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CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869 – 05/09/2019
A compreensão desta lei e de suas figuras penais EXIGE o conhecimento de várias outras normas, notadamente o art. 5º da CF e regras do Código de Processo Penal.
Daí a dificuldade de interpretação.
As lâminas contém informações da lei e síntese explicativa.
Leitura obrigatória + presença em aula
Ou leitura de livro sobre abuso de autoridade:
1. Rogério Grecco e Rogério Sanches
2. Renato Brasileiro de Lima
3. Paulo Alves Franco
4. Renee de Ó Souza
5. Gabriela Marques e Ivan Marques
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869 – 05/09/2019
...... Vigência desta Lei: 03/01/2020
........... FOI REVOGADA A Lei nº 4898/65 – continha condutas muito genéricas e penas ridículas
Momento político favoreceu a edição da lei – operação lava-jato que atingiu os PODEROSOS
 30 novos crimes aprovados pelo Congresso Nacional:
 vacatio legis de 120 dias  vigência a partir de 5 de janeiro de 2020 (parte sancionada)
 7 vetados com vetos mantidos
 9 crimes vetados com vetos derrubados  vigência a partir de 15 de janeiro de 2020
 23 crimes entraram em vigor
O foco principal da nova lei foi a atuação de policiais, representantes do Ministério Público e magistrados, inclusive no plano colegiado;
 CRÍTICA: o Brasil possui uma corrente doutrinária (professores, juízes..., ) que desenvolveu uma verdadeira IDOLATRIA AOS BANDIDOS. O sistema repressor do Estado representa o facismo, a perseguição contra aqueles que não tiveram oportunidades e tiveram que delinquir. Assim, o Estado é sempre visto como um ALGOZ, CARRASCO, O MAU, ... Temos 1 feminicídio a cada 2 horas. Mais de 50.000 homicídios por ano. Organizações criminosas prosperam em todos os setores....
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 1º Esta Lei define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente público, servidor ou não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído.
§ 1º As condutas descritas nesta Lei constituem crime de abuso de autoridade quando praticadas pelo agente com a finalidade específica de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou, ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal.
§ 2º A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura abuso de autoridade.
TRATA-SE DO DOLO DE AGIR – MOTIVAÇÃO - o crime de abuso de autoridade somente existirá na FORMA DOLOSA:
Fim específico de PREJUDICAR OUTREM; BENEFICIAR A SI MESMO OU A TERCEIRO; POR MERO CAPRICHO ou SATISFAÇÃO PESSOAL
- Os crimes de abuso de autoridade são crimes formais, não exigem resultado, se ocorrer algum resultado, haverá concurso de crimes. Exemplo: violação de domicílio e homicídio ou lesões corporais.
 - Objetividade jurídica: exigência de que a Adm. Pública execute suas tarefas dentro da legalidade; proteção das garantias individuais da CF. A lei realmente confere efetividade ao art. 5ºda CF.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
- DOS SUJEITOS ATIVOS DO CRIME
Art. 2º É sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente público, servidor ou não, da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de Território, compreendendo, mas não se limitando a:
I - servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas;
II - membros do Poder Legislativo;
III - membros do Poder Executivo;
IV - membros do Poder Judiciário;
V - membros do Ministério Público;
VI - membros dos tribunais ou conselhos de contas.
Parágrafo único. Reputa-se agente público, para os efeitos desta Lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função em órgão ou entidade abrangidos pelo caput deste artigo.
conceito é o mais amplo possível, mas desnecessário, porque um porteiro de prédio público não possui poderes de violar direitos e garantias fundamentais. Os tipos penais tem endereço certo....
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
DOS SUJEITOS PASSIVOS DO CRIME
Pessoa física ou jurídica que foi afetada pelo abuso - sujeito passivo imediato
Estado, sujeito passivo mediato, pois interessado no regular funcionamento da administração pública
Ponto importante: o sujeito ativo tem de praticar as condutas em razão do seu ofício (propter officium)
- DA AÇÃO PENAL
Art. 3º Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada.
§ 1º Será admitida ação privada se a ação penal pública não for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal.
