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2 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA PROPEDÊUTICA E PROCESSOS DE CUIDAR DA SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Maria de Fátima Souza da Silva UP20210245 Manaus Laboratório 2022 Introdução A assistência à saúde do recém-nascido é um cuidado essencial que deve estar presente na rotina do pessoal de enfermagem. Com a evolução do conceito de assistência a saúde da criança e do neonato, os cuidados de enfermagem ao recém-nascido se iniciam logo após o nascimento da criança. A primeira semana de vida é um período considerado crítico e, portanto, período de grande vulnerabilidade para o recém-nascido, quando orientações e avaliação pela equipe na unidade de saúde se fazem importantes. Objetivos Este estudo tem como objetivo principal relatar os primeiros cuidados prestados pelo enfermeiro aos recém-nascidos no qual foi passado dia 19/10/2022. Materiais e Métodos Luvas de procedimento, estetoscópio, fita métrica, antropômetro, banheira, álcool 70%, termômetro, gazes, otoscópio, balança. Resultados e Discussão 1. Reflexos Primitivos Os reflexos são respostas automáticas e estereotipadas a um determinado estímulo externo. Estão presentes ao nascimento, mas devem ser inibidos ao longo dos primeiros meses, quando surgem os reflexos posturais. Sua presença mostra integridade do sistema nervoso central, entretanto, sua persistência mostra disfunção neurológica, permitindo a avaliação do desenvolvimento neurológico do bebê. São movimentos reativos a determinados estímulos externos. Alguns destes reflexos tendem a desaparecer como passar do tempo e outros são substituídos por movimentos voluntários e conscientes. A maioria deles desaparece em torno do sexto mês. É sempre importante explicar ao familiar do acompanhante todos os procedimentos a ser em realizados. Os principais reflexos primitivos são: Reflexo de Preensão Re fle xo de pree nsão pa lma r : Ap lica - se le ve pre ssão na face pa lma r do bebê, e Re fle xo de pree nsão pa lma r : Ap lica - se le ve pre ssão na face pa lma r do bebê, e Ap lica - se le ve pre ssão na face pa lma r do bebê, e Aplicar uma leve pressão na face palmar do recém-nascido e, como resposta, ele flecte os dedos, fechando a mão com relativa força; esse reflexo permanece involuntário por determinado tempo, até que se torne voluntário. Repetir o mesmo processo nos pés do recém-nascido para obter o mesmo resultado. Reflexo de sucção Reação de s ugar q ua ndo qua lq uer obje to, ou me s mo o dedo do Reação de sugar qualquer objeto, ou mesmo o dedo do examinador quando é colocado na boca do bebê. Demonstra a força e capacidade de sugar o leite materno. Reflexo de Galant Se gur a ndo o bebê de barr iga para ba ixo c o m uma das mãos e Segurar o recém-nascido de barriga para baixo com uma das mãos e após realizar estímulo tátil na lateral do tronco o bebê dobra-se lateralmente para o lado estimulado. Repetir o mesmo processo no lado oposto. Reflexo de Babinski Ao est imu lar (re a lizar cóce gas ) a lat era l e xter na do pé do Ao fazer um tipo de cócegas no pé do recém-nascido, a lateral externa do pé do bebê, seu hálux realiza extensão e estica o dedão do pé. Reflexo de Moro Após est ímu lo sonoro ou mo vime nto s úb ito, o bebê rea liza Após o estimulo sonoro ou movimento súbito, o recém-nascido realiza flexão e extensão dos membros que pode ou não ser seguida de choro ou apenas um susto. Reflexo de Fuga à Asfixia Se co locado e m dec úb ito ve ntra l co m o rosto no Se colocado em decúbito ventral com o rosto no colchão, o bebê instantaneamente vira a cabeça em busca de ar. Reflexo de Marcha Após le va ntar o bebê pe las a xilas, apo iá - lo e m uma s uper fíc ie, Após levantar o bebê pelas axilas, apoia-lo em uma superfície, ele realizará flexão alternada dos membros inferiores em movimento de marcha. Reflexo de Busca Com o dedo, toque o canto da boca do recém-nascido e ele irá abrir a boca e virar a cabeça para o lado estimulado. 