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Desenvolvimento Sustentável e Direitos 
Individuais - Unidade 1 
Apresentação
As questões sociais e ambientais adentram o século XXI transpassando as barreiras 
acadêmicas. O tema ganha forma e passa a ser debatido não somente em grandes 
eventos, conferências e afins, mas também compõe o discurso político e as rodas de 
diálogo, e dele tomam parte pessoas de diferentes graus de conhecimento. O mundo 
das artes – músicas, poesias, peças teatrais, novelas – “firma” um compromisso, 
denunciando e levando o conhecimento de forma popular. O distanciamento entre 
sociedade e ambiente passa a ser gradativamente erradicado e dá margem a uma nova 
visão, denominada socioambiental.
 
Antes de qualquer titulação ou posto empregatício, somos cidadãos e temos 
reponsabilidade com nosso meio de convívio e com as causas socioambientais. 
Temos o compromisso de reestruturar nossas formas de pensamento e nosso 
conhecimento, pois, no decorrer da História, a ideia de hierarquização da sociedade 
sobre o ambiente, ou dentro do próprio âmbito social, acarretou reflexos desastrosos. 
Mesmo em passos lentos, caminhamos rumo à construção socioambiental de maneira 
digna; contudo, para entender como isso ocorreu, é necessário fazer uma linha do 
tempo, compreendendo o histórico e o surgimento dos conceitos e seus fundamentos.
Introdução
Objetivos da unidade
●Introduzir a temática social e ambiental e realizar uma reflexão sobre 
os problemas atuais, para descobrir quais os motivos de o tema ser 
debatido atualmente;
 ●Explanar conceitos importantes e apresentar as respectivas 
definições sobre o tema socioambiental;
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https://sereduc.blackboard.com/bbcswebdav/library/Library%20Content/%28LMS%29%20-%20Do%20Not%20Delete/%28LMS%29%20DOL%20-%20Do%20Not%20Delete/SCORM/DESENVOLVIMENTO%20SUSTENT%C3%81VEL%20E%20DIREITOS%20INDIVIDUAIS/UNIDADE%201/scormcontent/index.html#/
●Conhecer os movimentos existentes que fundamentam o debate 
socioambientalista mundial.
Introdução
Atualmente, a humanidade apresenta forte preocupação com as questões ambientais. 
No sentido restrito, utilizamos o termo “ambiente” para nos referirmos aos aspectos 
da natureza, como a água, as plantas, os “animais”; mas consideramos a “sociedade” 
como algo à parte, como se não houvesse um elo entre ambos. Qual motivo, porém, 
para inserimos aspas nos respectivos termos? 
Porque somos educados, ou doutrinados, a restringi-los em seus significados. Quando abordamos a 
palavra “animais”, em certo ponto, inferiorizamos as demais espécies por sermos seres pensantes – 
mas, nisso, fracassamos. Nós nos consideramos inteligentes; porém, não sabemos respeitar o meio 
em que vivemos. Somos definidos como sociais; todavia, negligenciamos o respeito à opinião, a 
escolha, ao status social do outro. Nessa direção, chegamos ao limite: da abundância de recursos 
naturais, mas também do preconceito, iniciando uma corrida contra o tempo para equilibrar a 
balança, e alcançarmos a harmonia.
Podemos afirmar que a humanidade formou subgrupos. Diferentemente de outras espécies, na 
nossa, um subgrupo procura sobressair-se ao outro, fazendo com que se estruture uma pirâmide 
social (Figura 1), o que, em determinados momentos, acarreta discriminação.
No entanto, por qual motivo falamos de ser humano e sociedade, se a temática é ambiente? Essa 
pergunta poderá ser respondida com outra: afinal, somos também ambiente? Se a resposta for 
positiva, o que nos levaria a pensar que questões sociais não são discutidas na temática ambiental? 
O primeiro exercício necessário é a reflexão de que não existe diferença entre sociedade e ambiente: 
ser humano e o seu meio constituem algo mútuo e unitário. A compreensão é aparentemente 
simples, mas torna-se complexa ao tentarmos colocá-la em prática.
Uma reflexão importante é sobre o que nos leva atualmente a abordar esse discurso socioambiental 
com afinco. Talvez seja a busca pela sensibilização social, não se restringindo à conscientização. 
Sensibilizar a população às questões socioambientais procura estimular seu engajamento 
e trabalho efetivo, com a finalidade de um ambiente de melhor convívio. 
Deve-se, por sinal, compreender que a palavra trabalho não está restrita às relações de emprego, 
mas a toda e qualquer atividade socioambiental realizada. Para melhor compreensão, pode-se 
afirmar que a produção do conhecimento e o desligamento histórico entre sociedade e ambiente são 
formas de trabalho. Dessa forma, o trabalho é o produto dos fenômenos e da relação entre sociedade 
e natureza, que procura atingir alguma meta ou objetivo. Essa finalidade é denominada teleologia.
Saiba mais 
A concepção de trabalho foi estudada pelo cientista Sergio Lessa para 
elaboração da sua tese de doutorado, que resultou no livro Mundo dos 
homens: trabalho e ser social. O enredo da obra baseia-se na 
concepção de trabalho como processo de complexidade do ser social e 
no trabalho abstrato (força produtiva). A abordagem da obra é de 
cunho filosófico e sociológico, e convida-nos a conhecer e ampliar a 
visão sobre o tema (LESSA, 2012).
Nesse enredo filosófico, podemos pensar na relação de trabalho que temos com o nosso meio e em 
ambas as questões, físicas e sociais que o envolvem. Compreender esse relacionamento 
socioambiental exige conhecimento de diversas áreas – humanidades, sociais aplicadas, exatas e 
saúde. Cada qual traz uma forma de construção de conhecimento – nem sempre convergente –, e 
essa contradição, ou contraposição de ideias tem a capacidade de formar novos conhecimentos. É o 
que se denomina dialética.
Esse debate de ideias é importante para a formação de conhecimento, pois o ambiente se constitui 
na interdisciplinaridade. Dessa maneira, a implementação do método cartesiano como forma de 
compreender melhor os fenômenos que nos rodeiam acarretou alguns problemas: com o formato de 
fragmentação do conhecimento, precisamos, agora, unir as diversas ciências, algo de suma 
importância para compreendermos o ambientalismo.
Citação
 
Leandro Konder tratou da dialética em sua obra O que é a 
dialética, publicada pela primeira vez em 1981. O livro, que faz uma 
abordagem estrutural histórica, filosófica e sociológica sobre o tema, 
traz a seguinte definição de dialética pelo autor:
O modo de pensarmos as contradições da realidade, o modo de 
compreendermos a realidade como essencialmente contraditória e em 
permanente transformação
(KONDER, 2008, p. 8).
Conceitos e definições
Antes de iniciarmos este tópico, é importante pensarmos que o 
conhecimento é construtivo. 
A academia exige constantes reflexões sobre suas teorias, pois é dela a responsabilidade 
de formar novos conhecimentos. Como acadêmicos, devemos lembrar que o 
conhecimento deve ser por nós construído, e não simplesmente recebido e reproduzido. 
Algumas pessoas se perguntam por qual motivo existe a necessidade de constantes e 
diferentes formas de leituras – livros, notas, artigos, comunicações curtas –, e essas 
questões dúbias são erradicadas quando entendemos o verdadeiro sentido de sermos 
acadêmicos.
Neste tópico, serão tratados alguns conceitos e definições utilizados frequentemente na 
temática socioambiental. Todavia, é importante lembrar que eles são passíveis de 
mudanças, uma vez que a academia é dinâmica e se encontra em constantes 
transformações. As práxis implementadas são responsáveis pelo surgimento de novas 
formas de visão, já que a prática é crucial na efetivação do pensamento teórico.
Socioambiental/ambiental 
Como abordado, compreende-se como socioambientais (ou ambientais) as relações existenciais 
entre sociedade e natureza. É algo inseparável, que tem como produto o trabalho.
Não há, nessa relação, superioridade ou inferioridade entre as partes, mas um equilíbrio. Torna-se 
importantenegativos devido a atividades antrópicas;
Desenvolvimento de competências
–
incentivar habilidades específicas que possibilitem a operacionalização dos 
conhecimentos e das atitudes coletivas desenvolvidas, tornando-as ações 
ambientais concretas;
Participação social
–
proporcionar oportunidades e o ensejo de que todo cidadão participe de 
atividades e projetos na solução de questões ambientais de variada 
complexidade e em diferentes contextos.
