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Das notificações extrajudiciais
Apresentação
No meio jurídico é muito comum a utilização de notificações extrajudiciais como forma de 
solucionar um problema. Mas você sabe o que é uma notificação extrajudicial e para que ela serve?
É importante destacar, inicialmente, que a notificação extrajudicial pode ser feita por qualquer 
pessoa que tenha interesse em comunicar uma situação a alguém.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender o conceito de notificação extrajudicial, a 
finalidade de sua utilização, tais como promover a resolução de um conflito, exigir cumprimento de 
um contrato, constituir em mora um devedor, entre outras espécies, como deve ser seu 
procedimento e a quem cabe fazê-lo.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Conceituar notificação extrajudicial.•
Identificar as espécies de notificações extrajudiciais.•
Definir quem pode e como fazer uma notificação extrajudicial.•
Infográfico
Notificar é ter a certeza de que o notificado recebeu ou está ciente do conteúdo da notificação. 
Nesse sentido, o notificado não poderá alegar desconhecimento do documento ou de seu 
conteúdo, nem se livrar do cumprimento de suas obrigações alegando que não foi informado, 
porque o texto da notificação e a comprovação da sua entrega ficam registrados.
Em síntese, as etapas começam com o requerimento do cliente, o cumprimento de exigências e o 
pagamento pela diligência. Após isso, o oficial registrador procederá à conferência dos requisitos, 
confirmará o pagamento, registrará, assinará e incluirá no arquivo para, depois, efetuar o 
cumprimento da diligência, podendo repeti-la por até três vezes caso o notificado não seja 
encontrado. Por fim, ele emitirá a certidão de cumprimento da diligência, que será devidamente 
registrada dando ciência ao cliente do seu cumprimento.
No Infográfico, conheça as etapas da notificação extrajudicial. Elas estão subdivididas em três 
etapas a fim de demonstrar as ações do cliente, do oficial notificador e do oficial registrador para 
notificar extrajudicialmente alguém pelo Registro de Títulos e Documentos, em conformidade com 
a Lei de Registros Públicos (Lei n. 6.015/73).
Aponte a câmera para o 
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/fd3da19d-25d0-4f13-ae67-0b096ec89793/c0e80091-62e3-4350-af4a-e957ee72d29b.png
Conteúdo do livro
A notificação extrajudicial é um procedimento muito útil às pessoas físicas e jurídicas para que se 
dê ciência e se obtenha resposta sobre que pretensão for. É usada principalmente com o objetivo 
de solução amigável de conflito que possa surgir ou medida preparatória de ação judicial.
No capítulo Das notificações extrajudiciais, da obra Registro de Títulos e Documentos, base teórica 
desta Unidade de Aprendizagem, você vai saber mais sobre a conceituação prevista pelo Código de 
Processo Civil brasileiro e suas espécies mais comuns previstas no Código Civil ou em legislações 
especiais.
Boa leitura.
REGISTRO DE 
TÍTULOS E 
DOCUMENTOS
Sabrina Gomes Freitas
Das notificações 
extrajudiciais
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Conceituar notificação extrajudicial. 
  Identificar as espécies de notificações extrajudiciais.
  Definir quem pode e como fazer uma notificação extrajudicial.
Introdução
Conforme o art. 726 do Código de Processo Civil de 2015 (CPC de 2015), 
quem tiver interesse poderá notificar aquele com quem se relaciona 
juridicamente, dando a ele ciência de sua pretensão (BRASIL, 2015). Assim, a 
notificação deixa de ser exclusivamente judicial para passar a ser também 
extrajudicial, ou seja, realizada pelo particular.
A forma de envio da notificação extrajudicial pode ser por meio 
dos Correios, enviado de maneira particular, com aviso de recebimento, 
carta ou telegrama, ou por meio dos registros de títulos e documentos. 
Também é aceita por meio do envio eletrônico (e-mail e até mesmo 
WhatsApp), desde que comprovado o recebimento da notificação pelo 
seu destinatário no endereço eletrônico e número telefônico informados 
pelo notificado. Várias são as espécies de notificações, e seus procedi-
mentos e prazos variam.
Neste capítulo, você vai ler sobre o conceito de notificação extraju-
dicial, suas espécies, como e quem poderá fazê-la.
