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2 REFERENCIAL TEÓRICO
O referencial teórico também é chamado de revisão da bibliografia. Nesta parte da pesquisa são apresentadas as teorias e os conceitos que irão delinear a investigação (Michel, 2021). Como forma de dar credibilidade à pesquisa são apresentados os temas, conceitos e autores que pesquisaram sobre os assuntos que serão abordados (Gil, 2022).
2.1 Terceiro Setor
O Terceiro Setor também denominado Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, é formado por pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, não sendo permitida a distribuição de lucros entre os seus associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores. Assim dispõe a Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999 no Art. 1º:
Art. 1º § 1o Para os efeitos desta Lei, considera-se sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito privado que não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social. (BRASIL, 1999).
Segundo os autores Olak e Nascimento (2021) várias são as terminologias que definem as entidades sem fins lucrativos, que por sua vez são organizações fora do contexto do governo ou do mercado. No Brasil, são empregados termos como: terceiro setor, organizações não governamentais (ONG’s), organizações da sociedade civil, entidades beneficentes, organizações filantrópicas, e outras. No entanto, no Brasil a expressão que tem maior aceitação é Terceiro Setor, que significa participar de um terceiro segmento, onde o primeiro setor é representado pelo governo e o segundo pelas empresas privadas com finalidade de lucro.
De acordo com Slomski (2020) entende-se como terceiro setor a conjunção do primeiro e do segundo setor, pois as entidades que compõe o terceiro setor possuem características tanto do Estado quanto do mercado. Olak e Nascimento (2021) esclarecem sobre a importância do conceito “lucro” ser bem caracterizado, visto que se torna subjetivo já que ter lucro é uma questão de sobrevivência para qualquer entidade. Assim, no caso das entidades sem fins lucrativos o que distinguirá das demais entidades, é a forma que empregará esta receita, que deve ser reinvestida na atividade fim da organização.
Figura 1 - Modelo TrissetorialTerceiro Setor
Agentes privados atuando para fins públicos
Segundo Setor
Primeiro Setor
Conjunção dos Setores
(Modelo Trisetorial)
Instituições da área da saúde e da educação
Filantropia Individua/ pessoa física Instituições Culturais
ONG’s
Associações Fundações
Entidades religiosas, Partidos políticos Sindicatos
Mercado
Agentes privados atuando para fins privados
Estado
Agentes políticos atuando para fins públicos
Fonte: Elaborado pela autora com dados extraídos de SLOMSKI, 2020
2.2 A evolução histórica e o objetivo das entidades do terceiro setor
Embora as atividades voltadas para o social já existam desde os primórdios, o termo “terceiro setor” surgiu na primeira metade do século, nos Estados Unidos, devido ao comportamento filantrópico que a maioria das empresas norte-americanas desenvolveu ao longo da história. Hoje, várias dessas entidades sem fins lucrativos são independentes, capazes de investir com seu próprio patrimônio em projetos de educação, cultura e assistência social. Porém, neste país a pessoa física tem forte atuação no desenvolvimento deste setor através das doações. (Melo Neto, 2022).
De acordo com Carneiro, Lima e Torres (2021) a partir da década de 1970, a sociedade brasileira começou a passar por mudanças estruturais, mais precisamente devido ao sistema capitalista, que fez com que os problemas, tanto de cunho econômico, como social como se agravassem. Assim, as entidades sem fins lucrativos surgiram com a impossibilidade do Estado em resolver tais problemas, como a desigualdade social, pobreza, violência, poluição e conflitos dos mais diversos tipos.
Ressaltando que o Estado, não pode transferir a responsabilidade total desses problemas para essas organizações, e tendo a necessidade do desenvolvimento social, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (2023) destaca sobre a corresponsabilidade e a complementaridade entre os diversos setores, o que impulsiona a constituição de parcerias, que implica em reconhecer e encontrar formas para atender objetivos em comum sem que cada um perca sua identidade e desvie de suas missões institucionais.
2.3 Características das entidades do terceiro setor
As entidades voltadas para fins sociais englobam uma diversidade de instituições privadas que atuam nas mais diversas áreas de interesse público, como a promoção da assistência social, educação, saúde, defesa do meio ambiente e pesquisas científicas, entre outras. Dentre os principais componentes do terceiro setor, Slomski (2020) destaca os sindicatos, os partidos políticos, as entidades religiosas e dá ênfase as associações e fundações, em função do seu acesso ao requerimento de títulos, certificados ou qualificações de reconhecimento em todas as esferas do governo.
Embora todas essas organizações sem fins lucrativos citadas componham o terceiro setor, o autor Resende (2022) esclarece que por lei, só se formalizam as fundações e as associações, devendo, estas instituições, serem registradas em cartório.
