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A eficiência energética no setor de
construções
Devido ao acelerado crescimento populacional, o consumo de energia com construções tem crescido de
forma intensa, o que vem causando impactos ambientais negativos. Diante disso, estudos e
desenvolvimento de tecnologia para a melhoria da eficiência energética são exigidos e parametrizados por
lei.
Prof. Renildes Matos de Freita
1. Itens iniciais
Propósito
Para uma construção ser julgada efetiva, o seu projeto deve ser considerado amigável ao meio ambiente,
mitigando ao máximo o consumo de recursos naturais, principalmente no que se refere à energia. Uma
atuação profissional que garanta economia energética em um projeto é fundamental para a carreira de um
engenheiro.
Objetivos
Identificar os materiais construtivos e aspectos arquitetônicos.
 
Reconhecer o ciclo de vida dos materiais.
 
Analisar a eficiência energética nas indústrias.
 
Analisar a eficiência energética nas instalações comerciais e residenciais.
Introdução
Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo e entenda eficiência energética.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
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1. Materiais construtivos e os aspectos arquitetônicos
Consumo de energia em construções
Neste vídeo, conheça mais sobre consumo de energia em construções.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Sabemos que o consumo de energia está aumentando rapidamente devido ao crescimento da população e da
urbanização. Os requisitos de energia variam de região para região, dependendo do clima, tipo de moradia e
nível de desenvolvimento de cada uma delas. É cada vez maior a preocupação com o consumo de energia nas
edificações e com os seus possíveis impactos adversos ao meio ambiente.
 
No Brasil, no que diz respeito à eficiência energética, temos dois importantes instrumentos:
Lei nº 10.295
Lei de 17 de outubro de 2001, conhecida como
Lei de Eficiência Energética.
Decreto nº 4.059
Decreto de 10 de dezembro de 2001, que
dispõe, em seu anexo A, sobre a política
nacional de conservação e uso racional de
energia.
De acordo com a Lei 10.295, visa-se o art. 4º, que estabelece ao Poder Executivo desenvolver mecanismos
que promovam a eficiência energética nas edificações construídas no país. De acordo com essas
regulamentações, a energia deve ser economizada e usada efetivamente nos setores da construção, assim
como em outros setores, incluindo transporte, serviços etc.
Neste ponto, você pode estar se perguntando: Como conseguimos diminuir o consumo de energia
nas construções?
Para responder a essa pergunta, precisamos conhecer tanto o processo de construção, que envolve a escolha
de materiais e técnicas apropriadas, quanto a concepção do projeto arquitetônico, que considera não apenas
a energia consumida nesses edifícios, mas também a forma como eles são construídos e as condições
climáticas, tendo sempre em vista o uso racional de energia.
Curiosidade
Você sabia Não é possível trazer soluções simples que possam levar a eficiência energética para todas
as construções. Assim como a função, o sistema, a posição e a importância mudam de uma construção
para outra, as soluções para obtenção de eficiência energética também serão alteradas. 
Portanto, uma abordagem consciente precisa ser desenvolvida para se chegar à solução certa no estágio de
projeto arquitetônico por meio da habilitação dos dados necessários. Ao final, o produto a ser obtido deve ter
como objetivo a eficiência, ou seja, gastar menos recursos em um período maior para realizar a mesma ação.
Materiais de construção com eficiência energética
Para se conseguir a eficiência energética dos materiais de construção é necessário o uso menor de energia e
de forma eficaz em todas as suas fases.
Curiosidade
Particularmente, a proporção da energia que é consumida para a produção e o transporte dos materiais
e elementos de construção em todo o processo é grande. 
Dessa forma, a seleção dos materiais em todas as etapas, desde a obtenção de sua matéria-prima na
natureza até seus estágios de fabricação, transporte, utilização e demolição, confere eficiência energética às
construções.
 
A escolha de um determinado material de construção pode ter efeitos múltiplos no consumo de energia de
uma edificação ao longo das diferentes fases de seu ciclo de vida
Esses efeitos são por vezes contraditórios, visto que uma mesma propriedade pode gerar
economias relativas de energia operacional e também maior energia incorporada aos custos, como é
o caso, por exemplo, do alto valor de isolamento.
Não é tão fácil qualificar os materiais de construção ecologicamente, pois eles podem ter qualidades
ambientais positivas e negativas, embora devam apresentar tais qualidades tanto quanto possível. Contudo, a
propriedade indispensável de um material é ser eficiente em termos de energia. Para compreendermos melhor
as propriedades dos materiais de construção com eficiência energética, vejamos as descrições a seguir.
Material local
No consumo total de energia das construções, a quantidade de energia gasta no transporte dos materiais
para os canteiros de obras é considerável, afetando a eficiência energética e o custo dessas edificações.
Exemplo
Se os materiais de construção forem adquiridos ou fabricados em locais próximos ao canteiro de obras,
o consumo de energia no transporte diminuirá e essa economia dará à construção uma importante
qualidade ecológica. 
Recursos reciclados
Uma grande quantidade de energia é usada na fabricação de muitos materiais de construção. A utilização de
fontes recicladas em vez de outras fontes viabiliza uma preservação considerável da matéria-prima e uma
economia significativa de energia. A reciclagem de materiais de construção é essencial para reduzir a energia
incorporada na edificação.
Saiba mais
Materiais fabricados por meio de poucos processos industriais: A inexistência de procedimentos
pesados na sua fabricação acarretará menor consumo de energia, o que, consequentemente, confere
maior eficiência energética a esses materiais. Usar as tecnologias desenvolvidas em processos
industriais como um método de recuperação de calor reduz o consumo de energia. 
Materiais naturais de recursos renováveis
Geralmente, o conteúdo de energia dos materiais naturais é inferior ao dos artificiais, uma vez que eles são
fabricados com menos energia e menor custo de mão de obra. São materiais fáceis de serem fornecidos
localmente, e estão, em geral, entre os recursos renováveis que normalmente são usados em construções.
Exemplo
Eles têm origem vegetal, como, por exemplo, a madeira, o bambu, a cana, a palha, o caule de centeio e o
caule de girassol, que são materiais naturais rapidamente obtidos de fontes renováveis. 
Saiba mais
Materiais fabricados usando recursos de energia renovável: No lugar dos combustíveis fósseis como
fornecedores de energia primária no processo de fabricação deve-se dar preferência, em especial, aos
recursos de energia renovável (solar, eólica etc.). 
Materiais que consomem menos energia durante o processo no
local de trabalho
O gerenciamento do local de trabalho, a necessidade de energia elétrica e as máquinas em operação,
aquecimento e iluminação afetam o consumo de energia do local de trabalho. Como resultado do aumento da
mecanização nos canteiros de obras, o consumo de eletricidade também aumentou consideravelmente.
Saiba mais
Uso de materiais de construção duráveis: O uso desses materiais nos edifícios os torna mais resistentes
e duradouros. Isso atrasa ou elimina a necessidade de renovação de material ou manutenção devido aos
defeitos e ao envelhecimento. Dessa forma, economiza-se a energia gasta com o material a ser utilizado
na manutenção ou renovação. 
Materiais de construção com elevada capacidade de isolamento
térmico
Com a escolha de materiais de construção com elevada capacidade de isolamento térmico, o valor de energia
que a construção consome na sua fase de utilização diminuirá.
 
