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Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e —------------------- Afecçõe� Neonatai� d� Ruminante� —------------------ Falha na transferência de imunidade passiva 0 – 30 dias: NEONATO > 30 dias: BEZERRO Novilha pare entre 40min e 1h (situação normal) ● Problema de distorcia: pode esperar de 4-6h (sem manipulação), tendo manipulação por segurança é melhor intervir rapidamente. ● Distorcia severa: T°C ⬇ - hipotermia (acidose respiratória/metabólica) INTRODUÇÃO . ● A FTIP não é uma doença, é uma falha de manejo. Essa falha pode abrir portas para doenças infecciosas nos neonatos (Entérica, Umbilical ou Pulmonar) ➔ Ocorre principalmente em rebanho leiteiro ● No Ambiente Uterino (feto protegido) ➡ Ambiente Asséptico (livre de patógenos) ➔ Os animais possuem a Placenta Sindesmocorial (protege o feto, porém não permite que as imunoglobulinas passem da circulação materna para circulação fetal dentro do útero) ➔ Ex.: Albumina (60.000 Daltons), IgG (30.000 Daltons) ➡ macromoléculas não passam para circulação fetal ➔ Sendo assim, nascem com uma quantidade extremamente baixa de imunoglobulinas ● Sistema Imune desprotegido (incompetente), ou seja, precisa ingerir colostro (lactoferrina – proteína quelante de Fe (ação bacteriostática), células de defesa, fator de crescimento, imunoglobulinas – IgA e IgM (Gl. Mamária), IgG (circulação materna)) -------------------------------------------------------- FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DE IMUNOGLOBULINAS: O colostro precisa ser de qualidade, o neonato precisa ter ingerido a quantidade ideal e feito isso no tempo certo. Se isso não ocorrer, provavelmente terá Falha na Transferência de Imunidade Passiva. COLOSTRAGEM: Preparação do organismo para produção de colostro (7 – 10 dias antes do parto), período em que a IgG sai da circulação materna e chega à Glândula Mamária. COLOSTRO: É mais ácido e tem um alto teor de células, por isso, esse leite não é comercializado, ao ser fiscalizado ele pode ser característico de mastite (⬆CCS), assim, não vai para consumo (3-5dias). BANCO DE COLOSTRO: deve ser de até 2ª ordenha, neonato mama em torno de 4L (em até 6h), feito isso pode retirar o restante para o banco a depender da quantidade de leite que a vaca fornece normalmente. SECAGEM: 13 – 14 meses pós-parto PIQUETE MATERNIDADE DEVE TER . Boas condições de higiene, Áreas secas com boa cobertura vegetal, Boa drenagem e sombra de pelo menos 3m²/animal, Dieta de transição (milho CHO ➡ 70-75%; Soja PROT➡ 25%) – precisa ser apartada para ter ração concentrada (indigestão fermentativa – ⬆tx de mortalidade), caso não houver pode ocorrer problemas digestivos, Observação do parto. FATORES QUE INFLUENCIAM A TIP . ● Idade da mãe ● Manejo: se a mãe está protegida contra determinado tipo de patógeno, ela transfere isso para o filho, verificar o porte do reprodutor e da fêmea (deve estar equilibrado para não ter problema) ● T°C ambiente (estresse térmico) ● Ingestão insuficiente de colostro: por negligência ou rejeição materna, por conformação inadequada do úbere e/ou dos tetos, por influência da condição do nascimento ● Absorção insuficiente de colostro: por ingestão tardia de colostro, por interferência na absorção. EXAMES LABORATORIAIS . Até 48h de nascido ● PPT (refratometria): 5,5g/dL (sucesso)MAIS CONFIÁVEL ● Fracionamento Eletroforético (experimental) ● GGT no soro sanguíneo do bezerro (vacas, cabras e ovelhas no período de colostragem sintetiza GGT no epitélio da Gl. Mamária em grande quantidade, GGT cai no colostro, o bezerro ingere e automaticamente a GGT nesse animal fica aumentada, ou seja, ao avaliar GGT no bezerro e der aumentada significa que o animal ingeriu o colostro (200UI/L – 1º Dia; 100UI/L – 4ºDia na prática espera um número maior) ● Imunodifusão Radial específico para IgG 1200mg/dL ideal (experimental) ● Estimativa do teor de Ig no colostro MEDIDAS PARA ASSEGURAR UMA . ADEQUADA TIP . ● Fornecimento de colostro (10 – 15%/PC) ● Alimentação colostral durante os 3 primeiros dias de vida (na prática não ocorre muito, o colostro é ingerido na primeira vez e só) ● Adoção de piquete maternidade (ferramenta de controle) ● Formação de banco de colostro (ferramenta de controle) 1 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e —------------------- Afecçõe� Neonatai� d� Ruminante� —------------------ Doenças Umbilicais - Onfalopatias RELEMBRANDO: ANATOMIA . Artérias umbilicais➡ ligamentos redondos da bexiga Veia umbilical➡ ligamento redondo do fígado Úraco➡ conecta a bexiga fetal à cavidade alantóide DIAGNÓSTICO . Inspeção Direta, Inspeção Indireta (Ultrassonografia Abdominal), Palpação, Laparotomia exploratória PROCESSOS NÃO-INFECCIOSOS . HÉRNIAS . ✓ Ocorre quando não tem o fechamento correto do úraco, podendo ter a saída das estruturas abdominais ✓ É hereditário, ou seja, animais com hérnias não são indicados para reprodução. Geralmente não causam desconforto, mas quando ela está encarcerada/estrangulada pode gerar dor, inquietação, lambedura, tentativas de coçar com os pés. Se ocorrer processo inflamatório, podem ser observados outros sinais: inapetência, febre, tensão abdominal, obstrução com hemorragia abomasal intestinal e morte. TRATAMENTO: herniorrafia (cirúrgico) FIBROMAS/NEOPLASIAS . ✓ São reações cicatriciais de processos inflamatórios que formam um aumento fora do normal na pele. Os fibromas podem causar: Aderências de ligamentos e peritônio; Cicatrização umbilical complicada; Traumatismos; Massa endurecida disforme próximo à musculatura (onfalite crônica) TRATAMENTO: cirúrgico PERSISTÊNCIA/DEFEITOS . ✓Omais comum é a persistência de úraco SINAIS CLÍNICOS: Urina flui pela abertura do umbigo; e após o nascimento ele elimina urina pelo úraco fazendo com que ele seja uma porta de entrada de patógenos, causando quadros de cistite/pielonefrite. De defeitos há o divertículo uracal. TRATAMENTO: cirúrgico PROCESSOS INFECCIOSOS . ✓ São ocasionados por patógenos ambientais COMPLICAÇÕES: Poliartrite/Artrite Séptica (proprietário suspeita de caruara, CE, normalmente, sempre está ligado a problema umbilical, pode ter várias articulações afetadas ou só uma), Hepatite Apostematosa (não tem como tratar – eutanásia), Broncopneumonia, Meningite e Septicemia. ONFALITE . ✓ Inflamação das estruturas externas, sinais são demonstrados entre 2 à 5 dias de idade SINAIS CLÍNICOS: ⬆ Volume do umbigo, dor a palpação, Obstrução ou drenagem de conteúdo purulento,toxemia subaguda (mucosa congesta, vasos episclerais ingurgitados), depressão temporária, Febre DIAGNÓSTICO: Exame Físico (Inspeção, localizar sinais ligados com umbigo, palpação externa e interna) TRATAMENTO: Fase Aguda (anti-inflamatório para controlar e Cirurgia), tratamento clínico não funcionará devido à probabilidade de gerar fibrose que precisa ser reseccionada. Analgésico no pós-cirúrgico. ONFALOFLEBITE . ✓ Envolvimento de estruturas internas (veia) no sentido crânio dorsal, pode ocorrer entre os 1-3 meses de idade SINAIS CLÍNICOS: Umbigo dilatado com material purulento, Animais inativos, inapetentes e febris DIAGNÓSTICO: Palpação (A veia pode ser só resquício ou pode estar aumentada de volume e fibrosada), US