Ressalta-se que o desenvolvimento da consciência ambiental passa obrigatoriamente pela análise 
crítica do meio que ocupamos, das ações que praticamos, das responsabilidades que temos e quais 
ações podemos empregar para que tenhamos participação (prática). A participação social é, 
portanto, uma peça-chave para não apenas atuarmos de forma corretiva (em relação aos problemas 
já existentes) como também para agirmos de forma preventiva, protegendo os diferentes sistemas 
ambientais e prevenindo que novos problemas se tornem inevitáveis e/ou irreversíveis.
Assim, observe que a EA se relaciona ao contínuo processo educativo formal e não formal, de 
forma a adquirir conhecimentos teóricos e práticos sobre o ambiente e em consonância com a 
adaptação do comportamento social frente às mudanças ambientais observadas.
Metodologicamente, é fundamental que a análise das interrelações sociais e ambientais seja bem 
embasada para que toda a sociedade se torne apta a compreender os problemas ambientais e as 
potenciais soluções a serem implementadas. De certa forma, tanto no campo de atuação formal 
quanto no não formal, a sociedade precisa ser participativa, a fim de que a integração seja voltada à 
solidariedade com as futuras gerações, como previsto na Constituição Brasileira em seu artigo 225.
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	Movimentos mundiais
	Marcos históricos da educação ambiental no Brasil
	Dica :
	Base conceitual da educação ambiental
	Dica:
	Conceitos e Objetivos da Educação Ambientala fixação dessa “balança equilibrada”, pois durante séculos existiu uma discussão acerca 
de uma superioridade entre as partes: ora, a sociedade é responsável pela regência do seu meio; ora, 
a gerência ocorre no sentido inverso. Essa discussão de questões de meio físico e social foi 
fundamental para o surgimento de determinadas ciências, como a Geografia.
A ideia de que o meio físico era superior ao homem fez com que surgisse o conceito de espaço 
vital, de que o homem necessitava explorar os recursos para que ocorresse um equilíbrio. Essa 
forma de pensamento, denominada determinista, foi elaborada por Friedrich Ratzel e largamente 
incorporada nas ideologias de Hitler para o nazismo, sendo esse um dos primeiros relatos escritos 
sobre a implementação das questões sociais sobre o ambiente.
Meio ambiente
Termo usualmente empregado nos estudos voltados às ciências ambientais. Entretanto, há cientistas 
que iniciaram uma espécie de desuso, pois, ao inserirmos a palavra “meio”, estaríamos abordando a 
metade de algo, e, devido à interligação existente, não se deve realizar essa inferência.
Por muitos anos, as questões ambientais foram abordadas nos seus aspectos físicos. Contudo, o 
papel social tem apresentado uma inserção gradativa e abrangente na discussão. Por termos sido 
acostumados (ou até mesmo doutrinados) a dividirmos o conhecimento para melhor compreensão, 
esse termo pode ser usualmente empregado para o estudo das questões físicas ambientais.
Áreas degradadas 
Umas das maiores problemáticas ambientais existentes atualmente é a degradação ambiental. O 
termo é empregado principalmente para estudos de solos e ecossistemas.
As atividades humanas, principalmente de industrialização, agricultura, pecuária, e mineração, 
destacam-se no desmatamento e improdutividade do solo, por meio do lançamento de rejeitos, 
como elementos químicos tóxicos. Ao dizermos que uma área é degradada, ocorre uma referência 
àquelas que se encontram altamente poluídas e requerem regeneração, a partir de tecnologias 
sustentáveis para melhoramento de solos, afluentes e reflorestamento.
No meio acadêmico, pesquisas voltadas à recuperação dessas áreas são constantes. O avanço nas 
ciências dos materiais possibilitou a aplicação de nanopartículas, hidrogéis e estruturas poliméricas 
que auxiliam, com sucesso, a recuperação de solos e rios.
Atualmente, empresas propõem o financiamento de pesquisas ou compra de patentes para 
solucionar tais problemas, o que implica na inserção de uma série de profissionais, como 
engenheiros, físicos, químicos, administradores, biólogos e afins.
Desertificação 
A desertificação adentra os temas globais em discussão na Organizações das Nações 
Unidas (ONU). 
A utilização de recursos naturais de forma inapropriada, 
somada às mudanças climáticas e aspectos físicos naturais, 
ocasiona uma degradação de tal forma que torna 
impossível a regeneração dos locais explorados, fazendo 
surgir áreas áridas e semiáridas.
Esse debate foi iniciado devido a problemas existentes no 
continente africano, alvo de grandes preocupações. Por 
envolver aspectos de auxílio financeiro, países como os 
Estados Unidos entraram na “corrida”, com o intuito de 
adquirir lucros, contestando a existência de áreas em 
processo de desertificação em seu território. No entanto, 
atualmente existe um mapeamento e acompanhamento dos 
países com tendências ao processo de desertificação, que 
podem ser encontrados nas Américas, África e Europa.
No Brasil, as áreas susceptíveis à desertificação são 
encontradas na Região Nordeste. Um dos núcleos de 
estudos é o município de Cabrobó, Pernambuco, que se 
encontra em processo avançado (Figura 3). A utilização 
das técnicas de agricultura por inundação, associada à 
topografia do terreno e alta evapotranspiração devido às 
condições climáticas, ocasionou a formação de extensas 
camadas de sais no solo, tornando-o improdutivo e 
causando abandono das áreas. As pesquisas estão 
concentradas nos aspectos de impactos socioambientais, 
bem como na tentativa de mitigar o problema.
As problemáticas não se restringem aos aspectos físicos, pois os 
fatores sociais são duramente afetados. Ao tornar o solo improdutivo, 
ocorre um impacto direto na produção de alimentos, bem como o 
abandono dos locais pelos moradores. Nesse processo, há uma queda 
na arrecadação econômica. Sendo a região responsável por produzir 
alimentos para outros municípios, estados e afins, o processo 
ocasionará desabastecimento e prejudicará milhares de famílias. 
Fatores como esses ressaltam a preocupação das entidades 
governamentais sobre o tema. 
Efluentes
Umas das temáticas mais trabalhadas pelas empresas no setor ambiental são os efluentes. A água é 
um bem precioso, utilizado corriqueiramente em nossas atividades do cotidiano. O processo de 
“chegada, recebimento” da água é denominado afluente; e a “saída”, denominada efluente.
Devido à mistura com outros compostos, orgânicos e inorgânicos, como gorduras, pesticidas, metais 
e afins, os efluentes tornaram-se uma temática de grande discussão, pois o destino, em sua maioria, 
são os rios. Ao serem lançados em aquíferos, um dos principais problemas é a carga microbiana 
existente no material, que ocasiona sequestro de oxigênio e impede o desenvolvimento e 
manutenção da vida aquática.
Os metais são outro exemplo de grandes preocupações, devido à capacidade de se acumular nos 
organismos. Os acúmulos podem acontecer em seres humanos, por meio da ingestão, acarretando 
sérios problemas de saúde.
Assista 
A série Aruanas, produzida pela Rede Globo, demonstra com clareza 
os problemas causados pelo não tratamento de efluentes. O enredo 
concentra-se nos impactos socioambientais causados pela mineração 
na região amazônica. O despejo irregular dos efluentes, com altas 
concentrações de metais como chumbo e mercúrio, ocasiona 
problemas de saúde nos moradores da região devido à ingestão por 
meio do consumo de peixes. Em algumas cenas, é demonstrada a 
morte gradativa dessas pessoas.
Atualmente, há empreendimentos com estações de tratamento e 
monitoramento constante, por meio de análises químicas que atendem 
às legislações ambientais.
Pesquisas nessa temática registram grandes avanços, principalmente 
pela aplicação de carvões ativados como adsorventes. Outros buscam 
a utilização de organismos vivos, como plantas aquáticas, para 
realização de tratamentos. O propósito, porém, vai além do 
tratamento, e busca a reutilização para fins de serviços gerais ou 
alguma etapa de processo produtivo. No Brasil, a importância do tema 
reflete-se na construção de linhas de pesquisas em cursos de mestrado 
e doutorado, que se propõem a estudar o problema e buscar soluções.
Bioenergia 
As preocupações do petróleo e carvão mineral como bens finitos 
acarretaram mudanças energéticas globais. A busca por fontes 
alternativas de energia tornou-se crescente, a fim de evitar um colapso 
energético futuro.
Não somente a falta, mas também a intenção dos países em melhorar 
suas condições ambientais proporcionaram o avanço de pesquisas e 
implementação de fontes limpas e renováveis.
A bioenergia é compreendida como aquela que acarreta menores 
níveis de impactos ambientais, composta por fontes sustentáveis. 
Matérias-primas como biomassa, sol, vento, são consideradas formas 
de energia limpa (Figura 4).
É de suma importância saber que qualquer forma de energia trará 
algum nível de impacto: o que se diferencia é o grau implicado.
