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I – ASSISTÊNCIA À SAÚDE EM NÍVEL PRIMÁRIO 
a) Asseio Corporal 
b) Higiene do vestuário 
c) Higiene da alimentação 
d) Higiene do repouso 
e) Higiene mental 
Objetivos gerais 
Objetivos imediatos 
Objetivos Mediatos 
II – EDUCAÇÃO EM SAÚDE 
1 – Importância 
2. Processos de desenvolvimento de Programas 
a) Levantamento das necessidades 
b) Elaboração de Programa 
c) Execução do Programa 
d) Avaliação do Programa 
3. Recursos Necessários 
a) Recursos humanos 
b) Recursos materiais 
c) Recursos financeiros 
d) Recursos físicos 
4. Funções Educativas dos Profissionais de Saúde 
III – VISITA DOMICILIAR 
1. Conceitos 
2. Objetivos 
3. Vantagens e Desvantagens 
4. Critérios de propriedades 
a) Crianças 
b) Adultos 
c) Gestantes 
5 . Metodologia 
a) Planejamento/Seleção de visitas 
b) Execução 
c) Registro de dados 
d) Avaliação 
6. Ações de enfermagem 
IV – IMUNIZAÇÃO 
1. Definição 
3. Números de antígenos 
4. Requisitos básicos de uma vacina 
5. Conservação 
V – PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO 
1 . Recomendação Gerais 
a) Contra – indicações gerais 
b) Adiamento de vacina 
c) Intercorrências que permitem a 
vacinação 
d) Efeitos indesejáveis 
VI – SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
Gravidez na adolescência 
a) Atendimento à criança 
b) Atendimento ao adolescente 
VII – AÇÕES BÁSICAS EM SAÚDE 
a) Crescimento e desenvolvimento 
b) Aleitamento materno ou natural 
c) Imunização 
d) Desnutrição 
e) Doenças diarréicas 
f) Doenças respiratórias 
 
VIII – SAÚDE DA MULHER 
1. Objetivos 
2. Assistência clínico-ginecológica 
a) Puberdade / Adolescente 
b) Mulher adulta 
c) Climatério 
Quadro 1. Sintomatologia do climatério 
descompensado 
3. Planejamento familiar 
a) Contracepção 
Quadro 2. Métodos Anticoncepcionais 
Quadro 3. Métodos Anticoncepcionais / 
Artificiais ou Barreiras 
4. Alterações na gestação 
5. Assistência no puerpério 
a) Objetivos 
Quadro 4. Métodos Anticoncepcionais 
Definitivos ou Esterilização 
6. Assistência ao pré-natal 
a) Fenômenos fisiológicos do puerpério 
b) Alterações patológicas no puerpério 
7. Incentivo à amamentação 
8. Aborto 
IX – SAÚDE DO ADULTO 
a) Hipertensão arterial 
Diagnóstico e tratamento 
b) Diabetes mellitus 
Diagnóstico e tratamento 
c) Tuberculose 
Diagnóstico e tratamento 
X – SAÚDE DO IDOSO 
1. Perfil do idoso 
a) Aspectos psicológicos 
b) Aspectos psicossociais 
2. Envelhecimento patológico 
3. Objetivos 
 
XI – PRIMEIROS SOCORROS 
XII – ACIDENTES DE TRÂNSITO 
1. Direção Segura 
2. Dirigir Defensivamente 
3. Como evitar acidentes 
4. 193 
XIII – FERIMENTOS 
 
Programa de Saúde 
 
3 
1. O que usar como compressa 
2. Quando há corpo estranho encravado no 
ferimento 
3. Quando há risco de Tétano 
4. Feridas Abdominais 
5. Feridas nos quadris 
6. Ferimentos na cabeça 
7. Compressão após Conclusão (Edema 
Cerebral) 
XIV – QUEIMADURAS 
1. Quando as roupas estão em chamas 
2. Como identificar o grau de uma queimadura 
3. Tratamento imediato do queimado 
4. Bolhas 
5. Queimaduras Químicas 
XV - HEMORRAGIAS 
XVI – FRATURAS 
XVII – TORÇÕES 
XVIII – LUXAÇÕES 
XIX – ESTADO DE CHOQUE 
XX – CHOQUE ELÉTRICO 
XXI – PARADA CARDIORESPIRATÓRIA 
XXII – AFOGAMENTO E SEMI-AFOGADO 
XXIII – TRANSPORTE DE ACIDENTADOS 
1. Transporte de Apoio 
2. Transporte de Acidentados 
 
XXIV – INSOLAÇÕES E INTERMAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
I – ASSISTÊNCIA À SAÚDE EM NÍVEL PRIMÁRIO 
 
Programa de Saúde 
 
4 
A assistência primária à saúde se caracteriza pelo conjunto de ações que visam o atendimento às 
necessidades do individuo, família e comunidade, com o objetivo de promover e conserva a saúde, bem 
como de repará-la e prevenir a enfermidade. 
A atenção primária tem por base o atendimento às necessidades do individuo, família e comunidade, 
apoiando-se no binômio educação e saúde, objetivando a busca da plenitude do homem como ser 
biopsicossocial e espiritual vivendo em perfeita sincronia com o universo. 
A educação e a saúde são dois componentes inseparáveis que buscam alcançar êxitos, os quais só 
serão alcançados na medida em que mais elevado seja o nível educacional da população. 
Para que a educação em saúde seja efetiva, deve haver a participação Ativa da comunidade, a qual 
em colaboramos com os órgãos de saúde deve planejar o programa a ser cumprido, definindo o e 
estabelecendo suas próprias metas, aplicando e controlando os recursos disponíveis, assim como 
analisando os resultados dos esforços desenvolvidos. Tais programas devem conter orientações 
referentes a: água, nutrição, saneamento básico, saúde materna e da criança (programas de imunização 
básica), doenças transmissíveis (incluindo as DSTS), endemias, assistência clínica (aos hipertensos e 
diabéticos), doenças degenerativas (inclusive a AIDS), drogas, dentre outros. 
É importante ressaltar que umas finalidades primordiais da educação em saúde é o desenvolvimento 
de recursos humanos na própria comunidade, que sejam capacitados para transformar as metas sociais 
(elevação do nível de saúde e de vida das comunidades) em objetivos para a saúde. 
De acordo com SANCHEZ e SÁ (1993:22), Ramos referencia que “a orientação para a saúde consiste 
no conjunto de ensinamentos que visam à mudanças de comportamento, de atitude, e o desenvolvimento 
de humanidades úteis à promoção, à manutenção e à recuperação da saúde”. 
O bom programa de assistência à comunidade envolve toda a equipe básica de saúde, a qual pode 
variar de acordo com a condição sócio-econômica da comunidade, pode ser composta por: Enfermeiro, 
Médico, Odontólogo, Assistente Social, Auxiliar de Enfermagem, Agente Comunitário/Agente de Saúde, 
Fisioterapeutas, Psicólogos. 
Os programas educativos constarão de: 
Higiene individual – envolvendo os hábitos de limpeza e o papel da professora primária e/ou agente de 
saúde. Um programa básico de higiene deve conter os seguintes aspectos: 
a) Asseio corporal: 
- função da pele. 
- cavidades naturais e cuidados a serem observados. 
- unhas e cabelos. 
b) Higiene do vestuário: 
- Indumentária e clima – tecido e temperatura e umidade, irradiação térmica (tempo de exposição 
ao sol: seus benefícios e malefícios). 
- Vestuário funcional. 
 
c) Higiene da alimentação: 
- Nutrição adequada – ao crescimento, ao tipo de vida, ao estado, e à vida atual. 
- Cuidados higiênicos com o aparelho urinária-ingestão correta de líquidos. 
 
d) Higiene do repouso: 
- Importância dos sonos-hora necessárias de sono/idade. 
- mecânica corporal – fadiga muscular, circulação, oxigenação do sangue, prevenção de artrites, 
descanso, recreio. 
 
e) Higiene mental: 
- Passeio ao ar livre (corridas moderadas, de acordo a idade e a orientação médica). 
- Recreação-jogos, brinquedos, músicas, televisão, boas leituras, trabalhos manuais, etc. 
 
-OBJETIVOS GERAIS: Promover a conservação da saúde, preservando-a a ação de agentes nocivos 
capazes de retardam e impedir o pleno desenvolvimento físico, mental e social do individuo, através das 
práticas corretas de higiene. 
 
-OBJETIVOS IMEDIATOS: Prevenir infecções, doenças transmissíveis, através de imunização básicas, 
infestação e afecções cutâneas tão comuns na infância. 
 
 
Programa de Saúde 
 
5 
-OBJETIVOS MEDIATOS: Promover a criação de hábitos de vida sadia, desenvolver a aprendizagem e 
aumentar a capacidade de produção do individuo, promovendo seu próprio bem-estar físico, social e 
mental, preparando-o para uma vida normal. 
 
II – EDUCAÇÃO EM SAÚDE 
 
A ação educativa em saúde é um processo que objetiva capacitar indivíduos e/ou grupos para 
assumirem ou ajudarem na melhoria das condições de saúde da população. 
Os profissionais e a comunidade devem compreender que a saúde da população depende das ações 
oferecidas pelos serviços de saúde, como também do esforçosão: 
 
Segurança – o idoso convive com o sentimento de perda provoca: 
 
• Pela morte de pessoa do sue relacionamento; 
• Pela diminuição do status, do prestígio e do convívio social; 
• Pelo salário menor decorrente da aposentadoria e / ou da exploração do mercado de 
trabalho, que valorizem o trabalhador jovem. 
 
- Auto – imagem – a perda do status e do prestigio e a modificação da imagem corporal (interpretada 
como perda da atração física) podem levar a uma diminuição da auto-estima; 
- Gregarismo – a solidão e o isolamento social aceleram o processo de deteriorização física e mental; 
- Comunicação – poderá estar prejudicada, devido á perda da acuidade auditiva, falhas na memória, 
perda de velocidade na resposta e no raciocínio, fala lenta, etc.; 
- Amor – sob o ponto de vista sexual, o idoso pode se considerar incapaz de ter desejos sexuais, como 
também se despertar esse desejo; 
- Lazer e prazer – com a aposentadoria existe a possibilidade concreta de desfrutar-la, desde que haja 
condições econômicas do aposento e programas que vão de encontro ás suas necessidades especificas. 
 
2. Envelhecimento patológico 
 
É comum aos idosos apresentarem mais de uma doença concomitamente, um menor grau de 
resistência ao estresse modificações nos sinais e sintomas das doenças, uma menor resposta ao 
tratamento e demora a ser restabelecer de uma enfermidade. 
As alterações físicas e os conflitos emocionais e sócias tornam o idoso suscetível a infecções 
diversas a fraturas, como também á evolução de câncer e tumores, aterosclerose, hipertensão arterial, 
acidente vascular cerebral, cardiopatias (infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, valvulopatias e 
arritmias), diabetes, obesidade, osteoporose, doença reumatoide, anemia, catarata, glaucoma, ansiedade, 
depressão e demência senil. 
As três primeiras causa de morte em idoso são as doenças cardiovasculares, doenças cerebrais e 
tumores malignos. 
O individuo que, ao longo do tempo de sua vida, desenvolveu hábitos considerados como fatores de 
risco ao envelhecimento patológico, terá uma expectativa de vida menor que ou um envelhecimento 
característico por problemas de saúde. Consideram-se fatores de risco: 
 
- Dieta inadequada – principalmente com excesso de calorias, rica em colesterol, pobre em fibras – e 
com deficiência de vitaminas e sais minerais; 
- Tabagismo – é o responsáveis pelo desenvolvimento de várias doenças, principalmente câncer de vias 
respiratória e do pulmão; 
- Hipertensão arterial – os lipídios se aderem á parede vascular e dificilmente a circulação sanguínea; 
- Hiperlipidemia – os lipídios se aderem á parede vascular 
- Sedentarismo – diminui o condicionamento físico e provoca alterações metabólicas, cardíacas e dos 
demais processos fisiológicos; 
- Estresse – desencadeia alteração das funções fisiológicas, principalmente cardiovasculares e 
emocionais. 
 
3. Objetivos 
 
 
Programa de Saúde 
 
27 
O programa de assistência ao idoso não por finalidade aumenta o numero de leitos hospitalares 
disponíveis para essa faixa ataria, mas desenvolve a promoção da saúde e de prevenção de doenças, 
isto é, diminuir, o mais preconceito possível, os fatores de risco ao envelhecimento patológico. 
O condicionamento físico e a estabilidade emocional são os principais fatores que melhoram a 
qualidade de vida e ajudam a reverte o processo de envelhecimento. 
Visando o bem-estar físico e psíquico da população idosa e uma permanecia mais prolongado na 
comunidade o programa deve ter como objetivo: 
 
- Elaborar o diagnóstico médico de cada cliente através de consulta medica, de enfermagem e com 
assistência social; 
- Fazer o controle da saúde do idoso, encaminhado-o ao clínico geral, geriatra ou especialista; 
- Assegurar atendimento de reabilitação física e psicológica; 
- Estimular a formação de grupos de lazer e de convivência, a fim de facilitar a sua integração, estimular o 
sentimento de valorização pessoal e social, discutir e trabalhar as questões de saúde e social; 
- Realizar visitas domiciliar ou aos idosos institucionalizados, afim de orientar, supervisionar e/ ou dar 
assistência. 
 
XI – PRIMEIROS SOCORROS (CONCEITO) 
 
São os primeiros cuidados prestados á vitima de acidente ou doenças agudas, objetivando 
proteger a sua vida, reduzir o seu sofrimento e procurar mantê-la em condições de aguarda 
tratamento medico. 
 
Atenção: quem presta os primeiros socorros deve conhecer suas próprias limitações, por não substituir o 
médico. 
 
O QUE FAZER EM ACIDENTE DE TRÂNSITO? 
 
• Procurar parar o seu veiculo em local seguro, alguns metros depois do acidente. Cuide da 
sua segurança também ao presta socorro. 
• Só deixe descer do veiculo pessoa que tiverem condições de ajudar a prestar socorro. 
• Sinalize, de imediato, o local do acidente, usando triângulo, lanterna, galhos de árvores ou 
qualquer outro objeto, colocando a uma distancia segura do acidente (mais ou menos 30 
metros). 
• Não acenda fósforos para iluminar o local, pois, poderá haver vazamento de combustível, 
provocando incêndio. Use os faróis de seu carro, lanterna ou outro meio para clarear o local, 
porém numa use cama exposta. 
• Peça ajuda a outros motoristas; evite agir sozinho; 
• Não perca tempo, socorra as vitimas o mais rápido possível; dê prioridade ás que não estão 
respirando, que estão sangrando ou que estejam sem pulso. 
• Não remova ninguém que apresentam sinais de fratura da coluna ou do pescoço, anão ser 
que haja risco de incêndio ou você possa ressuscitá-lo onde ele está. Deixe que pessoas 
especializadas movimentem os feridos, pois se o fizer por si mesmo poderá agravar as 
lesões. 
• Jamais tente erguer sozinho o carro de cima de alguém. Esta operação deve ser feita por, 
no mínimo, duas pessoas. 
• Se alguém estiver preso ao assento pelo cito de segurança e este não quiser se abrir, corte-
o imediatamente. 
• Se no local do acidente, já houver pessoas socorrendo as vitimas e não estiverem 
precisando de mais ajuda, não pare o seu veiculo. Prossiga e sua viagem e avise o fato á 
policia mais próxima, dando-lhe o maior número de informações possíveis. 
 
Lembre - se que prestar socorro é um ato de acima de tudo de solidariedade; a omissão, ao 
contrário, caracteriza-se como uma irresponsabilidade! 
 
XI – ACIDENTE DE TRÂNSITO 
 
 
Programa de Saúde 
 
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1. DIREÇÃO SEGURA 
 
QUALIDADE SOLIDARIEDADE VALORIZAÇÃO DA VIDA 
 
Dirigir defensivamente, é antes de mais nada, agir preventivamente, isto e, despertar uma 
consciência prevencionismo ao volante de um veiculo, seguir corretamente as leis e sinalizações,respeitar 
as próprias limitações, usar o bom senso e sociabilizar-se no trânsito. È a ação pessoal mais prudente a 
ser, tomado, garantido, desta forma, a própria segurança e a terceiros. 
 
2. Dirigir Defensivamente é: 
 
1. Conhecer e obedecer ás leis e sinalização. 
2. Manter o veiculo em bom estado de conservação, em especial, os itens relacionados com a segurança, 
como freios, pneus, amortecedores, limpadores de pára-brisa e sistema elétrico. 
3. Dirigir, como calma. 
4. Sinalizar, antecipadamente, todas as manobras a serem efetuadas. 
5. Fazer do uso do cinto de segurança um hábito, tanto em estradas quanto na cidade. 
6. Evitar mudanças bruscas de direção e velocidade, salvo em emergência. 
7. Andar na faixa de trânsito e com velocidade compatível. 
8. Manter sempre uma distancia de segurança do veiculo á frente. 
9. Ultrapassar com seguranças. 
10. Antecipar o comportamento de terceiros e imaginar previamente uma ação de emergência. 
11. Não aceitar desafios e provocações de outros motoristas. 
12. Não dirigir se não estiver em condições físicas normais. 
13. Ultrapassar sempre pela esquerda, nunca pela direita ou acostamento. 
14. Observar as condições do tempo, do trânsito e do piso e dirigir de acordo com elas. 
15. Ser prudente, ficar atento e reduzir a velocidade ao chegar em cruzamentos. 
16. Em caso de parada por defeito, estacioneo veiculo em local segura, acionar as luzes de emergência 
e colocar a triangulo de segurança a, pelo menos 30m, para sinalizar a presença do veiculo. 
17. Em longos veículos. 
18. Não dirigir, apos fazer ingestões de bebidas alcoólicas ou medicamentos que afetem os reflexos. 
 
3. COMO EVIATR ACIDENTES 
 
Motoristas: 
 
1- Obedecer a sinalização. 
2- Não ultrapasse pela direita. 
3- Na duvida, não ultrapasse. 
4- Se bebe, não dirija. 
5-Não fume dirigindo. 
6- Não fale no celular dirigindo. 
7- Crianças no banco de trás. 
8- Verifique luzes e freios. 
9- Use sempre o cinto de segurança. 
 
Motoqueiro 
 
1- Nunca dirija sem o capacete. 
2- Ocupe o espaço de carro. 
3- Ande sempre com a luz ligada 
4- Use roupas resistentes e luvas. 
5- Não ultrapasse pela direita. 
 
Pedestre 
 
Programa de Saúde 
 
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1- Só atravesse na faixa de seguranças. 
2- Pedestre atenção nos semáforos. 
3- Use a passarela para atravessar estradas. 
4- Não trânsito pelo leito de estrada. 
 
4. 193 – Este número pode salvar sua vida. 
 
As ligações para o 193 são atendidas prontamente pela equipe do Corpo de Bombeiros mais 
próximos. E são identificadas através do sistema. E que registra o endereço do telefone de chamadas. 
Quem passa trotes para o número de emergência 193 está cometendo um crime, com pena de 1 
a 3 anos de detenção e multa, conforme o artigo 266 do Código Penal Brasileiro. E está colocada em 
risco a vida de muita gente, inclusive a da própria. 
 
XIII – FERIMENTOS 
 
Controlar o sangramento de ferimento que tenham resultados de cortes de lâmina de barba ou 
cacos de vidro é simples. Aplicando-se um pano limpo. Firmemente, o sangramento em geral é estacando 
entre 5 e 8 minutos. 
Se o ferimento envolver um traumatismo que possa ter causado uma fratura, não mexa na parte 
afetada até que ela tenha sido imobilizada conveniente. 
 
1. Faça o paciente sentar ou deitar, principalmente se ele estiver desmaiado; 
 
2. Controle o sangramento da seguinte maneira: 
 
SANGRAMENTO PEQUENO - Lave com água esterilizada ou filtrada e cubra com um pano, fixando-o 
com uma bandagem. Deixe-o descansar, não faça movimentos bruscos e nem coloque a parte ferida 
suspensa ou presa por tipóias ou coisa parecida. Lembre-se de que o sangramento cuidado pára entre 5 
e 8 minutos, se resultante de cortes pequenos, como o de uma lâmina de barbear. 
 
GRANDE SANGRAMENTO - O sangue encharca o pano completamente em um minuto ou menos. 
 
HEMORRAGIA ARTERIAL - É uma situação crítica. O sangue jorra do ferimento a cada batida do 
coração. A medida inicial para diminuir esse jorro sanguíneo é aplicar pressão direta sobre o local da 
ferida. Nessa situação, é possível que você não encontre material para usar como compressa. Assim, 
pressione o local com sua própria mão e não afrouxe, porque nesses casos grande volume de sangue 
pode ser perdido. Lembre-se que é obrigatório o uso de luvas ao manipular ferimentos, pois protege o 
socorrido de contaminação (AIDS, Hepatite, etc.) 
O uso de torniquete pode ser necessário nesses casos. Importante é anotar a hora em que foi colocado o 
torniquete para o medico ter uma noção exata do tempo decorrido até o atendimento definitivo, se 
possível escreva a hora no próprio torniquete. 
Torniquete - Tiras de roupas ataduras que são colocadas acima do ferimento e apertadas em forma de 
torno, por um pedaço de madeira. 
Lembre-se que o torniquete deve ser afrouxado de 10 em 10 minutos, por causa do risco de necrose do 
membro. 
 
