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Prévia do material em texto

Conteudista: Prof. Me. Claudio Donizetti Brites da Silva
Revisão Textual: Me. Luciano Vieira Francisco
Objetivos da Unidade:
Conhecer o conceito de adulto e das expectativas psicológicas e sociais para essa fase da
vida;
Tratar da importância do contexto para o conceito de adulto, sobre o envelhecimento e a
concepção de tempo conforme as possibilidades subjetivas de viver o amadurecimento;
Refletir sobre conceitos como qualidade de vida e expectativa de vida para a saúde mental
de adulto, a narrativa que envolve a concepção de sucesso e felicidade na conjugalidade e
na vida em torno do trabalho.
📄 Contextualização
📄 Material Teórico
📄 Material Complementar
📄 Referências
Saúde Mental e Amadurecimento
Caro(a) aluno(a),
Indicamos aqui o trabalho de Ana Amélia Camarano, Juliana Leitão e Mello, Maria Tereza Pasinato e Solange
Kanso a respeito do amadurecimento no Brasil, alguns dos caminhos à vida adulta descrita pelos jovens
brasileiros. Esse trabalho explora as diversas formas de transição para a vida adulta entre os jovens no
Brasil, analisando a escola, o trabalho e a família, com base em dados das Pesquisas Nacionais por
Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizadas entre 1982
e 2002. 
Os resultados mostram que há multiplicidade de situações em que a transição pode ocorrer, incluindo novos
arranjos familiares que não exigem a saída da casa dos pais. Embora não seja possível concluir se os
processos são reversíveis ao longo do tempo devido à falta de dados, considera-se que as etapas do
processo de transição podem ser revertidas.
Página 1 de 4
📄 Contextualização
Leitura
Caminhos para a Vida Adulta: As Múltiplas Trajetórias dos Jovens Brasileiros
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
https://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0718-22362004000200002
Introdução
A fase de transição da adolescência para a vida adulta é geralmente conhecida como “adolescência tardia”
ou “juventude”. É caracterizada por mudanças físicas, psicológicas e sociais, tratando-se de uma época de
muitas decisões importantes e transições significativas na vida de uma pessoa. Em algumas culturas e
contextos sociais, essa transição pode ser marcada por cerimônias ou ritos de passagem, mas em muitos
casos, ainda mais na Era Contemporânea, é uma transição gradual e tida como natural.
A diferença conceitual entre o “jovem adulto” e “adulto” é principalmente uma questão de idade e
maturidade. Um jovem adulto é geralmente considerado como alguém que está entrando na fase adulta da
vida, comumente entre os 18 e 30 anos de idade. Autores como Camarano (2006), Levandowski, Piccinini e
Lopes (2009) afirmam que a fase adulta tem início, aproximadamente, aos 24 anos, sendo caracterizada por
um ganho de maior independência e responsabilidade. 
No caso do “jovem adulto”, as pessoas estabelecem a sua identidade pessoal e profissional, criando
relacionamentos duradouros, começando a construir a sua carreira e vida financeira e, em geral, tornando-se
mais independente de seus pais e familiares – ou, ao menos, é o que se espera, não é mesmo? Já um
adulto é alguém que já passou por essa fase de transição e tem mais estabilidade e maturidade em sua vida
pessoal e profissional; pode ter responsabilidades familiares, como criar filhos, e tende a ter uma carreira
estabelecida e finanças mais estáveis. Obviamente, a linha divisória entre “jovem adulto” e “adulto” – e
depois, quando esse se torna “pessoa idosa” – é subjetiva e varia de acordo com a cultura e o contexto
social, mas, geralmente, reflete uma combinação de idade e maturidade pessoal e profissional.
O amadurecimento é um processo contínuo que ocorre ao longo da vida e é fundamental para a formação de
uma pessoa entendida como como adulta. Durante a adolescência e juventude, os jovens experimentam
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📄 Material Teórico
muitas mudanças físicas, emocionais e psicológicas, que os preparam para essa etapa. Na adolescência,
por exemplo, os sujeitos começam a se desafiar e a questionar a autoridade, o que é uma parte importante
do processo de amadurecimento, pois faz com que o indivíduo se implique em torno de suas escolhas,
agora as reconhecendo como suas – e não mais somente como uma atribuição familiar. Experimentam a
identidade e independência, exploram novas relações e interesses, e começam a construir a vida adulta.
Como dito, é uma época de muitas escolhas importantes, incluindo a de uma carreira, de parceiros
românticos e da construção de relacionamentos significativos.
À medida que a vida adulta se aproxima, os jovens precisam aprender a lidar com as responsabilidades e os
desafios que acompanham a maturidade. Necessitam desenvolver habilidades de resolução de problemas,
comunicação e liderança, bem como capacidade de tomar decisões importantes sobre diversas questões. É
necessário que eles aprendam a lidar com o estresse, a tomar decisões e a se comunicar de forma clara e
eficaz com outras pessoas. O amadurecimento é um processo que continua ao longo da vida e é
influenciado por muitos fatores, incluindo as experiências da vida, a educação e o meio ambiente. 