Petróleo e carvão mineral, além de considerados bens finitos, emitem 
particulados e compostos orgânicos quando em combustão, como os 
hidrocarbonetos polissacarídeos aromáticos, altamente prejudiciais à 
saúde. Estudos apontam positividade em sua substituição por outras 
fontes, mais sustentáveis, com tendência mundialmente crescente; 
porém, são necessárias uma constante atenção e acompanhamento.
A utilização de biomassa pode ocasionar uma competição entre 
produção de energia e alimentos. Entre as matérias-primas utilizadas,os óleos derivados da soja e do milho são os principais, mas são eles 
também fontes nutricionais importantes.
Pesquisas que procuram avaliar os impactos ambientais da energia 
solar e eólica apontaram dois sérios problemas: elevação da morte de 
animais, principalmente de aves, e erosão. A devastação de áreas para 
implementação desses modais energéticos também é outra 
problemática. Compreender tais problemas é importante para 
entendermos que, mesmo em se tratando de uma energia sustentável, 
há alguma forma de impacto. 
Economia verde 
Devido às preocupações com as questões ambientais, as empresas 
iniciaram um processo de mudança e implementaram tecnologias em 
seu processo de trabalho para proporcionar menos impactos ao 
ambiente.
Seu propósito sustenta-se em menores emissões de poluentes, bem 
como na criação de produtos biodegradáveis. Esse novo formato 
produtivo é denominado de economia verde e tem demonstrado 
adesão crescente por parte de empreendimentos do setor público e 
privado. Essa adesão não se encontra restrita à diminuição de 
impactos ambientais, mas também abrange mais lucratividade, com 
diminuição de custos.
Essa nova visão econômica encontra-se presente em grandes debates e 
participa da agenda da ONU. Os empreendimentos estão 
gradativamente reestruturando suas linhas produtivas e investindo em 
tecnologias sustentáveis. Já os setores públicos têm uma tendência em 
incentivar essa transição, principalmente para atingir as metas 
propostas em acordos de cooperação sobre diminuições da poluição 
ambiental. São mudanças que devem atingir de forma positiva a 
sociedade, possibilitando e garantindo seu bem-estar, sem ocorrência 
de danos.
Padrões de consumo 
Vivemos numa sociedade em que somos “forçados” ao constante consumo, e essa 
atividade é de suma importância para manutenção econômica. Por quaisquer produtos 
utilizados necessitar, em seu processo, de alguma matéria-prima originada do 
ambiente, preocupações ambientalistas foram iniciadas. 
O consumismo demasiado poderá ocasionar, em breve, a escassez de recursos naturais. Daí, o 
debate visando à mudança. Ao se mencionar sobre padrões de consumo, estamos nos referindo à 
forma como a sociedade adquire e descarta seus bens – roupas, eletrodomésticos, calçados e afins.
O desafio atual encontra-se na sensibilização social para o consumo consciente, uma atividade de 
alto grau de dificuldade. Em um meio em que se aprendeu que o comprar pode ser uma ferramenta 
de felicidade, ocasionar uma mudança nessa forma de pensar é complexo.
Contudo, não ocorre a existência de uma alternativa sem ser por meio de mudança de atitudes – e a 
realidade atual é a falta de recursos naturais no futuro, já que a demanda é superior se comparada à 
oferta. Como consequência, poderá ocorrer uma queda no bem-estar da população, assim como a 
falta de atendimento para questões básicas e essenciais de manutenção diária.
Mudanças climáticas 
Para compreensão desse tema, uma primeira definição precisa ser esclarecida, que é a diferença 
entre clima e tempo. O tempo é algo mutável – um dia poderá ser de sol, e o outro é de chuva. Já o 
clima é uma observação das modificações do tempo numa faixa mínima de 30 anos.
Quando falamos de mudanças climáticas, a referência é uma grande modificação no clima em 
escala regional ou global. Essa mudança pode apresentar sérios riscos à qualidade de vida da 
população. Áreas de climas frios, por exemplo, podem apresentar constante aquecimento.
As constantes emissões de poluentes são as principais causadoras da problemática, uma vez que 
podem provocar reações com o ozônio atmosférico e ocasionar aumento na destruição de filtragem 
dos raios ultravioletas. Esse processo é denominado aquecimento global.
Ocorrem grandes discussões na comunidade acadêmica sobre essa temática. Alguns estudiosos 
afirmam que a Terra se encontra em um processo de aquecimento natural, com tendências futuras de 
ocorrer um resfriamento, já que, no contexto histórico de formação do planeta, existem evidências 
de processos de glaciação e deglaciação.
Entretanto, a maior quantidade de pesquisas aponta que os impactos ocasionados ao ambiente, 
principalmente pela emissão de gases tóxicos no ar, são os principais responsáveis por esse processo 
atualmente.
Desenvolvimento sustentável 
Entende-se por desenvolvimento sustentável o emprego de 
tecnologias que ocasionem menores níveis de agressão ao ambiente, 
como a diminuição da emissão de poluentes na atmosfera. A 
terminologia tecnologias limpas também é usualmente empregada 
nessa temática.
A substituição dos combustíveis fósseis (petróleo) por energia de 
biomassa é considerada uma forma de desenvolvimento sustentável. 
As inovações tecnológicas sustentáveis também devem ter um custo 
acessível, para beneficiar todas as classes sociais. A questão social 
também se encontra inclusa no discurso dessa temática, devido à 
necessidade de melhorar a qualidade de vida da população, em uma 
tentativa de diminuir as desigualdades.
Os limites de recursos naturais devem ser respeitados, e são 
necessários altos investimentos em pesquisas que busquem fontes 
alternativas em substituição parcial, ou total. Atividades que 
contribuam para a extinção de espécies devem ser imediatamente 
interrompidas e reelaboradas, por poderem provocar um desequilíbrio 
no sistema ecológico. Essas novas visões e perspectivas estão sendo 
gradativamente postas em práticas, principalmente por países 
europeus; entretanto, muito ainda precisa ser realizado.
Preservação e conservação 
Esses termos, diferentemente do pensamento comum, têm significados 
totalmente opostos. A preservação é designada para áreas com 
proteção total, em que não pode ocorrer nenhuma forma de 
intervenção humana. Quando se trata de conservação, poderá ocorrer 
a exploração de forma racional, não fomentando indícios de qualquer 
tipo de impacto ao ambiente. O Brasil conta com legislações que 
garantem e delimitam áreas preservadas e conservadas, tendo como 
punição de descumprimento multas e/ou prisões.
O desrespeito a essas áreas, porém, é uma problemática existente e 
difícil de ser erradicada. As fraudes sobre as legislações ambientais, o 
descompromisso de empreendimentos, tentativas de subornos e 
trabalho exploratório e ilegal, são situações encontradas na exploração 
de bens naturais: em muitos casos, as áreas protegidas têm riquezas 
minerais, como ouro, ferro, grafeno, estanho e afins, cobiçadas por 
grandes empresas devido às diversas aplicações. Uma face esquecida é 
a riqueza da biodiversidade na fauna e flora existente nessas áreas, em 
alguns casos, pouco conhecidas e estudadas.
Pesquisas constantes em áreas protegidas demonstram a descoberta de 
novas espécies, bem como melhor compreensão das dinâmicas 
ecológicas. Os estudos de base (aqueles que dão margem a outras 
pesquisas) apontam que há muito que ser descoberto. São fatores 
como esses que demonstram a importância de proteção das respectivas 
áreas, especialmente em um contexto em que, em muitos casos, ocorre 
negligência para atender anseios econômicos.
Ecologia, ecossistemas e biomas
A procura pela compreensão dos aspectos de interrelação dos seres vivos com seu 
ambiente é denominado ecologia. Entre seus campos de pesquisa, busca-se o 
entendimento dos padrões e diversidades de espécies, modificações fisiológicas ou 
genéticas, ciclos biogeoquímicos e afins. 
São assuntos de extrema complexidade que envolvem, em determinados casos, anos de pesquisas 
para obtenção de resultados.
O bioma é compreendido pela delimitação de uma região com características (climáticas, 
fisiológicas, geomorfológicas, entre outros aspectos) bem definidas. No território brasileiro há seis 
biomas: Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa.
Denomina-se ecossistema a interação dos fatores bióticos e abióticos, e se propõe estudar suas 
respectivas influências. Esse é um conceito bastante utilizado e estudado pelos ecologistas. 
Contudo,os setores de tecnologia da informação também têm-se apropriado dessa terminologia.
Recentemente, o termo ecossistemas de inovação tem ganhado espaço nos debates. Seu objetivo é 
uma parceria sólida entre entidades governamentais, empresas e instituições universitárias, visando 
à construção e implementação de parques tecnológicos. Os temas que têm foco são aqueles voltados 
ao campo das engenharias, informática e outros que envolvem a tecnologia da informação.
