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INTRODUÇÃO
 -> A implementação universal de testes
de audição para recém-nascido,
conhecido como triagem auditiva
neonatal universal (TANU) tem
simplificado o processo de diagnóstico
auditivo precoce e viabilizado o início
imediato de tratamentos fonoaudiológicos
e médicos durante uma fase crucial de
desenvolvimento e adaptabilidade do
sistema nervoso central, contribuindo para
perspectivas otimistas quanto ao
progresso global da criança. O início
precoce da intervenção com bebês muito
novos tem levado a alterações na forma
como os profissionais lidam com a
audição infantil, levando em conta as
especificidades do tratamento
fonoaudiológico com bebês e o uso de
protocolos comprovados cientificamente
para esse grupo.
-> A perda auditiva na infância ocasiona
dificuldades sensoriais em relação aos
sons da fala, prejudicando o
desenvolvimento da linguagem oral das
crianças. Para superar isso, são utilizados
aparelhos auditivos ou implantes
cocleares em casos graves ou profundos
de perda auditiva, permitindo assim o
acesso aos sons da fala.
INTRODUÇÃO
-> A adaptação de aparelhos auditivos em
bebês segue quatro etapas similares às
usadas em adultos:
 Avaliação1.
Escolha do dispositivo eletrônico2.
Verificação da amplificação3.
Verificação e Análise dos resultados4.
-> É essencial que todo o procedimento seja
focado na família, oferecendo apoio e
orientação para lidar com o diagnóstico e
entender as necessidades e potenciais de
seu filho com deficiência auditiva.
AVALIAÇÃO
-> O ponto de partida para garantir uma
adaptação adequada dos dispositivos de
audição e estabelecer metas realistas é o
diagnóstico auditivo. Esse diagnóstico é
completo quando identifica o tipo, grau e
configuração da perda auditiva ou
confirma a audição normal. É
recomendado realizar avaliações auditivas
regularmente para monitorar possíveis
mudanças na audição, como alterações na
orelha média ou progressão da perda
auditiva, garantindo ajustes apropriados na
amplificação.
 
Material feito por Ariel Cecon, a venda do
mesmo por terceiros é proibida. Sua venda é
permitida apenas pelo site
 resumosdefono.com.br. Não faça plágio,
não compartilhe em grupos públicos, caso
cometa algum desses atos medidas
judiciais serão tomadas. Bons estudos!
FONTE BIBLIOGRÁFICA: Tratado de Audiologia
@fonoarielcecon / resumosdefono.com.br
Amplificação Sonora em BebêAmplificação Sonora em Bebê
Figura 1:Triagem Auditiva Neonatal Universal. Fonte: Conselho
Federal de Fonoaudiologia
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Amplificação Sonora em BebêAmplificação Sonora em Bebê
AVALIAÇÃO
-> A seleção dos testes para avaliar a
audição em crianças depende não apenas
da idade, mas principalmente do seu
estágio de desenvolvimento
neuropsicomotor. Por isso, é essencial iniciar
qualquer avaliação auditiva com uma
entrevista detalhada com a mãe ou
cuidador, visando entender o
desenvolvimento motor, visual, social,
cognitivo, linguístico, emocional e auditivo
da criança. Para realizar uma avaliação
auditiva completa em crianças, é
necessário utilizar um conjunto abrangente
de testes que examinem todo o sistema
auditivo. Isso possibilita identificar o tipo,
grau e configuração da perda auditiva. Os
testes incluem potencial evocado auditivo
de tronco encefálico (Peate), emissões
otoacústicas (EOA) e medidas de imitância
acústica.
-> O diagnóstico audiológico neonatal 
considera as respostas eletrofisiológicas em
frequências específicas,. Apesar de estarem
fortemente correlacionados, os limiares
eletrofisiológicos em crianças geralmente
são de 5 a 30 dB mais altos do que os
limiares comportamentais obtidos na
audiometria tonal. Essa discrepância varia
de acordo com a idade, o tipo de transdutor
usado, a calibração, o estímulo e os
parâmetros aplicados.
 
