) numérica
d) necessária
e) abusiva
A doutrinadora Vólia ainda traz uma interessante classificação das espécies de flexibilização 
trabalhista, além das clássicas espécies de flexibilização funcional, numérica e salarial, 
observando-se, em síntese, nas tabelas abaixo:
Flexibilização funcional Flexibilização salarial Flexibilização numérica
(2022; 37): que corresponde à 
capacidade da empresa de adaptar 
seu pessoal a assumir novas 
tarefas ou aplicar novos métodos 
de produção.
(2022; 37): que consiste na 
v inculação dos salár ios à 
produtividade e à demanda de 
seus produtos.
(2022; 37): que consiste na 
faculdade de adaptar o fator 
trabalho à demanda dos produtos 
da empresa.
Letra b.
005. 005. (INÉDITA/2026) A espécie de flexibilização que corresponde à capacidade da empresa 
de adaptar seu pessoal para que assuma novas tarefas, por exemplo:
a) funcional
b) salarial
c) numérica
d) necessária
e) abusiva
A doutrinadora Vólia ainda traz uma interessante classificação das espécies de flexibilização 
trabalhista, além das clássicas espécies de flexibilização funcional, numérica e salarial, 
observando-se, em síntese, nas tabelas abaixo:
Flexibilização funcional Flexibilização salarial Flexibilização numérica
(2022; 37): que corresponde à 
capacidade da empresa de adaptar 
seu pessoal a assumir novas 
tarefas ou aplicar novos métodos 
de produção.
(2022; 37): que consiste na 
v inculação dos salár ios à 
produtividade e à demanda de 
seus produtos.
(2022; 37): que consiste na 
faculdade de adaptar o fator 
trabalho à demanda dos produtos 
da empresa.
Letra a.
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006. 006. (INÉDITA/2026) A definição de Octavio Bueno de Magano sobre direito do trabalho é 
de natureza objetiva ao afirmar: “direito do trabalho é o conjunto de princípios, normas e 
instituições, aplicáveis às relações de trabalho e situações equiparáveis, tendo em vista 
as melhorias das condições sociais do trabalhador, através de medidas protetoras e da 
modificação das estruturas sociais”.
É uma definição mista, pois trata tanto da noção subjetiva, ao abordar um dos sujeitos 
(melhorias das condições sociais do trabalhador), quanto da objetiva, ao considerar a 
relação objeto/conteúdo (o início do conceito). A resposta só seria correta se tratasse 
de uma definição mista, pois reúne elementos subjetivos e objetivos. Lembre-se de que 
temos três espécies de denominações: mistas (conteúdo + sujeitos), subjetivas (sujeitos) 
e objetivas (conteúdo).
Errado.
007. 007. (INÉDITA/2026) A definição de Maurício Godinho Delgado sobre direito do trabalho é 
de natureza subjetiva ao afirmar: “Complexo de princípios, regras e institutos jurídicos que 
regulam, no tocante às pessoas e matérias envolvidas, a relação empregatícia de trabalho, 
além de outras relações laborais normativamente especificadas”.
É uma definição mista, pois trata tanto da noção subjetiva, ao abordar um dos sujeitos 
(melhorias das condições sociais do trabalhador), quanto da objetiva, ao considerar a 
relação objeto/conteúdo (o início do conceito). A resposta só seria correta se se referisse 
a uma definição mista, pois reúne elementos subjetivos e objetivos. Lembre-se de que 
temos três espécies de denominações: mistas (conteúdo + sujeitos), subjetivas (sujeitos) 
e objetivas (conteúdo).
Errado.
008. 008. (INÉDITA/2026) Acerca das relações de trabalho e emprego regulamentadas pela 
Constituição Federal de 1988 e pela CLT, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Todas as relações de emprego são regidas pelo direito do trabalho.
b) Todas as relações de trabalho são regidas pelo direito do trabalho.
c) O pequeno empreiteiro é regido pelo direito civil, mas a demanda ocorre na Justiça do 
Trabalho.
d) O portuário avulso é regido pelo direito do trabalho e o processo ocorre na Justiça do 
Trabalho.
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a) Certa. Relação de emprego é o conteúdo do direito do trabalho.
b) Errada. Relação de trabalho é o gênero. Somente as relações de emprego, que são espécies, 
são regidas pelo direito do trabalho. Há uma diferença entre relação de emprego e relação 
de trabalho. A primeira é a espécie das relações de trabalho e somente a ela se aplicam as 
regras de direitos trabalhistas.
c) Certa. Está previsto na CLT, no artigo 652, III, que estabelece a Justiça do Trabalho como 
competente para julgar os dissídios relativos à pequena empreitada, ou seja, aquela cujo 
empreiteiro é pessoa física e a obra é de pequeno vulto. O pequeno empreiteiro tem direitos 
civis, mas com processo na Justiça do Trabalho, por expressa disposição da CLT, conforme 
visto.
d) Certa. A própria CF/88 igualou aos direitos trabalhistas, no caput do artigo 7º, bem como 
é a Justiça do Trabalho competente. O inciso XXXIV do art. 7º da Constituição Federal traz 
a “igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o 
trabalhador avulso.”
Letra b.
009. 009. (IBFC/EMDEC/ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS/2019/ADAPTADA) O direito do trabalho 
é o ramo da ciência do direito que versa sobre as normas, as instituições jurídicas e os 
princípios que disciplinam as relações de trabalho subordinado. Acerca desse assunto, 
analise a afirmativa abaixo e julgue como Certa (C) ou Errada (E):
O contrato de trabalho é contrato de direito privado, consensual, não pode ser verbal, tem 
de ser escrito. A relação jurídica pode ser formada pelo ajuste expresso escrito, ou pelo 
ajuste tácito.A afirmativa está em desacordo com o artigo 442 da CLT, que define o conceito de contrato 
de trabalho: “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à 
relação de emprego”. O objeto do contrato de trabalho é a prestação de serviço subordinado 
e não eventual do empregado ao empregador, mediante o pagamento de salário.
Errado.
010. 010. (COMPERVE/PREFEITURA DE NATAL RIO GRANDE DO NORTE/2005) A Consolidação das 
Leis Trabalhistas (CLT) estabelece normas que regulam:
a) relações administrativas de qualquer atividade econômica;
b) relações de direção, organização e controle;
c) relações individuais e coletivas de trabalho;
d) relações de trabalho da empresa principal e de suas filiais.
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a) Errada. Nem toda atividade econômica é regida pela CLT, pois algumas são relações de 
trabalho.
b) Errada. Nem toda atividade é regida pela CLT, pois algumas são relações de trabalho.
c) Certa. Como já explicado no material de aula, a divisão interna do direito do trabalho é 
individual e coletiva. Sendo assim, esta é a alternativa correta, na medida em que existe a 
previsão dos direitos individuais e coletivos do trabalho.
d) Errada. Isso é regido pelo regulamento empresarial.
Letra c.
011. 011. (INAZ DO PARÁ/CRF-PE/ADVOGADO/2018) Sobre o direito do trabalho, qual alternativa 
apresenta uma proposição incorreta?
a) O direito do trabalho é um ramo do direito público.
b) São fontes do direito do trabalho: a Constituição Federal, as leis, os decretos e regulamentos, 
as portarias, acordos coletivos, convenção coletiva, sentença normativa, os regulamentos 
das empresas, os costumes e os contratos de trabalho.
c) Entende-se por acordo coletivo o pacto celebrado entre uma ou mais empresas com o 
sindicato dos empregados.
d) O contrato de trabalho é o acordo correspondente à relação de emprego.
e) A ideia de aplicação do que for mais benéfico para o trabalhador a partir da norma mais 
favorável identifica o princípio do in dubio pro operário.
a) Errada. É um ramo do direito privado.
b) Certa. Nos termos do artigo 8º da CLT.
c) Certa. Nos termos do artigo 611, § 1º da CLT, que dispõe: “é facultado aos sindicatos 
representativos de categorias profissionais celebrar Acordos Coletivos com uma ou mais 
empresas da correspondente categoria econômica, que estipulem condições de trabalho 
aplicáveis no âmbito da empresa ou das acordantes respectivas relações de trabalho.
d) Certa. Sendo o conteúdo da relação de emprego.
e) Certa. Sendo a essência dos princípios protetivos.
Portanto, a alternativa incorreta é “a”, pois o direito do trabalho é um ramo do direito 
privado. Existe uma discussão na doutrina (minoritária) que entende ser um ramo do 
direito público ou social. Os demais itens já estão justificados. Lembre-se do artigo 8º da 
CLT, muito cobrado em provas:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
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princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo 
com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse 
de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.
§ 1º O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho.
§ 2º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho 
e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem 
criar obrigações que não estejam previstas em lei.
§ 3º No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho 
analisará exclusivamente a conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico, respeitado 
o disposto no art. 104 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e balizará sua 
atuação pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva.
Letra a.
012. 012. (FCC/TRT 12/ANALISTA JUDICIÁRIO DA ÁREA JUDICIÁRIA/2013) Analisando os requisitos 
e distinções entre os institutos da relação de trabalho e da relação de emprego, nos termos 
da doutrina e da legislação brasileira:
a) contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego;
b) toda relação de trabalho é caracterizada como relação de emprego, sendo que o contrário 
não é verdadeiro;
c) trabalho realizado de forma eventual constitui-se em uma das modalidades de contrato 
de trabalho regido pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT;
d) o vínculo formado entre empregado e empregador é uma relação de trabalho que não 
possui natureza jurídica contratual, conforme previsão expressa da Consolidação das Leis 
do Trabalho – CLT;
e) o trabalhador avulso é uma das espécies de empregado, embora não haja igualdade de 
direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.
a) Certa. É o conteúdo do direito do trabalho. O contrato de trabalho pode ser verbal ou 
escrito, expresso ou tácito. Dispõe o artigo 442 da CLT: “contrato individual de trabalho é 
o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego.”
b) Errada. Relação de trabalho é o gênero do qual a relação de emprego é espécie.
c) Errada. Não é relação de emprego; logo, não é regida pela CLT.
d) Errada. É uma relação de emprego regida pela CLT.
e) Errada. Contraria a Constituição Federal de 1988.
Letra a.
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013. 013. (CEBRASPE/FUB/SECRETÁRIO EXECUTIVO/2009) O direito do trabalho disciplina as 
relações entre empregador e empregado e tem por finalidade a proteção do operariado, 
evitando sua exploração por aquele que é economicamente mais forte.
Afirmativa correta, diante da visão subjetivista.
Certo.
014. 014. (MS CONCURSOS/TRT 9/JUIZ DO TRABALHO/2009/ADAPTADA) Acerca da natureza 
jurídica do direito do trabalho, prepondera atualmente a sua classificação no segmento 
do direito privado.
A classificação é de direito privado, embora haja uma aproximação do que se chama direito 
social. Minoritariamente, a doutrina entende que seria um ramo de direito público ou direito 
misto/social pelo conteúdo das normas protetivas.
Certo.
015. 015. (FCC/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2017/ADAPTADA) O direito do trabalho deve 
ser considerado produto cultural do século XIX e das transformações e condições sociais, 
econômicas e políticas que colocam a relação de trabalho subordinada como núcleo do 
processo produtivo característico daquela sociedade e que tornaram possível o aparecimento 
deste ramo novo da ciência jurídica, com características próprias e autonomiadoutrinária.
De fato, é a própria definição encontrada no livro de Maurício Godinho Delgado na parte 
histórica e na doutrina majoritária. Além disso, o direito do trabalho é fruto exato desse 
momento de transformações políticas e econômicas após o século XIX. O direito do trabalho 
surgiu como uma reação ao capitalismo, mediante freios, com uma legislação gradativamente 
protetiva.