Equidade social 
A busca por uma sociedade mais justa é uma das lutas ambientais atuais. A questão de justiça não 
deve se restringir aos aspectos do ser humano em sua relação com o meio físico, mas abranger 
também a relação entre seres sociais.
O termo igualdade adentra este século para realizar reparos, consertar e evitar erros relacionados à 
justiça social. Contudo, outro termo tem tido sua aplicação ampliada: a equidade.
Diferentemente da igualdade, que busca realizar uma avaliação, julgamento e afins e é aplicada 
igualitariamente a todos, a equidade busca estudar o caso, ocasionando uma restruturação de regra, 
mas sem perda alguma da ética e da justiça (Figura 5).
Segurança alimentar 
 
Esse tema pode ser definido como a capacidade de produção e distribuição de alimentos seguros 
para toda a população. As políticas voltadas a mecanismos produtivos e disponibilidade de 
alimentos, a serem elaboradas pelas entidades governamentais, é denominada soberania alimentar.
A temática da segurança alimentar envolve diversos temas: todos aqueles voltados à disponibilidade 
de terra, água e fertilizantes. O contexto também está relacionado à aquisição de alimentos 
saudáveis para a população. Temáticas como obesidade e doenças causadas pelo consumo 
alimentício inadequado também são relacionadas à segurança alimentar.
Resíduos sólidos
Esse tema é definido como qualquer tipo de material ou bem adquirido e descartado pela sociedade. 
Em sua maioria, os materiais podem ser reciclados e/ou reutilizados. Contudo, o descarte 
inadequado apresenta um dos principais problemas ambientais atuais.
No Brasil, em 2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n° 12.305/10): o 
Ministério do Meio Ambiente (2010) aborda políticas de gestão, responsabilidade sobre o ciclo de 
vida, viabilização de coleta seletiva e sistema de informações sobre o gerenciamento de resíduos.
Contudo, falhas envolvendo aspectos financeiros inviabilizam um trabalho efetivo, especialmente as 
diversas falhas no gerenciamento de resíduos. Nossas atitudes como cidadãos são importantes, pois 
a separação dos resíduos ainda é algo pouco executado na sociedade.
Racismo estrutural 
 
Vivemos em uma sociedade diversificada. Contudo, as políticas étnicas e de respeito ao próximo, 
em alguns casos, não são implementadas.No histórico de desenvolvimento humano, a ascensão de 
um determinado grupo social e inferiorização de outro é algo ainda encontrado neste século. Essa 
trajetória histórica, que põe em prática uma cultura que atinge diferentes grupos sociais de forma 
negativa, sem respeito à ética civil, é denominada racismo estrutural.
Histórico dos debates a respeito de ética e responsabilidade 
social no Brasil e no mundo 
Os debates sociais sobre as responsabilidades e valores éticos ocorrem todos os dias.
As mesas redondas e eventos científicos são constantes no 
mundo inteiro, sendo eles responsáveis por traçar e 
fomentar a compreensão do hoje e promover ações que 
terão efeitos significativos em curto ou longo prazo. Os 
meios acadêmicos e as universidades são os principais 
polos desses debates, destacando-se as Ciências Humanas, 
embora não sejam exclusivas nessas mesas. 
Uma visão de aspecto 
mundial 
 
O debate sobre a reponsabilidade social tem seu principal início marcado pela Revolução Industrial 
no século XVIII. A situação precária de trabalho, em maioria exploratórios, fez diversos teóricos 
debaterem a problemática.
Entre as teorias realizadas, uma se encontra em debate até os dias atuais: Karl Marx elabora as 
primeiras formulações sobre o capitalismo. A corrente de pensamento de Marx era uma dura crítica 
à exploração exacerbada da classe operária, e, em contrapartida, aos lucros e à concentração de 
renda que estavam nas mãos dos grandes donos de empreendimentos. Além disso, as teorias de 
Marx também contemplavam questões ambientais devido aos altos níveis de poluição que se 
alastravam pela Europa.
As problemáticas relacionadas ao trabalho exploratório fizeram a classe operária procurar lutar por 
alguma forma de garantia de direitos. Esse fator estava atrelado, também, à constante modernização 
fabril, que diminuiu a dependência de mão de obra e fez com que antigos artesões se tornassem 
desempregados. Essas perspectivas levaram os operários a lutar e a construir sindicatos, 
reconhecidos pelo parlamento inglês após várias lutas, que também resultaram no surgimento de 
movimentos grevistas.
Outro ponto está atrelado ao engajamento dos setores públicos nas temáticas ambientais. A 
preocupação com a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida social foi peça-chave para o 
surgimento de encontros que buscassem propor soluções de mitigação. Reuniões que anteriormente 
eram realizadas para atender às preocupações com as perspectivas econômicas passaram a ser 
substituídas pelas pautas ambientalistas.
O movimento hippie, ocorrido nos anos 1960, também faz parte de uma importante conjuntura dos 
debates sociais. Iniciado com a luta contra o uso de armas nucleares, incorporou temáticas 
importantes em seu discurso, como o respeito à natureza, homossexualidade, preconceito racial e 
consumo consciente, dando margem a outros debates pouco comentados naquele período.
O Brasil no caminho da 
responsabilidade social
Após o período da Ditadura Militar e constituição do Brasil como democracia, novos 
debates surgiram.
A elaboração da Constituição garantiu as legislações trabalhistas anteriormente reduzidas durante a 
ditadura. A liberdade de expressão e de imprensa é devolvida, ampliando a ascensão sobre os 
problemas sociais, principalmente relacionados à pobreza, existentes devido à liberdade dos 
pesquisadores das ciências humanas definirem seus estudos sem a ocorrência de algum tipo de 
retaliação.
A reforma agrária é outro importante marco, que possibilitou a distribuição e posse de terras para os 
pequenos agricultores. Diferentemente do que se imagina, esse grupo de trabalhadores são os 
principais responsáveis pelo abastecimento alimentício nacional. As grandes lavouras, as 
agroindústrias, têm foco na manutenção do mercado internacional, uma vez que o Brasil é um dos 
principais centros do agronegócio mundial.
Movimentos mundiais 
Primavera Silenciosa: um 
embate com a Revolução 
Verde
A Segunda Guerra Mundial teve fim no ano de 1945 e deixou 
consequências graves para humanidade. 
O mundo precisava reestruturar-se fisicamente e economicamente. Além da morte de milhares de 
pessoas, outro grande grupo ficou sem acesso a alimentos e suprimentos de necessidades básicas. 
Fatores como esses impulsionaram o problema da fome existente em diversos países do mundo, 
mesmo anteriormente à guerra, e fizeram com que surgisse uma visão agrícola 
denominada Revolução Verde. Entre os períodos de 1960 e 1970, países como Estados Unidos e 
México procuraram implementar tecnologias que acelerassem a produção agrícola.
Por outro lado, a utilização desenfreada de pesticidas trouxe problemas ambientais. O uso de 
produtos químicos como fertilizantes era algo corriqueiro. Todavia, estudos de monitoramento do 
meio físico e saúde humana, bem como avaliações de riscos, não eram realizados com frequência, e 
não existiam protocolos seguros de utilização e afins. Estudos que fossem contra e apresentassem 
divergências de pensamentos eram duramente criticados: um deles realizado por Rachel Carson em 
1962, denominado Primavera silenciosa.
A obra, que buscava explicar os impactos da utilização inadequada de pesticidas no 
desenvolvimento vegetal,biodiversidade de espécies e saúde humana, foi considerada livro célebre 
pelo movimento ambientalista moderno. Mesmo sendo duramente criticado na época, ele 
demonstrou com clareza os impactos desse modelo de produção e foi crucial para o processo de 
mudança, que, obviamente, não foi rápido. Atualmente, o avanço científico possibilita o 
desenvolvimento de novas perspectivas e tecnologias no campo agrícola, com níveis mais baixos de 
impactos ambientais.
Conferência de Estocolmo 
O fim da Segunda Guerra também ocasionou outras preocupações 
ambientais. O relatório produzido pelo Clube de Roma em 1972 
apontou um problema de crescimento rápido da população e que os 
recursos naturais não conseguiriam suprir as necessidades. 
Naquele mesmo ano, a ONU decidiu realizar a primeira reunião com chefes de Estado que 
procurassem tratar dos problemas ambientais, denominada Conferência Mundial do Homem e do 
Meio Ambiente, popularmente conhecida como Conferência de Estocolmo (Figura 6). 
Problemas como catástrofes naturais, mudanças climáticas, possível escassez de recursos naturais e 
modificações econômicas e sociais foram debatidas no encontro, que resultou na Declaração das 
Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, também denominada Declaração de Estocolmo, que 
promovia ações ambientais. A importância dessa reunião é pautada por ser a primeira vez que as 
entidades governamentais se preocuparam, oficialmente, com os aspectos ambientais. 
