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NEW Questões DIREITO ADMINISTRATIVO – REVISÃO 3 EM 1 – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS - Hoje, vamos fazer uma revisão rápida dos 3 assuntos que já vimos de Direito Administrativo. - Comece, resolva e termine. Sem pausas ou procrastinação. Cuidado com a auto sabotagem, porque isso só prejudica a você mesmo (a)! - ABANDONE O CELULAR! Estuda, peste! Rosa Figueirôa Questões.............................................................. 03 Gabarito comentado............................................ 12 IMPORTANTE: O foco das revisões é sempre nos assuntos, não na banca em si. E que isso sirva para os filtros que vocês utilizam para resolver questões diariamente também. Se vocês marcarem um assunto e a FGV, por exemplo, tiver poucas questões, já saibam que não é um assunto muito relevante para a banca. Mas isso não significa que não devam resolver questões sobre esse assunto. Apenas alterem a banca e coloquem Cebraspe, FCC, Vunesp e etc. É assim que a mente vai fixando os conteúdos: com constância na resolução das questões. Tá na fila do banco? Resolva questões. Tá de bobeira naquele restante de horário de almoço? Resolva questões. Tá com insônia? Resolva questões. Tá triste? Resolva questões. Ficou feliz porque está indo bem nas questões? Que lindo. Resolva mais questões para comemorar... Direito Administrativo QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 3 QUESTÕES DIREITO ADMINISTRATIVO REVISÃO 3 EM 1 INTRODUÇÃO AO DIREITO ADMINISTRATIVO 1. (CEBRASPE/2013/DEPEN) A função administrativa, ou executiva, é exercida privativamente pelo Poder Executivo. 2. (CEBRASPE/2013/TJDFT) Administração pública em sentido orgânico designa os entes que exercem as funções administrativas, compreendendo as pessoas jurídicas, os órgãos e os agentes incumbidos dessas funções. 3. (CEBRASPE/2008/TCU) Com a Constituição de 1988, o TCU teve a sua jurisdição e competência substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, à legitimidade e à economicidade, e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas. Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU. Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens que se seguem, relativos ao enquadramento constitucional do TCU. A possibilidade de um tribunal de contas, de natureza político-administrativa, julgar as contas de pessoas estranhas ao Estado serve como exemplo do conceito de direito administrativo sob um critério meramente subjetivo de administração pública. 4. (CEBRASPE/2002/AGU) O Estado e o administrado comparecem, em regra, em posição de igualdade nas relações jurídicas entre si. 5. (CEBRASPE/2017/TRE-BA) Com respeito à organização administrativa da administração pública, assinale a opção correta. a) O Poder Executivo, além da sua função administrativa típica, pratica atos no exercício da função jurisdicional quando aplica penalidades administrativas aos servidores. b) A legislação infraconstitucional pode autorizar que os poderes da União desempenhem funções atípicas, prestigiando o sistema de freios e contrapesos estabelecido pela Constituição Federal de 1988. c) No regime federativo nacional, todos os componentes da federação materializam o Estado, cada um deles atuando dentro dos seus limites de competência traçados por lei complementar. d) O Poder Legislativo, além da função normativa própria, exerce a função administrativa quando processa e julga o presidente da República nos crimes de responsabilidade. e) O Poder Judiciário, além de sua função jurisdicional típica, pratica atos no exercício de função normativa, como na elaboração dos regimentos internos dos tribunais. 6. (CEBRASPE/2017/TRF 1ª REGIÃO) A administração pública, em seu sentido subjetivo, compreende o conjunto de agentes, órgãos e pessoas jurídicas incumbidos de executar as atividades administrativas, distinguindo-se de seu sentido objetivo, que se relaciona ao exercício da própria atividade administrativa. 7. (CEBRASPE/2015/STJ) No âmbito da administração pública, o Poder Executivo tem a função finalística de praticar atos de governo e de administração. Direito Administrativo QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 4 8. (CEBRASPE/2015/STJ) Em seu sentido subjetivo, a administração pública restringe-se ao conjunto de órgãos e agentes públicos do Poder Executivo que exercem a função administrativa. 9. (CEBRASPE/2013/ANTT) O conceito de Estado regulador surgiu em uma época de transformação, na qual a administração pública passou a ter uma postura mais burocrática, autoritária, hierarquizada e verticalizada, e o processo passou a ser mais importante que o resultado. 10. (CEBRASPE/2013/MI) Na sua acepção formal, entende-se governo como o conjunto de poderes e órgãos constitucionais. 11. (CEBRASPE/2018/STM) Entre os objetos do direito administrativo, ramo do direito público, está a atividade jurídica não contenciosa. 12. (CEBRASPE/2018/ABIN) A jurisprudência administrativa constitui fonte direta do direito administrativo, razão por que sua aplicação é procedimento corrente na administração e obrigatória para o agente administrativo, cabendo ao particular sua observância no cotidiano. 13. (CEBRASPE/2018/ABIN) Entre as fontes de direito administrativo, as normas jurídicas administrativas em sentido estrito são consideradas lei formal e encontram sua aplicabilidade restrita à esfera político- administrativa. 14. (CEBRASPE/2017/TRE-TO) O direito administrativo consiste em um conjunto de regramentos e princípios que regem a atuação da administração pública, sendo esse ramo do direito constituído pelo seguinte conjunto de fontes: a) lei em sentido amplo e estrito, doutrina, jurisprudência e costumes. b) lei em sentido amplo e estrito, jurisprudência e normas. c) costumes, jurisprudência e doutrina. d) lei em sentido amplo, doutrina e costumes. e) lei em sentido estrito, jurisprudência e doutrina. 15. (CEBRASPE/2017/TCE-PE) No Brasil, as fontes do direito administrativo são, exclusivamente, a Constituição Federal de 1988 (CF), as leis e os regulamentos. 16. (CEBRASPE/2015/STJ) Conceitualmente, é correto considerar que o direito administrativo abarca um conjunto de normas jurídicas de direito público que disciplina as atividades administrativas necessárias à realização dos direitos fundamentais da coletividade. 17. (CEBRASPE/2013/MI) Os costumes, a jurisprudência, a doutrina e a lei constituem as principais fontes do direito administrativo. 