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BRUCELOSE É uma enfermidade transmissível, de caráter crônico, causada por bactérias do gênero Brucella, que infectam diversas espécies e o ser humano, sendo uma zoonoses. Esta doença faz parte do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), tendo uma conduta específica para seguir. A Brucelose bovina é uma doença zoonótica causada pela bactéria Brucella abortus, caracterizada por infertilidade e aborto no terço final da gestação nas espécies bovina e bubalina. Além de causar infertilidade, causa orquite (infecção dos testículos) em machos. Promove uma infecção generalizada e crônica e é transmitida ao homem por contato com animais infectados ou com alimentos contaminados, como carne, queijo, leite e derivados. É considerada uma doença do trato reprodutivo, apesar de atingir o sistema imune também. Histórico: É uma doença milenar, datada desde 79 a.C. No Império Romano, pequenos ruminantes eram animais utilizados para produção de leite e queijo. Na época, uma doença febril denominada febre de Malta era associada ao consumo de leite de cabra e ao contato próximo com caprinos; era endêmica na Ilha de Malta Equino: conhecida como mal da cernelha. Gera um abcesso na cernelha e escorre secreção. Não é o principal hospedeiro, é um hospedeiro acidental. Bovino: conhecida como enfermidade de Bang, em homenagem ao veterinário pioneiro no estudo da doença nesta espécie. Humano: conhecida como febre de Malta; febre do Mediterrâneo, ou febre de Gibraltar, de acordo com a região onde a enfermidade foi descrita inicialmente. Também chamada de febre ondulante devido a temperatura oscilante da pessoa infectada. Etiologia: O agente etiológico da doença é uma bactéria; cocobacilo gram (-), imóvel e aeróbico. Parasita intracelular que vive no interior de macrófagos. Mede de 0,5 a 0,7 micrômetros e diâmetro por 0,6 a 1,5 de largura. A temperatura ideal para sua multiplicação é de 37°C e o pH ideal é entre 6,6 e 7,4. **Bactéria gram (-): possui uma membrana externa de lipossacarídeo e uma fina camada de peptídeoglicano. Se cora de rosa na coloração de gram. **Bactéria gram (+): possui grossa camada de peptídeoglicano e não tem membrana externa. Se cora de roxo na coloração de gram. Pertence a Família: Brucellaceae, Gênero: Brucella. Classicamente são conhecidas seis espécies: B. militensis (caprinos e ovinos) patogenicidade alta para humanos; B. abortus (bovinos e bubalinos e secundariamente várias espécies) patogenicidade alta para humanos; B. suis (suínos) patogenicidade alta para humanos; B. ovis (ovinos) não patogênica para humanos; B. canis (cães) patogenicidade moderada para humanos; B. neotomae (roedor) não patogênica para humanos. O humano é o hospedeiro preferencial da B. abortus, B. militensis, B. suis e secundário da B. canis. Estrutura antigênica: Antigenicamente, a Brucella pode ser categorizada em amostras lisas (B. abortus, B. suis, B. militensis) e rugosas (B. ovis e B. canis). Os principais antígenos que conferem especificidade ao gênero estão presentes no lipossacarídeo (LPS) da parede celular, principal responsável pela indução de anticorpos pela virulência da Brucella. O LPS define a morfologia das colônias (lisas ou rugosas). Nas amostras lisas, o polissacarídeo (LPS) contém a cadeia O, se liga ao macrófago e são mais patogênicas. Nas amostras rugosas, a cadeia O está ausente ou reduzida a poucos resíduos. O LPS da Brucella se diferencia de outras bactérias gram (-) pois apresenta menos atividade e toxicidade, propiciando a persistência da bactéria dentro de macrófagos e células dendríticas. Característica de resistência: As bactérias sobrevivem bem ao ambiente. A luz solar é um desinfetante natural. Em luz solar direta, elas sobrevivem apenas durante 4 a 5 horas. Em baixas temperaturas, no solo, sobrevivem de 151 a 185 dias; em dejetos de esgoto podem sobreviver até 800 dias; em água poluída até 150 dias; em feto a sombra por até 180 dias; e em exudato uterino elas podem sobreviver até 200 dias. Em relação a produtos alimentícios, em queijos frescos podem sobreviver