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CAPA_CARTILHA_MAT_V1.indd 1 30/09/2020 23:29:40
LIVRO DO PROFESSOR
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Apresentação
A coleção Baú da Matemática do SAE Digital é um material de apoio ao le-
tramento matemático. Organizada em dois volumes anuais independentes, 
Descobrir e Conhecer, a coleção é destinada às crianças em processo de transição 
da Educação Infantil para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais e tem como base 
pilares metodológicos que exigem uma leitura plural do mundo e vêm ao encon-
tro das habilidades esperadas dos aprendizes atuais. 
Neste viés, a matemática corrobora com tais pilares quando faz uso do letra-
mento matemático, que, de acordo com o livro Letramento no Brasil: habilidades 
matemáticas, organizado por Maria da Conceição Fonseca, é a utilização das habi-
lidades matemáticas com o intuito de constituir estratégias de leitura do mundo, 
dada a diversidade de textos que a vida social nos apresenta. Diante disso, a mate-
mática precisa se apresentar como forma de interseção entre a formação escolar 
e a formação social da criança, promovendo uma leitura mais crítica, que conse-
quentemente requeira mais do que a memorização, condicionando que a criança 
mobilize conceitos e conhecimentos além do saber escrever e do saber ler, pois 
ela precisa interpretar a matemática para o contexto social no qual está inserida. 
Desta forma, o letramento matemático dá uma ideia mais ampla de que o 
numeramento, uma vez que essa segunda perspectiva se restringe aos números, 
enquanto letramento matemático, abarca interpretação, conhecimento, mobiliza-
ção e uso de diversos disparadores metodológicos, como a exploração de jogos e 
brincadeiras e a resolução de situações-problema. 
Dispomos, assim, de diversos disparadores metodológicos e didáticos para a 
alfabetização por meio do componente curricular de Matemática. Além de núme-
ros e símbolos, fazemos uso da exploração de jogos e brincadeiras, da resolução 
de situações-problema, que exercitam o raciocino lógico, e de situações de co-
municação oral, nas quais as crianças podem compartilhar seus conhecimentos e 
ouvir as vivências de seus colegas, focando nas estratégias pessoais de resolução 
de situações-problema.
A proposta pedagógica desta coleção dá visibilidade a uma metodologia que 
promove práticas pedagógicas inovadoras e aborda conceitos em níveis de com-
plexidade diferenciados e necessários para a criança viver em sociedade, pois é 
nas situações de vivências, de análise e de reflexão sobre conceitos matemáticos 
que as crianças constroem conhecimentos a esse respeito.
BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR 1
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O Baú da Matemática: descobrir 
No Baú da Matemática: descobrir, 
são desenvolvidas atividades que circu-
lam pelas unidades temáticas da mate-
mática (Números, Álgebra, Geometria, 
Grandezas e Medidas e Ideias da 
Probabilidade e da Estatística). As crian-
ças são levadas a algumas sistematiza-
ções, como o traçado do número, e são 
propostas atividades com foco na cons-
trução do conceito de número, que 
depende da compreensão das ideias 
de ordem e de padrão. Ou seja, parti-
mos do campo algébrico – do estudo 
das regularidades – para possibilitar 
a construção do conceito de número. 
Neste volume, por meio das atividade, 
são exploradas a representação mate-
mática e a valorização das estratégias 
pessoais das crianças. 
Indicações de uso
A coleção Baú da Matemática pode ser utilizada conjuntamente à coleção A 
criança e o mundo para a Educação Infantil ou com o material SAE Digital para os 
anos iniciais do Ensino Fundamental, estruturando e fortalecendo as práticas de 
alfabetização matemática. 
A coleção também pode ser utilizada como prática de desenvolvimento ou 
nivelamento para crianças em diferentes etapas do processo de alfabetização 
matemática.
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O Baú da Matemática: conhecer
No Baú da Matemática: conhe-
cer, as atividades possuem um nível 
de complexidade crescente com re-
lação ao volume Baú da Matemática: 
descobrir. São abordados os fatos 
básicos da adição e subtração, bem 
como o trabalho com as unidades te-
máticas previstas na Base Nacional 
Comum Curricular (Números, 
Álgebra, Geometria, Grandezas e 
Medidas e Ideias da Probabilidade e 
da Estatística). A sistematização do 
conhecimento é contemplada visan-
do ao desenvolvimento de habilida-
des cada vez mais elaboradas, não li-
mitando a aprendizagem à resolução 
de atividades meramente mecânicas, 
trabalhando em uma perspectiva pro-
blematizadora do conhecimento, pro-
movendo atividades investigativas, que ampliam o olhar sobre a situação estuda-
da e instigam a criatividade dos estudantes.
Indicações de uso
A coleção Baú da Matemática pode ser usada conjuntamente à coleção A 
criança e o mundo para a Educação Infantil ou com o material SAE Digital para os 
anos iniciais do Ensino Fundamental, estruturando e fortalecendo as práticas de 
alfabetização matemática. 
A coleção também pode ser utilizada como prática de desenvolvimento ou 
nivelamento para crianças em diferentes etapas do processo de alfabetização 
matemática.
Nesta versão para o professor, a coleção Baú da Matemática apresenta orien-
tações metodológicas para apoiar a realização das atividades do Livro do aluno, 
bem como para ampliar as propostas e apresentar outras informações relevantes 
para o desenvolvimento adequado das aulas. 
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Conceitos matemáticos desenvolvidos com 
as crianças na Educação Infantil e nos anos 
iniciais do Ensino Fundamental
Desde cedo a criança está inserida no meio social e tem contato com a lingua-
gem matemática de diversas formas. A partir desse princípio trazido por Vygotski, 
Piaget e tantos outros estudiosos dos processos cognitivos da aprendizagem em 
matemática, é importante apresentar essa linguagem de forma lúdica e investiga-
tiva no espaço escolar, a fim de desmistificar a “matemática difícil”.
A matemática como área do conhecimento está relacionada aos diversos con-
textos para a análise e a compreensão de mundo em suas formas próprias de 
representar e expressar diversas situações cotidianas, possuindo uma linguagem 
particular e signos diferenciados. A criança vai se apropriando dessas linguagens 
e desenvolvendo o raciocínio matemático, necessário para a compreensão mais 
abrangente de mundo, conforme vai descobrindo um universo integrado e apre-
sentado por vários modelos e estruturas sociais.
Com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao organizarmos as práticas e 
as aprendizagens por campos de experiências, podemos observar o quanto a ma-
temática está presente em todos eles, de forma a auxiliar a construção de diver-
sos conceitos matemáticos que serão necessários para aprendizados nas demais 
áreas do conhecimento.
Segundo Gérard Vergnaud, em seu artigo La théorie des champs conceptuels, 
ao trabalhar dentro da sala de aula, ensinando Matemática e Ciências, é essencial 
atuar com foco na Teoria dos Campos Conceituais, defendendo a construção de 
conceitos como fundamento principal. A intenção é utilizar um caminho para de-
senvolver o pensamento matemático, proporcionando às crianças vivênciasparalelepípedo.
Rolam 
facilmente
Não rolam 
facilmente
Forma dos objetos usados no brinquedo
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Passos e barbantes Página 61 do 
Livro do aluno
Material
• Rolo de barbante.
Encaminhamento metodológico
A situação apresentada nesta página pode ser encenada em sala de aula ou 
no pátio da escola. Escolha uma criança para percorrer com passos a mesma dis-
tância que você. Peça ajuda ao restante da turma na contagem dos passos dados 
por vocês. Depois, mostre o comprimento do seu passo e do passo da criança para 
que a turma perceba a diferença entre eles. 
Ao final, espera-se que as crianças observem que, quanto maior o compri-
mento do passo, menos passos são dados para percorrer uma distância, e que 
as quantidades de passos foram diferentes porque as pessoas têm tamanhos de 
passo diferentes. 
Sugestão de atividade: 
Corte um barbante do tamanho do passo de cada criança e peça aos alunos 
que meçam e encontrem objetos cujo comprimento ou altura seja: 
• maior do que o seu passo; 
• menor do que o seu passo; 
• igual ao seu passo.
Depois, oriente-as a colar, em um pedaço de papel pardo, os barbantes por 
ordem de tamanho: do menor para o maior. As crianças devem escrever o nome 
abaixo do barbante que representa o tamanho do seu passo. 
Encaminhamento metodológico Página 62 do 
Livro do aluno
Ao final da atividade 1, espera-se que novamente as crianças observem que, 
quanto maior o comprimento do passo, menos passos são dados para percorrer 
uma distância, e que as quantidades de passos foram diferentes porque as pes-
soas têm tamanhos de passo diferentes. 
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Para a medição das alturas das crianças, peça a elas que se encostem na parede 
e fiquem bem eretas. Com giz, faça uma marca na altura de cada uma e, em seguida, 
meça a distância do chão até essa marca com o barbante, para então cortá-lo. 
Materiais Página 63 do 
Livro do aluno
• 1 folha de papel pardo.
Encaminhamento metodológico
Para a construção do gráfico proposto, você vai precisar de uma folha de papel 
pardo (de comprimento suficiente para caberem os barbantes de todas as crian-
ças da turma, considerando um espaço de aproximadamente 5 cm entre cada um) 
e cola. Escreva sobre cada barbante o nome da criança e peça que, uma a uma, 
venham até a folha para fazer a colagem. Solicite às crianças que estiquem bem o 
barbante para que a altura dele seja o mais próximo da altura real.
Faça alguns questionamentos às crianças, tais como:
1. De que forma devemos organizar os barbantes para colocar na ordem do me-
nor para o maior? 
2. Como saber, olhando os barbantes, só entre as meninas, qual é a maior delas?
3. E dentre os meninos, como dispor os barbantes para saber quem é o menor? 
4. Como fazer para saber a diferença entre o maior e o menor? Será que se unir-
mos a altura de dois barbantes com a altura dos colegas dá a altura da porta? 
5. Se juntar o barbante da Natália e do Rui, será que formarão a altura da profes-
sora? Quem acha que será menor? Quem acha que será maior? Como pode-
mos comprovar isso?
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O cachorro de Alice 
Página 64 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Antes das atividades, peça às crianças que indiquem características semelhan-
tes ou diferentes entre os dois cães e as coleiras.
Nas atividades propostas nesta página, as crianças compararam o tamanho de 
objetos, dois a dois. De acordo com Lorenzato (2011, p. 101):
[...] 
O processo de comparação envolve noções elementares como a de 
tamanho, de distância e de quantidade, com as quais as crianças convivem 
desde cedo. No entanto, algumas observações devem ser consideradas 
pelo professor:
a) o tipo mais fácil de comparação é aquele entre só dois elementos 
de mesma espécie.
b) quando a comparação for entre dois elementos de espécies dife-
rentes, é preciso atenção para não apresentar num mesmo desenho, por 
exemplo, um grande rato e um pequeno elefante e perguntar: “Qual é o 
maior?”. Nessa situação, qualquer resposta da criança será válida, isto é, 
se a criança disser que é o rato, é possível que ela esteja comparando o ta-
manho dos desenhos; se ela disser que é o elefante, é possível que esteja 
se referindo à realidade. 
Encaminhamento metodológico Página 65 do 
Livro do aluno
Durante a realização da atividade 2, observe se as crianças compreenderam as 
ideias de longe e perto. 
Sugestão de atividade: 
Faça uma pesquisa com a turma sobre os animais de estimação de cada um. 
Pergunte quem tem animal de estimação e qual é este. Depois, com a ajuda dos 
alunos, construa, em uma folha de papel pardo ou cartolina, um gráfico de barras 
para representar o resultado dessa pesquisa. Por exemplo: 
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Animais de estimação da turma 
Gato Cachorro Tartaruga Não tem 
animal
Explore o gráfico perguntando às crianças: 
a) Quantas crianças têm cachorro como animal de estimação?
b) Qual animal de estimação foi citado por quatro crianças? 
Encaminhamento metodológico Página 66 do 
Livro do aluno
Para a atividade 4, sugira às crianças que, antes de traçar o trajeto, percorram-
-no com o dedo indicador até encontrar a saída pelo caminho mais curto. 
O caminho mais longo está indicado a seguir:
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Aproveite para desafiar as crianças com a pergunta: Como você poderia pro-
var que a sua resposta está correta? As crianças devem debater e podem apontar 
várias estratégias criativas. O importante é que elas pensem e deem soluções. Ela 
deve ser correta, mas quem deve avaliar se a solução indicada pode ser aceita 
ou não são as crianças. Sugira que levem o desafio para casa e peçam ajuda aos 
familiares para resolvê-lo. Não é importante a resposta, mas sim a estratégia de 
solução para um problema real. 
Uma solução possível é medir os caminhos com barbantes e depois compa-
rá-los. Em casa, a família talvez sugira à criança somar cada intervalo do labirinto 
usando uma régua e ver a soma final em centímetros. Como se trata de um pro-
blema com mais de uma solução, crie um painel em sala de aula para fazer o re-
gistro dessas possíveis respostas.
Sugestão de atividade: 
Desenhe no chão do pátio da escola um labirinto que leva do ponto A ao B, 
com três opções de trajetos diferentes, e peça às crianças que façam o caminho 
de A até B pelo trajeto mais curto e, depois, pelo mais comprido. 
A pilha de blocos Página 67 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Como forma de enriquecer a atividade proposta nesta página, escolha cinco 
crianças e forme uma fila com elas. Depois, pergunte à turma o nome de cada 
criança de acordo com a posição que ocupa nessa fila. 
Os números apresentados nessa página servem para indicar ordem. Explore 
com as crianças a ideia de ordem dando um exemplo de “ordem de chegada” em 
uma corrida ou a colocação de um atleta em determinado esporte. Sobre núme-
ros ordinais, sugere-se a leitura do texto a seguir. 
Os números também podem permitir recordar a posição de um ele-
mento dentro de uma série ordenada sem que seja preciso repetir toda 
a série. Por exemplo, se os armários da sala estão numerados, a criançaque tem o armário com o número 7 não precisa procurar começando do 
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número 1, mas pode dirigir-se diretamente ao número que designa a posi-
ção na qual vai colocar sua mochila. Se os livros da biblioteca da sala estão 
numerados, um fichário que indique o título que corresponde a cada nú-
meros facilitará a procura do livro desejado e a ordem posterior. Nos dois 
casos aparecerá o número em seu aspecto ordinal. 
PANIZZA, Mabel. Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas séries iniciais: análise e propostas. Tradução de 
Antonio Feltrin. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 59
Encaminhamento metodológico Página 68 do 
Livro do aluno
O objetivo da atividade proposta nesta página é apresentar para as crianças os 
números como indicadores de ordem. Comece com os números até o 5.° e, mais 
à frente, apresente até o 10.°. 
Sugestão de atividade:
Faça cartões, escrevendo em pedaços retangulares de cartolina ações do dia a 
dia das crianças, por exemplo: 
• levantar; 
• escovar os dentes; 
• lavar o rosto; 
• tomar café da manhã. 
Em seguida, solicite que organizem essas ações na ordem em que acontecem: 
Primeiro
Segundo 
Terceiro 
Quarto 
Repita essa atividade para outras ações do dia a dia ou envolvendo a agenda 
de sala de aula. 
O texto indicado a seguir aborda as funções do número do ponto de vista 
das crianças. Sugere-se que as perguntas realizadas para os alunos ao longo do 
texto sejam replicadas em sala de aula, a fim de investigar o que elas pensam 
sobre os números. 
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Para que servem os números? O que pensam as crianças?
[...] As crianças têm muitas ideias a respeito do uso dos números e, tal 
fato, ao longo do tempo, nem sempre mereceu nossa atenção. Conhecer 
essas ideias, ou seja, as hipóteses que as crianças formulam sobre os nú-
meros naturais, em particular, sobre suas funções é o ponto de partida 
para a formulação de uma nova didática para o ensino de números.
Para ilustrar essas afirmações, transcrevemos abaixo alguns resulta-
dos de uma investigação realizada por professoras de turmas de Educação 
Infantil e da primeira série do Ensino Fundamental. Observe-as:
I. Respostas de crianças de 5 anos, alunos na pré-escola, às quais se 
perguntou: para que servem os números? 
