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Revisão Biologia Celular
MEMBRANAS CELULARES
Composição celular
A célula é a unidade estrutural e funcional de todos os seres vivos. Podendo se organizar em 
tecidos ou estar de maneira isolada.
Principais componentes: 
▪Membrana plasmática
▪Citoplasma
▪Material genético
Membrana celular
▪ Constituição: bicamada lipídica, dinâmica e fluida que controla a interação entre meio interno e 
externo, dando individualidade a célula
▪ Seletividade: entrada de nutrientes – exclusão de resíduos metabólicos
▪ Presença de canais e bombas para manter sua permeabilidade seletiva
▪ Funções:
1. Movimentação de substâncias – permeabilidade seletiva
2. Reconhecimento hormonal
3. Transporte de moléculas específicas
4. Formação de gradientes eletroquímicos
5. Receptores de antígenos
Composição da membrana celular
Principais componentes: 
▪Lipídios – fosfolipídios e colesterol (50%)
▪Proteínas (40%)
▪Carboidratos (10%)
Fosfolipídios
▪Principal molécula
▪Característica anfipática (hidrofóbica e hidrofílica)
▪Formação de uma dupla camada em meio aquoso–
organização
POLAR
APOLAR
Fosfolipídios
▪Principal molécula
▪Característica anfipática (hidrofóbica e hidrofílica)
▪ Grupamento polar = hidrofílico
▪ Grupamento apolar = hidrofóbico
▪Formação de uma dupla camada em meio aquoso–
organização
POLAR
APOLAR
Insaturação: 
permeabilidade e 
fluidez
Fosfolipídios
▪Principal molécula
▪Característica anfipática (hidrofóbica e hidrofílica)
▪Formação de uma dupla camada em meio aquoso–
organização
POLAR
APOLAR
Fosfolipídios
▪Principal molécula
▪Característica anfipática (hidrofóbica e hidrofílica)
▪Formação de uma dupla camada em meio aquoso–
organização
▪Dinâmica e fluida
POLAR
APOLAR
Colesterol
•Componente estrutural
•Molécula que ajuda a manter a fluidez da membrana → Aumento da amplitude das T°
• Altas temperaturas: mantém a membrana menos fluida, aumentando a estabilidade
• Baixas temperaturas: reduz a temperatura de solidificação, mantendo fluidez
•Sustentação mecânica
•Localização: entre as moléculas de fosfolipídeos
Proteínas de membrana
Integrais: 
Proteínas transmembranas, que atravessam a
membrana lipídica, possuem pelo menos uma região
hidrofóbica (interior da camada lipídica) e duas
porções hidrofílicas (Expostas no meio extracelular e
citosol)
o São proteínas de transporte
Proteínas de membrana
Integrais: 
Proteínas transmembranas, que atravessam a membrana 
lipídica, possuem pelo menos uma região hidrofóbica 
(interior da camada lipídica) e duas porções hidrofílicas 
(Expostas no meio extracelular e citosol)
o São proteínas de transporte, ancoragem
Periféricas:
Podem ser encontradas no interior ou exterior da 
membrana, mas não se aderem ao meio hidrofóbico da 
membrana
o São proteínas de sinalização (receptores e enximáticas) ou 
estruturais
Carboidratos
São encontrados no exterior da membrana: GLICOCÁLIX
• GLICOPROTEÍNAS: Associados as proteínas
• GLICOLÍPÍDIOS: Associados aos lipídios
•Marcadores e reconhecedores celulares do sistema imune: detecta moléculas estranhas ao 
organismo
Especializações da membrana
Microvilosidades: Aumento da área de 
absorção celular
Junções comunicantes de adesão celular
◦ Junções compactas (TIGHT JUNCTIONS) -
bloqueadora: impedem a movimentação de 
material e migração das proteínas de um lado 
para o outro da célula
◦ Impede o transporte paracelular
◦ Junções ancoragem: impede o transporte 
paracelular
◦ Desmossomos, aderentes e Hemidesmossomos
◦ Junções do tipo fenda/comunicantes (GAP): 
permite passagem de peq moléculas polares
O transporte deve ser transcelular!
Sinalizações celulares
• Dependente de contato → Células diretamente em
contato- Contato na resposta imune
• Endócrina → molécula cai na corrente sanguínea e
age em uma célula alvo longe do local de origem
• Parácrina → célula produz o hormônio, ele cai no
liquido intersticial e age na célula vizinha
• Sináptica →célula emissora libera o neurotransmissor
atuando em outro neurônio ou célula
Tipos de 
receptores 
acoplados a 
membrana
Permeabilidade seletiva
Fatores determinantes: Tamanho, polaridade, íons e presença de 
cargas
PERMEÁVEIS:
▪ Gases – difusão simples (CO2, N2, O2...)