IMPRESSÃO E CONFECÇÃO DO MOLDE
AURICULAR
-> A impressão do molde auricular deve ser
realizada imediatamente após o
diagnóstico, caso haja necessidade de
utilizar aparelhos auditivos.
-> A confecção dos pré-moldes é feita por
um fonoaudiólogo experiente, sob
recomendação do otorrinolaringologista. É
essencial que o meato acústico externo
(MAE) esteja livre de cerúmen antes da
impressão do molde, pois isso é crucial
para a colocação do tampão bloqueador e
para a medição da RECD (diferença real
entre a orelha e o acoplador de 2 cc).
-> Durante a confecção e aplicação dos
moldes, é importante seguir um processo
cuidadoso. 
 
Figura 2: Confecção do molde do aparelho
auditivo
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Amplificação Sonora em BebêAmplificação Sonora em Bebê
RECD - REAL EAR TO COUPLER DIFFERENCE
-> Moodie et al., em 1994, introduziram a
RECD, que representa a diferença,
dependendo da frequência, entre a saída
do dispositivo eletrônico de amplificação
sonora medida na orelha externa e no
acoplador de 2 cc. Essa medida visa
adaptar a amplificação considerando os
efeitos da cabeça, pavilhão auricular, tronco
e, principalmente, a ressonância do Meato
Acústico Externo (MAE). A incorporação da
RECD na seleção de dispositivos para
crianças pequenas e bebês facilita um
ajuste mais preciso da resposta de
frequência necessária para cada criança.
Essa medida é endossada pela Academia
Americana de Audiologia desde 2003.
 
-> Para realizar a medida, é feita uma
varredura de tons puros com a mesma
intensidade sonora (60 dB NPS) usando um
fone de inserção. Em seguida, mede-se o
nível de pressão sonora resultante no Meato
Acústico Externo (MAE) da criança com o
molde auricular, utilizando um equipamento
com microfone-sonda, e no acoplador de 2
cc, com o microfone de referência. A
diferença entre essas duas medidas é a
RECD.
IMPRESSÃO E CONFECÇÃO DO MOLDE
AURICULAR
-> Passo a passo para confecção do molde
em um processo cuidadoso para o bebê e
para a família ocorre da seguinte forma:
Realizar meatoscopia para avaliação
do comprimento do MAE e colocação
correta do tampão bloqueador.
Ter certeza de que o diâmetro do MAE é
suficiente para conter o tubo revestido
pelo silicone do molde, para que a
extremidade do tubo não seja
deformada e/ou ocluída pela
compressão do silicone, distorcendo e
reduzindo a amplificação.
Deve-se realizar a impressão do pré-
molde com o dispositivo eletrônico de
amplificação sonora retroauricular
posicionado na orelha do bebê e injetar
lentamente a massa de moldagem
para que não não haja pressão
excessiva,.
O material do molde deve ser flexível
para dar conforto ao bebê, que fica
ainda muito tempo deitado.
 
As condições do tubo devem ser
verificadas e o tubo trocado sempre
que necessário..
Lembrar que a cada troca de molde
nova RECD deve ser obtida e,
consequentemente, novo ajuste dos
dispositivos deve ser realizado.
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Amplificação Sonora em BebêAmplificação Sonora em Bebê
SELEÇÃO DO DISPOSITIVO ELETRÔNICO
-> O Método DSL v.5 considera todas as
variações de tamanho de orelha, método e
transdutor usado na medição dos limiares
audiológicos, necessidades acústicas para
perceber a fala, tipo de amplificação
utilizada e tipo de estímulo usado na
verificação da amplificação. 
 