Para contar coisas.
Para marcar o dia dos compromissos e datas importantes.
Para saber o dia no calendário.
Para fazer contas.
Para saber matemática.
Para a contagem quando lança um foguete.
Para fazer lista de regras. 
Para saber o dia do aniversário.
Para medir na régua.
Para saber quantos anos tem.
Para saber o nosso peso.
Para saber as horas.
II. Respostas de crianças de 6 anos, alunos de pré-escola ou próximos 
a completar essa idade. 
Para contar.
Para olhar no calendário.
Para fazer contas.
Para saber quantos anos nós temos.
Para saber os dias, até o 31.
Para saber o dia do aniversário.
Para ver as horas.
Para contar, para pagar, para saber quanto custa.
Para saber se é caro.
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Para usar a calculadora.
Para saber o número da roupa.
Saber quanto a gente pesa, saber o nosso tamanho.
Para pensar.
III. Respostas de crianças de 7 anos, cursando o primeiro ano do ensi-
no fundamental:
Para fazer contas.
Para fazer atividades de matemática.
Para ir bem na prova de matemática.
Passar de ano.
Para contar as coisas.
Saber as horas.
Em função dessas respostas, a professora decidiu fazer uma interven-
ção perguntando: só para isso os números servem? Só na escola vocês 
usam os números? A partir desse questionamento, as crianças deram ou-
tras respostas:
Para marcar o número do jogador que fez a falta. É mais fácil escrever 
um número naquele caderninho do que escrever o nome do jogador.
Para pagar o lanche para o tio da cantina.
Saber os dias e meses.
Para responder à chamada.
Contar o dinheiro.
Ver a placa de velocidade na estrada.
O grau da lente dos óculos e o número do tênis.
Saber o número da carteira de motorista.
Saber o dia do aniversário.
Saber em que série estamos e qual o número da nossa sala.
Medir o tamanho das coisas, os metros, a altura das pessoas e a 
gordura.
Saber a data de validade de um produto, para não usar estragado.
Algumas conclusões
Como é possível perceber a partir dos depoimentos coletados, as 
crianças percebem diferentes funções dos números, mesmo antes de fre-
quentarem a escola. Pudemos observar que a função de indicador de 
quantidade ou memória de quantidade (aspecto cardinal) é percebida por 
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elas quando afirmam que o número serve para contar coisas, para saber 
quantos anos nós temos, para medir o tamanho das coisas, os metros, a 
altura das pessoas e a gordura, entre outras.
Elas também indicam situações em que os números naturais são usa-
dos como instrumento para codificar, quando uma delas diz que servem 
para saber o número da carta de motorista. Uma delas aponta ainda uma 
situação em que o número é um indicador de posição (aspecto ordinal), 
quando diz que o número serve para saber “em que série estamos”. 
Além disso, em algumas respostas, associam o uso dos números às 
atividades escolares que realizam: para fazer prova de matemática, para 
passar de ano etc. Evidentemente, não precisamos apresentar essas di-
ferentes funções formalmente às crianças. Elas devem orientar a escolha 
das atividades que serão propostas, quando a criança perceberá as dife-
rentes funções e usos sociais dos números.
PIRES, Célia M. Carolino. As crianças e a função social dos números. Disponível em: https://pt.scribd.com/
document/348690666/169784229-3-as-Criancas-e-a-Funcao-Social-Dos-Numeros. Acesso em: 18 nov. de 2020.
O contorno dos blocos de madeira
Materiais
• Embalagens em formatos de cubo, paralelepípedo, cilindro e pirâmide de 
base quadrada;
• Tinta guache;
• Pincéis.
Encaminhamento metodológico
Providencie objetos ou embalagens nas formas de cubo, paralelepípedo, cilin-
dro e pirâmide quadrada, pincéis e tinta guache. Em seguida, reúna as crianças em 
grupos e entregue uma folha de papel para cada grupo. Solicite a elas que pintem 
uma superfície de cada objeto ou embalagem e carimbem a folha com essa super-
fície. Depois, peça que escrevam o nome de cada figura obtida no carimbo. 
Páginas 69 e 70 
do Livro do aluno
BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR48
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Encaminhamento metodológico Páginas 72 a 74 
do Livro do aluno
O gráfico apresentado nesta página pode variar de acordo com as cores es-
colhidas pelas crianças. Por isso, cada um deve ser corrigido individualmente. 
Aproveite esse momento para verificar se as crianças apresentam alguma dúvida 
em relação aos nomes das figuras geométricas planas ou à contagem. 
Nas páginas 73 e 74, sugere-se o trabalho envolvendo a composição e a de-
composição de figuras geométricas. É importante valorizar cada resposta apresen-
tada e possibilitar às crianças que compreendam os resultados das composições 
e das decomposições. Uma sugestão consiste em utilizar palitos para representar 
as composições e as decomposições não arredondadas.
1. Material: blocos lógicos. 
Faça linhas separando uma folha de cartolina ou papel pardo em quatro par-
tes iguais.Em cada parte, escreva o nome de uma figura geométrica plana: 
Quadrado Círculo 
Retângulo Triângulo 
Peça às crianças que separem os blocos lógicos pela forma das peças, co-
locando-os nos espaços dos respectivos nomes. 
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2. Material: blocos lógicos.
Dite sequências formadas por figuras geométricas planas e solicite às 
crianças que montem essa sequência com as peças dos blocos lógicos. Por 
exemplo: 
• Triângulo pequeno vermelho, triângulo vermelho grande, triângulo pe-
queno vermelho, triângulo vermelho grande.
• Quadrado grande, quadrado pequeno, quadrado grande, quadrado 
pequeno.
As coleções da turma 
Páginas 75 a 80 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Nestas páginas, apresenta-se às crianças a contagem e a escrita de números 
até 20, por meio do contexto de coleções. As crianças devem contar e registrar as 
quantidades de elementos de cada conjunto proposto (pessoas, objetos, animais 
etc.). Retome com elas o traçado dos símbolos numéricos antes que iniciem as 
atividades. Aproveite este momento para mostrá-las que, a cada grupo de dez 
elementos, tem-se uma dezena. Assim, para prosseguirem a contagem após o nú-
mero dez, diga a elas que o número 11 é uma dezena mais um, o número doze é 
uma dezena mais dois e assim sucessivamente. Quando chegarem à contagem de 
20 elementos, mostre às crianças que nesse conjunto há duas dezenas, ou seja, 
dois grupos de 10 elementos.
Antes de explorar esses conteúdos, proponha às crianças o trabalho descrito 
a seguir.
Encaminhamentos didáticos gerais sobre o trabalho com coleções
Etapa 1 – conversa inicial sobre coleções 
Em roda, promova uma conversa com os alunos para avaliar o que eles 
sabem sobre a atividade de colecionar. Nesse momento, eles podem dizer 
que colecionam algum objeto; se já viram alguma coleção; se conhecem 
alguém que coleciona algum objeto etc.
Convide as famílias a trazerem coleções para a escola e mostrá-las às 
crianças.
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Etapa 2 – Conhecendo algumas coleções
Apresente fotografias ou ilustrações de coleções para as crianças, 
como coleção de bonecas, papéis de chocolate ou figurinhas, e converse 
com elas cobre alguns aspectos da atividade de colecionar, tais como: 
Identificar a que tipo de objeto se refere cada coleção apresentada, 
bonecas e papéis, por exemplo.
Determinar a quantidade de objetos de cada coleção. Esse aspecto é 
interessante, pois possibilita às crianças perceber que coleções de mesmo 
tema podem ter quantidades diferentes de objetos.
Reconhecer que algumas coleções não têm um limite predeterminado 
de elementos, como as de selos de países. 
Reconhecer que algumas coleções têm uma quantidade finita de ele-
mentos, por exemplo, a coleção de figurinhas dos jogadores da Copa do 
Mundo de Futebol de determinado ano. 
Identificar formas de organização da coleção. Em algumas coleções, 
a forma de organização é exclusivamente pessoal, por exemplo, um cole-
cionador pode organizar sua coleção de papéis de chocolate em ordem 
alfabética, por cores de embalagem. Do mais antigo para o mais recen-
te lançamento ou, ainda, sem nenhum critério estabelecido; nesse caso, 
o colecionador apenas guarda aleatoriamente as embalagens em uma 
pasta. Outras coleções, como a de figurinhas temáticas, muitas vezes são 
acompanhadas por álbuns nos quais elas são fixadas de acordo com uma 
sequência numérica. 
Etapa 3 – Escolha de um tema de coleção
Convide as crianças a fazer uma coleção e proponha que escolham um 
tema. Esse tema pode ser decorrente de algum projeto, de alguma situa-
ção do cotidiano escolar que as tenha envolvido, do interesse e do convite 
de alguns colegas ou mesmo do professor mobilizando todo o grupo. 
 REAME, Elaine et al. Matemática na educação infantil: sequências didáticas e projetos de trabalho. 2. ed. São Paulo: 
Livraria Saraiva, 2013. p. 59-60. 
Após esse trabalho, ajude as crianças a fazerem uma coleção conjunta e, em 
todas as semanas, ampliá-la com a colaboração de todos. Sempre às sextas-feiras, 
faça com a turma a contagem dos elementos da coleção, escrevendo o número no 
quadro e fazendo a sua leitura. 
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Para essa atividade, você deve providenciar um lugar para guardar a coleção e 
pedir auxílio das crianças para a organização, a contagem e o descarte de elemen-
tos repetidos, se houver. 
Os desenhos das crianças 
Páginas 81 e 82 
do Livro do alunoEncaminhamento metodológico
Os objetivos das atividades propostas nestas páginas são a contagem e a re-
presentação de quantidades até 20, por meio de símbolos numéricos. 
Peça às crianças que utilizem tampinhas e palitos para fazerem a correspon-
dência de quantidades de cada um dos grupos e, assim, compará-los, para afirmar 
com certeza qual grupo tem mais, menos ou igual quantidade de elementos. 
Encaminhamento metodológico Página 83 do 
Livro do aluno
O objetivo do Jogo do círculo é explorar o reconhecimento da escrita de nú-
meros até 20 de maneira lúdica e divertida. 
Forme uma fila com as crianças de cada grupo e embaralhe os papéis com os 
números para que eles sejam entregues aleatoriamente a cada grupo. Serão ne-
cessários dois papéis com números de 1 a 20. 
Sugestão de atividade:
• Material: pedaços de papel com números de 1 a 20.
Desenhe no chão um quadrado, um triângulo, um círculo e um retângulo e, 
depois de embaralhar os papéis, entregue um para cada criança. 
Fale em voz alta um número e o nome de uma figura plana. A criança que tiver 
o papel com o número ditado deve se posicionar sobre a figura. 
A sequência de números Página 84 do 
Livro do aluno
Materiais
• Tira de 1 metro com marcação de 10 espaços.
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Encaminhamento metodológico
Aproveite as atividades envolvendo a sequência de números para ampliar a 
tira de números construída anteriormente. Reúna as crianças em trios e entregue 
uma tira de papel pardo com 10 espaços para que cada trio escreva a sequência 
dos números de 11 a 20. Essa tira pode ter 1 m de comprimento por 10 cm de 
largura e ser dividida em 10 partes iguais. Peça às crianças que escrevam em cada 
parte um número, começando do 11 até o 20. Essa tira pode ser colada ao final da 
tira já construída, dando continuidade à sequência dos números. Depois, fixe as 
tiras em um local da sala de aula para que as crianças possam consultá-la sempre 
que necessário.
Diga às crianças que consultem o quadro de números completo da atividade 1 
ou a tira de números recém-construída. 
Igual ou diferente? 
Páginas 85 a 88 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
As atividades propostas nestas páginas exploram a comparação. Ao realizar 
comparações, as crianças estabelecem semelhanças e diferenças entre os ele-
mentos comparados. Nesse processo, a criança se depara com noções de tama-
nho e de quantidade, corriqueiras em situações de seu dia a dia. 
Explore mais a atividade 2, escolhendo cinco crianças da turma de manei-
ra que uma delas apresente uma caraterística única, como o uso de óculos, por 
exemplo, e peça à turma que descreva as semelhanças e as diferenças entre esse 
grupo de crianças. 
Antes de propor a atividade 3, retome o nome das figuras geométricas planas 
estudadas anteriormente. Para isso, desenhe no quadro de giz cada uma delas e 
pergunte à turma o nomedas figuras desenhadas. Nessa atividade, são apresen-
tadas as figuras planas em diferentes posições e tamanhos, para que a criança 
observe que o retângulo continua a ser um retângulo, independentemente da 
posição em que está representado. 
Para a atividade 4, forneça às crianças blocos lógicos na forma de quadrados 
e triângulos de diferentes cores, tamanhos e espessuras. Espera-se que elas ob-
servem essas diferenças. 
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Gols e gráficos 
Páginas 89 e 90 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Para a realização da atividade 2 proposta nesta página, leve as crianças ao pá-
tio ou à quadra de esportes da escola. Caso não tenha acesso a um gol, delimite 
esse espaço com dois objetos, como tijolos, por exemplo. Serão seis rodadas e, 
em cada uma delas, as crianças terão direito a um chute ao gol.
Durante a representação das quantidades de gols no gráfico, observe se as 
crianças pintam um quadradinho para cada gol marcado. Auxilie-as na escrita do 
nome de cada criança no eixo horizontal. Elas também podem escrever apenas a 
inicial dos nomes.
Após o preenchimento do gráfico, faça estas perguntas para que as crianças 
respondam e discutam com sua equipe:
1. Em alguma coluna todos os quadrinhos foram pintados? O que significa isso? 
Que frase posso escrever para representar isso?
2. Em alguma coluna nenhum quadrinho foi pintado? O que significa isso? Que 
frase posso escrever para representar isso?
3. Quantos chutes foram dados ao todo durante a atividade? Como vocês desco-
briram isso? Como é possível representar isso com números?
Lembre-se de que o importante não são as respostas, mas sim como as crian-
ças pensam nas estratégias de solução. Acolha as respostas e faça com que elejam 
a que consideram a mais adequada. Escreva-a no quadro ou em uma folha de pa-
pel kraft. Isso ajudará a criança a construir ideias sobre coleta de dados e leitura e 
interpretação de dados de um gráfico.
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A BNCC defende a inserção da Estatística desde a primeira infância, abordan-
do-a como a ciência do tratamento de dados em um contexto. Para subsidiar o 
trabalho envolvendo gráficos, sugerimos a leitura do texto a seguir: 
A Estatística tem como um de seus objetivos organizar e resumir gran-
des quantidades de dados mediante o uso de medidas e representações 
que mostrem, de maneira sintética, o perfil dos dados coletados, as ten-
dências e relações entre as variáveis. A partir de gráficos e tabelas, pode-
mos nos informar sobre os mais variados assuntos e, a partir dos dados, 
refletir sobre o que eles indicam sobre a temática. [...] 
É fundamental que haja muito cuidado na apresentação dos dados, 
tanto na forma de gráficos quanto de tabelas. Além disso, deve-se fazer 
uma interpretação criteriosa daquilo que é apresentado.
Tipos de gráficos e sua construção no ciclo de alfabetização
Os gráficos evidenciam uma visão geral dos dados e favorecem a com-
preensão visual das informações. Entretanto, essa facilidade aparente na in-
terpretação de um gráfico pode gerar alguns equívocos. Escalas incorretas 
geram análises erradas. Portanto, é fundamental que os alunos analisem um 
gráfico apoiando-se sobre os fatores que o motivaram, e não sobre a sua apa-
rência. Tais habilidades podem ser construídas desde o ciclo de alfabetização.
Existem diferentes tipos de gráficos que podem ser trabalhados nos anos 
iniciais: pictograma, barras, linha e setor. É importante que as crianças te-
nham a oportunidade de conhecer diferentes tipos de representações gráfi-
cas para serem capazes de reconhecer a mais adequada aos seus objetivos. 