Podemos citar alguns exemplos de materiaispor exemplo, bombas e aparelhos de ar-condicionado.
	6.  O dimensionamento correto de equipamentos em relação à potência e à aplicação onde será utilizado é de grande importância para a redução de consumo.
	7.  A escolha de equipamentos de escritório que possuam etiqueta de economia de energia.
	Uso de energia solar
	Abordagens educacionais
	Exemplo
	Eficiência energética residencial
	Abordagens para economizar energia no setor residencial
	Abordagens técnicas
	Curiosidade
	Isolamento
	Cor do telhado e da parede
	Luz natural
	Atenção
	Abordagens educacionais
	Manter as luzes e outros aparelhos desligados durante o dia, tanto quanto possível.
	Fechar portas e janelas para manter o calor dentro ou fora.
	Evitar utilizar equipamentos em horários de pico.
	Trocar uma lâmpada tradicional por uma fluorescente ou por lâmpadas de LED.
	Utilizar equipamentos com selo Procel.
	Vem que eu te explico!
	Abordagens técnicas
	Conteúdo interativo
	Abordagens educacionais
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Em relação à eficiência energética em edificações comerciais, temos as seguintes afirmações:I) O uso exagerado da luz do sol pode prejudicar a eficiência energética.II) Medidas educacionais não devem ser utilizadas por serem de alto custo.III) Devem ser utilizados, sempre que possível, equipamentos com etiquetas de economia de máxima eficiência.IV) O ideal é pensar na eficiência energética desde o projeto.Em relação às afirmações anteriores, podemos dizer que
	Em relação às cores utilizadas para pintar paredes, qual das afirmações a seguir é verdadeira?
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referênciasusados em construção com baixo consumo energético:
Madeira
É um material natural, renovável, duradouro, processável e visual. Além
disso, ela tem a qualidade da autodestruição no ciclo ecológico. Estudos
de vários países mostraram que edifícios com estruturas de madeira
requerem menos energia e emitem menos (dióxido de carbono)
durante o seu ciclo de vida do que edifícios com outros tipos de
estruturas. Além disso, destaca-se que tanto o consumo de energia
quanto a condutividade de calor da madeira são baixos. Por essa razão,
eles exibem recursos de eficiência energética tanto nos estágios de uso
quanto na produção.
Tijolo ecológico
Na fabricação do tijolo ecológico é utilizada uma mistura de solo com
cimento e água, mas sem a realização do processo de queima, que é feito
na fabricação dos tijolos tradicionais. Além de possuírem um menor
impacto ambiental na sua concepção, os tijolos ecológicos podem ser
produzidos na própria obra, diminuindo, também, o impacto ambiental no
transporte.
Quando associados a outros materiais como os aditivos, eles adquirem
algumas melhorias nas suas propriedades, tais como o isolamento
térmico e acústico, o peso, além da resistência mecânica e ao fogo.
Madeira plástica
A madeira plástica é obtida por meio do processamento da madeira e de
diversos plásticos – polietileno de alta densidade (PEAD), polipropileno
(PP), policloreto de vinila (PVC), entre outros. Além de ter um baixo
consumo energético na sua produção, ela é reciclável e resistente a
agentes químicos.
Cimento ecológico
É um tipo de cimento que utiliza subprodutos ou resíduos oriundos dos
altos fornos das siderúrgicas. Ele não necessita da exploração de
recursos naturais e garante menor uso de energia elétrica no processo de
produção.
Estratégias de eficiência energética descritas sob os títulos da escolha de material de construção, projeto
arquitetônico, utilização das fontes renováveis de energia, organização e planejamento são direcionadas para
o uso de menos energia ou energia mais limpa no processo de uso nas edificações.
Examinando essas estratégias, fica claro que a cooperação de disciplinas muito diferentes
(arquitetura, engenharia mecânica, engenharia civil, arquitetura paisagística, planejamento urbano e
regional e arquitetura de interiores) é necessária.
Por esse motivo, conceber um edifício com eficiência energética é possível graças a um estudo
multidisciplinar que parte da emergência da ideia de construir um edifício e vai até a sua demolição no final do
período de utilização.
Como projetar e construir um edifício com eficiência
energética?
Edifícios eficientes em termos energéticos (construções novas ou existentes renovadas) podem ser definidos
como edifícios que são concebidos para proporcionar uma redução significativa da necessidade de energia
para aquecimento e refrigeração, independentemente da energia e dos equipamentos que serão escolhidos
para aquecer ou arrefecer o prédio. Isso pode ser alcançado por meio de uma arquitetura bioclimática.
A arquitetura bioclimática leva em consideração as condições climáticas e ambientais para se
alcançar o conforto térmico e visual no interior das construções.
O projeto bioclimático avalia o clima, a vegetação, a topografia e a geologia do solo, visando minimizar as
necessidades energéticas do edifício e criar um ambiente mais confortável. Sendo assim, ele melhora o
isolamento térmico e acústico da estrutura, e proporciona uma quantidade saudável de luz natural. Além disso,
é dada especial atenção ao respeito pela paisagem existente e à integração do edifício a ela.
 
O projeto bioclimático inclui os seguintes princípios:
Forma do edifício
A forma do edifício deve ser compacta para reduzir as superfícies em contato com o exterior. O
edifício e, principalmente, as suas aberturas, recebem uma orientação adequada, com os espaços
interiores sendo dispostos de acordo com as suas necessidades de aquecimento.
Técnicas no envelope externo e suas aberturas
Técnicas adequadas são aplicadas ao envelope externo (planos de fachadas e coberturas expostos
da edificação) e às suas aberturas para proteger o edifício do calor solar no inverno e no verão. Os
sistemas solares passivos coletam a radiação solar, atuando como sistemas “livres” de aquecimento e
iluminação.
O edifício é protegido do sol de verão principalmente por sombreamento, mas também pelo
tratamento adequado da envolvente do edifício, ou seja, o uso de cores e superfícies reflexivas.
Isolamento térmico
O isolamento térmico é uma tecnologia comprovada, de baixo custo e amplamente disponível, que
começa a economizar energia e dinheiro e a reduzir as emissões quando é instalada.
O isolamento bem instalado garante a eficiência energética em todas as partes do edifício, incluindo
pisos, paredes e fachadas. Também é adequado para tubos e caldeiras para reduzir a perda de
energia das instalações técnicas de uma construção.
O isolamento é tão relevante nas regiões frias quanto nas quentes. Em regiões frias, ele mantém o
edifício aquecido e limita a necessidade de energia para o aquecimento. Já nas regiões quentes, os
mesmos sistemas de isolamento mantêm o calor do lado de fora e reduzem a necessidade de ar-
condicionado.
Ventilação
Ventilação é a entrada e saída planejada e controlada de ar através dos edifícios, fornecendo ar
fresco e exaustando o ar viciado por ventiladores especialmente projetados. Ela atua em combinação
com o sistema de aquecimento projetado, com o controle de umidade e com a estrutura do próprio
edifício.
Uma estratégia de ventilação controlada irá satisfazer as necessidades de ar fresco de um edifício
hermético, lembrando que a infiltração de ar ou a abertura da janela não pode ser considerada uma
alternativa aceitável para a ventilação projetada.
Energia renovável
Incorporação de tecnologias de energia renovável, como, por exemplo, o painel solar ou a telha solar
fotovoltaica.
Telhados verdes
Utilização de telhados verdes, que são sistemas de telhado com vegetação, que regulam a
temperatura interna dos edifícios e reduzem os custos de aquecimento e resfriamento.
Os telhados verdes também funcionam como sistemas de gestão de águas pluviais sustentáveis e
descentralizados, reduzindo o escoamento e diminuindo os custos de energia associados à ampliação
e atualização de sistemas centralizados.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Consumo de Energia em Construções
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Materiais de Construção com Eficiência Energética
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A eficiência no uso da energia, com destaque para a elétrica, está em pauta desde a década
de 1970, quando foi observado que as reservas fósseis não seriam ilimitadas e que seu uso
traria prejuízos para o meio ambiente. Sobre esse tema, considere as afirmativas a seguir:
I) O uso de energias renováveis, tais como a solar e a eólica, contribui para amenizar o
impacto ambiental causado pelo alto consumo energético.
II) Os impactos no meio ambiente em uma construção se restringem à fase de uso, uma vez
que essa é a fase mais longa nos ciclos de vida das construções.
III) A Lei nº 10.295, de 2001, conhecida como Lei da Eficiência Energética, dispõe sobre a
política nacional de conservação e uso racional da energia, visando à alocação eficiente dos
recursos energéticos e à preservação do meio ambiente.
Marque a alternativa correta:
A
Apenas a afirmativa I é verdadeira.
B
A afirmativa I e II são verdadeiras, e a III é falsa.
C
A afirmativa II e III são verdadeiras, e a I é falsa.
D
As afirmativas I e III são verdadeiras e a II é falsa.
E
Apenas a afirmativa II é verdadeira.
A alternativa D está correta.
As construções consomem energia em diferentes fases e para diferentes finalidades.
Questão 2
Considerando a arquitetura de uma construção combinada ao conforto e à eficiência
energéticadentro do conceito de arquitetura bioclimática, o projeto de um edifício deve incluir
o estudo dos seguintes tópicos:
I) Orientação solar e aos ventos.
II) Definição do estilo arquitetônico da edificação.
III) Materiais da estrutura, das vedações internas e externas, considerando desempenho
térmico e cores.
IV) Tratamento das fachadas e coberturas de acordo com a necessidade de proteção solar.
V) Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
Dos itens anteriormente mencionados, estão corretos apenas:
A
I e IV.
B
I, III e V.
C
I, III e IV.
D
I, III, IV e V.
E
I, II, III e V.
A alternativa C está correta.
A arquitetura bioclimática consiste no projeto de edificações levando em consideração as condições
climáticas e utilizando os recursos disponíveis na natureza – tais como o sol, ventos, entre outros – para
minimizar os impactos ambientais e reduzir o consumo energético.
2. Entendendo o ciclo de vida dos materiais
Ciclo de vida útil dos materiais
Neste vídeo, conheça mais sobre ciclo de vida útil dos materiais. 
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O crescimento da demanda por materiais de construção se reflete diretamente no aumento do consumo de
matérias-primas e energia, principalmente durante as fases de extração, processamento e transporte. Além
disso, deve-se levar em conta a consequente expansão da geração de resíduos, tanto pelo excedente de
materiais não utilizados, quanto pelas sobras de demolições.
 