A criação do Painel 
Intergovernamental sobre 
Mudanças Climáticas (IPCC) 
 
As mudanças globais do clima despertaram grande interesse das instituições governamentais e seus 
respectivos gestores, o que culminou na criação do IPCC – Intergovernmental Panel on Climate 
Change, em 1988.
A intenção do Painel é voltada à junção e difusão de dados relacionados a mudanças climáticas, 
com a proposta de conhecimento sobre seus aspectos fundamentais, formas de solução e efeitos na 
sociedade (pessoas e questões econômicas).
Protocolo de Quioto 
Os relatórios de IPCC foram fundamentais para, em 1997, ser construído o Protocolo de Quioto. A 
entrada em vigor do Protocolo, porém, foi realizada apenas no ano de 2005.
Sua finalidade tem um significado importante para a manutenção da vida no planeta, pois o intuito 
foi o estabelecimento do controle na emissão de gases do efeito estufa (GEE) pelas atividades 
industriais na atmosfera.
Os países assinaram um compromisso para diminuição das emissões de CO2, e o protocolo também 
deu margem para o surgimento do termo créditos de carbono, em que uma tonelada de dióxido de 
carbono geraria um crédito em forma de certificado. Essas certificações poderiam ser negociadas no 
mercado internacional.
Eco 92 e Rio + 20 
 
A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, popularmente conhecida como Eco 92, 
foi uma das principais reuniões mundiais a tratar dos temas ambientais, com um significativo 
envolvimento de diversos países (176) de todo o planeta.
Realizada no Rio de Janeiro, em 1992, a conferência procurava definir um plano de ação para o 
desenvolvimento sustentável, e tornou-se o início da ascensão global das discussões sobre os 
problemas ambientais, tendo como foco a busca por alternativas de solução (Figura 7). Assim como 
o relatório do IPCC, a Eco 92 foi fundamental para elaboração do Protocolo de Quioto.
A Rio+20, por sua vez, foi realizada 20 anos depois e teve por objetivo a reafirmação dos 
compromissos adotados na Eco 92. A conferência também teve como foco a observação e discussão 
de problemas ainda existentes e buscou formas de soluções futuras. Um grande diferencial do 
encontro foi a intensificação dos debates voltados à implementação da economia verde.
Cúpula das Nações Unidas 
para o Desenvolvimento 
Sustentável 
 
Esse importante evento ocorreu na cidade de Nova York, Estados Unidos, com o objetivo de 
direcionar o planejamento para o desenvolvimento sustentável até o ano de 2030. Foram traçados 
17 objetivos, denominados ODS (Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável), como demonstra 
a Figura 8. No encontro, também foram discutidas as ações propostas durante a Rio +20.
Cúpula das Nações Unidas 
para o Desenvolvimento 
Sustentável 
 
Esse importante evento ocorreu na cidade de Nova York, Estados 
Unidos, com o objetivo de direcionar o planejamento para o 
desenvolvimento sustentável até o ano de 2030. Foram traçados 17 
objetivos, denominados ODS (Objetivos para o Desenvolvimento 
Sustentável), como demonstra a Figura 8. No encontro, também foram 
discutidas as ações propostas durante a Rio +20.
Marcos históricos da educação 
ambiental no Brasil 
O primeiro registro da institucionalização da educação ambiental no Brasil ocorreu em 1973, com a 
criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente(SEMA). A SEMA pode ser considerada o início 
do processo de conscientização da sociedade brasileira sobre a necessidade de preservação do meio 
ambiente para a manutenção e melhoria da qualidade de vida. 
Com a instituição da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) pela Lei Federal n. 6.938/81, 
foram explicitados conceitos relacionados à conscientização ambiental e à promoção da educação 
ambiental em diferentes níveis de ensino e setores da sociedade (art. 2°, caput, X). Assim, podemos 
considerar que a PNMA foi o primeiro marco da educação ambiental formal no País.
Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a 
preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à 
vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento 
socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da 
dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios: [...]X - 
educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação 
da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na 
defesa do meio ambiente.
BRASIL, 1981, n.p.
A Constituição do Brasil de 1988 reforça a consolidação da EA no País ao definir, no artigo 225, o 
direito de todos ao acesso de um ambiente ecologicamente equilibrado e, em seu inciso VI, a 
necessidade de promoção da EA, ao menos no contexto educacional ou formal:
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade 
de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de 
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.§ 1º Para 
assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: [...]VI 
- promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a 
conscientização pública para a preservação do meio ambiente.
Note que temos em nossa Constituição Federal, portanto, explicitamente a definição de que a 
promoção da educação ambiental deve ser responsabilidade do poder público. Porém, vale observar 
que a obrigatoriedade do Estado em estabelecer as bases da EA no contexto formal não dispensa a 
participação social no processo de conservação e proteção ambiental.
A Conferência, Earth Summit, ou Eco-92, possibilitou a adoção do Tratado de Educação Ambiental 
para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. Já a Agenda21 reforça a perspectiva de 
atribuição de poder aos grupos comunitários e, com o apoio do Ministério da Educação na Rio-92, 
foi produzida a Carta Brasileira para Educação Ambiental, que, entre outras coisas, reconhece ser a 
educação ambiental um dos instrumentos para viabilizar a sustentabilidade como estratégia de 
sobrevivência do planeta e da manutenção da vida humana. Infelizmente, a Carta já admitia a 
existência da lentidão de produção de conhecimentos e a falta de comprometimento dos gestores 
públicos em relação à fiscalização da legislação de um modelo educacional que não resolve as reais 
necessidades do País.
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A Agenda 21, definida pela ONU na Eco-92, reafirma, dentre outros 
princípios básicos, a reorientação da educação a um desenvolvimento 
ambientalmente sustentável e o aprofundamento da conscientização 
pública. Em consonância comesta, em 2015 criou-se a Agenda 2030, 
um plano de reafirmação das metas estabelecidas em 1992 que 
também dá continuidade aos esforços das agora 192 nações que fazem 
parte do tratado. 
Posteriormente, a Lei n. 9.795/1999 instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental no País. 
Em uma análise inicial, podemos perceber que a PNEA é resultado de inúmeras ideias debatidas em 
diversos eventos nacionais e internacionais a cerca das questões ambientais. Em especial, pode ser 
percebida em seu texto a adoção de conceitos apresentados pela Carta de Belgrado. Assim, a 
determinação da responsabilidade do poder público se dá de forma concorrente (nas esferas de 
poder federal, estadual e municipal), também com o intuito de incentivar a ampla participação das 
organizações não governamentais (ONGs) e de toda a sociedade na elaboração e execução de 
programas de educação ambiental.
Ressalta-se que, na prática, não há uma ocorrência que seja mais importante, sendo todas as ações e 
todos os projetos necessários para que seja possível atingir os objetivos coletivos com o 
desenvolvimento da consciência ambiental a partir da criticidade dos cidadãos. No próximo tópico, 
analisaremos alguns dos principais conceitos da educação ambiental.
Base conceitual da educação 
ambiental 
Primeiramente, para definir as bases conceituais da educação ambiental, é necessário 
ressaltar que ao longo do aprimoramento dessa ferramenta percebeu-se que o público a 
ser considerado, na realidade, é toda a sociedade. Assim, enfatizamos que a EA é 
considerada formal quando aplicada em qualquer nível da educação formal (estudantes, 
professores e funcionários de escolas, universidades e institutos). Adicionalmente, a 
educação não formal engloba campanhas, projetos e outras atividades práticas que 
envolvem diferentes grupos populacionais(trabalhadores, gestores públicos e agricultores, 
por exemplo).Assim, a PNEA* definiu a educação ambiental e destacou a importância do 
desenvolvimento de práticas educativas voltadas à sensibilização e à organização da 
coletividade sobre questões ambientais. No art. 1º da PNEA, a definição de educação 
ambiental é apresentada: 
*Política Nacional de Educação Ambiental 
Art 1º. Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo 
e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e 
competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do 
povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. 
BRASIL,1999, n.p. 
No art. 2º, a PNEA complementa que a educação ambiental é “um componente essencial 
e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em 
todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal” 
(BRASIL, 1999, n.p.). Por fim, a PNEA define como princípios básicos da EA: 
Art. 4º São princípios básicos da educação ambiental: 
I - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo; 
II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência 
entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade; 
III - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectivada inter, multi e 
transdisciplinaridade; 
IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais; 
V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo; 
VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo; 
VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e 
globais; 
VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural. 
BRASIL, 1999, n.p. 
