Prévia do material em texto
01. Definir adolescência e puberdade, segundo a OMS 02. Descrever o funcionamento do eixo hipotálamo- hipófise-gonadal antes e após o início da puberdade 03. Identificar as etampas de desenvolvimento puberal em meninos e meninas , e os critérios de classificação segundo Tanner 04. Descrever as características do estirão da puberdade em meninos e meninas, correlacionando com os critérios de Tanner 05. Relacionar os marcos de desenvolvimento puberal com outros aspectos do desenvolvimento socioemocional na adolescência 06. Definir e conhecer os tipos de puberdade precoce, central e periférica 07. Entender quais os exames complementares (hormonais e de imagem ) que devem se solicitados para identificar a etiologia das puberdade precoces 08. Definir e descrever os tipos de atraso de puberdade - A adolescência é a fase da vida entre os 10 e 19 anos, abrangendo transformações físicas, psicológicas e sociais na transição para a vida adulta. - É uma fase de busca por autonomia e identidade, mudanças na forma de pensar e interagir com o mundo, e um ritmo de crescimento e mudança que supera todas as outras fases da vida, exceto a infância. - A puberdade é o processo de transformação física no corpo de uma criança em um corpo de adulto com capacidade reprodutiva. - É impulsionada por alterações hormonais, que estimulam as gônadas (testículos e ovários) a produzirem mais hormônios, causando as mudanças no corpo. - Idade típica: 8 a 13 anos - É o surgimento do Broto Mamário - É o primeiro sinal de puberdade, onde a mama e a auréola se elevam - Idade típica : 9 a 14 anos - É o crescimento de pelos pubianos - Aparecimento de pelos longos e macios nos grandes lábios e, posteriormente, escuros e mais ásperos sobre o púbis. - Pelos nas axilas e odor corporal também surgem. - Idade Típica: Geralmente, 2 anos após o Broto Mamário - Período de rápido ganho de estatura, que começa após o início do desenvolvimento mamário. - Idade Típica: 10 a 16 anos (Média por volta dos 12 anos) - Primeira Menstruação - Ocorre em média cerca de dois anos após o aparecimento do broto mamário e marca o final do estirão de crescimento (a menina cresce apenas por dois anos após, cerca de 5 cm). - Acúmulo de gordura corporal, principalmente em quadris e coxas, aumento da - Idade típica: 9 a 14 anos - É o primeiro sinal de puberdade, marcado pelo aumento do volume dos testículos (a partir de 4 ml). - A pele do escroto muda de textura e torna-se mais avermelhada. - Idade típica: 10 a 15 anos - Crescimento do Pênis e Pelos Pubianos - O pênis começa a aumentar em comprimento e, posteriormente, em diâmetro. - Os pelos pubianos e axilares, odor corporal e acne também surgem. - Idade típica: 11 a 16 anos - Período de rápido ganho de estatura, que ocorre mais tarde que nas meninas. - Geralmente, 1 ano após o Pico de Crescimento - A voz se torna mais grave devido ao crescimento da laringe. - Aumento da massa muscular, crescimento de pelos faciais (barba e bigode) e maior oleosidade da pele e acne. - É um sistema universalmente utilizado para documentar e monitorar o grau de desenvolvimento físico e sexual das crianças e adolescentes durante a puberdade. - A classificação é dividida em cinco estágios (Estágios 1 a 5), onde o Estágio 1 representa o estado pré-puberal (infantil) e o Estágio 5 representa a maturidade adulta. - O estirão puberal, ou o período de aceleração máxima da velocidade de crescimento (pico de velocidade de crescimento), é um marco fundamental na puberdade e ocorre em diferentes momentos para meninas e meninos, sendo diretamente correlacionado com os Estágios de Tanner. - O crescimento rápido nas meninas começa mais cedo e é, em média, menos intenso do que nos meninos. 