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NEW Questões 
DIREITO ADMINISTRATIVO – REVISÃO 3 EM 1 – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Hoje, vamos fazer uma revisão rápida dos 3 assuntos que já vimos de Direito Administrativo. 
 
 
- Comece, resolva e termine. Sem pausas ou procrastinação. Cuidado com a auto sabotagem, 
porque isso só prejudica a você mesmo (a)! 
 
- ABANDONE O CELULAR! 
 
Estuda, peste! 
 
 
Rosa Figueirôa 
 
 Questões.............................................................. 03 
 Gabarito comentado............................................ 12 
 
IMPORTANTE: O foco das revisões é sempre nos assuntos, não na banca em si. E que isso sirva para os filtros 
que vocês utilizam para resolver questões diariamente também. Se vocês marcarem um assunto e a FGV, 
por exemplo, tiver poucas questões, já saibam que não é um assunto muito relevante para a banca. Mas isso 
não significa que não devam resolver questões sobre esse assunto. Apenas alterem a banca e coloquem 
Cebraspe, FCC, Vunesp e etc. É assim que a mente vai fixando os conteúdos: com constância na resolução 
das questões. Tá na fila do banco? Resolva questões. Tá de bobeira naquele restante de horário de almoço? 
Resolva questões. Tá com insônia? Resolva questões. Tá triste? Resolva questões. Ficou feliz porque está 
indo bem nas questões? Que lindo. Resolva mais questões para comemorar... 
 
 Direito Administrativo 
 
 
QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
3 
 
QUESTÕES 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
REVISÃO 3 EM 1 
 
INTRODUÇÃO AO DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
1. (CEBRASPE/2013/DEPEN) A função 
administrativa, ou executiva, é exercida 
privativamente pelo Poder Executivo. 
 
2. (CEBRASPE/2013/TJDFT) Administração pública 
em sentido orgânico designa os entes que 
exercem as funções administrativas, 
compreendendo as pessoas jurídicas, os órgãos e 
os agentes incumbidos dessas funções. 
 
3. (CEBRASPE/2008/TCU) Com a Constituição de 
1988, o TCU teve a sua jurisdição e competência 
substancialmente ampliadas. Recebeu poderes 
para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a 
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, 
operacional e patrimonial da União e das 
entidades da administração direta e indireta, 
quanto à legalidade, à legitimidade e à 
economicidade, e a fiscalização da aplicação das 
subvenções e da renúncia de receitas. Qualquer 
pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que 
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre 
dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais 
a União responda, ou que, em nome desta, 
assuma obrigações de natureza pecuniária tem o 
dever de prestar contas ao TCU. 
 
Tendo o texto acima como referência inicial, 
julgue os itens que se seguem, relativos ao 
enquadramento constitucional do TCU. A 
possibilidade de um tribunal de contas, de 
natureza político-administrativa, julgar as contas 
de pessoas estranhas ao Estado serve como 
exemplo do conceito de direito administrativo 
sob um critério meramente subjetivo de 
administração pública. 
 
4. (CEBRASPE/2002/AGU) O Estado e o 
administrado comparecem, em regra, em posição 
de igualdade nas relações jurídicas entre si. 
 
5. (CEBRASPE/2017/TRE-BA) Com respeito à 
organização administrativa da administração 
pública, assinale a opção correta. 
 
a) O Poder Executivo, além da sua função 
administrativa típica, pratica atos no exercício da 
função jurisdicional quando aplica penalidades 
administrativas aos servidores. 
b) A legislação infraconstitucional pode autorizar 
que os poderes da União desempenhem funções 
atípicas, prestigiando o sistema de freios e 
contrapesos estabelecido pela Constituição 
Federal de 1988. 
c) No regime federativo nacional, todos os 
componentes da federação materializam o 
Estado, cada um deles atuando dentro dos seus 
limites de competência traçados por lei 
complementar. 
d) O Poder Legislativo, além da função normativa 
própria, exerce a função administrativa quando 
processa e julga o presidente da República nos 
crimes de responsabilidade. 
e) O Poder Judiciário, além de sua função 
jurisdicional típica, pratica atos no exercício de 
função normativa, como na elaboração dos 
regimentos internos dos tribunais. 
 
6. (CEBRASPE/2017/TRF 1ª REGIÃO) A 
administração pública, em seu sentido subjetivo, 
compreende o conjunto de agentes, órgãos e 
pessoas jurídicas incumbidos de executar as 
atividades administrativas, distinguindo-se de 
seu sentido objetivo, que se relaciona ao 
exercício da própria atividade administrativa. 
 
7. (CEBRASPE/2015/STJ) No âmbito da 
administração pública, o Poder Executivo tem a 
função finalística de praticar atos de governo e de 
administração. 
 
 
 Direito Administrativo 
 
 
QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
4 
 
8. (CEBRASPE/2015/STJ) Em seu sentido subjetivo, 
a administração pública restringe-se ao conjunto 
de órgãos e agentes públicos do Poder Executivo 
que exercem a função administrativa. 
 
9. (CEBRASPE/2013/ANTT) O conceito de Estado 
regulador surgiu em uma época de 
transformação, na qual a administração pública 
passou a ter uma postura mais burocrática, 
autoritária, hierarquizada e verticalizada, e o 
processo passou a ser mais importante que o 
resultado. 
 
10. (CEBRASPE/2013/MI) Na sua acepção formal, 
entende-se governo como o conjunto de poderes 
e órgãos constitucionais. 
 
11. (CEBRASPE/2018/STM) Entre os objetos do 
direito administrativo, ramo do direito público, 
está a atividade jurídica não contenciosa. 
 
12. (CEBRASPE/2018/ABIN) A jurisprudência 
administrativa constitui fonte direta do direito 
administrativo, razão por que sua aplicação é 
procedimento corrente na administração e 
obrigatória para o agente administrativo, 
cabendo ao particular sua observância no 
cotidiano. 
 
13. (CEBRASPE/2018/ABIN) Entre as fontes de 
direito administrativo, as normas jurídicas 
administrativas em sentido estrito são 
consideradas lei formal e encontram sua 
aplicabilidade restrita à esfera político-
administrativa. 
 
14. (CEBRASPE/2017/TRE-TO) O direito 
administrativo consiste em um conjunto de 
regramentos e princípios que regem a atuação da 
administração pública, sendo esse ramo do 
direito constituído pelo seguinte conjunto de 
fontes: 
 
a) lei em sentido amplo e estrito, doutrina, 
jurisprudência e costumes. 
b) lei em sentido amplo e estrito, jurisprudência e 
normas. 
c) costumes, jurisprudência e doutrina. 
d) lei em sentido amplo, doutrina e costumes. 
e) lei em sentido estrito, jurisprudência e doutrina. 
 
15. (CEBRASPE/2017/TCE-PE) No Brasil, as fontes do 
direito administrativo são, exclusivamente, a 
Constituição Federal de 1988 (CF), as leis e os 
regulamentos. 
 
16. (CEBRASPE/2015/STJ) Conceitualmente, é 
correto considerar que o direito administrativo 
abarca um conjunto de normas jurídicas de 
direito público que disciplina as atividades 
administrativas necessárias à realização dos 
direitos fundamentais da coletividade. 
 
17. (CEBRASPE/2013/MI) Os costumes, a 
jurisprudência, a doutrina e a lei constituem as 
principais fontes do direito administrativo. 
 
18. (CEBRASPE/2017/TRE PE) O direito 
administrativo é 
 
a) um ramo estanque do direito, formado e 
consolidado cientificamente. 
b) um ramo do direito proximamente relacionado 
ao direito constitucional e possui interfaces com 
os direitos processual, penal, tributário, do 
trabalho, civil e empresarial.c) um sub-ramo do direito público, ao qual está 
subordinado. 
d) um conjunto esparso de normas que, por possuir 
características próprias, deve ser considerado de 
maneira dissociada das demais regras e 
princípios. 
e) um sistema de regras e princípios restritos à 
regulação interna das relações jurídicas entre 
agentes públicos e órgãos do Estado. 
 