até 6 meses; e no iogurte até 96 dias; no leite até 17dias. Epidemiologia: B. abortus – Distribuição mundial. Exceto Japão, Canadá, Austrália, Nova Zelândia E Israel. B. militensis – Não existe no Brasil. Mediterrâneo, Oriente médio, Ásia central. B. ovis, B. suis e B. canis – Países com ovinocultura e suinocultura fortes. Baixa prevalência no Brasil. B. canis é cosmopolita (próprio de grandes centros urbanos) No Brasil, a Brucelose Bovina ocorre de maneira endêmica em praticamente todo o território nacional, podendo ser diagnosticada nos rebanhos, independente do modo de criação e de exploração econômica a que estejam submetidos. Grande variedade de espécies animais podem servir de hospedeira da Brucella. Entre os bovinos, a categoria mais suscetível são as vacas, especialmente em gestação. Cadeia epidemiológica: Fonte de infecção: animal doente, principalmente vacas gestantes. Porta de entrada: - Bovinos (a mais importante é a mucosa do TGI), - Suíno (aparelho digestório e genital; também pode pelo trato respiratório superior e conjuntivas) - Cães e ovinos (aparelho digestório e genital) - Equinos (via oral a partir da coabitação em pastos com bovinos infectados) Meios de transmissão: água e alimentos contaminados, consumo de restos placentários, lambedura de membranas fetais, inseminação artificial, monta natural e vertical (da mãe para o feto) **bovino não transmite pela monta natural devido ao pH do canal vaginal da vaca; inseminação artificial sim. Vias de eliminação: feto, anexos fetais, leite, fezes, descarga vaginal, sêmen, urina. Fatores de risco: Disseminação entre rebanhos: rebanho aberto, proximidade de rebanho livre com rebanho positivo, compra de animais infectados. Disseminação dentro do próprio rebanho: ausência de vacinação, tamanho do rebanho e densidade populacional. Fatores de risco para o animal: idade, sexo, condição reprodutiva, vacas sexualmente maduras. Animais maduros ou gestantes são mais vulneráveis a infecção. Patogenia: A Brucella tem a capacidade de infectar células epiteliais e fagocitárias, tecido respiratório, neurônios e tecidos reprodutivos. Após a penetração intracelular em macrófagos, as amostras lisas se localizam e fagossomos, onde iniciam a multiplicação e permanecem dentro das células sem destruí-las até alcançarem números elevados. Os macrófagos representam um lugar ideal para manter esses microrganismos. O desenvolvimento da doença depende da dose e da virulência bacteriana, bem como da resistência do hospedeiro, consequência de imunidade nata e adquirida. Uma vez que a Brucella infecta o hospedeiro, ela se localiza inicialmente nos tecidos linfáticos que drenam a porta de entrada. A porta de entrada principal é a via oral e respiratória, seguida da conjuntiva ocular, mucosa genital e pele lesada.A bactéria migra para o linfonodo regional e pode permanecer por meses. Se dissemina por via hemática e linfática e se localizam em tecidos preferenciais como órgãos reprodutivos femininos e masculinos, placenta, feto, e glândula mamária. Depois podem ir para outros órgão e tecidos como linfonodos, baço, fígado, articulações, olhos, ossos e cérebro. A bacteremia ocorre entre 22 e 29 dias após a infecção e coincide com o pico de títulos sorológicos nos animais e desenvolvimento de resposta imune. A afinidade da bactéria com o feto e a placenta tem sido relacionada com a presença de eritritol nesses tecidos, que favorece a multiplicação de B abortus. Doença na fêmea bovina gestante: A Brucella na vaca gestante é mais patológico. A multiplicação da Brucella nos trofloblastos (tem função de contribuir para a formação da placenta) leva a placentite necrótica que causa uma diminuição da passagem de nutrientes e oxigênio da vaca para o feto levando a partos prematuros, morte fetal, bezerros fracos, infecção do feto - Na inteção de resolver o problema o organismo induz a apoptose celular, o útero se descola da placenta e ocorre o aborto no 3° finalda gestação. **O abortamento e a expulsão dos fetos resultam em placentite causada pela Brucella. A proliferação da Brucella no útero induz necrose