No entanto, ao aprender a lidar com as mudanças e os desafios da vida, os jovens se tornam adultos mais
fortes, seguros e capazes. Estão prontos para enfrentar as responsabilidades e os desafios da vida adulta
com confiança e resiliência, e constroem uma vida plena e satisfatória. Trataremos de alguns desses
pontos a seguir.
Vídeo
A Agonia do Amadurecimento
Adultecimento e Amadurecimento 
O desenvolvimento físico e psicológico é um aspecto importante a ser considerado no processo de
amadurecimento, uma vez que está diretamente relacionado a mudanças e transformações ocorridas ao
longo da vida de uma pessoa. Desde o nascimento, ocorre um desenvolvimento constante do corpo, que se
estende até a fase da puberdade, quando ocorre uma intensificação dessas mudanças físicas. É nessa
fase que acontece o amadurecimento dos órgãos reprodutivos, o aumento de altura e massa muscular,
entre outros fatores. Já o desenvolvimento psicológico está relacionado a mudanças nas capacidades
cognitivas, emocionais e sociais de uma pessoa. 
Desde a infância, há uma evolução da capacidade de compreender e lidar com as emoções, além da
habilidade de se relacionar com outras pessoas. Ao longo da adolescência ocorre uma intensificação desse
desenvolvimento psicológico, com a formação de uma identidade pessoal e a busca por independência. É
nessa fase que o jovem passa a questionar os valores e as crenças que aprendeu durante a infância e
começa a construir sua própria visão de mundo, como afirmado. Com o avançar da idade, ocorre uma
estabilização desses processos de desenvolvimento físico e psicológico, culminando na formação de uma
A agonia do amadurecimento | Danit PondéA agonia do amadurecimento | Danit Pondé
https://www.youtube.com/watch?v=oaiwdnUPWxo
personalidade adulta. No entanto, ao longo da vida ainda é possível ocorrerem mudanças e transformações,
principalmente em momentos de crise ou enfrentamento de novos desafios.
A genética do envelhecimento é um campo de pesquisa em constante evolução e que estuda o tornar-se
adulto de forma aproximada, buscando entender os mecanismos moleculares e celulares que levam ao
envelhecimento e à senescência. Entre essas questões, temos ideias a respeito do envelhecimento do
corpo nos seguintes termos:
Envelhecimento programado: segundo essa visão, o envelhecimento é programado no ácido
desoxirribonucleico (DNA) e é uma consequência inevitável da vida. Uma das evidências que
sustentam essa teoria é que algumas espécies de animais possuem envelhecimento mais
rápido do que outras, sugerindo que o envelhecimento pode ser regulado por genes, ou seja,
determinam quanto tempo as células viverão;
Dano cumulativo: esta teoria sugere que o envelhecimento é causado pelo acúmulo de danos
celulares ao longo do tempo. Esses danos podemser provocados por fatores externos, como
radiação e toxinas, ou por processos internos, como o estresse oxidativo. À medida que as
células se tornam mais danificadas, perdem a capacidade de se dividir e se renovar, levando
ao envelhecimento;
Teoria telomérica: os telômeros são as extremidades dos cromossomos que protegem o DNA
de danos e deterioração. À medida que as células se dividem, os telômeros encurtam, o que
leva à morte celular ou à senescência. A telomerase é uma enzima que pode alongar os
telômeros, e há pesquisas em andamento para desenvolver terapias baseadas na telomerase
para combater o envelhecimento;
Genes de longevidade: há evidências de que certos genes podem estar relacionados à
longevidade em humanos e outros animais. Por exemplo, o gene FOXO3A tem sido associado
a uma maior expectativa de vida em algumas populações humanas, enquanto o gene SIR2 é
conhecido por prolongar a vida útil em leveduras e outros organismos;
Epigenética: é o estudo de como os genes são regulados e ativados ou desativados em
resposta ao ambiente e às condições internas do organismo. Há evidências de que mudanças
epigenéticas podem desempenhar importante papel no envelhecimento e na senescência, e
pesquisas estão em andamento para entender melhor esses processos.
Essas são apenas algumas das teorias e áreas de pesquisa na genética do envelhecimento. Tais teorias
são mais ou menos acompanhadas por formulações que considerarão como o impacto genético é formado
ou formador do amadurecimento psíquico, elemento essencial quando pensamos nas fases do
desenvolvimento humano. Isso porque, como sabemos, existe uma base genética que pode criar elementos
que facilitem ou não o amadurecimento e envelhecimento do corpo, mas nem todos os seres se tornam
adultos do mesmo modo ou vivem esse processo da mesma forma, isso porque junto ao desenvolvimento
do corpo biológico, precisamos considerar o desenvolvimento psíquico – afetos, cognição, emoções etc. –
e social.