1 Notificação extrajudicial
A notifi cação extrajudicial consiste em dar conhecimento ofi cial e legal de 
obrigação de dar, fazer ou não fazer a interposta pessoa por meio de cartório 
de título e documentos, o qual, por possuir fé pública, soleniza a entrega e 
o recebimento ou mesmo a recusa em receber (JARDIM, 2019). O Supremo 
Tribunal Federal decidiu sobre o poder certifi cante dos agentes que agem em 
colaboração com o Poder Público:
PODER CERTIFICANTE DO SERVENTUÁRIO DE JUSTIÇA — FÉ PÚBLI-
CA. A função certificante, enquanto prerrogativa institucional que constitui 
emanação da própria autoridade do Estado, destina-se a gerar situação de 
certeza jurídica, desde que exercida por determinados agentes a quem se 
outorgou, ministério legis, o privilégio da fé pública (AG. REG. EM AG. DE 
INST. OU DE PETIÇÃO. AGRAG-146785/DF, Relator(a): Min. CELSO DE 
MELLO, DJ — 15/5/98 PP b00046 EMENT VOL-01910–02 PP-00268, j. 
22/4/1997 — Primeira Turma) (BRASIL, 1998, documento on-line).
O relator da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Recurso 
Especial (REsp) nº. 1172025, Ministro Luis Felipe Salomão, ressaltou que a 
notificação extrajudicial possui diversas consequências, servindo de instru-
mento para modificar ou extinguir direitos:
A notificação é ato jurídico em sentido estrito, por meio do qual se dá ciência 
a alguém a fim de que realize ou se abstenha de determinada conduta, sob 
cominação de pena, sendo, portanto, instrumento de realização do direito 
que pode constituir, extinguir ou modificar relação jurídica com diversas 
consequências, tais como constituição em mora do devedor, conservação de 
direitos, prevenção de responsabilidades, extinção de contrato, interrupção 
da prescrição, entre outras (BRASIL, 2014a, documento on-line).
De acordo com Razuk (2012, p. 33–34), a notificação tem os mesmos 
requisitos de existência, validade e eficácia do negócio jurídico:
Pressupostos de existência da notificação são:
a) os sujeitos, de um lado aquele que emite a declaração de vontade; de outro 
aquele a quem é dirigida;
b) o objeto, a utilidade em razão da qual giram os interesses das partes;
c) a declaração de vontade, que na notificação só pode ser expressa;
d) a forma, o meio pelo qual se exterioriza a declaração de vontade, sem o 
que seria impossível dá-la a conhecer;
e) a causa, o motivo determinante.
São pressupostos de validade da notificação:
a) a capacidade das partes, tanto de quem emite a declaração de vontade, 
como daquele a quem é dirigida. A incapacidade absoluta ou relativa deve 
ser suprida por meio de representação, ou se assistência, pena de invalidade, 
nulidade ou anulabilidade, respectivamente;
Das notificações extrajudiciais2
b) objeto lícito, possível e determinado ou determinável, que consiste na 
prestação exigida da outra parte, bem da vida que se almeja;
c) a declaração de vontade deve ser emitida livre e de boa-fé, sem vícios que 
a maculem;
d) a forma da notificação deve ser escrita, mas não se exige a forma solene, 
tanto pode ser judicial ou extrajudicial, pelo cartório de títulos e documentos, 
por meio do correio, por carta registrada com aviso de recebimento, por telex, 
fac-símile ou internet, como permite o art. 58, IV, da Lei do Inquilinato, que 
nesse particular excede o seu âmbito;
e) a causa, o fim último, motivo que leva alguém a praticar um ato jurídico, 
deve ser lícita, sob pena de nulidade (CC art. 166, II).
A eficácia da notificação subordina-se ao termo final do prazo concedido para 
o ato reclamado do destinatário. Não é compatível a eficácia da notificação 
comcondição de qualquer espécie ou com modo, ou encargo.
Alguns profissionais, como os advogados, utilizam a notificação para a resolução de 
problemas, como tentativa de conciliação, solução por vias amigáveis e provas iniciais. 