abdominal, Laparotomia Exploratória TRATAMENTO: Laparotomia exploratória e remoção cirúrgica dos abscessos + medicamentos como penicilina, sulfa, enrofloxacina, oxitetraciclina. COMPLICAÇÕES: abscesso hepático, sepse, hepatite apostematosa ONFALOARTERITE . ✓ Envolvimento de estruturas internas (artéria — de uma ou das duas) no sentido caudo-dorsal 1,5-2 meses de idade SINAIS CLÍNICOS: Toxemia crônica (hiporexia), Subdesenvolvimento, ausência de resposta à antibioticoterapia DIAGNÓSTICO: Palpação externa e interna, palpação das estruturas umbilicais, ultrassonografia. TRATAMENTO: Remoção cirúrgica dos abscessos + antibioticoterapia + AINE. COMPLICAÇÕES: sepse, artrite, poliartrite, encefalite, endocardite ONFALOURAQUITE . ✓ Envolvimento de estruturas internas (úraco) no sentido caudodorsal ✓ Ao observarque tem o envolvimento de estruturas internas no sentido caudo-dorsal pode haver comprometimento de uma artéria, das duas, do úraco, ou de ambos. COMPLICAÇÕES: cistite, pielonefrite LEMBRAR: Persistência de Úraco drena urina, porém o úraco com uraquite tem aumento de volume interno no sentido caudo-dorsal mesmo sem drenar urina. 2 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e PANVASCULITE . ✓ Todos os componentes afetados simultaneamente, pouco frequente ATROFIA MUSCULAR . ✓ Provável problema articular PROGNÓSTICO . Somatório entre as alterações primários e secundárias ▶ Alterações patológicas (primárias): Problema articular - 3 Umbilicais internos - 2 Pulmonares - 2 Intestinais - 1 ▶Manifestações clínicas (secundárias): Leucocitose - 2 Febre - 1 Apatia - 1 MANEJO PREVENTIVO . ▶ Cura do umbigo (iodo 5-7%) – 3 dias de tratamento SID ▶ Fornecimento imediato de colostro (10% do peso do animal nas primeiras 6h) Exemplos de fármacos que podem ser usados no tratamento AINE:MELOXICAM ATB: penicilina G procaína, 20.000 UI/KG, 7 dias ANALGÉSICO: dipirona 3 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e —------------------- Afecçõe� Neonatai� d� Ruminante� —------------------ Diarreias/ Enterites DIARRÉIA: Eliminação de fezes com aumento do teor de líquido. ENTERITE: Inflamação do intestino ENTERITE não é sinônimo de diarreia Unidade morfofuncional do intestino: criptas e vilosidades (as diarreias e enterites ocorrem por falha nessa unidade) ↪ Criptas: unidade de proliferação (céls se dividem), função secretora (enzimas, eletrólitos e H2O) – Replicação celular ↪ Vilosidades: primordialmente têm função absortiva – Absorção de líquido INTRODUÇÃO . ● Muitas enterites cursam sem diarreia (Clostridium perfringes tipo C) – Enterotoxemia ● Índice de morbidade de até 75% ● Índice de mortalidade de 10 a 50% ● Doença complexa de bezerro com até 30 dias de idade (vários patógenos) ● Ocorre principalmente em rebanhos leiteiros, não excluindo os de corte e pequenos ruminantes ETIOLOGIA . ● Bactérias (principais agentes) - leucocitose ➔ Escherichia coli enterotoxigênica (não invade os enterócitos e nem submucosa, só adere à superfície celular, ou seja, não causa enterite, causa diarreia) ↪ Toxina termolábil: bloqueia a absorção de H2O, Cl e Na ↪ Toxina termoestável: bloqueia a absorção de H2O via GMP cíclico ▶ Ocorre em bezerros de 1 a 4 dias, comumente com diarreia aquosa profusa (ou seja, vai afetar animais com Falha de Transferência de Imunidade Passiva) ▶ não há alteração funcional das criptas *Linha muito estreita entre diarreia e septicemia neonatal TOXEMIA: Interleucinas causando ⬆ Permeabilidade capilar, retardo no retorno venoso (mucosas avermelhadas), quadro febril. SEPTICEMIA: Precisa de um foco, a partir dele, a bactéria vai para corrente sanguínea (quadro febril, enterotoxemia, infecção generalizada, hipópio – pus na câmara anterior do olho) ➔ E. coli enteropatogênica: ocorre em qualquer idade (até 60 dias), produz inflamação moderada e não invade os tecidos ➔ E. coli enterohemorrágica: penetram profundamente nos tecidos, acomete animais de 1 a 3 semanas de idade, destruindo as vilosidades e causando profunda colite mucohemorrágica. ↪ Presença de sangue nas fezes ➔ E. coli enteroaderente: não invasivas, formam um filme sobre a mucosa; causam diarreia moderada sem quadro sistêmico. ➔ E. coli enteroinvasiva: produz septicemia, levando ao aparecimento de hipópio, irite, artrite e meningoencefalite. ➔ Salmonella (typhimurium, dublin, newport) ↪ Sinais de septicemia com menos de um mês de idade (artrites) ↪ Enterite ➔ Clostridium perfringes: gangrena gasosa ↪ Tipo C: bezerros com menos de 10 dias de idade, morte súbita, debilidade e prostração, enterite hemorrágica (duodeno e jejuno), absorção de toxinas. ↪ Tipo A: diarreia mucóide ↪ Tipo B: diarreia corada com sangue, cólica e morte súbita (bez. com menos de 10 dias de idade). ➔ Clostridium sordelli: fezes moles com muco e sangue (leves inflamações intestinais) ● Vírus (aumenta o poder de disseminação no rebanho) - leucopenia ➔ Rotavírus: Causa mais comum de diarreia em bezerros (de 4 a 14 dias de idade), não invade céls das criptas, invade as céls epiteliais vilosas no ID (síndrome de má absorção), diarreia mucóide e curta duração. ➔ Coronavírus: Acomete bez. de 4 a 30 dias de idade, envolve ID e IG, invade enterócitos das vilosidades e criptas (hipersecreção e má absorção), atrofia vilosa grave, mais patogênico e causa mais desidratação. ● Protozoários ➔ Cryptosporidium (parvum e muris): Invade os enterócitos do íleo e IG, produz atrofia vilosa e fermentação secundária de leite, acomete bez. de 1 a 4 meses de idade, recidivas e infecções prolongadas (diarreia crônica). ➔ Eimeria spp: Tenesmo, bez. de 30 a 90 dias de idade, diarreia com sangue recente (hematoquezia), não causa grandes problemas hidroeletrolíticos. PATOGENIA . Diarreia é o resultado do aumento da secreção ou diminuição da absorção ou associação destes fatores. ● 1º tipo: diminuição da superfície de absorção (má absorção) ➔ Ex.: Rota, Corona (hiperplasia das céls. das criptas e atrofia vilosa), Criptosporidium, Eimeria e Salmonela ● 2º tipo: aumento do número de partículas osmoticamente ativas no lúmen intestinal (laxantes). ➔ Ex: indigestões, dissacarídeos, sulfatos e fosfatos de Mg (purgante salino – antiácido, mas dependendo da quantidade usada pode ter efeito laxativo) 4 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e ● 3º tipo: aumento das secreções de solutos e H2O ➔ Ex.: enterotoxinas (E. coli, salmonella spp) ➡ AMPc ou GMPc, calmodulina. Estruturas celulares normais e alteração na atividade da bomba de membrana (secreção de cloreto, Na+ e K+) ● 4º tipo: Hipermotilidade (irritação intestinal) ➔ Ex.: todas as doenças infecciosas ● 5º tipo: aumento da pressão hidráulica na parede intestinal ➔ Ex.: Insuficiência cardíaca e nas inflamações agudas e crônicas ACHADOS CLÍNICOS . ● GERAIS: todos relacionados com desidratação e acidose metabólica ● ESPECÍFICOS: dependem do caso (etiologia) SINAIS CLÍNICOS GERAIS . ➔ Alteração da consistência, volume, odor e coloração das fezes ➔ Desidratação de moderada a grave ➔ Apatia ➔ Diminuição ou ausência de apetite ➔ Perda de peso ➔ Alteração da temperatura corporal (febril, mas pode ocorrer hipotermia) ➔ Congestão de mucosas ➔ Morte súbita DIAGNÓSTICO . CLÍNICO . Anamnese e sinais clínicos