-> Dessa forma, todas as variáveisenvolvidas na determinação da
amplificação ideal são controladas,
permitindo que o fonoaudiólogo saiba
precisamente o som amplificado gerado no
Meato Acústico Externo (MAE) do bebê e a
probabilidade de perceber a fala. Isso
possibilita uma adaptação segura do
dispositivo auditivo ou a indicação de outros
dispositivos, como o implante coclear em
bebês, e o direcionamento da terapia
fonoaudiológica.
-> Este método visa restabelecer a
percepção padrão de intensidade sonora
para o usuário do dispositivo.
SELEÇÃO DO DISPOSITIVO ELETRÔNICO
 Método descritivo DSL1.
Método desenvolvido por Dr. Richard
Seewald e o Prof. Mark Ross, para realizar
o ajuste pediátrico necessário nos
dispositivos eletrônicos de amplificação
sonora.
-> O DSL parte do pressuposto de que a fala
é a informação sonora mais relevante a ser
amplificada. Portanto, define o espectro
acústico da fala como o som de entrada a
ser tornar audível e confortável, levando em
consideração as diversas necessidades
relacionadas à intensidade e à relação
sinal-ruído para a percepção dos sons da
fala, que variam de acordo com a idade.
-> Para simplificar e comparar a informação
técnica do fabricante com os resultados da
verificação, expressos em NPS, o método
também começou a usar todos os dados
audiológicos e o espectro acústico da fala
em NPS, criando o SPLgram, que é
essencialmente um audiograma em nível
de pressão sonora. Outra diferença
significativa do DSL é que considera a
diferença de tamanho da orelha do bebê e
seu impacto no NPS resultante no meato
acústico externo, em comparação com as
informações dos fabricantes e softwares
dos dispositivos auditivos.
-> Com base nessas considerações, foi
criada uma nova versão do método, o DSL
v5.0,.
 
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Amplificação Sonora em BebêAmplificação Sonora em Bebê
VALIDAÇÃO
-> Após 7 ou 14 dias para perdas leves e
moderadas, e um pouco mais de tempo
para perdas severas ou profundas, uma
avaliação formal de detecção de sons de
fala pode oferecer respostas mais
confiáveis e consistentes. Isso acontece
porque o bebê está cada vez mais
consciente de que, quando ouve um som,
há uma imagem correspondente àquela
experiência, associada a algo ou alguém.
 
-> Os questionários Little Ears e IT-MAIS são
importantes para examinar as respostas do
bebê com base nos relatos dos pais.
Apresentar os 6 sons do Ling (a, i, u, sh, s, m)
pode melhorar a precisão das informações
coletadas. Durante os dois primeiros anos
de vida, a utilização de brinquedos
associados a sons específicos pode facilitar
essa avaliação, já que a criança tende a
direcionar seu olhar para o brinquedo
correspondente.
-> . Quando viável, é aconselhável realizar
uma timpanometria antes de verificar os
limiares tonais. Se o resultado da
timpanometria for regular e não justificar as
respostas inesperadas, pode-se revisar os
limiares usados no método prescritivo. Se
necessário, os limiares auditivos da criança
podem ser reavaliados.
VERIFICAÇÃO DA AMPLIFICAÇÃO
-> O propósito da amplificação é garantir
ao bebê o acesso máximo ao estímulo da
fala, de maneira segura e confortável. Para
isso, deve incluir procedimentos prescritivos
que levem em conta as medições
realizadas no ambiente real. Desta forma, é
possível garantir uma adaptação
personalizada, levando em consideração as
características únicas de cada bebê.
-> A escolha e o teste dos dispositivos de
amplificação sonora em crianças devem se
basear em procedimentos eletroacústicos,
não em testes de comportamento. Isso
ocorre porque a variabilidade nos testes
comportamentais é considerada muito alta
e, portanto, não é um bom indicador para
esses processos. A etapa de teste é crucial
para garantir que a configuração do
aparelho auditivo produza o nível de
pressão sonora (NPS) necessário para
tornar a fala audível e confortável na orelha
do bebê.
 VALIDAÇÃO
-> A fase de validação inclui observações
para verificar se as respostas aos sons são
consistentes com a audibilidade para os
sons da fala conforme determinado
durante a verificação. A validação pode ser
realizada observando os comportamentos
esperados em situações clínicas específicas
predefinidas.
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Amplificação Sonora em BebêAmplificação Sonora em Bebê
VALIDAÇÃO
-> Para garantir a precisão na
elaboração do plano terapêutico e nos
encaminhamentos adequados às
características auditivas de cada
criança, é essencial aplicar
continuamente o princípio de
verificação cruzada nos resultados
dos procedimentos usados na
avaliação audiológica. Essa precisão é
crucial no processo de prescrição do
dispositivo e permite validar sua
eficácia com base no comportamento
auditivo da criança adaptada aos
aparelhos de amplificação sonora.
Anote o que achou importante e bons
estudos!