HEMORRAGIA VENOSA - O sangue do ferimento em proporção ao tamanho do mesmo e ao numero de 
veias danificadas. Aplique uma compressa limpa ou esterilizada e fixe com uma bandagem. Se essa 
primeira compressa ficar ensopada de sangue, aplique uma segunda, sem retirar a anterior. Se a 
remover, você pode atrapalhar a coagulação que já se iniciou, e atrasar o controle de hemorragia. 
 
3. Lembre-se, sempre de deixar a parte machucada em repouso; 
 
4. Não se esqueça das medidas contrachoque. 
 
Programa de Saúde 
 
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1. O que usar como compressa 
 
Note que, em primeiro socorros, não se deve utilizar anti-sépticos, isso é reservado para o 
pessoal especializado. 
A melhor cobertura para um ferimento é gaze branca, retirada de um pacote recém-aberto. Um 
lenço ou toalha pequena, macia, também servem, mas devem ser manuseados com cuidado: segure-os 
pelas pontas, desenrole-os e, depois sempre segurando pelas pontas, cubra o ferimento. A superfície 
externa fica em contato com a ferida. 
Como compressas você pode usar um lenço bem dobrado, uma toalha pequena ou até mesmo 
alguma coisa como uma meia limpa. E, para prendê-los ao ferimento, utilize uma meia comprida, gravata, 
toalha pequena ou cachecol. Use alfinetes de segurança, se ainda não tem prática para fixá-los. 
Seu kit de primeiros-socorros, entretanto, pode conter material mais adequado. Pequenas feridas 
superficiais podem ser cobertas com compressas auto-adesivas (band- aid ): aparte protetora é aplicada 
sem ser tocada pelos dedos. 
Para feridas maiores, gazas esterilizadas já preparadas são as ideais. Tiradas de pacotes isentos 
de impurezas, consistem gaze e compressa num só produto, já presas a bandagem. 
 
2. Quando há corpo estranho encravado no ferimento 
 
Não tente tirar o objeto de dentro do ferimento. Sujeira ou poeira que se encontrem na superfície 
pode ser limpa suavemente com um pano macio. Mas, qualquer coisa que esteja encravado, seja um 
caco de vidro, seja uma faca, não deve ser removida. A parte mais profunda do objeto pode estar próximo 
de alguma estrutura importante, como uma grande veia ou um nervo que podem vir a ser danificados com 
a retirada abrupta ou indevida. 
Como, estão, agir? Não coloque nenhum redor dele, em seguida prepare uma proteção espessa 
de modo que o objeto fique bem protegido. 
A cobertura circular é uma opção que pode ser utilizada em certos casos como neste tipo de 
providência. Pegue um lenço grande, uma pequena toalha ou alguma coisa como meia grande. 
Faça um circulo ao tamanho certo, e depois dobre até que seja formada a cobertura, firma, com 
um pequeno orifício no centro. 
 
3. Quanto há risco de Tétano 
 
O Tétano pode se desenvolver de diversos ferimentos, principalmente se esses estiverem 
contaminados com terra ou poeira de estrada, ou por mordidas profundas de animais. Os germes são 
freqüentemente encontrados no solo e proliferem nos tecidos mantidos em área fecha das e sem 
oxigênio. Procure saber se o acidentado está vacinado contra o tétano. Deve ser lembrado a importância 
da aplicação de injeção da antitoxina do tétano, ou o que é mais seguro, o toxóide tetânica (vacina), para 
proteção: contra o desenvolvimento da doença. 
Uma ferida penetrante no tórax pode ser extremamente perigosa. À medida em que o paciente 
respira, o ar penetrar não apenas pelo nariz, pela boca e pela traquéia, mas, também através da própria 
ferida. Nesse ponto de entrada, o ar não vai diretamente aos pulmões, mas preenche o espaço entre os 
pulmões e paredes torácicas. A cada inspiração e mais ar (que não pode sair) enche um lado do tórax. 
 Aumenta a pressão desde ar fora do pulmão, ele achata o pulmão e cria uma carga extra para o 
coração. Quando mais rápido a ferida é fechada, melhor prognostico. 
 
1. Feche, imediatamente, aferida, com a palma de sua mão e mantenha-a sobre o local; 
 
2. Enquanto isto peça a alguém para providenciar o mais rapidamente possível uma bandagem espessa 
(toalha, lenço) para substituir sua mão. Se você estiver sozinho com o paciente, terá que usar a mão livre 
para fazer o resto; 
 
 
Programa de Saúde 
 
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3. Aplique a bandagem firmemente de modo a tapar o ferimento. Pra fixá-la, use tira adesivas largas, 
toalhas dobradas, meias grandes ou, se estiver presilhas de borracha elástica. A urgência em fechar o 
ferimento supera a necessidade de limpara as bordas; 
 
4. Deite o paciente sobre o lado machucado. Isso ajuda a fazer com que o lado são execute a respiração 
por ambos. Também reduz o risco de que qualquersangue aspirado se introduza no pulmão. Se a 
respiração do paciente estiver difícil, coloque-o amparado em pequenos cobertores ou travesseiros, numa 
posição semi-sentado, fazendo com que a respiração se torne mais fácil. 
 
5. Uma outra opção de curativo em ferimento de tórax é o Curativo Valvulado, que consiste em: corta um 
pedaço de plástico num tamanho que cubra todo o ferimento.Colocar esparadrapo em três lados desse 
quadrado, deixando um lado aberto que funciona como uma válvula. Essa técnica evita que o ar penetre 
no tórax nos movimentos de inspiração e expiração. 
 
4. Feridas Abdominais 
 
Os músculos da parede abdominal são dispostos longitudinalmente, de alto a baixo (costelas até 
a pelve). 
Suas fibras são mantidas sob certa tensão, mais ou menos como tirar de borracha esticada. Se 
alguma das fibras é cortada, orifício tende a aumentar á medida que as partes cortadas se separam. 
Para neutralizar isso, reduza a tensão muscular dobrando paciente, isto é, flexionado o paciente para 
frente, aproximadamente assim costelas e pelve. 
O ferimento profundo no abdome costuma ser perigoso porque algum órgão interno pode ter sido 
atingido. 
Devido á perfuração da parede, parte de algum órgão podem rir para o exterior, como o intestino, 
por exemplo. Nesse caso, não tente de forma alguma recolocá-los no lugar. 
Não se devem cobrir os órgãos expostos com materiais aderentes (como papel toalha, papel 
higiênico, algodão), que deixam resíduos e levam muito tempo para serem removidos. 
 
5. Feridas nos quadris 
 
Deite o paciente de costa, encurvado, com a cabeça e os ombros ligeiramente virados. Use 
cobertura ou travesseiros para levar os joelhos e a cabeça. Uma boa alternativa é colocar o paciente 
deitado de lado nessa, posição dobrada: sua cabeça estará suficiente baixa para qualquer vômito que 
seria seja expedido pela boca, em vez de ser aspirado pela traquéia. 
 
6. Ferimento na cabeça 
 
Lesões na parte superior do crânio podem afetar o cérebro de diversas maneiras: 
 
INFECÇÃO - Uma contusão com ferida no couro cabeludo pode levar a uma fratura do osso (sem ser 
sempre exatamente sob ela), Aí esta, então, um caminho aberto para que bactérias penetrem cérebro. 
Um golpe na parte do crânio pode causar fraturas na base do mesmo, onde o cérebro se apóia. 
Sangramento ou perda de liquido cérebro espinhal pelo nariz ouvido pode resultar em risco e infecção, 
que poderá alcançar o cérebro. 
 
CONCUSSÃO - Um golpe na parte da cabeça pode causar uma sacudidela geral no cérebro e fazer a 
vitima desmaiar. Ela fica inconsciente instantaneamente. Mas se nenhum outro dano ocorreu, irá recobrar 
a consciência (ás vezes depois de alguns segundos, e muitas vezes depois alguns segundos, e muita 
vezes depois de horas). 
 
COMPRESSÃO (aumenta da pressão intracraniana) – o aumento da pressão sobre o cérebro resulta em 
sérios problemas, porque o tecido nervoso é uma vulnerável e está firmemente aprisionado na estrutura 
sólida do crânio. Ao contrário de outros órgãos, em outros lugares (por exemplo, os intestinos, no 
abdome), não há espaço para o cérebro se mover ou crescer em tamanho. 
 
Programa de Saúde 
 
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 A compressão que se segue a um ferimento pode acontecer de um a três maneiras: 
 
1. Da pressão exercida por um osso numa fratura craniana; 
2. Por sangramento interno no crânio; 
3. Por inchação generalizada do tecido cerebral após e traumatismo. 
 
Isso faz com que o cérebro fique cada vez mais comprido dentro do crânio. As estruturas 
cerebrais possuem centros nervosos que controlam funções vitais como circulação e respiração. Sujeitas 
a pressão, elas podem ter seu funcionamento prejudicado. 
Diversamente da concussão, que causa inconsciência imediata, a compressão se desenvolve 
gratuitamente. Pode levar minutos ou horas para que seus efeitos se mostrem, passando o individuo do 
estado semicomatoso ao coma profundo. 
 
7. Compressão após Concussão (Edema Cerebral) 
 
Pode ocorre que, após um traumatismo na cabeça, a vitima perca imediatamente a consciência 
por concussão e, depois, aparentemente, a recobre (intervalo lúcido), antes de voltar grande perigo, que 
exige atenção medica urgente. Nesse caso, há perca da consciência de forma gradativa e, antes, vômitos 
em jato. 
 
PRIMEIROS-SOCORROS 
 
1. Cubra os ferimentos cuidadosamente; 
 
2. Cuidado com outro ferimento, incluindo fraturas (especialmente fraturas da coluna); 
 
3. Procure por elas da melhor maneira que puder antes de mover a vitima. Se tiver dúvidas, não a mova, 
mas libere suas vias respiratórias cuidadosamente; 
 
4. Se notar sangue ou liquido saindo do nariz ou do ouvido, suspeite de uma fratura na base do crânio. 
Mantenha a vitima deitada de costa ou não a mova, por causa de possíveis danos á medula espinal. 
Cubra o ouvido com uma bandagem, não ponha nenhum tipo de tampão. Se tiver sangramento nasal, ao 
fazê-lo, poderá lançar liquido contaminado na direção da fratura e do cérebro; 
 
5. Consiga auxilio medico o mias rápido possível. 
 
Ferimentos Leves 
 
• Limpe o ferimento com bastante água corrente e sabão 
• Não tente retirar farpas, cacos de vidro ou partículas do ferimento, a menos que saiam facilmente 
durante a limpeza. 
• Não toque no ferimento com os dedos nem com lenço usados ou outros matérias sujos. 
• Proteja o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo, sem apertar. 
• Mude o curativo tantas vezes quantas forem necessárias para mantê-lo limpo e seco. 
• Verifique se o paciente é vacinado contra tétano. Em casos de duvida, procure o medico. 
• Se, posteriormente, o ferimento ficar dolorido ou inchado, procure orientação medica. È sinal de 
infecção. 
 
Ferimentos Externos ou Profundos 
 
Casos haja sangramento, siga as instruções referentes ao item “hemorragia”. 
Os ferimentos externos ou profundos necessitam de atenção medica urgente, principalmente se: 
 
• As bordas do ferimento não se juntam corretamente; 
• Há presença de corpos estranhos; 
 
Programa de Saúde 
 
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• Pele, muscular, nervosa ou tendões estão dilacerados; 
• Há suspeita de penetração profunda de objetos causadores do ferimento (faca, prego, etc.). 
• O ferimento é no crânio ou face; 
• A região próxima ao ferimento não tem aparência nem funcionamento normal. 
 
OBS: NÃO APLIQUE ALGODÃO OU ESPARADRAPO SOBRE QUALQUER FERIMENTO 
 
XIV – QUEIMADURAS 
 
As conseqüências de queimaduras vão mais do que destruição superficial do tecido. O maior 
dano – talvez causado cicatrizes permanentes ou seqüelas – advém do calor que atinge os tecidos mais 
profundos e pela manutenção deste calor que agrava situação. A parte liquida do sangue, o plasma, 
extravasa em grande quantidade dos vasos sanguíneos na área danificada. Uma parte do liquido vai para 
a superfície, formado bolhas. Mas o volume de plasma perdido é certamente maior do que enche as 
Bolhas. Uma grande superfície da pele não teto para poder formar as bolhas, e uma considerável 
inflamação de plasma pode surgir nos tecidos desta área aberta. Há, alem disso um grande risco de 
choque. 
O processo nos primeiros socorros e minimizar esse processo pelo resfriamento da área 
queimada molhando-a com grande quantidade de água. Procure assistência médica urgente! 
 
MUITO IMPORTANTE: Vitimas que apresentam grande área corpórea queimada não devem se exposta á 
água fria, pois pode ocorrer Hipotermia. 
 
1. Quando as roupas estão em chamas 
 
Peque a primeira coisa que encontrar para abafar chamas: uma cortina pequena, toalha, um 
coberto grosso ou mesmo seu casaco, se puder tirá-lo rapidamente. Aplique-o sobre o fogo, que acabara, 
por falta de oxigênio. 
Se for uma criança, ela pode estar em pânico, correndo em volta, e, assim, aumenta as chamas, 
tornando as coisas piores. Coloque-a no chão de modo que o fogo (a superfície que queima) esteja para 
baixo, da cabeça para os pés, evitando assim que as chamas permaneçam na cabeça. 
Retire as roupas atingidas pelo fogo, mas não puxe nada que esteja colado á pele. As roupas ou 
objetos podem estargrudados à pele. 
Adultos e crianças com mais idade devem ser ensinados a, em circunstancia semelhante 
inexistente auxilio, jogarem-se ao sol e rolar até que o fogo apague. 
 
2. Como identificar o grau de uma queimadura? 
 
A lesão é uma queimadura de 1º grau, se ela causou danos, apenas, nas camadas superficiais 
da pele, permitindo identificar-la pelas seguintes aparências: 
 
1. A parte da pele afetada estará bastante vermelha; 
2. A dor no local afetado é considerada suportável; 
3. Não haverá formação de bolhas. 
 
A lesão é uma queimadura de 2º grau se ela causou danos nas camadas mais profundas da pele, 
permitindo identificá-la pelos seguintes aspectos: 
 
1. Formação de bolhas; 
2. Desprendimento de camadas da pele; 
3. A dor e a ardência no local são muito fortes, principalmente nas horas após ocorrida a lesão. 
 
A lesão é uma queimadura de 3º grau se ela causou danos em todas as camadas da pele, permitindo 
identificá-la pelos seguintes aspectos: 
 
 
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1. Danificação dos tecidos mais profundos; 
2. Formação de manchas tendo á sua volta queimaduras de primeiro e segundo graus, aparências branca 
com textura de couro; 
3. A lesão de 3º grau é indolor, a dor e decorrente de queimadura de 1º e 2º graus ao redor da de 30 
graus. 
 
ATENÇÃO: 
As queimaduras não devem ser toadas nem ter suas bolhas estouradas. Em todo caso de queimadura é 
necessária que médico examine a vitima, apenas com exceção dos casos de lesão pequena que só tenha 
deixado a pele avermelhada. 
 
3. Tratamento imediato do queimado 
 
1. Resfriamento imediato. Aplique água fria, logo e em grande quantidade. Não ou braço queimado 
podem ser facilmente mergulhados na água. Faças uma compressa bem grossa com algo como um 
atoalha dobrada: ensope-a de água e aplique sobre a área queimada. Quando ela se tornar morna, torne 
a umedecê-la e repita a operação. Uma coisa que você não deve fazer é colocar o paciente sob um 
chuveiro frio ou água gelada. Essa ação da compressa com água fria proporcional alivio da dor, e você 
deve mantê-la por dez minutos. Se depois disso o paciente ainda se queixar de muita dor, repita por mais 
dez minutos. Água fria simples é mais eficiente. Sacos de gelo e água gelada na tem tanta eficácia; 
 
Mesmo que você socorra o paciente 15 ou 20 minutos depois da queimadura, ainda é aconselhável 
utilizar esse processo; 
 
2. Deixe a queimadura livre sem nada por cima, nem roupas. Se ainda houver algum objeto na área, 
como anéis, braceletes, pulseiras, remova-os cuidadosamente antes que a inchação crie mais problemas. 
Arranje algum tecido o mais limpo possível e cubra toda a área afetada para evitar infecção. Envolva 
firmemente, mas sem apertar. Quando se tratar de um braço ou de uma perna envolve-las numa fronha 
de travesseiro é uma excelente improvisação. Não use cremes ou anti-sépticos. 
 
3. O tratamento contra choque e muita importante. Quando a queimadura é grande e pode haver demora 
transportar o paciente ao hospital, podemos quebrar uma das regras: se ele está consciente e sem ânsias 
de vômito, dê-lhe de beber para compensar o liquido e sais perdidos com o plasma. Prepare água tépida 
com meia colher de sal e um quarto de colher de chá de bicarbonato de sódio para cada ½ litro. Ele deve 
tomar meio copo desse preparado em goles lentos a cada 15 minutos. 
 
Todavia, cuidado médicos são extremamente necessários, já que pode ocorrer risco de vida. 
 
4. Bolhas 
 
Não estoure as bolhas. Se elas se formarem, sua primeira medida é deixa-lo em paz. Mesmo sob 
as roupas. 
 
5. Queimaduras Químicas 
 
Meterias cáusticos na pele devem ser levados imediatamente com água corrente e esfregados com 
força, até que você tenha certeza de que não há resíduos na pele. 
 
MUITO IMPORTANTE: Cuidado ao esfregar, pois podem gerar lesões secundarias. Ao lava-los tenha 
cuidado para não comprometer outras área do corpo. 
 
PRODUTOS QUIMICOS NO OLHO. Este fato apresenta um problema diferente, no qual o 
paciente a manter suas pálpebras fortemente cerradiças. Elas devem ser abertas delicadamente para que 
a água se espalhe sobre o globo ocular e por baixo o das pálpebras. Deite-o de maneira que essa 
 
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lavagem não atinja o olho são ou resto da face. Água corrente não pode causar danos ao olho: 20 
minutos com esse tipo de ação podem salvar de cegueira permanente. 
 
Queimaduras 
 
Queimaduras é qualquer lesão provoca no organismo por ação do calor. Provoca queimadura o 
contato direto com: 
 
- Chamas, brasa ou fogo; 
- Vapores quentes; 
- Liquido fervente; 
- Sólidos superaquecidos ou incandescentes. 
 
 
Também causam queimaduras 
 
• Substancia química (ácido, soda cáustica, fenol, nafta, etc.); 
• Substancia radioativos; 
• Radiação infravermelha e ultravioleta (em aparelho, laboratórios ou devido ao excesso de raios 
solares); 
• Eletricidade; 
• Baixas temperaturas. 
 
Queimaduras Externas 
 
Classificam-se em: 
 
• SUPERFICIAIS: Atingem a primeira camada da pele (1º grau) 
• PROFUNDAS: Destroem totalmente a pele (2º e 3º) 
 
Tratamento 
 
A - Queimaduras Superficiais: 
 
• Tratamento com se fosse um ferimento leve. 
• Lave e mantenha a área queimada sob água corrente para resfriamento. 
• Não coloque pomadas, creme dental, etc. 
 
B - Queimaduras Profundas: 
 
• Não fure as bolhas. 
• Não arranje, nem solte roupas colocadas á queimadura. 
• Quando necessário, recorte as roupas em volta da ferida. 
• Ofereça liquido quando o acidentado estiver consciente. 
• Encaminhe a vitima para atendimento médico. 
 
Quando maior a área da pele queimada, mais grave é o caso. 
 
O tratamento tem por objetivo; 
Prevenir estado de choque. 
 
• Controlar a dor. 
• Evitar contaminação. 
 
C - Queimadura por agentes químicos 
 
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• Lave a área atingida com bastante água. 
• Aplique jatos de água enquanto retira as roupas do acidentado. 
• Proceda como as queimaduras superficiais, prevenindo o choque e a dor. 
 
NÃO aplique ungüentos, graxas, bicarbonato de sódio ou outras substâncias em queimaduras 
externas. 
NÃO retirar corpos estranhos ou graxos das lesões. 
 
 
Queimaduras nos olhos 
 
Podem ser produzidas por substancias irritantes: 
Ácidos, álcalis, água quente, vapor, cinzas quentes, pó explosivo, metal fundido, chama direta. 
 
Tratamento 
 
• Lave os olhos da vitima durante vários minutos, se possível, com soro fisiológico. 
• Tampe o olho atingido com gaze ou pano limpo. 
• Leve a vitima ao médico o mais rápido possível. 
 