Certo.
016. 016. (FCC/MANAUSPREV/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2015/ADAPTADA) Em relação à 
formação histórica do direito do trabalho, considere: o direito do trabalho apresenta como 
uma de suas características a restrição da liberdade contratual que impõe limitações à 
autonomia da vontade através de normas cogentes e de garantias sociais.
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O direito do trabalho é protetivo. As pessoas que contratam não possuem liberdade extrema, 
mas há limites nos direitos sociais. Esse é o papel do direito do trabalho, no sentido de frear 
os rumos do capitalismo, impondo limites.
Certo.
017. 017. (FCC/MANAUSPREV/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2015/ADAPTADA) Em relação à 
formação histórica do direito do trabalho, considere: o direito do trabalho é um instrumento 
de realização da justiça social e de tutela do trabalhador e suas funções somente podem 
ser cumpridas se previstas em uma estrutura jurídica formal que molde seu conteúdo e fixe 
os preceitos e as sanções determinantes dos comportamentos autorizados ou proibidos 
nas relações entre trabalhadores e empregadores.
O direito do trabalho é protetivo. As pessoas que contratam não possuem liberdade extrema, 
mas há limites nos direitos sociais. Esse é o papel do direito do trabalho, no sentido de frear 
os rumos do capitalismo, impondo limites.
Certo.
018. 018. (TRT 3/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2007/ADAPTADA) O direito do trabalho surgiu 
da contestação do liberalismo e da necessidade de organização de um corpo de normas 
sociais que assegurassem mínimos contratuais decorrentes da transformação da sociedade 
no final do século XIX e início do século XX.
O direito do trabalho surgiu exatamente nessa premissa de contestar o capitalismo e conferir 
direitos mínimos aos trabalhadores para que pudessem viver com dignidade. As pessoas 
que contratam não possuem liberdade extrema, mas há limites nos direitos sociais. Esse é o 
papel do direito do trabalho, no sentido de frear os rumos do capitalismo, impondo limites.
Certo.
019. 019. (FCC/TRT 20/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2012) O direito do trabalho destaca-se 
por seu caráter teleológico, incorporando em seu conjunto de princípios, regras e institutos 
um valor finalístico essencial, objetivando a melhoria das condições de pactuação da força 
de trabalho na ordem socioeconômica.
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O direito do trabalho surgiu exatamente nessa premissa de contestar o capitalismo e conferir 
direitos mínimos aos trabalhadores para que pudessem viver com dignidade. As pessoas 
que contratam não possuem liberdade extrema, mas há limites nos direitos sociais. Esse é o 
papel do direito do trabalho, no sentido de frear os rumos do capitalismo, impondo limites.
Certo.
020. 020. (FCC/TRT 20/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2012) O marco histórico do nascimento 
do direito do trabalho foi o advento da sociedade industrial e o trabalho assalariado, sendo 
que a principal causa econômica foi a Revolução Industrial do século XVIII.
O direito do trabalho surgiu exatamente nessa premissa de contestar o capitalismo e conferir 
direitos mínimos aos trabalhadores para que pudessem viver com dignidade. As pessoas 
que contratam não possuem liberdade extrema, mas há limites nos direitos sociais. Esse é o 
papel do direito do trabalho, no sentido de frear os rumos do capitalismo, impondo limites.
Certo.
021. 021. (TRT 21/TRT 21ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2010) “O direito do trabalho 
nasceu no final do século XIX como forma de absorver os conflitos sociais que ora se instauravam 
em face das tensões provocadas pela (primeira) revolução industrial [...]” (DALLEGRAVE NETO, 
José Affonso. ‘Novos contornos da relação de emprego diante dos avanços tecnológicos’. 
Revista LTR Legislação do Trabalho. Ano 67, n. 05. São Paulo: LTr, maio de 2003). O surgimento 
do direito do trabalho se deu, portanto, numa época de flexibilidade das relações entre 
trabalhador e empregador, que se apoiavam numa linha de produção conforme a demanda.
O direito do trabalho surgiu exatamente nessa premissa de contestar o capitalismo e conferir 
direitos mínimos aos trabalhadores para que pudessem viver com dignidade. As pessoas 
que contratam não possuem liberdade extrema, mas há limites nos direitos sociais. Esse é o 
papel do direito do trabalho, no sentido de frear os rumos do capitalismo, impondo limites.
Certo.
022. 022. (IBFC/EBSERH/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2020) O direito do trabalho é ramo jurídico 
especializado, que regula certo tipo de relação laborativa na sociedade contemporânea. 
Acerca desse assunto, analise a afirmativas abaixo.
O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente 
ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado.
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Afirmativa correta, nos termos do que dispõe o art. 442 da CLT: “o contrato individual de 
trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego”.
Certo.
023. 023. (IBFC/EBSERH/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2020) O direito do trabalho é ramo jurídico 
especializado, que regula certo tipo de relação laborativa na sociedade contemporânea. 
Acerca desse assunto, analise a afirmativa abaixo.
O direito do trabalho envolve tanto o estudo do direito individual quanto do direito coletivo. 
O direito individual do trabalho trata das regras, princípios e institutos jurídicos que regulam 
a relação empregatícia e as relações de trabalho especificadas.
Existe a divisão interna do direito do trabalho, seja em trabalho individual ou coletivo. No 
primeiro caso, trata-se das regras, princípios e institutos jurídicos que regulam a relação 
empregatícia e as relações de trabalho especificadas. Nos direitos coletivos, tem-se a 
questão das negociações coletivas, sindicatos e greves, por exemplo.
Certo.
024. 024. (CEBRASPE/MPU/ANALISTA DO MPU/2018) Policial militar que preste, em empresa privada, 
serviço de natureza contínua, de maneira subordinada e mediante o recebimento de salário, 
poderá ter o reconhecimento do vínculo de emprego com a empresa, independentemente 
de eventual penalidade disciplinar prevista em estatuto.
O policial militar pode ser empregado ao mesmo tempo em que trabalha na corporação e terá 
jus a todos os direitos trabalhistas. No entanto, aplica-se a Súmula 386/TST – 20/04/2005– 
Relação de emprego. Policial militar. Reconhecimento de vínculo empregatício com empresa 
privada. CLT, art. 3º. Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento 
de relação de emprego entre o policial militar e a empresa privada, independentemente 
do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
Certo.
025. 025. (FGV/EXAME DA OAB/2013) Eugênio é policial militar ativo e cumpre escala de 24 x 72 
horas no seu batalhão. Nos dias em que não está de plantão, trabalha em um supermercado 
como segurança, recebendo ordens do gerente e um valor fixo mensal, jamais se fazendo 
substituir na prestação do labor. Nesse caso, de acordo com a jurisprudência consolidada 
do TST, assinale a afirmativa correta.
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a) Por ser servidor público militar, Eugênio não poderá ter o vínculo empregatício reconhecido, 
mesmo que presentes os requisitos da CLT, pois trata-se de norma de ordem pública.
b) Caso tenha o vínculo empregatício reconhecido em juízo, isso impede que a administração 
pública aplique qualquer punição a Eugênio, pois ele realizou um trabalho lícito.
c) Trata-se de trabalho ilícito que, portanto, não gera vínculo empregatício e credencia a 
administração a aplicar imediata punição ao servidor.
d) Eugênio poderá ser reconhecido como empregado, desde que presentes os requisitos 
legais, ainda que sofra a punição disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
a) Errada. Nos termos da Súmula 386 do TST.
b) Errada. Nos termos da Súmula 386 do TST.
c) Errada. Nos termos da Súmula 386 do TST.
d) Certa. Nos termos da Súmula 386 do TST, isso porque o policial militar pode ser empregado 
ao mesmo tempo em que trabalha na corporação e terá jus a todos os direitos trabalhistas. 
No entanto, aplica-se a Súmula 386/TST – 20/04/2005 – Relação de emprego. Policial militar. 
Reconhecimento de vínculo empregatício com empresa privada. CLT, art. 3º. Preenchidos 
os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre 
policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade 
disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
Letra d.
026. 026. (CEBRASPE/FUNPRESPJUD/ASSISTENTE/2016) Ainda que não tenha existido um acordo 
trabalhista escrito, o simples fato de o responsável pela referida empresa ter aceitado o 
trabalho a ser realizado por Helena, uma secretária executiva, criou, desde o início das 
atividades secretariais, um vínculo que obriga o contratante ao pagamento de salário pelo 
serviço prestado à empresa.
Aqui há um acordo tácito para a manutenção do vínculo de emprego entre as partes. Essa 
é a dimensão do contrato de trabalho ser expresso, tácito, escrito e verbal, como explicado 
nas anotações acima. Dispõe a CLT, art. 442: “Contrato individual de trabalho é o acordo 
tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego”.
Certo.
027. 027. (FCC/TRT 15/ANALISTA JUDICIÁRIO/2018) Cícero é policial militar e cumpre escala 12 × 
36 horas no seu batalhão. Nas folgas, presta serviço como segurança de um supermercado, 
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recebendo ordens do gerente e um valor fixo mensal, não podendo se fazer substituir no 
desempenho de suas funções. Nesse caso, de acordo com o entendimento sumulado do TST:
a) Cícero poderá ter o vínculo de emprego reconhecido, desde que presentes os requisitos 
legais, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no 
Estatuto do Policial Militar.
b) Haverá a imediata exoneração de Cícero de suas funções como policial militar, não 
ocorrendo também o reconhecimento do vínculo de emprego.
c) Cícero não poderá ter o vínculo empregatício reconhecido, mesmo que presentes os 
requisitos legais, por ser servidor público militar, o que impede o contrato de emprego 
com empresa privada.
d) Trata-se de trabalho proibido, portanto, não gera vínculo empregatício, além de Cícero 
vir a sofrer penalidade administrativa prevista no Estatuto do Policial Militar.
e) Cícero poderá ter o vínculo de emprego reconhecido, desde que presentes os requisitos 
legais, ficando impedida a administração pública, neste caso, de aplicar penalidade disciplinar 
prevista no Estatuto do Policial Militar.
a) Certa. Pois o policial militar pode ser empregado ao mesmo tempo em que trabalha 
na corporação e terá jus a todos os direitos trabalhistas. No entanto, aplica-se a Súmula 
386/TST – 20/04/2005 – Relação de emprego. Policial militar. Reconhecimento de vínculo 
empregatício com empresa privada. CLT, art. 3º. Preenchidos os requisitos do art. 3º da 
CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa 
privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no 
Estatuto do Policial Militar.
b) Errada. Nos termos da Súmula 386 do TST.
c) Errada. Nos termos da Súmula 386 do TST.
d) Errada. Nos termos da Súmula 386 do TST.
e) Errada. Nos termos da Súmula 386 do TST.
Letra a.
028. 028. (AJURE/DESENVOLVE RR/ADVOGADO/2018) Um elemento que NÃO pode ser considerado 
como imprescindível para a caracterização do empregado é:
a) o salário;
b) a competência;
c) a continuidade;
d) a subordinação;
e) a pessoalidade.
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A alternativa incorreta é a “b”. De acordo com a CLT, art. 3º, não consta competência. Dispõe 
o art. 3º:
Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a 
empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, 
nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
Letra b.