As construções consomem energia em diferentes fases e para diferentes finalidades. A consideração do
consumo de energia em cada fase de estruturação é conseguida com a análise do ciclo de vida da edificação.
 
Entenda como a energia é consumida em cada fase:
Fabricação dos materiais
A energia é consumida para a obtenção da matéria-prima e dos materiais de
manufatura, seu transporte e construção.
Fase e uso
A energia é consumida para fornecer a qualidade do ar interno adequado
com as condições visuais internas, térmicas, de conforto acústico, e para
manutenção, restauração e renovação da construção.
Fase de demolição
A energia é consumida para demolição e remoção de entulho, eliminação dos
resíduos de construção, recuperação de alguns materiais e componentes da
construção no processo de reciclagem.
Nesse contexto, a avaliação do ciclo de vida (ACV) surgiu como uma ferramenta para avaliar os impactos
ambientais causados durante o ciclo de vida de um produto, incluindo produção de material, transporte,
construção, manutenção e disposição final.
Curiosidade
Segundo Santos (2007), o uso da ACV como ferramenta de gestão ambiental teve início na década de
1960 em diferentes formas e com uma variedade de nomes em diferentes países. Desde então, o termo
por extenso ou a própria sigla têm sido adotados quando nos referimos aos estudos do ciclo de vida
ambiental. 
De acordo com o padrão internacional de avaliação do ciclo de vida ISO 14040 (Organização Internacional
para Padronização, 2010), a ACV examina de forma sistêmica os aspectos e impactos ambientais dos
sistemas de produtos, desde a aquisição de matéria-prima até a disposição final, de acordo com a finalidade e
o campo de estudo estipulado.
Ao integrar a ACV em seu projeto, profissionais de engenharia, design e construção podem avaliar
os impactos do ciclo de vida dos materiais, componentes e sistemas, conseguindo, a partir daí,
escolher combinações que reduzem os impactos ambientais.
Esse método é cada vez mais usado por pesquisadores, indústrias, governos e grupos ambientalistas para
auxiliar na tomada de decisões para o desenvolvimento de estratégias e a seleção de materiais relacionados
ao meio ambiente.
 
A ACV é utilizada para: 
 
Comparar dois sistemas concorrentes ao longo de seu ciclo de vida completo ou parcial. 
 
Comparar as fases do ciclo de vida do mesmo sistema. 
 
Comparar um sistema e suas alternativas.
 
Comparar um sistema a uma referência.
Essas comparações são úteis para auxiliar na identificação de oportunidades para melhorar os aspectos
ambientais dos produtos em vários pontos do seu ciclo de vida, bem como para promover estratégias de
planejamento, definição de prioridades e marketing de produtos.
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Exemplo
Essa comparação é usada no esquema de rotulagem ecológica ou ambiental do produto. 
Fases da ACV
De acordo com as normas ISO 14040 e 14044, uma ACV é realizada em quatro fases distintas seguindo um
processo iterativo:
Fase 1
Objetivo e escopo.
Fase 2
Inventário do ciclo de vida (Life Cycle Initiative – LCI).
Fase 3
Avaliação do impacto do ciclo de vida (Life Cycle Impact Assessment – LCIA).
Fase 4
Interpretação de resultados e busca de melhorias.
Veja cada uma das fases detalhadamente a seguir:
Objetivo e escopo
Na primeira fase, o profissional apresenta e especifica o objetivo e o escopo do estudo de ACV em relação à
aplicação pretendida. Essa é uma etapa importante que será usada para determinar a unidade funcional e os
limites do estudo. A unidade funcional especifica a função desempenhada pelo sistema estudado e pode ser
usada para analisar os impactos em uma unidade comum.
Exemplo
Os impactos do produto durante um ano de uso. 
Essa fase também inclui a escolha dos limites do estudo da ACV.
Inventário do ciclo de vida
O inventário do ciclo de vida é uma coleção exaustiva de todas as emissões e consumos de cada etapa da
análise do ciclo de vida. Essa segunda fase de ACV envolve a coleta de dados e modelagem de componentes
de edifícios, bem como a descrição e a verificação de dados. Os resultados do inventário fornecem dados
sobre todas as entradas e saídas na forma de fluxos elementares de e para o ambiente de todos os processos
unitários envolvidos no estudo.
 
Os procedimentos de alocação são necessários ao lidar com vários processos de saída (sistemas que geram
mais de um produto). De fato, nesse caso, as entradas (matérias-primas e fluxos de energia) para o sistema e
os impactos ambientais resultantes precisam ser divididos entre as várias saídas do produto.
Exemplo
Um exemplo disso é a produção de vapor e eletricidade em uma usina, pois o impacto ambiental dela
(infraestrutura, combustível) precisa ser dividido entre os dois produtos (vapor e eletricidade). 
No caso da reciclagem de materiais, os benefícios ambientais (matéria-prima evitada durante a extração) e os
encargos (coleta de resíduos, uso de energia durante o processo de reciclagem) deverão ser divididos entre o
processo que gera os resíduos (sistema de produto primário) e o processo que usará a fração reciclada
(produto secundário).
Avaliação do impacto do ciclo de vida
A fase de avaliação de impacto da AVC visa avaliar a conversão das emissões em impactos ambientais e de
saúde de um produto, sistema ou serviço usando os resultados da análise de inventário do ciclo de vida. Em
geral, esse processo envolve a associação de dados de inventário com dados específicos. O nível de detalhe,
a escolha dos impactos avaliados e as metodologias utilizadas dependem do objetivo e do âmbito do estudo.
Interpretação e busca de melhorias
A última etapa leva à conclusão sobre se as ambições do objetivo e do escopo podem ser atendidas. De
acordo com a norma ISO 14043, a fase de interpretação deve incluir três etapas:
Identificação das questões significativas
Dados importantes de inventário, categorias de impacto significativo, contribuições dominantes de
um estágio do ciclo de vida etc.
Avaliação
Os objetivos da avaliação visam estabelecer a confiabilidade dos resultados do estudo, com particular
atenção às questões identificadas na primeira etapa da interpretação. São necessárias verificações
de sensibilidade ou análises de incertezas. Eles determinam se os resultados de ACV são afetados
por incertezas nos dados, métodos de alocação ou cálculo dos resultados do indicador de categoria
etc. Uma análise de sensibilidade estima os efeitos dos dados e métodos escolhidos sobre os
resultados e conclusões do estudo.
Recomendações, conclusões e relatórios
Limitaçõesda ACV são descritas e recomendações são formuladas. Todas as conclusões são
elaboradas durante essa fase. Uma busca por melhorias pode então ser realizada, identificando
oportunidades para reduzir impactos e estratégias de desenvolvimento. A fase de interpretação pode
envolver o processo iterativo de revisão do escopo do ACV, bem como a natureza e a qualidade dos
dados coletados de acordo com o objetivo definido.
Estágios de ciclo de vida de uma construção
Uma avaliação do ciclo de vida de um edifício envolve todo o processo que compõe o seu ciclo de vida. Isso
significa incluir todas as etapas da avaliação a partir do fornecimento de matéria-prima, a fabricação de
produtos de construção, a construção propriamente dita, o estágio de processo, o estágio de uso e a
demolição até o momento em que os materiais são eliminados ou reciclados. Portanto, o ciclo de vida de uma
construção pode ser dividido em cinco estágios que precisam ser tratados:
01 Produção
Fabricação de materiais de construção (incluindo extração de matéria-prima,
transporte, processos de fabricação).
02 Construção
Transporte de materiais para o canteiro de obras e o processo de construção.
03 Uso
Manutenção (incluindo a substituição necessária de componentes do
edifício), uso de energia, uso de água e, eventualmente, outros processos
relacionados à construção (por exemplo, transporte de ocupantes, lixo
doméstico etc.).
04 Potencial retrofit do edifício
Envolve a atualização da estrutura do edifício, sistemas ou controles por meio
da incorporação de novas tecnologias para melhorar o desempenho
energético, o aumento da vida útil e a redução significativa do consumo de
água (NBR 15.575-1, 2013).
05 Demolição do edifício
Evacuação e tratamento de resíduos de demolição. A possível reutilização e
reciclagem de componentes deve ser levada em consideração.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Ciclo de vida útil dos materiais
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Estágios de ciclo de vida de uma construção
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(CESGRANRIO – Engenharia Elétrica – Petrobrás – 2015). A eficiência energética é parte da
política estratégica de desenvolvimento em diversos países, incluindo o Brasil. Nesse sentido,
a eficiência energética pode ser promovida pela
A
elevação da capacidade de produção de energia elétrica do país para aumento do consumo e da qualidade de
vida da população.
B
redução do custo do kWh para propiciar a facilitação no acesso à energia elétrica para a população.
C
política de combate ao consumo de energia por meio da conscientização dos males causados por esse
mesmo consumo ao meio ambiente.
D
substituição do trabalho humano por máquinas para tornar os processos de fabricação mais eficientes e
menos custosos.
E
otimização dos processos de transformação, de transporte e de utilização dos recursos energéticos em toda a
sua cadeia para o combate do desperdício.
A alternativa E está correta.
A consideração do consumo de energia em cada fase de estruturação é conseguida com a análise do ciclo
de vida da edificação.
Questão 2
(UFES – Engenheiro Civil – 2015). De acordo com a Norma NBR 15575-1:2013, retrofit é
A
remodelação para atender a requisitos de sustentabilidade.
B
reforma e atualização do edifício.
C
reforma do edifício, visando diminuir os custos de manutenção e atender aos aspectos de sustentabilidade.
D
remodelação e atualização do edifício ou dos seus sistemas.
E
remodelação ou atualização do edifício ou de sistemas, por meio da incorporação de novas tecnologias e
conceitos, normalmente visando a valorização do imóvel, a mudança de uso, o aumento da vida útil, além da
eficiência operacional e energética.
A alternativa E está correta.
Definição de retrofit da NBR 15575.
3. Avaliação do desempenho energético nas indústrias
Eficiência energética nas indústrias
Neste vídeo, conheça mais sobre eficiência energética nas indústrias.
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À medida que a indústria cresce, também aumenta a necessidade de energia, e sabemos que um dos maiores
problemas no mundo atual é justamente a geração dessa energia que vem sendo cada vez mais requisitada.
Curiosidade
O Brasil se considera um país privilegiado nesse setor por possuir um grande potencial hídrico para a
construção de usinas hidrelétricas. Entretanto, depois das últimas crises de chuvas, descobrimos que
não somos invulneráveis à falta de energia como pensávamos. 
O conceito de eficiência energética tem sido muito utilizado nas indústrias porque o cenário econômico atual
torna necessário controlar o consumo de energia para reduzir custos e manter ou aumentar a produção.
 