XV - HEMORRAGIAS 
 
O sangue em qualquer ferimento tende a coagular, formando um que fecha os vasos. Entretanto, 
para que isso aconteça, hemorragia tem que ser contida ou suficientemente diminuída para que esse 
coágulo seja eliminado a cada momento em que tenta se foram. As hemorragias simples, leves, são 
contidas se a área é tratada como um ferimento; com uma bandagem firmemente aplicada. 
Entretanto, quando a hemorragia é mais intensa, a situação se torna urgente, e a atenção 
quando á limpeza ou esterilização deve ceder lugar á rapidez. 
 
REGRAS GERAIS 
 
 
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1. Imediatamente use a sua mão com luvas (nunca colocar a mão diretamente na ferida.). Seja para 
pressionar a área do ferimento, seja para aperta as bordas da ferida com o polegar e o indicador. Essa 
pressão deve ser mantida por, no mínimo dez minutos. 
 
2. Nesse meio tempo, deite o paciente. Sempre que possível, mantenha a área da hemorragia, porque 
isso ajuda há diminuir um pouco o sangramento. Mas tenha cuidado em não movimente essa parte se 
houver uma fratura. 
 
3. O mais depressa possível, substitua a pressão manual pela de uma compressa firmemente presa por 
uma bandagem. Se por alguma motivo as bandagem comuns não fáceis de se achar, use o que estiver á 
mão: meias, lenços, gravatas, cintos, meias de seda. Nunca deixe o ferimento sem estai pressionado. Se 
você estiver sozinho com o paciente, talvez seja preciso manter a mão sobre a ferida, enquanto com a 
outra procurealcançar algo que seja útil para a ação imediata. 
 
4. Observe a compressa colocada sobre o ferimento cuidadosamente. Se notar que o sangue continua a 
fluir, não a remova, mas sim aplique mais pressão sobre o ferimento, através de outra compressa. Em 
casos excepcionais e difíceis, isso pode ser feito sucessivas vezes até que compressa fique bem 
volumosa. Um controle de hemorragia geralmente será conseguida como o tempo. 
 
Hemorragia do Couro Cabeludo 
 
As fibras elásticas no couro cabeludo tendem a largar ferimento e, portanto, a hemorragia 
sempre é grande. Além do mais em ferimentos nessa área, o sangue provém de uma rede de vasos, de 
modo que uma pressão só num local pode não deter o sangramento. Nesse caso, uma compressa 
circular ao redor do ferimento, presa com firmeza, pode obter mais sucesso. 
 
Ferimento no ouvido, nariz ou ao redor do olho 
 
Um golpe na cabeça pode transmitir sua força através dos ossos do crânio, causando um fratura 
em sua base. Isso pode causar hemorragia nasal, hemorragia pelo ouvido ou equimoses a redor do olho. 
 
Proceda nesses tipos de hemorragia com muita cautela, e procure auxilio médico o mais 
depressa possível. 
 
OUVIDO – O volume de sangue perdido não é perigoso por si só, mas pode ter ocorrido uma 
fratura na base do crânio, e, neste caso, foi aberto um caminho para que as bactérias entrem pelo o 
ouvido até a capacidade craniana e possam vir infectar o cérebro. 
NÃO ponha tampões no ouvido, isso ajudara o sangue acumular e coagular no canal, formando 
um nutriente, onde as bactérias poderiam se multiplicar mais rapidamente. Ao invés, disso, deixe o 
sangue fluir, deitando o paciente do lado sangramento. Cubra levemente o ouvido inteiro com uma 
compressa, que protegerá a saída do sangue. 
NARIZ – Se a hemorragia vem depois de um golpe na cabeça considere a possibilidade de uma 
fratura na base do crânio. Se vem depois de um golpe no nariz pode estar fraturado necessitando de 
tratamento, mas em geral o sangue tende a parar logo. A maioria dos sangramentos nasais acontece 
quando um vaso dentro da narina se rompe por estar dilatado em virtude de uma inflamação, devido à 
hipertensão arterial ou ação de traumatismo causado pelo dedo dentro da narina. Coloque o paciente 
sentado e faça com que ele aperte a parte macia da narina entre polegar e o indicador por 10 minuto, 
sem largá-la, respirando pela boca. Um pouco de sangue pode ter escorrido para a garganta mas não 
fará mal e será expelido. 
Se isso não funcionar, tente uma segunda vez, por mais 10 (dez) minutos. Peça ao paciente para 
não inspirar forte ou assuar o nariz, pois poderá interromper a coagulação. Caso a hemorragia persista, 
deve-se tamponar o sangramento, introduzindo uma gaze, esterilização, enrolada em “foram de charuto” 
em ambas as narinas com a ponta de fora para melhor ser retirada. Além disso, colocam-se compressas 
com gelo na nuca. 
 
 
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Hemorragia após extração de dentes 
 
Uma hemorragia muito forte pode começar poucas horas após uma extração de dentre. Mande o 
paciente sentar-se da mesma maneira que para o tratamento de hemorragia nasal. Faça-o morder um 
pedaço grosso de gaze. A gaze deve ser grande, pois, à medida que fica única, diminui de tamanho. Essa 
pressão de mordida deve ser mantida por pelo menos 10 minutos, enquanto o paciente apóia fortemente 
o queixo na mão em concha, com o cotovelo apoiado na mesa. 
 
Hemorragia por ferida na língua 
 
O acidentado põe a língua para fora e aperte machucando com um lenço, entre o polegar e o 
indicador, por 10 minutos. 
 
Hemorragia por corte na palma da mão 
 
O paciente deve envolver firmemente a palma da mão com compressa. A mão inteira é envolvida 
em bandagem, sendo mantido fechado, como o polegar fora das bandagens. 
 
Hemorragia dos pulmões 
 
O sangue pode ser expelido através de um simples esforço, como uma tosse forte. Esse fato não 
deve ser ignorado, porque pose ter uma causa mais séria. 
Hemorragia maiores e mais alarmantes se mostram com um sangue vermelho brilhante que 
pode ser espumoso, porque está misturado com o ar. O assunto é extremamente urgente: coloque o 
paciente em descanso e procure auxilio médico imediatamente. 
Nestes casos as pessoas que apresentam um sangramento vermelho muito forte deve 
permanecer sentada, nunca deitada. 
 
Hemorragia estomacal (gástrica) 
 
Pode surgir por causa da irritação da parede do estômago por certas drogas (como aspirina), ou 
por úlcera ou tumor. 
 
Hemorragia 
 
Com a perca de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo, veia ou arterial. 
Toda hemorragia deve ser contida imediatamente. 
A hemorragia interna, não controlada, pode causar morte no período de 3 a 5 minutos. 
 
NÃO PERCA TEMPO! PARE A HEMORRAGIA 
 
Use uma compressa limpa e seca: 
- Gaze 
- Pano 
- Lenço limpo 
 
• Coloque a compressa sobre o ferimento. 
 
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• Pressione com firmeza. 
• Use atadura, tira de pano, gravata ou outro recurso que tenha à mão para amarrar a compressa 
e mantê-la bem firme no lugar. 
• Caso fortemente com o dedo ou a mão de encontro ao osso nos onde a veia ou a arterial é mais 
fácil de ser encontrada. 
• Observar a ilustração. 
 
 
 
 
ATENÇÃO!!! 
 
Desaperte gradualmente o torniquete a cada 10 ou 15 minutos. Se a hemorragia não voltar, 
deixe o torniquete frouxo no lugar, de modo que ela possa ser reapertado em caso de necessidade. 
 
 
 
 
Suspeita de hemorragia interna 
 
A hemorragia interna é resultado de um ferimento profundo com, lesão de órgão interno. O 
sangue não aparece, mas a pessoa apresenta: 
 
- Pulso fraco 
Em caso de hemorragia interna em braços e pernas, aplique 
um torniquete. 
 
Os torniquetes são usados para controlar a 
hemorragia, quando o acidentado teve braço ou perna 
mutilados, esmagados ou dilacerados. 
 
 
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- Pele fria 
- Suores abundantes 
- Palidez intensa 
- Sede 
- Tonturas 
 
Além disso, pode estar inconsciente (estado de choque) 
 
O que fazer? 
 
- Mantenha a vitima deitada (a cabeça mais baixa que o corpo). Quando houver suspeita de fratura do 
crânio ou de derrame cerebral, a cabeça deve ser mantida elevada. 
 
- Aplique compressas frias ou saco com gelo no ponto atingido. 
 
Hemorragia Nasal 
 
- Ponha o paciente sentado, com a cabeça voltada para frente. Aperte-lhe a narina durante 10 minutos. 
- Caso a hemorragia não ceda, coloque um tampão de gaze dentro da narina e um pano ou toalha fria 
sobre o nariz. Se possível, use um saco com gelo. 
- Se a hemorragia continuar, o socorro médico é necessário. 
 
XVI - FRATURAS 
 
Existem dois tipos de fraturas: cobertas e expostas. 
Deve-se desconfiar de fratura coberta sempre que a parte suspeita não aparência ou função 
normais ou quanto haja dor no lugar atingido, incapacidade de mover o membro, posição anormal do 
mesmo ou, ainda, sensação de atrito no local. Se for fratura exposta, além dos sintomas assinalados, há 
o aparecimento do osso. 
A primeira medida a ser tomada diante de uma situação onde a vitima apresenta sintomas de 
fratura (exposta ou não) é a imobilização provisória do membro atingido e depois chamar urgente um 
médico. 
 
Fraturas Cobertas 
 
Quando o osso rompido permanece no interior do membro, sem causar perfuração na pele. 
Porém, deve-se tomar cuidado se houver obrigação de remoção. O simples deslocamento dos 
fragmentos do osso pode rasgar algum vaso sanguíneo, músculo ou nervo da região. 
Ponha o membro acidentado numa posição confortável. Imobilize a fratura pondo talas que 
deverão ter comprimento suficiente para ultrapassar as juntas acima e baixa. Qualquer material rígido 
pode ser empregado como tala. 
 
Fraturas Expostas 
 
1. Coloque uma ou qualquer outra pano limpo no local; 
2. Fixe com firmeza o curativo no lugar, utilizando uma bandagem (cinto, gravata ou tira de pano); 
3. Aplique talas usadas o mesmo o nome métodos das fraturas fechadas, sem tentar fazer o osso voltar 
ao lugar normal; 
4. Em caso de hemorragiagrave chame um médico; 
 
O aspecto importante a respeito de fraturas é saber onde elas se verificaram, ou seja, quando o 
paciente recebeu um golpe numa próxima a um osso (praticamente, qualquer área do corpo, excedo o 
abdome). 
Algumas fraturas podem ser graves e, ao mesmo tempo, não mostrar muita deformidade ou 
deficiência, ou, ainda, causar pouca dor. Outras podem não ter ocorrido exatamente no ponto onde se 
 
Programa de Saúde 
 
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verificou o golpe. Uma queda sobre a mão estendida pode causar um movimento muito forte no braço, 
causando fratura de clavículas, perto do ombro. Uma pessoa que cai pode fazê-lo de modo pesado e 
fratura não o tornozelo, mas o fêmur, perto do quadril. Isso é particularmente comum em pessoas mais 
velhas. 
 
Socorro Imediato 
 
As regras são extremamente diretas: 
 
1. Advirta o paciente para não se mover, e peça que os circunstancia não o movam. A tendência geral de 
pessoas solicitadas, mas mal informadas, é a de tentar erguer pessoas acidentadas. 
2. Estanque qualquer hemorragia grave; 
3. Cubra qualquer ferida imediatamente, mas tenha cuidado para não mover a parte fraturada. Mesmo 
uma compressão simples é improvisada é importante para reduzir os riscos de infecção por bactérias; 
Pode ser que até então você não tenha feito nada em relação à fratura em si, mas na verdade já 
conseguiu muito: protegeu o paciente contra infecção; 
E, através da imobilização, assegurou que os ossos não tenham sua situação piore, causando problemas 
inclusive aos tecidos ao redor deles; 
4. Imobilize a fratura. Se, no entanto, você já está aguardando serviços médicos especializado, é 
conveniente parar por aí e deixar o restante aos especialistas. A imobilização é feita através de talas. Em 
alguns casos você pode improvisar uma tala com pedaços de madeira. Uma boa tala para imobilizar 
antebraço, cotovelo e pulso podem ser feitos de uma revista ou jornais grossos, bem enrolado e depois 
fixado com bandagens. Entretanto, a melhor tala é o próprio corpo do paciente. Exemplo: perna são 
contra fratura, parede torácica contra braço machucado. 
 
Princípios de Imobilização 
 
Se você puder evitar, não mova a parte machucada. Uma maneira correta na imobilização de 
fraturas é estabilizar não apenas o local da fratura, mas também as articulações próximas. Ponha o lado 
são (por exemplo, a outra perna) como ao longo da perna ferida. Entre essas duas partes coloque 
compressa (toalhas dobradas, lençóis dobrados) para preencher os espaços vazios e evitar que bata uma 
a outra. Assegure-se, portanto, que a parte sadia esteja firmemente presa à contundida, por meio de 
bandagem. Evite passar a bandagem sobre o local onde você imagina que esteja a fratura e amarre as 
bandagens na perna sadia. 
 
Fratura de Mandíbula 
 
Dê primeiramente atenção ao problema do paciente, que pode não conseguir falar ou a engolir 
porque sua boca está cheia de sangue ou saliva. A língua do paciente pode ter recusado e estar 
obstruindo a passagem de ar se a fratura foi grave. Nesse caso, mantenha a mandíbula segura, com os 
dedos em concha sobre os dentes. Se houver a necessidade de respiração artificial ela deve ser 
ministrada por alguém equipado e treinada no uso de máscara de oxigênio e método de ressuscitação. O 
método boca-a-boca não é indicado aqui. 
Limpe a boca do paciente delicadamente. Mantenha a mandíbula firme, com a mão, e incline o 
paciente para a drenagem se secreções. 
 
Fratura de Clavícula 
 
O paciente sente dores no ombro e segurará o cotovelo do braço machucado para diminuir a 
tensão do braço em relação ao osso quebrado. Mantenha essa posição até providenciar uma tipóia. 
A tipóia é feita de um tecido triangular (como um comprimento de aproximadamente 1,5 m), e 
pode ser improvisada com cachecóis ou toalhas. 
Na falta dessas, a improvisação pode ser feita utilizando-se a manga ou a parte inferior, dobrada, 
de uma jaqueta. 
 
 
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Fratura de Costela 
 
Em casos simples a fratura de costela causa respiração dolorosa, não muito grave, e essa fratura 
tende a melhorar facilmente. Não há necessidade de um conjunto especial de primeiros socorros, exceto 
que por vezes o paciente sente alivio da dor colocando o braço do lado afetado numa tipóia. Entretanto, 
deve-se consultar um médico. 
 
Fratura de Membros Superiores 
 
Se o cotovelo não está dolorido – Aplique compressas espessas na axila e o braço numa tipóia, 
preferencial triangular. 
Se o cotovelo está dolorido – Existe grande probabilidade de fraturas dos ossos da articulação ou 
luxação da mesma. Mantenha o braço junto com o corpo, firme, preso por ataduras da forma que você 
encontrou. Mobilize esse membro o mínimo passível 
 
Fraturas de Pelve 
 
Deixe o paciente deitado de costas, na posição em que se sinta ma is confortável. Se ele desejar 
dobrar os joelhos, relaxando assim a tensão dos músculos nos ossos fraturados, deixe-o fazer, e apóie 
sues joelhos nos travesseiros ou coberturas enrolados. 
Se a pessoa precisa ser transportada numa longa ou de trajeto difícil, deve ser imobilizada com 
duas bandagens firmemente colocadas ao redor da pelve, acolchoadas ou compressas espessas entre as 
pernas, bandagens ao redor dos tornozelos e ao redor dos joelhos. 
Tome muito cuidado, já que uma pelve fraturada pode ser acompanhada de danos internos 
graves, como, por exemplo, uma fratura do fêmur ou da espinha. 
 
Fraturas na Perna e na Coxa 
 
1. Coloque a perna junto da fratura; 
2. Coloque compressas ou um acolchoamento entre as pernas; 
3. Amarre uma bandagem ao redor dos tornozelos, em forma de oito; 
4 .Amarre os joelhos juntos; 
5. Ponha atadura logo abaixo do lugar da fratura; 
6. Ponha uma atadura ao redor das coxas. 
 
Fraturas do Pé 
 
Cuidadosa e gentilmente, remova o sapato e a meia do paciente; envolva o pé inteiro num 
travesseiro ou num coberto dobrado, amarrando-o com ataduras como se fosse uma tala. Mantenha a 
perna elevada. Em travesseiro ou cobertura dobradas, para reduzir a inchação. 
 
Fratura da Espinha (Coluna Vertebral) 
 
A suspeita de uma fratura da espinha é um traumatismo muito grave. Os ossos em forma de anel 
da coluna vertebral estão ao redor da medula espinhal. Se um fragmento desse osso se mover contra ou 
para dentro da medula, poderá causar paralisia permanente ou perda de sensibilidade em alguma parte 
do corpo, por vezes em áreas muitas extensas. Esse problema pode não acontecer no momento da 
fratura em si, mas pode vir a ocorrer durante o transporte incorreto do acidentado. 
Pode-se suspeitar de uma vértebra fraturada após alguma queda violenta ou golpe seguida de 
dor no pescoço ou nas costas. Diga logo ao paciente para não se levantar, mas para permanecer deitado. 
Assegure-se de que os circunstantes não irão tentar movê-lo: é essencial aguardar a chagada de pessoa 
pessoal especializada para transportá-lo em maca. 
Enquanto espera, cubra-o com cobertores ou casacos, para mantê-lo aquecido. 
Os mecanismo da espinha são tais que qualquer inclinação para a frente ou o ato de se dobrar 
pode desviar um pedaço de osso quebrado contra a medula. Quanto é necessário colocar o paciente em 
 
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uma maca, os especialistas devem amarrar suas pernas juntas e efetuar um trabalho de transporte de 
rotina, que assim é transportada na exata posição em que se deitou. 
A cabeça de um acidentado inconsciente não deve ser puxada. Mantenha cabeça e pescoço em 
linha com o eixo do corpo. Não mexa na coluna dorsal e evite puxar ou troce-la. Para garantir a frente, 
enquanto mantém o pescoço numa posição estável. Aguarde as extremidades da mandíbula da vitima 
com ambas as mão, uma de cada lado, e mova a mandíbula para frente. Isso trata a base da língua para 
a frente,afastando-a e garantindo a passagem do ar. 
Você sabe que é sempre necessário tirar o paciente de uma situação perigosa imediatamente 
(fogo, sorteamento, imersão em água). Se possível, consiga três ou quatro auxiliares que ajudarão a 
transportar a pessoade um jeito que não cause torção no corpo ou na cabeça. Um dos auxiliares o levará 
apoiando a cabeça dele nas mãos, com os dedos na direção dos ombros. Levantem-no todos juntos, a 
um só tempo, obedecendo a um sinal combinado. Carreguem-no na menor distancia possível compatível 
com a segurança, e coloquem-no numa superfície firme, ainda na mesma posição. 
 
XVII – TORÇÕES 
 
Uma articulação que sofre uma entorse tem suas fibras e ligamentos supertensionados e 
parcialmente distendidos por um movimente súbito forçado, como o deslocamento interno de um 
tornozelo. 
Uma compressa fria ou um saco de gelo são muito úteis se aplicados imediatamente, pois 
ajudam a diminuir a dor e a inchação. Ensope um tecido grosso 9toalha pequena dobrada ou lenço 
grande)em água fria, esprema-o até que ligeiramente úmido. Aplique a compressa na área afetada, 
mantendo-a fixa com um material que abafe o local. Mantenha essa articulação mais elevada. Depois de 
20 minutos, a compressa pode ser retirada, e passa-se ao estagio seguinte. 
 
Imobilização 
 
Algodão absorve ou compressas grossas aplicadas ao redor e enroladas com bandagens firmes 
(usa-se bandagem elástica, aqui), ou então, você pode aplicar uma compressa feita de material espesso, 
cilíndrico, enrolado, firmemente fixado à articulação. 
Tenha cuidado para não aperta muito forte, para que a circulação sanguínea não fique 
prejudicada. Esse risco é maior na parte anterior do cotovelo e na área posterior do joelho, onde os vasos 
correm juntos à superfície. Advirta o acidentado para relaxar a bandagem se a parte do corpo que ela 
envolve se torna fria, dormente ou inchada. 
Uma torção grave pode ser difícil de se distinguir de uma fratura. Se houver duvidas, trate-a 
como uma fratura. 
Em alguns casos mais complicados, a lesão ligamentar pode mais difícil de curar do que uma 
fratura. 
 