e destruição das membranas placentárias maternas e fetais, resultando em morte e expulsão do feto. Doença na fêmea bovina não gestante: Na fase inicial, apresenta sinais menos aparentes e inespecíficos, como, febre, apatia, linfadenopatia, queda na produção, diminuição do ganho de peso. **a prevalência da doença em gado de corte é menor, pois eles ficam espalhados; em gado de leite eles ficam confinados e favorece a infecção. Doença no macho bovino: A infecção no trato reprodutor do macho promove uma inflamação aguda que afeta os testículos, epidídimo, vesícula seminal e ampola seminal. Consequências: orquite, epididimite, vesiculite, vesiculite, infertilidade e doença crônica. Manifestações clínicas: -PI – variado (2sem a 2 meses) -Aborto a partir do 5° mês de gestação (primo-infecção) -Retenção de placenta e metrite -Rebanho endêmico: aborto nas novilhas e animais recém adquiridos -Rebanho vacinado: progressão lenta e abortos raros -Touros: orquite e epididimite -Bursite carpal – granulomas na granulomas na membrana sinovial Diagnóstico: Métodos diretos: secreção vaginal, placenta, feto – identifica o agente infeccioso; visualização da bactéria em laboratório de risco biológico nível 3. - material potencialmente contaminado (queijo, feto) · Isolamento da bactéria: alto risco de acidente · PCR: rápido e sem risco de acidente. Identifica uma sequencia especifica de DNA da bactéria. Métodos indiretos: linfonodos, fígado e baço, leite – produção de anticorpo infectado com a bactérias em laboratório de risco biológico nível 3. - material para diagnóstico: soro (sem hemólise) coletado por qualquer via e leite do tanque de expansão (ring test ou teste do anel do leite); feitos em fêmeas a partir 24 meses de idade, senão os resquícios da vacina podem dar um falso positivo. **os testes devem ser feitos em femeas não vacinadas a partir de 8 meses de idade, e em femeas vacinadas com b19 a partir de 24 meses. · TESTE DO ANTÍGENO ACIDIFICADO TAMPONADO Prova oficial do PNCEBT. É um teste de triagem e rotina. (É o primeiro que faz. Muito específico, porém tem que fazer o confirmatório – se negativo, é negativo – se positivo, repete o exame, + específico) É feito com o rosa bengala. Quando mistura o soro do animal no rosa bengala, se tiver o Ag da Brucella, forma uma areia que aglutina. Deve ser feito em laboratório credenciado, que cumpre as exigências do MAPA. · TESTE 2-MERCAPTOETANOL Prova oficial do PNCEBT. É um teste confirmatório. Contém um agente redutor de IgM que quebra as pontes dissulfidicas, transformando-as em monômero. Pode falhar em infecções recentes. · TESTE DO ANEL DO LEITE Prova oficial do PNCEBT. É um teste de triagem coletivo de rebanho. O Ac se liga nos glóbulos de gordura e se ligam no Ag que é adicionado. Quando positivo forma um anel azul na superfície. Tratamento: Para a brucelose bovina não existe. Vacinação: B19: -Ag de amostras lisas (cadeia O) -Fêmeas de 3 a 8 meses -Não vacina machos -Obrigatório – PNCEBT -Proteção de 60 a 75% das fêmeas vacinadas -Diminui o risco de aborto -Desvantagens: interferência no diagnóstico (exame somente após 24 meses de idade); risco ao vacinador e reversão de virulência. RB51: -Ag de amostras rugosas -Recomendada em áreas de foco e alto risco -Fêmeas soronegativas acima de 8 meses (só pode usar em animal negativo), que não foram vacinadas com a B19 -Não vacinar os machos e fêmeas gestantes. -Riscos para humanos -Não interfere no diagnóstico Profilaxia e Controle: Diagóstico, eliminação dos animais positivos, vacinação e educação sanitária, medidas complementares. Incineração de carcaças, criar piquetes de maternidade, coletar os restos de parição. TUBERCULOSE É uma doença crônica, também granulomatosa (como a Brucelose), contagiosa, transmitida pelo ar. É uma zoonose. Esta doença faz parte do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), tendo uma conduta específica para seguir. - Hospedeiro comum: bovinos e bubalinos - Hospedeiro eventual: suínos, caprinos, homem - Hospedeiros raros: ovinos - Hospedeiros muito raros: equinos É uma doença reemergente (aquelas que são