A eficiência energética envolve vários aspectos que vão desde a implementação de mudanças de
comportamento e procedimentos de produção, passando pelo desenvolvimento de políticas públicas
específicas até chegar à utilização de equipamentos mais eficientes.
Resumindo
Para que a indústria se torne mais eficiente no que se refere ao consumo de energia, é necessária uma
iniciativa por parte do próprio setor industrial, mas esse movimento também deve ser incentivado pelo
governo por meio de políticas públicas e programas destinados a facilitar o acesso às fontes de energia
mais eficientes e sustentáveis. 
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Brasil, os ganhos com eficiência energética contribuíram
para a economia de energia em torno de 14% entre os anos de 2015 e 2018.
 
A indústria brasileira (extrativa, de transformação e produção de eletricidade e de combustíveis) é responsável
por uma grande parcela do consumo de combustíveis e eletricidade, e indica ter um grande potencial para
eficiência energética a ser aproveitado. O aproveitamento de ganhos de eficiência energética em todos os
setores da economia constitui um relevante elemento de portfólio para o atendimento à demanda de energia.
 
A eficiência energética é um componente importante na transição para uma economia de baixo carbono,
sendo reconhecida como um fator significativo para o desenvolvimento sustentável.
Vantagens da eficiência energética na energia elétrica
para a indústria
Veja algumas vantagens que a indústria tem ao utilizar a eficiência energética:
1. Melhor aproveitamento das instalações e equipamentos elétricos, o que contribui para uma
melhora dos produtos.
 
2. Redução do consumo energético, o que contribui para o aumento da produção sem
prejudicar a segurança.
 
3. Redução do gasto com eletricidade.
Noções sobre fornecimento de energia elétrica
Por que estudar o fornecimento de energia elétrica?
A energia elétrica é a forma de energia mais consumida nos processos produtivos. Algumas alternativas para
aumentar a eficiência energética não são implantadas devido aos elevados custos quando comparados aos
possíveis decréscimos nas faturas de energia elétrica. Saber como são realizados os cálculos dessas faturas
permite a tomada de decisões corretas para a elaboração de projetos com eficiência energética.
 
O fornecimento de energia elétrica deve ser viabilizado segundo a necessidade e em função da forma
adequada da sua utilização de acordo com a Resolução Normativa nº 414, de 9 de setembro de 2010 da
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Tensões de fornecimento
A ANEEL define os níveis de fornecimento de tensão para unidades consumidoras de acordo com os valores a
seguir:
Tensão secundária de distribuição
Quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75kW.
Tensão primária de distribuição inferior a 69.000V
Quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75kW e a demanda contratada ou
estimada pelo interessado para o fornecimento for igual ou inferior a 2.500kW.
Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69.000V
Quando a demanda contratadaou estimada pelo interessado para o fornecimento for superior a
2.500kW.
Outros
Em determinadas condições previstas na legislação, a concessionária poderá adotar outros limites
para estabelecimento da tensão de fornecimento.
Grupos tarifários
Para efeito de faturamento da energia elétrica, distinguem-se dois grupos tarifários:
Grupo A
Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a
2.300V, ou, ainda, atendidas em tensão inferior a 2.300V a partir de sistema subterrâneo de
distribuição, caracterizado pela estruturação tarifária binômia e subdividido nos seguintes subgrupos:
Subgrupo A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230.000V.
Subgrupo A2 – tensão de fornecimento de 88.000V a 138.000V.
Subgrupo A3 – tensão de fornecimento de 69.000V.
Subgrupo A3a – tensão de fornecimento de 30.000V a 44.000V.
Subgrupo A4 – tensão de fornecimento de 2.300V a 25.000V.
Subgrupo A5 – tensão de fornecimento inferior a 2.300V, atendidas a partir de sistema
subterrâneo de distribuição e faturadas neste grupo em caráter opcional.
Grupo B
Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2,3kV,
caracterizado pela tarifa monômia e subdividido nos seguintes subgrupos:
Subgrupo B1 – residencial.
Subgrupo B1 – residencial baixa renda.
Subgrupo B2 – rural.
Subgrupo B2 – cooperativa de eletrificação rural.
Subgrupo B2 – serviço público de irrigação.
Subgrupo B3 – demais classes.
Subgrupo B4 – iluminação pública.
Classificação da unidade consumidora
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
7. 
A distribuidora deve classificar a unidade consumidora de acordo com a atividade nela exercida e a finalidade
da utilização da energia elétrica, ressalvadas as exceções previstas na Resolução Normativa nº 414 de 9 de
setembro de 2010.
 
A classe industrial se caracteriza pelo fornecimento à unidade consumidora em que seja desenvolvida
atividade industrial, conforme definido na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), assim
como o transporte de matéria-prima, insumo ou produto resultante do seu processamento, caracterizado
como atividade de suporte e sem fim econômico próprio, desde que realizado de forma integrada fisicamente
à unidade consumidora industrial.
Demanda (kW)
Considera-se como média das potências elétricas ativas ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico pela
parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante um intervalo de tempo
especificado.
 
Entenda quais são os tipos de demanda a seguir:
Demanda contratada
Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária, no
ponto de entrega, conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que
deverá ser integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de faturamento, expressa em
quilowatts (kW).
Demanda de ultrapassagem
Parcela da demanda medida que excede o valor da demanda contratada, expressa em quilowatts
(kW).
Demanda faturável
Valor da demanda de potência ativa, identificado de acordo com os critérios estabelecidos e
considerado para fins de faturamento, com aplicação da respectiva tarifa, expressa em quilowatts
(kW).
Demanda medida
Maior demanda de potência ativa, verificada por medição, integralizada no intervalo de 15 (quinze)
minutos durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW).
Consumo quilowatt-hora (kWh)
O consumo de energia faturado é o efetivamente medido no período (geralmente mensal).
Tarifas de energia elétrica
Segundo a Resolução Normativa nº 479 da ANEEL, de 3 de abril de 2012, é o conjunto de tarifas aplicáveis aos
componentes de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade
de fornecimento.
 