XVIII - LUXAÇÔES 
 
O aspecto de uma luxação é muito parecido com o de uma fratura. Como primeiros socorros não 
pensem em fazer um diagnostico exato. Trate como se fosse uma fratura. Em alguns casos as luxações 
não acontecem sozinhas; são acompanhadas de alguma fratura da articulação afetada. 
Na luxação as superfícies articulares deixam de se tocar de forma permanente. Os principais 
sinais e sintomas de luxação são: dor, deformação no nível da articulação, impossibilidade de 
movimentação, impossibilidade de movimentação e hematoma. È comum ocorre ao mesmo tempo uma 
fratura. 
 
O socorrista deve imobilizar a articulação lixada sem tentar colocá-lo no lugar – e procurar 
socorro médico. 
Muitas vezes não é fácil identificar uma fratura. Quando ocorrer um acidente, após prestar os 
primeiros socorros, encaminhe a vitima ao médico, que pode pedir uma radiografia para confirmar o 
diagnostico. 
Não se deve fazer aplicação quente nem massagem no lugar afetado. 
 
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Lesões na Coluna (Espinhal) 
 
A vitima com lesões na coluna, geralmente apresenta insensibilidade e dificuldade em 
movimento os membros. 
 
O que fazer: 
 
• Não toque e não deixe ninguém tocar na vitima. 
• Não vire a pessoa com suspeita de fratura e coluna. 
• Observar atentamente a respiração e o pulso. Esteja pronto para iniciar as manobras de 
ressuscitação. 
 
Ao transportar a vitima, tome os seguintes cuidados: 
 
Use sempre maca. Na sua falta, use um tábua, bagagito ou próprio assento do banco de algum 
veiculo ou qualquer objeto plano rígido. 
Remova a vitima para a maca, adotando-se o método de três pessoas, conforme ilustrado. 
Carregue-a mantendo o seu corpo reto. A cabeça, o ombro, a bacia e as pernas deverão ficar apoiadas 
nos braços dos socorristas. 
Use lençóis ou travesseiros no apoio do pescoço e das costas. 
 
 
 
 
 
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Lesões de ossos, articulações e músculo 
 
A - Fratura 
 
Fratura é o rompimento total ou parcial de qualquer osso. 
 
Existem dois tipos de fraturas: 
 
Fechada: o osso se quebrar, mas a pele não foi perfurada 
Exposta: o osso está quebrado e a pele rompida. 
 
Sinais e sintomas 
- Dor intensa 
- Impossibilidade de movimento a região afetada. 
 
O que fazer 
 
• Imobilizar o local da fratura e também as articulações próximas, acima e abaixo do local. 
• Para imobilizar, recorra a talas de papelão, cabos de vassouras, bengalas, galhos de árvores. 
• As talhas deverão ter o comprimento suficiente para ultrapassar as ataduras, no mínimo em 
quatro pontos: 
- Abaixo da articulação e abaixo da fratura. 
- Acima da articulação e acima da fratura. 
 
B - Contusões e Distensões 
 
Contusões e distensões são lesões provocadas por bancada ou torção sem ferimentos externos. 
Quando o local da contusão fica arroxeado, é sinal de que houve hemorragia ou derrame por 
baixo da pele. O acidentado sente dor, e o local fica inchado. 
 
O que fazer: 
 
• Imobilize e deixe a parte afetada em repouso. 
• A partir do segundo dia, use compressas de água quente para apressar a cura. 
 
Se a contusão for grave, consulte um médico. 
 
Entorse é a torção de uma junta ou articulação, com ruptura parcial ou total dos ligamentos. 
 
O que fazer: 
 
• Trate como se houvesse fratura. 
• Imobilize a parte afetada. 
• Aplique gelo e compressas frias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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C-Luxação 
Luxação é o deslocamento de um ou mais ossos da posição anormal que ocupa na articulação. 
 
A pessoa apresenta dor, deformação e inchaço no local. Toda vez que os ossos de uma junta 
saírem do lugar, procedam como no caso de fraturas fechadas. 
 
 
O que fazer: 
 
• Imobilize como nos casos de fratura. 
• Não faça massagens no local lesado. 
• Procure auxilio médico. 
 
 
 
 
 
 
 
XIX – ESTADO DE CHOQUE 
 
O estado de choque se caracteriza pela deficiência de circulação e oxigenação adequadas aos 
tecidos do corpo, que ocorre pôr diminuição de volume sangue ou pôr deficiência do sistema 
cardiovascular . Isso põe em risco a vida do individuo. Pôr que ele aconteceu? 
O sangue é responsável pelo transporte de oxigênio para as diversas partes do organismo, 
inclusive para o cérebro e o coração. O oxigênio é essencial para cada uma dessas partes. Se houver 
diminuição na quantidade de sangue transportado ocorrerá, também, uma diminuição no fornecimento de 
oxigênio e, conseqüente risco de vida. 
As principais ocorrências Que podem provocar estado de choque são: hemorragias graves, 
queimadura graves, choques elétricos, ataque cardíaco, dor intensa de qualquer origem, infecção grave e 
envenenamento pôr produtos químicos. 
 
Sinais e Sintomas 
 
• Pulso rápido fraco, pôr vezes difícil de palpar; 
• Pele fria e úmida; 
• Suor abundante; 
• Palidez e extremidades descoradas; 
• Sede; 
• Extremidades frias; 
• Ansiedade e agitação; 
• Náuseas e vômitos; 
• Tremores e frio; 
• Respiração curta, rápida e irregular; 
• Tontura; 
• Queda da pressão arterial; 
 
O estado de choque manifesta-se de diferentes formas. A vitima pode apresentar diversos sinais e 
sintomas ou apenas alguns deles, dependente da intensidade com que ocorre em cada caso. Assim, o 
quadro clínico do choque é praticamente o mesmo, independentemente da causa que o desencadeou. 
 
 
 
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Em certos casos, ao prestar os primeiros socorros, já se estar eliminado a causa do estado de 
choque. 
 
Primeiros Socorros na Região Afetada: 
 
A primeira atitude do socorrista é tentar acalmar a vitima que esteja consciente. Deite-a de costas, 
com as pernas elevadas e viradas para um lado. Manter a cabeça virada para um lado evita, em caso de 
vomito que a vitima o aspire e se asfixie. Essa manobra só não deve ser realizada se houver suspeita de 
lesão de coluna cervical. 
Para manter as pernas elevadas, improvise algum material e coloque-o embaixo dos membros 
inferiores, exceto se houver suspeita de fratura do tórax ou do crânio. Neste caso, a cabeça deverá ficar 
mais elevada que o corpo. 
Afrouxe as roupas da vitima: gravata, cinto, colarinho, etc. para facilitar a respiração ea circulação. 
Retire da boca dentadura, alimentos ou secreções e procure aquecer a vitima utilizando cobertores, 
toalhas, roupas e até jornais. Porém, tome cuidado para não abafá-la. Caso a vitima esteja consciente e 
com sede, é bom dar-lhe um pouco de liquido. Mas atenção, jamais bebida alcoólica. 
 
Após prestar os primeiros socorros, providente assistência médica com urgência: é importante não 
esquecer que este é apenas um atendimento provisório. 
 
Desmaio, estado de choque 
 
Desmaio 
 
É a perda temporária e repentina de consciência, provocada em geral por emoções súbitas, 
fadiga, fome, nervosismo. 
 
O que fazer: 
 
• Deite a pessoa de costas e levante suas pernas. 
• Afrouxe-lhe as roupas. 
• Mantenha ambiente arejado. 
• Aplique-lhe panos frios no rosto e na tesa. 
• Se o desmaio dura mais de um ou dois minutos, agasalhe o 
paciente e procure um médico. 
 
Estado de choque 
 
É o estado de depressão de vários órgãos do organismo devido a uma falha circulatória, 
podendo levar a morte. 
 
O que fazer 
 
• Controle ou evitar a causa do estado de choque. 
• Conserve a vitima deitada. 
• Afrouxe-lhe a roupa. 
• Retire da boca secreções, dentadura ou qualquer objeto. 
• Inicie a massagem cardíaca externa se houver ausência de pulso e dilatação pulpilar. 
• Vire a cabeça da vítima para o lado, caso haja vômitos. 
• Mantenha a cabeça da vítima sempre mais baixa que o corpo. 
 
ATENÇÃO!!! 
NÃO dê líquidos a pessoa inconsciente ou semiconsciente. 
NÃO dê líquidos, caso suspeite de lesão abdominal. 
NÃO dê bebidas alcoólicas. 
 
 
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XX – CHOQUE ELÉTRICO 
 
Quando o paciente estiver em contato com a eletricidade – Não o toque, pois poderá receber 
uma descarga elétrica ou mesmo se eletrocutado. Desligue a tomada imediatamente. Se não for possível, 
puxe a tomada pelo fio ou desligue a chave de luz do ambiente. Se também for impossível, use algum 
material seco não-condutor de eletricidade para empurrar a vítima ou tira-la do contato. 
Nunca use objetos de metal, preferindo um pedaço de madeira, uma almofada, um casaco, uma 
cadeira, uma vassoura, sempre secos. 
Você pode encontrar dificuldades e precisará usar força se o paciente estiver segurando algum 
objeto ligado em corrente alternada. 
Esse tipo de corrente coloca os músculos na marca de queimadura externa podendo ser sinal de 
danos externos consideráveis. 
 
ADVERTÊNCIA: 
1. Quando se tratar de alta voltagem (indústria, casas de forças, torres de alta tensão) não tente o 
salvamento! A eletricidade pode propagar e atingir o primeiro socorrista. Mantenha-se a distância, a pelo 
menos 20 metros. Tudo o que poder fazer é notificar imediatamente as autoridades. Nenhum socorro será 
possível até que a força tenha sido cotada. De qualquer maneira, as chances de sobrevivência são muito 
reduzidas. 
 
2. Quando a vitima estiver fora de contato elétrico – Ela poderá, então, ser tocada seguramente. Isso se 
aplica também aos que tenham sido atingidos por raios. 
 
A corrente elétrica pode ter: 
 
� Atirado longe ou feito a vitima desmaiar; 
� Queimado profundamente danificado vasos sanguíneo; 
� Feito parar respiração e os batimentos cardíacos, por sua ação sobre o sistema nervoso no 
cérebro. 
Você pode ser obrigado a iniciar a ressuscitação imediatamente. Esteja alerta, para a presença 
de fraturas e ferimento ocasionado pela queda da vitima. Lembre-se de que uma pequena marca de 
queimadura externa pode ser sinal de danos internos consideráveis. 
Mantenha severa vigilância numa pessoa que recebe choque elétrico grave mas perdeu a 
consciência ou se, aparentemente, acabou de recobrá-la. Ela pode entrar em colapso mais tarde. 
Chame Serviço Médico de Emergência e auxilio especializado. Para finalizar, alguns lembretes úteis 
para prevenir acidentes com eletricidade. 
 
� Tenha o máximo de cuidado quando trabalhar perto de rede ou de chaves elétricas 
de alta tensão. 
� Mantenha os equipamentos em condições adequadas de funcionamento. 
� Chame o eletricista sempre que necessário. 
� Nunca improvise em eletricidade; só use material de boa qualidade. 
� Ao trabalhar com eletricidade, use ferramentas apropriadas e material de proteção 
adequadas ou então, observe se a chave geral está desligada. 
� Ligue sempre o fio-terra em todo e qualquer equipamento elétrico, portátil ou fixo. 
� Jamais faça ligações de emergência improvisadas. 
� Não toque em aparelhos elétricos se estiver com os pés ou roupa molhada. 
� Os aparelhos elétricos devem ficar fora do alcance das crianças. 
� Use somente fusíveis recomendados. 
� Ao tocar nos fusíveis, use lanterna ou velas para iluminar. 
� Não empine pipas junto a fios de eletricidade. 
� Jamais mexa em fios elétricos que encontre caído no solo mais ainda preso a rede. 
Para afastá-lo; use material não condutor. 
� Mantenha a instalação elétrica de sua casa em bom estado. 
� Mande revista-la periodicamente por pessoas que entenda do assunto. 
� Tomando esse tipo de cuidados e precauções, você estará impedindo acidentes para 
si mesmo e para seus familiares. 
 
 
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Lembrando que quando uma pessoa sofre uma descarga elétrica, esta passa pelo seu corpo e 
as conseqüências podem ser mais ou menos graves, desde uma queimadura, ate uma parada 
cardiorrespiratória hemorragia e provocados por queda na hora do choque. 
A gravidade de um choque elétrico depende da intensidade da corrente elétrica, resistência e 
voltagem. Os fatores que influencia o aumento o diminuição da intensidade da corrente que passa através 
do corpo são as condições e local do corpo atingido, duração do choque e percurso da corrente atreves 
do corpo. 
 
Choque elétrico 
 
 Coque elétrico é a passagem de corrente elétrica pelo corpo, quando em contato com material 
eletrificado. 
 
O que fazer: 
 
- Interrompa imediatamente o contato da vitima com a corrente elétrica. 
Para isso, utilize material não-condutor bem seco (pedaço de pau, 
cabo de vassoura, borracha, pano grosso), ou desligue a eletricidade. 
 
- Certifique-se de estar pisando em chão seco, se não estiver usando 
botas de borracha. 
- Proteja as áreas da queimadura, como indicamos no item queimadura. 
- Leve a vitima ao médico. 
- Verifique respiração e pulso. Se não sentir nenhum destes, comece a 
reanimar a vitima, pois devido ao choque elétrico pode ocorrer parada 
 cardíaca e respiratória. 
 
 
XXI - PARADA CARDIORESPIRATÓRIA 
 
Parada Respiratória 
 
 O ar fundamental para o ser humano. Sem ele, o homem não consegue sobreviver. Se, por 
qualquer razão, uma pessoa para de respirar diz-se que sofrendo uma parada respiratória ou asfixia. Uma 
foram simples de se sentir os movimentos respiratórios é colocar as mãos sobre a parte superior do tórax 
da vitima. 
 Existem muitas situações em que pessoa pode sofrer uma parada respiratória: afogamento, 
estrangulamento ou sufocação, aspiração excessiva de gases venenosos ou vapores químicos, 
soterramento, presença de corpo estranho na garganta, choque elétrico, parada cardíaca, etc. 
 Os primeiros sinais da parada respiratória são facilmente identificáveis. Ao se deparar com uma 
vitima de acidente deve-se examinar seu peito e tentar desperta-la. Se ela não sofrendo uma parada 
respiratória. Após algum tempo os lábios e as unhas ficarão azuladas. 
 
Sinais de Parada Respiratória 
 
� Inconsciência 
� Peito imóvel 
� Ausência de saída de ar pelas vias aéreas 
� Unhas e lábios azulados 
 
Parada Cardíaca 
 
 Quando acontece a parada respiratória, é preciso estar atento para outra situação que pode 
ocorrer simultaneamente; ou seja, a parada dos batimentos do coração. Esta situação também é 
facilmente identificável pelo socorrista: não se consegue escutar as batidas do coração nem sentir os 
pulsos (femurais ou carotídeos) da vitima. 
 
 
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 As pulsações indicam o ritmo e a força com que o coração esta enviando o sangue para o corpo. 
Em situação normal, elas mantêm sempre o mesmo ritmo e a mesma freqüência. Quandoisso não 
acontece, pode estar havendo algum problema com a circulação do sangue. 
 
Sinais de Parada Cardíaca 
 
� Inconsciência 
� Ausência de pulso (pulsos femurais ou carotídeos) 
� Ausência de escuta de batimento cardíacos 
 
 Se você colocar os dedos indicador e médio sobre o pulso, irá sentir que alguma coisa está 
“batendo lá dentro”. Experimente fazer isso. 
 Outra forma de se verificar as pulsações é procurar senti-las nas artérias principais que passam 
pelo pescoço (as carótidas) ou nas que passam pela virilha (as femurais). 
 
Tratamento da Parada Respiratória 
 
 O primeiro passo é tentar descobrir o que está impedindo a vitima de respirar 
normalmente. 
 
 Uma das causas da parada respiratória pode ser um objeto que esteja obstruindo as vias 
respiratórias e precise ser retirado. Como retirar um objeto estranho? 
 Tente visualizar o objeto. Conseguindo, introduza o dedo indicador na boca da vitima, bem junto 
à parede, para alcançar o objeto por trás assim trazê-lo para fora. 
 Se não conseguir, segure a vitima por trás, coloque sua cabeça para baixo e aplique palmadas 
firmes em suas costas. Se ainda assim não obter resultado, abrace a vitima por trás e com os punhos 
acima do umbigo e abaixo das costelas faça um movimento brusco para cima, comprimindo a parte 
superior do abdomem. Esse movimento irá se refletir nos pulmões e o objeto poderá ser expelido pela 
boca. 
 Se a vitima tiver, vomitado, deve-se passar um pano para limpa sua cavidade oral. Outra causa 
que pode levar à parada respiratória é o posicionamento da cabeça nos casos de mal súbito, pois a língua 
pode obstruir as vias aéreas. Basta colocar a vitima de costa a cabeça inclinada para trás. Se a 
respiração não se restabelecer, deve-se fazer a respiração arterial. Dentro os métodos de respiração 
arterial o mais simples e eficaz é o boca a boca. 
 Se a vitima tiver sofrido traumatismo, com suspeita de lesão da coluna cervical, não se pode 
forças a cabeça para trás, pois essa manobra pose provocar a secção da medula, com lesão irreversível. 
 Suspeita-se de uma fratura cervical quando há formigamento, paralisia ou perda de sensibilidade 
dos ombros, das espontâneas e dor à palpação da coluna, traumatismo grave acima das clavículas e 
inconsciência após trauma. Se houver suspeita de lesão na coluna cervical, para permitir melhor entrada 
de ar, traciona-se a mandíbula para a frente sem dobrar o pescoço. 
 
Respiração Boca a Boca 
 
 O método boca a boca consiste em soprar para dentro dos pulmões da vitima o ar de que ela 
necessita. 
 
 Inicialmente, deite a vitima de costa com os braços estendidos ao longo do corpo. Segure 
corretamente a vitima, levante-lhe o pescoço por meio de um apoio colocado sob os ombros (paletó 
dobrado, toalha enrolada, etc.) e, com uma das mãos apoiada na testa, force a cabeça do socorrido para 
trais, afim de que a língua não obstrua a passagem do ar. 
 Como o polegar e o indicador, feche bem as narinas da vitima. Isso impede o ar de escapar pelo 
nariz durante a operação. 
 O socorrista deve inspirar profundamente e colocar sua boca com firmeza sobre a boca da 
pessoa que está sendo atendida. Sem deixar o ar escapar, sopre para dentro da boca da vitima até notar 
que seu peito está se levantando. 
 Então, afaste a boca e solte as narinas, para que o pulmão se esvazie naturalmente. 
 
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 Se for uma criança, o socorrista pode colocar sua boca sobre a boca e o nariz dela. 
 Essa operação deve ser repetida aproximadamente 15 vezes por minutos, se for um adulto, e 20 
vezes por minutos, se for uma criança. 
 A respiração arterial não deve ser interrompida até que apareçam movimentos respiratórios 
espontâneos ou chegue socorro medico. 
 Se tudo correu bem e a respiração normal foi estabelecida, deve-se tomar outra providencia: 
virar a cabeça da vitima para o lado. Essa posição é indicada para evitar que ela sufoque e que, se 
vomitar, aspire à secreção para os pulmões. Naturalmente, no caso de suspeita de lesão da coluna 
cervical, essa manobra não deve ser realizada. A vitima deve ser virada de lado, com o pescoço 
imobilizado e a cabeça apoiada sobre uma almofada que preserve o alinhamento da coluna cervical com 
a torácica. È importante e rápido restabelecimento da respiração. 
 
O tempo Essencial 
 
 4 minutos: lesão cerebral improvável 
 6 minutos: lesão cerebral possível 
 10 minutos: lesão cerebral muito provável 
 
O tratamento da Parada Cardiorrespiratória 
 
 Em primeiro socorros, as paradas cardiorrespiratórias são consideradas situações-problema cujo 
atendimento mais urgente aconselhável é que o atendimento seja feito por duas pessoas. Enquanto uma 
faz a respiração boca a boca, a outra se encarrega da massagem cardíaca. A cada cinco compressões 
cardíacas deve se feita uma aplicação boca a boca. 
 
 Se o socorrista estiver sozinho, devera iniciar a reanimação fazendo duas respirações 
boca a boca e, em seguida, 15 massagens cardíacas, e assim sucessivamente até a ressuscitação 
ou a chegada de socorro médico. 
 
DOIS SOCORRISTAS: 1 respiração artificial e 5 compressões cardíacas. 
 
UM SOCORRISTA: 2 respirações artificiais e 15 compressões cardíacas. 
 
 Após a reanimação, procure acalmar a vitima. Agasalhe-a deixe-a deitada. Continue a observar 
sua respiração e batimentos cardíacos, mesmo quando ela estiver sendo transportada para pronto-
socorro. 
 