Para tal, é preciso compreender as especificidades dessas representações.
Um gráfico de barras, tanto horizontal como vertical, permite estabe-
lecer comparações de frequências ou porcentagem. No caso das crianças 
pequenas (Educação Infantil e 1°. ciclo), devemos trabalhar apenas com as 
frequências. Também é preciso enfatizar que todas as barras devem ter a 
base com a mesma medida e que a separação entre elas deve ser uniforme. 
[...] No ciclo de alfabetização, o trabalho com gráficos pode iniciar pela 
construção desse tipo de representação utilizando materiais manipuláveis 
como tampinhas de garrafa PET, caixinhas de fósforo, etc. Fazê-los com es-
ses materiais auxilia também no trabalho com alunos com deficiência visual.
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[...] é imprescindível que o gráfico não seja um mero adorno em sala 
de aula e que as crianças sejam incentivadas a planejar e interpretar as 
informações que ali estão apresentadas. Além disso, é importante relem-
brar que gráficos são, também, importantes recursos para auxiliar os alu-
nos a construírem a noção de número de forma contextualizada, além de 
funcionarem como disparador de situações-problema, notadamente, no 
campo das operações. [...]
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na 
Idade Certa: Educação Estatística/Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica; Diretoria de Apoio à Gestão 
Educacional. Brasília: MEC, SEB, 2014. p. 21-23. 
O calendário 
Páginas 91 a 93 
do Livro do aluno
Materiais
• Calendário do mês atual.
Encaminhamento metodológico
As atividades com calendário e relacionadas ao espaço temporal podem ser 
iniciadas por meio do calendário já utilizado em sala de aula. 
Promova uma conversa em sala para que cada criança exponha sua rotina diá-
ria, os horários de acordar, fazer tarefas, ir à escola, dormir etc. Explore as ideias 
temporais de ontem, hoje e amanhã e relacione-as com os dias do calendário da 
classe.
Retome o uso do calendário diariamente na rotina das crianças, perguntando 
a elas quais dias acham importantes e especiais na semana ou aqueles em que há 
alguma aula especial.
Ao explorar o mês em que a atividade do calendário será realizada, faça uma 
leitura dos nomes dos dias da semana e do mês. Em seguida, pergunte às crianças:
• Que dia da semana é hoje? 
• Em que dias da semana frequentamos a escola? 
• Qual é seu dia da semana preferido? Por quê? 
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Após a escrita dos números, peça às crianças que leiam cada número em voz 
alta. Entregue 31 palitos para cada criança e peça que representem sobre a mesa 
cada quantidade do quadro com os números da página 93.
Sugestão de atividade: 
• Construção do calendário pessoal
 Material: quadro para o preenchimento do mês. 
• Como fazer: 
 Entregue para cada criança, no início de cada mês, um quadro como este: 
MARÇO
DOM SEG TER QUA QUI SEX SÁB
Em cada mês, varie a quantidade de números já escritos nesse quadro. Por 
exemplo, entregue o calendário do mês de março com os números das segundas-
-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras, para que as crianças terminem de preencher. 
Em abril, entregue os dias referentes aos sábados e domingos já preenchidos. 
Solicite às crianças que indiquem no calendário datas importantes de cada 
mês, datas comemorativas e dias em que eles têm alguma atividade interessante. 
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Pique-esconde Página 94 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológicoNesta brincadeira, espera-se que as crianças pratiquem a contagem dos nú-
meros até 30 de forma lúdica. Assim, elas terão liberdade de aprender oralmente 
a sequência dos números até o 30, com base em uma experiência com os colegas. 
Sugestão de atividade:
• Material: 31 círculos coloridos com números de 0 a 30 e um círculo com o 
desenho do rosto de uma centopeia.
 Entregue para cada criança um círculo e cole no chão da sala o círculo com o 
rosto da centopeia. Em seguida, peça a ajuda das crianças para montar o corpo da 
centopeia seguindo uma ordem na colocação dos círculos com os números. 
Observe se as crianças reconhecem a ordem dos números na sequência de 0 
a 30 e, depois de finalizada a atividade, faça com a turma a leitura dos números.
Contando até 30 
Páginas 95 a 99 
do Livro do aluno
Materiais
• Cartelas de bingo em branco.
Encaminhamento metodológico
Ao realizar as atividades propostas, retome com as crianças a contagem oral 
de sequências até 10, 20, chegando a 30. Relembre, também, o registro dessas 
sequências. 
Antes de propor a atividade 1 da página 95, amplie a tira de números já cons-
truída pelas crianças anteriormente. Entregue novamente uma tira de papel par-
do com 10 espaços para que cada dupla ou trio escreva a sequência dos números 
de 21 a 30. Essa tira pode ter 100 cm de comprimento por 10 cm de largura e ser 
dividida em 10 partes iguais. Ajude as crianças a escrever, em cada parte, um nú-
mero, começando do 21 e indo até o 30. Essa tira pode ser colada ao final da tira 
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já construída, dando continuidade à sequência dos números. Depois, fixe as tiras 
em um espaço da sala de aula para que as crianças possam consultá-las sempre 
que necessário. 
Após a realização das atividades da página 95, como forma de enriquecer essa 
atividade, promova um bingo de números. Para isso, entregue para cada criança a 
cartela a seguir, impressa em uma folha de papel: 
Bingo dos 
números
Solicite às crianças que escolham oito números entre 1 e 30 e escrevam, na 
cartela, um número em cada espaço. Depois, escreva os números em pedaços de 
papel e faça o sorteio, lendo cada número pausadamente e, em seguida, fazendo 
a leitura normalmente. A criança que tiver o número ditado na cartela marca-o 
com um X. Vence o jogo quem marcar primeiro todos os números de uma linha ou 
coluna. Peça às crianças que risquem cada abelha que já contaram na atividade 3.
Sugestão: Mencione a formação da dezena. Peça às crianças que usem o ma-
terial dourado ou os palitos para observar que, a cada grupo de 10 unidades, eles 
terão uma dezena. Promova uma conversa com elas para que informem quantas 
dezenas de colegas há na classe. Se possível, forme esses grupos para que tenham 
noção dessa quantidade e da contagem de 10 em 10.
Encaminhamento metodológico Página 98 do 
Livro do aluno
O objetivo deste jogo de percurso é explorar a sequência dos números até 30 
de forma divertida. 
Para a realização do jogo, peça a cada dupla que escreva números de 1 a 6 
em pedaços de papel para sorteio. Em cada rodada, cada criança deve sortear um 
papel e caminhar o número de casas sorteado sobre o percurso. Como marcador, 
cada criança pode usar a sua borracha, por exemplo. 
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Ao “caminhar” sobre esse percurso o número de casas sorteado, as crianças 
também estão efetuando adições. 
Sugestão de atividade: 
• Material: tiras com números. 
• Modelo de tiras: 
25 26 27 28 29
10 11 12 13 14 15
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Para cada tira, escolha um número e peça às crianças que coloquem a borra-
cha sobre ele. Em seguida, solicite que avancem, por exemplo, três casas e per-
gunte qual é o número da casa em que pararam. 
Considerando esta tira como exemplo, temos: 
25 26 27 28 29
A criança começa na casa 25 e avança três casas. 
25 26 27 28 29
A criança para na casa 28.
Essa situação pode ser representada pela adição: 
25 + 3 = 28
O número 25 representa a casa de onde a criança saiu; o número 3 indica 
quantas casas ela avançou; e o 28 se refere à casa em que ela parou. 
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Direita ou esquerda? 
Páginas 100 a 103 
do Livro do aluno
Materiais
• Bexigas.
Encaminhamento metodológico
Nas atividades propostas nestas páginas, iniciamos o trabalho envolvendo as 
ideias de direita e esquerda, sempre com as personagens ilustradas de costas para 
o leitor. 
Sobre direita e esquerda, sugerimos a leitura do texto a seguir.
A lateralidade e os modos de ver e representar
Antonio Vicente Marafioti Garnica 
Maria Ednéia Martins-Salandim
As noções de lateralidade e orientação no espaço geralmente formam-
-se a partir do próprio corpo, e ainda na infância, a partir dos sentidos e 
movimentos em um espaço perceptivo e familiar à criança.
Ainda na infância – e é necessário que seja assim – define-se para 
a criança uma predominância lateral, manifestando-se na utilização mais 
intensa e ágil de membros do lado direito ou esquerdo do seu corpo, cha-
mada de lateralização por alguns autores. Essas manifestações ocorrem 
quando decidimos ou somos levados a decidir, por exemplo, com qual mão 
faremos algumas de nossas atividades mais corriqueiras, como pegar uma 
colher, escovar os dentes, segurar o lápis etc., ou com qual pé chutamos 
uma bola. No início, no entanto, a criança não tem um vocabulário espe-
cífico para essas ações, elas são “naturais”, ou seja, desenvolvidas intuiti-
vamente ou por “observação”, já que a criança está rodeada por pessoas 
que a todo o momento realizam atividades como as que ela própria quer 
ou tem que realizar.
Como, então, desenvolver um vocabulário que aos poucos incorpore 
termos como “esquerda”, “direita”, “atrás”, “para trás”, “de trás”, “frente”, 
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“em frente”, “de frente”, “diante”, “adiante” etc.? O ponto de partida pode 
ser, novamente, o próprio corpo da criança. Para alguns pesquisadores, 
nós somos o nosso corpo e nossas relações com o mundo (e essas relações 
com o mundo são, de algum modo, sempre mediadas pela corporeidade). 
Mas como ensinar qual é, por exemplo, a mão direita? Quais problemas 
acarretam o uso frequente da afirmação de que a mão direita é aquela 
com a qual se escreve, ou, ainda, que é o lado da porta em que está um 
determinado objeto? Como discernir entre o que está atrás e o que está 
no fundo da sala se muitas vezes o que está atrás é o que está ao fundo 
da sala? Precisamos cuidar dos termos e explicações utilizados, pensando 
atividades, brincadeiras e jogos que não apenas propiciem aos estudantes 
experiências com o uso de membros de seu corpo visando a incorporar, no 
ensino, os conceitos ligados à lateralização. É preciso, além disso, que es-
sas experiências, esses comandos e as atividades sejam problematizados.
Reconhecendo sua lateralização (manifestação da preferência de uso 
dos membros direitos ou esquerdos para a realização de certas tarefas), 
a criança pode evoluir dessa percepção que é própria, singular, restrita, 
ao conceito de lateralidade, ou seja, a compreender que sua “esquerda” 
coincide com a “direita” de quem está à sua frente e olhando para ela; ou 
que sua “esquerda”coincide com a “esquerda” de quem está ao seu lado, 
olhando na mesma direção que ela. A passagem da noção de lateralização 
para a de lateralidade está vinculada à orientação no espaço (PIRES; CURI; 
CAMPOS, 2009). Perceber se a criança do ciclo de alfabetização tem essas 
noções pode ser um bom ponto de partida para a realização de atividades 
em sala de aula, ampliado os modos de como ela organiza seus próprios 
deslocamentos no espaço, escolhendo seus pontos de referência ou dan-
do comandos a outras crianças a partir de sua própria posição ou da loca-
lização de algum objeto na sala.
Como, então, adquirir essa habilidade de representação da localiza-
ção e de orientação espacial? Como levar a criança a perceber-se, com os 
outros, num determinado espaço de modo que ela possa falar sobre sua 
localização em relação às outras pessoas e coisas?
É multiplicando suas experiências sobre os objetos do espaço em que 
vive que a criança vai aprender e, desse modo, construir uma rede de 
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conhecimentos relativos à localização e à orientação, que vai permitir a ela 
penetrar no domínio da representação dos objetos e, assim, se distanciar 
do espaço sensorial ou físico (PIRES; CURI; CAMPOS, 2009).
Assim, é extremamente importante que essa temática seja adequa-
damente abordada nos anos iniciais da escolarização, não apenas no que 
diz respeito à fixação de um vocabulário próprio relativo à orientação es-
pacial, mas, também, no que diz respeito à construção de um vocabulário 
autônomo para a indicação de uma localização e na compreensão e avalia-
ção de comandos relativos à posição (ir ou não para frente, seguir ou não 
para a direita...). Dominar essas ideias é avançar quanto à construção de 
um espaço representativo. “[...] Localizar-se no espaço significa também 
ser capaz de utilizar um vocabulário que permita diferenciar e interpretar 
informações espaciais” (SAIZ, 2006, p. 143). [...] 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional 
pela Alfabetização na Idade Certa: Geometria. Brasília: MEC; SEB, 2014. Caderno 5. p. 61-62.
Durante a realização da atividade proposta, observe se as crianças giram para 
os lados indicados. Caso apresentem alguma dúvida, retome as ideias de direita e 
esquerda.
O objetivo do jogo proposto nas páginas 101 e 102 é explorar a localização de 
objetos e pessoas tendo como referência a professora ilustrada nas páginas. Nesse 
jogo, as crianças têm liberdade para escolher se vão colar o menino à direita ou à 
esquerda da professora e se a menina deve segurar o balão com a mão direita ou 
esquerda. Durante o jogo, observe se as crianças usam expressões como: 
– Cole o balão na mão direita da menina. 
– Cole o menino à esquerda da professora. 
Na atividade 2, escolha três crianças e organize-as em uma fila, posicionando-
-as de costas para a turma. Dessa forma, a direita das crianças da fila será também 
a direita das crianças de toda a turma. 
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Qual é o caminho? Páginas 104 a 107 
do Livro do aluno 
Encaminhamento metodológico
O objetivo das propostas destas páginas é a descrição da localização e movi-
mentação em malhas quadriculadas. Peça às crianças que sigam os trajetos com 
o dedo indicador. 
O carrinho e os animais ilustrados nas atividades estão posicionados para faci-
litar às crianças a observação e a determinação do trajeto percorrido, uma vez que 
foram representados de costas para o leitor. Dessa forma, a criança se coloca no 
lugar da girafa, por exemplo, e a direita do animal é também a direita da criança. 
Reúna as crianças em duplas para que confiram os caminhos traçados na ativi-
dade 2 da página 105. Como forma de garantir a compreensão desse tipo de ativi-
dade, peça a algumas duplas que leiam os caminhos criados e faça esses trajetos 
no quadro de giz. 
Aonde você vai chegar? Página 108 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
O objetivo das atividades propostas nestas páginas é retomar a localização de 
objetos, pessoas e animais no deslocamento em pequenos percursos. 
Leve as crianças até o pátio da escola. Desenhe no chão, com giz, uma malha 
quadriculada formada por 12 quadrados de 50 cm de lado e marque o ponto de 
saída dessa malha. Em seguida, forme uma fila com as crianças e dê orientações 
para que cada uma delas percorra um percurso escolhido por você. 
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O real Página 109 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Para as atividades desta página, leve cédulas e moedas para a sala de aula. 
Peça às crianças que observem as imagens, os números e as escritas em cada 
um. Diga a elas que comparem os tamanhos e verifiquem se notas maiores valem 
mais. O mesmo para as moedas. Mostre às crianças como são produzidas as notas 
e as moedas.
As crianças podem dizer que já usam moedas e cédulas para comprar lan-
ches na cantina da escola ou junto dos pais, fazer compras na padaria ou em 
supermercados. 
Explore mais essa questão, pedindo a algumas crianças que contem o que 
compraram e o quanto gastaram. No espaço destinado à resposta da pergunta, as 
crianças podem escrever ou fazer um desenho representativo do que compraram.
Encaminhamento metodológico Página 110 do 
Livro do aluno
Solicite antecipadamente às crianças que tragam para a sala de aula encartes 
de ofertas de supermercados ou farmácias. Em sala, explore os produtos que apa-
recem em alguns desses encartes e os respectivos preços. Comente com as crian-
ças que a vírgula que aparece nesses preços separa os valores que são maiores ou 
iguais a 1 real dos que são menores. Todos os números que estão à esquerda da 
vírgula são iguais ou maiores do que 1 real, e os que estão à direita são menores 
do que 1 real. Reforce ainda que os números que vêm após a vírgula representam 
valores que podem ser pagos com moedas.
