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PROF.RENAN MAURÍCIO GABARITA NA MADRUGADA 1 – ESTADO, GOVERNO E ADM PÚBLICA CONCEITO, FONTES E PRINCÍPIOS POLÍCIA MILITAR ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E CONCEITO 1) Os objetos de interesse do direito administrativo não incluem a atuação de entes de direito privado. 2) A regulação das relações jurídicas entre agentes públicos, entidades e órgãos estatais cabe ao direito administrativo, ao passo que a regulação das relações entre Estado e sociedade compete aos ramos do direito privado, que regulam, por exemplo, as ações judiciais de responsabilização civil do Estado. 3) O Estado é um ente despersonalizado, apresentando-se não apenas exteriormente, nas relações internacionais, mas também internamente, como pessoa jurídica de direito público capaz de adquirir direitos e contrair obrigações na ordem jurídica. 4) A função administrativa é exclusiva do Poder Executivo, não sendo possível seu exercício pelos outros poderes da República. 5) Conceitualmente, é correto considerar que o direito administrativo abarca um conjunto de normas jurídicas de direito público que disciplina as atividades administrativas necessárias à realização dos direitos fundamentais da coletividade 6) São elementos constitutivos do Estado: o território, a população e a soberania. 7) A repartição do poder estatal em funções — legislativa, executiva e jurisdicional, descaracteriza a sua unicidade e indivisibilidade. 8) Os conceitos de governo e administração não se equiparam; o primeiro refere-se a uma atividade essencialmente política, ao passo que o segundo, a uma atividade eminentemente técnica. 9) O conceito de administração pública, em seu aspecto orgânico, designa a própria função administrativa que é exercida pelo Poder Executivo. 10) Consoante as regras do direito brasileiro, as funções administrativas, legislativas e judiciais distribuem-se entre os poderes estatais — Executivo, Legislativo e Judiciário, respectivamente —, que as exercem de forma exclusiva, segundo o princípio da separação dos poderes. FONTES 11) No Brasil, as fontes do direito administrativo são, exclusivamente, a Constituição Federal de 1988 (CF), as leis e os regulamentos. 12) Os costumes, a jurisprudência, a analogia e a lei constituem as principais fontes do direito administrativo. 13) Conforme a doutrina majoritária, as jurisprudências não são fonte do direito administrativo brasileiro, porquanto a administração pública deve obedecer estritamente ao princípio da legalidade. 14) A lei é considerada a fonte primordial do direito administrativo brasileiro, razão por que esse ramo do direito público nacional se encontra codificado, ou seja, as normas administrativas estão reunidas em um só corpo de leis. 15) Dada a origem francesa do direito administrativo pátrio, a jurisprudência, no Brasil, assim como ocorre na França, revela-se a principal fonte do direito administrativo. 16) Embora a administração pública seja regida pelo princípio constitucional da legalidade, decisões judiciais podem servir como fonte para o direito administrativo, inclusive com força vinculante. 17) A jurisprudência administrativa constitui fonte direta do direito administrativo, razão por que sua aplicação é procedimento corrente na administração e obrigatória para o agente administrativo, cabendo ao particular sua observância no cotidiano. 18) Entre as fontes de direito administrativo, as normas jurídicas administrativas em sentido estrito são consideradas lei formal e encontram sua aplicabilidade restrita à esfera político- administrativa. 19) Considerada fonte secundária do direito administrativo, a jurisprudência não tem força cogente de uma norma criada pelo legislador, salvo PROF.RENAN MAURÍCIO GABARITA NA MADRUGADA 1 – ESTADO, GOVERNO E ADM PÚBLICA CONCEITO, FONTES E PRINCÍPIOS POLÍCIA MILITAR no caso de súmula vinculante, cujo cumprimento é obrigatório pela administração pública. 20) A lei administrativa estrangeira é fonte do direito administrativo brasileiro e o âmbito espacial de validade dessa lei obedece ao princípio da territorialidade. PRINCÍPIOS 21) Conforme o regime jurídico administrativo, apesar de assegurada a supremacia do interesse público sobre o privado, à administração pública é vedado ter privilégios não concedidos a particulares. 22) A possibilidade de realização de obras para a passagem de cabos de energia elétrica sobre uma propriedade privada, a fim de beneficiar determinado bairro, expressa a concepção do regime jurídico-administrativo, o qual dá prerrogativas à administração para agir em prol da coletividade, ainda que contra os direitos individuais. 