029. 029. (AOCP/CISAMUSEP-PR/ADVOGADO/2016) De acordo com o disposto na Consolidação 
das Leis do Trabalho, considera-se empregado a:
a) pessoa jurídica que prestar serviços de natureza eventual a empregador, sob a dependência 
deste e mediante salário ou outra espécie de remuneração.
b) pessoa física ou jurídica que prestar serviços de natureza eventual a empregador, ainda 
que sem dependência deste e mediante qualquer forma de remuneração.
c) pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, ainda que 
sem a dependência deste e independente de salário ou remuneração.
d) pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a 
dependência deste e mediante salário.
e) pessoa física ou jurídica que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, 
sob a dependência deste e mediante qualquer tipo de remuneração.
a) Errada. Porque empregado só pode ser pessoa física/natural.
b) Errada. Porque empregado só podeser pessoa física/natural.
c) Errada. Porque empregado recebe obrigatoriamente remuneração pelo salário (onerosidade).
d) Certa. Empregado não pode ser pessoa jurídica; só pode ser pessoa física. Além disso, 
precisa receber salário (onerosidade). O serviço deve ser não eventual, prestado mediante 
subordinação jurídica, por pessoa física e mediante salário (onerosidade). A questão pode 
ser solucionada mediante a leitura dos artigos 2º e 3º da CLT:
Art. 2º Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da 
atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
§ 1º Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais 
liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem 
fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.
§ 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica 
própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo 
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guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamente 
pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para a 
configuração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses 
e a atuação conjunta das empresas dele integrantes.
Art. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual 
a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, 
nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
e) Errada. Porque é mediante salário.
Letra d.
030. 030. (IBADE/CÂMARA DE PORTO VELHO/PROCURADOR/2018) A caracterização de um vínculo 
empregatício demanda a existência de alguns requisitos. A assertiva que indica corretamente 
quais sejam esses requisitos:
a) Pessoalidade, eventualidade, subordinação jurídica e onerosidade.
b) Dependência econômica, continuidade, subordinação e alteridade.
c) Onerosidade, exclusividade, alteridade e subordinação jurídica.
d) Eventualidade, subordinação, impessoalidade e onerosidade.
e) Não eventualidade, subordinação, pessoalidade e onerosidade.
A alternativa correta é a letra “e”, nos termos do artigo 3º da CLT. O serviço deve ser 
não eventual, prestado sob subordinação jurídica, por pessoa física e mediante salário 
(onerosidade). Veja:
Art. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual 
a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, 
nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
Letra e.
031. 031. (COPESE UFT/CÂMARA DE PALMAS-TO/ANALISTA DE RH/2018) Considerando os termos 
da CLT, analise a afirmativa a seguir:
Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual 
a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Nos termos do artigo 3º da CLT, o serviço deve ser não eventual, prestado por pessoa física, 
mediante subordinação jurídica e salário (onerosidade).
Certo.
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032. 032. (CS UFG/DEMAE-GO/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2017) Nas relações de emprego, a 
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 admite:
a) A diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de 
sexo, idade, cor ou estado civil.
b) A distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos.
c) O trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de dezoito anos.
d) a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o 
trabalhador avulso.
a) Errada. Não pode haver discriminação.
b) Errada. Não pode haver discriminação.
c) Errada. Não pode haver trabalho nesses termos aos menores de 18 anos. É trabalho 
proibido.
d) Certa. Nos exatos termos do artigo 7º da Constituição Federal de 1988, especificamente 
na igualdade de tratamento entre os trabalhadores com vínculo empregatício permanente 
e o trabalhador avulso. Dispõe o art. 7º: “XXXIV – igualdade de direitos entre o trabalhador 
com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.”
Letra d.
033. 033. (IBFC/CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2017). 
Apresentam-se como requisitos da relação de emprego, dentre outros:
a) a pessoalidade e onerosidade;
b) a eventualidade e a subordinação;
c) a alteridade e a gratuidade;
d) a personalização e a temporariedade.
Nos termos do artigo 3º da CLT, o serviço deve ser não eventual, prestado mediante 
subordinação jurídica, por pessoa física e mediante salário (onerosidade).
Letra a.
034. 034. (VUNESP/CÂMARA DO CAMPO LIMBO-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2018) Em conformidade 
com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST): ainda que preenchidos os 
requisitos do art. 3º da CLT, não é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre 
policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade 
disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
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Tendo em vista o teor da Súmula n. 386/TST – 20/04/2005 – Relação de emprego, policial 
militar. Reconhecimento de vínculo empregatício com empresa privada. CLT, art. 3º. 
Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de 
emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento 
de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
Errado.
035. 035. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2018) A relação de emprego 
somente ocorre se estão presentes os elementos que a caracterizam; sem eles, não se 
pode configurá-la como tal. Assim, os elementos que caracterizam o vínculo empregatício 
estabelecido por essa relação, são o(a):
a) Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; as férias; o 13º salário; o seguro-desemprego; 
o salário-família.
b) Contrato de trabalho; a pessoa jurídica; a convenção coletiva de trabalho; a habitualidade; 
a pessoalidade.
c) Salário; a remuneração; o adicional noturno; a convenção coletiva de trabalho; o aviso-prévio.
d) Pessoa física; a continuidade; a subordinação; a onerosidade; a pessoalidade.
e) Pessoa jurídica; o empregado; a impessoalidade; a descontinuidade; a onerosidade.
a) Errada. Nem sempre recebe seguro-desemprego e salário-família. Esse último tem 
natureza previdenciária.
b) Errada. É não eventualidade enão pode ser o empregado pessoa jurídica.
c) Errada. Não necessariamente recebe adicional noturno nem é submetida à CCT.
d) Certa. Nos termos do art. 3º da CLT, o serviço deve ser não eventual, mediante subordinação 
jurídica, prestado por pessoa física e mediante salário (onerosidade). Dispõe o art. 3º:
Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a 
empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, 
nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
e) Errada. O empregado não pode ser pessoa jurídica.
Letra d.
036. 036. (CONSULPLAN/CÂMARA DE BELO HORIZONTE-MG/PROCURADOR/2018) A relação de 
emprego tem como principal característica a presença do empregado, parte mais fraca 
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da relação jurídica. O direito do trabalho foi pensado e criado exatamente para proteger a 
figura desse trabalhador. Portanto, é imprescindível que o operador do direito do trabalho 
(advogado, professor, procurador, juiz do trabalho, candidatos a cargos públicos etc.) saiba 
diferenciar o trabalhador em sentido amplo e o trabalhador com vínculo empregatício. 
Sobre o tema, presentes os quatro requisitos (pessoalidade, onerosidade, eventualidade 
e subordinação), será declarado o vínculo, independentemente da nomenclatura que seja 
utilizada para identificar o trabalhador (funcionário, colaborador, ajudante etc.).
A questão está errada apenas porque se refere à eventualidade. De acordo com o disposto 
no artigo 3º da CLT, o correto é não eventualidade. Isso altera totalmente o sentido do texto.
Errado.
037. 037. (CEBRASPE/TRT 7ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Empregado e empregador são 
os sujeitos do contrato de emprego. Analisados isoladamente, o conceito de empregado 
demanda a presença de:
a) pessoa física, pessoalidade, não eventualidade, dependência e onerosidade;
b) pessoa jurídica, pessoalidade, não eventualidade, dependência e onerosidade;
c) pessoa jurídica, impessoalidade, não eventualidade, independência e onerosidade;
d) pessoa física, pessoalidade, eventualidade, independência e onerosidade.
a) Certa. Nos termos do art. 3º da CLT, o serviço deve ser não eventual, mediante subordinação 
jurídica, prestado por pessoa física e mediante salário (onerosidade).
b) Errada. Porque só pode ser pessoa física.
c) Errada. Porque só pode ser pessoa física.
d) Errada. Por conta da eventualidade.
Letra a.
038. 038. (FCC/TRT 6ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) Quanto à relação de emprego e às relações 
de trabalho lato sensu, é INCORRETO afirmar:
a) Trabalho autônomo é aquele em que o trabalhador exerce as suas atividades por conta 
e risco próprios, sem subordinação com o seu contratante.
b) Trabalho eventual é aquele prestado ocasionalmente, para realização de determinado 
evento, em que o trabalhador, em regra, desenvolve atividades não coincidentes com os 
fins normais da empresa contratante, não se fixando a uma fonte de trabalho.
c) Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, por prazo 
curto, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e 
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permanente ou o acréscimo extraordinário de serviços, com intermediação de empresa 
de trabalho temporário.
d) Trabalho avulso é aquele em que o trabalhador presta serviços de curta duração para 
distintos beneficiários, com intermediação de terceira entidade com quem mantém vínculo 
de emprego nos termos da CLT, mas não se igualando em direitos com os trabalhadores 
com vínculo empregatício permanente.
e) Relação de emprego é aquela em que pessoa física presta serviços de natureza não 
eventual e de forma pessoal a empregador, sob a dependência e subordinação deste, 
mediante salário.
A definição de trabalhador avulso é aquele que, sindicalizado ou não, presta serviços de 
natureza urbana ou rural, sem vínculo empregatício, a diversas empresas, com intermediação 
obrigatória do sindicato da categoria ou, quando se tratar de atividade portuária, do Órgão 
Gestor de Mão de Obra (OGMO). Além disso, dispõe o art. 7º, XXXIV: “igualdade de direitos 
entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.”
Letra d.
039. 039. (IBEG/IPREV/PROCURADOR PREVIDENCIÁRIO/2017) Partindo da premissa que a relação 
de emprego é uma espécie de relação de trabalho, que se baseia no nexo entre empregador 
e empregado, sobre suas características, a relação de emprego não é gratuita ou voluntária, 
ao contrário, haverá sempre uma prestação (serviços) e uma contraprestação (remuneração). 
Assim, podemos afirmar que onerosidade caracteriza-se pelo ajuste da troca de trabalho 
por salário. O que importa não é o quantum a ser pago, mas, sim, o pacto, a promessa de 
prestação de serviço de um lado e a promessa de pagamento do salário de outro lado, e 
o fato de o empregador deixar de pagar o salário não afasta a existência de onerosidade.
A onerosidade é o pagamento ou a promessa de pagamento, bem diferente do que seria 
no caso de voluntariado. Isso está disposto no artigo 3º da CLT.
Certo.
040. 040. (CEBRASPE/TRT 16/JUIZ DO TRABALHO/2003) Entre os mais importantes princípios de 
direito individual do trabalho, podem ser citados: da proteção, da norma mais favorável, da 
imperatividade das normas trabalhistas, da indisponibilidade dos direitos trabalhistas, da 
condição mais benéfica, da inalterabilidade contratual lesiva, da continuidade da relação 
de emprego, da primazia da realidade sobre a forma e da intangibilidade salarial.
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Esses são os princípios mais importantes que caracterizam o direito do trabalho.
Certo.
041. 041. (CEBRASPE/TRT 9/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2007) Uma das premissas do direito do trabalho 
é a busca da norma legal ou contratual pela melhoria das condições sociais do trabalhador 
sob pena de nulidade.
Isso faz parte da teleologia do direito do trabalho e de suas funções, que é resguardar o 
patamar mínimo de dignidade dos trabalhadores.
Certo.
042. 042. (CEBRASPE/TRT 16/JUIZ DO TRABALHO/2003) O direito do trabalho divide-se, 
internamente, em direito individual do trabalho e direito coletivo do trabalho. Ao contrário 
do direito coletivo, que é uno, o direito individual do trabalho adota dois segmentos distintos 
na sua estrutura, isto é, uma parte geral, que compreende a introdução e a teoria geral 
do direito do trabalho, e uma parte especial, que compreende o estudo do contrato de 
trabalho, de um lado, e, de outro, o exame dos contratos especiais de trabalho.
Representa a divisão interna do direito do trabalho: individual e coletivo. No 1ºcaso, ainda 
temos claramente a divisão em direito do trabalho individual, geral e especial.
Certo.