2. Banho no recém-nascido O cuidado com o recém-nascido é de suma importância durante o banho deve considerar também que a pele do recém-nascido é um órgão multifuncional, com barreira cutânea, proteção mecânica, termorregulação, vigilância imunológica e prevenção da perda insensível de fluidos corporais. O banho do bebê é um momento de contato e de troca de carinho entre a criança e o enfermeiro e também de grande estresse para o bebê. Quando o bebê tem sua roupinha retirada, sente-se desprotegido e pode chorar muito. Alguns cuidados devem ser observados, como a temperatura adequada da água, a duração do banho e a segurança no processo. A técnica da contenção utiliza uma toalha em que o bebê é enrolado durante a primeira parte do banho deixando somente a cabeça exposta para ser limpa. Os olhos devem ser limpos com algodão umedecido em água limpa, não usando o mesmo algodão para ambos os olhos. Após lavar a cabeça enxugar bem para evitar perda de calor e consequente hipotermia. Somente, então, a contenção é desfeita e o restante do corpinho é colocado na água para ser banhado. 3. Anamnese, Sinais Vitais e Exame Físico Anamnese do recém-nascido deve incluir dados anteriores ao nascimento, pois os fatores gestacionais e condições do periparto possuem grande importância. A anamnese deve ter: Identificação do bebê e da mãe: · Nome · Idade · Endereço · Condições de moradia, saneamento básico, quantidade de cômodos, material da residência · Hábitos inadequados, ausência de atividades físicas, má alimentação, etilismo, tabagismo, uso de drogas; · Renda familiar; é condizente com as necessidades básicas de casa, condições mínimas para desenvolvimento da criança · Perguntar se a gravidez foi planejada, se foi realizada consultas pré-nupciais, exames, ácido fólico; · Tipo sanguíneo da mãe · Cor da pele · Profissão da mãe Perímetro Abdominal Colocar uma toalha de papel na superfície plana e deixar o recém-nascido em decúbito dorsal; verificar com fita métrica na altura da cicatriz umbilical Nome − Quando a criança não tem nome, Perímetro Torácico Colocar uma toalha de papel na superfície plana e deixar o recém-nascido em decúbito dorsal; ajustar a fita métrica em torno do tórax, na altura dos mamilos da criança; anotar e registrar no prontuário. Perímetro Cefálico Colocar uma toalha de papel na superfície plana e deixar o recém-nascido em decúbito dorsal; ajustar a fita métrica em torno da cabeça logo acima da sobrancelha e sobre a proeminência occipital; fazer três leituras individuais e usar o maior valor; anotar e registrar em cm do bebê no prontuário. Peso Lavar as mãos e higienizar a balança com álcool 70%; coloque uma toalha no prato da balança e pese a mesma fora a parte; calibrar a balança na escala zero; colocar o recém-nascido despido na balança; esperar até que o bebê se acalme e em seguida anotar e registrar o peso da criança na anotação de enfermagem e em seguida no gráfico de crescimento da criança. Estatura A medição do comprimento do recém-nascido é feita com ele deitado, utilizando-se um antropômetro horizontal, enquanto que a medição da altura da criança maior de dois anos é feita com a criança em pé, utilizando-se a balança-plataforma ou o antropômetro vertical. Dor A avaliação da dor é crítica para não usar analgesia a mais e nem a menos. A dor leva a problemas e o uso de analgésico sem dor também leva a problemas. Então, é importante entender o que o recém-nascido está tentando nos dizer, e esse entendimento passa por ver os sinais fisiológicos (como a frequência cardíaca, a frequência respiratória, a saturação), os sinais comportamentais (como sono, choro, movimento do corpo, tônus). E para falar a mesma língua, o uso de escalas é fundamental; várias são as escalas disponíveis, e a maior parte do Brasil (por uma vasta influência do nosso serviço) tem usado a NIPS para a enfermagem; a escala da mímica facial de Grunaue Craig – a NFCS – para avaliação. Temperatura Limpar o termômetro com álcool 70%; colocar o termômetro na axila e segurar firmemente e deixar o termômetro por no mínimo 3 minutos ou até alarmar se for digital; anote o valor da temperatura no prontuário. Frequência Cardíaca Limpar o diafragma e as olivas do estetoscópio; colocar o estetoscópio sobre o tórax, na região apical, verificando assim a frequência cardíaca apical. Pressão Arterial Verificar a pressão arterial após 10 minutos de repouso; posicionar