A notificação extrajudicial possibilita que o documento adquira eficácia jurídica, sendo 
que o expediente tramita de forma célere e eficaz. A notificação extrajudicial chama 
à autoria e provoca provas. Por meio dela, as partes podem exigir contestar, defender 
interesses, prevenir responsabilidades, fixar prazos e propor acordos, colhendo a prova 
da entrega oficialmente, pois as diligências são feitas por intermédio de um escrevente 
com fé pública (CENTRAL RTDPJBRASIL, 2020).
2 Espécies de notificação extrajudicial 
Paiva e Alvares (2018) citam como exemplos de notifi cação extrajudicial:
  constituição do devedor e mora na alienação fiduciária; 
  constituição do devedor em mora na compra e venda de um imóvel à 
prestação; 
  restituição de bens no arrendamento mercantil; 
  revogação de procurações; 
  envio de fatura na prestação de serviços;
  convocação de assembleias.
3Das notificações extrajudiciais
Da notificação extrajudicial na constituição do devedor 
em mora na alienação fiduciária
A Lei nº. 13.043, de 13 de novembro de 2014 (BRASIL, 2014b) — que modi-
fi cou o § 2º do art. 2º da Lei nº. 911, de 1º de outubro de 1969 — possibilitou 
ao credor fi duciário constituir o devedor em mora por meio de notifi cação 
extrajudicial com aviso de recebimento, expedida por intermédio do cartório 
de títulos e documentos, ou pelo protesto de título a critério do credor.
A mora é um pressuposto processual da busca e apreensão em alienação 
fiduciária. A Súmula nº. 72 do STJ firmou o entendimento que “A comprovação 
da mora é imprescindível à busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente” 
(SÚMULA..., 2009, p. 147).
A Figura 1 mostra o fluxo de intimação no procedimento da alienação 
fiduciária, exemplificado pela Associação dos Notários e Registradores do 
Estado de Mato Grosso (Anoreg-MT) (2018) — em consonância com o art. 26 
da Lei nº. 9.514, de 20 de novembro de 1997, c/c o Provimento nº. 40/2016 da 
Corregedoria Geral de Justiça do Mato Grosso (CGJ-MT) e a Lei nº. 13.465, 
de 11 de julho de 2017 — para orientar os registradores de imóveis e de títulos 
e documentos do Estado de Mato Grosso sobre a utilização da plataforma 
CEI/Alienação Fiduciária nos procedimentos de intimação do(s) devedor(es) 
e/ou fiduciante(s).
Figura 1. Fluxo de intimação.
Fonte: Anoreg-MT (2018, p. 15).
Das notificações extrajudiciais4
Da notificação extrajudicial na constituição do devedor 
em mora na compra e venda de um imóvel à prestação
A notifi cação extrajudicial de registro de títulos e documentos serve para a 
constituição em mora do devedor na compra de um imóvel à prestação. De 
acordo com o art. 31, § 1º, do Decreto-Lei nº. 70, de 21 de novembro de 1966 
(BRASIL, 1966, documento on-line) (redação dada pela Lei nº. 8.004, 14 de 
março de 1990), “[...] o agente fi duciário, [recebida a solicitação da execução 
da dívida], nos 10 dias subsequentes, promoverá a notifi cação do devedor, por 
intermédio de cartório de títulos e documentos, concedendo-lhe o prazo de 
20 dias para a purgação da mora”.
De acordo com o § 2º do mesmo diploma legal, caso a notificação seja 
negativa, ou seja, quando o devedor estiver em lugar incerto e não sabido, após 
a verificação do fato pelo oficial, o credor poderá solicitar nova notificação 
via edital, em jornal de grande circulação local ou em outro de comarca de 
fácil acesso, se no local não houver imprensa diária (BRASIL, 1966).
Vencida e não paga a prestação, o contrato será considerado rescindido 
30 dias depois de constituído em mora o devedor (nos termos do art. 32 da 
Lei nº. 6.766, de 19 de dezembro de 1979) (BRASIL, 1979). Para solicitar o 
cancelamento do registro do compromisso no registro de imóveis, é necessária 
a apresentação de requerimento e certidão de não haver sido feito o pagamento, 
realizada pelo oficial de registro de títulos e documentos.