As moedas de 1 real Páginas 111 a 113 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Antes de propor as atividades dessa página, pergunte às crianças se elas têm 
um cofrinho e se costumam poupar. Explique que poupar é guardar dinheiro, que 
pode ser em moedas depositadas em um cofrinho, por exemplo. 
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As atividades da página 112 exploram a ideia de tirar da subtração. Solicite 
às crianças que representem a quantidade de moedas sobre a mesa com palitos 
de picolé e tirem os palitos que representam as moedas colocadas no cofrinho. 
Depois, é só contar os palitos que sobraram sobre a mesa. As crianças também 
podem simplesmente riscar na ilustração as moedas que foram colocadas no 
cofrinho. 
As atividades da página 113 exploram a ideia de acrescentar da adição. Solicite 
às crianças que representem a quantidade de moedas sobre a mesa com palitos 
de picolé e acrescentem os palitos que representam as moedas que Alice ganhou 
da tia. Depois, basta contar os palitos obtidos no total. 
O cofrinho Páginas 114 e 115 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
O objetivo das atividades propostas nestas páginas é a resolução de proble-
mas envolvendo as ideias de acrescentar da adição e tirar da subtração. 
As situações podem ser encenadas usando palitos de picolé no lugar de moe-
das. Dessa forma, as crianças conseguem observar tanto as quantidades acres-
centadas quanto as retiradas,bem como os resultados obtidos em cada situação. 
Sugestão de atividade: 
• Material: figuras de moedas de 1 real e de cédulas de 2, 5, 10, 20 e 50 
reais, bem como figuras de brinquedos ou produtos de supermercado 
com os preços sem os centavos.
Peça às crianças que representem, com as figuras de moedas e cédulas, os 
preços dos brinquedos e dos produtos que você vai mostrar. Durante a realização 
dessa atividade, observe se elas reconhecem o valor de cada cédula.
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Vamos às compras Páginas 116 e 117 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Na atividade 1, espera-se que as crianças observem que os preços são diferen-
tes. Para comparar o preço dos brinquedos, peça-lhes que desenhem no caderno 
a quantidade de moedas de 1 real necessária para representar o preço de cada 
um deles. Dessa forma, elas visualizarão que a boneca é o brinquedo mais caro e 
o carrinho, o mais barato.
O objetivo do item é explorar o reconhecimento dos valores das cédulas de real. 
O mercado Páginas 118 e 119 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
As atividades propostas nestas páginas, além de explorarem adições e subtra-
ções, têm por objetivo trabalhar com noções de Educação Financeira. Para isso, 
converse com as crianças sobre a importância de comprar produtos de que real-
mente necessitamos. 
Peça antecipadamente às crianças que tragam para a sala de aula embalagens 
vazias de produtos e brinquedos. Em seguida, com a ajuda delas, determine os 
preços de cada produto e escrevam as etiquetas que devem ser coladas nas res-
pectivas embalagens. Sempre escrevam os preços inteiros, por exemplo: 3 reais. 
Escolha diferentes crianças para serem os caixas do supermercado. O caixa 
pode ser trocado a cada 10 minutos, por exemplo. Durante a realização da ativida-
de, observe como as crianças fazem os cálculos e resolvem as situações de troco, 
em que uma subtração se faz necessária. 
As figuras de cédulas e moedas devem ser guardadas, pois essa atividade 
pode ser repetida mais vezes durante o ano. Elas também serão usadas em uma 
atividade futura. 
Sugestão de atividade:
Reúna as crianças em duplas e peça que criem histórias envolvendo algum 
produto que compraram e o preço que pagaram. Depois, peça que cada dupla 
conte a história que criou para a turma e, sempre que possível, associe a situação 
criada a uma operação, escrevendo-a no quadro de giz. 
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Contando frutas do pomar 
Páginas 120 a 123 
do Livro do alunoEncaminhamento metodológico
O objetivo das atividades propostas nestas páginas é a ampliação do campo 
numérico para quantidade até 40. 
Novamente, é interessante propor às crianças a ampliação da tira de números 
já construída anteriormente. Dessa vez, você pode entregar uma tira de papel 
pardo com 10 espaços para cada dupla ou trio de crianças para que escrevam a 
sequência dos números de 31 a 40. Essa tira pode ser colada ao final da tira já 
construída, dando continuidade à sequência dos números. Depois, fixe as tiras em 
um espaço da sala de aula para que as crianças possam consultá-la sempre que 
necessário. 
Como forma de garantir a compreensão da relação entre as quantidades e os 
números que as representam, peça às crianças que representem as quantidades 
de frutas sobre a mesa usando palitos de picolé ou tampinhas de garrafa. 
Encaminhamento metodológico Página 124 do 
Livro do aluno
Para a realização do Bingo dos números, solicite às crianças que, depois de 
escreverem na cartela os números escolhidos, façam bolinhas com papel para 
rascunho para marcar os números ditados. Explique que, quem marcar todos os 
números de uma linha ou de uma coluna da cartela, deve gritar “Bingo”. Sempre 
que isso acontecer, o jogo recomeçará até alguém gritar “Bingo” novamente. 
Ao ditar os números, fale a primeira vez pausadamente e repita a leitura, des-
sa vez normalmente. 
Sugestão de atividade: 
• Material: cartões com números de 1 a 40.
Espalhe os cartões com números no chão da sala e peça a ajuda das crianças 
para organizar esses cartões começando do 1 até o 40. 
Depois, solicite que fechem os olhos e retire um cartão da sequência. Em se-
guida, peça às crianças que olhem alguns segundos para a nova sequência e des-
cubram que número foi retirado. 
Repita essa atividade para outros números. 
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Ligando pontos Páginas 125 e 126 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
No desenho proposto na atividade 1 da página 125, a sequência acaba no nú-
mero 41. Por isso, antes de propor esta atividade, pergunte às crianças:
• Que número vem logo depois do 10? 
• Que número vem logo depois do 20? 
• Que número vem logo depois do 30? 
• Que número vem logo depois do 40? 
As crianças podem consultar a tira numérica construída anteriormente. 
Espera-se que elas observem que basta acrescentar uma unidade ao número 40. 
A tira numérica construída também pode ser consultada pelas crianças para o 
preenchimento do quadro de números da atividade 2 e da atividade da página 126.
Medindo comprimentos 
Páginas 127 e 128 
do Livro do aluno
Materiais 
• Palitos de picolé.
Encaminhamento metodológico
Durante a atividade 1, ajude as crianças a alinharem uma das extremidades 
da borracha a uma das extremidades da linha sobre a imagem da lagarta. Assim: 
andregric/Shutterstock
As repostas esperadas nessa medição são: menos do que uma vez, uma vez 
ou mais do que uma vez. 
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 Comente que a lagarta representada está em seu tamanho real. Ao final da 
realização da atividade 1, observe se as crianças compreenderam que as medidas 
encontradas foram diferentes, pois o comprimento de cada borracha usada para 
medir é diferente. Antes de propor a atividade 2, construa em uma cartolina, com 
a ajuda das crianças, um quadro de números de 1 até 50. 
Para resolver a atividade 2, diga às crianças que consultem esse quadro de 
números construído. 
Encaminhamento metodológico Página 129 do 
Livro do aluno
A situação apresentada na atividade 2 envolve a utilização de palitos de pi-
colé como unidades de medida de comprimento. Nesse momento, é importante 
garantir que as crianças compreendam que as medidas encontradas pela turma 
serão iguais porque os palitos têm o mesmo comprimento. 
Na atividade 3, são exploradas a estimativa da altura das crianças e a compro-
vação da medida com o uso de palitos de picolé. 
Para a realização dessa atividade, separe um pedaço de papel pardo para cada 
criança. Peça a cada uma delas que se deite sobre o pedaço de papel. Então, com 
uma régua, trace duas linhas, uma abaixo dos pés e outra acima da cabeça da 
criança. Em seguida, peça a cada criança que cole os palitos, um em seguida do 
outro, ligando uma marca à outra, em linha reta, para determinar a quantidade de 
palitos usados na medição da altura. Depois, solicite às crianças que confiram se 
acertaram ou não a estimativa feita. 
Caso sejam necessários, por exemplo, 20 palitos mais a metade de um palito, 
as crianças podem responder: 20 palitos e mais um pouco. 
Ajude as crianças a escreverem seus nomes nas folhas de papel que as repre-
sentam. Depois, organize uma exposição dos trabalhos em sala de aula.
Sugestão de atividade:
Peça que às crianças que usem os palitos de picolé para medir: 
• a altura da cadeira;• a largura e o comprimento do tampo da mesa;
• a largura da porta da sala de aula; 
• o comprimento da capa do livro. 
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O metro Página 130 do 
Livro do aluno
Materiais
• Rolo de barbante.
Encaminhamento metodológico
O objetivo desta atividade é desenvolver nas crianças a noção do tamanho 
que tem um metro. 
Durante a realização das medições, solicite às crianças que deixem o barbante 
bem esticado e, caso seja necessário, reúna-as em duplas para medir. Dessa for-
ma, cada uma segura uma das extremidades do barbante e garante que a medição 
seja a mais precisa possível. Peça-lhes, também, que alinhem uma das extremida-
des do barbante a uma das extremidades daquilo que se deseja medir. 
Sugestão de atividade:
 Peça às crianças que meçam o comprimento e a largura da sala de aula usan-
do os barbantes de 1 metro de comprimento. 
É interessante deixar que as crianças descubram sozinhas estratégias para me-
dir o comprimento e a largura usando os barbantes.
Uma estratégia possível de se adotar é colocar os barbantes esticados, um em 
seguida do outro, e contar quantos foram necessários. Comente com as crianças 
que, para essa atividade, deve-se considerar o comprimento da sala como a maior 
medida, caso a sala seja retangular. Exemplos de respostas:
• Comprimento: pouco mais de 8 barbantes.
• Largura: menos de 5 barbantes.
Se desejar, essa atividade pode ser realizada no pátio ou na quadra de espor-
tes da escola.
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A medida do passo Página 131 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Solicite às crianças que deem um passo “normal”, sem forçar. Ao comparar 
com a medida da altura, perceberão que todos têm o passo menor do que 1 me-
tro. Como forma de curiosidade, comente que o passo de uma pessoa adulta tem 
em média um metro de comprimento.
Materiais
• Barbante
• Folha em branco A3
Encaminhamento metodológico Página 132 do 
Livro do aluno
Defina as seguintes distâncias para a atividade 2: 
1. Distância do fundo da sala até o quadro de giz. 
2. Distância da porta até a mesa do professor. 
3. Distância da mesa de uma criança até a mesa do professor. 
Para a verificação das estimativas com o barbante, organize, para cada distân-
cia, as crianças em fila e deixe que cada uma, à sua vez, realize a medição.
Para a construção do gráfi-
cos separe as crianças em grupos, 
peça a elas que colem os barbantes 
bem esticados, um ao lado do ou-
tro, com espaços iguais entre eles. 
Depois, cada criança deve escrever 
seu nome abaixo do barbante que 
lhe pertence. Escreva o título do 
gráfico e trace o eixo horizontal. 
Ana Lucas Amanda
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Kanate/Shutterstock
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Tem criança na cozinha 
Páginas 133 e 134 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Nas situações apresentadas nesta página, exploramos o quilograma como uni-
dade de medida de massa. Usamos “peso” entre aspas para indicar massa, pois é 
um termo com o qual as crianças estão mais familiarizadas. Nesse momento, não 
se faz necessária a explicação da diferença entre as grandezas peso e massa, po-
rém é importante ressaltar que não são sinônimos. 
A colher de sopa, a xícara de chá e a balança podem ser usadas para medir a 
quantidade de farinha de trigo de uma receita de bolo. Leve para a sala de aula 
esses utensílios e mostre às crianças os tamanhos que têm uma colher de chá e 
uma xícara de chá. Comente que esses utensílios são comuns em receitas. 
Encaminhamento metodológico Página 134 do 
Livro do aluno
Receitas com imagens dos ingredientes são comuns, principalmente para crian-
ças. Durante a realização da atividade, observe se as crianças apresentam alguma 
dúvida na contagem e na representação das quantidades de cada ingrediente. 
É interessante comentar que a expressão “xícara de chá”, por exemplo, indica 
o tamanho da xícara usada para medir, e não que o conteúdo da xícara para a re-
ceita seja chá. Situação semelhante acontece com a colher de sopa. 
Comente com as crianças que a palavra “quilograma” também é usada de for-
ma abreviada: quilo. 
A corrida maluca 
Páginas 135 e 136 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Para a realização dessa atividade de corrida, leve as crianças até o pátio ou a 
quadra de esportes da escola. Trace um percurso no chão, que não precisa ser em 
linha reta. Em seguida, marque com fita adesiva as linhas de partida e de chegada 
do percurso e enfileire as crianças na linha de chegada, deixando-as prontas para, 
a seu sinal, começar a correr.
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Delimite, então, 10 percursos, um para cada criança do grupo. Peça a ajuda da 
turma para registrar a ordem de chegada das crianças de cada grupo. 
Ordem na fila Página 137 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Durante a realização das atividades propostas nestas páginas, observe se as 
crianças associam corretamente a posição das personagens nas filas ao nome dos 
números ordinais. 
Como forma de verificar se as crianças têm alguma dúvida sobre esse assunto, 
escolha 10 crianças e peça que formem uma fila de acordo com a posição indicada 
por você. Fale o nome da criança e a posição que ela deve assumir nessa fila.
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Que figura é essa? 
Páginas 138 e 139 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Para a brincadeira “Qual figura é essa?”, leve as crianças até o pátio da escola 
e desenhe com giz, no chão, quadrados, triângulos, círculos e retângulos de dife-
rentes tamanhos, em diversas posições e de cores variadas. 
A brincadeira pode ter cinco rodadas e, em cada uma delas, além dos coman-
dos que aparecem na página do livro do aluno, você pode falar: 
• “Crianças cujo nome começa pela letra A, dentro do retângulo amarelo. As 
demais, dentro de quadrados.”
Para a realização da atividade 3, pergunte às crianças quem faz aniversário em 
abril e peça a ajuda delas para contar essa quantidade de aniversariantes. 
Sugestão de atividade:
• Material: uma folha de papel dividida em quatro partes iguais para cada 
criança.
Peça às crianças que desenhem em cada parte da folha a quantidade que de-
sejarem de cada figura geométrica plana. Cada criança deve escolher a figura que 
vai desenhar em cada parte e quantas vão desenhar. 
Na sequência, solicite às crianças que troquem de folha com um colega para 
que cada um faça a contagem da quantidade de figuras em cada espaço e escreva 
o nome da forma geométrica plana correspondente àquela figura.
Nome da figura: 
Quantidade: 
Nome da figura: 
Quantidade:
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Nome da figura: 
Quantidade:
Nome da figura: 
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Ao final, confira as estimativas e os nomes das figuras que cada criança 
escreveu. 
Desenhando figuras Página 140 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Nesta atividade, chame a atenção das crianças para as diferenças entre as for-mas geométricas indicadas para contornarem. Inicialmente, deixe-as livres para 
apontarem essas diferenças e, depois, fale sobre os elementos que diferem as for-
mas apresentadas. Pergunte a elas que objetos lembram as formas contornadas 
na atividade.
Palhaços pela metade 
Páginas 141 e 142 
do Livro do aluno
Material
• Folhas de papel quadriculado.
Encaminhamento metodológico
O objetivo das atividades propostas nestas páginas é explorar as característi-
cas de figuras simétricas por reflexão. A diferença entre essas situações e as traba-
lhadas nas páginas anteriores é que o eixo de simetria está sobre a figura. 
Durante a realização das atividades, ressalte o fato de que o eixo de simetria 
divide a figura em duas metades, ou seja, em duas partes exatamente iguais, in-
cluindo as cores. 
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Como forma de ampliação das atividades, entregue folhas de papel quadri-
culado às crianças e peça que tracem uma linha dividindo a folha em duas partes 
iguais. No lado direito da linha traçada, as crianças deverão desenhar uma ima-
gem, pode ser inteira ou metade. Em seguida, peça que troquem as folhas com 
um colega, que deverá desenhar a figura simétrica no lado esquerdo da linha. 