 
 Direito Administrativo 
 
 
QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
5 
 
19. (CEBRASPE/2015/TRE MT) Consoante o critério 
do Poder Executivo, o direito administrativo pode 
ser conceituado como o conjunto de normas que 
regem as relações entre a administração pública 
e os administrados. 
 
20. (CEBRASPE /2015/TRE MT) As principais fontes 
do direito administrativo brasileiro, que não foi 
codificado, são o costume e a jurisprudência. 
 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
21. (FGV/2014/CGE-MA) O Estado, ao 
desconcentrar-se, especializa determinadas 
funções e atividades administrativas, por meio da 
criação de órgãos dedicados a atuar de forma 
específica. Para explicar a delineação jurídica 
dessa desconcentração, a doutrina criou a teoria 
do órgão. A esse respeito, assinale a afirmativa 
correta. 
 
a) Esta teoria, também chamada de teoria da 
imputação, estabelece que a vontade 
manifestada pelo agente público não é a vontade 
do órgão, mas a sua própria. 
b) O Estado é a pessoa jurídica de direito público, e, 
dentro de seu organismo, cria órgãos 
despersonalizados, dedicados a determinadas 
atividades administrativas. 
c) A vontade do agente se imputa ao órgão ao qual 
pertence, mas não se imputa ao Estado. 
d) Tecnicamente, o agente representa o órgão, pois 
a vontade que ali manifesta é a sua própria, em 
seu nome, e não em nome do Estado. 
e) Os órgãos estatais são divisões internas com 
personalidade jurídica própria. 
 
22. (FGV/2015/CM CARUARU – PE) Sobre os órgãos 
da administração direta na Administração Pública 
brasileira, assinale a afirmativa correta. 
 
a) Podem, isoladamente, arrecadar recursos e 
possuir autonomia orçamentária. 
b) Têm, como uma de suas características, a 
ausência de personalidade jurídica própria. 
c) Possuem personalidade própria e não estão 
diretamente ligadas ao chefe do Poder Executivo. 
d) Estão vinculados a um ministério e muitos 
arrecadam recursos com a prestação de serviços 
ou venda de produtos. 
e) Executam ou prestam diferentes serviços de 
interesse público, com base em legislação 
particular. 
 
23. (FGV/2013/MPE-MS) O prefeito recém‐eleito do 
Município “X”, visando tornar a administração 
municipal mais eficiente, resolve elaborar uma 
nova forma de atuação da Administração Pública 
e, para tanto, precisa reorganizá‐la. 
Considerando a situação acima, assinale a 
afirmativa correta. 
 
a) O prefeito pode criar qualquer órgão público sem 
necessitar de lei para tanto, desde que não 
implique em aumento de despesa. 
b) O prefeito não pode criar ou extinguir órgão 
público, somente podendo reestruturar a 
administração pública desde que não crie 
despesa. 
c) O prefeito pode criar órgão público somente por 
lei, a qual será de sua iniciativa ou do secretário 
municipal ao qual o órgão estiver vinculado. 
d) O prefeito pode extinguir qualquer órgão público 
sem necessitar de lei para tanto, já que isso, 
necessariamente, não implicará em aumento de 
despesa. 
e) O prefeito pode criar ou extinguir órgão público 
desde que não crie nova despesa, somente 
necessitando de lei caso deseje criar ente da 
administração pública indireta. 
 
24. (FGV/2013/SUDENE) Com relação à classificação 
dos órgãos segundo a esfera de atuação, assinale 
a afirmativa correta. 
 
a) A Secretaria municipal de Educação é órgão 
central. 
 
 Direito Administrativo 
 
 
QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
6 
 
b) A Superintendência de Polícia Federal que tenha 
atribuição sobre todo um Estado membro é órgão 
central. 
c) A Secretaria estadual de Educação é órgão local. 
d) A Secretaria da Receita Federal, com atribuição 
sobre todo um município, é órgão central. 
e) O Ministério das Cidades é órgão local. 
 
25. (FGV/2014/PREFEITURA DE RECIDE – PE) As 
opções a seguir apresentam bens da União, à 
exceção de uma. Assinale-a. 
 
a) Os rios que banham mais de um Estado ou que 
provenham de território estrangeiro. 
b) Os recursos naturais da plataforma continental. 
c) Os recursos minerais, inclusive os do subsolo, 
localizados no interior de um Estado. 
d) Um lago localizado no interior de um Estado que 
não faça fronteira com outro País. 
e) As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. 
 
26. (FGV/2016/MPE-RJ) Ernesto, recém aprovado 
em um concurso público para provimento do 
cargo de médico, foi informado que exerceria 
suas funções em um ente da Administração 
Pública indireta. É correto afirmar que a 
Administração Pública indireta é: 
 
a) caracterizada pela contratação de colaboradores 
para a prestação do serviço público; 
b) integrada por diversos órgãos que não possuem 
personalidade jurídica, como as Secretarias de 
Estado; 
c) formada exclusivamente pelas autarquias e 
fundações públicas; 
d) integrada por entes que não estão vinculados às 
normas constitucionais afetas à Administração 
Pública. 
e) integrada por entes que possuem personalidade 
jurídica, que podem, inclusive, desempenhar 
atividade econômica. 
 
 
27. (FGV/2016/IBGE) É grande a diversidade de 
naturezas, regimes jurídicos e denominações 
para as organizações que atuam na esfera 
pública. Pode ser considerada uma organização 
da administração indireta: 
 
a) empresa concessionária; 
b) organização social; 
c) parceria público-privada; 
d) serviço social autônomo; 
e) sociedade de economia mista. 
 
28. (FGV/2015/TJ-PI) 
 
 Entidade 1) Pessoa jurídica de direito público, 
integrante da Administração Indireta, criada por 
lei específica para desempenhar funções que, 
despidas de caráter econômico, sejam próprias e 
típicas do Estado; 
 
 Entidade 2) Pessoa jurídica de direito privado, 
integrante da Administração Indireta do Estado, 
criada por autorização legal, sob qualquer forma 
jurídica adequada a sua natureza, para que o 
Governo exerça atividades gerais de caráter 
econômico ou, em certas situações, execute a 
prestação de serviços públicos. 
 
As entidades acima conceituadas são, 
respectivamente: 
 
a) fundação pública e autarquia; 
b) empresa pública e sociedade de economia mista; 
c) sociedade de economia mista e autarquia; 
d) fundação pública e concessionária; 
e) autarquia e empresa pública. 
 
29. (FGV/2018/ALERO) Uma autarquia, entidade 
conceituada como serviço público personalizado, 
não pode estar vinculada 
 
a) ao Ministério da Fazenda. 
b) ao Poder Legislativo. 
c) à Casa Civil. 
d) à Secretaria de Meio Ambiente. 
e) à Eletrobrás. 
 
 Direito Administrativo 
 
 
QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
7 
 
30. (FGV/2015/CM CARUARU – PE) Acerca da figura 
jurídica das autarquias, assinale a opção que 
aponta corretamente suas características. 
 
a) São pessoas jurídicas da Administração Indireta, 
que possuem natureza jurídica de direito público, 
criadas por lei específica, para a execução de 
atividadestípicas da Administração Pública. 
b) São órgãos da Administração Direta que possuem 
natureza jurídica de direito público, criados por 
lei específica, para a execução de atividades 
típicas da Administração Pública. 
c) São pessoas jurídicas da Administração Indireta 
que possuem natureza jurídica de direito público, 
cuja criação é autorizada por lei específica, para a 
execução de atividades típicas da Administração 
Pública. 
d) São órgãos da Administração Direta que possuem 
natureza jurídica de direito público, cuja criação é 
autorizada por lei específica, para a execução de 
atividades típicas da Administração Pública. 
e) São pessoas jurídicas da Administração Indireta 
que possuem natureza jurídica de direito privado, 
cuja criação é autorizada por lei específica, para a 
exploração de atividade econômica que o 
Governo seja levado a exercer por força de 
contingência ou de conveniência administrativa. 
 
