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TIF 
TEMAS INERENTES À FUNÇÃO
Dispõe sobre o exercício da profissão de tripulante 
de aeronave, denominado aeronauta; e revoga a Lei 
nº 7.183, de 5 de abril de 1984.
AERONAUTA
Esta Lei regula o exercício das profissões de piloto de
aeronave, comissário de voo e mecânico de voo,
denominados aeronautas, que devem obrigatoriamente
ser detentores de licença e certificados emitidos pela
autoridade de aviação civil brasileira no exercício de suas
funções a bordo de aeronave nacional ou estrangeira em
virtude de contrato de trabalho regido pela legislação
brasileira.
A profissão é privativa de brasileiros natos ou
naturalizados, mas empresas brasileiras que operam em
linhas internacionais poderão utilizar CMS estrangeiros,
desde que estes não excedam 1/3 dos CMS a bordo da
aeronave.
TRIPULANTE
É o aeronauta no exercício de função 
específica a bordo da aeronave.
TRIPULANTE EXTRA
É o aeronauta que se deslocar a serviço da 
empresa sem exercer função a bordo
da aeronave.
TRIPULANTES
 Tripulantes de Voo
Comandante, Copiloto e Mecânico de Voo
 Tripulantes de Cabine
Comissários
 Tripulantes Extras
Voo ou cabine sem exercer função a bordo
TRIPULANTES
Funções dos Tripulantes de Voo
• Comandante: responsável pela operação e pela segurança da
aeronave, exercendo a autoridade inerente à função desde o
momento em que se apresenta para o voo até o momento em que,
concluída a viagem, entrega a aeronave.
• Copiloto: auxilia o comandante na operação da aeronave.
• Mecânico de voo: auxiliar do comandante, encarregado da
operação e do controle de sistemas diversos.
Funções dos Tripulantes de Cabine
• Comissários de voo: auxiliares do comandante para o
cumprimento das normas relativas à segurança e ao atendimento
dos passageiros a bordo, da guarda de bagagens, documentos,
valores e malas postais e de outras tarefas que lhes tenham sido
delegadas pelo comandante.
TRIPULAÇÃO
Conjunto de tripulantes que exercem 
função a bordo de aeronave. 
Existem 4 tipos de tripulações:
 Mínima
 Simples
 Composta
 Revezamento 
TRIPULAÇÃO MÍNIMA
É a tripulação determinada conforme o tipo de 
aeronave, de acordo com sua certificação. Pode 
ser utilizada em voos locais de instrução, de 
experiência, de vistoria e de translado.
TRIPULAÇÃO SIMPLES
TRIPULAÇÃO COMPOSTA
TRIPULAÇÃO DE REVEZAMENTO
Locais para descanso 
Será assegurado aos tripulantes de voo e de cabine, quando
estiverem em voo com tripulação composta ou de revezamento,
descanso a bordo da aeronave, em acomodação adequada, de
acordo com as especificações definidas em norma estabelecida
pela autoridade de aviação civil brasileira.
• Tripulação composta: será assegurado número de acomodações
para descanso a bordo igual ao número de tripulantes
somados à tripulação simples.
• Tripulação de revezamento: será assegurado número de
acomodações para descanso a bordo igual à metade do total
de tripulantes.
CRC – CREW REST COMPARTMENT
Vídeo Sarcófago
CRC – CREW REST COMPARTMENT
As tripulações composta e de revezamento só 
podem ser empregadas em voos internacionais ou...
 mediante programação
 para atender atrasos ocasionados por condições
meteorológicas desfavoráveis
 por trabalhos de manutenção
A transformação será somente na origem do voo 
e até o limite de 3 horas a partir da apresentação.
A contagem de tempo para o limite da jornada será a 
partir da apresentação da tripulação original ou do 
reforço, o que ocorrer primeiro.
Sistema de Gerenciamento de Risco 
de Fadiga Humana
As limitações operacionais compreendem limites de voo, de 
pouso, de jornada de trabalho, de sobreaviso, de reserva e de 
períodos de repouso, bem como outros fatores que possam 
reduzir o estado de alerta da tripulação ou comprometer o seu 
desempenho operacional.
O Sistema de Gerenciamento de Risco de Fadiga Humana será 
regulamentado pela autoridade de aviação civil brasileira com 
base nas normas e recomendações internacionais de aviação civil 
(ICAO).
Base Contratual
É onde o contrato de trabalho do tripulante estiver registrado.