Na Psicologia, muitos teóricos têm se concentrado no estudo do amadurecimento emocional e social. Por
exemplo, Sigmund Freud e sua teoria psicossexual, Erik Erikson, um famoso teórico da Psicologia do
desenvolvimento, com os seus oito estágios do desenvolvimento humano, Donald Winnicot, com a sua
teoria do amadurecimento, Jean Piaget, outro teórico do desenvolvimento cognitivo, quem nos traz quatro
estágios esperados da cognição da infância à maturidade, entre tantos outros.
Teoria do Desenvolvimento Psicossexual
de Freud
Tornar-se adulto para Freud parte de um amadurecimento psicossexual que tem seu início na infância,
organizado em cinco fases distintas e que, espera-se, deem-se em certa sequência, a saber: 
Fase oral – criança entre 0 e 1 ano de idade: sendo a primeira etapa de desenvolvimento de
uma criança, está centralizada na região oral, desde o momento do nascimento. Durante a
amamentação, a criança obtém prazer na sucção e se sente satisfeita com a nutrição
proporcionada. Caso a amamentação seja interrompida precocemente, esse teórico
argumenta que a criança pode apresentar comportamentos suspeitos, não confiáveis ou
sarcásticos. Por outro lado, como nos traz Euzébio ([20--?], p. 3), se a criança for
constantemente amamentada, poderá desenvolver uma personalidade confiante e ingênua.
Essa fase, que dura de 1 a 1 ano e meio, termina com o desmame;
Fase anal – de 1 a 3 anos de idade: amplia a relação da criança consigo. Depois de aprender
sobre a sua própria higiene, a criança pode desenvolver um interesse exagerado na região anal
e no ato de brincar com as próprias fezes. Segundo Euzébio ([20--?], p. 3), a criança vê essa
etapa como uma oportunidade para se orgulhar de suas “criações”, o que pode resultar em
uma personalidade “anal expulsiva”. A criança também pode intencionalmente reter as fezes
como uma forma de desafiar os pais, levando à personalidade “anal retentiva”. Essa fase dura
de 1 a 2 anos;
Fase fálica – por volta dos 3 aos 5 anos de idade: a criança experimenta um momento
importante de descoberta do próprio corpo, agora colocando-o em relação com as diferenças
encontradas no corpo do outro. Começa a perceber visual e sensorialmente tais diferenças,
bem como a sentir prazer ao se tocar, especialmente na região genital. Segundo Freud (1905),
é nessa etapa que se desenvolve o complexo de Édipo, que representa a dinâmica da
castração no psiquismo da criança;
Período de latência – compreende dos 5 anos de idade até a puberdade: fase na qual os
desejos inconscientes são reprimidos, depois do período que a criança já superou o complexo
da fase fálica e, embora desejos e impulsos sexuais possam ainda existir, são expressos de
forma assexuada, em atividades como amizades, estudos ou esportes, até o começo da
puberdade;
Fase genital – marca a chegada à puberdade e vida adulta: ocorre a maturação sexual, em
que a energia sexual (libido) se concentra nos órgãos genitais, despertando o interesse
amoroso e sexual. De acordo com Freud (1905), nesta etapa há um impulso consciente para
agir em prol da procriação. Os conflitos internos e desequilíbrios das fases anteriores são
resolvidos em certo nível de estabilidade nesse novo momento. Assim, os indivíduos,
conscientes de sua sexualidade, buscam satisfazer às suas necessidades eróticas e
interpessoais.
Vídeo
O Que é o Complexo de Édipo
Veja que Freud trouxe um desenvolvimento que se dá em torno do amadurecimento sexual, mas, ao mesmo
tempo, traz o quanto os seres humanos se organizam em torno daquilo que a lei espera deles em cada fase
do desenvolvimento em torno da inscrição do desejo erótico como um lugar essencial aos seres. A inscrição
do corpo na lei, ou seja, no tabu que diz respeito à procriação e expressão sexual e ao amadurecimento dos
órgãos e das características físicas, sua estabilização, mas também ao que é possível ou não ao sujeito
infante ter, no que é possível investir sua energia e conquistar. 
O adulto surge quando o sujeito destina a libido para além de si, buscando no outro a reprodução, mas
também quando esse começa a conquistar um espaço na cultura e sociedade – na busca por procriação,
por exemplo. Ou seja, as fases em Freud determinam não só a concentração do prazer no corpo e fora
desse, mas também os temas em torno dos quais o sujeito se volta, desde a sua resposta automática à
sucção até o seu investimento proposital na direção de conseguir satisfação sexual com uma outra pessoa,
ou ainda contribuir com a cultura.