043. 043. (CEBRASPE/TRT5/JUIZ DO TRABALHO/2007) O direito do trabalho é dividido em direito 
individual do trabalho, direito coletivo do trabalho e direito processual do trabalho.
O processo do trabalho é outro ramo jurídico. O direito do trabalho divide-se em individual 
e coletivo.
Errado.
044. 044. (CEBRASPE/TRT 5ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2007) Com base no conceito, na natureza, 
na autonomia, na flexibilização, na desregulamentação e nas fontes do direito do trabalho, 
assinale certo ou errado:
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Segundo a corrente que situa o direito do trabalho como um direito unitário, prevalecem na 
legislação trabalhista normas de natureza direito público, sendo, portanto, esta a natureza 
do direito do trabalho.
Muito embora haja um forte conteúdo social no direito do trabalho, este é um ramo do 
direito privado. Há uma corrente minoritária que defende ser de natureza pública, mista 
ou social.
Errado.
045. 045. (CEBRASPE/TRT 5ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2007) A autonomia do direito do trabalho 
evidencia-se nos campos científico, doutrinário, legislativo e didático. No que concerne à 
autonomia científica, o direito do trabalho é considerado uma disciplina estanque, tendo em 
vista a peculiaridade de seus princípios e a singularidade de seus institutos, não sofrendo 
influência de outras ciências e disciplinas.
O direito do trabalho não é estanque, mas acompanha toda a evolução da sociedade, 
enfrentando sempre os dilemas modernos do trabalho, como, por exemplo, o tema da 
uberização.
Errado.
046. 046. (CEBRASPE/TRT 16ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2003) A autonomia do direito do 
trabalho é induvidosa, eis que apresenta os requisitos necessários para tal “status”, pois tem 
um campo temático vasto e específico, dispõe de teorias próprias, possui metodologia própria 
e, ainda, apresenta perspectivas e questionamentos específicos e próprios relativamente 
aos demais ramos do direito próximos ou correlatos.
O direito do trabalho tem, entre suas características, a autonomia. Qualquer discussão 
envolvendo a autonomia do direito do trabalho é ultrapassada. Trata-se de uma ciência/
ramo autônomo de natureza privada.
Certo.
047. 047. (CEBRASPE/TRT 16ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2003) Constitui função central do 
direito do trabalho a melhoria das condições de pactuação da força de trabalho na ordem 
socioeconômica.
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Essa é uma função primordial do direito do trabalho. Nesse ponto, o direito do trabalho 
busca exatamente a proteção da relação de emprego, bem como prestigiar os direitos 
trabalhistas que vêm sendo construídos ao longo dos séculos.
Certo.
048. 048. (VUNESP/PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/PROCURADOR/2019) 
Nos termos da Constituição Federal,
a) o trabalhador avulso tem os mesmos direitos assegurados ao trabalhador temporário;
b) não há diferença entre o trabalho avulso e o trabalho eventual;
c) o trabalhador avulso tem igualdade de direitos com o trabalhador que possui vínculo 
empregatício;
d) o trabalhador avulso deve ser contratado diretamente pela empresa tomadora dos 
serviços, sem qualquer intermediação;
e) os direitos do trabalhador avulso precisam estar previstos em convenção ou acordo 
coletivo de trabalho.
b) Errada. Existe diferença. O primeiro tem equiparação constitucional com o empregado.
c) Certa. Consta expressamente na Constituição Federal de 1988 a igualdade de tratamento 
do trabalhador avulso com o trabalhador que possui vínculo empregatício, nos exatos termos 
do art. 7º, XXXIV: “igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício 
permanente e o trabalhador avulso.”
d) Errada. Precisa da intermediação do OGMO ou do sindicato.
e) Errada. Já estão previstos na Constituição.
Letra c.
049. 049. (IBEG/IPREV/CONTADOR/2017/ADAPTADA) A respeito dos princípios gerais da 
Constituição aplicáveis ao direito do trabalho, analise a validade das suposições abaixo e 
assinale a alternativa ERRADA.
a) O respeito à dignidade humana.
b) Os valores sociais do trabalho.
c) Da livre iniciativa.
d) A inviolabilidade do direito à vida.
e) A interferência do Estado na organização sindical.
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A alternativa “e” está errada, na medida em que se veda a interferência do Estado na 
organização sindical, sendo que os demais direitos estão previstos. Dispõe o art. 8º, I, da 
Constituição Federal de 1988: “É livre a associação profissional ou sindical, observado o 
seguinte: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, 
ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a 
intervenção na organização sindical.”
Letra e.
050. 050. (FCM/PREFEITURA DE BARBACENA/ADVOGADO/2016) A respeito dos princípios e das 
teorias do direito do trabalho, analise o item abaixo:
São inerentes ao direito do trabalho o princípio do protecionismo e o princípio da primazia 
da realidade.
Refere-se a princípios que são estruturas do direito do trabalho. Nesse ponto, trata-se de 
princípios expressos na Constituição Federal de 1988.
Certo.
051. 051. (FCM/PREFEITURA DE BARBACENA/ADVOGADO/2016) A respeito dos princípios e das 
teorias do direito do trabalho, analise o item abaixo:
Os princípios da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho estão 
previstos de forma expressa na Constituição Federal.
Refere-se a princípios que são estruturas do direito do trabalho. Nesse ponto, trata-se de 
princípios expressos na Constituição Federal de 1988.
Certo.
052. 052. (COPESI UFPI/PREFEITURA DE BOM JESUS-PI/DIVERSOS CARGOS/2015/ADAPTADA) 
No tocante à relação de trabalho e relação de emprego, à terceirização, aos princípios do 
direito do trabalho e à duração do trabalho, analise a afirmativa abaixo:
Toda relação de emprego é relação de trabalho, vez que a relação de emprego é apenas uma 
das espécies de relação de trabalho. São requisitos caracterizadores da relação de emprego a 
pessoalidade, o trabalho ser prestado por pessoa física, a exclusividade, a não eventualidade, a 
onerosidade, a subordinação e a alteridade. Assim, o trabalhador autônomo não é empregado, 
haja vista não existir subordinação jurídica entre este e o tomador de seus serviços.
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Tendo em vista que a exclusividade não é requisito essencial para a configuração da relação 
de emprego, toda relação de emprego é uma relação de trabalho, pois esta última é o gênero. 
Nesse sentido, destacam-se os artigos 2º e 3º da CLT:
Art. 2º Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da 
atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
§ 1º Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais 
liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem 
fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.
§ 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica 
própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo 
guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamente 
pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para a 
configuração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses 
e a atuação conjunta das empresas dele integrantes.
Art. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual 
a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, 
nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
Errado.
053. 053. (MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2017) São funções históricas do direito do trabalho, 
entre outras: aperfeiçoar, elevando, as condições de contratação e gestão da força de trabalho 
humana na vida econômica e social; assegurar cidadania econômica, social e jurídica às pessoas 
humanas que vivem de seu trabalho, aumentando o patamar civilizatório e democrático da 
respectiva sociedade; contribuir para o desenvolvimento do sistema econômico contemporâneo, 
por meio do incremento do mercado interno e dos incentivos diretos e indiretos para que os 
empregadores invistam no aperfeiçoamento humano e tecnológico.
A questão está adaptada à doutrina de Maurício Godinho Delgado, com a síntese do nosso 
material de aula. Ainda é possível verificar a função teleológica do direito do trabalho em 
propiciar a dignidade da pessoa humana. Há uma natureza protetiva das normas trabalhistas.
Certo.
054. 054. (AOCP/TRT 1/DIVERSOS CARGOS/2018/ADAPTADA) No que diz respeito aos princípios 
do direito material do trabalho, analise a alternativa:
O direito comum é fonte subsidiária do direito do trabalho.
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O direito civil engloba também o direito comum e é fonte subsidiária do direito do trabalho. 
Ou seja, será usado quando ausente a norma trabalhista sobre o assunto. Nesse sentido, 
destaca-se o art. 8º, § 1º, da CLT:
As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, 
decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e 
normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos 
e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou 
particular prevaleça sobre o interesse público.
§ 1º O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho.
Certo.
055. 055. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2022) Integram a história do Direito do Trabalho:
I – O Manifesto Comunista, escrito por Karl Marx e Friedrich Engels e publicado em 1848, 
no contexto da chamada Primavera dos Povos.
II – A Encíclica Rerum Novarum, escrita pelo Papa Leão XIII e publicada em 1891, sobre a 
condição dos operários.
III – A criação da Organização Internacional do Trabalho pelo Tratado de Versalhes ao final 
da Segunda Guerra Mundial, sendo a mais antiga Agência Especializada das Nações Unidas.
IV – O Peel’s Act de 1802, diploma legal britânico que fixou proteções mínimas ao trabalho 
das mulheres.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas.
b) Apenas as assertivas I e II estão corretas.
c) Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
d) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
e) Não respondida.
A questão quer saber sobre os eventos históricos. O inciso I está correto, pois a Primavera 
dos Povos foi um conjunto de acontecimentos que marcaram a Europa no ano de 1848. 
Influenciados pelos ideais marxistas, liberais e nacionalistas, esses eventos foram marcados 
por conflitos entre classes (proletários x burgueses) e pelo combate à unificação da Itália 
e da Alemanha. O inciso II está correto, pois tratava da encíclica das condições sociais. O 
inciso III está errado, pois a OIT é pós-1ª Guerra Mundial, do ano de 1919. O inciso IV está 
errado, pois a proteção era para os menores. Logo, estão corretos apenas os incisos I e II.
Letra b.
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056. 056. (QUADRIX/CRP 9/ANALISTA/2022) No Brasil, a lei trabalhista central, que incorpora a 
matriz essencial do modelo trabalhista do País, é o Código Civil de 2002.
O direito do trabalho está regulamentado, em nível infraconstitucional, pela CLT – Consolidação 
das Leis do Trabalho.
Errado.
057. 057. (QUADRIX/CRP 9/ANALISTA/2022) As fontes materiais do direito do trabalho, sob a 
perspectiva econômica, estão, como regra, atadas à existência e à evolução do sistema 
capitalista.
O direito do trabalho deve ser considerado um produto cultural do século XIX e das 
transformações e condições sociais, econômicas e políticas que colocam a relação de trabalho 
subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela sociedade, o que 
tornou possível o aparecimento deste novo ramo da ciência jurídica, com características 
próprias e autonomia doutrinária. O direito do trabalho freia o capitalismo.
Certo.
058. 058. (QUADRIX/CRP 9/ANALISTA/2022) O direito do trabalho, segundo a definição objetivista, é 
o corpo de princípios e de normas jurídicas que ordenam a prestação do trabalho subordinado 
ou seu equivalente, bem como as relações e os riscos que dela se originam.
A doutrina mais destacada do direito do trabalho traz, pelo menos, três tipos de definições a 
partir do estudo do direito do trabalho: definições subjetivas, objetivas e mistas. Subjetivas 
– definições pelo SUJEITO, ou seja, o ponto de partida aqui será exatamente as partes da 
relação: empregado e empregador. Objetivas – definições pelo OBJETO, ou seja, a relação 
jurídica de trabalho apontada pelas partes.
Mistas – definições mais amplas que trazem elementos tanto subjetivos quanto objetivos.
Certo.
059. 059. (FCC/PREFEITURA DE TERESINA/PROCURADOR/2022) As fontes formais heterogêneas 
do Direito do Trabalho, sob a perspectiva econômica, estão, regra geral, atadas à existência 
e evolução do sistema capitalista, advindo da Revolução Industrial, do século XVIII.