o braço da criança ao nível do coração; localizar o pulso radial, insuflar o manguito até que o pulso pare de pulsar, olhar o valor no relógio e desinflar; posicionar o estetoscópio após 5 minutos dessa medição e insuflar 30 mmHg acima do valor obtido anteriormente. IMC O IMC no bebê está relacionado com a idade. Na prática, utiliza-se a medida do peso e da altura por serem facilmente obtidos no exame físico. Inspeção Utilizam-se os sentidos auditivos e visual para avaliar o estado do recém-nascido como postura, atividade e simetria das diferentes regiões do corpo. O olfato também pode ser utilizado, mas odores não são comuns; as informações obtidas de uma observação detalhada podem ser uteis para direcionar a avaliação. A inspeção deve ser feita continuamente durante a avaliação do enfermeiro. Palpação Para realizar a palpação, o enfermeiro utiliza o toque para determinar hidratação, tensão, textura, pulso, amplitude, tamanho, forma e profundidade de estruturas internas. Deve ser realizada gentilmente, evitando desconfortos e traumas para o recém-nascido. Pode ser mais acurada quando o bebê se encontra calmo e relaxado ou quando realizada com aquecimento prévio das mãos, o que favorece o conforto e a tranquilidade da criança. Percussão É o uso de batidas leves para produzir ondas sonoras que podem ser avaliadas de acordo com intensidade, gravidade, duração e qualidade. Essa técnica raramente é realizada na avaliação neonatal. 4. Ausculta Crânio Inicia-se o exame verificando as simetrias. Frequentemente encontram-se assimetrias transitórias, que variam de acordo com a apresentação fetal. Assim, o parto normal, pode causar o aumento do diâmetro anteroposterior (do licocéfalo). Por outro lado, no parto cesáreo, o crânio pode apresentar-se mais “arredondado”, já que a cabeça não sofre adaptação ou amoldamento no canal de parto. A seguir, faz-se a palpação das suturas cranianas. São comuns as sobreposições das bordas dos ossos do crânio (cavalgamentos), especialmente no parto normal, as quais desaparecem em poucos dias, bem como as disjunções de suturas, sem qualquer expressão patológica. Por outro lado, quando ocorre a fusão intrauterina das suturas, o osso para de crescer e ocorre o fundamento local com as simetrias do crânio, o que constitui a craniossinostose. Essa situação patológica pode requerer tratamento cirúrgico. Na palpação das fontanelas, deve-se atentar para o tamanho (medido em centímetros nas diagonais), tensão, abaulamentos ou depressões e pulsações. Fazendo-se pressão suave sobre os ossos do crânio, pode-se detectar uma área depressível, assemelhando-se à palpação de bola de pingue-pongue (craniotabes). Costuma desaparecer nos primeiros meses de vida. Na palpação do couro cabeludo detectam-se abaulamentos com relativa frequência, como na bossa serossanguínea e no céfalo-hematoma. O tamanho do céfalo-hematoma deve ser acompanhado, mas é raríssimo ser necessária alguma intervenção para estancar o sangramento ou drenar eventual abscesso decorrente de contaminação. O perímetro craniano é informação indispensável e deve ser medido com fita métrica inextensível, passando pela glabela e proeminência occipital. No recém-nascido, o termo varia de 33 a 37cm. Pescoço No recém-nascido, o pescoço é curto, dificultando o exame. A discreta extensão da cabeça permite sua melhor visualização. Deve-se palpar a parte mediana do pescoço a fim de se detectar o crescimento anormal da tireoide (bócio) e a presença de fístulas, cistos e restos de arcos branquiais. Em sua parte lateral, deve-se verificar a presença de estase jugular e palpar o músculo esternocleidomastoideo a fim de verificar a presença de contraturas (torcicolo congênito). É importante verificar a mobilidade e o tônus do pescoço a fim de afastar anomalias das vértebras cervicais. A presença de pele redundante na nuca pode estar associada à síndrome de Down, e na parte lateral (o chamado pescoço a lado) à síndrome de Turner. Tórax Na inspeção do tórax do recém-nascido, pode-se detectar a sua forma normal, cilíndrica. No recém-nascido a termo seu perímetro (passando pelos mamilos) é cerca de 2cm menor que o cefálico. Assimetria pode estar associada à malformação