O Conselho Federal de Contabilidade (2022) define em seu manual para entidades sem fins lucrativos, algumas características básicas dessas entidades:
· promoção de ações voltadas para o bem-estar comum da coletividade;
· manutenção de finalidades não-lucrativas;
· adoção de personalidade jurídica que seja adequada aos fins sociais fundação ou associação;
· atividades financiadas por subvenções do Primeiro Setor (governamental) e doações do segundo setor (empresarial de fins econômicos) e de particulares;
· aplicação do resultado das atividades econômicas que porventura exerça nos fins sociais a que se destina;
· desde que cumpra requisitos específicos, é fomentado por renúncia fiscal do Estado.
Para cumprimento das finalidades as quais se propõem, as entidades devem adotar formas jurídicas de fundação ou associação previstas no Código Civil Brasileiro, observando também a forma como deve ser constituída. (Conselho Federal de Contabilidade, 2022).
2.3.1 Constituição das associações
As associações são pessoas jurídicas formadas pela união de pessoas que se organizam para a realização de atividades não econômicas. Neste tipo de entidade é necessário definir a
composição e o funcionamento dos órgãos deliberativos e administrativos devendo constar no estatuto conforme evidencia o Conselho Federal de Contabilidade (2022). A Assembleia Geral é o órgão máximo de deliberação, onde possui as seguintes competências:
· eleger administradores.
· destituir os administradores.
· aprovar as contas.
· aprovar ou alterar o estatuto.
Quanto aos administradores, estes compõem o órgão executivo e podem receber denominações usuais como, Diretoria Executiva, Direção Geral, Diretoria Administrativa, etc. Cabe a este órgão executar as diretrizes aprovadas pela Assembleia Geral. Normalmente também é criado um Conselho Fiscal por um grupo de associados, previsto em estatuto, para que examine as contas da associação e fiscalização quanto ao cumprimento das finalidades previstas em seu estatuto, porém o controle principal das contas e atividades é feito por meio da Assembleia Geral. (Conselho Federal de Contabilidade, 2022).
Segundo Resende (2022) é possível perceber a intenção da legislação brasileira em permitir que as pessoas, livre e licitamente se reúnam, formal ou informalmente e proíbe o Estado de interferir no funcionamento das organizações que se formem, encontrando um dos princípios básicos da democracia.
A associação é definida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (2023) como uma forma jurídica de legalizar a união de pessoas em prol de necessidadese objetivos comuns. As associações são regulamentadas pela Constituição Federal e pelo Código Civil, onde são descritas as leis que regem esse modelo de organização. Podem haver legislações específicas em alguns estados, mas qualquer que seja, deve estar subordinada as leis federais. A sua formação permite a construção de melhores condições do que aquelas que os indivíduos teriam isoladamente para a realização dos seus objetivos. E possui algumas características:
· reunião de duas ou mais pessoas para a realização de objetivos comuns (lembrando que a lei não define o número legal para criar uma associação);
· seu patrimônio é constituído pela contribuição dos associados ou de seus membros, por doações, subvenções. Não possui capital social, por isso dificulta a obtenção de financiamento junto às instituições financeiras;
· seus fins podem ser alterados pelos associados;
· seus associados deliberam livremente;
· são entidades do direito privado e não público.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (2023) disponibiliza um roteiro para constituição de uma associação, dessa forma, os interessados devem elaborar uma proposta de estatuto, onde será analisada e votada da Assembleia de Constituição. Sendo aprovado, o estatuto será o instrumento constitutivo da associação, e os associados deverão sujeitar às regras ali descritas. O documento deve contemplar exigências legais e também regras específicas em torno de sua finalidade, organização dos órgãos consultivos, bem como suas competências e responsabilidades.
De acordo com Resende (2022) a reunião através da qual as pessoas decidiram pela constituição da entidade deve constar em ata, contendo no mínimo informações do local, data, nome dos associados, estado civil, endereço e assinatura de todos participantes. Necessariamente, devem constar também a especificação dos objetivos e a designação dos cargos de administração e fiscalização. Tendo, os atos constitutivos (ata, estatuto e se necessário, procurações) deverão ser levados ao Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Comarca de onde será a sede da entidade.
2.3.2 Constituição das fundações
As fundações são entes jurídicos que têm como fator preponderante o patrimônio. Uma vez estipuladas as finalidades pelo seu instituidor, esta deverá ser administrada de modo que sejam cumpridas as exigências legais, conforme evidencia o Segundo o Conselho Federal de Contabilidade (2022). Como neste tipo de entidade tem o patrimônio como destaque, é importante dizer que ele deverá ser constituído de bens legalmente disponíveis ou desonerados e ainda ser suficiente para a manutenção da organização e desenvolvimento das atividades previstas em seu estatuto.