18. (CEBRASPE/2017/TRE PE) O direito administrativo é a) um ramo estanque do direito, formado e consolidado cientificamente. b) um ramo do direito proximamente relacionado ao direito constitucional e possui interfaces com os direitos processual, penal, tributário, do trabalho, civil e empresarial.c) um sub-ramo do direito público, ao qual está subordinado. d) um conjunto esparso de normas que, por possuir características próprias, deve ser considerado de maneira dissociada das demais regras e princípios. e) um sistema de regras e princípios restritos à regulação interna das relações jurídicas entre agentes públicos e órgãos do Estado. Direito Administrativo QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 5 19. (CEBRASPE/2015/TRE MT) Consoante o critério do Poder Executivo, o direito administrativo pode ser conceituado como o conjunto de normas que regem as relações entre a administração pública e os administrados. 20. (CEBRASPE /2015/TRE MT) As principais fontes do direito administrativo brasileiro, que não foi codificado, são o costume e a jurisprudência. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 21. (FGV/2014/CGE-MA) O Estado, ao desconcentrar-se, especializa determinadas funções e atividades administrativas, por meio da criação de órgãos dedicados a atuar de forma específica. Para explicar a delineação jurídica dessa desconcentração, a doutrina criou a teoria do órgão. A esse respeito, assinale a afirmativa correta. a) Esta teoria, também chamada de teoria da imputação, estabelece que a vontade manifestada pelo agente público não é a vontade do órgão, mas a sua própria. b) O Estado é a pessoa jurídica de direito público, e, dentro de seu organismo, cria órgãos despersonalizados, dedicados a determinadas atividades administrativas. c) A vontade do agente se imputa ao órgão ao qual pertence, mas não se imputa ao Estado. d) Tecnicamente, o agente representa o órgão, pois a vontade que ali manifesta é a sua própria, em seu nome, e não em nome do Estado. e) Os órgãos estatais são divisões internas com personalidade jurídica própria. 22. (FGV/2015/CM CARUARU – PE) Sobre os órgãos da administração direta na Administração Pública brasileira, assinale a afirmativa correta. a) Podem, isoladamente, arrecadar recursos e possuir autonomia orçamentária. b) Têm, como uma de suas características, a ausência de personalidade jurídica própria. c) Possuem personalidade própria e não estão diretamente ligadas ao chefe do Poder Executivo. d) Estão vinculados a um ministério e muitos arrecadam recursos com a prestação de serviços ou venda de produtos. e) Executam ou prestam diferentes serviços de interesse público, com base em legislação particular. 23. (FGV/2013/MPE-MS) O prefeito recém‐eleito do Município “X”, visando tornar a administração municipal mais eficiente, resolve elaborar uma nova forma de atuação da Administração Pública e, para tanto, precisa reorganizá‐la. Considerando a situação acima, assinale a afirmativa correta. a) O prefeito pode criar qualquer órgão público sem necessitar de lei para tanto, desde que não implique em aumento de despesa. b) O prefeito não pode criar ou extinguir órgão público, somente podendo reestruturar a administração pública desde que não crie despesa. c) O prefeito pode criar órgão público somente por lei, a qual será de sua iniciativa ou do secretário municipal ao qual o órgão estiver vinculado. d) O prefeito pode extinguir qualquer órgão público sem necessitar de lei para tanto, já que isso, necessariamente, não implicará em aumento de despesa. e) O prefeito pode criar ou extinguir órgão público desde que não crie nova despesa, somente necessitando de lei caso deseje criar ente da administração pública indireta. 24. (FGV/2013/SUDENE) Com relação à classificação dos órgãos segundo a esfera de atuação, assinale a afirmativa correta. a) A Secretaria municipal de Educação é órgão central. Direito Administrativo QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 6 b) A Superintendência de Polícia Federal que tenha atribuição sobre todo um Estado membro é órgão central. c) A Secretaria estadual de Educação é órgão local. d) A Secretaria da Receita Federal, com atribuição sobre todo um município, é órgão central. e) O Ministério das Cidades é órgão local. 25. (FGV/2014/PREFEITURA DE RECIDE – PE) As opções a seguir apresentam bens da União, à exceção de uma. Assinale-a. a) Os rios que banham mais de um Estado ou que provenham de território estrangeiro. b) Os recursos naturais da plataforma continental. c) Os recursos minerais, inclusive os do subsolo, localizados no interior de um Estado. d) Um lago localizado no interior de um Estado que não faça fronteira com outro País. e) As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. 26. (FGV/2016/MPE-RJ) Ernesto, recém aprovado em um concurso público para provimento do cargo de médico, foi informado que exerceria suas funções em um ente da Administração Pública indireta. É correto afirmar que a Administração Pública indireta é: a) caracterizada pela contratação de colaboradores para a prestação do serviço público; b) integrada por diversos órgãos que não possuem personalidade jurídica, como as Secretarias de Estado; c) formada exclusivamente pelas autarquias e fundações públicas; d) integrada por entes que não estão vinculados às normas constitucionais afetas à Administração Pública. e) integrada por entes que possuem personalidade jurídica, que podem, inclusive, desempenhar atividade econômica. 27. (FGV/2016/IBGE) É grande a diversidade de naturezas, regimes jurídicos e denominações para as organizações que atuam na esfera pública. Pode ser considerada uma organização da administração indireta: a) empresa concessionária; b) organização social; c) parceria público-privada; d) serviço social autônomo; e) sociedade de economia mista. 28. (FGV/2015/TJ-PI) Entidade 1) Pessoa jurídica de direito público, integrante da Administração Indireta, criada por lei específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado; Entidade 2) Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração Indireta do Estado, criada por autorização legal, sob qualquer forma jurídica adequada a sua natureza, para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico ou, em certas situações, execute a prestação de serviços públicos. As entidades acima conceituadas são, respectivamente: a) fundação pública e autarquia; b) empresa pública e sociedade de economia mista; c) sociedade de economia mista e autarquia; d) fundação pública e concessionária; e) autarquia e empresa pública. 