Da notificação extrajudicial na restituição de bens no 
arrendamento mercantil
Paiva e Alvares (2018) lecionam sinteticamente que o arrendamento mercantil 
(ou leasing) consiste em um contrato em que alguém pode alugar comprando 
um bem móvel. Figuram no contrato o arrendador — banco ou sociedade de 
arrendamento mercantil — e o arrendatário — cliente, pessoa física ou jurídica, 
que fi ca com a posse do bem, efetua o pagamento das parcelas (aluguel) e, ao 
fi nal, tem a opção de adquirir o bem arrendado. No entanto, se as parcelas não 
forem efetuadas corretamente, o bem retorna ao arrendador, que pode pedir 
a restituição por reintegração de posse.
O STJ editou a Súmula nº. 369, que prevê que “No contrato de arrendamento 
mercantil (leasing), ainda que haja cláusula resolutiva expressa, é necessária a 
notificação prévia do arrendatário para constituí-lo em mora” (SÚMULA..., 
2013, p. 97).
5Das notificações extrajudiciais
Da revogação de procurações
O art. 653 do Código Civil (BRASIL, 2002, documento on-line) disciplina 
sobre o mandato, in verbis: “Art. 653 Opera-se o mandato quando alguém 
recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar 
interesses. A procuração é o instrumento do mandato.”
Sobre a revogação do mandato, o art. 682, caput, I, do Código Civil e o 
art. 686, do mesmo diploma, afirmam que:
Art. 682 Cessa o mandato: 
[…]
I — pela revogação ou pela renúncia;
[…]
Art. 686 A revogação do mandato, notificada somente ao mandatário, não se 
pode opor aos terceiros que, ignorando-a, de boa-fé com ele trataram; mas 
ficam salvas ao constituinte as ações que no caso lhe possam caber contra o 
procurador (BRASIL, 2002, documento on-line).
Da notificação extrajudicial no envio de fatura na 
prestação de serviços
Segundo o art. 20 da Lei nº. 5.474, de 18 de julho de 1968 (BRASIL, 1968), 
as empresas, individuais ou coletivas, fundações ou sociedades civis que se 
dediquem à prestação de serviços poderão também, na forma desta lei, emitir 
fatura e duplicata. A elas equiparadas estão os profi ssionais liberais e aqueles 
que prestam serviço de natureza eventual, em conformidade com o art. 22 do 
mesmo diploma legal.
Prevê ainda, nos § 2º do art. 22 da Lei nº. 5.474/1968 (BRASIL, 1968), 
que registrada a fatura ou conta no cartório de títulos e documentos, será ela 
remetida ao devedor, e o seu não pagamento, no § 3º, no prazo nela fixado 
autorizará o credor a levá-la a protesto, valendo, na ausência do original, 
certidão do cartório competente — que servirá de meio de prova para a fatura 
ou conta ser levada a protesto por força do § 4º.
Das notificações extrajudiciais6
O credor enviará ao devedor a fatura ou conta, que deve conter a natureza dos serviços 
prestados, o valor, a data e o local do pagamento e o vínculo contratual que originou 
o pagamento, devidamente registrado no cartório de títulos e documentos (§ 2º do 
art. 22 da Lei nº. 5.474/1968) (BRASIL, 1968).
Da notificação extrajudicial na convocação de 
assembleias
O Código Civil (Lei nº. 10.406, de 10 de janeiro de 2002) (BRASIL, 2002, 
documento on-line) disciplina, em seu art. 44 e incisos, que são pessoas ju-
rídicas de direito privado: 
  as associações; 
  as sociedades; 
  as fundações; 
  as organizações religiosas; 
  os partidos políticos;
  as empresas individuas de reponsabilidade limitada.
No caso das associações, elas estão sujeitas à assembleia por força de seus 
estatutos (art. 59, parágrafo único, do mesmo diploma legal) (BRASIL, 2002).
Outra possibilidade também prevista pelo Código Civil, em seu art. 1.348, 
I (BRASIL, 2002), é a convocação da assembleia pelo síndico em condomínio 
edilício, regulada pelas convenções de condomínio, nos termos da alínea h 
do art. 9º e do art. 24 e seus parágrafos da Lei nº. 4.591, de 16 de dezembro 
de 1964 (BRASIL, 1964).