ETIOLÓGICO . Sorologia, Cultura bacteriana, Soroneutralização, ELISA, Ziehl-Neelsem modificado, Imunofluorescência em esfregaços fecais DIFERENCIAL: viroses / parasitárias PROGNÓSTICO . Bom, porém depende de cada situação em virtude da doença inicial de cada paciente. TRATAMENTO . RESTAURAÇÃO DO ESTADO SISTÊMICO . NORMAL . ➔ CORREÇÃO DA DESIDRATAÇÃO Hidratação Enteral ↪ 20 gramas de glicose de milho (1 colher de sopa) ↪ 5 gramas de cloreto de sódio (1/2 colher de sopa) ↪ 4 gramas de bicarbonato de sódio (1/2 colher de sopa) ↪ 1 grama de cloreto de potássio (1/2 colher de café) ❖Misturar em 1 litro de água Hidratação Parenteral (Ringer c/ Lactato) ↪ V= PC x % / 100 = XL ↪ Volume de Reposição e de Manutenção (5), deve somar os 2 resultando num volume total que deve ser administrado em 24h ➔ CORREÇÃO DA ACIDOSE E DO DESEQUILÍBRIO ELETROLÍTICO ↪ Peso (kg) x déficit de base (mmol/L) x 0,6 / 12 ↪ Regra de 3 para colocar emml e por fim, divide por 3 pois a reposição é feita em 3 doses ➔ CORREÇÃO DA HIPOGLICEMIA E RESTRIÇÃO DA INGESTÃO DE LEITE ↪ Varia de paciente para paciente, pode utilizar ou não ➔ ADMINISTRAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS ↪ E. coli, Salmonella, Eimeria (SULFA + trimetoprim 30mg/kg, [ ] 200mg, 4 dias) PREVENÇÃO . ● Ingestão adequada de colostro ● Reforçar a imunidade inespecífica (nem sempre se faz) ● Controle de novas infecções ● Minimizar a disseminação dos agentes infecciosos ● VACINAÇÃO (não se utiliza na rotina) ➔ Indicações: imunização passiva dos bezerros (Coronavírus bovino, Rotavírus bovino, amostras enterotoxigênicas de Escherichiacoli, e a betatoxina de Clostridium perfringens tipo C. ➔ Modo de usar: ↪ 1ª dose: 2 ml / vaca, IM, 45 dias antes da DPP ↪ 2ª dose: 2 ml / vaca, IM, 2 a 3 SADPP ↪ Revacinação: 2 – 3 SADPP subsequente CONSIDERAÇÕES FINAIS . Para o controle da diarreia em ruminantes neonatos não basta apenas a adoção de medidas individualizadas, e sim, um conjunto de ações envolvendo práticas adequadas de manejos reprodutivo, nutricional, higiênico-sanitário e profilático. LEMBRAR: Professor cobra dose, concentração e protocolo de tratamento. 5 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e —--------- Afecçõe� d� Sistem� Tegumentar d� Ruminante� ---------- Fotossensibilização DEFINIÇÃO . Processo patológico resultante da exposição de componentes fotossensíveis à luz com comprimento de onda acima de 320 nm (queimadura na pele). ETIOLOGIA . Produtos de metabolismo alterado (genético – porfiria), substâncias fotodinâmicas pré-formadas (animal ingere substâncias por alguma via – planta tóxica) e acúmulo de metabólicos normais (animal produz filoeritrina normalmente e a mesma é eliminada na bile, quando tem lesão hepática a bile fica mais retida e acumula filoeritrina no sangue, ao ter contato com o sol ela é acionada e causa a doença). TIPO I e III são as mais importantes pois ocorrem com maior frequência. TIPO II é de cunho genético e ocorre raramente. TIPOS . PRIMÁRIA OU TIPO I . = Agentes fotodinâmicos são exógenos Hypericum perforatum (erva de São João) Fagopyrum esculentum (trigo sarraceno) Froelichia humboldtiana (ervanço) Fenotiazina, tetraciclinas, tiazidas ou sulfonamidas Animal ingere a planta, vai para o intestino, passa pelo fígado (SEM CAUSAR LESÃO HEPÁTICA) e chega a corrente sanguínea, ao ter exposição de raios solares causa lesão cutânea importante. PRINCÍPIO TÓXICO: Furocumarínicos (tem em maior quantidade nas sementes) ÁREAS DE PREDILEÇÃO DAS LESÕES: região de barbela, ponta de cotovelo, flanco, base de cauda, orelha. SINAIS CLÍNICOS: Dermatite em áreas pouco pigmentadas (dorso, vulva, úbere, focinho), lacrimejamento, ceratoconjuntivite, exsudação, descamação e crostas, áreas alopécicas. ↪ Lesões acontecem em maior quantidade em áreas de pele clara. DIAGNÓSTICO ➔ Exame Clínico: onde o animal é criado, histórico de presença da planta nas pastagens ➔ Exame: das lesões (Recente: T°C ⬆, edemaciada, sensibilidade ao toque; Tardia: alopecia, desprendimento de pele), dos sinais vitais, verificando se há envolvimento sistêmico. ↪ Em virtude de não haver lesão hepática, não haverá icterícia nem elevação dos níveis das enzimas séricas que indicam lesão hepática. TRATAMENTO E PROFILAXIA ➔ Retirar os animais do local ou suspender alimentação contaminada. ➔ Retirar da luz solar (as lesões regridem em 7-10dias), avaliando sempre a situação da propriedade e buscando a melhor forma de reverter o quadro. ➔ Evitar a contaminação dos pastos ➔ Tratar das lesões (com substâncias antissépticas e repelentes que ajudem no cuidado commiíase) ➔ Antibioticoterapia sistêmica (=dermatite bacteriana), apenas se o animal apresentar um quadro sistêmico (febril, lesão cutânea muito extensa, etc) TIPO II . = Consequência da síntese anormal de pigmentos endógenos, sendo geralmente de origem hereditária Menos relevância, pois dificilmente existe um caso desse HEPATÓGENA OU TIPO III . = Acúmulo de filoeritrina (produto de degradação da clorofila), acumulado em consequência de lesão hepática que impede sua excreção pela bile (GRANDE OCORRÊNCIA). | Lantana spp. (chumbinho) – descamação de tetos | Stryphnodendron abovatum (Barbatimão) | Enterolobium gumiferum (Tamboril) ↪ Ocorre devido a filoeritrina acumulada em virtude da lesão hepática. | Leptospira spp | Faciola hepatica ➔ Esporidesmina (toxina do fungo Pithomyces chartarum encontrado comumente na Brachiaria Decumbens – quando a planta cresce muito e começa a ficar velha (amarelada) é o ambiente ideal para o fungo + umidade e temperatura elevada) – a Esporidesmina não altera a função dos hepatócitos, causa lesão nos ductos biliares, pode ter um período de latência de 10-30 dias. ➔ Saponinas (toxina vegetal que forma cristais nos ductos biliares causando retenção e inflamação da bile, em algumas épocas do ano algumas plantas ficam com um alto teor de saponinas, a exemplo da Brachiaria Decumbens, é suspeitada quando avalia a pastagem e não é encontrado o fungo Pithomyces chartarum) O animal precisa ingerir uma planta tóxica que cause lesão no fígado, diferente da TIPO I que não causa a lesão hepática. ACHADOS CLÍNICOS: Inapetência e desconforto; prurido; lesões cutâneas; membranas mucosas amareladas, bilirrubinúria e emagrecimento progressivo. TIPO DE LESÃO: recente (eritema seguido de edema), tardia (necrose e desprendimento da pele). LOCALIZAÇÃO DAS LESÕES ➔ Bovinos: orelhas, flancos, barbela, base da cauda, região glútea e face interna dos membros pélvicos ➔ Ovinos e Caprinos: Região de face 6 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e PATOLOGIA CLÍNICA ➔ Anemia Normocítica Normocrômica, Hiperbilirrubinemia, Hipoalbuminemia ➔ Avalia Função Hepática: AST e GGT, BD e BI ➔ Biopsia Hepática: Fotossensibilização subclínica (rotina não é muito utilizado) DIAGNÓSTICO ➔ Exame Clínico: Anamnese, Exame Físico (lesão cutânea, icterícia, urina mais amarelada) ➔ Exames Laboratoriais: AST e GGT ➔ Biopsia Hepática: Fotossensibilização subclínica (rotina não é muito utilizado) TRATAMENTO ➔ Restringir o contato com a luz solar ➔ Remoção do agente fotodinâmico ➔ Terapia Medicamentosa: limpeza das feridas, antibióticos (somente se o animal tiver quadro sistêmico), 2 aplicações