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2584a-review-direito-administrativo-introducao-principios-organizacao-administrativa (1)

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FORMA DE GOVERNO: República
SISTEMA DE GOVERNO: Presidencialismo
REGIME DE GOVERNO: Democracia
FORMA DE ESTADO: Federação
ELEMENTOS DO ESTADO: Povo, território e
Governo Soberano
GOVERNO
DIREITO ADMINISTRATIVO - Introdução
ES
TA
D
O
É a figura mais ampla dentro do Direito Administrativo.
Pode ser considerado uma pessoa jurídica de direito
público, visto que possui personalidade jurídica própria.
ELEMENTOS DO
ESTADO: Povo, 
Território e Governo
Soberano.
FORMA DE ESTADO: República 
Federativa. Formada pela União,
Estados, DF e Munícipios, que têm
autonomia.
O Estado age na função de Governo com uma função política. Ela tem como papel
principal a inovação e a criação, visando estabelecer diretrizes. É o Governo que
possui a voz de comando e tem como característica a independência, ligada à
discricionariedade para criação de novas diretrizes. O Governo é regido pelo
Direito Constitucional.
Mandato eletivo temporário
Legitimidade popular
 Dever de prestar contas
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Possui função técnica, sendo por isso uma função de execução, de prestação da
atividade. É o Estado efetivamente oferecendo os serviços, cumprindo as diretrizes
definidas pelo Governo. Se a característica do Governo é a discricionariedade, a da
Administração Pública é a vinculação. A Administração Pública é regida pelo
Direito Administrativo.
PERSONALIDADE JURÍDICA
PRÓPRIA: Significa ter a
capacidade de contrair
direitos e obrigações em
nome próprio.
PESSOA JURÍDICA: É uma
entidade, como uma
empresa, companhia ou o
Estado, que possui
personalidade jurídica
própria.
PRINCIPAIS 
CARACTERÍSTICAS 
CONCEITO DE DIREITO ADMINISTRATIVO
É o ramo do direito público interno que estuda o conjunto de
normas jurídicas, regras e princípios, que regem a organização,
o funcionamento da Administração Pública e as relações
jurídicas decorrentes de sua atuação, quando no uso da
supremacia do Poder Público.
Uma atividade concreta é diferente de uma
atividade legislativa, pois esta é considerada
abstrata. A atividade judiciária não é direta,
pois o fato de ser uma atividade imparcial a
torna indireta.
Um processo administrativo disciplinar (PAD),
por exemplo, é considerado uma atividade
jurídica não contenciosa, pois não produz
coisa julgada.
O Direito Administrativo incide tanto nas
relações entre a Administração e o
administrado (particulares) quanto nas
relações internas da Administração (agentes
públicos). 
Direito Administrativo: É o conjunto
harmônico de princípios jurídicos que regem
as atividades públicas tendentes a realizar
concreta, direta e imediatamente os fins
desejados pelo Estado.
Órgãos, entidades e agentes. Atividades próprias da função.
QUEM FAZ? O QUE É FEITO?
Órgãos da ADM Direta
Prestação de serviços públicos,
exercício do poder de polícia e
execução das funções de
intervenção e de fomento.
Entidades da ADM Indireta
SUBJETIVO / FORMAL / 
ORGÂNICO (SFOR)
OBJETIVO / MATERIAL / 
FUNCIONAL (OMAF)
Judiciário Julgar Administrar
FUNÇÕES DO ESTADO
ASPECTOS/SENTIDOS DA ADM. PÚBLICA
Executivo Administrar
Legislar 
(Medida Provisória)
Legislativo Legislar / Fiscalizar
Administrar / Julgar 
(Presidente da 
República)
As partes atuam em
igualdade
DIREITO 
ADMINISTRATIVO
Ramo do Direito 
público, com interesse
público.
PODERES FUNÇÃO TÍPICA FUNÇÃO ATÍPICA
DIREITO ADMINISTRATIVO - Introdução
DIREITO PÚBLICO
O Estado atua em
Supremacia
DIREITO PRIVADO É um ramo autônomo do direito público, que tem por objeto os órgãos, agentes e
pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a atividade
jurídica não contenciosa que exerce, além dos bens de que se utiliza para consecução de
seus fins de natureza pública.
Dizer que o Direito Administrativo é autônomo significa que ele possui princípios e
regras próprias, pois, na realidade, o Direito Administrativo possui uma série de ligações
com outros ramos do Direito, como o Tributário, o Civil e até mesmo o Direto Penal.
A função de julgar exercida pelo Poder Judiciário é a denominada atividade jurídica
contenciosa. Essa é uma atividade própria do Judiciário, mas é excepcionalmente
exercida pelo Legislativo. No entanto, a atividade jurídica contenciosa não está presente
no âmbito administrativo, ou seja, no Poder Executivo.
 Fontes secundárias: não são dotadas de força cogente, ou seja, em regra, não
podem obrigar um agente público a seguir o que dispõem.