1. Início da Aceleração: .O estirão de crescimento se inicia logo no começo da puberdade, tipicamente no Estágio M2 de Tanner (Broto Mamário ou Telarca). .O aparecimento do botão mamário é, portanto, o marcador biológico do início da aceleração do crescimento nas meninas. 2. Pico de Crescimento: .O ponto de crescimento mais rápido é atingido no Estágio M3 de Tanner, quando há um maior aumento da mama e da aréola, sem separação dos contornos. 3. Desaceleração e Fim do Crescimento: .A velocidade de crescimento começa a diminuir após o pico e cessa quase completamente após a ocorrência da menarca (primeira menstruação), que, na maioria das vezes, acontece no Estágio M4 de Tanner. .Após a menarca, o crescimento restante é de apenas alguns centímetros. - Em termos de composição corporal, durante o estirão, as meninas apresentam um aumento no ganho de tecido adiposo (gordura corporal), que é essencial para o estabelecimento dos ciclos menstruais. - O crescimento rápido nos meninos é mais tardio e mais intenso do que nas meninas, o que, em grande parte, explica a maior estatura final masculina. 1. Início da Aceleração: .O estirão de crescimento nos meninos geralmente começa mais tarde, a partir do Estágio G3 de Tanner, quando já houve o aumento inicial do volume testicular (G2) e o pênis começa a apresentar crescimento em comprimento. 2. Pico de Crescimento: .O pico de velocidade de crescimento (o momento de maior velocidade) costuma ser atingido entre os Estágios G3 e G4 de Tanner. .O Estágio G4 é marcado pelo crescimento do pênis em diâmetro e desenvolvimento da glande. .Outros marcos que ocorrem nessa fase de pico ou logo após são a mudança no timbre de voz e o desenvolvimento de pelos faciais. 3. Magnitude do Crescimento: .O pico de velocidade de crescimento é mais acentuado (maior número de centímetros por ano) do que nas meninas. 4. Composição Corporal: .Diferentemente das meninas, os meninos adquirem primariamente massa corporal magra (músculos) em maior velocidade e por mais tempo devido à ação dos andrógenos (testosterona). .O estirão nos meninos é, portanto, um período de grande ganho muscular. .O crescimento cessa no Estágio G5 de Tanner, quando o desenvolvimento da genitália atinge o padrão adulto. - A principal diferença na atividade do eixo HHG antes e depois da puberdade reside no nível de ativação e na frequência e amplitude dos pulsos hormonais. - O eixo HHG existe e funciona, mas está em um estado de relativa inatividade ou dormência, mantido por um mecanismo de supressão central no hipotálamo - É extremamente sensível ao feedback negativo dos esteroides sexuais (estrogênio e testosterona), mesmo em níveis muito baixos. - Libera o Hormônio Liberador de Gonadotrofina (GnRH). - Quiescente (Dormência): A liberação de GnRH é muito baixa e em pulsos de baixa frequência e amplitude, principalmente durante a noite. - Essa inatividade é resultado de uma intensa inibição neural, conhecida como "freio puberal" (ou central nervous system restraint). - Libera as Gonadotrofinas: Hormônio Luteinizante (LH) e Hormônio Folículo-Estimulante (FSH). - Baixo/Supressível: A hipófise é sensível ao GnRH, mas devido à baixa liberação deste, os níveis circulantes de LH e FSH são muito baixos. - O FSH tende a ser ligeiramente mais elevado em meninas do que em meninos neste período. - Produzem Esteroides Sexuais (Estradiol e Testosterona). - Inativa/Imatura: Com os níveis baixos de LH e FSH, a produção de esteroides sexuais é mínima. - Os ovários e testículos permanecem pequenos e não funcionais para a reprodução. - A puberdade começa com o processo conhecido como Gonadarca, que é a reativação do eixo HHG. - A causa exata desse "desbloqueio" ainda é complexa, mas envolve a redução da inibição central (o "freio puberal" é liberado). - Ativo (Reativação): Ocorre o amadurecimento do padrão de