O direito do trabalho deve ser considerado um produto cultural do século XIX e dasa regulamentação de alguns assuntos diante da negociação coletiva composta pelo ACT 
(Acordo Coletivo de Trabalho) e pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). As demais 
alternativas sequer são termos técnicos para fins de analisar a situação atual brasileira no 
campo do tratamento das relações trabalhistas na contemporaneidade.
Letra c.
DESREGULAMENTAÇÃO TRABALHISTA FLEXIBILIZAÇÃO TRABALHISTA
As relações de trabalho não serão reguladas por 
quaisquer leis, concedendo ampla liberdade para 
que as partes possam regulamentar suas relações 
de trabalho, sem qualquer amparo mínimo da lei, 
na aplicação máxima da liberdade individual, tal 
como ocorria na época da 1ª Revolução Industrial.
Permite a regulamentação maior de alguns 
assuntos diante da negociação coletiva composta 
pelo ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) e pela 
Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), tal como 
ocorreu com a Reforma Trabalhista.
Vólia (2022, p. 33) traz um conceito interessante sobre flexibilização:
Flexibilizar pressupõe a manutenção da intervenção estatal nas relações trabalhistas estabelecendo 
as condições mínimas de trabalho, sem as quais não se pode conceber a vida do trabalhador com 
dignidade (mínimo existencial), mas autorizando, em determinados casos, exceções ou regras 
menos rígidas, de forma que possibilite a manutenção da empresa e dos empregos.
Vólia (2022, p. 41) explica melhor sobre desregulamentação:
A desregulamentação pressupõe a ausência do Estado (Estado Mínimo), revogação de direitos 
impostos pela lei, retirada total da proteção legislativa, permitindo a livre manifestação de 
vontade, a autonomia privada para regular a relação de trabalho, seja de forma individual ou 
coletiva. A flexibilização pressupõe intervenção estatal, mais ou menos intensa, para proteção de 
direitos do trabalhador, mesmo que apenas para garantia de direitos básicos. Na flexibilização um 
núcleo de normas de ordem pública permanece intangível, pois sem estas não se pode conceber 
a vida do trabalhador com dignidade, sendo fundamental a manifestação do Estado Social.
A referida doutrinadora ainda traz uma interessante classificação das espécies de 
flexibilização trabalhista, além das clássicas espécies de flexibilização funcional, numérica 
e salarial, observando-se, em síntese, nas tabelas abaixo:
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Flexibilização funcional Flexibilização salarial Flexibilização numérica
(2022; 37): que corresponde 
à capacidade da empresa de 
adaptar seu pessoal a assumir 
novas tarefas ou aplicar novos 
métodos de produção.
(2022; 37): que consiste na 
vinculação dos salários à 
produtividade e à demanda de 
seus produtos.
(2022; 37): que consiste na 
faculdade de adaptar o fator 
trabalho à demanda dos 
produtos da empresa.
Flexibilização da necessidade Flexibilização de adequação Flexibilização abusiva
(2022; 40): tem como objetivo 
o resgate ou a manutenção da 
saúde da empresa, já que, se esta 
for extinta, o maior prejudicado 
será o trabalhador. Se o 
empregador realmente estiver 
atravessando dificuldades 
financeiras que coloquem em 
risco a sua existência e isso 
restar comprovado, podem ser 
aceitas as reduções de vantagens 
trabalhistas (inclusive o salário), 
com o único objetivo de manter 
todos ou parte dos empregos 
existentes.
(2022; p. 40): é o mecanismo 
utilizado para adequar as regras 
trabalhistas às condições de 
trabalho, isto é, à realidade 
daquela atividade econômica 
profissional.
(2022; 40): é a utilizada apenas 
para aumentar a lucratividade 
da empresa, que não está 
atravessando dificuldades 
econômicas, mas, assim mesmo, 
utiliza-se das normas coletivas 
para revogar ou suprimir direitos 
dos trabalhadores.
A flexibilização tem limites. Não se pode romper com o mínimo dos direitos sociais, 
sob pena de precarização das relações trabalhistas e retrocesso social. Não pode existir a 
supressão, mas a redução excepcional dos direitos laborais. Assim, os abusos devem ser 
coibidos pelo Poder Judiciário com a atuação concreta do TST.
Conforme Vólia (2022, p. 32): nesse sentido, poderá o Estado continuar regulamentando 
esta relação de trabalho e, excepcionalmente, permitir a redução de direitos trabalhistas 
sempre que, no caso concreto, estiver comprovada a precária situação econômica da 
empresa, o que poderia acarretar a sua extinção.
Vólia (2022, p. 34) acentua: Portanto, a flexibilização deve ser um mecanismo utilizado 
apenas quando reais interesses entre empregados e empregadores, em caso concreto, 
forem convergentes.
A flexibilização é um direito do empregador, levando em consideração a saúde econômica 
da empresa e a sua função social. Conforme a doutrinadora Vólia (2022, p. 35):
A flexibilização não pode servir ao empregador para ter lucro superior, para aumentar seus 
rendimentos. A flexibilização é um direito do patrão, mas deve ser utilizada com cautela e apenas 
em caso de real e comprovada necessidade de recuperação da empresa.
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É comum, nas provas, as bancas sugerirem a diferença entre desregulamentação e 
flexibilização trabalhista.
Por isso, a flexibilização trabalhista, a terceirização, a uberização e a desregulamentação das 
normas trabalhistas são temas que enfrentarei com vocês quando discutirmos os direitos 
trabalhistas na Constituição e também quando aprofundar a ideia da relação de emprego.
Com a pandemia da Covid-19, esses temas se tornaram mais relevantes e podem ser 
abordados nas suas próximas provas. Destaca-se, principalmente, o centro da atenção das 
medidas provisórias no período da pandemia.
Então, é importante ter conhecimento das relações trabalhistas tradicionais, mas 
também das relações jurídicas que estão se formando e ganhando visibilidade no cenário 
mundial e, no caso de nossos concursos, na legislação brasileira.
Sendo assim, é importante conhecer primeiramente os temas mais básicos para que 
o amadurecimento da matéria leve a um patamar superior e você consiga responder às 
questões de prova com mais confiança.
Por isso, essa visão teórica inicial serve de base até para compreender melhor as ideias 
dos doutrinadores e da jurisprudência. Para realizar provas de algumas bancas, é preciso ter 
essa noção basilar para entender os julgados do TST. Portanto, leia com atenção esses temas.
2 . DeFiNiÇÃo2 . DeFiNiÇÃo
Definição é quando constatamos os elementos mais importantes e essenciais que 
podem identificar determinado instituto jurídico. Por exemplo, é preciso definir o direito 
do trabalho, ou seja, apresentar os principais pontos e características desse ramo (sua 
estrutura essencial).
A doutrina mais destacada do direito do trabalho traz, pelo menos, três tipos de definições 
a partir do estudo do direito do trabalho: definições subjetivas, objetivas e mistas.
Subjetivas – definidas pelo sujeito, ou seja, o ponto de partida aqui será exatamente as 
partes da relação: empregado e empregador.
Objetivas – definidas pelo objeto, ou seja, a relação jurídica de trabalho apontada 
pelas partes.
Mistas – definições mais amplas que trazem elementos tanto subjetivos quanto objetivos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciadotransformações e condições sociais, econômicas e políticas que colocam a relação de trabalho 
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subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela sociedade, o que 
tornou possível o aparecimento deste novo ramo da ciência jurídica, com características 
próprias e autonomia doutrinária. O direito do trabalho freia o capitalismo por meio de 
normas estatais heterônomas.
Certo.
060. 060. (UNESC/PREFEITURA DE CRICIÚMA/PROCURADOR/2021) Historicamente, a organização 
da Justiça do Trabalho no Brasil foi inspirada no sistema dito “paritário” da Itália fascista, 
que mantinha um ramo especializado do Judiciário na solução de conflitos trabalhistas, 
em cuja composição figuravam representantes do Estado ( juízes togados), da classe 
empresarial e da classe trabalhadora ( juízes classistas) (LEITE, 2021). Até a Constituição 
Federal de 1946, apesar de ser nominada de Justiça do Trabalho, ela não fazia parte do 
Poder Judiciário, mas era vinculada ao Poder Executivo. Por meio desta Constituição Federal 
de 1946, ela foi incorporada ao Poder Judiciário e a composição de seus órgãos sofreram 
algumas alterações, culminando com a composição atual. Entre as alternativas abaixo, 
assinale a atual composição dos órgãos da Justiça do Trabalho.
a) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Juntas ou Juízes de 
Conciliação e Julgamento.
b) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Juntas de Conciliação e 
Julgamento.
c) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Varas de Conciliação e 
Julgamento.
d) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Juízes do Trabalho.
e) Tribunal Superior do Trabalho; Tribunais Regionais do Trabalho; Varas do Trabalho.
Responde-se à questão pelo texto constitucional:
Art. 111. São órgãos da Justiça do Trabalho:
I – o Tribunal Superior do Trabalho;
II – os Tribunais Regionais do Trabalho;
III – Juízes do Trabalho.
Letra d.
061. 061. (IBFC/PREFEITURA DE DOURADOS/PROCURADOR/2022) O Princípio da proteção ou 
tutelar consiste na utilização da norma e da condição mais favoráveis ao trabalhador, de 
forma a tentar compensar juridicamente a condição de hipossuficiente do empregado. 
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Ele consiste na aplicação, ao Direito do Trabalho, do princípio da igualdade em seu aspecto 
substancial, segundo o qual igualdade é tratar de forma igual os iguais e de forma desigual 
os desiguais, na medida de suas desigualdades
O Princípio da Proteção no Direito do Trabalho é uma maneira de evitar abusos por parte do 
empregador, sendo, assim, uma proteção ao trabalhador conferida pelo Estado. Trata-se 
de um direito irrenunciável pelo empregado e de um princípio muito importante no âmbito 
do Direito Trabalhista. Busca-se diminuir a desigualdade substancial entre empregado e 
empregador.
Certo.
062. 062. (FUMARC/TRT3/ANALISTA/2022) O princípio da proteção indica que o Direito do Trabalho 
é um ramo jurídico especial, voltado para a proteção da parte hipossuficiente das relações 
de emprego, notadamente o trabalhador.
O Princípio da Proteção no Direito do Trabalho é uma maneira de evitar abusos por parte do 
empregador, sendo, assim, uma proteção ao trabalhador conferida pelo Estado. Trata-se 
de um direito irrenunciável pelo empregado e de um princípio muito importante no âmbito 
do Direito Trabalhista. Busca-se diminuir a desigualdade substancial entre empregado e 
empregador.
Certo.
063. 063. (FUMARC/TRT3/TÉCNICO/2022) Os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, 
impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos trabalhistas são:
a) Anuláveis.
b) Lícitos, se feitos com a anuência do empregado.
c) Nulos de pleno direito.
d) Válidos, se causados por agentes diversos da pessoa empregadora.
e) Válidos, se expressarem costumes arraigados no âmbito da prestação do serviço.
A questão se resolve pela literalidade do artigo 9º da CLT:
Art. 9º Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou 
fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação.
Letra c.
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064. 064. (FCC/PREFEITURA DE TERESINA/PROCURADOR/2022) Esse ramo jurídico especializado 
constitui-se das seguintes fontes materiais heterônomas: costumes; convenções coletivas 
de trabalho e acordos coletivos de trabalho.
São fontes autônomas do direito do trabalho quando produzidas pelas próprias partes 
envolvidas – empregado e empregador. Assim, convenções coletivas de trabalho e acordos 
coletivos de trabalho são fontes autônomas.
Errado.
