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CAPA_CARTILHA_MAT_V1.indd 1 30/09/2020 23:29:40 LIVRO DO PROFESSOR BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 1BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 1 29/09/2021 17:43:5029/09/2021 17:43:50 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 2BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 2 29/09/2021 17:43:5029/09/2021 17:43:50 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Apresentação A coleção Baú da Matemática do SAE Digital é um material de apoio ao le- tramento matemático. Organizada em dois volumes anuais independentes, Descobrir e Conhecer, a coleção é destinada às crianças em processo de transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais e tem como base pilares metodológicos que exigem uma leitura plural do mundo e vêm ao encon- tro das habilidades esperadas dos aprendizes atuais. Neste viés, a matemática corrobora com tais pilares quando faz uso do letra- mento matemático, que, de acordo com o livro Letramento no Brasil: habilidades matemáticas, organizado por Maria da Conceição Fonseca, é a utilização das habi- lidades matemáticas com o intuito de constituir estratégias de leitura do mundo, dada a diversidade de textos que a vida social nos apresenta. Diante disso, a mate- mática precisa se apresentar como forma de interseção entre a formação escolar e a formação social da criança, promovendo uma leitura mais crítica, que conse- quentemente requeira mais do que a memorização, condicionando que a criança mobilize conceitos e conhecimentos além do saber escrever e do saber ler, pois ela precisa interpretar a matemática para o contexto social no qual está inserida. Desta forma, o letramento matemático dá uma ideia mais ampla de que o numeramento, uma vez que essa segunda perspectiva se restringe aos números, enquanto letramento matemático, abarca interpretação, conhecimento, mobiliza- ção e uso de diversos disparadores metodológicos, como a exploração de jogos e brincadeiras e a resolução de situações-problema. Dispomos, assim, de diversos disparadores metodológicos e didáticos para a alfabetização por meio do componente curricular de Matemática. Além de núme- ros e símbolos, fazemos uso da exploração de jogos e brincadeiras, da resolução de situações-problema, que exercitam o raciocino lógico, e de situações de co- municação oral, nas quais as crianças podem compartilhar seus conhecimentos e ouvir as vivências de seus colegas, focando nas estratégias pessoais de resolução de situações-problema. A proposta pedagógica desta coleção dá visibilidade a uma metodologia que promove práticas pedagógicas inovadoras e aborda conceitos em níveis de com- plexidade diferenciados e necessários para a criança viver em sociedade, pois é nas situações de vivências, de análise e de reflexão sobre conceitos matemáticos que as crianças constroem conhecimentos a esse respeito. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 1 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 1BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 1 29/09/2021 17:43:5029/09/2021 17:43:50 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 O Baú da Matemática: descobrir No Baú da Matemática: descobrir, são desenvolvidas atividades que circu- lam pelas unidades temáticas da mate- mática (Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e Medidas e Ideias da Probabilidade e da Estatística). As crian- ças são levadas a algumas sistematiza- ções, como o traçado do número, e são propostas atividades com foco na cons- trução do conceito de número, que depende da compreensão das ideias de ordem e de padrão. Ou seja, parti- mos do campo algébrico – do estudo das regularidades – para possibilitar a construção do conceito de número. Neste volume, por meio das atividade, são exploradas a representação mate- mática e a valorização das estratégias pessoais das crianças. Indicações de uso A coleção Baú da Matemática pode ser utilizada conjuntamente à coleção A criança e o mundo para a Educação Infantil ou com o material SAE Digital para os anos iniciais do Ensino Fundamental, estruturando e fortalecendo as práticas de alfabetização matemática. A coleção também pode ser utilizada como prática de desenvolvimento ou nivelamento para crianças em diferentes etapas do processo de alfabetização matemática. CAPA_CARTILHA_MAT_V1.indd 1 30/09/2020 23:29:40CAPA_CARTILHA_MAT_V1.indd 1 30/09/2020 23:29:40 BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR2 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 2BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 2 29/09/2021 17:43:5229/09/2021 17:43:52 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 O Baú da Matemática: conhecer No Baú da Matemática: conhe- cer, as atividades possuem um nível de complexidade crescente com re- lação ao volume Baú da Matemática: descobrir. São abordados os fatos básicos da adição e subtração, bem como o trabalho com as unidades te- máticas previstas na Base Nacional Comum Curricular (Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e Medidas e Ideias da Probabilidade e da Estatística). A sistematização do conhecimento é contemplada visan- do ao desenvolvimento de habilida- des cada vez mais elaboradas, não li- mitando a aprendizagem à resolução de atividades meramente mecânicas, trabalhando em uma perspectiva pro- blematizadora do conhecimento, pro- movendo atividades investigativas, que ampliam o olhar sobre a situação estuda- da e instigam a criatividade dos estudantes. Indicações de uso A coleção Baú da Matemática pode ser usada conjuntamente à coleção A criança e o mundo para a Educação Infantil ou com o material SAE Digital para os anos iniciais do Ensino Fundamental, estruturando e fortalecendo as práticas de alfabetização matemática. A coleção também pode ser utilizada como prática de desenvolvimento ou nivelamento para crianças em diferentes etapas do processo de alfabetização matemática. Nesta versão para o professor, a coleção Baú da Matemática apresenta orien- tações metodológicas para apoiar a realização das atividades do Livro do aluno, bem como para ampliar as propostas e apresentar outras informações relevantes para o desenvolvimento adequado das aulas. CAPA_CARTILHA_MAT_V2.indd 1 07/10/2020 17:53:58 BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 3 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 3BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 3 29/09/2021 17:43:5329/09/2021 17:43:53 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Conceitos matemáticos desenvolvidos com as crianças na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental Desde cedo a criança está inserida no meio social e tem contato com a lingua- gem matemática de diversas formas. A partir desse princípio trazido por Vygotski, Piaget e tantos outros estudiosos dos processos cognitivos da aprendizagem em matemática, é importante apresentar essa linguagem de forma lúdica e investiga- tiva no espaço escolar, a fim de desmistificar a “matemática difícil”. A matemática como área do conhecimento está relacionada aos diversos con- textos para a análise e a compreensão de mundo em suas formas próprias de representar e expressar diversas situações cotidianas, possuindo uma linguagem particular e signos diferenciados. A criança vai se apropriando dessas linguagens e desenvolvendo o raciocínio matemático, necessário para a compreensão mais abrangente de mundo, conforme vai descobrindo um universo integrado e apre- sentado por vários modelos e estruturas sociais. Com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao organizarmos as práticas e as aprendizagens por campos de experiências, podemos observar o quanto a ma- temática está presente em todos eles, de forma a auxiliar a construção de diver- sos conceitos matemáticos que serão necessários para aprendizados nas demais áreas do conhecimento. Segundo Gérard Vergnaud, em seu artigo La théorie des champs conceptuels, ao trabalhar dentro da sala de aula, ensinando Matemática e Ciências, é essencial atuar com foco na Teoria dos Campos Conceituais, defendendo a construção de conceitos como fundamento principal. A intenção é utilizar um caminho para de- senvolver o pensamento matemático, proporcionando às crianças vivênciasparalelepípedo. Rolam facilmente Não rolam facilmente Forma dos objetos usados no brinquedo BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 39 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 39BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 39 29/09/2021 17:44:4329/09/2021 17:44:43 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Passos e barbantes Página 61 do Livro do aluno Material • Rolo de barbante. Encaminhamento metodológico A situação apresentada nesta página pode ser encenada em sala de aula ou no pátio da escola. Escolha uma criança para percorrer com passos a mesma dis- tância que você. Peça ajuda ao restante da turma na contagem dos passos dados por vocês. Depois, mostre o comprimento do seu passo e do passo da criança para que a turma perceba a diferença entre eles. Ao final, espera-se que as crianças observem que, quanto maior o compri- mento do passo, menos passos são dados para percorrer uma distância, e que as quantidades de passos foram diferentes porque as pessoas têm tamanhos de passo diferentes. Sugestão de atividade: Corte um barbante do tamanho do passo de cada criança e peça aos alunos que meçam e encontrem objetos cujo comprimento ou altura seja: • maior do que o seu passo; • menor do que o seu passo; • igual ao seu passo. Depois, oriente-as a colar, em um pedaço de papel pardo, os barbantes por ordem de tamanho: do menor para o maior. As crianças devem escrever o nome abaixo do barbante que representa o tamanho do seu passo. Encaminhamento metodológico Página 62 do Livro do aluno Ao final da atividade 1, espera-se que novamente as crianças observem que, quanto maior o comprimento do passo, menos passos são dados para percorrer uma distância, e que as quantidades de passos foram diferentes porque as pes- soas têm tamanhos de passo diferentes. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR40 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 40BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 40 29/09/2021 17:44:4329/09/2021 17:44:43 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Para a medição das alturas das crianças, peça a elas que se encostem na parede e fiquem bem eretas. Com giz, faça uma marca na altura de cada uma e, em seguida, meça a distância do chão até essa marca com o barbante, para então cortá-lo. Materiais Página 63 do Livro do aluno • 1 folha de papel pardo. Encaminhamento metodológico Para a construção do gráfico proposto, você vai precisar de uma folha de papel pardo (de comprimento suficiente para caberem os barbantes de todas as crian- ças da turma, considerando um espaço de aproximadamente 5 cm entre cada um) e cola. Escreva sobre cada barbante o nome da criança e peça que, uma a uma, venham até a folha para fazer a colagem. Solicite às crianças que estiquem bem o barbante para que a altura dele seja o mais próximo da altura real. Faça alguns questionamentos às crianças, tais como: 1. De que forma devemos organizar os barbantes para colocar na ordem do me- nor para o maior? 2. Como saber, olhando os barbantes, só entre as meninas, qual é a maior delas? 3. E dentre os meninos, como dispor os barbantes para saber quem é o menor? 4. Como fazer para saber a diferença entre o maior e o menor? Será que se unir- mos a altura de dois barbantes com a altura dos colegas dá a altura da porta? 5. Se juntar o barbante da Natália e do Rui, será que formarão a altura da profes- sora? Quem acha que será menor? Quem acha que será maior? Como pode- mos comprovar isso? BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 41 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 41BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 41 29/09/2021 17:44:4329/09/2021 17:44:43 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 O cachorro de Alice Página 64 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Antes das atividades, peça às crianças que indiquem características semelhan- tes ou diferentes entre os dois cães e as coleiras. Nas atividades propostas nesta página, as crianças compararam o tamanho de objetos, dois a dois. De acordo com Lorenzato (2011, p. 101): [...] O processo de comparação envolve noções elementares como a de tamanho, de distância e de quantidade, com as quais as crianças convivem desde cedo. No entanto, algumas observações devem ser consideradas pelo professor: a) o tipo mais fácil de comparação é aquele entre só dois elementos de mesma espécie. b) quando a comparação for entre dois elementos de espécies dife- rentes, é preciso atenção para não apresentar num mesmo desenho, por exemplo, um grande rato e um pequeno elefante e perguntar: “Qual é o maior?”. Nessa situação, qualquer resposta da criança será válida, isto é, se a criança disser que é o rato, é possível que ela esteja comparando o ta- manho dos desenhos; se ela disser que é o elefante, é possível que esteja se referindo à realidade. Encaminhamento metodológico Página 65 do Livro do aluno Durante a realização da atividade 2, observe se as crianças compreenderam as ideias de longe e perto. Sugestão de atividade: Faça uma pesquisa com a turma sobre os animais de estimação de cada um. Pergunte quem tem animal de estimação e qual é este. Depois, com a ajuda dos alunos, construa, em uma folha de papel pardo ou cartolina, um gráfico de barras para representar o resultado dessa pesquisa. Por exemplo: BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR42 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 42BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 42 29/09/2021 17:44:4429/09/2021 17:44:44 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Animais de estimação da turma Gato Cachorro Tartaruga Não tem animal Explore o gráfico perguntando às crianças: a) Quantas crianças têm cachorro como animal de estimação? b) Qual animal de estimação foi citado por quatro crianças? Encaminhamento metodológico Página 66 do Livro do aluno Para a atividade 4, sugira às crianças que, antes de traçar o trajeto, percorram- -no com o dedo indicador até encontrar a saída pelo caminho mais curto. O caminho mais longo está indicado a seguir: BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 43 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 43BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 43 29/09/2021 17:44:4429/09/2021 17:44:44 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Aproveite para desafiar as crianças com a pergunta: Como você poderia pro- var que a sua resposta está correta? As crianças devem debater e podem apontar várias estratégias criativas. O importante é que elas pensem e deem soluções. Ela deve ser correta, mas quem deve avaliar se a solução indicada pode ser aceita ou não são as crianças. Sugira que levem o desafio para casa e peçam ajuda aos familiares para resolvê-lo. Não é importante a resposta, mas sim a estratégia de solução para um problema real. Uma solução possível é medir os caminhos com barbantes e depois compa- rá-los. Em casa, a família talvez sugira à criança somar cada intervalo do labirinto usando uma régua e ver a soma final em centímetros. Como se trata de um pro- blema com mais de uma solução, crie um painel em sala de aula para fazer o re- gistro dessas possíveis respostas. Sugestão de atividade: Desenhe no chão do pátio da escola um labirinto que leva do ponto A ao B, com três opções de trajetos diferentes, e peça às crianças que façam o caminho de A até B pelo trajeto mais curto e, depois, pelo mais comprido. A pilha de blocos Página 67 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Como forma de enriquecer a atividade proposta nesta página, escolha cinco crianças e forme uma fila com elas. Depois, pergunte à turma o nome de cada criança de acordo com a posição que ocupa nessa fila. Os números apresentados nessa página servem para indicar ordem. Explore com as crianças a ideia de ordem dando um exemplo de “ordem de chegada” em uma corrida ou a colocação de um atleta em determinado esporte. Sobre núme- ros ordinais, sugere-se a leitura do texto a seguir. Os números também podem permitir recordar a posição de um ele- mento dentro de uma série ordenada sem que seja preciso repetir toda a série. Por exemplo, se os armários da sala estão numerados, a criançaque tem o armário com o número 7 não precisa procurar começando do BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR44 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 44BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 44 29/09/2021 17:44:4529/09/2021 17:44:45 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 número 1, mas pode dirigir-se diretamente ao número que designa a posi- ção na qual vai colocar sua mochila. Se os livros da biblioteca da sala estão numerados, um fichário que indique o título que corresponde a cada nú- meros facilitará a procura do livro desejado e a ordem posterior. Nos dois casos aparecerá o número em seu aspecto ordinal. PANIZZA, Mabel. Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas séries iniciais: análise e propostas. Tradução de Antonio Feltrin. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 59 Encaminhamento metodológico Página 68 do Livro do aluno O objetivo da atividade proposta nesta página é apresentar para as crianças os números como indicadores de ordem. Comece com os números até o 5.° e, mais à frente, apresente até o 10.°. Sugestão de atividade: Faça cartões, escrevendo em pedaços retangulares de cartolina ações do dia a dia das crianças, por exemplo: • levantar; • escovar os dentes; • lavar o rosto; • tomar café da manhã. Em seguida, solicite que organizem essas ações na ordem em que acontecem: Primeiro Segundo Terceiro Quarto Repita essa atividade para outras ações do dia a dia ou envolvendo a agenda de sala de aula. O texto indicado a seguir aborda as funções do número do ponto de vista das crianças. Sugere-se que as perguntas realizadas para os alunos ao longo do texto sejam replicadas em sala de aula, a fim de investigar o que elas pensam sobre os números. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 45 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 45BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 45 29/09/2021 17:44:4729/09/2021 17:44:47 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Para que servem os números? O que pensam as crianças? [...] As crianças têm muitas ideias a respeito do uso dos números e, tal fato, ao longo do tempo, nem sempre mereceu nossa atenção. Conhecer essas ideias, ou seja, as hipóteses que as crianças formulam sobre os nú- meros naturais, em particular, sobre suas funções é o ponto de partida para a formulação de uma nova didática para o ensino de números. Para ilustrar essas afirmações, transcrevemos abaixo alguns resulta- dos de uma investigação realizada por professoras de turmas de Educação Infantil e da primeira série do Ensino Fundamental. Observe-as: I. Respostas de crianças de 5 anos, alunos na pré-escola, às quais se perguntou: para que servem os números? Para contar coisas. Para marcar o dia dos compromissos e datas importantes. Para saber o dia no calendário. Para fazer contas. Para saber matemática. Para a contagem quando lança um foguete. Para fazer lista de regras. Para saber o dia do aniversário. Para medir na régua. Para saber quantos anos tem. Para saber o nosso peso. Para saber as horas. II. Respostas de crianças de 6 anos, alunos de pré-escola ou próximos a completar essa idade. Para contar. Para olhar no calendário. Para fazer contas. Para saber quantos anos nós temos. Para saber os dias, até o 31. Para saber o dia do aniversário. Para ver as horas. Para contar, para pagar, para saber quanto custa. Para saber se é caro. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR46 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 46BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 46 29/09/2021 17:44:4829/09/2021 17:44:48 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Para usar a calculadora. Para saber o número da roupa. Saber quanto a gente pesa, saber o nosso tamanho. Para pensar. III. Respostas de crianças de 7 anos, cursando o primeiro ano do ensi- no fundamental: Para fazer contas. Para fazer atividades de matemática. Para ir bem na prova de matemática. Passar de ano. Para contar as coisas. Saber as horas. Em função dessas respostas, a professora decidiu fazer uma interven- ção perguntando: só para isso os números servem? Só na escola vocês usam os números? A partir desse questionamento, as crianças deram ou- tras respostas: Para marcar o número do jogador que fez a falta. É mais fácil escrever um número naquele caderninho do que escrever o nome do jogador. Para pagar o lanche para o tio da cantina. Saber os dias e meses. Para responder à chamada. Contar o dinheiro. Ver a placa de velocidade na estrada. O grau da lente dos óculos e o número do tênis. Saber o número da carteira de motorista. Saber o dia do aniversário. Saber em que série estamos e qual o número da nossa sala. Medir o tamanho das coisas, os metros, a altura das pessoas e a gordura. Saber a data de validade de um produto, para não usar estragado. Algumas conclusões Como é possível perceber a partir dos depoimentos coletados, as crianças percebem diferentes funções dos números, mesmo antes de fre- quentarem a escola. Pudemos observar que a função de indicador de quantidade ou memória de quantidade (aspecto cardinal) é percebida por BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 47 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 47BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 47 29/09/2021 17:44:4829/09/2021 17:44:48 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 elas quando afirmam que o número serve para contar coisas, para saber quantos anos nós temos, para medir o tamanho das coisas, os metros, a altura das pessoas e a gordura, entre outras. Elas também indicam situações em que os números naturais são usa- dos como instrumento para codificar, quando uma delas diz que servem para saber o número da carta de motorista. Uma delas aponta ainda uma situação em que o número é um indicador de posição (aspecto ordinal), quando diz que o número serve para saber “em que série estamos”. Além disso, em algumas respostas, associam o uso dos números às atividades escolares que realizam: para fazer prova de matemática, para passar de ano etc. Evidentemente, não precisamos apresentar essas di- ferentes funções formalmente às crianças. Elas devem orientar a escolha das atividades que serão propostas, quando a criança perceberá as dife- rentes funções e usos sociais dos números. PIRES, Célia M. Carolino. As crianças e a função social dos números. Disponível em: https://pt.scribd.com/ document/348690666/169784229-3-as-Criancas-e-a-Funcao-Social-Dos-Numeros. Acesso em: 18 nov. de 2020. O contorno dos blocos de madeira Materiais • Embalagens em formatos de cubo, paralelepípedo, cilindro e pirâmide de base quadrada; • Tinta guache; • Pincéis. Encaminhamento metodológico Providencie objetos ou embalagens nas formas de cubo, paralelepípedo, cilin- dro e pirâmide quadrada, pincéis e tinta guache. Em seguida, reúna as crianças em grupos e entregue uma folha de papel para cada grupo. Solicite a elas que pintem uma superfície de cada objeto ou embalagem e carimbem a folha com essa super- fície. Depois, peça que escrevam o nome de cada figura obtida no carimbo. Páginas 69 e 70 do Livro do aluno BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR48 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 48BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 48 29/09/2021 17:44:5029/09/2021 17:44:50 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Encaminhamento metodológico Páginas 72 a 74 do Livro do aluno O gráfico apresentado nesta página pode variar de acordo com as cores es- colhidas pelas crianças. Por isso, cada um deve ser corrigido individualmente. Aproveite esse momento para verificar se as crianças apresentam alguma dúvida em relação aos nomes das figuras geométricas planas ou à contagem. Nas páginas 73 e 74, sugere-se o trabalho envolvendo a composição e a de- composição de figuras geométricas. É importante valorizar cada resposta apresen- tada e possibilitar às crianças que compreendam os resultados das composições e das decomposições. Uma sugestão consiste em utilizar palitos para representar as composições e as decomposições não arredondadas. 1. Material: blocos lógicos. Faça linhas separando uma folha de cartolina ou papel pardo em quatro par- tes iguais.Em cada parte, escreva o nome de uma figura geométrica plana: Quadrado Círculo Retângulo Triângulo Peça às crianças que separem os blocos lógicos pela forma das peças, co- locando-os nos espaços dos respectivos nomes. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 49 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 49BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 49 29/09/2021 17:44:5129/09/2021 17:44:51 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 2. Material: blocos lógicos. Dite sequências formadas por figuras geométricas planas e solicite às crianças que montem essa sequência com as peças dos blocos lógicos. Por exemplo: • Triângulo pequeno vermelho, triângulo vermelho grande, triângulo pe- queno vermelho, triângulo vermelho grande. • Quadrado grande, quadrado pequeno, quadrado grande, quadrado pequeno. As coleções da turma Páginas 75 a 80 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Nestas páginas, apresenta-se às crianças a contagem e a escrita de números até 20, por meio do contexto de coleções. As crianças devem contar e registrar as quantidades de elementos de cada conjunto proposto (pessoas, objetos, animais etc.). Retome com elas o traçado dos símbolos numéricos antes que iniciem as atividades. Aproveite este momento para mostrá-las que, a cada grupo de dez elementos, tem-se uma dezena. Assim, para prosseguirem a contagem após o nú- mero dez, diga a elas que o número 11 é uma dezena mais um, o número doze é uma dezena mais dois e assim sucessivamente. Quando chegarem à contagem de 20 elementos, mostre às crianças que nesse conjunto há duas dezenas, ou seja, dois grupos de 10 elementos. Antes de explorar esses conteúdos, proponha às crianças o trabalho descrito a seguir. Encaminhamentos didáticos gerais sobre o trabalho com coleções Etapa 1 – conversa inicial sobre coleções Em roda, promova uma conversa com os alunos para avaliar o que eles sabem sobre a atividade de colecionar. Nesse momento, eles podem dizer que colecionam algum objeto; se já viram alguma coleção; se conhecem alguém que coleciona algum objeto etc. Convide as famílias a trazerem coleções para a escola e mostrá-las às crianças. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR50 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 50BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 50 29/09/2021 17:44:5129/09/2021 17:44:51 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Etapa 2 – Conhecendo algumas coleções Apresente fotografias ou ilustrações de coleções para as crianças, como coleção de bonecas, papéis de chocolate ou figurinhas, e converse com elas cobre alguns aspectos da atividade de colecionar, tais como: Identificar a que tipo de objeto se refere cada coleção apresentada, bonecas e papéis, por exemplo. Determinar a quantidade de objetos de cada coleção. Esse aspecto é interessante, pois possibilita às crianças perceber que coleções de mesmo tema podem ter quantidades diferentes de objetos. Reconhecer que algumas coleções não têm um limite predeterminado de elementos, como as de selos de países. Reconhecer que algumas coleções têm uma quantidade finita de ele- mentos, por exemplo, a coleção de figurinhas dos jogadores da Copa do Mundo de Futebol de determinado ano. Identificar formas de organização da coleção. Em algumas coleções, a forma de organização é exclusivamente pessoal, por exemplo, um cole- cionador pode organizar sua coleção de papéis de chocolate em ordem alfabética, por cores de embalagem. Do mais antigo para o mais recen- te lançamento ou, ainda, sem nenhum critério estabelecido; nesse caso, o colecionador apenas guarda aleatoriamente as embalagens em uma pasta. Outras coleções, como a de figurinhas temáticas, muitas vezes são acompanhadas por álbuns nos quais elas são fixadas de acordo com uma sequência numérica. Etapa 3 – Escolha de um tema de coleção Convide as crianças a fazer uma coleção e proponha que escolham um tema. Esse tema pode ser decorrente de algum projeto, de alguma situa- ção do cotidiano escolar que as tenha envolvido, do interesse e do convite de alguns colegas ou mesmo do professor mobilizando todo o grupo. REAME, Elaine et al. Matemática na educação infantil: sequências didáticas e projetos de trabalho. 2. ed. São Paulo: Livraria Saraiva, 2013. p. 59-60. Após esse trabalho, ajude as crianças a fazerem uma coleção conjunta e, em todas as semanas, ampliá-la com a colaboração de todos. Sempre às sextas-feiras, faça com a turma a contagem dos elementos da coleção, escrevendo o número no quadro e fazendo a sua leitura. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 51 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 51BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 51 29/09/2021 17:44:5229/09/2021 17:44:52 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Para essa atividade, você deve providenciar um lugar para guardar a coleção e pedir auxílio das crianças para a organização, a contagem e o descarte de elemen- tos repetidos, se houver. Os desenhos das crianças Páginas 81 e 82 do Livro do alunoEncaminhamento metodológico Os objetivos das atividades propostas nestas páginas são a contagem e a re- presentação de quantidades até 20, por meio de símbolos numéricos. Peça às crianças que utilizem tampinhas e palitos para fazerem a correspon- dência de quantidades de cada um dos grupos e, assim, compará-los, para afirmar com certeza qual grupo tem mais, menos ou igual quantidade de elementos. Encaminhamento metodológico Página 83 do Livro do aluno O objetivo do Jogo do círculo é explorar o reconhecimento da escrita de nú- meros até 20 de maneira lúdica e divertida. Forme uma fila com as crianças de cada grupo e embaralhe os papéis com os números para que eles sejam entregues aleatoriamente a cada grupo. Serão ne- cessários dois papéis com números de 1 a 20. Sugestão de atividade: • Material: pedaços de papel com números de 1 a 20. Desenhe no chão um quadrado, um triângulo, um círculo e um retângulo e, depois de embaralhar os papéis, entregue um para cada criança. Fale em voz alta um número e o nome de uma figura plana. A criança que tiver o papel com o número ditado deve se posicionar sobre a figura. A sequência de números Página 84 do Livro do aluno Materiais • Tira de 1 metro com marcação de 10 espaços. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR52 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 52BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 52 29/09/2021 17:44:5429/09/2021 17:44:54 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Encaminhamento metodológico Aproveite as atividades envolvendo a sequência de números para ampliar a tira de números construída anteriormente. Reúna as crianças em trios e entregue uma tira de papel pardo com 10 espaços para que cada trio escreva a sequência dos números de 11 a 20. Essa tira pode ter 1 m de comprimento por 10 cm de largura e ser dividida em 10 partes iguais. Peça às crianças que escrevam em cada parte um número, começando do 11 até o 20. Essa tira pode ser colada ao final da tira já construída, dando continuidade à sequência dos números. Depois, fixe as tiras em um local da sala de aula para que as crianças possam consultá-la sempre que necessário. Diga às crianças que consultem o quadro de números completo da atividade 1 ou a tira de números recém-construída. Igual ou diferente? Páginas 85 a 88 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico As atividades propostas nestas páginas exploram a comparação. Ao realizar comparações, as crianças estabelecem semelhanças e diferenças entre os ele- mentos comparados. Nesse processo, a criança se depara com noções de tama- nho e de quantidade, corriqueiras em situações de seu dia a dia. Explore mais a atividade 2, escolhendo cinco crianças da turma de manei- ra que uma delas apresente uma caraterística única, como o uso de óculos, por exemplo, e peça à turma que descreva as semelhanças e as diferenças entre esse grupo de crianças. Antes de propor a atividade 3, retome o nome das figuras geométricas planas estudadas anteriormente. Para isso, desenhe no quadro de giz cada uma delas e pergunte à turma o nomedas figuras desenhadas. Nessa atividade, são apresen- tadas as figuras planas em diferentes posições e tamanhos, para que a criança observe que o retângulo continua a ser um retângulo, independentemente da posição em que está representado. Para a atividade 4, forneça às crianças blocos lógicos na forma de quadrados e triângulos de diferentes cores, tamanhos e espessuras. Espera-se que elas ob- servem essas diferenças. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 53 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 53BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 53 29/09/2021 17:44:5529/09/2021 17:44:55 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Gols e gráficos Páginas 89 e 90 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Para a realização da atividade 2 proposta nesta página, leve as crianças ao pá- tio ou à quadra de esportes da escola. Caso não tenha acesso a um gol, delimite esse espaço com dois objetos, como tijolos, por exemplo. Serão seis rodadas e, em cada uma delas, as crianças terão direito a um chute ao gol. Durante a representação das quantidades de gols no gráfico, observe se as crianças pintam um quadradinho para cada gol marcado. Auxilie-as na escrita do nome de cada criança no eixo horizontal. Elas também podem escrever apenas a inicial dos nomes. Após o preenchimento do gráfico, faça estas perguntas para que as crianças respondam e discutam com sua equipe: 1. Em alguma coluna todos os quadrinhos foram pintados? O que significa isso? Que frase posso escrever para representar isso? 2. Em alguma coluna nenhum quadrinho foi pintado? O que significa isso? Que frase posso escrever para representar isso? 3. Quantos chutes foram dados ao todo durante a atividade? Como vocês desco- briram isso? Como é possível representar isso com números? Lembre-se de que o importante não são as respostas, mas sim como as crian- ças pensam nas estratégias de solução. Acolha as respostas e faça com que elejam a que consideram a mais adequada. Escreva-a no quadro ou em uma folha de pa- pel kraft. Isso ajudará a criança a construir ideias sobre coleta de dados e leitura e interpretação de dados de um gráfico. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR54 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 54BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 54 29/09/2021 17:44:5529/09/2021 17:44:55 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 A BNCC defende a inserção da Estatística desde a primeira infância, abordan- do-a como a ciência do tratamento de dados em um contexto. Para subsidiar o trabalho envolvendo gráficos, sugerimos a leitura do texto a seguir: A Estatística tem como um de seus objetivos organizar e resumir gran- des quantidades de dados mediante o uso de medidas e representações que mostrem, de maneira sintética, o perfil dos dados coletados, as ten- dências e relações entre as variáveis. A partir de gráficos e tabelas, pode- mos nos informar sobre os mais variados assuntos e, a partir dos dados, refletir sobre o que eles indicam sobre a temática. [...] É fundamental que haja muito cuidado na apresentação dos dados, tanto na forma de gráficos quanto de tabelas. Além disso, deve-se fazer uma interpretação criteriosa daquilo que é apresentado. Tipos de gráficos e sua construção no ciclo de alfabetização Os gráficos evidenciam uma visão geral dos dados e favorecem a com- preensão visual das informações. Entretanto, essa facilidade aparente na in- terpretação de um gráfico pode gerar alguns equívocos. Escalas incorretas geram análises erradas. Portanto, é fundamental que os alunos analisem um gráfico apoiando-se sobre os fatores que o motivaram, e não sobre a sua apa- rência. Tais habilidades podem ser construídas desde o ciclo de alfabetização. Existem diferentes tipos de gráficos que podem ser trabalhados nos anos iniciais: pictograma, barras, linha e setor. É importante que as crianças te- nham a oportunidade de conhecer diferentes tipos de representações gráfi- cas para serem capazes de reconhecer a mais adequada aos seus objetivos. Para tal, é preciso compreender as especificidades dessas representações. Um gráfico de barras, tanto horizontal como vertical, permite estabe- lecer comparações de frequências ou porcentagem. No caso das crianças pequenas (Educação Infantil e 1°. ciclo), devemos trabalhar apenas com as frequências. Também é preciso enfatizar que todas as barras devem ter a base com a mesma medida e que a separação entre elas deve ser uniforme. [...] No ciclo de alfabetização, o trabalho com gráficos pode iniciar pela construção desse tipo de representação utilizando materiais manipuláveis como tampinhas de garrafa PET, caixinhas de fósforo, etc. Fazê-los com es- ses materiais auxilia também no trabalho com alunos com deficiência visual. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 55 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 55BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 55 29/09/2021 17:44:5529/09/2021 17:44:55 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 [...] é imprescindível que o gráfico não seja um mero adorno em sala de aula e que as crianças sejam incentivadas a planejar e interpretar as informações que ali estão apresentadas. Além disso, é importante relem- brar que gráficos são, também, importantes recursos para auxiliar os alu- nos a construírem a noção de número de forma contextualizada, além de funcionarem como disparador de situações-problema, notadamente, no campo das operações. [...] BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Educação Estatística/Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica; Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Brasília: MEC, SEB, 2014. p. 21-23. O calendário Páginas 91 a 93 do Livro do aluno Materiais • Calendário do mês atual. Encaminhamento metodológico As atividades com calendário e relacionadas ao espaço temporal podem ser iniciadas por meio do calendário já utilizado em sala de aula. Promova uma conversa em sala para que cada criança exponha sua rotina diá- ria, os horários de acordar, fazer tarefas, ir à escola, dormir etc. Explore as ideias temporais de ontem, hoje e amanhã e relacione-as com os dias do calendário da classe. Retome o uso do calendário diariamente na rotina das crianças, perguntando a elas quais dias acham importantes e especiais na semana ou aqueles em que há alguma aula especial. Ao explorar o mês em que a atividade do calendário será realizada, faça uma leitura dos nomes dos dias da semana e do mês. Em seguida, pergunte às crianças: • Que dia da semana é hoje? • Em que dias da semana frequentamos a escola? • Qual é seu dia da semana preferido? Por quê? BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR56 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 56BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 56 29/09/2021 17:44:5529/09/2021 17:44:55 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Após a escrita dos números, peça às crianças que leiam cada número em voz alta. Entregue 31 palitos para cada criança e peça que representem sobre a mesa cada quantidade do quadro com os números da página 93. Sugestão de atividade: • Construção do calendário pessoal Material: quadro para o preenchimento do mês. • Como fazer: Entregue para cada criança, no início de cada mês, um quadro como este: MARÇO DOM SEG TER QUA QUI SEX SÁB Em cada mês, varie a quantidade de números já escritos nesse quadro. Por exemplo, entregue o calendário do mês de março com os números das segundas- -feiras, quartas-feiras e sextas-feiras, para que as crianças terminem de preencher. Em abril, entregue os dias referentes aos sábados e domingos já preenchidos. Solicite às crianças que indiquem no calendário datas importantes de cada mês, datas comemorativas e dias em que eles têm alguma atividade interessante. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 57 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 57BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 57 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Pique-esconde Página 94 do Livro do aluno Encaminhamento metodológicoNesta brincadeira, espera-se que as crianças pratiquem a contagem dos nú- meros até 30 de forma lúdica. Assim, elas terão liberdade de aprender oralmente a sequência dos números até o 30, com base em uma experiência com os colegas. Sugestão de atividade: • Material: 31 círculos coloridos com números de 0 a 30 e um círculo com o desenho do rosto de uma centopeia. Entregue para cada criança um círculo e cole no chão da sala o círculo com o rosto da centopeia. Em seguida, peça a ajuda das crianças para montar o corpo da centopeia seguindo uma ordem na colocação dos círculos com os números. Observe se as crianças reconhecem a ordem dos números na sequência de 0 a 30 e, depois de finalizada a atividade, faça com a turma a leitura dos números. Contando até 30 Páginas 95 a 99 do Livro do aluno Materiais • Cartelas de bingo em branco. Encaminhamento metodológico Ao realizar as atividades propostas, retome com as crianças a contagem oral de sequências até 10, 20, chegando a 30. Relembre, também, o registro dessas sequências. Antes de propor a atividade 1 da página 95, amplie a tira de números já cons- truída pelas crianças anteriormente. Entregue novamente uma tira de papel par- do com 10 espaços para que cada dupla ou trio escreva a sequência dos números de 21 a 30. Essa tira pode ter 100 cm de comprimento por 10 cm de largura e ser dividida em 10 partes iguais. Ajude as crianças a escrever, em cada parte, um nú- mero, começando do 21 e indo até o 30. Essa tira pode ser colada ao final da tira BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR58 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 58BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 58 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 já construída, dando continuidade à sequência dos números. Depois, fixe as tiras em um espaço da sala de aula para que as crianças possam consultá-las sempre que necessário. Após a realização das atividades da página 95, como forma de enriquecer essa atividade, promova um bingo de números. Para isso, entregue para cada criança a cartela a seguir, impressa em uma folha de papel: Bingo dos números Solicite às crianças que escolham oito números entre 1 e 30 e escrevam, na cartela, um número em cada espaço. Depois, escreva os números em pedaços de papel e faça o sorteio, lendo cada número pausadamente e, em seguida, fazendo a leitura normalmente. A criança que tiver o número ditado na cartela marca-o com um X. Vence o jogo quem marcar primeiro todos os números de uma linha ou coluna. Peça às crianças que risquem cada abelha que já contaram na atividade 3. Sugestão: Mencione a formação da dezena. Peça às crianças que usem o ma- terial dourado ou os palitos para observar que, a cada grupo de 10 unidades, eles terão uma dezena. Promova uma conversa com elas para que informem quantas dezenas de colegas há na classe. Se possível, forme esses grupos para que tenham noção dessa quantidade e da contagem de 10 em 10. Encaminhamento metodológico Página 98 do Livro do aluno O objetivo deste jogo de percurso é explorar a sequência dos números até 30 de forma divertida. Para a realização do jogo, peça a cada dupla que escreva números de 1 a 6 em pedaços de papel para sorteio. Em cada rodada, cada criança deve sortear um papel e caminhar o número de casas sorteado sobre o percurso. Como marcador, cada criança pode usar a sua borracha, por exemplo. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 59 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 59BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 59 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Ao “caminhar” sobre esse percurso o número de casas sorteado, as crianças também estão efetuando adições. Sugestão de atividade: • Material: tiras com números. • Modelo de tiras: 25 26 27 28 29 10 11 12 13 14 15 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Para cada tira, escolha um número e peça às crianças que coloquem a borra- cha sobre ele. Em seguida, solicite que avancem, por exemplo, três casas e per- gunte qual é o número da casa em que pararam. Considerando esta tira como exemplo, temos: 25 26 27 28 29 A criança começa na casa 25 e avança três casas. 25 26 27 28 29 A criança para na casa 28. Essa situação pode ser representada pela adição: 25 + 3 = 28 O número 25 representa a casa de onde a criança saiu; o número 3 indica quantas casas ela avançou; e o 28 se refere à casa em que ela parou. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR60 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 60BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 60 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Colorfuelstudio/Shutterstock Co lo rf ue lst ud io /S hu tt er st oc k Direita ou esquerda? Páginas 100 a 103 do Livro do aluno Materiais • Bexigas. Encaminhamento metodológico Nas atividades propostas nestas páginas, iniciamos o trabalho envolvendo as ideias de direita e esquerda, sempre com as personagens ilustradas de costas para o leitor. Sobre direita e esquerda, sugerimos a leitura do texto a seguir. A lateralidade e os modos de ver e representar Antonio Vicente Marafioti Garnica Maria Ednéia Martins-Salandim As noções de lateralidade e orientação no espaço geralmente formam- -se a partir do próprio corpo, e ainda na infância, a partir dos sentidos e movimentos em um espaço perceptivo e familiar à criança. Ainda na infância – e é necessário que seja assim – define-se para a criança uma predominância lateral, manifestando-se na utilização mais intensa e ágil de membros do lado direito ou esquerdo do seu corpo, cha- mada de lateralização por alguns autores. Essas manifestações ocorrem quando decidimos ou somos levados a decidir, por exemplo, com qual mão faremos algumas de nossas atividades mais corriqueiras, como pegar uma colher, escovar os dentes, segurar o lápis etc., ou com qual pé chutamos uma bola. No início, no entanto, a criança não tem um vocabulário espe- cífico para essas ações, elas são “naturais”, ou seja, desenvolvidas intuiti- vamente ou por “observação”, já que a criança está rodeada por pessoas que a todo o momento realizam atividades como as que ela própria quer ou tem que realizar. Como, então, desenvolver um vocabulário que aos poucos incorpore termos como “esquerda”, “direita”, “atrás”, “para trás”, “de trás”, “frente”, BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 61 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 61BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 61 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Colorfuelstudio/Shutterstock Co lo rf ue lst ud io /S hu tt er st oc k “em frente”, “de frente”, “diante”, “adiante” etc.? O ponto de partida pode ser, novamente, o próprio corpo da criança. Para alguns pesquisadores, nós somos o nosso corpo e nossas relações com o mundo (e essas relações com o mundo são, de algum modo, sempre mediadas pela corporeidade). Mas como ensinar qual é, por exemplo, a mão direita? Quais problemas acarretam o uso frequente da afirmação de que a mão direita é aquela com a qual se escreve, ou, ainda, que é o lado da porta em que está um determinado objeto? Como discernir entre o que está atrás e o que está no fundo da sala se muitas vezes o que está atrás é o que está ao fundo da sala? Precisamos cuidar dos termos e explicações utilizados, pensando atividades, brincadeiras e jogos que não apenas propiciem aos estudantes experiências com o uso de membros de seu corpo visando a incorporar, no ensino, os conceitos ligados à lateralização. É preciso, além disso, que es- sas experiências, esses comandos e as atividades sejam problematizados. Reconhecendo sua lateralização (manifestação da preferência de uso dos membros direitos ou esquerdos para a realização de certas tarefas), a criança pode evoluir dessa percepção que é própria, singular, restrita, ao conceito de lateralidade, ou seja, a compreender que sua “esquerda” coincide com a “direita” de quem está à sua frente e olhando para ela; ou que sua “esquerda”coincide com a “esquerda” de quem está ao seu lado, olhando na mesma direção que ela. A passagem da noção de lateralização para a de lateralidade está vinculada à orientação no espaço (PIRES; CURI; CAMPOS, 2009). Perceber se a criança do ciclo de alfabetização tem essas noções pode ser um bom ponto de partida para a realização de atividades em sala de aula, ampliado os modos de como ela organiza seus próprios deslocamentos no espaço, escolhendo seus pontos de referência ou dan- do comandos a outras crianças a partir de sua própria posição ou da loca- lização de algum objeto na sala. Como, então, adquirir essa habilidade de representação da localiza- ção e de orientação espacial? Como levar a criança a perceber-se, com os outros, num determinado espaço de modo que ela possa falar sobre sua localização em relação às outras pessoas e coisas? É multiplicando suas experiências sobre os objetos do espaço em que vive que a criança vai aprender e, desse modo, construir uma rede de BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR62 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 62BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 62 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 conhecimentos relativos à localização e à orientação, que vai permitir a ela penetrar no domínio da representação dos objetos e, assim, se distanciar do espaço sensorial ou físico (PIRES; CURI; CAMPOS, 2009). Assim, é extremamente importante que essa temática seja adequa- damente abordada nos anos iniciais da escolarização, não apenas no que diz respeito à fixação de um vocabulário próprio relativo à orientação es- pacial, mas, também, no que diz respeito à construção de um vocabulário autônomo para a indicação de uma localização e na compreensão e avalia- ção de comandos relativos à posição (ir ou não para frente, seguir ou não para a direita...). Dominar essas ideias é avançar quanto à construção de um espaço representativo. “[...] Localizar-se no espaço significa também ser capaz de utilizar um vocabulário que permita diferenciar e interpretar informações espaciais” (SAIZ, 2006, p. 143). [...] BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Geometria. Brasília: MEC; SEB, 2014. Caderno 5. p. 61-62. Durante a realização da atividade proposta, observe se as crianças giram para os lados indicados. Caso apresentem alguma dúvida, retome as ideias de direita e esquerda. O objetivo do jogo proposto nas páginas 101 e 102 é explorar a localização de objetos e pessoas tendo como referência a professora ilustrada nas páginas. Nesse jogo, as crianças têm liberdade para escolher se vão colar o menino à direita ou à esquerda da professora e se a menina deve segurar o balão com a mão direita ou esquerda. Durante o jogo, observe se as crianças usam expressões como: – Cole o balão na mão direita da menina. – Cole o menino à esquerda da professora. Na atividade 2, escolha três crianças e organize-as em uma fila, posicionando- -as de costas para a turma. Dessa forma, a direita das crianças da fila será também a direita das crianças de toda a turma. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 63 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 63BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 63 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Qual é o caminho? Páginas 104 a 107 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico O objetivo das propostas destas páginas é a descrição da localização e movi- mentação em malhas quadriculadas. Peça às crianças que sigam os trajetos com o dedo indicador. O carrinho e os animais ilustrados nas atividades estão posicionados para faci- litar às crianças a observação e a determinação do trajeto percorrido, uma vez que foram representados de costas para o leitor. Dessa forma, a criança se coloca no lugar da girafa, por exemplo, e a direita do animal é também a direita da criança. Reúna as crianças em duplas para que confiram os caminhos traçados na ativi- dade 2 da página 105. Como forma de garantir a compreensão desse tipo de ativi- dade, peça a algumas duplas que leiam os caminhos criados e faça esses trajetos no quadro de giz. Aonde você vai chegar? Página 108 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico O objetivo das atividades propostas nestas páginas é retomar a localização de objetos, pessoas e animais no deslocamento em pequenos percursos. Leve as crianças até o pátio da escola. Desenhe no chão, com giz, uma malha quadriculada formada por 12 quadrados de 50 cm de lado e marque o ponto de saída dessa malha. Em seguida, forme uma fila com as crianças e dê orientações para que cada uma delas percorra um percurso escolhido por você. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR64 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 64BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 64 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 O real Página 109 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Para as atividades desta página, leve cédulas e moedas para a sala de aula. Peça às crianças que observem as imagens, os números e as escritas em cada um. Diga a elas que comparem os tamanhos e verifiquem se notas maiores valem mais. O mesmo para as moedas. Mostre às crianças como são produzidas as notas e as moedas. As crianças podem dizer que já usam moedas e cédulas para comprar lan- ches na cantina da escola ou junto dos pais, fazer compras na padaria ou em supermercados. Explore mais essa questão, pedindo a algumas crianças que contem o que compraram e o quanto gastaram. No espaço destinado à resposta da pergunta, as crianças podem escrever ou fazer um desenho representativo do que compraram. Encaminhamento metodológico Página 110 do Livro do aluno Solicite antecipadamente às crianças que tragam para a sala de aula encartes de ofertas de supermercados ou farmácias. Em sala, explore os produtos que apa- recem em alguns desses encartes e os respectivos preços. Comente com as crian- ças que a vírgula que aparece nesses preços separa os valores que são maiores ou iguais a 1 real dos que são menores. Todos os números que estão à esquerda da vírgula são iguais ou maiores do que 1 real, e os que estão à direita são menores do que 1 real. Reforce ainda que os números que vêm após a vírgula representam valores que podem ser pagos com moedas. As moedas de 1 real Páginas 111 a 113 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Antes de propor as atividades dessa página, pergunte às crianças se elas têm um cofrinho e se costumam poupar. Explique que poupar é guardar dinheiro, que pode ser em moedas depositadas em um cofrinho, por exemplo. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 65 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 65BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 65 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 As atividades da página 112 exploram a ideia de tirar da subtração. Solicite às crianças que representem a quantidade de moedas sobre a mesa com palitos de picolé e tirem os palitos que representam as moedas colocadas no cofrinho. Depois, é só contar os palitos que sobraram sobre a mesa. As crianças também podem simplesmente riscar na ilustração as moedas que foram colocadas no cofrinho. As atividades da página 113 exploram a ideia de acrescentar da adição. Solicite às crianças que representem a quantidade de moedas sobre a mesa com palitos de picolé e acrescentem os palitos que representam as moedas que Alice ganhou da tia. Depois, basta contar os palitos obtidos no total. O cofrinho Páginas 114 e 115 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico O objetivo das atividades propostas nestas páginas é a resolução de proble- mas envolvendo as ideias de acrescentar da adição e tirar da subtração. As situações podem ser encenadas usando palitos de picolé no lugar de moe- das. Dessa forma, as crianças conseguem observar tanto as quantidades acres- centadas quanto as retiradas,bem como os resultados obtidos em cada situação. Sugestão de atividade: • Material: figuras de moedas de 1 real e de cédulas de 2, 5, 10, 20 e 50 reais, bem como figuras de brinquedos ou produtos de supermercado com os preços sem os centavos. Peça às crianças que representem, com as figuras de moedas e cédulas, os preços dos brinquedos e dos produtos que você vai mostrar. Durante a realização dessa atividade, observe se elas reconhecem o valor de cada cédula. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR66 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 66BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 66 29/09/2021 17:44:5629/09/2021 17:44:56 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Vamos às compras Páginas 116 e 117 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Na atividade 1, espera-se que as crianças observem que os preços são diferen- tes. Para comparar o preço dos brinquedos, peça-lhes que desenhem no caderno a quantidade de moedas de 1 real necessária para representar o preço de cada um deles. Dessa forma, elas visualizarão que a boneca é o brinquedo mais caro e o carrinho, o mais barato. O objetivo do item é explorar o reconhecimento dos valores das cédulas de real. O mercado Páginas 118 e 119 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico As atividades propostas nestas páginas, além de explorarem adições e subtra- ções, têm por objetivo trabalhar com noções de Educação Financeira. Para isso, converse com as crianças sobre a importância de comprar produtos de que real- mente necessitamos. Peça antecipadamente às crianças que tragam para a sala de aula embalagens vazias de produtos e brinquedos. Em seguida, com a ajuda delas, determine os preços de cada produto e escrevam as etiquetas que devem ser coladas nas res- pectivas embalagens. Sempre escrevam os preços inteiros, por exemplo: 3 reais. Escolha diferentes crianças para serem os caixas do supermercado. O caixa pode ser trocado a cada 10 minutos, por exemplo. Durante a realização da ativida- de, observe como as crianças fazem os cálculos e resolvem as situações de troco, em que uma subtração se faz necessária. As figuras de cédulas e moedas devem ser guardadas, pois essa atividade pode ser repetida mais vezes durante o ano. Elas também serão usadas em uma atividade futura. Sugestão de atividade: Reúna as crianças em duplas e peça que criem histórias envolvendo algum produto que compraram e o preço que pagaram. Depois, peça que cada dupla conte a história que criou para a turma e, sempre que possível, associe a situação criada a uma operação, escrevendo-a no quadro de giz. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 67 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 67BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 67 29/09/2021 17:44:5729/09/2021 17:44:57 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Contando frutas do pomar Páginas 120 a 123 do Livro do alunoEncaminhamento metodológico O objetivo das atividades propostas nestas páginas é a ampliação do campo numérico para quantidade até 40. Novamente, é interessante propor às crianças a ampliação da tira de números já construída anteriormente. Dessa vez, você pode entregar uma tira de papel pardo com 10 espaços para cada dupla ou trio de crianças para que escrevam a sequência dos números de 31 a 40. Essa tira pode ser colada ao final da tira já construída, dando continuidade à sequência dos números. Depois, fixe as tiras em um espaço da sala de aula para que as crianças possam consultá-la sempre que necessário. Como forma de garantir a compreensão da relação entre as quantidades e os números que as representam, peça às crianças que representem as quantidades de frutas sobre a mesa usando palitos de picolé ou tampinhas de garrafa. Encaminhamento metodológico Página 124 do Livro do aluno Para a realização do Bingo dos números, solicite às crianças que, depois de escreverem na cartela os números escolhidos, façam bolinhas com papel para rascunho para marcar os números ditados. Explique que, quem marcar todos os números de uma linha ou de uma coluna da cartela, deve gritar “Bingo”. Sempre que isso acontecer, o jogo recomeçará até alguém gritar “Bingo” novamente. Ao ditar os números, fale a primeira vez pausadamente e repita a leitura, des- sa vez normalmente. Sugestão de atividade: • Material: cartões com números de 1 a 40. Espalhe os cartões com números no chão da sala e peça a ajuda das crianças para organizar esses cartões começando do 1 até o 40. Depois, solicite que fechem os olhos e retire um cartão da sequência. Em se- guida, peça às crianças que olhem alguns segundos para a nova sequência e des- cubram que número foi retirado. Repita essa atividade para outros números. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR68 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 68BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 68 29/09/2021 17:44:5729/09/2021 17:44:57 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Ligando pontos Páginas 125 e 126 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico No desenho proposto na atividade 1 da página 125, a sequência acaba no nú- mero 41. Por isso, antes de propor esta atividade, pergunte às crianças: • Que número vem logo depois do 10? • Que número vem logo depois do 20? • Que número vem logo depois do 30? • Que número vem logo depois do 40? As crianças podem consultar a tira numérica construída anteriormente. Espera-se que elas observem que basta acrescentar uma unidade ao número 40. A tira numérica construída também pode ser consultada pelas crianças para o preenchimento do quadro de números da atividade 2 e da atividade da página 126. Medindo comprimentos Páginas 127 e 128 do Livro do aluno Materiais • Palitos de picolé. Encaminhamento metodológico Durante a atividade 1, ajude as crianças a alinharem uma das extremidades da borracha a uma das extremidades da linha sobre a imagem da lagarta. Assim: andregric/Shutterstock As repostas esperadas nessa medição são: menos do que uma vez, uma vez ou mais do que uma vez. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 69 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 69BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 69 29/09/2021 17:44:5829/09/2021 17:44:58 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Comente que a lagarta representada está em seu tamanho real. Ao final da realização da atividade 1, observe se as crianças compreenderam que as medidas encontradas foram diferentes, pois o comprimento de cada borracha usada para medir é diferente. Antes de propor a atividade 2, construa em uma cartolina, com a ajuda das crianças, um quadro de números de 1 até 50. Para resolver a atividade 2, diga às crianças que consultem esse quadro de números construído. Encaminhamento metodológico Página 129 do Livro do aluno A situação apresentada na atividade 2 envolve a utilização de palitos de pi- colé como unidades de medida de comprimento. Nesse momento, é importante garantir que as crianças compreendam que as medidas encontradas pela turma serão iguais porque os palitos têm o mesmo comprimento. Na atividade 3, são exploradas a estimativa da altura das crianças e a compro- vação da medida com o uso de palitos de picolé. Para a realização dessa atividade, separe um pedaço de papel pardo para cada criança. Peça a cada uma delas que se deite sobre o pedaço de papel. Então, com uma régua, trace duas linhas, uma abaixo dos pés e outra acima da cabeça da criança. Em seguida, peça a cada criança que cole os palitos, um em seguida do outro, ligando uma marca à outra, em linha reta, para determinar a quantidade de palitos usados na medição da altura. Depois, solicite às crianças que confiram se acertaram ou não a estimativa feita. Caso sejam necessários, por exemplo, 20 palitos mais a metade de um palito, as crianças podem responder: 20 palitos e mais um pouco. Ajude as crianças a escreverem seus nomes nas folhas de papel que as repre- sentam. Depois, organize uma exposição dos trabalhos em sala de aula. Sugestão de atividade: Peça que às crianças que usem os palitos de picolé para medir: • a altura da cadeira;• a largura e o comprimento do tampo da mesa; • a largura da porta da sala de aula; • o comprimento da capa do livro. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR70 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 70BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 70 29/09/2021 17:44:5829/09/2021 17:44:58 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 O metro Página 130 do Livro do aluno Materiais • Rolo de barbante. Encaminhamento metodológico O objetivo desta atividade é desenvolver nas crianças a noção do tamanho que tem um metro. Durante a realização das medições, solicite às crianças que deixem o barbante bem esticado e, caso seja necessário, reúna-as em duplas para medir. Dessa for- ma, cada uma segura uma das extremidades do barbante e garante que a medição seja a mais precisa possível. Peça-lhes, também, que alinhem uma das extremida- des do barbante a uma das extremidades daquilo que se deseja medir. Sugestão de atividade: Peça às crianças que meçam o comprimento e a largura da sala de aula usan- do os barbantes de 1 metro de comprimento. É interessante deixar que as crianças descubram sozinhas estratégias para me- dir o comprimento e a largura usando os barbantes. Uma estratégia possível de se adotar é colocar os barbantes esticados, um em seguida do outro, e contar quantos foram necessários. Comente com as crianças que, para essa atividade, deve-se considerar o comprimento da sala como a maior medida, caso a sala seja retangular. Exemplos de respostas: • Comprimento: pouco mais de 8 barbantes. • Largura: menos de 5 barbantes. Se desejar, essa atividade pode ser realizada no pátio ou na quadra de espor- tes da escola. Iz de bs ka K ar ol in a/ Sh ut te rs to ck BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 71 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 71BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 71 29/09/2021 17:45:0029/09/2021 17:45:00 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 A medida do passo Página 131 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Solicite às crianças que deem um passo “normal”, sem forçar. Ao comparar com a medida da altura, perceberão que todos têm o passo menor do que 1 me- tro. Como forma de curiosidade, comente que o passo de uma pessoa adulta tem em média um metro de comprimento. Materiais • Barbante • Folha em branco A3 Encaminhamento metodológico Página 132 do Livro do aluno Defina as seguintes distâncias para a atividade 2: 1. Distância do fundo da sala até o quadro de giz. 2. Distância da porta até a mesa do professor. 3. Distância da mesa de uma criança até a mesa do professor. Para a verificação das estimativas com o barbante, organize, para cada distân- cia, as crianças em fila e deixe que cada uma, à sua vez, realize a medição. Para a construção do gráfi- cos separe as crianças em grupos, peça a elas que colem os barbantes bem esticados, um ao lado do ou- tro, com espaços iguais entre eles. Depois, cada criança deve escrever seu nome abaixo do barbante que lhe pertence. Escreva o título do gráfico e trace o eixo horizontal. Ana Lucas Amanda �primento d� pass� J�o Kanate/Shutterstock BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR72 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 72BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 72 29/09/2021 17:45:0029/09/2021 17:45:00 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Tem criança na cozinha Páginas 133 e 134 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Nas situações apresentadas nesta página, exploramos o quilograma como uni- dade de medida de massa. Usamos “peso” entre aspas para indicar massa, pois é um termo com o qual as crianças estão mais familiarizadas. Nesse momento, não se faz necessária a explicação da diferença entre as grandezas peso e massa, po- rém é importante ressaltar que não são sinônimos. A colher de sopa, a xícara de chá e a balança podem ser usadas para medir a quantidade de farinha de trigo de uma receita de bolo. Leve para a sala de aula esses utensílios e mostre às crianças os tamanhos que têm uma colher de chá e uma xícara de chá. Comente que esses utensílios são comuns em receitas. Encaminhamento metodológico Página 134 do Livro do aluno Receitas com imagens dos ingredientes são comuns, principalmente para crian- ças. Durante a realização da atividade, observe se as crianças apresentam alguma dúvida na contagem e na representação das quantidades de cada ingrediente. É interessante comentar que a expressão “xícara de chá”, por exemplo, indica o tamanho da xícara usada para medir, e não que o conteúdo da xícara para a re- ceita seja chá. Situação semelhante acontece com a colher de sopa. Comente com as crianças que a palavra “quilograma” também é usada de for- ma abreviada: quilo. A corrida maluca Páginas 135 e 136 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Para a realização dessa atividade de corrida, leve as crianças até o pátio ou a quadra de esportes da escola. Trace um percurso no chão, que não precisa ser em linha reta. Em seguida, marque com fita adesiva as linhas de partida e de chegada do percurso e enfileire as crianças na linha de chegada, deixando-as prontas para, a seu sinal, começar a correr. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 73 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 73BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 73 29/09/2021 17:45:0029/09/2021 17:45:00 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Nikami, Colorfuelstudio/Shutterstock Delimite, então, 10 percursos, um para cada criança do grupo. Peça a ajuda da turma para registrar a ordem de chegada das crianças de cada grupo. Ordem na fila Página 137 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Durante a realização das atividades propostas nestas páginas, observe se as crianças associam corretamente a posição das personagens nas filas ao nome dos números ordinais. Como forma de verificar se as crianças têm alguma dúvida sobre esse assunto, escolha 10 crianças e peça que formem uma fila de acordo com a posição indicada por você. Fale o nome da criança e a posição que ela deve assumir nessa fila. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR74 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 74BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 74 29/09/2021 17:45:0129/09/2021 17:45:01 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Que figura é essa? Páginas 138 e 139 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Para a brincadeira “Qual figura é essa?”, leve as crianças até o pátio da escola e desenhe com giz, no chão, quadrados, triângulos, círculos e retângulos de dife- rentes tamanhos, em diversas posições e de cores variadas. A brincadeira pode ter cinco rodadas e, em cada uma delas, além dos coman- dos que aparecem na página do livro do aluno, você pode falar: • “Crianças cujo nome começa pela letra A, dentro do retângulo amarelo. As demais, dentro de quadrados.” Para a realização da atividade 3, pergunte às crianças quem faz aniversário em abril e peça a ajuda delas para contar essa quantidade de aniversariantes. Sugestão de atividade: • Material: uma folha de papel dividida em quatro partes iguais para cada criança. Peça às crianças que desenhem em cada parte da folha a quantidade que de- sejarem de cada figura geométrica plana. Cada criança deve escolher a figura que vai desenhar em cada parte e quantas vão desenhar. Na sequência, solicite às crianças que troquem de folha com um colega para que cada um faça a contagem da quantidade de figuras em cada espaço e escreva o nome da forma geométrica plana correspondente àquela figura. Nome da figura: Quantidade: Nome da figura: Quantidade: BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 75 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 75BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 75 29/09/2021 17:45:0129/09/2021 17:45:01 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Nome da figura: Quantidade: Nome da figura: Quantidade: Ao final, confira as estimativas e os nomes das figuras que cada criança escreveu. Desenhando figuras Página 140 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Nesta atividade, chame a atenção das crianças para as diferenças entre as for-mas geométricas indicadas para contornarem. Inicialmente, deixe-as livres para apontarem essas diferenças e, depois, fale sobre os elementos que diferem as for- mas apresentadas. Pergunte a elas que objetos lembram as formas contornadas na atividade. Palhaços pela metade Páginas 141 e 142 do Livro do aluno Material • Folhas de papel quadriculado. Encaminhamento metodológico O objetivo das atividades propostas nestas páginas é explorar as característi- cas de figuras simétricas por reflexão. A diferença entre essas situações e as traba- lhadas nas páginas anteriores é que o eixo de simetria está sobre a figura. Durante a realização das atividades, ressalte o fato de que o eixo de simetria divide a figura em duas metades, ou seja, em duas partes exatamente iguais, in- cluindo as cores. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR76 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 76BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 76 29/09/2021 17:45:0129/09/2021 17:45:01 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Como forma de ampliação das atividades, entregue folhas de papel quadri- culado às crianças e peça que tracem uma linha dividindo a folha em duas partes iguais. No lado direito da linha traçada, as crianças deverão desenhar uma ima- gem, pode ser inteira ou metade. Em seguida, peça que troquem as folhas com um colega, que deverá desenhar a figura simétrica no lado esquerdo da linha. Quanto cabe Páginas 143 e 144 do Livro do aluno Sugestão de atividade: Jogo “Onde cabe mais” Materiais: • Garrafas e recipientes de diferentes tamanhos e formatos. • Um medidor de 1 litro. Regras do jogo: 1. Crianças reunidas em 2 grupos. 2. Em cada rodada, mostre dois recipientes para cada grupo e pergunte: Onde cabe mais água? 3. As crianças do grupo respondem e, em seguida, você faz a medição com o copo medidor para confirmar. Mostre às crianças que nesse copo cabe 1 litro. 4. O grupo que acertar marca um ponto. 5. Vence o jogo o grupo que tiver mais pontos. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 77 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 77BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 77 29/09/2021 17:45:0129/09/2021 17:45:01 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Pegue e pague Páginas 145 e 147 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Ao realizar esta atividade, explore algumas ideias com as crianças, tais como mostrar a elas que ter uma nota de 5 reais é o mesmo que ter 5 moedas de 1 real. Faça-as entender que, para pagar um produto, é preciso ter uma quantidade de dinheiro igual ou maior do que o valor do produto. Aproveite para explorar a ideia de troco. Para pagar pelos brinquedos que escolheram para si e para a doação, as crianças precisarão realizar adição de quantidades, dependendo do preço dos brinquedos. Por exemplo: • Se a criança escolher um balde de praia que custa 4 reais, terá de colar 2 cédulas de 2 reais ou 4 moedas de 1 real. • Se escolher o trem que custa 10 reais, poderá colar uma cédula de 10 reais ou duas de 5 reais. Caso seja necessário, disponibilize material de contagem para que as crianças representem os valores das cédulas sobre as mesas e, então, determinem o valor obtido da junção das quantidades. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR78 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 78BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 78 29/09/2021 17:45:0229/09/2021 17:45:02 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 gr m ar , i rin -k /S hu tt er st oc k As brincadeiras favoritas Páginas 148 a 150 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Antes de propor as atividades destas páginas, converse com as crian- ças sobre as brincadeiras favoritas delas. Em seguida, escolha quatro dessas brincadeiras e faça uma lista no quadro de giz com o nome de cada uma. Peça às crianças que escolham uma das brincadeiras, erguendo a mão para votar. Pergunte “Qual dessas brincadeiras você prefere?” e aponte para cada uma das brincadeiras do quadro. Em seguida, com a ajuda da turma, faça a contagem da quantidade de crianças que escolheu cada brincadeira e pergunte como elas fariam para registrar essa quantidade. Algumas crianças podem sugerir fazer um risquinho para cada voto, usar o número como forma de registro ou, ainda, outra forma de marcação. É interessante mostrar para a turma as diferentes sugestões de registro que surgirem. Para facilitar a escrita dos nomes das brincadeiras na tabela e no gráfico, re- gistre esses nomes no quadro. Solicite a cada criança que vá até o quadro e faça um risco na atividade que escolheu. Sugira, por exemplo, que a turma escreva um pequeno texto coletivo com a interpretação dos dados. Escreva esse texto no qua- dro e, depois dos ajustes, transcreva o texto final no papel kraft para expor na sala. Por exemplo: “Hoje fizemos uma votação em sala para saber qual a brincadeira preferida da turma. A professora deu quatro opções: jogar bola, andar de bici- cleta, esconde-esconde e banho de mangueira. Cada criança só poderia escolher uma delas. Ao final, descobrimos que a brincadeira preferida da turma é esconde- -esconde. Combinamos que hoje vamos brincar juntos de esconde-esconde e, na sexta-feira, de banho de mangueira, que foi a segunda brincadeira mais votada”. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 79 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 79BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 79 29/09/2021 17:45:0329/09/2021 17:45:03 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Referências bibliográficas BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base nacional comum curri- cular: versão final. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Educação Estatística. Brasília: MEC; SEB, 2014. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Quantificação, Registros e Agrupamentos. Brasília: MEC; SEB, 2014. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Operações na resolução de problemas. Brasília: MEC; SEB, 2014. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Geometria. Brasília: MEC; SEB, 2014. CÂNDIDO, Patrícia T. Comunicação em Matemática. In: SMOLE, Kátia S.; DINIZ, Maria I. Ler, escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender matemática. Porto Alegre: Artmed, 2001. LORENZATO, Sergio. Educação infantil e percepção matemática. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2011. PANIZZA, Mabel. Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas séries iniciais: análise e propostas. Tradução de Antonio Feltrin. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 59. REAME, Eliane et al. Matemática no dia a dia da Educação Infantil: rodas, cantos, brincadei- ras e histórias. 2. ed. São Paulo: Livraria Saraiva, 2013. SMOLE, Kátia Stocco; DINIZ, Maria Ignez; CÂNDIDO, Patrícia. Jogos de matemática de 1.º a 5.º ano. Porto Alegre: Artmed, 2007. TOLEDO, Marília Barros de Almeida; TOLEDO, Mauro de Almeida. Teoria e prática de mate- mática: como dois e dois. São Paulo: FTD, 2010. VERGNAUD, G. La théorie des champs conceptuels. Recherches en Didactique des Mathématiques, Grenoble, v. 10, n. 23, p. 133-170, 1990. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR80 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 80BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 80 29/09/2021 17:45:0329/09/2021 17:45:03com foco nas interações para formalizar conceitos de forma prática e contextualizada. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR4 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 4BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 4 29/09/2021 17:43:5829/09/2021 17:43:58 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Os campos conceituais para a educação da primeira infância são apresentados no Baú da Matemática da seguinte forma: • Geometria, grandezas e medidas, que desenvolverá noções espaciais. • Números e operações, que alicerçará o estudo da aritmética. • Probabilidade e estatística, que desenvolverá ideias relacionadas a chan- ces, possibilidades e formas de representar dados, dando subsídios para o tratamento de dados contextualizados nas etapas futuras da escolarização. Esses campos conceituais estão destacados no sumário, em cores diferentes para que sejam facilmente identificados o trabalho com eles e a intenção principal da atividade: NÚMEROS E OPERAÇÕES GEOMETRIA, GRANDEZAS E MEDIDAS PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA É fundamental promover momentos em que as crianças possam sistematizar conceitos por meio de interações e brincadeiras, fazendo observações, manipu- lando objetos, investigando e explorando o ambiente no qual estão inseridas, para que, por meio do levantamento de hipóteses, elas possam buscar informações para obter respostas às suas curiosidades e aos seus questionamentos. Com isso, este material possui o objetivo de criar oportunidades para que as crianças am- pliem seus conhecimentos em matemática, dando solidez para que novas noções possam ser adquiridas nos anos posteriores. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 5 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 5BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 5 29/09/2021 17:44:0429/09/2021 17:44:04 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Conheça os ícones presentes no Baú da Matemática: Descobrir HORA DE INVESTIGAR Atividades que trabalham aspectos relevantes da matemática para o processo de alfabetização e letramento nas unidades temáticas da matemática. CURIOSIDADE Curiosidades envolvendo um ou mais conceitos matemáticos essenciais. VAMOS LER? Atividades de interação do leitor/ ouvinte com diferentes textos. PARA OUVIR E FALAR Atividades que trabalham a oralidade e a escuta ativa, incentivando a expressão de ideias, opiniões, estratégias pessoais, sentimentos e sensações. BRINCAR E APRENDER Atividades que trabalham, de forma interativa e lúdica, envolvendo um ou mais conceitos matemáticos essenciais para o processo de alfabetização. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR6 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 6BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 6 29/09/2021 17:44:0529/09/2021 17:44:05 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Mapa de conteúdos – Baú da Matemática: Descobrir Neste quadro de conteúdos, são apresentados os objetivos de aprendizagem desenvolvidos ao longo de todo o material. Os objetivos estão separados por uni- dades temáticas da matemática propostas no Baú da Matemática: descobrir, direcionado aos alunos. Além disso, neste quadro, é possível verificar em qual página do aluno os objetivos de aprendizagem são trabalhados, seja de maneira introdutória, seja mais aprofundada. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento Conteúdos Objetos de conhecimento Localização • (EI03ET04) Registrar observa- ções, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. • (EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). • (EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). • (EI01ET04) Manipular, experi- mentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiên- cias de deslocamentos de si e dos objetos. • Utilizar vocabulário relativo às noções de grandeza (maior, menor, igual etc.), espaço (dentro e fora) e medidas (com- prido, curto, grosso, fino) como meio de comunicação de suas experiências. • Em frente/ atrás • Em cima/ embaixo. • Dentro/fora, • Grande/ pequeno • Antes/depois/ entre • Leve pesado • Localização de obje- tos e de pessoas no espaço, utilizando diversos pontos de referência e vocabu- lário apropriado. • Que bom te conhe- cer! – P. 6 • O primeiro dia de aula – P. 10 • A fila da amarelinha – P. 12 • O cachorro de Alice – P. 64 BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 7 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 7BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 7 29/09/2021 17:44:0529/09/2021 17:44:05 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento Conteúdos Objetos de conhecimento Localização • (EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. • (EI02ET08) Registrar com nú- meros a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.). • Números de 0 a 10. • Contagem de rotina. • Ordem crescente e decrescente. • Comparação de quantidades. • Adição e subtração com resultados até 10. • Contagem de rotina • Contagem ascenden- te e descendente • Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indi- cação de ordem ou indicação de código para a organização de informações • Quantificação de elementos de uma coleção: estimativas, contagem um a um, pareamento ou ou- tros agrupamentos e comparação • Construção de fatos básicos da adição e subtração • Os números da ama- relinha – P. 14 • As saias da barata – P. 28 • O número zero – P. 35 • O número dez – P. 37 • 0 Até 10 – P. 38 • Contando as saias da barata – P. 40 • Somando com pali- tos – P. 47 • Subtraindo com ba- lões e palitos – P. 52 • As coleções da tur- ma – P. 75 • Os desenhos das crianças – P. 81 • (EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. • (EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). • Figuras geométricas espaciais: cubo, parale- lepípedo, pirâ- mide, cilindro e esfera. • Figuras geométricas espaciais: reconhe- cimento e relações com objetos familia- res do mundo físico • Reciclando para brincar – p. 57 • Pilha de blocos – P. 67 • (EI03ET04) Registrar observa- ções, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. • (EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças. • (EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. • (EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos. • Comprimento: unidades de medidas não convencionais. • Comprimento: metro. • Massa: unidades de medidas não convencionais. • Medidas de com- primento, massa e capacidade: compa- rações e unidades de medida não convencionais • Passos e barbantes – P. 61 • Medindo Comprimentos – P. 127 • O metro – P. 130 • A medida do passo – P. 131 BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR8 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 8BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 8 29/09/2021 17:44:0929/09/2021 17:44:09 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento Conteúdos Objetos de conhecimento Localização • (EF01MA21) Ler dados expres- sos em tabelas e em gráficos de colunas simples. • (EF01MA22) Realizar pesquisa, envolvendo até duas variáveis categóricas de seu interesse e universo de até 30 elementos, e organizar dados por meio de representações pessoais. • Tabelas e gráfi- cos de colunas simples. • Pesquisas e construção de gráficos de co- lunas simples. • Leitura de tabelas e de gráficos de colu- nas simples • Coleta e organização de informações • Registros pessoais para comunicação de informaçõescoletadas • Construindo gráficos – P. 63 • Gols e gráficos – P. 89 • Brincadeiras preferi- das – P. 148 • (EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. • (EI02ET08) Registrar com nú- meros a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.). • Números até 20. • Números ordinais. • Contagem de rotina. • Contagem ascendente e descendente. • Comparação de quantidades. • Contagem de rotina • Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indi- cação de ordem ou indicação de código para a organização de informações • Quantificação de elementos de uma coleção: estimativas, contagem um a um, pareamento ou ou- tros agrupamentos e comparação. • Qual é o segredo? P. 44 • Contando tampinhas de garrafa – P. 46 • Jogo do círculo – P. 83 • A sequência de nú- meros – P. 84-86 • (EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. • (EI03ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). • Figuras geomé- tricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. • Figuras geométricas planas: reconheci- mento do formato das faces de figu- ras geométricas espaciais. • O contorno dos blocos de madeira – P. 69 • Igual ou diferente – P. 87-88 • Que figura é esta? – P. 138 • Desenhando figuras – P. 140 • Palhaços pela meta- de – P. 141 BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 9 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 9BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 9 29/09/2021 17:44:1229/09/2021 17:44:12 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento Conteúdos Objetos de conhecimento Localização • (EI03ET04) Registrar