liberação do GnRH. - A inibição é removida, e o GnRH passa a ser liberado em pulsos de alta frequência e amplitude, inicialmente predominantemente durante o sono. - Com a progressão da puberdade, os pulsos ocorrem durante o dia também. - Elevado e Pulsátil: O aumento da amplitude e frequência dos pulsos de GnRH estimula a hipófisea liberar muito mais LH e FSH, também em um padrão pulsátil. - O aumento do LH é particularmente importante e indica o início da puberdade central. - Ativa/Funcional: Nos testículos, o LH estimula as Células de Leydig a produzir Testosterona, e o FSH estimula as Células de Sertoli para iniciar a espermatogênese. - Nos ovários, o FSH e, posteriormente, o LH estimulam o desenvolvimento folicular e a produção de Estradiol e progesterona, culminando na menarca (primeira menstruação) e, posteriormente, na ovulação. - Mudança no Feedback: A sensibilidade hipotalâmica- hipofisária aos esteroides sexuais diminui (torna-se menos inibitória). - Além disso, o estradiol, que era um potente inibidor, passa a ter um papel de feedback positivo (em concentrações elevadas) no centro hipotalâmico-hipofisário, levando ao pico de LH necessário para a ovulação no sexo feminino. - Desenvolvimento Sexual Secundário (Gonadarca): Nas meninas, a telarca (desenvolvimento das mamas) é o primeiro sinal. - Nos meninos, o aumento do volume testicular é o primeiro sinal. Há crescimento linear acelerado (estirão de crescimento) e aquisição da capacidade reprodutiva. - A Adrenarca é o início do aumento na produção de andrógenos (hormônios sexuais masculinos, como DHEA e DHEAS) pelo córtex da glândula suprarrenal (ou adrenal). - É um evento fisiológico que marca o início do desenvolvimento sexual. - A Adrenarca tipicamente ocorre entre 6 e 8 anos e é considerada independente do Eixo Hipotálamo-Hipófise- Gonadal (HHG).Ela é responsável por: • O aparecimento de pelos pubianos e axilares (pubarca). • O desenvolvimento do odor corporal adulto. • O aumento da oleosidade da pele e o possível surgimento de acne leve. - É um prelúdio da puberdade (gonadarca), mas não a ativação do sistema reprodutivo em si. 1. Alterações Hormonais e Instabilidade Emocional O aumento da produção de hormônios sexuais (estrogênio e testosterona), que desencadeia os marcos puberais (como a telarca nas meninas e o aumento do volume testicular nos meninos), também influencia o sistema nervoso central. • Impacto Emocional: Essas flutuações hormonais podem levar a uma maior volatilidade no humor, irritabilidade, impulsividade e sentimentos intensos de ansiedade e estresse. O jovem passa a lidar com novas percepções e emoções de forma mais intensa. 2. Mudanças na Imagem Corporal e Autoestima Os sinais físicos da puberdade (como o estirão de crescimento, o desenvolvimento das mamas, o surgimento de pelos e a acne) alteram a aparência do adolescente e o formato do seu corpo. • Impacto Emocional: Essa mudança corporal rápida e, por vezes, desigual, pode gerar baixa autoestima, insegurança e constrangimento, especialmente se o adolescente se sente "diferente" dos seus pares. O autoconhecimento e a aceitação da nova identidade corporal tornam-se tarefas centrais do desenvolvimento socioemocional. 3. Maturação Sexual e Desenvolvimento de Identidade O desenvolvimento dos órgãos reprodutores e das características sexuais secundárias (conforme classificado pelos estágios de Tanner) marca a maturação sexual. • Impacto Social: O adolescente começa a explorar a sexualidade e a buscar relacionamentos íntimos (namoro, etc.). Esse é o período crucial, segundo Erikson, da crise de Identidade versus Confusão de Papéis, em que o jovem tenta definir quem ele é, seus valores e seu papel na sociedade. O envolvimento em relacionamentos e a busca por um(a) parceiro(a) único(a) são elementos dessa busca. 