Ataques Respiratórios 
 
 As crianças abaixo de um ano, com força física limitada, podem usar um jogo psicológico 
apresentado como sintoma físico quando se sentem frustrado e impedidos pelos adultos de fazerem 
alguma coisa. Ela prende a respiração e, consiste o inconscientemente, aproveitamento das atenções que 
então são dispensadas. 
 Ela interrompe o choro e forçam u ma expiração, ficando com face cada vez mais azulada, até 
que perdem a consciência e caem. Isto é um acesso de zanga: demonstrações de ansiedade ou punições 
dos adultos só servem para esse tipo de comportamento. 
 O ataque pode ser interrompido se o adulto se mostrar alheio a este procedimento, ou se fizer 
alguma coisa que desperte o interesse e a atenção da criança. Nem todos os pais podem, de repente, 
chegar pero da criança e cantar (o que seria um excelente remédio), mas voltar-se para ela e pular 
ruidosamente, batendo palmas ou batendo uma porta, pode ser recurso efetivo. Ela vai parar a zanga só 
para ver o que está acontecendo. 
 A seguir, dirija-se a ela num tom amigável e distrai sua atenção descobrindo alguma coisa 
agradável para ocupar sua mente. 
 Mas não dos deixe que ela volte à zanga anterior. 
 
 
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Parada Cardíaca e Respiratória 
 
 È a parada dos batimentos do coração e da respiração. 
 
 Para saber se o paciente teve uma parada cardíaca, 
sinta a pulsação nos punhos, na região do pescoço (carótida) 
 ou na virilha (femural). Veja a ilustração. 
 Aparada respiratória leva à morte num período de 3 a 
 5 minutos. 
 
O Paciente Apresenta 
 
• Ausência de movimentos respiratórios (está completamente imóvel) 
• Unhas e lábios roxos 
• Ausência de pulso e batimentos cardíacos 
• Pupilas dilatadas 
 
ATENÇÃO!!! 
 
 Quando você fizer umas massagens cardíacas externas, use exatamente a parte da mão 
pontilhada na ilustração. Com ela que você deverá pressionar a metade inferior do osso que fica na frente 
e no centro do tórax (o esterno). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que fazer: 
 
• Deite a vitima de cabeça para cima, sobre uma superfície plana. 
• Levante o queixo do paciente e posicione sua cabeça de foram de pescoço, forçando-o para 
cima. 
• Retire objetos que possam impedir a entrada de ar pela boca (dentadura e pontes) 
• Se não houver respostas (respiração espontânea), inicie respiração feche as narinas da vitima 
com o polegar e o indicador para não de ar. Sopre até encher de ar o peito do paciente. 
• Faça massagem cardíaca. 
 
Massagem cardíaca 
 
• Coloque as mãos espalmadas, uma sobre a outra em cima do peito do individuo. 
• Pressione energicamenteo tórax da vitima. Para isso, coloque o peso do sue próprio corpo 
sobre as suas mãos. 
• Faça esses movimentos 70 a 80 vezes por minuto. Veja a ilustração. Podem ser feita ao mesmo 
tempo, por dois indivíduos, massagem cardíaca e respiração. 
• A força a ser aplicada depende da estrutura física da vitima. 
 
Uma só pessoa para dar socorro 
 
 Aplique a massagem intercalada à respiração boca a boca. Para cada 10 massagens cardíacas, 
soprar duas vezes na boca do paciente, enchendo-lhe os pulmões de ar. 
 
Duas pessoas a prestarem o socorro 
 
 
 
 
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 Uma fará massagem cardíaca, e a outra, respiração arterial boca a boca. Nesse caso, o ritmo 
será de 5 massagens cardíacas e uma insuflação de ar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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XXII – AFOGAMENTO E SEMI-AFOGAMENTO 
 
 A maioria dos afogamentos ocorre em águas não-vigiadas. Ao socorrer uma pessoa que esteja 
se afogando, deve-se observar alguns pontos básicos para não se afogar também. Em muitos casos o 
afogado entre em pânico de tal maneira que acaba atrapalhando o salvador, e até a afogando-o. 
 
1. Se possível o salvador deve fixar uma corda na praia para se prevenir, principalmente se existem 
correntes marinhas muito fortes no local. 
2. Se a vitima se desesperar tente acalmá-la antes do contato físico. 
3. Se o afogado estiver inconsciente verifique se ainda esta respirando. Se não estiver proceda com a 
respiração artificial. 
4. Se houver suspeita de lesão no pescoço ou nas costas use uma prancha para retirá-lo da água. 
5. Chegando à praia procure imediatamente ajuda médica. 
6. Continue alerta para a respiração do afogado. 
7. Se o afogado estiver respirando ponha-o lado para que possa pôr liquido para fora, pela boca. 
8. Se não houver pulsação, faça imediatamente a ressuscitação cardiopulmonar. 
 
 Depois dela ter sido tirado da água, verifique sua pulsação e dê inicio, se à ressuscitação 
cardiopulmonar. Oxigênio deve ser administrado à vitima logo que possível pelo socorro especializado. 
 Algumas complicações do afogamento podem surgir após o evento, e a assim, mesmo após 
recuperada, a vitima deve ser transportada a um hospital imediatamente. 
 Acidentes de mergulho podem resultar em ferimentos na cabeça ou na coluna. Quando suspeita-
se desse tipo de ferimento e a vitima esta flutuando com o rosto para baixo vire-a com o maior cuidado 
possível, sem muito movimento, segurando o pescoço e a cabeça no mesmo nível do corpo. Não remova 
a vitima da água mas sim mantenha-a flutuando de costa. Aguarde assistência profissional, ser possível, 
porque a vitima nesse tipo de acidente, deve ser imobilizada sobre uma tábua ou um suporte rígido antes 
de ser tirado da água. 
 As regras básicas de ressuscitação cardiopulmonar devem ser aplicadas esse tipo de vitima. 
 Existem dois tipos de material que servem para auxiliar a retirada da água uma vitima de 
afogamento: 
 
� Materiais nas quais a vitima pode agarra-se para ser resgatada, como cordas, pedaços de pau, 
remo, etc. 
� Evidentemente ninguém deve se atira à água ao primeiro grito de socorro que ouvir. E souber 
nadar bem, procure prestar socorro adequadamente. Verifique a existência ou não de 
correntezas ou de água agitadas. Certifique-se do estado da vitima; se ela estiver imóvel ou 
debatendo-se. Mesmo os melhores nadadores encontrarão dificuldade em nadar contra uma 
correnteza forte. 
 
 Assim, a primeira preocupação é verificar se existem correntezas e água agitadas e qual a 
melhor maneira de se chegar até a vitima. Isto feito., proceda da seguinte forma: 
 Providencie uma corda, um barco, uma bóia ou outra material que possa chegar até a vitima. 
Caso não disponha de nada disso, busque novas alternativas. 
Uma vitima de afogamento pode estar desacordada quando o salvamento chegar. Se estiver consciente, 
certamente estará em pânico e terá grande dificuldade em racionar. 
 Procure segurar a vitima por trás, de forma que ela não possa agarra-se a você, imediatamente 
de nadar. 
 Quando chegar a margem com a vitima, o seu trabalho de salvamento ainda não estar 
terminado. Caso o afogado esteja consciente e só tenha engolido um pouco de água, basta confortá-lo e 
tranqüilizá-lo. Se estiver sentindo frio, procure aquecê-lo. Em qualquer circunstância, é aconselhável 
encaminhá-lo para um atendimento médico. 
 Se a vitima estiver inconsciente, é muito provável que apresente pele arroxeada, fria e ausência 
de pulso e respiração. Nesse caso, a reanimação tem de ser rápida e eficiente. Retire-a da água o mais 
rápido possível. Deite-a sobre uma superfície dura e inicie massagem cardíaca e respiração boca aboca. 
 
 
Programa de Saúde 
 
55 
Afogamento 
 
Antes de qualquer socorro ao afogado, observe: 
 
• Se existem correntezas 
• O tamanho e o peso da vitima 
• O estado da vitima (move, parada ou debatendo-se) 
 
Tome cuidado para não se afogar também. 
Retire a vitima da água. 
 
O que fazer: 
 
• Deite a vitima de costas, se possível com a cabeça mais baixa que o corpo. 
• Inicie a respiração boca a boca. 
• Execute a massagem cardíaca externa, se a vitima apresentar ausência de pulso. 
• Remova imediatamente a vitima pata o hospital mais próximo. 
 
 
 
 
 
Programa de Saúde 
 
56 
 
 
 
XXIII – TRANSPORTE DE ACIDENTADOS 
 
 O transporte de pessoas acidentadas ou doentes deve ser feito com todo cuidado do mundo, 
pois as lesões que a pessoa possui podem agravar muito, se o transporte não for feito de forma correta. 
 
ATENÇÃO!! 
 
 Antes de começar com as medidas de transportes é preciso saber se a pessoa está com alguma 
lesão que possa ser controlada. Por exemplo, se for o caso de uma hemorragia esta deve ser combatido. 
 Nesses casos é preciso manter a calma evitando uma precisa inconseqüente. Os movimentos 
que são feitos no transporte de vitimas devem ser suaves, para evitar ao Maximo solavanco ou 
movimentos bruscos. 
 A melhor maneira de se transporta uma vitima é traves de uma maca que pode ser improvisada 
através de um cobertor resistentes dobrados varias vezes em volta de bastões bem firmes. 
 
O que deve ser feito se caso...? 
 
1. A pessoa tiver de ser levantada, todas as partes de seu corpo devem ser apoiadas, mantendo-o em 
linha reta, não devendo em nenhum momento ser curvado. 
 
2. Haja a necessidade de puxar a vitima para local mais apropriado, deve-se que a pessoa com a cabeça 
bem protegida. 
 
O que deve ser feito para se transportar uma vitima? 
 
 
Programa de Saúde 
 
57 
 Não conseguindo improvisar uma maca, os métodos de transporte a seguir deverão ser usados. 
O método ideal a ser usado vai depender da situação que se encontra a vitima. 
 
1. TRANSPORTE DE APOIO 
 
 A vitima deve ter o punho segura fazendo com que o braço dela envolva o pescoço de quem a 
está socorrendo. Esse método só pode ser usado se a vitima estiver consciente e apenas possuir 
pequenas lesões, pois a pessoa que socorrendo só vai servir. 
 
2. TRANSPORTEDE DE ACIDENTADOS 
 
 A emoção da vitima deve ser feito com o máximo de cuidado para evitar que as lesões se 
agravem. 
 
ANTES DA REMOÇÃO, SE NECESSÁRIO: 
 
• Controle hemorragia. 
• Previna estado de choque. 
• Inicie respiração boca a boca. 
• Execute massagens cardíacas externa. 
 
 
 
Programa de Saúde 
 
58 
 
 
 
Programa de Saúde 
 
59 
 
 Os quatro últimos meio de transporte são utilizados para transportar pacientes conscientes e 
inconscientes. Porém, não servem para transportar pacientes com suspeitas de fraturas ou outras lesões 
graves. 
 
COMO LEVANTAR A VITIMA COM SEGURANÇA 
 
 Antes de levantar o ferido, verifique as lesões, principalmente, com relação a posições dana a 
coluna vertebral. Cada parte do corpo deve ser apoiada. 
 
 A movimentação e o transporte devem ser feitos com cuidados para não agravar as lesões. 
 
- A maca é o melhor meio de transporte. 
 
COMO IMPROVISAR UMA MACA 
 
1 – Pegar 2 cabos de vassoura, galhos de árvores, guarda-chuvas ou qualquer material semelhante e 
resistente.da própria população através de 
conhecimentos, compreensão, reflexão e doação de práticas de saúde. 
Acredita-se que um dos fatores responsáveis pela crise sanitária brasileira é a falta de conhecimento e 
reflexão sobre os princípios de saúde, inclusive os básicos e simples. Por exemplo: 
Por que campanhas educativas sobre AIDS têm um efeito e resultado discutível? 
Como ensinar higiene pessoal e/ou medidas preventivas das doenças diarréicas para a população que 
vive em áreas com esgoto a céu aberto, sem abastecimento de água e sem coleta de lixo? 
Por isso, consideramos que a realidade da saúde das pessoas é dinâmica, mutável e pode ser 
melhorada quando o indivíduo e/ou grupo analisa criticamente sua situação, propõe ações conjuntas, 
organiza-se para realizá-las e avalia sua eficácia. 
 
1. Importância 
 
A educação em saúde é uma ação básica de saúde importante quando estiver baseada na reflexão 
crítica do grupo, porque o princípio dessa educação é o desenvolvimento da consciência crítica das 
causas, dos problemas e das ações necessárias para a melhoria das condições. 
No processo de educação em saúde haverá confronto e procura de um atendimento entre os 
conhecimentos técnicos (dos profissionais da saúde) com os da população (cultura popular). 
Os profissionais não devem impor os seus conhecimentos e desconsiderar a realidade em que vive a 
população a ser trabalhada; se isso acontecer, as medidas propostas poderão não ser adotadas, devidas 
à incompatibilidade com a realidade. 
Todos os profissionais de saúde devem exercer a ação educativa em todo momento e em qualquer 
lugar: no consultório médico, na sala de raios-X, na sala de imunização, no grupo de gestante, etc. Para 
exercerem essa função educativa, é necessário que haja uma transmissão de conhecimento através de 
um mecanismo de comunicação que facilite a compreensão e estimule a sua prática. 
Portanto, a atividade educativa não é um processo estático, pois a simples transmissão de informação 
não assegura mudanças significativas que levem a uma melhoria da qualidade de vida da população. É 
necessária uma reflexão crítica do indivíduo, do grupo e da equipe de saúde para, juntos, resolverem os 
problemas e modificarem essa realidade. 
Quando o indivíduo e/ou grupo entende melhor o processo saúde/doença espera-se: 
 
• Diminuir a demanda por serviços curativos, uma vez que a população passa a utilizar-se de 
medidas gerais de controle das enfermidades preveníveis; 
• Aumentar a demanda por serviços preventivos regulares, tais como vacinação, controle de 
pré-natal, etc. 
 
2. Processo de Desenvolvimento de Programas 
 
A educação em saúde pode ser informalmente (conforme o aparecimento de oportunidades) ou de 
forma planejada e organizada. Neste caso, o programa, para ser bem sucedido precisa ser estruturado de 
forma a levantar as necessidades, elaborar o programa, executá-lo e avaliá-lo. 
 
a) Levantamento das necessidades: 
 
É a fase que consiste em: 
- identificar as necessidades, elaborar o programa, executá-lo e avaliá-lo. 
 
Programa de Saúde 
 
6 
- identificar a clientela que necessita do programa educativo quanto ao grau de instrução, faixa 
etária, condições sócio-econômicos; 
- verificar qual o tipo de programa necessário; 
- levantar as prioridades, onde e quando serão desenvolvidos esses programas. 
b) Elaboração de Programa: 
 
Após identificar as necessidades e caracterizar a comunidades, elabora-se o Programa levando-se em 
conta as seguintes fases: 
- definição dos objetivos, em que se estabelece o comportamento desejado; 
- escolha do conteúdo programático a partir da definição dos objetivos, ou seja, define-se o que 
ensinar; 
- escolha das estratégias de ensino para se definir como ensinar, qual método audiovisual e qual 
metodologia (discussão em grupo, aula expositiva, aula demonstrativa, etc.) 
- definir o período e o horário. 
 
c) Execução do Programa: 
 
É a concretização do programa, mas com avaliação e correção, se possível, concomitante dos 
erros. 
d) Avaliação do Programa: 
 
A valiam-se o conteúdo, as estratégias de ensino, os objetivos, os recursos humanos e materiais. 
É um processo de retroalimentação, pois fornece informações fundamentais para que a tomada de 
decisão no planejamento de futuros programas. Para que isso ocorra, é necessária uma avaliação: 
 
- da população através da verificação da mudança de comportamento na comunidade e melhoria 
das condições de saúde; 
- da equipe de saúde quanto aos aspectos pedagógicos, erros de estratégias, prioridades, etc.; 
recomenda-se que a população também participe dessa avaliação. 
 
3. Recursos Necessários: 
 
Variam de acordo com os objetivos propostos e englobam os recursos humanos, materiais, financeiros 
e físicos. 
 
a) Recursos humanos: 
 
As pessoas que irão desenvolver o programa precisam conhecer o assunto. Para tanto, é necessário 
que, muitas vezes, o profissional seja treinado quanto aos aspectos pedagógicos e/ou técnicos, antes de 
desenvolver o programa. 
Além disso, é necessário determinar-se a participação ou não da comunidade, como será essa 
participação e quantos elementos farão parte da programação. 
 
b) Recursos materiais: 
 
Os materiais didáticos são dentre os recursos materiais, os mais importantes para a realização dos 
programas, por facilitarem o aprendizado e a retenção dos conteúdos, compreendem os materiais 
audiovisuais, os livros, revistas, informes técnicos, etc. 
É necessário selecionar os materiais didáticos de acordo com o grau de compreensão do grupo a ser 
trabalhado. 
 
c) Recursos financeiros: 
 
Depende da política da unidade de saúde, ou da própria Secretária, destinar verbas para a 
confecção dos materiais audiovisuais, pagamento dos convidados, auxilio de custo para a comunidade se 
deslocar de um local para outro, etc. 
 
d) Recursos físicos: 
 
Referem-se à planta física, ou seja, ao local apropriado para o desenvolvimento dos programas e 
que comporte o número de participantes como também um local para reunião, elaboração de aula, 
confecção de materiais audiovisuais e sua guarda. 
 
Programa de Saúde 
 
7 
Para o desenvolvimento dos programas indicam-se locais com espaço que permita o trabalho em 
pequenos e grandes grupos, com cadeiras não fixadas, arejadas, longe de barulho e de fácil acesso. 
 
4. Funções Educativas dos Profissionais de Saúde: 
 
Todos os profissionais de saúde (enfermeiro, médicos, dentistas, educadores, visitadores, 
auxiliares de enfermagem, técnicos em radiologia, etc.) podem e devem desenvolver ações educativas 
em saúde em todo e qualquer contato com a população, dentro e fora da unidade de saúde. 
As ações educativas variam de acordo com as possibilidades de trabalho da unidade de saúde e a 
realidade da população; mas basicamente são: 
 
- Possibilite o acesso do individuo aos serviços básicos de saúde; 
- Promover a interação entre a realidade da população, e informá-la sobre a existência de outros 
recursos; 
- Conhecer as condições de saúde da comunicação, a prevalência das doenças, as práticas 
populares, o conhecimento popular das doenças, etc.; 
- Fornecer espaços para que a comunidade se organize no desenvolvimento de ações de 
promoção da saúde; 
- Discutir as ações de saúde consideradas básicas e oferecidas pela unidade de saúde: vacinação, 
controle das doenças diarréicas, etc.; 
- Capacitar as pessoas interessadas da comunidade para atuarem como agentes de saúde; 
- Participar de trocas de experiências entre as diversas unidades. 
 
III – VISITA DOMICILIAR 
 
1. Conceito: 
 
Conjunto de ações voltadas para dar assistência médica e educativa à população executadas no 
lar (domicílio). 
Visita domiciliar é um conjunto de ações de saúde voltado para o atendimento, tanto educativo 
como assistencial. Por ser realizada no âmbito domiciliar, proporciona uma dinâmica nos programas de 
atenção à saúde. 
Através de a visita domiciliar pode-se avançar as condições ambientais e físicas em que vivemPegar 2 paletós (guarda-pós, camisa, etc.) 
 
Enfiar as mangas para dentro, adotá-los integralmente e enfiar os cabos pelas mangas. 
 
2 - Enrole uma toalha grande ou cobertor em torno dos dois cabos. 
 
3- Também podem ser utilizadas tábuas, portas ou poltronas leves. 
 
 
Programa de Saúde 
 
60 
 
 
XXIV – INSOLAÇÕES E INTERMAÇÕES 
 
 
Efeitos do calor 
 O fato de suar quando nos tornamos quentes é o método pelo qual nos protegemos de um 
superaquecimento. O suor carrega o calor para fora do corpo, e isso ajuda a manter a temperatura 
normal. Efetivamente, nesse mecanismo tem uma desvantagem: o suor carrega uma concentração 
considerável de sais que são componentes naturais da química do corpo. A deficiência desses sais 
causas fraqueza e, por vezes, a insolação e a internação podem nos atingir. 
 
Insolação 
 
 A insolação é uma enfermidade produzida peça exposição excesso ao sol, que pode manifestar-
se de diversas maneiras: subitamente, quando a pessoa cai descordada, mantendo a pulsação e a 
respiração, ou após o aparecimento de sinais, como: tonturas, enjôo, dor de cabeça, pele seca e quente, 
rosto avermelhado, febre alta, pulso rápido e respiração difícil. Esses sinais e sintomas nem sempre 
aparecem ao mesmo tempo. Normalmente podem verificar apenas alguns. 
 O importante é que o socorrista saiba o que deve fazer no caso de uma pessoa passar muito 
tempo exposta ao sol e apresentar algum sinal ou sintomas de insolação. Enquanto aguarda socorro 
médico, você deve colocar a vitima na sombra, pôr compressas frias sobre sua cabeça e envolver o corpo 
em toalhas constantemente molhadas na água fria, para baixar a temperatura. Se ela estiver consciente, 
dê-lhe água para beber. 
 O ideal é que a temperatura vá diminuindo bem lentamente, para não ocorrer um colapso, 
próprio de quedas bruscas de temperaturas. 
 