§ 2º A ação privada subsidiária será exercida no prazo de 6 (seis) meses, contado da data em que se esgotar o prazo para oferecimento da denúncia.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
- Dos Efeitos da Condenação  além da pena privativa de liberdade #
Art. 4º São efeitos da condenação:
I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime, devendo o juiz, a requerimento do ofendido, fixar na sentença o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos por ele sofridos;
II - a inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 1 (um) a 5 (cinco) anos;
III - a perda do cargo, do mandato ou da função pública.
Parágrafo único. Os efeitos previstos nos incisos II e III do caput deste artigo são condicionados à ocorrência de reincidência em crime de abuso de autoridade e não são automáticos, devendo ser declarados motivadamente na sentença.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
SOMENTE NO CASO DE RÉU REINCIDENTE EM CRIME DE ABUSO DE AUTORIDADE ocorrerá a inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 1 (um) a 5 (cinco) anos; ou - a perda do cargo, do mandato ou da função pública;
Das Penas Restritivas de Direitos
Art. 5º As penas restritivas de direitos substitutivas das privativas de liberdade previstas nesta Lei são: 
I - prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas;
II - suspensão do exercício do cargo, da função ou do mandato, pelo prazo de 1 (um) a 6 (seis) meses, com a perda dos vencimentos e das vantagens;
III - (VETADO).
Parágrafo único. As penas restritivas de direitos podem ser aplicadas autônoma ou cumulativamente.
 não se aplicam as PRD do art. 44 do CP.
 a pena de suspensão do cargo – inciso II – não se aplica se houver decretação de PERDA do cargo como efeito da condenação.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
- DAS SANÇÕES DE NATUREZA CIVIL E ADMINISTRATIVA
 
Art. 6º As penas previstas nesta Lei serão aplicadas independentemente das sanções de natureza civil ou administrativa cabíveis.
Parágrafo único. As notícias de crimes previstos nesta Lei que descreverem falta funcional serão informadas à autoridade competente com vistas à apuração.
Art. 7º As responsabilidades civil e administrativa são independentes da criminal, não se podendo mais questionar sobre a existência ou a autoria do fato quando essas questões tenham sido decididas no juízo criminal.
Art. 8º Faz coisa julgada em âmbito cível, assim como no administrativo-disciplinar, a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
-DOS CRIMES E DAS PENAS
Art. 9º Decretar medida de privação da liberdade em manifesta desconformidade com as hipóteses legais:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena a autoridade judiciária que, dentro de prazo razoável, deixarde:
I - relaxar a prisão manifestamente ilegal;
II - substituir a prisão preventiva por medida cautelar diversa ou de conceder liberdade provisória, quando manifestamente cabível;  extrema dificuldade para ser aplicado
III - deferir liminar ou ordem de habeas corpus, quando manifestamente cabível.’
Trata-se de figura penal exclusiva de magistrado, que é o único quer pode decretar qualquer tipo de prisão provisória (temporária, preventiva). Excepcionalmente poderá ocorrer a decretação da prisão em sentença condenatória recorrível, sem fundamentar, expedindo mandado de prisão.
As 3 hipóteses de parágrafo único exigem uma situação grosseira juridicamente, pois a prisão é manifestamente ilegal e ainda exige o DOLO do magistrado - art. 1º, § 1º 
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
- DOLO DIRETO DE ABUSO
“A composição do tipo subjetivo do crime de abuso de autoridade, portanto, exige que o agente aja consciente, isto é, convencido de que abusa do direito, ou de que age além dos limites para os quais está autorizado, o que inadvertidamente ocorre quando atua com a finalidade de satisfazer um efetivo propósito ilícito, o que indica a incompatibilidade dos crimes com o dolo eventual (...)” (Renee O. Souza).
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
- Art. 10. Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
 Nenhuma restrição a este tipo penal. Evita a abusividade na condução coercitiva. Ex. Caso Lula.
 Crime próprio de magistrado. Único que pode decretar condução coercitiva.
Quem só manda ou quem só executa a condução coercitiva SEM mandado, qual o crime??????
 Doutrina entende que DECRETAR equivale a DETERMINAR
Art. 11. (VETADO).
 Réu ou investigado não pode ser conduzido coercitivamente = revelia
Tipos penais redigidos de forma truncada – Como fica o princípio da reserva legal???