4. Variação no Timing Puberal e Pressão Social A idade em que os marcos puberais (como a menarca nas meninas) ocorrem varia significativamente entre os indivíduos, sendo influenciada por fatores genéticos e ambientais. • Puberdade Precoce: Adolescentes que se desenvolvem mais cedo podem sentir-se deslocados, sofrer isolamento social ou ser alvo de constrangimento, pois parecem diferentes dos seus amigos. Isso pode aumentar o risco de ansiedade e depressão. • Puberdade Tardia: O atraso no desenvolvimento também pode gerar preocupação, ansiedade e baixa autoestima em relação aos seus pares. - A puberdade precoce é definida como o início do desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (como broto mamário/telarca, pelos pubianos/pubarca, ou aumento peniano e testicular) antes dos 8 anos de idade para meninas e antes dos 9 anos de idade para meninos. - Ela é dividida em dois grandes grupos, com base em sua origem hormonal: Puberdade Precoce Central (PPC) e Puberdade Precoce Periférica (PPP). - A Puberdade Precoce Central, também conhecida como puberdade precoce dependente de GnRH, é o tipo mais comum. - É causada pela maturação precoce do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (HHG). - Essa ativação precoce é disparada pela secreção pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) no hipotálamo, que por sua vez estimula a hipófise a secretar o hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo-estimulante (FSH). Leva ao aparecimento de características sexuais que são apropriadas ao sexo da criança (isossexuais), seguindo a sequência normal da puberdade. • Em Meninas: Aparecimento sequencial de mamas (telarca) e pelos pubianos (pubarca). • Em Meninos: Aumento testicular bilateral e aumento peniano, além do surgimento de pelos pubianos. • Meninas: A causa idiopática é muito mais comum, compreendendo aproximadamente 80-90% dos casos de PPC. • Meninos: A PPC patológica (causada por tumores, malformações do SNC, etc.) é mais comum, respondendo por 40-75% dos casos em meninos. - A Puberdade Precoce Periférica, ou puberdade precoce independente de GnRH, não depende da maturação do eixo HHG. - É causada pelo excesso de secreção de hormônios sexuais (estrógenos ou andrógenos). - Essa secreção pode ser originada pelas gônadas, pela glândula suprarrenal, pela exposição exógena a esteroides sexuais, ou pela produção ectópica de gonadotropina por um tumor. Os sintomas variam dependendo do hormônio sexual que está em excesso. As características sexuais podem ser: • Apropriadas (isossexuais): Exemplo: virilização em meninos. • Inapropriadas (contrassexuais): Exemplo: virilização em meninas ou feminização em meninos. • Em Meninas: Pode haver aumento rápido das mamas, aparecimento de pelos, ou acne. • Em Meninos: Costuma ocorrer virilização (aumento peniano e pelos), mas sem aumento testicular ou com aumento unilateral. O volume testicular é tipicamente menor que 4mL. • Síndrome de McCune-Albright (mais comum em meninas). • Tumores (ovarianos, testiculares, adrenais ou produtores de HCG). • Hiperplasia Congênita de Suprarrenal. • Hipotireoidismo periférico. • Exposição hormonal exógena (esteroides). - Existem duas variantes benignas de precocidade que não são consideradas puberdade precoce central ou periférica no sentido de uma condição patológica que precise de tratamento com análogos de GnRH, mas que precisam de atenção para um diagnóstico diferencial completo. • Telarca Precoce Isolada: Desenvolvimento isolado do tecido mamário, geralmente antes dos 2 anos, mas podendo ocorrer em meninas mais velhas. Não há outros sinais pubertários, como aceleração do crescimento ou avanço da maturação óssea. É benigna, geralmente não progride e pode regredir. • Pubarca Precoce Benigna (Adrenarca