cardíaca, pulmonar, da coluna e do 21 arcabouço costal. O apêndice xifoide é frequentemente saliente. Os mamilos e as glândulas mamárias crescem com a idade gestacional e em recém-nascido a termo medem, à palpação, cerca de 1cm. Pode ocorrer hipertrofia bilateral das glândulas mamárias decorrente de estímulo estrogênico materno. Em algumas dessas crianças, meninos ou meninas, pode-se observar secreção de leite. Deve-se evitar a expressão das glândulas hipertrofiadas devido ao risco de contaminação e desenvolvimento de mastite que é uma condição grave. Abdome A inspeção, o abdome do recém-nascido apresentam-se semigloboso, com perímetro abdominal cerca de 2 a 3cm menor que o cefálico. Habitualmente, não se visualizam ondas peristálticas. A presença de abdome globoso, distendido, com ondas peristálticas visíveis sugere obstrução. Abdome escavado é sugestivo de hérnia diafragmática. Deve-se, ainda, inspecionar as condições do coto umbilical. Inicialmente gelatinoso, ele seca progressivamente, mumificando-se perto do 3º ou 4º dia de vida, e costuma desprender-se do corpo em torno do 6º ao 15º dia. Habitualmente o cordão umbilical apresenta duas artérias e uma veia. É importante pesquisar a presença de secreções na base do coto umbilical ou de eritema da pele ao redor da implantação umbilical. Secreção purulenta na base do coto, com edema e hiperemia da parede abdominal, sobretudo se formar um triângulo na parte superior do umbigo, indicam onfalite, infecção de alto risco para a criança. A higiene da região umbilical com álcool a 70% é um importante fator de proteção contra infecção. Imediatamente após a limpeza, pode- se observar hiperemia transitória da pele, o que não apresenta risco para o recém-nascido. Na inspeção, pode- se ainda detectar defeitos da parede abdominal, como a onfalocele e a gastrosquise. Na onfalocele ocorre herniação na linha média, recoberta por saco peritoneal, com o cordão umbilical inserido no centro dessa massa. Pode estar associada a trissomias ou outras anomalias congênitas. Com a percussão abdominal e torácica, pode-se determinar o tamanho do fígado acompanhando o som sub-maciço. Caracteristicamente, encontra-se som timpânico no resto do abdome. Eventualmente, consegue-se delimitar o tamanho do baço, especialmente quando aumentado. A palpação abdominal fica tecnicamente mais fácil quando realizada com o recém-nascido dormindo. Assim, recomenda-se realizá-la logo no início do exame físico. Com as mãos limpas e aquecidas, a palpação deve ser suave e superficial no início, partindo-se da fossa ilíaca em direção ao rebordo costal. Após a palpação superficial, pode-se fazer uma palpação mais profunda. Em condições normais não se encontram massas abdominais e é possível apalpação da borda do fígado acerca de 2cm do rebordo costal direito, na linha mamilar. Genitálias A primeira diurese costuma ocorrer na sala de parto ou nas primeiras 48 h. Eventualmente, observam-se manchas avermelhadas nas fraldas que se devem à presença de uratos na urina e não tem repercussão clínica. O exame da genitália deve ser detalhado e sempre que possível com a presença de um dos pais; se essa regra é fundamental para crianças maiores, não deixa de ser menos importante com um recém-nascido. Após a inspeção geral, oexame deve começar com a palpação do canal inguinal para a detecção de massas ou testículo. Genitália Masculina O pênis normal de um recém-nascido mede de 2 a 3cm. A glande não costuma ser exposta, nem com a tentativa de retração do prepúcio, e o orifício prepucial é estreito. A visualização do meato urinário na extremidade da glande nem sempre é possível. Existe a possibilidade de anormalidades na saída da uretra. Quando o orifício de saída se encontra na face ventral do pênis dá-se o nome de hipospadia e, quando na face dorsal, de epispádia. Na hipospadia o orifício pode localizar-se desde a transição bálano- prepucial até a região pene-escrotal. Genitália Feminina No sexo feminino, o tamanho dos grandes lábios depende do depósito de gordura e da idade gestacional da recém-nascida. Assim, nas crianças pré-termo pequenas podem ser quase inexistentes, e nas recém-nascidas a termo os grandes lábios chegam a recobrir totalmente os pequenos