Veja a diferença entre os dois tipos de tarifas existentes:
No sistema tarifário horo-sazonal podem ocorrer situações que vão interferir no valor da tarifa, veja quais são
a seguir:
Tarifa azul
Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de
acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano, bem como de tarifas diferenciadas de
demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia.
Tarifa verde
Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de
acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano, bem como de uma única tarifa de
demanda de potência.
Horário de ponta (P)
Período definido pela concessionária e composto por 3 (três) horas diárias consecutivas, exceção
feita aos sábados, domingos e feriados nacionais, considerando as características do seu sistema
elétrico.
Horário fora de ponta (F)
Período composto pelo conjunto das horas diárias consecutivas e complementares àquelas definidas
no horário de ponta.
Período úmido (U)
Período de 5 (cinco) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras
de dezembro de um ano a abril do ano seguinte.
Sistema tarifário convencional: 
Estrutura caracterizada pela aplicação de
tarifas de consumo de energia elétrica e/ou
demanda de potência independentemente
das horas de utilização do dia e dos períodos
do ano.
Sistema tarifário horo-sazonal: 
Estrutura caracterizada pela aplicação
de tarifas diferenciadas de consumo de
energia elétrica e de demanda de
potência de acordo com as horas de
utilização do dia e dos períodos do ano.
Período seco (S)
Período de 7 (sete) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras
de maio a novembro.
Acompanhamento e análise do consumo
O acompanhamento do consumo de eletricidade em uma empresa tem como objetivos conhecer o perfil da
organização, identificar pontos onde será possível implementar ações para redução do consumo e
acompanhar a evolução dele ao longo dos meses.
Dica
Numa primeira etapa, a análise deve ser feita por meio das faturas de consumo para um
acompanhamento mensal, sendo recomendado que se faça uma síntese das informações em uma
planilha para facilitar a análise. 
Para que a análise dessas faturas seja eficiente é necessário que não só as áreas administrativa e financeira
participem desse processo, mas também a área técnica, como, por exemplo, o setor de manutenção e o setor
de projetos.
 
Também é muito importante um bom conhecimento da legislação que regulamenta o fornecimento de energia
elétrica no Brasil, determinando as modalidades tarifárias disponíveis, as grandezas a serem utilizadas para o
faturamento, os parâmetros determinados em contrato e estipulando como será a relação entre a
concessionária e o consumidor de eletricidade.
Em muitos casos, é possível se alcançar uma economia considerável no consumo de energia elétrica
somente pela análise do histórico de consumo, pois em várias empresas o setor técnico não
participa da contratação do fornecimento de energia, o que pode levar a erros na escolha da faixa
de contratação por demanda.
No âmbito da indústria nem sempre é possível fazer o acompanhamento do consumo de energia de forma
eficiente somente pela análise das faturas enviadas pela concessionária. Nessas situações, é necessário
instalar medidores de energia em pontos específicos para se fazer um acompanhamento mais detalhado do
consumo em diferentes partes, analisando, por exemplo, seções, galpões, circuitos ou até máquinas, se for o
caso.
Estabelecimento de índices de consumo específico
A fim de se obter um melhor gerenciamento do consumo de energia elétrica em relação à produção é muito
importante estabelecer índices que permitam analisar a quantidade de energia utilizada para a fabricação de
cada produto, como, por exemplo:
kWh por quilograma de peça tratada.
 
kWh por metro de produto.
• 
• 
 
kWh por unidade produzida.
 
kWh por metro cúbico de produto.
 
kWh por ave congelada.
 
kWh por litro de produto.
Força motriz
Ao analisarmos os usos da energia elétrica na indústria, vemos que a maioria deles é utilizada em força motriz(incluindo os usos finais força motriz e refrigeração). Segundo o BEN 2005 (EPE, 2006), cerca de 68% da
energia elétrica utilizada no setor secundário é em força motriz, como podemos ver na tabela a seguir.
Setor Total GWh/a
Força motriz e refrigeração
GWh/a %
Total 172.061 116.909 68%
Cimento 3.754 3.702 99%
Ferro-gusa e aço 16.889 14.111 84%
Ferroligas 7.659 236 3%
Mineração e pelotização 9.292 8.586 92%
Não ferrosos 33.907 10.282 30%
Química 21.612 16.465 76%
Alimentos e bebidas 19.851 16.009 81%
Têxtil 7.776 7.582 98%
Papel e celulose 14.098 13.442 95%
Cerâmica 3.050 2.745 90%
Outros 34.173 23.750 70%
Tabela: Consumo de energia força motriz.
Adaptado de BEN, 2005.
Motor elétrico
Os motores elétricos geralmente respondem por quase metade do consumo total de energia da indústria e
representam uma oportunidade significativa de economia financeira com o consumo de energia. Quatro áreas
oferecem economia potencial no que diz respeito à seleção e operação de motores elétricos:
 
• 
• 
• 
• 
1. Motor de alto rendimento
 
2. Dimensionamento de motores adequado à carga
 
3. Uso de dispositivos para partida “suave”
 
4. Manutenção regular
Motor de alto rendimento
Por definição, um motor será mais eficiente do que outro se usar menos energia para produzir a mesma saída
nominal. A maioria dos motores com eficiência energética é geralmente construída com materiais de alta
qualidade e técnicas de fabricação avançadas e resultam em menos desperdício de energia sendo produzida
por meio de vibração, ruído e calor.
 
Alguns países adotaram padrões mínimos de desempenho energético para novos motores elétricos. Muitos
outros desenvolveram padrões que os motores devem atender para serem vendidos como motores com alto
desempenho em eficiência energética.
Curiosidade
Um grande incentivo para o desenvolvimento dos motores elétricos de indução trifásicos é o programa
de etiquetagem e padronização, que desde 1993 vem sendo o grande motivador para o
desenvolvimento nesse setor. 
As atividades se iniciaram dentro do grupo de motores, o GT-Motores, do PBE – Programa Brasileiro de
Etiquetagem, que estabelece metas para rendimentos nominais mínimos, sendo de vigência anual ou bienal.
As metas são estabelecidas pelos participantes do grupo de trabalho, que são os fabricantes de motores
(Weg, Kohlbach, Eberle, Sew, Siemens), Cepel – Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (responsável pelos
testes), Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (coordenador) e Procel – Programa
Nacional de Conservação de Energia Elétrica.
Além disso, os fabricantes concorrem para a obtenção do Selo Procel, que premia os equipamentos
mais eficientes nas determinadas categorias.
O êxito do estudo feito pelo grupo de trabalho propiciou um desenvolvimento grande para a eficiência
energética tanto dos motores da linha normal como dos da linha de alto desempenho, e fez com que o motor
elétrico trifásico de indução fosse o primeiro equipamento a ter os índices mínimos de desempenho
regulamentados para atender à Lei de Eficiência Energética (Lei nº 10.295 de 17 de outubro de 2001 – BRASIL,
2001).
Dimensionamento de motores adequado à carga
Muitos motores são especificados em potência muito acima da necessária para movimentar a carga para a
qual serão utilizados. Em alguns casos, esse dimensionamento exagerado é necessário por causa das
aplicações em que partidas severas exigem esse procedimento devido à sobrecarga, mas na maioria das
situações é possível utilizar motores com menor potência e, consequentemente, menores em suas dimensões
físicas, o que por si só já proporciona economia de energia.
Uso de dispositivos para partida “suave”
A partida de motores de forma direta sempre leva a um pico de corrente que pode ser de seis a dez vezes a
corrente nominal do motor, o que, além de levar a um alto consumo de energia, também provoca alto desgaste
do equipamento ao longo do tempo, encurtando, assim, a vida útil do motor.
Exemplo
A utilização de métodos alternativos de partida, como, por exemplo, a partida estrela-triângulo, reduz o
pico de corrente, mas não o elimina por completo. 
Sendo assim, é possível conseguir uma redução significativa no consumo de energia elétrica utilizando
dispositivos para partida de motores que eliminam os picos de corrente e permitem um controle da potência
fornecida de forma otimizada.
Curiosidade
Entre esses dispositivos os mais utilizados em motores e bombas elétricas são os inversores de
frequência e os soft starters. 
Manutenção regular
Tal como acontece com outras peças de capital, os motores elétricos e os dispositivos que eles acionam
devem passar por manutenção regular para:
1. Certificar-se de que os componentes estejam limpos e livres de poeira e óleo.
 