observa- ções, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. • (EI03ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). • (EI01ET04) Manipular, experi- mentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiên- cias de deslocamentos de si e dos objetos. • (EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). • Utilizar vocabulário relativo às noções de grandeza (maior, menor, igual etc.), espaço (dentro e fora) e medidas (com- prido, curto, grosso, fino) como meio de comunicação de suas experiências. • Ontem/hoje/ amanhã. • Localização em percursos. • Direita e esquerda. • Localização de obje- tos e de pessoas no espaço, utilizando diversos pontos de referência e vocabu- lário apropriado. • Ontem, hoje e ama- nhã – P. 92 • Direita ou esquerda? – P. 100 • Fazendo fila – P. 103 • Qual é o caminho? – P. 104 • Aonde você vai che- gar? – P. 108 BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR10 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 10BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 10 29/09/2021 17:44:1329/09/2021 17:44:13 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento Conteúdos Objetos de conhecimento Localização • (EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. • (EI02ET08) Registrar com nú- meros a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.). • Números até 30. • Contagem de rotina. • Comparação de quantidades. • Adição e subtração com resultados até 30. • Números ordinais. • Contagem de rotina • Contagem ascenden- te e descendente • Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indi- cação de ordem ou indicação de código para a organização de informações • Quantificação de elementos de uma coleção: estimativas, contagem um a um, pareamento ou ou- tros agrupamentos e comparação. • Pique-esconde – P. 94 • Contando até 30 – P. 95 • Corrida maluca – P. 135 • Ordem na fila – P. 137 • (EI03ET04) Registrar observa- ções, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. • (EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças. • (EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. • (EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos. • Calendário: se- manas e meses • Temperatura: frio e calor. • Sistema mone- tário brasileiro: cédulas e moedas • Medidas de tempo: unidades de medida de tempo, suas relações e o uso do calendário • Sistema monetário brasileiro: reconhe- cimento de cédulas e moedas • O calendário – P. 91 • O real – P. 109 • As moedas de um real – P. 111 • O cofrinho – P. 114 • Vamos às compras – P. 116 • O mercado – P. 118 BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 11 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 11BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 11 29/09/2021 17:44:1329/09/2021 17:44:13 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento Conteúdos Objetos de conhecimento Localização • (EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. • (EI02ET08) Registrar com nú- meros a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.). • Números até 40 • Números ordinais. • Contagem de rotina. • Contagem ascendente e descendente. • Comparação de quantidades. • Adição e subtração com resultados até 40. • Contagem de rotina • Contagem ascenden- te e descendente • Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indi- cação de ordem ou indicação de código para a organização de informações • Quantificação de elementos de uma coleção: estimativas, contagem um a um, pareamento ou ou- tros agrupamentos e comparação. • Contando as frutas do pomar – P. 120 • Ligando os pontos – P. 125 • (EI03ET04) Registrar observa- ções, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. • (EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças. • (EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. • (EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos. • Capacidade: litro. • Sistema mone- tário brasileiro: cédulas e moedas • Medidas de capaci- dade: comparações e unidades de medida não convencionais • Sistema monetário brasileiro: reconhe- cimento de cédulas e moedas • Tem criança na cozi- nha – P. 133 • Quanto cabe – P. 143 • Pegue e pague – P. 144 Que bom te conhecer! Página 6 do Livro do aluno Materiais • Tiras de papel. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR12 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 12BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 12 29/09/2021 17:44:1629/09/2021 17:44:16 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Yu m m yB uu m /S hu tte rs to ck Encaminhamento metodológico O objetivo desta atividade é possibilitar às crianças que, por meio dos dese- nhos, se conheçam e contem aos colegas sobre si mesmos. Também é o momento para que elas se reconheçam no boneco que utilizarão, criando uma identidade para ele. Ao final da atividade, peça a cada criança que compartilhe com os colegas o boneco que confeccionou e informe à turma algumas características representa- das, por exemplo: • seu nome; • a cor de seus cabelos; • a cor de seus olhos. Caso alguma criança necessite de auxílio para escrever seus nomes, coloque uma tira de papel com o nome escrito na frente delae oriente-a a copiar letra por letra. Como forma de enriquecer a atividade, peça às crianças que façam a conta- gem das letras que existem em seus nomes. Em seguida, solicite que se agrupem (ou agrupem as tiras com os nomes) con- forme a quantidade de letras necessárias para escrevê-los. Exemplo: Nomes for- mados por 4 letras (Davi, Enzo, Gaia), Nomes formados por 5 letras (Maria, Julio, Carla); Nomes formados por 7 letras ou mais letras (Adriana, Henrique, Antoniela) etc. Estimule as crianças para que elas mesmas criem outros critérios para agru- pamentos. Exemplo: separar os nomes que têm a letra A na escrita daqueles que não têm; nomes de meninos dos nomes das meninas etc. Sugestão de atividade: • Material: uma bola. Como forma de auxiliar a turma a conhecer e se integrar com os colegas, leve as crianças ao pátio da escola e peça que formem uma roda. Com as crianças em roda, oriente-as a passar a bola para um colega, que deverá dizer seu nome e re- velar algo diferente sobre si (sou organizado, não gosto de acordar cedo, tenho um cachorro etc). Quando todas as crianças e o professor tiverem falado, repita a brincadeira explicando que, agora, as crianças terão que passar a bola a um colega e dizer o nome dele e o que ele disse na rodada anterior. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 13 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 13BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 13 29/09/2021 17:44:2029/09/2021 17:44:20 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Encaminhamento metodológico Páginas 7 e 8 do Livro do aluno Escolha algumas crianças e peça que contem aos colegas quais objetos da sala de aula estão: • em cima de sua carteira; • em cima da mesa do professor; • embaixo da mesa do professor. Organize um dia para que as crianças tragam para a sala de aula o brinquedo preferido. Nesse dia, explore a forma, a cor, o tamanho e a utilidade de cada brin- quedo. Escolha pares de brinquedos diferentes e peça ajuda às crianças para de- terminar o tamanho deles, perguntando: Qual desses brinquedos é maior? Qual é o menor? Peça também que coloquem o brinquedo que trouxeram em cima da mesa ou embaixo da cadeira, por exemplo. Após esse momento, solicite a realização dos desenhos do animal em cima da cadeira e do brinquedo em cima da prateleira. Ao responder se o animal é grande ou pequeno, a criança está fazendo uma comparação, ou seja, estabele- cendo semelhanças e diferenças. Nesse processo, ela se vê envolvida com noções com as quais já convive em situações de seu dia a dia, como as de tamanho e de quantidade. Encaminhamento metodológico Página 9 do Livro do aluno Aproveite o desenho feito pelas crianças para conversar sobre quem estuda com elas, perguntar o nome dessas pessoas e investigar se elas sabem a idade e os gostos de cada um. Esse é um bom momento para observar a familiaridade das crianças com os números em seu dia a dia. Caso não saibam dizer a idade, é uma oportunidade para trabalhar com a estimativa. Peça que estimem uma idade, investigue com as crianças se há uma idade máxima/mínima e explore possíveis respostas extremas, como a afirmação de que o irmão mais velho tem uma idade muito maior do que a real ou como é registrada a idade de um bebê com menos de 1 ano. Peça, ainda, que realizem comparações de altura. Quem é maior? Quem é menor? BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR14 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 14BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 14 29/09/2021 17:44:2229/09/2021 17:44:22 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Observe como as crianças fazem a representação da quantidade de pessoas que desenharam. Considerando que as crianças têm contato com números em di- ferentes situações do dia a dia, algumas podem desenhar um risquinho para cada pessoa, e outras podem usar algarismos para fazer essa representação. O primeiro dia de aula Páginas 10 e 11 do Livro do alunoEncaminhamento metodológico Para a realização desta atividade, é necessário que os alunos destaquem do Material de apoio as imagens das crianças e dos objetos que faltam na cena e colem essas imagens nos espaços em branco da página. Na sequência,estimule as crianças a fazerem uma leitura da imagem usando na descrição termos como: fora, dentro, atrás, na frente, em cima, embaixo, mais perto, mais distante, à fren- te, ao lado, entre etc. Veja algumas sugestões: a) Artur é o menino que está fora do pátio da escola. b) Ana e Maria estão na fila para pular amarelinha. • Ana está atrás da menina de camiseta branca. • Maria está na frente de Ana. c) A bola de futebol está em cima do banco. d) A bola colorida está embaixo do banco. No momento da atividade, oriente as crianças a colarem as imagens, de modo que as figuras fiquem bem alinhadas com os espaços destinados a cada uma delas. Para o momento de contagem das crianças que estão fora do prédio da escola, ou seja, no pátio e fora dos portões da escola nessa cena, observe como a turma faz a contagem e registra essa quantidade. Algumas crianças podem fazer um ris- quinho para cada integrante da cena, outras podem fazer um desenho de cada um, e algumas, ainda, podem escrever o número que representa essa quantidade. É interessante explorar cada um dos diferentes registros que surgirem, comparti- lhando-os com a turma. Dê espaço para que as crianças falem sobre seus primeiros dias de aula, como se sentiram, o que fizeram. Peça que façam um desenho sobre esse dia. Explore os dese- nhos feitos pelas crianças, perguntando por que a situação representada foi importante. Uma sugestão consiste em compor uma exposição com os desenhos em sala de aula. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 15 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 15BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 15 29/09/2021 17:44:2229/09/2021 17:44:22 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Atividades com destaque e colagem auxiliam no desenvolvimento da coordena- ção motora e no reconhecimento dos espaços para colar as figuras corretamente. A fila da amarelinha! Páginas 12 e 13 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Antes de propor a atividade desta página, peça às crianças que façam a leitura dos números que aparecem na amarelinha. De acordo com o caderno 2 do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. A criança vai produzindo a noção de número a partir de processos de contagem vivenciados em diferentes situações. Porém, não podemos confundir a capacidade que as crianças têm de reproduzir oralmente os nomes dos números na sequência correta da contagem oral com a com- preensão e o domínio do processo da contagem propriamente dito. É fundamental conhecer e considerar as noções que as crianças já trazem sobre número, sobre contagem para, a partir disso, selecionar e organizar atividades pedagógicas, como brincadeiras, jogos em grupo, de- safios, gincanas, cantigas de rodas, que vão privilegiando a gradativa com- preensão dessas noções. Desse modo, quanto mais diversificadas forem as situações de contagem que o professor oportuniza aos alunos, mais produtivo será o seu processo de aprendizagem. (BRASIL, 2014, p. 34-35). Peça aos alunos que tragam para a sala de aula situações em que os núme- ros aparecem e compartilhem-nas com os colegas. Nesse momento, números de casa ou apartamento, da lista de chamada, do calçado, do telefone celular ou do ônibus escolar podem ser citados pelas crianças. Aproveite essas situações para conversar com a turma sobre a função desses números, como o do ônibus, por exemplo, que indica um código, e o número da criança na lista de chamada, que indica uma ordem. Os números naturais assumem diferentes funções: • indicação de quantidade (aspecto cardinal); • indicação de posição (aspecto ordinal); • instrumento para codificar. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR16 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 16BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 16 29/09/2021 17:44:2229/09/2021 17:44:22 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Considerando que a ideia de “estar entre” nãoé tão simples para as crianças dessa faixa etária, antes de explorar a atividade que pede para circular a criança que está entre outras duas, escolha três alunos e oriente-os a formar uma fileira posicionados de frente para a turma. Em seguida, mostre qual aluno está entre os outros dois. Faça o mesmo utilizando brinquedos e outros objetos da sala. Por exemplo: Entregue três objetos e solicite que coloque o lápis entre a borracha e o apon- tador. Depois inverta um objeto e solicite às crianças que digam como ficaria a descrição do que está representado no momento. Elas devem dizer, por exemplo: “O apontador está entre a borracha e o lápis” ou “ A borracha está entre o lápis e o apontador. Use a mesma estratégia para explorar os conceitos “antes de” e “depois de”. Ao colorir os bonés das crianças da atividade da página 13, esperamos que os alunos observem que o menino que está antes da menina usa boné verde, e a criança que está depois do menino usa boné laranja. Para reforçar essas ideias de localização, escolha cinco alunos e forme uma fila com eles na frente da sala. Em seguida, pergunte aos alunos o nome dos colegas que vêm antes e depois de determinado aluno da fila. Após a realização da atividade proposta na página, pergunte às crianças para que servem os números utilizados. Os números da amarelinha Páginas 14 a 27 do Livro do aluno Materiais • Tiras de papel (10 cm cada). Encaminhamento metodológico Nestas páginas, explora-se a sequência dos números naturais do 1 ao 10. Bem como a escrita dos números de 0 a 10, com algarismos e por extenso. Neste mo- mento, é importante ressaltar que saber escrever os números não significa que a criança sabe contar. É fundamental relacionar o trabalho da escrita com a repre- sentação de cada quantidade. Por isso, há o trabalho com as diferentes formas de Color fu els tu di o/ Sh ut te rs to ck BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 17 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 17BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 17 29/09/2021 17:44:2229/09/2021 17:44:22 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 registrar os números de 1 a 10 (reta numérica, quado numérico, representação da quantidade por meio de desenhos). Após a realização das atividades, entregue uma tira de papel pardo com 10 espaços para que cada dupla de crianças escreva a sequência dos números de 1 a 10. Essa tira pode ter 100 cm de comprimento por 10 cm de largura e ser dividida em 10 partes iguais. Oriente as crianças a es- crever em cada parte um número, começando do 1 e indo até o 10. Depois, fixe as tiras em um local da sala de aula para que as crianças possam consultar sempre que necessário. Essa tira de números pode auxiliar as crianças na hora de preen- cher cada uma das retas numéricas. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Sugestão de atividade: Material: cartelas, cada uma com um numeral. Atividade: todas as cartelas são colocadas numa caixa ou saco e o pro- fessor sorteia duas, que devem ser colocadas à vista das crianças. Em se- guida, cada criança sorteia uma cartela e deve ordená-la, considerando a posição das outras cartelas. LORENZATO, Sergio. Educação infantil e percepção matemática. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2011. p. 121. Sobre a escrita dos números de 1 a 10, oriente as crianças a usar o dedo indi- cador para acompanhar o traçado dos números antes de realizar a tentativa com o lápis. O objetivo, nesse momento, é que elas aprendam a representar as quanti- dades por meio desses símbolos numéricos. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR18 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 18BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 18 29/09/2021 17:44:2329/09/2021 17:44:23 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Sugestão de atividades: 1. Material: cartões com números de 1 a 10. Leve as crianças até o pátio da escola e oriente-as a caminhar livremente ao som de uma música. Ao parar a música, mostre um dos cartões. Os alu- nos devem se reunir em grupos de acordo com a quantidade mostrada no cartão. Pode acontecer de um grupo ficar com menos crianças. Nesse caso, pergunte quantas faltam para que o grupo tenha a quantidade de crianças indicada no cartão. 2. Material: uma bola. Forme uma roda com as crianças e oriente-as a passar a bola para o colega ao lado, dizendo um número da sequência de 1 a 10, em ordem. Quem er- rar o número da sequência sai da roda. Essa brincadeira pode ser repetida com sequências numéricas maiores – por exemplo, de 1 a 20. 3. Material: uma folha quadriculada para cada criança. Peça às crianças que escrevam na folha os números de 1 a 10 e solicite que, ao lado de cada número, pintem a quantidade de quadradinhos que cada número representa. 