31. (FGV/2018/TJ-SC) Presidente da autarquia que 
atua na área de meio ambiente de determinado 
Estado da Federação indeferiu pedido de licença 
ambiental de empreendedor particular que 
pretendia instalar um aterro sanitário para 
receber resíduos sólidos. Inconformado, o 
particular impetrou o mandado de segurança, 
indicando como autoridade coatora o presidente 
da autarquia, que, ao prestar informações, 
alegou que a legitimidade passiva seria do 
próprio estado membro. Nesse contexto, de 
acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal 
de Justiça, a autarquia possui: 
 
 
a) personalidade jurídica própria de direito público, 
motivo pelo qual assiste razão a seu dirigente, 
devendo ser indicado como autoridade coatora o 
Secretário Estadual de Meio Ambiente; 
b) personalidade jurídica própria de direito privado, 
motivo pelo qual não assiste razão a seu 
dirigente, que ostenta a legitimidade passiva para 
figurar como autoridade coatora; 
c) autonomia administrativa, financeira e 
personalidade jurídica própria, distinta da 
entidade política à qual está vinculada, motivo 
pelo qual não assiste razão a seu dirigente; 
d) autonomia administrativa e financeira, mas não 
possui personalidade jurídica própria, motivo 
pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo 
ser indicado como autoridade coatora o 
Secretário Estadual de Meio Ambiente; 
e) autonomia administrativa e financeira, mas não 
possui personalidade jurídica própria, motivo 
pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo 
ser indicado como autoridade coatora o 
Governador do Estado. 
 
32. (FGV/2017/SEPOG-RO) Determinado professor 
defendeu a tese de que seria injurídico qualquer 
tratamento diferenciado em relação ao regime de 
contratação de bens, obras e serviços a ser 
seguido pelas sociedades de economia mista e 
empresas públicas, independentemente da 
atividade desempenhada. Afinal, tanto os entes 
que prestam serviço público como aqueles que 
exploram atividade econômica de produção ou 
comercialização de bens ou de prestação de 
serviços de natureza privada devem submeter-se 
às mesmas normas que recaem sobre a 
Administração Pública em geral. 
 
À luz da narrativa acima e da sistemática 
constitucional, a tese do professor, em relação à 
sistemática de contratação a ser observada por 
sociedades de economia mista e empresas 
públicas, está 
 
a) totalmente correta. 
 
 Direito Administrativo 
 
 
QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
8 
 
b) parcialmente correta, pois sociedades de 
economia mista e empresas públicas que 
exploram atividade econômica devem ter regras 
de contratação diferenciadas. 
c) parcialmente correta, pois sociedades de 
economia mista e empresas públicas que prestam 
serviço público devem ter regras de contratação 
diferenciadas. 
d) totalmente incorreta, pois as sociedades de 
economia mista e as empresas públicas, 
independentemente da atividade 
desempenhada, devem ter regras de contratação 
diferenciadas. 
e) parcialmente correta, pois apenas as sociedades 
de economia mista, qualquer que seja a atividade 
desempenhada, devem ter regras de contratação 
diferenciadas. 
 
33. (FGV/2016/COMPESA) A respeito do regime 
jurídico das sociedades de economia mista que 
explorem atividade econômica, assinale a 
afirmativa incorreta. 
 
a) As sociedades de economia mista não poderão 
gozar de privilégios fiscais não extensivos às do 
setor privado. 
b) As sociedades de economia mista se sujeitarão ao 
regime jurídico próprio das empresas privadas, 
inclusive quanto aos direitos trabalhistas. 
c) As sociedades de economia mista deverão 
realizar licitação para compras e alienações. 
d) Os mandatos, a avaliação de desempenho e a 
responsabilidade dos administradores serão 
disciplinados exclusivamente pelo ato 
constitutivo da sociedade de economia mista. 
e) A criação de subsidiária de sociedades de 
economia mista que explorem atividade 
econômica depende de autorização legislativa. 
 
 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 
 
34. (FGV/2015/CM CARUARU – PE) A Constituição da 
República de 1988, em seu Art. 37, estabelece 
expressamente que a Administração Pública 
direta e indireta obedecerá aos seguintes 
princípios: 
 
a) Legitimidade, imparcialidade, modicidade, 
popularidade e empatia. 
b) Legalidade, imparcialidade, moralidade, 
popularidade e eficiência. 
c) Legitimidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e empatia. 
d) Legalidade, impessoalidade, modicidade, 
publicidade e eficiência. 
e) Legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência. 
 
35. (FGV/2014/TJ-GO) Antônio, Presidente da 
Câmara Municipal, utilizou servidores públicos 
municipais lotados formalmente em seu gabinete 
para prestarem, de fato, serviços para fins 
particulares em sua fazenda, em Município do 
interior do Estado, no horário que seria de 
expediente. Após regular processo judicial, 
Antônio foi condenado por ato de improbidade 
administrativa, por violação a vários dispositivos 
da Lei 8.429/92, dentre eles por ter praticado ato 
que atentou frontalmente contra os princípios da 
administração pública da: 
 
a) igualdade e publicidade; 
b) impessoalidade e moralidade; 
c) legalidade e motivação; 
d) eficiência e publicidade; 
e) moralidade e autotutela. 
 
36. (FGV/2018/TJ-AL) Determinado Secretário 
Municipal de Educação, no dia da inauguração de 
nova escola municipal, distribuiu boletim 
informativo custeado pelo poder público, com os 
seguintes dizeres no título da reportagem: 
 
 Direito Administrativo 
 
 
QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
9 
 
" O Secretário do povo, Rico Ricaço, presenteia a 
população com mais uma escola”. 
 
Ao lado da reportagem, havia foto do Secretário 
fazendo com seus dedos o símbolo de coração 
utilizado por ele em suas campanhas eleitorais. A 
conduta narrada feriu o princípio da 
administração pública da: 
 
a) economicidade, eis que é vedada a publicidade 
custeada pelo erário dos atos, programas, obras, 
serviços e campanhas dos órgãos públicos, ainda 
que tenha caráter educativo, informativo ou de 
orientação social; 
b) legalidade, pois a publicidade dos atos, 
programas, obras, serviços e campanhas dos 
órgãos públicos deve ser precedida de prévia 
autorização legislativa, vedada qualquer 
promoção pessoal que configure favorecimento 
pessoal para autoridades ou servidores públicos; 
c) moralidade, eis que a publicidade dos atos, 
programas, obras e serviços dos órgãos públicos,em que constarem nomes, símbolos ou imagens 
que caracterizem promoção pessoal de 
autoridades públicas, para ser legal deve ser 
custeada integralmente com recursos privados; 
d) publicidade, uma vez que a divulgação dos atos, 
programas, obras, serviços e campanhas dos 
órgãos públicos deve ser feita exclusivamente 
por meio de publicação dos respectivos atos no 
diário oficial, para impedir promoção pessoal da 
autoridade pública; 
e) impessoalidade, pois a publicidade em tela 
deveria ter caráter educativo, informativo ou de 
orientação social, dela não podendo constar 
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem 
promoção pessoal de agentes públicos. 
 
37. (FGV/2010/PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS – 
RJ) A respeito dos princípios básicos da 
Administração Pública, considera-se que 
 
a) o princípio da eficiência é o único critério 
limitador da discricionariedade administrativa. 
b) o princípio da legalidade não autoriza o gestor 
público a, no exercício de suas atribuições, 
praticar todos os atos que não estejam proibidos 
em lei. 
c) o princípio da eficiência faculta a Administração 
Pública que realize policiamento dos atos 
administrativos que pratica. 
d) o princípio da eficiência não pode ser exigido 
enquanto não for editada a lei federal que deve 
estabelecer os seus contornos. 
e) a possibilidade de revogar os atos administrativos 
por razões de conveniência e oportunidade é 
manifestação do princípio da legalidade. 
 