Outras hipóteses de condução coercitiva, mesmo de investigados ou réus para atos diversos do interrogatório, são possíveis, observando-se as formalidades legais.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 12. Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal: Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
 A disposição legal dá efetividade ao inciso LXII do art.5º, da Constituição Federal:
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;
 trata-se de crime praticado por delegado de polícia, porque quem é preso em flagrante será imediatamente apresentado ao delegado.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
- Art. 12, Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem: (6m a 2 anos)
I - deixa de comunicar, imediatamente, a execução de prisão temporária ou preventiva à autoridade judiciária que a decretou;  crime de delegado de polícia
II - deixa de comunicar, imediatamente, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à sua família ou à pessoa por ela indicada;  crime de delegado de polícia
III - deixa de entregar ao preso, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão e os nomes do condutor e das testemunhas;  crime de delegado de polícia, porque após a formalização do flagrante o preso tem direito à nota de culpa.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
IV - prolonga a execução de pena privativa de liberdade, de prisão temporária, de prisão preventiva, de medida de segurança ou de internação, deixando, sem motivo justo e excepcionalíssimo, de executar o alvará de soltura imediatamente após recebido ou de promover a soltura do preso quando esgotado o prazo judicial ou legal.
São 4 situações em que a pessoa está privada da liberdade:
-1. pena definitiva por condenação – está no sistema prisional  o juiz expedirá alvará de soltura
-2. prisão temporária – Lei nº 7960: 5 dias (crime comum) ou 30 dias (crime hediondo) prorrogável por igual prazo uma vez – o juiz não precisa expedir alvará de soltura, porque a autoridade sabe o fim da prisão. Todavia a lei exige que o juiz fixe o fim da prisão no mandado.
-3. prisão preventiva – o juiz expede alvará de soltura
 -4. a medida de segurança ou de internação – pode haver ou não alvará de soltura, por isso a autoridade responsável pela privação de liberdade deve ficar atenta. Ex. Casos do IPF. 
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
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Lei 13869, em seu Art. 40, dispoe. O art. 2º da Lei nº 7.960, de 21 de dezembro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art.2º ...
§ 4º-A O mandado de prisão conterá necessariamente o período de duração da prisão temporária estabelecido no caput deste artigo, bem como o dia em que o preso deverá ser libertado. ??? E se o juiz expede o mandado hoje, mas a polícia só consegue prender o investigado 4 dias depois????
.........................................................................................................................
§ 7º Decorrido o prazo contido no mandado de prisão, a autoridade responsável pela custódia deverá, independentemente de nova ordem da autoridade judicial, pôr imediatamente o preso em liberdade, salvo se já tiver sido comunicada da prorrogação da prisão temporária ou da decretação da prisão preventiva.
§ 8º Inclui-se o dia do cumprimento do mandado de prisão no cômputo do prazo de prisão temporária.” (NR)
 art. 10 do CP.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 13. Constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua capacidade de resistência, a:
I - exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública;
II - submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei;
III - produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, sem prejuízo da pena cominada à violência.
 Conflito à vista – art. 13, III, da LAA com a Lei de Tortura 9455 – art. 1º,............
O inciso I trata da relação das autoridades com a imprensa, muitas vezes incita a exibição do preso.
O inciso II pode ser aplicado no caso de USO ABUSIVO DE ALGEMAS – Caso Jader Barbalho; Juiz Lalau
 O inciso III gera conflito com o art. 1º da Lei nº 9455 – tortura – pena 2 a 8 anos
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
 Se a vítima for criança ou adolescente, aplica-se o art. 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
(Art. 232. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena - detenção de seis meses a dois anos)  MAS a pena é menor. CONFUSÃO À VISTA....
Art. 14. (VETADO).
Art. 15. Constranger a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, deva guardar segredo ou resguardar sigilo:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
 O ‘caput’ do art. 15 só é aplicável às pessoas que possuem SIGILO PROFISSIONAL/FUNCIONAL e são obrigadas a depor sob ameaça de prisão.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 15 Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem prossegue com o interrogatório:
I - de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio; ou
II - de pessoa que tenha optado por ser assistida por advogado ou defensor público, sem a presença de seu patrono.