lábios afastados; os grandes lábios, avalia-se o sulco entre os grandes e pequenos lábios, frequentemente recobertos de vérnix, aderências de pequenos lábios são raras e requerem intervenção, afastando-se os pequenos lábios examina-se o hímen. Deve-se observar a perfuração himenal por onde é comum a saída de secreção esbranquiçada ou translúcida em consequência da ação do estrógeno materno, e que costuma desaparecer ao final da primeira semana de vida. Neurológico Quando se inicia o exame físico geral do recém-nascido, inicia-se, simultaneamente, a avaliação neurológica, pois postura, movimentação espontânea, resposta ao manuseio e choro são parâmetros importantes dessa avaliação. Ao nascer, a criança costuma ficar durante cerca de 1 a 2 horas muito desperta, e a seguir habitualmente dorme profundamente por algumas horas, por vezes até 12 horas. Deve-se evitar a realização do exame neurológico nas primeiras 12 horas de vida, para minimizar a influência do estresse do parto, que pode mascarar algumas respostas normais, dando falsa impressão de comprometimento. Durante o exame, deve-se atentar para o estado de alerta da criança, que reflete a integridade de vários níveis do sistema nervoso central. Como o exame sofre grande influência do estado de sono, é importante aguardar a criança despertar para uma adequada avaliação. O tônus em flexão é relacionado à idade gestacional, a termo apresentam-se com hipertonia em flexão dos membros, com postura semelhante à fetal. Conseguem inclusive manter a cabeça no mesmo nível que o corpo por alguns segundos quando levantados pelos braços. Movimentam-se ativamente ao serem manipulados. Os reflexos primitivos característicos do recém-nascido devem ser avaliados, pois podem trazer informações importantes sobre seu estado de saúde. São caracterizados por resposta motora involuntária a um estímulo e estão presentes em bebês desde antes do nascimento até por volta dos seis meses de vida. São mediados por mecanismos neuromusculares subcorticais, que se encontram desenvolvidos desde o período pré-natal. O desaparecimento desses reflexos durante o curso normal de maturação do sistema neuromuscular nos primeiros seis meses de vida é atribuído ao desenvolvimento de mecanismos corticais inibitórios. São diversos os reflexos primitivos encontrados no recém-nascido, porém não há necessidade de avaliação de todos durante o exame físico rotineiro do recém-nascido a termo. Membros Superiores e Inferiores Detecta o deslizamento posterior do quadril para dentro do acetábulo a coxa do quadril em exame é abduzida o joelho é movido longe da linha média na posição de perna de rã e delicadamente puxada anteriormente a instabilidade é indicada pela palpação, às vezes um clique audível da cabeça do fêmur movendo-se sobre o arco posterior do acetábulo e recolocação na cavidade. Conclusão Os cuidados de enfermagem no primeiro momento após o nascimento são indispensáveis, visto que, o enfermeiro irá enfatizar a importância do contato pele a pele e do aleitamento materno na primeira hora de vida quanto a nutrição mais completa para o recém-nascido. Ajudará a promover a saúde, o crescimento, a imunidade e o desenvolvimento do recém-nascido durante o período neonatal e a longo prazo. Diminuindo assim a incidência de doenças, deficiência de nutrientes e mortes associadas a estas condições. Considerando a importância da promoção das boas práticas, o enfermeiro está atrelado ao bom desenvolvimento e adaptação do recém-nascido no novo ambiente. Bibliografia Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção humanizada ao recém-nascido: Método Canguru : manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 3. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. 340 p. FRANK, Elaine do Socorro Matos P. et al. O cuidado de enfermagem ao recém – nascido prematuro em unidade de terapia intensiva neonatal. Journal Of Specialist. Belém, p. 1-18. set. 2018. MINAS GERAIS. Secretaria Estadual de Saúde. Programa Viva Vida. Atenção à Saúde da Criança. Belo Horizonte: SES-MG, 2005. VIANA, M. R. A. Exame Físico. In: MARTINS, C. Semiologia da criança e do adolescente. Rio de Janeiro: Medbook, 2010. image1.png image2.png image3.png