Assim, a Lei n. 9.795/1999 instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental(PNEA), 
apresentando conceitos e definições. Desta forma, podemos sintetizar que o público-alvo 
da EA são tanto os integrantes da educação formal quanto os da não formal. Ressalta-se 
que os objetivos de ensino em ambientes formais são construir conhecimento científico e 
desenvolver a relação dos alunos coma natureza por meio de pedagogias de 
aprendizagem ativa, como trabalho de campo e experiências ao ar livre (PARRA et al., 
2020). 
Assim, mais do que se informar sobre processos que envolvem nossa vida 
socioeconômica, é necessário priorizar o desenvolvimento da EA como ferramenta de 
participação social e crítica. No Quadro 1, há uma síntese das principais diferenças entre 
educação ambiental e informação ambiental.
Observe que a informação ambiental deve possuir qualidade e não ser tendenciosa em sua 
transmissão; mas é a EA que define como essencial o aumento da consciência pública ambiental a 
partir de ensinamentos contínuos de pensamento crítico, reforçando as habilidades individuais e a 
análise de fatos utilizando o raciocínio lógico.
Outra distinção que cabe em uma breve análise é acerca da educação de forma mais ampla e sua 
comparação com a EA. É consenso que a educação, além de instruir, já traz em si o conceito de 
propiciar o desenvolvimento da capacidade crítica e o senso de responsabilidade. Paulo Freire, em 
sua obra Pedagogia do Oprimido, enfatiza que a educação é um processo complexo de 
conscientização coletiva. Hoje, compreendemos que a educação ambiental faz parte desse processo.
De fato, podemos considerar que ambientalismo* não é uma opção, mas uma responsabilidade e 
um aspecto fundamental para a construção de uma sociedade coesa e que respeita as leis de 
proteção do ambiente que ocupa (SAYLAN;BLUMSTEIN, 2011). Isso se refere às 
responsabilidades de proteção ambiental, mas também em compreender minimamente como os 
ciclos ocorrem: na extração de recursos naturais, na geração de resíduos, na produção agrária e/ou 
industrial, entre outros. 
*O ambientalismo é uma espécie de filosofia em prol do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Ele 
compreende diversas correntes de pensamento e movimentos sociais que são engajados na luta por mudanças amplas 
nos hábitos e valores da sociedade, na postura de empresas e na legislação ambiental,
Tendo em vista o desenvolvimento necessário para sociedades mais sustentáveis, os cidadãos 
precisam ser apoiados e ensinados a superar quaisquer lacunas ou desafios importantes para integrar 
esta sociedade sustentável (PARRA et al., 2020). Assim, a educação ambiental se concentra na 
promoção do conhecimento ambiental e no aprimoramento de atitudes e valores ecologicamente 
corretos, bem como na conquista da cidadania e das habilidades cognitivas de alto nível necessárias 
para promover um estilo de vida ecologicamente correto. 
A educação para a cidadania ambiental deve auxiliar os alunos a compreenderem a complexidade 
dos sistemas socioecológicos e a identificar as causas estruturais da degradação ambiental. Com isso 
em mente, a educação para a cidadania ambiental amplia a perspectiva do aspecto local para o 
global e enfatiza as interrelações e interdependências. Além disso, a aprendizagem da 
sustentabilidade é um conceito multinível que ocorre tanto no nível individual quanto no nível dos 
agregados sociais, grupos, organizações e a sociedade como um todo(PARRA et al., 2020). 
O conhecimento de como mudar democraticamente uma sociedade e os efeitos da justiça 
social dessas mudanças local e globalmente não foram, pelo menos no início, suficientemente 
enfatizados na educação para a sustentabilidade, posto que suas raízes estão na educação ambiental 
e possuem foco mais estreito na proteção ambiental e conservação de recursos (PARRA et al., 
2020).
Dica: 
Você sabe o que significa uma educação ambiental crítica? Para 
compreender melhor o processo emancipatório da educação sobre o 
qual a EA vem sendo discutida e desenvolvida, sugerimos a leitura dos 
seguintes textos: “Educação ambiental crítica: nomes e 
endereçamentos da educação”, escrito por Isabel Cristina de Moura 
Carvalho, e “Educação ambiental crítica”, estruturado por Mauro 
Guimarães.
A política nacional brasileirapara a educação ambiental
 
O termo educação ambiental (EA) é muito utilizado, apesar de muitas pessoas não saberem sua 
definição. Assim, algumas distorções podem ocorrer, e a prática da EA pode ser prejudicada. Nesse 
sentido, Silva Junior et al. (2018, n. p.)destacam que a democratização e a divulgação das formas 
que temos para interagir com o meio ambiente de maneira responsável ainda é muito frágil, em uma 
sociedade que não exerce, no cotidiano, hábitos que favorecem o fortalecimento da temática em 
questão.
Dessa forma, começamos esse tópico destacando que uma maior preocupação com o meio ambiente 
é necessária, bem como o reconhecimento do papel crucial da educação para melhorar a relação do 
ser humano com o meio. Para isso, é preciso que haja em todas as bases da sociedade ferramentas 
para traçar diretrizes para o surgimento de mais iniciativas de conscientização ambiental. A escola é 
um espaço em que os estudantes podem se tornar pessoas mais atentas quanto à importância da 
conservação e restauração do meio ambiente, fomentando a proteção também da biodiversidade, de 
um modo geral (SILVAJUNIOR et al., 2018).
A educação é um processo contínuo, de elevada relevância e, por isso, se fazem necessários 
planejamentos complexos para que possamos obter resultados satisfatórios, colaborando para as 
reflexões de ensino e aprendizagem que ultrapassem as salas de aula. Cada vez mais, precisamos de 
nos formar como cidadãos, críticos e responsáveis pela preservação dos recursos naturais.
educação ambiental não deve ser entendida como um tipo especial de educação, mas como uma 
série de etapas contínuas ao longo processo de aprendizagem, em que coexiste a filosofia da 
contribuição participativa em que todos (família, escola e comunidade) devem estar envolvidos 
(SILVA JUNIOR et al., 2018).Por esse motivo, a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) 
brasileira visou traçar diretrizes não apenas para a EA formal, que ocorre nas escolas, mas também 
para a EA não formal, englobando a diversidade de atores sociais e a importância de todos 
construirmos coletivamente uma preocupação que paute as ações e decisões regionais e nacionais.
Educação ambiental formal
 
Uma questão importante dentro do sistema educacional superior é propiciara a 
especialização na área de formação e também em áreas científicas semelhante ou 
relacionadas. A relevância se dá, justamente, pelas conexões interdisciplinares e pela 
transferência teórico-conceitual decorrente de novos resultados científicos. Nesse 
contexto, é importante que cada país explicite em sua política de educação ambiental a 
importância de toda a sociedade para a conservação ambiental e os possíveis papéis das 
mais diversas áreas de formação técnica nessa conservação. 
Assim, os atores socioeducativos envolvidos nas atividades de EA devem assumir as 
ações em termos de aumento do conhecimento científico, e também possibilitar a 
existência e qualidade de vida das próximas gerações. Desse modo, ao nível da 
consciência humana, é visível um peso científico-axiológico, segundo o qual são 
estabelecidas conexões entre diferentes níveis de realidade (COSTEL, 2015). 
Para tanto, Costel (2015, n. p.) explicita que para se tornar pragmático um sistema social 
deve ser construído, antes de mais nada, sobre a educação espontânea. Em segundo 
lugar, acreditamos que uma perspectiva de política social efetiva envolve uma abordagem 
específica sobre a educação ambiental. Portanto, as correspondências sociais e 
metodológicas transpõem em plano operacional às finalidades inscritas na diligência 
educacional. 
Nas últimas duas décadas, no entanto, inúmeras pessoas ao redor do mundo se 
preocuparam (e continuam se preocupando) com as questões interligadas de meio 
ambiente e desenvolvimento ambientalmente sustentável. Desta forma, temos nos 
tornado cada vez mais conscientes da necessidade de mudanças nas escolhas de 
hábitos e nos padrões nacionais e globais de desenvolvimento, consumo e comércio. 
Portanto, poderíamos considerar um erro pensar que apenas a educação ambiental nas 
escolas seria suficiente para a transição para a sustentabilidade, amenos que grandes 
reformas educacionais pudessem ser implementadas e que projetos em consonância com 
outros setores da sociedade fossem executados. 
