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WBA0814_v1.0
Princípios da engenharia de tráfego
Modelagem de fluxos de tráfego
Técnicas para análise de fluxos de tráfego
Bloco 1
Renata Onzi Campeol
Função das técnicas de análise de tráfego
• Avaliar, simular ou otimizar as operações de transporte e de 
sistemas.
• Modelagem de operações existentes e previsão de 
resultados prováveis para o projeto propondo alternativas.
• Avaliação de vários contextos analíticos, incluindo 
planejamento, projeto e operações ou, ainda, de projetos 
em construção.
Situações em que podem auxiliar o engenheiro de tráfego 
• Melhorar o processo de tomada de decisão.
• Avaliar e priorizar alternativas de planejamento e/ou
operacionais.
• Melhorar o tempo e os custos de projeto e avaliação.
• Operar e gerenciar a capacidade rodoviária existente.
• Monitorar o desempenho.
• Apresentar estratégias de marketing e apresentação.
Categorias das técnicas de análise de tráfego
• Técnicas para planejamento (esboço).
• Modelos de demanda de viagens.
• Técnicas analíticas/determinísticas.
• Técnicas de otimização semafóricas.
• Modelos de simulação macroscópica.
• Modelos de simulação microscópica.
• Modelos de simulação mesoscópica.
Figura 1 – Mobilidade urbana
Fonte: Marcos Assis Works/iStock.com.
Ferramentas de acordo com o contexto da análise
Quadro 1 – Relevância das categorias de ferramentas de análise de tráfego 
em relação ao contexto de análise
Contexto de 
Análise
Ferramentas 
de Esboço
Modelos de 
Demanda de 
Viagem
Ferramentas 
analíticas
(baseadas no 
HCM)
Ferramentas 
de otimização 
semafórica
Modelos de 
simulação 
macroscópicos
Modelos de 
simulação 
mesoscópicos
Modelos de 
simulação 
microscópicos
Planejamento ● ● Ꝋ ○ Ꝋ Ꝋ ○
Projeto N/A Ꝋ ● ● ● ● ●
Operação/Con
strução Ꝋ ○ ● ● ● ● ●
Fonte: USDOT (2004, p. 16, tradução nossa). 
● O contexto específico está geralmente contemplado pela ferramenta de análise/metodologia correspondente.
Ꝋ Algumas das ferramentas de análise/metodologias tratam do contexto específico e outras não.
○ A ferramenta de análise/metodologia, geralmente, não contempla o contexto específico.
N/A A metodologia não é apropriada no tratamento do contexto específico.
Modelagem de fluxos de tráfego
Técnicas para análise de fluxos de tráfego
Bloco 2
Renata Onzi Campeol
Escolha da técnica de análise de fluxo
• Deve ser feita de acordo com as análises e o nível de detalhe que se 
deseja em cada situação:
• Conhecimento da ferramenta (potencialidades e restrições).
• Conhecimento do problema.
• Conhecimento do resultado esperado.
Figura 2 – Definição da técnica
Fonte: Jay Yuno/iStock.com. 
Desafios e limitações das técnicas de análise de tráfego
• Disponibilidade de dados de qualidade.
• Dados empíricos limitados.
• Limites orçamentários.
• Limitação de conhecimento sobre as ferramentas.
• Limite de recursos.
• Aplicabilidade das ferramentas.
• Vieses contra modelos e ferramentas de análise de tráfego.
• Tempos de processamento computacional muito elevados.
Modelagem de fluxos de tráfego
Técnicas para análise de fluxos de tráfego
Bloco 3
Renata Onzi Campeol
Técnicas de análise de tráfego
• HCM.
• ICU.
• Teoria das filas.
Método HCM
Desenvolvido pelo Transportation
Research Board.
Highway Capacity Manual (HCM)
Reúne o conhecimento 
teórico e prático desde 1950. A versão mais atual é a 6th 
Edition, publicada em 2016.
Técnica difundida no mundo 
todo e é uma referência nas 
análises analíticas.
Características do HCM
• Macroscópica.
• Determinística.
• Estático.
Aplicabilidade e limitações do HCM
• Analisar o desempenho de instalações isoladas com 
problemas de congestionamento relativamente 
moderados.
• Procedimentos de HCM são, geralmente, limitados em sua 
capacidade de avaliar os efeitos do sistema. 
• A maioria dos métodos e modelos de HCM pressupõem 
que a operação de uma interseção ou segmento de 
estrada não é afetado pelas condições da estrada 
adjacente.
Lacunas do HCM
• Rodovias com duas faixas ou mais, em que semáforos e 
sinais de parada impactam significativamente na 
capacidade de operação.
