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Climatério Menacme — Climatério — senectude DEFINIÇÕES Perimenopausa Menopausa Pós menopausa DIMINUIÇÃO ESTEROIDES SEXUAIS PROGESTERONA ESTROGÊNIO 1/3 vida na pós-menopausa Co-morbidades Doenças cardiovasculares Osteoporose Câncer Alterações emocionais/psiquiátricas Por quê um generalista deve saber sobre climatério? Pois uma grande variedade de doenças são aceleradas pelo hipoestrogenismo Ciclos menstruais irregulares (em geral, para menos) Alterações endócrinas Diminuição da fertilidade Interrupção de menstruação por 12 meses Precoce antes de 40a Tardia após 54a Precoce até 5 anos após ultima menstruação Tardia: mais de 5 anos Não esqueça! Os androgênios não sessam na mulher! Lembre que ainda há produção no tecido adiposo (presença de aromatase) ATENÇÃO A menopausa pode ser influenciada por cirurgias que mobilizem ou interfiram na irrigação ovariana Em algumas mulheres há uma anastomose entre artéria ovariana e artéria uterina -> uma histerectomia liga essa anastomose, isso pode interferir na irrigação ovariana Diminui com a ausência de ovulações Irregularidade menstrual Diminuição progressiva ao longo de anosa Causa todos os sintomas da menopausa TH → Oferta principalmente de estrogênio, para MINIMIZAR os sintomas da menopausa (sim, ele chama climatério de menopausa) TESTOSTERONA DEFINIÇÕES Idade da menopausa natural Fatores que influenciam FISIOPATOLOGIA Ovariana Endócrina Diminuição mais lenta ao longo dos anos Afeta o desejo sexual Note O fato de uma mulher parar de menstruar tardiamente não é necessariamente uma doença. Mas parar muito cedo pode ser uma doença Cerca de 50 anos (75%) Brasil: 48,1 anos HTA/Ooforectomia Variações anatômicas da a. uterina com anastomose da a. ovariana Paridade pequena (ou nulíparas) Tabagismo (antecede em 02 anos) Números de folículos ovarianos 1. Nascimento → 1 a 2 MI de folículos 2. Puberdade → 300.00 unidades 3. Menacme Ovulação: 1000 folículos (atresia) Ciclos regulares (30 anos) Decréscimo gradual a partir dos 35 anos Alteração do padrão menstrual Ciclos mais longos/menos folículos por ciclo Depleção da reserva folicular Alterações clínicas a partir de 45 anos (2-8 anos até a parada definitiva da menstruação) INIBINA (+ importante regulador do FSH) / FSH → 1as manifestações endócrinas indicativas de perda da reserva folicular Toda vez que os folículos são gastos, há um aumento do fsh Em um primeiro momento esse aumento do fsh é capaz de manter o nível de estrogênio semelhante ao que se tinha antes Mas de nada adiantará o FSH ficar constantemente elevado se os folículos estão diminuindo gradativamente Depleção de estrogênio / FSH e LH - Com o passar do tempo, ao custo da reserva folicular, as células da granulosa vai gradativamente diminuir, causando a depleção de estrogênio - Isso faz com que LH e FSH fiquem aumentados por um longo tempo Em algumas mulheres esse aumento do LH também exerce influência na maior produção de Androgênios Altos níveis circulantes de LH→ aumento da produção dos Androgênios - 30% Androstenediona ovário/ 70% adrenal - 50% testosterona ovário - Conversão periférica: androstenediona → estrona - No ovário (TECA) e no tecido adiposo - Então esse aumento proporciona um nível de estrogênio aumentado por mais um tempo Info As células da TECA se mantém por mais tempo que as da Granulosa → Mantém produção de androgênios por mais tempo → Se LH está aumentado, vai estimular mais essas células, assim aumentando a produção de androgênios Principal estrogênio pós menopausa: estrona Menstruais Fertilidade Urogenital ATROFIA URETRAL ATROFIA GENITAL Metabólicas METABOLISMO ÓSSEO Sexualidade Psíquicas QUADRO CLÍNICO Parte das mulheres podem sim serem assintomáticas Fogachos (ondas de calor) - Principal sintoma Não faria sentido usar análogo de gnrh em uma mulher que quer engravidar mais tarde, já que teria menos estímulo folicular? Depleção folicular: insuficiente desenvolvimento folicular LEMBRE: O folículo dominante é dependente do ambiente estrogênico adequado Variações de duração do ciclo menstrual Sangramento uterino disfuncional pedrominantemente