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IMUNOLOGIA CLÍNICA DISCIPLINA: ME: JOÃO V. PINHEIRO ➢ Controle de Qualidade em Imunoensaios Conjuntos de ferramentas e procedimentos que garantem precisão, sensibilidade e especificidade aos resultados. OBJETIVOS • Garantir a qualidade: resultados confiáveis, precisos e exatos, atendendo aos requisitos pré-estabelecidos. • Identificar falhas: detectar erros no processo de análise que podem comprometer os resultados • Prevenir interferências: controlar fatores que possam influenciar os resultados (ex.: substâncias presentes na amostra/problemas com os reagentes). COMO É REALIZADO? Implementado inicialmente para monitorar a qualidade a longo prazo. Experimentos são realizados pra verificar o desempenho do método. Usados em cada passo do ensaio para garantir resultado aceitável. Regras multiobjetivas (Westgard/estatística), para aceitar ou não. Material e concentração de analito conhecida a fim de comparação. Manutenção e ajuste dos instrumentos utilizados pra garantir precisão. Ajuda a demonstrar compromisso e qualidade laboratorial. Fases dos Exames Laboratoriais (Controle de Qualidade): • PRÉ-ANALÍTICO • ANALÍTICO • PÓS-ANALÍTICO ➢ Parâmetros Sorológicos • Proporção de indivíduos realmente doentes que o teste consegue identificar como positivos. SENSIBILIDADE VP = Verdadeiros positivos FN = Falsos negativos ↑ sensibilidade: poucos falsos negativos. • Útil para a exclusão de doenças Fórmula: Indicadores utilizados em testes sorológicos para avaliar a qualidade diagnóstica de um exame. Ex.: Se um teste foi positivo em 80 pessoas para uma determinada doença, e negativo para outras 20 pessoas, a sensibilidade será de 80% ➢ Parâmetros Sorológicos ESPECIFICIDADE Proporção de indivíduos realmente saudáveis que o teste identifica como negativos. VN = Verdadeiros negativos FP = Falsos positivos ↑ especificidade: poucos falsos positivos. • Útil para a confirmação de doenças Fórmula: Ex.: De 100 pessoas, 90 testaram negativo para uma doença, e 10 testaram falso positivo, a especificidade será de 90%. ➢ Parâmetros Sorológicos VALOR PREDITIVO POSITIVO Probabilidade de que um indivíduo com teste positivo realmente tenha a doença. VP = Verdadeiros positivos FP = Falsos positivos • Fator de influência: depende da prevalência da doença na população. • Se a doença é rara → mesmo com boa especificidade, pode haver muitos falsos positivos → VPP cai. Fórmula: Ex.: Teste sorológico em 1000 pessoas, com 50 tendo a doença. • VP = 45 • FP = 45 • VN = 910 • FN = 5 Se uma pessoa tiver um resultado positivo, há 50% de chances de ela realmente ter a doença. ➢ Parâmetros Sorológicos VALOR PREDITIVO NEGATIVO Probabilidade de que um indivíduo com teste negativo realmente esteja livre da doença. VN = Verdadeiros negativos FN = Falsos negativos • Fator de influência: Também depende da prevalência. • Se a doença é rara → VPN tende a ser alto (porque a maioria é saudável). Fórmula: Ex.: Teste sorológico em 1000 pessoas, com 50 tendo a doença. • VP = 45 • FP = 45 • VN = 910 • FN = 5 Se uma pessoa tiver um resultado negativo, há 99,45% % de chances de ela realmente NÃO ter a doença. ➢ Parâmetros Sorológicos EFICIÊNCIA (ACURÁCIA GLOBAL) Proporção de resultados corretos (positivos e negativos) sobre o total de indivíduos testados. VN = Verdadeiros negativos FP = Falsos positivos • Limitação: pode ser enganosa em doenças de baixa prevalência, já que muitos VN podem inflar a porcentagem. Fórmula: Ex.: Teste sorológico em 100 pessoas, com 75 tendo a doença. • VP = 70 • FP = 5 • VN = 20 • FN = 5 Eficiência sorológica → 90% dos resultados (VP e VF) foram corretamente classificados. ➢ Parâmetros Sorológicos PREVALÊNCIA Proporção de indivíduos em uma população que realmente têm a doença em um determinado momento. VN = Verdadeiros negativos FP = Falsos positivos Impacto nos testes: • Alta prevalência → aumenta o VPP, reduz o VPN. • Baixa prevalência → aumenta o VPN, reduz o VPP. Fórmula: Ex.: População de 2000 habitantes realizaram um teste e 40 resultaram em positivo para a doença X. • VP = 35 • FN = 5 • TI = 2000 Prevalência de 2% significa que no momento do estudo 2% da população testada tinha a doença X. Sensibilidade = descobre quem tem a doença. Especificidade = descarta quem não tem. VPP = se positivo, qual a chance de ser verdadeiro? VPN = se negativo, qual a chance de ser verdadeiro? Eficiência = acerto geral. Prevalência = frequência real da doença. RESUMO Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11