 Havendo um conflito entre a lei e a doutrina ou jurisprudência, deve-se
seguir aquela que for mais conveniente de acordo com o caso concreto. 
 CF, Art. 103-A. O STF poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão
de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria
constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa
oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e
à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e
municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma
estabelecida em lei. 
Fontes 
DOUTRINA
Fonte secundária - 
Conjunto de teses e
pensamento jurídicos
de estudiosos e
especialistas do
Direito.
Ex: Livros publicados por juristas,
professores, ministros e
procuradores.
 O Cespe já cobrou um item que afirmava que a Doutrina influencia a
elaboração de leis, e, que ela muda o posicionamento da tomada de decisões. O
item estava certo.
COSTUMES
Fonte secundária -
Práticas reiteradas da
Administração, 
capazes de
estabelecer padrões.
Ex: Condutas legais de gestão e
funcionamento nos órgãos
públicos.
LEI
JURISPRUDÊNCIA
Fonte primária - Lei 
em sentido amplo,
inclui toda a
legislação. 
Fonte secundária -
Conjunto de decisões
reiteradas num
mesmo sentido.
Ex: Constituição, Leis orgânicas,
leis complementares, leis
ordinárias, medidas provisórias e
etc.
Ex: Súmulas (Resumos da
jurisprudência) e as Súmulas
Vinculantes.
 A função da jurisprudência é apenas de orientação. Exceto a Súmula
vinculante, que tem força cogente e obriga toda a Administração pública a segui-
la. Qualquer tribunal é competente para elaborar súmulas. Mas as súmulas
vinculantes são publicadas apenas pelo STF.
DIREITO ADMINISTRATIVO - Fontes
DIREITO ADMINISTRATIVO - Sistema administrativo
Sistema Administrativo Observações importantes
HABEAS DATA JUSTIÇA DESPORTIVA
Em primeiro lugar, ela não é órgão do Poder
Judiciário. É simplesmente uma via
administrativa. Lembre-se disso!
A Constituição, no Art. 217, diz que o Poder
Judiciário só admitirá ações relativas à
disciplina e às competições desportivas
após se esgotarem as instâncias da justiça
desportiva. E ela tem o prazo de 60 dias,
contados da instauração do processo, para
proferir decisão final.
CONCESSÃO DE BENEFÍCIO 
PREVIDENCIÁRIO
Negada a concessão do benefício, nas vias
administrativas, será possível ajuizar uma
ação judicial.
Já nas hipóteses de revisão, 
reestabelecimento ou manutenção de
benefício anteriormente concedido, o
pedido pode ser formulado diretamente em
juízo.
Súmula nº 2 do STJ: Não cabe HABEAS
DATA se não houve uma recusa de
informações por parte da autoridade
administrativa.
SÚMULAS VINCULANTES - STF
Só cabe reclamação sobre o
descumprimento de súmulas vinculantes,
após o esgotamento das vias
administrativas!!! 
MANDADO DE SEGURANÇA
Não é cabível quando couber recurso
administrativo com efeito suspensivo,
independentemente de caução!!!
É o meio pelo qual o Estado controla a
atuação administrativa. Existem dois
sistemas: Francês & Inglês.
SISTEMA FRANCÊS
É um Sistema do Contencioso Administrativo. Veda
ao Poder Judiciário conhecer dos atos da
Administração, os quais se sujeitam unicamente à
jurisdição especial do contencioso administrativo.
NÃO É ADOTADO NO BRASIL!!!
SISTEMA INGLÊS
É um Sistema de Controle Judicial. Todos os atos
podem ser questionados no Judiciário, mas isso
não impede que existam tribunais administrativos.
Só que assuas decisões podem ser questionadas. É
ADOTADO NO BRASIL!!!
DIREITO ADMINISTRATIVO - Princípios administrativos (Introdução)
CONCEITOS
SUPREMACIA DO 
INTERESSE PÚBLICO 
(Implícito)
 Os princípios administrativos são os valores, as diretrizes, os mandamentos mais gerais
que orientam a elaboração das leis administrativas, direcionam a atuação da Administração
Pública e condicionam a validade de todos os atos administrativos. São, portanto, as ideias 
centrais de um sistema, estabelecendo suas diretrizes e conferindo a ele um sentido lógico,
harmonioso e racional, o que possibilita uma adequada compreensão de sua estrutura.
Ademais, os princípios determinam o alcance e o sentido das regras de determinado
subsistema do ordenamento jurídico, balizando a interpretação e a própria produção
normativa.
 A supremacia do interesse público fundamenta a existência das prerrogativas ou poderes
especiais da Administração Pública, caracterizando-se pela chamada verticalidade nas
relações entre a Administração e o particular. Baseia-se na ideia de que o Estado possui a
obrigação de atingir determinadas finalidades, que a Constituição e as leis exigem. Assim,
esses poderes especiais representam os meios ou instrumentos utilizados para atingir o fim:
o interesse público. A imposição de restrições ao particular depende de previsão legal.
