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DISCIPLINA DE PRÁTICA CIVIL I
Prof. Guilherme Bertotto Barth
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Prezados Alunos
Nossa atividade importará na identificação da correta competência para protocolo das petições decorrentes dos casos narrados a seguir. Com base no estudo dos textos postados no nosso portal Moodle da disciplina, além do conteúdo acumulado em outras disciplinas já cursadas, vocês devem determinar o juízo destinatário e a comarca competentes para processar os pedidos.
Defina:
Qual o tipo de peça? (Ex: petição inicial? Petição simples? Recurso?)
Qual o juízo competente, o destinatário da peça? (Ex: Vara Cível? Vara de Família? Que Tribunal?)
Qual o grau em que se processa a ação? (Ex: primeiro... segundo... superior...)
Qual a parte que peticiona?
Qual a cidade de competência?
Caso 1:
Vera é servidora municipal de Porto Alegre, RS, exercendo a função de fiscal da Secretaria de Vigilância Sanitária. Ao se dirigir para casa, depois do trabalho, envolveu-se em um acidente de carro, tendo sido atingida na traseira por Joel, que não respeitou a distância necessária.
Procurado posteriormente, Joel negou a responsabilidade, afirmando que não pagaria os danos no carro de Vera, que importaram em um total de R$5.600,00. Indignada, a cliente procura o seu escritório para que ingresse com a ação, dizendo que prefere que o processo corra pelo rito mais rápido e simplificado possível. Perguntada por você, contudo, Vera informou que o carro esta registrado no nome do ex-marido, Rodolfo, com quem ainda possui um bom relacionamento.
Caso 2:
Após um relacionamento tórrido e breve, que literalmente durou os 4 dias do feriado de Carnaval de 2015 de Laguna. Aline voltou para Canoas e descobriu que estava grávida. Alexandre, o breve namorado, inicialmente afirmou ser solteiro, mas logo confessou que era casado e residente em Porto Alegre, e eu não poderia prorrogar o relacionamento com Aline. A gravidez de Aline resultou nos filhos gêmeos Valentina e Enzo. Durante a gravidez, Alexandre contribuiu como pode, depositando para ela o valor de R$990,00 por mês, com regularidade, mas não aceitou registrar os bebês como seus filhos. Ademais, após o nascimento das crianças, sua esposa descobriu e o proibiu de continuar ajudando.
Aline procura o seu escritório para que sejam tomadas as medidas legais, buscando pensionamento para as crianças, entregando a você os comprovantes dos depósitos feitos por Alexandre.
Caso 3:
Carlos era um próspero fazendeiro da região oeste do estado do RS. Suas terras se estendiam até a fronteira da Argentina, representando uma pequena parte do seu patrimônio que era complementado, na sua absoluta maior parte, por muitos imóveis na cidade em que nasceu e viveu, Uruguaiana.
Com idade já muito avançada, veio a falecer em 12/10/2017, sem deixar testamento. Deixou, contudo, a esposa Gloria Maria e doze filhos, todos maiores de idade e residentes na cidade de Porto Alegre.
Caso 4:
José Candido Aleluia recebeu na sua casa, em Canoas, notificação de que seria decretada sua prisão. Ao ler essa informação, quase sofreu um infarto. Ao recuperar o fôlego, terminou de ler o documento e constatou tratar-se de uma ordem de intimação para pagamento de valores devidos a título de pensão alimentícia da filha Roselina, que exigia quase cem mil reais pelas prestações de pensão atrasadas. José nunca havia se envolvido com questões policiais, crimes ou contravenções penais, ficando muito temeroso de ser preso.
Deixou a casa imediatamente e se instalou na residência de um amigo, em Osório, a quem disse que precisava de ajuda por alguns dias, por medo de ser preso. Disse que não entendia nada sobre Direito, mas que tinha todos os comprovantes de pagamento das parcelas de pensão à filha. O amigo, tentando ajudar, indicou o seu escritório para que apresentasse em juízo a medida necessária a evitar a prisão de José.
