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1. MAPA MENTAL: NEXO DE CAUSALIDADE 
(RESPONSABILIDADE CIVIL) 
1. CONCEITO E IMPORTÂNCIA 
 Definição: Vínculo de causa e efeito entre a conduta (ato ilícito/omissão) do 
agente e o dano sofrido pela vítima. 
 Função: Elemento indispensável para se estabelecer a Responsabilidade Civil 
(só se responsabiliza quem deu causa ao prejuízo). 
2. TEORIAS EXPLICATIVAS DO NEXO CAUSAL 
2.1. Teoria da Equivalência das Condições ( Conditio Sine Qua Non ) 
 Princípio: Todos os fatores que contribuíram para o resultado danoso são 
considerados causas e se equivalem. 
 Teste da Eliminação Hipotética: Se, ao eliminar a conduta antecedente, o 
resultado desaparece, ela é considerada causa. 
 Crítica: Leva a uma ampliação desmesurada da cadeia causal (regressus ad 
infinitum), podendo responsabilizar por fatos longínquos. 
 Onde é adotada: Direito Penal brasileiro (com interpretação restritiva da 
doutrina). 
2.2. Teoria da Causalidade Adequada 
 Princípio: A causa relevante é apenas o antecedente abstratamente idôneo a 
produzir o dano (juízo de probabilidade/previsibilidade). 
 Foco: O juízo de causalidade se baseia na possibilidade objetiva de um 
determinado fato ter causado o dano, segundo a experiência comum. 
 Aplicações: Favorável por exigir menos discricionariedade do juiz (em relação à 
Teoria do Dano Direto e Imediato) e ser mais refinada. 
 Adotada por Doutrina: Preferida por parte da doutrina. 
2.3. Teoria da Causalidade Direta e Imediata (ou Teoria da Interrupção do Nexo 
Causal / Causalidade Necessária) 
 Princípio: Só se considera causa o evento que produziu direta e 
imediatamente o resultado danoso. 
 Regra Legal: Prevista no Código Civil brasileiro (Art. 403) - As perdas e 
danos incluem apenas os prejuízos e lucros cessantes "por efeito dela direto e 
imediato". 
 Foco: Exige um vínculo causal próximo, evitando a responsabilização por danos 
longínquos ou indiretos. 
 Posição no Brasil: Apesar de divergências doutrinárias, o Direito Civil 
brasileiro adota a teoria do Dano Direto e Imediato. A doutrina e a 
jurisprudência, muitas vezes, a conciliam ou a aplicam em conjunto com a 
Causalidade Adequada. 
2.4. Teoria da Imputação Objetiva 
 Princípio: Só se responsabiliza o agente se ele cria ou incrementa um risco 
proibido relevante e o resultado jurídico decorreu desse risco. 
 Regras Básicas (GOMES): 
o Não há imputação se o risco é permitido/tolerado (ex: lesões esportivas, 
intervenções médicas normais). 
o Não há imputação se o risco proibido criado for insignificante. 
 Status: Mecanismo mais científico de delimitação do nexo causal. 
 
3. CONCAUSAS E ROMPIMENTO DO NEXO CAUSAL 
 Concausa: Outra causa que, juntando-se à principal, concorre para o resultado. 
Não rompe o nexo causal, apenas o reforça (ex: agente atira em portador de 
hemofilia que morre de hemorragia). 
o Pode ser Preexistente (anterior à conduta do agente). 
o Pode ser Concomitante (simultânea). 
o Pode ser Superveniente (posterior). 
 Rompimento do Nexo Causal (Excludentes): 
o Ocorre quando o evento danoso é causado por um fator absolutamente 
independente da conduta do agente. 
o Concausa Superveniente ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTE: 
Causa estranha que, sozinha, gera o resultado, interrompendo o nexo 
causal original (ex: vítima ferida em acidente é levada ao hospital e 
morre em um capotamento da ambulância). 
o Concausa Superveniente RELATIVAMENTE INDEPENDENTE: 
Não interrompe o nexo (ex: vítima ferida em acidente e levada ao 
hospital morre de infecção hospitalar). 
4. CAUSAS CONCORRENTES 
 Conceito: A conduta da vítima (ou de terceiros) também favorece a ocorrência 
do dano, somando-se ao comportamento do agente. 
 Culpa Concorrente do Agente e da Vítima (Art. 945, CC): A indenização 
deverá ser reduzida na proporção da contribuição da vítima para o evento 
danoso. 
o Cada um responde na proporção da sua contribuição. 
 No CDC: A culpa exclusiva da vítima é a única excludente válida para o 
fornecedor (a culpa concorrente do consumidor não o exime de 
responsabilidade).

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