 A indisponibilidade do interesse público representa as restrições na atuação da
Administração. Essas limitações decorrem do fato de que a Administração não é proprietária
da coisa pública, não é proprietária do patrimônio público, tampouco titular do interesse
público. Estes pertencem ao povo! A indisponibilidade representa, pois, a defesa dos
interesses dos administrados.
LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE E EFICIÊNCIA - LIMPE
 DEVEM SEGUIR: A ADM Direta, ADM Indireta, todos os Poderes (Executivo, Legislativo e
Judiciário) e Entes da Federação (União, Estados, DF & Municípios).
INDISPONIBILIDADE DO 
INTERESSE PÚBLICO 
(Implícito)
PRINCÍPIOS EXPRESSOS 
NA CF/88
LEGALIDADE IMPESSOALIDADE MORALIDADE PUBLICIDADE EFICIÊNCIA
DIREITO ADMINISTRATIVO - Princípios administrativos (Explícitos na Constituição)
Exceções ao princípio da
legalidade: edição de medida
provisória, estado de defesa,
estado de sítio.
Conforme dispõe o inciso II do
artigo 5º da CF/88, ninguém será
obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa senão em
virtude de lei. Dessa forma, para
os administrados, tudo o que não
for proibido será permitido.
Finalidade: os atos
administrativos devem ter por fim
o interesse público.
Isonomia/igualdade: em regra, o
tratamento deve ser igual; só
pode dar tratamento diferenciado
quando houver fundamento para
isso.
Vedação à promoção pessoal: a 
publicidade oficial deve ser
informativa/educativa; não pode
promover agentes e autoridades.
Atos dos agentes de fato: são 
imputados ao ente, por isso são
considerados válidos.
Impedimento e suspeição:
autoridades e agentes que não
tenham a devida imparcialidade
não podem atuar nos processos
administrativos.
A Administração está subordinada 
à lei, só pode fazer o que a lei
determina.
Sentido amplo: CF, leis, decretos,
outros atos normativos.
Reserva legal: trata das matérias
que a CF exige que sejam
disciplinadas por lei (LO ou LC)
Rendimento funcional, qualidade,
resultados, perfeição,
produtividade, redução de
desperdícios.
Direcionado para: atuação dos
agentes públicos & forma de
organização da administração
Instituído como princípio
expresso p/ EC 19/98 (reforma
gerencial).
Vedação ao nepotismo (SV-13):
Não pode nomear parentes p/
Cargo comissionado e função de
confiança (até 3º grau). 
Juridicidade própria: permite a
anulação de atos administrativos.
Cargos de natureza política: o 
entendimento é de que a vedação
deve ser analisar caso a caso, de
tal forma que a nomeação para
cargo de natureza política não
afasta a aplicação da SV 13
automaticamente. Somente
estará caracterizado nepotismo,
nos cargos de natureza política, se
o nomeado não possuir
capacidade técnica para o cargo
ou ficar demonstrada “troca de
favores” ou outra forma de
fraudar a legislação.
Não é um dever absoluto,
comporta exceções: Sigilo para
segurança da sociedade e do
Estado & Intimidade pessoal.
Em relação ao modo de atuação
do agente público: espera-se a
melhor atuação possível, a fim de
obter os melhores resultados
Atuação ética, honesta, pautada
na boa-fé, observância dos
costumes administrativos.
Transparência dos atos públicos
(regra).
Normalmente, a publicação em
órgãos oficiais é requisito de
eficácia (produção de efeitos). 
Meios de concretização: direito de 
petição; emissão de certidões;
divulgação de ofício de
informações (transparência ativa).
A própria administração pode:
 revogar atos inconvenientes/inoportunos;
 anular atos ilegais
AUTOTUTELA
 Indicar os fundamentos de fato e de direito (regra)
para praticar o ato.
MOTIVAÇÃO
DIREITO ADMINISTRATIVO - Princípios administrativos (Implícitos)
RAZOABILIDADE 
& PROPORCIO- 
NALIDADE
 Evitar exageros ou limitações desnecessárias
 Limitação da discricionariedade administrativa
 Permite o controle judicial dos atos administrativos
 Aplica-se a todas as funções do Estado (administrativa,
legislativa e judicial).
CONTROLE / 
TUTELA
Controle da administração direta sobre a indireta (sem
hierarquia, controle por vinculação).
 Contraditório: tomar conhecimento das alegações da
parte, possibilidade de contrapor as alegações,
capacidade de influenciar na decisão.
 Ampla defesa: direito de alegar e provar o que alega,
utilização de todos os meios e recursos juridicamente
válidos, vedação ao cerceamento do direito de defesa.
CONTRADITÓRIO 
& AMPLA DEFESA
 Aspecto objetivo: assegurar a estabilidade das relações
jurídicas já consolidadas.
 Aspecto subjetivo (proteção da confiança/confiança
legítima): boa-fé e confiança que os administrados
depositam quando se relacionam com a administração
 Aplicações: proteção ao direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada; prescrição e da
decadência (prazo decadencial de 5 anos da Lei nº
9.784/99); súmulas vinculantes; vedação da aplicação
retroativa de nova interpretação; validade dos atos dos
agentes de fato perante terceiros de boa fé.