Será fornecido pelo empregador transporte gratuito aos 
tripulantes de voo e de cabine sempre que se iniciar ou 
finalizar uma programação de voo em aeroporto situado a 
mais de 50 Km de distância do aeroporto definido como base 
contratual.
No caso de viagem que termine em aeroporto diferente do 
definido como base contratual e situado a mais de 50Km de 
distância, o repouso mínimo regulamentar será acrescido de, 
no mínimo, 2 horas.
ESCALA DE SERVIÇO
A escala deverá observar, como princípio, a utilização do 
aeronauta em regime de rodízio e em turnos compatíveis 
com a higiene e a segurança do trabalho.
Divulgação da escala
Escala, no mínimo mensal, divulgada com antecedência
mínima de 5 dias, determinando os horários de início e
término de voos, serviços de reserva, sobreavisos e folgas.
 Em 4 meses do ano, as empresas estão autorizadas,
caso julguem necessário, a divulgar escala semanal com
antecedência mínima de 2 dias, para a primeira semana
de cada mês, e de 7 dias, para as semanas subsequentes.
JORNADA DE TRABALHO
É a duração do trabalho do aeronauta contada entre a
hora de apresentação no local de trabalho e a hora em
que o mesmo é encerrado.
A jornada será considerada encerrada 30 minutos
após o corte dos motores, no caso de voos domésticos, e
45 minutos após a parada final dos motores, no caso de
voos internacionais.
A apresentação no aeroporto ou em outro local
estabelecido pelo empregador deverá ocorrer com
antecedência mínima de 30 (trinta) minutos da hora
prevista para o início do voo.
Limites de jornada para cada tipo de tripulação
MÍNIMA: 9hs
SIMPLES: 9hs
COMPOSTA: 12hs
REVEZAMENTO: 16hs
JORNADA DE TRABALHO
AINDA NA JORNADA
O que conta como Jornada?
Tempos de voo, reserva, 1/3 do sobreaviso, deslocamento como
extra, adestramento em simulador, cursos presenciais ou a
distância, treinamentos e reuniões
 Limite semanal: 44 horas
 Limite mensal: 176 horas
Os limites de jornada poderão ser ampliados em 60 minutos
no máximo nos casos abaixo:
 A critério do Comandante
 Inexistência de acomodações
 Espera longa por fatores meteorológicos ou trabalhos de
manutenção
 Por imperiosa necessidade (catástrofes naturais e problemas
de infraestrutura)
SOBREAVISO
 Período de 3 a 12 horas
 Permanência em local de sua escolha
 Apresentação em até 90 minutos
* Tripulante designado para aeroporto diferente da base
contratual terá prazo de 150 minutos para a apresentação
 Limites de 2 semanais e 8 mensais
 As horas de sobreaviso serão pagas à base de 1/3 (um 
terço) do valor da hora de voo
RESERVA
 Período de 3 a 6 horas
 Permanência no D.O.
 Não há limites
 Acomodações acima de 3 horas
 A hora de reserva será paga na mesma base da hora 
de voo
VIAGENS
 Saída da base até o regresso à mesma
 Uma viagem pode compreender uma ou mais jornadas
 Passagem pela base sem dispensa do voo
* O empregador não poderá exigir do tripulante de voo ou de cabine
complementação de voo ou qualquer outra atividade ao final da viagem,
por ocasião do retorno à base contratual, sendo facultada ao tripulante a
aceitação, não cabendo qualquer tipo de penalidade em caso de recusa.
HORA DE VOO
 Denomina-se também “Tempo de Voo”
 Período entre o início do deslocamento (ou partida dos motores) e 
o corte dos motores
LIMITES DE VOO E POUSOS 
TRIPULAÇÃO TEMPO DE VOO POUSOS
MÍNIMA 8h 4
SIMPLES 8h 4
COMPOSTA 11hs 5
REVEZAMENTO 14hs 4
* Pode ser acrescido mais 1 pouso aos limites estabelecidos. O repouso
que precede a jornada será aumentado em 2 horas.
LIMITES DE TEMPO DE VOO
TIPOS DE AERONAVES MÊS ANO
Avião a jato 80hs 800hs
Avião turbo hélice 85hs 850hs
Avião convencional 100hs 960hs
Helicópteros 90hs 930hs
* Os limites de tempo de voo em intervalo inferior a 30 dias, serão 
proporcionais ao limite mensal mais 10 horas.