2. Operar com desempenho máximo em comparação com as especificações do fabricante.
 
3. Identificar áreas de desgaste ou danos antes que o desempenho do motor seja degradado.
Cogeração de energia
Uma estratégia para economia de energia utilizada na indústria é a cogeração. Em muitos tipos de indústria o
próprio processo de produção fornece combustível para movimentar um gerador de energia elétrica. Esse
combustível pode ser o calor resultante dos processos de fabricação que será utilizado para gerar vapor, ou,
em outros casos, o vapor já é o resultado do processo e será utilizado diretamente na geração de energia.
A energia gerada será fornecida ao sistema elétrico e convertida em créditos para serem
descontados na fatura de energia.
Outra forma de cogeração é a utilização de painéis fotovoltaicos, que, dependendo do tipo de tecnologia
utilizada, podem ter a energia gerada utilizada diretamente em alguma parte da empresa, como iluminação
externa, por exemplo, ou também estar conectado ao sistema elétrico para compensação de créditos.
Construção do linhão de alta tensão para cogeração de energia elétrica da Usina
São Martinho, em Pradópolis (SP).
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Tarifas de energia elétrica
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Motor elétrico
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Em relação à tarifação de energia elétrica no sistema horo-sazonal, podemos afirmar que:
I) A tarifa será cobrada de forma diferente em função do horário diário.
II) O valor da cobrança independe da hora do dia.
III) A tarifa será a mesma em qualquer mês do ano.
IV) As tarifas cobradas em julho serão diferentes das cobradas em janeiro.
A
Somente a afirmativa I está correta.
B
Somente a afirmativa III está correta.
C
As afirmativas I e IV estão corretas.
D
As afirmativas I e III estão corretas.
E
As afirmativas II e III estão corretas.
A alternativa C está correta.
O sistema horo-sazonal diferencia horas do dia e períodos do ano para cobrança de tarifas.
Questão 2
Em relação ao rendimento de um motor elétrico, qual(is) das afirmativas a seguir é(são)
verdadeira(s)?
I) Os materiais utilizados na construção do motor não têm influência no rendimento.
II) Um melhor rendimento significa menos energia gasta na produção industrial.
III) O rendimento não tem nenhuma influência sobre o consumo de energia.
A
Somente a afirmativa I está correta.
B
As afirmativas II e III estão corretas.
C
Somente a afirmativa III está correta.
D
Somente a afirmativa II está correta.
E
As afirmativas I e III estão incorretas.
A alternativa D está correta.
O rendimento do motor indica o quanto da potência de alimentação é convertida em energia mecânica no
eixo, portanto, quanto maior o rendimento, menos energia será utilizada para o seu funcionamento.
4. Desempenho energético em edificações comerciais e residenciais
Eficiência energética nas instalações comerciais e
residenciais
Neste vídeo, conheça mais sobre a eficiência energética nas instalações comerciais e residenciais
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Com o alto custo da energia elétrica nos dias de hoje, é quase obrigatório que residências e comércios
adotem medidas para economia de energia. Essas medidas visam reduzir o consumo sem prejudicar a
atividade comercial ou diminuir o conforto e modificar o modo de vida das pessoas nas residências. As
possibilidades para redução de consumo são muitas e devem ser avaliadas no comércio em função das
necessidades e custos envolvidos.
No que se refere às residências, por serem ambientes de convivência familiar, as questões ligadas à
educação necessitam de maior empenho e atenção. Já a instalação de equipamento visando
economia de energia irá depender diretamente de aspectos financeiros.
Eficiência energética nas instalações comerciais
O setor comercial utiliza menos de 20% do total da energia final produzida pela sociedade. Isso é composto
por quantidades quase iguais de carvão, gás, petróleo e eletricidade.
 
Os principais usos de energia no comércio são:
Resfriamento de edifícios
Uso de eletrodomésticos, especialmente máquinas de escritório
Água quente
Iluminação
Alguns desses usos se assemelham aos do setor doméstico, mas a escala é muitas vezes maior e as
estratégias precisam levar em conta as diferenças entre os ambientes doméstico e de trabalho.
Embora o setor comercial seja um usuário relativamente pequeno da energia final total, ele é líder em
eficiência energética.
A economia pode, muitas vezes, ser feita por meio de mudanças nas práticas de trabalho ou em conjunto com
reformas de edifícios. Tais mudanças podem ser econômicas em curto prazo. Essa é, portanto, uma área
muito atraente para a economia de energia e na qual o governo local tem um papel importante.
Estratégias para economia de energia no comércio
Para muitas empresas, as preocupações ambientais como o aquecimento global e a poluição do ar são
secundárias em relação aos benefícios financeiros derivados da redução do consumo de energia.
 
Economia substancial para ambos, proprietários e os ocupantes de edifícios comerciais, pode ser feita por
meio da introdução da gestão de energia, que são programas para implementação de medidas visando a
eficiência energética mediante diferentes abordagens, veja cada uma delas a seguir:
Abordagens técnicas
Existem várias medidas à disposição das empresas para reduzir o consumo de energia. O setor comercial é
mais diverso que o setor doméstico e geralmente é aconselhável realizar uma auditoria energética primeiro
para determinar as principais áreas de uso de energia na empresa e as oportunidades de economia.
 
As opções técnicas disponíveis para o setor comercial se referem às principais áreas de uso, que são:
1. Projeto de construção sensível ao clima. Atualmente, muitos projetos incluem medidas
visando a economia de energia. Em construções já existentes é possível implementar
elementos que contribuam para a eficiência energética graças às reformas.
 
2. Projetos que aproveitam a iluminação natural para reduzir o uso da iluminação elétrica
durante o dia.
 
3. A utilização de materiais isolantes e janelas que, quando fechadas, bloqueiam grande
parcela do calor, reduzindo, assim, a necessidade de uso do ar-condicionado.
 
4. A utilização de um sistema de iluminação eficiente, com lâmpadas de alto rendimento como
as do tipo LED (Light Emitting Diode – diodo emissor de luz), por exemplo, e interruptores
inteligentes que desligam a iluminação caso não haja pessoas no local.
 
5. Um programa de gestão da manutenção para equipamentos que consomem muita energia,
como, por exemplo, bombas e aparelhos de ar-condicionado.
 
6. O dimensionamento correto de equipamentos em relação à potência e à aplicação onde
será utilizado é de grande importância para a redução de consumo.
 
7. A escolha de equipamentos de escritório que possuam etiqueta de economia de energia.
Uso de energia solar
Atualmente, a utilização de energia solar é uma das opções mais utilizadas para a economia de energia. A
legislação incentiva o uso da energia solar por meio da microgeração, na qual a energia excedente gerada
será comprada pela concessionária de energia.
 
A energia solar pode ser utilizada em duas maneiras diferentes:
Abordagens educacionais
O maior potencial de economia de energia em edifícios comerciais está nas mãos de seus ocupantes. As
soluções técnicas geralmente são bem-sucedidas apenas na produção de economia financeira em que os
ocupantes do edifício são parte integrante da gestão de energia estratégica.
Exemplo
Um ocupante que deixa as luzes acesas o tempo todo sem necessidade pode rapidamente neutralizar a
economia feita com a instalação de iluminação de potência. Nessa situação, apenas a conscientização e
a mudança de comportamento dos ocupantes resultarão em economia de energia. 
O apoio da administração e dos funcionários é essencial para o sucesso de qualquer programa. O suporte da
gestão normalmente pode ser obtido mediante o uso de estudos de caso ou análise simples de custo-
benefício em uma área, como a iluminação. O apoio do funcionário pode ser mais difícil de obter,
especialmente em empresas onde os funcionários já estão sobrecarregados, ou onde não há senso de
propriedade ou responsabilidade pela conservação de energia medidas.
 