Quanto cabe Páginas 143 e 144 
do Livro do aluno
Sugestão de atividade:
Jogo “Onde cabe mais”
Materiais:
• Garrafas e recipientes de diferentes tamanhos e formatos.
• Um medidor de 1 litro. 
Regras do jogo:
1. Crianças reunidas em 2 grupos. 
2. Em cada rodada, mostre dois recipientes para cada grupo e pergunte: Onde 
cabe mais água? 
3. As crianças do grupo respondem e, em seguida, você faz a medição com o 
copo medidor para confirmar. Mostre às crianças que nesse copo cabe 1 
litro. 
4. O grupo que acertar marca um ponto. 
5. Vence o jogo o grupo que tiver mais pontos. 
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Pegue e pague Páginas 145 e 147 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Ao realizar esta atividade, explore algumas ideias com as crianças, tais como 
mostrar a elas que ter uma nota de 5 reais é o mesmo que ter 5 moedas de 1 real. 
Faça-as entender que, para pagar um produto, é preciso ter uma quantidade de 
dinheiro igual ou maior do que o valor do produto. Aproveite para explorar a ideia 
de troco.
Para pagar pelos brinquedos que escolheram para si e para a doação, as 
crianças precisarão realizar adição de quantidades, dependendo do preço dos 
brinquedos.
Por exemplo:
• Se a criança escolher um balde de praia que custa 4 reais, terá de colar 2 
cédulas de 2 reais ou 4 moedas de 1 real. 
• Se escolher o trem que custa 10 reais, poderá colar uma cédula de 10 reais 
ou duas de 5 reais.
Caso seja necessário, disponibilize material de contagem para que as crianças 
representem os valores das cédulas sobre as mesas e, então, determinem o valor 
obtido da junção das quantidades. 
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As brincadeiras favoritas 
Páginas 148 a 150 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Antes de propor as atividades destas páginas, converse com as crian-
ças sobre as brincadeiras favoritas delas. Em seguida, escolha quatro dessas 
brincadeiras e faça uma lista no quadro de giz com o nome de cada uma. 
Peça às crianças que escolham uma das brincadeiras, erguendo a mão para 
votar. Pergunte “Qual dessas brincadeiras você prefere?” e aponte para cada uma 
das brincadeiras do quadro. Em seguida, com a ajuda da turma, faça a contagem 
da quantidade de crianças que escolheu cada brincadeira e pergunte como elas 
fariam para registrar essa quantidade. Algumas crianças podem sugerir fazer um 
risquinho para cada voto, usar o número como forma de registro ou, ainda, outra 
forma de marcação. É interessante mostrar para a turma as diferentes sugestões 
de registro que surgirem.
Para facilitar a escrita dos nomes das brincadeiras na tabela e no gráfico, re-
gistre esses nomes no quadro. Solicite a cada criança que vá até o quadro e faça 
um risco na atividade que escolheu. Sugira, por exemplo, que a turma escreva um 
pequeno texto coletivo com a interpretação dos dados. Escreva esse texto no qua-
dro e, depois dos ajustes, transcreva o texto final no papel kraft para expor na sala. 
Por exemplo: “Hoje fizemos uma votação em sala para saber qual a brincadeira 
preferida da turma. A professora deu quatro opções: jogar bola, andar de bici-
cleta, esconde-esconde e banho de mangueira. Cada criança só poderia escolher 
uma delas. Ao final, descobrimos que a brincadeira preferida da turma é esconde-
-esconde. Combinamos que hoje vamos brincar juntos de esconde-esconde e, na 
sexta-feira, de banho de mangueira, que foi a segunda brincadeira mais votada”.
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Referências bibliográficas 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base nacional comum curri-
cular: versão final. Brasília: MEC/SEB, 2017. 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão 
Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Educação Estatística. Brasília: 
MEC; SEB, 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão 
Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Quantificação, Registros e 
Agrupamentos. Brasília: MEC; SEB, 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão 
Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Operações na resolução de 
problemas. Brasília: MEC; SEB, 2014.
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Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Geometria. Brasília: MEC; 
SEB, 2014.
CÂNDIDO, Patrícia T. Comunicação em Matemática. In: SMOLE, Kátia S.; DINIZ, Maria I. Ler, 
escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender matemática. Porto Alegre: 
Artmed, 2001.
LORENZATO, Sergio. Educação infantil e percepção matemática. 3. ed. Campinas, SP: Autores 
Associados, 2011.
PANIZZA, Mabel. Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas séries iniciais: análise e 
propostas. Tradução de Antonio Feltrin. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 59.
REAME, Eliane et al. Matemática no dia a dia da Educação Infantil: rodas, cantos, brincadei-
ras e histórias. 2. ed. São Paulo: Livraria Saraiva, 2013. 
SMOLE, Kátia Stocco; DINIZ, Maria Ignez; CÂNDIDO, Patrícia. Jogos de matemática de 1.º a 
5.º ano. Porto Alegre: Artmed, 2007.
TOLEDO, Marília Barros de Almeida; TOLEDO, Mauro de Almeida. Teoria e prática de mate-
mática: como dois e dois. São Paulo: FTD, 2010. 
VERGNAUD, G. La théorie des champs conceptuels. Recherches en Didactique des 
Mathématiques, Grenoble, v. 10, n. 23, p. 133-170, 1990.
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foco nas interações para formalizar conceitos de forma prática e contextualizada.
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Os campos conceituais para a educação da primeira infância são apresentados 
no Baú da Matemática da seguinte forma: 
• Geometria, grandezas e medidas, que desenvolverá noções espaciais.
• Números e operações, que alicerçará o estudo da aritmética.
• Probabilidade e estatística, que desenvolverá ideias relacionadas a chan-
ces, possibilidades e formas de representar dados, dando subsídios para o 
tratamento de dados contextualizados nas etapas futuras da escolarização. 
Esses campos conceituais estão destacados no sumário, em cores diferentes 
para que sejam facilmente identificados o trabalho com eles e a intenção principal 
da atividade: 
NÚMEROS E 
OPERAÇÕES
GEOMETRIA, GRANDEZAS 
E MEDIDAS
PROBABILIDADE 
E ESTATÍSTICA
É fundamental promover momentos em que as crianças possam sistematizar 
conceitos por meio de interações e brincadeiras, fazendo observações, manipu-
lando objetos, investigando e explorando o ambiente no qual estão inseridas, para 
que, por meio do levantamento de hipóteses, elas possam buscar informações 
para obter respostas às suas curiosidades e aos seus questionamentos. Com isso, 
este material possui o objetivo de criar oportunidades para que as crianças am-
pliem seus conhecimentos em matemática, dando solidez para que novas noções 
possam ser adquiridas nos anos posteriores. 
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Conheça os ícones presentes no 
Baú da Matemática: Descobrir
HORA DE INVESTIGAR
Atividades que trabalham aspectos 
relevantes da matemática para 
o processo de alfabetização e 
letramento nas unidades temáticas 
da matemática.
CURIOSIDADE
Curiosidades envolvendo um ou mais 
conceitos matemáticos essenciais.
VAMOS LER?
Atividades de interação do leitor/
ouvinte com diferentes textos.
PARA OUVIR E FALAR
Atividades que trabalham a oralidade e a escuta ativa, incentivando a expressão de 
ideias, opiniões, estratégias pessoais, sentimentos e sensações.
BRINCAR E APRENDER
Atividades que trabalham, de forma 
interativa e lúdica, envolvendo um 
ou mais conceitos matemáticos 
essenciais para o processo de 
alfabetização.
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Mapa de conteúdos – Baú da Matemática: 
Descobrir
Neste quadro de conteúdos, são apresentados os objetivos de aprendizagem 
desenvolvidos ao longo de todo o material. Os objetivos estão separados por uni-
dades temáticas da matemática propostas no Baú da Matemática: descobrir, 
direcionado aos alunos. Além disso, neste quadro, é possível verificar em qual 
página do aluno os objetivos de aprendizagem são trabalhados, seja de maneira 
introdutória, seja mais aprofundada.
Objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento Conteúdos Objetos de
conhecimento Localização
• (EI03ET04) Registrar observa-
ções, manipulações e medidas, 
usando múltiplas linguagens 
(desenho, registro por números 
ou escrita espontânea), em 
diferentes suportes.
• (EI02ET04) Identificar relações 
espaciais (dentro e fora, em 
cima, embaixo, acima, abaixo, 
entre e do lado) e temporais 
(antes, durante e depois).
• (EI02ET05) Classificar objetos, 
considerando determinado 
atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
• (EI01ET04) Manipular, experi-
mentar, arrumar e explorar o 
espaço por meio de experiên-
cias de deslocamentos de si e 
dos objetos.
• Utilizar vocabulário relativo 
às noções de grandeza (maior, 
menor, igual etc.), espaço 
(dentro e fora) e medidas (com-
prido, curto, grosso, fino) como 
meio de comunicação de suas 
experiências.
• Em frente/ 
atrás
• Em cima/
embaixo.
• Dentro/fora,
• Grande/
pequeno
• Antes/depois/
entre
• Leve pesado
• Localização de obje-
tos e de pessoas no 
espaço, utilizando 
diversos pontos de 
referência e vocabu-
lário apropriado.
• Que bom te conhe-
cer! – P. 6
• O primeiro dia de 
aula – P. 10
• A fila da amarelinha 
– P. 12
• O cachorro de Alice 
– P. 64
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Objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento Conteúdos Objetos de
conhecimento Localização
• (EI03ET07) Relacionar números 
às suas respectivas quantidades 
e identificar o antes, o depois e 
o entre em uma sequência.
• (EI02ET08) Registrar com nú-
meros a quantidade de crianças 
(meninas e meninos, presentes 
e ausentes) e a quantidade de 
objetos da mesma natureza 
(bonecas, bolas, livros etc.).
• Números de 0 
a 10.
• Contagem de 
rotina.
• Ordem 
crescente e 
decrescente.
• Comparação 
de 
quantidades.
• Adição e 
subtração com 
resultados até 
10.
• Contagem de rotina
• Contagem ascenden-
te e descendente
• Reconhecimento de 
números no contexto 
diário: indicação de 
quantidades, indi-
cação de ordem ou 
indicação de código 
para a organização 
de informações
• Quantificação de 
elementos de uma 
coleção: estimativas, 
contagem um a um, 
pareamento ou ou-
tros agrupamentos e 
comparação
• Construção de fatos 
básicos da adição e 
subtração
• Os números da ama-
relinha – P. 14
• As saias da barata – 
P. 28
• O número zero – P. 
35
• O número dez – 
P. 37
• 0 Até 10 – P. 38
• Contando as saias da 
barata – P. 40
• Somando com pali-
tos – P. 47
• Subtraindo com ba-
lões e palitos – P. 52
• As coleções da tur-
ma – P. 75
• Os desenhos das 
crianças – P. 81
• (EI03ET01) Estabelecer relações 
de comparação entre objetos, 
observando suas propriedades.
• (EI02ET05) Classificar objetos, 
considerando determinado 
atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
• Figuras 
geométricas 
espaciais: 
cubo, parale-
lepípedo, pirâ-
mide, cilindro e 
esfera.
• Figuras geométricas 
espaciais: reconhe-
cimento e relações 
com objetos familia-
res do mundo físico
• Reciclando para 
brincar – p. 57
• Pilha de blocos – P. 
67
• (EI03ET04) Registrar observa-
ções, manipulações e medidas, 
usando múltiplas linguagens 
(desenho, registro por números 
ou escrita espontânea), em 
diferentes suportes.
• (EI03ET05) Classificar objetos 
e figuras de acordo com suas 
semelhanças e diferenças.
• (EI03ET01) Estabelecer relações 
de comparação entre objetos, 
observando suas propriedades.
• (EI03ET08) Expressar medidas 
(peso, altura etc.), construindo 
gráficos básicos.
• Comprimento: 
unidades de 
medidas não 
convencionais.
• Comprimento: 
metro.
• Massa: 
unidades de 
medidas não 
convencionais.
• Medidas de com-
primento, massa e 
capacidade: compa-
rações e unidades 
de medida não 
convencionais
• Passos e barbantes 
– P. 61
• Medindo 
Comprimentos – P. 
127
• O metro – P. 130
• A medida do passo – 
P. 131
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Objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento Conteúdos Objetos de
conhecimento Localização
• (EF01MA21) Ler dados expres-
sos em tabelas e em gráficos de 
colunas simples.
• (EF01MA22) Realizar pesquisa, 
envolvendo até duas variáveis 
categóricas de seu interesse e 
universo de até 30 elementos, 
e organizar dados por meio de 
representações pessoais.
• Tabelas e gráfi-
cos de colunas 
simples.
• Pesquisas e 
construção de 
gráficos de co-
lunas simples. 
• Leitura de tabelas e 
de gráficos de colu-
nas simples
• Coleta e organização 
de informações
• Registros pessoais 
para comunicação 
de informaçõescoletadas
• Construindo gráficos 
– P. 63
• Gols e gráficos – P. 
89
• Brincadeiras preferi-
das – P. 148
• (EI03ET07) Relacionar números 
às suas respectivas quantidades 
e identificar o antes, o depois e 
o entre em uma sequência.
• (EI02ET08) Registrar com nú-
meros a quantidade de crianças 
(meninas e meninos, presentes 
e ausentes) e a quantidade de 
objetos da mesma natureza 
(bonecas, bolas, livros etc.).
• Números até 
20.
• Números 
ordinais. 
• Contagem de 
rotina.
• Contagem 
ascendente e 
descendente.
• Comparação 
de 
quantidades.
• Contagem de rotina
• Reconhecimento de 
números no contexto 
diário: indicação de 
quantidades, indi-
cação de ordem ou 
indicação de código 
para a organização 
de informações
• Quantificação de 
elementos de uma 
coleção: estimativas, 
contagem um a um, 
pareamento ou ou-
tros agrupamentos e 
comparação.
• Qual é o segredo? 
P. 44
• Contando tampinhas 
de garrafa – P. 46
• Jogo do círculo – P. 
83
• A sequência de nú-
meros – P. 84-86
• (EI03ET01) Estabelecer relações 
de comparação entre objetos, 
observando suas propriedades.
• (EI03ET05) Classificar objetos, 
considerando determinado 
atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
• Figuras geomé-
tricas planas: 
quadrado, 
retângulo, 
triângulo e 
círculo.
• Figuras geométricas 
planas: reconheci-
mento do formato 
das faces de figu-
ras geométricas 
espaciais.
• O contorno dos 
blocos de madeira 
– P. 69
• Igual ou diferente – 
P. 87-88
• Que figura é esta? – 
P. 138
• Desenhando figuras 
– P. 140
• Palhaços pela meta-
de – P. 141
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Objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento Conteúdos Objetos de
conhecimento Localização
• (EI03ET04) Registrar observa-
ções, manipulações e medidas, 
usando múltiplas linguagens 
(desenho, registro por números 
ou escrita espontânea), em 
diferentes suportes.
• (EI03ET05) Classificar objetos, 
considerando determinado 
atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
• (EI01ET04) Manipular, experi-
mentar, arrumar e explorar o 
espaço por meio de experiên-
cias de deslocamentos de si e 
dos objetos.
• (EI02ET04) Identificar relações 
espaciais (dentro e fora, em 
cima, embaixo, acima, abaixo, 
entre e do lado) e temporais 
(antes, durante e depois).
• Utilizar vocabulário relativo 
às noções de grandeza (maior, 
menor, igual etc.), espaço 
(dentro e fora) e medidas (com-
prido, curto, grosso, fino) como 
meio de comunicação de suas 
experiências.
• Ontem/hoje/
amanhã.
• Localização em 
percursos.
• Direita e 
esquerda.
• Localização de obje-
tos e de pessoas no 
espaço, utilizando 
diversos pontos de 
referência e vocabu-
lário apropriado.