Erik Erikson e a Teoria Psicossocial do Desenvolvimento
O que é o COMPLEXO de ÉDIPO | À Deriva CortesO que é o COMPLEXO de ÉDIPO | À Deriva Cortes
https://www.youtube.com/watch?v=5iS6F8onMr4
Erik Erikson trouxe o desenvolvimento psicossocial para o centro da discussão. Partindo da Psicanálise
freudiana, ampliou as fases de Freud para círculos de conflitos que determinariam o desenvolvimento da
personalidade. De acordo com Erikson, a vida é composta de oito estágios, cada um com a sua crise
psicossocial específica e que deve ser resolvida para o desenvolvimento saudável da personalidade. Essas
crises são desafios que surgem ao longo da vida e que requerem uma resposta adequada do indivíduo para
as superar. Seriam os conflitos, em linhas gerais, os seguintes:
Confiança versus desconfiança – de 0 a 1 ano: as crianças desenvolvem uma sensação
básica de confiança em si e nos outros, com base na maneira como são tratadas pelos
cuidadores;
Autonomia versus vergonha e dúvida – de 1 a 3 anos: começam a explorar o mundo ao seu
redor e a desenvolver habilidades de independência, mas também podem se sentir
envergonhadas ou duvidosas de si;
Iniciativa versus culpa – de 3 a 6 anos: começam a assumir mais responsabilidade por si e a
explorar os seus interesses, mas também podem se sentir culpadas por fazer algo errado;
Competência versus inferioridade – de 6 a 12 anos: mostram-se envolvidas em atividades
escolares e sociais, buscando desenvolver habilidades e competências para sesentirem
capazes, mas também podem se sentir inferiores se não tiverem sucesso;
Identidade versus confusão de papéis – adolescência: os adolescentes começam a explorar
a sua identidade, tentando descobrir quem são e como se encaixam no mundo e podem
experimentar conflitos e confusão de papéis;
Intimidade versus isolamento – início da idade adulta: os adultos jovens começam a formar
relacionamentos íntimos e a construir uma vida compartilhada com um parceiro ou amigos,
mas também podem se sentir isolados se não tiverem sucesso nisso;
Generatividade versus estagnação – meia-idade: os adultos começam a se concentrar em
contribuir para o mundo e ajudar a próxima geração, mas também podem sentir-se estagnados
se não estiverem fazendo algo significativo;
Integridade versus desespero – idade avançada: nesta fase, as pessoas olham para trás em
suas vidas e avaliam se tiveram uma vida significativa e satisfatória, ou se sentem desespero
Perceba que, ao chegar no que seria classificado como idade adulta, na concepção de Erikson, temos um
sujeito que vem trabalhando sua confiança em si, nos outros, assim como a sua autonomia, iniciativa e
senso de competência, tendo trabalhado grande parte da sua identidade na adolescência. Na vida adulta,
deparar-se-á com a gestão de sua intimidade, do quanto deseja ou não compartilhar a sua vida com os
outros, assim como o quanto pretende contribuir com a sociedade. Embora a teoria do desenvolvimento
psicossocial de Erikson centralize esses conflitos nas fases descritas, tais conflitos obviamente serão
retomados durante toda a vida. 
A teoria psicossocial do desenvolvimento de Erikson enfatiza que o desenvolvimento humano é um
processo contínuo e que cada estágio é fundamental para o desenvolvimento saudável da personalidade.
Além disso, essa teoria ressalta a importância de enfrentar e superar as crises psicológicas em cada
estágio, para que a pessoa possa se desenvolver adequadamente em sua vida. Como nos traz Bordignon
(2007), esses estágios envolvem crises e conflitos, os quais estão organizados em torno de conteúdos
antropológicos específicos, assim como Freud reconheceu no desenvolvimento psicossexual. Nisso, tais
crises são oportunidades para o desenvolvimento do sujeito ou, ainda, para certa regressividade. 
e arrependimento. Nesta fase, as pessoas olham para trás em suas vidas e
avaliam se tiveram uma vida significativa e satisfatória, ou se sentem
desespero e arrependimento.
“Da resolução positiva da crise entre as forças sintônicas e distônicas emerge uma
potencialidade (forças básicas), que passa a fazer parte da vida da pessoa. Da não
resolução da crise emerge uma patologia básica que, por sua vez, também passa a fazer
parte da vida da pessoa. A resolução da crise entre a confiança e a desconfiança gera a
esperança. A resolução da crise entre a autonomia e a vergonha, gera à vontade. E assim
por diante até a sabedoria que nasce da resolução positiva da crise entre integridade e o
desespero. Os professores entrevistados relatam que percebem e sentem essas crises em
suas vidas. Eles a percebem como realidade significativa e profunda em suas vidas. Ela se
- BORDIGNON, 2007, p. 13-14
Vídeo
Saúde e Doença à Luz da Teoria do Amadurecimento
Outra teoria importante para se pensar o processo de desenvolvimento do
jovem e do adulto é a teoria do amadurecimento, de Donald Winnicot. No vídeo
a seguir, temos uma conversa a respeito do assunto, como se dá o processo
de saúde mental e doença dentro dessa concepção: 
faz presente nas relações familiares, profissionais, sociais e religiosas. Também sentem
esta dialética na assunção das ritualizações sociais e religiosas, nas associações e
grupos sociais dos quais participam; na formulação dos princípios de ordem social que
devem estabelecer para si e na atividade educativa; na assunção dos valores e práticas
pedagógicas.”