Placas fotovoltaicas 
Geram energia para alimentar a instalação
elétrica. O excedente é convertido em
créditos pela concessionária de energia e,
posteriormente, irá gerar descontos nas
faturas.
Sistema de aquecimento de água 
Aquece a água através de transmissão
de calor dos raios solares e fornece água
quente no chuveiro e nas torneiras,
sendo um sistema eficiente que reduz
consideravelmente o gasto com
energia.
Duas opções para envolver os funcionários ou ocupantes do edifício podem ser obtidas mediante:
Treinamento de pessoal e incentivos que os estimulem a serem eficientes em
energia, por meio de medidas como adesivos nos interruptores de luz com a
mensagem “desligue quando sair”.
Desenvolvimento de equipes de gestão de energia com representação de todos os
níveis da organização e departamentos. Embora sejam opções independentes, a
maior economia de energia surgirá de uma combinação de ambos os métodos.
Eficiência energética residencial
O consumo de energia doméstico tem impacto financeiro direto nos usuários. É nesse setor que vemos uma
maior preocupação com a eficiência energética devido ao grande nível de desperdício que existe.
Nesse campo, a educação e as iniciativas de políticas e regulamentações podem ser particularmente
eficazes.
Abordagens para economizar energia no setor residencial
Uma infinidade de abordagens está disponível para alcançar economia de energia e redução dos custos no
setor residencial, variando desde tecnologias de economia de energia, como isolamento e design de
edificações, até a educação para que os moradores mudem seus hábitos diários. Veja:
Abordagens técnicas
Economia de energia e custos podem ser alcançados reformando casas existentes ou projetando novas
edificações e usando aparelhos que propiciem economia de energia.
Curiosidade
A reforma de edificações existentes pode ser a solução para obter melhor eficiência energética. 
A taxa de fluxo de calor para dentro ou para fora de um edifício e a transferência de ar entre o interior e o
exterior são determinados pelo desenho da envoltória do edifício. Essa envoltória é composta pelas paredes,
pisos, sótão, tetos, vidros e o porão de uma casa, basicamente tudo aquilo que circunda o espaço que se
deseja manter quente no inverno e/ou fresco no verão.
O objetivo é abordar as deficiências no design do envelope de construção tanto quanto possível
para evitar o ganho de calor no verão e reduzir a perda de calor no inverno, prevenindo vazamentos
de ar.
É crucial que os espaços internos estejam razoavelmente bem selados para que o calor não seja perdido no
inverno ou ganho no verão. No entanto, é preciso ter cuidado para evitar que a eliminação do fluxo de ar
saudávelpossa levar a um acúmulo de ar poluído no interior.
Isolamento
O isolamento é um material usado para desacelerar o fluxo de calor em um edifício. Ele ajuda a tornar as casas
mais confortáveis e energeticamente eficientes ao longo do ano. No inverno, diminui a perda de calor e ajuda
a prevenir o acúmulo de condensação durante os meses de verão, reduzindo o ganho de calor e mantendo as
edificações frescas.
Essas medidas podem reduzir o aquecimento e custos de resfriamento em torno de 15% a 45%,
dependendo de fatores como a quantidade original de isolamento, o tamanho da casa, os
vazamentos de ar, o uso de energia pessoal e os hábitos de vida.
Cor do telhado e da parede
As superfícies escuras absorvem o calor, enquanto as brancas o refletem. Portanto, telhados escuros podem
contribuir significativamente para o ganho de calor de um edifício, enquanto os telhados brancos reduzem
esse ganho.
Em climas quentes é benéfico escolher telhados brancos ou claros, enquanto em climas mais frios o
uso de telhados mais escuros pode ajudar na captura de calor.
Luz natural
Usar a luz solar natural para iluminar edifícios é uma forma econômica de se obter iluminação. A luz do dia é
mais bem alcançada quando é considerada no projeto geral de edifícios antes da construção, no entanto,
também é possível reformar as casas existentes.
Atenção
A instalação de claraboias pode ser muito eficaz, mas alguns cuidados devem ser tomados para evitar
ganho excessivo de calor solar. 
A pintura de paredes internas e das partes externas das janelas em cores claras pode aumentar a eficácia da
iluminação natural.
Abordagens educacionais
As abordagens educacionais servem como instrumento de informação e de mudança de hábitos da
população. Campanhas em nível nacional que auxiliam na disseminação de conhecimento sobre o uso
eficiente da energia para a adoção de hábitos de consumo mais conscientes e mudanças comportamentais
podem gerar economia de energia e redução de custos consideráveis.
 
Algumas das medidas incluem:
Manter as luzes e outros aparelhos desligados durante o dia,
tanto quanto possível.
Fechar portas e janelas para manter o calor dentro ou fora.
Evitar utilizar equipamentos em horários de pico.
Trocar uma lâmpada tradicional por uma fluorescente ou por
lâmpadas de LED.
Utilizar equipamentos com selo Procel.
Procel é um programa governamental coordenado pelo Ministério de
Minas e Energia (MME) e executado pela Eletrobras (secretaria executiva
do programa). Ele foi instituído em 30 de dezembro de 1985 pela Portaria
Interministerial nº 1.877 e visa promover a racionalização da produção e
do consumo de energia elétrica, além da redução do seu desperdício.
Muitas das medidas para eficiência energética utilizadas na área comercial se aplicam também no setor
residencial. Dois exemplos dessas medidas são o uso de energia solar e a utilização de equipamentos que
privilegiam a economia de energia.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Abordagens técnicas
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Abordagens educacionais
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Em relação à eficiência energética em edificações comerciais, temos as seguintes afirmações:
I) O uso exagerado da luz do sol pode prejudicar a eficiência energética.
II) Medidas educacionais não devem ser utilizadas por serem de alto custo.
III) Devem ser utilizados, sempre que possível, equipamentos com etiquetas de economia de
máxima eficiência.
IV) O ideal é pensar na eficiência energética desde o projeto.
Em relação às afirmações anteriores, podemos dizer que
A
I e IV estão corretas.
B
III e IV estão erradas.
C
I e II estão corretas.
D
III e IV estão corretas.
E
I, II e III estão corretas.
A alternativa D está correta.
A eficiência energética fica mais fácil de ser implementada se for pensada desde o projeto, além de ser
desejável a utilização de equipamentos com selo de eficiência.
Questão 2
Em relação às cores utilizadas para pintar paredes, qual das afirmações a seguir é verdadeira?
A
As cores não fazem nenhuma diferença para a economia de energia.
B
Utilizar cores claras deixa um ambiente mais quente.
C
Utilizar cores escuras deixa o ambiente mais quente.
D
Utilizar cores escuras deixa o ambiente menos quente.
E
Utilizar cores claras e escuras deixa o ambiente mais quente.
A alternativa C está correta.
Cores escuras absorvem mais luz, o que, por consequência, deixa o ambiente mais quente.
5. Conclusão
Considerações finais
Ao longo deste conteúdo, estudamos alguns assuntos importantes, tais como os projetos arquitetônicos e os
materiais construtivos, o ciclo de vida útil dos materiais, a eficiência energética nas indústrias e nas
instalações comerciais, de modo a promover o desenvolvimento sustentável dos recursos de construção.
 
Nos últimos anos, os problemas ambientais estão ganhando destaque crescente à medida que as pessoas
prestam cada vez mais atenção à conservação de energia e à proteção ambiental, que se tornaram tendências
inevitáveis na indústria da construção.
 
A eficiência energética hoje precisa ser pensada não somente como uma medida adotada por profissionais
técnicos, mas também como algo que faz parte do dia a dia de qualquer pessoa, esteja ela em casa, na rua ou
no ambiente de trabalho.
Podcast
Agora, a especialista Renildes Matos de Freita encerra o tema falando sobre os principais tópicos
abordados.
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Veja como Paula Grünberg, Marcelo Medeiros e Sérgio Tavares abordam a busca pelo aumento da
eficiência energética no artigo Certificação ambiental de habitações: comparação entre LEED for
Homes, Processo AQUA e Selo Casa Azul, publicado em 2014 na revista Ambiente & Sociedade.
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. ANEEL. Programa de Eficiência Energética (PEE). Consultado na
internet em: 21 jun. 2021.
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 15575-1/2013: Edificações habitacionais –
desempenho. Consultado na internet em: 20 jun. 2021.
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO 14001: Sistemas de Gestão Ambiental –
requisitos e diretrizes para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO 14004: Sistemas de Gestão Ambiental –
diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
 
• 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO 14040: Gestão Ambiental. Avaliação do
ciclo de vida – princípios e estrutura. ISO/TC 207, 2006 (versão internacional).
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO 14044: Gestão Ambiental. Avaliação do
ciclo de vida – requisitos e diretrizes. ISO/TC 207, 2006 (versão internacional).
 
BRASIL. Balanço Energético Nacional (BEN): Ano-base 2004. Rio de Janeiro: Ministério de Minas e Energia,
2005. Consultado na internet em: 11 out. 2021.
 
BRASIL. Decreto nº 9.864, de 27 de junho de 2019. Dispõe sobre a política nacional de conservação e uso
racional de energia, e dispõe sobre o comitê gestor de indicadores e níveis de eficiência energética.
Consultado na internet em: 11 out. 2021.
 
BRASIL. Legislação nº 1877, de 1985. Institui o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel),
com a finalidade de integrar as ações do Ministério de Minas e Energia e da Indústria e Comércio, visando à
conservação de energia elétrica no país. Consultado na internet em: 11 out. 2021.
 