conhecidas há algum tempo – que estavam sob controle, mas acabaram por retornar) Etiologia: É um bacilo gram (+), delgado e alongado, imóvel, sem cápsula e extremamente resistente. (BAAR: bacilo álcool ácido resistente) Aeróbio estrito da família Mycobacteriaceae, Gênero Mycobacterium. São parasitos intracelulares facultativos que sobrevivem no interior de macrófagos. A bactéria Mycobacterium possui ácido micólico na membrana, o que dificulta ser fagocitada e ajuda a sobreviver. Resistente a ambiente com sol de 12h, sobrevive ao abrigo da luz por ate 332 dias; em carcaça abandonada há 100 meses; a autoclave por 20min; e a fervura por 5 min. Só não é resistente à pasteurização. COMPLEXO MAIS - Micobactérias não tuberculosas: M. avium, M. intracellulare e M. scrofula erum COMPLEXO M. tuberculosis (CMT): M. bovis (tuberculose bovina) – provoca lesões granulomatosas, com aplo espectro de patogenicidade, afetando as espécies bovina e bubalina - infecta vários animais (ovino, caprino; cão e gato é mais raro) e humanos (quando se infecta oralmente a tuberculose ocorre no sistema digestivo – intestinal) M. tuberculosis (tuberculose humana) – afeta prioritariamente pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas (conhecida como tizica pulmonar, peste cinzenta, doença do peito) - infecta bovinos, que sensibiliza, mas não causa doença progressiva. (acomete humano, primata, suíno, cão e gato) OIE – Organização Internaçional de Saúde Animal, dita as barreiras sanitárias. Epidemiologia: Afeta bovinos de ambos os sexos, de qualquer idade, não apresenta sazonalidade e tem maior prevalência em rebanhos confinados. Fonte de infecção: bovinos, bubalinos e caprinos doentes ou portadores inapetentes. Vias de eliminação: através da respiração, secreções e excreções do trato respiratório, aerossóis produzidos pela eructação durante a ruminação, leite, colostro e fezes. Vias de infecção: aerógena (mais comum) e oral. Transmissão: indireta e direta; depende de vários fatores: via de infecção, dose, densidade, manejo, ect. Importância econômica: Queda no ganho de peso; diminuição da produção de leite; descarte precoce; eliminação de animais de alto valor zootécnico, condenação de carcaças; morte de animais; perda da credibilidade da unidade de criação – é um problema de saúde pública. Patogenia: Após a inalação ou ingestão da Mycobacterium, ocorre a fagocitose por neutrófilos e macrófagos que são ambiente de sobrevivência das bactérias que se multiplicam no local a cada 25 a 32 horas e após a multiplicação, se disseminam através das vias linfáticas para o mediastino se inaladas e para o mesentério de ingeridas. Manifestações clínicas: Generalização precoce: febre, apatia, inapetência, emagrecimentos, caquexia, tosse e estertores. Doença crônica: emagrecimento, cansaço, aumento de linfonodos retrofaríngeo e supraescapular, estertores, tosse crônica e queda na produção de leite. Mastite tuberculosa: não é comum. Hipertrofia com endurecimento da glândula mamária (granulomas). Queda na produção e qualidade do leite. Diagnóstico: Clínico e epidemiológico: Controle sanitário eficiente. Animais apáticos, magros, tossindo e com intolerância a exercícios. Baixa produção de leite, linfadenopatia. São apenas sugestivos. Anatomo-patológico: presença de granulomas característicos com centro caseoso ou calcificado. Tamanho de 1 a 3cm. Locais frequentes da lesão: linfonodos, pulmão e fígado. Material para diagnóstico: Métodos diretos – órgão com lesões caseosas, linfonodos meadiastinais, linfonodos bronquiais, linfonodos pulmonares, linfonodos mesentéricos. Laboratório de risco biológico nível 3. - Microbiológico: risco de acidentes; cultura padrão ouro. Demora de 60 a 90 dias. Cultura, isolamento,coloração de Ziehl Nielsen. Os bacilos são corados de vermelho. Poe ser útil na confirmação de infecção em região que não foi comprovada anteriormente, animal positivo sem lesão sugestiva, animal de propriedade considerada livre de tuberculose. - Molecular: PCR convencional. É rápido. Auxilia na vigilância epidemiológica. Ajuda na diferenciação de cepas. Serve para