1 2 3 4 ... BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 19 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 19BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 19 29/09/2021 17:44:2429/09/2021 17:44:24 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 As saias da barata Páginas 28 a 34 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Transcreva o texto da cantiga para uma tira de papel kraft usando letras caixa alta. Faça a leitura da letra da cantiga popular A barata diz que tem com a crianças e peça-lhes que encontrem em conjunto as palavras que representam números e as circulem. Depois solicite às crianças que, coletivamente, ilustrem o texto. Ao final coloque papéis decorados para representar as saias da barata. Antes de propor as atividades da página, converse com elas sobre a importância de sempre dizer a verdade. Em seguida, disponha na sala palitos ou tampinhas coloridas em grande quan- tidade para as atividades propostas. Sugere-se que envie às famílias um comu- nicado para que enviem tampas coloridas de embalagens de produtos que serão descartados ( qualquer cor e tamanho). No momento das atividades, as crianças podem representar as quantidades usando palitos de picolé. Ao realizar tais re- presentações, as crianças estão fazendo uma correspondência biunívoca, pois re- lacionam cada saia a um palito de picolé. Nsit/Shutterstock Nsit/Shutterstock Nsit/Shutterstock Nsit/Shutterstock Correspondência um a um ou biunívoca é a relação que se estabelece na comparação unidade a unidade entre os elementos de duas coleções. Nessa comparação, é possível determinar se duas coleções têm a mesma quantidade de objetos ou não e, então, qual tem mais ou qual tem menos. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR20 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 20BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 20 29/09/2021 17:44:2429/09/2021 17:44:24 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Por exemplo, diante da necessidade de controlar a quantidade de ove- lhas do seu rebanho, o pastor precisou criar outra coleção que lhe permi- tiu representar cada ovelha do rebanho por uma pedra. Assim, a quanti- dade associada à coleção de pedras é equivalente à quantidade de ovelhas do rebanho. No controle de quantidades por meio da correspondência um a um, para cada elemento de uma coleção que se deseja contar, existe outro elemento de outra coleção que assume o papel de contador. Ao carregar consigo a quantidade de pedras, o pastor conserva a quantidade de ove- lhas por meio de um registro prático, uma vez que existe a possibilidade de este ser guardado. A correspondência um a um também é utilizada por nós no dia a dia. Tome como exemplo uma atividade cotidiana, como andar de ônibus. Ao entrarmos em um ônibus, percebemos, de imediato, duas coleções: os bancos e as pessoas. Ao darmos uma rápida olhada, podemos, facilmente, sem contar, verificar se esses dois conjuntos têm a mesma quantidade de elementos ou, ainda, se um deles tem mais elementos que o outro. Se há lugares desocupados e ninguém está em pé, significa que há mais bancos do que pessoas. De outro lado, se todos os lugares estão ocupados e há pessoas em pé, teremos mais pessoas do que bancos. Nesses dois casos, a correspondência um a um não foi completa. Mas quando acontece de nin- guém estar em pé e não há banco vazio, então há tantos bancosquantas pessoas. Esse é um exemplo comum, usado por muitos autores. Por vezes, a situação é a de pessoas que vão a um cinema ou, ainda, uma criança que, ao distribuir os pratos em uma mesa para o almoço, tenta colocar um prato para cada pessoa. Os conceitos de mais, de menos e de igual são relações básicas para o desenvolvimento do conceito de número. Na sala de aula, diariamente, também fazemos uso auxiliar da corres- pondência um a um, quando não há necessidade de realizar contagens. Por exemplo: o professor quer distribuir uma folha de desenho para cada um de seus alunos, mas ainda não verificou se todos estão presentes e não sabe exatamente quanto material tem. Nesse caso, ele não precisa saber a quantidade de alunos nem de folhas; basta entregar uma folha para cada aluno. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 21 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 21BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 21 29/09/2021 17:44:2529/09/2021 17:44:25 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Historicamente, embora a correspondência um a um não permitisse ao ser humano saber exatamente quanto tinha, dava-lhe condições de ter controle sobre as quantidades. Inicialmente, essa correspondência era fei- ta com a utilização de recursos materiais encontrados na natureza, como pedras, pedaços de madeira, conchas, frutos secos... Esses instrumentos serviram para controlar as quantidades dos animais que se multiplicavam ou se moviam. Mas, com o passar do tempo, tais materiais tornaram-se pouco práticos para manusear, principalmente quando não permitiam o controle de grandes quantidades. Com isso, o ser humano colocou-se em uma situação em que precisa- va encontrar outras formas de controlar as correspondências que estabe- lecia e, então, passou a fazer registros em paus e ossos, bem como nós em cordas. Da mesma forma, a criança na escola pode fazer registros de quan- tidades sem conhecer os símbolos numéricos que utilizamos atualmente. [...] Muito tempo se passou do momento em que o ser humano comparou coleções até chegar a diferenciá-las e designá-las por um nome em língua materna. Foi necessário um processo histórico que levou as diferentes cul- turas a encontrar distintas formas de nomear e registrar quantidades. BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Quantificação, Registros e Agrupamentos/Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Brasília: MEC, SEB, 2014. Caderno 2. p. 11-14. Sugestão de atividades: Acerte o alvo Material: uma cartela com números de 1 a 10 para cada grupo e uma tampi- nha de garrafa. Reúna as crianças em grupos com quatro componentes. Cada grupo deve ter uma cartela feita em cartolina, como esta: 1 5 3 8 10 7 4 2 6 9 BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR22 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 22BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 22 29/09/2021 17:44:2529/09/2021 17:44:25 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Cada grupo deve escolher quem começa jogando. Pode ser quem vem antes na lista de chamada. Nas rodadas, cada criança, na sua vez, fala um número de 1 a 10 em voz alta e joga a tampa de garrafa tentando acertar esse número. Se acertar, ela marca um ponto. O jogo acaba após três rodadas. Vence quem tiver marcado mais pontos. Caso aconteça um empate, as crianças podem jogar mais uma vez para desempatar. O número zero Páginas 35 e 36 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico O objetivo da situação apresentada nesta página é explorar o zero como sím- bolo usado para indicar o número que representa ausência de quantidade. O zero é apresentado na primeira infância relacionado ao nada, ou seja, trata- -se de uma representação da inexistência, do elemento nulo da multiplicação ou neutro para a adição. Porém, o zero também precisa ser reconhecido como um elemento que, na casa das unidades do número 10, por exemplo, faz com que o número 1 seguido de 0 tenha 9 unidades a mais do que apenas o número 1. Logo, é importante possibilitar que a criança faça essas associações para compreender que: O zero é um número que também tem a função de guardar lugar para outros números. Aliás, foi assim que o zero nasceu, pois embora estivesse claro para quem escrevesse 11, essa notação permanecia dúbia para quem a lesse. Assim, diante da necessidade de se evitar uma confusão relacionada à interpretação entre “onze” e “cento e um”, surgiu a ideia de colocar um novo símbolo, cuja função era avisar ao leitor que a casa das dezenas es- tava vazia (101). Assim, um momento muito especial no registro da contagem diz respei- to à escrita do dez, pois, até então, o mito popular – e por vezes também escolar – emprestou ao zero a conotação de “nada”. Ao escrever o dez, pela primeira vez o zero aparece com uma nova função para a criança: ele BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 23 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 23BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 23 29/09/2021 17:44:2529/09/2021 17:44:25 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 não anula e vale muito, tanto é que sem ele o número um vale uma uni- dade, e com ele, vale uma dezena – isto é, nove a mais. Isso acontece em virtude da força do zero, que é um número forte e poderoso, tanto que na multiplicação ele anula os produtos, e na subtração ele consegue empres- tar, “mesmo não tendo”. LORENZATO, Sergio. Educação infantil e percepção matemática. Campinas: Autores Associados, 2011. p. 35-36. O número dez Páginas 37 a 39 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Na situação apresentada nesta página, apresentamos às crianças a escrita do número 10. De acordo com Lorenzato (2011, p. 36), a escrita do dez é um momen- to especial, [...] pois, até então, o mito popular, e às vezes também escolar, em- prestou ao zero a conotação de “nada”. Ao escrever o dez, pela primeira vez para a criança o zero aparece com uma nova função: ele não anula e vale muito, tanto é que, sem ele, o número não vale uma unidade e, com ele, vale uma dezena, isto é, nove a mais. Assim, é importante explorar o zero como um numeral que, sozinho, represen- ta a ausência de quantidade, mas quando colocado à direita de outro algarismo, compõe quantidades. Sugestão de atividade: 1. Confeccione cartões com números de 1 a 10 para cada grupo de quatro alunos. Embaralhe os cartões e entregue-os para que as crianças os colo- quem em ordem, começando do 1 até o 10. 1 5 3 8 10 7 4 2 6 9 BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR24 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 24BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 24 29/09/2021 17:44:2529/09/2021 17:44:25 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 2. Coloque os cartões sobre a mesa em ordem crescente, com um dos núme- ros faltando, e peça aos alunos que descubram que número está faltando. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Repita essa atividade, tirando outro cartão. Contando as saias da barata Página 40 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico Para as atividades a seguir, é interessante fazer com que as crianças comecem a representar com palitos as quantidades de saias dos quadros da seguinte ma- neira: começam com um palito e vão acrescentando um palito para cada quanti- dade. Dessa forma, elas conseguirão perceber que o número que vem depois é sempre o anterior mais um, construindo, então, as primeiras ideias de sucessor e antecessor. Esta atividade também auxilia na construção do processo mental correspon- dência para a aprendizagem da matemática. A correspondência é um processo mental fundamental para a construção do conceito de número e suas operações. Para facilitar a compreensão desse processo, sugere-se o trabalho envolvendo a correspondência de elementos de um conjunto com vários elementos de outro conjunto, e vice-versa. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 25 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 25BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 25 29/09/2021 17:44:2629/09/2021 17:44:26 BA U _M AT EMAT IC A_ LP _V 1 Encaminhamento metodológico Página 41 do Livro do aluno As atividades propostas nesta página exploram a correspondência biunívoca, pois cada saia corresponde a uma barata. Para comparar a quantidade de baratas com a quantidade de saias, oriente as crianças a ligarem uma barata a uma saia. Assim, conseguem observar se há mais saias ou mais baratas em cada item. a) N sit /S hu tt er st oc k homari/Shutterstock Há mais saias do que baratas. b) N sit /S hu tt er st oc k homari/Shutterstock Há mais baratas do que saias. Encaminhamento metodológico Página 42 do Livro do aluno Na atividade 3 oriente os alunos a representar sobre as mesas cada uma das quantidades usando palitos de picolé. Nessa atividade, espera-se que, ao faze- rem a correspondência um a um, as crianças observem que o grupo A tem mais baratas. Como forma de enriquecer essa atividade, peça às crianças que contem quantas baratas o grupo B tem a mais do que o grupo A. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR26 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 26BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 26 29/09/2021 17:44:2729/09/2021 17:44:27 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 O objetivo da atividade 4 é explorar a comparação de quantidades por meio da observação. Ou seja, as crianças dirão que o grupo A tem mais baratas sem realizar a contagem. Para identificar qual grupo tem mais palitos, as crianças podem responder que alinhar as quantidades de palitos de cada grupo, colocando um palito embaixo do outro, pode facilitar essa contagem e comparação. O último item da atividade 4 possui a intenção de auxiliar na construção do processo mental comparação para a aprendizagem da matemática. A comparação é o processo mental que envolve ideias elementares, como distância, tamanho e quantidade, com as quais as crianças convivem rotineiramente. Para facilitar a compreensão desse processo, sugere-se o trabalho envolvendo a correspondência de elementos de um conjunto com vários elementos de outro conjunto, e vice-versa. Encaminhamento metodológico Página 43 do Livro do aluno A atividade proposta nesta página explora a classificação das saias pela cor e, em seguida, a comparação de quantidades de saias agrupadas de acordo com essas cores. Lembrando que agrupar, classificar e ordenar favorece o trabalho com padrões, em especial se os alunos explicitam suas percepções oralmente, por escrito ou por desenho. Por meio desta atividade com busca de padrões, os alunos deverão ser capazes de identificar o termo seguinte em uma sequência e expressar a regularidade observada em um padrão. Sugestão de atividade: • Material: blocos lógicos. Reúna as crianças em uma roda e, no centro dela, disponha as peças de blocos lógicos. Em seguida, peça que separem as peças pela forma, depois pela cor e, por último, pelo tamanho. Ao final de cada classificação, pergunte quantas peças de cada cor, forma e tamanho foram obtidas. • Material: cartões com figuras de diferentes animais (aves, mamíferos e peixes, por exemplo). Disponha as figuras no centro da roda e peça às crianças que reúnam em gru- pos as imagens de animais de acordo com alguma caraterística comum. Ainda, solicite que expliquem qual foi a característica utilizada nessa classificação. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 27 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 27BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 27 29/09/2021 17:44:2729/09/2021 17:44:27 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Qual é o segredo? Página 44 do Livro do aluno Encaminhamento metodológico A construção do conceito de número depende da compreensão das ideias de ordem e de padrão, pois é necessário garantir que todos os elementos de um conjunto tenham sido contados e que nenhum tenha sido contado mais de uma vez. Por isso, as atividades desta página exploram as ideias de ordem e de padrão, levando as crianças a descobrirem o elemento que falta em cada sequência. Ao realizarem essas atividades, as crianças descobrirão o padrão utilizado na forma- ção das sequências apresentadas. Como forma de enriquecer as atividades propostas na página, crie sequências com as crianças para que a turma descubra o padrão utilizado. Forme uma fila com as crianças na seguinte ordem: um menino, duas meninas, um menino, duas meninas. Organize a turma em dois grupos e peça que cada grupo, na sua vez, forme uma fila seguindo um segredo, a fim de que o outro grupo descubra esse segredo e qual seria o próximo aluno dessa sequência. Encaminhamento metodológico Página 45 do Livro do aluno O objetivo da brincadeira proposta nesta página é explorar a formação de sequência de acordo com um padrão estabelecido. Cada dupla de crianças vai precisar de 10 tampas de garrafas coloridas. Durante a realização da atividade, caminhe entre as mesas observando as estratégias utilizadas pelas crianças para proporem suas respostas. Algumas po- dem só separar as cores usadas na sequencia criada. Outras podem querer contar quantas peças já têm de cada cor. Peça, aleatoriamente, que uma ou mais crianças expliquem como pensaram para chegar àquela resposta. Pergunte à outra se con- corda ou não com a ideia do colega. Se não concordar, que explique como sugere a resposta. Estimule o debate de opiniões e saliente que para resolver um proble- ma podem ser usadas estratégias diferentes, mas o resultado final será igual. As crianças podem formar esta sequência: BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR28 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 28BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 28 29/09/2021 17:44:3029/09/2021 17:44:30 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Po ny 30 00 /C ol or fu el S tu di o/ Sh ut te rs to ckNesse exemplo, o segredo ou o padrão utilizado na formação da sequência foi: uma tampa de garrafa azul, uma tampa vermelha e uma amarela. A repetição desse segredo ou padrão é o que permite formar essa sequência. Essa atividade auxilia na construção do processo mental de seriação para a aprendizagem da matemática. A seriação implica o ato de ordenar uma sequência segundo um critério. Pode ser tamanho, peso, largura etc. Exemplos são: organizar uma fila de alunos do mais baixo para o mais alto; um calendário; uma sequência numérica. Esse jogo pode, também, ser enviado como tarefa de casa. Em sala de aula, peça às crianças que mostrem para a turma as duas sequências formadas. Sugestão de atividade: Entregue uma folha de papel para cada criança e peça que desenhem nessa folha uma sequência de 10 bolinhas, pintando-as de acordo com um segredo. Depois, oriente as crianças a trocar de folha com um colega para que cada aluno descubra o segredo que o outro usou na construção da sequência. No final, reúna as duplas para que confiram se acertaram. Contando tampinhas de garrafas Página 46 do Livro do aluno Materiais • Tampinhas coloridas de garrafas. Encaminhamento metodológico Nas atividades propostas nesta página, exploramos a correspondência biuní- voca, que consiste em relacionar cada objeto de um conjunto a um objeto do outro conjunto, e continuar assim até que um ou ambos os conjuntos se esgotem. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 29 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 29BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 29 29/09/2021 17:44:3129/09/2021 17:44:31 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Nas atividades, as crianças fazem corresponder uma tampa de cada cor a cada quadradinho do gráfico, podendo, dessa forma, identificar a cor das tampas que aparece em maior ou menor quantidade. Na atividade 1, espera-se que as crianças contem 5 tampas de garrafas verme- lhas, 3 tampas amarelas e 2 azuis. A atividade 2 pode ser realizada com as tampas de garrafas da sala de aula. Nesse caso, cada criança pode escolher a cor e a quantida- de que deseja de cada cor. Porém, essa quantidade não pode ultrapassar 7 tampas de cada cor, uma vez que há 7 quadradinhos para serem coloridos de cada tampa. m on tic el lo /S hu tt er st oc k Somando com palitosPágina 47 do Livro do aluno Materiais • Palitos de picolé. Encaminhamento metodológico A situação proposta na atividade desta página apresenta números que fazem referência a dois conjuntos de palitos que se integram e, com isso, formam o total de palitos. Observe que, nesse caso, não há transformação na situação, pois não houve acréscimo de palitos e nenhum palito foi retirado do grupo, mas é possível observar a ação de juntar as partes para determinar o todo. De acordo com o ca- derno 4 do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR30 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 30BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 30 29/09/2021 17:44:3429/09/2021 17:44:34 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 A vivência trazida pela criança no início do processo de escolarização não é pequena e, acrescentamos, não deve ser ignorada. Trata-se de uma riqueza a ser considerada e explorada no processo de alfabetização matemática. (BRASIL, 2014, p. 18). Dessa forma, antes de propor a atividade 1 e como forma de valorizar a fami- liaridade das crianças com a adição, explore situações do tipo: • Maria tem 4 lápis de cor e pegou emprestados 2 lápis de João. Com quan- tos lápis Maria está agora? • Forme dois grupos, um com 4 crianças e outro com 3, e peça à turma que- conte a quantidade de crianças em cada grupo. Depois, peça às crianças de cada grupo que se reúnam em um único grupo e pergunte para a turma quantas crianças há agora. • Escolha duas crianças para pular com um pé só, uma de cada vez, em deter- minado tempo. Peça a ajuda da turma para contar quantos pulos cada criança deu. Em seguida, pergunte quantos pulos as duas crianças deram juntas. Ao apresentar a sentença matemática referente à adição da quantidade de palitos, chame a atenção das crianças para o fato de que as cores indicam a quan- tidade de palitos de Ana e Davi: 3 + 5 = 8 Encaminhamento metodológico Páginas 48 e 49 do Livro do aluno O objetivo do jogo proposto nesta página é explorar adições de forma lúdica. Nesse caso, exploramos a ideia de acrescentar da adição. Atividades com uso de materiais de contagem/manipulação possibilitam às crianças experiências para representar e unir quantidades, levando-as a perceber que o resultado não se modifica, ou seja, obtém-se o mesmo resultado. Por exem- plo: 1+4 / 2+3/ 4+1. Explore a ideia de que não foi retirado ou acrescido nenhum palito, mas que o resul- tado é sempre o mesmo. Questione as crianças: Como isso é possível? Estimule as pos- síveis respostas das crianças. Questione se elas conseguem mostrar outro jeito para que também o resultado seja 5. Elas podem sugerir por exemplo: 1+1+1+1+1+1 ou 2+1+1+1 etc. O importante é que pensem em estratégias possíveis para essa resposta. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 31 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 31BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 31 29/09/2021 17:44:3429/09/2021 17:44:34 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Em um papel kraft, represente com palitos as respostas sugeridas pelas crian- ças, usando números diferentes (total 4, total 6, 7...). O trabalho deve ser feito em grupos, para promover debate, sugestão de divisão de trabalho, estratégias de apresentação etc. Depois, solicite às crianças que apresentem seus trabalhos. Verbalizar as ideias é um elemento muito importante no processo de alfabetiza- ção matemática, pois a matemática tem linguagem própria (algarismos, símbolos, formas etc.) e saber se expressar com precisão é muito importante para aprendi- zagens futuras. Durante a construção do dado do Material de apoio, pergunte às crianças que números aparecem e aproveite para questionar sobre a forma do dado, pergun- tando se elas acham que ele rola com facilidade. Depois, peça que expliquem por que não rola facilmente. Nesse caso, o dado tem a forma de um cubo, cujas faces são planas, por isso não rola com facilidade. Ajude as crianças a determinar quem tem mais letras no nome. Oriente-as a escrever o seu nome e o nome do colega embaixo, letra embaixo de letra. Assim, podem contar e comparar a quantidade de letras. Por exemplo: A L I N E R I C A R D O Nesse caso, Ricardo tem mais letras do que Aline e, portanto, começa jogando. Para comparar a quantidade de palitos com que cada criança terminou o jogo, peça que, antes de fazerem a colagem no livro, elas coloquem os palitos sobre a mesa, posicionando-os lado a lado, em duas fileiras (uma para cada jogador): Jogador B Jogador A Vi ki Ve ct or /S hu tt er st oc k BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR32 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 32BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 32 29/09/2021 17:44:3929/09/2021 17:44:39 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Dessa forma, a criança consegue fazer a correspondência biunívoca e compa- rar as quantidades de palitos, descobrindo quem venceu o jogo. Encaminhamento metodológico Página 50 do Livro do aluno As propostas destas páginas exploram situações do jogo Ganha palitos. Nas atividades, foram escolhidas possíveis jogadas para as crianças analisarem e efe- tuarem adições. Ao final das atividades, reúna as crianças em uma roda e peça a cada dupla que conte aos colegas como foi a partida que disputaram. De acordo com Smole, Diniz e Cândido (2007, p. 20): É o momento de ouvir e fazer sugestões, de dar dicas, de analisar pos- turas como a tentativa de burlar uma regra, ou de modificá-la durante a partida, e decidir o que fazer para superar as possíveis divergências. A você cabe observar e anotar os problemas, as soluções e as dúvidas. Este é um rico momento de avaliação, que permitirá tomar decisões posterio- res, retomar explicações sobre o jogo, analisar a formação dos grupos que estão jogando, intervir se for preciso, verificar se o jogo revelou alguma necessidade à parte que merece ser retomada. Esse jogo pode e deve ser repetido várias vezes durante o ano letivo. Ao resol- ver a atividade 1, espera-se que as crianças desenhem 5 palitos como resultado da adição 3 + 2 = 5. Na atividade 3, a resposta esperada é que desenhem 8 palitos para representar o resultado da adição 5 + 3 = 8. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 33 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 33BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 33 29/09/2021 17:44:4229/09/2021 17:44:42 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Encaminhamento metodológico Página 51 do Livro do aluno Construir fatos básicos de adição envolve compreender que eles dizem res- peito às relações estabelecidas entre números menores que 10. Ou seja, são os resultados das adições de dois números menores que 10. Por exemplo, 5 + 2 = 7 é um fato básico de adição. A construção dos fatos básicos decorre do desenvol- vimento de procedimentos para resolver problemas, conhecendo formas diversas de representação, inclusive com a apresentação dos sinais de adição e igualdade, sem exigência de que essa escrita seja a única forma de resolução de problemas aditivos. Na atividade 3, proposta nesta página, oriente as crianças a usar os palitos para representar quantidades e, em seguida, juntar as quantidades sobre a mesa. Durante a realização dessa atividade, observe se as crianças compreenderam que a quantidade de palitos da primeira coluna é indicada pelo primeiro termo da adição, e a quantidade de palitos da segunda coluna, pelo segundo termo da adi- ção. A quantidade de palitos obtidas ao juntar os palitos é indicada pelo número do resultado, depois do sinal de igual. Temos, então: 1+2= 3 Espera-se que as crianças juntem as quantidades de palitos de cada linha des- se quadro, obtendo, assim, os resultados de cada adição. Sugestão de atividade: Bingo da adição • Material: cartela com números, palitos de picolé, cartões com adições. Como jogar: BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR34 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 34BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 34 29/09/2021 17:44:4229/09/2021 17:44:42 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 1.Entregue uma cartela em branco para cada criança, peça que escolham oito números de 1 a 10 e solicite que escrevam um número em cada espa- ço da cartela. Por exemplo: 4 7 9 2 Bingo da adição 3 5 10 8 2. Mostre aos alunos um cartão com uma adição. Os alunos que tiverem o resultado dessa adição em sua cartela deverão fazer um X no número. 3. As crianças podem usar os palitos de picolé para representar as quantida- des adicionadas sobre a mesa. 4. A criança que marcar todos os números de uma linha ou coluna da cartela deve gritar “Bingo!”. Modelos de cartões com adições: 3+1= 5+4= 6+1= 7+3= 1+2= 5+1= 4+4= 2+2= 4+3= 9+1= 3+2= 5+2= BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 35 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 35BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 35 29/09/2021 17:44:4229/09/2021 17:44:42 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Subtraindo com balões e palitos Página 52 do Livro do aluno Materiais • Bexigas; • Dados; • Copo de plástico; • Palitos de picolé. Encaminhamento metodológico Antes de apresentar a situação desta página, reúna as crianças em duplas e distribua inicialmente 10 palitos de picolé para cada e um dado para cada equipe. Oriente-as a deixar 10 palitos em seus copos e cada criança ficará responsável por um copo. Ao jogar o dado, o número obtido representa a quantidade de palitos a ser retirada. O objetivo é ficar sem palitos a serem retirados nos copos. A criança que ficar sem palitos primeiro após 3 rodadas será a vencedora. Depois, realize a atividade com 20 palitos como descrito na página. Durante a realização dessa atividade faça perguntas como: Que número foi sorteado? Quantos palitos devem ser retirados? Quantos palitos restaram? Que número precisa sair no dado para ficar sem palitos? Na situação apresentada nesta página, exploramos a ideia de tirar da subtra- ção. As ideias de completar e comparar da subtração serão exploradas em anos posteriores. Em situações envolvendo a ideia de tirar, a criança pensa primeiro no todo e, em seguida, retira uma parte dele. Leve 7 balões cheios para a sala de aula e estoure 3 para que as crianças observem a quantidade de balões que foram tirados e os que sobraram. Encaminhamento metodológico Página 53 do Livro do aluno O objetivo do jogo proposto nesta página é explorar subtrações de maneira lúdica. Yulia Glam/Shutterstock BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR36 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 36BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 36 29/09/2021 17:44:4329/09/2021 17:44:43 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Para comparar a quantidade de palitos com que cada criança terminou o jogo, peça que, antes de fazerem o registro no livro, coloquem os palitos sobre a mesa, posicionando-os lado a lado e em duas fileiras, assim como fizeram no jogo Ganha palitos. Esse jogo pode ser enviado como tarefa de casa. Encaminhamento metodológico Páginas 54 e 55 do Livro do aluno As propostas destas páginas exploram situações do jogo Perde palitos. Nessas atividades, foram escolhidas possíveis jogadas para as crianças analisarem e efe- tuarem subtrações. Proponhas às crianças que montem situações com os copos, palitos e dados sobre a mesa e escolha um colega para descrever a situação. A capacidade de ver e expressar uma situação matemática melhora o vocabulário e o raciocínio lógico da criança. Encaminhamento metodológico Página 56 do Livro do aluno Ao realizar as atividades desta página, deve-se levar as crianças a desenvolver algumas ideias básicas relacionadas à subtração, tais como retirar e comparar. Sugere-se usar alguns questionamentos durante as atividades, como “quanto res- ta?”, “Quanto a mais ou a menos?”, “Quanto falta?”. Assim, na atividade 3, proposta nesta página, oriente as crianças a usar os palitos para representar o total de balões e, em seguida, retirar a quantidade de balões estourados. Deixe claro às crianças que elas devem considerar, antes, o to- tal de balões (cheios e estourados) para, depois, retirar os estourados. Na primeira subtração proposta na atividade 3 dessa página, temos: 6 – 4 = 2 Yu lia G la m /S hu tt er st oc k BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 37 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 37BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 37 29/09/2021 17:44:4329/09/2021 17:44:43 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 São 6 balões cheios no total e 4 balões que estouraram, sobrando, então, 2 balões cheios. Representando essa situação por meio de uma subtração, temos: 6 – 4 = 2 Espera-se que as crianças completem os resultados das subtrações escreven- do a quantidade de balões que estão cheios em cada situação. Reciclando para brincar Página 57 do Livro do aluno Materiais • Embalagens ou objetos recicláveis. Encaminhamento metodológico Antes de trabalhar com a situação apresentada nesta página, promova um momen- to de discussão sobre as características e a função de cada embalagem ou objeto trazi- do. Converse com as crianças sobre as cores, os tamanhos e a utilidade de cada um. Peça às crianças que separem esses objetos de acordo com as características que eles apresentam, deixando a classificação livre para elas, que podem observar características não discutidas com o professor. Alguns exemplos de classificações: • cor; • tamanho; • utilidade; • formato; • tem ponta/não tem ponta. Para que as crianças percebam se os objetos rolam ou não com facilidade, coloque os objetos sobre um caderno e incline-o levemente. Dessa forma, elas verão que objetos na forma de esfera, por exemplo, rolam facilmente, basta sol- tá-los sobre essa superfície. Já objetos na forma de paralelepípedo precisam ser empurrados para que se movam e, por isso, não rolam. Essa atividade pode ser enviada como tarefa de casa. Encaminhamento metodológico Página 58 do Livro do aluno O objetivo do jogo proposto nesta página é explorar as formas dos objetos, classificando-os em objetos que rolam ou não com facilidade. BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR38 BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 38BAU_MATEMATICA_LP_V1.indd 38 29/09/2021 17:44:4329/09/2021 17:44:43 BA U _M AT EM AT IC A_ LP _V 1 Durante a realização de cada rodada, peça às crianças que justifiquem a esco- lha de um ou outro quadrado para colocar cada objeto. Ao final do jogo, espera- -se que elas tenham compreendido que objetos formados apenas por superfícies planas não rolam com facilidade, e que objetos formados por pelo menos uma superfície arredondada rolam com facilidade. Para auxiliar as crianças na compreensão do termo “superfície”, peça que pas- sem os dedos sobre o tampo da mesa ou a capa do livro e explique que essas re- giões são exemplos de superfícies. Encaminhamento metodológico Página 59 do Livro do aluno Proponha às crianças que os brinquedos, após a aula, sejam doados à comunidade escolar no intuito de fazerem, juntos, uma campanha de arrecadação de brinquedos para crianças caren- tes. Providencie imagens de brinquedos extraídas de jornais e revistas para os alunos colarem em cartazes. Como forma de enriquecer a atividade desta página, oriente cada grupo a construir um gráfico de colunas sobre a quantidade de objetos que rolam e não rolam usados na construção do brinquedo. Para isso, entregue uma folha de pa- pel quadriculado e lápis de cor para cada grupo. Depois, peça a todos que façam o preenchimento seguindo o modelo ao lado: Encaminhamento metodológico Página 60 do Livro do aluno O objetivo da atividade proposta nesta página é explorar a relação entre as formas dos objetos do dia a dia e das figuras geométricas espaciais. Converse com as crianças sobre quais são as formas das embalagens mais encontradas em nosso cotidiano. Durante a realização dessa atividade, observe se as crianças relacionam a cai- xa de leite com a forma do paralelepípedo. O objetivo é que elas percebam que independentemente da posição em que a figura espacial está representada, um paralelepípedo continua sendo um