SEGURANÇA 
JURÍDICA
OUTROS
 Princípio da hierarquia: coordenação e subordinação;
súmula vinculante.
 Princípio da precaução: evitar danos graves por meio
de medidas preventivas.
 Princípio da sindicabilidade: controle das atividades
administrativas (abrange a autotutela).
 Os serviços públicos não devem ser interrompidos,
salvo situações excepcionais.
 Serviços públicos e atividades administrativas.
 Consequências: limitação ao direito de greve;
suplência, delegação, substituição; limitação da exceção
do contrato não cumprido; utilizar equipamentos e
instalações ou encampar a concessão de serviço público.
 Quando o serviço pode ser interrompido: emergência,
manutenção; falta depagamento de fatura. 
CONTINUIDADE 
DOS SERVIÇOS 
PÚBLICOS
 As entidades administrativas devem cumprir suas
finalidades legais; descentralização administrativa;
decorre dos princípios da legalidade e da
indisponibilidade.
ESPECIALIDADE
 Princípio da presunção de legitimidade ou de
veracidade: atos presumem-se lícitos e os fatos alegados
verdadeiros.
DIREITO ADMINISTRATIVO - Organização administrativa
DIREITO ADMINISTRATIVO - Organização administrativa
Prolixo 
Reputado 
Mitigado 
Óbice 
Escorreita 
Espúria 
Extroverso
Imprescindível 
Corroborar 
Defeso 
Engodar 
Escopo 
Lançar mão 
Dicionário
Adstrito 
Aquiescência 
Atenuar 
Atinente 
Conspícuo 
Perene
Prescindir / Prescindível
Amenizar
Concernente
Notável
Confirmar
Incólume 
Ininteligível 
Injunção 
Inócuo 
Lacônico 
Sobre a Organização Administrativa...
Renomado
Benéfico
Silente Silencioso
Fazer uso
Reduzido
Empecilho
DuradouroDispensar / Dispensável
Extenso
Não dispensável
Intacto
Incompreensível
Imposição
Inofensivo
Breve
Proibido
Enganar
Objetivo
Correta / Sem defeito
Ilegítima / Não verdadeira
Império
Salutar 
FORMAL/ORGÂNICO/SUBJETIVO = Quem? MATERIAL/FUNCIONAL/OBJETIVO = O que é?
 A organização administrativa é a parte do direito administrativo que estuda a estrutura
da administração pública.
 As entidades políticas são os entes federativos previstos no texto constitucional, sendo
eles a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Tais entidades detém uma
parcela do poder político, são dotadas de autonomia e prioritariamente regidas pelo direito
constitucional.
 As entidades administrativas são as pessoas jurídicas que compõem a administração
indireta, sendo elas: autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e
fundações. A administração pública pode ser analisada em sentido amplo ou restrito& sobre 
os critérios formal ou material.
Em sentido amplo, ela compreende as
atividades de planejamento das políticas
públicas (legislar) e execução destas políticas
(executar).
Em sentido restrito, ela compreende apenas
as atividades de execução, sendo este o
conceito adotado em nosso ordenamento.
SENTIDO FORMAL DA ADM PÚBLICA SENTIDO MATERIAL DA ADM PÚBLICA
Pelo critério formal, devemos nos perguntar
“quem é administração pública?”. Tal critério
também é conhecido como orgânico ou
subjetivo.
Pelo critério material, devemos nos perguntar
“o que é administração pública?”, sendo que
este critério também é chamado de objetivo 
ou funcional.
SENTIDO AMPLO DA ADM PÚBLICA SENTIDO RESTRITO DA ADM PÚBLICA
Simulacro Simulação
Suscitar Aparecer
Dependente
Concordância
DESCONCENTRAÇÃO DESCENTRALIZAÇÃO
É uma distribuição interna de
competências dentro da mesma
pessoa jurídica. Resulta na criação
de órgãos que estão submetidos ao
CONTROLE HIERÁRQUICO. Ou seja:
HÁ uma relação de hierarquia.
O ente político União vai se
desconcentrando cada vez mais e
vai criando órgão menores
hierarquizados entre si.
DIREITO ADMINISTRATIVO - Organização administrativa
São entidades políticas: a União, os
estados, o DF e os munícipios.
Autogoverno: é a competência que
os Estados possuem para organizar
os seus Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário.
Autoadministração: capacidade que
cada entidade política possui para
prestar os serviços dentro da
distribuição de competências
estabelecidas na CF/88 .
As entidades políticas possuem
capacidade de auto-organização,
autogoverno e auto administração,
possuindo, portanto, autonomia 
plena - PODEM LEGISLAR!!!
Auto-organização/autolegislação: é 
a capacidade do ente para se
organizar na forma de sua
constituição ou lei orgânica e de
suas leis. Em síntese, a auto-
organização representa a
capacidade de legislar.