065. 065. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) Por meio da Encíclica Rerum Novarum, 
o papa Leão XIII,dentre outros temas, abordou a condição de trabalho do proletariado, 
defendendo que, dentre os deveres principais do patrão, estava preservar a isonomia salarial 
entre os operários, pois defendia que na sociedade civil todos deveriam ter o mesmo nível 
social, em igualdade de condições.
A Rerum Novarum não menciona igualdade salarial. Conforme o trecho, percebe-se o oposto: 
“Mas, entre os deveres principais do patrão, é necessário colocar, em primeiro lugar, o de 
dar a cada um o salário que convém. Certamente, para fixar a justa medida do salário, há 
numerosos pontos de vista a considerar.”
Errado.
066. 066. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) O direito do trabalho é produto do 
século XIX, nascendo como reação à crescente exploração do trabalho humano. No Brasil, 
a Constituição de 1891, embora consagrasse o princípio da não intervenção do Estado nas 
relações de trabalho, destacou-se como a primeira carta constitucional a abordar em seu 
texto a necessidade de um direito ao “trabalho livre, justo e remunerado.
O trabalho passou a ser tratado na Constituição brasileira de 1934 como algo digno. Na 
Constituição de 1891:
Art. 72, § 24 É garantido o livre exercício de qualquer profissão moral, intelectual e industrial, 
mas não trata do trabalho digno e justo.
§ 34 Nenhum emprego pode ser criado, nem vencimento algum, civil ou militar, pode ser estipulado 
ou alterado senão por lei ordinária especial.
Errado.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BRASIL. Consolidação das Leis Trabalhistas. Brasília:Senado Federal, 1943.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 
1988.
DELGADO, M. G. Curso de Direito do Trabalho. 18. ed. Editora Ltr, 2019.
TST – TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. Brasília. Disponível em: www.tst.jus.br. Acesso 
em: 25 jan. 2026.
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ANEXOANEXO
JURISPRUDÊNCIAS
Súmula n. 428 do TST SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT 
(redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012) – Res. 185/2012, DEJT 
divulgado em 25, 26 e 27.09.2012 I – O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados 
fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso. II 
– Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal 
por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou 
equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período 
de descanso.
Súmula 386/TST – 20/04/2005 – Relação de emprego. Policial militar. Reconhecimento 
de vínculo empregatício com empresa privada. CLT, art. 3º. Preenchidos os requisitos do 
art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e 
empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar 
prevista no Estatuto do Policial Militar.
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	Sumário
	Apresentação
	Caracterização, Conteúdo, Denominação, Funções e Autonomia do Direito do Trabalho
	1. Introdução ao Direito do Trabalho
	2. Definição
	3. Denominação
	4. Conteúdo
	5. Funções
	6. Abrangência da Área Trabalhista
	7. Características do Direito do Trabalho
	8. Autonomia e Natureza Jurídica
	9. Relações do Direito do Trabalho com Outros Ramos do Direito
	10. Breve Histórico do Direito do Trabalho e a CLT
	11. Os Direitos da Personalidade e a Relação com o Direito do Trabalho
	Resumo
	Mapa Mental
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	Anexopara ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Espécies de definições do Direito do Trabalho
SUBJETIVAS OBJETIVAS Mistas
A definição do concurso levará 
em consideração os agentes da 
relação: os sujeitos – empregado 
e empregador.
Enfatiza o sujeito
Exemplo: o direito do trabalho é 
o direito dos trabalhadores.
 Obs.: pelo seu caráter muito 
simplista, é considerada 
a mais falha pela doutrina.
A definição do concurso levará 
em consideração o objeto/
conteúdo da relação jurídica.
Enfatiza o objeto.
Exemplo: Direito do Trabalho 
é o conjunto de princípios e 
normas que regulam a relação 
de emprego.
A definição do concurso levará 
em consideração os agentes da 
relação: os sujeitos – empregado 
e empregador.
+
A definição do concurso levará 
em consideração o objeto/
conteúdo da relação jurídica.
Exemplo: Direito do Trabalho é 
o ramo que regula o direito dos 
trabalhadores e os princípios e 
normas que regulam a relação 
de emprego.
 Obs.: pelo seu caráter mais 
complexo, é considerada 
a mais completa pela 
doutrina.
002. 002. (INÉDITA/2026) A definição de Octavio Bueno de Magano sobre direito do trabalho é 
de natureza objetiva ao afirmar: “direito do trabalho é o conjunto de princípios, normas e 
instituições, aplicáveis às relações de trabalho e situações equiparáveis, tendo em vista 
as melhorias das condições sociais do trabalhador, através de medidas protetoras e da 
modificação das estruturas sociais”.
É uma definição mista, pois tanto trata da noção subjetiva ao levar em consideração um 
dos sujeitos (melhorias das condições sociais do trabalhador), como também objetiva por 
tratar da relação objeto/conteúdo (o início do conceito). A resposta só seria correta se 
tratasse de uma definição mista, pois reúne elementos subjetivos e objetivos.
Errado.
Veja que você não precisa conhecer o doutrinador que será apresentado pela banca no 
enunciado das questões. Se você o conhece, ótimo. Mas, pelo que descrevi na tabela acima, 
fica evidente que você consegue distinguir quando se trata de uma das partes, da própria 
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relação jurídica (conteúdo) ou de ambos. Aí, você fará a marcação se é definição objetiva, 
subjetiva ou mista.
003. 003. (INÉDITA/2026) A definição de Maurício Godinho Delgado2 sobre direito do trabalho é 
de natureza subjetiva ao afirmar: “complexo de princípios, regras e institutos jurídicos que 
regulam, no tocante às pessoas e matérias envolvidas, a relação empregatícia de trabalho, 
além de outras relações laborais normativamente especificadas”.
A questão trata da definição mista, pois menciona tanto a noção subjetiva, por tratar de 
um dos sujeitos (no tocante às pessoas), quanto a objetiva, por abordar a relação objeto/
conteúdo (o início do conceito e o final). A resposta só seria correta se tratasse de uma 
definição mista, pois reúne elementos subjetivos e objetivos.
Errado.
2 Citação direta de um dos melhores livros do país sobre a matéria. A obra é prestigiada pelas bancas, mas é uma leitura 
muito densa. Aconselho a ter uma base jurídica boa antes de se aventurar. O nosso material é elaborado trazendo as 
ideias fundamentais dessa obra. Geralmente, sugiro esse livro para os concursos de Juiz e MPT.
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004. 004. (CEBRASPE/FUB/SECRETÁRIO EXECUTIVO/2009) O direito do trabalho disciplina as 
relações entre empregador e empregado e tem por finalidade a proteção do operariado, 
evitando sua exploração por aquele que é economicamente mais forte.
A questão traz uma visão subjetivista, levando em consideração os sujeitos da relação. Percebe-
se que essa visão é tradicionalista. Não está incorreta, mas sim incompleta. Acima, vimos que a 
corrente subjetivista é a mais frágil de todas porque sempre apresenta uma margem incompleta.
Certo.
005. 005. (FCC/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2017/ADAPTADA) O direito do trabalho deve 
ser considerado produto cultural do século XIX e das transformações e condições sociais, 
econômicas e políticas que colocam a relação de trabalho subordinada como núcleo do 
processo produtivo característico daquela sociedade e que tornaram possível o aparecimento 
deste ramo novo da ciência jurídica, com características próprias e autonomia doutrinária.
De fato, é a própria definição encontrada no livro de Maurício Godinho. Além disso, o direito do 
trabalho é fruto exato desse momento de transformações políticas e econômicas após o século XIX.
Certo.
3 . DeNoMiNAÇÃo3 . DeNoMiNAÇÃo
Não há muita incidência desse ponto nas provas, por isso serei objetiva com vocês. Alguns 
denominam como direito operário, direito industrial, direito corporativo, direito sindical, 
direito social etc. Na verdade, as expressões utilizadas, em resumo, indicam determinado 
panorama histórico, como, por exemplo, a Revolução Industrial e o movimento operário, 
daí o direito operário etc.
Este ponto é apenas para que você tenha uma noção geral de como a doutrina se 
expressa quanto à nomenclatura.
Por tratar de direitos sociais, como, por exemplo, os direitos trabalhistas, no artigo 7º 
da Constituição Federal de 1988, alguns denominam-nas de direito social. Essa expressão 
tem certo prestígio na doutrina, por ser mais ampla do que a ideia de direito do trabalho.
Também é importante destacar a divisão do direito do trabalho em individual e coletivo. 
No último caso, diante da ênfase dos sindicatos e da negociação coletiva que estudaremos 
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no futuro, alguns o chamam de direito sindical. Contudo, está consagrada a expressão 
direito do trabalho em nosso século.
4 . CoNTeÚDo4 . CoNTeÚDo
O principal conteúdo é a relação empregatícia. Essa é a base de toda a sistemática, 
sendo o direito dos empregados.
O direito do trabalho é adotado nas relações empregatícias, aplicando-se aos trabalhadores 
domésticos, portuários avulsos etc.
Nesse aspecto, é primordial a diferença entre relação de emprego e relação de trabalho. 
Analisando o artigo 114 e os incisos da Constituição Federal de 1988, temos:
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
I – as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da 
administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
II – as ações que envolvam exercício do direito de greve;
III – as ações sobrerepresentação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e 
entre sindicatos e empregadores;
IV – os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver 
matéria sujeita à sua jurisdição; V – os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição 
trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o;
VI – as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho;
VII – as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos 
de fiscalização das relações de trabalho; VIII – a execução, de ofício, das contribuições sociais 
previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir;
IX – outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei.
Veja a diferença neste quadro:
Relação de trabalho (gênero) Relação de emprego (espécie)
É uma expressão ampla, abrangendo não só quem 
tem CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência 
Social) assinada, mas também todos que 
prestam serviços de alguma forma. Exemplos: 
cooperativas, autônomos, prestadores de 
serviços, diaristas, estagiários, portuários avulsos 
etc. Aqui temos os trabalhadores.
é um exemplo de relação de trabalho. É a espécie, 
como o caso de quem tem todos os requisitos 
dos artigos 2º e 3º da CLT – Consolidação das Leis 
do Trabalho)3. É aquele que tem CTPS assinada 
ou que preenche os requisitos legais como não 
eventualidade, onerosidade, pessoalidade, 
subordinação jurídica. A exclusividade não é 
requisito essencial. Exemplo: a doméstica, o 
assalariado etc. Aqui temos os empregados.
3 Artigos 2º e 3º da CLT: Art. 2º – Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos 
da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. § 1º – Equiparam-se ao empregador, 
para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações 
recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. § 2º Sempre que 
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006. 006. (AJURE/DESENVOLVE RR/ADVOGADO/2018) Um elemento que NÃO pode ser considerado 
como imprescindível para a caracterização do empregado é: a) o salário;
b) a competência;
c) a continuidade;
d) a subordinação;
e) a pessoalidade.
De acordo com a CLT, artigo 3º, não consta competência, apenas os demais elementos.
Observe que o artigo 3º da CLT é recorrente em provas de concurso, razão pela qual você 
deve ter noção exata dos elementos que norteiam a relação de emprego, tornando-a uma 
espécie da relação de trabalho.
Letra b.
Toda relação de emprego é uma relação de trabalho, mas o contrário não é verdadeiro. 
Por isso, fique muito atento às questões ao fim do material, pois lá trabalharei com você 
a leitura e fixação do artigo 2º da CLT e a distinção do quadro acima quanto à relação de 
emprego e à relação de trabalho.
Nesse mesmo raciocínio, existem os trabalhadores (quando se referem ao gênero de 
quem é remunerado com salário) e os empregados (espécies, sendo mais delimitados e 
com características mais específicas). Dessa forma, fique atento à leitura das questões.
