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DIREITO PENAL 
 ( ILICITUDE )
1. O QUE É ILICITUDE ( ANTIJURIDICIDADE ) ?
É A CONTRADIÇÃO ENTRE A CONDUTA E O ORDENAMENTO 
JURÍDICO 
É UMA CONFIRMAÇÃO DE UM PROGNÓSTICO 
DECORRENTE DA TIPICIDADE = CRIME
-
Art 121. Matar alguem: Pena –
reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o 
agente comete o crime impelido por 
motivo de relevante valor social ou 
moral, ou sob o do- mínio de violenta 
emoção, logo em seguida a injusta 
provocação da vítima, ou juiz pode 
reduzir a pena de um sexto a um terço.
ILICITUDE 0
sábado, 19 de novembro de 2022 11:18
 Página 1 de DIRITO PENAL 01 (TEORIA DO CRIME) 
EXCLUDENTE DE ILICITUDE 2.
ESTADO DE NECESSIDADE : Ocorre quando um dos bens 
jurídicos ( VIDAS / OBJETOS ) deve ser sacrificado para que 
outro seja preservado 
A.
REQUISITOS : 
SITUAÇÃO DE PERIGO ATUAL : Para sacrificar um bem 
jurídico e proteger um outro bem jurídico próprio de 
terceiro , o agente precisa está em uma situação de perigo 
( ATUAL OU IMINENTE ) 
I.
Ocorre quando o agente, mesmo praticando uma conduta
expressamente proibida por lei, o mesmo não será
conciderado criminoso . 
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: 
I - em estado de necessidade; 
II - em legítima defesa; 
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício 
regular de direito. 
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses 
deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo. 
 Página 2 de DIRITO PENAL 01 (TEORIA DO CRIME) 
II. PERIGO NÃO CAUSADO VOLUNTARIAMENTE PELO 
AGENTE : Ninguém pode se valer de sua própria torpeza para 
ser valer do Estado de necessidade. 
'' Se o agente for o causador do perigo , jamais poderá se 
beneficiar do Estado de Necessidade '' 
OBS: Para ser cabível a excludente do estado de necessidade, 
também é necessário que a situação de perigo não tenha 
sido causada voluntariamente (entenda-se dolosamente) pela 
própria pessoa. Seguindo essa orientação, Damásio de Jesus, 
Cezar Roberto Bitencourt e Fernando Capez sustentam que 
se o agente deu causa culposamente ao perigo, pode invocar 
o estado de necessidade em seu favor, pois a lei só proíbe tal 
invocação quando a situação de perigo tiver sido causada 
intencionalmente por ele ( DOLO ) . Para essa corrente, se o 
piloto de uma lancha faz uma manobra imprudente e a 
embarcação afunda, pode alegar estado de necessidade se 
tiver matado algum passageiro para se apoderar do único 
pedaço de madeira que boiava no oceano para se salvar.
SALVAÇÃO DE DIREITOS PRÓPRIOS OU ALHEIOS :III.
O agente diante do perigo busca conservar direito próprio
( estado de necessidade próprio ) ou alheio ( estado de 
necessidade de terceiro ); uma vez que todos os bens 
juridicamente tutelado podem ser defendidos pelo estado de 
necessidade . 
Nada impede de proteger um bem jurídico próprio ou 
alheio 
-
 Página 3 de DIRITO PENAL 01 (TEORIA DO CRIME) 
INEXISTÊNCIA DO DEVER LEGAL DE ENFRENTAR O 
PERIGO: Os garantidores ( bombeiro , polícia ) não pode 
alegar o Estado de necessidade pois tem o dever legal de 
enfrentar o perigo.
IV.
PERIGO INEVITÁVEL : quando um agente se beneficia do 
Estado de Necessidade para sacrificar um direito próprio 
ou de terceiro, não pode fugir da situação de perigo atual 
sem sacrificar o bem jurídico . 
V.
É quando não existe outra opção a não ser cometer o ato 
ilícito 
-
INEXIGIBILIDADE DO SACRIFÍCIO DO INTERESSE 
AMEAÇADO : Baseada na teoria unitária do estado de 
necessidade é o justificante o qual o bem jurídico 
sacrificado ( patrimônio ) possui valor inferior em relação 
ao bem jurídico protegido ( vida ) . 
VI.
CONHECIMENTO DA SITUAÇÃO DE FATO JUSTIFICANTE: V.
O agente deve saber que esteja agindo no Estado de 
necessidade . 
 Página 4 de DIRITO PENAL 01 (TEORIA DO CRIME)

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