ENTES POLÍTICOS 
(ADM DIRETA)
ENTES ADMINISTRATIVOS 
(ADM INDIRETA)
São as pessoas jurídicas de direito
público que recebem suas
atribuições diretamente da
Constituição, integrando a
estrutura constitucional do Estado. 
CENTRALIZAÇÃO
É a distribuição de competências de
uma pessoa outra pessoa.
NÃO há relação de hierarquia entre
a ADM Direta e a ADM Indireta. Há 
controle finalístico, ou tutela
administrativa, ou supervisão
ministerial, controle
administrativo.
O órgão não tem personalidade
jurídica e, por consequência, não
responderá pelos seus atos. Tudo
que um órgão faz é imputado à
pessoa jurídica que fez a
desconcentração.
Assim, os serviços são prestados
pelos órgãos despersonalizados
integrantes da própria entidade
política. Exemplo disso são os
serviços prestados pelos
ministérios, pelas secretarias
estaduais e municipais ou por seus
órgãos subordinados.
Contudo, a entidade política pode
optar por transferir a terceiro a
competência para determinada
atividade administrativa, caso em
que teremos a descentralização.
A extinção de autarquias é uma
centralização da atividade.
O contrário de desconcentrar é
concentrar (EXTINGUIR ÓRGÃOS).
O contrário de descentralizar é
centralizar (RETOMAR) a atividade.
NÃO POSSUEM AUTONOMIA
POLÍTICA!!!
Execução de atividades
diretamente pela administração
direta.
Somente os entes políticos
recebem competências
diretamente da Constituição para
prestar serviço público à sociedade.
Assim, quando o Estado presta os
serviços por meio de seus órgãos e
agentes integrantes da
Administração direta, ou seja, que
compõem as pessoas políticas, diz-
se que o serviço é prestado de
forma centralizada.
São pessoas jurídicas, de direito
público ou de direito privado,
criadas pelas entidades políticas
para exercer parte de sua
capacidade de autoadministração.
Assim, podemos dizer que as
entidades administrativas são
criadas pelas entidades políticas
para desempenhar determinado
serviço daqueles que lhes foram
outorgadas pela Constituição
Federal.
São entidades administrativas: as 
autarquias, fundações públicas,
empresas públicas e sociedades de
economia mista, que juntas
formam a chamada Administração 
indireta ou descentralizada.
Possuem somente a capacidade de
autoadministração, sendo ainda de
forma restrita. Isso porque o ente
político cria a entidade
administrativa para atuar em uma
área específica, ou seja, a criação
das entidades administrativas
ocorre para especializar a
Administração. 
Territorial ou geográfica: a
possibilidade de criação dos
territórios federais.
Na descentralização, cria-se
entidade: uma pessoa jurídica,
dotada de personalidade jurídica
para responder pelos seus atos.
Por outorga, por serviços, técnica
ou funcional: ocorre quando o
Estado cria uma entidade com
personalidade jurídica própria e a
ela transfere a titularidade e a
execução de determinado serviço
público. 
Por delegação ou colaboração:
entidade política ou administrativa
transfere, por contrato ou por ato
unilateral, a execução de um
serviço a uma pessoa jurídica de
direito privado preexistente.
DIREITO ADMINISTRATIVO - Organização administrativa
ADM DIRETA ADM INDIRETA
Entidades políticas - Criadas pela
Constituição Federal
União, Estados, DF & Municípios
Fundações públicas
Criação interna de órgãos públicos
Pressupõe somente 1 pessoa
jurídica
Possuem personalidade jurídica
de direito público
Podem legislar - Têm autonomia
política
Podem administrar por meio de
seus órgãos
Entidades administrativas -
Criadas pela entidades políticas
Autarquias, Fundações públicas,
Empresas públicas, Sociedades de
economia mista, Consórcios/
Associações públicos
Possuem personalidade jurídica
de direito público & privado
NÃO podem legislar - NÃO têm 
autonomia política
São criadas para administrar
Empresas públicas
Sociedades de economia 
mista
DIREITO PRIVADO
ENTRE ENTIDADES = VINCULAÇÃO
Entidades administrativas
LEI 
ESPECÍFICA
CRIA
AUTORIZA A 
CRIAÇÃO
Autarquias
Fundações públicas
DIREITO PÚBLICO
NÃO existe hierarquia entre a ADM Direta e a ADM
Indireta. O que existe é uma vinculação, controle, tutela.
ENTIDADES = TÊM personalidade jurídica.
ÓRGÃOS PÚBLICOS = NÃO TÊM personalidade jurídica.
ENTRE ÓRGÃOS = SUBORDINAÇÃO
CENTRALIZAÇÃO DESCENTRALIZAÇÃO DESCONCENTRAÇÃO
Entidades políticas administram
por meio de seus próprios órgãos
Pressupõe somente 1 pessoa
jurídica
Criação de entidades para a
transferência de competências
administrativas
Pressupõe 2 pessoas jurídicas
distintas
O ato de classificação de
uma entidade como OSCIP 
é um ato vinculado e a
entidade celebra o termo 
de parceria com o poder
público.