-----O CRIME DO § ÚNICO REFERE-SE À PESSOA QUE ESTÁ SOB INTERROGATÓRIO
 O parágrafo único é aplicável a TODOS os interrogatórios – é genérico
 O dispositivo é compatível com o Estado Democrático de Direito. Não é exagerado.
Evita os abusos nos interrogatórios. Tanto polícia, quanto MP ou Juiz
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Violência Institucional (Incluído pela Lei nº 14.321, de 2022)
Art. 15-A. Submeter a vítima de infração penal ou a testemunha de crimes violentos a procedimentos desnecessários, repetitivosou invasivos, que a leve a reviver, sem estrita necessidade: 
I - a situação de violência; ou 
II - outras situações potencialmente geradoras de sofrimento ou estigmatização: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
§ 1º Se o agente público permitir que terceiro intimide a vítima de crimes violentos, gerando indevida revitimização, aplica-se a pena aumentada de 2/3 (dois terços). 
§ 2º Se o agente público intimidar a vítima de crimes violentos, gerando indevida revitimização, aplica-se a pena em dobro. 
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
A Lei 14.321/22, que entrou em vigor na data de sua publicação (31/3/2022), tipificou o crime de violência institucional, inserindo o artigo 15-A na Lei contra o abuso de autoridade (Lei 13.869/19).
A nova lei é fruto da repercussão nacional do julgamento de uma acusação de estupro em Santa Catarina, em que a vítima, Mariana Ferrer, foi ridicularizada e humilhada pela defesa do acusado durante uma audiência, sem que o membro do Ministério Público e o juiz tomassem providências. Esse mesmo caso originou a Lei 14.245/21, que incluiu os artigos 400-A e 474-A no CPP e o artigo 81, §1º-A na Lei 9.099/95 para limitar o modo com que as oitivas são feitas na instrução judicial de crimes sexuais, contra a vida e de menor potencial ofensivo. [1].
A audiência judicial/policial/ministerial É UM ATO FORMAL E NÃO EXISTE ESPAÇO PARA PIADAS, INSINUAÇÕES, RIDICULARIZAÇÃO, HUMILHAÇÃO, DEBOCHE, ETC. contra a vítima ou testemunhas.
Ver a audiência de Mariana Ferrer no link: https://www.youtube.com/watch?v=P0s9cEAPysY
É revoltante = crime do art. 15-A da Lei nº 13869
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Os sujeitos ATIVOS do crimes são: policiais, MP, Juizes, QUE CONDUZEM O DEPOIMENTO
CUIDADO com o ADVOGADO de defesa OU defensor público – eles não conduzem depoimentos.
 Portanto só podem cometer o crime com a adesão de uma autoridade, que é conivente com os atos de humilhação. Assim, se o advogado faz perguntas impertinentes e traumatizante e o juiz diz para a vítima que deve responder, ENTÃO HAVERÁ UM CONCURSO DE AGENTES entre o advogado e o juiz e o advogado responderá por participação no crime de abuso, aytravés do art. 29 do CP.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 16. Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso por ocasião de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, como responsável por interrogatório em sede de procedimento investigatório de infração penal, deixa de identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo falsa identidade, cargo ou função.
 O preso tem o direito de saber quem o prendeu (flagrante ou por mandado) ou simplesmente quando foi DETIDO.
 No interrogatório de investigação, o preso tem direito de saber QUEM o está interrogando e qual é o seu cargo.
Também viabiliza futura ação por abuso de autoridade por parte da vítima
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 17. (VETADO).
Art. 18. Submeter o preso a interrogatório policial durante o período de repouso noturno, salvo se capturado em flagrante delito ou se ele, devidamente assistido, consentir em prestar declarações:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
 trata-se de preso que responde ao inquérito (ou PIC) em liberdade. Se for preso em flagrante, obviamente pode ser interrogado à noite.
 PROBLEMA com a expressão NOITE e REPOUSO NOTURNO, não são sinônimos !!!!!!
- Ver art. 22, § 1º , III - cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h (vinte e uma horas) ou antes das 5h (cinco horas).