Exemplo: No caso de tripulante deavião a jato, de
acordo com a tabela, poderá voar 80h por mês.
Se, em determinado mês, este tripulante voar 18
dias, a conta fica desta forma:
30 dias ------ 80 horas
18 dias ------ ?
•Os limites de tempo de voo em intervalo inferior a
30 dias, serão proporcionais ao limite mensal mais
10 horas.
Resultado: 48 + 10 = 58 horas
REPOUSO
Período de no mínimo 12 horas após uma jornada em que 
o tripulante fica desobrigado da prestação do serviço.
 No caso de Sobreaviso, o aeronauta terá um repouso de 8h
caso não seja acionado.
 São assegurados transporte ou ressarcimento deste, fora da
base, entre o aeroporto e local de repouso e vice-versa.
 Quando o transporte não estiver disponível ao término da
jornada, o repouso será computado a partir da colocação do
mesmo à disposição da tripulação.
 Quando ocorrer o cruzamento de 3 (três) ou mais fusos
horários em um dos sentidos da viagem, o tripulante terá, na
base contratual, o repouso acrescido de 2 (duas) horas por
cada fuso cruzado.
FOLGA
 Período de no mínimo 24 horas após uma jornada em que o
tripulante, em sua base, sem prejuízo da remuneração, fica
desobrigado de qualquer atividade.
 A folga deve ocorrer no máximo após o 6º período consecutivo de
trabalho.
 O número de folgas será no mínimo de 10 dias, incluindo a folga
social, que será composta por um sábado e um domingo uma
vez por mês.
 A folga só começa após o repouso da jornada.
REMUNERAÇÃO
 Salário base + horas de voo + adicional 
noturno + compensação orgânica + cargo...
 Não integram a remuneração: as diárias de 
alimentação, de hospedagem e transporte.
 Considera-se voo noturno o realizado 
entre às 22:00 e às 05:00
 A hora de voo noturno será computada 
como 52’30”
ALIMENTAÇÃO
 Terra: duração de 45 a 60 minutos
Nas situações de reserva ou treinamento será 
entre 12:00 e 14:00 e entre 19:00 e 21:00
 Voo: servida de 4 em 4 horas
 Nos voos realizados entre 22:00 e 06:00, 
será servida uma refeição se a duração do 
voo for igual ou superior a 3 horas.
 Os intervalos para alimentação não serão 
computados como jornada.
FÉRIAS
 As férias do aeronauta serão de 30 dias.
Em caso de acordo coletivo, poderão ser fracionadas.
 A notificação terá antecedência de 30 dias.
 O valor das férias será depositado com antecedência de 48
horas do período aquisitivo.
 As férias não poderão se converter em abono pecuniário ($$$),
exceto nos casos de rescisão de contrato.
CERTIFICADOS E HABILITAÇÕES
 É de responsabilidade do empregador o custeio do
certificado médico e de habilitação técnica de seus
tripulantes, sendo responsabilidade do tripulante manter
em dia seu certificado médico, como estabelecido na
legislação em vigor.
 Cabe ao empregador o controle de validade do
certificado médico e da habilitação técnica para que sejam
programadas, na escala de serviço do tripulante, as datas e,
quando necessárias, as dispensas para realização dos
exames necessários para a revalidação.
TRANSFERÊNCIAS
PROVISÓRIA
 de 30 a 120 dias
 sem mudança de domicílio
 no regresso terá uma licença remunerada de 2 dias para o 1º mês e 
mais 1 dia para cada mês subsequente. Deverá permanecer na sua 
base por 180 dias
 serão asseguradas acomodações, alimentação e transportes
 a notificação será feita ao aeronauta com antecedência de 15 dias
PERMANENTE
 período superior a 120 dias
 com mudança de domicílio
 serão assegurados ajuda de custo, transporte e uma dispensa de 8 
dias dentro dos primeiros 2 meses
 no regresso deverá permanecer em sua base por 2 anos
 a notificação será feita ao aeronauta com antecedência de 60 dias
TRIPULAÇÃO JORNADA
LIMITES DE 
VOO E 
POUSOS
REPOUSO JORNADA DE ATÉ
MÍNIMA 9h 8h ou 4 12h 12h
SIMPLES 9h 8h ou 4 12h 12h
COMPOSTA 12h 11h ou 5 16h 12h até 15h
REVEZAMENTO 16h 14h ou 4 24h Mais de 15h
TABELA COMPLETA

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