Referente ao funcionamento, o Conselho Federal de Contabilidade (2022) esclarece que a administração da fundação será composta de no mínimo dois órgãos, que seja, um deliberativo e outro executivo. O primeiro, normalmente é denominado Conselho Curador, cabendo à ele estabelecer as diretrizes da fundação para o alcance das finalidades, incluindo outras competências:
· eleger os membros do órgão executivo da fundação;
· aprovar a previsão orçamentária anual, a ser proposta pelo órgão executivo;
· deliberar acerca das prestações de contas e relatórios de atividades do órgão executivo;
· deliberar acerca da alienação de bens imóveis e aceitação de doações com encargos;
Ainda, de acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (2022), o órgão executivo da fundação pode receber as mesmas denominações da associação, ou ainda o Conselho Diretor ou conselho de administração. Sendo competência deste órgão:
· executar as disposições estatutárias;
· cumprir as diretrizes estabelecidas pelo órgão deliberativo;
· praticar atos de gestão de recursos patrimoniais e humanos;
· propor ao órgão deliberativo a previsão orçamentária anual;
· prestar contas e apresentar relatórios de atividades ao órgão deliberativo, ao ministério público e outros órgãos governamentais;
· representar judicial e extrajudicialmente a fundação;
· manter em guarda e boa ordem todos os registros inerentes à pessoa jurídica, de natureza institucional, tributária, trabalhista, contábil, etc.
Como também é realizado pelas associações, para cumprir a tarefa de zelar pelo patrimônio fundacional e assegurar a correta aplicação de recursos, a fundação também designa um Conselho Fiscal. (Conselho Federal de Contabilidade, 2022).
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (2023) conceitua Fundação como um patrimônio destinado a beneficiar a comunidade, obedecendo às condições de um estatuto social e sob a vigilância do Ministério Público. Essas organizações também possuem algumas características fundamentais:
· seu patrimônio, ou seja, o conjunto de bens ou coisas com destinação específica.
· servir a fins de utilidade pública, quais seja: religiosos, culturais ou de assistência. Para a constituição de uma fundação, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (2023) também esclarece que assim como as associações, o instituidor deverá elaborar o estatuto que será submetido ao Ministério Público, que verificará se possui fundamento e se os bens são suficientes para cumprir com as finalidades. Assim, o Ministério Público poderá aprovar, indicar modificações ou reprovar, neste último caso o interessado poderá requerer em juízo. Sendo aprovado o estatuto será emitida uma autorização para escritura em um Tabelião de Notas, sendo indispensável à presença do Promotor de Justiça – Curador de Fundações, formalizando a entidade fundacional.
Esclarecendo melhor, o autor Resende (2022) distingue as fundações de direito privado que se enquadram na denominação “terceiro setor”, das fundações públicas. As fundações de direito privado são instituídas por autorização legislativa, e seus atos são averbados no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas, seus empregados são contratados sob o regime CLT e
sob velamento do Ministério Público. Já as fundações de direito público é o próprio serviço público, é criada por lei, e ao invés do estatuto, o que rege são os decretos. Suas receitas são oriundas do orçamento público e seus servidores admitidos mediante concursos.
Outra modalidade são as fundações de apoio, que consiste em uma relação com instituições federais, que inicialmente estabelecido pela Lei Federal de n° 8.958, e alterado pela Lei 12.863, de 24 de setembro de 2013, prevê que os entes educacionais poderão contratar pessoas jurídicas de direito privado criadas sob a formatação jurídica de Fundação. (Slonski, 2020).
Este tipo de entidade tem causado bastante questionamento, segundo o autor Resende (2022), em decorrência da forma como o Governo estabeleceu regras para o inter- relacionamento das entidades de apoio e as entidades apoiadas, com vedações às atividades das fundações de apoio e quando em alguns casos essas fundações acabam por fazer a gestão financeira somente de recursos públicos. Neste caso o Poder Público acaba ferindo dois princípios fundamentais: restringe e limita o campo de atuação de uma fundação e transfere a gestão e responsabilidade públicas sem os devidos cuidados que as leis estabelecem.
Segundo Resende (2022), nas fundações de apoio é importante se discutir a relevância dos serviços prestados por estas entidades às universidades ou a própria sociedade, é necessário buscar regras que assegurem o funcionamento e os meios legítimos para que as entidades de apoio e as apoiadas cumpram seu papel de forma bem definida e transparente.
2.4 As fontes de recursos e os instrumentos jurídicos
As fontes de recursos podem ser oriundas de empresas, fundações públicas, pessoas, agências internacionais de financiamento, instituições locais, pessoas, governo, venda de serviços e eventos, sendo importante considerar que para a saúde financeira da organização devem-se captar recursos de diferentes fontes e que nenhuma delas represente 60% ou mais da receita. (Lengler, Cruz, Jacobsen, 2022).