Sem licitação / concurso
Quem descentraliza
Quem recebe a 
atribuição
O CESPE é um órgão da
Fundação Universidade de
Brasília. O Cebraspe é
uma entidade privada que
foi classificada como
organização social para
atuar em várias áreas,
inclusive na realização de
concursos públicos.
O Cebraspe recebe bens
públicos (utiliza os
próprios bens do Cespe),
recebe pessoal e verbas
públicas e pode ser
contratadapor qualquer
órgão público sem
precisar fazer licitação.
A Lei n. 13.019/2014, que
é o chamado marco
regulatório do 3º setor,
disciplina como fazer
repasse de verbas
públicas para ONG’s que
não são qualificadas nem
como OS nem como
OSCIP.
Consórcios / Associações públicas
Empresas Públicas
Sociedades de economia mista
Fundações públicas de direito 
público
 Fundações públicas de direito 
privado
DIREITO PÚBLICO
União, Estados, DF & Municípios
Autarquias
TCU: não precisam fazer
licitação, mas cada um
deve fazer um ato
normativo interno e
constituir os princípios da
licitação.
Paraestatais 
(não fazem parte da ADM pública)
SISTEMA S OS / OSCIP
FUNDAÇÕES DE 
APOIO
OSC
Serviços sociais
autônomos – Sesc, Sebrai,
Senat, Senac – prestam
apoio a
categorias profissionais,
serviço social da indústria,
comércio, transporte.
São entidades criadas pelo
Estado, mas ele não fará
parte de sua
administração pública, a
manutenção desse
sistema é por meio de um
tributo que a empresa
paga para a União.
Não existe concurso para
o Sistema S, mas fazem
algum tipo de processo
seletivo de caráter
objetivo, seu regime é
celetista ou trabalhista.
Somente a execução
Por prazo 
determinado
Concessão (Contrato)
Permissão (Contrato)
Autorização (Ato)
DIREITO PRIVADO
Por meio de LEI
Transfere a 
titularidade + 
execução
Por prazo 
indeterminado
Criação da ADM 
Indireta
OSC’s são organizações da
sociedade civil
São entidades que não
quiseram se qualificar
nem como OS, nem como
OSCIP, mas querem
receber alguma verba
pública.
OS’s: organizações sociais
OSCIP’s: organizações
sociais civis de interesse
público
Ambas são entidades que
foram criadas pelos
particulares, são sem fins
lucrativos criadas para
prestar um serviço social
para a sociedade.
O ato de classificação de
uma entidade como OS é 
um ato discricionário e a
entidade celebra contrato 
de gestão com o poder
público.
Descentralização
ENTRE 2 PESSOAS 
JURÍDICAS
POR OUTORGA / 
SERVIÇOS
POR DELEGAÇÃO / 
COLABORAÇÃO
Por ATO / CONTRATO
Ex.: Fundação 
Universidade de Brasília
(FUB) – fundação pública
da administração indireta
que cria uma fundação de
apoio para suas
universidades, Finatec.
DIREITO ADMINISTRATIVO - Organização administrativa
 A União é a pessoa jurídica que na verdade estará no polo passivo da ação. Exceção: os 
órgãos independentes e os órgãos autônomos podem ter capacidade processual para
defender suas atribuições institucionais.
 Criação e extinção de órgãos: se faz sempre por meio de lei ou medida provisória.
 É possível que a organização interna dos órgãos seja feita através de Decreto.
 Independentes: não estão subordinados a nenhum outro órgão ou poder. Todos os órgãos
do Poder Judiciário, órgãos de cúpula do Legislativo, chefias do Executivo, MP e Defensoria
Pública.
 Autônomos: ministérios, secretarias de estado em nível estadual e secretarias municipais
em nível do município.
 Superiores: direção, controle & decisão.
 Subalternos: execução, com pequeno poder de decisão.
TEORIA DO 
MANDATO
TEORIA DA 
REPRESENTAÇÃO
TEORIA DO ÓRGÃO
O agente público é
mandatário (como se
atuasse por meio de
uma procuração –
contrato de mandato)
da pessoa jurídica. O
mandato é um
contrato e, como tal,
pressupõe a existência
de duas pessoas com
vontades próprias.
Assim, a teoria foi
criticada por não
explicar como o
Estado, que é um ente
abstrato e, portanto,
sem vontade própria,
poderia outorgar o
mandato. 
Essa teoria não é
adotada no Brasil.
Equipara o agente
público à figura do
tutor ou curador, que
representa os
incapazes. Dessa
forma, o agente
público seria o
representante do
Estado por força de
lei. Essa teoria foi
criticada por diversos
motivos: Por
equiparar a pessoa
jurídica ao incapaz;
Por representar a
ideia de que o Estado
confere 
representantes a si
mesmo, quando não é
isso que ocorre na
tutela e curatela... 
Também não é uma
teoria adotada no
Brasil.