38. (FGV/2015/TJ-SC) A Administração Pública 
brasileira é regida por princípios definidos na 
Constituição de 1988. Estes determinam 
condições para o bom funcionamento do 
aparelho do Estado e órgãos públicos, orientando 
principalmente a ação dos servidores públicos no 
exercício de suas funções. O servidor que, no 
exercício de sua função, realiza ações legais de 
forma oculta ou interfere na fiscalização de 
qualquer tipo de atividade contraria o princípio 
da: 
 
a) legalidade; 
b) impessoalidade; 
c) moralidade; 
d) publicidade; 
e) eficiência. 
 
39. (FGV/2014/TJ-RJ) O princípio da publicidade 
pode ser concretizado por meio de alguns 
instrumentos previstos na Constituição da 
República, como o direito de petição e de 
obtenção de certidões, independentemente do 
pagamento de taxas, além do direito de acesso à 
informação. Nesse contexto, é correto afirmar 
que: 
 
a) diante da obrigação constitucional de publicidade 
e transparência, é vedado ao agente público 
negar acesso à informação por alegação de sigilo 
legal; 
 
 Direito Administrativo 
 
 
QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
10 
 
b) não obstante o ônus do poder público do dever 
de informar, é possível a cobrança ressarcitória, 
ou seja, aquela que corresponde ao efetivo gasto 
com o material empregado, como a hipótese de 
reprodução de documentos; 
c) é vedada a publicidade de informações 
relacionadas à remuneração de pessoal da 
Administração Pública; 
d) todos os julgamentos do Poder Judiciário são 
públicos, com livre acesso a qualquer cidadão, 
permitida a limitação tão somente quando da 
lotação do espaço físico das salas de audiência; 
e) a publicidade dos atos, programas, obras e 
campanhas dos órgãos públicos deve ter caráter 
educativo, informativo ou de orientação eleitoral, 
dela podendo constar nomes, símbolos ou 
imagens que remetam às autoridades ou 
servidores públicos efetivamente envolvidos no 
projeto. 
 
40. (FGV/2018/ALERO) O princípio da eficiência na 
Administração Pública foi previsto 
expressamente pela Emenda Constitucional 
19/1998, dando origem a novos dispositivos 
legais para orientar o comportamento dos 
agentes públicos. Assinale a opção que apresenta 
um procedimento aplicado na Administração 
Pública decorrente do princípio da eficiência. 
 
a) Vedação de promoção pessoal. 
b) Avaliação periódica de desempenho. 
c) Autorização de créditos adicionais. 
d) Delegação da competência tributária. 
e) Foro por prerrogativa de função. 
 
41. (FGV/2016/PREFEITURA DE PAULÍNIA – SP) A 
capacidade de autotutela é uma característica 
marcante da Administração Pública. É por meio 
desse princípio que o sistema público se prepara 
para atender às necessidades do cidadão de 
forma eficiente e adequada. Partindo dele, as 
decisões da estrutura administrativa devem 
atender ao público e estar aptas a constantes 
revisões e reformulações. 
Sobre o Princípio da Autotutela, analise as 
afirmativas a seguir. 
 
I. É o princípio constitucional que limita e 
delega a capacidade da Administração 
Pública de anular ou rever atos de sua própria 
autoria. 
II. É o princípio constitucional que determina a 
capacidade da Administração Pública de 
anular ou rever atos de sua própria autoria. 
III. É o princípio constitucional que determina a 
capacidade da Administração Pública de 
julgar e punir atos e comportamentos ilegais 
que ocorram em seu âmbito. 
 
Está correto o que se afirma em 
 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I e II, apenas. 
e) I e III, apenas. 
 
42. (FGV/2013/TJ-AM) A Administração Pública, 
diante de um ato administrativo editado por uma 
autoridade incompetente, anula o referido ato, 
sem antes acessar o Poder Judiciário. Com base 
no caso descrito, assinale a alternativa que 
apresenta o princípio em que a Administração 
Pública se baseou. 
 
a) Princípio da supremacia do interesse público. 
b) Princípio da indisponibilidade do interesse 
público. 
c) Princípio da segurança jurídica. 
d) Princípio da eficiência. 
e) Princípio da autotutela. 
 
43. (FGV/2015/TJ-PI) A Secretaria Estadual de 
Trabalho em conjunto com a de Cultura, atentas 
à atual crise de emprego e aproveitando o 
sucesso dos programas culinários, com escopo de 
fomentar a qualificação profissional de 
cozinheiros regionais, organizou curso de 
especialização em comidas típicas do Piauí. 
 
 Direito Administrativo 
 
 
QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 
 
11 
 
Inicialmente, o edital do curso previu que apenas 
cozinheiros com experiência poderiam se 
inscrever. Posteriormente, ao verificarem a baixa 
procura e a existência de grande quantidade de 
profissionais sem experiência comprovada, as 
Secretarias Estaduais envolvidas revogaram o 
edital e publicaram um novo, permitindo a 
inscrição de qualquer cozinheiro, 
independentemente de experiência. O princípio 
administrativo implícito que viabilizou a alteração 
do edital, permitindo a revisão de mérito de ato 
administrativo anterior por motivos de 
oportunidade e conveniência, é o princípio da: 
 
a) autotutela; 
b) impessoalidade; 
c) moralidade; 
d) legalidade; 
e) reconvenção. 
 
44. (FGV/2013/TJ-AM) A administração pública 
interpretou uma determinada lei, reconhecendo 
que determinado grupo de pessoas não deve ser 
tributado. Posteriormente alterou essa 
interpretação e quer cobrar o tributo dessas 
pessoas de forma retroativa. Tal atitude é vedada 
pelo nosso ordenamento jurídico. Assinale a 
alternativa que indica o princípio que possui 
ligação direta e imediata com essa vedação. 
 
a) Indisponibilidade do interesse público. 
b) Segurança jurídica. 
c) Impessoalidade. 
d) Supremacia do interesse público. 
e) Autotutela. 
 
45. (FGV/2011/SEFAZ-RJ) A assessoria jurídica de 
determinado órgão público estadual, ao apreciar 
pedidos formulados por administrados com base 
no hipotético Decreto Estadual 1.234, vinha 
adotando, desde 2007, interpretaçãoque 
fundamentava o deferimento das pretensões 
apresentadas. Em 2010, revendo sua posição, a 
assessoria jurídica passou a interpretar a referida 
norma administrativa de forma diversa, o que 
conduziria ao indeferimento daqueles pedidos. 
Nessa situação, o princípio aplicável aos 
processos administrativos que veda a aplicação 
retroativa de nova interpretação denomina-se 
 
a) motivação. 
b) segurança jurídica. 
c) impessoalidade. 
d) legalidade. 
e) moralidade. 
 
46. (FGV/2011/SEFAZ-RJ) Em processos 
administrativos, a exigência de adequação entre 
meios e fins, vedando-se a imposição de 
obrigações, restrições e sanções em medida 
superior àquelas estritamente necessárias ao 
atendimento do interesse público, é decorrência 
da aplicação do princípio do(a) 
 
a) contraditório. 
b) eficiência. 
c) proporcionalidade. 
d) motivação. 
 
 
 
CONTROLE DE DESEMPENHO 
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46 
 
 
TEMPO: 
 
 Direito Administrativo 
 
GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 12 
 
GABARITO COMENTADO 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
REVISÃO 3 EM 1 
 
INTRODUÇÃO AO DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
1. Errado. O Poder Executivo possui a função típica 
de administração, mas os demais Poderes 
também exercem essa função, ainda que 
atipicamente. 
 
2. Certo. O sentido orgânico de administração 
pública refere-se aos órgãos, às pessoas e aos 
agentes, todos aqueles que exercem a atividade 
administrativa. 
 