▪ Moléculas apolares – hidrofóbicas (hormônios esteroides)
▪ Moléculas polares pequenas sem carga (água, etanol, glicerol)
IMPERMEÁVEIS: é necessária os canais – proteínas de transporte
▪ Íons – t. passivo, t. ativo
▪ Moléculas polares grandes: Glicose, Frutose, Aminoácidos – SGLT, 
GLUT...
Tipos de transporte
A. Difusão simples: transporte do SOLUTO
(moléculas apolares) até atingir o 
equilíbrio
• + [ ] → - [ ]
PASSIVO:
Ocorre sem gasto de energia = Ocorre a favor do seu gradiente de concentração
SEM auxilio de proteínas
Tipos de transporte
A. Difusão simples: transporte do SOLUTO
(moléculas apolares) até atingir o 
equilíbrio
• + [ ] → - [ ]
B. Osmose: transporte do SOLVENTE (água) até 
atingir o equilíbrio
• HIPOTÔNICO → HIPERTÔNICO
PASSIVO:
Ocorre sem gasto de energia = Ocorre a favor do seu gradiente de concentração
SEM auxilio de proteínas
Tipos de transporte
PASSIVO:
Ocorre sem gasto de energia = Ocorre a favor do seu gradiente de concentração
COM auxilio de proteínas
C. Difusão facilitada: movimento do SOLUTO através de proteínas transmembrana
• + [ ] → - [ ]
Tipos de transporte
CANAIS IÔNICOS
Não há interação com o canal, poros hidrofílicos, passagem 
de íons orgânicos
PASSIVO:
Ocorre sem gasto de energia = Ocorre a favor do seu gradiente de concentração
COM auxilio de proteínas
C. Difusão facilitada: movimento do SOLUTO através de proteínas transmembrana
• + [ ] → - [ ]
Tipos de transporte
CANAIS IÔNICOS
Não há interação com o canal, poros hidrofílicos, passagem 
de íons orgânicos
PROTEÍNAS DE TRANSPORTE
Transporte de moléculas polares, especificidade, interação com 
mudança conformacional, unidirecional a favor do gradiente
PASSIVO:
Ocorre sem gasto de energia = Ocorre a favor do seu gradiente de concentração
COM auxilio de proteínas
C. Difusão facilitada: movimento do SOLUTO através de proteínas transmembrana
• + [ ] → - [ ]
Tipos de transporte
PRIMÁRIO
Usa fonte de energia química (ATP) para transportar 
duas substancias contra o gradiente.
Ex. Bomba de Na+/K+
ATIVO:
Ocorre com gasto de energia = Ocorre contra do seu gradiente de concentração
COM auxilio de proteínas
- [ ] → + [ ]
Tipos de transporte
SECUNDÁRIO
Usa como fonte de energia o gradiente 
eletroquímico. 
Uma molécula é transportada a favor e outra contra 
o gradiente.
Ex. SGLT: Glicose e Na+ 
ATIVO:
Ocorre com gasto de energia = Ocorre contra do seu gradiente de concentração
COM auxilio de proteínas
- [ ] → + [ ]
Tipos de transporte
▪ Uma molécula: UNIPORTE
▪Duas moléculas →mesmo sentido: SIMPORTE
→ sentidos opostos: ANTIPORTE
Co-transporte
Ou 
Transporte acoplado
Revisão Biologia Celular
MECANISMO DE HIDRATAÇÃO COM SORO CASEIRO
Qual íon tem mais dentro? E fora?
Mais no LIC → tende a 
sair
Tem mais dentro!
Qual íon tem mais dentro? E fora?
Mais no LEC → tende a 
entrar
Tem mais fora!
1
2
3
2
3
3
Bomba de Na+/K+
Mantém [ ] eletroquímico
Regulação osmótica
Auxilia no transporte de nutrientes
Ou seja...
Componentes do soro aumentam o potencial osmótico: 
Aumentando a hidratação
▪Absorção Na+ ocorre a favor do gradiente, leva a glicose junto 
(simporte – T.A 2ª)
▪Com isso, aumento do gradiente de [ ] intracelular
▪Maior entrada de água por osmose.