A pessoa jurídica
manifesta sua
vontade por meio de
órgãos, de modo que
quando os agentes
que os compõem
manifestam a sua
vontade, é como se o
próprio Estado o
fizesse. Dessa forma,
substitui-se a ideia de
representação por
imputação. De acordo
com Otto Gierke,
idealizador dessa
teoria, o órgão parte
do corpo da entidade
e, assim, todas as suas
manifestações de
vontade são
consideradas como da
própria entidade.
Esta é a teoria
adotada no Brasil.
 São resultantes de desconcentração.
 NÃO POSSUEM PERSONALIDADE JURÍDICA 
 Não possuem patrimônio e nem vontade própria. Não são sujeitos de direitos.
 Quem responde juridicamente por seus atos é a pessoa jurídica a que estão vinculados.
DIREITO ADMINISTRATIVO - Organização administrativa
 Unidade de atuação integrante da estrutura da ADM Direta e da ADM Indireta.
Órgãos públicos
DIREITO ADMINISTRATIVO - Organização administrativa
Administração indireta
 CONCEITO: pessoa jurídica de direito público, integrante
da Administração Indireta, criada por lei para desempenhar
funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias
e típicas do Estado.
 CONCEITO: pessoa jurídica de direito público, criada por
lei, com capacidade de autoadministração, para o
desempenho de serviço público descentralizado, mediante
controle administrativo exercido nos limites da lei.
 CONCEITO: o serviço autônomo, criado por lei, com
personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para
executar atividades típicas da Administração Pública, que
requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão
administrativa e financeira descentralizada.
 SIMPLIFICANDO: as autarquias representam uma
extensão da Administração Direta, pois, em regra, realizam
atividades típicas de Estado, que só podem ser realizadas
por entidades de direito público. Assim, elas são a
personificação de um serviço retirado da Administração
Direta. Elas são criadas para fins de especialização da
Administração Pública, pois desempenham um serviço
específico, com maior autonomia em relação ao Poder
central.
AUTARQUIAS
 Personalidade: As autarquias têm personalidade de
Direito Público. Sendo autarquia pessoa pública, pegará
todo regime das pessoas públicas, da União, dos estados, do
DF e dos municípios. Também pegará todo o conjunto de
prerrogativas e de obrigações, ou seja, terá que fazer
licitação, realizar concurso para admitir seus servidores,
prestar contas ao Tribunal de Contas.
 Pessoal: O pessoal das autarquias é estatutário, é o
regime da lei. A lei é que definirá obrigações das partes do
Estado quanto dos servidores. É estatutário tanto para o
presidente, que ocupa cargo em comissão; e para os demais
servidores, os quais ocupam o chamado cargo efetivo.
NÃO podem ter atividade comercial.
 O Estado nunca criará autarquia para exercer atividade
comercial para competir com o particular. Se eventualmente
ele quiser desempenhar atividade comercial, ele criará
outras figuras: empresa pública ou sociedade de economia
mista.
 Exemplo de atividade típica: INSS, Detran, Procon,
Inmetro, Conselhos Regionais de Fiscalização Profissional.
Só tem uma espécie de Conselho que não tem natureza de
autarquia: a OAB. Para o STF, a OAB seria uma entidade sui
generis, que = não ter nada igual.
 Imunidade tributária: o art. 150, § 2º, da CF veda a
instituição de impostos sobre o patrimônio, a renda e os
serviços das autarquias, desde que vinculados às suas
finalidades essenciais ou que delas decorram.
 Responsabilidade objetiva do Estado na forma do art. 37,
§ 6º, da CF: É um tipo de responsabilidade que não precisa
discutir dolo ou culpa do agente.
 Pratica Atividade TÍPICA de Estado: Significa que são
atividades para as quais o Estado foi criado, ou seja, para
prestar serviços públicos, exercer poder de polícia, fazer
fomento, prestar assistência a quem vive no Estado, entre
outros. Essas são atividadestipicamente estatais, então se o
Estado quiser prestar, de maneira descentralizada, uma
atividade que é típica dele, ele criará uma autarquia. O
Decreto-Lei n. 200/1967 dispõe que as autarquias prestam
atividades típicas de Estado, afirmando que elas não podem
ter atividade comercial.
 Patrimônio: O patrimônio das autarquias é público, por
isso goza das prerrogativas de ser patrimônio público - é
impenhorável, é imprescritível.
 Imprescritibilidade de seus bens: não estão sujeito à
usucapião.
 Impenhorabilidade de seus bens e suas rendas: os 
pagamentos devem ser feitos por precatórios judiciais e a
execução obedece a regras próprias da lei processual.
 Prescrição quinquenal: dívidas e direitos em favor de
terceiros contra autarquias prescrevem em cinco anos. 
 É considerada Fazenda Pública: mesmo tratamento dos
entes públicos quando estiver em juízo.