3. Errado. O critério subjetivo diz respeito às 
pessoas que executam a atividade. Já o critério 
objetivo, ao próprio objeto, à natureza da 
atividade exercida. Na assertiva, ao falar-se na 
possibilidade de julgamento de contas por parte 
de um tribunal de contas, aborda-se tanto um 
critério objetivo (julgamento de contas), quanto 
um subjetivo (tribunal de contas, um órgão 
político-administrativo). 
 
4. Errado. O Estado e o administrado não 
comparecem, em regra, em posição de igualdade 
nas relações jurídicas entre si: geralmente o 
Estado fica numa posição superior em relação ao 
particular, em decorrência dos princípios da 
supremacia do interesse público e da 
indisponibilidade do interesse público. 
 
5. LETRA E. 
 
a) Errado. A banca segue o entendimento de José 
dos Santos Carvalho Filho, que defende que o 
Poder Executivo NÃO exerce a função 
jurisdicional. 
b) Errado. A legislação infraconstitucional NÃO 
pode autorizar que os poderes da União 
desempenhem funções atípicas. A autorização 
para o desempenho dessas funções é da 
Constituição Federal. 
c) Errado. Os limites de competência são traçados 
pela Carta Maior e NÃO por lei complementar, 
como foi afirmado. 
d) Errado. O Poder Legislativo, além da função 
normativa própria, exerce a função JUDICANTE 
quando processa e julga o presidente da 
República nos crimes de responsabilidade. 
e) Certo. Os três poderes exercem funções típicas e 
atípicas, e é correto afirmarmos que o Poder 
Judiciário exerce função atípica legislativa 
quando elabora os regimentos internos dos 
tribunais, logo, é a nossa assertiva correta. 
 
6. Certo. A afirmativa está correta, conforme no 
ensina o professor José dos Santos Carvalho Filho, 
vejamos: 
 
(...)a expressão pode também significa o conjunto 
de agentes, órgãos e pessoas jurídicas que 
tenham a incumbência de executar as atividades 
administrativas. Toma-se aqui em consideração o 
sujeito da função administrativa, ou seja, quem a 
exerce de fato. 
 
7. Certo. O Poder executivo exerce a função política, 
elaborando políticas públicas, e também a função 
administrativa, executando as políticas públicas, 
o que corresponde ao conceito amplo de 
administração pública. 
 
8. Errado. O erro foi afirmar que a administração 
pública restringe-se ao conjunto de órgãos e 
agentes públicos do Poder Executivo, quando na 
verdade a administração pública abarca os 
órgãos, agentes e entidades de todos os poderes, 
e não só do executivo. 
 
9. Errado. Ao contrário do que foi afirmado na 
assertiva, a administração pública passou a ter 
uma postura MENOS burocrática, adotando um 
sistema regulador, buscando atender ao 
interesse da coletividade. Além disso, não é 
correto dizer que o processo é mais importante 
do que o resultado, tendo em vista que alcançado 
este, cumpre-se o objetivo de atender à 
coletividade, de cumprir com os objetivos da 
administração. 
 
10. Certo. A afirmativa está correta, conforme 
podemos constatar nos ensinamentos do 
professor Hely Lopes Meirelles: 
 
 Direito Administrativo 
 
GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 13 
 
 Em sentido formal: é o conjunto de órgãos 
instituídos para consecução dos objetivos do 
Governo; 
 
 Em sentido material: é o conjunto das funções 
necessárias aos serviços públicos em geral; em 
acepção operacional, é o desempenho perene e 
sistemático, legal e técnico, dos serviços próprios 
do Estado ou por ele assumidos em benefício da 
coletividade. 
 
11. Certo. Exatamente, o direito administrativo 
regula a atividade não contenciosa do Estado. 
Vejamos os ensinamentos de Maria Sylvia no que 
diz repeito ao conceito desse ramo do direito: O 
ramo do direito público que tem por objeto os 
órgãos, agentes e pessoas jurídicas 
administrativas que integram a Administração 
Pública, a atividade jurídica não contenciosa que 
exerce e os bens de que se utiliza para a 
consecução de seus fins, de natureza pública. 
 
12. Errado. A jurisprudência, representada por 
reiteradas decisões judiciais, é fonte secundária 
do direito administrativo. Via de regra, não 
vincula a administração, ressalvadas as súmulas 
vinculantes, que são de observância obrigatória, 
conforme disposição constitucional: 
 
Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, 
de ofício ou por provocação, mediante decisão de 
dois terços dos seus membros, após reiteradas 
decisões sobre matéria constitucional, aprovar 
súmula que, a partir de sua publicação na 
imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação 
aos demais órgãos do Poder Judiciário e à 
administração pública direta e indireta, nas 
esferas federal, estadual e municipal, bem como 
proceder à sua revisão ou cancelamento, na 
forma estabelecida em lei. 
 
13. Errado. Ao contrário do que foi afirmado, a 
aplicabilidade dessas normas NÃO é restrita à 
esfera político-administrativa. A lei formal, que 
advém do Poder Legislativo, obedecendo todo o 
procedimento legal, pode atingir também a 
esfera privada das pessoas. 
14. LETRA A. As fontes do Direito Administrativo são: 
a lei, seja ela em sentido amplo ou estrito, (fonte 
primordial do Direito Administrativo), a 
jurisprudência (fonte secundária - representada 
por reiteradas decisões judiciais), a doutrina 
(fonte secundária) e os costumes (só tem 
importância como fonte do Direito 
Administrativo quando de alguma forma 
influenciam a produção legislativa ou a 
jurisprudência, logo, é menos que uma fonte 
secundária, e, quando muito, é uma fonte 
indireta). Portanto, a única assertiva que trouxe 
em sua completude as fontes do direito 
administrativo foi a assertiva A, estando as 
demais automaticamente eliminadas. 
 
15. Errado. A afirmativa está equivocada, pois o 
direito administrativo tem como fontes as leis, 
em sentido amplo e estrito, a jurisprudência, a 
doutrina, os costumes, e, além disso, há autores 
que citam os tratados internacionais e os 
princípios que regem a administração pública. 
 
16. Certo. Para justificar o acerto da afirmativa 
podemos nos basear no conceito dado por Hely 
Lopes Meirelles, vejamos: (...)conjuntoharmônico de princípios jurídicos que regem os 
órgãos, os agentes e as atividades públicas 
tendentes a realizar concreta, direta e 
imediatamente os fins desejados pelo Estado. 
 
17. Certo. As fontes do Direito Administrativo são: a 
lei, fonte primordial do Direito Administrativo; a 
jurisprudência, fonte secundária - representada 
por reiteradas decisões judiciais; a doutrina, 
fonte secundária; e os costumes, que só tem 
importância como fonte do Direito 
Administrativo quando de alguma forma 
influenciam a produção legislativa ou a 
jurisprudência. Portanto, podemos afirmar que 
eles são as principais fontes do direito 
administrativo. 
 
 
 
 Direito Administrativo 
 
GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 14 
 
18. LETRA B. O Direito Administrativo possui relação 
íntima com o Direito Constitucional, e se 
relaciona, de certa forma, com os outros ramos 
do Direito, até porque o Direito é dividido apenas 
para fins didáticos, pois é um sistema integrado. 
 
a) Errado. O Direito Administrativo não é um ramo 
estanque, pois se integra com os outros ramos do 
Direito. 
b) Certo. 
c) Errado. O Direito Administrativo é um sub-ramo 
do Direito Público, mas não há relação de 
subordinação entre eles. 
d) Errado. O Direito é um sistema, de modo que 
seus ramos devem ser considerados de forma 
integrada. 
e) Errado. O Direito Administrativo pode regular 
tanto situações internas quanto externas à 
Administração Pública. Nesse sentido, 
basicamente, são objeto do direito 
administrativo: 
 
 Todas as relações internas à administração 
pública – entre os órgãos e entidades 
administrativas, uns com os outros, e entre a 
administração e seus agentes; 
 Todas as relações entre a administração e os 
administrados, regidas pelo direito público ou 
pelo privado; 
 As atividades de administração pública em 
sentido material exercidas por particulares sob 
regime de direito público, a exemplo da 
prestação de serviços públicos mediante 
contratos de concessão ou de permissão. 
 