Caso 5:
Ariosto, empresário do ramo da alimentação, cuja sede fica na cidade de Porto Alegre, RS. Em um determinado momento, forneceu serviços de refeição para um evento em uma empresa na cidade de Canoas. Esse evento foi justamente a inauguração de uma nova sede de uma loja de automóveis. O contratante pagou Ariosto com três pagamentos, todos representados por notas promissórias no valor de R$15.000,00 cada uma delas.
As duas primeiras foram pagas tempestivamente. Entretanto, a última parcela não foi paga, mesmo cobrada diversas vezes por telefone e até presencialmente.
Ao credor não restou alternativa que não ingressar com uma ação de cobrança, tendo seu escritório sido escolhido para manejar a ação.
Caso 6:
Ângela alegou em uma ação que manteve uma relação com intuito de constituir família com Ricardo. Disse no processo que esta União começou no ano de 1999, e que perdurou até o ano de 2016, período em que o casal adquiriu considerável patrimônio. Como o fim do relacionamento Ângela ficou apenas com o apartamento que estava em seu nome, e, Canoas, ao passo que Ricardo ficou com outros imóveis que estavam no nome dele em Porto Alegre.
Como o relacionamento nunca foi reconhecido pelo casal documentalmente, o advogado de Ângela afirmou que os bens deveriam ser partilhados de forma igual entre os cônjuges, e que ela teria direito a parte daqueles Imóveis. 
O juiz sentenciou o processo acolhendo os argumentos de Ricardo, pois segundo ele, neste período todo o casal não teve uma união estável, e sim um namoro. 
Ângela ficou revoltada e pretende recorrer da decisão. Procurou um novo advogado, tendo encontrado o seu escritório.
Caso 7:
Ederson prestou serviços para a empresa de Novo Hamburgo, LITY Comércio e Indústria Ltda. na função de vendedor por vinte e oito anos. Foi seu primeiro emprego, tendo sempre muita consideração pela empresa e seus donos. O salário nunca foi dos melhores, mas tinha muito medo de não conseguir outro emprego, e perder a casa que havia comprado na cidade de São Leopoldo, de modo que nunca reclamou e sempre trabalhou com muito afinco e dedicação.
Certo dia chegou à empresa pela manhã e encontrou as portas fechadas, como ele, os demais funcionários também estavam surpresos. Havia apenas um pequeno bilhete no portão dizendo que a empresa fora vendida para um grupo estrangeiro, e todos os empregados estavam dispensados, e não precisavam mais ir trabalhar. O bilhete dizia que cada funcionário que procurasse “seus direitos”.
Procurado, seu escritório deve defender os interesses de Ederson, com o processo apropriado.
Caso 8:
Lendo o mesmo caso acima, do mesmo Sr. Ederson, considere uma situação diversa. Admita-se que ele não é um funcionário contratado, e que ele não tem CTPS assinada por não ter vínculo trabalhista com aquela empresa. Considere que ele é apenas um funcionário terceirizado.
Da mesma forma que na questão acima, seu escritório deve defender os interesses de Ederson, com o processo apropriado.
Caso 9:
Lizandro é pai de Kauan, de dez anos de idade. Paga pensão alimentícia em uma proporção de 30% de seu salário líquido, o que tem se mostrado pesado demais para a manutenção de sua atual casa. O menino mora com a mãe na cidade de Novo Hamburgo. Agora, para agravar sua condição, foi citado de processo de pensão movido por outra ex-companheira, Micheli, que exige pensão para o seu filho Diego, de apenas seis anos. A genitora quere sejam pagos 20% do salário dele, tendo movido a ação na cidade de São Paulo, onde reside com o menino.
Lizandro o procura dizendo que não sabe como vai pagar esses valores, visto que possui um filho com a sua atual companheiro, e não será suficiente para manter a família. Diz que não tem condições de ir se defender em São Paulo.
Seu escritório foi procurado para defender a ação proposta pela Sra. Micheli.