de antiinflamatórios (corticóides + antibióticos ou DAINEs) para desinflamar o fígado, protetores hepáticos (comerciais ou antitóxicos – ambos são ricos em aminoácidos), mineralização (pedir para aumentar sulfato de zinco (100mg/animal/dia) no sal – melhora a produção de uma enzima dependente de zinco antioxidante) POSSÍVEIS QUADROS DE INTOXICAÇÃO ● Fome (animal come até planta que não é palatável para ele) ● Translado (animais transportados de uma região para outra, por desconhecimento da planta da região ele acaba ingerindo plantas tóxicas) 7 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e —--------- Afecçõe� d� Sistem� Tegumentar d� Ruminante� ---------- ============ Dermatofitose ============ X ============ Dermatofilose ============ ✓Micoses cutâneas infecto-contagiosas de curso crônico. ✓ ZOONOSE IMPORTANTE na Clínica de Bovinos ✓ AGENTE: Trichophyton verrucosum (esse fungo causa alopecia em formato mais arredondado, podendo ter prurido) ↪ Fungo invade o folículo piloso (base do pelo), produz toxinas que irão fragilizar a haste do pelo e o quebrando causando a alopecia. ✓ Depende: Idade/troca de dentes, doença de base, clima, épocas de carência, manejo ✓ Doença muito comum, principalmente quando o manejo é errôneo (aglomeração muito grande de animais) ✓ Animais jovens são mais predisponentes (pois nesse período os animais possuem um pH da pele mais alcalino, ao se desenvolverem mais, os hormônios da maturidade sexual acabam diminuindo esse pH (acidificando), impedindo a germinação de dermatófitos). ✓ Porém, podem ocorrer surtos em adultos (ex.: no inverno, introdução de novilhas infectadas no rebanho de ordenha) SINAIS CLÍNICOS . Áreas de alopecia de bordos regulares (comumente circulares), com descamação e formação de crostas de coloração acinzentada. DIAGNÓSTICO . Sinais Clínicos, Raspados de lesões (preparação de hidróxido de potássio), Biópsias cutâneas CONTROLE E PROFILAXIA . ● Autolimitante, porém ocorrem prejuízos indiretos decorrentes (a maioria dos proprietários querem tratar) ● Isolamento de animais doentes ● Desinfecção (Biocid – 1:250) das instalações TRATAMENTO . INDIVIDUAL . Pouco usado (+ trabalhoso e o coletivo já resolve) ➔ Iodóforos a 1% (soluções iodadas) ➔ Pomadas/cremes à base de antimicóticos (griseofulvina e/ou derivados de azoles): em cada lesão (custo alto, trabalho dispendioso)COLETIVO . ➔ Pulverização (média de 4 - 5L por animal) – Banho 1vez/semana (4banhos) ↪Hipoclorito de sódio 0,5% (+ USADO) Vi x Ci = Vf x Cf (Diluição da Água Sanitária a 2,5%) Vi x 2,5 = 10L x 0,5 Vi = 10 x 0,5 = 2L 2,5 ➔ Antifúngico de uso agrícola Captan (Ntriclorometilmercapeto-4-ciclohexano-1,2- dicarboxamida) em banhos de aspersão – Captano a 3% Diluições 1:300 a 1:400 4-7 litros da calda por animal 2 aplicações em intervalo de duas semanas TRATAMENTO SISTÊMICO não se faz!!! Para resultados melhores (individualizados), é indicado raspar ou escovar as lesões para remover crostas infectantes (difícil, pois os bovinos dificultam contenção) por isso, o melhor tratamento é a pulverização. ✓ Dermatite hiperplásica ou exsudativa. Erupções cutâneas crostosas e escamosas (lesões circunscritas) ✓ ZOONOSE de pouca relevância ✓ Apesar da semelhança com a Dermatofitose, a Dermatofilose é causada pela bactéria Dermatophilus congolensis. ✓ Essa bactéria se desenvolve mais em período de chuva, por isso é conhecida como “Queimadura por Chuva” – umidade (pelo longo e danos físicos) ↪ Atinge a epiderme ↪ Evolução aguda ou crônica ↪ Se apresenta na forma de dermatite hiperplásica ou dermatite exsudativa ↪ A bactéria encontra-se na pele íntegra (flora residente) ↪ Sob condições favoráveis de temperatura e umidade pode proliferar e produzir doença Inicialmente, a bactéria penetra na lesão cutânea e causa um processo inflamatório no local, estimulando a migração de neutrófilos e levando muitas vezes a formação de micro-abscessos (detectável na biópsia – incomum a realização), alopecia, muita crosta, presença de exsudato, SEM prurido. IMPORTANTE: Remover e incinerar as crostas dos animais portadores para evitar transmissão por contato direto e contaminação do pasto (pus) SINAIS CLÍNICOS . ● Animal pode ter uma doença de base e desenvolver a Dermatofilose. ● Aglutinação dos pelos, alopecia e aparecimento de erupções cutâneas crostosas e escamosas, de aparência circunscrita e bem delimitadas. ● Crostas amareladas compostas de camadas alternadas de epiderme cornificada e exsudato gorduroso. DIAGNÓSTICO . ● Sinais Clínicos ● Pus junto a tufos de pelos ao arrancar ● Esfregaços com coloração de Gram + DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL . Papilomatose CONTROLE E PROFILAXIA . ● Isolamento (característica contagiosa) ● Desinfecção de materiais e instalações (banheiros de imersão) – difícil proprietário usar ● Controlar unidade TRATAMENTO . Resolução espontaneamente pode acontecer, mas não se deve esperar. TÓPICO . O que for prático, ou seja, depende do número de lesões ➔ Solução iodada (Obs.: Lesões não são focais, geralmente, para tratamento individual) ➔ Banhos de imersão ou aspersão com Sulfato de Zinco ou Cobre na concentração de 0,2-0,5% SISTÊMICO (+USADO) . Penicilina G procaínica + Estreptomicina (5-7 dias) - 20.000 UI/kg, IM, a cada 24h 8 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e —--------- Afecçõe� d� Sistem� Tegumentar d� Ruminante� ---------- Papilomatose Figueira, Verruga, Verrucose, Fibropapilomatose e Epitelioma contagioso DEFINIÇÃO . Enfermidade transmissível da pele e mucosa caracterizada pelo crescimento excessivo das células basais, formando tumores benignos conhecidos como verrugas (Soares e Riet Corrêa 2003). AGENTE . Família: Papillomaviridae Gênero Papilomavirus ➔ Subgrupo A (BPV-1, 2 e 5) = fibropapilomavírus ↪ BPV 1: pênis, vulva e tetos ↪ BPV 2: pele ↪ BPV 5: tetos e úbere ➔ Subgrupo B (BPV-3, 4 e 6) = papilomavírus epiteliotrópicos ↪ BPV 3: pele (Hiperqueratose) Lesões baixas, planas, circulares e não pendulares (em qualquer parte do corpo) – regressão espontânea rara. ↪ BPV 4: trato digestório ↪ BPV 6: tetos Papiloma de terceira pálpebra EPIDEMIOLOGIA . ● Acomete principalmente animais jovens, mas todas as idades podem ser afetadas. Está relacionada à imunidade celular do rebanho acometido. ● A raça holandesa é a que apresenta uma maior predisposição a doença. TRANSMISSÃO . ➔ Os animais acometidos são o próprio reservatório da doença ➔ FORMA DIRETA: animal➡ animal ➔ FORMA INDIRETA: Moscas, carrapatos, ambiente (bretes, comedouros, correias de pescoço, arame, pregos, tesouras, colocação de brincos, laço), etc. ➔ Para ocorrer a transmissão, é necessário haver alguma lesão na pele do animal a ser contaminado, seja ela causada por um pequeno trauma, por ectoparasitas, ou até mesmo, lesões decorrentes dos raios ultravioletas do sol. ➔ Período de Incubação: varia de 2-6 meses (depende do tipo de papilomavírus envolvido, da dose viral, da rota de contaminação e, logicamente, da imunidade do hospedeiro). VPaB-4 (1 e 2), pode contribuir para formação de tumores vesicais nos animais que ingerem samambaia (carcinógena), durante o pastejo (Casos de Hematúria Enzoótica). SINAIS CLÍNICOS . ● Localizadas ou generalizadas pelo