avaliar dispersão geográfica. - Em rebanhos: métodos indiretos. São realizados testes intradérmicos, que avaliam a ocorrência de reações de HS-IV em animais previamente sensibilizados. Para o teste intradérmico são utilizadas as vacinas Tuberculina obtida através de M. bovis e M. aviarium. **O exame de tuberculose deve ser feito a partir dos 45 dias de idade. Teste da prega caudal – inocular PPD bovino de 6 a 10cm acima da base da cauda. Realizar a limpeza antes de inocular. Avaliar após 72h e comparar com o lado oposto. Animal positivo vai apresentar aumento do volume na região, o local vai ficar quente e dolorido. Não é padrão ouro, porém resolve. É uma região menos reativa do que a cervical 20x, favorecendo o falso positivo. Não identifica animais infectados recentemente. Exclusivo para rebanho de corte. É uma prova oficial do PNCEBT. Teste cervical simples – inocular 0,1ml de PPV bovino no terço médio do pescoço (20cm da cernelha). Realiza tricotomia no local para marcar. Mede a espessura da pele antes e após a inoculação e calcula a diferença. A espessura da dobra da pele é medida com um cutímetro. É um teste simples e pouco específico. Sua desvantagem é que possui alta taxa de falso positivo, pois não identifica reação cruzada. É oficial do PNCEBT como triagem. **Se positivo ou inconclusivo, espera de 60 a 90 dias para refazer o teste. Faz o teste cervical comparativo (que é confirmatório). Se der 2 inconclusivos, considera positivo. Se resultado do comparativo for positivo ou inconclusivo, faz abate sanitário. Teste cervical comparativo (TCC) – é um teste mais confiável e específico. Melhor dos 3 métodos. É oficial do PNCEBT como triagem e confirmatório. Usado como rotina em rebanhos livres. Utiliza a PPD bovina e PPD aviaria. Realizar a tricotomia da região cervical ou escapular. Medir a espessura da pele antes da inoculação. Inocular 0,1ml da PPD bov e PPD avi com uma distância de 15 a 20cm entre uma e outra. A aviária é inoculada mais cranial a bovina, mais caudal. Após 72h medir novamente a espessura da dobra da pele e comparar: delta bov - delta avi - delta bov espessura antes e depois. - delta avi espessura antes de depois. ***pegar os valores do depois e diminuir o bov pelo avi. Avaliar o valor de acordo com a referência abaixo. Delta bov – delta avi (mm) 0,0 a 1,9 negativo 2,0 a 3,9 inconclusivo >4,0 positivo Se animal positivo, marca a vaca com a letra P do lado direito no rosto. Resultado inconclusivo ou positivo vai para o abate. Possibilidades de falso negativo: Teste repetido antes de 60 dias, animais debilitados, infecção recente, tuberculina de baixa potencia ou contaminada, pistola descalibrada (vai inocular menos PPD), período pré e pós parto, e desnutrição (que deixa o animal imunossuprimido). Tratamento: Não é recomendado pelo PNCEBT. Profilaxia e Controle: Saneamento de rebanho: descarte de animais positivos e inconclusivos; realizar quarentena de animais recém adquiridos. Produtos de origem animal: Não consumir leite cru e derivados de rebanhos positivos conhecidos; ferver o leite cru por 5 min. Desinfecção ambiental: desinfecção do ambiente com fenol a 3%; substituir cochos de madeira por material plástico de fácil higienização. BOTULISMO (relaxamento muscular) Provoca uma paralisia flácida por falta de contração muscular. Age no sistema nervoso periférico, na placa motora. Animais com baixa de fósforo, mal mineralizado, o boi pode roer osso e ingerir a toxina pré-formada. Ação da toxina botulínica: a toxina se liga nos receptores da membrana pré-sináptica dos neurônios e entra dentro da vesícula. A ponte de dissulfeto se desfaz e libera a cadeia leve (proteases), inibe a formação do complexo SNARE, inibe a liberação de acetilcolina e ocorre uma paralisia flácida por falta de contração muscular. Sinais clínicos: queda na produção de leite, dificuldade de locomoção – membros posteriores, dificuldade respiratória. TÉTANO (contração muscular) Não é comum em bovino, mais comum em equino. Ação da toxina tetânica: a toxina inibe neurotransmissores inibitórios que impedem o relaxamento da fibra muscular.