BRASIL. Lei nº 9.991 de 24 de julho de 2000. Dispõe sobre realização de investimentos em pesquisa e
desenvolvimento e em eficiência energética por parte das empresas concessionárias, permissionárias e
autorizadas do setor de energia elétrica, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 2000.
 
BRASIL. Lei nº 10.295 de 17 de outubro de 2001. Dispõe sobrea política nacional de conservação e uso
racional de energia e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 2001.
 
BRASIL. Lei nº 13.280 de 3 de maio de 2016. Altera a Lei nº 9.991, de 24 de julho de 2000, para disciplinar a
aplicação dos recursos destinados a programas de eficiência energética. Brasília: Diário Oficial da União, 2016.
 
EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. EPE. Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional. Consultado na
internet em: 22 jun. 2021.
 
INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA. INMETRO. Programa Brasileiro de
Etiquetagem (PBE). Consultado na internet em: 22 jun. 2021.
 
PROGRAMA NACIONAL DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM EDIFICAÇÕES. Procel Edifica. Consultado na internet
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SANTOS, A.H.M. et al. Eficiência energética teoria e prática. 1. ed. Itajubá, MG: FUPAI, 2007.
	A eficiência energética no setor de construções
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	Conteúdo interativo
	1. Materiais construtivos e os aspectos arquitetônicos
	Consumo de energia em construções
	Conteúdo interativo
	Lei nº 10.295
	Decreto nº 4.059
	Curiosidade
	Materiais de construção com eficiência energética
	Curiosidade
	Material local
	Exemplo
	Recursos reciclados
	Saiba mais
	Materiais naturais de recursos renováveis
	Exemplo
	Saiba mais
	Materiais que consomem menos energia durante o processo no local de trabalho
	Saiba mais
	Materiais de construção com elevada capacidade de isolamento térmico
	Madeira
	Tijolo ecológico
	Madeira plástica
	Cimento ecológico
	Como projetar e construir um edifício com eficiência energética?
	Forma do edifício
	Técnicas no envelope externo e suas aberturas
	Isolamento térmico
	Ventilação
	Energia renovável
	Telhados verdes
	Vem que eu te explico!
	Consumo de Energia em Construções
	Conteúdo interativo
	Materiais de Construção com Eficiência Energética
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	A eficiência no uso da energia, com destaque para a elétrica, está em pauta desde a década de 1970, quando foi observado que as reservas fósseis não seriam ilimitadas e que seu uso traria prejuízos para o meio ambiente. Sobre esse tema, considere as afirmativas a seguir:I) O uso de energias renováveis, tais como a solar e a eólica, contribui para amenizar o impacto ambiental causado pelo alto consumo energético.II) Os impactos no meio ambiente em uma construção se restringem à fase de uso, uma vez que essa é a fase mais longa nos ciclos de vida das construções.III) A Lei nº 10.295, de 2001, conhecida como Lei da Eficiência Energética, dispõe sobre a política nacional de conservação e uso racional da energia, visando à alocação eficiente dos recursos energéticos e à preservação do meio ambiente.Marque a alternativa correta:
	Considerando a arquitetura de uma construção combinada ao conforto e à eficiência energética dentro do conceito de arquitetura bioclimática, o projeto de um edifício deve incluir o estudo dos seguintes tópicos:I) Orientação solar e aos ventos.II) Definição do estilo arquitetônico da edificação.III) Materiais da estrutura, das vedações internas e externas, considerando desempenho térmico e cores.IV) Tratamento das fachadas e coberturas de acordo com a necessidade de proteção solar.V) Estudo de Impacto Ambiental (EIA).Dos itens anteriormente mencionados, estão corretos apenas:
	2. Entendendo o ciclo de vida dos materiais
	Ciclo de vida útil dos materiais
	Conteúdo interativo
	Fabricação dos materiais
	Fase e uso
	Fase de demolição
	Curiosidade
	Exemplo
	Fases da ACV
	Fase 1
	Fase 2
	Fase 3
	Fase 4
	Objetivo e escopo
	Exemplo
	Inventário do ciclo de vida
	Exemplo
	Avaliação do impacto do ciclo de vida
	Interpretação e busca de melhorias
	Identificação das questões significativas
	Avaliação
	Recomendações, conclusões e relatórios
	Estágios de ciclo de vida de uma construção
	01 Produção
	02 Construção
	03 Uso
	04 Potencial retrofit do edifício
	05 Demolição do edifício
	Vem que eu te explico!
	Ciclo de vida útil dos materiais
	Conteúdo interativo
	Estágios de ciclo de vida de uma construção
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	(CESGRANRIO – Engenharia Elétrica – Petrobrás – 2015). A eficiência energética é parte da política estratégica de desenvolvimento em diversos países, incluindo o Brasil. Nesse sentido, a eficiência energética pode ser promovida pela
	(UFES – Engenheiro Civil – 2015). De acordo com a Norma NBR 15575-1:2013, retrofit é
	3. Avaliação do desempenho energético nas indústrias
	Eficiência energética nas indústrias
	Conteúdo interativo
	Curiosidade
	Resumindo
	Vantagens da eficiência energética na energia elétrica para a indústria
	1.  Melhor aproveitamento das instalações e equipamentos elétricos, o que contribui para uma melhora dos produtos.
	2.  Redução do consumo energético, o que contribui para o aumento da produção sem prejudicar a segurança.
	3.  Redução do gasto com eletricidade.
	Noções sobre fornecimento de energia elétrica
	Tensões de fornecimento
	Tensão secundária de distribuição
	Tensão primária de distribuição inferior a 69.000V
	Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69.000V
	Outros
	Grupos tarifários
	Grupo A
	Grupo B
	Classificação da unidade consumidora
	Demanda (kW)
	Demanda contratada
	Demanda de ultrapassagem
	Demanda faturável
	Demanda medida
	Consumo quilowatt-hora (kWh)
	Tarifas de energia elétrica
	Tarifa azul
	Tarifa verde
	Horário de ponta (P)
	Horário fora de ponta (F)
	Período úmido (U)
	Período seco (S)
	Acompanhamento e análise do consumo
	Dica
	Estabelecimento de índices de consumo específico
	Força motriz
	Motor elétrico
	Motor de alto rendimento
	Curiosidade
	Dimensionamento de motores adequado à carga
	Uso de dispositivos para partida “suave”
	Exemplo
	Curiosidade
	Manutenção regular
	1.  Certificar-se de que os componentes estejam limpos e livres de poeira e óleo.
	2.  Operar com desempenho máximo em comparação com as especificações do fabricante.
	3.  Identificar áreas de desgaste ou danos antes que o desempenho do motor seja degradado.
	Cogeração de energia
	Vem que eu te explico!
	Tarifas de energia elétrica
	Conteúdo interativo
	Motor elétrico
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Em relação à tarifação de energia elétrica no sistema horo-sazonal, podemos afirmar que:I) A tarifa será cobrada de forma diferente em função do horário diário.II) O valor da cobrança independe da hora do dia.III) A tarifa será a mesma em qualquer mês do ano.IV) As tarifas cobradas em julho serão diferentes das cobradas em janeiro.
	Em relação ao rendimento de um motor elétrico, qual(is) das afirmativas a seguir é(são) verdadeira(s)?I) Os materiais utilizados na construção do motor não têm influência no rendimento.II) Um melhor rendimento significa menos energia gasta na produção industrial.III) O rendimento não tem nenhuma influência sobre o consumo de energia.
	4. Desempenho energético em edificações comerciais e residenciais
	Eficiência energética nas instalações comerciais e residenciais
	Conteúdo interativo
	Eficiência energética nas instalações comerciais
	Estratégias para economia de energia no comércio
	Abordagens técnicas
	1.  Projeto de construção sensível ao clima. Atualmente, muitos projetos incluem medidas visando a economia de energia. Em construções já existentes é possível implementar elementos que contribuam para a eficiência energética graças às reformas.
	2.  Projetos que aproveitam a iluminação natural para reduzir o uso da iluminação elétrica durante o dia.
	3.  A utilização de materiais isolantes e janelas que, quando fechadas, bloqueiam grande parcela do calor, reduzindo, assim, a necessidade de uso do ar-condicionado.
	4.  A utilização de um sistema de iluminação eficiente, com lâmpadas de alto rendimento como as do tipo LED (Light Emitting Diode – diodo emissor de luz), por exemplo, e interruptores inteligentes que desligam a iluminação caso não haja pessoas no local.
	5.  Um programa de gestão da manutenção para equipamentos que consomem muita energia, como,

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