anovulatório Amenorréia (estrogênios abaixo dos níveis críticos para estimulação endometrial) Insuficiência lútea Anovulação Esterilidade ITU de repetição Incontinência urinária Meio vaginal alcalino bacilos de doderlein Aumento da flora inespecífica Perda das rugosidades: vaginite atrófica (ou Síndrome Urogenital da Pós-menopausa) Elevação LDL/VLDL + Diminuição HDL → Risco para Aterosclerose "Grande estimulador dos osteoblastos" Aumento da reabsorção óssea → osteoporose Diminuição progressiva da libido Atenção Não é só a bioquímica/biológica do indivíduo que dita o desejo sexoal Deve-se descartar questões psíquicas Também pode ser influenciado por outros fatores, como Influência da educação Cultura Situação familiar Neurogênicas Alterações Menstruais Manifestações Metabólicas Síndrome Genitourinária DIAGNÓSTICO 60-75% das mulheres Súbito Principalmente no tórax, pescoço e segmento cefálico Sistema termorregulador hipotalâmico (núcleo pré-óptico) Vasodilatação periférica Taquicardia/sudorese/calafrios Mais comum no final do dia / á noite Pode ocorrer em uma ou mais vezes ao dia Passa em alguns minutos Independente de qualquer terapia que o médico passe, eles vão passar com o tempo → Se resolve de 2 a 3 anos → MAS NÃO É MOTIVO PARA DIZER PARA A PACIENTE ESPERAR QUE VAI PASSAR Insônia/perda de memória (”névoa mental")/fadiga Ansiedade/depressão/irritabilidade(labilidade emocional) Diminuição da libido Hipomenorreia/espaniomenorreia/amenorreia — para menos — mais clássico espaniomenorreia → amenorreia Hipermenorreia/proiomenorreia/polimenorreia — para mais (principalmente nos primeiros anos perimenopausa) Artralgia/mialgia Aterosclerose Atrofia epidérmica/rugas/cabelos quebradiços Osteoporose: fraturas em punho/colo de fêmur/vértebras Atrofia vulvovaginal Ressecamento vaginal Dispareunia Urgência miccional → desejo imperioso de urinar sem perda de urina Perda de urina aos esforços Modificações da flora vaginal Quadro clínico Idade acima de 40 anos Se acontecer antes, desconfiar de insuficiência ovariana ou outra etiologia Amenorreia de 01 ano Sintomas vasomotores/urogenitais Exames complementares — reservados a casos especiais Dosagem de FSH (Acima de 40mUI/ml) Dosagem de LH Dosagem de estradiol: flutuação Hipoestrogenismo só acontece quando a dosagem fica abaixo de 20; mas até lá, demora alguns anos Histerectomia: fogacho como guia clínico; dosagem do FSH/Estradiol O que é o teste de progestágeno? Oferta-se progestogênio à mulher na sua 2° fase do ciclo Se a menstruação dela regularizar, prova que o que faltava para a ovulação dela era o progestogênio, então ela tinha uma insuficiência lútea E a mulher esterectomizada AVALIAÇÃO CLÍNICO-LABORATORIAL TERAPIA HORMONAL Benefícios INDICAÇÕES Como tratar a candidiase de repetição dela? Menopausa precoce: diagnóstico de exclusão Exame físico geral/mamário/ginecológico Avaliação Multidisciplinar Exames complementares Rastreamento de neoplasias → oportunização de exames para rastreio de doenças prevalentes nessa faixa etária 1. Mamografia bilateral Se quisermos fazer TH, a mamografia é IMPRESCINDÍVEL 2. Colpocitologia oncótica 3. Sangue oculto nas fezes Avaliação de risco cardiovascular → obrigatória na peri/pós-menopausa 1. Colesterol total e frações 2. Triglicerídeos 3. Glicemia de Jejum Avaliação do metabolismo ósseo → Pedir após os 60 anos ou se a paciente apresenta fatores de risco bem estabelecidos para osteoporose 1. Densitometria óssea Curto Prazo Ondas de calor/sudorese/insônia → "Não há nada melhor para fogacho do que o estrogênio" Psicolabilidade/depressão MELHORA DA QUALIDADE DE VIDA Médio Prazo Atrofia pele e fâneros Atrofia urogenital Melhora sexualidade, bem estar Longo prazo Osteoporose DCV Sintomas neurovegetativos Melhora da expectativa de vida Toda mulher no climatério tem que usar? NÃO! O primeiro critério éa sintomatologia Melhora dos sintomas climatéricos Correção da disfunção menstrual Tratamento da atrofia urogenital Prevenção e tratamento da osteoporose Anos 1980 e 1990 Uso quase sistemático Uso por tempo indeterminado Uso para reduzir sintomas Uso para reduzir DCV/Osteoporose/Doença