corpo: verrugas cinzentas, normalmente de base larga e chata, ocorrem principalmente na epiderme. ● Podem ser classificados em: ➔ Arborescentes: Apresentam forma de couve-flor ➔ Filamentosos: Apresentam um aspecto filiforme (fio) ● Localizam-se principalmente: na cabeça, ao redor dos olhos, pescoço, barbela, úberes, tetos e pênis. ● Provoca estresse e consequentemente, queda na produção de leite e carne. ● Predispõem a ocorrência de infecções bacterianas secundárias e miíases (bicheiras), danificando o couro dos animais acometidos. DIAGNÓSTICO . ● Sinais Clínicos ● Nos casos onde é necessário a identificação do agente etiológico, deve-se fazer uma imunofluorescência direta. ● Biópsias cutâneas DIFERENCIAL . CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS (CCE) . ➔ Está entre os tumores cutâneos mais comuns dos bovinos leiteiros. ➔ Massa infiltrativa destrutiva e proliferativa ↪ FATORES DE OCORRÊNCIA: Luz solar, idade, genética e infecção pelo BPV ↪ Pode surgir a partir de ferimentos cutâneos cronicamente irritados, através de metaplasia tecidual. ↪ LOCAL DE OCORRÊNCIA: Junções mucocutâneas não pigmentadas (pálpebras, vulva), a partir de ferimentos cutâneos. Em bovinos idosos pode ocorrer no úbere e ponta das orelhas TRATAMENTO . “AUTOCURA” . ➔ 1-8 meses, no máximo 12 meses após o aparecimento das lesões ➔ Resposta eficaz citotóxica do sistema imunitário ➔ Geralmente os animais se recuperam espontaneamente, mas em alguns casos os papilomas podem persistir até 6 meses ou mais, causando perdas na produção e emagrecimento. VACINAS AUTÓGENAS (CURATIVA) . ➔ Inativação de um macerado de papilomas coletado do animal afetado. ➔ RESULTADOS DEPENDEM: Preparação da vacina, Estágio de evolução da enfermidade, Tipo do papiloma envolvido. 9 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e VACINAS COMERCIAIS . ➔ Usadas para tratamento não para prevenção ➔ Cepas nem sempre homólogas à que causou a verruga ➔ Como existe a possibilidade de cura natural, não tem como provar que a eficácia foi da vacina. “AUTO-VACINA” . ➔ 5ml da vacina, SC ➔ 4 aplicações, com intervalo de 5 dias ➔ A mutação do vírus causadores da doença não permite desenvolver um medicamento capaz de resolver todos os tipos de verrugas. ➔ Realiza-se essa fórmula para que com a coleta dos papilomas do próprio animal possibilita que a vacina seja mais eficiente para proteger o animal contra os vírus que o acomete (em virtude de existiremmuitas cepas) FÓRMULA 1. Retirar e desprezar a parte queratinizada dos papilomas (parte externa) 2. Pesar 20 gramas de papilomas e lavá-los com solução fisiológica (NaCl a 0,9%) 3. Adicionar 80ml de solução fisiológica e triturar os papilomas em um liquidificador 4. Passar a mistura em uma peneira de malha fina 5. Adicionar 0,5ml de formol (solução comercial contendo 38 ou 40% de formaldeído) para cada 100ml do preparado já filtrado das porções mais grosseiras (20g de papiloma + 80ml de solução fisiológica) 6. Adicionar 5milhões UI de Penicilina Procaína ou Potássica 7. Manter a mistura durante 24h a 37°C (estufa ou banho-maria) 8. Separar em frascos estéreis, com rolha de borracha (tipo penicilina) contendo cada amostrade 5ml 9. Conservar a vacina em geladeira (4°C) “AUTO-HEMOTERAPIA” . ➔ Utiliza o sangue do próprio animal, ou seja, retira e aplica o sangue IM, 20ml ➔ 4 aplicações ➔ 1x/semana “PAPILOMAX” . ➔ COMPOSIÇÃO ↪ Carbonato de Cálcio (50,66g) ↪ Formaldeido (18,94g) ↪ Excipiente q.s.p. (100g) ➔ Seca as lesões e permite regeneração do tecido lesado CLOROBUTANOL . ➔ 2 doses (50mg/kg, SC) (literatura) ↪ Pode fazer 4 aplicações, 1x/semana ➔ Antisséptico LEVAMISOL . ➔ Dias alternados ➔ Dosagens inferiores àquelas do uso como anti-helmíntico ➔ Promove diferenciação e proliferação de linfócitos T ➔ Melhora a função das células T e imunidade celular ➔ 7,5mg/kg para estimular o sistema imune EXTIRPAÇÃO CIRÚRGICA . ➔ Estimulação do Sistema Imune Humoral ➔ Alguns ou de todos os papilomas ↪ Penianos: dissecação cirúrgica (+ criocirurgia) ↪ Vaginais: criocirurgia + ligaduras ↪ Tetos: removidos no nível da pele ↪ Interdigitais: cirurgia + tratamento sintomático *Criocirurgia é pouco feita, pois não tem bom funcionamento CONTROLE E PROFILAXIA . ● Evitar a entrada da doença no rebanho, ou seja, não comprar animais com papilomas ● Se houver algum animal com lesões/sintomas, ele deve ser separado do restante do rebanho e iniciar o combate dos sintomas no animal. ● Para evitar a disseminação da papilomatose, é importante utilizar material descartável ou esterilizar bem o material empregado na vacinação (agulhas, seringas), na tuberculinização, descorna ou castração e as instalações. ● Os desinfectantes à base de formol ou soda cáustica são recomendados para auxiliar no controle desta doença. ● Desinfecção das mãos do ordenhador, com soluções à base de cloro ou iodo, após a ordenha de alguma vaca com papilomas nos tetos. ● Estas vacas devem, de preferência, ser ordenhadas por último. ● Controlar carrapatos e moscas que se alimentam de sangue dos bovinos —--------- Afecçõe� d� Sistem� Tegumentar d� Ruminante� ---------- 10 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e Ectima Contagioso Também conhecido como Boqueira ou Bexiga ETIOLOGIA . Gênero: Parapoxvirus | Família: Poxviridae | Vírus ● Altamente contagioso ● Distribuição mundial EPIDEMIOLOGIA . ● Ovinos e Caprinos, mas pode ocorrer em Humanos, Bovinos e Cães. ● ⬆Morbidade e ⬇Mortalidade ● Infecções Secundárias (Mortalidade) ● Vias de Eliminação: Exsudato das pústulas, vesículas e crostas secas ● É necessário isolamento para posterior tratamento PATOGENIA . ● Afinidade pelo epitélio de origem ectodérmica: Exantema➡ Pápula➡ Vesícula➡ Pústula ● Lesão na camada profunda da EPIDERME Degeneração Hidrópica ➡ Necrose ➡ Vesículas ➡ Leucócitos ➡ Pústulas ➡ Secam ➡ Crostas ➡ Desprendimento ➡ Cicatrização ou Infecção Secundária SINAIS CLÍNICOS . ● PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 6-8 dias ● FORMA DE APRESENTAÇÃO: Labial, Podal, Genital ● INÍCIO: Pápulas, vesículas e pústulas, crostas espessas ● LESÕES: Junção mucocutânea oral, comissuras labiais, região periorbital, perinasal e fossas nasais. ● LESÕES GRAVES: Rúmen, Esôfago (Lesões Secundárias) DIAGNÓSTICO . ● Sinais clínicos (manifestação na região de cabeça, focinho, orelha) ● Nos casos onde a clínica é atípica pode ser realizado o exame histopatológico. TRATAMENTO E PROFILAXIA . Não há tratamento da doença em si, mas sim dos sintomas. O que mais é realizado é o tratamento profilático e de infecções bacterianas secundárias INFECÇÃO PRIMÁRIA . Iodo Glicerinado 10%: pode fazer meio a meio (iodo e glicerina) 10-15d até a cura da lesão Permaganato de Potássio 3%: vem em pó para diluir e formar uma solução violeta para passar nas lesões 1 vez por dia enquanto há manifestação, o problema é que ele não fixa na pele por muito tempo (pouco usado) PREVENÇÃO . ➔ Fornecimento de colostro ➔ Limpeza e desinfecção das instalações ➔ Não incorporar animais doentes ao rebanho ➔ Isolar animais adquiridos por 4-6 semanas ➔ Aos primeiros sinais da doença na propriedade, separar os doentes e se confirmada a doença, vacinar o restante do rebanho VACINA COM VÍRUS ATENUADO (ECTSAN) . ➔ Provoca a doença de forma leve ➔ A aplicação é na virilha Limpar a superfície Escarificar a pele com uma agulha desinfetada Pingar a vacina sobre o arranhão Após 7dias deverá ser observada uma crosta ➔ Após 6 meses teria que vacinar, como é esporádica, não vale a pena vacinar, por esse motivo é até difícil comprar pois não temmercado. PROPRIEDADES COM ANTECEDENTES DA . DOENÇA . ➔ Vacinar as ovelhas 45 dias pré-parto ➔ Vacinar cordeiros entre 15 e 20 dias de idade ➔ Revisar pós-vacinação a imunidade adquirida ➔ IMPORTANTE: a vacinação agora é anual —--------- Afecçõe� d� Sistem� Tegumentar d� Ruminante� ---------- Ceratoconjuntivite Infecciosa 11 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e DEFINIÇÃO . ● Enfermidade infecto-contagiosa ● Acomete bovinos, ovinos e caprinos ● Reação inflamatória de caráter agudo, subagudo ou crônico da conjuntiva ● Uni ou Bilateral ● Lacrimejamento intenso (epífora) ● Ceratite ETIOLOGIA . ● Bactéria: Branhamella ovis (Moraxella ovis) ● Também pode ser causada por: Mycoplasma spp., Chlamydophila spp., Moraxella bovis, Staphylococcus aureus ● Mycoplasma conjunctivae ● FONTE DE INFECÇÃO: Secreção FATORES PREDISPONENTES . Traumatismos oculares, Proliferação de moscas, Raios solares, Genéticos (pigmentação ocular), Pastos altos, Vento, Poeira (estradas, estábulos, trituradores de capim), Confinamento/Ambientes fechados, Mão (tosquia)/corda. EPIDEMIOLOGIA . ● Mesmo animais sadios (sem sinais clínicos) podem ter os agentes na secreção ocular e conjuntiva. ● OCORRÊNCIA: Maior nos meses mais secos do ano e em períodos de alta proliferação de moscas. TRANSMISSÃO . ● Contato Direto ● Moscas:Musca domestica, Musca autumnalis ● Contaminação ambiental/aerossóis: poeira, feno, rações, sementes, cama dos animais. SINAIS CLÍNICOS UNI OU BILATERAIS . ● Inchaço da conjuntiva, Córnea edematosa e opaca ● Hiperemia e congestão de conjuntiva ● Lacrimejamento ● Fotofobia ● Opacidade corneana (parcial ou completa) ● Úlceras/ Dexementocele ● Cegueira: A perda da visão gera comprometimento produtivo, já que o animal não consegue achar comida ou água, perdendo peso. DIAGNÓSTICO . Sinais Clínicos e Exame microbiológico (para identificar o agente etiológico). TRATAMENTO . PARENTERAL . ➔ Oxitetraciclina (20mg/kg) – IM (LA – longa ação), 48h, 6 dias ➔ Tetraciclina (10mg/kg), BID (12h), IV, 10dias ➔ OUTROS: Cloxacilina benzatina, Estreptomicina, Gentamicina, Tilosina, Eritromicina, Cefalosporinas REGIÃO SUBCONJUNTIVAL . ➔ Aplicação mais delicada (dose única) ➔ Vantagem: gasto de volume de medicamento é baixo. ➔ Gentamicina 0,5 ml em cada aplicação em cada olho afetado (apenas uma aplicação). TÓPICO (INDIVIDUAL) . ➔ (Pomadas): Neomicina CIRÚRGICO (GRAVES) . ➔ Sutura de terceira pálpebra CONTROLE E PROFILAXIA . ● Controle de moscas ● Diminuir poeira em estábulos ● Isolar e Tratar animais doentes ● Sombreamento ● Evitar ambientes excessivamente fechados ● Evitar pastos altos VACINAÇÃO . ➔ BACTERINA COMERCIAL ↪Moraxella bovis (15 fímbrias) ↪ Indicação (ovinos/caprinos): 2ml, Animais acima de 4 meses. ↪ Reforço com 21-30 dias. ↪ Revacinações semestrais ou anuais ➔ AUTO-VACINA (Autógena): KEVAC 12 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e —--------- Afecçõe� d� Sistem� Respiratóri� d� Ruminante� ---------- ============ VIAS AÉREAS SUPERIORES ============ As doenças das vias aéreas superiores têm uma ocorrência relativamente baixa. CONIDIOBOLOMICOSE . ✓ É provocada pelo fungo Conidiobolus coronatus, C. incongruus e C. lamprageus. Se desenvolve no solo, vegetação decomposta e insetos. Em regiões de clima tropical e subtropical, ou seja, em altas temperaturas. ✓ Ocorrem durante a época de chuva ou nos primeiros meses após o seu final (períodos mais quentes). ➔ ⬇Morbidade: 0,01 – 1% ➔ ⬆ Letalidade: 100% SINAIS CLÍNICOS: Inicialmente os animais apresentam apatia e anorexia. Em seguida, os animais começam apresentar sinais clínicos característicos:● Dificuldade respiratória ● Descarga nasal (serosa, catarral ou mista e sanguinolenta) ● Respiração ruidosa (pela dificuldade da passagem do ar das vias aéreas superiores, lembrar: não afeta pulmão) ● Assimetria crânio facial esquerda ou direita ● Exoftalmia (geralmente unilateral E ou D) > animal pode perder o globo ocular. DIAGNÓSTICO: Cultura fúngica TRATAMENTO: ineficiente, eutanásia PITIOSE RINOFACIAL . ✓ A pitiose é uma doença infecciosa causada pelo P. insidiosum que acomete animais e o homem, especialmente habitantes de áreas úmidas Existem 3 manifestações ● Aumento de volume na região nasal e secreção serosa ● Aumento de volume na região nasal e submandibular, fístula oronasal e secreção mucopurulenta ● Aumento de volume na região nasal, secreção serosanguinolenta, fístula oronasal, dispneia e miíase nasal DIAGNÓSTICO: ELISA; cultura fúngica; Reação em cadeia da polimerase (PCR) DIFERENCIAL: Conidiobolomicose TRATAMENTO: ineficiente, eutanásia PROFILAXIA/CONTROLE: ● Orientar o proprietário a não realizar o manejo de pastagem dos animais próximos a regiões de açudes, cercar para eles não chegarem a região. ● Cortar forragem das margens dos açudes e fornecer de outro local. ● Animais em fase inicial pode ser feito o abate, descartando a parte aérea superior. ============ VIAS AÉREAS INFERIORES ============ Existe uma classificação clínica das pneumonias: Pneumonia brônquica: processo inflamatório que envolve os brônquios. Pneumonia intersticial: é incomum, geralmente causada por substâncias tóxicas, quadros virais ou alergias em que ocorre inflamação do interstício pulmonar. Pneumonia metastática: é o desenvolvimento de abcessos ou focos infecciosos no pulmão decorrentes de um ponto de infecção no organismo pela liberação de embolos sépticos. Pneumonia verminótica: é causada por vermes que causam irritação no trato respiratório, principalmente superior, que não produz comprometimento pulmonar resultando em quadro de tosse seca/improdutiva, não é frequente. BRONCOPNEUMONIAS . ✓ É um complexo respiratório de bovinos, ovinos e caprinos. Envolve brônquios, bronquíolos e parênquima pulmonar (o termo pneumonia só faz referência ao parênquima pulmonar). Pode ser causada pela associação de agentes infecciosos (virais ou bacterianas secundárias), comprometimento das defesas dos hospedeiros e condições ambientais. É uma doença de causas multifatoriais e a depender de como ela ocorre no rebanho pode receber denominações específicas: ➔ Pneumonia enzoótica → em bezerros leiteiros (2 a 6 meses). Quadro mais crônico (não ocorre em surtos e não deixa de existir no rebanho); ➔ Pneumonia do transporte → em bezerros de corte (os animais submetidos a viagens longas - estresse, 3 sem após a chegada no confinamento). ETIOLOGIA Infecções virais iniciam a doença, gerando uma inflamação inicial e pode ocorrer infecção por bactérias oportunistas. Depois que o vírus diminui as lesões, as células de defesa começam a fazer a reparação do tecido lesionado, isso faz com que os mecanismos de defesa (principalmente celulares) fiquem comprometidos e os patógenos bacterianos que normalmente se encontram na orofaringe não são mais freados de chegarem ao pulmão e assim ocorre a infecção bacteriana. Há uma grande variedade de patógenos. Porém, na rotina não é feito o diagnóstico etiológico! FATORES PREDISPONENTES . Que promovem irritação e alteração circulatória da mucosa e dos alvéolos. ● Desmame de bezerros (estresse). ● Transporte dos animais (estresse). ● Locais superpopulosos e mal ventilados (estresse + inalação e poeira). 