29. (FGV/2018/ALERO) Uma autarquia, entidade conceituada como serviço público personalizado, não pode estar vinculada a) ao Ministério da Fazenda. b) ao Poder Legislativo. c) à Casa Civil. d) à Secretaria de Meio Ambiente. e) à Eletrobrás. Direito Administrativo QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 7 30. (FGV/2015/CM CARUARU – PE) Acerca da figura jurídica das autarquias, assinale a opção que aponta corretamente suas características. a) São pessoas jurídicas da Administração Indireta, que possuem natureza jurídica de direito público, criadas por lei específica, para a execução de atividadestípicas da Administração Pública. b) São órgãos da Administração Direta que possuem natureza jurídica de direito público, criados por lei específica, para a execução de atividades típicas da Administração Pública. c) São pessoas jurídicas da Administração Indireta que possuem natureza jurídica de direito público, cuja criação é autorizada por lei específica, para a execução de atividades típicas da Administração Pública. d) São órgãos da Administração Direta que possuem natureza jurídica de direito público, cuja criação é autorizada por lei específica, para a execução de atividades típicas da Administração Pública. e) São pessoas jurídicas da Administração Indireta que possuem natureza jurídica de direito privado, cuja criação é autorizada por lei específica, para a exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa. 31. (FGV/2018/TJ-SC) Presidente da autarquia que atua na área de meio ambiente de determinado Estado da Federação indeferiu pedido de licença ambiental de empreendedor particular que pretendia instalar um aterro sanitário para receber resíduos sólidos. Inconformado, o particular impetrou o mandado de segurança, indicando como autoridade coatora o presidente da autarquia, que, ao prestar informações, alegou que a legitimidade passiva seria do próprio estado membro. Nesse contexto, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a autarquia possui: a) personalidade jurídica própria de direito público, motivo pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo ser indicado como autoridade coatora o Secretário Estadual de Meio Ambiente; b) personalidade jurídica própria de direito privado, motivo pelo qual não assiste razão a seu dirigente, que ostenta a legitimidade passiva para figurar como autoridade coatora; c) autonomia administrativa, financeira e personalidade jurídica própria, distinta da entidade política à qual está vinculada, motivo pelo qual não assiste razão a seu dirigente; d) autonomia administrativa e financeira, mas não possui personalidade jurídica própria, motivo pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo ser indicado como autoridade coatora o Secretário Estadual de Meio Ambiente; e) autonomia administrativa e financeira, mas não possui personalidade jurídica própria, motivo pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo ser indicado como autoridade coatora o Governador do Estado. 32. (FGV/2017/SEPOG-RO) Determinado professor defendeu a tese de que seria injurídico qualquer tratamento diferenciado em relação ao regime de contratação de bens, obras e serviços a ser seguido pelas sociedades de economia mista e empresas públicas, independentemente da atividade desempenhada. Afinal, tanto os entes que prestam serviço público como aqueles que exploram atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços de natureza privada devem submeter-se às mesmas normas que recaem sobre a Administração Pública em geral. À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, a tese do professor, em relação à sistemática de contratação a ser observada por sociedades de economia mista e empresas públicas, está a) totalmente correta. Direito Administrativo QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 8 b) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que exploram atividade econômica devem ter regras de contratação diferenciadas. c) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que prestam serviço público devem ter regras de contratação diferenciadas. d) totalmente incorreta, pois as sociedades de economia mista e as empresas públicas, independentemente da atividade desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. e) parcialmente correta, pois apenas as sociedades de economia mista, qualquer que seja a atividade desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. 33. (FGV/2016/COMPESA) A respeito do regime jurídico das sociedades de economia mista que explorem atividade econômica, assinale a afirmativa incorreta. a) As sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. b) As sociedades de economia mista se sujeitarão ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos trabalhistas. c) As sociedades de economia mista deverão realizar licitação para compras e alienações. d) Os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores serão disciplinados exclusivamente pelo ato constitutivo da sociedade de economia mista. e) A criação de subsidiária de sociedades de economia mista que explorem atividade econômica depende de autorização legislativa. PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 34. (FGV/2015/CM CARUARU – PE) A Constituição da República de 1988, em seu Art. 37, estabelece expressamente que a Administração Pública direta e indireta obedecerá aos seguintes princípios: a) Legitimidade, imparcialidade, modicidade, popularidade e empatia. b) Legalidade, imparcialidade, moralidade, popularidade e eficiência. c) Legitimidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e empatia. d) Legalidade, impessoalidade, modicidade, publicidade e eficiência. e) Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 35. (FGV/2014/TJ-GO) Antônio, Presidente da Câmara Municipal, utilizou servidores públicos municipais lotados formalmente em seu gabinete para prestarem, de fato, serviços para fins particulares em sua fazenda, em Município do interior do Estado, no horário que seria de expediente. Após regular processo judicial, Antônio foi condenado por ato de improbidade administrativa, por violação a vários dispositivos da Lei 8.429/92, dentre eles por ter praticado ato que atentou frontalmente contra os princípios da administração pública da: a) igualdade e publicidade; b) impessoalidade e moralidade; c) legalidade e motivação; d) eficiência e publicidade; e) moralidade e autotutela. 36. (FGV/2018/TJ-AL) Determinado Secretário Municipal de Educação, no dia da inauguração de nova escola municipal, distribuiu boletim informativo custeado pelo poder público, com os seguintes dizeres no título da reportagem: Direito Administrativo QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 9 " O Secretário do povo, Rico Ricaço, presenteia a população com mais uma escola”. Ao lado da reportagem, havia foto do Secretário fazendo com seus dedos o símbolo de coração utilizado por ele em suas campanhas eleitorais. A conduta narrada feriu o princípio da administração pública da: a) economicidade, eis que é vedada a publicidade custeada pelo erário dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos, ainda que tenha caráter educativo, informativo ou de orientação social; b) legalidade, pois a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deve ser precedida de prévia autorização legislativa, vedada qualquer promoção pessoal que configure favorecimento pessoal para autoridades ou servidores públicos; c) moralidade, eis que a publicidade dos atos, programas, obras e serviços dos órgãos públicos,em que constarem nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades públicas, para ser legal deve ser custeada integralmente com recursos privados; d) publicidade, uma vez que a divulgação dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deve ser feita exclusivamente por meio de publicação dos respectivos atos no diário oficial, para impedir promoção pessoal da autoridade pública; e) impessoalidade, pois a publicidade em tela deveria ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de agentes públicos. 