Nesse momento, destacamos que a educação ambiental está prevista na Constituição 
Federal, em seu artigo 225º (Inciso VI), que estabelece que é dever do Estado e de todos 
de “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino, e a conscientização 
pública para a preservação do meio ambiente”(BRASIL, 1988). A Política Nacional de 
Educação Ambiental, instituída pela Lei n.9.795, em seu artigo 3º, determina que, como 
parte de um processo educativo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental, 
incumbindo: 
I - Ao Poder Público, nos termos dos arts. 205 e 225 da Constituição Federal, definir 
políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental, promover a educação ambiental 
em todos os níveis de ensino e o engajamento da sociedade na conservação, 
recuperação e melhoria do meio ambiente; II - Às instituições educativas, promover a 
educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem; 
III - Aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, promover 
ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação, recuperação e 
melhoria do meio ambiente; IV - Aos meios de comunicação de massa, colaborar de 
maneira ativa e permanente na disseminação de informações e práticas educativas sobre 
meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua programação; V- Às empresas, 
entidades de classe, instituições públicas e privadas, promover programas destinados à 
capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre o ambiente 
de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente; 
VI - À sociedade como um todo, manter atenção permanente à formação de valores, 
atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a 
prevenção, a identificação e a solução de problemas ambientais. 
Assim, percebemos que a EA é uma questão que precisa ser incentivada e fomentada 
simultaneamente pelo Estado e por muitos outros setores da sociedade. Em seu artigo 4º 
(Inciso VII), a PNEA valoriza a abordagem articulada das questões ambientais locais, 
regionais e nacionais. Enquanto isso, em seu artigo 8º (Incisos IV e V) há um evidente 
incentivo à busca de alternativas curriculares e metodológicas na capacitação da área 
ambiental e as iniciativas e experiências locais e regionais, incluindo a produção de 
material educativo com o contexto social em questão (BRASIL, 1999). 
Em seu artigo 9º, a PNEA também define que se entende por educação ambiental, na 
educação escolar, aquela que é desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de 
ensino públicas e privadas, englobando (BRASIL, 1999): 
I. Educação básica: 
a. Educação infantil; 
b. Ensino fundamental; 
c. Ensino médio. 
II. Educação superior; 
III. Educação especial; 
IV. Educação profissional; 
V. Educação de jovens e adultos. 
Vale destacar que devido ao próprio dinamismo da sociedade, o despertar para a 
questão ambiental no processo educativo deve começar desde a infância(SOUZA 
et al., 2018). 
Ainda que a EA seja prevista em toda a idade escolar e a PNEA tenha sido 
instituída em 1999, atualmente, os educadores ainda encontram dificuldades e 
desafios para implementar a educação ambiental no cotidiano escolar. Por isso, 
mantém-se a discussão sobre a maneira que a temática ambiental vem sendo 
trabalhada pelos professores que a desenvolvem nas escolas. 
Quando pensamos na educação ambiental, devemos inserir atividades práticas 
em todos os níveis da educação formal e informal, de modo que trabalhemos as 
aplicações de EA diariamente. Isso é uma proposição fundamental, pois colabora 
para que haja envolvimento dos educandos em questões sobreas problemáticas 
do meio ambiente, e propicia um sentimento importante de pertencimento e 
transformação, em que cada um tem responsabilidades e pode colaborar para a 
construção de um mundo melhor. 
De maneira geral, a escola pode ser um dos locais mais propícios para a 
realização de iniciativas de educação ambiental, por propiciar a inovação de 
costumes que não se limitam apenas aos conceitos ambientais, podendo ainda 
englobar questões culturais e sociais. Acredita-se que, assim, poderíamos 
alcançar um resultado mais efetivo e promissor diante das situações vivenciadas 
no contexto socioambiental, e que englobam o descarte do lixo de forma incorreta, 
os impactos ambientais e biodiversidade e, também, o tipo de interação ecológica 
que há nas relações humanas com a natureza. 
No artigo 10º da PNEA, se especifica que a educação ambiental deve ser 
desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente, em 
todos os níveis e modalidades do ensino formal: 
§ 1º A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no 
currículo de ensino; § 2º Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao 
aspecto metodológico da educação ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a 
criação de disciplina específica; § 3º Nos cursos de formação e especialização técnico-
profissional, em todos os níveis, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética 
ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas . 
Nesse sentido, sabendo que a educação ambiental é um processo permanente e 
contínuo, não deveríamos limitá-la ao espaço escolar, pois é importante tê-la como hábito 
no ensino do educando (SOUZA et al.,2018). Assim, podemos entender que a EA formal 
continuará a ser aprimorada com a incorporação de novos significados sociais e 
científicos em relação ao meio ambiente e às dinâmicas que possuímos com o local que 
ocupamos. Justamente devido a esse dinamismo da sociedade, a questão ambiental no 
processo educativo deveria começar na infância, corroborando para a formação de 
gerações mais conscientes e preocupadas com pautas ambientais, tais como a proteção 
da biodiversidade e o enfrentamento das mudanças climáticas. 
Ficou especificado que a dimensão ambiental precisa constar nos currículos de formação 
de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas. Além disso, “os professores 
em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o 
propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da 
Política Nacional de Educação Ambiental”(BRASIL, 1999). 
Souza et al. (2018, n. p.) destacam a dúvida de como a EA está sendo conduzida no 
ensino da educação ambiental no cotidiano da sala de aula. A abrangência das atividades 
dos docentes engloba a participação e gestão dos sistemas de ensino. Dessa forma, os 
professores podem incluir escolhas metodológicas distintas, visando fomentar pontos de 
análise e valorização da consciência da diversidade, respeitando as diferenças 
ecológicas, étnico-raciais, de classes sociais, de necessidades especiais e de gênero. As 
diretrizes de ensino de EA são muito diversificadas e podem servir como ferramenta, 
aproximando conceitos complexos das comunidades de atuação. 
Em seu trabalho de análise, Silva e Almeida (2018, n. p.) notaram que os principais 
desafios das ações práticas de EA nas escolas estão vinculados a questões de: espaço 
da escola, número de estudantes e de professores com disposição para passar por 
processos de formação continuada na área em questão, participação e dedicação da 
direção da escola, melhor participação do governo estadual, dentre muitos outros 
problemas. Com isso, algumas barreiras poderiam surgir, limitando as práticas de EA e 
tornando as atividades pontuais. 
Em contextos em que a prática de EA ainda não ocorre de forma contínua, uma 
alternativa é proceder visitas em centros especializados que possam instruir educandos e 
educadores e mostrar um caminho a ser percorrido. Nesse contexto, há no Brasil um tipo 
especial de centro de educação ambiental, relacionado com as fazendas e florestas. A 
Escola da Floresta é um exemplo desses centros. Nela, há variedade de possibilidades a 
serem explorados por pessoas de todas as idades. A Figura 2 mostra a realização de uma 
trilha dos sentidos com crianças de uma escola em visita. Note que atividades como essa 
podem ser adaptadas à realidade de muitas escolas brasileiras. 
Uma das maiores dificuldades para que o currículo escolar possa abranger a EA de forma 
habitual e com a profundidade de discussão que se desejaria, pode ser uma 
consequência do modelo adotado pelo nosso sistema escolar. As atuais preocupações da 
educação se concentram em notas, desempenho, competição, esforço individual, sucesso 
pessoal e padrões hierárquicos de relacionamentos pessoais. O ensino de EA deve ser 
pensado de forma coletiva, emancipatória, crítica e transversal a muitas diferentes áreas 
de aprendizagem. 
Apesar de tais observações fazerem parte de muitas realidades, Souza et al.(2018, n. p.) 
afirmam que, nos últimos anos, foi possível observar uma expansão da educação 
ambiental no ensino formal das escolas brasileiras. Em contraste a essas pontuações, 
Silva e Almeida (2018, n. p.) destacam que, de modo geral, professores de todas as 
modalidades de ensino, na maioria das vezes, não possuem orientação e nem material 
para esse trabalho de construção da EA. 
Mesmo que essa temática tenha se tornado uma realidade no ensino formal em muitas 
localidades do Brasil, sabe-se das dificuldades e desafios que a educação ambiental 
ainda tem que enfrentar no cotidiano escolar e na heterogeneidade de oportunidade entre 
nossas cidades. Silva e Almeida (2018, n. p.) destacam que a temática ambiental 
dificilmente está presente nos cursos de formação dos professores, uma vez que os 
cursos de formação continuada, geralmente, são destinados aos professores de ensino 
fundamental e médio, bem como os materiais produzidos e disponibilizados. 
No âmbito da aplicação da EA nas escolas, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (LDB), sancionada em 1997, já delineava a educação ambiental como tema 
transversal. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Biologia, por exemplo, 
explicitam que a EA precisa de ser trabalhada de forma interdisciplinar e em consonância 
com o contexto social e econômico. 