A Formação do Adulto em Diversos Contextos Sociais
Veja que, tanto em Freud, Erikson, quanto em outros teóricos que poderíamos citar aqui, o conceito de adulto
surgiu enquanto construção social e cultural que varia ao longo do tempo e espaço. Em diferentes
sociedades e culturas existem diversas definições e expectativas para o que significa ser adulto. Algumas
dessas expectativas incluem a responsabilidade em torno de sua própria subsistência, o papel de provedor
de sustento para a família que pretenderá formar, a capacidade de tomar decisões independentes e o
exercício de certa autoridade. 
Na sociedade moderna, tal processo é visto como uma transição gradual, com conquistas que partem da
adolescência para a idade adulta. Durante esse processo, as pessoas são esperadas para adquirir
habilidades e competências que lhes permitam enfrentar as responsabilidades e os desafios da vida adulta.
Tais habilidades e competências incluem o autocontrole emocional, as capacidades de se comunicar
eficazmente, de resolver problemas e de pensar de forma crítica e reflexiva.
Contudo, tal tolerância é marcada por questões culturais e econômicas. Em sociedades capitalistas e
coloniais, como a brasileira, o homem branco costuma ter mais tempo para “crescer” e “amadurecer” do que
LIVE | SAÚDE E DOENÇA À LUZ DA TEORIA DO AMADURECIMENTOLIVE | SAÚDE E DOENÇA À LUZ DA TEORIA DO AMADURECIMENTO
https://www.youtube.com/watch?v=HLBEqkb5_PQ
teria a mulher, principalmente a mulher negra. Muitas das responsabilidades em torno da mulher são
cobradas em anos mais iniciais do que são cobradas aos homens. A cultura determina as expectativas
sociais para os papéis de gênero dos adultos. Embora as expectativas estejam mudando, existem ainda
diferenças significativas entre os papéis de gênero esperados para homens e mulheres, tais como a divisão
tradicional de tarefas domésticas e o papel de provedor de sustento. Não é incomum ouvirmos, diante de um
ato impensado, um homem de mais de trinta e poucos anos ser chamado de “menino”, com a justificativa de
alguém que ainda está aprendendo e precisa ser tolerado. 
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
A definição legal das diferentes fases da vida humana, como jovem adulto, como adulto e como pessoa
idosa, é importante porque cada fase tem direitos e responsabilidades legais diferentes. A lei precisa
distinguir entre as diferentes fases da vida para garantir que as pessoas recebam tratamento justo e
equitativo e que sejam protegidas de acordo com as suas necessidades e capacidades. Por exemplo, as
leis relativas à maioridade legal estabelecem a idade mínima para a realização de certas atividades, tais
como votar, dirigir, casar-se e consumir bebidas alcoólicas. Essas leis são projetadas para proteger os
jovens de decisões imprudentes e para garantir que eles estejam preparados para as responsabilidades da
idade adulta. 
Leitura
A Infantilização e Imaturidade Masculina 
https://www.psicanaliseclinica.com/imaturidade-masculina/
As leis também estabelecem direitos específicos para pessoas idosas, como o direito à aposentadoria,
proteção contra a discriminação na contratação e benefícios de segurança social. Esses direitos visam
proteger as pessoas idosas e garantir que elas tenham acesso a recursos e apoio para enfrentar as
necessidades únicas da idade avançada.
Subjetividade e Saúde Mental na Formação da Narrativa
Adulta
Assim como a adolescência é uma construção cultural do século XX, tanto quanto a infância foi dos
séculos anteriores, tivemos, nas últimas décadas, o conceito de “jovem adulto” amplamente utilizado em
muitas sociedades ao redor do mundo. É uma fase de transição entre a adolescência e vida adulta, que é
amplamente reconhecida e compreendida em muitas culturas e sociedades. Nos países ocidentais, esse
conceito é utilizado em estudos e pesquisas sobre desenvolvimento humano, bem como em programas
educacionais e profissionais. Além disso, é uma fase abordada na literatura, mídia e nas artes, refletindo a
experiência comum e os desafios específicos que muitos jovens adultos enfrentam.Veja como essas mudanças entram na narrativa do desenvolvimento humano, alterando-a e então inserimos
em nossa história novas fases, considerações e o que é esperado dessas. No entanto, como dito, é
importante destacar que as definições e expectativas sobre a fase do jovem adulto e do adulto variam de
acordo com a sociedade e cultura, bem como com as condições históricas e econômicas. Na fase
chamada de “adulta”, é esperado que as pessoas tenham atingido certas metas em vários aspectos de
suas vidas – isso inclui aspectos físicos, emocionais, sociais e cognitivos. As expectativas e os tópicos
relacionados ao amadurecimento podem variar significativamente entre culturas diferentes, determinando o
que se espera da história normal do indivíduo em cada fase. 