• Ontem, hoje e ama-
nhã – P. 92
• Direita ou esquerda? 
– P. 100
• Fazendo fila – P. 103
• Qual é o caminho? – 
P. 104
• Aonde você vai che-
gar? – P. 108
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Objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento Conteúdos Objetos de
conhecimento Localização
• (EI03ET07) Relacionar números 
às suas respectivas quantidades 
e identificar o antes, o depois e 
o entre em uma sequência.
• (EI02ET08) Registrar com nú-
meros a quantidade de crianças 
(meninas e meninos, presentes 
e ausentes) e a quantidade de 
objetos da mesma natureza 
(bonecas, bolas, livros etc.).
• Números até 
30.
• Contagem de 
rotina.
• Comparação 
de 
quantidades.
• Adição e 
subtração com 
resultados até 
30.
• Números 
ordinais.
• Contagem de rotina
• Contagem ascenden-
te e descendente
• Reconhecimento de 
números no contexto 
diário: indicação de 
quantidades, indi-
cação de ordem ou 
indicação de código 
para a organização 
de informações
• Quantificação de 
elementos de uma 
coleção: estimativas, 
contagem um a um, 
pareamento ou ou-
tros agrupamentos e 
comparação.
• Pique-esconde – P. 
94
• Contando até 30 – P. 
95
• Corrida maluca – P. 
135
• Ordem na fila – P. 
137
• (EI03ET04) Registrar observa-
ções, manipulações e medidas, 
usando múltiplas linguagens 
(desenho, registro por números 
ou escrita espontânea), em 
diferentes suportes.
• (EI03ET05) Classificar objetos 
e figuras de acordo com suas 
semelhanças e diferenças.
• (EI03ET01) Estabelecer relações 
de comparação entre objetos, 
observando suas propriedades.
• (EI03ET08) Expressar medidas 
(peso, altura etc.), construindo 
gráficos básicos.
• Calendário: se-
manas e meses 
• Temperatura: 
frio e calor.
• Sistema mone-
tário brasileiro: 
cédulas e 
moedas
• Medidas de tempo: 
unidades de medida 
de tempo, suas 
relações e o uso do 
calendário
• Sistema monetário 
brasileiro: reconhe-
cimento de cédulas e 
moedas
• O calendário – P. 91
• O real – P. 109
• As moedas de um 
real – P. 111
• O cofrinho – P. 114
• Vamos às compras – 
P. 116
• O mercado – P. 118
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Objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento Conteúdos Objetos de
conhecimento Localização
• (EI03ET07) Relacionar números 
às suas respectivas quantidades 
e identificar o antes, o depois e 
o entre em uma sequência.
• (EI02ET08) Registrar com nú-
meros a quantidade de crianças 
(meninas e meninos, presentes 
e ausentes) e a quantidade de 
objetos da mesma natureza 
(bonecas, bolas, livros etc.).
• Números até 
40
• Números 
ordinais. 
• Contagem de 
rotina.
• Contagem 
ascendente e 
descendente.
• Comparação 
de 
quantidades.
• Adição e 
subtração com 
resultados até 
40.
• Contagem de rotina
• Contagem ascenden-
te e descendente
• Reconhecimento de 
números no contexto 
diário: indicação de 
quantidades, indi-
cação de ordem ou 
indicação de código 
para a organização 
de informações
• Quantificação de 
elementos de uma 
coleção: estimativas, 
contagem um a um, 
pareamento ou ou-
tros agrupamentos e 
comparação.
• Contando as frutas 
do pomar – P. 120
• Ligando os pontos – 
P. 125
• (EI03ET04) Registrar observa-
ções, manipulações e medidas, 
usando múltiplas linguagens 
(desenho, registro por números 
ou escrita espontânea), em 
diferentes suportes.
• (EI03ET05) Classificar objetos 
e figuras de acordo com suas 
semelhanças e diferenças.
• (EI03ET01) Estabelecer relações 
de comparação entre objetos, 
observando suas propriedades.
• (EI03ET08) Expressar medidas 
(peso, altura etc.), construindo 
gráficos básicos.
• Capacidade: 
litro. 
• Sistema mone-
tário brasileiro: 
cédulas e 
moedas
• Medidas de capaci-
dade: comparações e 
unidades de medida 
não convencionais
• Sistema monetário 
brasileiro: reconhe-
cimento de cédulas e 
moedas
• Tem criança na cozi-
nha – P. 133
• Quanto cabe – 
P. 143
• Pegue e pague – 
P. 144
Que bom te conhecer! 
Página 6 do 
Livro do aluno
Materiais
• Tiras de papel.
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Encaminhamento metodológico
O objetivo desta atividade é possibilitar às crianças que, por meio dos dese-
nhos, se conheçam e contem aos colegas sobre si mesmos. Também é o momento 
para que elas se reconheçam no boneco que utilizarão, criando uma identidade 
para ele.
Ao final da atividade, peça a cada criança que compartilhe com os colegas o 
boneco que confeccionou e informe à turma algumas características representa-
das, por exemplo:
• seu nome;
• a cor de seus cabelos;
• a cor de seus olhos. 
Caso alguma criança necessite de auxílio para escrever seus nomes, coloque 
uma tira de papel com o nome escrito na frente delae oriente-a a copiar letra por 
letra. Como forma de enriquecer a atividade, peça às crianças que façam a conta-
gem das letras que existem em seus nomes. 
Em seguida, solicite que se agrupem (ou agrupem as tiras com os nomes) con-
forme a quantidade de letras necessárias para escrevê-los. Exemplo: Nomes for-
mados por 4 letras (Davi, Enzo, Gaia), Nomes formados por 5 letras (Maria, Julio, 
Carla); Nomes formados por 7 letras ou mais letras (Adriana, Henrique, Antoniela) 
etc. Estimule as crianças para que elas mesmas criem outros critérios para agru-
pamentos. Exemplo: separar os nomes que têm a letra A na escrita daqueles que 
não têm; nomes de meninos dos nomes das meninas etc.
Sugestão de atividade: 
• Material: uma bola.
Como forma de auxiliar a turma a conhecer e se integrar com os colegas, leve 
as crianças ao pátio da escola e peça que formem uma roda. Com as crianças em 
roda, oriente-as a passar a bola para um colega, que deverá dizer seu nome e re-
velar algo diferente sobre si (sou organizado, não gosto de acordar cedo, tenho 
um cachorro etc). 
Quando todas as crianças e o professor tiverem falado, repita a brincadeira 
explicando que, agora, as crianças terão que passar a bola a um colega e dizer o 
nome dele e o que ele disse na rodada anterior.
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Encaminhamento metodológico Páginas 7 e 8 do 
Livro do aluno
Escolha algumas crianças e peça que contem aos colegas quais objetos da sala 
de aula estão: 
• em cima de sua carteira; 
• em cima da mesa do professor; 
• embaixo da mesa do professor. 
Organize um dia para que as crianças tragam para a sala de aula o brinquedo 
preferido. Nesse dia, explore a forma, a cor, o tamanho e a utilidade de cada brin-
quedo. Escolha pares de brinquedos diferentes e peça ajuda às crianças para de-
terminar o tamanho deles, perguntando: Qual desses brinquedos é maior? Qual 
é o menor? Peça também que coloquem o brinquedo que trouxeram em cima da 
mesa ou embaixo da cadeira, por exemplo.
Após esse momento, solicite a realização dos desenhos do animal em cima 
da cadeira e do brinquedo em cima da prateleira. Ao responder se o animal é 
grande ou pequeno, a criança está fazendo uma comparação, ou seja, estabele-
cendo semelhanças e diferenças. Nesse processo, ela se vê envolvida com noções 
com as quais já convive em situações de seu dia a dia, como as de tamanho e de 
quantidade.
Encaminhamento metodológico Página 9 do 
Livro do aluno
Aproveite o desenho feito pelas crianças para conversar sobre quem estuda 
com elas, perguntar o nome dessas pessoas e investigar se elas sabem a idade e 
os gostos de cada um. 
Esse é um bom momento para observar a familiaridade das crianças com os 
números em seu dia a dia. Caso não saibam dizer a idade, é uma oportunidade 
para trabalhar com a estimativa. Peça que estimem uma idade, investigue com as 
crianças se há uma idade máxima/mínima e explore possíveis respostas extremas, 
como a afirmação de que o irmão mais velho tem uma idade muito maior do que 
a real ou como é registrada a idade de um bebê com menos de 1 ano. 
Peça, ainda, que realizem comparações de altura. Quem é maior? Quem é 
menor?
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Observe como as crianças fazem a representação da quantidade de pessoas 
que desenharam. Considerando que as crianças têm contato com números em di-
ferentes situações do dia a dia, algumas podem desenhar um risquinho para cada 
pessoa, e outras podem usar algarismos para fazer essa representação. 
O primeiro dia de aula 
Páginas 10 e 11 
do Livro do alunoEncaminhamento metodológico
Para a realização desta atividade, é necessário que os alunos destaquem do 
Material de apoio as imagens das crianças e dos objetos que faltam na cena e 
colem essas imagens nos espaços em branco da página. Na sequência,estimule 
as crianças a fazerem uma leitura da imagem usando na descrição termos como: 
fora, dentro, atrás, na frente, em cima, embaixo, mais perto, mais distante, à fren-
te, ao lado, entre etc. Veja algumas sugestões:
a) Artur é o menino que está fora do pátio da escola. 
b) Ana e Maria estão na fila para pular amarelinha. 
• Ana está atrás da menina de camiseta branca. 
• Maria está na frente de Ana. 
c) A bola de futebol está em cima do banco.
d) A bola colorida está embaixo do banco. 
No momento da atividade, oriente as crianças a colarem as imagens, de modo 
que as figuras fiquem bem alinhadas com os espaços destinados a cada uma delas. 
Para o momento de contagem das crianças que estão fora do prédio da escola, 
ou seja, no pátio e fora dos portões da escola nessa cena, observe como a turma 
faz a contagem e registra essa quantidade. Algumas crianças podem fazer um ris-
quinho para cada integrante da cena, outras podem fazer um desenho de cada 
um, e algumas, ainda, podem escrever o número que representa essa quantidade. 
É interessante explorar cada um dos diferentes registros que surgirem, comparti-
lhando-os com a turma. 
Dê espaço para que as crianças falem sobre seus primeiros dias de aula, como se 
sentiram, o que fizeram. Peça que façam um desenho sobre esse dia. Explore os dese-
nhos feitos pelas crianças, perguntando por que a situação representada foi importante. 
Uma sugestão consiste em compor uma exposição com os desenhos em sala de aula.
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Atividades com destaque e colagem auxiliam no desenvolvimento da coordena-
ção motora e no reconhecimento dos espaços para colar as figuras corretamente.
A fila da amarelinha! 
Páginas 12 e 13 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Antes de propor a atividade desta página, peça às crianças que façam a leitura 
dos números que aparecem na amarelinha. De acordo com o caderno 2 do Pacto 
Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.
A criança vai produzindo a noção de número a partir de processos 
de contagem vivenciados em diferentes situações. Porém, não podemos 
confundir a capacidade que as crianças têm de reproduzir oralmente os 
nomes dos números na sequência correta da contagem oral com a com-
preensão e o domínio do processo da contagem propriamente dito.
É fundamental conhecer e considerar as noções que as crianças já 
trazem sobre número, sobre contagem para, a partir disso, selecionar e 
organizar atividades pedagógicas, como brincadeiras, jogos em grupo, de-
safios, gincanas, cantigas de rodas, que vão privilegiando a gradativa com-
preensão dessas noções. Desse modo, quanto mais diversificadas forem 
as situações de contagem que o professor oportuniza aos alunos, mais 
produtivo será o seu processo de aprendizagem. (BRASIL, 2014, p. 34-35).
Peça aos alunos que tragam para a sala de aula situações em que os núme-
ros aparecem e compartilhem-nas com os colegas. Nesse momento, números de 
casa ou apartamento, da lista de chamada, do calçado, do telefone celular ou do 
ônibus escolar podem ser citados pelas crianças. Aproveite essas situações para 
conversar com a turma sobre a função desses números, como o do ônibus, por 
exemplo, que indica um código, e o número da criança na lista de chamada, que 
indica uma ordem.
Os números naturais assumem diferentes funções: 
• indicação de quantidade (aspecto cardinal);
• indicação de posição (aspecto ordinal);
• instrumento para codificar.
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Considerando que a ideia de “estar entre” nãoé tão simples para as crianças 
dessa faixa etária, antes de explorar a atividade que pede para circular a criança 
que está entre outras duas, escolha três alunos e oriente-os a formar uma fileira 
posicionados de frente para a turma. Em seguida, mostre qual aluno está entre os 
outros dois. 
Faça o mesmo utilizando brinquedos e outros objetos da sala. Por exemplo: 
Entregue três objetos e solicite que coloque o lápis entre a borracha e o apon-
tador. Depois inverta um objeto e solicite às crianças que digam como ficaria a 
descrição do que está representado no momento. Elas devem dizer, por exemplo: 
“O apontador está entre a borracha e o lápis” ou “ A borracha está entre o lápis 
e o apontador. Use a mesma estratégia para explorar os conceitos “antes de” e 
“depois de”.
Ao colorir os bonés das crianças da atividade da página 13, esperamos que 
os alunos observem que o menino que está antes da menina usa boné verde, e 
a criança que está depois do menino usa boné laranja. Para reforçar essas ideias 
de localização, escolha cinco alunos e forme uma fila com eles na frente da sala. 
Em seguida, pergunte aos alunos o nome dos colegas que vêm antes e depois de 
determinado aluno da fila.
Após a realização da atividade proposta na página, pergunte às crianças para 
que servem os números utilizados.
Os números 
da amarelinha Páginas 14 a 27 
do Livro do aluno
Materiais
• Tiras de papel (10 cm cada).
Encaminhamento metodológico
Nestas páginas, explora-se a sequência dos números naturais do 1 ao 10. Bem 
como a escrita dos números de 0 a 10, com algarismos e por extenso. Neste mo-
mento, é importante ressaltar que saber escrever os números não significa que a 
criança sabe contar. É fundamental relacionar o trabalho da escrita com a repre-
sentação de cada quantidade. Por isso, há o trabalho com as diferentes formas de 
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registrar os números de 1 a 10 (reta numérica, quado numérico, representação 
da quantidade por meio de desenhos). Após a realização das atividades, entregue 
uma tira de papel pardo com 10 espaços para que cada dupla de crianças escreva 
a sequência dos números de 1 a 10. Essa tira pode ter 100 cm de comprimento 
por 10 cm de largura e ser dividida em 10 partes iguais. Oriente as crianças a es-
crever em cada parte um número, começando do 1 e indo até o 10. Depois, fixe 
as tiras em um local da sala de aula para que as crianças possam consultar sempre 
que necessário. Essa tira de números pode auxiliar as crianças na hora de preen-
cher cada uma das retas numéricas.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Sugestão de atividade:
Material: cartelas, cada uma com um numeral.
Atividade: todas as cartelas são colocadas numa caixa ou saco e o pro-
fessor sorteia duas, que devem ser colocadas à vista das crianças. Em se-
guida, cada criança sorteia uma cartela e deve ordená-la, considerando a 
posição das outras cartelas.
LORENZATO, Sergio. Educação infantil e percepção matemática. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2011. p. 121.
Sobre a escrita dos números de 1 a 10, oriente as crianças a usar o dedo indi-
cador para acompanhar o traçado dos números antes de realizar a tentativa com 
o lápis. O objetivo, nesse momento, é que elas aprendam a representar as quanti-
dades por meio desses símbolos numéricos. 
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Sugestão de atividades: 
1. Material: cartões com números de 1 a 10. 
 Leve as crianças até o pátio da escola e oriente-as a caminhar livremente 
ao som de uma música. Ao parar a música, mostre um dos cartões. Os alu-
nos devem se reunir em grupos de acordo com a quantidade mostrada no 
cartão. Pode acontecer de um grupo ficar com menos crianças. Nesse caso, 
pergunte quantas faltam para que o grupo tenha a quantidade de crianças 
indicada no cartão. 