A instituição é autorizada por lei
Desenvolvem atividades que não
exijam execução por órgãos ou
entidades de direito público
Se ocorrer a extinção da fundação
ocorre a centralização
Patrimônio, total ou parcialmente
público, personificado
Atividade de interesse social
(saúde, educação, cultura, meio
ambiente, assistência, dentre
outros)
Sem fim lucrativo
Aquisição de sua personalidade
jurídica: inscrição do ato
constitutivo no respectivo registro
Controle pelo Tribunal de Contas
DIREITO ADMINISTRATIVO - Organização administrativa
EMPRESAS PÚBLICAS
SOCIEDADES DE ECONOMIA 
MISTA - S/A
FUNDAÇÃO PÚBLICA
DIREITO PÚBLICO DIREITO PRIVADO
É criada por lei
Chama-se fundação autárquica ou
autarquia fundacional
É a entidade dotada de personalidade jurídica
de direito privado, com criação autorizada por
lei e com patrimônio próprio, cujo capital social
é integralmente detido pela União, pelos
Estados, pelo DF ou pelos Municípios.
Admitida, em regra, qualquer forma societária.
É a entidade dotada de personalidade jurídica
de direito privado, com criação autorizada por
lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas
ações com direito a voto pertençam em sua
maioria à União, aos Estados, ao DF, aos
Municípios ou a entidade da ADM indireta.
 A criação de subsidiárias dependerá de lei (específica) em cada caso. Contudo, a posição do 
STF é que basta uma lei geral autorizando a criação de subsidiárias. As 2 posições estão certas.
Só podem gozar de benefícios fiscais se esses forem concedidos ao setor privado.
FORO PROCESSUAL - EPs Federais: Justiça
Federal, se autoras, rés, assistentes ou
opoentes. Nos termos do art. 109 da CF/88.
FORO PROCESSUAL: Justiça Estadual.
 Finalidade: prestação de serviço público OU exploração de atividade econômica, desde que 
seja uma área de relevante interesse público ou tenha ligação com a segurança nacional.
O capital é 100% público.
Será constituída sob a forma de sociedade 
anônima S/A.
Ações com direito a voto pertençam em sua
maioria à União, aos Estados, ao Distrito
Federal, aos Municípios ou a entidade da
administração indireta.
Quando a atividade for submetida a regime de
monopólio estatal, a maioria acionária caberá
apenas à União, em caráter permanente.
Não admite participação de capital privado.
Admite capital de outros entes federativos,
inclusive de outros entes da Administração
Indireta.
Se ocorrer a extinção da fundação
ocorre a centralização
Patrimônio público personificado
Atividade de interesse público
Sem fim lucrativo
Aquisição de sua personalidade
jurídica: a lei que cria já confere a
personalidade
Controle pelo Tribunal de Contas
DIREITO ADMINISTRATIVO - Organização administrativa
Agência reguladora Agência executiva
São criadas para fiscalizar, regular, normatizar um setor específico de um serviço
público.
Dirigentes possuem mandatos fixos e estabilidade no exercício das funções.
As agências reguladoras são autarquias em regime especial, o que lhes confere maior
autonomia administrativa e financeira.
As agências reguladoras foram criadas no intuito de regular, em sentido amplo, os
serviços públicos, havendo previsão na legislação ordinária delegando à agência
reguladora competência para a edição de normas e regulamentos no seu âmbito de
atuação. Também fiscalizam e aplicam sanções administrativas às infrações
verificadas.
QUARENTENA: período de 6 meses. Os membros do Conselho Diretor ou da Diretoria
Colegiada ficam impedidos de exercer atividade ou de prestar qualquer serviço no
setor regulado pela respectiva agência, por período de 6 meses, contados da
exoneração ou do término de seu mandato, assegurada a remuneração
compensatória.
Mandato fixo (5 anos) e estabilidade para os dirigentes, que somente perderão o
mandato em caso de: Renúncia; Condenação judicial transitada em julgado;
Condenação em PAD; Infringência de quaisquer das vedações previstas no art. 8º-B
da Lei 13.848/2019.
A autonomia financeira das Agências Reguladoras pode decorrer do recolhimento de
taxa e de outras fontes de recursos.
Tem área específica de atuação (especialização técnica). 
A ampliação da autonomia pode ser conferida pela própria lei de criação.
São criadas como autarquia comum, depois ocorre uma ampliação da sua 
autonomia.
Os dirigentes das agências executivas podem ser exonerados ad nutum (livremente)
pelo Chefe do Poder Executivo.
A ampliação da autonomia é conferida pela celebração de contrato de gestão.
Agência executiva é a qualificação dada à autarquia ou fundação que celebre
contrato de gestão com o órgão da Administração Direta a que se acha vinculada,
para a melhoria da eficiência e redução de custos.
A qualificação de autarquia ou fundação como agência executiva dar-se-á por ato do
presidente da República (decreto executivo), depois de celebrado o contrato de
gestão com o Ministério vinculado. A desqualificação ocorre por decreto também.
Contrato de gestão + decreto presidencial.
O contrato de gestão terá a duração mínima de um ano, admitida a revisão de suas
disposições em caráter excepcional e devidamente justificada, bem como a sua
renovação.
Ao contrário das agências reguladoras, as agências executivas não têm área
específica de atuação.

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