Ressalto que existe ainda a figura do trabalho intermitente trazida pela Reforma 
Trabalhista, que não é um autônomo, pois subsiste a ideia de subordinação jurídica. O 
intermitente tem uma relação de emprego, com os direitos previstos no artigo 452-A da 
CLT (sugiro a leitura para as provas). O intermitente continua subordinado, caracterizando-
se como uma relação de trabalho e, principalmente, uma relação de emprego.
uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle 
ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, 
serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. § 3º Não caracteriza grupo 
econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para a configuração do grupo, a demonstração do interesse 
integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes. Art. 3º – Considera-se 
empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e 
mediante salário. Parágrafo único – Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, 
nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
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O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter 
especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do 
salário-mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam 
a mesma função, em contrato intermitente ou não. O empregador convocará, por qualquer 
meio de comunicação eficaz, para a prestação de serviços, informando qual será a jornada, 
com pelo menos três dias corridos de antecedência.
Vamos ver um resumo nos quadros abaixo para termos uma noção geral de algo que 
especificaremos nas próximas aulas:
Trabalhador autônomo Trabalhador eventual
É aquele trabalhador que exerce suas atividades 
por conta e risco próprios, sem subordinação ao 
seu contratante.
Aquele que presta serviço ocasionalmente, para 
a realização de determinado evento; em regra, 
desenvolve atividades não coincidentes com os 
fins normais da empresa contratante, não se 
fixando a uma fonte de trabalho.
Trabalhador temporário Trabalhador avulso
É aquele trabalhador pessoa física que presta 
serviço a uma empresa por prazo curto, para 
atender à necessidade transitória de substituição 
de pessoal regular e permanente ou de acréscimo 
extraordinário de serviços, com intermediação de 
empresa de trabalho temporário.
É aquele que presta serviços de curta duração 
para distintos beneficiários, com intermediação 
de terceira entidade com a qual mantém vínculo 
de emprego nos termos da CLT.
No momento de ler as questões de direito do trabalho, você precisa ficar atento se estão 
falando do gênero ou da espécie. Se a banca estiver falando genericamente, temos expressões 
como “trabalhadores”, “relação de trabalho” etc. Se estiver falando mais especificamente, a 
banca vai se referir a “empregados” e “relação empregatícia”. Ter essa distinção em mente 
é fundamental para acertar a questão da prova. O direito do trabalho, em tese, aplica-se 
às relações de emprego.
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EXEMPLO
A diarista Maria tem com você uma relação de trabalho no seu apartamento. É uma relação 
de trabalho. Maria é trabalhadora. Nesse ponto, ela não terádireitos como férias mais um 
terço constitucional, FGTS etc. Se Maria é sua empregada doméstica, ela é empregada e 
tem relação de emprego. Maria é empregada. Nesse ponto, ela terá direitos como férias 
mais um terço constitucional, FGTS etc. Entendeu? Ah, mas ela não tem CTPS assinada. E 
então? Falaremos disso mais à frente. Se ela preencher os requisitos dos artigos 2º e 3º da 
CLT, prevalecerá a legislação trabalhista4.
As bancas de concurso gostam muito de cobrar a matéria sobre a relação de emprego do 
policial militar que, nas suas folgas, desenvolve outra atividade. Sendo assim, é preciso ter 
muito cuidado. É possível, sim, a configuração da relação de emprego. Nesse sentido, existe 
uma súmula do TST que praticamente “desaba” em provas de concurso. Você deve já se 
acostumar com ela, pela quantidade de vezes que já foi cobrada, tratando exatamente dos 
elementos do artigo 2º da CLT. Veja comigo: Súmula 386/TST – 20/04/2005 – Relação de 
emprego. Policial militar. Reconhecimento de vínculo empregatício com empresa privada. 
CLT, art. 3º. Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de 
relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual 
cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
Muito cuidado com a situação do pequeno empreiteiro. Embora seja uma relação de trabalho, 
é processada e julgada na Justiça do Trabalho. Aconselho a memorização do artigo 652, 
“a”, III, da CLT. Lembre-se de que, nesse caso, não se aplicam aos pequenos empreiteiros 
os direitos trabalhistas, mas apenas as regras do processo do trabalho. Por exemplo: o 
pequeno empreiteiro não tem direito a férias, 13º salário, FGTS, CTPS assinada etc. Porém, 
se tiver problema em receber algum pagamento da empreitada, deverá ajuizar a ação na 
Justiça do Trabalho.
Vou transcrever todo o dispositivo para que você possa acompanhar o objeto do direito 
do trabalho também:
4 Para o trabalho doméstico, como veremos mais à frente, aplica-se a Lei Complementar n. 150. Com isso, vários direitos foram 
conferidos ao doméstico, como, por exemplo, férias de 30 dias mais um terço e FGTS. Haverá um livro próprio para isso.
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Art. 652. Compete às Varas do Trabalho: a) conciliar e julgar:
I – os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado;
II – os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do 
contrato individual de trabalho;
III – os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário 
ou artífice;
IV – os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho;
V – as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de 
Mão de Obra – OGMO decorrentes da relação de trabalho;
b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave;
c) julgar os embargos opostos às suas próprias decisões;
d) impor multas e demais penalidades relativas aos atos de sua competência; (...)
f) decidir quanto à homologação de acordo extrajudicial em matéria de competência da Justiça 
do Trabalho.
Parágrafo único. Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e 
aqueles que derivarem da falência do empregador, podendo o Presidente da Junta, a pedido do 
interessado, constituir processo em separado, sempre que a reclamação também versar sobre 
outros assuntos.
Sobre essa relação dos pequenos empreiteiros, destaca-se a posição de Maurício Godinho 
Delgado (2019; 55) que transcrevo para não deixar dúvidas a você. É uma pegadinha muito 
comum nas provas. Preste atenção.
Leia abaixo a transcrição:
(…) o pequeno empreiteiro tipificado pela CLT não é considerado titular de direitos trabalhistas. 
Assim, pode pleitear na esfera judicial laborativa apenas os direitos civis inerentes ao seu contrato 
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civil pactuado com o dono da obra (preço, pagamento etc.). Evidentemente que, em situações 
fáticas tão fronteiriças, como a presente, o operador jurídico deverá aferir, inicialmente, se não 
foi efetivada simulação da pequena empreitada, encobrindo efetiva relação empregatícia entre 
as partes (caso em que o empreiteiro não seria autônomo, mas efetivo empregado). Porém, 
concluindo-se tratar-se de real pequeno empreiteiro, seus pedidos serão mesmo civis, embora 
veiculados no âmbito judicial trabalhista.
O direito do trabalho é aplicado às relações de emprego (espécie) e pode ter definição 
subjetiva, objetiva ou mista. Além disso, não se pode confundir empregado com trabalhador. 
Há a particularidade do pequeno empreiteiro, pois, muito embora a Justiça do Trabalho 
seja competente para processar e julgar as demandas, nota-se que ele não tem direitos 
trabalhistas, somente direitos civis. Os pequenos empreiteiros são aqueles que, segundo 
a jurisprudência dos tribunais regionais do trabalho do Brasil, são pessoas naturais que 
executam, na qualidade de trabalhadores autônomos, pessoalmente ou com a ajuda de 
assistentes (um ou dois assistentes), empreitada de pequeno valor econômico. No caso a 
caso, o juiz verifica qual é esse pequeno valor econômico.
5 . FUNÇÕeS5 . FUNÇÕeS
As funções do direito do trabalho dependem do contexto histórico em que estão inseridas 
e são estudadas. Mas, para fins de sua prova, o direito do trabalho visa, primordialmente, 
humanizar e equilibrar as relações entre as partes – empregado e empregador.
Quando o examinador de prova quer saber as funções do direito do trabalho, ele busca 
usar a expressão de ideias teleológicas, ou seja, a sua finalidade social, econômica e jurídica. 
Lembre-se de que teleologia é justamente a busca da finalidade.
Por isso, fala-se em interpretação finalística ou teleológica, que significa buscar o sentido.
É notória a interferência do direito do trabalho nos mercados econômicos. Isso coloca 
o direito do trabalho em um importante eixo central da economia e da melhoria (ou não) 
das condições sociais da população trabalhadora.
Daí porque vemos sempre nos jornais a importância na economia de expressões como: 
índice de desemprego disparou; quantidade de pessoas no mercado informal etc.
Como exemplo disso, temos, na atualidade, as pessoas que poderiam ou não receber 
o benefício emergencial. Esse contingente era exatamente quem estava (ou pelo menos 
deveria estar) na informalidade. Quem estava trabalhando na formalidade não usufruía 
desse benefício, por exemplo.
Para fins de elencar as funções do direito do trabalho, faço uso das propostas do manual 
do professor e ministro do TST, Maurício Godinho Delgado, que preceitua (2019, p. 56-61):
a) Propiciar melhorias nas condições de pactuação da força de trabalho na ordem 
socioeconômica.
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Ou seja, o direito do trabalho tem como uma de suas principais funções permitir que 
sejam melhoradas as condições sociais e econômicas de quem é empregado, por meio da 
manutenção dos direitos trabalhistas conquistados e registrados no artigo 7º da Constituição 
Federal de 1988.
Não se poderia acabar com os direitos ali previstos nesta função protetiva do direito 
do trabalho.
Pense comigo: melhorando as condições sociais e econômicas, os trabalhadores passam 
a consumir mais, movimentando a economia. Por isso, há tantas críticas, seja quando do 
advento da reforma trabalhista de 2017, seja das medidas provisórias 927 e 936, ambas 
de 2020, que, por exemplo, reduziram a jornada e os salários ou trataram da suspensão do 
contrato de trabalho, antecipação dos feriados, gozo de férias etc.
Aqui não se está criticando tais normas, mas apenas expondo o porquê das críticas da 
doutrina quanto a essas mudanças legislativas, exatamente pela função que o professor 
Godinho menciona ser do direito do trabalho em sua obra.
b) Caráter modernista e progressista do ponto de vista econômico e social. Uma das 
funções do direito do trabalho é exatamente permitir que todos os trabalhadores sejam 
tratados em igualdade de condições.
Daí porque aqui existe a função de estender aos trabalhadores, em sua generalidade, 
todos os direitos trabalhistas que sejam de uma categoria específica, conferindo um direito 
mais progressista e “para frente” do direito do trabalho.
A evolução das tecnologias também é observada pelo direito do trabalho, como a ideia 
de conceder horas extras ao empregado que vai para casa, mas continua trabalhando pelo 
celular, ficando de sobreaviso, por exemplo. É o caso do que dispõe a súmula 428 do TST5:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 428 do TST SOBRE AVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT 
(redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012) – Res. 185/2012, 
DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012 I – O uso de instrumentos telemáticos ou 
informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza o 
regime de sobreaviso. II – Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância 
e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, 
permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento 
o chamado para o serviço durante o período de descanso.
5 É importante que o candidato tenha conhecimento das súmulas do TST mais importantes. Nos próximos livros, escreve-
rei mais especificamente sobre súmulas e Ojs (orientações jurisprudenciais) do TST. São importantíssimas para todas as 
bancas de concurso. Por isso, nas nossas aulas estou colocando as súmulas com maior probabilidade de cair em prova, 
assim como a aplicação delas para que você se acostume com o conteúdo. É uma metodologia muito boa. Confie!
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Em suma, o direito do trabalho precisa acompanhar essas tecnologias.
c) Função política conservadora. Ou seja, o direito do trabalho é fruto do capitalismo 
e nunca pode acabar, exatamente porque o direito do trabalho funciona como um freio à 
superexploração, garantindo, assim, que o próprio sistema seja conservado.