Intermação 
 
 Enfermidade produzida pela ação do calor em ambientes com temperaturas muitos altas. 
Provoca uma serie de alterações no organismo de uma pessoa, com graves conseqüências para sua 
saúde. Normalmente, são ambientes onde existem fornos, fogões, caldeiras, forjas, fundições, etc. 
 As pessoas que exercem atividades em locais como esses correm risco de sofrer internação. 
 A intermação se caracteriza por sinais e sintomas como: 
 
• Cansaço 
• Náuseas 
• Calafrios 
• Respirações superficiais 
• Palidez ou tonalidade azulada no rosto 
 
Programa de Saúde 
 
61 
• Temperatura corporal elevada 
• Pele úmida e fria 
• Diminuição da pressão arterial 
 
Quando isso ocorrer, deve-se: 
 
• Retirar a vitima do ambiente e leve-la para um local mais fraco e arejado. 
• Deitar a vitima com a cabeça mais baixa que o resto do corpo. 
• Retire as veste da vitima. 
• Envolva seu corpo em lençol úmido. 
• Ofereça água fresca em pequena quantidade, a intervalos curta, se ela estiver consciente. 
• Encaminhe a vitima imediatamente pra atendimento médico. 
 
 Para evitar intermação, quem trabalho em lugares quentes não dever permanecer por longos 
períodos no ambiente e deve ingerir muito liquido, além de alimentos que contenha sal. 
 
Temperatura corporal elevada 
 
 Conforme acabamos de estudar, os distúrbios causados pelo calor provocam aumento na 
temperatura corporal. A temperatura normal do corpo – entre 36,2 e 37ºC – constituindo um elemento 
fundamental para o funcionamento adequado do nosso organismo. Quando a temperatura de uma pessoa 
está cima do normal diz-se que ela está com febre, a qual em si mesmo, não é uma moléstia, mas, é, 
geral, uma reação do organismo na tentativa de resolver algum problema infeccioso ou traumático. Na 
verdade, funciona como sinal de alarme. 
 O excesso de calor no ambiente, por exemplo, funciona como um pequeno trauma, uma 
agressão ás condições normais de funcionamento do corpo. A permanência do excesso de temperatura 
do corpo após a eliminação da causa – a exposição ao calor – indica que o corpo não conseguiu reverter 
sua dificuldade funciona, e exige providencias. 
 
 Podem-se identificar vários sinais e sintomas de febre: 
 
• Sensação de frio 
• Mal-estar geral 
• Respiração rápida 
• Rubor facial 
• Sede 
• Olhos brilhantes e lagrimejantes 
• Pele quente 
 
 Febre alta é perigo, pois pode provocar delírios convulsões. 
 Quando uma pessoa tiver febre, podem-se tomar as providencias a seguir: 
 
• Se estiver acamada, retire o lençol ou coberto. Se for criança, desagasalhe-a, deixando apenas 
uma roupa leve até que a temperatura cheque ao normal. 
• Ofereça liquido a vitima. Toda pessoa com febre deve beber bastante liquido. 
• Ponha panos molhados com água gelada ou gelo sobe a testa, mas axilas e nas virilhas. 
Mantenha as compressas frias até que a febre abaixe. 
• Dê um banho prolongado, de banheira, chuveiro ou bacia, com água em temperatura ambiental, 
baixo da temperatura da pessoa com febre. 
 
 É importante saber quando a febre começa, quando tempo duro e como acaba, para melhorar 
informar ao médico. 
 Você pode avaliar a temperatura de uma pessoa colocando as costas de uma mão na testa dela 
e a outra na sua própria testa. Se a pessoa tiver febre, você percebera a diferença, pois a testa dela 
estará mais quente do que a sua. 
 A febre muito alta e persistente é perigosa, se não for controlada e abaixada. Nesse caso, 
procure socorro médico. 
 
Programa de Saúde 
 
62 
 
Insolação / intermação 
 
Insolação 
 
Ocorre devido à ação direta dos raios sobre o individuo 
 
A pessoa apresenta: 
 
• Intensa falta de ar. 
• Dor de cabeça, náuseas e tonturas. 
• Temperatura do corpo elevada. 
• Pele quente, avermelhada e seca. 
• Extremidades arroxeadas. 
• Inconsciência. 
 
O que fazer: 
 
- Remova o paciente para lugar fresco e arejado. 
- Coloque-o deitado com a cabeça elevada. 
- Coloque compressas frias sobre sua cabeça e envolva o corpo com toalhas molhadas. 
- Encaminhe-o ao médico. 
 
 
 O socorro a vitima de insolação tem o objeto de baixar a temperatura do corpo, de modo 
progressivo. 
Intermação 
 Ocorre divido à ação do calor em lugares fechados e não-arejados. (fundições, padarias, 
caldeiras, etc.) 
A pessoa apresenta: 
- Palidez 
- Dor de cabeça e náuseas 
- Suor intenso 
- Tontura e inconsciência 
O que fazer: 
- Remova o paciente para lugar fresco e arejado. 
- Deite-o com a cabeça elevada. 
- Coloque compressas frias sobre a cabeça e envolva o corpo com toalhas molhadas. 
- Encaminhe-o ao médico. 
 
 Qualquer socorro à vitima de intermação tem a finalidade de baixar a temperatura do corpo, de 
modo progressivo. 
 
 
 
Programa de Saúde 
 
63o 
individuo e sua família, procurando prestar assistências, acompanhar o seu trabalho, levantar dados 
sobre condições de habitação e saneamento, bem como aplicar medidas de controle, nas doenças 
transmissíveis e, principalmente, educar. 
 
2. Objetivos: 
 
A visita domiciliar é um método de trabalho em enfermagem que tem como principal levar ao 
individuo, no seu domicílio, assistência e orientação sobre saúde. 
Este objetivo é atingido através de: 
 
- supervisão de cuidados prestados pela família, ou por um de seus membros; 
- prestação de cuidados de enfermagem no domicílio, quando necessário; 
- levantar dados sobre as condições de saneamento em que vive a família por meio de entrevistas, 
e observações; 
- orientação sobre a prestação dos cuidados no domicílio, assuntos de higiene geral, etc. 
 
3. Vantagens e Desvantagens: 
 
A visita domiciliar apresenta as seguintes vantagens na sua execução: 
 
- o profissional de saúde leva in loco os conhecimentos dentro do meio ambiente do tempo familiar, 
caracterizado por condições peculiares de habitação e higiene. Forma mais fácil um planejamento de 
ações de enfermagem de acordo com condições observadas no domicílio; 
- um melhor relacionamento do grupo familiar com o profissional de saúde, por ser sigiloso e 
menos formal; 
 
Há uma maior, liberdade para se expor os mais variados problemas, tendo-se um grupo maior, do 
que nas dependências dos serviços de saúde. 
 
As três principais desvantagens ou limitações são: 
 
Programa de Saúde 
 
8 
 
- uma série de problemas, como horário de trabalho e afazeres domésticos, pode impossibilitar ou 
dificultar a sua realização; 
- ocorre um gasto de tempo maior, tanto em locomoção como na execução da visita; 
- é um método dispendioso, pois demanda custo de pessoal e locomoção. 
 
4. Critérios de Propriedade: 
 
a) Crianças: 
• Recém nascidas; 
• Crianças com alto grau de distrofias; 
• Ausências para convocações de vacinas. 
 
b) Adultos: 
• Que apresentam problemas de saúde e que necessitam de assistência de saúde no 
domicílio; 
• Faltosos, para determinar a real causa da ausência; 
• Portadores e comunicadores de doenças transmissíveis vigentes, de notificação 
compulsória. 
 
c) Gestantes; 
• Gestantes consideradas de alto risco: P.A./ idade ou 
• Gestantes VDRL positivo que não respondem à convocação; 
• Gestantes faltosas e que não à convocação. 
 
5. Metodologia: 
 
Para que a visita domiciliar tenha sucesso, deve se ter seqüência pré-elaborada dos passos a 
serem seguidos. São eles: planejamento, execução, registro de dados e avaliação. 
 
a) Planejamento: 
 
É a primeira fase do trabalho e irá mostrar o desenvolvimento das visitas domiciliares. Para tanto, 
deve-se levar em consideração: seleção das visitas, coleta de dados, plano de visita domiciliar e preparo 
do material. 
 
Seleção das visitas – como se faz várias durante o período de trabalho, deve-se levar conta: 
 
• Tempo disponível para a visita; 
• Horário de preferência designado pela família, que não atrapalhe os afazeres domésticos; 
• Os tipos de doenças com maior propriedade; 
• Itinerário que facilite a locomoção. 
 
- coleta de dados – são os informes que deverão ser levantados previamente por meio de fichas, 
impressos ou relatórios, ou mesmo através de informações dos profissionais da equipe de saúde. 
- plano de visita domiciliar – o plano deve conter objetivos, identificação da família (endereço completo, 
condições sócio-econômicos). 
• Diagnóstico e tratamento médico; 
• Assistência de enfermagem prestada. 
 
- preparo do material- determina as atividades a serem realizado no domicílio. 
 
O material a ser utilizado deverá estar de acordo com a finalidade da visita e as técnicas a serem 
desenvolvidas. Ele poderá ser para tratamento e cuidados em geral e/ou atividades educativas. 
 
b) Execução: 
 
A visita domiciliar é uma atividade profissional e não social. Na execução da visita, os objetivos 
poderão ser alterados de acordo com a intercorrências. Ao fazer a visita domiciliar, o profissional de 
saúde deve seguir algumas regras: 
 
- atender, na medida do possível, as prioridades traçadas. 
- usar linguagens claras, de acordo com o nível da família; 
 
Programa de Saúde 
 
9 
- não fornecer seus dados pessoais; 
- permitir que as famílias falem claramente dos problemas que as afligem no seu viver diário; 
- dar assistências de enfermagem, procurando usar meios adaptáveis, mas sem interferir nos 
princípios científicos que norteiam as técnicas; 
- observar o meio ambiente e as reações das pessoas frente aos problemas de saúde; 
- manter contato discreto e amável e não interferir nos afazeres domésticos; 
- evitar comer ou beber alimentos oferecidos pela família, porque ocorre perda de tempo e a visita 
pode fugir ao seu objetivo, além do que o visitador poderá se contaminar (em casos específicos); 
- ao término da visita, deverá ser feita de maneira clara e global uma avaliação de como se deu à 
visita, anotando os pontos negativos e positivos da mesma, para uma posterior modificação dos objetivos 
a serem alcançados. 
 
c) Registro de dados: 
 
É através de anotações sucintas, legíveis e objetivas nos prontuários ou relatórios que se poderá 
dar continuidade ao trabalho e uma dinâmica real ao programa de atendimento. Além disso, leva-se à ao 
individuo, à família e á comunidade, uma melhor qualidade de vida, no que diz respeito à saúde. 
 
d) Avaliação: 
 
O sistema de avaliação das visitas domiciliares deverá levar em considerações se, através do 
plano de visitas, da observação e das atividades educativas ou curativas, os objetivos foram alcançados. 
Deve-se também avaliam quais foram os pontos positivos negativos, se as soluções das prioridades 
foram realmente atingidas e se a família progrediu na resolução de seus problemas. 
 
6. Ações de Enfermagem: 
 
A visita domiciliar poderá ser feito pelo enfermeiro, visitador domiciliar ou Auxiliar de enfermagem. 
A enfermagem poderá, de acordo com a problemática do cliente e, ou família, solicitar o auxilio dos 
demais profissionais de saúde (Por exemplo: assistente social, psicólogo, etc.). 
Para que esta atividade seja corretamente desenvolvida, deve haver a polivalência do pessoal de 
enfermagem, pois a família e o cliente ou paciente possuem os mais variados diagnósticos, diferentes 
necessidades e problemas. 
Portanto, é fundamental um conhecimento adequado do assunto, para que o profissional consiga 
planejar e executar efetivamente a atividade. 
Durante o processo de avaliação, toda a equipe de saúde deve se reunir para discutir os 
resultados e as soluções da visita. 
 
IV - IMUNIZAÇÃO 
 
No meio ambiente há inúmeros microorganismo ou micróbios, que são formas de vidas 
microscópicas, podendo ser ou não patogênicas ao homem, os quais abrangem os protozoários, 
cogumelos (fungos), bactérias e vírus. 
O sistema imunológico humano, normalmente, destrói as substâncias estranhas à sua 
composição, tais como os microorganismos e suas toxinas, as células mortas, etc. tal reação entre a 
defesa humana (anticorpo) e as substâncias estranhas (antígeno) irão desencadear o estado de 
imunidade (imunização). 
Esta imunização ou proteção contra a reinfecção pelo mesmo agente infeccioso pode ser 
permanente ou provisória. A imunidade pode ocorrer da forma ativa ou passiva: 
 
Imunidade ativa – é resultante da reação elaborada pelo próprio organismo decorrente de doença 
espontânea (imunidade artificialmente adquirida); 
 
Imunidade passiva – quando se recebem os anticorpos elaborados em outros organismos, através dos 
vasos placentários ou do colostro (imunidade naturalmente adquirida) ou por administração de soro 
contendo anticorpos (imunidade artificialmente adquirida). 
 
1. Definição 
 
A vacina é um produto farmacêutico que contém ou mais antígenos, contra os quais a vacina 
é dirigida e, desta forma, estimula um estado de imunidade parcial ou total. 
 
2. Número de antígenos: 
 
Programade Saúde 
 
10 
 
As vacinas são classificadas de acordo com a quantidade de tipos de microorganismo, que 
possuem. Elas podem ser: 
- polivalentes – quando são preparados com diferentes tipos do mesmo organismo. Por exemplo: 
Sabin (trivalente, preparada com três tipos (1,2 e 3) do vírus da poliomielite); 
- simples – contém um único tipo de microorganismo ou de seu produto. Por exemplo: BCG; 
- mistos ou associados – contém mais de um tipo de microorganismos ou de seus produtos. Por 
exemplo: DTP ou tríplice bacteriana (imuniza contra o tétano, difteria e coqueluche). 
 
3. Requisitos básicos de uma vacina: 
 
Para que a vacina seja considerada de boa qualidade, deve atender os seguintes preceitos: 
 
- inocuidade – não ser prejudicial ao ser humano e possui o mínimo possível de efeitos indesejados; 
- pureza – não deve conter substâncias estranhas ou contaminação bacteriana; 
- potência – ser capaz de estimular a formação de anticorpos em quantidade suficiente para garantir um 
bom nível de proteção. 
 
4. Conservação: 
 
Grande parte do sucesso dos programas de imunização se deve ao sistema de cadeia de frio 
(rede de frio), tendo em vista que as vacinas são termolábeis, ou seja, se determinam após deterioram 
tempo de exposição a temperaturas inadequadas. Assim, para que elas conservem as suas propriedades 
imunizantes, deve haver uma conservação adequada desde a sua produção até a sua utilização na 
população alvo. 
Deve-se lembrar que a cadeia de frio é um fator vulnerável em qualquer programa de 
imunização, principalmente nos países tropicais. Portanto, é necessário seguir as orientações dos 
fabricantes, do Ministério ou secretária de Saúde, quando ao seu armazenamento. 
 
V – PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO 
 
Pelo fato da vacina ser considerada como um método eficaz na prevenção de determinadas 
doenças infecciosas, no Brasil, o Programa Nacional de Imunização (PNI) foi implantado pelo Ministério 
da Saúde com dois objetivos principais: 
 
-assegurar um adequado grau de proteção imunizaria da população contra as seis enfermidades 
transmissíveis – mais importantes: tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e 
sarampo; 
- coordenar a utilização e o suprimento dos imunobiológicos. 
 
1. Recomendações Gerais: 
 
a) Contra- indicações gerais – recomenda-se não administrar vacinas de organismos vivos 
atenuados nos casos de imunodeficiência congênita ou adquiridos, neoplasia maligna, em 
tratamento com imunodepressores e gravidez. 
 
b) Adiamento de vacina – preconiza-se adiar nos casos de tratamento recente com 
imunodepressores (até 3 meses após a suspensão dos eu uso) e na presença de doenças 
agudas febris graves. 
 
c) Intercorrências que permitem a vacinação: 
 
• Doenças comuns, como afecções do trato respiratório superior com tosse e/ou coriza, 
diarréia leve, doenças de pele; 
• História pregressa e/ou diagnóstico clínico das doenças constantes do PNI; 
• Desnutrição; 
• Emprego de antimicrobiano; 
• Vacinação contra a raiva; 
• Doença neurológica estável e/ou antecedente familiar de convulsão; 
• Tratamento com corticosteróides em doses baixas ou moderadas por curto período; 
• Alergia não relacionada com os componentes das vacinas; 
• Baixo peso ao nascer, até 2.000 gramas; 
• Internação hospitalar; 
 
Programa de Saúde 
 
11 
• Infecção pelo HIV; 
• AIDS, com exceção do BCG. 
 
d) Efeitos indesejáveis – a incidência de reações adversas à vacina varia de acordo com as 
características do produto, a forma de administração e a pessoa a ser vacinada. Consideram-se 
reações benignas ou esperadas a reação febril e sensação de leve desconforto. Os distúrbios 
mais graves provocados pela combinação vaginal estão relacionados ao comprometimento 
temporário ou permanente da função local, neurológica ou sistêmica, podendo provocar 
seqüelas e óbitos. 
 
VI – SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
 
A dificuldade de se medir a qualidade de vida e de saúde das crianças e adolescentes faz com 
que a avaliação seja feita através do Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI). Tal coeficiente reflete as 
condições de vida e de saúde da população, tendo em vista que grande parte dos óbitos de crianças 
menores de 1 ano de idade é decorrente das doenças preveníveis por vacinas, das influências dos fatores 
sócio-econômicos e das condições de saneamento. 
Torna-se importante lembrar que quando menor o CMI, melhor o padrão de vida e de saúde das 
crianças da população em geral. Desta forma, o CMI nos países desenvolvidos é menor do que nos 
países em desenvolvimento. 
As causas que agravam a saúde a população infanto-juvenil brasileira variam de acordo com a 
região, condições sócio-econômicas e o grupo etário. Em resumo, pode-se dizer que os principais 
problemas dessa população decorrem de: 
 
• Causas perinatais – provocadas por lesões congênitas, atendimento inadequado no pré-natal, 
parto domiciliar sem recursos, demora no atendimento à mulher em trabalho de parto; 
• Doenças diarréicas – decorrentes, principalmente, do saneamento básico precário e da falta de 
higiene; 
• Doenças respiratórias – em conjunto com as doenças diarréicas, são as principais causas da 
mortalidade infantil; 
• Desnutrição – facilita a instalação de processos infecciosos e outras patologias; 
• Acidentes de trânsito, atropelamento, homicídio e suicídio (mortes violentas) – a 
desestruturação familiar, social e econômica, faz com que as crianças e, principalmente, 
adolescentes das grandes cidades se tornem mais propensos a esses fatores; 
 
Gravidez na adolescência – a falta de debate pela sociedade sobre a sexualidade e a falta de 
informações tem aumentado o número de gravidez precoce e de doenças sexualmente transmissíveis. 
 
O desenvolvimento humano da criança e do adolescente irá voltar de acordo com a 
hereditariedade, maturação neurofisiológica e ação do meio ambiente em que vivem. 
O desenvolvimento humano engloba quatro aspectos básicos: 
- o físico – motor – e o crescimento orgânico, a maturação neurofisiológica e a capacidade de 
manipular objetos e de exercitar o próprio corpo; 
- intelectual – refere-se à capacidade de pensar e raciocinar; 
- afetivo emocional – compreende a forma como o individuo integra as suas experiências (é o 
sentir); 
- social – é o modo o individuo reage perante as situações que envolvem outros indivíduos. 
 
a) Atendimento às crianças: 
 
A criança é e deve ser objeto prioridade governamental e da sociedade. Para melhorar sua 
qualidade de vida, é necessário implantar um conjunto de ações para solucionar os problemas sociais, 
econômicos, educacionais e de saúde. 
Toda a sociedade deve ter um acompanhamento de saúde mensal no primeiro ano de vida, 
aumentando-se o espaço entre as consultas para as crianças de 1 ano ou 18 meses. 
Essas ações de saúde visam prioritariamente acompanhar o crescimento e desenvolvimento, 
estimular o aleitamento materno, dar cobertura vacinal e controlar a desnutrição, doenças venéreas e 
doenças respiratórias agudas. 
 
b) Atendimento ao adolescente: 
 
 
Programa de Saúde 
 
12 
Os adolescentes brasileiros compõem aproximadamente 23% da população do país. Esses 
cidadãos, do futuro necessitam de uma atenção especial, pois esta fase de transição será de maior ou 
menor risco, dependendo das garantias físicas, psicológicas e sociais existentes. 
Os atuais problemas dessa população refletem a desestruturação funcional familiar, sociopolítica 
e econômica do país. Em conseqüência disso, temos: 
 
- A maioria dos estudantes não freqüenta a escola na série adequada e não consegui concluir o 
primeiro grau; 
- Aumento de adolescente no mercado de trabalho e tendo de enfrentar extensas jornadas, 
remuneração mais baixa, atividades impróprias para sua idade (facilitando acidentes), falta de legislação 
trabalhista especifica e outros; 
- Aumento no número de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, devido à falhas nos 
programas de saúde e de educação sexual. 
- As causas externas(acidentes de trânsito, atropelamento, homicídios e suicídios) são as 
primeiras causas de morte nessa faixa etária. 
 