Como tratamos no tópico anterior, algumas dessas expectativas são influenciadas por fatores culturais,
históricos e econômicos, tais como valores familiares, papéis de gênero, crenças religiosas e condições
sociais e econômicas. Por exemplo, em algumas culturas, é esperado que as pessoas se casem e tenham
filhos ainda na adolescência ou na fase de jovem adulto; em outras culturas, isso pode ser considerado
inapropriado e as pessoas são encorajadas a esperar até a idade adulta para se estabelecerem financeira e
emocionalmente antes de iniciarem uma família. Da mesma forma, as expectativas sobre o
desenvolvimento emocional e o papel social podem variar entre culturas; em outras, é valorizado o
autocontrole e a retenção das emoções, enquanto em outras é valorizada a expressão aberta e resolução
dos conflitos por meio da comunicação. Veja que assim é difícil determinar o que seria uma forma “correta”
ou “incorreta” de passar por essas fases. O que é importante é que as pessoas se sintam apoiadas e
habilitadas a alcançar as suas metas e os seus objetivos, independentemente de sua cultura ou origem.
Veja que cada cultura determinará expectativas à narrativa da fase adulta, de modo que tal narrativa é
afetada por aquilo que se espera de homens, mulheres, pessoas brancas, negras, ricos e pobres. Essas
expectativas estão em torno de temas como:
Ao pensarmos na saúde mental do adulto, grande parte dessa reflexão é que o sujeito consiga realizar um
processo crítico e tornar essa narrativa esperada em sua própria narrativa, aquela na qual ele parte daquilo
que é culturalmente esperado e vai na direção daquilo que deseja construir – comumente, com expectativas
em torno do desdobramento. 
Responsabilidade pessoal: as pessoas adultas são esperadas para tomar decisões
informadas e responsáveis sobre questões de saúde, relacionamentos, carreira e outros
aspectos importantes de suas vidas;
Responsabilidade financeira: é esperado que as pessoas adultas tenham estabilidade
financeira e sejam capazes de sustentar a si e suas famílias;
Autonomia: espera-se independência das pessoas adultas e que tenham a capacidade de
tomar decisões sobre suas próprias vidas, sem a necessidade de ajuda ou orientação de
outros;
Papéis sociais: é comum que as pessoas adultas tenham papéis sociais estabelecidos, tais
como ser pais, maridos/esposas, empregados/empresários ou membros ativos da
comunidade;
Desenvolvimento emocional: é esperado que as pessoas adultas tenham desenvolvido certa
maturidade emocional/afetiva, assim como a capacidade de lidar, de maneira saudável e
eficaz, com o estresse, os conflitos e problemas.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Conjugalidade e Expectativas Profissionais em Saúde Mental
A conjugalidade pode ter um impacto significativo na saúde mental dos indivíduos. O relacionamento
conjugal é uma das principais relações interpessoais na vida adulta e pode ter tanto efeitos positivos quanto
negativos nos indivíduos. A relação conjugal pode fornecer suporte emocional, social e instrumental, o que
pode levar a uma melhor saúde mental, tendo em vista a sensação de segurança, estabilidade e
pertencimento, o que pode ser protetor contra doenças mentais. 
Evidentemente, o relacionamento conjugal também pode ser uma fonte de estresse e conflito, o que pode
aumentar o risco de problemas de saúde mental. Problemas de comunicação, falta de respeito,
desconfiança e falta de apoio emocional podem levar à deterioração de diversos aspectos da integridade
Leitura
Narrativas Sobre Si Mesmo e o Futuro Na Adultez Emergente: Critérios
Subjetivos e Marcadores Sociais
Pensar a narrativa adulta é algo que começamos a fazer já na infância. Somos
convidados pelos adultos a criar as nossas próprias “visões do futuro”, não é
mesmo? Tanto que grande parte dos problemas adultos é lidar com as
expectativas e frustrações que nascem nesse processo. Assim, leia o artigo de
Edna Lúcia Tinoco Ponciano e Maria Lucia Seidl-de-Moura, tratando de
narrativas sobre si e o futuro, na adultez emergente e como isso se constrói a
partir de critérios subjetivos e marcadores sociais:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1870-350X2017000300009
psíquica do sujeito. Além disso, eventos estressantes na relação conjugal, como separação, divórcio ou
infidelidade, podem ter impacto significativo nas relações sociais em diversos sentidos. Esses eventos
podem levar a sentimentos de tristeza, solidão, raiva e desesperança, que podem aumentar o risco de
doenças mentais, tais como depressão, ansiedade e transtornos de estresse pós-traumático.