19. Errado. A assertiva trata do critério das relações 
jurídicas, não do Poder Executivo, pois esse 
último limita o Direito Administrativo ao conjunto 
de normas que disciplina a organização e a 
atividade do Poder Executivo, excluindo os 
demais órgãos e Poderes. 
 
20. Errado. A Lei (em sentido amplo) é apontada 
geralmente como a fonte primária e mais 
importante do Direito Administrativo. 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
21. LETRA B. Os órgãos não têm personalidade jurídica 
nem vontade própria, tendo em vista que eles 
expressam a vontade do Estado, eles são 
instrumentos do Estado. Este cria os órgãos 
despersonalizados, para que exerçam 
determinadas atividades administrativas. 
 
22. LETRA B. É a nossa resposta correta, haja vista que 
realmente os órgãos NÃO possuem personalidade 
jurídica própria, sendo este atributo somente da 
pessoa jurídica a qual ele integra. Assim, de acordo 
com a teoria do órgão, a vontade do órgão é 
atribuída à pessoa jurídica a cuja estrutura 
pertence. 
 
23. LETRA B. Pelo princípio da simetria, a regra 
utilizada para o Poder Executivo Federal, também 
será aplicada ao Poder Executivo Municipal. 
Importa observarmos o que diz a CF/88: 
 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da 
República: 
(...) VI – dispor, mediante decreto, sobre: 
a) organização e funcionamento da administração 
federal, quando não implicar aumento de despesa 
nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando 
vagos; 
 
Portanto, a regra presente nesse artigo aplicar-se-á 
à administração municipal. 
 
Sobre a letra B, essa já é a nossa alternativa correta, 
haja vista que, segundo dispõe o artigo 84 da CF/88, 
o prefeito não pode criar ou extinguir órgão público, 
somente podendo reestruturar a administração 
pública desde que não crie despesa. 
 
24. LETRA A. A questão versa sobre os órgãos públicos 
e, com relação à classificação quanto à esfera de 
ação, eles podem ser centrais ou locais. Estes atuam 
em parte do território, a exemplo das delegacias de 
polícia, já os órgãos centrais exercem atribuição em 
todo o território nacional, distrital, estadual e 
municipal, a exemplo das secretarias e ministérios. 
 
 Direito Administrativo 
 
GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 15 
 
A letra A é o nosso gabarito, pois a Secretaria 
municipal de Educação abrange todo o município, 
sendo, portanto, um órgão central. 
 
25. LETRA D. Os bens da União estão listados em nossa 
CF/88, especificamente no artigo 20, conforme 
veremos abaixo, e, dentre as opções apresentadas 
pela questão, a única assertiva que não consta 
como um bem da união é a letra D. 
 
Art. 20. São bens da União: 
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em 
terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de 
um Estado, sirvam de limites com outros países, ou 
se estendam a território estrangeiro ou dele 
provenham, bem como os terrenos marginais e as 
praias fluviais; 
V - os recursos naturais da plataforma continental e 
da zona econômica exclusiva; 
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo; 
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos 
índios. 
 
Como a questão pediu para assinalar a alternativa 
que não consta um bem da União, o nosso gabarito 
é a D, que não se encontra no rol do artigo 
supramencionado. 
 
26. LETRA E. Compõem a administração pública 
indireta: as autarquias e as fundações, com 
personalidade jurídica de direito público e as 
empresas públicas e as sociedades de economia 
mista, com personalidade jurídica de direito 
privado. Essas entidades são criadas para 
exercerem atividades típicas do Estado, porém, as 
empresas públicas e as sociedades de economia 
mista, além de prestarem serviço público, elas 
também podem explorar atividade econômica, por 
isso o acerto da assertiva. 
 
27. LETRA E. A administração indireta é composta por 
entidades que exercem atribuições do Estado de 
forma descentralizada, todas elas com 
personalidade jurídica própria. As entidades que 
compõem a administração indireta são as 
autarquias, as fundações, as empresas públicas e as 
sociedades de economia mista. 
Vejamos o que dispõe o Decreto-Lei 200/67, que 
trata da organização da administração federal: 
 
Art. 4° A Administração Federal compreende: 
I - A Administração Direta, que se constitui dos 
serviços integrados na estrutura administrativa da 
Presidência da República e dos Ministérios. 
II - A Administração Indireta, que compreende as 
seguintes categorias de entidades, dotadas de 
personalidade jurídica própria: 
a) Autarquias; 
b) Empresas Públicas; 
c) Sociedades de Economia Mista. 
d) fundações públicas. 
 
Assim, dentre as opções apresentadas pela 
questão, a única que é considerada uma 
organização da administração indireta é a 
sociedade de economia mista, logo, o gabarito é a 
letra E. Quanto às demais assertivas, a organização 
social e o serviço social autônomo são integrantes 
do Terceiro Setor, a empresa concessionária é 
pessoa jurídica de direito privado, escolhida por 
meio de licitação, e a parceria público-privada é 
uma forma de o Estado prestar serviços de forma 
indireta. 
 
28. LETRA E. A nossa resposta é a letra E, pois a 
descrição da entidade 1 corresponde às autarquias, 
que são pessoas jurídicas de direito público, 
integrantes da Administração Indireta, criadas por 
lei específica para desempenhar funções que, 
despidas de caráter econômico, sejam próprias e 
típicas do Estado. 
 
E a entidade 2 trouxe as características das 
Empresas Públicas, quesão pessoas jurídicas de 
direito privado, integrantes da Administração 
Indireta do Estado, criadas por autorização legal, 
sob qualquer forma jurídica adequada a sua 
natureza, para que o Governo exerça atividades 
gerais de caráter econômico ou, em certas 
situações, execute a prestação de serviços públicos. 
Vejamos o que diz a Constituição Federal de 1988: 
 
 
 
 Direito Administrativo 
 
GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 16 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de 
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos 
princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao 
seguinte: 
(...) XIX – somente por lei específica poderá ser 
criada autarquia e autorizada a instituição de 
empresa pública, de sociedade de economia mista e 
de fundação, cabendo à lei complementar, neste 
último caso, definir as áreas de sua atuação; 
 
As demais alternativas ficam automaticamente 
eliminadas. 
 
29. LETRA E. Podemos encontrar o conceito de 
autarquia no Decreto Lei 200/67, vejamos: 
 
Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: 
I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, 
com personalidade jurídica, patrimônio e receita 
próprios, para executar atividades típicas da 
Administração Pública, que requeiram, para seu 
melhor funcionamento, gestão administrativa e 
financeira descentralizada. 
 
As autarquias fazem parte da Administração Pública 
Indireta, por meio da descentralização do serviço. 
Elas são entidades administrativas, e, apesar de 
possuírem capacidade de administração, elas estão 
diretamente ligadas à administração central, ou 
seja, vinculadas (e não subordinadas) ao ente que 
as criou. Dito isso, podemos afirmar que uma 
autarquia não pode estar vinculada à Eletrobás, 
pois esta é uma sociedade de economia mista, 
integrante da administração indireta, assim como 
as autarquias, sendo então o nosso gabarito. As 
demais assertivas trazem hipóteses com as quais a 
autarquia poderia estar vinculada, logo, estão 
automaticamente excluídas. 
 
30. LETRA A. Conforme o Decreto Lei 200/67, nós 
podemos conceituar as autarquias da seguinte 
forma: 
 
Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: 
I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, 
com personalidade jurídica, patrimônio e receita 
próprios, para executar atividades típicas da 
Administração Pública, que requeiram, para seu 
melhor funcionamento, gestão administrativa e 
financeira descentralizada. 
 