37. (FGV/2010/PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS – RJ) A respeito dos princípios básicos da Administração Pública, considera-se que a) o princípio da eficiência é o único critério limitador da discricionariedade administrativa. b) o princípio da legalidade não autoriza o gestor público a, no exercício de suas atribuições, praticar todos os atos que não estejam proibidos em lei. c) o princípio da eficiência faculta a Administração Pública que realize policiamento dos atos administrativos que pratica. d) o princípio da eficiência não pode ser exigido enquanto não for editada a lei federal que deve estabelecer os seus contornos. e) a possibilidade de revogar os atos administrativos por razões de conveniência e oportunidade é manifestação do princípio da legalidade. 38. (FGV/2015/TJ-SC) A Administração Pública brasileira é regida por princípios definidos na Constituição de 1988. Estes determinam condições para o bom funcionamento do aparelho do Estado e órgãos públicos, orientando principalmente a ação dos servidores públicos no exercício de suas funções. O servidor que, no exercício de sua função, realiza ações legais de forma oculta ou interfere na fiscalização de qualquer tipo de atividade contraria o princípio da: a) legalidade; b) impessoalidade; c) moralidade; d) publicidade; e) eficiência. 39. (FGV/2014/TJ-RJ) O princípio da publicidade pode ser concretizado por meio de alguns instrumentos previstos na Constituição da República, como o direito de petição e de obtenção de certidões, independentemente do pagamento de taxas, além do direito de acesso à informação. Nesse contexto, é correto afirmar que: a) diante da obrigação constitucional de publicidade e transparência, é vedado ao agente público negar acesso à informação por alegação de sigilo legal; Direito Administrativo QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 10 b) não obstante o ônus do poder público do dever de informar, é possível a cobrança ressarcitória, ou seja, aquela que corresponde ao efetivo gasto com o material empregado, como a hipótese de reprodução de documentos; c) é vedada a publicidade de informações relacionadas à remuneração de pessoal da Administração Pública; d) todos os julgamentos do Poder Judiciário são públicos, com livre acesso a qualquer cidadão, permitida a limitação tão somente quando da lotação do espaço físico das salas de audiência; e) a publicidade dos atos, programas, obras e campanhas dos órgãos públicos deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação eleitoral, dela podendo constar nomes, símbolos ou imagens que remetam às autoridades ou servidores públicos efetivamente envolvidos no projeto. 40. (FGV/2018/ALERO) O princípio da eficiência na Administração Pública foi previsto expressamente pela Emenda Constitucional 19/1998, dando origem a novos dispositivos legais para orientar o comportamento dos agentes públicos. Assinale a opção que apresenta um procedimento aplicado na Administração Pública decorrente do princípio da eficiência. a) Vedação de promoção pessoal. b) Avaliação periódica de desempenho. c) Autorização de créditos adicionais. d) Delegação da competência tributária. e) Foro por prerrogativa de função. 41. (FGV/2016/PREFEITURA DE PAULÍNIA – SP) A capacidade de autotutela é uma característica marcante da Administração Pública. É por meio desse princípio que o sistema público se prepara para atender às necessidades do cidadão de forma eficiente e adequada. Partindo dele, as decisões da estrutura administrativa devem atender ao público e estar aptas a constantes revisões e reformulações. Sobre o Princípio da Autotutela, analise as afirmativas a seguir. I. É o princípio constitucional que limita e delega a capacidade da Administração Pública de anular ou rever atos de sua própria autoria. II. É o princípio constitucional que determina a capacidade da Administração Pública de anular ou rever atos de sua própria autoria. III. É o princípio constitucional que determina a capacidade da Administração Pública de julgar e punir atos e comportamentos ilegais que ocorram em seu âmbito. Está correto o que se afirma em a) I, apenas. b) II, apenas. c) III, apenas. d) I e II, apenas. e) I e III, apenas. 42. (FGV/2013/TJ-AM) A Administração Pública, diante de um ato administrativo editado por uma autoridade incompetente, anula o referido ato, sem antes acessar o Poder Judiciário. Com base no caso descrito, assinale a alternativa que apresenta o princípio em que a Administração Pública se baseou. a) Princípio da supremacia do interesse público. b) Princípio da indisponibilidade do interesse público. c) Princípio da segurança jurídica. d) Princípio da eficiência. e) Princípio da autotutela. 43. (FGV/2015/TJ-PI) A Secretaria Estadual de Trabalho em conjunto com a de Cultura, atentas à atual crise de emprego e aproveitando o sucesso dos programas culinários, com escopo de fomentar a qualificação profissional de cozinheiros regionais, organizou curso de especialização em comidas típicas do Piauí. Direito Administrativo QUESTÕES – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 11 Inicialmente, o edital do curso previu que apenas cozinheiros com experiência poderiam se inscrever. Posteriormente, ao verificarem a baixa procura e a existência de grande quantidade de profissionais sem experiência comprovada, as Secretarias Estaduais envolvidas revogaram o edital e publicaram um novo, permitindo a inscrição de qualquer cozinheiro, independentemente de experiência. O princípio administrativo implícito que viabilizou a alteração do edital, permitindo a revisão de mérito de ato administrativo anterior por motivos de oportunidade e conveniência, é o princípio da: a) autotutela; b) impessoalidade; c) moralidade; d) legalidade; e) reconvenção. 44. (FGV/2013/TJ-AM) A administração pública interpretou uma determinada lei, reconhecendo que determinado grupo de pessoas não deve ser tributado. Posteriormente alterou essa interpretação e quer cobrar o tributo dessas pessoas de forma retroativa. Tal atitude é vedada pelo nosso ordenamento jurídico. Assinale a alternativa que indica o princípio que possui ligação direta e imediata com essa vedação. a) Indisponibilidade do interesse público. b) Segurança jurídica. c) Impessoalidade. d) Supremacia do interesse público. e) Autotutela. 