• Terceiras faixas.
• Faixas de ultrapassagem curtas em uma aproximação.
• Rotatórias com mais de uma pista.
• Interseções em formato diamante.
Teoria das filas
• Consiste na modelagem analítica de processos ou 
sistemas que resultam em espera e têm como 
objetivo determinar e avaliar quantidades, 
denominadas medidas de desempenho.
• Aplicabilidade na engenharia de tráfego:
• Programação do tráfego de aeroportos.
• Sincronização de sistemas semafóricos.
• Espera de trens de carga.
• Veículos em praças de pedágio.
• Capacidade de estacionamentos etc.
Sistema com fila
Figura 3 – Representação esquemática de um sistema com fila
Fonte: adaptada de Flogiatti e Mattos (2007).
Canal 1
Canal 2
Canal n Saída dos usuários
Fila
Capacidade do Sistema
Chegada 
dos usuários
Tipos de atendimento
• FIFO (first in – first out): atendimento por 
ordem de chegada.
• LIFO (last in – first out): atendimento do 
último a chegar na fila.
• PRI (priority service): atendimento por 
prioridade.
• SIRO (servisse in random order): atendimento 
de forma aleatória.
Teoria em Prática
Bloco 4
Renata Onzi Campeol
Reflita sobre a seguinte situação
Em Porto Alegre será construído um novo shopping 
center, que se caracteriza como um polo gerador de 
tráfego (PGT). Segundo a legislação do munícipio, para a 
liberação do alvará é necessário apresentar aos técnicos 
da prefeitura um estudo de impacto de tráfego (EIT), em 
que estima-se atrasos nas interseções causados pelo 
novo shopping. No EIT, qual metodologia deve ser 
utilizada para medir os atrasos? Justifique porque uma 
das outras metodologias não pode ser utilizada. 
Norte para a resolução...
• A escolha do método se relaciona com o 
problema e os resultados esperados.
• A escolha do método tem que ser compatível com 
os dados disponíveis e nível de detalhes exigidos.
Dica do(a) Professor(a)
Bloco 5
Renata Onzi Campeol
Dica do(a) Professor(a)
• Leia o seguinte artigo: 
MARTIN, L. E. et al. Atraso de pedestres em travessias 
semaforizadas: uma comparação entre as modelagens 
pelo HCM e pelo microssimulador VISSIM. Revista 
Transportes, [s. l.], v. 27, n. 1, 2019. 
• Técnicas para análise de tráfego: estudos de caso.
Referências
FEDERAL HIGHWAY ADMINISTRATION. Traffic Analysis Toolbox Volume V: Traffic 
Analysis Toolbox Case Studies – Benefits and Applications, 2004. Disponível em: 
https://ops.fhwa.dot.gov/publications/fhwahop06005/index.htm. Acesso: 15 mar. 
2021.
FOGLIATTI, M. C; MATTOS, N. M. C. Teoria de filas. Rio de Janeiro: Interciência, 
2007.
MARTIN, L. E. et al. Atraso de pedestres em travessias semaforizadas: uma 
comparação entre as modelagens pelo HCM e pelo microssimulador VISSIM. 
Revista Transportes, [s. l.], v. 27, n. 1, 2019. Disponível em: 
https://www.revistatransportes.org.br/anpet/article/view/1581/741. Acesso: 15 
mar. 2021
USDOT. United States Department of Transportation. Traffic Analysis Toolbox 
Volume II: Decision Support Methodology for Selecting Traffic Analysis Tools. 
Washington, D.C.: USDOT, 2004. Disponível em: 
https://ops.fhwa.dot.gov/trafficanalysistools/tat_vol2/index.htm. Acesso: 15 mar. 
2021
Bons estudos!
	Princípios da engenharia de tráfego
	Modelagem de fluxos de tráfego
	Função das técnicas de análise de tráfego
	Situações em que podem auxiliar o engenheiro de tráfego 
	Categorias das técnicas de análise de tráfego
	Ferramentas de acordo com o contexto da análise
	Modelagem de fluxos de tráfego
	Escolha da técnica de análise de fluxo
	Desafios e limitações das técnicas de análise de tráfego
	Modelagem de fluxos de tráfego
	Técnicas de análise de tráfego
	Método HCM
	Características do HCM
	Aplicabilidade e limitações do HCM
	Lacunas do HCM
	Teoria das filas
	Sistema com fila
	Tipos de atendimento
	Teoria em Prática
	Reflita sobre a seguinte situação
	Norte para a resolução...
	Dica do(a) Professor(a)
	Dicado(a) Professor(a)
	Referências
	Bons estudos!

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