Aos adultos, grande parte da energia psíquica é investida na gestão das relações conjugais, por isso esse é
um tema tão importante quando tratamos de saúde mental. Em 2015, a revista Social Science & Medicine
mostrou que as pessoas que vivem em união estável têm menor probabilidade de sofrer de depressão do
que as solteiras. Outra pesquisa, realizada pela Universidade de Chicago, em 2017, descobriu que as
pessoas que sentem que seu parceiro as apoia em momentos difíceis são mais resilientes e têm menos
probabilidade de sofrer de ansiedade ou depressão. 
No entanto, é importante notar que no caso de relações que não são saudáveis, tal como quando há
violência doméstica, temos o surgimento de traumas psicológicos significativos. Portanto, é crucial que as
pessoas estejam atentas à qualidade de seus relacionamentos e busquem ajuda profissional quando
necessário. A terapia de casal e a terapia individual podem ser úteis para lidar com questões relacionadas à
conjugalidade e à saúde mental.
Obviamente, como dito, questões de gênero marcarão também o quanto a conjugalidade pode ou não ser
algo positivo na vida adulta. Embora, como afirma Zanello (2014), a pesquisa em torno das relações de
gênero como viés para compreender o campo da saúde mental ainda seja incipiente, mesmo quase 10 anos
depois da pesquisa dessa autora, cada vez mais percebemos que a consideração desse viés leva a uma
releitura da classificação diagnóstica de diversos quadros e, talvez, a uma mudança dos índices
epidemiológicos que conhecemos. Leis como a do feminicídio, de 2015, por exemplo, abriram caminho para
a compreensão de que diversas práticas de violência ocorrem pelo lugar do gênero feminino, em uma
organização binária na sociedade. A violência doméstica, nessa leitura, ganha um viés centrado no
sofrimento da mulher enquanto vítima de uma estrutura presente na sociedade.
Situações como a violência sexual no casamento começam a ser consideradas em toda a sua
complexidade, não mais protegidas por um suposto poder do homem sobre a sua mulher, na autorização
supostamente dada pelo arranjo matrimonial.
Ainda segundo as considerações da autora, a falta de reconhecimento da dor específica das mulheres está
em uma encruzilhada, onde questões de gênero se manifestam em várias formas.
Por um lado há o papel do amor romântico que define as mulheres e lhes dá a possibilidade de terem seu
valor pessoal validado pelo amor de outra pessoa, com o selo do casamento sendo uma forma de
ordenação e validação social de sua feminilidade. É por essa razão que podemos entender como uma vida
conjugalinsatisfatória pode ferir o narcisismo de uma mulher e, ainda assim, essa persistir na relação. 
Por outro lado, a invisibilidade refere-se à forma como essa dor é ignorada por uma suposta ciência neutra,
que se recusa a se envolver em questões íntimas que questionam as relações de poder. Isso comumente
desafia as próprias crenças do médico ou da médica. O viés de gênero, portanto, cria desconforto
significativo na área da saúde mental, abalando as certezas da neutralidade e trazendo questões pessoais
para o âmbito político, questionando as próprias relações de poder e os seus valores.
- ZANELLO, 2014, p. 114
“Se o principal sofrimento trazido pelas mulheres diz respeito às suas relações e,
sobretudo, à sua vida amorosa, faz-se fundamental entender que peso é este que o amor
ocupa em suas vidas, como fato histórico e como elas passaram a se validar enquanto
mulheres por valores gendrados baseados no casamento e na maternidade. É só desta
forma que se pode compreender o peso que a conjugalidade ocupa como fator de risco ou
proteção à saúde mental das mulheres.”
Em Síntese
Os transtornos mentais constituem um grande desafio na área da saúde, tanto
em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento e são um ônus
significativo para os serviços públicos. Como nos traz Lopes (2020), cerca de
30% dos adultos em todo o mundo atendem aos critérios de diagnóstico para
qualquer transtorno mental e 80% dos casos ocorrem em países de baixa ou
média renda. Os transtornos mentais são responsáveis por 32,4% dos anos de
vida vividos com incapacidade em todo o mundo e, no Brasil, os transtornos
depressivos e ansiosos estão, respectivamente, entre as cinco e seis
principais causas de anos de vida tidos com incapacidade. Houve aumento
significativo na prevalência de transtornos emocionais e de conduta entre
crianças e adolescentes, com 30% dos adolescentes brasileiros apresentando
transtornos mentais comuns, tais como ansiedade, depressão e queixas
somáticas inespecíficas. 