 Investigado em liberdade, pode ser interrogado à noite, DESDE QUE haja concordância sua e esteja assistido por advogado/defensor público.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 19. Impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária competente para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena o magistrado que, ciente do impedimento ou da demora, deixa de tomar as providências tendentes a saná-lo ou, não sendo competente para decidir sobre a prisão, deixa de enviar o pedido à autoridade judiciária que o seja.
 Crime de agente penitenciário ou de policiais onde o preso está custodiado. Pode ser pessoa que esteja presa por situação de preventiva ou ainda de prisão-pena (definitiva).
 Também se aplica ao magistrado que não decide nem manda para outro juiz se não é o competente para examinar o pedido.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 20. Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem impede o preso, o réu solto ou o investigado de entrevistar-se pessoal e reservadamente com seu advogado ou defensor, por prazo razoável, antes de audiência judicial, e de sentar-se ao seu lado e com ele comunicar-se durante a audiência, salvo no CURSO de interrogatório ou no caso de audiência realizada por videoconferência.
 No ‘caput’ o crime é impedir a entrevista. O crime pode ser praticado por policial, agente penitenciário, membro do MP, ou Juiz.
 No parágrafo único o crime é praticado ANTES OU DURANTE AUDIÊNCIA JUDICIAL. 
 Se for audiência judicial de interrogatório, o réu não tem o direito de ficar ao lado do seu defensor e com ele comunicar-se durante o ato judicial.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 21. Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de confinamento:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem mantém, na mesma cela, criança ou adolescente na companhia de maior de idade ou em ambiente inadequado, observado o disposto na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).
 Parece óbvio que presos de sexos distintos não podem ser confinados na mesma prisão.
 A lei não menciona GÊNERO, mas parece que deve imperar o bom senso.!!!!!
 Criança (menor de 12 anos) não pode ser confinada em delegacia, muito menos em companhia de adolescente ou adulto. Criança, na hipótese de ato infracional grave, deve ficar em ABRIGO.
 Adolescente (de 12 a 18 anos incompletos) - deve ser confinado em sala especial nas delegacias e depois encaminhado para estabelecimento específico;
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 22. Invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, imóvel alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condições estabelecidas em lei:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 1º Incorre na mesma pena, na forma prevista no caput deste artigo, quem:
I - coage alguém, mediante violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou suas dependências;
II - (VETADO);
III - cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h (vinte e uma horas) ou antes das 5h (cinco horas).
§ 2º Não haverá crime se o ingresso for para prestar socorro, ou quando houver fundados indícios que indiquem a necessidade do ingresso em razão de situação de flagrante delito ou de desastre.
CF art. 5º XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;  se o mandado for cumprido fora do horário acima MAS AINDA FOR NOITE, será nula a prova e o ato ilegal. STJ
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 23. Inovar artificiosamente, no curso de diligência, de investigação ou de processo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de eximir-se deresponsabilidade ou de responsabilizar criminalmente alguém ou agravar-lhe a responsabilidade:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem pratica a conduta com o intuito de:
I - eximir-se de responsabilidade civil ou administrativa por excesso praticado no curso de diligência;
II - omitir dados ou informações ou divulgar dados ou informações incompletos para desviar o curso da investigação, da diligência ou do processo.
 Dispositivo bem adequado à realidade policial do Brasil. Trata-se de uma fraude processual com fim específico: eximir-se de responsabilidade ou responsabilizar criminalmente alguém ou ainda, agravar a sua responsabilidade.
 Pode ser o caso de ‘plantar prova’. Violar o domicílio e enxertar drogas para forjar flagrante. 
 Matar uma pessoa ilegalmente e depois enxertar arma de fogo em sua mão e disparar a arma para simular tiroteio. (legítima defesa)
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 24. Constranger, sob violência ou grave ameaça, funcionário ou empregado de instituição hospitalar pública ou privada a admitir para tratamento pessoa cujo óbito já tenha ocorrido, com o fim de alterar local ou momento de crime, prejudicando sua apuração:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
 Casos comuns em SP e RJ. A PM mata e quer forçar o hospital ou HPS a receber o cadáver. Depois a PM ou PC lavram auto de resistência com morte. Deixa de ser homicídio para efeito de investigação e estatística sobre violência policial.
 Ótima norma.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 25. Proceder à obtenção de prova, em procedimento de investigação ou fiscalização, por meio manifestamente ilícito:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem faz uso de prova, em desfavor do investigado ou fiscalizado, com prévio conhecimento de sua ilicitude.