45. (FGV/2011/SEFAZ-RJ) A assessoria jurídica de determinado órgão público estadual, ao apreciar pedidos formulados por administrados com base no hipotético Decreto Estadual 1.234, vinha adotando, desde 2007, interpretaçãoque fundamentava o deferimento das pretensões apresentadas. Em 2010, revendo sua posição, a assessoria jurídica passou a interpretar a referida norma administrativa de forma diversa, o que conduziria ao indeferimento daqueles pedidos. Nessa situação, o princípio aplicável aos processos administrativos que veda a aplicação retroativa de nova interpretação denomina-se a) motivação. b) segurança jurídica. c) impessoalidade. d) legalidade. e) moralidade. 46. (FGV/2011/SEFAZ-RJ) Em processos administrativos, a exigência de adequação entre meios e fins, vedando-se a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público, é decorrência da aplicação do princípio do(a) a) contraditório. b) eficiência. c) proporcionalidade. d) motivação. CONTROLE DE DESEMPENHO N º Q U ES TÕ ES C ER TO ER R A D O EM B R A N C O N O TA F IN A L 46 TEMPO: Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 12 GABARITO COMENTADO DIREITO ADMINISTRATIVO REVISÃO 3 EM 1 INTRODUÇÃO AO DIREITO ADMINISTRATIVO 1. Errado. O Poder Executivo possui a função típica de administração, mas os demais Poderes também exercem essa função, ainda que atipicamente. 2. Certo. O sentido orgânico de administração pública refere-se aos órgãos, às pessoas e aos agentes, todos aqueles que exercem a atividade administrativa. 3. Errado. O critério subjetivo diz respeito às pessoas que executam a atividade. Já o critério objetivo, ao próprio objeto, à natureza da atividade exercida. Na assertiva, ao falar-se na possibilidade de julgamento de contas por parte de um tribunal de contas, aborda-se tanto um critério objetivo (julgamento de contas), quanto um subjetivo (tribunal de contas, um órgão político-administrativo). 4. Errado. O Estado e o administrado não comparecem, em regra, em posição de igualdade nas relações jurídicas entre si: geralmente o Estado fica numa posição superior em relação ao particular, em decorrência dos princípios da supremacia do interesse público e da indisponibilidade do interesse público. 5. LETRA E. a) Errado. A banca segue o entendimento de José dos Santos Carvalho Filho, que defende que o Poder Executivo NÃO exerce a função jurisdicional. b) Errado. A legislação infraconstitucional NÃO pode autorizar que os poderes da União desempenhem funções atípicas. A autorização para o desempenho dessas funções é da Constituição Federal. c) Errado. Os limites de competência são traçados pela Carta Maior e NÃO por lei complementar, como foi afirmado. d) Errado. O Poder Legislativo, além da função normativa própria, exerce a função JUDICANTE quando processa e julga o presidente da República nos crimes de responsabilidade. e) Certo. Os três poderes exercem funções típicas e atípicas, e é correto afirmarmos que o Poder Judiciário exerce função atípica legislativa quando elabora os regimentos internos dos tribunais, logo, é a nossa assertiva correta. 6. Certo. A afirmativa está correta, conforme no ensina o professor José dos Santos Carvalho Filho, vejamos: (...)a expressão pode também significa o conjunto de agentes, órgãos e pessoas jurídicas que tenham a incumbência de executar as atividades administrativas. Toma-se aqui em consideração o sujeito da função administrativa, ou seja, quem a exerce de fato. 7. Certo. O Poder executivo exerce a função política, elaborando políticas públicas, e também a função administrativa, executando as políticas públicas, o que corresponde ao conceito amplo de administração pública. 8. Errado. O erro foi afirmar que a administração pública restringe-se ao conjunto de órgãos e agentes públicos do Poder Executivo, quando na verdade a administração pública abarca os órgãos, agentes e entidades de todos os poderes, e não só do executivo. 9. Errado. Ao contrário do que foi afirmado na assertiva, a administração pública passou a ter uma postura MENOS burocrática, adotando um sistema regulador, buscando atender ao interesse da coletividade. Além disso, não é correto dizer que o processo é mais importante do que o resultado, tendo em vista que alcançado este, cumpre-se o objetivo de atender à coletividade, de cumprir com os objetivos da administração. 10. Certo. A afirmativa está correta, conforme podemos constatar nos ensinamentos do professor Hely Lopes Meirelles: Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 13 Em sentido formal: é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do Governo; Em sentido material: é o conjunto das funções necessárias aos serviços públicos em geral; em acepção operacional, é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade. 11. Certo. Exatamente, o direito administrativo regula a atividade não contenciosa do Estado. Vejamos os ensinamentos de Maria Sylvia no que diz repeito ao conceito desse ramo do direito: O ramo do direito público que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza pública. 12. Errado. A jurisprudência, representada por reiteradas decisões judiciais, é fonte secundária do direito administrativo. Via de regra, não vincula a administração, ressalvadas as súmulas vinculantes, que são de observância obrigatória, conforme disposição constitucional: Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 13. Errado. Ao contrário do que foi afirmado, a aplicabilidade dessas normas NÃO é restrita à esfera político-administrativa. A lei formal, que advém do Poder Legislativo, obedecendo todo o procedimento legal, pode atingir também a esfera privada das pessoas. 14. LETRA A. As fontes do Direito Administrativo são: a lei, seja ela em sentido amplo ou estrito, (fonte primordial do Direito Administrativo), a jurisprudência (fonte secundária - representada por reiteradas decisões judiciais), a doutrina (fonte secundária) e os costumes (só tem importância como fonte do Direito Administrativo quando de alguma forma influenciam a produção legislativa ou a jurisprudência, logo, é menos que uma fonte secundária, e, quando muito, é uma fonte indireta). Portanto, a única assertiva que trouxe em sua completude as fontes do direito administrativo foi a assertiva A, estando as demais automaticamente eliminadas. 15. Errado. A afirmativa está equivocada, pois o direito administrativo tem como fontes as leis, em sentido amplo e estrito, a jurisprudência, a doutrina, os costumes, e, além disso, há autores que citam os tratados internacionais e os princípios que regem a administração pública. 16. Certo. Para justificar o acerto da afirmativa podemos nos basear no conceito dado por Hely Lopes Meirelles, vejamos: (...)conjuntoharmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. 