de Alzheimer Vários estudos foram feitos relação TH e DCV WHI 2003 — resultado desfavorável para prevenção primária da DCV com TH RRs (EC + P vs. Placebo) DCV 1,29 AVC 1,41 TEP 2,13 PLACEBO vs. EC — AVC RR 1,39 ORIENTAÇÕES RECOMENDAÇÕES Outras observações Contraindicações Absolutas (uso sistêmico) Tipos de Hormônios Conceito de JANELA DE OPORTUNIDADE Mulheres com maior benefício do uso da TH → Mulheres Primeiros 10 anos de pós-menopausa OU menos de 60 anos Estrogênios devem ser naturais e em doses fisiológicas Estradiol (17-beta-estradiol) Mulheres com útero: SEMPRE estrogênios E progestogênios Estrogênio protege o endométrio da ação proliferativa do estrogênio (risco de hiperplasia/neoplasia endometrial) Androgênios: indicações em casos especiais → Caso de desejo sexual hipoativo Vias de administração: Aceitação das pacientes Efeitos colaterais Doenças associadas EP(?) NÃO devem ser usados para prevenção primária de DCV TH é apropriada para alívio dos sintomas vasomotores Mulheres em uso de E ou EP deve: 1. Usar a menor dose efetiva 2. Menor tempo possível 3. Periodicamente, rever a decisão de usar hormônios, discutindo com a paciente 1. Terapia hormonal combinada aumenta o risco de CA de mama após 5 anos de uso 2. TH diminui a sensibilidade da mamografia, podendo dificultar o diagnóstico 3. TH se indicada somente por atrofia urogenital, recomenda-se o uso do estrogênio vaginal, e não sistêmico 4. Não usar TH ISOLADAMENTE OU SEM SINTOMAS DE CLIMATÉRIO para prevenção de osteoporose CA mama História familiar não é contraindicação CA endométrio Doença tromboembólica aguda Hepatopatia aguda e/ou grave Se for uma hepatite COMPENSADA, é passível de discussão da possibilidade de indicação Cardiopatia grave Hipertensão não é contraindicação Mas hipertensão DESCOMPENSADA se contraindica o uso Sangramento uterino sem causa definida ESTROGÊNIO - Principal ofertado Preferir os naturais PROGESTOGÊNIO ANDROGÊNIO Esquema ORAL Valerato de estradiol 17beta estradiol estrogênios conjugados PARENTERAL Estradiol transdérmico (adesivo) Estradiol gel Estradiol spray VAGINAL Estradiol (creme/comprimido) → mais potente que os 2 abaixo Estriol (creme) Promestrieno (óvulo) → muito pouco absorvido Muito prescrito em casos de câncer de mama por conta disso ORAL Acet. medroxiprogesterona → muito pouco usado Acet. norestisterona (NETA) → mais usado; melhor custo x benefício Norgestimato Nomegestrol Drospirenona Dienogeste Progesterona micronizada PARENTERAL → Não disponível no HGV NETA transdérmico SIU levonorgestrel Androgênios e outros Androgênios: desejo sexual hipoativo No BR não existe nenhum vendido em doses fisiológicas femininas Testosterona transdérmica MANIPULADA Dosagem testosterona sérica antes e após 3 meses de tratamento Também se sugere dosagem de função hepática periódica por que? é um hormônio metabolizado no fígado, então pode causar hepatopatia Tibolona Sintético vendido como droga com ação estrogênica, progestogênica, e androgênica ( kkkkkkkkkkkk confia po ) Raloxifeno Só melhora osteoporose Risco de tromboembolismo, mas bem menor que o tamoxifeno (todos os FERMs aumentam o risco) DOSES Menores possíveis VIAS DE ADMINISTRAÇÃO Alternativas E DEPOIS? Cíclico → apenas se a paciente quiser menstruar Contínuo Oral Parenteral (vaginal/transdérmico/SIU/implante(não existe no brasil)) NÃO SE USA VIA INTRAMUSCULAR → Liberação errática, varia muito o nível Via vaginal pode até ser indicado para os casos de contraindicação absoluta de usos sistêmicos, pois a absorção é baixa Tem um prazo em amenorreia após a suspensão da TH para se diagnosticar que a mulher teve a menopausa? ou é ainda aquilo de retrospectivo, de 1 ano R: Ainda é os 12 meses A via vaginal tem os mesmos efeitos sistêmicos da via oral? Dúvida besta: mulher em uso de ACO vai ter sintomas de perimenopausa? Evitar banhos quentes Preferir ambientes ventilados Evitar alimentos quentes/condimentados Exercícios físicos/dieta Fluoxetina / paroxetina / gabapentina Venlafaxina / desvenlafaxina / fexzolinentato Meditação Ioga Tem como saber se a mulher em uso de TH entrou na menopausa? NÃO! Só com a suspensão da TH