7Das notificações extrajudiciais
São exemplos de quando o condomínioprecisa notificar extrajudicialmente, por meio 
dos registros de títulos e documentos, um condômino, dando prazo para cumprir 
determinada obrigação:
  desocupar área comum; 
  paralisar obra irregular; 
  retirar animal;
  pagar cotas condominiais em atraso; 
  trocar janela sob ameaça de cair; 
  consertar vazamento;
  cancelar um contrato;
  comunicar suspensão de pagamento de serviço não concluído; 
  exigir que serviço que apresenta defeito seja refeito dentro do prazo de garantia.
Essas e outras situações futuramente podem servir como meios de prova para ação 
judicial e de garantia de que o notificado tomou conhecimento de seu conteúdo, além 
de constituir em mora (GIANNOTTI, 2013). 
Outro exemplo de convocação de assembleia, por meio de notificação 
extrajudicial, é a sociedade limitada. Conforme o art. 1.072, § 1º, do Código 
Civil (BRASIL, 2002), as deliberações dos sócios serão tomadas em reuniões 
ou as assembleias serão obrigatórias quando o número de sócios for superior 
a 10. Os sócios, nesse caso, precisam ser notificados individualmente, quando 
não houver previsão contratual que entenda estarem notificados se declararem, 
por escrito, estar cientes de local, data, hora e ordem do dia (§ 2º do art. 1.072) 
(BRASIL, 2002).
3 Como e quem pode fazer uma notificação 
extrajudicial
A Anoreg esclarece, de forma didática, que é muito simples e prático fazer 
uma notifi cação, destacando seus principais procedimentos:
O endereço de entrega da notificação deve ser fornecido pelo interessado, 
contendo todos os itens necessários para a sua rápida e fácil localização. Caso 
o notificando não seja encontrado naquele endereço o interessado poderá 
fornecer um segundo endereço para novas diligências.
Das notificações extrajudiciais8
Quando o destinatário for pessoa jurídica, a notificação deve ser entregue 
para o responsável pela empresa, sócio, gerente ou procurador. Sob pena da 
notificação não produzir seus efeitos legais e acarretar responsabilidades 
para o Escrevente e para o
Registrador, não pode ser entregue a secretárias, recepcionistas ou porteiros, 
a menos que o interessado assim determine por escrito.
A realização da notificação depende de requerimento escrito ou verbal do 
interessado.
O pedido de notificação tem que ser apresentado em tantas vias quantas forem 
as a notificar, mais uma, onde o cumprimento será certificado (INSTITUTO 
DE REGISTRO DE TÍTULOS E DOCUMENTOS E DE PESSOAS JURÍ-
DICAS DO BRASIL — IRTDPJ BRASIL, 2020, p. 13).
Digite “ROTEIRO PRÁTICO RTDPJ” no seu mecanismo de busca para saber mais sobre 
as orientações da Anoreg (IRTDPJ BRASIL, 2020).
Segundo Paiva e Alvares (2018), qualquer pessoa em todo o território 
nacional pode ser notificada por meio dos registros de títulos e documentos 
no município de residência do interessado. O interessado na notificação deverá 
efetuar a entrega do documento, objeto da notificação, e o ofício registral fará 
o registro, requerendo o cumprimento da notificação a um dos inúmeros regis-
tros de títulos e documentos do País. Após realizada a diligência, basta retirar 
a notificação cumprida no serviço onde for entregue com total praticidade.
ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO ESTADO DE MATO GROSSO 
(ANOREG-MT). Nota de Orientação nº 28/2018. Alienação Fiduciária: padronização do 
procedimento de alienação fiduciária pela CEI. Cuiabá, MT, 2018. Disponível em: ht-
tps://www.anoregmt.org.br/arquivos/15002/15002_10592_00001.pdf. Acesso em: 27 
mar. 2020.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº. 4.591, de 16 de dezembro de 1964. 
Dispõe sobre o condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias. Brasília, 
9Das notificações extrajudiciais
DF, 1964. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4591.htm. Acesso 
em: 27 mar. 2020.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº. 5.474, de 18 de julho de 1968. Dispõe 
sobre as duplicatas e dá outras providências. Brasília, DF, 1968. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5474.htm. Acesso em: 27 mar. 2020.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº. 6.766, de 19 de dezembro de 1979. 