A idade média de início de transtornos psiquiátricos é mais precoce para
transtornos de ansiedade e transtornos do controle de impulso, se
comparados aos transtornos de abuso de substâncias e transtornos de humor.
Tais transtornos representam uma carga de doença importante e resultam em
prejuízo na vida escolar e nas relações familiares e sociais das crianças e dos
adolescentes. Problemas de saúde mental são persistentes e podem levar a
prejuízos na vida adulta. 
As mudanças demográficas e econômicas no Brasil, incluindo a urbanização,
violência urbana e as crises econômicas, foram identificadas como fatores
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que aumentaram a incidência e persistência de transtornos mentais na
população geral. Mulheres e indivíduos que enfrentam adversidades sociais,
familiares e ambientais estão sob maior risco. Ainda há lacunas importantes
sobre os principais fatores de risco para a incidência de transtornos mentais
entre crianças e adolescentes, bem como sobre os fatores envolvidos na
persistência de tais transtornos.
Leitura
Saúde Mental do Adulto
Veja o seguinte folheto a respeito da saúde mental de adultos, trazendo
pontos importantes e de forma sintética sobre o tema:
https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/598729/2/SA%C3%9ADE%20MENTAL%20DO%20ADULTO.pdf
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
  Vídeo  
O Silêncio dos Homens 
Documentário aborda a saúde mental dos homens, a dificuldade em lidar com as marcas do machismo e o
desejo de o desconstruir.
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📄 Material Complementar
  Leitura  
Transtornos Mentais em Adultos Começam na Infância em 75% dos
Casos
Este texto aborda como a falta de tratamento pode afetar o desenvolvimento escolar, a carreira e as
habilidades sociais, aponta o estudo.
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Violência Doméstica e Rompimento Conjugal: Repercussões do
Litígio na Família 
O estudo tem como objetivo investigar a violência doméstica relacionada ao fim de um relacionamento
O silêncio dos homens | Documentário completoO silêncio dos homens | Documentário completo
https://rise.articulate.com/view_pdf/jD-xksQoOFiFTnjBzqXzTWmxOPT_hFzV
https://www.youtube.com/watch?v=NRom49UVXCE
conjugal. Os participantes relataram dificuldades em manter os laços parentais após a separação, devido à
violência doméstica experimentada depois da decisão de separação conjugal.
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Adversidade na Infância e o Seu Impacto a Longo Prazo
A tese investigou a associação entre adversidades na infância e adolescência, com aspectos de saúde
mental e qualidade de vida de adultos brasileiros, realizando cinco estudos. Os resultados indicam que as
adversidades na infância são abrangentes e correlacionadas, associadas em longo prazo a desfechos
desfavoráveis na saúde mental e qualidade de vida. A violência emocional e o abuso emocional parental
foram as adversidades mais relatadas e que melhor explicam prejuízos a longo prazo. A rede de apoio social
e a psicoterapia foram consideradas importantes fatores de proteção. A importância da prevenção de
adversidades nas vidas de crianças e adolescentes e o investimento adequado em intervenções foram
discutidos. Salientou-se a importância da violência psicológica e os seus danos permanentes no
desenvolvimento das vítimas.
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ACESSE
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1679-494X2018000200011&lng=t
https://lume.ufrgs.br/handle/10183/206060
BORDIGNON, N. A. O desenvolvimento psicossocial do jovem adulto em Erik Erikson. Lasallista de
Investigación, Rio Grande do Sul, v. 4, n. 2, p. 7-16, 2007. Disponível em:
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Freud, S. (1905). Três ensaios sobre a sexualidade. (J. Salomão, Trad.) Rio de Janeiro: Imago Editora, 2014.
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LEANDRO-FRANÇA, C.; MURTA, S. G. Prevenção e promoção da saúde mental no envelhecimento:
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LOPES, C. S. Como está a saúde mental dos brasileiros? A importância das coortes de nascimento para
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VAL, A. et al. Psicanálise e saúde coletiva: aproximações e possibilidades de contribuições. Physis –
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VIEIRA DA SILVA, L. M.; PAIM, J. S.; SCHRAIBER, L. B. O que é saúde coletiva?. In: PAIM, J. S.; ALMEIDA
FILHO, N. de. Saúde coletiva – teoria e prática. [1. ed.] São Paulo: MedBook, 2014. (e-book). Disponível em:
. Acesso em: 28/01/2023.
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📄 Referências
ZANELLO, V. Saúde mental, mulheres e conjugalidade. In: STEVENS, C.; OLIVEIRA, S. R.; ZANELLO, V.
Estudos feministas e de gênero: articulações e perspectivas. [1. ed.] Santa Catarina: Mulheres, 2014. p. 108-
118.

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