17. Certo. As fontes do Direito Administrativo são: a lei, fonte primordial do Direito Administrativo; a jurisprudência, fonte secundária - representada por reiteradas decisões judiciais; a doutrina, fonte secundária; e os costumes, que só tem importância como fonte do Direito Administrativo quando de alguma forma influenciam a produção legislativa ou a jurisprudência. Portanto, podemos afirmar que eles são as principais fontes do direito administrativo. Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 14 18. LETRA B. O Direito Administrativo possui relação íntima com o Direito Constitucional, e se relaciona, de certa forma, com os outros ramos do Direito, até porque o Direito é dividido apenas para fins didáticos, pois é um sistema integrado. a) Errado. O Direito Administrativo não é um ramo estanque, pois se integra com os outros ramos do Direito. b) Certo. c) Errado. O Direito Administrativo é um sub-ramo do Direito Público, mas não há relação de subordinação entre eles. d) Errado. O Direito é um sistema, de modo que seus ramos devem ser considerados de forma integrada. e) Errado. O Direito Administrativo pode regular tanto situações internas quanto externas à Administração Pública. Nesse sentido, basicamente, são objeto do direito administrativo: Todas as relações internas à administração pública – entre os órgãos e entidades administrativas, uns com os outros, e entre a administração e seus agentes; Todas as relações entre a administração e os administrados, regidas pelo direito público ou pelo privado; As atividades de administração pública em sentido material exercidas por particulares sob regime de direito público, a exemplo da prestação de serviços públicos mediante contratos de concessão ou de permissão. 19. Errado. A assertiva trata do critério das relações jurídicas, não do Poder Executivo, pois esse último limita o Direito Administrativo ao conjunto de normas que disciplina a organização e a atividade do Poder Executivo, excluindo os demais órgãos e Poderes. 20. Errado. A Lei (em sentido amplo) é apontada geralmente como a fonte primária e mais importante do Direito Administrativo. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 21. LETRA B. Os órgãos não têm personalidade jurídica nem vontade própria, tendo em vista que eles expressam a vontade do Estado, eles são instrumentos do Estado. Este cria os órgãos despersonalizados, para que exerçam determinadas atividades administrativas. 22. LETRA B. É a nossa resposta correta, haja vista que realmente os órgãos NÃO possuem personalidade jurídica própria, sendo este atributo somente da pessoa jurídica a qual ele integra. Assim, de acordo com a teoria do órgão, a vontade do órgão é atribuída à pessoa jurídica a cuja estrutura pertence. 23. LETRA B. Pelo princípio da simetria, a regra utilizada para o Poder Executivo Federal, também será aplicada ao Poder Executivo Municipal. Importa observarmos o que diz a CF/88: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) VI – dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; Portanto, a regra presente nesse artigo aplicar-se-á à administração municipal. Sobre a letra B, essa já é a nossa alternativa correta, haja vista que, segundo dispõe o artigo 84 da CF/88, o prefeito não pode criar ou extinguir órgão público, somente podendo reestruturar a administração pública desde que não crie despesa. 24. LETRA A. A questão versa sobre os órgãos públicos e, com relação à classificação quanto à esfera de ação, eles podem ser centrais ou locais. Estes atuam em parte do território, a exemplo das delegacias de polícia, já os órgãos centrais exercem atribuição em todo o território nacional, distrital, estadual e municipal, a exemplo das secretarias e ministérios. Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 15 A letra A é o nosso gabarito, pois a Secretaria municipal de Educação abrange todo o município, sendo, portanto, um órgão central. 25. LETRA D. Os bens da União estão listados em nossa CF/88, especificamente no artigo 20, conforme veremos abaixo, e, dentre as opções apresentadas pela questão, a única assertiva que não consta como um bem da união é a letra D. Art. 20. São bens da União: III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo; XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. Como a questão pediu para assinalar a alternativa que não consta um bem da União, o nosso gabarito é a D, que não se encontra no rol do artigo supramencionado. 26. LETRA E. Compõem a administração pública indireta: as autarquias e as fundações, com personalidade jurídica de direito público e as empresas públicas e as sociedades de economia mista, com personalidade jurídica de direito privado. Essas entidades são criadas para exercerem atividades típicas do Estado, porém, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, além de prestarem serviço público, elas também podem explorar atividade econômica, por isso o acerto da assertiva. 27. LETRA E. A administração indireta é composta por entidades que exercem atribuições do Estado de forma descentralizada, todas elas com personalidade jurídica própria. As entidades que compõem a administração indireta são as autarquias, as fundações, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Vejamos o que dispõe o Decreto-Lei 200/67, que trata da organização da administração federal: Art. 4° A Administração Federal compreende: I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: a) Autarquias; b) Empresas Públicas; c) Sociedades de Economia Mista. d) fundações públicas. Assim, dentre as opções apresentadas pela questão, a única que é considerada uma organização da administração indireta é a sociedade de economia mista, logo, o gabarito é a letra E. Quanto às demais assertivas, a organização social e o serviço social autônomo são integrantes do Terceiro Setor, a empresa concessionária é pessoa jurídica de direito privado, escolhida por meio de licitação, e a parceria público-privada é uma forma de o Estado prestar serviços de forma indireta. 28. LETRA E. A nossa resposta é a letra E, pois a descrição da entidade 1 corresponde às autarquias, que são pessoas jurídicas de direito público, integrantes da Administração Indireta, criadas por lei específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado. E a entidade 2 trouxe as características das Empresas Públicas, quesão pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da Administração Indireta do Estado, criadas por autorização legal, sob qualquer forma jurídica adequada a sua natureza, para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico ou, em certas situações, execute a prestação de serviços públicos. Vejamos o que diz a Constituição Federal de 1988: Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 16 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; As demais alternativas ficam automaticamente eliminadas. 