23) Apenas a administração pública direta deverá obedecer aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 24) Pelo princípio da autotutela, a administração pública exerce o controle sobre os próprios atos, com a possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos, porém fica vedada a convalidação de atos ilegais. 25) A motivação dos atos administrativos deve ser explícita, clara e congruente, vinculando o agir do administrador público e conferindo o atributo de validade ao ato, de maneira que a administração pública, ao adotar determinados motivos para a prática de um ato administrativo, ainda que de natureza discricionária, fica a eles vinculada. 26) Em atenção aos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os tribunais de contas estão sujeitos ao prazo de cinco anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva corte de contas. 27) Caio, cidadão brasileiro, protocolou requerimento administrativo em uma autarquia federal, a fim de obter acesso a determinada informação de cunho pessoal. João, servidor público dessa autarquia, por ter amizade íntima com o requerente, atuou como seu intermediário junto à repartição pública. Em relação a essa situação hipotética e aspectos de direito administrativo a ela relacionados, julgue os itens que se seguem.A conduta de João na situação apresentada viola o princípio administrativo da impessoalidade. 28) O nepotismo constitui vício que viola diretamente os princípios da moralidade e da impessoalidade na gestão da coisa pública, enquadrando-se na modalidade ampla de corrupção. 29) A prescrição intercorrente, prevista na nova Lei de Improbidade, homenageia o princípio da moralidade administrativa. 30) Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 (CF), a administração pública é expressamente norteada pelos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência. 31) Os princípios da supremacia do interesse público e da indisponibilidade do interesse público são basilares ao regime jurídico administrativo, porquanto deles decorrem as prerrogativas e as restrições aplicadas à administração pública. 32) De acordo com o princípio da igualdade, na administração pública, todos os administrados devem receber o mesmo tratamento do poder público. 33) Conforme a Constituição Federal de 1988, a publicidade dos atos administrativos, diferentemente do sigilo, é a regra. 34) De acordo com o princípio da autotutela, a administração pode revogar seus próprios atos quando observar que eles possuem vícios que os tornem ilegais. 35) A administração pode revogar seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos, PROF.RENAN MAURÍCIO GABARITA NA MADRUGADA 1 – ESTADO, GOVERNO E ADM PÚBLICACONCEITO, FONTES E PRINCÍPIOS POLÍCIA MILITAR podendo, ainda, anulá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. 36) As empresas públicas não integram a administração pública direta e, por isso, não se aplicam a elas os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 37) A eficiência administrativa da organização é diretamente proporcional à seu nível de descentralização. 38) A razoabilidade é um princípio da administração pública expressamente previsto na Constituição Federal. 39) O poder discricionário do administrador público é limitado pela lei e pelos princípios da administração pública, em especial os da proporcionalidade e da razoabilidade. 40) A publicidade dos atos praticados pelo agente público, no exercício de suas atribuições, para fins de promoção individual é vedada pela CF, em razão da natureza institucional da atuação administrativa do agente público. QUESTÕES EXTRAS O conceito formal de administração pública está diretamente relacionado à natureza da atividade exercida pelo órgão público A administração pública em sentido objetivo, material ou funcional pode ser definida como o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado. O ato administrativo praticado por agente público no exercício da sua função expressa o sentido orgânico da administração pública. Em sentido subjetivo, formal ou orgânico, a administração pública consiste no conjunto de órgãos, entidades e agentes estatais no exercício da função administrativa do Estado. Já a administração pública em sentido objetivo, material ou funcional designa o conjunto de atividades administrativas exercidas pelo Estado para a consecução dos interesses coletivos. FRASE MOTIVACIONAL Tantos cargos públicos vagos para ocupar... E você querendo ocupar função de amante na amante na vida dos outros. “Prof. Renan Maurício”