▪Saída de Glicose pelo GLUT 2 (D.F uniporte – T.Passivo)
▪Saída do Na+ pela bomba de NA+/K+ (antiporte – T.A 1ª)
▪O meio extracelular passa a ficar mais concentrado, e a água 
sai por osmose novamente, agora para o meio extracelular
Revisão Biologia Celular
MEDICAMENTOS
Junção neuromuscular
Canais iônicos
▪Tipo de transporte: PASSIVO
▪Mediado por proteínas transmembranas – poros hidrofílicos
▪Passagem de íons inorgânicos obedece o gradiente de concentração
▪Não há interação do íon com o canal – canal pode estar aberto ou fechado(repouso)
Canais iônicos
▪Tipo de transporte: PASSIVO
▪Mediado por proteínas transmembranas – poros hidrofílicos 
▪Passagem de íons inorgânicos obedece o gradiente de concentração
▪Não há interação do íon com o canal – canal pode estar aberto ou fechado (repouso)
Junção neuromuscular
Axônio
Placa motora
Fenda 
sináptica
Junção neuromuscular
1- Canal de cálcio controlado por voltagem
2- Canal de sódio controlado por ligante 
externo (Ach)
3- Canal de sódio controlado por voltagem
4- Canal de cálcio voltagem dependente
5- Canal de cálcio controlado mecanicamente
Axônio
Placa motora
Fenda 
sináptica
Junção neuromuscular
Potencial de ação:
É uma inversão do potencial de membrana
que percorre a membrana de uma célula.
Pode ser:
• Neurônio→ Neurônio
• Neurônio → Músculo
• Neurônio → Glândula
Digoxina – medicação inotrópica positiva
Mecanismo fisiológico:
I. Nas células cardíacas, a bomba de Na+/K+
◦ T.A 1ª com gasto de ATP, tipo antiporte
◦ Saem 3 Na+ e entram 2 K+
II. Trocador de Na+/Ca++, atua a favor do Na+ 
(entrada) e contrario ao Ca++ (saída)
◦ T.A 2ª tipo antiporte
◦ Entram 3 Na+ e sai 1 Ca++
Digoxina – medicação inotrópica positiva
Em tratamento:
I. Digoxina bloqueia a bomba de Na+/K+
II. Aumento dos níveis de Na+ intracelular
III. Acumulo de Na+ intracelular
IV. Diminuição da atividade do trocador e portanto uma 
saída mais devagar do Ca++
V. Mais Ca++ disponível intracelular para ligar com a Tnc
VI. Aumento da contração muscular com efeito 
cardiotônico
Digoxina – medicação inotrópica positiva
Intoxicação aguda por digitálicos
o Acúmulo de K+ no plasma 
o Hipercalemia pelo bloqueio da bomba de Na+/K+
Qual tipo de transporte:
o Bomba Na+/K+
o Trocador Na+/Ca+
Omeprazol – inibidor da bomba de 
prótons
Mecanismo fisiológico:
I. CO2 entra por difusão + água → ácido
carbônico (H2CO3) - quando dissociado pela
enzima anidrase carbônica, dão origem ao H+
e ao bicarbonato (HCO3)
Omeprazol – inibidor da bomba de 
prótons
Mecanismo fisiológico:
I. CO2 entra por difusão + água → ácido
carbônico (H2CO3) - quando dissociado pela
enzima anidrase carbônica, dão origem ao H+
e ao bicarbonato (HCO3)
II. O H+ saíra pelo lúmen (contra gradiente) e K+
entra (contra gradiente): através do
transporte ativo primário, realizado pela
bomba H+/K+ ATPase. - bomba de prótons
Omeprazol – inibidor da bomba de 
prótons
Mecanismo fisiológico:
I. CO2 entra por difusão + água → ácido carbônico
(H2CO3) - quando dissociado pela enzima anidrase
carbônica, dão origem ao H+ e ao bicarbonato
(HCO3)
II. O H+ saíra pelo lúmen (contra gradiente) e K+
entra: através do transporte ativo primário,
realizado pela bomba H+/K+ ATPase. - bomba de
prótons
III. O bicarbonato - HCO3 – é utilizado como trocador
para que haja a entrada do Cl-, por um transporte
ativo secundário
Omeprazol – inibidor da bomba de 
prótons
Mecanismo fisiológico:
I. CO2 entra por difusão + água → ácido carbônico
(H2CO3) - quando dissociado pela enzima anidrase
carbônica, dão origem ao H+ e ao bicarbonato
(HCO3)
II. O H+ saíra pelo lúmen (contra gradiente) e K+
entra: através do transporte ativo primário,
realizado pela bomba H+/K+ ATPase. - bomba de
prótons
III. O bicarbonato - HCO3 – é utilizado como trocador
para que haja a entrada do Cl-, por um transporte
ativo secundário
antiporte
uniporte
antiporte
Omeprazol – inibidor da bomba de 
prótons
Em tratamento:
I. Omeprazol inibe a bomba de H+/K+ ATPase
das células parietais – bomba de prótons
II. Impede a saída do íon H+, não tendo assim a
formação do HCl – ácido clorídrico

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