29. LETRA E. Podemos encontrar o conceito de autarquia no Decreto Lei 200/67, vejamos: Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. As autarquias fazem parte da Administração Pública Indireta, por meio da descentralização do serviço. Elas são entidades administrativas, e, apesar de possuírem capacidade de administração, elas estão diretamente ligadas à administração central, ou seja, vinculadas (e não subordinadas) ao ente que as criou. Dito isso, podemos afirmar que uma autarquia não pode estar vinculada à Eletrobás, pois esta é uma sociedade de economia mista, integrante da administração indireta, assim como as autarquias, sendo então o nosso gabarito. As demais assertivas trazem hipóteses com as quais a autarquia poderia estar vinculada, logo, estão automaticamente excluídas. 30. LETRA A. Conforme o Decreto Lei 200/67, nós podemos conceituar as autarquias da seguinte forma: Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. Assim, podemos verificar que o disposto pela assertiva está de acordo com o que foi previsto no Decreto, o que faz com a que a assertiva esteja acertada. 31. LETRA C. Essa é a nossa assertiva correta, pois a autarquia possui autonomia administrativa, financeira e personalidade jurídica própria, distinta da entidade política à qual está vinculada, motivo pelo qual não assiste razão a seu dirigente, que é parte legítima no Mandado de Segurança, estando corretamente no polo passivo. 32. LETRA B. A tese do professor está parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que exploram atividade econômica devem ter regras de contratação diferenciadas, conforme previsto constitucionalmente, vejamos: Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários; Diante disso, em 2016, foi editada a lei 13.303 que dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 17 A referida lei prevê que as empresas estatais que exploram atividade econômica em sentido estrito estão dispensadas da licitação em algumas situações, conforme previsão da lei supramencionada: Art. 28. Os contratos com terceiros destinados à prestação de serviços às empresas públicas e às sociedades de economia mista, inclusive de engenharia e de publicidade, à aquisição e à locação de bens, à alienação de bens e ativos integrantes do respectivo patrimônio ou à execução de obras a serem integradas a esse patrimônio, bem como à implementação de ônus real sobre tais bens, serão precedidos de licitação nos termos desta Lei, ressalvadas as hipóteses previstas nos arts. 29 e 30. (..) § 3º São as empresas públicas e as sociedades de economia mista dispensadas da observância dos dispositivos deste Capítulo nas seguintes situações: I - comercialização, prestação ou execução, de forma direta, pelas empresas mencionadas no caput, de produtos, serviços ou obras especificamente relacionados com seus respectivos objetos sociais; II - nos casos em que a escolha do parceiro esteja associada a suas características particulares, vinculada a oportunidades de negócio definidas e específicas, justificada a inviabilidade de procedimento competitivo. Portanto, concluímos que a tese do professor está parcialmente correta, pois enquanto as estatais que exploram atividade econômica, em algumas situações, estão dispensadas de licitação, as prestadoras de serviços públicos devem sempre licitar. 33. LETRA D. Os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores serão disciplinados pela LEI e não pelo ato constitutivo da sociedade de economia mista. Vejamos o que determina a CF/88: Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (grifo nosso) (...) V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 34. LETRA E. Encontramos a resposta para a nossa questão expressamente no capítulo VII da nossa CF/88, que trata da Administração Pública. Os princípios trazidos pelo artigo 37 formam o famoso “LIMPE”: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, vejamos: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte (...) Portanto, resposta letra E, ficando excluídas as demais assertivas. 35. LETRA B. A Constituição Federal traz em seu artigo 37 a previsão de princípios que devem ser respeitados por toda a administração pública, tanto direta quanto indireta. Diante do caso trazido pela questão, constatamosa violação dos princípios da impessoalidade e da moralidade. Na impessoalidade a administração deve excluir a promoção pessoal, não permitindo privilégios. A impessoalidade nada mais é do que a finalidade, que determina que o administrador pratique os atos de acordo com a finalidade da administração pública. Quando o Presidente da Câmara utiliza servidor público para trabalhar em sua fazenda, ele está agindo com desvio de finalidade, pois a função do servidor público é servir à população, visando os interesses gerais, e não particular do presidente. Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 18 Além de agir com impessoalidade, a administração pública deve ter condutas morais. Reproduzindo Hely Lopes Meirelles: “O agente administrativo, como ser humano dotado de capacidade de atuar, deve, necessariamente, distinguir o Bem do Mal, o Honesto do Desonesto. E ao atuar, não poderá desprezar o elemento ético da sua conduta”. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo do injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas também entre o honesto e o desonesto. O princípio da moralidade administrativa está ligado ao fato de o administrador buscar sempre a boa administração, o atendimento do interesse público e a conduta ética, o que não se confunde com a moralidade comum, que é a vigente na sociedade, em que o indivíduo carrega consigo os princípios éticos sobre o que significa ser honesto. Assim, podemos constatar que o presidente não teve uma conduta moral e proba ao utilizar um servidor público para prestar serviços particulares em sua fazenda, ferindo o princípio da moralidade. Portanto, a letra B é o nosso gabarito, descartando as demais alternativas. 36. LETRA E. Na impessoalidade a administração deve excluir a promoção pessoal, não permitindo privilégios. A impessoalidade nada mais é do que a finalidade, que determina que o administrador pratique os atos de acordo com a finalidade da administração pública. Na impessoalidade a administração age buscando a igualdade de tratamento, sem privilegiar um indivíduo em detrimento dos demais. Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, “O princípio da impessoalidade, referido na Constituição de 1988 (art. 37, caput), nada mais é que o clássico princípio da finalidade, o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal”. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de direito indica expressa ou virtualmente como objetivo do ato, de forma impessoal. Assim, esse é o nosso gabarito, tendo a conduta do Secretário ferido a impessoalidade, pois a publicidade em tela deveria ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de agentes públicos. 