Assim, podemos verificar que o disposto pela 
assertiva está de acordo com o que foi previsto no 
Decreto, o que faz com a que a assertiva esteja 
acertada. 
 
31. LETRA C. Essa é a nossa assertiva correta, pois a 
autarquia possui autonomia administrativa, 
financeira e personalidade jurídica própria, distinta 
da entidade política à qual está vinculada, motivo 
pelo qual não assiste razão a seu dirigente, que é 
parte legítima no Mandado de Segurança, estando 
corretamente no polo passivo. 
 
32. LETRA B. A tese do professor está parcialmente 
correta, pois sociedades de economia mista e 
empresas públicas que exploram atividade 
econômica devem ter regras de contratação 
diferenciadas, conforme previsto 
constitucionalmente, vejamos: 
 
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta 
Constituição, a exploração direta de atividade 
econômica pelo Estado só será permitida quando 
necessária aos imperativos da segurança nacional 
ou a relevante interesse coletivo, conforme 
definidos em lei. 
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da 
empresa pública, da sociedade de economia mista e 
de suas subsidiárias que explorem atividade 
econômica de produção ou comercialização de bens 
ou de prestação de serviços, dispondo sobre: 
I - sua função social e formas de fiscalização pelo 
Estado e pela sociedade; 
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das 
empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e 
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e 
tributários; Diante disso, em 2016, foi editada a lei 
13.303 que dispõe sobre o estatuto jurídico da 
empresa pública, da sociedade de economia mista e 
de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
 
 
 
 Direito Administrativo 
 
GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 17 
 
A referida lei prevê que as empresas estatais que 
exploram atividade econômica em sentido estrito 
estão dispensadas da licitação em algumas 
situações, conforme previsão da lei 
supramencionada: 
 
Art. 28. Os contratos com terceiros destinados à 
prestação de serviços às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista, inclusive de 
engenharia e de publicidade, à aquisição e à locação 
de bens, à alienação de bens e ativos integrantes do 
respectivo patrimônio ou à execução de obras a 
serem integradas a esse patrimônio, bem como à 
implementação de ônus real sobre tais bens, serão 
precedidos de licitação nos termos desta Lei, 
ressalvadas as hipóteses previstas nos arts. 29 e 30. 
(..) § 3º São as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista dispensadas da observância dos 
dispositivos deste Capítulo nas seguintes situações: 
I - comercialização, prestação ou execução, de 
forma direta, pelas empresas mencionadas no 
caput, de produtos, serviços ou obras 
especificamente relacionados com seus respectivos 
objetos sociais; 
II - nos casos em que a escolha do parceiro esteja 
associada a suas características particulares, 
vinculada a oportunidades de negócio definidas e 
específicas, justificada a inviabilidade de 
procedimento competitivo. 
 
Portanto, concluímos que a tese do professor está 
parcialmente correta, pois enquanto as estatais que 
exploram atividade econômica, em algumas 
situações, estão dispensadas de licitação, as 
prestadoras de serviços públicos devem sempre 
licitar. 
 
33. LETRA D. Os mandatos, a avaliação de desempenho 
e a responsabilidade dos administradores serão 
disciplinados pela LEI e não pelo ato constitutivo da 
sociedade de economia mista. Vejamos o que 
determina a CF/88: 
 
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta 
Constituição, a exploração direta de atividade 
econômica pelo Estado só será permitida quando 
necessária aos imperativos da segurança nacional 
ou a relevante interesse coletivo, conforme 
definidos em lei. 
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da 
empresa pública, da sociedade de economia mista e 
de suas subsidiárias que explorem atividade 
econômica de produção ou comercialização de bens 
ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (grifo 
nosso) 
(...) V - os mandatos, a avaliação de desempenho e 
a responsabilidade dos administradores. 
 
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 
 
34. LETRA E. Encontramos a resposta para a nossa 
questão expressamente no capítulo VII da nossa 
CF/88, que trata da Administração Pública. Os 
princípios trazidos pelo artigo 37 formam o 
famoso “LIMPE”: legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência, vejamos: 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta 
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá 
aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, 
ao seguinte (...) 
 
Portanto, resposta letra E, ficando excluídas as 
demais assertivas. 
 
35. LETRA B. A Constituição Federal traz em seu 
artigo 37 a previsão de princípios que devem ser 
respeitados por toda a administração pública, 
tanto direta quanto indireta. Diante do caso 
trazido pela questão, constatamosa violação dos 
princípios da impessoalidade e da moralidade. 
 
Na impessoalidade a administração deve excluir a 
promoção pessoal, não permitindo privilégios. A 
impessoalidade nada mais é do que a finalidade, 
que determina que o administrador pratique os 
atos de acordo com a finalidade da administração 
pública. Quando o Presidente da Câmara utiliza 
servidor público para trabalhar em sua fazenda, 
ele está agindo com desvio de finalidade, pois a 
função do servidor público é servir à população, 
visando os interesses gerais, e não particular do 
presidente. 
 
 Direito Administrativo 
 
GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 18 
 
 
Além de agir com impessoalidade, a 
administração pública deve ter condutas morais. 
Reproduzindo Hely Lopes Meirelles: 
 
“O agente administrativo, como ser humano 
dotado de capacidade de atuar, deve, 
necessariamente, distinguir o Bem do Mal, o 
Honesto do Desonesto. E ao atuar, não poderá 
desprezar o elemento ético da sua conduta”. 
 
Assim, não terá que decidir somente entre o legal 
e o ilegal, o justo do injusto, o conveniente e o 
inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas 
também entre o honesto e o desonesto. O 
princípio da moralidade administrativa está 
ligado ao fato de o administrador buscar sempre 
a boa administração, o atendimento do interesse 
público e a conduta ética, o que não se confunde 
com a moralidade comum, que é a vigente na 
sociedade, em que o indivíduo carrega consigo os 
princípios éticos sobre o que significa ser 
honesto. Assim, podemos constatar que o 
presidente não teve uma conduta moral e proba 
ao utilizar um servidor público para prestar 
serviços particulares em sua fazenda, ferindo o 
princípio da moralidade. Portanto, a letra B é o 
nosso gabarito, descartando as demais 
alternativas. 
 
36. LETRA E. Na impessoalidade a administração 
deve excluir a promoção pessoal, não permitindo 
privilégios. A impessoalidade nada mais é do que 
a finalidade, que determina que o administrador 
pratique os atos de acordo com a finalidade da 
administração pública. Na impessoalidade a 
administração age buscando a igualdade de 
tratamento, sem privilegiar um indivíduo em 
detrimento dos demais. Segundo o professor 
Hely Lopes Meirelles, 
 
“O princípio da impessoalidade, referido na 
Constituição de 1988 (art. 37, caput), nada mais é 
que o clássico princípio da finalidade, o qual 
impõe ao administrador público que só pratique o 
ato para o seu fim legal”. 
E o fim legal é unicamente aquele que a norma de 
direito indica expressa ou virtualmente como 
objetivo do ato, de forma impessoal. Assim, esse 
é o nosso gabarito, tendo a conduta do Secretário 
ferido a impessoalidade, pois a publicidade em 
tela deveria ter caráter educativo, informativo ou 
de orientação social, dela não podendo constar 
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem 
promoção pessoal de agentes públicos. 
 
37. LETRA B. É exatamente isso: o princípio da 
legalidade NÃO autoriza o gestor público a, no 
exercício de suas atribuições, praticar todos os 
atos que não estejam proibidos em lei. O gestor 
público só pode praticar atos que estejam 
permitidos pela lei, ao contrário do particular, 
que pode praticar tudo aquilo que não é proibido 
pela norma. Esse é o nosso gabarito. 
 
