Prévia do material em texto
Atendimento Inicial ao Politraumatizado QUEST 3 7) Waksman et al. (2014), descrevem que a criança apresenta diferenças anatômicas quando comparadas ao adulto, tornando-se mais difícil a manutenção das vias aéreas permeáveis e a intubação traqueal. O estabelecimento de via aérea permeável com proteção simultânea da coluna cervical é muito difícil na criança vitima de politraumatismo. As vias aéreas são facilmente obstruídas por corpos estranhos como sangue, muco e fragmentos de dente, e devem ser limpas e aspiradas com cuidado, eventualmente com pinças adequadas. Lesão de coluna cervical são menos comuns em criança, comparando com os acidentes de adultos, pois a coluna é mais elástica e móvel do que a do adulto e as vertebras, menos rígidas, são menos predispostas a fraturas. Apesar disso, o risco é grande, pois as crianças estão sujeitas a maiores forcas inerciais aplicadas ao pescoço durante o processo de aceleração e desaceleração, o que ocorre principalmente em acidentes automobilísticos e quedas de altura. O risco aumenta, porque a cabeça da criança é proporcionalmente maior do que a cabeça do adulto e tem efeito de impulsionar a criança. Podem ocorrer, então, traumatismo craniano e lesão medular simultânea. A intubação endotraqueal na criança vítima de politraumatismo pode ser difícil, porque o pescoço deve permanecer em posição neutra e não pode ser hiperestendidos durante o procedimento. Relacionado ao atendimento de crianças vítimas de politraumatismo, torna-se um desafio constante para a equipe de saúde que atua no serviço de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) atender a referida clientela, em decorrência da vulnerabilidade desses pequenos pacientes e as particularidades que as envolvem. Em se tratando de suporte ventilatório, quando estão presentes os sinais de falência respiratória, torna-se evidente a necessidade de se estabelecer uma via aérea definitiva por meio da realização de Intubação Orotraqueal (IOT). Sabendo disso, o profissional enfermeiro deve estar atento, e ter em mente, quais são os dispositivos necessários para a execução desse procedimento sem que haja postergação de tempo entre a realização e a concretização do mesmo. R= A formula utilizada para otimizar a identificação do tamanho do dispositivo é: idade + 4 ÷ 16. 8) Conforme descrevem Godinho et al. (2015), o trauma é a principal causa de morte no mundo, e sua ocorrência acontece antes dos 40 anos de idade, tornou-se, atualmente, um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil. Até os 65 anos de idade, o trauma é responsável por aproximadamente um terço dos prejuízos por invalidez, mensurados em anos de vida produtiva. Atualmente, a eficácia na manutenção da vida em pacientes politraumatizados leva a uma síndrome conhecida como MODS (Multiple Organ Dysfunction Syndrome), que está associada à infecção, choque hemorrágico, síndrome de reperfusão e uma resposta inflamatória. O controle da hemorragia, da coagulopatia, a utilização adequada de produtos sanguíneos, o balanço da hipo/hiperperfusão, e a ressuscitação hemostática melhoram a sobrevida no trauma de sangramento maciço. Mesmo assim, muitos dos sobreviventes sofrem com a sepse e com a disfunção de órgãos, estas causadas pela resposta sistêmica ao trauma, bem como ao seu tratamento. Relacionado ao trauma, esta é a segunda maior causa de morte no mundo, sendo a hemorragia, em uma percentagem entre 30 a 40%, um fator de mortalidade relacionada ao trauma. O socorrista deve atuar imediatamente no cuidado a vítima, caso a via aérea se encontre obstruída, haja risco de broncoaspiração ou comprometimento respiratório, bem como se esta apresente sinais clínicos de diminuição circulatória e/ou instabilidade hemodinâmica. Frente ao risco significativo de instabilidade, identifique a alternativa que sinaliza os sinais precoces de choque hipovolêmico: R= Pele (palidez, sudorese, queda de temperatura); pulso (taquicardia, pulso fino); perfusão periférica (enchimento capilar > 2 segundos); ventilação (taquipneia, respiração superficial); pressão arterial (normal inicialmente); estado mental (confusão, agitação, letargia, rebaixamento do nível de consciência). 9) Acidente de trânsito e vítimas de politraumatismo, é todo acontecimento, casual ou não, que possui como consequências desagradáveis grandes possibilidades de danos físicos e/ou materiais, podendo assim, estarem envolvidos veículos, pessoas e ou animais em vias públicas. Frente a este evento, e se este for de grande relevância, é possível que haja vítimas enclausuradas nas ferragens, necessitando a sua retirada. O salvamento veicular é o conjunto composto pelos procedimentos usados visando localizar, acessar, estabilizar e transportar uma vítima que esteja presa no interior de um veículo, utilizando de técnicas de desencarceramento e extração veicular. Estes são procedimentos utilizados para conseguir o espaço necessário para a retirada mais segura da vítima, ou seja, movimentando-a o mínimo possível. Relacionado ao acesso a vítimas de acidente automobilístico, muita das vezes estas ficam enclausuradas ou encarceradas nas ferragens devido ao impacto que que seu veículo motorizado sofreu, impedindo que a equipe de socorrismo tenha acesso imediato ao acidentado. Compreende-se como resgate veicular o procedimento que é aplicado para localizar, acessar, extrair, remover, estabilizar e transportar vítimas que estejam presas às ferragens de um veículo acidentado. Após absorvermos esta informação conceitual acerca de resgate veicular, a seguir estão descritas algumas intervenções atribuídas ao desencarceramento de vítimas pela equipe de socorrismo. Identifique a resposta correta com sequência de intervenção correta: R=Providenciar a estabilização do veículo antes de entrar nele; deixar disponível um extintor de pó químico seco (PQS), de, pelo menos, 12 kg para prevenção incêndios; avaliação da vítima; providenciar desencarceramento removendo estruturas de ferro que impossibilitem acesso à vítima; providenciar estabilização e remoção da vítima; permanecer atento às condições de segurança da cena.