2. Material: uma bola.
 Forme uma roda com as crianças e oriente-as a passar a bola para o colega 
ao lado, dizendo um número da sequência de 1 a 10, em ordem. Quem er-
rar o número da sequência sai da roda. Essa brincadeira pode ser repetida 
com sequências numéricas maiores – por exemplo, de 1 a 20. 
3. Material: uma folha quadriculada para cada criança. 
 Peça às crianças que escrevam na folha os números de 1 a 10 e solicite que, 
ao lado de cada número, pintem a quantidade de quadradinhos que cada 
número representa. 
1
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3
4
...
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As saias da barata Páginas 28 a 34 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Transcreva o texto da cantiga para uma tira de papel kraft usando letras caixa 
alta. Faça a leitura da letra da cantiga popular A barata diz que tem com a crianças 
e peça-lhes que encontrem em conjunto as palavras que representam números 
e as circulem. Depois solicite às crianças que, coletivamente, ilustrem o texto. 
Ao final coloque papéis decorados para representar as saias da barata. Antes de 
propor as atividades da página, converse com elas sobre a importância de sempre 
dizer a verdade.
Em seguida, disponha na sala palitos ou tampinhas coloridas em grande quan-
tidade para as atividades propostas. Sugere-se que envie às famílias um comu-
nicado para que enviem tampas coloridas de embalagens de produtos que serão 
descartados ( qualquer cor e tamanho). No momento das atividades, as crianças 
podem representar as quantidades usando palitos de picolé. Ao realizar tais re-
presentações, as crianças estão fazendo uma correspondência biunívoca, pois re-
lacionam cada saia a um palito de picolé. 
Nsit/Shutterstock
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Nsit/Shutterstock
Nsit/Shutterstock
Correspondência um a um ou biunívoca é a relação que se estabelece 
na comparação unidade a unidade entre os elementos de duas coleções. 
Nessa comparação, é possível determinar se duas coleções têm a mesma 
quantidade de objetos ou não e, então, qual tem mais ou qual tem menos.
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Por exemplo, diante da necessidade de controlar a quantidade de ove-
lhas do seu rebanho, o pastor precisou criar outra coleção que lhe permi-
tiu representar cada ovelha do rebanho por uma pedra. Assim, a quanti-
dade associada à coleção de pedras é equivalente à quantidade de ovelhas 
do rebanho.
No controle de quantidades por meio da correspondência um a um, 
para cada elemento de uma coleção que se deseja contar, existe outro 
elemento de outra coleção que assume o papel de contador. Ao carregar 
consigo a quantidade de pedras, o pastor conserva a quantidade de ove-
lhas por meio de um registro prático, uma vez que existe a possibilidade 
de este ser guardado.
A correspondência um a um também é utilizada por nós no dia a dia. 
Tome como exemplo uma atividade cotidiana, como andar de ônibus. Ao 
entrarmos em um ônibus, percebemos, de imediato, duas coleções: os 
bancos e as pessoas. Ao darmos uma rápida olhada, podemos, facilmente, 
sem contar, verificar se esses dois conjuntos têm a mesma quantidade de 
elementos ou, ainda, se um deles tem mais elementos que o outro. Se há 
lugares desocupados e ninguém está em pé, significa que há mais bancos 
do que pessoas. De outro lado, se todos os lugares estão ocupados e há 
pessoas em pé, teremos mais pessoas do que bancos. Nesses dois casos, a 
correspondência um a um não foi completa. Mas quando acontece de nin-
guém estar em pé e não há banco vazio, então há tantos bancosquantas 
pessoas. Esse é um exemplo comum, usado por muitos autores. Por vezes, 
a situação é a de pessoas que vão a um cinema ou, ainda, uma criança 
que, ao distribuir os pratos em uma mesa para o almoço, tenta colocar um 
prato para cada pessoa. Os conceitos de mais, de menos e de igual são 
relações básicas para o desenvolvimento do conceito de número.
Na sala de aula, diariamente, também fazemos uso auxiliar da corres-
pondência um a um, quando não há necessidade de realizar contagens. 
Por exemplo: o professor quer distribuir uma folha de desenho para cada 
um de seus alunos, mas ainda não verificou se todos estão presentes e 
não sabe exatamente quanto material tem. Nesse caso, ele não precisa 
saber a quantidade de alunos nem de folhas; basta entregar uma folha 
para cada aluno.
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Historicamente, embora a correspondência um a um não permitisse 
ao ser humano saber exatamente quanto tinha, dava-lhe condições de ter 
controle sobre as quantidades. Inicialmente, essa correspondência era fei-
ta com a utilização de recursos materiais encontrados na natureza, como 
pedras, pedaços de madeira, conchas, frutos secos... Esses instrumentos 
serviram para controlar as quantidades dos animais que se multiplicavam 
ou se moviam. Mas, com o passar do tempo, tais materiais tornaram-se 
pouco práticos para manusear, principalmente quando não permitiam o 
controle de grandes quantidades.
Com isso, o ser humano colocou-se em uma situação em que precisa-
va encontrar outras formas de controlar as correspondências que estabe-
lecia e, então, passou a fazer registros em paus e ossos, bem como nós em 
cordas. Da mesma forma, a criança na escola pode fazer registros de quan-
tidades sem conhecer os símbolos numéricos que utilizamos atualmente.
[...]
Muito tempo se passou do momento em que o ser humano comparou 
coleções até chegar a diferenciá-las e designá-las por um nome em língua 
materna. Foi necessário um processo histórico que levou as diferentes cul-
turas a encontrar distintas formas de nomear e registrar quantidades.
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na 
Idade Certa: Quantificação, Registros e Agrupamentos/Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria 
de Apoio à Gestão Educacional. Brasília: MEC, SEB, 2014. Caderno 2. p. 11-14.
Sugestão de atividades:
Acerte o alvo
Material: uma cartela com números de 1 a 10 para cada grupo e uma tampi-
nha de garrafa. 
Reúna as crianças em grupos com quatro componentes. Cada grupo deve ter 
uma cartela feita em cartolina, como esta: 
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Cada grupo deve escolher quem começa jogando. Pode ser quem vem antes 
na lista de chamada. 
Nas rodadas, cada criança, na sua vez, fala um número de 1 a 10 em voz alta e joga 
a tampa de garrafa tentando acertar esse número. Se acertar, ela marca um ponto. 
O jogo acaba após três rodadas. Vence quem tiver marcado mais pontos. Caso 
aconteça um empate, as crianças podem jogar mais uma vez para desempatar. 
O número zero Páginas 35 e 36 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
O objetivo da situação apresentada nesta página é explorar o zero como sím-
bolo usado para indicar o número que representa ausência de quantidade. 
O zero é apresentado na primeira infância relacionado ao nada, ou seja, trata-
-se de uma representação da inexistência, do elemento nulo da multiplicação ou 
neutro para a adição. Porém, o zero também precisa ser reconhecido como um 
elemento que, na casa das unidades do número 10, por exemplo, faz com que o 
número 1 seguido de 0 tenha 9 unidades a mais do que apenas o número 1. Logo, 
é importante possibilitar que a criança faça essas associações para compreender 
que: 
O zero é um número que também tem a função 
de guardar lugar para outros números. 
Aliás, foi assim que o zero nasceu, pois embora estivesse claro para 
quem escrevesse 11, essa notação permanecia dúbia para quem a lesse. 
Assim, diante da necessidade de se evitar uma confusão relacionada à 
interpretação entre “onze” e “cento e um”, surgiu a ideia de colocar um 
novo símbolo, cuja função era avisar ao leitor que a casa das dezenas es-
tava vazia (101).
Assim, um momento muito especial no registro da contagem diz respei-
to à escrita do dez, pois, até então, o mito popular – e por vezes também 
escolar – emprestou ao zero a conotação de “nada”. Ao escrever o dez, 
pela primeira vez o zero aparece com uma nova função para a criança: ele 
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não anula e vale muito, tanto é que sem ele o número um vale uma uni-
dade, e com ele, vale uma dezena – isto é, nove a mais. Isso acontece em 
virtude da força do zero, que é um número forte e poderoso, tanto que na 
multiplicação ele anula os produtos, e na subtração ele consegue empres-
tar, “mesmo não tendo”.
LORENZATO, Sergio. Educação infantil e percepção matemática. Campinas: Autores Associados, 2011. p. 35-36.
O número dez Páginas 37 a 39 
do Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Na situação apresentada nesta página, apresentamos às crianças a escrita do 
número 10. De acordo com Lorenzato (2011, p. 36), a escrita do dez é um momen-
to especial, 
[...] pois, até então, o mito popular, e às vezes também escolar, em-
prestou ao zero a conotação de “nada”. Ao escrever o dez, pela primeira 
vez para a criança o zero aparece com uma nova função: ele não anula e 
vale muito, tanto é que, sem ele, o número não vale uma unidade e, com 
ele, vale uma dezena, isto é, nove a mais.
Assim, é importante explorar o zero como um numeral que, sozinho, represen-
ta a ausência de quantidade, mas quando colocado à direita de outro algarismo, 
compõe quantidades.
Sugestão de atividade:
1. Confeccione cartões com números de 1 a 10 para cada grupo de quatro 
alunos. Embaralhe os cartões e entregue-os para que as crianças os colo-
quem em ordem, começando do 1 até o 10. 
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2. Coloque os cartões sobre a mesa em ordem crescente, com um dos núme-
ros faltando, e peça aos alunos que descubram que número está faltando. 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Repita essa atividade, tirando outro cartão. 
Contando as saias 
da barata Página 40 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
Para as atividades a seguir, é interessante fazer com que as crianças comecem 
a representar com palitos as quantidades de saias dos quadros da seguinte ma-
neira: começam com um palito e vão acrescentando um palito para cada quanti-
dade. Dessa forma, elas conseguirão perceber que o número que vem depois é 
sempre o anterior mais um, construindo, então, as primeiras ideias de sucessor e 
antecessor.
Esta atividade também auxilia na construção do processo mental correspon-
dência para a aprendizagem da matemática. 
A correspondência é um processo mental fundamental 
para a construção do conceito de número e suas operações. 
Para facilitar a compreensão desse processo, sugere-se o trabalho envolvendo 
a correspondência de elementos de um conjunto com vários elementos de outro 
conjunto, e vice-versa.
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Encaminhamento metodológico Página 41 do 
Livro do aluno
As atividades propostas nesta página exploram a correspondência biunívoca, 
pois cada saia corresponde a uma barata. Para comparar a quantidade de baratas 
com a quantidade de saias, oriente as crianças a ligarem uma barata a uma saia. 
Assim, conseguem observar se há mais saias ou mais baratas em cada item. 
a) 
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Há mais saias do que baratas. 
b) 
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Há mais baratas do que saias.
Encaminhamento metodológico Página 42 do 
Livro do aluno
Na atividade 3 oriente os alunos a representar sobre as mesas cada uma das 
quantidades usando palitos de picolé. Nessa atividade, espera-se que, ao faze-
rem a correspondência um a um, as crianças observem que o grupo A tem mais 
baratas. Como forma de enriquecer essa atividade, peça às crianças que contem 
quantas baratas o grupo B tem a mais do que o grupo A.
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O objetivo da atividade 4 é explorar a comparação de quantidades por meio 
da observação. Ou seja, as crianças dirão que o grupo A tem mais baratas sem 
realizar a contagem. 
Para identificar qual grupo tem mais palitos, as crianças podem responder que 
alinhar as quantidades de palitos de cada grupo, colocando um palito embaixo do 
outro, pode facilitar essa contagem e comparação.
O último item da atividade 4 possui a intenção de auxiliar na construção do 
processo mental comparação para a aprendizagem da matemática. 
A comparação é o processo mental que envolve ideias 
elementares, como distância, tamanho e quantidade, 
com as quais as crianças convivem rotineiramente.
Para facilitar a compreensão desse processo, sugere-se o trabalho envolvendo 
a correspondência de elementos de um conjunto com vários elementos de outro 
conjunto, e vice-versa.
Encaminhamento metodológico Página 43 do 
Livro do aluno
A atividade proposta nesta página explora a classificação das saias pela cor 
e, em seguida, a comparação de quantidades de saias agrupadas de acordo com 
essas cores. Lembrando que agrupar, classificar e ordenar favorece o trabalho 
com padrões, em especial se os alunos explicitam suas percepções oralmente, 
por escrito ou por desenho. Por meio desta atividade com busca de padrões, os 
alunos deverão ser capazes de identificar o termo seguinte em uma sequência e 
expressar a regularidade observada em um padrão.
Sugestão de atividade:
• Material: blocos lógicos. 
Reúna as crianças em uma roda e, no centro dela, disponha as peças de blocos 
lógicos. Em seguida, peça que separem as peças pela forma, depois pela cor e, por 
último, pelo tamanho. Ao final de cada classificação, pergunte quantas peças de 
cada cor, forma e tamanho foram obtidas. 
• Material: cartões com figuras de diferentes animais (aves, mamíferos e 
peixes, por exemplo). 
Disponha as figuras no centro da roda e peça às crianças que reúnam em gru-
pos as imagens de animais de acordo com alguma caraterística comum. Ainda, 
solicite que expliquem qual foi a característica utilizada nessa classificação.
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Qual é o segredo? 
Página 44 do 
Livro do aluno
Encaminhamento metodológico
A construção do conceito de número depende da compreensão das ideias 
de ordem e de padrão, pois é necessário garantir que todos os elementos de um 
conjunto tenham sido contados e que nenhum tenha sido contado mais de uma 
vez. Por isso, as atividades desta página exploram as ideias de ordem e de padrão, 
levando as crianças a descobrirem o elemento que falta em cada sequência. Ao 
realizarem essas atividades, as crianças descobrirão o padrão utilizado na forma-
ção das sequências apresentadas. 
Como forma de enriquecer as atividades propostas na página, crie sequências 
com as crianças para que a turma descubra o padrão utilizado. Forme uma fila 
com as crianças na seguinte ordem: um menino, duas meninas, um menino, duas 
meninas. Organize a turma em dois grupos e peça que cada grupo, na sua vez, 
forme uma fila seguindo um segredo, a fim de que o outro grupo descubra esse 
segredo e qual seria o próximo aluno dessa sequência.
Encaminhamento metodológico Página 45 do 
Livro do aluno
O objetivo da brincadeira proposta nesta página é explorar a formação de 
sequência de acordo com um padrão estabelecido. Cada dupla de crianças vai 
precisar de 10 tampas de garrafas coloridas. 
Durante a realização da atividade, caminhe entre as mesas observando as 
estratégias utilizadas pelas crianças para proporem suas respostas. Algumas po-
dem só separar as cores usadas na sequencia criada. Outras podem querer contar 
quantas peças já têm de cada cor. Peça, aleatoriamente, que uma ou mais crianças 
expliquem como pensaram para chegar àquela resposta. Pergunte à outra se con-
corda ou não com a ideia do colega. Se não concordar, que explique como sugere 
a resposta. Estimule o debate de opiniões e saliente que para resolver um proble-
ma podem ser usadas estratégias diferentes, mas o resultado final será igual. 
As crianças podem formar esta sequência:
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 S
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ckNesse exemplo, o segredo ou o padrão utilizado na formação da sequência 
foi: uma tampa de garrafa azul, uma tampa vermelha e uma amarela. A repetição 
desse segredo ou padrão é o que permite formar essa sequência. 
Essa atividade auxilia na construção do processo mental de seriação para a 
aprendizagem da matemática. 
A seriação implica o ato de ordenar uma sequência 
segundo um critério. Pode ser tamanho, peso, largura etc. 
Exemplos são: organizar uma fila de alunos do mais baixo 
para o mais alto; um calendário; uma sequência numérica.
Esse jogo pode, também, ser enviado como tarefa de casa. Em sala de aula, 
peça às crianças que mostrem para a turma as duas sequências formadas. 
Sugestão de atividade: 
Entregue uma folha de papel para cada criança e peça que desenhem nessa 
folha uma sequência de 10 bolinhas, pintando-as de acordo com um segredo. 
