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POLÍTICA, ESTADO E DEMOCRACIA
REVISÃO PARA AV1
POLÍTICA, ESTADO E DEMOCRACIA
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A ORIGEM DO TERMO "POLÍTICA"
A palavra "política" tem sua origem no termo
grego "pólis", que se referia às cidades-
estado da Grécia Antiga, como Atenas e
Esparta. A pólis era não apenas um espaço
geográfico, mas também uma comunidade
organizada, onde os cidadãos discutiam e
decidiam sobre os assuntos públicos.
FILOFOFIA POLÍTICA: OBJETO E ORIGEM
A dimensão filosófica do estudo da vida política está
intrinsecamente ligada à crítica da vida política, que
é o objeto central da Filosofia Política. Essa disciplina
não se limita a descrever fatos ou analisar
comportamentos empíricos, mas busca refletir sobre
os fundamentos, os valores e as contradições
inerentes à organização do poder, da justiça e da
liberdade na sociedade.
O termo Ciência Política, em sua origem, foi criado
pelo filósofo político a Nicolau Maquiavel (1469-
1527). em sua obra "O Príncipe" (1513), estabeleceu as
bases para um estudo sistemático e realista do
poder, separando a análise política da moral religiosa
e da filosofia clássica. Ele foi um dos primeiros a tratar
a política como um campo autônomo de estudo,
fundamentado na observação empírica e na análise
estratégica do governo.
MAQUIAVEL E SUAS CARACTERÍSTICAS
Maquiavel não defendia a democracia como um regime ideal; seu
foco era no poder realista do governante, não em sistemas
participativos.
Para ele, os fins justificam os meios, desde que garantam a
estabilidade e a segurança do Estado. Um governante pode usar a
força, a manipulação ou a traição se isso for necessário para manter o
poder e a ordem.
Maquiavel separa a moral religiosa da ação política. Enquanto a ética
cristã condena a mentira e a violência, a política exige que o
governante aja conforme as necessidades do Estado, mesmo que isso
vá contra os princípios religiosos.
Para Maquiavel, o governante deve agir de forma a garantir a
estabilidade do Estado, mesmo que isso exija medidas cruéis ou
imorais. O bem comum justifica ações que, em outras circunstâncias,
seriam condenáveis.
A virtù maquiavélica: A habilidade prática do governante em
adaptar-se às circunstâncias, usar estratégias eficazes e garantir a
sobrevivência do Estado, seja pela diplomacia ou pela força.
Forma Pura (Boa)
Forma Corrupta
(Desvirtuada)
Monarquia
(Governo de um)
Tirania
Aristocracia Oligarquia
Politia (República) Democracia
FORMAS DE GOVERNO PARA ARISTÓTELES
Aristóteles classifica os regimes políticos em
três formas puras (boas) e três formas
corruptas (desvirtuadas), baseando-se no
interesse público vs. interesse privado:
HOBBES E O ESTADO DE NATUREZA
Thomas Hobbes (1588–1679), em sua obra "Leviatã"
(1651), desenvolve uma das teorias mais influentes
sobre o estado de natureza e a necessidade do Estado.
Sua visão é profundamente pessimista e fundamenta a
ideia de um contrato social para evitar o caos.
A igualdade natural entre os homens, longe de ser uma
vantagem, torna o conflito ainda mais inevitável. Como
todos têm capacidades físicas e intelectuais
semelhantes, ninguém está seguro: o mais fraco pode,
por astúcia ou aliança, destruir o mais forte. Nesse
contexto, não há propriedade, indústria, cultura ou
progresso – apenas o medo constante e a ameaça de
uma morte violenta. A vida no estado de natureza, nas
palavras cruas de Hobbes, é "solitária, pobre, sórdida,
embrutecida e curta".
Logo, para Hobbes, o estado de natureza é sinônimo de
guerra, haja vista não haver limites para a maldade
humana e suas consequências.
O ESTADO DE NATUREZA EM ROUSSEAU
O estado de natureza para Rousseau é uma
situação de desigualdade. Para ele, o
contrato social serve para tentar resgatar a
isonomia que, em teoria, todos os seres
humanos deveriam ter.
Logo, o contrato social servirá para buscar a
igualdade entre os homens, tornar eficaz a
igualdade material, sendo a condição para
se encontrar liberdade. Tal liberdade, por
exemplo, encontra-se na democracia
popular, onde o povo detém o poder e a
liberdade de expressão e opinião.
SANTO AGOSTINHO
O pensamento de Santo Agostinho de Hipona (354–430 d.C.), um dos
maiores filósofos e teólogos do cristianismo, é marcado pela síntese entre a
filosofia greco-romana (especialmente o platonismo) e a doutrina cristã.
Suas ideias influenciaram profundamente a teologia, a filosofia política e a
ética ocidental. Vamos explorar os principais aspectos de seu pensamento:
Agostinho busca a verdade através da razão iluminada pela fé ("Creio
para entender, entendo para crer" – "Credo ut intelligam, intelligo ut
credam").
Cidade de Deus (Civitas Dei): Composta pelos que amam a Deus e
buscam a vida eterna.
Cidade dos Homens (Civitas Terrena): Composta pelos que amam a si
mesmos e os prazeres mundanos.
O mal não é uma substância, mas a ausência de bem (privatio boni),
como a escuridão é a ausência de luz.
O homem tem livre-arbítrio, mas após a Queda, sua vontade está
inclinada ao pecado.
A graça divina é necessária para a salvação (contra os pelagianos).
JOHN LOCKE JEAN - JAC QUES ROUSSEAU
Locke via o estado de natureza como um estado de liberdade e
igualdade, onde os homens viviam racionalmente, seguindo a lei
natural (direito à vida, liberdade e propriedade). Embora houvesse
conflitos, não era um estado de guerra generalizado, pois os homens
eram capazes de resolver disputas pela razão.
Para Locke, a propriedade era um direito natural, adquirido pelo
trabalho (quem cultivava a terra tornava-a sua). Ele defendia que o
governo deveria proteger esse direito.
O estado de natureza para Rousseau é uma situação de
desigualdade. Para ele, o contrato social serve para tentar resgatar a
isonomia que, em teoria, todos os seres humanos deveriam ter.
Rousseau criticava a propriedade privada como a fonte da
desigualdade social. Em seu Discurso sobre a Origem da
Desigualdade, ele argumenta que o primeiro homem que cercou um
pedaço de terra e disse "isto é meu" foi o verdadeiro fundador da
sociedade desigual.