Dispõe sobre o parcelamento do solo urbano e dá outras providências. Brasília, DF, 
1979. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm. Acesso 
em: 27 mar. 2020.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui 
o Código Civil. Brasília, DF, 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/2002/l10406.htm. Acesso em: 27 mar. 2020.
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Dispõe sobre os fundos de renda fixa, sobre a responsabilidade tributária na inte-
gralização de cotas de fundos ou clubes de investimento por meio da entrega de 
ativos financeiros... Brasília, DF, 2014b. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13043.htm. Acesso em: 27 mar. 2020.
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Das notificações extrajudiciais10
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pucsp.br/verbete/306/edicao-1/notificacao. Acesso em: 27 mar. 2020.
PAIVA, J. P. L.; ALVARES, P. B. Registro de títulos e documentos. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 
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RAZUK, P. E. Da notificação. São Paulo: Verbatim, 2012.
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SÚMULA n. 369. Revista de Súmulas do Superior Tribunal de Justiça, ano 7, v. 33, p. 95–125, 
fez. 2013. Disponível em: https://ww2.stj.jus.br/docs_internet/revista/eletronica/stj-
-revista-sumulas-2013_33_capSumula369.pdf. Acesso em: 27 mar. 2020.
Leitura recomendada
CENTRAL RTDPJBRASIL. Disponível em: https://www.rtdbrasil.org.br/. Acesso em: 27 
mar. 2020.
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cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
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local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
11Das notificações extrajudiciais
Dica do professor
O simples recebimento da notificação extrajudicial não significa concordância com o seu teor, 
podendo o notificado responder ao documento por meio de uma contranotificação. A 
contranotificação extrajudicial, tal como a notificação extrajudicial, não precisa ser assinada por um 
advogado nem ser remetida pelo Registro de Títulos e Documentos.
Todavia você precisa tomar cuidado para que o titular do documento seja responsável, isto é, 
aquele que o assinará tenha poderes para fazê-lo. Logicamente, se for feita por um advogado, deve 
apresentar a procuração com poderes específicos.
No entanto, para dar fé pública ao ato e servir como meio de prova, deve ser feita por meio do 
Registro de Títulos e Documentos e a ele remetido de volta.
Na Dica do Professor, você vai ver como deve proceder quem recebeu uma notificação 
extrajudicial.
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Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Central RTDPJBrasil
A Central Nacional de Registro de Títulos e Documentos e de Registro Civil de Pessoas Jurídicas foi 
criada pelos próprios oficiais de Registro do Brasil, por meio de deliberação em assembleia geral 
realizada em 2012. A criação da Central visou a atender às disposições dos artigos 37 a 39 da Lei n. 
11.977/2009, tendo sido posteriormente normatizada com a edição do Provimento n. 48 do CNJ. 
Atualmente, a Central RTDPJBrasil atua nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.
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CNJ Serviço: como fazer uma notificação extrajudicial
Veja as dicas dadas pelo Conselho Nacional de Justiça sobre como elaborar uma notificação 
extrajudicial.
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Recurso Especial n. 1.622.377 – MG (2016/0226138-0) – Relator: 
ministro Paulo de Tarso Sanseverino
Veja como a Terceira Turma do STJ apreciou controvérsia envolvendo contrato de doação onerosa 
de imóvel. Mais precisamente, a Turma analisou se somente a notificação judicial do donatário seria 
suficiente para cumprir o encargo.
https://www.rtdbrasil.org.br/
https://www.cnj.jus.br/cnj-servico-como-fazer-uma-notificacao-extrajudicial/.
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Notificação extrajudicial
Assista a esse vídeo e saiba como iniciar suas demandas e tratativas como advogado por meio de 
uma notificação extrajudicial.
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http://www.decisoes.com.br/base/98002848/2/recurso_especial_n_1622377__mg_201602261380relator_ministro_paulo_de_tarso_sanseverinorecurso_especial_direito_civil_doacao_com_encargo_revogacao_constituicao_em_mora_do_donatario_.html
https://www.youtube.com/embed/3lj6IbF1cWM

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