Para diminuir e/ou prevenir esses problemas, as ações básicas de saúde deverão ser 
desenvolvidas por uma equipe multiprofissional que terá por objetivo o adolescente e a sua integração 
com a família e com a comunidade. 
Neste programa, serão desenvolvidas: ações básicas de crescimento e desenvolvimento, pré-
natal de baixo risco, anticoncepção, doenças sexualmente transmissíveis, imunização, atendimento 
psicológico e social (quando necessário), tratamento odontológico e ações educadoras. 
Sugere-se o segundo roteiro de atendimento; 
- contato inicial, normalmente, feito pela enfermagem, no qual se estabelece um diálogo sobre a 
sua vida, o que espera desse atendimento, o que levou a procurá-lo e como se sente atualmente; 
- consulta clínica e/ou pediátrica para a realização de anamnese, exame físico especial; 
- consulta psicológica, sendo a primeira entrevista com o adolescente, a segunda com os pais e 
as demais com o adolescente, intercalando-se com os pais, de acordo com a necessidade: 
- consulta odontológica para tratamento e prevenção de problemas bucais; 
- encaminhamento aos demais recursos ou profissionais de saúde, quando necessário; 
Grupos educativos que têm por objetivo esclarecer, orientar, discutir, integrar e trocar 
experiências entre adolescentes e/ou familiares com os profissionais de saúde; 
- integração do adolescente nas atividades comunitárias. 
 
 
VII – AÇÕES BÁSICAS EM SAÚDE 
 
As ações básicas em saúde consistem em acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, 
incentivo ao aleitamento materno (natural), imunização, prevenção da desnutrição, controle das doenças 
diarréicas. 
a) Crescimento e desenvolvimento: 
 
São influenciados por fatores genéticos, relação mãe-filho, condições sócio-econômico – 
culturais da família, atividades físicas, acesso aos recursos públicos e privados, dentre outros. 
Os valores de peso, altura e perímetro cefálico são utilizados para avaliar o estado nutricional e o 
crescimento da criança. Para melhor acompanhar o processo de crescimento, devem-se anotar os dados 
no gráfico individual da criança, pois estes fornecem uma visualização rápida da evolução do 
crescimento, o que propicia a identificação das crianças de risco. 
Atualmente, utiliza-se o gráfico percentil (Santo André, classe IV) e recomenda-se que a 
freqüência da tomada de peso e altura seja mensal nas crianças menores de 01 ano, trimensal nas 
crianças de 1 a 3 anos e semestral nas crianças com 3 ou mais. Essa freqüência vária de acordo com a 
necessidade de cada criança, recursos humanos da área e normas de cada serviço de saúde. 
No gráfico, avalia-se o crescimento como sendo: 
 
� Ganho de peso e/ou altura – quando a curva é ascendente; 
 
Programa de Saúde 
 
13 
 
� Ausência de ganho de peso / ou altura – quando a curva é horizontal; 
 
� Ganho insuficiente de peso e/ou altura – quando a curva ascendente está menos inclinada do 
que a curva do percentil 10; 
 
 
� Perda de peso – quando a curva é descendente. 
 
A criança necessita de uma maior atenção (observação, avaliação e tratamento) do serviço de saúde 
quando apresenta percentil abaixo de 10 ou acima de 90, desaceleração do crescimento, perca de peso e 
ausência de ganho de peso / ou altura. 
b) Aleitamento materno ou natural: 
 
Leite materno é o alimento ideal para as crianças nos primeiros seis meses de vida porque 
atende às necessidades nutricionais da criança, permite uma fácil digestão e aproveitamento dos 
nutrientes, fornece proteção as infecções promove a relação entre a mãe e o filho, é prático, econômico e 
higiênico. 
 
 
Programa de Saúde 
 
14 
Como nenhum outro alimento pode substituir com vantagens o leite materno, o desmame 
precoce e/ou substituição de leite materno, por formas artificiais é considerado fator fundamental para o 
aumento da mortalidade e de doenças infantis. Define-se desmame precoce como sendo a introdução de 
outros alimentos (principalmente o leite de vaca) antes de a criança completar 06 meses de idade. 
Contra-indica-se o alimento materno para as mães HIV positivo. As demais doenças de 
tratamento medicamentoso deverão ser avaliadas quanto aos riscos e benefícios. 
Recomenda-se o seguinte esquema alimentar; 
- até os 6 meses – leite materno exclusivo e sempre que a criança desejar necessidade de oferecer 
líquidos à criança: 
- 6 a 7 meses – introdução de água, uma refeição de sal (almoço), sucos, papas de frutas e cereais; 
- 8 a 11 meses – introdução da segunda refeição de sal (jantar). 
 
c) Imunização: 
 
As campanhas de vacinação, apesar de contribuírem para a diminuição das doenças 
imunopreveníveis não substituem a vacinação de rotina. Portanto, todas as crianças devem receber as 
vacinas de acordo com o esquema de vacinação ( ver capítulo anterior). 
 
d) Desnutrição: 
 
No Brasil, a desnutrição energético-protéica (DEP), anemia e a carencial ferropriva são as duas 
principais doenças causadas por deficiências nutricionais. 
A desnutrição energético-protéica decorre da ingestão insuficiente de energia (carboidratos e 
lipídios) e proteínas. Pode ocorrer devido à falta de condições econômicas para comprar o alimento, o 
desmame precoce e a introdução inadequada incorreta de alimentos. 
Existe um círculo vicioso entre desnutrição e infecção: a desnutrição predispõe o individuo para 
os processos infecciosos e estes reduzem a ingestão, absorção ou aproveitamento dos nutrientes; 
agravando ainda mais o estado nutricional. 
A DEP afeta, principalmente, as crianças, que em conseqüência, irão apresentar um atraso no 
crescimento e no desenvolvimento. 
A anemia ferruginosa caracteriza-se pelo reduzido teor de hemoglobina e ferro no sangue devido a: 
- carência alimentar de ferro; 
- perda sangüínea crônica pelas parasitoses intestinais, hemorrágicas hemorróidas sangrantes, 
etc. 
- ingestão insuficiente que atende às necessidades aumentadas na infância, adolescência, 
gravidez e lactação; 
- em crianças de 6 a 24 meses, ela pode ser decorrente de sangramento durante o parto, 
nascimento com reserva insuficiente de ferro e desmame precoce. 
 O desmame precoce favorece este tipo de anemia porque o leite de vaca, além de ser pobre em 
ferro, é pouco absorvido pelo organismo. 
 
Como tratamento, preconiza-se: 
 
- alimentação equilibrada de nutrientes para cobrir o déficit e repor as perdas nutricionais; 
- aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade; 
- leite artificial fortificado em ferro, e vitamina C, por auxiliar a melhor absorção de ferro; 
- ingestão de alimentos ricos em ferro, junto com frutas ricas em vitamina C. 
- sulfato ferroso; 
- tratamento das causas que provocam perda sangüínea crônica. 
 
e) Doenças diarréicas: 
 
A diarréia caracteriza-se pela perda de água e letrólitos devido ao aumento da freqüência das 
evacuações, diminuição da consistência das fezes e aumento do conteúdo líquido geral. Nas diarréias 
agudas também pode ocorrer presença de muco e sangue (disenteria). 
 
Programa de Saúde 
 
15 
 
A doença diarréia aguda é uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil nos 
países em desenvolvimento, por favorecer a instalação da desidratação e agravar o estado nutricional das 
crianças. 
As causas que facilitam a instalação das doenças diarréicas são saneamento básico precário, 
desmame precoce, higiene inadequada das mãos e alimentos etc. 
A diarréia infecciosa aguda é um processo autolimitado, por isso, não se recomenda como 
tratamento a administração de antibióticos, suspensão de alimentação e administração de antibióticos, 
suspensão de alimentação e administração de soro por via endovenosa como medida preventiva da 
desidratação. A terapia de escolha atual é a TRO (Terapia de Reidratação Oral) com objetivo de manter o 
equilíbrio orgânico através da hidratação da criança por via oral, com uma solução de glicose e eletrólitos. 
Estemétodo é eficaz, pois 95% das crianças com desidratação poderão ser reidratadas por ele. 
 
f) Doenças respiratórias: 
 
As mais comuns em crianças são: gripe, faringite, amigdalite, adenoidite, otite média, sinusite, 
bronquite e pneumonia. 
Constituem, em conjunto com as doenças diarréicas, um grave problema de saúde pública, 
devido ao alto índice de mortalidade e morbidade, principalmente em crianças menores de 2 anos. A 
pneumonia bacteriana é a principal causa de mortalidade nas crianças menores de 5 anos. 
 Para principais causas que contribuem para esta situação são: 
 
- diminuição da resistência física, provocada pela desnutrição, diarréias constantes, falta de vitamina C 
etc.; 
- condições precárias de saneamento, levando a criança a ter doenças intestinais freqüentes: 
- habitação inadequada, com excesso de moradores, casas úmidas, mal arejadas; 
- imunização incompleta, que propicia a instalação de doenças imunopreveníveis e suas 
complicações; 
- utilização inadequada de medicamentos, como, por exemplo, antibióticos como tratamentos de 
infecções virais; 
- poluição e contaminação do ar ambiente; 
- baixo nível cultural e educacional da população quanto aos aspectos preventivos e de tratamento. 
 
A infecção respiratória aguda se caracteriza pela presença de um ou mais sinais preventivos e 
de tosse, dificuldade respiratória, chiado (estertores), coriza, otalgia e dor-de-garganta. 
Considera-se a criança com risco de vida quando apresenta um ou mais dos sinais ou situações: 
 
- hipertermia ou hipotermia – dado importante em menores de 2 anos e desnutridos graves; 
- acentuada palidez cutâneo-mucosa; 
- desnutrição grave; 
- edema generalizado; 
- desidratação; 
- impossibilidade de beber ou sugar; 
- convulsão ou estado pós-convulsivo; 
- alternância entre agitação e prostração acentuada; 
- estridor (respiração ruidosa) em repouso; 
- crises de apnéia; 
- cianose; 
- insuficiência respiratória. 
 
 O tratamento varia de acordo com tipo de afecção e gravidade, mas basicamente consiste em: 
 
- medicamentoso – antobioticoterapia para as afecções não-virais, antitérmico e/ou outras medidas 
para diminuir a hipertermia, broncodilatadores, analgésicos; 
- oxigenoterapia; 
 
Programa de Saúde 
 
16 
- manter a alimentação, a não ser que haja contra-indicação; 
- estimular a hidratação. 
 
VIII – SAÚDE DA MULHER 
 
Em uma sociedade patriarca como a nossa, os serviços de saúde geralmente se organizam 
para atender a mulher apenas no seu ciclo gravídicopuerperal, como no acompanhamento pré-natal, 
assistência ao parto e puerpério. 
Assim, tentando-se redimir das falhas dos programas anteriores, os atuais programas de 
assistência a mulher enfocam suas atividades de maneira integral, Istoé, a mulher é vista em sua 
globalidade. Os problemas relacionados à sua condição feminina e sensualidade, a fase de pré-
adolescência e adolescência, o climatério. As doenças sexualmente transmissíveis, as doenças malignas, 
crônico-degenerativas e ocupacionais são enfocadas em um conjunto de ações preventivas, de 
diagnóstico e tratamento ou recuperação, de acordo com as necessidades de saúde da população 
feminina local, versus a estrutura organizacional de saúde, enfatizando o reconhecimento de que a saúde 
é um direito. 
 
1. Objetivos: 
 
A fim de oferecer atividades de assistência integral à mulher, em todas as fases da vida, as 
ações de saúde devem estar voltadas para; 
 
- aumentar a cobertura de atendimento do pré-natal, parto e puerpério; 
- fornecer condições para melhorar os índices de aleitamento materno; 
- implantar ou ampliar assistência e as atividades de identificação e controle do câncer cérvico-uterino e 
de mama, bem como de outras patologias ginecológicas; 
- implantar ou ampliar o controle das doenças sexualmente transmissíveis; 
- desenvolver atividades de auxílio à concepção e contracepção; 
- desenvolver atividades de educação participativa para compreensão dos direitos da mulher, 
sexualmente e condição feminina; 
- incentivar o caráter participativo em todas as atividades desenvolvidas, no sentido de reduzir a morbi-
mortalidade feminina, de acordo com suas necessidades. 
 
2. Assistência clínico-ginecológica; 
 
Define-se como um conjunto de ações que visam prevenir, diagnosticar, tratar controlar as 
patologias clínico-ginecológicas, bem como as atividades relativas à prevenção do câncer cérvico-uterino 
e de mama. 
Cabe ressaltar que essas ações devem ser preconizadas sob o ponto de vista cronológico em 
que a mulher evolui, conforme veremos a seguir: 
 
a) Puberdade / adolescência 
 
A puberdade se caracteriza pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários (pêlos 
púbicos e axilares, desenvolvimento dos seios, formas arredondadas do corpo e a chegada da 
menstruação). O período entre a puberdade e a fase adulta é chamado de adolescência. 
 As queixas mais constantes nesta fase são: 
 
- infecção genital baixa, caracterizada por corrimento; 
- distúrbios menstruais; 
- alterações psíquicas, pela transformação da criança em mulher, e as influências do meio 
ambiente. 
 
b) Mulher adulta 
 
 
Programa de Saúde 
 
17 
Também chamada de maturidade sexual, o organismo está apto para reprodução. Nesta fase, é 
importante esclarecer à mulher todas as questões referentes à condição feminina, seu corpo e sua 
sexualidade, o exame das mamas. As alterações mais comuns nesta fase da vida da mulher são: 
 
- distúrbios menstruais – dismenorréia primária e secundária, amenorréia, tensão pré-menstrual (TPM); 
- afecções do útero – endometriose, mioma, retroversão, prolapso, câncer de colo e de corpo uterino, 
entre outras; 
- afecções da mama – mastite aguda, abscesso mamário, displasia mamária e tumores da mama. 
 
c) Climatério 
 
É o período de declínio da função ovariana e representa a passagem do estágio reprodutor ao 
não-reprodutor na vida biológica da mulher. 
O marco do climatério é a menopausa, caracterizada como a última menstruação governada pela 
função ovariana. Ocorre, em média, aos 49 anos de idade, podendo variar entre 45 e 55 anos. 
O climatério pode ser compensado ou descompensado. Diz-se que é compensado quando não 
está associado a sintomas, e descompensado quando está acompanhado de sintomatologia específica de 
origem variada, como deficiência hormonal, envelhecimento, fatores sócio-culturais (raça, alimentação, 
modo de vida, etc.) e psicológicos relacionados com a personalidade. Na maioria das vezes, as 
manifestações do climatério descompensado são de duração limitada e desaparecem sem interferência 
medicamentosa. 
 
Quadro I – Sintomatologia do climatério descompensado. 
Alterações Sintomatologia 
GERAIS T.P.M (tensão pré-menstrual). 
Neugênicas: ondas de calor 
Sudorese 
Palpitações 
Paresias 
Cefaléia 
Tonturas 
PSICOGÊNICAS Ansiedade 
Irritabilidade 
Insônia 
Fadiga 
Depressão 
Diminuição da libido 
Falha de memória 
METABÓLICAS Artralgia 
Miralgia 
Atrofia epidérmica 
Osteoporose 
Arteriosclerose 
GENITAIS Dor no ato sexual 
Prurido vulvar 
Hemorragia uterina disfuncional 
MAMÁRIA Mastalgia 
Displasia mamária 
 
3. Planejamento familiar 
 
Quando se elabora um programa de assistência ao planejamento familiar, deve-se estar ciente 
de que: 
 
- a assistência à contracepção não está atrelada a metas demográficas; 
 
Programa de Saúde 
 
18 
- as ações educativas são fundamentais para a clientela que procura o planejamento familiar, cujo 
enfoque baseia-se em informações como anatomia e fisiologia dos órgãos reprodutores, tipos de métodos 
e reflexões sobre a escolha da maternidade/paternidade; 
- a participação igualitária de homens e mulheres no programa é importante para que o desenvolvimento 
de co-responsabilidade, independente do estado civil do casal. 
 
a) Contracepção 
 
A assistência em contracepção é aquela feita ao individuo ou casal que não deseja ter filhos. A 
contracepção é feita através de diferentes métodos, chamados de métodos anticoncepcionais ou 
contraceptivos,que, na maioria das vezes de uso feminino. 
O objetivo principal é o de assegurar à mulher e ao homem a oportunidade de discutir vantagens 
e desvantagens, riscos e contradições dos métodos, proporcionando, desse modo, uma alternativa de 
opção consciente. 
Os métodos contraceptivos devem respeitar os seguintes aspectos: 
Eficácia, aceitabilidade, disponibilidade, facilidade de uso e reversibilidade. 
 
Também deve se lembrar que tais métodos podem ser: naturais ou comportamentais, artificiais 
ou de barreiras de definitivos ou esterilização. 
 
Quadro 2 – Métodos Anticoncepcionais 
 Nome Definição Observação 
Coito Interrompido Consiste na retirada do pênis da 
vagina e da região próxima da 
vulva no momento da 
ejaculação. 
• Eficácia baixa 
• Favorece a ejaculação 
precoce 
• Pode diminuir o prazer do 
casal. 
Ogino-Knauss 
Calendário 
Tabela 
Baseia-se na identificação do 
período fértil da mulher, que é 
feita a partir da analise de seu 
padrão menstrual. 
• A eficácia depende da 
utilização correta do método 
e da motivação do casal. 
Ovulação 
Billings 
Muco 
Identifica-se o período da 
avaliação do fluxo do muco 
cervical que, 
• É necessário saber 
diferenciar o muco cervical 
de outras secreções. 
 
Quadro 3 – Métodos Anticoncepcionais – Artificiais ou Barreiras 
Nome Definição Observações 
Preservativos, Condon ou 
Camisinha 
Consiste em um envoltório de látex 
que recobre o pênis durante a 
relação sexual, a fim de reter o 
sêmen ejaculado e evitar a 
penetração dos espermatozóides na 
vagina. 
• Seu uso é indicado: após o parto, nos 
primeiros contatos sexuais,com 
adolescente e na presença de D. S. 
T. 
• Tem eficácia alta quando usado 
corretamente. 
Diafragma Consiste em um anel de borracha 
flexível, que é colocado na vagina 
para cobrir completamente o colo do 
útero e impedir a entrada dos 
espermatozóides. 
• Deve ser retirados de 6 a 8 horas 
após a última relação sexual. 
• Permite a mulher conhecer seu 
próprio corpo. 
• Protege contra doenças do colo do 
útero. 
Espermicidas São produtos químicos que, 
colocamos na vagina bloqueiam a 
motivação dos espermatozóides até 
o útero. 
• São de fácil utilização. 
• São úteis em caso de contracepção 
• Temporário: pós-parto, mudança de 
métodos. 
• Possui maior eficácia quando utilizado 
com outros métodos. 
Dispositivo Intra-Uterino É um artefato de polietileno ou metal, • É eficaz para evitar a gravidez por 
 
Programa de Saúde 
 
19 
(D.I.U) inserido no interior do útero, 
impedindo a gravidez por vários 
mecanismos. 
tempo prolongado, de modo 
reversível – 2 a 5 anos. 
• Seu uso deve estar atrelado ao 
acompanhamento médico. 
Pílula São substâncias químicas 
semelhantes aos hormônios sexuais 
femininos. Inibem a ovulação, 
alteram o muco cervical e provocam 
alteração na mobilidade das trompas. 
• O uso correto assegura uma alta 
eficácia. 
 Deve estar condicionada a prescrição 
médica. 
4. Alteração na gestação 
 
É importante salientar que as mulheres vivem de maneira diferenciada seu processo gestacional. 
Muitas vivenciam o processo gestacional como uma fase em suas vidas. Outras sofrem modificações 
fisiológicas contundentes, como: 
 
• Aumento da freqüência urinária; 
• Náuseas e vômito; 
• Constipação intestinal; 
• Dificuldades respiratórias; 
• Varizes; 
• Hemorróidas; 
• Cãibras nas pernas; 
• Edema dos membros inferiores; 
• Tonturas e vertigens; 
• Gengivite; 
• Hipersensibilidade das mamas; 
• Cefaléia; 
• Sinais de perigo na gravidez – sangramento vaginal, edema generalizado, cefaléia persistente, 
visão escurecida, calafrios e febre, eliminação súbita de líquidos pela vagina. 
 