38. LETRA D. O princípio da publicidade determina a 
obrigatoriedade de transparência dos atos da 
administração pública, é obrigatório tanto para as 
entidades da administração pública direta quanto 
para as entidades da administração pública 
indireta. A nossa CF/88 dispõe o seguinte: 
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem 
distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no 
País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
(...) XXXIII - todos têm direito a receber dos 
órgãos públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que 
serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo 
seja imprescindível à segurança da sociedade e do 
Estado. 
 
Assim, o fato de o servidor, no exercício de sua 
função, realizar ações legais de forma oculta, está 
ferindo o princípio da publicidade, tendo em vista 
a falta de transparência em sua conduta, que 
também é intrínseca a este princípio.  
 
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No que tange à conduta de interferir na 
fiscalização de qualquer tipo de atividade, pode-
se considerar que houve a infração ao princípio 
da publicidade, mas também podemos 
considerar o desrespeito à legalidade, à 
moralidade, à impessoalidade, enfim, à inúmeros 
princípios da administração pública. Conforme o 
enunciado, a letra D é a que se encaixa como 
nosso gabarito, estando as demais assertivas 
automaticamente eliminadas. 
 
39. LETRA B. Sentença correta, pois, conforme a lei 
12.527/2011, é possível a cobrança ressarcitória, 
que corresponde ao efetivo gasto com o material 
empregado, como a hipótese de reprodução de 
documentos: 
 
Art. 12. O serviço de busca e fornecimento da 
informação é gratuito, salvo nas hipóteses de 
reprodução de documentos pelo órgão ou 
entidade pública consultada, situação em que 
poderá ser cobrado exclusivamente o valor 
necessário ao ressarcimento do custo dos serviços 
e dos materiais utilizados. 
 
40. LETRA B. A avaliação periódica de desempenho 
do servidor público está diretamente relacionada 
com o princípio da eficiência, que, assim como 
ele, foi inserida em nossa Constituição através da 
EC 19/1998. A referida avaliação tem como 
objetivo verificar se o servidor público está apto 
para atuar na Administração Pública, se ele 
atende aos requisitos para exercer o cargo e se 
ele poderá continuar na Administração. Portanto, 
a opção que apresenta um procedimento 
aplicado na Administração Pública decorrente do 
princípio da eficiência é a avaliação periódica de 
desempenho. As demais alternativas não tem 
relação com o referido princípio. 
 
41. LETRA B. 
 
I. Errado. A autotutela NÃO limita a capacidade da 
Administração Pública de anular ou rever atos de 
sua própria autoria, ao contrário, ela concede à 
administração pública o poder de revogar ou 
anular os seus atos. 
Vejamos o que diz o STF: 
 
A administração pode anular seus próprios atos, 
quando eivados de vícios que os tornam ilegais, 
porque deles não se originam direitos; ou revogá-
los, por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, 
em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
II. Certo. Item correto, com base no que diz a 
súmula 473 supramencionada. 
 
III. Errado. O item encontra-se equivocado, pois ele 
não descreve o princípio da autotutela, mas sim o 
poder disciplinar da administração pública. 
 
42. LETRA E. No exercício do poder que a 
administração tem controlar os seus atos, está o 
de anular um ato administrativo, o que faz com 
que possamos constatar a aplicação do princípio 
da autotutela, que, conforme o professor Hely 
Lopes Meirelles é tratado da seguinte forma: 
 
“O controle administrativo deriva do poder-dever 
de autotutela que a Administração tem sobre 
seus próprios atos e agentes, e que é 
normalmente exercido pelas autoridades 
superiores. Para a Administração Pública é amplo 
o dever de anular os atos administrativos ilegais. 
De modo geral, essa revisão pode se dar, por 
iniciativa da autoridade administrativa, por meio 
de fiscalização hierárquica, ou ainda por recursos 
administrativos”.O STF também dispões sobre o assunto na súmula 
473, observe: A administração pode anular seus 
próprios atos, quando eivados de vícios que os 
tornam ilegais, porque deles não se originam 
direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os 
direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os 
casos, a apreciação judicial.  
 
 
 
 Direito Administrativo 
 
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O poder público pode revogar e anular os seus 
atos sem a intervenção do poder judiciário, 
sendo, portanto, autoexecutável, mas sempre 
lembrando que deve respeitar os direitos 
adquiridos, logo, concluímos que o exercício da 
autotutela está atrelado à legalidade, que deve 
ser respeitada em todos os atos praticados pela 
administração. Por fim, as demais alternativas 
não baseiam o enunciado, estando, assim, 
eliminadas. 
 
43. LETRA A. A questão versa sobre o princípio da 
autotutela, que é um dos princípios da 
administração pública e significa que ela tem o 
controle dos seus atos. Vejamos o que diz o 
professor Hely Lopes Meirelles sobre o tema: O 
controle administrativo deriva do poder-dever de 
autotutela que a Administração tem sobre seus 
próprios atos e agentes, e que é normalmente 
exercido pelas autoridades superiores. Para a 
Administração Pública é amplo o dever de anular 
os atos administrativos ilegais. De modo geral, 
essa revisão pode se dar, por iniciativa da 
autoridade administrativa, por meio de 
fiscalização hierárquica, ou ainda por recursos 
administrativos. 
 
O STF também trata sobre a autotutela na 
súmula 473, observe: A administração pode 
anular seus próprios atos, quando eivados de 
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se 
originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os 
direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os 
casos, a apreciação judicial. 
 
Assim, no caso em tela, a administração quis 
revogar um ato emitido anteriormente, por 
razões de conveniência e oportunidade, 
exercendo o seu poder de autotutela. Importante 
destacar que a revogação não vai atingir os 
efeitos que já foram produzidos, tendo, portanto, 
efeitos “ex nunc”. As demais assertivas ficam 
eliminadas, pois não tem relação com o 
enunciado. 
44. LETRA B. O princípio da segurança jurídica, ao 
lado de outros princípios, é previsto na lei 
9.784/99: 
 
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, 
dentre outros, aos princípios da legalidade, 
finalidade, motivação, razoabilidade, 
proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, 
contraditório, segurança jurídica, interesse 
público e eficiência. 
(...) XIII - interpretação da norma administrativa 
da forma que melhor garanta o atendimento do 
fim público a que se dirige, vedada aplicação 
retroativa de nova interpretação. 
 
Na segurança jurídica a administração deve 
respeitar a estabilidade das relações, não 
devendo mais alterá-las. Portanto, esse é o 
princípio que coaduna com o que trouxe o 
enunciado. 
 
45. LETRA B. O princípio da segurança jurídica, ao 
lado de outros princípios, é também previsto na 
lei 9.784/99: 
 
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, 
dentre outros, aos princípios da legalidade, 
finalidade, motivação, razoabilidade, 
proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, 
contraditório, segurança jurídica, interesse 
público e eficiência. 
(...) XIII - interpretação da norma administrativa 
da forma que melhor garanta o atendimento do 
fim público a que se dirige, vedada aplicação 
retroativa de nova interpretação. 
 
Na segurança jurídica a administração deve 
respeitar a estabilidade das relações, não 
devendo mais alterálas. Portanto, esse é o 
princípio que coaduna com o que trouxe o 
enunciado. 
 
 
 
 
 Direito Administrativo 
 
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46. LETRA C. O princípio da proporcionalidade veio 
exposto na lei 9.784/99: 
 
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, 
dentre outros, aos princípios da legalidade, 
finalidade, motivação, razoabilidade, 
proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, 
contraditório, segurança jurídica, interesse 
público e eficiência. 
(...) VI - adequação entre meios e fins, vedada a 
imposição de obrigações, restrições e sanções em 
medida superior àquelas estritamente 
necessárias ao atendimento do interesse público; 
 
De acordo com o que diz o enunciado “vedando-
se a imposição de obrigações, restrições e 
sanções em medida superior àquelas 
estritamente necessárias ao atendimento do 
interesse público”, estamos tratando exatamente 
do princípio da proporcionalidade, que nada mais 
é do que a proibição do excesso. Assim, este é o 
nosso gabarito.

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