As relações trabalhistas mudam de acordo com as transformações das relações 
econômicas. Por isso, há esse caráter de preservar a essência do direito do trabalho.
d) Função civilizatória e democrática. Nessa função, percebe-se que o direito do trabalho 
visa resguardar os direitos essenciais para que os indivíduos possam viver com o mínimo 
de dignidade.
Essa é a função que busca garantir o mínimo de direitos para que alguém se reconheça 
como um ser humano digno e não como um cidadão de segunda classe.
Pelo menos essa é a pretensão do direito do trabalho. Por isso se fala que, quando se 
alcançam direitos como férias, aposentadoria, salário mínimo, adicional de insalubridade, 
descanso semanal remunerado etc., não poderia haver uma legislação posterior que destruísse 
esse mínimo de direitos.
Se isso ocorrer, haverá um retrocesso social que não é tolerado pelo direito. Isso está 
previsto no direito constitucional e já foi mencionado diversas vezes nos julgados do Supremo 
Tribunal Federal e do Tribunal Superior do Trabalho.
Tanto que você pode perceber que, mesmo com a reforma trabalhista de 2017, alguns 
direitos não podem ser negociados livremente. Ou seja, a ideia de que o negociado prevalece 
sobre o legislado não é 100% verdadeira.
Mais adiante explicarei isso com mais calma. Porém, se você está ansioso ou empolgado 
(risos), sugiro a leitura da nota de rodapé6.
6 Esse artigo põe um freio no que não pode ser objeto de negociação coletiva (acordo ou convenção coletiva): Art. 611-B. 
Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a supressão ou a 
redução dos seguintes direitos: I – normas de identificação profissional, inclusive as anotações na Carteira de Trabalho 
e Previdência Social; II – seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; III – valor dos depósitos mensais e 
da indenização rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); IV – salário mínimo; V – valor nominal do 
décimo terceiro salário; VI – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; VII – proteção do salário na forma 
da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; VIII – salário-família; IX – repouso semanal remunerado; X – remuneração 
do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% (cinquenta por cento) à do normal; XI –número de dias de férias 
devidas ao empregado; XII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; 
XIII – licença-maternidade com a duração mínima de cento e vinte dias; XIV – licença-paternidade nos termos fixados em 
lei; XV – proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; XVI – aviso prévio 
proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei; XVII – normas de saúde, higiene e 
segurança do trabalho previstas em lei ou em normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho; XVIII – adicional de 
remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas; XIX – aposentadoria; XX – seguro contra acidentes 
de trabalho, a cargo do empregador; XXI – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo 
prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato 
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007. 007. (MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2017) São funções históricas do direito do trabalho, 
entre outras: aperfeiçoar, elevando, as condições de contratação e gestão da força de 
trabalho humana na vida econômica e social; assegurar cidadania econômica, social e 
jurídica às pessoas humanas que vivem de seu trabalho, aumentando o patamar civilizatório 
e democrático da respectiva sociedade; contribuir para o desenvolvimento do sistema 
econômico contemporâneo, por meiodo incremento do mercado interno e dos incentivos 
diretos e indiretos para que os empregadores investem no aperfeiçoamento humano e 
tecnológico.
A questão está adaptada à doutrina de Maurício Godinho, com a síntese do nosso material 
de aula. Além disso, é possível verificar a função teleológica do direito do trabalho em 
propiciar a dignidade da pessoa humana.
Certo.
Destaco a existência de algumas teses vinculantes do TST do ano de 2025 que podem ser 
cobradas nas próximas provas: 1) IRR 240 – CARTEIRA DE TRABALHO. ANOTAÇÕES. MATÉRIA 
PACIFICADA NA SÚMULA N. 12. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional 
do empregado não valem como prova absoluta, mas apenas relativa. 2) IRR 270 – POLICIAL 
MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA. Preenchidos 
os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre 
policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade 
disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar; 3) IRR 254 – DISPENSA DISCRIMINATÓRIA. 
PRESUNÇÃO. EMPREGADO PORTADOR DE DOENÇA GRAVE. ESTIGMA OU PRECONCEITO. DIREITO 
de trabalho; XXII – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador com 
deficiência; XXIII – proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer traba-
lho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; XXIV – medidas de proteção 
legal de crianças e adolescentes; XXV – igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente 
e o trabalhador avulso; XXVI – liberdade de associação profissional ou sindical do trabalhador, inclusive o direito de não 
sofrer, sem sua expressa e prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial estabelecidos em convenção coletiva 
ou acordo coletivo de trabalho; XXVII – direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de 
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender; XXVIII – definição legal sobre os serviços ou atividades 
essenciais e disposições legais sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade em caso de greve; XXIX 
– tributos e outros créditos de terceiros; XXX – as disposições previstas nos arts. 373-A, 390, 392, 392-A, 394, 394-A, 
395, 396 e 400 desta Consolidação. Parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos não são consideradas 
como normas de saúde, higiene e segurança do trabalho para os fins do disposto neste artigo.
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À REINTEGRAÇÃO. Presume-se discriminatória a despedida de empregado portador do vírus 
HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado 
tem direito à reintegração no emprego; 4) IRR 262 – AVISO-PRÉVIO. CONCESSÃO NA FLUÊNCIA 
DA GARANTIA DE EMPREGO. INVALIDADE. É inválida a concessão do aviso-prévio na fluência da 
garantia de emprego, ante a incompatibilidade dos dois institutos; 5) IRR 66 – O número de 
trabalhadores que exercem as atividades de motorista e de cobrador de empresa de transporte 
coletivo deve integrar a base de cálculo a ser utilizada na apuração do cumprimento da cota 
de aprendizagem prevista no artigo 429 da CLT; 6) IRR 60 – A ausência de anotação do vínculo 
de emprego na Carteira de Trabalho não caracteriza dano moral in re ipsa, sendo necessária 
a comprovação de constrangimento ou prejuízo sofrido pelo trabalhador em seu patrimônio 
imaterial para ensejar a reparação civil, nos termos dos arts. 186 e 927 do Código Civil; 7) 
IRR 192 – A retenção injustificada da CTPS por tempo superior ao fixado na lei configura ato 
ilícito ensejador de dano moral por presunção.
6 . AbrANGÊNCiA DA ÁreA TrAbAlhiSTA6 . AbrANGÊNCiA DA ÁreA TrAbAlhiSTA
Como já explicado, a abrangência da área trabalhista, para fins jurídicos, é a caracterização 
da relação de emprego. Para caracterizar essa relação, é preciso preencher alguns requisitos, 
tratados na CLT, especificamente nos artigos 2º e 3º, que podem ser citados brevemente como:
a) Não há eventualidade – é preciso ter uma relação contínua de labor. Isso não se 
traduz em quantidade de dias ou horas, mas sim no ânimo das partes na continuidade 
dessa relação. Não é algo esporádico, que ocorre só de vez em quando porque as partes 
estipularam. É algo que ocorre de forma constante.
b) Subordinação jurídica – isso porque o empregado tem uma relação subalterna com o 
patrão. Nesse ponto, é o patrão quem determina a hora, a jornada, o que vai fazer, quanto vai 
pagar, como será o pagamento e que atividades serão realizadas no ambiente de trabalho.
Daí surgem direitos e obrigações para ambas as partes. Nessa subordinação reside o 
poder diretivo do empregador, que pode aplicar penalidades caso o empregado descumpra 
suas obrigações.
Em contrapartida, o empregador deve pagar o salário e tratar o trabalhador de forma digna, 
propiciando um ambiente saudável de trabalho com o mínimo de condições de dignidade.
A ideia de subordinação jurídica sofre evolução na doutrina e na jurisprudência, acompanhada 
pela necessidade de explicar as novas relações de trabalho. Hoje, já se entende a existência de 
subordinação clássica, a estrutural (parassubordinação ou trabalhadores parassubordinados) 
e a algorítmica. Além disso, os trabalhadores intermitentes, apesar da possibilidade de 
recusa ao comparecimento ao trabalho, ainda são considerados subordinados e em autêntica 
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relação de emprego. Também se destaca que o descumprimento de ordens justas, razoáveis e 
proporcionais no âmbito da subordinação jurídica, que está no poder diretivo do empregador, 
pode gerar a rescisão do contrato de trabalho por justa causa, como estudaremos em 
capítulos posteriores do nosso curso.
c) Onerosidade – aqui haverá a contraprestação financeira (salário) a ser paga para 
aquele que desempenha suas funções.
d) Pessoalidade – aquela pessoa que foi contratada é quem deve realizar os serviços, 
não podendo ser substituída por terceiros. Daí reside a impessoalidade do trabalhador.
Diante disso, é a relação de emprego o centro dessa abrangência. Quando estão presentes 
todos os requisitos acima mencionados, há relação de emprego. Nisso recaem todos os 
direitos trabalhistas, inclusive a anotação da CTPS, os recolhimentos previdenciários na 
qualidade de segurado empregado e as garantias da proteção social.
Os direitos previstos estão na CLT, em leis esparsas e, principalmente, na Constituição 
Federal de 1988, da qual transcrevo os artigos mais importantes para o seu concurso, 
que servem tanto para as provas de Direito do Trabalho quanto para as provas de Direito 
Constitucional.
Muitas bancas incluem a exclusividade como um elemento essencial do contrato de trabalho 
ou a competência do trabalhador. Não são requisitos essenciais da figura do empregado. 
Além disso, aparece nas alternativas das provas a ALTERIDADE, que tem o mesmo significado 
de risco do empreendimento. Isso até existe no direito do trabalho, mas não como uma 
característicado empregado, e sim do EMPREGADOR! Em suma, o empregador assume 
os riscos da falta de sucesso ou de lucros nos seus negócios, não podendo transferir essa 
responsabilidade ao empregado.
Memorização dos artigos 7º ao 11 da Constituição Federal, a seguir transcritos, pois são o 
conteúdo do direito do trabalho brasileiro:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria 
de sua condição social:
I – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de 
lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
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II – seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;
III – fundo de garantia do tempo de serviço;
IV – salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades 
vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, 
higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder 
aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
V – piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
VI – irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
VII – garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;
VIII – décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;
IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
X – proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;
XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, 
participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;
XII – salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, 
facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção 
coletiva de trabalho;
XIV – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, 
salvo negociação coletiva;
XV – repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
XVI – remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do 
normal;
XVII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário 
normal;
XVIII – licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte 
dias;
XIX – licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
XX – proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos 
da lei;
XXI – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos 
da lei;
XXII – redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma 
da lei;
XXIV – aposentadoria;
XXV – assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de 
idade em creches e pré-escolas;
XXVI – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;
XXVII – proteção em face da automação, na forma da lei;
XXVIII – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização 
a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;
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XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional 
de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção 
do contrato de trabalho;
XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por 
motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do 
trabalhador portador de deficiência;
XXXII – proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos;
XXXIII – proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer 
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;
XXXIV – igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o 
trabalhador avulso Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos 
os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, 
XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação 
do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de 
trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a 
sua integração à previdência social.
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o 
registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na 
organização sindical;
II – é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa 
de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos 
trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;
III – ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, 
inclusive em questões judiciais ou administrativas;
IV – a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será 
descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, 
independentemente da contribuição prevista em lei;
V – ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;
VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;
VII – o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;
VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo 
de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do 
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. Parágrafo único. As disposições deste 
artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores, atendidas as 
condições que a lei estabelecer.
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade 
de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. § 1º A lei definirá os 
serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da 
comunidade. § 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.
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