5. Assistência no puerpério 
 
É o período que dura em média de 6 a 8 semanas após o parto, durante o qual se espera que o 
organismo materno volte ao seu estado normal de pré-gestação. 
 
a) Objetivos: 
- encaminhamento e tratamento de problemas e seqüelas não resolvidos durante a gestação e o 
parto; 
- incentivo e apoio ao aleitamento materno, esclarecendo dúvidas e mitos; 
- orientação sobre a anticoncepção, principalmente para as mulheres que amamentam. 
 
Quadro 4 – Métodos Anticoncepcionais Definitivos ou Esterilização 
Nome Definição Observações 
Laqueadura 
tubária ou 
Esterilização 
Tubária 
Consiste na secção das trompas através da 
intervenção cirúrgica. 
Indicado para as mulheres que 
tiverem filhos e não desejam mais 
engravidar. 
É realizada geralmente em 
mulheres acima de 35 anos. 
Vasectomia Consiste na secção e bloqueio dos canais 
deferentes, através de intervenção cirúrgica. 
A vasectomia não interfere na 
libido, nos processos de ereção e 
ejaculação. 
 
 
 
 
Programa de Saúde 
 
20 
6. Assistência ao pré-natal 
Constitui um conjunto de ações clinicas e educacional, que objetiva a identificação precoce dos 
agravos que possam resultar em risco para a gestante e seu concepto, e, conseguintemente, reduzir a 
mortalidade materna e perinatal. Segundo o Ministério da Saúde, para garantir uma assistência afetiva no 
pré-natal, deve-se observar alguns fatores tais como: 
- Captação precoce da gestante na comunidade; 
- Controle periódico e continuo durante toda a gestação; 
- Área física adequada; 
- Equipamento e instrumental mínimo; 
- Instrumento de registro e estatística; 
- Medicamento básico; 
-Apoio laboratorial; 
- Sistema eficiente de referência e contra-referência; 
- Avaliação das ações de assistência ao pré-natal. 
a) Fenômenos fisiológicos do puerpério 
- Involução uterina – esta completa por volta da 6ª semana do pós-parto. 
 Nas mulheres que amamentam, este processo é mais rápido, pois as sucções estimulam a 
contração uterina; 
- Laqueação - é a perda de sangue através do canal vaginal; dura em media seis semanas. Sua 
colocação inicia-se sanguinolenta (vermelho), passando para serossanguinolenta (marrom e amarelo), 
tornando-se serosa (esbranquiçada) no final do processo; 
- Apojadura – descida do leite que acontece entre o 3ª e o 5ª dia o parto. 
- Antes deste período tem-se a presença do colostro; 
- Menstruação – quando a mulher não amamenta, a menstruação pode retorna de 6 a 8 semanas após o 
parto. Quando a mulher amamenta, na maioria das vezes, a menstruação retorna após quarto mês. 
b) Alterações patológicas no puerpério 
- Infecção puerperal - proporcional pela manipulação excessiva no trabalho e parto prolongado, resto 
placentários, instrumentais não-esterilizados, etc. 
O quadro clínico freqüentemente é caracterizado por endometrite, laqueação fétida, hipertermia; 
- Hemorragia puerperal – as causas podem ser funcionais, lacerações de trajeto e por restos 
placentários, etc.; 
- Incisão cirúrgica – está sujeita a hematomas, supuração e deiscência, nos casos de cesariano e 
episiotomia. 
7. Incentivo à Amamentação 
 
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A amamentação era uma prática comum entre as mulheres. Porém, houve um acentuado 
declínio do ato de amamentar. Os motivos para o desmame são vários. Entre eles, a urbanização, o 
avanço tecnológico da Medicina e a industrialização acarretaram mudanças de valores sociais, que 
levaram à substituição do leite materno pelo leite da vaca, geralmente diluído e mal-pasteurizado, 
principalmente nos países subdesenvolvidos, com sérias conseqüências para a saúde da mãe e da 
criança. 
Para que este processo seja revertido, deve-se incentivar a amamentação em todos os serviços 
de atendimento à mulher, para que o aleitamento volte a ser uma função biológica natural. 
 
As vantagens da espécie humanas; 
 
- É adequado à espécie humana; 
- É o alimento perfeito sob o ponto de vista biológico; 
- Preenche todas as necessidades nutricionais nos primeiros seis meses de vida; 
- Evita infecções, por possui inúmeras mecanismo de defesa; 
- É econômico e não exige inter-relação entre mãe e filho. 
 
8. Aborto 
 
Por abortamento compreende-se a interrupção da gestação em qualquer momento, desde a 
fecundação até à viabilidade fetal (20º a 22º semana de gestação). 
As causas mais prováveissão óvulos ou espermatozóides anômalos, alterações mecânicas do 
colo do útero e infecções agudas por agente microbiano e seus produtos metabólicos. 
O aborto pode ser espontâneo, mas a expulsão do feto acontece naturalmente, provocada por 
substâncias químicas ou instrumentos introduzidos no útero, ou terapêutico, efetuado para a saúde física 
e mental da mulher. 
No Brasil, o aborto é permitido legalmente em duas situações específicas: ou quando a mãe está 
em perigo de vida ou quando a gravidez é resultado de estupro; por isso, costuma ser feito de forma 
clandestina, por pessoas não habilitadas, com matérias e locais inadequados, colocando em risco a vida 
das mulheres que o praticam. 
 
IX – SAÚDE DO ADULTO 
 
Algumas doenças são causas importantes de morbimortalidade na população adulta, no Brasil e 
no mundo. Essas doenças são chamadas de crônico-degenerativas, de doenças modernas ou 
enfermidades prolongadas. 
Caracterizam-se por acarretarem treinamento especial do paciente para a reabilitação e um 
longo tempo de supervisão, observação e cuidados. 
A listagem das doenças crônico-degenerativa é composta por doenças cardiovasculares, 
neoplasias, diabetes mellitus, doenças respiratórias, doenças gastroentéricas, etc. No Brasil, esta lista é 
acrescida pelas doenças profissionais, acidentes de trabalho, violência, e por algumas doenças 
infecciosas como tuberculose, hanseníase, doenças de chagas e esquistossomose. 
Alguns fatores predisponentes para as doenças crônicas são: 
- A industrialização e o desenvolvimento econômico – trouxeram para alguns países melhores condições 
de vida, a partir do atendimento das necessidades básicas de sua população. Por outro lado, todo este 
processo acarretou ansiedade, angústia, medo e tensão, que são resultantes de mudanças de valores 
sociais, políticos e culturais, favorecendo assim o aparecimento de doenças crônico-degenerativas; 
- Aumenta da idade da população – desenvolvimento econômico implica o aumento da vida média da 
população adulta, isto é, a esperança de vida. Estas doenças predominam na população adulta e sua 
morbilidade e mortalidade aumentam, à media que o indivíduo apresenta longevidade maior; dieta – os 
estudos nutricionistas mostram a relação entre as doenças crônico com dietas errôneas, tais como: 
 
• Doenças cardíacas relacionadas com dietas de alto valor protéico e gorduras de origem 
animal. Esta relação pode ser aplicada à obesidade que, por sua vez, apresentam 
complicações de cálculos biliares, artrite, hipertensão arterial, problemas respiratórios e 
dermatologia, diabetes, entre outros; 
 
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• Constipação cardíaca relacionadas à ingestão de alimentos ricos em gorduras e açucares e 
baixa consumo de fibra. 
• Ocupação – as doenças relacionadas com trabalho são constituídas, em sua maioria, por 
insuficiência coronária, hipertensão arterial, doenças respiratória, doenças do aparelho 
locomotor, doenças alérgicas e infecciosas, estresse e doenças mentais. 
• Hábito – as mãos freqüentemente estudos são: 
• Fumo – aumenta o risco de câncer de pulmão e bexiga. Causa ou agrava problemas com 
desenvolvidas nos aspectos físicos e mentais. 
• Álcool – observam-se doenças como cirrose hepática, doenças mentias, hipertensão, 
acidente vascular cerebral, diabetes, entre outras; 
• Sedentarismo – relaciona-se com doenças cardiovasculares diabetes, obesidade, 
osteoporose, etc. 
• Destacam-se a seguir alguns aspectos epidemiológicos da hipertensão arterial, diabetes 
melitus, tuberculose, hanseníase e doenças ocupacionais, pelas altas taxa de incidência, 
prevalência e mortalidade no Brasil. 
 
a) Hipertensão arterial 
 
Considera-se que existem doenças hipertensiva quando há um mecanismos que mantém a 
pressão dentro dos limites normais. Não se sabe porque esse mecanismos falharam, porém a 
explicação básica é que a pressão arterial se eleva quando aumenta o débito cardíaco e a resistência 
vascular cerebral e olhos (edema de disco óptico). 
A hipertensão pode ser: 
 
- Primária ou essencial – quando a pressão diastólica é sempre superior a 90mmHg e não existe 
causa aparente; 
- Secundária – quando a hipertensão é decorrente de outra patologia, como distúrbio endócrino; 
- Acelerada – quando ocorre uma elevação muito rápida da pressão arterial com sérios danos ao 
órgão vitais. E considerada uma emergência hipertensiva. 
 
Diagnóstico e tratamento: 
 
O diagnóstico é feito através de anamnese, exame físico, radiografia (principalmente de tórax, 
para verificar o diâmetro cardíaco), testes neurológicos (para identificar danos cerebrais) e exames 
complementares, como eletrocardiograma, hematócrito, urina I, etc. 
O tratamento é feito á base de drogas hipotensoras para controle de índices da doença. 
 
b) Diabetes mellitus 
 
É uma doença que pode causar efeitos deletérios aos organismos. Sua causa está associada a 
uma deficiência na produção de insulina pelo pâncreas, o que resulta numa concentração excessiva de 
glicose no sangue. 
 
As manifestações clinicas mas comuns são : 
 
- Diurese e sede intensa, ingestão excessiva de alimento; 
- Perda de peso e fraqueza muscular; 
- A diurese excessiva conduz à desidratação e hipovolemia; 
- Prurido vulvar por infecção de cândida albicons; 
- Sonolência, fadiga, visão diminuída, infecção cutânea persistente. 
 
A diabete mellitus pode ser classificada em: 
 
- Insulino-dependente – quando o organismo é incapaz de produzir insulina, ou esta se 
apresenta diminuída ou ausente. Há necessidade de administração de insulina, para evitar 
acetoacidose. Esta associada à hereditariedade e a incidência é maior em pessoas jovens; 
 
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- Insulino-não-depende – quando há deficiência na liberação de insulina pelas células betas das 
ilhotas de Langerhans, porem, o que comumente ocorre é uma resistência à ação da insulina nos 
tecidos periféricos. Pode acometer pessoas de todas as idades, alem do que o fator hereditário 
pode influir; 
- Associada com outras complicações – problemas de infecção e degeneração do pâncreas 
podem induzir uma produção insuficiente de insulina. Substâncias químicas, medicamentos, 
hormônios e doenças genéticas podem estar relacionados com a diminuição da insulina. 
 
Diagnóstico e tratamento 
 
O diagnóstico é feito através dos sintomas clássicos, juntamente com a constatação da glicosúria 
e a alteração nos níveis de glicose plasmática. O tratamento tem por objetivo ajudar o paciente a obter 
uma longa, confortável e útil, através da manutenção dos novéis plasmáticos de glicose próximo a 
normalidade. Está baseado em dieta, exercícios físicos e medicamentos. 
 
c) Tuberculose 
 
É uma doença infecciosa, de evolução geralmente crômica, causada por bacio Mycobacyterium 
tuberculosis. 
A transmissão do bacilo acontece pela inalação das nasofaríngeas, liberadas no meio ambiente 
pelos doentes bacilíferos, através da fala, tosse, espirro, beijo, etc. O período de incubação é em torno de 
4 a 12 semanas. 
A suscetibilidade é geral, sendo que nos menores de 5 anos é mais freqüente o aparecimento da 
forma meníngea. Os indivíduos que convivem com as pessoas que apresentam problemas no sistema 
imunológico (ex: AIDS). A morbilidade maior é observar em regiões urbanas e em precárias condições 
socioeconômico. 
As manifestações clínicas mais comuns são: 
 
- Febre baixa vespertina com sudorese; 
- Inapetência; 
- Perca de peso; 
- Dor torácica 
- Tosse produtiva com, ás vezes, saída de secreção sanguinolenta. 
 
Normalmente, a tuberculose se localiza nos pulmões porém, pode haver localização em outros 
partes do organismo como: os rins, ossos, meninges, olhos, etc. 
As complicações mais comuns são: hemoptise, atebetasia, destruição pulmonar com 
insuficiência respiratória e pus no pulmão. 
A imunidade é feita através da vacina BCG. 
 
Diagnóstico e tratamento 
 
Como a tuberculose é um importante problema de saúde publica no Brasil, intervenções como 
diagnóstico precoce e o tratamento adequado,são indispensáveis para a prevenção e controle da 
doença. 
O diagnóstico é feito por meio da utilização dos métodos: 
 
- Baciloscopia direta de escarro para identificação dos doentes bacilíferos; 
- Bacilioscopia indireta através de semeaduras – é indicado nos casos com baciloscopia direta 
persistentemente negativa, porém, com quatro sugestivos. Também é indicado no diagnóstico das formas 
extra pulmonares de tuberculose (renal, óssea, meníngea, etc.); 
- Prova tuberculose – prova feita através da inoculação de um derivado purificado de fração protéica 
(PPD) antigênica do bacilo, que provoca uma resposta celular no sistema imunológico; 
- Exame radiográfico do tórax – utilizado apenas por grupos selecionados, como sintomáticos respiratório, 
comunicantes e suspeitos de tuberculose extra pulmonar ; 
 
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- Outros métodos utilizados com mais freqüência nas formas extra pulmonares são o anatomopatológico, 
citológico, químicos e radiológicos especiais. 
As drogas mais utilizadas no tratamento da tuberculose são: Isoniozida (INH), Rifompicina (RPM 
ou RFM), Esreptomicina (SM), Pirazinamida (PZA), Etambutol (BEM), Etionamida (ETH). 
 
OBS: Isoniozida = Hidrozida. 
 
O tratamento da tuberculose compreende duas fases: 
 
- Fase de ataque – o objetivo desta fase é reproduzir o número de bacilos. 
 
Para tanto, utiliza-se drogas com poder bactericida, que não: RFM e INH; a PZA tem a função. 
As drogas mais utilizadas são a RFM e INH. 
 
- Fase de manutenção – nesta face procura-se destruí os bacilos restantes após a face de ataque. As 
drogas mais utilizadas são a RFM e INH. 
 
O tratamento é feito conforme o Esquema 1, indicado no quadro abaixo: 
 
 
o Tuberculóide e tuberculóide reacional – apresenta placas eritematosas nos limites 
externos ítidos, localize nas regiões palmar, plantar e face. Há um comprometimento neural 
de maneira intensa, levando as incapacidades físicas. 
 
o Misuda negativa apresenta as formas contagiosas, que podem ser: 
o Virchowiana - apresentam eritemas com infiltração difusa, tubérculos e nódulos, 
madarose (queda de cílios e supercílios) e lesões das mucosas (olhos, palato e 
vísceras); 
o Dimorfia – com característica semelhantes ás formas tuberculóides e vichowianas, 
apresentam lesões ferrugíneas ou pardacente 
 
Diagnóstico e Tratamento 
 
O diagnóstico é feito através de: 
 
- Anamnese – tem por objetivo verificar o início das doenças, se há comunicantes. 
- Exames clínicos – são realizados avaliações neuro e dermatógicas para a pesquisa de sensibilidade 
térnica, dolorosa, táctil e oftalmlógica. 
- Exames bacterioscópico – pesquisa-se a presença do Bacilo e lesões cutâneas ativas (eritema 
intenso, infiltração, etc.) 
- Exames histopatológico – biópsia das lesões ou locais comprometidos. 
- Teste de mitsuda – confere o estado de resistência dos indivíduos acometidos, podendo auxiliar na 
classificação da forma clínica. 
 
X – SAÚDE DO IDOSO 
 
De acordo com a organização Mundial de Saúde, o idoso é todo indivíduo com 60 anos ou mais 
de idade. 
Quando se fala em velhice, pensa-se em três aspectos: 
 
- Na aposentadoria, que é o descanso do trabalho e que pode gerar desde sentimentos de liberação do 
trabalho até a solidão ou inutilidade; 
- No reconhecimento de que é uma “pessoa de idade” e podendo desenvolver o medo das novidades, do 
envelhecimento e da morte; 
- Na instalação da sensibilidade, por motivos psicólogos ou físicos, provocam um comprometimento da 
saúde mental. 
 
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No entanto, deveríamos pensar no idoso como sendo o resultado de toda uma cultura de um 
país. Por isso, em algumas civilizações, o envelhecimento é sinônimo de sabedoria e experiência, 
levando o idoso a conversar um papel no grupo social. 
A sociedade brasileira valoriza e investe na população jovem e considera o idoso um “encargo 
social”, excluindo-o preconceito do mercado de trabalho e de uma vida social. 
Esse modo de pensar devera se modificar, porque a população idosa brasileira vem crescendo 
progressivamente e calcula-se que no ano 2025 teremos a 6 população idosa maior do mundo. 
Devido a esse aumento da vida média, é necessário um correto equacionamento dos recursos públicos 
pare assegurar o bem-estar dos idosos. Para isso, o reconhecimento das necessidades básicas e das 
infra-estruturas familiar dessa população deve subsidiar uma política de assistência global ao idoso. 
Por isso, os órgãos governamentais estão iniciando programas de atendimento aos idosos que 
devem ter como objetivo básico o cuidado preventivo, progressivo, integral e continuado. Dessa forma, 
mantém-se o idoso com sua plena capacidade e independência, o que permitirá uma adequada 
integração familiar e social. 
 
1. Perfil do Idoso 
 
Há várias formas de envelhecimento, dependendo das características pessoais, da história passada 
(tipo de trabalho, alimentação, etc.), da classe social do acesso aos cuidados médicos. 
O idoso poderá responder positivamente ou negativamente ás mudanças dessa etapa de vida, pois 
ele caminha para uma fase de decréscimo físico, biológico e social, decorrente das limitações naturais do 
processo de envelhecimento. 
 
a) Aspectos psicológicos 
 
O processo da medida prolongada a vida da população, mas não descobriu uma forma de bloquear 
permanentemente o envelhecimento celular. Esse processo de envelhecimento provoca a perde gradativa 
da capacidade funcional dos órgãos e sistemas. 
A presença e a insistência das alterações orgânicas variam de um para outro. São basicamente: 
 
- No sistema nervoso – diminuição do fluxo sanguíneo cerebral, perda progressiva das células cerebrais, 
necessidade de um tempo maior para tomar as decisões, perda gradativa da memória (principalmente 
para os fatos recentes) e alteração na personalidade; 
.- No sistema cardiovascular – diminuição da força contráctil do coração, redução do debito cardíaco, 
depósitos de gorduras parede vascular e cardíaca, alterações químicas e anatômicas da parede vascular, 
diminuição da vascularização; 
- No sistema respiratório – perda da elasticidade, menor difusão de oxigênio; 
- Nos órgãos dos sentidos – diminuição da acuidade visual e auditiva, fala mais lenta, diminuição da 
sensação táctil e gustativa; 
- Na pele e tecido subcutâneo – aparecimentos de rugas e descoloração pignamental, equimose, 
diminuição da sudorese, pela mais fina, desidratação e menos elasticidade; 
- No sistema músculo-esquelético – ossos porosos e mais leves, alterações posturais e na coluna 
vertebral, diminuição da força muscular, da resistência e da agilidade; 
- No sistema gastrointestinal – perda de dentes, alterações do mecanismo da deglutição, diminuição da 
secreção dos sucos digestivos, diminuição dos movimentos gástrico e intestinal, menor absorção dos 
elementos nutritivos; 
- No sistema geniturinário – diminuição da filtração e da função tubular, aumento da próstata, 
menopausa, alteração na taxa hormonal; 
- Nos processos metabólicos – diminuição da produção dos hormônios, alterações na tolerância á 
glicose, menor capacidade de responder ao estresse. 
 
b) Aspectos psicossociais 
 
Normalmente, a pessoa idosa reorganiza a sua identidade a parti do momento em que toma 
consciência de suas transformações físicas, da recusa coletiva ao sue envelhecimento, da falta de espaço 
 
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na sociedade e de u futuro desconhecido. Na procura desse futuro, ele terá de conviver com uma 
realidade que é mais ou menos negativas durante a vida ativa: a morte. 
É comum o idoso agarra-se ao passado como um mecanismo de compensação, pois o futuro lhe é 
incerto e o presente marcado por conflitos e por ausência de atividade que permitem o seu engajamento 
nas relações e no mundo atual. 
A aceitação das transformações inerentes à idade irá depender da importância que o individuo dá a 
essas modificações, das motivações, estímulos e do interesse pela vida. 
Os principais aspectos psicossociais que influencia no perfil do idoso

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