37. LETRA B. É exatamente isso: o princípio da legalidade NÃO autoriza o gestor público a, no exercício de suas atribuições, praticar todos os atos que não estejam proibidos em lei. O gestor público só pode praticar atos que estejam permitidos pela lei, ao contrário do particular, que pode praticar tudo aquilo que não é proibido pela norma. Esse é o nosso gabarito. 38. LETRA D. O princípio da publicidade determina a obrigatoriedade de transparência dos atos da administração pública, é obrigatório tanto para as entidades da administração pública direta quanto para as entidades da administração pública indireta. A nossa CF/88 dispõe o seguinte: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Assim, o fato de o servidor, no exercício de sua função, realizar ações legais de forma oculta, está ferindo o princípio da publicidade, tendo em vista a falta de transparência em sua conduta, que também é intrínseca a este princípio. Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 19 No que tange à conduta de interferir na fiscalização de qualquer tipo de atividade, pode- se considerar que houve a infração ao princípio da publicidade, mas também podemos considerar o desrespeito à legalidade, à moralidade, à impessoalidade, enfim, à inúmeros princípios da administração pública. Conforme o enunciado, a letra D é a que se encaixa como nosso gabarito, estando as demais assertivas automaticamente eliminadas. 39. LETRA B. Sentença correta, pois, conforme a lei 12.527/2011, é possível a cobrança ressarcitória, que corresponde ao efetivo gasto com o material empregado, como a hipótese de reprodução de documentos: Art. 12. O serviço de busca e fornecimento da informação é gratuito, salvo nas hipóteses de reprodução de documentos pelo órgão ou entidade pública consultada, situação em que poderá ser cobrado exclusivamente o valor necessário ao ressarcimento do custo dos serviços e dos materiais utilizados. 40. LETRA B. A avaliação periódica de desempenho do servidor público está diretamente relacionada com o princípio da eficiência, que, assim como ele, foi inserida em nossa Constituição através da EC 19/1998. A referida avaliação tem como objetivo verificar se o servidor público está apto para atuar na Administração Pública, se ele atende aos requisitos para exercer o cargo e se ele poderá continuar na Administração. Portanto, a opção que apresenta um procedimento aplicado na Administração Pública decorrente do princípio da eficiência é a avaliação periódica de desempenho. As demais alternativas não tem relação com o referido princípio. 41. LETRA B. I. Errado. A autotutela NÃO limita a capacidade da Administração Pública de anular ou rever atos de sua própria autoria, ao contrário, ela concede à administração pública o poder de revogar ou anular os seus atos. Vejamos o que diz o STF: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá- los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. II. Certo. Item correto, com base no que diz a súmula 473 supramencionada. III. Errado. O item encontra-se equivocado, pois ele não descreve o princípio da autotutela, mas sim o poder disciplinar da administração pública. 42. LETRA E. No exercício do poder que a administração tem controlar os seus atos, está o de anular um ato administrativo, o que faz com que possamos constatar a aplicação do princípio da autotutela, que, conforme o professor Hely Lopes Meirelles é tratado da seguinte forma: “O controle administrativo deriva do poder-dever de autotutela que a Administração tem sobre seus próprios atos e agentes, e que é normalmente exercido pelas autoridades superiores. Para a Administração Pública é amplo o dever de anular os atos administrativos ilegais. De modo geral, essa revisão pode se dar, por iniciativa da autoridade administrativa, por meio de fiscalização hierárquica, ou ainda por recursos administrativos”.O STF também dispões sobre o assunto na súmula 473, observe: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 20 O poder público pode revogar e anular os seus atos sem a intervenção do poder judiciário, sendo, portanto, autoexecutável, mas sempre lembrando que deve respeitar os direitos adquiridos, logo, concluímos que o exercício da autotutela está atrelado à legalidade, que deve ser respeitada em todos os atos praticados pela administração. Por fim, as demais alternativas não baseiam o enunciado, estando, assim, eliminadas. 43. LETRA A. A questão versa sobre o princípio da autotutela, que é um dos princípios da administração pública e significa que ela tem o controle dos seus atos. Vejamos o que diz o professor Hely Lopes Meirelles sobre o tema: O controle administrativo deriva do poder-dever de autotutela que a Administração tem sobre seus próprios atos e agentes, e que é normalmente exercido pelas autoridades superiores. Para a Administração Pública é amplo o dever de anular os atos administrativos ilegais. De modo geral, essa revisão pode se dar, por iniciativa da autoridade administrativa, por meio de fiscalização hierárquica, ou ainda por recursos administrativos. O STF também trata sobre a autotutela na súmula 473, observe: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. Assim, no caso em tela, a administração quis revogar um ato emitido anteriormente, por razões de conveniência e oportunidade, exercendo o seu poder de autotutela. Importante destacar que a revogação não vai atingir os efeitos que já foram produzidos, tendo, portanto, efeitos “ex nunc”. As demais assertivas ficam eliminadas, pois não tem relação com o enunciado. 44. LETRA B. O princípio da segurança jurídica, ao lado de outros princípios, é previsto na lei 9.784/99: Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. (...) XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. Na segurança jurídica a administração deve respeitar a estabilidade das relações, não devendo mais alterá-las. Portanto, esse é o princípio que coaduna com o que trouxe o enunciado. 45. LETRA B. O princípio da segurança jurídica, ao lado de outros princípios, é também previsto na lei 9.784/99: Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. (...) XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. Na segurança jurídica a administração deve respeitar a estabilidade das relações, não devendo mais alterálas. Portanto, esse é o princípio que coaduna com o que trouxe o enunciado. Direito Administrativo GABARITO COMENTADO – DIREITO ADMINISTRATIVO – INTRODUÇÃO, ORGANIZAÇÃO ADM. & PRINCÍPIOS 21 46. LETRA C. O princípio da proporcionalidade veio exposto na lei 9.784/99: Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. (...) VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; De acordo com o que diz o enunciado “vedando- se a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público”, estamos tratando exatamente do princípio da proporcionalidade, que nada mais é do que a proibição do excesso. Assim, este é o nosso gabarito.