Para que sejam realizados trabalhos de qualidade em EA, se faz necessário um 
comprometimento dos sistemas governamentais e das políticas públicas direcionadas à 
temática ambiental, proporcionando aos professores uma formação adequada para o 
desenvolvimento de projetos, com a qualificação para o trabalho em consonância à 
PNEA. Contudo, em alguns casos, tal política não está presente e, muitas vezes, cabe ao 
professor buscar uma formação continuada, de maneira independente, dispondo de seus 
próprios recursos (SILVA; ALMEIDA, 2018). 
De forma complementar, analisou-se que rodas de educação, escuta e narrativas 
ficcionais são destacadas como traços e atividades fundamentais para os processos de 
formação de professores que estão se tornando educadores ambientais(GALIAZZI et al., 
2018). Galiazzi et al. (2018, n. p.) explicam que os professores de uma comunidade de 
aprendizagem organizada em rodas de educação e comprometidos com os princípios do 
diálogo, da escuta, do compartilhamento de saberes e ações podem se tornar educadores 
ambientais experientes em processos educativos em que as relações de saber são 
processos horizontais e contínuos. Como educadores e professores ambientais, eles 
podem ensinar o valor de ouvir e aceitar diferentes pontos de vista. 
Sendo assim, diante das adversidades e situações locais enfrentadas, as práticas 
pedagógicas cotidianas como a aplicação de projetos de educação ambiental, envolvendo 
as escolas, os educandos, suas famílias e entorno, poderão figurar como local de 
reflexão. Essa reflexão pode ser mais efetiva se focada naconstrução coletiva de 
alternativas e, diante das necessidades observadas em cada realidade, propiciar que 
intervenções socioambientais possam ser propostas. A construção fora dos ambientes 
escolares, por sua vez, se refere à educação ambiental não formal, que estudaremos no 
próximo tópico. 
Um exemplo muito comum de prática de educação ambiental no Brasil são as hortas 
escolares. Devemos valorizar tais ações e observar que os ensinos vão além das práticas 
de EA formal. Em muitos contextos, a horta da escola possibilita uma interação da 
comunidade do entorno, fomentando a coletividade das ações realizadas. 
Educação ambiental não 
formal
 
Silva Junior et al. (2018, n. p.) definem que a educação ambiental é um campo de 
conhecimento que se encontra em construção e gera desenvolvimentos à medida que 
tenhamos a prática cotidiana dos envolvidos nesse processo. O engajamento público 
significativo e a responsabilidade exigem um entendimento comum do que esperar e 
demandar das partes envolvidas nos projetos de educação ambiental. 
A Conferência de Tbilisi (1977), dentre seus princípios básicos, já considerava que a 
educação ambiental deve ser um processo contínuo e permanente, começando pelo pré-
escolar e continuando ao longo de todas as fases do ensino formal e não-formal, com 
aplicação interdisciplinar, de modo que se adquira uma perspectiva global e equilibrada. 
Curiosamente, as perspectivas dos praticantes e dos participantes sobre os resultados da 
educação ambiental são pouco estudadas, particularmente por que uma compreensão 
das aspirações dos participantes para a educação ambiental é complexa, apesar de 
essencial, para garantir que ela atenda às suas necessidades e que eles continuem se 
engajando. É particularmente importante compreender os benefícios que os participantes 
de projetos não formais de educação ambiental podem obter com a participação nos 
projetos (WEST, 2015). 
No contexto da educação ambiental não formal, há linhas de ações destinadas ao 
planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de programas e políticas ambientais 
nas três esferas de governo, em sintonia com os setores sociais. Esse sistema fortalece o 
diálogo da escola com a comunidade e movimentos sociais (BADR et al., 2017). 
A PNEA, em seu artigo 13º, definiu a educação ambiental não formal como sendo as 
ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões 
ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente. 
Nesse sentido, o Poder Público, em níveis federal, estadual e municipal, incentivará: 
I - A difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de 
programas e campanhas educativas, e de informações acerca de temas relacionados ao 
meio ambiente; II - A ampla participação da escola, da universidade e de organizações 
não-governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à 
educação ambiental não-formal; III - A participação de empresas públicas e privadas no 
desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria com a escola, a 
universidade e as organizações não-governamentais; IV - A sensibilização da sociedade 
para a importância das unidades de conservação; V - A sensibilização ambiental das 
populações tradicionais ligadas às unidades de conservação; VI - A sensibilização 
ambiental dos agricultores; VII - O ecoturismo. 
Este aspecto não formal da EA é de extrema relevância para que os diferentes atores da 
sociedade possam construir inúmeras práticas colaborativas em formato de projetos e 
programas, aprimorando as abordagens pautadas em políticas públicas, mas também 
com parcerias com setores não-governamentais, como empresas e ONGS. 
Conceitos e Objetivos da Educação Ambiental 
A educação ambiental é um campo multidisciplinar que integra diversos ramos de estudo, como 
química, física, ciências humanas, ciências médicas, ciências biológicas, agricultura, saúde pública 
e engenharia sanitária. Dessa maneira, a EA coloca em pauta a importância da proteção e 
conservação do meio ambiente.
O fato de a sociedade ter falhado em aceitar sua responsabilidade socioambiental resultou no ato de 
nos colocarmos no centro de nossas relações, afastando-nos do meio natural do qual fazemos parte e 
acreditando que devemos dominar nosso ambiente. Infelizmente, a situação em que nos 
encontramos atualmente, pautada pelo conceito de que o ser humano pode controlar o meio 
ambiente sem respeitar ciclos naturais, está na raiz de grande parte do que é ensinado nas escolas.
A criação de educandos ambientalmente conscientes em uma sociedade que não reconhece a 
gravidade dos problemas ambientais que enfrenta provavelmente não terá muito impacto sobre 
esses problemas (SAYLAN; BLUMSTEIN,2011). Isso porque existe uma desconexão fundamental 
entre o que aprendemos na escola e como nos comportamos em nosso meio social, pelo menos no 
que diz respeito à educação ambiental. Embora essas variações possuam difícil medição, essa 
desconexão é facilmente percebida e precisa ser encarada como uma necessidade a ser superada. 
Fazer isso exige resiliência, criatividade, sensibilidade e esforço de todas as classes sociais e 
econômicas.
Não é errado pensarmos a EA como uma adjetivação da educação, uma vez que tornar esta última 
apta à educação ambiental é uma necessidade de nosso presente, e isso se justifica devido ao fato de 
a EA enfatizar aspectos da educação que muitas vezes foram e são marginalizados, mal 
interpretados e podem causar uma diversidade de impactos em muitas esferas da sociedade.
Os componentes principais da educação ambiental são: I) conscientização e sensibilidade em 
relação aos desafios ambientais; II) compreensão das dinâmicas relacionadas ao meio ambiente; III) 
atitudes de preocupação e motivação para melhorar ou manter a qualidade ambiental; IV) 
habilidades para identificar e ajudara resolver problemas; V) participação em atividades para 
resoluções coletivas.
Nesse contexto, a Resolução n. 422/2010 estabeleceu “diretrizes para conteúdos e procedimentos 
em ações, projetos, campanhas e programas de informação, comunicação e educação ambiental no 
âmbito da educação formal e não-formal, realizadas por instituições públicas, privadas e da 
sociedade civil”(CONAMA, 2012, p. 1088).
Curiosidade:
A educação para a cidadania ambiental é definida como o tipo de educação que cultiva aptidões, 
valores, atitudes e competências necessárias que um cidadão deve possuir para ser capaz de agir e 
participar da sociedade como agente de mudança em escala local, nacional e global 
(HADJICHAMBIS;REIS, 2020). Essa abordagem é importante para capacitar os cidadãos a 
praticarem seus direitos e deveres ambientais, bem como para identificar as causas estruturais 
subjacentes aos problemas ambientais, levando em consideração a justiça inter e intrageracional 
(ENEC, 2018a).
Um dos objetivos da EA é que a sociedade compreenda a relação de interdependência entre os 
ecossistemas naturais e as interações sociais humanas. Assim, podemos adquirir conhecimento à 
medida que desenvolvemos competências para conservar e preservar o meio ambiente. Diante disso, 
torna-se imprescindível que os atuais padrões de conduta individual sejam alterados e modificados 
para outros mais coletivos e ambientalmente adequados. Dessa forma, é possível destacar que são 
objetivos específicos da educação ambiental:
Conhecimento acerca das diferentes questões 
ambientais
–
compreender a multiplicidade de interações ambientais e sociais entre os 
elementos que compõem tais sistemas;
Desenvolvimento da conscientização ambiental
–
prover ferramentas para que os grupos sociais compreendam diferentes 
problemas, sensibilizando-os para que atuem na resolução dessas questões;
Ampliação das habilidades socioambientais
–
desenvolver valores sociais para que haja fortalecimento da motivação 
relacionada à conservação do meio ambiente, bem como à recuperação de 
áreas já afetadas por impactos

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