13 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e ● Irritação brônquica por aspiração de ar muito frio ou quente, vapores de gases irritantes que vão permitir a colonização de bactérias inespecíficas (gases de urina e fezes). ● Inspiração de partículas sólidas ou líquidas durante a alimentação (falsa via ou por via errática). ● Enfermidades como enterites, raquitismo e a vitaminoses devido a manejos nutricional e alimentar inadequados (deficiência mineral, etc). FATORES DETERMINANTES: Microrganismos oportunistas da orofaringe (comprometimento das células de defesa do sistema respiratório); microrganismos provenientes de outros focos infecciosos que chegam ao pulmão por via hematógena; infecções verminóticas por Dyctiocaulus viviparus. EPIDEMIOLOGIA . Alguns fatores são de risco do hospedeiro e ambientais, como falha na transferência de imunidade passiva; deficiências nutricionais: cobre e zinco que comprometem o sistema imunológico na síntese de anticorpos; condições ambientais adversas: mudanças bruscas de temperatura; manejo (pneumonia enzoótica): colostragem de maneira adequada; estresse (pneumonia dos transportes); pequenos ruminantes, especialmente os caprinos, têm baixa tolerância ao frio. FISIOPATOGENIA . Outra forma: O estresse libera cortisol endógeno que compromete as defesas celulares do trato respiratório, diminuindo a função dos macrófagos alveolares. O pico de susceptibilidade à infecção bacteriana é de uma semana após a infecção viral. Alguns patógenos como a M. haemolytica e Haemophilus somnus tem o lipopolissacarídeo, que induz uma reação inflamatória muito intensa que provoca muita migração de citocinas na região, fazendo com que a reação inflamatória seja descontrolada, resultando em uma migração de neutrófilos e macrófagos para o local, e quando mais células de defesa, pior a inflamação, pois essas células são destruídas e liberam citotoxina proteica que provoca uma grande destruição pulmonar. SINAIS CLÍNICOS . Pneumonias virais: ➔ reação febril, anorexia, taquipneia, ptialismo (produção excessiva de saliva), tosse e secreção nasal (serosa a mucopurulenta) e lacrimal (epífora), sons respiratórios altos e ásperos, curso clínico é variável, mas é em torno de 10 a 15 dias. ↳ Rinotraqueite infecciosa e febre catarral maligna podem causar opacidade da córnea. Broncopneumonia aguda: ➔ secreção nasal e ocular serosas (que também pode ser purulenta), febre elevada, toxemia, depressão, anorexia, taquicardia, relutância para deitar, aumento da intensidade dos ruídos respiratórios normais, crepitação grossa, sibilo (placas formadas em região de traqueia e brônquios), aumento da propagação dos batimentos cardíacos e a percussão se detecta sub-maciez (quando ocorre um grande comprometimento). Broncopneumonia crônica: ➔ temperatura normal ou elevada e persistente, taquicardia, hiperpnéia (aumento no esforço respiratório), toxemia crônica, secreção nasal e ocular mucopurulentas ou purulentas, tosse crônica produtiva úmida, ruídos respiratórios normais aumentados, crepitações principalmente na região cranioventral dos pulmões EXAMES COMPLEMENTARES . ● Hemograma ● Lavado traqueobrônquico (para identificar qual a bactéria e a sua sensibilidade) ● Exame de fezes: pneumonia verminótica método de Baerman ● US (líquido no tórax, abcessos) ● RX (pequenos ruminantes e bezerros) ● Sorologia (infecções virais). DIAGNÓSTICO . Boa anamnese + sinais clínicos (presença de secreção nasal, dispnéia mista, tosse úmida, alteração dos sons pulmonares a respiração, principalmente crepitação e sibilo) + aspectos epidemiológicos + exames complementares (infecção bacteriana ou viral). TRATAMENTO . Antimicrobianos: ● Penicilina G Benzatina 20.000 a 40.000 UI/Kg 2 a 5 dias, SC, IM 14 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e ● Penicilina G procaína 20.000 a 40.000 UI/Kg 12 a 24 horas, SC, IM ● Penicilina G cristalina 2000 a 4000 UI/kg QUID horas, SC, IM→ não é muito realizado pelo produtor. ● Estreptomicina 10 a 20 mg/kg BID, SC, IM → feita em alguns casos ● Sulfadiazina + trimetroprim 25 a 50 mg/kg SID, SC, IM. (mais para diarreias) ● Amoxicilina EV, SC, IM, VO: 11 a 22mg/kg TID ● Ampicilina – EV, SC, IM, VO: 10 a 20 mg/kg BID. ● Gentamicina EV, IM 2,2 a 4 mg/kg BID. ● Enrofloxacina IM 2,2 a 5 mg/kg SID ● Oxitetraciclina SC, IM, VO 10 mg/kg SID ● Tilosina IM, VO 4 a 10 mg/kg SID ⇒Usar mais SID e evitar TID, QUID... ⇒ Evitarutilizar os mais usados em função de resistência. ⇒ É interessante utilizar a enrofloxacina com o diclofenaco (AINE). Broncodilatadores – com derivados de xantina. ● Aminofilina 5 a 10 mg/kg VO, IV ● Clembuterol 0,8 a 3,2 μg/kg VO, IV ● Expectorantes e mucolítico ● Bromexina 0,1 a 0,2 mg/kg IV e 0,15 a 0,25 mg/kg IM, SID. Anti-inflamatórios ● Flunixin meglumine 1,1 a 2,2 mg/kg SIG; ● Diclofenaco (sódico / potássico) 1 mg/kg SID. ● LEVAMISOL para pneumonia verminótica CONTROLE E PROFILAXIA . Cuidado com as camas, com os recém-nascidos. Fazer higiene ambiental e evitar condições estressantes. Manter os animais em bom estado sanitário Fazer a quarentena dos animais adquiridos. Ter cuidado nas instalações e condições de manejo. DICA leucocitose com neutrofilia ➡ broncopneumonia bacteriana; leucopenia com linfocitose➡ broncopneumonia viral. 15 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e —------------------------------------- Mastit� -------------------------------------- ✓ É a inflamação e/ou infecção do tecido mamário que altera a estrutura glandular e sua função, podendo levar a um quadro de toxemia ou septicemia. Comum em gado leiteiro. CAUSAS PREDISPONENTES . ● Conformação e anatomia da glândula mamária ● Manejo higiênico-sanitário e técnicas de ordenha deficientes. ● Lesões da pele e dos tetos (servem como local de crescimento bacteriano). ● Falha nos mecanismos naturais de defesa glandular (esfíncter do teto, roseta de Fürstenberg, queratina). Bactérias são as maiores responsáveis, principalmente a Staphylococcus aures assim como entre outros gêneros. OBS! A principal porta de entrada dos agentes é o canal das tetas. Meio de transmissão: mãos do ordenhador ou ordenhadeira. Vias de eliminação: leite contaminado CLASSIFICAÇÃO . TIPO DE EVOLUÇÃO . MASTITE CLÍNICA (pode ser hiperaguda, aguda ou crônica) ➔ Mastite Clínica Hiperaguda: toxemia, febre, alteração na região da glândula mamária. ➔ Mastite Clínica Aguda: alterações de inflamação na glândula mamária como aumento de temperatura e sensibilidade, vermelhidão, dor, aumento de volume até mesmo perda de função ou alteração de consistência. ➔ Mastite Clínica Crônica: aumento de volume da glândula com consistência mais fibrosa sem alteração de temperatura e sensibilidade. MASTITE SUBCLÍNICA/INAPARENTE: não há alterações de quadro inflamatório, entretanto o animal pode ter alteração na produção de leite, gerando uma queda na produção que pode variar de 10 - 30% do leite produzido normalmente (CMT é feito para realizar o diagnóstico da mastite assintomática). Um animal commastite clínica pode ser representativo de vários animais commastite subclínica. TIPO DE SECREÇÃO . Catarral Flegmonosa: ocorre mais em mastites ambientais e deixa toda a mama inflamada Apostematosa: é referente a abcessos. O animal tem aumento de volume decorrente de abscessos. Geralmente causada pela T. pyogenes Gangrenosa: provoca necrose isquêmica da mama. Causada pela S. aureus ou por coliformes Micótica TIPO DE MICRORGANISMO . CONTAGIOSA ou AMBIENTAL FISIOPATOGENIA . A grande maioria dos patógenos ocasiona a mastite penetrando pelo canal do teto. Provocando um quadro inflamatório no tecido secretor da GM. Esse processo inflamatório evolui, destruindo o tecido. Gerando a produção de coágulos de leite, formando os grumos que são eliminados nos jatos de ordenha e podendo até a obstruir alguns ductos galactóforos. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS . - 5 pontos cardeais da inflamação: calor, rubor, tumor, dor e até mesmo perda da função quando ela está em fase mais avançada (animal para de produzir leite). - Aumento de volume da glândula mamária - Alteração da secreção lática CLASSIFICAÇÃO . ▶ Mastite estreptocócica (S. agalactie): pode se desenvolver de forma crônica ou subclínica. É rara na primeira lactação porque ele só se produz na glândula mamária. A secreção pode ser mucosa à purulenta. Pode gerar fibrose na região da cisterna glandular. A bactéria é pouco adaptada ao ambiente. Muito contagiosa. ▶ Mastite estafilocócia (S. aureus): pode ser hiperaguda, aguda, crônica ou subclínica. Produz secreção mucosa à purulenta com grumos amarelos. Na palpação podem ser identificados pontos de fibrose espalhados pelo parênquima. Na mastite hiperaguda ele produz uma toxina que promove isquemia tecidual, caracterizando uma mastite gangrenosa. Pode ocorrer em qualquer estágio da lactação. ▶ Mastite estafilococócica (S. aureus): É extremamente danosa no rebanho. Produzem toxinas que provocam lesão vascular e falha no suprimento sanguíneo da glândula mamária (necrose isquêmica). NÃO TEM TRATAMENTO, devido a formação de microabscessos no parênquima glandular que ficam envoltos de caseína, dificultando a fagocitose. Além disso, o patógeno pode ficar nas células para fugir da fagocitose. É difícil de tratar. A melhor época de tratamento é na secagem, mesmo assim não há garantia de cura. Tem boa adaptação ao ambiente. Há vacinação, mas ainda não é rotineiro. ▶Mastite coliforme: tem forma aguda e geralmente ocorre após o parto imediato (1 semana após). Bactérias sobrevivem pouco no úbere e pele. Quando penetra na GM as células de defesa destroem o patógeno, porém ao ser destruído ele libera LPS, que provoca reação inflamatória local e de forma sistêmica. Acompanham sinais sistêmicos (febre, taquicardia, etc ➡ induzidos pelo LPS). Sintomas induzidos por toxinas. ▶ Mastite causada por Mycoplasma spp.: acomete todos os quartos mamários. Os animais têm quadro de conjuntivite, artrite e agalaxia. Gera secreção serosa à purulenta. Gera poliartrite. Queda na produção de leite. A cultura emmeios convencionais é negativa, crescendo apenas emmeios específicos. ▶ Mastite causada por Trueperella pyogenes: Geralmente ocorre no período seco. Forma abcessos que eliminam secreção purulenta fétida. ▶ Mastite causada por fungos: Geralmente ocorre por terapia antimicrobiana e contaminação micótica. Candida albicans: secreção serosa amarelada e commais grumos. Candida neoformans: secreção acinzentada mucóide commais flocos. 16 Monitoria CMR - Ad�i��l� Ewe��y� C. Gom�� e Cam��� F. Cav����n�e DIAGNÓSTICO . Inspeção direta e indireta + palpação ● Caneca Telada ● California Mastitis Test – CMT: é ummétodo indireto fazendo a estimativa de células somáticas no leite. Coleta amostra de cada quarto mamário e aplica o reagente = quanto mais gelatinosa, maior é a contagem de células somáticas. ● Exames Microbiológicos: ideal é sempre fazer uma cultura bacteriana e também o antibiograma para saber a qual medicamento o patógeno é sensível, porém não é muito utilizado na rotina ainda. ● Exame Físico da Glândula Mamária: é feita a palpação palpando desde a extremidade do teto, o canal do teto e a glândula com as duas mãos estendidas e a ponta do dedo. DIFERENCIAL: Edema pós-parto, neoplasia, abscesso TRATAMENTO . MASTITE CLÍNICA: tem um baixo índice de cura. Há contaminação do leite por antibióticos, gerando prejuízos, pois o leite precisa ser descartado. Baixa relação custo/benefício. Há risco de morte do animal. A resposta ao tratamento durante a lactação é de 40 – 70% MASTITE SUBCLÍNICA Na lactação: tem uma taxa de cura bacteriológica menor que 50%. É necessário fazer o descarte do leite. Baixa relação custo/benefício. A blitz terapia pode ser realizada quando os animais são positivos para S. agalactie. Na secagem: é o mais indicado, pois há eficácia maior. DROGA ANTIMICROBIANA IDEAL (Via Intramamária) ● Durante a lactação é necessário que a droga seja: Com baixa concentração inibitória mínima; Pouca afinidade por proteínas do leite; Liberação imediata do princípio ativo; Período residual curto; Cause mínima irritação ao tecido glandular ● Para o período seco: Tenha mínima irritação ao tecido glândulas; Alta afinidade por proteínas do leite; Atividade microbiana estável na secreção; Liberação lenta do princípio ativo VIA PARENTERAL: A maioria dos medicamentos não passa de maneira satisfatória pela via sangue/leite. Usada apenas como adjuvante ao tratamento, para animais com quadrosistêmico (febre, toxemia e alteração de parâmetros vitais) ou para preveni-lo. A droga precisa ser: alta biodisponibilidade no local da injeção, baixa afinidade por proteínas plasmáticas, baixa concentração inibitória mínima frente aos patógenos do úbere, alta lipossolubilidade (não ionizada), longa meia-vida no úbere. EX: Eritromicina, Tilosina e lincomicina: fácil difusão pela barreira sangue/leite. Alto grau de lipossolubilidade. EX: Aminoglicosídeos: baixa lipossolubilidade, requer baixa concentração inibitória mínima. PODEM SER UTILIZADOS Via IM: Ciprolac (cefalosporina de 3ª geração), Mastizone, Gentamicina, Mastenzin (tem corticoides em sua composição), Cobactan (bisnaga com cefalosporina de 3ª geração) HIGIENE NA ORDENHA . ➔ Teste da caneca de fundo escuro (feito todos os dias em toda ordenha). ➔ Limpeza dos tetos com água clorada ➔ Imersão dos tetos em solução antisséptica por 30 segundos ➔ Secagem dos tetos ➔ Desinfecção dos insufladores ➔ Sistematização da ordenha (sadios primeiros, 2º é mastite subclínica e 3º commastite clínica) CONTROLE . ● Aplicação regular de CMT para monitorização de rebanho. ● Sistematizar a linha de ordenha ● Realizar a imersão dos tetos em solução germicida logo após a ordenha (pós-dipping) ● Deixar os animais pastando após a ordenha por 1 hora para o esfíncter do teto fechar e não se contaminar ● Examinar os primeiros jatos de leite na caneca telada ● Na mastite clínica realizar a cultura e antibiograma. Fazer o tratamento após a separação do rebanho. ● Antibioticoterapia intramamária no período seco e promover a selagem do teto (evitar a contaminação ascendente da glândula mamária) 17