Segundo Resende (2022) todas as organizações sem fins lucrativosdevem obrigatoriamente deixar expresso em seus estatutos as origens de recursos necessários para sua manutenção e funcionamento e ainda há de constar que todas as rendas somente serão aplicadas nos objetivos institucionais da entidade.O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo esclarece que os tipos de repasses feitos pelo governo para as entidades do terceiro setor, que podem ser nas formas de auxílios, subvenções e contribuições. (São Paulo, 2023).
No tocante aos recursos advindos da Esfera Pública, que na maioria das vezes é a principal fonte de recursos das entidades sem fins lucrativos, é importante mencionar alguns dos instrumentos jurídicos e suas características utilizados para formalizar o recebimento da verba e sua finalidade social.
· Convênio: de acordo com o Decreto nº 6.170 de 25 de julho de 2007, é o acordo ou ajuste que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e tenha como partícipe, de um lado, órgão ou entidade da administração pública federal, direta ou indireta, e, de outro lado, órgão ou entidade da administração pública estadual, do Distrito Federal ou municipal, direta ou indireta, consórcios públicos, ou ainda, entidades privadas sem fins lucrativos, visando à execução de programa de governo, envolvendo a realização de projeto, atividade, serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação.
· Contrato de repasse: instrumento administrativo por meio do qual a transferência dos recursos financeiros processa-se por intermédio de instituição ou agente financeiro público federal, atuando como mandatária da União.(BRASIL, 2007).
· Termo de parceria: instituído pela Lei nº 9.790 de 23 de março de 1999, é o instrumento passível de ser firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas
como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento e a execução das atividades de interesse público.
Cabe ressaltar ainda que, as fundações de apoio, assim chamadas por manterem relação de prestação de serviços a entes educacionais federais, também constituem instrumentos jurídicos entre eles, tendo nomenclaturas como, termo de outorga, termo de execução de projeto, termo de cooperação técnica, dentre outros.
2.5 Contabilidade do Terceiro Setor
As entidades do terceiro setor devem adotar Normas Brasileiras de Contabilidade especificas, tais como a ITG 2002 (R1) e a NBC TG 1000. Visto que a forma de funcionamento é diferente das demais empresas que visam finalidade no lucro. Por isso, são utilizadas diferentes terminologias para as contas, e formas de contabilização adequadas que proporcionam principalmente mais transparência nas demonstrações contábeis.
Aprovada pelo Conselho Federal de Contabilidade (2012), a ITG 2002 (R1) começou a ser aplicada no exercício de 2012, tendo como objetivo estabelecer critérios e procedimentos específicos de avaliação, de reconhecimento das transações e variações patrimoniais, de estruturação das demonstrações contábeis e as informações mínimas das entidades sem fins lucrativos que devem ser evidenciadas em notas explicativas.
Conforme mencionado na ITG 2002 (R1), para os aspectos não abordados nesta interpretação deve ser aplicada a NBC TG 1000 que se trata da contabilidade para pequenas e médias empresas, que foi elaborada de forma convergente com as Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB e também aprovada pelo Conselho Federal de Contabilidade, passou a vigorar no exercício de 2010.
2.5.1 Registros contábeis
A ITG 2002 (R1) dispõe que os registros contábeis devem demonstrar as contas de receitas e despesas com ou sem gratuidades, superávits ou déficits, de forma segregada, e classificada por tipo de atividade, tais como educação, saúde, assistência social e demais atividades. Devem também destacar aquelas gratuidades concedidas que sejam utilizadas em prestação de contas junto ao governo. E ainda, quando a gratuidade se referir a bolsas de estudo, essas devem ser reconhecidas pelo valor efetivo da mensalidade praticada. (Conselho Federal de Contabilidade, 2022).
Segundo Slomski (2020) existem grupos de receitas que configuram o orçamento das entidades do terceiro setor, que podem variar de acordo com a forma de gestão da entidade, os grupos de receitas são:
· Receitas próprias: são aquelas resultantes do uso de ativos da entidade ou por terceiros. (Aplicações financeiras, alienação de bens, locação de bens, etc.).
· Receitas de doações e contribuições: são resultantes das contribuições vindas de pessoas físicas ou jurídicas.
· Receita de subvenções: são ingressos de recursos referentes a subvenções de entidades governamentais com o objetivo de executar atividades sociais.
· Receita de parcerias: são recursos resultantes dos termos de parcerias, firmados entre a entidade e o poder público, que são destinados ao cumprimento de uma atividade relacionada a causa do contrato.
· Receitas de projetos de geração de recursos: resultantes da utilização de seu superávit para execução de projetos contratados por pessoas físicas ou jurídicas que gerem recursos para aplicação na atividade fim da entidade.
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