Depois, oriente as crianças a trocar de folha com um colega para que cada aluno 
descubra o segredo que o outro usou na construção da sequência. No final, reúna 
as duplas para que confiram se acertaram.
Contando tampinhas 
de garrafas 
Página 46 do 
Livro do aluno
Materiais
• Tampinhas coloridas de garrafas.
Encaminhamento metodológico
Nas atividades propostas nesta página, exploramos a correspondência biuní-
voca, que consiste em relacionar cada objeto de um conjunto a um objeto do 
outro conjunto, e continuar assim até que um ou ambos os conjuntos se esgotem. 
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Nas atividades, as crianças fazem corresponder uma tampa de cada cor a cada 
quadradinho do gráfico, podendo, dessa forma, identificar a cor das tampas que 
aparece em maior ou menor quantidade. 
Na atividade 1, espera-se que as crianças contem 5 tampas de garrafas verme-
lhas, 3 tampas amarelas e 2 azuis. A atividade 2 pode ser realizada com as tampas de 
garrafas da sala de aula. Nesse caso, cada criança pode escolher a cor e a quantida-
de que deseja de cada cor. Porém, essa quantidade não pode ultrapassar 7 tampas 
de cada cor, uma vez que há 7 quadradinhos para serem coloridos de cada tampa. 
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Somando com palitosPágina 47 do 
Livro do aluno
Materiais
• Palitos de picolé.
Encaminhamento metodológico
A situação proposta na atividade desta página apresenta números que fazem 
referência a dois conjuntos de palitos que se integram e, com isso, formam o total 
de palitos. Observe que, nesse caso, não há transformação na situação, pois não 
houve acréscimo de palitos e nenhum palito foi retirado do grupo, mas é possível 
observar a ação de juntar as partes para determinar o todo. De acordo com o ca-
derno 4 do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa:
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A vivência trazida pela criança no início do processo de escolarização 
não é pequena e, acrescentamos, não deve ser ignorada. Trata-se de 
uma riqueza a ser considerada e explorada no processo de alfabetização 
matemática. (BRASIL, 2014, p. 18).
Dessa forma, antes de propor a atividade 1 e como forma de valorizar a fami-
liaridade das crianças com a adição, explore situações do tipo: 
• Maria tem 4 lápis de cor e pegou emprestados 2 lápis de João. Com quan-
tos lápis Maria está agora? 
• Forme dois grupos, um com 4 crianças e outro com 3, e peça à turma que-
conte a quantidade de crianças em cada grupo. Depois, peça às crianças 
de cada grupo que se reúnam em um único grupo e pergunte para a turma 
quantas crianças há agora.
• Escolha duas crianças para pular com um pé só, uma de cada vez, em deter-
minado tempo. Peça a ajuda da turma para contar quantos pulos cada criança 
deu. Em seguida, pergunte quantos pulos as duas crianças deram juntas. 
Ao apresentar a sentença matemática referente à adição da quantidade de 
palitos, chame a atenção das crianças para o fato de que as cores indicam a quan-
tidade de palitos de Ana e Davi: 
3 + 5 = 8 
Encaminhamento metodológico Páginas 48 e 49 
do Livro do aluno
O objetivo do jogo proposto nesta página é explorar adições de forma lúdica. 
Nesse caso, exploramos a ideia de acrescentar da adição.
Atividades com uso de materiais de contagem/manipulação possibilitam às 
crianças experiências para representar e unir quantidades, levando-as a perceber 
que o resultado não se modifica, ou seja, obtém-se o mesmo resultado. Por exem-
plo: 1+4 / 2+3/ 4+1.
Explore a ideia de que não foi retirado ou acrescido nenhum palito, mas que o resul-
tado é sempre o mesmo. Questione as crianças: Como isso é possível? Estimule as pos-
síveis respostas das crianças. Questione se elas conseguem mostrar outro jeito para que 
também o resultado seja 5. Elas podem sugerir por exemplo: 1+1+1+1+1+1 ou 2+1+1+1 
etc. O importante é que pensem em estratégias possíveis para essa resposta. 
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Em um papel kraft, represente com palitos as respostas sugeridas pelas crian-
ças, usando números diferentes (total 4, total 6, 7...). O trabalho deve ser feito 
em grupos, para promover debate, sugestão de divisão de trabalho, estratégias 
de apresentação etc. Depois, solicite às crianças que apresentem seus trabalhos. 
Verbalizar as ideias é um elemento muito importante no processo de alfabetiza-
ção matemática, pois a matemática tem linguagem própria (algarismos, símbolos, 
formas etc.) e saber se expressar com precisão é muito importante para aprendi-
zagens futuras.
Durante a construção do dado do Material de apoio, pergunte às crianças que 
números aparecem e aproveite para questionar sobre a forma do dado, pergun-
tando se elas acham que ele rola com facilidade. Depois, peça que expliquem por 
que não rola facilmente. Nesse caso, o dado tem a forma de um cubo, cujas faces 
são planas, por isso não rola com facilidade. Ajude as crianças a determinar quem 
tem mais letras no nome. Oriente-as a escrever o seu nome e o nome do colega 
embaixo, letra embaixo de letra. Assim, podem contar e comparar a quantidade 
de letras. Por exemplo: 
A L I N E
R I C A R D O
Nesse caso, Ricardo tem mais letras do que Aline e, portanto, começa jogando. 
Para comparar a quantidade de palitos com que cada criança terminou o jogo, 
peça que, antes de fazerem a colagem no livro, elas coloquem os palitos sobre a 
mesa, posicionando-os lado a lado, em duas fileiras (uma para cada jogador): 
 
Jogador B
Jogador A Vi
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Dessa forma, a criança consegue fazer a correspondência biunívoca e compa-
rar as quantidades de palitos, descobrindo quem venceu o jogo. 
Encaminhamento metodológico Página 50 do 
Livro do aluno
 
As propostas destas páginas exploram situações do jogo Ganha palitos. Nas 
atividades, foram escolhidas possíveis jogadas para as crianças analisarem e efe-
tuarem adições. 
Ao final das atividades, reúna as crianças em uma roda e peça a cada dupla 
que conte aos colegas como foi a partida que disputaram. De acordo com Smole, 
Diniz e Cândido (2007, p. 20): 
É o momento de ouvir e fazer sugestões, de dar dicas, de analisar pos-
turas como a tentativa de burlar uma regra, ou de modificá-la durante a 
partida, e decidir o que fazer para superar as possíveis divergências. A 
você cabe observar e anotar os problemas, as soluções e as dúvidas. Este 
é um rico momento de avaliação, que permitirá tomar decisões posterio-
res, retomar explicações sobre o jogo, analisar a formação dos grupos que 
estão jogando, intervir se for preciso, verificar se o jogo revelou alguma 
necessidade à parte que merece ser retomada. 
Esse jogo pode e deve ser repetido várias vezes durante o ano letivo. Ao resol-
ver a atividade 1, espera-se que as crianças desenhem 5 palitos como resultado 
da adição 3 + 2 = 5. Na atividade 3, a resposta esperada é que desenhem 8 palitos 
para representar o resultado da adição 5 + 3 = 8.
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Encaminhamento metodológico Página 51 do 
Livro do aluno
Construir fatos básicos de adição envolve compreender que eles dizem res-
peito às relações estabelecidas entre números menores que 10. Ou seja, são os 
resultados das adições de dois números menores que 10. Por exemplo, 5 + 2 = 7 
é um fato básico de adição. A construção dos fatos básicos decorre do desenvol-
vimento de procedimentos para resolver problemas, conhecendo formas diversas 
de representação, inclusive com a apresentação dos sinais de adição e igualdade, 
sem exigência de que essa escrita seja a única forma de resolução de problemas 
aditivos. 
Na atividade 3, proposta nesta página, oriente as crianças a usar os palitos 
para representar quantidades e, em seguida, juntar as quantidades sobre a mesa. 
Durante a realização dessa atividade, observe se as crianças compreenderam 
que a quantidade de palitos da primeira coluna é indicada pelo primeiro termo da 
adição, e a quantidade de palitos da segunda coluna, pelo segundo termo da adi-
ção. A quantidade de palitos obtidas ao juntar os palitos é indicada pelo número 
do resultado, depois do sinal de igual. Temos, então: 
1+2= 3
Espera-se que as crianças juntem as quantidades de palitos de cada linha des-
se quadro, obtendo, assim, os resultados de cada adição. 
Sugestão de atividade:
Bingo da adição 
• Material: cartela com números, palitos de picolé, cartões com adições. 
Como jogar: 
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1.Entregue uma cartela em branco para cada criança, peça que escolham 
oito números de 1 a 10 e solicite que escrevam um número em cada espa-
ço da cartela. Por exemplo: 
4 7 9
2 Bingo da adição 3
5 10 8
2. Mostre aos alunos um cartão com uma adição. Os alunos que tiverem o 
resultado dessa adição em sua cartela deverão fazer um X no número. 
3. As crianças podem usar os palitos de picolé para representar as quantida-
des adicionadas sobre a mesa. 
4. A criança que marcar todos os números de uma linha ou coluna da cartela 
deve gritar “Bingo!”. 
Modelos de cartões com adições: 
3+1=
5+4=
6+1=
7+3=
1+2=
5+1=
4+4=
2+2=
4+3=
9+1=
3+2=
5+2=
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Subtraindo com balões 
e palitos Página 52 do 
Livro do aluno
Materiais
• Bexigas;
• Dados;
• Copo de plástico;
• Palitos de picolé.
Encaminhamento metodológico
Antes de apresentar a situação desta página, reúna as crianças em duplas e 
distribua inicialmente 10 palitos de picolé para cada e um dado para cada equipe. 
Oriente-as a deixar 10 palitos em seus copos e cada criança ficará responsável por 
um copo. Ao jogar o dado, o número obtido representa a quantidade de palitos a 
ser retirada. O objetivo é ficar sem palitos a serem retirados nos copos. A criança 
que ficar sem palitos primeiro após 3 rodadas será a vencedora. Depois, realize a 
atividade com 20 palitos como descrito na página.
Durante a realização dessa atividade faça perguntas como: Que número foi 
sorteado? Quantos palitos devem ser retirados? Quantos palitos restaram? Que 
número precisa sair no dado para ficar sem palitos?
Na situação apresentada nesta página, exploramos a ideia de tirar da subtra-
ção. As ideias de completar e comparar da subtração serão exploradas em anos 
posteriores. Em situações envolvendo a ideia de tirar, a criança pensa primeiro 
no todo e, em seguida, retira uma parte dele. Leve 7 balões cheios para a sala de 
aula e estoure 3 para que as crianças observem a quantidade de balões que foram 
tirados e os que sobraram. 
Encaminhamento metodológico Página 53 do 
Livro do aluno
O objetivo do jogo proposto nesta página é explorar subtrações de maneira 
lúdica. 
Yulia Glam/Shutterstock
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Para comparar a quantidade de palitos com que cada criança terminou o jogo, 
peça que, antes de fazerem o registro no livro, coloquem os palitos sobre a mesa, 
posicionando-os lado a lado e em duas fileiras, assim como fizeram no jogo Ganha 
palitos.
Esse jogo pode ser enviado como tarefa de casa. 
Encaminhamento metodológico Páginas 54 e 55 
do Livro do aluno
As propostas destas páginas exploram situações do jogo Perde palitos. Nessas 
atividades, foram escolhidas possíveis jogadas para as crianças analisarem e efe-
tuarem subtrações.
Proponhas às crianças que montem situações com os copos, palitos e dados 
sobre a mesa e escolha um colega para descrever a situação. A capacidade de ver 
e expressar uma situação matemática melhora o vocabulário e o raciocínio lógico 
da criança.
Encaminhamento metodológico Página 56 do 
Livro do aluno
Ao realizar as atividades desta página, deve-se levar as crianças a desenvolver 
algumas ideias básicas relacionadas à subtração, tais como retirar e comparar. 
Sugere-se usar alguns questionamentos durante as atividades, como “quanto res-
ta?”, “Quanto a mais ou a menos?”, “Quanto falta?”.
Assim, na atividade 3, proposta nesta página, oriente as crianças a usar os 
palitos para representar o total de balões e, em seguida, retirar a quantidade de 
balões estourados. Deixe claro às crianças que elas devem considerar, antes, o to-
tal de balões (cheios e estourados) para, depois, retirar os estourados.
Na primeira subtração proposta na atividade 3 dessa página, temos: 
6 – 4 = 2
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 G
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São 6 balões cheios no total e 4 balões que estouraram, sobrando, então, 2 
balões cheios. Representando essa situação por meio de uma subtração, temos: 
6 – 4 = 2 
Espera-se que as crianças completem os resultados das subtrações escreven-
do a quantidade de balões que estão cheios em cada situação. 
Reciclando para brincar 
Página 57 do 
Livro do aluno
Materiais
• Embalagens ou objetos recicláveis.
Encaminhamento metodológico
Antes de trabalhar com a situação apresentada nesta página, promova um momen-
to de discussão sobre as características e a função de cada embalagem ou objeto trazi-
do. Converse com as crianças sobre as cores, os tamanhos e a utilidade de cada um.
Peça às crianças que separem esses objetos de acordo com as características 
que eles apresentam, deixando a classificação livre para elas, que podem observar 
características não discutidas com o professor. Alguns exemplos de classificações:
• cor;
• tamanho; 
• utilidade; 
• formato;
• tem ponta/não tem ponta.
Para que as crianças percebam se os objetos rolam ou não com facilidade, 
coloque os objetos sobre um caderno e incline-o levemente. Dessa forma, elas 
verão que objetos na forma de esfera, por exemplo, rolam facilmente, basta sol-
tá-los sobre essa superfície. Já objetos na forma de paralelepípedo precisam ser 
empurrados para que se movam e, por isso, não rolam.
Essa atividade pode ser enviada como tarefa de casa. 
Encaminhamento metodológico Página 58 do 
Livro do aluno
O objetivo do jogo proposto nesta página é explorar as formas dos objetos, 
classificando-os em objetos que rolam ou não com facilidade.
BAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIRBAÚ DA MATEMÁTICA: DESCOBRIR38
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 Durante a realização de cada rodada, peça às crianças que justifiquem a esco-
lha de um ou outro quadrado para colocar cada objeto. Ao final do jogo, espera-
-se que elas tenham compreendido que objetos formados apenas por superfícies 
planas não rolam com facilidade, e que objetos formados por pelo menos uma 
superfície arredondada rolam com facilidade.
Para auxiliar as crianças na compreensão do termo “superfície”, peça que pas-
sem os dedos sobre o tampo da mesa ou a capa do livro e explique que essas re-
giões são exemplos de superfícies. 
Encaminhamento metodológico Página 59 do 
Livro do aluno
Proponha às crianças que os brinquedos, 
após a aula, sejam doados à comunidade escolar 
no intuito de fazerem, juntos, uma campanha de 
arrecadação de brinquedos para crianças caren-
tes. Providencie imagens de brinquedos extraídas 
de jornais e revistas para os alunos colarem em 
cartazes. Como forma de enriquecer a atividade 
desta página, oriente cada grupo a construir um 
gráfico de colunas sobre a quantidade de objetos 
que rolam e não rolam usados na construção do 
brinquedo. Para isso, entregue uma folha de pa-
pel quadriculado e lápis de cor para cada grupo. 
Depois, peça a todos que façam o preenchimento 
seguindo o modelo ao lado: 
Encaminhamento metodológico Página 60 do 
Livro do aluno
O objetivo da atividade proposta nesta página é explorar a relação entre as 
formas dos objetos do dia a dia e das figuras geométricas espaciais. Converse com 
as crianças sobre quais são as formas das embalagens mais encontradas em nosso 
cotidiano. 
Durante a realização dessa atividade, observe se as crianças relacionam a cai-
xa de leite com a forma do paralelepípedo. O objetivo é que elas percebam que 
independentemente da posição em que a figura espacial está representada, um 
paralelepípedo continua sendo um

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