Precoce): Ocorrência de pelos pubianos e/ou axilares e odor axilar prematuramente, devido a uma leve elevação de andrógenos suprarrenais (como o DHEA-S). Não há desenvolvimento de mamas ou aumento testicular, e a idade óssea é normal. - A puberdade atrasada é definida como a ausência de desenvolvimento mamário (telarca) em meninas aos 13 anos ou a ausência de aumento do volume testicular em meninos aos 14 anos. - O documento classifica o atraso puberal em quatro grandes categorias: - É considerado uma variação da normalidade, em que ocorre um retardo na ativação do eixo Hipotálamo- Hipófise-Gônada (HHG). • É a causa mais comum de puberdadeatrasada em ambos os sexos, mas mais frequente em meninos. • Indivíduos com ACCP crescem lentamente desde a infância. • A idade óssea (IO) está atrasada (cerca de 2 anos ou mais), sendo a velocidade de crescimento e a estatura compatíveis com essa IO. • A puberdade se desenvolve espontaneamente, embora mais tardiamente, antes dos 18 anos. • A causa é desconhecida, mas possui uma forte base genética e é altamente familiar. • O padrão hormonal e de idade óssea é: LH e FSH (reduzido ou na faixa de normalidade), Esteroides Gonadais (reduzido) e Idade Óssea Atrasada. - A síntese e a secreção de gonadotrofinas estão inibidas por condições sistêmicas, ou seja, doenças ou condições sistêmicas graves que afetam indiretamente o eixo reprodutivo. • É responsável por cerca de 20% dos casos em ambos os sexos. • As causas incluem: > Doenças/condições sistêmicas: .Anorexia nervosa/bulimia, doença inflamatória intestinal/doença celíaca, doença renal crônica, doenças pulmonares crônicas (como fibrose cística), anemia falciforme/talassemia. > Endocrinopatia: .Hiperprolactinemia, hipotireoidismo primário, Diabetes mellitus mal controlado, Síndrome de Cushing. > Outras: Atividade física excessiva, desnutrição. • No Quadro 4, o padrão hormonal e de idade óssea é: LH e FSH , Esteroides Gonadais e Idade Óssea Compatível ou Atrasada. - Caracteriza-se pela deficiência de gonadotrofinas (LH e FSH) devido a alterações permanentes no hipotálamo ou na hipófise. • Pode ser congênito (deficiência isolada de gonadotrofinas ou associada a outros hormônios) ou adquirido (devido a lesões no hipotálamo ou na hipófise). • Causas: > Deficiência Isolada de Gonadotrofinas: Ocorre por defeito congênito da secreção ou ação do GnRH. Pode ser normósmica (com olfato normal) ou anósmica/Síndrome de Kallmann (associada a alterações olfatórias, como anosmia). > Associado a Outras Deficiências Hormonais (Hipopituitarismo): Pode ser congênito ou devido a lesões na região hipotálamo-hipofisária, como tumores (craniofaringioma), doenças infiltrativas, trauma/cirurgia ou radioterapia. > Síndromes Genéticas: Prader-Willi, Lawrence-Moon, Bardet-Biedl. • O padrão hormonal e de idade óssea é: LH e FSH Esteroides Gonadais , e Idade Óssea Compatível (na forma isolada) ou Atrasada (no hipopituitarismo). - Ocorre por falência gonadal primária (ovários ou testículos), levando à produção insuficiente de esteroides sexuais e, consequentemente, à elevação das gonadotrofinas (LH e FSH). • É mais frequente em meninas (cerca de 25% dos casos) do que em meninos (5-10%). • É causado, principalmente, por anomalias cromossômicas, processos autoimunes e intervenções terapêuticas lesivas às gônadas. • Causas: > Síndromes Genéticas: Síndrome de Turner (em meninas, com cariótipo 45,X ou mosaicos) e Síndrome de Klinefelter (em meninos, geralmente 47,XXY). > Disgenesia gonadal. > Processos autoimunes. > Radioterapia/quimioterapia/cirurgia. > Anorquidia, traumas/infecções. • O padrão hormonal e de idade óssea é: LH e FSH (elevado), Esteroides Gonadais , e Idade Óssea Compatível. 1. Saúde do Adolescente e Jovens - Ministério da Saúde 2. Endocrinologia pediátrica