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Linfadenite Caseosa
A linfadenite caseosa é uma doença infectocontagiosa crônica que acomete principalmente ovinos (ovelhas) e caprinos (cabras).
Ela também é conhecida como “mal do caroço” ou “falsa tuberculose”, pois provoca o aumento dos linfonodos (gânglios linfáticos) e a formação de abscessos contendo pus de aspecto caseoso. 
Esses abscessos podem aparecer externamente ou internamente no organismo do animal.
· O agente causador da doença é a bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis.
Importância econômica e sanitária
A linfadenite caseosa causa prejuízos importantes na produção animal, principalmente em rebanhos de ovinos e caprinos.
Entre os principais prejuízos estão:
· redução do crescimento dos animais
· diminuição da produção de lã
· desvalorização do couro
· condenação de carcaças no abate
· perda de desempenho reprodutivo. 
Em casos mais graves pode ocorrer morte ou descarte dos animais.
A doença também pode ocorrer em humanos, porém é rara, sendo considerada doença ocupacional em pessoas que trabalham diretamente com animais.
Epidemiologia e transmissão
A principal fonte de infecção são animais que apresentam abscessos, especialmente quando esses abscessos se rompem.
O pus liberado contém grande quantidade da bactéria.
As principais formas de transmissão são:
Contato direto
· contato com secreções contaminadas.
Contato indireto
· equipamentos de manejo
· instrumentos de tosquia
· materiais utilizados em castração, marcação ou tatuagem
· objetos contaminados (fômites). 
A BACTÉRIA GERALMENTE ENTRA NO ORGANISMO POR:
· ferimentos na pele
· lesões causadas por espinhos ou manejo
· vias respiratórias ou digestivas. 
 Patogenia
Após penetrar no organismo, a bactéria é fagocitada pelas células de defesa.
Dentro dessas células ela consegue:
1. sobreviver e se multiplicar
2. provocar morte celular
3. disseminar-se através do sistema linfático.
Com isso, a bactéria atinge os linfonodos regionais, onde ocorre a formação dos abscessos característicos da doença. 
Sinais clínicos
A doença pode apresentar duas formas principais.
Forma externa
É a forma mais comum.
Caracteriza-se pela presença de abscessos em linfonodos periféricos, como:
· submandibulares
· parotídeos
· pré-escapulares
· poplíteos
· mamários. 
Esses abscessos podem crescer e eventualmente romper, liberando pus.
Forma interna (visceral)
Nesta forma, os abscessos ocorrem em órgãos internos, como:
· pulmões
· fígado
· rins
· baço
· útero
· linfonodos internos. 
Os animais podem apresentar:
· emagrecimento progressivo
· fraqueza
· queda de desempenho produtivo.
Diagnóstico
O diagnóstico pode ser realizado por:
Exame clínico
Observação e palpação dos linfonodos para identificar abscessos.
Exames laboratoriais
Podem ser utilizados:
· isolamento da bactéria a partir do pus
· testes sorológicos, como
· imunodifusão em gel de agarose
· hemaglutinação indireta
· fixação de complemento
· ELISA. 
 Tratamento
O tratamento é limitado, pois os antibióticos não atingem facilmente o interior dos abscessos. 
Quando necessário, pode-se realizar:
· drenagem do abscesso
· cauterização química com solução de iodo
· remoção cirúrgica do linfonodo afetado.
 Prevenção e controle
O controle da doença baseia-se principalmente em medidas de manejo sanitário, como:
· inspeção periódica do rebanho
· isolamento de animais infectados
· drenagem adequada dos abscessos
· desinfecção de instalações e equipamentos
· tratamento de feridas com solução de iodo
· quarentena de animais recém-adquiridos
· manejo adequado durante a tosquia. 
 Vacinação
Existe vacina contra a linfadenite caseosa.
Recomendações gerais:
· primeira dose após 3 meses de idade
· reforço anual