Art. 26. (VETADO).
Não se trata de tortura, são provas obtidas mediante a violação de alguma norma legal Pode ser até técnica de investigação e interrogatório, que viola as regras legais. Ex. o suspeito não quer falar nem prestar qualquer informação e o inquisidor insiste por horas a fio e/ou promete vantagens ou benefícios processuais inexistentes em lei.
 prender assaltante em flagrante e exigir a senha de seu telefone para rastrear mensagens e ligações efetuadas.
Atualmente discute-se a prova em alguns casos da operação LAVA JATO
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869 (Adin STF)
Art. 27. Requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório de infração penal ou administrativa, em desfavor de alguém, à falta de qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional ou de infração administrativa:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Não há crime quando se tratar de sindicância ou investigação preliminar sumária, devidamente justificada.
--o autor deste crime pode ser juiz, MP, delegado de polícia, autoridades administrativas, etc.
 inclui: INQUÉRITO POLICIAL, PIC (MP), PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (PAD)
 Para instaurar procedimento investigatório é NECESSÁRIO existir a MATERIALIDADE ou, no caso de crimes formais, o indício da ocorrência do ilícito.
 O OBJETIVO é só evitar a instauração de inquérito, PIC ou PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR sem a existência de indício de que o fato ocorreu, MAS CONTRA ALGUÉM.
 Embora a lei mencione INDÍCIO DE PRÁTICA de crime, trata-se de indício de AUTORIA, e da EXISTÊNCIA DO FATO.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 28. Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
 Casos de sensacionalismo, as vezes com fins políticos ou eleitorais. Ex. Casos da LavaJato
 A autoridade deve evitar o sensacionalismo e a destruição da imagem da pessoa investigada ou acusada
 Caso Lula quando da indicação de seu nome para ministro da casa civil de Dilma Roussef.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 29. Prestar informação falsa sobre procedimento judicial, policial, fiscal ou administrativo com o fim de prejudicar interesse de investigado: (Adin STF)
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. (VETADO).
 Crime pode ser praticado por policial (especialmente Delegado), por membro do MP, por Juiz, Auditor, fiscal de tributos, servidor encarregado de PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.
 Esta informação não precisa ser fornecida a órgão superior, poder ser a jornalista ou terceiro interessado. Ex.: ação fiscal contra Gilmar Mendes STF, noticiaram que estava sonegado tributos...
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 30. Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
### art. 339 CP – Denunciação caluniosa – é qualquer pessoa que vai comunicar...
### NÃO SE CONFUNDE COM O Art. 27. Requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório de infração penal ou administrativa, em desfavor de alguém, à falta de qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional ou de infração administrativa
No caso do art. 30 o investigador ou sabe que o investigado é INOCENTE ou sabe que não existe justa causa para o procedimento.
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 Vale para INQUÉRITO POLICIAL, PIC, PROCESSO CRIMINAL, PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR , PROCESSO CIVIL????
 Não vale a desculpa de notícia anônima ou informação de ‘concheira’, ou informação de ouvidoria.
 Vai dificultar de forma extrema a instauração de inquérito policial ou pic.
 JUSTA CAUSA é um termo jurídico do PROCESSO PENAL – ver art. 395 do CPP
 Cuidado com os termos.....
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
O artigo 395, inc. III do CPP : a denúncia ou queixa será rejeitada quando faltar justa causa para o exercício da ação penal. Logo, entende-se que quando inexistirem elementos mínimos para denúncia o parquet deve obrigatoriamente promover o arquivamento do IP.
A finalidade da justa causa é evitar que denúncias ou queixas infundadas ou mesmo sem uma viabilidade aparente possam prosperar. Inegável o caráter infamante do processo penal. ... do ponto de vista moral, social e mesmo psicológico, o simples fato de estar sendo processado criminalmente é um pesadíssimo fardo a ser carregado pelo acusado. Ser réu em processo criminal é, portanto, de alguma forma, já estar sendo punido. (BADARÓ, 2018)... só há que se falar em justa causa quando existir certeza da materialidade do fato e indícios mínimos de autoria.
Atipicidade da conduta não se confunde com justa causa, pois enquanto a primeira ocasiona o trancamento da ação penal em virtude da não subsunção do fato à norma (tipicidade), a segunda, gera o trancamento pela falta de probabilidade de ocorrência da ilicitude ou culpabilidade do fato delitivo, já que tem-se tão somente a certeza da materialidade e a dúvida em relação a autoria por parte do acusado.
A JUSTA CAUSA FUNDAMENTADA para a ação penal é uma coisa e outra coisa é a falta de justa causa fundamentada para a INVESTIGAÇÃO de um fato. Assim, deve ter ocorrido um FATO ILÍCITO, não importa quem possa tê-lo praticado. O INQUÉRITO POLICIAL ou PIC poder ser iniciado sem autoria, basta a prova de ocorrência do EVENTO ilícito. 
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 31. Estender injustificadamente a investigação, procrastinando-a em prejuízo do investigado ou fiscalizado: (Adin STF)
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, inexistindo prazo para execução ou conclusão de procedimento, o estende de forma imotivada, procrastinando-o em prejuízo do investigadoou do fiscalizado.
 Agente preso em FLAGRANTE: 10 dias para concluir o INQUÉRITO POLICIAL 
 Agente em liberdade: 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias
dispositivo perigoso, excessivamente ABERTO. Não se aplica a PROCESSO em andamento, pois a procrastinação beneficia o réu com a prescrição.
 O objetivo é impedir que os inquéritos policiais fiquem paralisados eternamente na polícia ou os PICs no MP. 
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 32. Negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos autos de investigação preliminar, ao termo circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado o acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a realização de diligências futuras, cujo sigilo seja imprescindível:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Lei nº 8906 – art. 7º:
XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos;
XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital; 
...
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 33. Exigir informação ou cumprimento de obrigação, inclusive o dever de fazer ou de não fazer, sem expresso amparo legal:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Apreensão ilegal de veículo, entrega de celular ou senha, entrega de computador, documentos, etc. quando manifestamente incabível.
 Policial chega em condomínio e indaga sobre morador e seu patrimônio ao segurança...
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem se utiliza de cargo ou função pública ou invoca a condição de agente público para se eximir de obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio indevido.
Art. 33, Parágrafo único  EXCELENTE disposição. Crime do CARTEIRAÇO. Ex. juiz que não quis parar em barreira policial e mostrar documentos.
Desembargador RASGA MULTA E OFENDE GUARDA MUNICIPAL EM SANTOS-SP
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/07/desembargador-de-sp-chama-guarda-civil-de-analfabeto-e-rasga-multa-ao-ser-flagrado-sem-mascara.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail
Art. 34. (VETADO).
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 35. (VETADO).
Art. 36. Decretar, em processo judicial, a indisponibilidade de ativos financeiros em quantia que extrapole exacerbadamente o valor estimado para a satisfação da dívida da parte e, ante a demonstração, pela parte, da excessividade da medida, deixar de corrigi-la:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
 Vale para processo criminal e cível, inclusive trabalhista. 
 Crime próprio de Magistrado
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 37. Demorar demasiada e injustificadamente no exame de processo de que tenha requerido vista em órgão colegiado, com o intuito de procrastinar seu andamento ou retardar o julgamento:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
 Excelente providência. O dspositivo se aplica a órgãos do MP, desembargadores, ministros do STJ e do STF, quando pedem VISTA dos autos em colegiado e deixam o processo mofar ou prescrever.
 Toma!!!
 
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Art. 38. Antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede social, atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
 Sensacionalismo praticado pela POLÍCIA, MP, quando os fatos estão sob investigação e já apontam quem é culpado.
CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE – Lei nº 13.869
Lei nº 8.906 – art. 7ºB...crime contra as garantias dos advogados
A LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE -Art. 43. A Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 7º-B: ‘Art. 7º-B Constitui crime violar direito ou prerrogativa de advogado previstos nos incisos II, III, IV e V do caput do art. 7º desta Lei: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.’”
II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia; 
III - comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis;
IV - ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais casos, a comunicação expressa à seccional da OAB;
V - não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua falta, em prisão domiciliar; (Vide ADIN 1.127-8)
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